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Tecnologia

Geo Agri lança pulverizadores autônomos para culturas perenes

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação

Geo Agri lança pulverizadores autônomos para culturas perenes

A Geo Agri lançou no mercado brasileiro os pulverizadores autônomos S1000 e S500 Pro, desenvolvidos pela LJ Tech. Apresentados durante a Agrishow, os equipamentos foram projetados para aplicações em culturas perenes e integram tecnologias de navegação autônoma e inteligência artificial.

Os modelos utilizam um sistema que combina GNSS, RTK e IMU, além de radar milimétrico, LiDAR e visão computacional. Segundo a empresa, a tecnologia garante precisão de posicionamento de até cinco centímetros, mesmo em ambientes com restrição parcial de sinal, como pomares.

Na pulverização, os equipamentos realizam controle dinâmico de dosagem e calibração automática em tempo real. De acordo com a Geo Agri, a tecnologia pode reduzir em até 40% o uso de defensivos agrícolas ao minimizar sobreposições e desperdícios durante a aplicação.

Os pulverizadores também contam com integração ao aplicativo Orchard Mate, que permite monitoramento remoto, rastreamento de rotas e geração automática de relatórios operacionais. A plataforma possibilita que um único operador acompanhe simultaneamente mais de uma máquina.

Outro destaque é a autonomia de até seis horas de trabalho contínuo. Equipados com motorização híbrida e chassi de esteiras, os modelos podem operar em terrenos com inclinação de até 15%, oferecendo maior estabilidade e tração em diferentes condições de campo.

Os equipamentos ainda possuem sensores inteligentes, radar e sistemas automáticos de parada para situações como perda de sinal, desvios de rota ou baixo nível de produto no tanque.

 

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Empresas

Engenharia feminina transforma indústria de máquinas e inspira novas gerações

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação
 Engenharia feminina transforma indústria de máquinas e inspira novas gerações

Marina Maletzke é engenheira e atua em área estratégica da manufatura na fábrica da AGCO, em Ibirubá (RS)

Celebrado em 23 de junho, o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia reforça a importância da presença feminina em áreas técnicas e estratégicas da indústria. Em um ambiente historicamente masculino, mulheres vêm conquistando espaço, liderando equipes, coordenando projetos estratégicos e contribuindo diretamente para a evolução dos processos industriais.

Na AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão, essa transformação pode ser vista nas trajetórias de Marina Maletzke e Mariana Peteffi, engenheiras que atuam em fábricas da companhia no Rio Grande do Sul e ajudam a impulsionar inovação, eficiência e desenvolvimento na indústria.

Na unidade de Ibirubá (RS), Marina Maletzke integra a área de engenharia de manufatura e participa de iniciativas ligadas à automação e modernização industrial. Ao longo da carreira, assumiu responsabilidades estratégicas dentro da operação e teve atuação importante em projetos de ampliação da capacidade produtiva da fábrica.

Entre os destaques da sua trajetória está a participação na produção da plantadeira Momentum, um dos projetos mais complexos da unidade. “Mais de 60% dos conjuntos soldados foram feitos de forma robotizada para garantir qualidade e desempenho. Foi um processo desafiador, porque estávamos expandindo a fábrica ao mesmo tempo”, relembra.

Para Marina, a presença feminina na engenharia contribui para ambientes mais colaborativos, inovadores e diversos. “Em vários momentos fui a única mulher do time. Hoje, procuro usar essas experiências para incentivar mudanças e abrir espaço para que mais mulheres se sintam pertencentes a essas áreas”, afirma.

á em Canoas (RS), Mariana Peteffi atua na liderança da área responsável pela eficiência e qualidade do processo de exportação de tratores. Aos 27 anos, coordena uma equipe de cerca de 25 colaboradores e destaca que sua trajetória foi construída com aprendizado contínuo e superação de desafios.

Após iniciar sua carreira na AGCO como estagiária na área de melhoria contínua, Mariana passou por diferentes setores da companhia até assumir a liderança industrial. “No começo, precisei lidar com questionamentos relacionados à idade e ao fato de ser mulher em uma posição de liderança. Com o tempo, transformei isso em motivação para entregar resultados e fortalecer minha confiança profissional”, conta.

