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Notícias

Mapa define datas para vazio sanitário e calendário de semeadura da soja

Por redação 15/05/2024
Escrito por redação

Para a definição das datas, o Ministério da Agricultura considerou as condições climáticas, bem como as sugestões encaminhadas pelos estados

Mapa define vazio sanitário e calendário 2024/25 de semeadura da sojaMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (15), a Portaria nº 1.111 que estabelece os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura de soja em nível nacional, referentes à safra 2024/2025.

O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O objetivo é reduzir ao máximo possível o inóculo da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Já o calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário. Implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) a ação visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

Para a definição das datas, o Mapa considerou as condições climáticas, bem como as sugestões encaminhadas pelos estados.

“Para o estabelecimento dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura, utilizamos de dados técnicos, além de realizar reuniões com os órgãos estaduais defesa vegetal de forma individual e regional, analisando de forma conjunta, todas as propostas enviadas pelas unidades da federação”, explica a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia.

A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Confira os períodos de semeadura para a cultura da soja:

vazio sanitário - Mapa define datas para vazio sanitário e calendário de semeadura da soja

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Notícias

Conheça as datas para o vazio sanitário e a semeadura da soja

Por redação 15/05/2024
Escrito por redação

Mapa define vazio sanitário e calendário 2024/25 de semeadura da soja

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (15), a Portaria nº 1.111 que estabelece os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura de soja em nível nacional, referentes à safra 2024/2025.

O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O objetivo é reduzir ao máximo possível o inóculo da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Já o calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário. Implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) a ação visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

Para a definição das datas, o Mapa considerou as condições climáticas, bem como as sugestões encaminhadas pelos estados.

“Para o estabelecimento dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura, utilizamos de dados técnicos, além de realizar reuniões com os órgãos estaduais defesa vegetal de forma individual e regional, analisando de forma conjunta, todas as propostas enviadas pelas unidades da federação”, explica a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia.

A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Confira os períodos de semeadura para a cultura da soja:

vazio sanitário - Conheça as datas para o vazio sanitário e a semeadura da soja

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Notícias

CMN autoriza suspensão imediata de prazos dos débitos do crédito rural

Por redação 14/05/2024
Escrito por redação

Vencimento das parcelas ficará suspenso por prazo superior a 100 dias

CMN autoriza suspensão imediata de prazos dos débitos do crédito rural

Suspensão do vencimento das parcelas de operações do crédito rural já estão em vigor // Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma das principais propostas demandadas pelos produtores rurais gaúchos e formatada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a suspensão imediata do vencimento das parcelas de operações do crédito rural já estão em vigor.

A resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) autoriza as instituições financeiras a prorrogar, de forma automática, o vencimento das parcelas de principal e juros das operações de crédito rural que tenham vencimento entre 1º de maio e 14 de agosto deste ano para o dia 15 de agosto.

A medida vale para empreendimentos localizados em municípios do estado do Rio Grande do Sul, com decretação de situação de emergência ou de estado de calamidade pública no período de 30 de abril a 20 de maio de 2024, reconhecida pelo governo federal, em decorrência de enchentes, alagamento, chuvas intensas, enxurradas, vendaval, deslizamentos ou inundações.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Após se reunir com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), representantes de mais de 100 sindicatos rurais do estado e cooperativas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou a proposta para a suspensão dos pagamentos na reunião ministerial na sala de situação do Palácio do Planalto.

“Pedimos ao CMN a prorrogação imediata dos débitos do setor. Este é o primeiro passo. Também estamos trabalhando na estruturação de novos créditos, com um fundo garantidor, permitindo que os produtores gaúchos possam reconstruir suas propriedades”, explicou o ministro.

Na última sexta-feira (10), o CMN realizou sessão extraordinária para aprovar a proposta de renegociação das operações de crédito rural no Rio Grande do Sul.

