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Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA
Mercado

Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA

Por Redação 08/07/2026
Escrito por Redação

Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA

Em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, disse nesta terça-feira (7) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o ministro avaliou que houve avanços em um tema considerado estratégico pelo governo.

“Nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito de cooperação integrada de combate ao crime transnacional. Há reconhecimento de que é possível avançar nesse ponto”, afirmou.

Segundo o ministro, a expectativa é realizar ainda nesta semana uma nova reunião técnica e um encontro político com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do encerramento da consulta pública que antecede a decisão sobre as tarifas.

Apesar do avanço em alguns temas, Márcio Elias Rosa reforçou que o governo pretende manter as negociações restritas à questão tarifária.

“A principal orientação do presidente é que não sairemos da mesa e também não deixaremos que outros temas sejam discutidos”, disse.

Etanol excluído

O ministro também voltou a defender que o etanol permaneça fora das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo Márcio Elias Rosa, discutir apenas a tarifa do biocombustível ignora a relação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos para a indústria nacional.

“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou.

Ele destacou ainda que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.

“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse.

Diante do prazo apertado para um entendimento, o ministro afirmou que o governo concentrará esforços nos pontos em que há possibilidade de avanço. “O prazo é curto. Temos que focar no que pode dar resultado positivo”, declarou.

Setor apoia

Durante a audiência pública promovida pelo USTR, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, da União Nacional do Etanol de Milho e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil reforçaram a posição defendida pelo governo brasileiro.

As entidades argumentaram que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional de etanol de milho, que reduziu a necessidade de compras externas.

Na avaliação do setor, Brasil e Estados Unidos, os dois maiores produtores mundiais de etanol, deveriam priorizar a expansão do mercado internacional de biocombustíveis, em vez de ampliar disputas comerciais bilaterais.

O que é a Seção 301

As negociações ocorrem paralelamente à investigação aberta pelo USTR com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O instrumento permite ao governo americano investigar práticas comerciais de outros países consideradas desleais ou prejudiciais às empresas dos EUA. Ao fim do processo, Washington pode aplicar medidas como sobretaxas sobre produtos importados ou outras restrições comerciais.

No caso brasileiro, a investigação questiona políticas relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, compras governamentais e outros temas. Antes da decisão final, o governo americano realiza uma consulta pública com empresas e entidades interessadas.

Fonte: Agência Brasil 

 

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Empresas

Fendt destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira para a aquisição de máquinas

Por Redação 08/07/2026
Escrito por Redação

Fendt destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira para a aquisição de máquinas

Em um cenário de margens apertadas e volatilidade no preço das commodities, a Fendt, fabricante alemã de máquinas e inovações agrícolas de alta tecnologia, destaca suas linhas de crédito em moeda estrangeira (dólar e euro). A iniciativa tem como objetivo oferecer ao produtor rural alternativas atrativas que visam transformar a aquisição de alta tecnologia agrícola em um investimento mais rentável e estratégico.

Para o ciclo 2025/2026, o grande desafio do campo não é apenas produzir mais, mas gerir melhor os custos de capital. Diante do encarecimento das linhas de crédito em real, o crédito em dólar apresenta um custo financeiro mais atrativo e permite o chamado “hedge natural”, em que o produtor que recebe pela sua safra em moeda estrangeira, liquida suas parcelas na mesma base monetária, eliminando o risco de descasamento de caixa.

De acordo com Julio Hercules, gerente comercial da AGCO Finance, banco da fábrica, entre os principais atrativos da linha de crédito em moeda estrangeira estão as taxas de juros mais competitivas e os prazos estendidos, que contribuem para mitigar os impactos das oscilações cambiais ao longo do financiamento.

Quando alinhada ao fluxo de receitas em moeda estrangeira, essa modalidade ajuda a preservar o poder de compra e o equilíbrio do contrato. “Como o produtor vende sua safra com base no preço do dólar, ele possui uma proteção natural contra a variação cambial. Se o dólar sobe, a dívida da máquina encarece, mas a safra dele também passa a valer mais. O risco cambial, portanto, tende a ser neutralizado”, ressalta Hercules.

O executivo destaca ainda a tecnologia de ponta como ativo para o produtor, “pois esse tipo de linha de crédito facilita o acesso a equipamentos como o maquinário da Fendt, cujos ganhos de eficiência operacional compensam o investimento em poucas safras”.

Além disso, o produtor dispensa a espera e a dependência de linhas de crédito estatais. “O recurso é do banco de fábrica, disponível imediatamente, direto na concessionária, sem venda casada ou burocracia bancária tradicional”, finaliza Hercules.