Segundo Mariana, ocupar posições técnicas e de liderança também significa abrir caminhos para outras mulheres. “Percebi que meu papel podia ir além da liderança, mas também ser uma referência para que a presença feminina na manufatura se torne cada vez mais natural, mostrando que todos somos capazes, independentemente de gênero, raça ou orientação sexual”.

As trajetórias das engenheiras refletem um movimento mais amplo da AGCO voltado ao fortalecimento da diversidade e inclusão em áreas industriais e estratégicas. Atualmente, mulheres representam 44% dos colaboradores com até um ano de empresa na AGCO América do Sul, resultado de iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional, formação de lideranças e ampliação da representatividade nos times.

“A diversidade traz diferentes perspectivas para os desafios da indústria e contribui diretamente para a inovação. Buscamos construir um ambiente em que cada profissional tenha espaço para crescer, desenvolver seu potencial e contribuir para o futuro da indústria”, afirma Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO para a América do Sul e Business Partner Global para a Massey Ferguson.

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Mercado

El Niño eleva preocupação com impactos na pecuária brasileira

Por Redação 15/06/2026
Escrito por Redação


El Niño eleva preocupação com impactos na pecuária brasileira

Clarisse Sousa – A confirmação da atuação do El Niño em 2026 acende um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o fenômeno deve aumentar a volatilidade climática no país, com risco de seca em parte das regiões Norte e Nordeste, excesso de chuvas no Sul e maior irregularidade climática em áreas do Centro-Oeste e Sudeste.

Para a pecuária, os efeitos podem se refletir na disponibilidade de pastagens e água, na produção de forragens, no conforto térmico dos animais e nos custos de alimentação. Temperaturas acima da média e períodos prolongados de estiagem tendem a reduzir o crescimento das pastagens, enquanto chuvas excessivas podem provocar problemas sanitários, dificuldades de manejo e impactos logísticos.

De acordo com os pesquisadores, a alimentação animal deve ser um dos principais pontos de atenção. Alterações na produção e nos preços de milho, soja, silagem, sorgo e outros insumos podem pressionar os custos em diferentes cadeias pecuárias.

Na bovinocultura de corte, os riscos estão relacionados à qualidade das pastagens, disponibilidade de água, estresse térmico e aumento dos custos de suplementação. Na produção leiteira, o fenômeno pode afetar a produção de volumosos, elevar os custos de concentrados e comprometer o conforto dos animais.

Já para aves e suínos, o principal impacto tende a ocorrer por meio do aumento dos custos da ração e do estresse térmico, fatores que podem reduzir o desempenho produtivo e pressionar as margens dos produtores. No caso de ovinos e caprinos, os efeitos variam conforme a região: no Nordeste, a preocupação é com a escassez de água e forragem; no Sul, o excesso de chuvas pode aumentar problemas sanitários e comprometer a qualidade das pastagens.

Segundo o Cepea, o El Niño deve ser tratado como um fator de aumento da incerteza produtiva, exigindo atenção redobrada dos pecuaristas ao planejamento alimentar, manejo e gestão de riscos climáticos.

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Artigo TécnicoTecnologia

Da enxada ao drone: por que o Brasil lidera a nova era da sustentabilidade global

Por Redação 15/06/2026
Escrito por Redação

Da enxada ao drone: por que o Brasil lidera a nova era da sustentabilidade global

Gustavo Spadotti* – O mundo mudou. E talvez a maior evidência disso seja o fato de que a sustentabilidade, como conhecíamos, já não explica mais sozinha as prioridades globais.

Durante décadas, o debate esteve sustentado no famoso “tripé”, focado no equilíbrio entre economia, meio ambiente e responsabilidade social. Depois, esse conceito evoluiu (na visão de alguns) ou regrediu (na visão de outros) para o ESG, que passou a dominar o discurso corporativo e político internacional. Mas acontecimentos recentes parecem ter inaugurado uma nova etapa.

O economista Marcos Troyjo chamou esse novo momento de “ESG 2.0”. E a definição faz sentido quando observamos o mundo atual: guerras, disputas comerciais, fragmentação das cadeias produtivas, inflação global, insegurança energética e uma crescente reorganização geopolítica.

