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Mercado

Agroindústria cai 2,8% em maio de 2026, ante o mesmo mês do ano passado

Por Redação 15/07/2026
Escrito por Redação

agroindústria - Agroindústria cai 2,8% em maio de 2026, ante o mesmo mês do ano passado

Após duas altas consecutivas, o volume de produção da Agroindústria encolheu -2,8% no mês de maio ante o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, houve um leve recuo de -0,1%. Os dados são do Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGVAgro.

A queda do setor em maio foi praticamente generalizada, exceto pelos setores de Biocombustíveis e de Fumo, ambos do segmento de Produtos Não Alimentícios, que conseguiram registrar expansão de 9,6% e 0,8%, respectivamente.

Dentro do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, a queda foi generalizada, com redução na produção de Alimentos de Origem Vegetal e Animal, bem como na de Bebidas Alcoólicas e Não Alcoólicas.

Nas próximas divulgações, o FGV Agro ressalta que é preciso observar se a contração da produção agroindustrial de maio é um ponto fora da curva ou uma reversão da resiliência que o setor vinha apresentando ao longo dos últimos meses.

 

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Mercado

Inadimplência no agro chega a 8,8% no primeiro trimestre de 2026

Por Redação 15/07/2026
Escrito por Redação

Inadimplência no agro chega a 8,8% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Serasa Experian

Informações da Serasa Experian revelam que a inadimplência da população rural foi de 8,8% no primeiro trimestre de 2026. Feita a comparação com o mesmo período de 2025, houve alta de 1,2 ponto percentual. Também na análise trimestral, o indicador teve alta, essa de 0,6 ponto percentual.

O índice da datatech considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio. 

“A alta gradual da inadimplência mostra que, no início de 2026, os produtores rurais ainda enfrentam desafios para recompor sua capacidade financeira. Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor”, diz Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Com a análise por porte o índice identificou que os produtores rurais sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares/econômicos — registraram o maior nível de inadimplência, de 11%. Em ordem decrescente estavam os grandes proprietários rurais, com 9,9%. Os médios (8,6%) e os pequenos (8,3%).

Maior inadimplência

O recorte por faixa etária mostrou que a inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas se concentra na população que podemos chamar de economicamente mais ativa. No primeiro trimestre de 2026, os maiores índices foram registrados entre aqueles de 30 a 39 anos, seguidos pelos de 18 a 29 anos e de 40 a 49 anos. A partir dos 50 anos, os percentuais passam a apresentar queda gradual, indicando menor incidência de inadimplência entre os produtores de faixas etárias mais elevadas. Confira no gráfico a seguir:

Norte e Nordeste registram a maior taxa de inadimplência

Na análise regional, o Norte registrou a maior taxa de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas no primeiro trimestre de 2026, com 13,2%. Na sequência aparecem o Nordeste (10,2%) e o Centro-Oeste (10,1%). Já o Sudeste (7,3%) e o Sul (6,2%) apresentaram os menores índices do país, reforçando as diferenças no comportamento da inadimplência rural entre as regiões brasileiras. 

IA amplia precisão na análise de risco no agronegócio

A análise do Agro Score, desenvolvido pela Serasa Experian, também reflete o cenário de maior pressão financeira no campo. A pontuação média dos produtores rurais caiu de 606 pontos, no primeiro trimestre de 2025, para 591 pontos no mesmo período de 2026, indicando uma maior percepção de risco de crédito e reforçando a necessidade de análises mais precisas para a concessão de crédito ao setor.

Em um contexto de aumento da inadimplência, a adoção de ferramentas capazes de avaliar o risco de crédito de forma mais assertiva torna-se ainda mais estratégica para o agronegócio. O Agro Score utiliza inteligência artificial e técnicas de machine learning para combinar informações financeiras, cadastrais e específicas da atividade rural, oferecendo uma visão mais completa sobre o perfil de crédito dos produtores.

