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Notícias

Mercado eleva estimativa da Selic para 10,25% ao ano em 2024

Por redação 03/06/2024
Escrito por redação

Boltim Focus também aponta que a projeção do IPCA deste ano subiu 0,02 ponto percentual, para 3,88%

Selic - Mercado eleva estimativa da Selic para 10,25% ao ano em 2024O Banco Central (BC) divulgou na manhã desta segunda-feira (3) o Boletim Focus, com informações coletadas até a última sexta-feira (31). A previsão da taxa básica de juros é de 10,25% ao ano em 2024 – aumento de 0,25 p.p. ante a estimativa anterior.

A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2024 subiu 0,02 ponto percentual, para 3,88%; a de 2025 avançou na mesma magnitude, para 3,77%.

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foi mantida em 2,05%. Para 2025, a projeção permaneceu em 2,00% pela vigésima quinta semana consecutiva.

Setor aguarda Plano Safra 2024/25 com mais recursos e juros menores
Câmbio

Estima-se que o câmbio atinja R$ 5,05 até o final de 2024 e também no término de 2025.

Fonte: Datagro

 

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03/06/2024 0 Comentários
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ManutençãoNotícias

Por que cuidar dos filtros hidráulicos de sua máquina agrícola

Por redação 29/05/2024
Escrito por redação

Medidas simples de cuidado asseguram eficácia e previnem problemas graves em máquinas e equipamentos agrícolas, assegurando seu correto funcionamento

Por que cuidar dos filtros hidráulicos de sua máquina agrícolaConteúdo patrocinado – Os filtros hidráulicos desempenham papel crucial no funcionamento adequado das máquinas agrícolas, mas muitas vezes são negligenciados. A falta de cuidados de manutenção e a utilização de filtros de baixa qualidade pode trazer diversos problemas, desde a diminuição do desempenho da máquina até falhas graves e dispendiosas, pois são os filtros que garantem que o fluido hidráulico utilizado nos equipamentos permaneça limpo e livre de impurezas, protegendo os componentes vitais do sistema.

PROBLEMAS CAUSADOS POR FILTROS HIDRÁULICOS DE BAIXA QUALIDADE
Acúmulo de Impurezas e Contaminantes:

Filtros de baixa qualidade não conseguem reter todas as impurezas presentes no fluido hidráulico. Com o tempo, partículas de sujeira, desgaste e corrosão podem se acumular no fluido, causando desgaste acelerado dos componentes da máquina, reduzindo a vida útil e aumentando a necessidade de reparos.

Perda de eficiência do Sistema Hidráulico:

A presença de impurezas e contaminantes no fluido hidráulico aumenta a fricção entre as peças, diminuindo a potência e a eficiência do sistema como um todo e aumentando o consumo de energia. Isso pode causar uma série de problemas, incluindo vazamentos, aumento do desgaste dos componentes e, em casos extremos, falha total do sistema.

Cavitação:

A presença de ar no fluido pode causar a formação de bolhas, que implodem ao entrar em contato com áreas de alta pressão, danificando severamente bombas, válvulas e outros componentes.

Corrosão:

A água presente no fluido pode acelerar a corrosão das peças metálicas, comprometendo a estrutura da máquina e diminuindo sua vida útil.

MANUTENÇÃO PREVENTIVA EVITA CUSTOS E DORES DE CABEÇA

A manutenção periódica e preventiva das máquinas agrícolas é essencial para garantir seu desempenho ideal e prolongar sua vida útil, o que é especialmente importante quando se considera o elevado custos dos equipamentos e a sua indispensabilidade na agricultura moderna. Peças danificadas ou desgastadas precisam ser substituídas com mais frequência, aumentando o tempo de máquina parada e os custos operacionais.

