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MercadoNotícias

Vendas de máquinas agrícolas acumulam queda de 31,8% em 2024

Por redação 02/07/2024
Escrito por redação

Segundo a Abimaq, a queda acentuada no acumulado do ano é resultado dos juros elevados e da escassez de recursos do Plano Safra

Vendas de máquinas agrícolas acumulam queda de 31,8% em 2024Clarisse Sousa – As vendas internas de máquinas e implementos agrícolas registraram uma queda significativa de 31,8% no acumulado de janeiro a maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2023, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta terça-feira, 2.

Em maio, por outro lado, as vendas internas cresceram 9,3% em relação a abril, mas apresentaram uma redução de 30,3% em relação a maio do ano passado.

As exportações de máquinas agrícolas também mostraram variações importantes. De acordo com os dados apresentados, no acumulado do ano, registraram um saldo negativo de 29,2% em relação ao ano anterior e uma redução de 49,2% comparado a maio de 2023.

De acordo com Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), “o mercado está travado devido à expectativa pelo anúncio do Plano Safra, na esperança de que os juros sejam reduzidos para algo em torno de 10% ou 11%”, disse. O Plano Safra 2024/2025 será lançado nesta quarta-feira, 3.

A queda acentuada nas vendas de máquinas, no acumulado do ano, é resultado dos juros elevados e da falta de recursos do Plano Safra anterior, conforme explicou Estevão. Além disso, segundo ele, as condições climáticas adversas e os preços das commodities impactaram negativamente o mercado.

Tratores e colheitadeiras

As vendas internas de tratores e colheitadeiras diminuíram 34,7% de janeiro a maio deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 16.580 unidades contra 25.382 comercializadas em 2023.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras registraram uma redução de 38,4%.

Plano Safra

Com relação ao Plano Safra 2024/2025, a Abimaq havia sugerido inicialmente ao governo um montante de R$ 36 bilhões para o financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, dos quais R$ 26 bilhões seriam destinados ao Moderfrota e R$ 10 bilhões para o Pronaf.

Pedro Estevão ressaltou, no entanto, que “a estimativa é de que seriam necessários R$ 41 bilhões para atender adequadamente às necessidades do setor”.

“O que temos apurado, no entanto, é que o valor destinado no PAP 2024/25 seria de R$ 18 bilhões, ou seja, metade do que pedimos. Isso significa que teremos mais do mesmo. O pessoal vai ter de buscar juros de mercado, que são mais altos. Com isso, acabam não fazendo investimentos e não renovando as máquinas, ficando com equipamentos velhos no campo.”

Estevão mencionou que informações de bastidores sugerem uma taxa de juros de 11,5% para o Moderfrota. “Se o valor do Plano Safra ficar nessa faixa de R$ 18 bilhões, a perspectiva para o ano piora. Esperávamos uma queda de 15% a 18% para 2024, na expectativa de um PAP mais robusto. Porém, se vier um Plano Safra insuficiente, a queda pode chegar a 25%”, observou.

 

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Notícias

16º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas anuncia mudança de local 

Por redação 02/07/2024
Escrito por redação

16º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas anuncia mudança de local Tradicional evento do calendário de máquinas agrícolas do país, o 16º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas será realizado em agosto de 2024 e combinará o debate de tecnologias, perspectivas do agronegócio e a necessidade de estratégias para o desenvolvimento da indústria brasileira.

No entanto, devido às recentes enchentes que atingiram a cidade, o Salão de Convenções da FIERGS não poderá sediar o evento.

Como alternativa, o simpósio será realizado no Teatro CIEE-RS Banrisul, localizado na R. Dom Pedro II, 861 – São João – Porto Alegre – RS, 90550-141.

A organização do evento recomenda aos participantes que antecipem a compra de passagens aéreas devido à redução na disponibilidade de voos para o Rio Grande do Sul e à alta demanda provocada pela realização da Expointer no mesmo período.

Informações adicionais e detalhes atualizados estão disponíveis nos canais de comunicação da SAE BRASIL.

02/07/2024 0 Comentários
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NotíciasTecnologia

Produtor inova com integração de braquiária no cultivo de uva gourmet

Por Fábio Fonseca 02/07/2024
Escrito por Fábio Fonseca

Utilizando forrageiras, empresário obteve melhor cobertura de solo, maior controle de pragas, diminuição no uso de defensivos e ainda resolveu problemas de erosão na área dos parreirais

Produtor inova com integração de braquiária no cultivo de uvas gourmetA uva é uma fruta milenar, sendo um dos alimentos mais antigos do mundo. Os registros históricos das primeiras videiras datam de seis mil anos antes de Cristo no continente asiático. No Brasil, o cultivo de uva veio com os colonizadores portugueses, em 1535. De lá para cá, a cultura se adaptou, se popularizou e hoje é cultivada desde o extremo sul do país, com grande relevância para Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, até regiões do Nordeste, com destaque para Petrolina, localizada no interior de Pernambuco, às margens do Rio São Francisco.