“Cada propriedade rural possui características próprias, e compreender essas particularidades é essencial para uma análise de risco mais assertiva. Com o Agro Score, reunimos inteligência de dados e informações específicas do agronegócio para apoiar instituições financeiras, cooperativas e empresas do setor na tomada de decisões mais seguras e equilibradas”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

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Tecnologia

Capacitação reduz falhas operacionais e aumenta a produtividade no campo

Por Redação 15/07/2026
Escrito por Redação

A evolução tecnológica das máquinas agrícolas tem ampliado a necessidade de qualificação profissional no agronegócio

A evolução tecnológica das máquinas agrícolas tem ampliado a necessidade de qualificação profissional no agronegócio. Agricultura de precisão, sistemas digitais e equipamentos conectados exigem operadores e técnicos cada vez mais preparados para aproveitar o potencial das tecnologias disponíveis e garantir maior eficiência nas operações.

Além de contribuir para ganhos de produtividade, a capacitação ajuda a reduzir falhas operacionais, otimizar o uso de recursos e aumentar a segurança no ambiente de trabalho. O conhecimento técnico também permite que os profissionais realizem ajustes mais precisos nos equipamentos e identifiquem rapidamente possíveis problemas, evitando interrupções durante atividades críticas da safra.

Para Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão, a qualificação tornou-se um fator decisivo para transformar inovação em resultados práticos no campo.

“A evolução das máquinas trouxe novas possibilidades para o produtor, mas também ampliou a necessidade de capacitação. O profissional que conhece os recursos disponíveis consegue realizar ajustes mais precisos, utilizar melhor os equipamentos e alcançar maior eficiência nas operações”, afirma.

Os benefícios do treinamento podem ser observados ao longo de toda a jornada produtiva. No plantio, a regulagem adequada das máquinas favorece uma distribuição mais uniforme de sementes e insumos. Na pulverização e na colheita, o uso correto das tecnologias embarcadas contribui para operações mais precisas e eficientes.

A qualificação também influencia diretamente no bom funcionamento dos equipamentos. Profissionais treinados conseguem identificar sinais de desgaste, realizar inspeções preventivas e seguir corretamente os procedimentos de manutenção, reduzindo o risco de paradas não programadas.

A segurança é outro ganho importante. O domínio dos procedimentos operacionais e das recomendações de uso das máquinas contribui para minimizar riscos e tornar as atividades mais seguras para operadores e equipes de campo.

“A segurança começa pela preparação das pessoas. Quando o operador conhece a máquina e entende como utilizar seus recursos corretamente, ele trabalha com mais confiança e reduz a possibilidade de incidentes durante a operação”, destaca Kaminski.

A demanda por qualificação acompanha o avanço da digitalização no agro. Além do conhecimento mecânico, profissionais da área precisam cada vez mais interpretar dados, utilizar ferramentas digitais e compreender sistemas eletrônicos embarcados nas máquinas.

Esse movimento tem levado fabricantes e concessionárias a ampliar investimentos em treinamento e desenvolvimento técnico. Na AGCO, que atende produtores por meio de marcas líderes como Fendt, Massey Ferguson, PTx e Valtra, os programas de capacitação buscam preparar profissionais para acompanhar a evolução tecnológica do setor e contribuir para operações mais eficientes, produtivas e seguras.

À medida que novas soluções chegam ao campo, a combinação entre tecnologia e conhecimento tende a ganhar ainda mais relevância para a competitividade do agronegócio, reforçando o papel da capacitação como um dos pilares da agricultura moderna.

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Mercado

CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolina para 32%

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação

CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolina para 32%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14/7), resolução que eleva temporariamente, de 30% para 32% (E32), o percentual obrigatório da mistura de etanol anidro adicionado à gasolina comercializada em todo o território nacional. A medida terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, uma única vez, por igual período.

A atualização do teor da mistura, prevista na Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, vai fazer com que o país deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano.

A decisão considera o mercado internacional de volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, marcado pela volatilidade no abastecimento global. Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira.

A adoção da mistura E32 foi subsidiada por estudos técnicos realizados no âmbito da implementação da Lei do Combustível do Futuro. Os ensaios, coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), avaliaram o desempenho da nova mistura em veículos leves e motocicletas representativos da frota nacional.

No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex.

