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Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês
Mercado

Agropecuária exporta US$ 50,5 bilhões entre janeiro e julho, aponta MDIC

Por Redação 07/08/2026
Escrito por Redação

Agropecuária exporta US$ 50,5 bilhões entre janeiro e julho, aponta MDIC

As exportações da agropecuária brasileira somaram US$ 50,48 bilhões entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Esse resultado foi influenciado pelo crescimento das vendas de animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos, soja (15,3%) e algodão em bruto (13,6%).

Somente em julho, os embarques do setor alcançaram US$ 7,82 bilhões, um avanço de 9,3% na comparação com julho de 2025.

O desempenho da agropecuária contribuiu para o crescimento das exportações brasileiras no período. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as vendas externas totais do país atingiram US$ 218,55 bilhões, alta de 10,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

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07/08/2026 0 Comentários
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Mercado

Copom baixa taxa Selic para 14%; entidades avaliam que redução ainda é insuficiente

Por Redação 06/08/2026
Escrito por Redação
Copom baixa taxa Selic para 14% e entidades avaliam que ainda é insuficiente

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano, segundo informações da “Agência Brasil”.  

Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o BC, em nota.

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o órgão.

Já em relação ao cenário doméstico, o BC reforçou que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião “sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido”.

Entidades reagem 

O corte na Selic foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial, ainda de acordo com informações da “Agência Brasil”.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

“O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse a entidade.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

“A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação”.

Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

“Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia”, disse a entidade, em nota.

Expectativa

Gestor de portfólio da Oby Capital, Camilo Cavalcanti avaliou que o Copom manteve a mensagem de que a magnitude total do ciclo de redução dos juros ainda será definida à luz de novos dados, sem qualquer pré-compromisso, e reforçou o balanço de riscos assimétrico para cima.

“No fechamento do comunicado, o Copom passou a citar explicitamente a desancoragem das expectativas e os riscos elevados em torno do cenário-base como justificativa para ‘serenidade e cautela’ na condução da política monetária. Diante desse contraste entre um cenário corrente mais favorável e uma comunicação prospectiva ainda cautelosa, avaliamos que o Copom ainda mantém aberta a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes de juros na próxima reunião, mas ressalta os argumentos para uma pausa”, observou.

 

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06/08/2026 0 Comentários
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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Nova linha de crédito Finep destina R$ 10 bi para impulsionar a competitividade agrícola

Por Redação 05/08/2026
Escrito por Redação

Nova linha de crédito Finep destina R$ 10 bi para impulsionar a competitividade agrícola

A nova linha de crédito da Finep voltada à modernização tecnológica do agro brasileiro, a Aquisição Inovadora Move Agrícola, disponibilizará até R$ 10 bilhões para o financiamento de máquinas e equipamentos de ponta desenvolvidos pela indústria nacional. Na avaliação da consultoria Martinelli FinCorp, a medida representa uma oportunidade única para o setor produtivo.

Osmar Bublitz, sócio da consultoria, destaca que a competitividade do agro depende, cada vez mais, da incorporação de tecnologias capazes de elevar a eficiência no uso dos recursos naturais, e que a nova linha contribui para que as empresas do setor avancem em termos de inovação e eficiência.

“A nova linha de crédito representa uma oportunidade estratégica para antecipar investimentos em modernização do parque de máquinas, especialmente em um cenário de crescente digitalização do campo, agricultura de precisão e automação”, explica Bublitz. “Equipamentos tecnologicamente mais avançados contribuem para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e melhorar o aproveitamento dos insumos, gerando ganhos diretos na competitividade das propriedades rurais.”

Operacionalizada com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a nova linha de crédito da Finep permite que produtores rurais e cooperativas adquiram tecnologias avançadas com condições financeiras altamente competitivas. O programa oferece financiamentos de até R$ 30 milhões por proposta, com prazo de pagamento de até 60 meses, sem carência, e encargos estipulados em Taxa Referencial mais juros de 7,12% ao ano.

Bublitz ressalta que um dos grandes atrativos do Move Agrícola é a possibilidade de a Finep financiar até 100% do valor dos equipamentos elegíveis, o que reduz substancialmente a necessidade de uso de capital próprio por parte do produtor ou da cooperativa.

