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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

IBGE reduz estimativa da safra de grãos em junho, mas produção segue recorde em 2026

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação

IBGE reduz estimativa da safra de grãos em junho, mas produção segue recorde em 2026

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou para baixo a estimativa da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em junho. A produção está estimada em 347,4 milhões de toneladas, queda de 0,8% em relação à projeção de maio. Ainda assim, o volume permanece 0,4% acima da safra de 2025, confirmando um novo recorde para o País.

A redução mensal foi influenciada principalmente pelos ajustes nas estimativas do milho de segunda safra e do trigo, que tiveram revisões negativas. Em contrapartida, culturas como soja, canola, aveia, gergelim e uva apresentaram revisões positivas.

A soja segue como principal destaque da safra. A produção foi novamente revisada para cima e deve atingir 174,8 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com crescimento de 5,3% em relação a 2025. O avanço é resultado da combinação entre expansão da área cultivada e maior produtividade.

Já o milho teve sua estimativa reduzida para 136,5 milhões de toneladas, refletindo principalmente o desempenho da segunda safra. O trigo também sofreu revisão para baixo, diante de perspectivas menos favoráveis para a produção.

Entre as culturas que ganharam espaço nas estatísticas do IBGE, a canola e o gergelim, acompanhados pela primeira vez pelo levantamento, registraram crescimento nas estimativas de produção, acompanhando a expansão dessas culturas no Brasil.

O levantamento também mostra que o Centro-Oeste permanece como principal região produtora de grãos do País, respondendo por cerca de metade da produção nacional. Mato Grosso continua na liderança entre os estados produtores, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Além dos grãos, o IBGE revisou as projeções para outras culturas. A produção de café deve crescer em relação ao ano passado, impulsionada principalmente pelo café arábica, enquanto o cacau mantém expectativa de avanço anual, apesar de um pequeno ajuste negativo em relação à estimativa de maio. A produção de uvas também foi revisada para cima na comparação mensal, com destaque para o Rio Grande do Sul.

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14/07/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Embrapa orienta produtores como reduzir impactos do El Niño

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação
Embrapa orienta produtores como reduzir impactos do El Niño

As recomendações consideram as particularidades das diferentes culturas e sistemas de produção // Foto: Paulo Lanzetta

Diante da probabilidade de 97% a 99% de permanência do fenômeno climático El Niño até o início de 2027, sete unidades da Embrapa – Clima Temperado (RS), Florestas (PR), Pecuária Sul (RS), Soja (PR), Suínos e Aves (SC), Trigo (RS) e Uva e Vinho (RS) – elaboraram uma nota técnica com recomendações para reduzir riscos na agropecuária da Região Sul. O material orienta produtores sobre medidas preventivas para minimizar prejuízos provocados por chuvas intensas, aumento da incidência de doenças nas lavouras e outros impactos previstos para diferentes sistemas de produção.

Esse cenário é apontado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), que também estima em 63% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Para a região Sul, a previsão indica aumento das chuvas, maior nebulosidade e temperaturas acima da média durante o inverno, condições que podem afetar diferentes sistemas produtivos.

Segundo o pesquisador Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo, “hoje sabemos muito mais sobre o El Niño do que sabíamos na década de 1980. O desafio não é prever o fenômeno, mas transformar esse conhecimento em decisões no campo”, complementa.

Ele destaca ainda que os impactos do El Niño não são inevitáveis. “O conhecimento acumulado sobre eventos anteriores permite reduzir riscos e, em alguns casos, até aproveitar condições ambientais favoráveis para determinadas culturas”, diz.

A estratégia proposta pela Embrapa combina ações de prevenção, mitigação e transferência de riscos. Além das boas práticas de manejo, a nota reforça a importância do seguro rural e da tomada de decisões com base em previsões climáticas oficiais.

O que fazer 

Entre as recomendações gerais, estão o respeito ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o acompanhamento das previsões emitidas por órgãos oficiais, o planejamento criterioso dos investimentos e a adesão a programas de seguro rural. Ao mesmo tempo, traz orientações específicas para cada cadeia produtiva, reconhecendo que os impactos do El Niño variam conforme as características de cada cultivo.