O “E”, que antes simbolizava principalmente o ambiental, agora incorpora fortemente Economia e Energia. O meio ambiente continua relevante, mas divide espaço com outra preocupação imediata: garantir energia barata, estável e suficiente para sustentar crescimento econômico e competitividade industrial. Não por acaso, muitos países desenvolvidos voltaram a ampliar o uso de combustíveis fósseis para proteger suas economias. Não é o caso do Brasil, que segue produzindo etanol, biodiesel, biometano e apostando no SAF (Combustível Sustentável de Aviação).

O “S” passa a significar Segurança, seja alimentar, energética, física e estratégica. No agro, o mundo percebeu que não existe estabilidade social sem produção de alimentos, sem cadeias produtivas resilientes e sem capacidade de defesa fitossanitária e abastecimento em momentos de crise.

Já o “G” deixa de ser apenas governança corporativa tradicional para se tornar Geopolítica. Empresas e países agora precisam operar em um ambiente marcado por tensões comerciais, disputas tecnológicas, regionalização industrial, fim do multilateralismo comercial e rearranjos globais de poder.

E é justamente nesse novo cenário que o Brasil emerge como uma das nações mais estratégicas do século XXI. Poucos países possuem, ao mesmo tempo, capacidade de produção de alimentos, disponibilidade hídrica, matriz energética renovável, biodiversidade, terras competitivas, mão de obra e ciência tropical avançada. Menos ainda conseguem reunir tudo isso com possibilidade real de expansão sustentável da produção.

Novas lentes sobre o agro

Talvez o maior erro cometido por muitos analistas internacionais seja olhar para o agro brasileiro com lentes antigas.

O Brasil construiu, nas últimas décadas, uma das agriculturas tropicais mais sofisticadas do planeta. E isso não aconteceu por acaso. Foi resultado direto de ciência, tecnologia, empreendedorismo rural e investimento contínuo em inovação tropical.

Quando observamos algumas das principais tecnologias agropecuárias sustentáveis do mundo, muitas delas nasceram ou ganharam escala aqui. O Sistema Plantio Direto revolucionou a conservação do solo e da água, permitindo maior estabilidade produtiva e redução de erosão em larga escala. A Fixação Biológica de Nitrogênio transformou o Brasil em referência mundial ao reduzir fortemente a dependência de fertilizantes nitrogenados importados.

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta mostrou que é possível recuperar áreas degradadas, aumentar produtividade e capturar carbono combinando diferentes sistemas produtivos na mesma área. Os bioinsumos abriram uma nova fronteira tecnológica, aproximando produtividade e sustentabilidade por meio de soluções biológicas adaptadas às condições tropicais, seja no combate a pragas, seja no fornecimento de nutrientes.

Espaço para crescer

Enquanto muitos países praticamente esgotaram suas possibilidades de expansão produtiva, o Brasil ainda possui enorme potencial de crescimento apoiado em ciência e planejamento territorial.

E talvez aí esteja um dos pontos centrais do futuro da agricultura: inteligência territorial estratégica, conceito consolidado ao longo dos 37 anos de existência da Embrapa Territorial, celebrados neste mês de maio.
A agricultura moderna deixou de ser apenas operacional. Ela passou a ser orientada por dados, conectividade e análise espacial. Satélites, sensoriamento remoto, inteligência artificial, geoprocessamento e modelagem territorial passaram a integrar o cotidiano da tomada de decisão no campo.

Na Embrapa Territorial, trabalhamos exatamente nessa fronteira entre território, ciência e estratégia. O objetivo é reduzir subjetividades e aumentar a assertividade. Em outras palavras, gerar informações capazes de apoiar decisões mais inteligentes, seguras e sustentáveis.

O Brasil pode ampliar sua produção basicamente por três caminhos. O primeiro é a expansão sustentável de áreas aptas, sempre baseada em zoneamento, aptidão agrícola e inteligência territorial. Ferramentas como ZARC e ZEE ajudam a orientar esse crescimento de forma técnica e racional. Mas a plena sustentabilidade exige esforços nos dois caminhos subsequentes.

