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MercadoNotícias

Moagem de cana cresce 20% na primeira quinzena de junho, diz Unica

Por redação 28/06/2024
Escrito por redação

No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de junho, a moagem de cana atingiu 189,46 milhões de toneladas

Moagem de cana cresce 20% na primeira quinzena de junhoNa primeira quinzena de junho, as unidades produtoras de cana da região Centro-Sul processaram 49 milhões de toneladas ante a 40,67 milhões da safra 2023/2024 – o que representa avanço de 20,48%, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de junho, a moagem de cana atingiu 189,46 milhões de toneladas, ante 167,29 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – crescimento de 13,25%.

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, explica que “a variação quinzenal da moagem deve ser vista com cautela, pois a base de referência do ano passado foi prejudicada pela condição climática que impactou a moagem em junho de 2023”.

Lançamento do Plano Safra é adiado para a próxima quarta-feira (3)

Nos primeiros quinze dias de junho, oito unidades deram início à moagem da safra 2024/2025. Ao término da quinzena, permanecem em operação 255 unidades no Centro-Sul, sendo 238 unidades com processamento de cana-de-açúcar, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de junho atingiu 134,47 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 135,25 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação negativa de 0,58%. No acumulado da safra, o indicador marca 125,38 kg de ATR por tonelada, queda de -1,34%.

“Apesar do clima mais seco neste ano, não se observa um avanço na concentração de ATR. O desenvolvimento fisiológico da lavoura foi comprometido pela condição climática desfavorável, prejudicando também a qualidade da matéria-prima”, acrescenta o executivo.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de junho totalizou 3,12 milhões de toneladas, registrando avanço de 20,48% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (2,56 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 16 de junho, a fabricação do adoçante totalizou 10,95 milhões de toneladas, contra 9,57 milhões de toneladas do ciclo anterior (+14,42%).

Rodrigues ressalta que “a maior parte do crescimento na produção de açúcar decorre do aumento da moagem, que atingiu 13,25% até o momento. A produção de açúcar por tonelada de matéria-prima avançou pouco até o momento, saindo de 57,21 quilos de açúcar por tonelada de cana no ciclo 2023/2024 para 57,8 quilos, no acumulado da safra atual”.

Na primeira metade de junho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,25 bilhões de litros, sendo 1,32 bilhão de litros de etanol hidratado (+29,56%) e 926,83 milhões de litros de etanol anidro (+4,85%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 8,71 bilhões de litros (+12,24%), sendo 5,64 bilhões de etanol hidratado (+25,91%) e 3,07 bilhões de anidro (-6,43%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de junho, 14% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 306,34 milhões de litros neste ano, contra 258,37 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 18,56%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,51 bilhão de litros – avanço de 26,6% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Nos primeiros quinze dias de junho, as vendas de etanol totalizaram 1,44 bilhão de litros, o que representa uma variação positiva de 17,87% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 904,95 milhões de litros, o que representa alta de 44,53% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 498,27 milhões de litros, retração de 4,77%.

No acumulado da safra 24/25, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 7,25 bilhões de litros, registrando crescimento de 26,21%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 4,78 bilhões de litros (+48,34%), enquanto o de anidro alcançou 2,47 bilhão de litros (-2,08%).

“Seguindo movimento observado desde o início de 2024, as vendas de etanol hidratado continuam registrando crescimento anual robusto, com média superior a 40%, refletindo a competitividade do biocombustível na bomba e a preferência do consumidor”, destaca Rodrigues.

 

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28/06/2024 0 Comentários
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Plano Safra será lançado na próxima semana em Rondonópolis (MT)
Notícias

Plano Safra 2024/25 terá R$ 475 bilhões em recursos, adianta Fávaro

Por redação 28/06/2024
Escrito por redação

Em entrevista ao Valor, o titular da pasta da Agricultura afirmou que montante é cerca de 20% superior ao ofertado no ciclo passado

Plano Safra será lançado na próxima semana em Rondonópolis (MT)O Plano Safra 2024/25 irá destinar R$ 475,5 bilhões, antecipou o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, nesta quinta-feira (27), montante, segundo ele, cerca de 20% acima do ofertado no ciclo passado.

A agricultura empresarial deverá ter R$ 400,58 bilhões de crédito, sendo R$ 293,88 bilhões para custeio e comercialização e R$ 106,7 para investimentos. Já a agricultura familiar deverá ter à disposição R$ 74,98 bilhões.

