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Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas
Mercado

Embarques de soja em grão devem atingir 10,5 mi de toneladas em agosto

Por Redação 19/08/2026
Escrito por Redação

Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas

Os embarques de soja em grão devem atingir 10,561 milhões de toneladas em agosto, contra 8,107 milhões de igual mês de 2025, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Já as exportações de farelo devem alcançar 2,517 milhões de toneladas em agosto, contra 2,021 milhões do mesmo mês do ano passado. Os embarques de milho devem chegar a 5,632 milhões de toneladas em agosto, contra 7,335 milhões de igual mês de 2025.

Fonte: Datagro

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Tecnologia

Manejo adequado pode reduzir impactos do El Niño sobre a soja na safra 2026/27

Por Redação 19/08/2026
Escrito por Redação
Manejo adequado pode reduzir impactos do El Niño sobre a soja na safra 2026/27

Enquanto no Sul a expectativa é de chuvas acima do normal, no Norte e Nordeste são previstas redução e maior irregularidade das precipitações // Foto: Luiz Menegheti

A ocorrência do El Niño durante a safra 2026/2027 deve exigir atenção redobrada dos produtores de soja, com riscos distintos entre as regiões brasileiras. Enquanto o Sul poderá enfrentar excesso de chuvas, maior erosão do solo e condições favoráveis à ocorrência de doenças, no Norte e no Nordeste, os principais riscos estão associados à redução e à irregularidade das precipitações. Pesquisadores da Embrapa apontam que práticas de manejo adotadas desde o planejamento da safra podem reduzir esses impactos.

Entre as estratégias recomendadas estão o respeito aos períodos de semeadura indicados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a formação de palhada para proteção do solo, o escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos. As medidas ajudam a diminuir os riscos associados tanto ao excesso quanto à redução e irregularidade das chuvas ao longo da safra.

Para o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), o impacto do El Niño sobre a produção agrícola irá depender da intensidade, do volume e da distribuição de chuva e também do manejo agrícola implantado em cada propriedade. “Mesmo sendo um ano de risco, o produtor pode se precaver adotando, desde agora, diferentes práticas agrícolas que diminuam os efeitos deste fenômeno”, avalia.

A expectativa é que no Sul do Brasil, o El Niño provoque um volume de chuvas acima do normal e, no Norte e Nordeste, haja menos chuva. Para a mitigação e a adaptação aos impactos desse fenômeno climático, a Embrapa recomenda a adoção de estratégias integradas de gestão de riscos climáticos para culturas.

“Uma das primeiras observações é o respeito aos períodos de semeadura preconizados pelo Zarc para as culturas de verão”, enfatiza o pesquisador.

Ele aponta ainda que, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos do El Niño deverão ser menos perceptíveis na próxima safra de soja. “Às vezes, o fenômeno provoca maiores temperaturas, menor umidade do ar e atraso no início das chuvas para a safra de verão na região Centro-Oeste”, afirma. Mesmo assim, as práticas agrícolas recomendadas para o Norte, o Nordeste e o Sul podem ser estendidas também às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Planejamento

Tanto para a região Sul quanto para o Norte e para o Nordeste, antes da semeadura das culturas de verão como a soja e o milho, a Embrapa indica a implantação de plantas de cobertura para favorecer a formação abundante de palhada. De acordo com Farias, no Sul, um dos principais riscos será a erosão hídrica severa. Por isso, a formação da cobertura vegetal (centeio, aveia – foto abaixo -, nabo forrageiro, entre outros) ainda no inverno, aparece como estratégica para a proteção do solo. “Essa recomendação pode diminuir o efeito do impacto da gota da chuva sobre o solo: principal fator de erosão causado pela chuva”, observa.

No Norte e no Nordeste, as culturas de verão estão sujeitas ao maior risco de falta de água, o que pode ser minimizado também com a cobertura do solo com palhada, por intermédio de plantas de serviço como a braquiária, milheto, crotalária, entre outras. “

Essas plantas promovem maior disponibilidade de água, estimulando a infiltração e a diminuição da evaporação, além de reduzir a temperatura do solo”, complementa o pesquisador.