O segundo é aumentar produtividade reduzindo os chamados “yield gaps” ou folgas de produtividade. Em muitas regiões do país ainda existe enorme espaço para produzir mais na mesma área, utilizando melhor manejo, genética, tecnologia e eficiência operacional, reduzindo a diferença de produtividade entre os mais produtivos e a média local.

O terceiro é a intensificação sustentável, especialmente por meio da recuperação de pastagens degradadas, integração de sistemas produtivos (com safrinha, adubo verde e ILPF), irrigação e novas estratégias agronômicas que aumentem eficiência sem necessidade de abertura de novas áreas.

Mais do que simplesmente produzir mais, o desafio agora é produzir melhor. Não é quantidade, mas competividade. E isso significa rastreabilidade, previsibilidade, eficiência, transparência e viabilidade econômica.

Reconhecimento necessário

Sustentabilidade deixou de ser diferencial. Em muitos mercados, passou a ser obrigação mínima de acesso.

Ao mesmo tempo, tudo aquilo que vai além da legislação precisa ser reconhecido e remunerado. O produtor rural brasileiro não pode ser tratado apenas como fornecedor de commodities. Ele também presta serviços ambientais relevantes para o planeta. Sustentabilidade que não gera renda, competitividade e segurança econômica dificilmente se sustenta no longo prazo.

Claro que ainda temos desafios importantes. Infraestrutura e logística continuam reduzindo a competitividade em várias regiões do País. Segurança jurídica e regularização fundiária seguem fundamentais para ampliar investimentos e previsibilidade. A conectividade no campo ainda precisa avançar muito para que a agricultura digital alcance todo seu potencial.

Mas talvez exista um desafio ainda mais estratégico na comunicação. O Brasil comunica mal suas virtudes. Somos alvos de ataques, muitas vezes sem motivos, de ONGs e entes altamente financiados que usam seu bom-mocismo ambiental como barreiras comerciais. Muitas vezes permitimos que narrativas simplificadas ocupem o espaço dos dados científicos. E talvez uma das grandes missões da ciência brasileira seja justamente transformar informação técnica em confiança global.

Poucas nações conseguiram transformar uma agricultura tropical de baixa produtividade em uma potência agroambiental altamente tecnológica e em larga escala em tão pouco tempo. Isso revela algo fantástico sobre os produtores rurais, e porque não a população geral do Brasil. Nossa capacidade de adaptação, inovação e resiliência.

Se conseguirmos remover gargalos históricos e avançar em infraestrutura, logística, conectividade e segurança jurídica, o agro brasileiro poderá atingir um novo patamar de competitividade global. O futuro da agricultura será digital, automatizado, rastreável, conectado, descarbonizado e baseado em bioeconomia.

Apesar disso, eu sou profundamente otimista. O Brasil é o único país do mundo que saiu da enxada para o drone em apenas uma geração e liderou essa transformação. Não apenas como potência agrícola. Mas como potência ambiental, alimentar, energética, tecnológica e estratégica do século XXI.

*Gustavo Spadotti é chefe-geral da Embrapa Territorial

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Mercado

Agro paulista amplia exportações em 5%, mesmo diante dos desafios globais

Por Redação 15/06/2026
Escrito por Redação

Agro paulista amplia exportações em 5%, mesmo diante dos desafios globais

Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 8,37 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 10,85 bilhões, frente a importações de US$ 2,48 bilhões. No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações do Estado de São Paulo, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a capacidade do setor de manter e ampliar sua participação nos mercados internacionais mesmo em um ambiente menos favorável para os preços agrícolas.

“Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado, que de fato não está acontecendo praticamente para nenhuma cadeia. Esse é um diferencial do agro paulista. Mesmo diante da redução das cotações internacionais de importantes commodities, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões. É um resultado que reflete produtividade, tecnologia e a capacidade dos produtores paulistas de seguir atendendo mercados cada vez mais exigentes.”

Apesar da redução de 3,2% no valor exportado, em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado cresceu 5,2%, aponta o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. “Isso mostra que o agronegócio paulista continua vendendo mais produtos ao exterior. O principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como açúcar e suco de laranja”, afirma.

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$2,3 bilhões. Deste total, o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico, etanol, 4,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,0% das vendas externas do setor, totalizando US$1,8 bilhão, com a carne bovina respondendo por 83,5%.