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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

IBGE reduz estimativa da safra de grãos em junho, mas produção segue recorde em 2026

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação

IBGE reduz estimativa da safra de grãos em junho, mas produção segue recorde em 2026

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou para baixo a estimativa da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em junho. A produção está estimada em 347,4 milhões de toneladas, queda de 0,8% em relação à projeção de maio. Ainda assim, o volume permanece 0,4% acima da safra de 2025, confirmando um novo recorde para o País.

A redução mensal foi influenciada principalmente pelos ajustes nas estimativas do milho de segunda safra e do trigo, que tiveram revisões negativas. Em contrapartida, culturas como soja, canola, aveia, gergelim e uva apresentaram revisões positivas.

A soja segue como principal destaque da safra. A produção foi novamente revisada para cima e deve atingir 174,8 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica do IBGE, com crescimento de 5,3% em relação a 2025. O avanço é resultado da combinação entre expansão da área cultivada e maior produtividade.

Já o milho teve sua estimativa reduzida para 136,5 milhões de toneladas, refletindo principalmente o desempenho da segunda safra. O trigo também sofreu revisão para baixo, diante de perspectivas menos favoráveis para a produção.

Entre as culturas que ganharam espaço nas estatísticas do IBGE, a canola e o gergelim, acompanhados pela primeira vez pelo levantamento, registraram crescimento nas estimativas de produção, acompanhando a expansão dessas culturas no Brasil.

O levantamento também mostra que o Centro-Oeste permanece como principal região produtora de grãos do País, respondendo por cerca de metade da produção nacional. Mato Grosso continua na liderança entre os estados produtores, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Além dos grãos, o IBGE revisou as projeções para outras culturas. A produção de café deve crescer em relação ao ano passado, impulsionada principalmente pelo café arábica, enquanto o cacau mantém expectativa de avanço anual, apesar de um pequeno ajuste negativo em relação à estimativa de maio. A produção de uvas também foi revisada para cima na comparação mensal, com destaque para o Rio Grande do Sul.

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Tecnologia

Embrapa orienta produtores como reduzir impactos do El Niño

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação
Embrapa orienta produtores como reduzir impactos do El Niño

As recomendações consideram as particularidades das diferentes culturas e sistemas de produção // Foto: Paulo Lanzetta

Diante da probabilidade de 97% a 99% de permanência do fenômeno climático El Niño até o início de 2027, sete unidades da Embrapa – Clima Temperado (RS), Florestas (PR), Pecuária Sul (RS), Soja (PR), Suínos e Aves (SC), Trigo (RS) e Uva e Vinho (RS) – elaboraram uma nota técnica com recomendações para reduzir riscos na agropecuária da Região Sul. O material orienta produtores sobre medidas preventivas para minimizar prejuízos provocados por chuvas intensas, aumento da incidência de doenças nas lavouras e outros impactos previstos para diferentes sistemas de produção.

Esse cenário é apontado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), que também estima em 63% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Para a região Sul, a previsão indica aumento das chuvas, maior nebulosidade e temperaturas acima da média durante o inverno, condições que podem afetar diferentes sistemas produtivos.

Segundo o pesquisador Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo, “hoje sabemos muito mais sobre o El Niño do que sabíamos na década de 1980. O desafio não é prever o fenômeno, mas transformar esse conhecimento em decisões no campo”, complementa.

Ele destaca ainda que os impactos do El Niño não são inevitáveis. “O conhecimento acumulado sobre eventos anteriores permite reduzir riscos e, em alguns casos, até aproveitar condições ambientais favoráveis para determinadas culturas”, diz.

A estratégia proposta pela Embrapa combina ações de prevenção, mitigação e transferência de riscos. Além das boas práticas de manejo, a nota reforça a importância do seguro rural e da tomada de decisões com base em previsões climáticas oficiais.

O que fazer 

Entre as recomendações gerais, estão o respeito ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o acompanhamento das previsões emitidas por órgãos oficiais, o planejamento criterioso dos investimentos e a adesão a programas de seguro rural. Ao mesmo tempo, traz orientações específicas para cada cadeia produtiva, reconhecendo que os impactos do El Niño variam conforme as características de cada cultivo.

A publicação também propõe que produtores ajustem investimentos e expectativas de rendimento às condições previstas para anos de El Niño, evitando decisões baseadas em cenários de produtividade excepcional e adequando o uso de insumos ao potencial real das lavouras.