Foi justamente a cultura que motivou e desafiou o empresário Cesar Augusto Ferraz, profissional da área de tecnologia, com atuação no mercado financeiro e construção ambiental, a investir em um projeto inédito e ousado no cultivo de uva. Para manter ativa as terras de duas propriedades agrícola, que somam 25 hectares, que estão na família há mais de 130 anos, localizadas no município de Araraquara-SP, onde predomina o cultivo agrícola de cana-de-açúcar e citros, ele resolveu montar o primeiro projeto de cultivo de uva na região.

Pensando no segmento de uvas de mesa gourmet e na produção de suco, ele foi em busca de conhecimento junto aos principais produtores do Brasil para entender as características da fruta e deste mercado. No início de 2020, após muitas pesquisas e viagens, desenhou o projeto piloto em uma área de 3 mil metros quadrados.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

“Escolhemos a estrutura para manter os parreirais em sistema em “Y”, diferente do convencional. Toda área tem cobertura antigranizo e sistema de irrigação, um projeto bem estruturado e tecnológico”, disse o empresário.

Em setembro de 2021, implantou as primeiras mudas e iniciou de fato com o cultivo de oito variedades para ver quais se adaptavam melhor à região, onde até então, não tinha nenhum histórico dessa cultura. Para tornar a produção ainda mais eficiente, ele precisava também ter atenção com a proteção do solo e a integração com outra cultura seria a solução.

Através da Rede ILPF, uma associação dedicada a intensificar a sustentabilidade da agropecuária brasileira com a adoção de tecnologias de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), César acompanha os projetos e participa do dia de campo em Ipameri/GO desde 2015, e após algumas conversas resolveu apostar na utilização de forrageiras sob os parreirais.

“O conceito da integração sempre esteve no foco principalmente em relação à proteção de solo. Tínhamos uma terra com carbono zero, por ser uma área antiga de cana-de-açúcar. Juntamente com o agrônomo, avaliamos várias possibilidades e surgiu a ideia da braquiária que por si só já mudaria o carbono negativo no solo para positivo”, destacou Ferraz.

Entre as opções de forrageiras no mercado, o produtor escolheu a Brachiaria Ruziziensis, da Soesp. A empresa produz sementes blindadas com tecnologia Advanced, exclusiva da marca, que recebem na fábrica o tratamento para garantir sua qualidade.

A empresa possui laboratório especializado em sementes forrageiras acreditado pelo Inmetro e aplica dois fungicidas e um inseticida à superfície dos produtos que protegem a semente até a sua germinação. Todo esse processo tecnológico assegura um valor cultural de 80% para Brachiaria e Panicum, além de alta pureza (cerca de 96%) e alta viabilidade.

As sementes blindadas com a tecnologia Advanced têm ainda como importante característica a uniformidade e resistência, assim não entopem o maquinário de plantio e o tratamento não se rompe, chegando intacto ao solo. Além disso, são produtos com inteligência na absorção de água e ideais para ILPF, com menor custo por hectare.

“No nosso caso, a braquiária ajudou muito resolvendo problemas como das formigas, por exemplo, algo comum nesta cultura. Devido a essa cobertura de solo, não tivemos problemas de erosão em aclives como aqui, pois as raízes da forrageira são profundas. Além disso, melhoramos o desenvolvimento da cultura e reduzimos o uso de água nas irrigações, pois, a forrageira mantém bem a umidade no solo”, detalhou Ferraz.

Outra experiência no cultivo de uva que foi testada na propriedade, no início desse ano, foi uma safrinha de uva orgânica, sem o uso de qualquer defensivo. Teoricamente não seria possível produzir uva orgânica naquela latitude, devido ao calor e por conta da época das águas, mas, mesmo com as adversidades, ele conseguiu ter duas safras no ano.

“O nosso objetivo é o cultivo de uva gourmet de excelência, com tecnologia em todos os processos. É um projeto muito bem estruturado, validado e acompanhado por instituições renomadas, como a Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS), e a Embrapa Uvas Tropicais de Jales/SP, com a orientação do pesquisador Reginaldo T. de Souza, que esteve com a gente desde o começo, e a ideia é sermos uma UR – Unidade de Referência na região, por isso queremos ampliar as variedades e ser um verdadeiro campo de testes de uvas”, finalizou o produtor.