A publicação também propõe que produtores ajustem investimentos e expectativas de rendimento às condições previstas para anos de El Niño, evitando decisões baseadas em cenários de produtividade excepcional e adequando o uso de insumos ao potencial real das lavouras.

Para os cereais de inverno, como trigo, cevada e aveia, as orientações se concentram na prevenção de doenças, manejo da adubação e planejamento da colheita. Já para soja, milho e arroz irrigado, o documento apresenta estratégias para reduzir perdas provocadas pelo excesso de chuva, melhorar a drenagem das áreas, proteger o solo contra a erosão e intensificar o monitoramento fitossanitário.

Na fruticultura, as orientações contemplam culturas como videira, macieira, pessegueiro, oliveira e nogueira-pecã, com medidas voltadas à drenagem dos pomares, manejo fitossanitário, conservação do solo e planejamento das operações agrícolas. A nota também dedica capítulos específicos à silvicultura, horticultura, pastagens e plantas de cobertura, reafirmando estratégias próprias de adaptação às condições climáticas previstas.

Segundo o pesquisador Alex Mayer, da Embrapa Clima Temperado, a fruticultura está entre as atividades agrícolas mais afetadas pelos impactos associados ao El Niño, especialmente em razão do excesso de chuvas e da ocorrência de eventos extremos. “A produção de frutas é muito sensível. Além do encharcamento do solo, que pode comprometer o sistema radicular e levar à morte das plantas, também podem ocorrer perdas provocadas por ventos intensos, granizo e erosão, prejudicando pomares, estruturas de cultivo e a própria produtividade”, explica.

Além das recomendações técnicas para as propriedades rurais, o documento propõe uma abordagem mais ampla de planejamento ambiental, incentivando ações em escala de microbacias hidrográficas, conservação do solo, fortalecimento da infraestrutura natural e adoção de sistemas produtivos mais resilientes, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

 

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14/07/2026 0 Comentários
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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Produção de grãos é estimada em 360,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/26

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação
Produção de grãos é estimada em 360,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/26

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada // Foto: Gilson Abreu AEN/PR

A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos.

Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras.

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis.

O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.

Mercado

Neste 10º levantamento, a Companhia ajustou as estimativas para o estoque de passagem de milho na safra 2025/26, uma vez que a produção total do cereal foi reajustada para 141,7 milhões de toneladas. Com isso, a nova expectativa é de um estoque próximo a 14,5 milhões de toneladas em 31 de janeiro de 2027. A atualização da safra de algodão também possibilitou ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

No caso da soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, diante um aumento no processamento do grão e das exportações, estimadas em julho em 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas respectivamente.

 

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Tecnologia

Clima instável torna planejamento e regulagem de máquinas essenciais no plantio

Por Redação 13/07/2026
Escrito por Redação

A instabilidade climática prevista para os próximos meses deve ampliar os desafios do plantio no Brasil, exigindo do produtor rural mais planejamento operacional, revisão antecipada de máquinas e regulagens ajustadas à condição real de cada talhão.

A instabilidade climática prevista para os próximos meses deve ampliar os desafios do plantio no Brasil, exigindo do produtor rural mais planejamento operacional, revisão antecipada de máquinas e regulagens ajustadas à condição real de cada talhão.

Em um cenário de maior risco de chuvas irregulares, excesso de umidade, seca localizada e janelas de trabalho mais curtas, especialistas da Crucianelli, fabricante de máquinas agrícolas, reforçam que a qualidade da implantação depende da combinação entre tecnologia, leitura do solo e tomada de decisão no campo.

O tema ganha relevância diante da perspectiva de influência do El Niño sobre os regimes de temperatura e precipitação. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, águas mais quentes no Pacífico tropical favorecem o desenvolvimento do fenômeno, que tende a alterar padrões de chuva e elevar o risco de eventos climáticos extremos.

Para a agricultura, isso significa maior necessidade de adaptação, especialmente em etapas sensíveis como o plantio, quando profundidade, distribuição, contato solo-semente e fechamento do sulco são determinantes para a formação do estande inicial.