Atuação descentralizada e estruturação estratégica

Os recursos da nova linha de crédito destinam-se à aquisição de equipamentos que constam em uma relação oficial publicada pela Finep, englobando milhares de itens como tratores, colheitadeiras e plantadeiras inovadoras fabricadas no Brasil. O modelo de operação da linha é descentralizado: enquanto a instituição de fomento aporta os recursos, os agentes financeiros credenciados são os responsáveis por realizar a análise de crédito, a avaliação das garantias e a liberação dos valores.

Nesse cenário, o sócio da Martinelli Fincorp ressalta que o acesso a linhas subsidiadas demanda planejamento minucioso. “Para maximizar os benefícios econômicos, é necessária uma estruturação adequada das operações de financiamento, que englobe a análise rigorosa das garantias e a avaliação dos impactos societários, financeiros e tributários.” Além disso, acrescenta Bublitz, a integração dessa nova linha com outros incentivos governamentais, como a Lei do Bem e programas estaduais de desenvolvimento, pode potencializar fortemente os resultados do investimento.

O financiamento está disponível para pessoas físicas ou jurídicas, e os interessados devem apresentar propostas por meio de agentes financeiros credenciados.

 

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05/08/2026 0 Comentários
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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Mercado

Algodão do Matopiba ganha nova rota de exportação por ferrovia até o Porto de Santos

Por Redação 05/08/2026
Escrito por Redação

Algodão do Matopiba ganha nova rota de exportação por ferrovia até o Porto de Santos

A expansão da cotonicultura brasileira para novas fronteiras agrícolas acaba de ganhar um reforço logístico. A Brado e a SLC Agrícola realizaram a primeira operação multimodal de transporte de algodão do Maranhão com destino ao Porto de Santos (SP). O embarque inaugural movimentou 246,2 toneladas de pluma de algodão e criou um novo corredor para exportação da fibra produzida no Matopiba, região que abrange áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A carga seguiu do município de Davinópolis (MA) de trem até Sumaré (SP) e, na etapa final, foi transportada de caminhão até o Porto de Santos, de onde foi embarcada para o Sudeste Asiático. A expectativa é de que novos carregamentos ocorram nos próximos meses, consolidando gradualmente a operação.

A iniciativa reforça uma parceria construída ao longo dos últimos seis anos. Desde 2020, as companhias atuam conjuntamente no escoamento de algodão para exportação a partir do Mato Grosso, principal estado produtor da fibra no país. Ao longo desse período, a cooperação tem contribuído para o desenvolvimento de soluções logísticas integradas e para o aprimoramento contínuo das operações.

Nova alternativa logística

A entrada do Maranhão nesse corredor logístico ocorre em um momento de transformação da geografia do algodão brasileiro. Nas últimas duas décadas, a cultura avançou para além das áreas tradicionalmente produtoras e encontrou no Matopiba uma das regiões mais promissoras para expansão.

Até então, grande parte da produção da região era transportada via rodovia para portos do Sul e Sudeste do país. Com a nova rota, os produtores passam a contar com uma alternativa baseada na Ferrovia Norte-Sul, que atravessa o país por mais de 2,7 mil quilômetros, formando a mais extensa malha ferroviária ativa no Brasil.

A escolha pelo escoamento via Porto de Santos também foi estratégica. Maior complexo portuário da América Latina, o terminal recebeu mais de 5,7 mil navios ao longo do ano. Esse volume de operações garante ampla oferta de serviços marítimos e maior disponibilidade de contêineres por parte dos armadores, o que contribui para a celeridade dos embarques e ampliação da competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

“À medida que a produção avança para novas regiões, a logística precisa acompanhar esse movimento com soluções que ofereçam escala, previsibilidade e eficiência. Essa operação representa um passo importante nesse processo, conectando uma área em expansão a um dos principais canais de exportação do país. Todo o transporte é realizado com planejamento detalhado, monitoramento contínuo e procedimentos específicos para garantir a preservação da qualidade da carga ao longo de toda a viagem”, afirma Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado.

Uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, a SLC Agrícola cultiva algodão desde 1998. A fibra é destinada principalmente à indústria têxtil e tem forte participação no mercado internacional, o que torna a logística um fator estratégico para a competitividade do produto brasileiro.

“Essa operação demonstra nossa busca contínua por soluções que ampliem a eficiência, a segurança e a competitividade da cadeia logística. A avaliação dessa nova alternativa de escoamento amplia as possibilidades de integração entre os modais e gera aprendizados relevantes para o desenvolvimento de operações futuras. Com isso, avançamos em nosso objetivo de construir uma logística cada vez mais estratégica, previsível e sustentável, conectando planejamento, inovação, tecnologia e excelência na execução”, afirma Thiago Sanches, Coordenador de Logística da SLC Agrícola.