 

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Estudo identifica 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário
NotíciasTecnologia

Novas tecnologias permitem o rebeneficiamento de café e redução de custos

Por redação 02/07/2024
Escrito por redação

Ao integrar inovações, cafeicultores podem aumentar a eficiência na produção e melhorar a qualidade do produto

Novas tecnologias permitem o rebeneficiamento de café e redução de custosA Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) lançou uma linha de produção industrial exclusiva para o rebeneficiamento de café especial, com foco na qualidade dos grãos, em pequenos lotes de até 3.600 kg por hora.

“O maquinário é 100% automatizado, com 108 opções de rotas para rebeneficiamento do café. Esse sistema de automação permite controlar KPI’s (índices de controle de produção e manutenção), além de contar com o sensor de Inteligência Artificial para controle da manutenção preditiva. Foi projetado para trabalhar cafés de alta qualidade, de forma mais seletiva, visando maior rendimento, melhor seleção e classificação dos grãos”, afirma Célio Barreto, gerente de inovação e tecnologia da Expocacer.

O parque de máquinas da Expocacer das unidades de armazenamento I e II tem quatro linhas de produção de rebenefício de café, com capacidade de produzir até 500 sacas de 60kg por hora, o equivalente a 30.000 kg/h.

A cooperativa também vem trabalhando com sensores dotados de inteligência artificial na prevenção preditiva. Os sensores monitoram as vibrações e a temperatura do maquinário em tempo real, informando onde e quando manutenções preditivas devem ser realizadas sem prejudicar o ritmo da produção. A tecnologia proporcionou uma redução de custo de 20% na manutenção e 10% no aumento da disponibilidade do maquinário.

“Devido ao impacto transformacional da IA e das tecnologias de “digital twins”, nossa indústria está se tornando cada vez mais autônoma, com um novo fluxo de trabalho que usa como referência a simulação virtual da operação e nos permite testar novos layouts e identificar novos processos utilizando de IoT em cada máquina da linha de produção. A aplicação dessas tecnologias nos permite reduzir o tempo de ciclo da operação, otimizando os espaços, os processos e a eficiência operacional sem mudanças físicas muito dispendiosas”, explica a diretora de operações e logística da Expocacer, Flávia Madureira.

Ao integrar inovações nos processos de produção de café, os cafeicultores podem também atender a demandas dos consumidores por transparência e sustentabilidade na cadeia de suprimentos.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

A tecnologia pode ser aliada do produtor e da indústria do café em diferentes estágios, como cultivo e colheita, pós-colheita, monitoramento, controle de qualidade, rastreabilidade, automação e também para avaliar experiência do comprador.

Os cafeicultores também trabalham essas tecnologias em suas propriedades, a exemplo da irrigação inteligente, com sensores de umidade do solo e estações meteorológicas utilizadas para monitorar as condições ambientais e controlar o sistema de irrigação de forma precisa e eficiente. Algoritmos de machine learning também são aplicados para otimizar o uso da água, garantindo que as plantas recebam a quantidade certa de água no momento adequado.

No Cerrado Mineiro, utiliza-se também sistemas de seleção e classificação automática de grãos, gestão de dados, colheita mecanizada, fertirrigação e nutrição precisa, entre outros. “Estamos sempre buscando oferecer ao produtor e consumidor as melhores e mais novas técnicas de produção, sempre aliadas à sustentabilidade. O futuro é um terreno fértil para inovação e criatividade”, conclui Célio Barreto.

 

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NotíciasTecnologia

Tramontina lança primeiro produto da linha de pulverizadores a bateria

Por redação 01/07/2024
Escrito por redação

Após alta demanda e um crescimento de 30% nos modelos manuais, a marca aposta no produto com a promessa de auxiliar no aumento da produtividade no campo

Tramontina lança primeiro produto da linha de pulverizadores a bateriaA Tramontina está lançando o pulverizador costal a bateria 20 L, ideal para aplicação de inseticidas, herbicidas, fungicidas, soluções naturais e adubo foliar. O equipamento também pode ser utilizado para umidificar plantas no jardim ou na agricultura.

A novidade visa reduzir o esforço físico, proporcionar maior praticidade e garantir uma produtividade mais constante, otimizando o material aplicado. A marca já possui no portfólio outros modelos de pulverizadores manuais (450 ml e 1 L), manuais com compressão prévia (2 L e 5 L) e manual costal (20 L).

Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLX

Esses produtos registraram um crescimento de aproximadamente 30% nos últimos três anos. A decisão de lançar o modelo a bateria veio em resposta a solicitações do setor comercial, clientes e representantes.

Após uma avaliação técnica, mapeamento da concorrência e análise de mercado, a marca concluiu que o item seria essencial para completar seu portfólio. Em cerca de 10 meses, o produto foi desenvolvido e já está disponível no e-commerce.

