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Notícias

Piccin apresenta distribuidor de sólidos e corretivos no Showtec

Por redação 21/05/2024
Escrito por redação

Empresa leva o Master 17000 e outras soluções a Maracaju-MS

Piccin - Piccin apresenta distribuidor de sólidos e corretivos no ShowtecA Piccin apresenta aos produtores rurais da região de Maracaju-MS, durante o Showtec 2024, que começa hoje, 21, e vai até dia 23 de maio, seu portfólio de implementos agrícolas. Um dos destaques será o distribuidor de adubo e corretivos de solo Master 17000.

Ele possui uma bomba hidráulica e reservatório de óleo independentes, garantindo operação eficiente sem depender das condições do trator.

“O Master 17000 é a definição de inovação em distribuição de adubo. Com controle total por motores hidráulicos e ajustes precisos, ele assegura uma aplicação uniforme, adaptando-se perfeitamente às necessidades da agricultura de precisão”, cita o engenheiro agrônomo e head de marketing, Marco Gobesso.

Na ocasião, a marca também apresenta a sua linha de descompactadores Advanced e as grades niveladoras GANFPR, que foram desenvolvidas e projetadas com foco em maximizar a eficiência e adaptabilidade em diversos tipos de terreno e condições de cultivo.

Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro

“Os nossos equipamentos são planejados para oferecer não apenas eficiência, mas também adaptabilidade às variadas condições de solo e cultivo encontradas pelos agricultores sul-mato-grossenses”, reforça o profissional da Piccin.

Em 2023, o Showtec se destacou como um palco importante para o agronegócio, estendendo-se por uma vasta área de exposição de 120.000 m². Com a presença de mais de 25 mil visitantes, o evento não só serviu como um ponto de encontro significativo para profissionais do setor, mas também projetou movimentar cerca de 600 milhões em transações, sublinhando sua importância como um centro dinâmico para negócios agrícolas.

 

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21/05/2024 0 Comentários
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Notícias

Conab anuncia a suspensão do leilão para a importação de arroz

Por redação 21/05/2024
Escrito por redação

Em nota, o órgão destacou que “a data de realização será publicada oportunamente”

Conab suspende leilão para a importação de arroz

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou ontem (20) a suspensão do leilão para a compra de 104 mil toneladas de arroz beneficiado polido, que estava programado para esta terça-feira (21).

Em nota, o órgão destacou que “a data de realização será publicada oportunamente”.

A suspensão veio após a retirada da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de arroz de fora do Mercosul – a Conab deve agora avaliar o comportamento do mercado antes de decidir sobre a realização de novos leilões.

Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro

O setor produtivo do Rio Grande do Sul criticou a isenção tributária para a importação de arroz sem a definição de uma cota, pedindo que o governo congele a medida provisória (MP) que autoriza as compras públicas de cereal importado e cancele os leilões da Conab.

Fonte: Datagro

 

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21/05/2024 0 Comentários
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Notícias

Silos em alagamentos podem produzir gases inflamáveis

Por redação 21/05/2024
Escrito por redação

O Rio Grande do Sul tem quase cinco mil unidades de beneficiamento de armazenagem de grãos

O alagamento de silos usados para armazenagem pode fazer com que os grãos dentro das unidades produzam gases inflamáveis que podem provocar explosão. O alerta foi feito pela Kepler Weber, tem fábrica em Panambi, no Rio Grande do Sul.

Segundo a empresa, como o grão é um ser vivo, o contato com a água eleva a umidade e faz com que o produto, em decomposição, produza os gases.

“As unidades de armazenagem são compostas por estruturas metálicas e também por componentes elétricos, que podem produzir faíscas e ativar uma explosão”, afirma Marcelo Jungbeck, especialista em cálculo estrutural da companhia.

Além de explosões, os gases representam risco direto à saúde.

“Estes gases podem não ter cheiro, em algumas situações, mas provocam desmaios quando inalados, com grande risco de acidente fatal, especialmente em ambientes confinados”, explica Klaus Schemmer, gerente comercial da Kepler Weber.

Vistoria gratuita

O Estado do Rio Grande do Sul concentra a maior quantidade de unidades de armazenagem do Brasil. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são 4,8 mil armazéns. Ainda não há dados de quantas unidades foram afetadas, mas a situação de calamidade do Estado levou a Kepler Weber a oferecer, por 60 dias, um serviço gratuito de vistoria nos silos da marca.

Farsul: “RS precisa de um subsídio significativo para o seguro rural”

“É uma assistência que só podemos oferecer aos nossos clientes, porque depende do memorial de cálculo do projeto que apenas o fabricante tem”, explica Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, que destaca a importância de uma avaliação de engenheiro de todas as unidades afetadas pela água. “Estamos reforçando nossas equipes no Estado para garantir atendimento aos agricultores afetados pelos alagamentos”.