O complexo soja teve participação de 14,3% do total exportado, registrando US$1,05 bilhão, 84,3% referentes à soja em grão e 10,7% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 13,0% do valor exportado, com US$1,4 bilhão, com 65,1% de celulose e 28,8% de papel.

Os sucos responderam por 7,5% de participação, somando US$813,2 milhões, dos quais 96,3% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,1% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 6,4% de participação na pauta de exportações, somando US$689,2 milhões, 67,9% referentes ao café verde e 27,4% de café solúvel.

As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%), além de quedas nos grupos de sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%).

Para José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, impulsionados por uma demanda internacional aquecida por celulose.

Principais destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,8% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece em seguida, com 14,7% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,2%.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,4% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

O diretor da entidade acredita que o comércio exterior segue cercado de incertezas, influenciado por fatores como preços internacionais, custos logísticos e cenário geopolítico, mas que ainda assim, há expectativa de fortalecimento das exportações de açúcar ao longo do segundo semestre: “A restrição das exportações indianas pode abrir oportunidades adicionais para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia”, completa.

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Contratações de crédito rural somam R$ 433 bilhões até maio
Mercado

Contratações de crédito rural somam R$ 433 bilhões até maio

Por Redação 12/06/2026
Escrito por Redação

Contratações de crédito rural somam R$ 433 bilhões até maio

O crédito rural destinado à agricultura empresarial (excluído o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf) somou R$ 433 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, no âmbito do Plano Safra 2025/2026. O montante é 5% inferior aos R$ 458,1 bilhões contratados no mesmo período da safra anterior.

Os dados, ainda provisórios, constam do Boletim de Desempenho do Crédito Rural elaborado pelo Departamento de Financiamento (Defin), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

O principal destaque do período foi o crescimento dos financiamentos destinados à industrialização, que passaram de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões, alta de 59,5%. O resultado reflete a ampliação do processamento e da agregação de valor aos produtos agropecuários, com participação relevante das cooperativas. A industrialização também foi a única finalidade a registrar aumento no número de contratos, com avanço de 17,7%.

CPR

As Cédulas de Produto Rural (CPR) mantiveram trajetória de crescimento e alcançaram R$ 185,2 bilhões em contratações, aumento de 8% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Com esse desempenho, a CPR passou a representar 42,8% do volume total concedido na safra 2025/2026, ante 37,4% no ciclo anterior, consolidando-se como o principal instrumento de financiamento do custeio agrícola.

Considerando conjuntamente as operações de custeio e as CPRs, o volume destinado ao financiamento da produção atingiu R$ 322,7 bilhões, recuo de apenas 2,1% em comparação com a safra passada.

Outro segmento em expansão foi o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que registrou R$ 56,4 bilhões em concessões, crescimento de 4,3%. O desempenho do custeio para os médios produtores superou o da safra passada e reflete as medidas adotadas no Plano Safra para ampliar a oferta de recursos destinados a esse público, incluindo o aumento das subexigibilidades dos depósitos à vista.

Taxas de juros

Os programas de investimento registraram retração de 28,1% no conjunto das operações, movimento que ainda reflete a cautela dos produtores diante das taxas de juros elevadas.

Os maiores recuos ocorreram no Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga), com queda de 56%; no Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), com redução de 54%; e no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), também com retração de 54%.

Segundo o boletim, a execução abaixo da programação em todos os programas de investimento indica que a principal restrição está na demanda por crédito, influenciada pelo custo financeiro das operações, e não na oferta de recursos, embora as instituições financeiras tenham adotado critérios mais seletivos na concessão.

O cenário também é impactado pela instabilidade econômica internacional, pelo aumento da inadimplência, pela elevação dos custos de produção e pelos riscos climáticos enfrentados pelo setor nos últimos anos.

Fontes de recursos

Entre as fontes de financiamento, destacou-se o crescimento da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) Controlada, que passou de R$ 927 milhões para R$ 28,8 bilhões, tornando-se a segunda principal fonte de recursos controlados do crédito rural.

A LCA Livre registrou retração de 38%. Parte dessa redução foi compensada pela expansão da Poupança Rural Livre, que cresceu 49,5%, equivalente a R$ 19,1 bilhões, alcançando R$ 57,6 bilhões em contratações.