Características técnicas

Seu design ergonômico se adapta ao formato do corpo humano, deixando espaço entre as costas do operador e o tanque principal para facilitar a evaporação da transpiração.

O produto pode ser utilizado no modo manual ou elétrico. No modo manual, a câmara de ar permite o uso com menos acionamentos da alavanca de bombeamento. No modo elétrico, a alavanca de bombeamento não é necessária, pois o acionamento é feito pelo interruptor elétrico, proporcionando maior facilidade na aplicação.

O modelo também é equipado com uma haste para fixação da alavanca de bombeamento, permitindo mantê-la na posição neutra ao utilizar o equipamento no modo elétrico, durante o armazenamento ou no transporte. Além disso, o sistema de válvula permite aplicação localizada ou contínua, graças à trava de registro.

 

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MercadoNotícias

Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLX

Por redação 01/07/2024
Escrito por redação

A subcategoria de tratores e máquinas agrícolas é a que tem mais produtos vendidos dentro do segmento de agro

Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLXA roçadeira é o item agro mais comercializado por meio da OLX nos quatro primeiros meses do ano. É o que revela o levantamento do maior marketplace de classificados de produtos usados, autos e imóveis do Brasil. A ferramenta representa 13% das vendas dos artigos desse segmento.

Também foi analisado o desempenho das subcategorias da plataforma atreladas à categoria “Agro e Indústria”. No caso do segmento do agronegócio, “Tratores e máquinas agrícolas” lideram, com 8% das comercializações.

“O setor agro é muito importante para a economia do Brasil e é um mercado relevante também para a OLX. A plataforma é um canal democrático, que possibilita produtores e outros agentes do agronegócio a procurar, anunciar e negociar itens com bom custo-benefício, além de poder desapegar de materiais que estão sem uso e gerar renda extra”, afirma o VP de Autos e Bens de Consumo do Grupo OLX, Flávio Passos.

Compressor e trator dividem a segunda posição do ranking, com 12% de share cada. Em terceiro lugar, mais uma dobradinha: gerador e torno dividem a colocação, com 6%.

Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLX

O trator lidera também dentre os produtos mais procurados. A retroescavadeira ocupa a segunda colocação, e a escavadeira, a terceira. Ao avaliar os mais anunciados na plataforma, o trator também lidera. Compressor ocupa a segunda posição, e gerador a terceira.

Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLX

A escavadeira é o implemento agrícola avaliado com maior preço médio do período, de R$ 239.730, segundo o estudo. A roçadeira é o que possui o menor valor mediano, de R$ 1002.

vendas de máquinas - Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLX
Subcategorias

Ao considerar as subcategorias do segmento agro, a liderança de “Tratores e máquinas agrícolas” vem seguida de “Máquinas pesadas para construção”, que ocupa o segundo lugar com produtos mais vendidos no primeiro quadrimestre, com 6% de share. Os itens para Produção Rural (como sementes, mudas e balanças para pesagem) vêm na terceira posição, com 4% de share.

Mercado de usados: roçadeira é o produto mais vendido, segundo a OLX

Os produtos enquadrados em “Tratores e máquinas agrícolas” foram os mais procurados no período. Os itens de “Máquinas pesadas para construção” ocupam a segunda posição e de “Produção rural” a terceira.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

Os “Tratores e máquinas agrícolas” foram a subcategoria com mais anúncios dentro de agro; equipamentos de “Máquinas pesadas para construção” ficaram em segundo lugar e de “Produção rural” em terceiro.

 

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Notícias

Condições climáticas impactam cultivos de 2ª safra e de inverno, diz Conab

Por redação 01/07/2024
Escrito por redação

Estudo da Conab apresenta a análise das condições agroclimáticas e de imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024

Condições climáticas impactam cultivos de 2ª safra e de inverno da safra, diz ConabNas primeiras semanas de junho, os maiores volumes de precipitação ocorreram em parte da região Norte, Nordeste e Sul. Essas chuvas favoreceram o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safras na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia), mas essas condições climáticas dificultaram a implantação e o estabelecimento do trigo no Rio Grande do Sul.

Nas demais áreas do país, predominou o tempo seco, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra, mas restringindo o desenvolvimento do milho em estágio reprodutivo e do trigo em diferentes estágios. A análise está na edição de junho do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo apresenta a análise das condições agroclimáticas e de imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

A análise espectral mostra uma predominância de áreas com anomalias negativas do Índice de Vegetação (IV). Isso deve-se, principalmente, à antecipação da colheita do milho e ao atraso na semeadura e no desenvolvimento do trigo.

A falta de chuvas e as altas temperaturas, durante o desenvolvimento do milho, anteciparam a maturação em algumas áreas e impactaram as lavouras em estágio reprodutivo.