Brasil é líder global

A abertura de novos corredores logísticos acompanha o crescimento da produção nacional. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou mais de 3 milhões de toneladas de algodão em 2025, volume 9,1% superior ao registrado no ano anterior. Atualmente, o algodão brasileiro responde por 30,7% das importações globais, impulsionado pela combinação de produtividade no campo, expansão das áreas cultivadas e aumento da demanda internacional.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área destinada ao cultivo de algodão mais que dobrou nos últimos 20 anos e já supera 2 milhões de hectares. Parte relevante desse crescimento ocorreu justamente nas áreas do Matopiba, onde a disponibilidade de terras e as condições favoráveis de produção transformaram a região em uma das principais fronteiras agrícolas do país.

“Nesse contexto, a ampliação das alternativas de escoamento torna-se cada vez mais estratégica para sustentar o avanço da produção e garantir maior competitividade ao algodão brasileiro nos mercados internacionais”, conclui a executiva da Brado.

 

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05/08/2026 0 Comentários
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Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas
Mercado

Produção industrial brasileira recua 1,8% em junho, aponta IBGE

Por Redação 04/08/2026
Escrito por Redação

Produção industrial brasileira recua 1,8% em junho, aponta IBGE

A produção industrial brasileira caiu 1,8% em junho na comparação com maio, registrando o segundo resultado negativo consecutivo do ano, segundo dados divulgados pelo IBGE. Na comparação com junho de 2025, houve alta de 1,7%, enquanto o acumulado de 2026 mostra crescimento de 1,5%.

Entre os setores com maior influência negativa no mês estão coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, produtos químicos e alimentos. Também registraram retração segmentos como produtos farmacêuticos, vestuário, eletrônicos e equipamentos de transporte.

No recorte das grandes categorias econômicas, todos os grupos pesquisados apresentaram queda em relação a maio, com destaque para bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e bens de consumo duráveis (-3,2%).

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04/08/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Peças remanufaturas ampliam a vida útil das máquinas agrícolas

Por Redação 04/08/2026
Escrito por Redação

Peças remanufaturas ampliam a vida útil das máquinas agrícolas

A necessidade de manter as máquinas agrícolas em operação com máxima eficiência tem levado os produtores a buscar alternativas que reduzam custos sem comprometer a qualidade e a produtividade. Para atender a essa demanda, a Massey Ferguson disponibiliza componentes originais remanufaturados que retornam ao campo com as mesmas especificações e padrões de qualidade de fábrica. A prática permite recuperar componentes originais de máquinas agrícolas, prolongando sua vida útil e reduzindo custos de manutenção sem comprometer o desempenho.

Motores e transmissões passam por um rigoroso processo industrial de recuperação. Os componentes são desmontados, inspecionados e reutilizados por profissionais especializados dentro da fábrica.

Peças desgastadas são substituídas por componentes genuínos, enquanto os demais itens passam por processos de recuperação e validação técnica. Antes de retornarem ao mercado, todos os conjuntos são submetidos a testes de desempenho, segurança e qualidade para assegurar os mesmos padrões exigidos em um produto novo.

“A remanufatura é uma alternativa que combina confiabilidade, disponibilidade e economia para o produtor rural. O processo é realizado pelo próprio fabricante, seguindo rigorosos padrões de engenharia e qualidade, o que garante desempenho igual ao de um componente novo e a segurança de utilizar peças originais”, afirma Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson.

Além de preservar a performance das máquinas, a solução contribui para reduzir o tempo de equipamento parado. Como os componentes remanufaturados já estão disponíveis para substituição, o atendimento ocorre de forma mais ágil, permitindo que o produtor retome rapidamente suas operações, especialmente em períodos críticos como plantio e colheita.

A economia também é um dos principais atrativos. Componentes remanufaturados podem custar, em média, até 30% menos do que uma peça nova, mantendo o mesmo período de garantia de fábrica.

Outro diferencial da remanufatura está na contribuição para uma agricultura mais sustentável.. O reaproveitamento de componentes reduz a necessidade de matérias-primas e diminui significativamente o consumo de energia e água em comparação à fabricação de novos produtos.

O processo também contribui para a redução da geração de resíduos e para o melhor aproveitamento dos recursos ao longo do ciclo de vida dos equipamentos. Na prática, isso significa que peças que já fizeram parte da operação de uma máquina podem retornar ao campo em perfeitas condições para iniciar um novo ciclo de trabalho.

