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Tecnologia

Tecnologia embarcada nas máquinas ajuda produtores a enfrentar impactos do clima no campo

Por Redação 22/06/2026
Escrito por Redação

Tecnologia embarcada nas máquinas ajuda produtores a enfrentar impactos do clima no campo

As mudanças climáticas têm alterado a dinâmica da produção agrícola, impondo desafios cada vez maiores aos produtores rurais. Secas prolongadas, chuvas concentradas em curtos períodos e oscilações de temperatura afetam diretamente o planejamento das operações e exigem maior eficiência na gestão das lavouras. Diante desse cenário, a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem se tornado uma importante aliada para aumentar a resiliência do campo.

Ferramentas de agricultura de precisão, conectividade e automação permitem que produtores monitorem as operações em tempo real, utilizem insumos de forma mais eficiente e tomem decisões mais assertivas diante das condições climáticas. Com isso, é possível reduzir desperdícios, otimizar recursos e aumentar a produtividade, mesmo em cenários de maior instabilidade.

Entre as soluções disponíveis estão sistemas de piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Essas tecnologias permitem adequar as operações às características específicas de cada área da propriedade, reduzindo sobreposições, minimizando falhas e garantindo maior eficiência operacional.

Além dos ganhos econômicos, a adoção dessas ferramentas contribui para uma agricultura mais sustentável. A aplicação mais precisa de sementes, fertilizantes e defensivos reduz o uso excessivo de insumos e favorece a conservação dos recursos naturais, aspecto que ganha ainda mais relevância em um contexto de eventos climáticos extremos.

Outro benefício está na geração e análise de dados. As máquinas conectadas fornecem informações que ajudam o produtor a identificar oportunidades de melhoria, antecipar decisões e planejar as próximas safras com base no histórico das operações. Essa inteligência operacional tem se tornado um diferencial importante para aumentar a capacidade de adaptação das propriedades rurais.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia tem papel fundamental para ajudar os agricultores a lidar com os desafios impostos pelo clima. “As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo do ciclo produtivo.”

O especialista destaca que a agricultura de precisão é um recurso estratégico para a sustentabilidade da atividade. “Quando utilizamos recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor cada janela de operação. Isso contribui não apenas para a rentabilidade do produtor, mas também para uma agricultura mais resiliente diante das mudanças climáticas.”

A Massey Ferguson vem ampliando seu portfólio de soluções digitais e conectadas para apoiar os agricultores na gestão das operações. A integração entre máquinas, plataformas de monitoramento e ferramentas de agricultura de precisão permite que os produtores tenham uma visão mais completa da propriedade e possam agir de forma mais estratégica.

“A tecnologia é uma das principais aliadas da agricultura para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter altos níveis de produtividade”, conclui Zanetti.

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22/06/2026 0 Comentários
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Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27
Mercado

Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27

Por Redação 22/06/2026
Escrito por Redação

Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27

As usinas da região Centro-Sul processaram 41,55 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de maio, ante 47,80 milhões da safra 2025/2026 – o que representa uma queda de 13,08%. No acumulado da safra 2026/2027 até 1º de junho, a moagem atingiu 144,71 milhões de toneladas, segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta segunda-feira, 22.

Operaram na segunda quinzena de maio 250 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 231 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 2025/2026, operaram 253 unidades produtoras. Nesta quinzena, quatro unidades deram início a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de maio atingiu 125,87 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 124,51 kg por tonelada na safra 2025/2026 – variação positiva de 1,09%. No acumulado da safra, o indicador marca 119,73 kg de ATR por tonelada, índice 2,35% superior ao do último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,20 milhões de toneladas, registrando expressiva queda de 25,62% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2025/2026 (2,96 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, a fabricação do adoçante totalizou 6,84 milhões de toneladas.

Na segunda metade de maio, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,13 bilhões de litros, sendo 1,33 bilhão de litros de etanol hidratado (+8,32%) e 796 milhões de litros de etanol anidro (-1,19%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 7,54 bilhões de litros (+31,55%), sendo 4,96 bilhões de etanol hidratado (+29,00%) e 2,58 bilhões de anidro (+36,73%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de maio, 19,41% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 413,20 milhões de litros neste ano, contra 367,68 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2025/2026 – aumento de 12,38%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,57 bilhão de litros – avanço de 8,63% na comparação com igual período do ano passado.