Ainda nas regiões Norte e Nordeste, o manejo fitossanitário da cultura da soja merece atenção para as possíveis alterações na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, em virtude de redução do volume e irregularidades na distribuição das chuvas. “Essa condição geralmente reduz a ocorrência de doenças foliares. Por outro lado, pode dificultar o controle de plantas daninhas e favorecer algumas pragas, como a mosca-branca. Por isso, o monitoramento é importante para orientar a aplicação de defensivos no momento adequado”, destaca o também pesquisador da Embrapa Soja Maurício Meyer.

Para distribuir o risco ao longo da safra, outra indicação apontada pela Embrapa é a semeadura escalonada para evitar o desenvolvimento concentrado numa mesma fase. A prática pode minimizar tanto os efeitos da ocorrência de seca quanto os do excesso de chuva — que também pode ser prejudicial dependendo da fase da cultura em que ocorra. Farias salienta que a indicação da Empresa é combinar o escalonamento da época de semeadura com o uso de cultivares em diferentes ciclos para reduzir os riscos, pois caso ocorra algum evento extremo, nem toda a lavoura será igualmente afetada.

Particularidades do Sul do Brasil

A Embrapa elaborou uma nota técnica que aborda a mitigação dos efeitos do El Niño 2026/2027 na agropecuária da Região Sul do Brasil. Em anos com altos volumes de chuva e maior frequência de dias nublados na primavera-verão, os pesquisadores entendem que os desafios no manejo da soja e do milho merecem atenção redobrada.

Para minimizar riscos, uma das recomendações é a semeadura em nível (ou em contorno), técnica conservacionista em que as linhas acompanham as curvas de nível, perpendicularmente ao sentido do declive. A prática reduz a velocidade do escoamento superficial ao diminuir a energia da água. Segundo Farias, favorece também a infiltração de água no perfil do solo, abastecendo o reservatório da lavoura e reduzindo a possibilidade de erosão por escoamento superficial.

Outra prática recomendada para garantir condições adequadas de drenagem superficial são os terraços. O terraceamento agrícola é uma prática de conservação do solo e da água em áreas agrícolas, por sua capacidade de reduzir o impacto da declividade, controlar o escoamento superficial, aumentar a infiltração de água no solo, minimizar as perdas por erosão hídrica, e colaborar com o armazenamento de água. Quando adequadamente dimensionado, o sistema de terraços desempenha papel central na retenção de água e na conservação dos recursos do solo.

Outro ponto importante é o manejo das tecnologias de aplicação de defensivos. O excesso de chuva pode dificultar as pulverizações para o controle de pragas, plantas daninhas e doenças. Farias alerta que “o manejo fitossanitário tem que ser muito mais racional. O produtor deve ficar atento para aplicar no momento adequado, porque senão joga dinheiro fora”.

Mais chuva, maior atenção às doenças

De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno El Niño até, pelo menos, o início de 2027, trazendo bom volume de chuvas para a cultura da soja na Região Sul.

O verão mais chuvoso, com calor e curtos períodos de sol, forma o ambiente perfeito para a incidência de doenças fúngicas na soja. Por isso, é importante reforçar o monitoramento, principalmente porque o molhamento prolongado favorece algumas doenças da soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo; e do milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões.

A pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Leila Costamilan explica que o primeiro problema que poderá aparecer nas lavouras, em anos de chuvas frequentes, é a podridão-radicular de fitóftora, a doença mais frequente em áreas compactadas, com solos mal drenados e acúmulo de água. Ela causa maiores perdas durante a emergência das plantas, levando à ressemeadura de soja em muitas lavouras. A orientação é utilizar cultivares resistentes e fazer o tratamento de sementes com fungicida específico.

Em anos chuvosos, a principal doença a ser controlada é a ferrugem-asiática da soja, que continua requerendo atenção de controle pelo seu elevado potencial de causar redução de produtividade. Segundo Meyer, períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas amenas favorecem o progresso da doença.

“Recomendamos o monitoramento das condições ambientais favoráveis e o acompanhamento dos primeiros relatos de ocorrência da doença para definir o melhor momento do controle químico e a utilização de fungicidas preventivamente ou no aparecimento dos sintomas”, afirma. O monitoramento da doença, durante a safra, pode ser feito pelo site do Consórcio Antiferrugem.