Este cenário destaca a importância da eficiência operacional em uma agricultura que trabalha com áreas extensas, alto investimento por hectare e necessidade de aproveitar com precisão cada janela de plantio disponível. Na avaliação de Guillermo Zegna, gerente comercial da Crucianelli, eventos climáticos extremos tornam a operação mais complexa porque reduzem a previsibilidade das condições de campo.

“Fenômenos como o El Niño tornam a operação de plantio mais desafiadora porque aumentam a irregularidade no clima e reduzem a previsibilidade das janelas de trabalho. O produtor pode enfrentar excesso de chuvas, solos saturados e dificuldade para entrar na área, ou períodos de seca, solos mais duros e menor disponibilidade de umidade para a semente”, afirma.

Nessas condições, a regulagem da plantadeira passa a ter papel central. Em solos úmidos, especialmente os de maior teor de argila, o excesso de pressão nas linhas pode compactar ou espelhar o sulco, dificultando o desenvolvimento inicial das raízes.

Também crescem os riscos de embuchamento, aderência de barro, corte inadequado da palhada e fechamento deficiente. Já em áreas mais secas ou compactadas, a atenção deve se voltar à penetração dos discos, estabilidade da linha, profundidade uniforme e bom contato entre solo e semente.

“A umidade define a qualidade de abertura, deposição e fechamento do sulco. Em solos muito úmidos, pode haver espelhamento, compactação lateral e fechamento deficiente. Nos secos, pode faltar terra fina para cobrir corretamente a semente e assegurar contato solo-semente. Por isso, não basta regular a máquina no início do dia: é preciso monitorar constantemente”, explica o especialista.

Outro ponto crítico a ser levado em consideração é a velocidade de plantio. Em janelas mais curtas, a tendência natural é tentar avançar mais hectares por jornada, mas a operação não pode comprometer a qualidade da implantação. Velocidades elevadas em solo úmido podem aumentar o acúmulo de barro e prejudicar o fechamento do sulco. Em áreas secas ou compactadas, podem ampliar a oscilação das linhas e gerar variação de profundidade, com reflexos diretos na emergência das plantas.

“Quando a janela se encurta, a estratégia deve estar focada em plantar mais hectares por jornada, mas sem abrir mão da qualidade de implantação. Isso implica reduzir tempos de abastecimento, deslocamentos e manobras, além de trabalhar com equipamentos de grande autonomia e largura operacional”, destaca o gerente comercial.

A preparação antes da entrada no campo também se torna mais importante em safras sujeitas a extremos. A recomendação técnica inclui revisão de discos de corte, sulcadores, discos duplos, limitadores de profundidade, rodas compactadoras, dosadores de sementes e fertilizantes, condutores, sensores, raspadores, mangueiras, sistema de monitoramento e pontos de articulação. Em máquinas com maior nível de tecnologia embarcada, também é necessário verificar sistemas elétricos de dosagem, sensores de fluxo, transporte pneumático, controle de pressão e monitor de operação.

Sinais como sementes em diferentes profundidades, sulcos mal fechados, sementes expostas, palhada mal cortada, excesso de compactação sobre a linha, falhas, duplas e emergência desuniforme indicam que a máquina pode não estar trabalhando adequadamente. Em cenários de clima irregular, detalhes de regulagem podem se transformar em perdas relevantes, principalmente quando o produtor tem poucas oportunidades para corrigir a operação.

“A recomendação é planejar antes de entrar no campo, revisar a plantadeira com antecedência, avaliar umidade e estrutura do solo, regular a máquina conforme a condição do talhão e não abrir mão da qualidade de plantio por velocidade. Em janelas curtas, a eficiência operacional é decisiva”, afirma Zegna.

O principal aprendizado é que não existe uma única regulagem para todas as condições. Áreas argilosas úmidas, talhões arenosos secos, solos compactados ou áreas com grande volume de palhada exigem ajustes distintos.

 

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13/07/2026 0 Comentários
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Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul
Mercado

Entrega da declaração do ITR começa em 10 de agosto e vai até 30/9

Por Redação 13/07/2026
Escrito por Redação

Entrega da declaração do ITR começa em 10 de agosto e vai até 30/9

Começa no dia 10 de agosto o prazo para apresentação da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) pelos contribuintes que têm essa obrigação anual. São eles: pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação, O prazo termina às 23h59min59s de 30 de setembro (horário de Brasília).