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Notícias

Agro paulista tem superávit de US$ 7,51 bi nos quatro primeiros meses

Por redação 14/05/2024
Escrito por redação

A participação das exportações do agro paulista no total do estado foi de 42,8% entre janeiro a abril de 2024

Agro paulista tem superávit de US$ 7,51 bi nos quatro primeiros meses

No primeiro quadrimestre de 2024, o agro paulista contribuiu significativamente para o saldo da Balança Comercial do Estado de São Paulo. Segundo dados da análise setorial do agronegócio, comparando o período de janeiro a abril de 2024 com o mesmo período do ano anterior, o setor registrou um aumento de 18,6% nas exportações, totalizando US$9,37 bilhões. As importações também apresentaram crescimento, alcançando US$1,86 bilhão, o que representa um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior.

om esses resultados, o saldo da Balança Comercial do Agro paulista atingiu um superávit de US$ 7,51 bilhões, aumento de 21,7% em comparação com o primeiro quadrimestre de 2023, de acordo com Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e dos pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento de SP, Guilherme Piai, o resultado favorável do setor deve-se a uma série de fatores. “Vemos que mesmo em cenários adversos, com quebra de safra, com preço de commodities menos atrativos, o produtor rural do Estado de São Paulo não deixa de exercer com competência seu trabalho que garante comida na mesa de diversas partes do Brasil e do mundo e, paralelamente, mantém seu posto como mola propulsora da economia paulista” completa Piai.

Destaca-se que as exportações do agronegócio representaram 42,8% do total das exportações do estado de São Paulo no acumulado de janeiro a abril de 2024, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,8% do total.

As exportações nos demais setores da economia paulista somaram US$ 12,51 bilhões e as importações atingiram US$ 22,10 bilhões, gerando um déficit externo de US$ 9,59 bilhões nos primeiros quatro meses de 2024. O desempenho positivo do agronegócio estadual foi fundamental para evitar um déficit ainda maior.

Os cinco principais grupos nas exportações foram:

  1. Complexo sucroalcooleiro: totalizando US$3,65 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 89,9% e o álcool etílico – etanol, 10,1%.
  2. Produtos florestais: alcançaram US$998,52 milhões, com participações de 53,3% de celulose e 39,9% de papel.
  3. Carnes: registraram US$986,35 milhões, sendo que a carne bovina respondeu por 83,6%.
  4. Complexo soja: totalizando US$915,94 milhões, dos quais a soja em grão participou com 84,9%.
  5. Sucos: com vendas de US$762,63 milhões, sendo 97,6% referentes a suco de laranja.

Esses cinco agregados representaram 78,0% das vendas externas setoriais paulistas. O grupo do café, tradicional cultura do estado de São Paulo, aparece em sexto lugar, com vendas de US$ 399,29 milhões (73,6% referentes ao café verde e 23,1% de café solúvel).

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Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivada

Por redação 14/05/2024
Escrito por redação

A estimativa atualizada de produção da oleaginosa é de 147,68 milhões de toneladas, redução de 4,5%

Clima reduz estimativa de produção de soja, apesar de aumento na área cultivadaClarisse Sousa – A estimativa para a produção de grãos para a safra 2023/2024 está em 295,45 milhões de toneladas, segundo informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (14). A área plantada com soja na safra 2023/2024 foi ampliada com a identificação de novas regiões de cultivo no Maranhão, Goiás, Pará, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. O mesmo foi verificado para o milho 2ª safra.

Segundo a Companhia, as fortes chuvas registradas no Rio Grande do Sul devem trazer impactos negativos para o resultado final do atual ciclo da safra de grãos. A análise divulgada pela Conab não considera os efeitos das enchentes, pois foi realizada no final de abril, antes das fortes chuvas que atingiram o estado.

“Não é possível ainda ter precisão nas perdas para o setor no estado. Os níveis de água estão elevados e o acesso às propriedades é difícil, impossibilitando que se faça uma avaliação mais detalhada. E vale ressaltar que neste primeiro momento a preocupação é com as vidas e com a garantia do abastecimento, fazer com que as pessoas atingidas pelas chuvas tenham o direito ao básico, como a alimentação”, reforça o presidente da Companhia, Edegar Pretto

Atualmente, a produção para o arroz está estimada em 10,495 milhões de toneladas. Porém, as frequentes e volumosas chuvas registradas no Rio Grande do Sul, principal produtor do grão no país, resultarão em perdas nas lavouras da cultura no estado.