Para os cereais de inverno, como trigo, cevada e aveia, as orientações se concentram na prevenção de doenças, manejo da adubação e planejamento da colheita. Já para soja, milho e arroz irrigado, o documento apresenta estratégias para reduzir perdas provocadas pelo excesso de chuva, melhorar a drenagem das áreas, proteger o solo contra a erosão e intensificar o monitoramento fitossanitário.

Na fruticultura, as orientações contemplam culturas como videira, macieira, pessegueiro, oliveira e nogueira-pecã, com medidas voltadas à drenagem dos pomares, manejo fitossanitário, conservação do solo e planejamento das operações agrícolas. A nota também dedica capítulos específicos à silvicultura, horticultura, pastagens e plantas de cobertura, reafirmando estratégias próprias de adaptação às condições climáticas previstas.

Segundo o pesquisador Alex Mayer, da Embrapa Clima Temperado, a fruticultura está entre as atividades agrícolas mais afetadas pelos impactos associados ao El Niño, especialmente em razão do excesso de chuvas e da ocorrência de eventos extremos. “A produção de frutas é muito sensível. Além do encharcamento do solo, que pode comprometer o sistema radicular e levar à morte das plantas, também podem ocorrer perdas provocadas por ventos intensos, granizo e erosão, prejudicando pomares, estruturas de cultivo e a própria produtividade”, explica.

Além das recomendações técnicas para as propriedades rurais, o documento propõe uma abordagem mais ampla de planejamento ambiental, incentivando ações em escala de microbacias hidrográficas, conservação do solo, fortalecimento da infraestrutura natural e adoção de sistemas produtivos mais resilientes, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

 

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14/07/2026 0 Comentários
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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Produção de grãos é estimada em 360,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/26

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação
Produção de grãos é estimada em 360,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/26

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada // Foto: Gilson Abreu AEN/PR

A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos.

Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras.

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis.

O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.

Mercado

Neste 10º levantamento, a Companhia ajustou as estimativas para o estoque de passagem de milho na safra 2025/26, uma vez que a produção total do cereal foi reajustada para 141,7 milhões de toneladas. Com isso, a nova expectativa é de um estoque próximo a 14,5 milhões de toneladas em 31 de janeiro de 2027. A atualização da safra de algodão também possibilitou ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

No caso da soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, diante um aumento no processamento do grão e das exportações, estimadas em julho em 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas respectivamente.

 

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14/07/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Clima instável torna planejamento e regulagem de máquinas essenciais no plantio

Por Redação 13/07/2026
Escrito por Redação

A instabilidade climática prevista para os próximos meses deve ampliar os desafios do plantio no Brasil, exigindo do produtor rural mais planejamento operacional, revisão antecipada de máquinas e regulagens ajustadas à condição real de cada talhão.

A instabilidade climática prevista para os próximos meses deve ampliar os desafios do plantio no Brasil, exigindo do produtor rural mais planejamento operacional, revisão antecipada de máquinas e regulagens ajustadas à condição real de cada talhão.

Em um cenário de maior risco de chuvas irregulares, excesso de umidade, seca localizada e janelas de trabalho mais curtas, especialistas da Crucianelli, fabricante de máquinas agrícolas, reforçam que a qualidade da implantação depende da combinação entre tecnologia, leitura do solo e tomada de decisão no campo.

O tema ganha relevância diante da perspectiva de influência do El Niño sobre os regimes de temperatura e precipitação. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, águas mais quentes no Pacífico tropical favorecem o desenvolvimento do fenômeno, que tende a alterar padrões de chuva e elevar o risco de eventos climáticos extremos.

Para a agricultura, isso significa maior necessidade de adaptação, especialmente em etapas sensíveis como o plantio, quando profundidade, distribuição, contato solo-semente e fechamento do sulco são determinantes para a formação do estande inicial.

Este cenário destaca a importância da eficiência operacional em uma agricultura que trabalha com áreas extensas, alto investimento por hectare e necessidade de aproveitar com precisão cada janela de plantio disponível. Na avaliação de Guillermo Zegna, gerente comercial da Crucianelli, eventos climáticos extremos tornam a operação mais complexa porque reduzem a previsibilidade das condições de campo.