Venda de etanol

Em maio, as vendas de etanol totalizaram 2,88 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro pelas unidades do Centro-Sul registrou 1,09 bilhão de litros enquanto o etanol hidratado registrou venda 1,79 bilhão de litros.

No mercado doméstico, especificamente, o volume de etanol anidro vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,09 bilhão de litros, o que representa um aumento de 1,66% em relação ao mesmo período da safra anterior. Já as vendas de etanol hidratado no mercado doméstico, no mês de maio, registraram um crescimento de 2,09% na média diária comercializada em dias úteis em relação ao resultado apurado no mesmo período da safra anterior, totalizando 1,77 bilhão de litros.

No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 5,66 bilhões de litros. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 3,55 bilhões de litros, enquanto o de anidro alcançou 2,11 bilhões de litros (+2,06%).

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22/06/2026 0 Comentários
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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Esmagamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026

Por Redação 22/06/2026
Escrito por Redação
Esmagamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026

Esmagamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026 // Foto: Gilson Abreu AEN/PR

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as projeções para o complexo soja em 2026 e manteve a expectativa de crescimento do processamento doméstico, impulsionado pela safra recorde e pela demanda por derivados.

Segundo a entidade, o esmagamento de soja no país deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026, volume 0,8% superior ao projetado anteriormente. A produção de farelo de soja está estimada em 48,6 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve alcançar 12,65 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja está estimada em 180,25 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As importações devem somar 900 mil toneladas de soja em grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

Para a ABIOVE, o avanço do processamento reforça a capacidade da indústria nacional de agregar valor à produção agrícola e atender à demanda do mercado interno e externo.

No comércio exterior, as exportações de soja em grão estão projetadas em 114,1 milhões de toneladas. Já os embarques de farelo devem atingir 24,95 milhões de toneladas, alta de 0,6% em relação à estimativa anterior. As exportações de óleo de soja, por sua vez, devem alcançar 1,65 milhão de toneladas, crescimento de 3,1%.

Em receita, o complexo soja deverá gerar aproximadamente US$ 60 bilhões em exportações ao longo de 2026.

Os dados de abril confirmam o ritmo de processamento da indústria. No mês, foram processadas 5,09 milhões de toneladas de soja, alta de 0,2% frente a março e de 6,7% em comparação com abril de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

No acumulado do ano até abril, o processamento totalizou 18,124 milhões de toneladas, avanço de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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22/06/2026 0 Comentários
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Mercado

Agroindústria apresenta expansão de 1,8% em abril, diz FGVAgro

Por Redação 19/06/2026
Escrito por Redação

Agroindústria apresenta expansão de 1,8% em abril, diz FGVAgro

O volume da produção agroindustrial registrou crescimento de 1,8% em abril deste ano ao comparar com o mesmo mês de 2025. É o que revela o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGVAgro. De acordo com a pesquisa, a expansão se deve pelo segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, com 2,4%, e o de Produtos Não Alimentícios, com 1%.

Mesmo com esses dados positivos, ao observar os números isoladamente, somente dois setores tiveram alta: os Produtos Alimentícios com 3,2%, e os Biocombustíveis, que cresceram 51,3%. Neste último caso, a expressiva expansão é por conta do aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar, aliado ao crescimento da demanda por etanol, impulsionado pela maior competitividade do biocombustível em relação à gasolina.

As Bebidas, por exemplo, contraíram em -1,8%, com queda generalizada: sendo -3,1% na produção de Bebidas Alcoólicas e de -0,5%, na de Bebidas Não Alcoólicas. No segmento de Produtos Não Alimentícios, o principal destaque negativo é o setor de Insumos Agropecuários, com contração interanual de -13,3%.

Conflitos impactam na Agroindústria

No final do mês de abril a Agroindústria apresentou um crescimento de 0,7% ao ano. Apesar de ser um percentual pequeno, mostra que o setor teve uma resiliência importante, dado os problemas aos quais o setor já foi exposto em 2026. O principal, com certeza, é o conflito no Irã, que dificultou a exportação de alguns produtos para a região, bem como elevou diversos custos de produção, com grande destaque para combustíveis e fretes.