Brasil bate recorde na exportação de café em abril com 4,2 milhões de sacas

Os prejuízos ainda estão sendo mensurados, mas pelo menos 8% da área gaúcha para a cultura registrará perdas devido às volumosas chuvas. Nos demais estados, a colheita avança favorecida pela estabilidade climática. Até o dia 5 deste mês, cerca de 80,7% da área semeada em todo país já estava colhida. A qualidade dos grãos colhidos é satisfatória, com bons rendimentos também na quantidade de grãos inteiros.

Para o feijão, as atenções se voltam para a segunda safra da leguminosa. Com a área toda semeada, as lavouras vêm apresentando um bom desenvolvimento. No Paraná, as chuvas foram irregulares nas principais regiões produtoras nas últimas semanas, mas, de acordo com as avaliações dos técnicos da Conab, é perceptível que as condições climáticas gerais estão melhores que no início do ciclo, beneficiando as lavouras mais tardias e devendo elevar a média produtiva da cultura em comparação à temporada anterior.

Já em Minas Gerais foi verificado um leve incremento de área plantada em relação ao ano passado. As condições gerais das lavouras mineiras são consideradas boas, com a umidade do solo sendo favorável ao desenvolvimento da cultura. Somando as três safras do grão, a produção nacional deverá atingir 3,32 milhões de toneladas, volume 9,5% superior à produção de 2022/23.

O levantamento da Companhia também estima uma colheita de milho em 111,64 milhões de toneladas, redução de 15,4% se comparada com a temporada passada. A primeira safra do cereal teve, na maioria dos estados produtores, produtividades inferiores às obtidas no último ciclo, influenciadas por condições climáticas adversas ocorridas.

Na segunda safra do grão, as condições não são uniformes. Em Mato Grosso, a maioria das lavouras encontram-se em enchimento de grãos, com bom desenvolvimento e boa reserva hídrica no solo. Porém, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e parte do Paraná, a redução das precipitações em abril provocou sintomas de estresse hídrico em diversas áreas.

Impactos do clima na soja

De acordo com este levantamento, se não tivesse ocorrido a catástrofe climática no Rio Grande do Sul, a produção brasileira de soja seria estimada em mais de 148,4 milhões de toneladas, considerando os ajustes de área e produtividade.

No entanto, a estimativa atualizada de produção da soja é de 147,68 milhões de toneladas, redução de 4,5% sobre a safra anterior. Vale destacar que a produção da safra 22/23 foi de 154,6 milhões de toneladas.

Com a atualização realizada, área total cultivada de soja na safra 2023/24 é de 45,7 milhões de hectares, 3,8% superior ao semeado na safra passada. Porém, as produtividades foram inferiores às da safra passada em quase todo o país, reflexo das condições climáticas adversas ocorridas durante a implantação e desenvolvimento da cultura, com falta e excesso de precipitações em épocas importantes no desenvolvimento da cultura.

Já para o algodão, é esperado um crescimento de 16,7% na área cultivada, explicado, principalmente, pelas boas perspectivas de mercado. As condições climáticas continuam favorecendo as lavouras, predominando os estágios de floração e formação de maçãs. Com isso, a produção da pluma deve atingir 3,64 milhões de toneladas, recorde na série histórica da Conab.

No caso das culturas de inverno, a semeadura do trigo já teve início nos estados do Centro-Oeste e Sudeste e no Paraná. No Rio Grande do Sul, em face dos altos índices pluviométricos que vêm ocorrendo no estado, o plantio da cultura deverá iniciar com um certo atraso nas regiões mais quentes do estado (Alto Uruguai e região das Missões), que também são as responsáveis pelo maior plantio da cultura.

Mercado

Neste levantamento, a Conab fez ajustes no quadro de suprimento de arroz. Estima-se uma expansão do consumo nacional do grão para 11 milhões de toneladas na safra 2023/24. Essa revisão foi realizada com base no provável cenário de políticas públicas de incentivo à ampliação de consumo de arroz ao longo de 2024.

As importações do grão foram aumentadas e agora estão projetadas em 2,2 milhões de toneladas, enquanto as exportações tiveram leve redução e podem atingir 1,2 milhão de toneladas. No entanto, essas estimativas serão atualizadas à medida que os impactos das fortes chuvas no Rio Grande do Sul forem mensurados, uma vez que os dados ainda são preliminares, dada a dificuldade de acesso às regiões afetadas. A redução deverá acontecer tanto no produto a ser colhido, quanto no grão já estocado em áreas inundadas.