A utilização de filtros e elementos filtrantes de alta qualidade é fundamental para o bom funcionamento das máquinas. Aqui estão algumas razões pelas quais isso é crucial:

Alto Desempenho: Filtros de alta qualidade garantem um funcionamento mais suave e eficiente do sistema hidráulico, com mais potência e economia de energia, desempenho superior da máquina agrícola, maior produtividade e lucratividade para o negócio.

Redução de custos com reparos: Utilizar filtros hidráulicos de alta qualidade garante a proteção adequada dos componentes vitais da máquina e reduz a necessidade de manutenção corretiva, com reparos dispendiosos. Ao manter o fluido hidráulico limpo e livre de impurezas, os componentes da máquina estão protegidos, o que resulta em uma redução significativa nos custos de manutenção.

Eficiência Operacional e maior disponibilidade da máquina: a prevenção de falhas propicia uma operação mais eficiente e confiável da máquina, garantindo que ela esteja disponível para uso por mais tempo e no momento em que você mais precisa dela, aumentando a produtividade e reduzindo custos com ociosidade.

Aumento da vida útil: a utilização de filtros de alta qualidade e a manutenção regular prolongam a vida útil da máquina, valorizando o investimento feito na sua aquisição.

Dicas:
  • A escolha de filtros de alta qualidade, com a graduação de filtragem adequada para a sua aplicação, é essencial para reter as impurezas e proteger o sistema hidráulico.
  • Siga as recomendações do fabricante para a substituição dos filtros, garantindo que o fluido hidráulico esteja sempre limpo e livre de contaminantes.
  • Faça a inspeção periódica dos filtros para verificar se há sinais de desgaste ou danos.
Lembre-se:

Embora os filtros de alta qualidade possam ter um custo inicial ligeiramente maior, eles reduzem significativamente os custos operacionais a longo prazo, minimizando a necessidade de reparos e substituições frequentes.

Filtros Newtec: Soluções de qualidade em filtros para o agronegócio

Para garantir a eficiência e proteção das máquinas de seus clientes, a Fitros Newtec oferece soluções confiáveis para o agronegócio. Comprometida com a excelência, a empresa se destaca no fornecimento de filtros e elementos filtrantes de primeira linha:

  • Utiliza apenas materiais da mais alta qualidade na fabricação de seus filtros, garantindo assim desempenho superior e durabilidade excepcional.
  • Todos os materiais utilizados são certificados quanto à sua qualidade, assegurando a confiabilidade e eficácia dos produtos.
  • Adota uma rigorosa política de qualidade em todas as etapas do processo de fabricação, garantindo a conformidade com os mais altos padrões da indústria.
  • Com mais de duas décadas de experiência no mercado de filtragem, estabeleceu-se como líder do setor, atendendo a mais de 50 mercados.
  • Utiliza tecnologias de ponta em todos os seus produtos, garantindo assim desempenho superior e confiabilidade inigualável.
  • Oferece atendimento personalizado e agilidade na entrega (99% de entregas no prazo), assegurando que seus clientes recebam os produtos quando mais precisam.
  • Mantém uma taxa de satisfação do cliente de 98% em todos os projetos.

Para saber mais sobre como os filtros Newtec podem melhorar o desempenho e a confiabilidade das suas máquinas, clique aqui.

A saúde da sua máquina agrícola depende também do desempenho dos filtros hidráulicos utilizados. Invista em manutenção preventiva, utilize filtros de qualidade superior e garanta o funcionamento eficiente, seguro e duradouro do seu equipamento.

 

29/05/2024 0 Comentários
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Notícias

Banco do Brasil anuncia R$ 2 bilhões em crédito para o agro gaúcho

Por redação 29/05/2024
Escrito por redação

Podem contratar essas linhas agricultores familiares enquadrados no Pronaf e médios produtores enquadrados no Pronamp

Banco do Brasil anuncia R$ 2 bilhões em crédito para o agro gaúchoNesta terça-feira (28), o Banco do Brasil anunciou a disponibilização de aproximadamente R$ 2 bilhões em linhas emergenciais de crédito para agricultores do Rio Grande do Sul em virtude das enchentes que atingiram o estado nas últimas semanas.