Por fim, por mais que a Agroindústria tenha apresentado resiliência até o momento, há pelo menos três importantes conflitos adicionais ainda a serem digeridos: esgotamento da cota chinesa de importação da carne bovina brasileira; retirada do Brasil, a partir de setembro, da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia; e a nova rodada do tarifaço dos Estados Unidos que atingirá, entre outros produtos, calçados e pescados.

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19/06/2026 0 Comentários
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Manejo de plantas daninhas e preservação do solo impulsionam novas estratégias no plantio direto
Tecnologia

Manejo de plantas daninhas e preservação do solo impulsionam novas estratégias no plantio direto

Por Redação 19/06/2026
Escrito por Redação

Manejo de plantas daninhas e preservação do solo impulsionam novas estratégias no plantio direto

A crescente resistência de plantas daninhas aos herbicidas e a necessidade de preservar a estrutura do solo têm levado produtores a reavaliar o manejo no sistema de plantio direto. O aumento no número de aplicações químicas, muitas vezes, não garante o mesmo nível de controle e ainda eleva o custo por hectare.

Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru estão entre os principais desafios, agravados pela persistência do banco de sementes no solo, que pode permanecer viável por anos. Em um sistema presente em mais de 35 milhões de hectares no Brasil, o tema ganha relevância tanto do ponto de vista agronômico quanto econômico.

Nesse contexto, o uso de ferramentas mecânicas de baixa mobilização no pré-plantio tem avançado como estratégia complementar, atuando de forma superficial para o manejo inicial de plantas daninhas e organização da palhada, sem comprometer os princípios do plantio direto.

Manejo antecipado

A tecnologia da linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nesse estágio promovendo a desestruturação inicial das invasoras e estimulando a germinação do banco de sementes.

“Com a ativação do banco de sementes, o produtor consegue maior eficiência na dessecação, reduzindo a necessidade de aplicações sequenciais”, explica Diogo Salvador, especialista de produto da São José.

Ensaios conduzidos pela GeoMec, em áreas comerciais do Sul do Brasil, indicam que o manejo mecânico no pré-plantio pode, em condições específicas, eliminar a necessidade de herbicidas nessa etapa, com economia de até 100% no uso desses insumos.

Os mesmos estudos apontam incremento de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare, considerando menor número de operações e racionalização do uso de herbicidas.

Eficiência operacional 

Além do impacto agronômico, a operação contribui para maior eficiência no campo, com capacidade de cobrir grandes áreas e otimizar janelas de plantio.

A adoção desse tipo de manejo já é observada em regiões do Sul e do Oeste do país, onde produtores buscam equilibrar controle de plantas daninhas, conservação do solo e viabilidade econômica. A tendência é de ampliação de sistemas integrados, combinando manejo mecânico e químico para maior eficiência produtiva.

 

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Tecnologia

Branco lança novo tratorito com foco em potência e durabilidade

Por Redação 18/06/2026
Escrito por Redação

Branco lança novo tratorito com foco em potência e durabilidade

A Branco ampliou sua linha de motocultivadores com o lançamento do Tratorito BTTG 7.0 – 800, desenvolvido para atender pequenos e médios produtores rurais. O modelo combina potência, resistência e custo-benefício, com foco nas operações de preparo do solo.

Entre os destaques está a caixa de transmissão em ferro fundido, que proporciona maior durabilidade ao conjunto, além do sistema de partida manual de fácil acionamento. Equipado com motor monocilíndrico a gasolina de 7 cv, o motocultivador conta com embreagem por correia e tanque de combustível com capacidade para 3,6 litros.

O BTTG 7.0 – 800 possui 24 lâminas, largura de corte de 800 mm e profundidade de trabalho de até 300 mm, permitindo maior versatilidade em diferentes tipos de cultivo. O guidão com ajuste de altura facilita a operação em diferentes condições de terreno.

O equipamento também alcança velocidade de até 13 km/h à frente e 8 km/h em marcha à ré. Pneus e enxadas rotativas com discos laterais completam o conjunto, contribuindo para maior eficiência nas operações agrícolas.