Haddad: adiamento do PAP se deve a ajustes em uma linha de crédito específica

Os recursos destinados à equalização no Plano Safra – dinheiro que é usado para deixar as taxas subsidiadas abaixo da Selic – deverá chegar a R$ 16,7 bilhões, incremento de 23%. (Fonte: Datagro)

 

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CuriosidadeNotícias

Confira 5 modelos de tratores de esteira que se destacam no mercado

Por redação 28/06/2024
Escrito por redação

Os tratores de esteira são máquinas essenciais para a agricultura, construção e mineração. A cada ano, o mercado vem trazendo novidades que prometem revolucionar a eficiência e a produtividade desses setores. Confira abaixo alguns dos mais recentes modelos de trator de esteira disponíveis no mercado, com destaque para as principais tecnologias e características.

1. Caterpillar D6 XE

Confira 5 modelos de trator de esteira que se destacam no mercado

A Caterpillar continua a ser um líder na inovação de máquinas pesadas, e o Caterpillar D6 XE não é exceção. Este modelo híbrido combina um motor diesel com um sistema elétrico avançado, oferecendo uma economia de combustível de até 35% em comparação com os modelos anteriores. Além disso, possui um sistema de controle de terreno que otimiza a tração e reduz o desgaste da esteira.

2. John Deere 850J-II

Confira 5 modelos de trator de esteira que se destacam no mercado

O John Deere 850J-II é um trator de esteira projetado para enfrentar as tarefas mais exigentes com eficiência e durabilidade. Este modelo é equipado com um motor John Deere PowerTech™ de 6 cilindros, que oferece alta potência e desempenho confiável. Além disso, o sistema de transmissão hidrostática proporciona controle preciso e suave, permitindo manobras eficientes em terrenos difíceis.

3. Komatsu D71PXi-24

Confira 5 modelos de trator de esteira que se destacam no mercado

O modelo D71PXi-24 da Komatsu é um trator de esteira que se destaca pela sua tecnologia de controle inteligente de máquinas (IMC). Este sistema permite uma operação semi-autônoma, facilitando o trabalho de operadores menos experientes. O motor de alta potência e a estrutura robusta garantem desempenho superior em terrenos difíceis, enquanto a interface de usuário intuitiva torna o controle mais acessível.

4. Liebherr PR 736 G8

moagem de cana - Confira 5 modelos de tratores de esteira que se destacam no mercado

O Liebherr PR 736 G8 é um trator de esteira projetado para ser ecológico e eficiente. Ele vem equipado com o sistema Liebherr Power Efficiency (LPE), que ajusta automaticamente a potência do motor para otimizar o consumo de combustível. Além disso, o sistema LiDAT de telemetria permite monitorar o desempenho da máquina em tempo real, proporcionando dados valiosos para a manutenção preventiva.

5. Case 2050M

Confira 5 modelos de trator de esteira que se destacam no mercadoO 2050M da Case é um trator de esteira que combina força bruta e tecnologia avançada. Este modelo possui o sistema de controle SCR (Selective Catalytic Reduction), que reduz significativamente as emissões de poluentes. A transmissão hidrostática proporciona uma operação suave e eficiente, enquanto a cabine ergonômica oferece conforto superior para longas jornadas de trabalho.

Os tratores de esteira estão mais avançados do que nunca, combinando tecnologias de ponta com robustez e eficiência. Seja para agricultura, construção ou mineração, há um modelo adequado para cada necessidade.

 

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Artigo TécnicoNotícias

A revolução silenciosa e promissora no campo brasileiro

Por redação 28/06/2024
Escrito por redação

A revolução silenciosa e promissora no campo brasileiroMarileidi Scena* – A agricultura brasileira sempre foi marcada pela tradição e pelo conhecimento passado de geração para geração. Os ensinamentos no campo eram transmitidos em um ciclo contínuo de sabedoria acumulada e adaptada às necessidades da região e época. Desta forma, a partir da observação da natureza, sabia-se o sobre o tempo certo de plantar e colher, o manejo dos solos e dos animais, bem como as técnicas de controle de pragas, tudo isso passado de pais para filhos. Essa herança cultural sempre foi vital para a sobrevivência e o sucesso desse ambiente familiar e para aqueles que viviam da atividade.