Outras recomendações
  • Isole o local onde está instalada a unidade de armazenagem. O alagamento pode provocar aumento de volume dos grãos, pressionando a estrutura da unidade e podendo causar um colapso.
  • Antes de qualquer intervenção na unidade, solicite a vistoria de um engenheiro responsável.
  • Não remova chapas laterais do silo. Isso pode comprometer a estrutura da unidade e provocar um desabamento.
  • A extração do grão deve ser feita pela parte superior do silo, sempre após análise de um especialista.
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21/05/2024 0 Comentários
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Feiras & EventosNotícias

AgroBrasília espera repetir resultados obtidos na edição passada

Por redação 20/05/2024
Escrito por redação

Celebrando 15 anos, a AgroBrasília começa nesta terça-feira, dia 21, e deve apresentar tecnologias que atendem às necessidades dos produtores rurais da região do cerrado brasileiro. A expectativa para a 15ª edição “é bastante positiva”, de acordo com José Guilherme Brenner, presidente da feira e da Coopa-DF. “Para os negócios, temos uma expectativa de reproduzir pelo menos o valor em propostas de 2023, que foi de R$ 4,8 bilhões”, conta.

“Já temos um número recorde de expositores em relação à edição passada, com 592, e esperamos um grande público. Vamos disponibilizar muitas alternativas de crédito para o produtor rural por meio das instituições financeiras presentes”, destaca o presidente.

Destaques da Feira

Uma novidade no evento deste ano é o Pavilhão de Inovação, um espaço dinâmico com 400m² desenvolvido em parceria com a SoluBio e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). Nele serão apresentadas as últimas inovações aplicáveis ao agro brasileiro, como soluções em agricultura de precisão, conectividade, sensoriamento, monitoramento inteligente, nanotecnologias, bioinsumos, biotecnologias e inteligências artificiais que estão revolucionando o setor.

Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro

“Teremos 29 empresas, sendo 20 delas startups”, detalha Rose Monnerat, diretora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da SoluBio. Lydia Costa, gerente executiva do espaço, disse que o grande objetivo é integrar os setores, fazendo com que a pesquisa chegue até o produtor rural e que essas inovações sejam de fato utilizadas pelo agricultor.

Outra novidade da feira é o espaço desenvolvido pelo Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), referência na implementação e divulgação das práticas sustentáveis da agricultura e produção agroalimentar.

Eduardo Martins, presidente do GAAS, antecipa o que os visitantes encontrarão na AgroBrasília 2024. “Estaremos expondo aos produtores rurais o propósito do GAAS e detalhando nossas práticas. Nosso foco será na melhoria da qualidade do solo com o uso mínimo de insumos que possam ser prejudiciais à vida”, diz Martins.

Gramíneas, leguminosas forrageiras, mandioca de indústria, fruticultura, hortaliças, Integração Lavoura-Pecuária e Floresta (ILPF), novas variedades de milho, sorgo, feijão e até um pré-lançamento de girassol adaptado para a região do cerrado são destaques da Embrapa na feira, conforme Fábio Faleiro, chefe adjunto de transferência de tecnologia e pesquisador da empresa.

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20/05/2024 0 Comentários
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Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro
NotíciasReportagem especial

Tratores pequenos e médios ganham mais espaço no mercado brasileiro

Por redação 20/05/2024
Escrito por redação

Grandes marcas têm investido nessa categoria de tratores devido à sua ampla aceitação em diversos tipos e portes de produção agrícola

Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiroAna Machado – A indústria de máquinas agrícolas investe cada vez mais no lançamento de tratores pequenos e médios. Isso porque essas categorias, que chegam até 200 cv, têm boa aceitação nos mais diversos tipos e portes de produção agrícola, desde as pequenas até as grandes propriedades.

Além disso, os modelos também são muito úteis para operações na agricultura de precisão, pois podem ser equipados com modernos sistemas de GPS e piloto automático, por exemplo. Dessa forma, eles se tornam ideais para operações como cultivo em fileiras estreitas, aplicação de fertilizantes e pesticidas em áreas específicas, e até mesmo para a colheita seletiva.

Por que a telemetria é a chave para a agricultura do futuro

Outro ponto importante é que, ao lançar equipamentos dessas categorias, a indústria não capta apenas a atenção dos pequenos agricultores, mas de todo o agronegócio.

“Costumo dizer que não existe um trator específico para o pequeno, médio ou grande produtor. Isso porque o modelo não pode ser atrelado exclusivamente ao tamanho da propriedade e, sim, à atividade desenvolvida”, afirma Astor Kilpp, gerente de Marketing e Vendas da LS Tractor.

Para ilustrar, ele conta que um dos maiores produtores de soja do Brasil tem mais de 50 unidades do modelo U60 da marca, um trator pequeno, de apenas 65 cv, que é usado para diversas tarefas de apoio.

Principais características de tratores pequenos e médios
Versatilidade:

Tratores dessas categorias, especialmente os de pequeno porte, são projetados para lidar com uma grande variedade de aplicações, desde o preparo de solo e plantio até a colheita, inclusive no transporte da produção e manutenção do terreno.

Manobrabilidade:

Os tratores pequenos e médios são menos pesados que os modelos de grande porte, o que permite mais agilidade para operar em espaços apertados para manobras, como em pomares e até mesmo em estufas.