O trigo semeado mais cedo, em áreas do Centro-Oeste, do Sudeste e do Paraná, também sofreu restrição hídrica e teve o desenvolvimento prejudicado.

Nas regiões Oeste Catarinense e Noroeste Rio-Grandense, os gráficos de evolução do IV mostram o atraso na semeadura e no desenvolvimento dos cultivos de inverno.

 

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EmpresasNotícias

Márcio Contreras é o novo diretor de marketing comercial da New Holland para LA

Por redação 01/07/2024
Escrito por redação

Ele substitui Paulo Máximo na função, que passa a comandar as áreas de serviços comerciais, planejamento de operações, experiência do cliente e inovação

Márcio Contreras é o novo diretor de marketing comercial da New Holland para LAA New Holland, marca da CNH, nomeou Márcio Contreras como o novo diretor de marketing comercial para a América Latina. Ele sucede Paulo Máximo, agora diretor de serviços comerciais e planejamento de operações da CNH para a América Latina.

Nessa posição, Paulo Máximo lidera áreas cruciais como planejamento de produção, governança corporativa, data analytics, inteligência de negócios, experiência do cliente, inovação, novos modelos de negócios e parcerias estratégicas da CNH.

Paulo Máximo, engenheiro com MBA e mestrado em administração, acumula mais de 25 anos de experiência no setor. Durante sua trajetória na CNH, ele desempenhou papéis variados, contribuindo de maneira significativa para o crescimento da empresa através da promoção da inovação e da melhoria da experiência do cliente.

Formado em Administração de Empresas, com especialização em Marketing, Gestão e Inovação por instituições como Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Universidade de Tel Aviv, Contreras tem mais de 20 anos de experiência nas áreas comercial e de marketing.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

Entre as empresas nas quais trabalhou estão O Boticário, Monsanto e a própria CNH, onde nos últimos 13 anos integrou a equipe do Banco CNH. Desde 2016, atuava como diretor Comercial e de Marketing do Banco. Também foi professor de MBAs na FGV e conferencista na área de negócios, marketing e vendas, além de autor de livros no setor de negócios.

“É uma honra liderar a diretoria de Marketing Comercial da New Holland e poder dar continuidade à trajetória de crescimento que a marca vem trilhando nos últimos anos, acompanhando a força do agronegócio sul-americano. Seguiremos próximos aos clientes, expandindo o nosso portfólio de produtos e soluções digitais voltados a todos os perfis de agricultores, investindo em alta tecnologia, sustentabilidade e inovação para que os agricultores possam produzir cada vez mais e melhor, e de forma sustentável”, afirma Contreras.

 

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Notícias

Biocompetitividade será tema do Congresso da ABAG neste ano

Por redação 01/07/2024
Escrito por redação

A programação do Congresso inclui dois painéis: Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?

Biocompetitividade será tema do Congresso da ABAG neste ano

O 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio será promovido pela ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e pela B3, a bolsa do Brasil, no dia 5 de agosto, em formato híbrido, e debaterá o tema central Biocompetitividade.

O evento é considerado um dos mais importantes do setor no país, por reunir autoridades, especialistas e empresários para discutir as pautas mais urgentes e relevantes para o desenvolvimento sustentável do agro nacional, norteando tendências e caminhos que proporcionem mais competitividade, produtividade e rentabilidade em todos os elos da cadeia.

A programação do Congresso contará com dois painéis: Geopolítica e Sustentabilidade, e Clube Fragmentado: O Brasil será Associado?, e uma mesa redonda que abordará o tema Competitividade e Oportunidades, que receberão representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e de importantes entidades setoriais, líderes de consultorias e empresas de inteligência e de análise de mercado, autoridades, produtores rurais e especialistas de instituições privadas brasileiras. A palestra inaugural que tratará de biocompetitividade será ministrada por Nelson Ferreira, Sócio-Sênior e Líder Global de Agricultura da Mckinsey & Company.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

Durante o evento, a ABAG prestará homenagem ao ex-Ministro da Agricultura, Marcos Montes, que receberá o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio. Montes foi prefeito de Uberaba (de 1997 a 2004), Secretário de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais, e deputado federal por três mandatos, entre 2007 e 2019.

Em 2023, o Congresso Brasileiro do Agronegócio contou com mais de 840 pessoas de todo o país presencialmente e mais de 6,4 mil acessos à transmissão online do evento. O público participante foi composto por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, parlamentares, além de profissionais ligados ao agro.

Serviço:

  • 23º Congresso Brasileiro do Agronegócio – Presencial e On-Line
  • Tema: Biocompetitividade
  • Data: 5 de agosto de 2024
  • Horário: das 9h às às 18h
  • Local: Sheraton WTC São Paulo Hotel – Av. das Nações Unidas, 12559
  • Informações e inscrições, acesse aqui. 