Porém, nas últimas décadas, uma revolução silenciosa vem transformando a maneira como os alimentos são cultivados, impulsionada principalmente pela inovação tecnológica e pela busca cada vez maior por sustentabilidade. Contudo, com o avanço eminente da tecnologia no meio rural, a agricultura começou a ser impactada por mudanças significativas.

A introdução de máquinas agrícolas, fertilizantes químicos e pesticidas revolucionou a produtividade nas fazendas. E ainda mais, vemos nos últimos anos, o ingresso do digital e da biotecnologia, que têm redefinido as possibilidades no campo mostrando assim que ainda há muito por vir com a tecnologia.

Lançamento do Plano Safra é adiado para a próxima quarta-feira (3)

Hoje, a agricultura de precisão e a Inteligência artificial (IA), junto a conectividade, permitem que a classe produtora monitore e gerencie suas lavouras com uma assertividade antes inimaginável. Sensores de solo, drones, imagens de satélite e softwares de gestão agrícola proporcionam dados em tempo real, permitindo decisões mais eficientes. Esses avanços possibilitam que agricultores possam gerenciar de maneira menos árdua suas propriedades, reduzindo desperdícios e aumentando os lucros.

De acordo com pesquisas da Embrapa, a adoção dessas tecnologias resultou em um aumento médio de 20% na produtividade das culturas. A biotecnologia, por sua vez, tem desenvolvido soluções avançadas nas áreas de aplicação, nutrição e biológicas.

Além disso, o setor de P&D das empresas têm buscado desenvolver cultivares e tecnologias que permitam que as plantas tenham uma melhor resposta ao controle de pragas e doenças, e variedades que se adaptam melhor às mudanças climáticas. Essas inovações não só aumentam a produtividade, mas também promovem uma agricultura mais sustentável e resiliente.

A Agroallianz, por exemplo, diante deste cenário e na busca de trazer soluções aos problemas enfrentados pelos produtores, trouxe uma tecnologia inovadora para o mercado brasileiro, proporcionando melhor conforto térmico, redução do efeito do estresse abiótico nas plantas e garantindo maior produtividade, a tecnologia Osmobetan.

Embora a tradição ainda seja um fator relevante, a nova geração de agricultores está cada vez mais conectada e com a informação na palma da mão. Os jovens estão combinando o conhecimento herdado no âmbito familiar com as inovações tecnológicas, criando um modelo híbrido, que valoriza o melhor dos dois mundos. Eles estão abertos a experimentar novas técnicas, investir em tecnologia e buscar formas mais sustentáveis para produzir.

Programas de capacitação e parcerias com instituições de pesquisa e empresas de tecnologia agrícola estão disseminando conhecimentos e práticas modernas para pequenos e grandes produtores. Esse movimento ajuda a garantir que o setor continue competitivo e sustentável no cenário global.

Um futuro promissor para a agricultura brasileira

Esse panorama de transformação no campo brasileiro é um testemunho da capacidade de adaptação e inovação dos agricultores. Do conhecimento passado de pai para filho às tecnologias de ponta que hoje moldam o futuro da agricultura, estamos vivendo uma era de grandes mudanças.

Esse progresso não só aumenta a produtividade e a eficiência, mas também abre caminhos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o agronegócio representa cerca de 21% do PIB brasileiro, evidenciando a importância desse setor para a economia nacional.

Os produtores do Brasil, sejam veteranos ou novos empreendedores rurais, estão no centro de uma revolução que promete transformar não apenas a produção de alimentos, mas toda a cadeia produtiva. Eles estão abraçando um modelo de negócio onde tradição e inovação caminham lado a lado, garantindo que a riqueza do conhecimento seja preservada, enquanto exploram as oportunidades oferecidas pelas tecnologias. Este equilíbrio entre o antigo e o novo está criando um futuro promissor para assegurar a segurança alimentar das nossas próximas gerações.

*Coordenadora de comunicação e marketing na Agroallianz

 

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Notícias

Haddad: adiamento do PAP se deve a ajustes em uma linha de crédito específica

Por redação 27/06/2024
Escrito por redação

Alterações solicitadas pelo presidente visam otimizar uma linha de crédito específica

Haddad: adiamento do Plano Safra se deve a uma linha de crédito específicaO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu os motivos do adiamento do Plano Safra para o próximo dia 3. Segundo Haddad, o atraso foi ocasionado por ajustes necessários em uma linha especial de crédito, sem impacto no Orçamento do governo, segundo informações da Agência Brasil.