Dimensões compactas:

Os modelos têm tamanho reduzido, o que facilita o tráfego em áreas com espaço limitado, como nas plantações de café e de fumo, e em áreas de hortifrutigranjeiros e viticultura, onde há não apenas restrição de largura como também de altura.

Compatibilidade com diversos implementos:

A potência mecânica desses tratores permite o tracionamento de arados, subsoladores, semeadoras, plantadeiras, adubadoras entre outros muitos implementos e acessórios agrícolas.

O modelo R50 da LS Tractor, por exemplo, tem um motor 50 cv, com quatro cilindros e três opções de tomada de força, que é aquele dispositivo para acionar um implemento que precisa de movimento, além de contar com uma transmissão de 32 velocidades.

Uma observação importante, segundo Astor Killp, é que até hoje existem tratores de 150 cv que não possuem essa gama de velocidade. A marca decidiu oferecer essa quantidade de opções pensando justamente no pequeno produtor, que geralmente tem um único trator para desempenhar diversas tarefas e, para cada uma, ele precisa de uma velocidade específica.

Guia para a manutenção adequada dos filtros das máquinas agrícolas

O especialista em marketing de produto da Mahindra, Gilberto Dutra, complementa a lista de características fundamentais dos tratores pequenos e médios ressaltando a simplicidade operacional e a grande capacidade de adaptação a diferentes terrenos e condições.

“Quando são combinadas, essas características fazem dos tratores pequenos e médios ideais para uma grande variedade de tarefas agrícolas, atendendo às mais distintas necessidades dos produtores rurais”, pontua o executivo da Mahindra.

Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro

Três benefícios econômicos e operacionais de tratores pequenos e médios
  1. Custos mais baixos de aquisição: quando comparados aos tratores de grande porte, acima de 200 cv, os pequenos e médios apresentam preços mais atrativos e, muitas vezes, tem parte do valor de compra subsidiado pelo governo.
  2. Consumo de combustível mais eficiente: os modelos oferecem potência e torque adequados para a realização de diversas tarefas de forma eficiente, o que ajuda a diminuir o consumo de combustível.
  3. Menor impacto ambiental: por serem mais leves, máquinas agrícolas menores diminuem a compactação do solo, permitindo operações agrícolas mais eficientes e sustentáveis.
Tendências no mercado de tratores pequenos e médios

No mercado desse tipo de tratores, diversas tendências vêm surgindo no que diz respeito a avanços em tecnologia, e a principal delas é a conectividade.

Tratores pequenos e médios ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiroNa Agrishow 2024, a John Deere anunciou que tratores de pequeno porte passariam a sair de fábrica já com conectividade. Além disso, a companhia introduziu recentemente no Brasil os pacotes PUK (Precision Upgrades Kits). Eles permitem que tecnologias avançadas sejam incorporadas em equipamentos mais antigos e até mesmo em máquinas agrícolas de outros fabricantes. Essas medidas fazem parte da estratégia da marca em conectar 1,5 milhão de máquinas até 2026.

“A conectividade promove práticas agrícolas mais sustentáveis e aumenta a rentabilidade das operações. Atualmente, no Brasil, são mais de 22 milhões de hectares conectados ao John Deere Operations Center, juntamente com 43 Centros de Soluções Conectadas (CSC). Mais de 85% dos serviços são realizados de forma remota ou têm início dessa maneira através desses Centros. Essa abordagem híbrida/remota reduz, em média, 60% do tempo necessário para atendimento ou reparo”, pontua Marcos Cassol, gerente de Marketing Tático para Culturas Especiais da John Deere Brasil.

Além da conectividade, Astor Kilpp, da LS Tractor, ressalta que para tornar os tratores de pequeno e médio portes mais eficientes, é preciso que os sistemas de transmissão sejam igualmente eficientes, ou seja, que conduzam o movimento com o mínimo de perda de energia.

“Acredito que todo equipamento vai passando por uma evolução natural e as novas tecnologias vão seguir este percurso: investimento em soluções de transmissão e motores com maior capacidade de geração de potência e menor consumo de combustível”, conclui.

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20/05/2024 0 Comentários
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NotíciasRevista

Lavouras de soja devem ser abandonadas no Rio Grande do Sul

Por redação 17/05/2024
Escrito por redação

Segundo informações da Emater/RS-Ascar, os 15% restantes de soja a ser colhida no estado apresentam inviabilidade econômica

Lavouras de soja devem ser abandonadas no Rio Grande do SulNa segunda semana deste mês, as condições climáticas permaneceram desfavoráveis para as atividades de campo no Rio Grande do Sul, especialmente a colheita, informou hoje (16) a Emater/RS-Ascar.

As perdas aumentam diariamente com o adiamento da operação, provocando a abertura de vagens, a germinação de grãos ou seu comprometimento pela proliferação de fungos.

As chuvas foram menos recorrentes, o que permitiu pequenas janelas temporais para a realização da colheita em grande parte do estado, apesar dos altos teores de umidade no solo e nas plantas.