Segundo a Branco, o lançamento integra a estratégia de ampliação do portfólio da empresa e reforça a aposta em equipamentos voltados ao aumento da produtividade no campo.

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18/06/2026 0 Comentários
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manutenção do trator agrícola
Manutenção

Manutenção do trator agrícola: 10 cuidados essenciais para aumentar a vida útil do equipamento

Por Redação 17/06/2026
Escrito por Redação

manutenção do trator agrícola

A manutenção do trator agrícola é um dos fatores mais importantes para garantir produtividade, reduzir custos operacionais e prolongar a vida útil do equipamento. Em propriedades onde o trator participa de praticamente todas as etapas da produção, negligenciar revisões e inspeções pode resultar em falhas mecânicas, aumento do consumo de combustível e paradas inesperadas durante operações críticas.

De acordo com a cartilha Manutenção de Tratores Agrícolas, produzida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, a realização correta do plano de manutenção recomendado pelo fabricante contribui para manter o equipamento em perfeitas condições de trabalho, reduzindo custos e aumentando a segurança do operador.

A seguir, confira 10 cuidados essenciais para fazer a manutenção do trator agrícola da forma correta.
1. Siga rigorosamente o plano de manutenção do fabricante

O primeiro passo para uma boa manutenção do trator agrícola é respeitar os intervalos definidos pelo fabricante.

Os planos normalmente incluem inspeções diárias, semanais e revisões programadas conforme as horas trabalhadas da máquina. Trocas de óleo, filtros, verificações de sistemas hidráulicos e inspeções de componentes devem ser realizadas dentro dos períodos recomendados.

Ignorar esses prazos pode acelerar o desgaste dos componentes e aumentar o risco de quebras.

2. Monitore os níveis de óleo regularmente

O óleo é responsável pela lubrificação das peças internas do motor, reduzindo atrito e desgaste.

Além de verificar o nível regularmente, é fundamental realizar a troca dentro do período indicado no manual. A manutenção preventiva baseada na troca periódica de óleo é uma das práticas mais importantes para preservar o motor.

3. Dê atenção especial ao filtro de ar

O sistema de admissão de ar influencia diretamente o desempenho do motor.

Segundo a cartilha do SENAR, sinais como fumaça preta no escapamento, perda de potência e aumento da temperatura do motor podem indicar problemas relacionados ao filtro de ar.

A limpeza ou substituição deve seguir as recomendações do fabricante, evitando que impurezas entrem no motor e comprometam sua eficiência.

4. Verifique a qualidade do combustível e os filtros

Combustível contaminado pode provocar perda de potência, aumento do consumo e danos ao sistema de injeção.

A manutenção do sistema de alimentação inclui inspeções periódicas dos filtros, drenagem de água acumulada e atenção à qualidade do diesel utilizado.

Em caso de falhas frequentes, uma análise da qualidade do combustível pode evitar prejuízos maiores.

5. Cuide do sistema de arrefecimento

O superaquecimento é uma das principais causas de problemas graves em motores agrícolas.

Por isso, é importante verificar regularmente o nível do líquido de arrefecimento, o estado das mangueiras, da tampa do radiador e da correia do ventilador.

Também é recomendada a limpeza periódica da colmeia do radiador para evitar obstruções causadas por palha, folhas e poeira.

6. Lubrifique todos os pontos indicados

Muitos componentes do trator dependem da aplicação periódica de graxa para funcionar corretamente.

Os pontos de lubrificação devem ser identificados no manual do operador e engraxados conforme a periodicidade recomendada. O excesso de graxa também deve ser evitado para não causar contaminações e danos aos retentores.

Uma lubrificação adequada reduz desgastes prematuros e aumenta a vida útil dos componentes móveis.

7. Inspecione pneus e sistema de transmissão

Pneus em condições inadequadas comprometem tração, estabilidade e eficiência operacional.

Além da pressão correta, é importante observar desgastes irregulares e possíveis danos estruturais.

Já o sistema de transmissão – composto por embreagem, câmbio, diferencial e redutores – exige inspeções periódicas, pois é responsável por transmitir toda a potência gerada pelo motor.

8. Faça verificações no sistema elétrico

Falhas elétricas podem impedir o funcionamento do trator ou comprometer sistemas eletrônicos embarcados.