“Apresentamos o Plano Safra ao presidente Lula, que pediu ajustes para melhorá-lo. Não se trata de mais equalização, se trata de uma linha específica que ele pediu para turbinar e não tem impacto fiscal”, afirmou o ministro.

Lançamento do Plano Safra é adiado para a próxima quarta-feira (3)

A equalização consiste no Tesouro Nacional cobrindo a diferença entre os juros subsidiados das linhas oficiais de crédito e as taxas de mercado. As alterações solicitadas pelo presidente visam otimizar uma linha de crédito específica, para que as melhorias sejam implementadas sem afetar o equilíbrio fiscal do governo.

 

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Notícias

Irrigação garante a produção dos agricultores da região do Matopiba

Por redação 27/06/2024
Escrito por redação

Região é responsável por mais de 12% da soja produzida no Brasil e tem potencial para crescer ainda mais com auxílio de tecnologias como pivôs, mas produtores ainda enfrentam desafios externos

moagem de cana - Irrigação garante a produção dos agricultores da região do MatopibaA Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, fechou a edição de 2024 com a comercialização total de R$ 10,9 bilhões em negócios. O resultado, que representa um crescimento de 32,7% em comparação a 2023, comprova a ascensão dessa importante região produtora. Juntamente com a Bahia, o Maranhão, Tocantins e o Piauí, formam o Matopiba, região responsável pela forte expansão agrícola especialmente no cultivo de grãos que se iniciou a partir da segunda metade dos anos 1980. A boa topografia, o baixo custo das terras, aliado à adoção de tecnologias, colaborou com esse avanço no Cerrado, especialmente sobre as pastagens subutilizadas.

Já nos últimos anos a situação se inverteu, com a grande procura na região, houve uma forte valorização das terras, o que tem feito com que os produtores locais busquem ferramentas para melhorar a eficiência em suas áreas, em vez de investir em novos terrenos. Entre as tecnologias que mais ganharam protagonismo nessa estratégia, destaque-se a irrigação por pivôs que contribuem com o bom desenvolvimento de sua lavoura, principalmente nos períodos prolongados de forte calor.

De acordo com Silvio Dias, Diretor comercial da Pivot Máquinas Agrícolas e Sistemas de Irrigação, revenda parceira da Lindsay, representada pelas marcas Zimmatic e FieldNET, os resultados da Bahia Farm Show comprovam o potencial da região.

“A feira foi muito movimentada, com bastante clientes com intenção de compras, fechamos alguns negócios e prospectamos outros para futuramente desenvolvermos novos projetos. O Matopiba é a região com mais potencial para irrigação a curto prazo, e os produtores estão dispostos a investir”, destacou.

Atualmente essa adoção tem crescido significante, segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), dentre os biomas, o Cerrado responde por 70,4% (1,35 Mha) da área total de pivôs centrais – de forma geral, essa concentração ocorre em função da expansão da agricultura para áreas de maior déficit hídrico, da estrutura fundiária de grandes e médias propriedades, da adequação desse sistema para grandes áreas relativamente planas e para os tipos de solos predominantes.

Lançamento do Plano Safra é adiado para a próxima quarta-feira (3)

Segundo Anderson Gorgen, diretor administrativo da GEES AS, que há três anos é a revenda também parceira da Lindsay, com atuação no Matopiba, especificamente no Maranhão e Piauí, os produtores têm buscado a irrigação como alternativa ao alto custo das terras e também por segurança de produtividade.

“Na região em que atuamos muitos daqueles que investem em irrigação não buscam aumento de área plantada e sim, ter a garantia que irá plantar e colher sua safra”, pontuou.

O grupo GEES AS, que também produz e comercializa commodities agrícolas; sementes de soja; defensivos agrícolas; máquinas agrícolas; formulação de fertilizantes com matéria-prima; secagem e armazenagem de grãos; transporte da produção, vê na irrigação o grande potencial de crescimento para o Cerrado.

De acordo com Gorgen, especialmente no MA e no PI, a procura por pivôs tem crescido a cada ano. “Os agricultores que nos procuraram são em sua maioria produtores de grãos de áreas médias e grandes de 10 mil a 12 mil hectares”, salientou o especialista.

Ainda segundo o profissional, se analisarmos por área irrigada, o Piauí tem crescido mais por conta de as propriedades serem maiores e a topografia melhor. Mas em quantidade de pivô, o Maranhão iguala. Também vale uma ressalva ao Pará. O estado que vem de sete anos seguidos de safras recordes, em 2023 foi responsável pela produção de 6,44 milhões de toneladas, ampliando sua agricultura irrigada por conta da topografia privilegiada aliado a disponibilidade de água abundante.