As linhas de crédito, que contam com subvenção econômica e recursos de equalização, têm como objetivo reduzir os custos financeiros para os tomadores.

Dentre os programas oferecidos estão: Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Pronaf Investimento (Mais Alimentos), Crédito de Investimento em Sistemas de Exploração Extrativistas, Produtos da Sociobiodiversidade, Energia Renovável e Sustentabilidade Ambiental (Pronaf Bioeconomia) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp Investimento).

Vendas de máquinas agrícolas acumulam queda de 32,2% de janeiro a abril

“Essas medidas […] vão contribuir para a reconstrução e retomada de atividades produtivas na região. São ações que buscam a recuperação da renda e das condições de agricultores familiares e de empresas vitimadas pela calamidade”, destaca Tarciana Medeiros, presidente da instituição.

Podem contratar essas linhas agricultores familiares enquadrados no Pronaf e médios produtores enquadrados no Pronamp, que tenham sofrido perdas ou danos de pelo menos 30% do valor da estrutura produtiva.

O desconto será aplicado no ato da contratação sobre o valor financiado das operações de crédito rural, contratadas entre hoje e 31 de dezembro, nas áreas afetadas pelas chuvas e enchentes.

Fonte: Datagro

 

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29/05/2024 0 Comentários
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Notícias

Vendas de máquinas agrícolas acumulam queda de 32,2% de janeiro a abril

Por redação 29/05/2024
Escrito por redação

De acordo com a Abimaq, as exportações caíram 23,4% no mesmo período

Venda de máquinas agrícolas acumulam queda de janeiro a abrilClarisse Sousa – As vendas internas de máquinas e implementos agrícolas cresceram 16% em abril em comparação com o mês de março, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira, 29. Em relação a abril do ano passado, no entanto, houve uma queda de 16,7%.

De janeiro a abril deste ano, o total das vendas internas de máquinas e implementos agrícolas refletiu uma queda significativa de 32,2% em comparação com o mesmo período de 2023.

As exportações de máquinas agrícolas também apresentaram uma variação importante. Segundo os dados apresentados, no acumulado do ano, houve um saldo negativo de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 24,4% em relação a abril de 2023.

No mês de abril, as exportações caíram 7,1% na comparação com o mês anterior.

Setor aguarda Plano Safra 2024/25 com mais recursos e juros menores
Tratores e colheitadeiras

As vendas internas de tratores e colheitadeiras diminuíram 32,6% de janeiro a abril deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 13.739 unidades contra 20.396 unidades comercializadas em 2023.

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras registraram uma redução de 33,8%.

 

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29/05/2024 0 Comentários
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Governo desiste de leilão para a importação de arroz, confirma Fávaro
Notícias

Governo publica MP que autoriza a importação de arroz; setor reage

Por redação 28/05/2024
Escrito por redação

Governo destinou R$ 7,2 bilhões para a compra e anunciou que produto será vendido ao consumidor pelo preço tabelado de R$ 4 por quilo

Governo federal publica autorização de importação de arroz e setor reageClarisse Sousa – Foram publicadas as Medidas Provisórias 1224/24 e 1225/24, que autorizam a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a importar até um milhão de toneladas de arroz.

De acordo com o governo federal, a medida busca garantir o abastecimento alimentar em todo o território nacional, que pode ser comprometido diante do alto volume de chuvas na região Sul, afetando a produção gaúcha, responsável por cerca de 70% do arroz produzido no Brasil.

Ao todo, foram liberados R$ 7,2 bilhões para a compra de arroz importado. O produto será vendido ao consumidor pelo preço tabelado de R$ 4 por quilo e terá a logomarca do governo federal. Os estoques adquiridos pela Conab serão destinados à venda direta ao consumidor final.