 

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Colheitadeiras: como escolher o melhor equipamento para a sua operação
NotíciasReportagem especial

Como escolher a melhor colheitadeira para a sua operação

Por redação 01/07/2024
Escrito por redação
Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

A colheitadeira X9, da John Deere, tem taxa de descarga de 162 litros por segundo, descarregando um graneleiro cheio em apenas 90 segundos

Gabriel Nascimento – A colheita é, tradicionalmente, um dos momentos de maior preocupação dos agricultores. A operação é a responsável pelo retorno de todo o investimento ao longo da safra. Qualquer adversidade no período pode colocar em risco a viabilidade econômica do negócio. E a colheitadeira é parte expressiva do aporte do produtor.

O Portal Máquinas Agrícolas procurou especialistas para explicar o que o produtor precisa saber para escolher a máquina certa para otimizar a colheita e maximizar a produtividade da lavoura. São muitas as variáveis envolvidas, mas o objetivo é um só: aumentar a eficiência e a rentabilidade da produção.

Para acertar na escolha

O produtor rural conhece mais do que ninguém a sua própria operação. Com base nisso, ele deve colocar diversos fatores técnicos na ponta do lápis para calcular sua capacidade de compra de uma colheitadeira. A incerteza climática, especialmente nos últimos anos, vem sendo um dos principais desafios dos produtores no período da ceifa. As janelas para os trabalhos estão cada vez mais curtas, o que demanda uma precisão cada vez maior para levar as máquinas a campo.

É fundamental que o agricultor acerte no número e no tipo de colheitadeiras que ele irá empregar. Portanto, a capacidade e a disponibilidade da máquina precisam ser levadas em conta.

Segundo o especialista em mecanização agrícola, Ricardo Ralisch, “a colheitadeira custa bastante e a hora parada é a mais cara da máquina”. Ele explica que a colheitadeira, essencialmente, fica ociosa durante a maior parte do tempo. Por isso, é crucial que ela esteja em plenas condições de uso quando for demandada. Daí a importância da qualidade do serviço de pós-venda das marcas, especialmente no que diz respeito a custos e prazos de manutenção.

A força das concessionárias em certas regiões, aliás, muitas vezes determina a escolha dos produtores por uma marca específica. Por outro lado, a diversificação pode ter suas vantagens.

Não é incomum que as empresas apresentem tecnologias ao mercado em velocidades diferentes, portanto o produtor que varia suas escolhas pode aproveitar melhor cada uma das inovações. Além disso, as montadoras costumam se sair melhor em nichos diferentes em relação ao porte das máquinas. Ter uma colhedora grande e uma pequena de marcas diferentes pode fazer sentido, dependendo da particularidade da propriedade, o que Ralisch considera uma “associação interessante”.

Ralisch é professor aposentado da UEL, de Londrina, e sócio da Agritel, uma empresa de telemetria agrícola, e acompanha o desenvolvimento do segmento. Para ele, parece haver mais vantagens operacionais na adoção de apenas uma marca por cliente, especialmente pela unificação da assistência técnica e do estoque de peças e insumos dentro da fazenda.

Os custos de manutenção também precisam ser levados em conta. “É muito do momento, vai de caso a caso”, diz ele, observando que a tarefa de analisar a viabilidade não é “cartesiana”, e que “cada um faz a sua”.

Antes, ainda, de chegar à lavoura, um ponto a ser levado em consideração é a limitação do acesso: por vezes, uma máquina não pode ser facilmente transportada até a área de colheita, seja por problemas nas estradas, pelo limite de altura ou largura em pontes, e até mesmo na porteira das propriedades. Quando superadas estas questões, vêm as particularidades do terreno: tipos de solo, e de relevo, principalmente, devem ser avaliados, uma vez que a largura e o peso das colheitadeiras dependem fortemente destas características.

Tecnologias embarcadas

Pronta para colher, a máquina precisa atender a mais alguns requisitos para que a rentabilidade esteja assegurada: tecnologia e sustentabilidade. As duas andam de mãos dadas, uma vez que uma máquina com maior tecnologia embarcada realizará uma melhor coleta de dados e permitira a rastreabilidade da operação, tanto para o produtor, quanto para o cliente final. Otimizando os processos dentro da lavoura, o produtor economiza combustível e outros recursos, o que também é revertido na diminuição dos efeitos negativos ao meio ambiente.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

A colhedora de grãos YH880 da Yanmar é a menor do Brasil, com uma plataforma de 7 pés

Segundo o coordenador comercial da Yanmar na América do Sul, Caue Romero, é importante entender como é o processo do produtor e como cada máquina pode ajudá-lo. Assim, ele explora os atributos nos quais seu produto tem superioridade. A marca trabalha com uma única colhedora de grãos, a YH880, a menor do Brasil, com uma plataforma de 7 pés. Ela é empregada, principalmente, no arroz, no milho, na soja e nas culturas de inverno: trigo, cevada, aveia e sorgo. A empresa já vendeu o produto para clientes de 5 mil hectares e para clientes de 400 mil hectares.