Outras medidas de manejo da doença recomendadas pela Embrapa incluem o cumprimento do vazio sanitário, o escape pela semeadura de cultivares precoces (no início da época recomendada) e a utilização de cultivares com genes de resistência. A publicação Eficácia de fungicidas para controle das principais doenças na cultura da soja também pode auxiliar os produtores na composição de programas de aplicações de fungicidas para controle de doenças da soja.

 

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ExpointerTecnologia

Massey Ferguson apresenta novo trator de pequeno porte na Expointer

Por Redação 19/08/2026
Escrito por Redação

Massey Ferguson apresenta novo trator de pequeno porte na Expointer

A Massey Ferguson participa da Expointer 2026 com uma novidade: o trator de pequeno porte MF 2700, nova série voltada aos pequenos e médios produtores que amplia a atuação da marca no segmento de tratores compactos. Durante a feira, que acontece de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio (RS), a marca apresenta um portfólio que reúne máquinas, agricultura de precisão, conectividade e serviços para aumentar a eficiência das operações agrícolas.

O lançamento do MF 2700 reforça a estratégia de inovação da Massey Ferguson em 2026. Ao longo do ano, a marca apresenta novidades em diferentes categorias, incluindo tratores, plantadeiras, colheitadeiras, pulverizadores e soluções de agricultura de precisão. Os lançamentos ampliam a oferta de soluções para produtores de diferentes perfis e sistemas de produção.

“Nosso objetivo é oferecer soluções que combinam equipamentos, tecnologias digitais e serviços para tornar as operações mais eficientes, econômicas e produtivas, independentemente do tamanho da propriedade”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

Nova série no portfólio de tratores

Resultado da parceria com a SDF, uma das principais fabricantes globais de tratores, a nova série MF 2700 foi desenvolvida para atender às necessidades de pequenos produtores e de atividades especializadas, oferecendo robustez, simplicidade de operação e excelente relação custo-benefício.

O novo trator de pequeno porte possui potência entre 35 cv e 60 cv. Os modelos possuem motores mecânicos de três cilindros e transmissão de oito velocidades, proporcionando facilidade de operação e baixo custo de manutenção. Plataformados, são indicados para horticultura, fruticultura, grãos, pecuária, serviços gerais, entre outros.

“Com o MF 2700 ampliamos nossa atuação em um segmento estratégico e passamos a atender produtores que buscam um trator compacto, robusto e confiável para diferentes aplicações. É uma solução desenvolvida para a realidade do campo brasileiro, mantendo os atributos de durabilidade e desempenho que caracterizam a Massey Ferguson”, destaca Zanetti.

Trator MF 5M

Além do lançamento do MF 2700, a Massey Ferguson leva à Expointer tecnologias desenvolvidas para aumentar a eficiência em todas as etapas da produção agrícola.

Entre os destaques está o MF 9S, maior e mais potente série de tratores da marca no Brasil, equipada com recursos de automação, conectividade e telemetria para operações de grande escala. A linha de tratores MF 5M e MF 6M amplia o acesso à agricultura de precisão ao disponibilizar tecnologias como piloto automático e conectividade embarcada para um número maior de produtores, além de oferecer opções mais simples e com melhor custo-benefício.

Já a série MF 3700 atende produtores que demandam maior potência e versatilidade, com modelos de 75 cv a 85 cv, motores de quatro cilindros, opções de transmissão de 8, 12 ou 15 velocidades, versões com tração 2WD ou 4WD e versões plataformada ou cabinada. A linha é indicada para culturas como grãos, arroz, citrus, pecuária, hortifrúti e serviços gerais.

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Expointer

49ª edição da Expointer começa dia 29 e será carbono neutro

Por Redação 18/08/2026
Escrito por Redação
49ª edição da Expointer começa dia 29 e será carbono neutro

Lançamento da Expointer 2026 ocorreu no Palácio Piratini com participação das entidades copromotoras – Foto: Maurício Tonetto/Secom

A 49ª Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Durante nove dias, a Expointer reunirá produtores, expositores, entidades, empresas, pesquisadores e visitantes em uma programação que contempla produção animal, agricultura familiar, máquinas e implementos, inovação, tecnologia, cultura e negócios. O lançamento ocorreu no final da tarde de segunda-feira (17/8), no Palácio Piratini.