No entanto, houve redução drástica na qualidade dos grãos em comparação ao produto obtido antes do excesso de chuvas. Estima-se que a área colhida alcançou 85%, avanço semanal de 7 pontos percentuais.

A Emater/RS-Ascar avalia que o avanço provavelmente será pouco significativo nos próximos dias, já que muitas lavouras, dos 15% restantes, devem ser abandonadas em razão da inviabilidade econômica – a colheita dessas áreas não cobre os custos da operação, o frete e os descontos aplicados no recebimento pelas cerealistas.

Farsul: “RS precisa de um subsídio significativo para o seguro rural”

O excesso de precipitações desde o final de abril afetou a parcela de 24% que restavam ser colhidos no Rio Grande do Sul. Essas lavouras apresentam perdas que variam de 20% a 100%.

Os prejuízos serão maiores nas regiões centro, sul e oeste do estado, onde grandes extensões ainda não haviam sido colhidas.

“Diante dessas perdas significativas, os produtores estão acionando o seguro agrícola. Aqueles que não possuem cobertura para suas lavouras buscarão renegociar as dívidas com os cerealistas e com outros financiadores da safra, transferindo para os períodos futuros a quitação dos débitos”, comenta o relatório da Emater/RS-Ascar.

Inicialmente projetada em 3.329 kg/ha, a estimativa de produtividade deverá variar negativamente, dependendo dos resultados de lavouras a colher ou perdidas.

Fonte: Datagro

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17/05/2024 0 Comentários
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Notícias

Exportações do agro batem recorde em abril, com US$ 15,2 bilhões

Por redação 17/05/2024
Escrito por redação

O resultado correspondeu a 49,3% das exportações totais do Brasil

Exportações do agro batem recorde em abril, com US$ 15,2 bilhõesCom valor recorde, as vendas externas brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 15,2 bilhões em abril de 2024, um valor 3,9% superior na comparação com os US$ 14,67 bilhões exportados no mesmo mês de 2023. Esse resultado correspondeu a 49,3% das exportações totais do Brasil.

O saldo de abril foi fortemente influenciado pela elevação do volume embarcado, que subiu 17,1%. Em relação aos preços médios dos produtos da agropecuária, houve queda de 11,3%, impossibilitando o registro de um valor ainda mais expressivo nas exportações.

As exportações brasileiras de grãos atingiram um volume próximo de 18,5 milhões de toneladas em abril de 2024, número que corresponde a uma expansão de 6,7% na comparação com os 17,3 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de abril de 2023.

Produtos brasileiros

Segundo os dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, açúcar de cana, carne bovina in natura, café, algodão não cardado nem penteado e celulose são os produtos que mais contribuíram para o crescimento das exportações no mês.

Destaque por ter o maior valor exportado dentre todos os produtos do agronegócio brasileiro, a soja em grãos respondeu pela maior parte das exportações do setor. O volume exportado atingiu 14,70 milhões de toneladas, com elevação de 362,4 mil toneladas na comparação com a quantidade embarcada em abril de 2023. A quantidade é a terceira maior já registrada para um mês em toda a série histórica.

Farsul: “RS precisa de um subsídio significativo para o seguro rural”

A China é o principal importador da oleaginosa brasileira, tendo adquirido praticamente dez milhões de toneladas ou o correspondente a US$ 4,29 bilhões.

Já as vendas externas de carnes brasileiras atingiram US$ 2,21 bilhões em abril de 2024, com crescimento de 27,5% frente às exportações de abril de 2023. Os registros de vendas externas de carne bovina foram de US$ 1,04 bilhão (+69,2%), com forte expansão do volume exportado, que passou de 133,40 mil toneladas para 236,77 mil toneladas no período em análise (+77,5%). Este volume é recorde para os meses de abril. Um dos maiores motivos para a expansão da quantidade exportada está no aumento da demanda chinesa por carne bovina in natura brasileira.

Outro destaque é o complexo sucroalcooleiro, que continua registrando recordes de exportação. Em nenhum mês de abril da série histórica as exportações do setor tinham ultrapassado a cifra de um bilhão.

No mês de abril de 2024, as vendas externas do complexo sucroalcooleiro foram de US$ 1,07 bilhão, número que significou um crescimento de 77,6% na comparação com os US$ 600,07 milhões exportados em abril de 2023. O crescimento foi obtido em função das exportações de açúcar, que quase dobraram em volume (+94,7%), na comparação entre abril de 2023 e 2024.

Primeiros quatro meses

No primeiro quadrimestre de 2024 as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o valor recorde de US$ 52,39 bilhões, o que representou crescimento de 3,7% em relação aos US$ 50,52 bilhões exportados no mesmo período do ano anterior. O aumento na quantidade embarcada é o fator que explica a expansão em valor, uma vez que o índice de quantum aumentou 14,8%, enquanto o índice de preço caiu 9,6%.