“Atendemos, principalmente, produtores menores, ou prestadores de serviço que compram nossa máquina para colher outras áreas. Por ser uma máquina compacta, a YH880 é mais leve e fácil de transportar, além de ter um menor consumo de combustível. Além desses mercados, outro está surgindo: o de culturas consorciadas. A integração de lavouras, geralmente de café com leguminosas, como feijão e soja, reduz a necessidade de aplicação de herbicidas, pois a soja estaria ocupando a área de uma possível erva daninha, o que reflete na redução de custos. A única que entra nesses espaços é a nossa colheitadeira. Só ela consegue fazer este tipo de trabalho”, observa Romero.

Já a John Deere oferece modelos de colheitadeiras que atendem desde o pequeno até o grande produtor de grãos no Brasil. O especialista em marketing tático da empresa, Claudir Marcelo, destaca as máquinas da classe 3, que podem ser configuradas a partir de 16 pés, até a classe 10, com 50 pés de corte. Ele lista os modelos disponíveis no mercado: S430, S440, S760, S780, S790 e X9 1000.

A classe é o grupo de performance da máquina e ela precisa levar em conta o tamanho da lavoura, a topografia e o clima. Por isso, é necessário adequar a frota da propriedade às condições específicas.

“Se o clima é de muita chuva, a janela é reduzida para colher. As máquinas precisam ter maior capacidade para acelerar os trabalhos, mas se tem uma topografia mais acentuada, não há capacidade física de colocar uma máquina maior. Por vezes, é vantajoso ter duas máquinas pequenas em vez de uma grande”, explica.

Já a opção por mais de uma marca, segundo Marcelo, é muito particular dos produtores. “A grande maioria prefere se estabelecer em uma só.” Se o produtor já tem ou teve duas ou três marcas, ele tem uma noção de quem atende bem.

O gerente de relações institucionais da Indústrias Colombo, Luiz Vizeu, concorda que os altos custos das máquinas e a incerteza climática acentuam a importância de acertar na escolha da máquina. “A colheita é o momento em que o produtor fica mais nervoso. Se houver problemas, ele não dorme”, aponta. Além disso, os atributos técnicos, como o tipo de rodado, plataforma e cabine, também são fundamentais.

“A Colombo trabalha com colheita de café, feijão, amendoim e agora está entrando na colheita de grãos, especificamente na de sementes. O nosso produto, cujo sistema interno é diferenciado, traz excelente resultado para o produtor de sementes, proporcionando ganho comercial. No caso do feijão, a vagem sai sem quebra, sem injúria, quase pronta para ensacar. Uma máquina faz a trilha e outra recolhe, mas o custo de duas operações é ultrapassado por tudo que o produtor ganha em termos comerciais.”

A Avanti, máquina apresentada pela empresa na Agrishow 2024, pode colher semente de soja e, depois que termina, também colhe grãos. Vizeu afirma que é a primeira máquina no mundo que colhe amendoim e grãos.

Colheitadeira: como escolher o melhor equipamento para a sua operação

A Avanti, da Colombo, possui configurações de plataformas para colheita de 3 ou 4 leiras de amendoim, se adequando às necessidades operacionais do produtor

Os três representantes das fabricantes de máquinas agrícolas ressaltaram a importância da disponibilidade das máquinas para colheita e defenderam, cada um à sua maneira, o atendimento de suas respectivas marcas. O preço de revenda também foi um ponto fortemente destacado pelos porta-vozes quando o assunto é a tomada de decisão de compra. Esses são, portanto, fatores aos quais o produtor deve estar atento e sobre os quais deve ponderar na busca por uma máquina nova.

Sustentabilidade

O tema da sustentabilidade é cada vez mais urgente. O principal motivo é a preservação do meio ambiente e a diminuição dos efeitos das mudanças climáticas. O produtor, no entanto, vem percebendo que métodos sustentáveis também contribuem para a sustentabilidade dos seus negócios. Para isso, as fabricantes têm investido cada vez mais em tecnologia embarcada, permitindo que as máquinas realizem tarefas com muito mais precisão, diminuindo a interferência da falha humana tanto no meio ambiente quanto na rentabilidade da produção.