Já os recursos equalizáveis, aqueles com taxas de juros subvencionadas pelo Tesouro Nacional, totalizaram R$ 48,9 bilhões na safra 2025/2026, com saldo remanescente de 47%.

De acordo com o boletim, a redução observada nessa fonte está associada ao aumento das taxas de juros, à maior seletividade das instituições financeiras e ao início da obrigatoriedade de cumprimento das exigibilidades dos depósitos à vista por cooperativas de crédito e bancos cooperativos, que migraram suas contratações para essa fonte.

Na distribuição regional das concessões de crédito rural, excluídas as CPRs, a Região Sul liderou tanto em volume financeiro, com R$ 74,2 bilhões, quanto em número de contratos com 131.109 operações realizadas. O Nordeste registrou a maior retração em valor entre as regiões, com redução de 26% em relação ao mesmo período da safra anterior.

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Mercado

Exportações do agro atingem US$ 16 bilhões em maio e lideram comércio exterior do país

Por Redação 12/06/2026
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Exportações do agro atingem US$ 16 bilhões em maio e lideram comércio exterior do país

As exportações do agro somaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho garantiu ao setor participação de 50,2% nas exportações totais do Brasil no período.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas do agronegócio alcançaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6%, também recorde para os cinco primeiros meses do ano.

Em relação a maio do ano passado, o volume exportado pelo setor cresceu 3,6%, enquanto o preço médio dos produtos vendidos ao exterior registrou alta de 4,4%. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, recuo de 3,6% na mesma comparação, resultando em um superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.

China lidera compras do agro brasileiro

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agronegócio brasileiro, com aquisições de US$ 6,3 bilhões em maio e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. O valor representa crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025.

A União Europeia ocupou a segunda posição, com importações de US$ 2,4 bilhões, equivalentes a 15% das exportações do agro brasileiro no mês, e alta de 5,4% na comparação anual. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com US$ 837 milhões exportados e participação de 5,2%, apesar da retração de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

Também se destacaram mercados como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia, que ampliaram significativamente suas compras de produtos agropecuários brasileiros no mês.

Soja e proteínas animais impulsionam resultado

A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas alcançaram US$ 6,3 bilhões, aumento de 14,6% em relação a maio de 2025. O volume exportado chegou a 14,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% na comparação anual.

As três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil – bovina, de frango e suína – registraram recordes de valor e volume para o mês de maio.

As exportações de carne bovina in natura somaram US$ 1,7 bilhão, avanço de 50,2%, e embarques de 262 mil toneladas, com crescimento de 20,2% na comparação anual. A China permaneceu como principal destino do produto, com compras de US$ 1 bilhão, equivalentes a 61,4% das exportações brasileiras da proteína no período.

A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões em exportações, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado atingiu 442 mil toneladas, aumento de 32,3%. O resultado, com embarques para mais de 135 destinos em maio, reflete a manutenção da confiança internacional na proteína brasileira.

Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo recorde para o período.

Segmentos entre os destaques

Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio em maio, o complexo soja somou US$ 7,5 bilhões, crescimento de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As proteínas animais alcançaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto fibras e produtos têxteis totalizaram US$ 483 milhões, alta de 39,6%.

Também registraram desempenho recorde para o mês o óleo de milho, com US$ 28,5 milhões exportados e crescimento de 798%; o algodão, com US$ 450 milhões e alta de 45,3%; e as miudezas de frango, que alcançaram US$ 62,5 milhões, aumento de 20,5%.

Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação na pauta exportadora brasileira. Entre os destaques estão sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, óleo de milho, arroz, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

DDG amplia presença internacional

Entre os produtos com maior potencial de expansão no mercado internacional está o DDG (Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria), subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho utilizado principalmente na alimentação animal.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras do produto somaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%, enquanto o volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, alta de 30,5%. Os números representam recordes históricos para o período.

O desempenho acompanha a estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, foram abertos 21 novos mercados para o DDG brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, os principais destinos do produto foram China (US$ 63,2 milhões), Turquia (US$ 31 milhões), Vietnã (US$ 11,5 milhões) e Nova Zelândia (US$ 7,5 milhões).