Os principais produtos que explicam o crescimento das exportações no acumulado do ano de 2024 foram: açúcar de cana em bruto (+US$ 2,41 bilhões); algodão não cardado e não penteado (+US$ 1,36 bilhão); café verde (+US$ 958,32 milhões); carne bovina in natura (+US$ 814,62 milhões) e açúcar refinado (+US$ 589,73 milhões).

A soma do incremento das vendas externas desses cinco produtos mencionados foi de US$ 6,13 bilhões, enquanto o crescimento das exportações totais foi de US$ 1,87 bilhão.

Acumulado de 12 meses

Entre maio de 2023 e abril de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o montante de US$ 168,36 bilhões, o que representou expansão de 4,7% em comparação aos US$ 160,86 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores.

Dessa forma, os produtos do agronegócio brasileiro representaram 49,3% das exportações brasileiras no período, 1,3 ponto percentual a mais do que a participação do agronegócio nas vendas externas entre janeiro e novembro de 2022.

 

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17/05/2024 0 Comentários
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NotíciasEntrevista

Farsul: “RS precisa de um subsídio significativo para o seguro rural”

Por redação 16/05/2024
Escrito por redação

O Estado pode receber investimento de R$ 500 milhões no seguro agrícola pelo Plano Safra 2024/25; em entrevista, Gedeão Pereira também comenta os impactos das enchentes na produção de soja e arroz

Gedeão: "RS precisa de um subsídio significativo para o seguro rural"

Gedeão demonstra preocupação com a possível importação de arroz e enfatiza que o mercado local tem capacidade de suprir a demanda // Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Clarisse Sousa – As enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul causaram prejuízos incalculáveis, resultando na morte de 151 pessoas e mais de 800 feridos, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil nesta quinta-feira (16). Além das perdas humanas, os danos materiais são enormes e ainda estão sendo avaliados. A agricultura do Estado estima uma perda de R$ 1,3 bilhão, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Nas regiões afetadas, as culturas de soja e arroz foram impactadas pelas chuvas intensas, provocando atrasos na colheita e perdas de qualidade. Na chamada metade Sul do Rio Grande do Sul, o impacto maior foi na produção de arroz. “As enchentes nos pegaram já no fim da colheita de arroz. Ainda faltam cerca de 15% a 20% para ser colhido”, explicou o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, ao Portal Máquinas Agrícolas.

Na entrevista, ele comenta sobre o agravamento dos problemas de infraestrutura logística devido às enchentes, afetando o acesso a áreas agrícolas. “Estamos enfrentando muita dificuldade de acesso, principalmente na metade Norte, com consequências sérias na produção leiteira, suína e de frangos”, diz. Gedeão também demonstra preocupação com a possível importação de arroz e enfatiza que o mercado local tem capacidade de suprir a demanda.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Ele também menciona as propostas em discussão com o governo federal para atender os produtores rurais afetados, como mais crédito para reconstrução e a suspensão de dívidas. Destaca ainda as propostas enviadas para o Plano Safra 2024/25, como a solicitação de “15 anos de prazo, com dois anos de carência e juros de 3% ao ano”. A prioridade, no entanto, de acordo com Gedeão Pereira, é o seguro agrícola.

“Nós temos discutido amplamente com o governo a questão do seguro agrícola. O Rio Grande do Sul tem sofrido muito e as seguradoras não querem mais oferecer cobertura para a região. Portanto, é necessário um subsídio significativo para o prêmio do seguro. O governo federal está querendo anunciar um investimento de R$ 500 milhões especificamente para o Estado”, afirma. Acompanhe:

A agricultura gaúcha perdeu R$ 1,3 bilhão, segundo a Confederação Nacional dos Municípios. Recentemente, o senhor mencionou que a maior causa dessa perda está relacionada a problemas logísticos devido às estradas afetadas pelas enchentes. Esse ainda é o principal problema?

Gedeão Pereira – Sem dúvida nenhuma. Porque, diga-se de passagem, o Rio Grande do Sul tem duas metades absolutamente distintas: a metade Norte e a metade Sul. A metade Norte já estava praticamente no fim da colheita de soja, faltando muito pouco. O problema maior está na metade Sul, especialmente na região arrozeira. Cerca de 70% do consumo nacional de arroz vem justamente dessa metade. 

São justamente esses os temas que estou discutindo com o ministro da Agricultura hoje [16/05 – Gedeão explica que aguarda uma ligação do ministro Carlos Fávaro]. Na realidade, as enchentes nos pegaram já no fim da colheita de arroz. Ainda faltam cerca de 15% a 20% para ser colhido. Quanto à colheita de soja, falta um pouco mais; nesta região, deve haver entre 40% e 50% ainda para ser colhida. Isso ocorre porque a última soja a ser colhida no Brasil está justamente aqui, nesta região do país.

Evidentemente, os problemas de infraestrutura se agravaram muito, afetando a logística. Esse é o grande problema do Estado do Rio Grande do Sul hoje. Estamos enfrentando muita dificuldade de acesso, principalmente na metade Norte, com consequências sérias na produção leiteira, suína e de frangos. Isso está sendo muito afetado, tanto que estamos organizando alguma logística para receber alimentação dos animais em nosso Sindicato Rural de Soledade. Já montamos uma estrutura para receber feno e bolas de pré-secado para alimentar os animais. A turma da suinocultura relata que 12.000 suínos desapareceram, levados pela água. Então, realmente é uma situação muito, muito difícil que está acontecendo na metade Norte.