Para a soja, a revisão na área cultivada permitiu um leve aumento na produção em relação ao último levantamento, o que possibilita uma estimativa de exportações em 92,5 milhões de toneladas. Mas, assim como no caso do arroz, a projeção tende a ser revisada à medida que os impactos das chuvas no estado gaúcho forem dimensionados. No entanto, a produção brasileira atende o abastecimento interno, devendo as vendas ao mercado internacional serem impactadas.

 

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Exportações de café do Brasil recuam em volume e preço em abril
Notícias

Brasil bate recorde na exportação de café em abril com 4,2 mi de sacas

Por redação 13/05/2024
Escrito por redação

Volume representa alta de 53% sobre abril de 2023 e supera o recorde anterior para este mês, registrado em 2021

Brasil bate recorde na exportação de café em abril com 4,2 milhões de sacasO Brasil exportou 4,2 milhões de sacas de 60 kg de café em abril, um volume recorde para o mês, superando o desempenho de abril de 2021, segundo relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Os embarques também renderam a maior receita cambial da história para qualquer mês ao atingirem US$ 935,3 milhões. Essa performance implica crescimentos de 53,3% em volume e de 52,6% em valor na comparação com o mesmo intervalo de 2023.

No acumulado dos 10 meses do ano safra 2023/24, as remessas cafeeiras do país ao exterior somam 39,256 milhões de sacas, apresentando evolução de 28,5% na comparação com o registrado entre julho de 2022 e o fim de abril do ano passado. Em receita, o incremento é de 13,3%, com o valor chegando a US$ 7,939 bilhões.

Mapa publica Zoneamento Agrícola da Soja para safra 2024/2025

As exportações brasileiras de café também são recorde no primeiro quadrimestre deste ano, ao somarem 16,242 milhões de sacas, 45,6% acima do aferido nos quatro primeiros meses de 2023. Com US$ 3,444 bilhões, os ingressos com os embarques alcançaram o maior volume da história para esses quatro primeiros meses, saltando 42,4% sobre os US$ 2,418 bilhões do ano passado e superando o recorde anterior de US$ 3,206 bilhões de janeiro a abril de 2022.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, as volumosas exportações registradas foram puxadas pelos cafés in natura, principalmente os canéforas (conilon + robusta), que também batem recorde no ano.

“Esse desempenho é possível devido à recuperação da colheita em 2023, o que possibilita que os embarques de arábica tenham volumes consideráveis e, em especial, que os de conilon e robusta apresentem performances históricas”, explica.

Cafés mais exportados

De janeiro ao fim de abril, o café arábica permanece como o mais exportado, com 12,469 milhões de sacas, o que corresponde a 76,77% do total e representa alta de 31,3% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado.

A variedade canéfora teve 2,559 milhões de sacas embarcadas no período, sendo o destaque entre os tipos do produto ao avançar 548% em relação ao mesmo intervalo de 2023 e ampliar sua representatividade atual para 15,75% do geral.

Na sequência, vêm o segmento do café solúvel, com 1,203 milhão de sacas – queda de 3,3% e 7,41% do total – e a seção do produto torrado e torrado e moído, com 11.136 sacas (-26,5% e 0,07% de representatividade).

“Após um março recorde, voltamos a registrar o melhor volume para um mês de abril da história nas exportações dos cafés verdes, puxados pelos canéforas, o que também ampliou o recorde nos embarques de conilon e robusta do Brasil no primeiro quadrimestre”, aponta o presidente do Cecafé.

Ele reporta que esse desempenho é reflexo do cenário internacional do mercado, com disponibilidade menor do café robusta indonésio e vietnamita, espaço que foi ocupado pelo Brasil.

“Outros países produtores, inclusive, vêm importando cafés brasileiros para atenderem seus compromissos de consumo e reexportação, como México, Colômbia, Vietnã e Indonésia. Os mexicanos, por exemplo, voltaram a ampliar as importações do nosso café verde, principalmente de canéforas, para utilização da matéria-prima em sua planta fabril de solúvel, referendando a qualidade de nossos cafés como base de produtos industrializados”, destaca.