Desafios no Matopiba

A irrigação por pivôs comprovadamente pode proporcionar uma produtividade de duas a três vezes maior do que áreas de sequeiro (não irrigadas). Além disso, a técnica oferece outras vantagens como: melhoria na qualidade dos produtos, redução de custos unitários, atenuação dos impactos da variabilidade climática, otimização de insumos e equipamentos, aumento na oferta e na regularidade de alimentos, assim como a modernização dos sistemas de produção.

De acordo com a ANA, a técnica pode crescer 45% até 2030 no Brasil, frente a uma demanda alta de produção de alimentos, contudo, para isso acontecer é necessário resolver alguns problemas alheios à vontade do produtor.

O principal deles ainda é a ineficiência energética em boa parte das cidades do Matopiba. Ou seja, lugares que não tem energia elétrica ou a mesma chega com baixa qualidade com oscilações na tensão entregue e interrupção do fornecimento por longos períodos, o que prejudica a irrigação causando falhas ou até danos aos pivôs.

Para tentar melhorar essa situação, juntamente com as concessionárias, o grupo GEES SA, tem atuado juntos aos governos na busca da solução dessa importante dor. “O agricultor quer investir em irrigação para ter segurança na produção, mas hoje isso está limitado por conta das dificuldades externas que não dependem da vontade deles”, destaca Gorgen.

Ainda segundo o diretor, um ponto positivo é que há um movimento de algumas indústrias querendo se instalar no MA e no sul do PI, mas condicionado que o governo se comprometa a melhorar esse déficit de energia. “Com essa pressão maior, a nossa expectativa é que se resolva esse problema o quanto antes assim teremos grandes ganhos de produtividade e todo mundo só tem a ganhar”, disse.

“Aqui na Bahia, já há algumas subestações sendo construídas que nos ajudará a expandir os negócios resolvendo aos poucos esse problema energético”, completou Dias, diretor da Pivot.

 

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27/06/2024 0 Comentários
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Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas
Notícias

Lançamento do Plano Safra é adiado para a próxima quarta-feira (3)

Por redação 26/06/2024
Escrito por redação

Setor reage ao adiamento do Plano Safra; FPA diz “lamentar profundamente” e que “produtores rurais ficarão descobertos durante a primeira semana”

Lançamento do Plano Safra é adiado para a próxima quarta-feira (3)

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou nesta terça-feira (25) que o lançamento do Plano Safra 2024/2025, inicialmente programado para esta quarta-feira (26), foi adiado para a próxima semana, no dia 3 de julho.

“Precisava preparar a entrega. Como a gente vai fazer uma entrega bonita, para vocês tirarem foto, não dava para fazer de hoje para amanhã. Então, ganhamos uma semana para preparar o evento”, disse o ministro Paulo Teixeira.

O setor reagiu ao adiamento. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou um comunicado, nesta terça-feira (25), no qual diz lamentar o adiamento do Plano Safra 2024/25, “numa total demonstração de desorganização e ineficiência do governo federal”. O Plano estava previsto para ser lançado nesta quarta-feira (26).

Chuvas têm prejudicado plantio do trigo na região Sul, diz Embrapa

Em nota, a FPA diz que os produtores rurais ficarão descobertos durante a primeira semana de vigência do plano, ou seja, todos os problemas que estiverem na proposta inicial ainda precisarão ser corrigidos, o que leva mais tempo ainda para a chegada do crédito real aos produtores.

“Uma sinalização preocupante do governo federal diante da crise enfrentada pelo setor. Entendemos que o momento é urgente e exige isonomia governamental para que possamos enfrentar os desafios de continuar contribuindo com grande parte do PIB brasileiro, da geração de emprego e renda, além do alimento de qualidade e sem inflação na mesa do brasileiro”, conclui a nota.

 

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26/06/2024 0 Comentários
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Notícias

Case IH expande projeto de capacitação profissional para São Paulo

Por redação 25/06/2024
Escrito por redação

Ao todo serão mais de mil capacitações gratuitas nas cidades de Tarumã e Ribeirão Preto, com o investimento de mais de R$ 8 milhões

Case IH expande projeto de capacitação profissional para São PauloA Case IH anuncia a expansão do seu projeto de capacitação profissional para as cidades paulistas de Tarumã e Ribeirão Preto. Por meio de parcerias, a marca da CNH irá oferecer mais de 1.400 capacitações em cursos e formações técnicas em manutenção de máquinas, além de especializações em Agricultura Digital e vagas para o programa de aprendizagem técnica Jovem Aprendiz.