Confiança internacional 

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o desempenho demonstra a relevância do setor para a economia nacional.

“Quando o agronegócio responde por metade das exportações brasileiras em um mês, estamos falando de renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo. Esse resultado nasce do trabalho dos produtores, da agroindústria, dos exportadores e de uma atuação permanente do governo para abrir caminhos e ampliar mercados”, destacou.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o resultado reflete a capacidade do Brasil de atender à crescente demanda global por fornecedores confiáveis e competitivos.

“Em um contexto global marcado por incertezas geopolíticas, reorganização de fluxos comerciais e maior exigência dos mercados consumidores, o Brasil tem conseguido se posicionar como um fornecedor previsível, competitivo e capaz de atender diferentes demandas. O resultado de maio mostra não apenas a força de grandes complexos, como soja e proteínas animais, mas também o avanço de produtos que vêm ganhando espaço na pauta exportadora. Desde 2023, já foram registradas 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações, resultado de uma agenda estratégica que amplia destinos, reduz dependências, fortalece cadeias produtivas e transforma a capacidade do agro brasileiro em presença concreta no comércio internacional”, afirmou.

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Cooxupé realiza 11ª Feira do Cerrado em Minas Gerais
Mercado

Colheita de café chega a 12% na área de atuação na Cooxupé

Por Redação 12/06/2026
Escrito por Redação

Colheita de café chega a 12% na área de atuação na Cooxupé

A colheita da safra 2026/27 de café alcançou uma média de 12% na área de atuação da Cooxupé, mostra levantamento realizado pela cooperativa até o dia 5 deste mês. O ritmo dos trabalhos de campo está mais lento do que as últimas duas temporadas, que na mesma época estavam em 13,7% (2025) e 13,6% (2024).

Atualmente, a Cooxupé possui 22 mil cafeicultores cooperados e atua em 370 municípios nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e na média mogiana do estado de São Paulo. Por se tratar da maior cooperativa de café da América Latina, o ritmo de colheita semanal é um termômetro para os agentes que atuam no mercado futuro da commodity.

Segundo a Cooxupé, nos últimos dias de maio, chuvas de granizo atingiram algumas áreas cafeeiras de Minas Gerais, antecipando alguns problemas climáticos deste ano e impactando os trabalhos de campo. Por isso, individualmente, a colheita se encontra mais adiantada nos cafezais paulistas, onde alcançaram 18,3%.

Nas regiões das Matas de Minas e do Sul de Minas, os trabalhos alcançaram 16% e 15%, respectivamente. Já no Cerrado Mineiro, a colheita está 5,3% concluída.

Fonte: Datagro

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CuriosidadeTecnologia

Máquinas agrícolas da Valtra entram para o universo gamer com o Farming Simulator

Por Redação 11/06/2026
Escrito por Redação

Máquinas agrícolas da Valtra entram para o universo gamer com o Farming Simulator

A Valtra anuncia uma grande novidade para os fãs do agro e do universo do Farming Simulator, série de videogames de simulação agrícola desenvolvida pela GIANTS Software. A marca passa a contar com a inserção oficial de sua linha de produtos no Farming Simulator, incluindo os tratores BM e T CVT, as plantadeiras Momentum e HiTech e o pulverizador da Série R.

A Valtra já é uma marca oficial presente no jogo e agora permite aos jogadores de todo o mundo experimentarem a tecnologia e a eficiência do maquinário brasileiro nas lavouras virtuais.

Para Claudio Esteves, diretor comercial da Valtra, a novidade aproxima a marca das novas gerações e dos entusiastas da tecnologia agrícola. “A Valtra já possui uma forte presença global no Farming Simulator, mas trazer os produtos específicos da Valtra Brasil para o jogo é um marco. Equipamentos como a Momentum e a Série T CVT são referências tecnológicas para o nosso agricultor, e agora os jogadores poderão vivenciar essa performance na prática, no ambiente virtual.”

Todo o processo de desenvolvimento e virtualização é realizado em parceria com a Connect Modding, empresa brasileira e embaixadora do Farming Simulator no país, que atua em conjunto com a Giants Software, desenvolvedora do jogo e responsável pelo ecossistema oficial global. A iniciativa garante a reprodução fiel e com o máximo nível de detalhes das máquinas reais que os produtores utilizam no campo brasileiro.