Quanto a esses 40% de soja ainda a serem colhidos na metade Sul, esses grãos chegaram a ser afetados ou o problema é somente a questão do acesso por causa das estradas? 

Gedeão Pereira – Veja bem, em todo o Rio Grande do Sul, faltam menos de 20% de soja para ser colhida. Ocorre que, nesta metade Sul, esses 40% que ainda precisam ser colhidos enfrentaram um longo período de chuvas. Esse atraso na metade Sul não se deve às enchentes, mas ao período muito longo de chuvas, que paralisou a colheita e causou perda de qualidade do produto. A soja não resiste bem a períodos chuvosos prolongados; as vagens começam a estourar, os grãos caem e a qualidade diminui. 

No litoral, da Lagoa dos Patos até o Chuí, a lavoura de soja está fortemente afetada, praticamente perderam tudo. Há algum arroz remanescente a ser colhido, cerca de 15% do total da lavoura que já foi para dentro dos silos. Nestes casos, a situação está mais controlada, embora tenhamos alguns problemas pontuais com silos afetados pela água. Mas são questões pontuais.

Algumas imagens de silos alagados chegaram a viralizar. Há alguma estimativa de perda do grão armazenado nesses silos inundados?

Gedeão Pereira – Não, ainda não temos uma estimativa de perda de nada ainda, pois as águas ainda estão baixando e os danos estão aparecendo gradualmente. No entanto, trata-se de questões isoladas. Isso não é algo que cause grande preocupação, exceto para os próprios produtores afetados. É evidente que há prejuízos. Vimos imagens extremamente impressionantes, como os silos da Bianchini em Porto Alegre, que explodiram como se fossem feitos de papel. É impressionante a força do grão quando ele absorve água e os silos ficaram com muita água. Eu não saberia quantificar os prejuízos, porque esse dado nós não temos.

O senhor falou a respeito da grande perda de animais… O que os produtores têm relatado sobre isso, mas também sobre os danos ao maquinário agrícola que estava no campo?

Gedeão Pereira – Sim, vimos imagens dessas áreas afetadas, como no Vale do Rio Jacuí, no Vale do Rio Pardo e na região central do Estado, onde as enchentes levaram máquinas agrícolas. Conheço um produtor que teve 12 tratores submersos e sua propriedade foi completamente inundada. Houve danos aos silos, às máquinas, às colheitadeiras. Tudo ficou embaixo d’água. Volto a dizer que esses são casos isolados e não representam a situação geral do Estado.

Entre as propostas de ajuda aos produtores solicitadas pela Farsul ao governo, estão mais crédito para reconstrução e a suspensão de dívidas, que já foi implementada. Quais dessas propostas foram atendidas e o que mais precisa ser feito para ajudar esses produtores afetados?

Gedeão Pereira – Por enquanto, a única medida aceita pelo governo federal e já em vigor é a prorrogação dos pagamentos dos financiamentos com vencimento até 14 de agosto – enquanto se estudam medidas estruturantes. Há muitas reconstruções necessárias, inclusive em cidades inteiras que precisam ser repensadas e que não podem voltar a existir nos mesmos lugares. No entanto, isso não está dentro da competência da Farsul ou dos produtores rurais. Pedimos essa prorrogação, que já foi atendida. Hoje, falei com o ministro [Carlos Fávaro, da Agricultura] sobre a protelação também dos pagamentos aos bancos de fábrica, que possuem recursos do BNDES. Precisamos de uma portaria ou medida semelhante do BNDES para estender esses prazos até que medidas definitivas sejam tomadas. 

Agora, é verdade que, assim como tem produtor que não pode pagar nada, tem produtor que pode pagar. Porém, é importante considerar que os produtores do Rio Grande do Sul já vinham enfrentando problemas anteriormente. Nas duas safras passadas deixamos de colher cerca de 30 milhões de toneladas de grãos, principalmente soja, devido à seca. Ou seja, o produtor já vem com desafios do passado e agora enfrenta um problema ainda maior devido ao excesso de chuvas. Portanto, há produtores que precisam, sim, de prazos mais longos para se recuperar.

O governo já sinalizou que os produtores afetados pelas enchentes devem receber atenção especial no Plano Safra 2024/25. Como esses produtores poderiam ser beneficiados e quais são as propostas em discussão para atender a essa demanda?

Gedeão Pereira – Nós já entregamos ao ministro Carlos Fávaro a proposta de 15 anos de prazo, com dois anos de carência e juros de 3% ao ano, para auxiliar na reconstrução da vida desses produtores afetados.