As regras da DITR) 2026 foram publicadas pela Receita Federal na Instrução Normativa RFB nº 2.330, de 22 de junho de 2026. No exercício de 2026, ela poderá ser preenchida e transmitida pelo serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de Imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal. A ferramenta permite o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalação de programa, e pode ser acessada por computador ou celular.

Entre as funcionalidades do serviço estão a recuperação automática de dados cadastrais, o agrupamento das declarações de imóveis rurais pertencentes ao mesmo contribuinte e o preenchimento de declarações de diferentes exercícios em um único ambiente.

O acesso ao serviço é feito com autenticação pela conta gov.br, nos níveis Prata ou Ouro. Para pessoas físicas com imóvel rural com área de até 100 hectares, a declaração também poderá ser elaborada por meio do Programa ITR 2026. Nesse caso, a transmissão poderá ser feita pelo próprio programa ou pelo Receitanet.

Entrega em atraso

A apresentação da declaração fora do prazo sujeita o contribuinte à multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido, observado o valor mínimo de R$ 50.

Se o contribuinte identificar erro, omissão ou inexatidão após a entrega, poderá apresentar declaração retificadora, desde que antes do início de procedimento de lançamento de ofício. A retificadora substitui integralmente a declaração original.

O imposto apurado pode ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. Impostos de valor inferior a R$ 100 deverão ser pagos em quota única. A quota única ou a primeira quota vence em 30 de setembro de 2026.

Serviço
  • Prazo de entrega: de 10 de agosto a 30 de setembro de 2026.
  • Como apresentar: pelo serviço Minhas Declarações do ITR; para pessoa física com imóvel rural de até 100 hectares, também pelo Programa ITR 2026.
  • Vencimento da quota única ou da primeira quota: 30 de setembro de 2026

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Mercado

Exportações do agro atingem US$ 87,1 bilhões no primeiro semestre

Por Redação 13/07/2026
Escrito por Redação

Exportações do agro atingem US$ 87,1 bilhões no primeiro semestre

No mês de junho de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 16,6 bilhões, o que representa um recorde histórico para os meses de junho, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior houve crescimento de 14,0%, ou em termos absolutos, US$ 2,0 bilhões. O agronegócio representou 45,7% do valor total exportado pelo Brasil ao mundo no sexto mês do ano, que foi de US$ 36,3 bilhões.

O aumento das exportações do agronegócio em junho se deu, principalmente, em função do crescimento das vendas de soja em grãos (+US$ 920,9 milhões em termos absolutos), de carne bovina in natura (+US$ 515,1 milhões), de carne de frango in natura (+US$ 317,5 milhões) e de farelo de soja (+US$ 290,4 milhões). Em termos gerais, o preço médio das exportações apresentou alta de 6,4% e o volume comercializado cresceu 7,2% ante junho de 2025, o que ensejou a obtenção da soma recorde em relação a todos os meses de junho.

As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, somaram US$ 1,7 bilhão, ou seja, 11,6% superior ao US$ 1,5 bilhão importado em junho de 2025. Cabe ressaltar também a aquisição de insumos à produção agropecuária, que estão fora desse montante, como por exemplo: fertilizantes (US$ 1,5 bilhão, +0,6%; 3,3 milhões de toneladas, -20,2%) e defensivos (US$ 496,8 milhões, -11,6%; 94,1 mil toneladas, -14,8%).

Primeiro semestre

Nos seis primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 87,1 bilhões. Esse montante representa um recorde histórico para o período janeiro a junho. Na comparação com 2025, houve crescimento de 6,2%, decorrente principalmente do aumento nas vendas de soja em grãos (+US$ 3,8 bilhões) e carne bovina in natura (+US$ 2,5 bilhões).

O agronegócio representou 47,1% das exportações totais brasileiras no período, participação inferior aos 49,5% registrados entre janeiro e junho de 2025. Os produtos que não pertencem ao agronegócio registraram 16,7% de crescimento, somando US$ 97,7 bilhões.