“A feira é um momento importante no calendário cultural e econômico do Rio Grande do Sul, mobilizando um setor fundamental, o agronegócio, responsável por mais de 40% do PIB do Estado”, disse o governador Eduardo Leite.

A feira será de carbono neutro, com ação realizada pela empresa CRVR, selecionada por meio de edital público da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), utilizando créditos de carbono certificados. O processo inclui a elaboração de um inventário das principais fontes de emissão da feira, com a conversão dos dados em toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e), seguida da compensação com base em metodologia internacional (GHG Protocol), que considera carbono neutro os eventos em que as macrogerações são compensadas, assegurando transparência e padronização.

Programação, acessibilidade e agricultura familiar

A Expointer 2026 registra 7.926 animais de argola e rústicos inscritos. O Expointer 360º estará novamente disponível para auxiliar o público na circulação pelo Parque. O Pavilhão Internacional receberá o Querência Inclusiva, espaço destinado ao acolhimento de pessoas autistas, neurodivergentes e seus familiares. A estrutura contará com ambiente de convivência, área infantil, sala de regulação sensorial e local para orientação às famílias.

O Pavilhão da Agricultura Familiar contará com 509 expositores. Serão representados 218 municípios do Rio Grande do Sul. Do total de participantes, 400 são agroindústrias familiares, 74 atuam no artesanato e 28 trabalham com plantas, mudas e flores. Entre os empreendimentos de artesanato, oito são indígenas e três, quilombolas.

Ingressos

Os ingressos para a Expointer 2026 custam R$ 22 para pedestres. Estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência pagam meia-entrada, no valor de R$ 11. Crianças com menos de 6 anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, têm entrada gratuita.

O estacionamento custa R$ 53 por veículo, sem incluir a entrada do motorista e dos demais passageiros. A entrada dos visitantes na feira é diariamente das 8h às 20h. Em breve, serão divulgadas mais informações sobre a venda antecipada de ingressos.

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Feiras & EventosMercado

Fenasucro encerra 32ª edição com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios

Por Redação 18/08/2026
Escrito por Redação

Fenasucro encerra 32ª edição com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios

A 32ª Fenasucro & Agrocana encerrou a edição de 2026 com movimentação de R$ 14,1 bilhões em negócios, iniciados durante os quatro dias do evento, segundo levantamento realizado pelo CEISE Br junto aos expositores. O resultado reforça a capacidade da feira de conectar fornecedores, compradores e investidores em um momento de expansão dos biocombustíveis e de novas oportunidades para o setor.

Para Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, os números refletem a qualidade das conexões geradas durante o evento. “Chegamos ao fim desta edição com resultados que mostram a força da cadeia da bioenergia. Tivemos compradores, investidores e profissionais buscando tecnologias, novos projetos e soluções para aumentar a eficiência da produção”, afirma.

Segundo Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br, a 32ª edição mostrou a dimensão e a capacidade de articulação da cadeia bioenergética brasileira, ampliando oportunidades para a indústria de base nacional. “Encerramos essa edição com a convicção de que o setor está cada vez mais preparado para ocupar novos espaços no cenário nacional e internacional e para exercer um papel ainda mais estratégico na transição energética e na construção de uma economia de baixo carbono”, disse.

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Paraná pode colher safra de 25,9 milhões de toneladas, com destaque para a soja
Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho

Por Redação 18/08/2026
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.

Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.

Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).

 

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Tecnologia

Dia de Campo aborda como transformar dejetos animais em energia limpa

Por Redação 17/08/2026
Escrito por Redação

Dia de Campo aborda como transformar dejetos animais em energia limpa

Dejeto de suíno virando combustível, energia elétrica e fertilizante. Essa é a proposta do Dia de Campo sobre Biodigestão de Resíduos Animais, que o Sistema FAEP e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) promovem no dia 19 de agosto, próxima quarta-feira, em Salgado Filho, no Sudoeste do Estado. O evento leva o tema “Transformando Dejetos em Energia Limpa e Fertilizantes” a produtores da região. As vagas são limitadas em 100 participantes.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, iniciativas como essa apontam o caminho para um agro ainda mais sustentável. “O evento alia duas estratégias: a mitigação de impactos ambientais da produção e o aproveitamento de dejetos da suinocultura, que hoje é um passivo ambiental ao produtor rural”, afirma.