A manutenção inclui verificar conexões da bateria, estado dos cabos, carga elétrica, luzes de sinalização e indicadores do painel.

Muitos problemas podem ser identificados precocemente por meio dos alertas luminosos presentes no painel da máquina.

9. Não negligencie os freios

O sistema de freios está diretamente ligado à segurança da operação.

É importante verificar regularmente o funcionamento dos pedais, o nível do fluido e possíveis desgastes dos componentes. Em modelos com sistema hidráulico, o fluido também deve ser substituído dentro do período recomendado.

Pequenos ajustes preventivos podem evitar falhas que coloquem o operador e o equipamento em risco.

10. Invista em manutenção preditiva

Cada vez mais presente na agricultura, a manutenção preditiva representa uma evolução da manutenção preventiva tradicional.

Segundo o Sistema FAEP/SENAR-PR, esse modelo utiliza sensores, softwares, coleta de dados e histórico de falhas para prever o estado dos componentes antes que ocorram quebras.

Na prática, isso permite identificar desgastes antecipadamente, programar intervenções no momento correto e aumentar a vida útil do trator agrícola.

Com a expansão da telemetria e da agricultura digital, a manutenção preditiva tende a se tornar uma ferramenta cada vez mais importante para reduzir custos e evitar paradas inesperadas durante a safra.

Manutenção do trator agrícola é investimento, não custo

Realizar a manutenção do trator agrícola de forma correta é uma estratégia que impacta diretamente a rentabilidade da propriedade. Além de evitar gastos elevados com reparos emergenciais, os cuidados preventivos e preditivos contribuem para aumentar a disponibilidade da máquina, reduzir o consumo de combustível e prolongar sua vida útil.

Conhecer os sistemas do trator e seguir um plano de manutenção adequado é fundamental para manter o equipamento em perfeitas condições de operação e garantir maior segurança e eficiência no campo.

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17/06/2026 0 Comentários
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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024
Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve recuar 4,6% este ano

Por Redação 17/06/2026
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve recuar 4,6% este ano

O Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária tem potencial para atingir R$ 1,419 trilhão em 2026, recuo de 4,6%, projeta a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O VBP da agricultura deve chegar a R$ 908,875 bilhões – 64% do total e queda de 5,9% -, e o da pecuária deve atingir R$ 510,227 bilhões – 36% do total e decréscimo de 2,2%.

No conjunto das principais culturas agrícolas, o faturamento bruto da soja deve alcançar R$ 338,505 bilhões [-0,9%], o do milho R$ 162,213 bilhões [-6%], café R$ 109,595 bilhões [-7,9%], cana-de-açúcar R$ 110,764 bilhões [-8,6%], laranja R$ 15,667 bilhões [-38%], algodão R$ 33,185 bilhões [-10,2%], arroz R$ 15,084 bilhões [-30%] e feijão 13,721 bilhões [+12,6%].

Fonte: Datagro

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17/06/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Biodigestor transforma resíduos da agricultura familiar em gás de cozinha

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação

Biodigestor transforma resíduos da agricultura familiar em gás de cozinha

Uma tecnologia desenvolvida a partir de cooperação entre Brasil e Alemanha pode transformar o dia a dia de pequenos produtores rurais por todo o País. O novo biodigestor EkoBioGás transforma dejetos da produção agropecuária, como esterco animal e restos de plantas, em gás de cozinha e biofertilizante para uso na lavoura. O equipamento foi concebido a partir de tecnologia alemã adaptada às condições brasileiras, com foco em baixo custo, simplicidade operacional e fácil manutenção. O projeto teve o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Especialistas discutiram os resultados e os caminhos para ampliar a adoção da tecnologia em uma reunião na sexta-feira (12). Estavam reunidos representantes das instituições parceiras do projeto, do MCTI e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), Sônia da Costa, classificou a tecnologia como inovadora, além de demonstrar os esforços do Governo do Brasil em torno da descentralização de investimentos e tecnologias no País.

“Eu entendo que essa iniciativa reúne todos os elementos de uma tecnologia social: é de fácil apropriação e demonstra que uma empresa do Nordeste pode liderar soluções inovadoras com potencial de impacto para a agricultura familiar”, avaliou. O equipamento passou por testes, foi validado cientificamente e já está sendo utilizado em cidades nordestinas. “Isso nos dá segurança para pensar em sua ampliação e adoção em maior escala”, completou.