Nós precisamos avaliar cada situação muito caso a caso. Como mencionei, há pessoas que não foram tão atingidas e outras que foram barbaramente prejudicadas. Estamos diante de uma calamidade grave, uma colheita mais ou menos, com muitos problemas pontuais. Por isso, é importante analisar essas medidas específicas para ajudar esses produtores. Para aqueles que não foram afetados, podem seguir normalmente com um Plano Safra regular. No entanto, observamos que no Plano Safra há poucos recursos disponíveis com juros subsidiados. A maioria dos recursos é oferecida com juros de mercado. Isso já ocorreu no ano passado.

Considerando o cenário nacional, quais são as expectativas para o próximo Plano Safra?

Gedeão Pereira – Nós temos discutido amplamente com o governo e o Ministério da Agricultura a questão do seguro agrícola. O Rio Grande do Sul tem sofrido muito e as seguradoras não querem mais oferecer cobertura para a região. Isso é uma realidade. Portanto, é necessário um subsídio significativo para o prêmio do seguro. Precisamos reavaliar o sistema de seguro para o Rio Grande do Sul. O governo federal está querendo anunciar um investimento de R$ 500 milhões especificamente para o Rio Grande do Sul. Lembrando que no plano agrícola do ano passado não houve nem menção ao seguro. Este ano, também enfrentamos problemas no Mato Grosso, com uma quebra de safra de aproximadamente 17%. Parece haver um interesse maior nesta questão para o próximo Plano Safra, o que seria crucial, especialmente em relação ao seguro agrícola.

Em relação às discussões com o ministro, quais têm sido as respostas dele para a Farsul?

Gedeão Pereira – Realmente, essa foi a resposta dele: a prorrogação até 14 de agosto e o anúncio de R$ 500 milhões para o seguro agrícola aqui na região. Além disso, estamos dedicando muita atenção à questão do arroz. Esse é um ponto crucial, considerando que 70% da produção para o consumo do Brasil vem do Rio Grande do Sul. O governo está demonstrando preocupação. Estamos dizendo ao governo que não vai faltar arroz, que não ocorrerá desabastecimento do mercado, a menos que seja devido a problemas de logística. Essa é a discussão em andamento.

Como o anúncio feito pelo governo sobre a importação de arroz, certo?

Gedeão Pereira – Exatamente, isso nos parece absolutamente desnecessário. O Rio Grande do Sul tem arroz suficiente para abastecer o mercado. No momento em que o governo anunciou uma possível importação, que não tem de onde tirar, a não ser da Tailândia ou de outro país asiático, aqui no Mercosul não há, ele simplesmente bagunçou o mercado. O mercado está hoje com os nervos à flor da pele, subindo preços e tal, em função de uma possível intervenção desnecessária no mercado. Se o governo tivesse permitido que o mercado seguisse seu curso normal, possivelmente o dano seria menor. Achamos que ele [o governo] está fazendo anúncios intempestivos, sem o devido conhecimento, especialmente por parte do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar] e da Conab [Companhia Nacional de Abastecimento], anunciando a disponibilidade de arroz a um preço subsidiado para o consumidor. Isso aí não é factível.

A Conab anunciou que o quilo do arroz será vendido a R$ 4.

Gedeão Pereira – Quatro reais. Abaixo do preço do mercado internacional, bem abaixo. Ou seja, significa que o governo vai subsidiar. Não sei se não é o produtor estrangeiro, porque se ele anuncia que é arroz importado… O mercado lá fora, nos países do Mercosul, explodiu com esse anúncio. Então, vai ter dificuldades.

Neste momento, nos preocupa muito a questão urbana. Porque realmente milhares de pessoas perderam suas casas. Como reabilitar a vida de 400, 500 mil pessoas? O Rio Grande do Sul precisa de uma condição excepcional de créditos, de recursos para poder se reestruturar, porque a desgraça é muito grande. Essa é a maior preocupação.

 

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Notícias

Venda de etanol hidratado soma 1,8 bilhão de litros em abril

Por redação 16/05/2024
Escrito por redação

No acumulado de abril, a quantidade de cana-de-açúcar processada atingiu 50,61 milhões de toneladas

Venda de etanol hidratado soma 1,8 bilhão de litros em abril A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras do Centro-Sul na segunda quinzena de abril totalizou 34,58 milhões de toneladas. Nesse mesmo período do ano anterior, a quantidade processada foi de 21,43 milhões de toneladas. No acumulado de abril, a quantidade de cana-de-açúcar processada atingiu 50,61 milhões de toneladas, ante 35,29 milhões de toneladas registradas em igual período no ciclo 2023/2024 – um avanço de 43,41%.

Nos últimos 15 dias de abril, 44 unidades produtoras de cana-de-açúcar reiniciaram as atividades, totalizando 217 unidades produtoras operando na região Centro-Sul. Desse total, 201 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e sete usinas flex. No mesmo período, na safra 23/24, operaram 212 unidades produtoras, sendo 198 unidades com processamento de cana, sete empresas produzindo etanol a partir do milho e sete usinas flex.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, explica que “outras 31 unidades produtoras devem iniciar a moagem na primeira quinzena de maio, praticamente fechando o cronograma de início da safra 2024/2025”. Ao final da primeira quinzena de maio, é esperado que 248 empresas estejam em operação, superando as 244 que operaram em igual período do ano anterior.