Entre janeiro e abril deste ano, o México importou 307.606 sacas dos cafés in natura brasileiros, volume que representa expressiva alta de 877% na comparação com o mesmo intervalo de 2023.

Quanto ao recorde de receita cambial obtido com as exportações no primeiro quadrimestre, Ferreira completa que o cenário do mercado internacional é novamente o motivador.

“As bolsas internacionais dispararam em abril, potencializando o valor dos embarques como um todo e, claro, do Brasil. Isso foi importante para mitigar os elevados custos nas operações dos exportadores brasileiros, que seguem trabalhando exemplarmente para honrar seus compromissos apesar dos constates gargalos logísticos”, comenta.

Atrasos nas exportações

Somente em abril, 95 navios para exportação de café, ou 80% do total, registraram atrasos no Porto de Santos (SP), principal escoador do produto no Brasil, com representatividade de 70% do total no primeiro quadrimestre, conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

O índice de alteração de escalas dos navios para exportação do produto no complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), responsável por 27% dos embarques no acumulado de 2024, foi de 70%; em Paranaguá (PR), de 42%; em Salvador (BA), de 29%; e em Vitória (ES), de 16%. No compilado geral, 210 navios para exportação de café, ou 54% de um total de 391 porta-contêineres, tiveram atrasos em abril.

“Os exportadores brasileiros seguem enfrentando intensos desafios logísticos, com o alto índice de atrasos de navios e a falta de espaços, que incorrem em ineficiências, principalmente no Porto de Santos, destacando-se como os principais entraves na adição de elevado custos, não planejados, aos players desse segmento”, reporta Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé.

O Porto de Santos, apesar dos gargalos, segue como o principal exportador dos cafés do Brasil ao exterior no primeiro quadrimestre, com o embarque de 11,386 milhões de sacas, o que representa 70,1% do total.

Na sequência, aparecem o complexo marítimo do Rio de Janeiro, que responde por 26,8% das exportações ao ter remetido 4,352 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), com o embarque de 144.372 sacas e representatividade de 0,9%.

Principais destinos

Os 10 principais compradores dos cafés do Brasil elevaram suas aquisições nos primeiros quatro meses deste ano. Os Estados Unidos lideram o ranking, importando 2,669 milhões de sacas, ou 29,4% a mais frente ao primeiro quadrimestre de 2023, o que equivale a 16,4% das exportações totais.

A Alemanha, com representatividade de 14,5%, adquiriu 2,352 milhões de sacas (+64,4%) e ocupou o segundo lugar na tabela. Na sequência, vêm Bélgica, com a compra de 1,671 milhão de sacas (+199,5%); Itália, com 1,314 milhão de sacas (+42,1%); e Japão, com 813.817 sacas (+26,3%).

Até o décimo lugar, destaca-se, ainda, o desempenho do Reino Unido, que saltou para a sexta posição no ranking com a importação de 522.233 sacas de todos os tipos de cafés do Brasil, entre janeiro e abril de 2024, volume que implica substancial crescimento de 108,2% em relação ao primeiro quadrimestre de 2023 e equivale a 3,4% do total.

 

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Mapa publica Zoneamento Agrícola da Soja para safra 2024/2025
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Mapa publica Zoneamento Agrícola da Soja para safra 2024/2025

Por redação 13/05/2024
Escrito por redação

O objetivo é reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permitir ao produtor identificar a melhor época para plantar

Safra de grãos é estimada em 313 milhões/ton impulsionada pela sojaO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta segunda-feira (13), as Portarias que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da soja, ano-safra 2024/2025, nos estados do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerias, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal.

O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

No caso da soja, foram definidas as áreas e os períodos de semeadura, simulando probabilidades de perdas de rendimento inferiores a 20%, 30% e 40%, devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos, contribuindo para a expansão das áreas agrícolas, redução das perdas de produtividade e estabilidade da produção.

Como o ZARC está direcionado ao plantio de sequeiro, as lavouras irrigadas não estão restritas aos períodos de plantio indicados nas Portarias para sequeiro. Neste caso, o produtor deve observar as indicações do ZARC específico para a cultura irrigada, quando houver ou da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) de seu estado para as condições locais de cada agroecossistema.