“Quando recuperamos um componente original, estamos aproveitando todo o conhecimento de engenharia incorporado àquela peça e oferecendo ao produtor uma solução que alia desempenho, economia e sustentabilidade. É uma forma eficiente de prolongar a vida útil das máquinas e contribuir para uma agricultura cada vez mais responsável com os recursos disponíveis”, destaca Cavalcanti.

 

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Tecnologia

Plano Safra impulsiona a recuperação de pastagens e amplia oportunidades para a ILPF

Por Redação 03/08/2026
Escrito por Redação

Plano Safra impulsiona a recuperação de pastagens e amplia oportunidades para a ILPF

As pastagens brasileiras representam um dos maiores ativos da agropecuária nacional. Com cerca de 165 milhões de hectares, elas guardam um enorme potencial para ampliar a produção de alimentos, fibras, madeira e bioenergia por meio da recuperação produtiva e da adoção de tecnologias sustentáveis (Fonte Embrapa Territorial).

Para a Rede ILPF, esse potencial encontra no Plano Safra 2026/2027 uma importante oportunidade de transformação. Entre as diversas linhas de crédito disponibilizadas pelo programa, o RenovAgro Recuperação e Conversão se destaca como uma das principais alavancas para impulsionar a recuperação de pastagens degradadas e sua conversão em sistemas produtivos mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

A linha oferece uma das menores taxas de juros entre os programas de investimento para projetos voltados à recuperação de pastagens degradadas e sua conversão em sistemas produtivos de maior eficiência, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

As operações contam com taxa prefixada de até 8,5% ao ano, prazo de até 12 anos para pagamento, com possibilidade de carência conforme o projeto, e limite de financiamento de R$ 5 milhões por produtor, por ano agrícola, independente de outros créditos concedidos ao amparo de recursos controlados do crédito rural.

Segundo Francisco Matturro, presidente executivo da Rede ILPF, o crédito rural é um instrumento estratégico para acelerar a intensificação sustentável da produção agropecuária.

“O futuro do agro brasileiro está nas pastagens. O Brasil possui uma oportunidade única de aumentar sua produção recuperando áreas que já estão abertas, sem necessidade de expandir a fronteira agrícola. O RenovAgro é uma importante alavanca para que o produtor transforme pastagens de baixa produtividade em sistemas integrados mais eficientes, produzindo mais alimentos, gerando mais renda e promovendo benefícios ambientais.”

O RenovAgro Recuperação e Conversão financia investimentos voltados à recuperação de pastagens degradadas, implantação de sistemas ILPF, Integração Lavoura-Pecuária (ILP), Integração Lavoura-Floresta (ILF), Integração Pecuária-Floresta (IPF) e sistemas agroflorestais. Também contempla investimentos em correção e manejo do solo, aquisição de sementes e mudas, implantação e recuperação de cercas, bebedouros, assistência técnica, máquinas, equipamentos e demais estruturas necessárias para implantação dos projetos.

Além de aumentar a produtividade utilizando áreas já abertas, a recuperação de pastagens contribui para melhorar a qualidade do solo, ampliar a ciclagem de nutrientes, favorecer o bem-estar animal, diversificar a produção e fortalecer a resiliência dos sistemas produtivos frente às mudanças climáticas. Para a Rede ILPF, trata-se de uma estratégia capaz de conciliar ganhos econômicos, ambientais e sociais, reforçando a competitividade da agropecuária brasileira.

Embora o Plano Safra reúna diferentes programas destinados ao fortalecimento do setor agropecuário — como linhas voltadas à inovação tecnológica, armazenagem, modernização da produção e infraestrutura — o RenovAgro ocupa posição de destaque ao incentivar diretamente investimentos em sistemas de produção sustentáveis.

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03/08/2026 0 Comentários
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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
Mercado

Colheita do algodão alcança 13,1% em Mato grosso e Imea indica atraso

Por Redação 03/08/2026
Escrito por Redação

Colheita do algodão alcança 13,1% em Mato grosso e Imea indica atraso

A colheita do algodão da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 13,11% da área cultivada nesta última semana de julho. Apesar da evolução dos trabalhos no campo, o ritmo para este período está abaixo da média dos últimos cinco anos, quando o índice era de 20,97%. Os dados constam no boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na segunda-feira (27).