A qualidade da matéria-prima colhida no mês de abril, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou um aumento de 2,03% na comparação com o mesmo período do último ciclo agrícola, atingindo 112,96 kg de ATR por tonelada.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de abril foi de 1,84 milhão de toneladas. No acumulado de abril, a fabricação do adoçante totalizou 2,56 milhões de toneladas, contra 1,54 milhão de toneladas do ciclo anterior.

Rodrigues esclarece que do crescimento total de 1,02 milhão de toneladas na fabricação de açúcar até o momento, apenas 347 mil toneladas ocorreram em função da mudança no mix de produção e a maior parte, cerca de 670 mil toneladas, foi resultado do avanço na moagem nesse primeiro mês de safra. “Esse cenário deve se alterar ao longo dos próximos meses do ciclo 2024/2025 diante da expectativa de redução de rendimento da cana-de-açúcar”, acrescentou.

Na segunda quinzena de abril, 1,51 bilhão de litros (+51,86%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,08 bilhão de litros (+66,56%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 436,38 milhões de litros (24,66%). No acumulado de abril, a fabricação do biocombustível totalizou 2,36 bilhões de litros (+32,42%), sendo 1,78 bilhão de etanol hidratado (+55,05%) e 584,06 milhões de litros de anidro (-8,27%).

Da produção total de etanol registrada na segunda metade de janeiro, 20% foram provenientes do milho, cuja produção atingiu 298,61 milhões de litros neste ano, contra 197,68 milhões de litros no mesmo período do ciclo 23/24 – aumento de 51,06%. No mês de abril, a produção de etanol de milho somou 569,11 milhões de litros – avanço de 30,18% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de abril de 2024, as vendas de etanol totalizaram 2,85 bilhões de litros, o que representa aumento de 35,75% em relação ao mesmo período da safra 23/24. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 927,59 milhões de litros – aumento de 6,32% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,92 bilhão de litros – crescimento de 56,65%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado em abril totalizaram 1,86 bilhão de litros – variação de 63,42% em relação ao ano passado. A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 902,48 milhões de litros – aumento de 7,95%. Com esse resultado, o volume comercializado no mercado interno totalizou 2,76 bilhões de litros, 39,92% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

“O volume hidratado vendido para o mercado interno no mês de abril é o maior desde outubro de 2020 e reflete a elevada competitividade do biocombustível nas bombas. O diferencial relativo de preços do etanol hidratado e da gasolina na bomba está em 65,4% na média do País, oferecendo ao consumidor brasileiro a possibilidade de economizar e descarbonizar, contribuindo para o enfrentamento do desafio climático que vivemos”, conclui Rodrigues.

Quanto as exportações, ao final do primeiro mês da safra 2024/2025, o volume direcionado para o mercado internacional totalizou 90,29 milhões de litros (-29,01%), sendo 65,18 milhões de litros (-28,18%) de etanol hidratado e 25,11 milhões (-31,06%) de etanol anidro.

Mercado de CBios

Dados da B3 até o dia 10 de maio indicam a emissão de 14,72 milhões de créditos em 2024 pelos produtores de biocombustíveis. A quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 20 milhões de créditos de descarbonização.

“Somando a quantidade de CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2024, temos cerca de 65% dos títulos necessários para o cumprimento da meta de 2024 já no primeiro mês de safra 2024/2025”, destacou o diretor da UNICA.

 

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Expointer amplia prazo para inscrição da agroindústria na feira

Por redação 15/05/2024
Escrito por redação

O período terminaria na última segunda-feira (13/5), mas foi prorrogado devido ao estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul, causado pelas enchentes

Expointer amplia prazo para inscrição da agroindústria na feiraApesar das enchentes que atingiram o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a 47ª Expointer, marcada para ocorrer entre 24 de agosto e 1º de setembro, no local, está mantida. Nesta terça-feira (14), a feira anunciou a prorrogação do prazo para inscrição das agroindústrias no pavilhão da agricultura familiar até 31 de maio.

O período terminaria na última segunda-feira (13/5), mas foi prorrogado devido ao estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul. De acordo com o extensionista da Emater/RS-Ascar, Márcio Dalbem, a prorrogação foi decidida pela comissão organizadora do espaço.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Com a extensão do prazo, a expectativa da organização é de uma grande adesão das famílias para participar da Expointer 2024, preenchendo todos os espaços do pavilhão.

“A feira será um importante canal de comercialização – de plantas, artesanato e, principalmente, produtos das agroindústrias – neste momento no qual há grande dificuldade de vendê-los diretamente ao consumidor ou pelos canais que habitualmente são utilizados”, explica Dalbem.

Neste ano, a capacidade do Pavilhão da Agricultura Familiar aumentou, com 80 estandes a mais em relação à edição anterior – totalizando 418 disponíveis. Podem ocupar esse espaço as agroindústrias incluídas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf) da SDR, expositores de artesanato rural e produtores de plantas e flores.

 

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