É exatamente esse passivo que a biodigestão converte em ativo econômico. Isso porque o dejeto, em especial o de suínos, pode virar energia elétrica, biogás, biometano como combustível e ainda biofertilizante. “Mais de 80% dos fertilizantes usados no Brasil são importados. Então, uma iniciativa como essa pode aumentar a nossa autonomia e gerar renda ao produtor rural. Além do mais, esse processo diversifica a produção e produz combustível, energia e biofertilizante”, completa Meneguette.

Programação

O evento terá três estações de trabalho. A primeira estação, “Biodigestão / Biogás e Energia”, fica a cargo do pesquisador Ricardo Steinmetz, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em seguida, o pesquisador Carlos Alberto Casali, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Dois Vizinhos, aborda a “Compostagem para transformar resíduo em fertilizantes”, explicando o processo, os cuidados necessários e o uso do composto orgânico como fertilizante. Fecha o roteiro o engenheiro agrônomo Volmir Anater, da Coopenad, com o tema “Produção de Fertilizantes a partir do composto e do digestato”.

Serviço
  • Dia de Campo Biodigestão de Resíduos Animais
    Data: 19 de agosto
    Horário: 8 Horas
    Local: Bosque Municipal – Salgado Filho
    Inscrição: DIA DE CAMPO BIODIGESTÃO DE RESÍDUOS ANIMAIS – Transformando Dejetos em Energia Limpa e Fertilizantes – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdQfBw_R9vlD1yk7Ye8GGfgo0pu33WKC8iDZU4SM2s1ZEoVEw/viewform
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Mercado

Portaria libera renegociação de dívidas rurais com equalização de juros

Por Redação 17/08/2026
Escrito por Redação

Portaria libera renegociação de dívidas rurais com equalização de juros

Somente um mês após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que institui um programa de renegociação de dívidas do setor agropecuário, o Ministério da Fazenda editou a portaria que faltava para que os bancos comecem, enfim, a colocar em prática as novas operações de crédito. A Portaria 2.423, de 13 de agosto de 2026, autoriza o pagamento de equalização de taxas de juros em operações de crédito rural destinadas à composição de dívidas.

Neste momento, o Sistema FAEP reforça a importância de os produtores rurais realizarem, o quanto antes, o pedido junto às instituições financeiras. Isso porque, a medida não resolve a crise de endividamento que atinge o meio rural, considerando que o valor definido pelo governo deve ser insuficiente. O total autorizado para operações subsidiadas gira em torno de R$ 25,8 bilhões. A data-limite para contratar as operações de composição de dívidas segue em 12 de novembro de 2026.

“Seguimos tratando o sintoma, não a doença. O meio rural atravessa um momento crítico, com endividamento na casa dos R$ 200 bilhões. Ou seja, o valor definido deve acabar rapidamente”, avalia o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Ainda mais com esse prazo justo, vale o alerta de que há o risco de os valores disponíveis nos bancos esgotarem”, complementa.

Levantamento do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP com dados do Banco Central mostra a dimensão real da crise: em junho, o Brasil somava R$ 197,2 bilhões em saldos problemáticos nos empréstimos rurais, sendo R$ 13,4 bilhões só no Paraná. Diante desse cenário, o fôlego liberado agora pela Portaria 2.423 é limitado. Somando os limites equalizáveis de todas as dez instituições financeiras habilitadas nos dois blocos da norma, agricultura empresarial (R$ 24,16 bilhões) e agricultura familiar (R$1,65 bilhão), o valor total é de R$ 25,8 bilhões.

Nas linhas de composição de dívidas, cada instituição recebeu um teto de saldo sobre o qual a União paga a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada do produtor. As operações estão divididas por “Faixa 1” (perdas em três ou mais safras, com redução mínima de 40% — juros de 5% a 11% ao ano) e “Faixa 2” (perdas em duas ou mais safras, com redução mínima de 30% na renda — juros de 6% a 12% ao ano, a depender da linha).

Entre as cooperativas mais usadas pelo produtor paranaense, o Sicoob concentra o maior volume (R$ 4,79 bilhões), seguido do Sicredi (R$ 3,69 bilhões). Já a Cresol, com forte presença em municípios menores do Paraná, tem menos de R$ 336 milhões disponíveis em todas as suas linhas somadas.