Claudir Marcelo, da John Deere, vê o produtor muito preocupado com isso. “A tecnologia aumenta a produtividade e reduz as perdas, especialmente a perda de grãos durante a colheita. As condições mudam muito durante o dia, o que demanda ajustes na máquina, que nem sempre o operador quer ou consegue fazer. Uma máquina autônoma, por exemplo, evita o desperdício, o que aumenta a rentabilidade”, disse.

Outro ponto, segundo ele, é a otimização da velocidade. O operador da máquina normalmente inicia o dia com um ritmo, mas, com o passar do tempo, “cansado, não tem o melhor desempenho”. Quando o computador assume essa tarefa, não há essa preocupação. Conforme Ricardo Ralisch, “um dos principais causadores da compactação do solo é a velocidade excessiva das operações agrícolas, incluindo a colheita”.

Marcelo defende a tecnologia para a rastreabilidade da produção. “A máquina consegue identificar em cada metro quadrado todas as características e informações disponíveis em tempo real, compartilhando através da nuvem e facilitando as melhores decisões. Assim, o produtor consegue mostrar para o mercado onde e como ele está produzindo, com todas as práticas de preparo de solo, plantio e pulverização etc. A exigência por sustentabilidade está cada vez maior”, enfatiza.

Para o gerente das Indústrias Colombo, Luiz Vizeu, mais rápida que a evolução dos motores, que vêm se tornando menos poluentes, é a capacidade de levantamento de informações. “Tudo isso favorece a preservação ambiental. Com os dados de produtividade, é possível definir operações de plantio e pulverização com economia em adubos e distribuição de sementes. Tudo isso faz com que se usem menos insumos, o que é bom para o meio ambiente e para o bolso do produtor.” Ele ainda lamenta o gargalo que é o déficit de conectividade no campo.

Para Vizeu, a tendência é a autonomia das máquinas agrícolas, embora não em todo o mundo nem em todas as propriedades. O tamanho das máquinas, por outro lado, está no limite. “Tem o problema do peso da máquina e da compactação do solo. Por isso, o crescimento deve ser em tecnologia”, pondera.

O coordenador da Yanmar, Caue Romero, celebra o impacto econômico da adoção de medidas sustentáveis. “Percebemos isso na economia de combustível. O DNA da Yanmar sempre foi de economia e sustentabilidade. No Japão, a marca surgiu num cenário onde a agricultura demandava um tipo de mecanização que não existia. O país sempre se preocupou com a economia de recursos. Sempre é um desafio introduzir um produto em um novo mercado, mas temos alguns bons exemplos. Um cliente nosso fez as contas após a adoção do nosso produto, que se pagou em um ano e meio, só em economia de combustível. Quando o produtor começa a prestar atenção nesse tipo de coisa, percebe como há alternativas mais atraentes”, comemorou.

Conservação do solo

Para Ricardo Ralisch, as novas máquinas estão atendendo à demanda por economia de combustível e redução da utilização de combustíveis fósseis. As marcas estão desenvolvendo novos processos de combustão interna para otimizar o consumo. “Uma maior eficiência na combustão qualifica bastante as máquinas”, disse ele.

O impacto no solo parece ser a principal preocupação dele. “Toda operação agrícola impacta o solo de forma mais ou menos agressiva. As colheitas, de uma forma geral, são menos agressivas que outras operações. A quantidade de operações é menor, a largura da plataforma é maior, o tráfego é menor. Mas, ainda assim, há impacto. O que podemos pensar são estratégias para amenizá-lo”, diz Ralisch.

Por isso, ele destaca a importância do tipo de rodado que equipa essas máquinas. Quanto maior a área de contato com o solo, menor será a pressão e a compactação. O tipo de borracha empregado na fabricação dos pneus, a distribuição do peso nas máquinas e a própria pressão interna dos pneus influenciam na compactação, que reduz a eficiência das aplicações e representa uma ameaça ao meio ambiente.

“A máquina deve ser adaptada ao ambiente e não o contrário. Até recentemente, tentávamos ajustar o ambiente às máquinas, resultando em problemas como escorrimento superficial e erosões. Podemos refletir sobre tragédias como a ocorrida no Rio Grande do Sul e considerar quanto disso poderia ter sido minimizado se tivéssemos uma boa lógica de conservação de solo nas áreas agrícolas. Não que esse tenha sido o problema, mas isso poderia ter sido amenizado. Quando retiramos os terraços em função do tamanho das colhedoras, colocamos todo o ambiente em risco. Portanto, o dimensionamento da máquina é muito importante. Existe uma tendência natural de se trabalhar com máquinas cada vez maiores, mas não podemos colocar o ambiente em risco”, alerta.

 

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01/07/2024 0 Comentários
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