As importações de produtos do agronegócio foram de US$ 10,0 bilhões em 2026, o que representa uma queda de 1,1% em relação aos US$ 10,1 bilhões obtidos no ano anterior. Cabe ressaltar, contudo que esse montante não inclui insumos utilizados à produção agropecuária, como por exemplo fertilizantes (US$ 7,1 bilhões e +9,8% em relação a 2025) e defensivos (US$ 2,0 bilhões e -12,2% em relação a 2025).

Fonte: Datagro

 

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13/07/2026 0 Comentários
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Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA
Mercado

Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA

Por Redação 08/07/2026
Escrito por Redação

Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA

Em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, disse nesta terça-feira (7) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o ministro avaliou que houve avanços em um tema considerado estratégico pelo governo.

“Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime transnacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto”, afirmou.

Segundo o ministro, a expectativa é realizar ainda nesta semana uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas.

Apesar do avanço em alguns temas, Márcio Elias Rosa reforçou que o governo pretende manter as negociações restritas à questão tarifária.

“A principal orientação do presidente é que não sairemos da mesa e também não deixaremos que outros temas sejam discutidos”, disse.

Etanol excluído

O ministro também voltou a defender que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo Márcio Elias Rosa, discutir apenas a tarifa do biocombustível ignora a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional.

“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou.

Ele destacou ainda que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.

“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse.

Diante do prazo apertado para um entendimento, o ministro afirmou que o governo concentrará esforços nos pontos em que há possibilidade de avanço. “O prazo é curto. Temos que focar no que pode dar resultado positivo”, declarou.

Setor apoia

Durante a audiência pública promovida pelo USTR, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, da União Nacional do Etanol de Milho e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil reforçaram a posição defendida pelo governo brasileiro.

As entidades argumentaram que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional de etanol de milho, que reduziu a necessidade de compras externas.

Na avaliação do setor, Brasil e Estados Unidos, os dois maiores produtores mundiais de etanol, deveriam priorizar a expansão do mercado internacional de biocombustíveis, em vez de ampliar disputas comerciais bilaterais.

O que é a Seção 301

As negociações ocorrem paralelamente à investigação aberta pelo USTR com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O instrumento permite ao governo americano investigar práticas comerciais de outros países consideradas desleais ou prejudiciais às empresas dos EUA. Ao fim do processo, Washington pode aplicar medidas como sobretaxas sobre produtos importados ou outras restrições comerciais.

No caso brasileiro, a investigação questiona políticas relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, compras governamentais e outros temas. Antes da decisão final, o governo americano realiza uma consulta pública com empresas e entidades interessadas.

Fonte: Agência Brasil 

 

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Empresas

Fendt destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira para a aquisição de máquinas

Por Redação 08/07/2026
Escrito por Redação

Fendt destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira para a aquisição de máquinas

Em um cenário de margens apertadas e volatilidade no preço das commodities, a Fendt, fabricante alemã de máquinas e inovações agrícolas de alta tecnologia, destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira (dólar e euro). A iniciativa tem como objetivo oferecer ao produtor rural alternativas atrativas que visam transformar a aquisição de alta tecnologia agrícola em um investimento mais rentável e estratégico.

Para o ciclo 2025/2026, o grande desafio do campo não é apenas produzir mais, mas gerir melhor os custos de capital. Diante do encarecimento das linhas de crédito em real, o crédito em dólar apresenta um custo financeiro mais atrativo e permite o chamado “hedge natural”, em que o produtor que recebe pela sua safra em moeda estrangeira, liquida suas parcelas na mesma base monetária, eliminando o risco de descasamento de caixa.

De acordo com Julio Hercules, gerente comercial da AGCO Finance, banco da fábrica, entre os principais atrativos da linha de crédito em moeda estrangeira estão as taxas de juros mais competitivas e os prazos estendidos, que contribuem para mitigar os impactos das oscilações cambiais ao longo do financiamento.