“Fenômenos como o El Niño tornam a operação de plantio mais desafiadora porque aumentam a irregularidade no clima e reduzem a previsibilidade das janelas de trabalho. O produtor pode enfrentar excesso de chuvas, solos saturados e dificuldade para entrar na área, ou períodos de seca, solos mais duros e menor disponibilidade de umidade para a semente”, afirma.

Nessas condições, a regulagem da plantadeira passa a ter papel central. Em solos úmidos, especialmente os de maior teor de argila, o excesso de pressão nas linhas pode compactar ou espelhar o sulco, dificultando o desenvolvimento inicial das raízes.

Também crescem os riscos de embuchamento, aderência de barro, corte inadequado da palhada e fechamento deficiente. Já em áreas mais secas ou compactadas, a atenção deve se voltar à penetração dos discos, estabilidade da linha, profundidade uniforme e bom contato entre solo e semente.

“A umidade define a qualidade de abertura, deposição e fechamento do sulco. Em solos muito úmidos, pode haver espelhamento, compactação lateral e fechamento deficiente. Nos secos, pode faltar terra fina para cobrir corretamente a semente e assegurar contato solo-semente. Por isso, não basta regular a máquina no início do dia: é preciso monitorar constantemente”, explica o especialista.

Outro ponto crítico a ser levado em consideração é a velocidade de plantio. Em janelas mais curtas, a tendência natural é tentar avançar mais hectares por jornada, mas a operação não pode comprometer a qualidade da implantação. Velocidades elevadas em solo úmido podem aumentar o acúmulo de barro e prejudicar o fechamento do sulco. Em áreas secas ou compactadas, podem ampliar a oscilação das linhas e gerar variação de profundidade, com reflexos diretos na emergência das plantas.

“Quando a janela se encurta, a estratégia deve estar focada em plantar mais hectares por jornada, mas sem abrir mão da qualidade de implantação. Isso implica reduzir tempos de abastecimento, deslocamentos e manobras, além de trabalhar com equipamentos de grande autonomia e largura operacional”, destaca o gerente comercial.

A preparação antes da entrada no campo também se torna mais importante em safras sujeitas a extremos. A recomendação técnica inclui revisão de discos de corte, sulcadores, discos duplos, limitadores de profundidade, rodas compactadoras, dosadores de sementes e fertilizantes, condutores, sensores, raspadores, mangueiras, sistema de monitoramento e pontos de articulação. Em máquinas com maior nível de tecnologia embarcada, também é necessário verificar sistemas elétricos de dosagem, sensores de fluxo, transporte pneumático, controle de pressão e monitor de operação.

Sinais como sementes em diferentes profundidades, sulcos mal fechados, sementes expostas, palhada mal cortada, excesso de compactação sobre a linha, falhas, duplas e emergência desuniforme indicam que a máquina pode não estar trabalhando adequadamente. Em cenários de clima irregular, detalhes de regulagem podem se transformar em perdas relevantes, principalmente quando o produtor tem poucas oportunidades para corrigir a operação.

“A recomendação é planejar antes de entrar no campo, revisar a plantadeira com antecedência, avaliar umidade e estrutura do solo, regular a máquina conforme a condição do talhão e não abrir mão da qualidade de plantio por velocidade. Em janelas curtas, a eficiência operacional é decisiva”, afirma Zegna.

O principal aprendizado é que não existe uma única regulagem para todas as condições. Áreas argilosas úmidas, talhões arenosos secos, solos compactados ou áreas com grande volume de palhada exigem ajustes distintos.

 

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13/07/2026 0 Comentários
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Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul
Mercado

Entrega da declaração do ITR começa em 10 de agosto e vai até 30/9

Por Redação 13/07/2026
Escrito por Redação

Entrega da declaração do ITR começa em 10 de agosto e vai até 30/9

Começa no dia 10 de agosto o prazo para apresentação da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) pelos contribuintes que têm essa obrigação anual. São eles: pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação, O prazo termina às 23h59min59s de 30 de setembro (horário de Brasília).