Setor aguarda Plano Safra 2024/25 com mais recursos e juros menores

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a iniciativa visa evitar alta nos preços e que o arroz importado não irá concorrer com os agricultores brasileiros. “Já conversei com os produtores para deixar claro que não é para concorrer com o nosso arroz. Não queremos qualquer peso no bolso do brasileiro. Queremos estabilidade e comida na mesa”, disse.

“Importação não é necessária”

O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, tem relatado a insatisfação do setor, especialmente dos produtores do Rio Grande do Sul, com a decisão do governo federal de importar arroz estrangeiro.

“O mercado está atualmente abastecido, mas precisamos garantir que ele continue assim. No entanto, essa medida foi uma insanidade. Em vez de ajudar, essas importações só prejudicam ainda mais o Rio Grande do Sul no aspecto agrícola”, disse.

 

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28/05/2024 0 Comentários
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Agro já sente os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul
Notícias

Prejuízo da agropecuária gaúcha com enchentes se aproxima de R$ 3 bi

Por redação 28/05/2024
Escrito por redação

Dados da Farsul apontam que a média de perda por produtor gira em torno de R$ 1,4 milhão

Prejuízo da agropecuária gaúcha com enchentes se aproxima de R$ 3 bi

Cálculos do Sistema Farsul, divulgados nesta segunda-feira (27), indicam que os prejuízos da agropecuária gaúcha se aproximam de R$ 3 bilhões, devido às enchentes que assolam o Rio Grande do Sul. O mapeamento feito pela entidade abrange cerca de 550 produtores de médio porte.

Segundo a federação, a média de prejuízo por produtor gira em torno de R$ 1,4 milhão, contemplando despesas com investimento, arrendamento, comercialização e dívidas – incluindo também cerca de R$ 415 mil de perdas com custeio de safra.

Setor aguarda Plano Safra 2024/25 com mais recursos e juros menores

De acordo com o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, os produtores rurais não estão sofrendo só nesta safra. “O estado vem de duas quebras de safras, e que a enchente é a pá de cal em cima do produtor rural gaúcho. O que nós precisamos são de medidas excepcionais.”

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, também acrescenta que ainda existem produtores que nem conseguiram chegar nas suas propriedades para saber o tamanho do problema.

“O impacto tende a aumentar com o tempo, já que a cada dia que se passa sem a possibilidade de colheita, maiores são as perdas dos produtores.”

Fonte: Datagro

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NotíciasReportagem especial

Setor aguarda Plano Safra 2024/25 com mais recursos e juros menores

Por redação 27/05/2024
Escrito por redação
Setor aguarda Plano Safra 2024/25 com mais recursos e juros menores

Proposta do setor para o Plano Safra 2024/25 é de R$ 570 bilhões // Foto: Wenderson Araujo (CNA)

Clarisse Sousa – Redução na taxa de juros e aumento dos recursos para financiamentos. Essas são as principais demandas do setor para o Plano Safra 2024/2025, que deverá ser anunciado em junho, com início previsto para julho. O governo federal já indicou que o novo plano agrícola, válido até junho de 2025, será o mais robusto já implementado.

“O Plano Safra 2024/2025, previsto para o mês que vem, está sendo estruturado para bater um novo recorde”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em 22 de maio, na Câmara dos Deputados. “A taxa básica de juros [Selic], que era de 13,75% ao ano, está hoje em torno de 10,5% e é óbvio que queremos uma redução proporcional”, completou Fávaro, citando os custos do financiamento para grandes e médios produtores rurais.

O Plano Safra em vigor foi anunciado com um valor recorde de R$ 364,22 bilhões, direcionados para o crédito rural a produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e outros programas. Ao final do ciclo, o total disponibilizado alcançou R$ 435,8 bilhões, o maior valor já concedido ao setor.

Para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2024/2025, a proposta do setor é um aumento de 56,5% no volume de recursos, totalizando R$ 570 bilhões. Deste total, R$ 359 bilhões seriam destinados ao custeio e à comercialização, R$ 111 bilhões para investimentos e R$ 100 bilhões para a agricultura familiar.