Biomassa tem expansão em 2024, mas continuidade preocupa

Ainda, visando a prevenção e controle da ferrugem asiática, devem ser observadas as determinações relativas ao vazio sanitário e ao calendário de plantio, definidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária, do Mapa.

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e podem ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas.

 

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Prejuízos para agricultura no Rio Grande do Sul já estão em R$ 1,1 bilhão

Por redação 13/05/2024
Escrito por redação

Dados são parciais, uma vez que nem todos os municípios conseguem contabilizar perdas

Prejuízos para agricultura no Rio Grande do Sul já estão em R$ 1,1 bilhão

Os municípios do Rio Grande do Sul afetados pelos temporais desde o fim de abril já contabilizam mais de R$ 8 bilhões de prejuízos financeiros, sendo R$ 2 bilhões são no setor público, R$ 1,5 bilhão no setor privado e a maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 4,4 bilhões.

Na agricultura, estima-se prejuízos da ordem de R$ 1,1 bilhão. Na pecuária, a cifra gira em torno de R$ 61 milhões.

Ministério da Agricultura elabora proposta para atender produtores gaúchos

Até o momento, foram registrados impactos em 92,3 mil habitações. A Confederação Nacional de Municípios (CNM), que acompanha diariamente a situação, reforça que os dados são parciais, uma vez que as gestões locais enfrentam dificuldades de inserir as informações nos sistemas.

São 437 Municípios afetados no Rio Grande do Sul, segundo a Defesa Civil Estadual. Destes, 397 Municípios foram reconhecidos pelo governo federal em Estado de Calamidade Pública, por rito sumário, dos quais 219 registraram os decretos no S2iD.

A CNM destaca que a maioria dos Municípios que registraram seus decretos de anormalidade no S2iD, do MIDR, começaram a informar os valores dos danos e prejuízos, uma vez que em algumas localidades os níveis da água já começaram a baixar.

Fonte: Datagro/Uagro

 

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Notícias

Casale apresenta sistema de armazenamento Trato Fácil na AgroBrasília

Por redação 13/05/2024
Escrito por redação

Estande da marca na feira que acontece entre 21 e 25 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, reúne misturadores de ração, distribuidores de esterco e colhedoras de forragem

Casale apresenta sistema de armazenamento Trato Fácil na AgroBrasíliaA fabricante brasileira Casale, que celebra 60 anos de trajetória, apresenta seu portfólio de máquinas para a pecuária de corte e leite no AgroBrasília. Realizada entre 21 e 25 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, a feira anual recebe produtos da marca, entre eles misturadores de ração verticais e horizontais, distribuidores de esterco sólido e colhedoras de forragem, e o o novo sistema de armazenamento Trato Fácil.

No portfólio de máquinas, o lançamento da Casale que aterrissa na AgroBrasília é o sistema de armazenamento Trato Fácil, o cocho de autoconsumo que combina inovação e facilidade para a maior produtividade no trato animal. Outra novidade é o misturador de ração total Vertimix 35 AC, que funciona com baixo consumo de potência em sistema com uma rosca, projetada para trabalhar com fardos ou rolos de feno, ração e silagem.

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A solução conta ainda com um sistema exclusivo e independente de auto carregamento de silagem, para total precisão na pesagem, e permite a mistura do conteúdo volumoso de forma homogênea e em menor tempo e consumo de potência do mercado.

Completam a lista de produtos da Casale que estarão disponíveis na AgroBrasília: distribuidores de ração e de esterco e colhedoras de forragem.

“O mercado de máquinas e equipamentos pecuários desempenha um papel essencial no fortalecimento do agronegócio em Brasília, contribuindo para a modernização e competitividade das fazendas, promovendo a sustentabilidade e o crescimento econômico do setor agropecuário na região”, analisa Ronis Paixão, CEO da Casale.

O executivo acrescenta: “Ao oferecer tecnologias inovadoras e eficientes, adaptadas às necessidades locais e demandas do mercado, a Casale impulsiona a produtividade da produção pecuária e fortalece a posição de Brasília como um importante polo do agronegócio no Brasil, complementando sua destacada produção agrícola, que abastece tanto o mercado interno quanto às exportações, promovendo o crescimento econômico sustentável e garantindo a segurança alimentar, tanto nacional quanto internacionalmente”.