Quando alinhada ao fluxo de receitas em moeda estrangeira, essa modalidade ajuda a preservar o poder de compra e o equilíbrio do contrato. “Como o produtor vende sua safra com base no preço do dólar, ele possui uma proteção natural contra a variação cambial. Se o dólar sobe, a dívida da máquina encarece, mas a safra dele também passa a valer mais. O risco cambial, portanto, tende a ser neutralizado”, ressalta Hercules.

O executivo destaca ainda a tecnologia de ponta como ativo para o produtor, “pois esse tipo de linha de crédito facilita o acesso a equipamentos como o maquinário da Fendt, cujos ganhos de eficiência operacional compensam o investimento em poucas safras”.

Além disso, o produtor dispensa a espera e a dependência de linhas de crédito estatais. “O recurso é do banco de fábrica, disponível imediatamente, direto na concessionária, sem venda casada ou burocracia bancária tradicional”, finaliza Hercules.

 

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Artigo TécnicoMercado

Como as novas regras do Plano Safra podem impactar o crescimento do agronegócio

Por Redação 08/07/2026
Escrito por Redação

El Niño - Como as novas regras do Plano Safra podem impactar o crescimento do agronegócio

por Cleiby Kurak – No dia 1º de julho entrou em vigor o Plano Safra 26/27, com recorde de R$ 610 bilhões disponibilizados no pacote de financiamento, dos quais R$ 525,1 bilhões (86%) são destinados à agricultura empresarial. Do total, o governo destinou R$ 384 bilhões para custeio e comercialização, enquanto os R$ 140 bilhões restantes foram direcionados a investimentos, como armazenagem, irrigação, inovação e aquisição de máquinas e equipamentos. No plano anterior, de 25/26, as proporções foram de R$ 414,7 bilhões e R$ 101,5 bilhões, respectivamente.

Com isto, os produtores rurais que, até então, tinham como principal preocupação o volume de recursos disponíveis, passam a considerar também os critérios de distribuição desses valores, como taxas de juros, prazos, exigências de garantias e condições de contratação.

Naturalmente, garantir os recursos necessários para a produção de cada safra é a principal prioridade do produtor. No entanto, adiar investimentos em tecnologias, infraestrutura e renovação de equipamentos podem comprometer a produtividade e rentabilidade do negócio a longo prazo. Por outro lado, assumir simultaneamente financiamentos para custeio e investimento nem sempre é a alternativa mais recomendada para a saúde financeira da operação.

Neste cenário, preservar o capital de giro é algo que se torna fundamental, levando em consideração que é ele o responsável por garantir a atividade no curto e médio prazo, promover o equilíbrio financeiro e manter a saúde do negócio, além de contribuir para que o produtor siga com um bom histórico e com condições favoráveis para aquisição de crédito agrícola.

Repensando o uso do crédito agrícola

Uma pesquisa recente do Serasa Experian apontou que, ao final de 2025, 8,2% dos produtores rurais brasileiros estavam inadimplentes. O dado demonstra os impactos de um agronegócio endividado, o que também se reflete nos critérios adotados pelas instituições financeiras para distribuir os recursos do novo Plano Safra, que estão mais rigorosas em suas análises de risco.

Por outro lado, parte dos produtores tem patrimônio, capacidade produtiva e histórico consolidado de trabalho, mas enfrentam dificuldades decorrentes do descasamento do fluxo de caixa. Ou seja, precisam investir para manter ou ampliar a produção, mas nem sempre encontram crédito em condições adequadas ao ciclo do negócio rural.

Esse cenário tem condicionado os produtores a buscarem o crédito agrícola apenas para sobreviver, postergando os planos de crescimento do negócio. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária, as linhas de investimento adquiridas com o Plano Safra 25/26 recuaram 20% em relação ao ciclo anterior, enquanto a modernização teria recuado quase 50%.

Investindo sem prejudicar as contas

Para quebrar o ciclo de avanço e retração dos investimentos, os agricultores devem aproveitar os incentivos do governo para realizar as modernizações mais urgentes e usar o momento de alívio para planejar renovações à longo prazo, evitando a dependência do crédito agrícola para manterem-se tecnologicamente competitivos. Nos últimos anos, opções como o consórcio têm sido usadas pelos produtores para garantir uma atualização constante da frota.