A proposta foi elaborada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em conjunto com as federações de agricultura e pecuária, sindicatos rurais, produtores e entidades setoriais, e entregue pelo presidente da CNA, João Martins, ao ministro Fávaro, no dia 24 de abril.

“São propostas bem fundamentadas e estratégicas, que visam ajudar o setor a superar desafios e promover o desenvolvimento sustentável e a resiliência na produção de alimentos diante das adversidades de mercado e climáticas. É importante garantir que os recursos anunciados estejam disponíveis ao longo de toda a safra”, explica Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA.

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) também enviou uma proposta para o PAP 2024/2025. A entidade solicitou R$ 568 bilhões, com taxas de juros de até 9%.

Diante da tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) apresentou propostas específicas para amparar os produtores impactados pelas enchentes. “Entregamos ao ministro Fávaro a proposta de um período de pagamento estendido para 15 anos, incluindo dois anos de carência e juros de 3% ao ano, visando auxiliar na reconstrução da vida dos agricultores afetados”, afirma o presidente da entidade, Gedeão Pereira.

Segundo Gedeão, é crucial avaliar a situação individual de cada produtor. “Estamos diante de uma calamidade, com uma colheita prejudicada e muitos problemas pontuais. Por isso, é importante analisar medidas específicas para ajudar os produtores. Aqueles que não foram afetados podem continuar com um PAP regular. No entanto, observamos que no Plano Safra há poucos recursos disponíveis com juros subsidiados. A maioria dos recursos é oferecida com juros de mercado”, pontua.

A prioridade para a Farsul é o seguro rural. Gedeão explica que, devido aos problemas climáticos recorrentes no Rio Grande do Sul, as seguradoras estão deixando de oferecer cobertura na região.

“Precisamos reavaliar o sistema de seguro para o RS. O governo federal está querendo anunciar um investimento de R$ 500 milhões especificamente para o estado. Lembrando que no PAP do ano passado não houve nem menção ao seguro. Este ano, também enfrentamos problemas no Mato Grosso, com uma quebra de safra de aproximadamente 17%. Neste sentido, parece haver um interesse maior em relação ao seguro para o próximo PAP”, completa.

Escassez de recursos

Em agosto do ano passado, pouco mais de um mês após a liberação dos recursos do PAP 2023/24, linhas de crédito como Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada (Proirriga), entre outras, já estavam esgotadas.

Diante desses recursos limitados do Plano Safra passado e antecipando-se a possíveis limitações, a Abimaq solicitou R$ 36 bilhões, sendo R$ 26 bilhões para o Moderfrota, incluindo valores para o médio produtor (Moderfrota Pronamp), e R$ 10 bilhões para o Pronaf Mais Alimentos.

A demanda surge em meio a um cenário desfavorável nas vendas de máquinas agrícolas no país. No primeiro trimestre, o faturamento caiu 21%. De acordo com Pedro Estevão Bastos Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), “já era esperado um primeiro trimestre mais difícil em função do Plano Safra”. Ele acrescenta que “hoje, há financiamentos com taxas de 15%, o que dificulta a vida do produtor, e o novo Plano Safra só entra em vigor em julho”.

Para 2024, a Abimaq projeta uma queda de 15% nas vendas, em parte devido à desvalorização das commodities e aos recorrentes problemas climáticos.

No âmbito dos financiamentos de máquinas e equipamentos, a CNA também solicitou medidas para facilitar o acesso aos recursos. “Dentre as medidas, pedimos o aumento do limite de crédito de 85% para 100% do valor dos bens objeto do financiamento no Moderfrota, e que o montante para os médios produtores tenha a taxa reduzida em valor condizente com o porte do programa”, diz Rios.