 

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Artigo TécnicoNotíciasOpinião

Biomassa tem expansão em 2024, mas continuidade preocupa

Por redação 13/05/2024
Escrito por redação

Desde 2015, o acréscimo anual de potência pela fonte biomassa não superava a fonte fóssil no país

Biomassa tem expansão em 2024, mas continuidade preocupa

Zilmar de Souza* – Em 2023, a biomassa em geral, que inclui as diversas biomassas, instalou nove unidades geradoras novas (UTEs) totalizando 214 MW, representando 2,1% do total de acréscimo de potência instalada na matriz elétrica por todas as fontes de geração no país (10.315 MW) naquele ano. Número bem abaixo da média dos últimos 10 anos (2014-2023), quando a biomassa teve um acréscimo médio de 569 MW novos a cada ano.

Nos últimos 10 anos (2014 a 2023), a fonte biomassa em geral instalou 5.691 MW novos na matriz elétrica brasileira, equivalente a 51% da potência instalada pela Usina Belo Monte ou 41% de uma Itaipu.

Em 2024, a previsão é que a fonte biomassa em geral acrescente 1.125 MW à matriz, o maior valor desde 2013, com a instalação de 22 usinas geradoras (UTEs), sendo que oito entraram em operação até abril deste ano (266 MW) e as 16 UTEs restantes (859 MW) têm viabilidade alta de entrada em operação comercial ainda neste ano, conforme estudo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) na base de dados da Aneel.

Em 2024, prevê-se que a biomassa em geral represente 12% do acréscimo de capacidade instalada no país (9.680 MW), atrás apenas do acréscimo representado pelas fontes eólica e solar centralizada. Desde 2015, o acréscimo anual de potência pela fonte biomassa não superava a fonte fóssil no país.

Em volume, o recorde de acréscimo anual pela biomassa foi em 2010 (1.750 MW), seguido do ano de 2013 (1.431 MW) e 2009 (1.155 MW) que quase empata com a previsão para o ano de 2024 (1.125 MW).

Em 2024, a maioria das 22 usinas geradoras (UTEs) que entraram ou entrarão em operação comercial, totalizando 1.125 MW, terão resíduos agroindustriais como combustíveis principais (categorizados como bagaço/palha de cana, biogás, capim elefante e casca de arroz).

Contudo, para 2025, a previsão da Aneel é que a biomassa acrescente apenas 259 MW novos dos 11.918 MW previstos para serem instalados no país (2,2% do total), ficando à frente apenas das hídricas, que instalarão 226 MW (1,9% do total).

Em 2025, a geração solar centralizada será a principal em termos de novos MW, com a previsão de instalação de 6.577 MW (55,2% do total), seguida pela fonte fóssil (2.469 MW, com 20,7% do total). As eólicas ocuparão o terceiro lugar, com 2.387 MW novos (20% do total a instalar pelo país em 2025).

Quase 74% da expansão em 2024 (827 MW) pela biomassa tem relação com contratos comercializados no ambiente de contratação regulada (ACR), mostrando a importância ainda dos leilões regulados para o setor da biomassa.

Desde 2022, não temos leilões regulados de contratação de energia nova e, para este ano, tudo indica que teremos apenas o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, com diretrizes que praticamente expulsarão a biomassa, embora as biousinas entreguem potência e energia (renovável) firmes no período seco e crítico do setor elétrico, porém com características de despacho diferentes das gigantescas térmicas a gás ou óleo.

É importante fortalecer o mercado livre, desenvolvendo instrumentos de financiamento de longo prazo e uma formação de preços consistente, além de regularizar o funcionamento das liquidações financeiras no Mercado de Curto Prazo, imbróglio judicial que se arrasta por quase dez anos.

Contudo, precisamos trabalhar para criar diretrizes que possam continuar permitindo a participação efetiva da biomassa no ambiente regulado, incorporando as externalidades da bioeletricidade e reconhecendo as características de cada projeto e tecnologia, contribuindo para uma expansão mais contínua da bioenergia na matriz elétrica brasileira.

*Artigo do gerente de Bioeletricidade da UNICA, Zilmar Souza, publicado na Energia Brasil.

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