“A tendência é que esses valores se esgotem rapidamente diante da fila de produtores endividados”, aponta Meneguette.

A Secretaria do Tesouro Nacional pode, inclusive, reduzir esses limites ou suspender novas contratações a qualquer momento, em caso de insuficiência orçamentária, respeitando apenas o que já tiver sido contratado.

Solução definitiva parada

Enquanto o governo aposta em uma solução parcelada — MP, resolução do CMN e agora portaria, com tetos orçamentários insuficientes —, o instrumento que o próprio setor produtivo considera mais completo continua sem votação. O Projeto de Lei 5.122/2023, aprovado pelo Senado Federal em junho, cria uma linha especial de renegociação com prazo de pagamento de até dez anos, carência de até três anos e critérios de enquadramento mais amplos que os da MP — sem depender de um teto fechado a cada portaria. Porém, ainda depende de uma decisão que o Congresso adia há mais de dois anos.

Segundo o projeto, a ideia seria usar recursos já existentes — como saldos do Fundo Social do Pré-Sal e superávits dos Fundos Constitucionais (FCO, FNE e FNO) — sem criação de novos tributos. Como já divulgou o Sistema FAEP, isso significa que o PL 5.122 não ampliaria a dívida pública, ao contrário do que vem sendo alarmado pela equipe econômica, que projetou impacto fiscal entre R$ 140 bilhões e R$ 800 bilhões em dez anos — cifras que a entidade classifica como distorcidas, já que tratam o total da carteira elegível como se fosse, integralmente, custo certo para o Tesouro.

Mesmo aprovado no Senado há mais de dois meses, o PL 5.122 segue parado na Câmara dos Deputados. O governo optou por negociar uma medida provisória alternativa — a mesma MP 1.376/2026 que hoje resulta na portaria com limites tão restritos — em vez de pautar a votação do projeto em seu inteiro teor. Para o Sistema FAEP, essa escolha prioriza o controle orçamentário de curto prazo em detrimento de uma solução estrutural para um setor que amarga perdas sucessivas por eventos climáticos, queda de preços e cortes no orçamento do Seguro Rural — cuja área segurada com subvenção federal caiu 77% entre 2021 e 2025.

“O produtor não pode ficar refém de portarias que liberam um pouco de crédito a cada mês, com prazo apertado e limite curto. Um instrumento mais completo já foi aprovado no Senado. Falta vontade política para votar o PL 5.122 na Câmara, em seu inteiro teor”, cobra Meneguette.

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Tecnologia

Mecanização amplia atenção sobre componentes de plantadeiras

Por Redação 17/08/2026
Escrito por Redação

Mecanização amplia atenção sobre componentes de plantadeiras

O avanço da mecanização agrícola tem aumentado a exigência sobre os componentes das máquinas utilizadas no plantio. Em operações cada vez maiores e com janelas mais curtas, plantadeiras e semeadoras precisam permanecer disponíveis por mais tempo e trabalhar em condições que combinam poeira, palhada, umidade, fertilizantes e diferentes níveis de carga.

Nesse cenário, itens como rolamentos, mancais e vedações, embora menores dentro do conjunto, passam a ter papel importante na disponibilidade das máquinas. Uma falha durante o plantio pode interromper a operação justamente em períodos em que o produtor tem pouca margem para esperar por manutenção.

Nas plantadeiras, o disco de corte é responsável pela abertura da linha e pelo corte da palhada antes da deposição da semente. Na sequência, componentes como disco duplo de sementes, roda limitadora e roda cobridora em V participam da condução da semente, do controle de profundidade e do fechamento do sulco. O funcionamento conjunto desses sistemas influencia a uniformidade do plantio.

Entre os pontos de maior exposição estão os componentes instalados nos discos e rodas da linha de plantio. Eles trabalham em contato frequente com solo, resíduos vegetais e partículas abrasivas, o que torna a vedação uma questão importante para a durabilidade.

“O disco de corte trabalha em contato direto com palhada e solo. Por isso, a vedação deixa de ser apenas um detalhe do componente e passa a ter relação direta com a condição de operação da máquina”, afirma William L. Silva, especialista técnico da SKF.