“A Agricultura Digital tem avançado de forma cada vez mais rápida no campo e a Case IH, como marca líder em Agricultura Digital, encara como missão preparar os agricultores e o mercado de trabalho, pois sabemos da dificuldade de mão de obra, especialmente a mais especializada”, comenta Christian Gonzalez, vice-presidente da Case IH para a América Latina.

A Case IH, que sempre atuou na capacitação de seus clientes, deu o primeiro passo para expandir o projeto para toda a sociedade no fim de 2022, quando a marca fez uma parceria com o Senai e o Senar de Mato Grosso. Só em 2023, foram disponibilizadas quase duas mil certificações em diversas cidades mato-grossenses.

Agora o projeto Formação de Alta Performance segue para São Paulo, estado que a marca possui duas importantes fábricas, em Sorocaba e Piracicaba, que são responsáveis pela produção global, respectivamente, de uma linha de colheitadeiras de grãos e da linha completa de colhedoras de cana da marca.

Nessa primeira etapa paulista, a previsão é de formar mais de mil pessoas. “Inicialmente, os cursos serão nas cidades de Tarumã e Ribeirão Preto onde percebemos que há oportunidade para crescimento de profissionais. Para isso, investimos mais de R$ 8 milhões em máquinas, tecnologia e disponibilidade da nossa equipe para formar os instrutores da região”, complementa Gonzalez.

Em Tarumã, cidade da região oeste do São Paulo, o projeto é realizado em parceria com a prefeitura da cidade. Serão oferecidas 40 vagas a cada 18 meses, período de formação para o curso de Técnico em Manutenção de Máquinas Pesadas. O curso é gratuito e será oferecido em um laboratório exclusivo criado pela prefeitura e as aulas ministradas pela ETEC da cidade.

Já em Ribeirão Preto, serão oferecidas três formações distintas, em parceria com o Senai, como os cursos de Técnico em Manutenção de Máquinas Agrícolas e também em Agricultura Digital. Haverá também vagas para Jovem Aprendiz, uma oportunidade para jovens de 14 a 24 anos e que oferece formação teórica e prática, com carteira assinada e duração de dois anos.

“A parceria com entidades tão importantes nos auxilia a ampliar o projeto de formação que já realizamos com nossos clientes por meio da rede de concessionários. Temos planos de levar o projeto de Formação de Alta Performance para todo o país”, finaliza o vice-presidente da Case IH.

 

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25/06/2024 0 Comentários
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PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE
Notícias

Chuvas têm prejudicado plantio do trigo na região Sul, diz Embrapa

Por redação 25/06/2024
Escrito por redação

O encharcamento do solo, além de dificultar a entrada das máquinas na lavoura, também aumenta o risco de doenças na lavoura

PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGEA frequência de chuvas tem atrapalhado a semeadura do trigo no Sul do Brasil, diz a Embrapa. O encharcamento do solo, além de dificultar a entrada das máquinas na lavoura, também aumenta o risco de incidência do mosaico comum do trigo. A previsão de La Niña nos próximos meses pode favorecer o desenvolvimento dos cereais de inverno, mas acende o alerta para o risco de geadas tardias.

A janela de semeadura de trigo na Região Sul vai de maio a julho, considerando diferenças regionais de clima, solo e ciclo das cultivares. As datas são definidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) com o objetivo de reduzir os riscos de perdas nas lavouras ocasionadas pelo clima.

Em geral, os produtores têm pressa na implantação das lavouras de inverno visando a semeadura da soja na sequência. Contudo, a semeadura do trigo em áreas encharcadas pode trazer problemas com mosaico comum do trigo, uma doença que depende de água livre no solo para que o vetor (um microrganismo) possa alcançar o sistema radicular das plantas e transmitir o vírus.

Produção agroindustrial cresce 12,1% em abril, maior aumento desde 2013

Na maioria dos casos, o mosaico ocorre em áreas com histórico da doença, já que tanto o vetor quanto o vírus podem permanecer no solo por longo tempo. A incidência e a severidade da doença costumam ser maiores em glebas mal drenadas e com aguadouros, solos compactados e em monoculturas de trigo. Porém, em solo úmido e com previsão de chuvas após a semeadura, aumentam os riscos de grandes áreas de lavoura serem afetadas.