Felippe Serigati, economista da FGV Agro, acredita que deve haver um aumento no volume dos recursos. “Não sei dizer se esse aumento ocorrerá em termos reais. Ou seja, se descontarmos a inflação, esse aumento ainda persistirá? Porém, se vier em termos reais, com volumes semelhantes ao do ano passado, acho que será uma boa notícia”, avalia.

O economista ressalta que o governo federal enfrenta uma “recessão fiscal desconfortável” e que os gastos obrigatórios estão crescendo a uma velocidade superior à das receitas, o que exige ajustes em outras áreas do orçamento. Diante disso, ele explica que “é perfeitamente razoável esperar que parte desse ajuste ocorra, inclusive, nas políticas agrícolas.”

Taxa de juros

Há uma grande expectativa em torno do anúncio de uma taxa de juros mais atraente, que possa encorajar os produtores a aumentar seus investimentos. Para Serigati, “certamente [as taxas] serão menores, até porque a taxa básica de juros, a Selic, diminuiu. Portanto, é quase obrigatório que o governo elabore um Plano Safra com taxas mais baixas do que as divulgadas no ano passado.”

Além disso, os produtores têm outros impactos positivos com a redução da taxa Selic. O economista explica que o custo de financiamento como um todo, seja por crédito ou outras fontes, também fica menor para os agricultores. “Isso significa que o custo de capital, o custo de oportunidade para esses financiamentos, também reduziu.”

Embora o Plano Safra tenha uma grande relevância, especialmente para os segmentos mais vulneráveis do universo agrícola, como o Pronaf, voltado para agricultores de baixa renda, “ele representa apenas uma fração e está longe de ser a principal fonte das necessidades de financiamento do setor”, conforme Serigati.

“Uma parte significativa do financiamento do setor vem de dentro das próprias cadeias produtivas. Além disso, há recursos próprios e instrumentos privados de crédito, como Cédulas de Produto Rural (CPR) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), além de recursos que os bancos podem captar, como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).”

Venda de máquinas agrícolas cai 11,6% de janeiro a abril, diz Anfavea

Portanto, ele ressalta, “o Plano Safra é importante, mas não atende nem de longe à maioria das necessidades de financiamento do setor. E todas essas fontes de financiamento, direta ou indiretamente, tendem a ficar mais acessíveis com uma taxa Selic mais baixa.”

Embora projeções anteriores indicassem que a Selic poderia fechar o ano de 2024 entre 9% e 9,5%, o último Boletim Focus do Banco Central, divulgado em 20 de maio, aponta para um índice de 10%. Atualmente, a taxa está em 10,5%.

Guilherme Rios afirma que o setor espera que o governo coordene a redução das taxas de juros com o orçamento limitado das Operações Oficiais de Crédito (OOC), que abrange as subvenções econômicas do Pronaf, além de recursos para custeio e investimentos.

“Nesse cenário, apesar de juros mais baixos, a escassez de recursos para equalizar essas taxas pode resultar em menos produtores tendo acesso aos recursos do PAP, comprometendo a capacidade de muitos de obter o financiamento necessário para suas atividades”, afirma Rios.

Além de pedir a redução das taxas de juros, a CNA também solicitou um aumento no orçamento das OOC. “Precisamos de taxas abaixo de 2 dígitos, inclusive para investimentos, e de recursos disponíveis ao longo de toda a safra”, conclui Rios.

 

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27/05/2024 0 Comentários
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ManutençãoNotícias

Quais os cuidados na manutenção de máquinas agrícolas pós-enchentes

Por redação 27/05/2024
Escrito por redação

Após uma inundação, os equipamentos podem estar expostos a diversos riscos, como áreas afetadas por deslizamentos ou sob estruturas danificadas que podem cair

Quais os cuidados na manutenção de máquinas agrícolas pós-enchentesBruno Pianca* – A manutenção de máquinas agrícolas que foram submersas por enchentes é um processo fundamental para garantir a funcionalidade dos equipamentos. Após uma inundação, os equipamentos podem estar expostos a diversos riscos, como áreas afetadas por deslizamentos ou sob estruturas danificadas que podem cair. Portanto, a orientação é ter cautela para avaliar cuidadosamente o local onde a máquina está antes de iniciar qualquer procedimento.