No mercado de reposição, os rolamentos utilizados em sistemas de plantio aparecem em diferentes configurações, com opções de gaiola, vedações e preenchimento de graxa. A escolha depende das características da aplicação, do nível de exposição a contaminantes e da necessidade de relubrificação.

Outro ponto de atenção está nos eixos de transmissão das plantadeiras. Rolamentos Y, por exemplo, podem utilizar furos sextavados ou quadrados, de acordo com o desenho dos eixos que movimentam mecanismos internos, como os sistemas de distribuição de adubo e, em algumas configurações, de sementes.

A presença de fertilizantes também interfere na escolha dos componentes. Como esses produtos podem acelerar processos de corrosão, algumas aplicações utilizam peças com tratamento superficial zincado e vedações reforçadas.

Manutenção ganha importância com a mecanização

Em sistemas de plantio direto, os componentes ficam expostos simultaneamente a palhada, poeira e umidade, além das cargas impostas pela operação. Nesse ambiente, estabilidade, alinhamento, vedação e resistência mecânica são fatores que precisam ser considerados na manutenção das máquinas.

A escolha de peças para reposição também passa a exigir uma avaliação mais cuidadosa da aplicação. A substituição isolada de um componente, sem considerar montagem, vedação e lubrificação, pode comprometer o funcionamento do conjunto e reduzir a previsibilidade da manutenção.

Esse cuidado ganha importância à medida que aumenta a escala das operações. Em propriedades com grandes áreas cultivadas ou em regiões com janelas climáticas mais curtas, uma parada não planejada da plantadeira pode afetar o ritmo do plantio.

“A tendência é que a engenharia de aplicação ganhe espaço no agro à medida que as máquinas se tornam mais exigidas. O acompanhamento do tipo de solo, da cultura, da carga aplicada, da presença de fertilizantes e da exposição à contaminação deve orientar a escolha de componentes em plantadeiras e semeadoras”, destaca Clayton Ferreira, especialista da SKF.

Apesar das diferenças entre culturas e modelos de máquinas, a necessidade de controlar movimento, profundidade, vedação e resistência à contaminação permanece presente em diferentes sistemas de plantio. Com a mecanização avançando no campo, esses componentes passam a fazer parte de uma discussão mais ampla sobre disponibilidade, manutenção e eficiência operacional das máquinas agrícolas.

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Fenasucro & AgrocanaMercado

Fenasucro: biocombustíveis são a rota mais simples para descarbonização

Por Redação 14/08/2026
Escrito por Redação

Fenasucro: biocombustíveis são a rota mais simples para descarbonização

O futuro dos veículos sustentáveis passa pelos biocombustíveis. Esse foi o tema do painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável” na FenaBio, que reuniu representantes da Volkswagen, Stellantis e BYD para apresentar os esforços e inovações que as montadoras têm desenvolvido rumo à descarbonização. O encontro contou ainda com a presença do ex-piloto Christian Fittipaldi.

Há consenso entre os especialistas de que o uso de biocombustíveis é a rota mais simples para a redução de emissões a curto prazo. Isso porque um veículo rodando com 100% etanol tem emissão de carbono muito próxima à de um elétrico, considerando o ciclo de vida completo. “Unir o CO2 com alguma modalidade de eletrificação vai ser sempre competitivo”, afirmou João Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis.

Mas o etanol é apenas uma das rotas possíveis. Eles destacaram a importância de oferecer ao consumidor uma variedade de opções sustentáveis, dada a extensão geográfica do Brasil e das diferentes realidades regionais e sociais.

A existência de políticas públicas de incentivo à sustentabilidade no setor automotivo coloca o Brasil em uma posição de privilégio no compromisso mundial de zerar as emissões até 2050. Um exemplo é o Programa Mover, que zera a cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos fabricados no país com alta eficiência energético-ambiental.

Agora, os próximos passos para o avanço da descarbonização envolvem os esforços das empresas para educar o consumidor a preferir o etanol aos combustíveis fósseis, considerando que 80% da frota rodante no país já é flex. Paralelamente, tornam-se necessários projetos de rastreamento e reciclagem das baterias num futuro próximo, com a popularização dos EVs.

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