De acordo com o pesquisador Douglas Lau, da Embrapa Trigo, os danos por mosaico estão associados a precipitações próximas ou superiores a 200 mm no mês de semeadura.

“A fase mais crítica é nos dias subsequentes à semeadura, quando a infecção precoce tem potencial de causar maiores danos nas plantas, afetando o desenvolvimento dos tecidos em formação”, explica Lau. Os danos podem chegar a 50% de redução no rendimento de grãos em cultivares suscetíveis, comprometendo a formação das espigas em culturas como trigo e triticale. A recomendação mais segura ao produtor é o investimento em cultivares resistentes ao mosaico.

Riscos com geadas tardias

O atraso na semeadura do trigo pode reduzir os riscos de perdas por geadas tardias, uma vez que os danos maiores com geada acontecem no espigamento e na floração do trigo, quando, além de falhas na granação pode ocorrer a morte total da espiga.

A incidência de geada tardia pode causar danos no final de julho no trigo do norte do PR, no mês de agosto nas lavouras da região Noroeste do RS, ou a partir de meados de setembro no Planalto do RS. Conforme o pesquisador Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, as estratégias para escapar do risco de geadas são o escalonamento do plantio, o uso de cultivares de diferentes ciclos de maturação e seguir o zoneamento agrícola que orienta a melhor época de implantação das lavouras nas diferentes regiões do sul do País.

O prognóstico do CPTEC/INMET/FUNCEME para os meses de inverno de 2024 para a Região Sul, indica condições favoráveis para chuva acima da média na parte central e leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sudeste do Paraná.

Nas demais áreas, a previsão é de chuva próxima e abaixo da média, principalmente no norte do Paraná. Temperaturas acima da média são previstas para a maior parte do inverno, principalmente no Paraná. No centro-sul do Rio Grande do Sul, são previstas temperaturas próximas da média. A chegada de massas de ar de origem polar poderá provocar declínio nas temperaturas em alguns dias, possibilitando a ocorrência de geadas em algumas localidades, especialmente nas áreas de maior altitude.

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Confederação da Agricultura alerta para desafios na expansão do seguro rural

Por redação 24/06/2024
Escrito por redação

De acordo com a entidade, oferta de apólices é restrita e subvenção ao prêmio é insuficiente

moagem de cana - Confederação da Agricultura alerta para desafios na expansão do seguro ruralA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do I Seminário de Direito de Seguros do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na última quinta-feira (20), em Brasília (DF).

No painel sobre os desafios do mercado e a visão do produtor sobre o seguro rural, o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, destacou as dificuldades de acesso, principalmente devido à falta de oferta e custos elevados na ausência do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

“Pelo terceiro ano consecutivo, tivemos redução de área coberta no Brasil com o seguro rural, justamente em um momento de grandes desafios climáticos”, disse.

Segundo dados do FenSeg e o Ministério da Agricultura, em 2023, a área agrícola segurada sem o PSR foi de 5,11 milhões de hectares e a área segurada com a política foi de 6,25 milhões, totalizando 11,36 milhões de hectares ou 16% da área total do país.

Durante a palestra, Guilherme falou sobre as quebras de safra de grãos, que têm deixado de ocorrer de forma regionalizada, principalmente em função de anomalias do clima (excesso e falta de chuvas).

“O intervalo entre ocorrência de El Niño e La Niña tem se estreitado, podendo indicar uma maior frequência de ambos, com menos períodos de neutralidade”, explicou.

O assessor também pontuou a concentração de recursos do seguro rural. Muitos produtores da região Norte e Nordeste não têm conseguido acessar as ferramentas de gestão de risco, já que a maioria desses recursos fica concentrada no Sul e Centro-Oeste.

No ano passado, a área segurada no estado do Paraná foi de 1,8 milhão de hectares, enquanto no Maranhão totalizou 15 mil hectares. “É importante garantir volume suficiente para desenvolver o mercado, não desamparando as outras regiões”.

A presidente da Comissão de Direito Securitário do Conselho, Gaya Lehn Schneider, também participou do painel e afirmou que tem acompanhando os esforços da CNA e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para conseguir orçamentos para o seguro rural e a gestão de risco dos produtores.

 

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