Um erro comum é tentar ligar a máquina, causando danos no motor, que pode estar comprometido com água ou lama; ou na parte elétrica, como superaquecimento de chicotes ou curtos-circuitos. O primeiro passo ao fazer a manutenção de máquinas agrícolas atingidas por inundações é interromper a corrente elétrica. É importante desligar a bateria e a chave geral para evitar risco de curto-circuito ou acidente.

Em seguida, é necessário realizar uma limpeza para remover lama e lodo acumulados na máquina, permitindo avaliar os danos e planejar a manutenção.

Venda de máquinas agrícolas cai 11,6% de janeiro a abril, diz Anfavea

É imprescindível fazer uma verificação detalhada da parte elétrica e mecânica. Todos os chicotes, conectores e módulos eletrônicos devem ser limpos com álcool isopropílico e produtos destinados à limpeza de contatos elétricos para remover resíduos e oxidações.

Já na parte mecânica, é necessário drenar todos os fluidos do motor e durante a substituição verificar se há presença de lama. Se identificada, é recomendável buscar auxílio do concessionário para uma avaliação e manutenção mais minuciosa.

Não identificando a presença de lama, a substituição dos fluidos deve ser realizada, com também a lubrificação de todos os pontos graxeiros para eliminar possíveis contaminações ou presença de impureza nos componentes. Para garantir a segurança e evitar danos ao meio ambiente, os fluidos drenados devem ser coletados e descartados em recipientes adequados.

Após realizar todas as verificações e limpezas iniciais, é o momento de ligar a máquina. Se houver problemas, como resistência ou aquecimento, é recomendado acionar o concessionário. Na concessionária, será possível desmontar o equipamento e realizar uma inspeção criteriosa.

A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, disponibilizou um guia com orientações sobre o passo a passo a ser seguido para realização da manutenção inicial em máquinas afetadas pelas enchentes. É importante ressaltar que as medidas não anulam uma análise especializada realizada pela concessionária, iniciativa fundamental para garantir um retorno seguro e eficiente à operação.

*Bruno Pianca é gerente de serviços AGCO

 

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27/05/2024 0 Comentários
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ManutençãoNotícias

A Filtros Newtec garante qualidade da venda até a assistência técnica para o agro

Por redação 24/05/2024
Escrito por redação
Os clientes satisfeitos com nossos produtos não nos deixam mentir: as melhores soluções em reposição de filtros hidráulicos no Brasil estão na Filtros Newtec

A Filtros Newtec garante qualidade da venda até a assistência técnica para o agroConteúdo patrocinado – O grande sucesso dos negócios certamente passa pela atualização de seus recursos tecnológicos, e no setor do agronegócio não é diferente. Ele segue crescendo depressa conforme o desenvolvimento de novos equipamentos e tecnologias.

Os filtros hidráulicos e pneumáticos, além de outros elementos filtrantes, são elementos fundamentais em máquinas agrícolas. Um sistema de filtragem que funciona corretamente evita a contaminação de filtros hidráulicos, corre menos riscos de perder potência e sofrer com paradas abruptas por conta de falhas hidráulicas.

Para assegurar que o consumidor terá essa comodidade, nós da Filtros Newtec oferecemos, há mais de 20 anos, produtos em filtragem hidráulica da maior qualidade para todos os variados clientes, incluindo o produtor rural.

Especialista em filtros para o agronegócio

Filtros para colheitadeiras, filtros para plantadeiras, filtros para adubadoras e filtros para tratores são alguns dos itens oferecidos atualmente em nosso portfólio.