Segundo o instituto, na comparação com o mesmo período da safra passada, quando 9,75% da área havia sido colhida, o desempenho atual é superior em 3,36 pontos percentuais (p.p.). Já em relação à média histórica, o atraso na colheita é de 7,86 p.p.

Esse reflexo do atraso foi em decorrência das chuvas registradas em diversas regiões do estado durante meados de junho, que adiaram o início da colheita.

A analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira, explica que as precipitações levaram muitos produtores a postergar a entrada das máquinas nas lavouras. Ela afirma que a expectativa é de aceleração dos trabalhos nas próximas semanas, impulsionada pelo avanço da segunda safra.

“A colheita do algodão dessa safra atingiu apenas 13,1% da área estimada. Apesar do atraso inicial provocado pelas chuvas registradas em junho, a expectativa é que o ritmo se intensifique nas próximas duas semanas, especialmente porque a segunda safra representa mais de 85% da área cultivada no estado”, afirmou.

Entre as regiões produtoras, o Nordeste mato-grossensse apresenta o maior avanço da colheita, com 46,80% da área já colhida, seguido pelo Sudeste, que alcançou 22,12%.

O avanço da oferta também começou a refletir nas cotações da pluma em Mato Grosso. Na última semana, o indicador do Imea fechou em R$ 126,80 por arroba, queda de 0,28% em relação à semana anterior.

O movimento ocorreu na direção oposta ao mercado internacional, conforme aponta o Imea. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os contratos apresentaram valorização ao longo da semana, sustentados pelas incertezas climáticas sobre a safra norte-americana e pelas tensões geopolíticas envolvendo o Mar Negro e o Oriente Médio.

Outro destaque do boletim desta última semana de julho foi a queda de 3,16% no preço do caroço de algodão disponível, cotado em R$ 856,47 por tonelada. Essa redução é resultado do aumento da oferta com o avanço do beneficiamento da safra.

De acordo com o Imea, a comercialização da pluma da safra 2026/27 atingiu 29,35% da produção estimada em julho. Já a safra 2025/26 registra 73,01% da produção negociada.

Ao mesmo tempo, o instituto revisou para cima a produtividade da safra 2025/26, estimada em 310,67 arrobas por hectare, contribuindo para uma projeção de 6,41 milhões de toneladas de caroço de algodão no estado.

 

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03/08/2026 0 Comentários
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Conab estima produção superior a 367 milhões de toneladas para a safra de grãos 2026/27
Mercado

São Paulo terá safra recorde de soja mesmo com queda na produtividade

Por Redação 31/07/2026
Escrito por Redação

São Paulo terá safra recorde de soja mesmo com queda na produtividade

As projeções para a safra de grãos no estado de São Paulo apontam aumento da área cultivada e da produtividade média das lavouras, o que favorece a expectativa para o recorde histórico de 12,14 milhões de toneladas. Os dados constam do “Relatório de acompanhamento mensal da safra de grãos” da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) deste mês.

O relatório, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, tem como base dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Um dos destaques é a soja, que deve alcançar recorde de produção no estado de São Paulo e também na colheita deste grão em todo o País. Apesar da redução de produtividade de 1,2% esperada, a produção está projetada em 5,37 milhões de toneladas, resultado 1,7% superior ao registrado em 2024/25, que já havia estabelecido o recorde estadual. Outros itens com bom desempenho são o amendoim, com produção estimada em 1,03 milhão de toneladas, crescimento de 11,6%; e milho, com produção prevista de 4,58 milhões de toneladas, aumento de 4,1%.

Na produção nacional de grãos espera-se novo recorde para a safra, que deve chegar a 360,1 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 2,2% em relação ao ciclo anterior. O rendimento médio das lavouras e a área cultivada tiveram crescimento. A soja se destaca, com aumento de 5,3% na produção, chegando ao volume recorde de 180,6 milhões de toneladas.

O milho apresenta bom desempenho, beneficiado pelas condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras e expectativa de preços mais atrativos, mas sofreu queda nas estimativas da 3ª safra em razão da redução da precipitação nas principais regiões produtoras. A produção total deve ter crescimento de 0,4%, chegando a 141,7 milhões de toneladas.

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31/07/2026 0 Comentários
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Mercado

PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode avançar 6,87% em 2026

Por Redação 31/07/2026
Escrito por Redação

PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode avançar 6,87% em 2026

Estudos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), apontam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode avançar 6,87% em 2026.

Segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, esse resultado está atrelado à colheita de uma safra recorde no Brasil (2025/26) e à intensificação do processamento do grão por parte da indústria. Com isso, o PIB da cadeia produtiva deve representar 21,2% do PIB do agronegócio em 2026 e 4,8% do PIB nacional. O avanço projetado para 2026 soma-se ao forte crescimento observado em 2025, quando o PIB da cadeia produtiva expandiu 11,72%.

Dados do Cepea/Abiove mostram crescimentos em todos os segmentos da cadeia. Para insumos, o aumento é estimado em 2,57%, devido à expansão da área e da produção de soja e ao avanço do manejo no campo, que resultam em maior demanda por sementes, fertilizantes, defensivos e tecnologias.

Para a soja, o crescimento deve ser de 7,26%, o que decorre do avanço da produção, estimada em patamar recorde de 180,56 milhões de toneladas em 2025/26, conforme a Conab. A combinação entre aumento de área e ganhos de produtividade – com uso de tecnologia e condições climáticas favoráveis – sustenta esse desempenho.

Na agroindústria, pesquisadores do Cepea/Abiove apontam que a elevação para 2026 é estimada em 7,74%, impulsionada pela maior oferta do grão e por demandas firmes pelos derivados, que estimulam o esmagamento no ano.

Para as rações, as perspectivas positivas estão pautadas nas expectativas de avanço das cadeias pecuárias, conforme o Sindirações. No caso do biodiesel, destaque em crescimento na agroindústria (de expressivos 10,93%), a produção no primeiro trimestre de 2026 superou a do mesmo trimestre do ano passado, refletindo a maior demanda, ainda em decorrência da adoção do B15 desde agosto de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, a estimativa de avanço de 6,89% no PIB dos agrosserviços em 2026 é explicada pela maior produção de soja e pela ampliação do processamento, que elevam a demanda por transporte, armazenagem, comercialização e demais serviços associados ao escoamento do grão e dos derivados.

Considerando os valores agregados por tonelada, estimativas realizadas com base em informações disponíveis até o primeiro trimestre de 2026 apontam que o PIB gerado por tonelada de soja produzida e processada (R$ 6.710) representou 3,84 vezes o PIB gerado pela soja produzida e exportada diretamente (R$ 1.747).

Empregos

O número de pessoas ocupadas na cadeia produtiva da soja e do biodiesel totalizou 2,54 milhões de trabalhadores no primeiro trimestre de 2026, aumento de 3,29% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse contingente, a participação da cadeia produtiva foi de 2,49% na economia brasileira e de 11,21% no agronegócio, ambas ligeiramente superiores às registradas em 2025.

Na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior, o Cepea/Abiove aponta crescimento do emprego nos insumos (1,81%), na agroindústria (9,23%) e nos agrosserviços (6,09%), enquanto redução foi observada na produção de soja (-6,74%) – pesquisadores do Cepea/Abiove destacam que esta retração no primeiro trimestre de 2026 parece consolidar uma tendência de queda da PO na cultura, que já passou por diminuições em 2023, 2024 e 2025.

Comércio exterior

As exportações da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram 29,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026, volume 5,95% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em valor, as vendas externas somaram US$ 12,3 bilhões, avanço de 11,8%, impulsionado tanto pelo aumento do volume embarcado quanto pela elevação de 5,52% nos preços médios de exportação da cadeia.

Para a soja em grão, pesquisadores do Cepea/Abiove apontam que o avanço nos volumes embarcados refletiu a colheita da safra recorde brasileira e a firme demanda internacional. Os preços internacionais da soja, por sua vez, foram sustentados especialmente pela valorização do petróleo e pelas expectativas de expansão dos biocombustíveis.

Quanto ao óleo, a forte demanda internacional por matérias-primas destinadas à produção de biodiesel e diesel renovável, especialmente na América do Norte e na Ásia, impulsionou as exportações do derivado. Em relação aos preços, a valorização do petróleo e o avanço das políticas de biocombustíveis também sustentaram as cotações internacionais.

As exportações brasileiras de farelo de soja foram sustentadas pela demanda internacional aquecida, com destaque para o aumento dos envios ao Oriente Médio e ao Sudeste Asiático. Contudo, o aumento do esmagamento nos principais produtores mundiais e a maior oferta de farelos concorrentes, como canola e girassol, ampliaram a disponibilidade global. Como resultado, apesar do crescimento dos embarques, os preços médios de exportação registraram leve recuo no primeiro trimestre de 2026.

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31/07/2026 0 Comentários
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