As regras da DITR) 2026 foram publicadas pela Receita Federal na Instrução Normativa RFB nº 2.330, de 22 de junho de 2026. No exercício de 2026, ela poderá ser preenchida e transmitida pelo serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de Imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal. A ferramenta permite o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalação de programa, e pode ser acessada por computador ou celular.

Entre as funcionalidades do serviço estão a recuperação automática de dados cadastrais, o agrupamento das declarações de imóveis rurais pertencentes ao mesmo contribuinte e o preenchimento de declarações de diferentes exercícios em um único ambiente.

O acesso ao serviço é feito com autenticação pela conta gov.br, nos níveis Prata ou Ouro. Para pessoas físicas com imóvel rural com área de até 100 hectares, a declaração também poderá ser elaborada por meio do Programa ITR 2026. Nesse caso, a transmissão poderá ser feita pelo próprio programa ou pelo Receitanet.

Entrega em atraso

A apresentação da declaração fora do prazo sujeita o contribuinte à multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido, observado o valor mínimo de R$ 50.

Se o contribuinte identificar erro, omissão ou inexatidão após a entrega, poderá apresentar declaração retificadora, desde que antes do início de procedimento de lançamento de ofício. A retificadora substitui integralmente a declaração original.

O imposto apurado pode ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que nenhuma seja inferior a R$ 50. Impostos de valor inferior a R$ 100 deverão ser pagos em quota única. A quota única ou a primeira quota vence em 30 de setembro de 2026.

Serviço
  • Prazo de entrega: de 10 de agosto a 30 de setembro de 2026.
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Mercado

Exportações do agro atingem US$ 87,1 bilhões no primeiro semestre

Por Redação 13/07/2026
Escrito por Redação

Exportações do agro atingem US$ 87,1 bilhões no primeiro semestre

No mês de junho de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 16,6 bilhões, o que representa um recorde histórico para os meses de junho, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior houve crescimento de 14,0%, ou em termos absolutos, US$ 2,0 bilhões. O agronegócio representou 45,7% do valor total exportado pelo Brasil ao mundo no sexto mês do ano, que foi de US$ 36,3 bilhões.

O aumento das exportações do agronegócio em junho se deu, principalmente, em função do crescimento das vendas de soja em grãos (+US$ 920,9 milhões em termos absolutos), de carne bovina in natura (+US$ 515,1 milhões), de carne de frango in natura (+US$ 317,5 milhões) e de farelo de soja (+US$ 290,4 milhões). Em termos gerais, o preço médio das exportações apresentou alta de 6,4% e o volume comercializado cresceu 7,2% ante junho de 2025, o que ensejou a obtenção da soma recorde em relação a todos os meses de junho.

As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, somaram US$ 1,7 bilhão, ou seja, 11,6% superior ao US$ 1,5 bilhão importado em junho de 2025. Cabe ressaltar também a aquisição de insumos à produção agropecuária, que estão fora desse montante, como por exemplo: fertilizantes (US$ 1,5 bilhão, +0,6%; 3,3 milhões de toneladas, -20,2%) e defensivos (US$ 496,8 milhões, -11,6%; 94,1 mil toneladas, -14,8%).

Primeiro semestre

Nos seis primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram a cifra de US$ 87,1 bilhões. Esse montante representa um recorde histórico para o período janeiro a junho. Na comparação com 2025, houve crescimento de 6,2%, decorrente principalmente do aumento nas vendas de soja em grãos (+US$ 3,8 bilhões) e carne bovina in natura (+US$ 2,5 bilhões).

O agronegócio representou 47,1% das exportações totais brasileiras no período, participação inferior aos 49,5% registrados entre janeiro e junho de 2025. Os produtos que não pertencem ao agronegócio registraram 16,7% de crescimento, somando US$ 97,7 bilhões.

As importações de produtos do agronegócio foram de US$ 10,0 bilhões em 2026, o que representa uma queda de 1,1% em relação aos US$ 10,1 bilhões obtidos no ano anterior. Cabe ressaltar, contudo que esse montante não inclui insumos utilizados à produção agropecuária, como por exemplo fertilizantes (US$ 7,1 bilhões e +9,8% em relação a 2025) e defensivos (US$ 2,0 bilhões e -12,2% em relação a 2025).

Fonte: Datagro

 

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