Durante a reunião na sede do MCTI, o representante da In Plantar Meio Ambiente & Engenharia Ltda, Josenberg Rocha Junior, confirmou que o equipamento já passou pelas etapas de validação técnica e que pode ser utilizado especialmente em territórios em que a agricultura familiar tem disponibilidade de resíduos orgânicos para abastecimento dos sistemas. A empresa colaborou com o desenvolvimento do produto.

Segundo ele, a tecnologia reúne condições para ser aplicada em maior escala. “É um projeto social porque ele está ali ajudando pessoas da agricultura familiar a não precisar mais comprar gás, não precisar mais queimar lenha.”

O biodigestor também gera um biofertilizante líquido que pode ser utilizado na produção agrícola. A solução reduz a dependência de insumos externos e contribui para diminuir os custos das famílias rurais. A expectativa é que a tecnologia seja incorporada a programas de assistência técnica, de crédito rural e de desenvolvimento produtivo para pequenos agricultores.

Energia limpa

A iniciativa também dialoga diretamente com a agenda de transição energética e descarbonização da economia. O biogás é produzido a partir da captura do metano liberado pela decomposição de resíduos orgânicos. Em vez de ser emitido para a atmosfera, o gás é aproveitado como fonte de energia renovável. Entre os benefícios do sistema estão a redução das emissões de metano, a diminuição da queima de lenha e a substituição do gás de cozinha convencional.

Para os participantes da reunião, o diferencial do projeto está na combinação entre inovação tecnológica e impacto social. A tecnologia desenvolvida é uma ferramenta capaz de melhorar a qualidade de vida das famílias rurais ao oferecer uma fonte local de energia e um insumo agrícola produzido na própria propriedade. Os especialistas falaram sobre oportunidades para geração de renda adicional a partir do uso do gás e do aproveitamento do biofertilizante nas atividades produtivas.

Globalização do acesso

O novo biodigestor tem potencial de replicação da solução em diferentes regiões do País e do mundo. O equipamento já desperta interesse fora do Brasil e integra uma rede de cooperação internacional para o desenvolvimento de soluções sustentáveis de aproveitamento energético de resíduos orgânicos.

Os participantes defenderam a construção de estratégias conjuntas entre instituições de ciência e tecnologia, órgãos de assistência técnica, instituições financeiras e parceiros do setor produtivo para estruturar projetos-piloto e ampliar a adoção da tecnologia. Entre as possibilidades discutidas estão a utilização de linhas de crédito da agricultura familiar, ações de capacitação e a criação de redes locais de manutenção e acompanhamento técnico.

O Consul Honorário da Alemanha no Rio Grande do Norte, Alex Geppert, destacou que o produto já está sendo usado em outros países e está transformando a realidade da população que passou a usar o EkoBioGás. “Agricultores de países da África, por exemplo, aprenderam a fazer a manutenção e instalação. Também temos interessados em outros lugares, como a Colômbia. Ou seja, o produto é uma colaboração do Brasil com a Alemanha, mas tem um impacto global”, explica.

A expectativa é que a iniciativa se torne um exemplo de como a cooperação internacional, aliada ao conhecimento científico nacional, pode gerar soluções acessíveis para desafios relacionados à segurança energética, à sustentabilidade ambiental e ao desenvolvimento rural. Ao transformar resíduos em energia limpa e fertilizantes naturais, o biodigestor reúne elementos estratégicos para a agricultura de baixo carbono, a economia circular e a transição energética no campo.

“A ideia é que os créditos de carbono gerados pelo projeto contribuam para custear o acompanhamento e a manutenção dos equipamentos, garantindo que a tecnologia permaneça acessível para os agricultores”, afirmou o representante da In Plantar, Josenberg Rocha Junior.

Segundo representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o próximo passo é estruturar mecanismos que permitam ampliar o alcance da tecnologia. Durante a reunião, o coordenador-geral de Pesquisa, Inovação e Patrimônio Genético do MDA, Zaré Augusto Brum Soares, destacou a necessidade de integrar o biodigestor às políticas públicas já existentes de crédito, assistência técnica e desenvolvimento produtivo. “Acho que a gente tem que pensar numa estratégia para utilizar as políticas públicas e pensar em escala. É uma tecnologia que já está neste ponto”, afirmou.