Para Luiz Eduardo, diretor executivo da Connect Modding, a presença da marca no jogo era um desejo antigo dos jogadores e agora se concretiza. “Sempre acompanhamos os pedidos do nosso público por equipamentos da Valtra Brasil e hoje vemos a importância de sermos essa ponte entre a nova geração e a marca, o que é extremamente gratificante. As máquinas reais que inspiram o jogo.”

Os jogadores terão a oportunidade de gerenciar suas fazendas virtuais utilizando a alta tecnologia do pulverizador R530, a precisão do plantio com as plantadeiras HiTech BP 905 e Momentum, além dos consagrados tratores BM 135 e T CVT. No campo, esses equipamentos se destacam por inovações e eficiência operacional que os tornam referência no agronegócio brasileiro.

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Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas
Mercado

Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas

Por Redação 11/06/2026
Escrito por Redação

Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas

A capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 233,8 milhões de toneladas no 2º semestre de 2025, 1,1% superior ao semestre anterior. O número de estabelecimentos chegou a 9.668, um crescimento de 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11). 

Neste período, apenas a Região Sul apresentou redução no número de estabelecimentos, enquanto as demais apresentaram aumento, com destaque para a Região Norte, que subiu 4,7%; seguido do Nordeste (1,9%); Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%).

Em relação aos estoques dos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, em 31/12/2025, os estoques de milho representaram o maior volume (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,3 milhões), trigo (6,0 milhões), arroz (2,9 milhões) e café (0,8 milhão). Estes produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora.

Capacidade dos silos tem alta de 1,2%

O total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento, registrado no segundo semestre de 2025, em estabelecimentos ativos na pesquisa, foi de 233,8 milhões de toneladas, 1,1% superior ao semestre anterior. Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 124,7 milhões de toneladas, o que representa 53,3% da capacidade útil total. Em relação ao semestre anterior, os silos apresentaram um acréscimo de 1,2% na capacidade.

Na Região Sul, os silos são responsáveis por 65,6% da capacidade armazenadora regional. A Região concentra 42,7% da capacidade total de silos do País.

Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam na Região Sul (34,1%), seguida pela Região Sudeste (32,2%). Essas Regiões são, respectivamente, grandes produtoras de arroz e café, produtos que são armazenados em sacarias e que utilizam este tipo de armazém. O Sul e o Sudeste, juntos, correspondem a 66,3% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.

Na distribuição dos tipos de armazenagem, por Unidade da Federação, o Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.444), seguido do Mato Grosso, com 1.799 e Paraná, com 1.372 unidades.

Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 64,2 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% são do tipo graneleiros e 37,1% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 38,9 e 35,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses Estados. A capacidade instalada está diretamente relacionada com a distribuição da produção de grãos no País.

Entre os dez municípios com maior capacidade instalada no País, sete se encontram no Mato Grosso, sendo Sorriso o que possui maior capacidade do País com 5,9 milhões de toneladas . Os armazéns graneleiros são responsáveis por 76,4% da capacidade total municipal, que é o maior produtor nacional de soja e milho. Sorriso responde por 9,1% da capacidade de armazenagem do Estado e, juntamente a Nova Mutum, Primavera do Leste, Sinop, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Lucas do Rio Verde respondem por 37,8% da capacidade estadual.

Em Goiás, o destaque é a municipalidade de Rio Verde, que responde por 14,5% da capacidade de armazenagem do Estado. Ponta Grossa se destaca com a maior capacidade de armazenagem instalada do Paraná e o sétimo município do País, com 2,6 milhões de toneladas, sendo o graneleiro o principal tipo de estrutura (48,8%), seguido pelos silos, com 41,4%.

Em São Paulo, o destaque é Santos, onde se encontra o maior porto do país, que possui 15,0% da capacidade de armazenamento estadual, sendo predominantes os graneleiros com 60,5% da capacidade de armazenagem santista.

A série histórica da Pesquisa de Estoques mostra que desde 1997, a capacidade útil total instalada teve um acréscimo de 112,5%, passando de 110,0 para 233,8 milhões de toneladas.

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