Entre os destaques do portfólio da Filtros Newtec para máquinas agrícolas estão: filtros de ar, filtros de ar úmido, filtro de pressão, filtro de retorno, flanges de ligação, visores de nível para filtros, acoplamentos, entre outros equipamentos de filtragem.

Satisfação dos nossos clientes

A assistência técnica preventiva e preditiva, com a manutenção de filtros, é outro pilar que garante ao cliente a possibilidade de manter seu trabalho ativo e suas máquinas trabalhando o maior tempo possível.

Esses princípios do tratamento da Newtec são confirmados pelos clientes, como diz Daniele Ficagna, do setor de compras da Robustec, ao afirmar que “a Newtec tem produtos de ótima qualidade e que não apresentam problemas com assistência técnica.”

O atendimento aos clientes é outro ponto crucial que é respeitado na Newtec. É sempre prioridade do serviço ou venda o respeito com os prazos, a fim de que o processo produtivo do parceiro tenha a menor interrupção possível.

Demilson Zanini, comprador da PW Pneumática, revela que as entregas estão “sempre dentro do prazo e cumprem nossas demandas. Com certeza recomendamos, são ótimos parceiros.”

Evite falhas por contaminação

80% das falhas em sistemas hidráulicos e pneumáticos estão ligadas às fontes de contaminação do óleo por partículas sólidas (ou deterioradas pelo uso), temperatura ou mistura com água. Por esse motivo, é crucial que a escolha dos produtos que você irá utilizar em seu maquinário seja acertada.

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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
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Colheita de soja alcança 91% da área estimada para a safra 2023/24 no RS

Por redação 24/05/2024
Escrito por redação

As perdas nas lavouras colhidas, após o período chuvoso, são elevadas, mas observa-se que naquelas implantadas mais tardiamente, cujo ciclo se encerrou há poucos dias, o índice de grãos avariados ou germinados é menor

Colheita de soja alcança 91% da área estimada para a safra 2023/24 no RSA Emater/RS-Ascar informou hoje (23) que apesar do predomínio de dias nublados, a ocorrência de chuvas foi menos frequente e em volumes acumulados baixos nas regiões sul, centro e oeste do Rio Grande do Sul, o que possibilitou a retomada da colheita de soja, justamente onde a operação estava mais atrasada.

Na metade norte, onde a colheita estava próxima da finalização, houve comprometimento das lavouras devido às garoas e ao excesso de umidade.

No entanto, mesmo nas regiões onde as precipitações foram menores, os solos permanecem saturados de umidade, prejudicando a atividade. A área colhida alcançou 91% após avançar 6 pontos percentuais em uma semana.

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Nas áreas em colheita, além das perdas por grãos germinados, mofados e pela debulha natural, que aumentam a cada dia de atraso, os custos têm sido elevados em razão da realização dos trabalhos em solo úmido, levando à utilização parcial dos graneleiros, em função do excesso de peso, para evitar danos na locomoção.

A entrega da soja nas unidades de secagem e armazenamento também foi impactada, especialmente nos primeiros dias de retomada da colheita, em razão da alta umidade dos grãos, muitas vezes próxima a 30%.

Para a armazenagem adequada, é necessário reduzir a umidade para cerca de 14%, mas a capacidade dos secadores é limitada.

As cooperativas com unidades de recebimento nas regiões central e campanha têm transportado os grãos para realizar a secagem nas sedes localizadas no Planalto Médio em decorrência da alta demanda de tempo e lenha para a combustão nos locais de colheita.

As perdas nas lavouras colhidas, após o período chuvoso, são elevadas, mas observa-se que naquelas implantadas mais tardiamente, cujo ciclo se encerrou há poucos dias, o índice de grãos avariados ou germinados é menor.

A estimativa de produtividade projetada inicialmente era de 3.329 kg/ha, porém deverá variar negativamente, dependendo dos resultados dos levantamentos que estão sendo realizados nas áreas a serem colhidas e perdidas.

Fonte: Datagro

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