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16/06/2026 0 Comentários
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Mercado

Seca reforça importância da prevenção aos incêndios no campo

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação

Seca reforça importância da prevenção aos incêndios no campo

Com a proximidade do inverno, o risco de incêndio em áreas rurais aumenta, colocando agricultores e pecuaristas em alerta. A tendência é que a estação seja de temperaturas acima da média no Paraná, principalmente pela influência do El Niño, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Além de danificar lavouras e florestas e gerar prejuízos econômicos, os incêndios colocam em risco a segurança e a saúde dos produtores rurais e famílias.

“Por isso a importância de estar preparado não apenas para prevenir, mas também para combater o fogo. O perigo maior vai até outubro. É preciso que todos estejam em alerta. Não dá para relaxar”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

O monitoramento das queimadas revela que, mesmo antes da chegada do inverno, a situação de incêndios em 2026 está crítica. Segundo dados da rede colaborativa MapBiomas, entre janeiro e março deste ano, a área queimada no Estado atingiu 9.025 hectares, espaço quase 8,5 vezes maior que a área no mesmo período de 2025 (1.073 hectares).

Como explica o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, climatologicamente o inverno é o período mais seco, em todo o Paraná. Esse cenário de seca, somado à baixa umidade do ar e às geadas que comumente castigam a vegetação no período, faz crescer a chance de fogo no meio rural.

“Os valores médios são mais baixos, chove entre 100 e 200 milímetros. Períodos secos são muito comuns, com vários dias consecutivos sem chuvas. A faixa norte tem registros com mês inteiro sem chuvas”, afirma o meteorologista.

Capacitação e prevenção

Muitas podem ser as causas que dão início aos incêndios no campo, sendo o “fator humano” a principal. Isso reforça a importância de atitudes como manter em dia a manutenção dos equipamentos; limpar e remover materiais secos que acabam entulhados nas propriedades; não usar a queimada na produção (prática já proibida); ter cuidado e atenção nas festividades juninas que se aproximam; e, sempre que necessário, buscar capacitação.

“O incêndio acontece onde a prevenção falha”, pontua Neder Maciel Corso, técnico do Sistema FAEP.

Desde 2010, quando foram criados os treinamentos para brigadistas florestais, o Sistema FAEP já capacitou mais de 10 mil pessoas para atuar na prevenção e no combate aos incêndios no campo. Somente neste ano, de janeiro a maio, foram realizados 65 cursos. Desses, 40 foram específicos para brigadistas florestais de usinas do setor sucroenergético, outros 16 atenderam produtores rurais de setores diversos, e nove foram destinados a empresas de base florestal.

Atualmente, o Sistema FAEP oferece quatro diferentes treinamentos com foco em incêndios florestais, todos práticos. “Nossa orientação é que os produtores passem pelo treinamento para entender os conceitos básicos sobre incêndios florestais e saber como prevenir e agir. Quanto mais preparados estiverem, mais rápidas serão a detecção e a mobilização para minimizar os prejuízos”, reforça Corso.

Combate ao fogo

Algumas práticas e estruturas são fundamentais para controle em caso de incêndio, como a aquisição de ferramentas manuais (como enxadas e rastelos), abafadores, bombas costais, caminhões-pipa (no caso de usinas e indústria florestais) e a construção de aceiros nas áreas, que funcionam como uma barreira contra o avanço do fogo.

“Os aceiros são faixas limpas, livres de vegetação, construídas em volta das áreas de lavoura e florestas, que facilitam o acesso de equipamentos para conter o incêndio. Além disso, também é fundamental que os produtores tenham mapeado as áreas de onde podem fazer a captação de água para esse controle”, afirma Corso.

Outro fator que faz com que esse preparo mínimo seja imprescindível para os produtores é a indisponibilidade de unidades do Corpo de Bombeiros em muitos munícipios do Estado. “Isso pode retardar as ações de combate, quando o incêndio ainda não atingiu grandes proporções”, aponta o técnico do Sistema FAEP.

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