De acordo com a Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (ABAC), o número de participantes interessados na aquisição de máquinas agrícolas cresceu 149% entre 2020 e 2025. Apenas entre 2024 e 2025, mesmo período em que o Serasa Experian aponta que a inadimplência rural avançou 1 ponto percentual, a quantidade de consorciados com este intuito cresceu 7,7%.

Esses dados demonstram que os produtores têm buscado alternativas para manter seus planos de investimento mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo. Não à toa, os bens mais buscados por meio do consórcio estão ligados diretamente à produtividade e à logística da operação, como caminhões, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e outros equipamentos utilizados na produção, transporte e apoio operacional.

Estratégia de crescimento

Se atender às expectativas do setor, o Plano Safra 26/27 poderá desempenhar um papel importante de romper com a inércia imposta pelo endividamento e preparar o setor para uma nova rodada de investimentos nos próximos ciclos. Isso significa que a competitividade do produtor dependerá cada vez mais da eficiência operacional e da capacidade de produzir em maior quantidade, qualidade e previsibilidade e com menor custo.

Nesse contexto, seja para o pequeno produtor, que busca adquirir sua primeira máquina, até grandes empresas, que trocam frotas inteiras em ciclos, diversificar as fontes de acesso ao crédito agrícola e estabelecer planos concretos de investimento são medidas essenciais para promover um crescimento sustentável e de longo prazo.

Cleiby Kurak é diretor de Pesados na Âncora Consórcios.

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LS Tractor anuncia investimento de R$ 20 milhões para expansão no Brasil

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

LS Tractor anuncia investimento de R$ 20 milhões para expansão no Brasil

Desde 2024, a multinacional sul-coreana LS Tractor investiu R$ 40 milhões no Brasil. Agora, a marca inicia um novo ciclo de expansão no País com um aporte de R$ 20 milhões previsto para os próximos dois anos. Os recursos serão destinados à modernização e ampliação do portfólio de produtos, sistemas de tecnologia da informação (TI), infraestrutura e expansão operacional.

A empresa projeta ampliar sua receita no Brasil em 50% entre 2026 e 2028, de acordo com diretor comercial Felippe Vieira. 

“Esse avanço será impulsionado pela expansão do portfólio, pelo fortalecimento da rede de concessionárias, pelo desenvolvimento de novas tecnologias e ainda crescimento da participação da marca no mercado nacional. Além de atender o mercado interno, o Brasil tornou-se uma plataforma de desenvolvimento e fornecimento de soluções para diversos países da América Latina e da África, reforçando sua relevância para os planos de expansão internacional da multinacional”, afirmou.

Entre as iniciativas previstas para os próximos anos está o lançamento de uma nova linha de tratores mais acessível. A novidade está sendo desenvolvida para democratizar o acesso à tecnologia premium para pequenos e médios produtores, preservando os atributos de qualidade, confiabilidade, desempenho e inovação que caracterizam a LS Tractor.

“Queremos ampliar o acesso às tecnologias sem abrir mão da proposta de valor que sempre nos diferenciou. Nosso compromisso é oferecer soluções cada vez mais eficientes para a realidade do campo brasileiro”, afirma Bono Kim, que acaba de assumir como presidente da LS Tractor Brasil.

A chegada de Bono Kim é outra novidade da LS Tractor Brasil. O executivo tem mais de duas décadas de experiência internacional nas áreas de vendas, marketing, estratégia de negócios e gestão nos setores de máquinas agrícolas e industriais. Antes de assumir a operação brasileira, atuou como diretor de Gestão de Produtos, Estratégia de Vendas e Planejamento de Negócios da LS Tractor USA, onde liderou iniciativas voltadas ao crescimento comercial e ao fortalecimento da marca no mercado norte-americano.

Na LS Mtron, matriz global da LS Tractor, Bono Kim foi responsável pelo desenvolvimento de mercados na Ásia, Europa, Turquia, Austrália e Estados Unidos, além de liderar projetos estratégicos de implantação de operações industriais e transferência de tecnologia para outros países.

“Estamos entrando em uma significativa fase de investimentos. O Brasil não é um mercado de curto prazo para a companhia. É uma base estratégica de longo prazo”, afirma Bono Kim.

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