 

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Artigo TécnicoMercado

Como as novas regras do Plano Safra podem impactar o crescimento do agronegócio

Por Redação 08/07/2026
Escrito por Redação

Fendt - Como as novas regras do Plano Safra podem impactar o crescimento do agronegócio

por Cleiby Kurak – No dia 1º de julho entrou em vigor o Plano Safra 26/27, com recorde de R$ 610 bilhões disponibilizados no pacote de financiamento, dos quais R$ 525,1 bilhões (86%) são destinados à agricultura empresarial. Do total, o governo destinou R$ 384 bilhões para custeio e comercialização, enquanto os R$ 140 bilhões restantes foram direcionados a investimentos, como armazenagem, irrigação, inovação e aquisição de máquinas e equipamentos. No plano anterior, de 25/26, as proporções foram de R$ 414,7 bilhões e R$ 101,5 bilhões, respectivamente.

Com isto, os produtores rurais que, até então, tinham como principal preocupação o volume de recursos disponíveis, passam a considerar também os critérios de distribuição desses valores, como taxas de juros, prazos, exigências de garantias e condições de contratação.

Naturalmente, garantir os recursos necessários para a produção de cada safra é a principal prioridade do produtor. No entanto, adiar investimentos em tecnologias, infraestrutura e renovação de equipamentos podem comprometer a produtividade e rentabilidade do negócio a longo prazo. Por outro lado, assumir simultaneamente financiamentos para custeio e investimento nem sempre é a alternativa mais recomendada para a saúde financeira da operação.

Neste cenário, preservar o capital de giro é algo que se torna fundamental, levando em consideração que é ele o responsável por garantir a atividade no curto e médio prazo, promover o equilíbrio financeiro e manter a saúde do negócio, além de contribuir para que o produtor siga com um bom histórico e com condições favoráveis para aquisição de crédito agrícola.

Repensando o uso do crédito agrícola

Uma pesquisa recente do Serasa Experian apontou que, ao final de 2025, 8,2% dos produtores rurais brasileiros estavam inadimplentes. O dado demonstra os impactos de um agronegócio endividado, o que também se reflete nos critérios adotados pelas instituições financeiras para distribuir os recursos do novo Plano Safra, que estão mais rigorosas em suas análises de risco.

Por outro lado, parte dos produtores tem patrimônio, capacidade produtiva e histórico consolidado de trabalho, mas enfrentam dificuldades decorrentes do descasamento do fluxo de caixa. Ou seja, precisam investir para manter ou ampliar a produção, mas nem sempre encontram crédito em condições adequadas ao ciclo do negócio rural.

Esse cenário tem condicionado os produtores a buscarem o crédito agrícola apenas para sobreviver, postergando os planos de crescimento do negócio. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária, as linhas de investimento adquiridas com o Plano Safra 25/26 recuaram 20% em relação ao ciclo anterior, enquanto a modernização teria recuado quase 50%.

Investindo sem prejudicar as contas

Para quebrar o ciclo de avanço e retração dos investimentos, os agricultores devem aproveitar os incentivos do governo para realizar as modernizações mais urgentes e usar o momento de alívio para planejar renovações à longo prazo, evitando a dependência do crédito agrícola para manterem-se tecnologicamente competitivos. Nos últimos anos, opções como o consórcio têm sido usadas pelos produtores para garantir uma atualização constante da frota.

De acordo com a Associação Brasileira de Administradores de Consórcios (ABAC), o número de participantes interessados na aquisição de máquinas agrícolas cresceu 149% entre 2020 e 2025. Apenas entre 2024 e 2025, mesmo período em que o Serasa Experian aponta que a inadimplência rural avançou 1 ponto percentual, a quantidade de consorciados com este intuito cresceu 7,7%.

Esses dados demonstram que os produtores têm buscado alternativas para manter seus planos de investimento mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo. Não à toa, os bens mais buscados por meio do consórcio estão ligados diretamente à produtividade e à logística da operação, como caminhões, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e outros equipamentos utilizados na produção, transporte e apoio operacional.

Estratégia de crescimento

Se atender às expectativas do setor, o Plano Safra 26/27 poderá desempenhar um papel importante de romper com a inércia imposta pelo endividamento e preparar o setor para uma nova rodada de investimentos nos próximos ciclos. Isso significa que a competitividade do produtor dependerá cada vez mais da eficiência operacional e da capacidade de produzir em maior quantidade, qualidade e previsibilidade e com menor custo.

Nesse contexto, seja para o pequeno produtor, que busca adquirir sua primeira máquina, até grandes empresas, que trocam frotas inteiras em ciclos, diversificar as fontes de acesso ao crédito agrícola e estabelecer planos concretos de investimento são medidas essenciais para promover um crescimento sustentável e de longo prazo.

Cleiby Kurak é diretor de Pesados na Âncora Consórcios.

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08/07/2026 0 Comentários
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EmpresasMercado

LS Tractor anuncia investimento de R$ 20 milhões para expansão no Brasil

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

LS Tractor anuncia investimento de R$ 20 milhões para expansão no Brasil

Desde 2024, a multinacional sul-coreana LS Tractor investiu R$ 40 milhões no Brasil. Agora, a marca inicia um novo ciclo de expansão no País com um aporte de R$ 20 milhões previsto para os próximos dois anos. Os recursos serão destinados à modernização e ampliação do portfólio de produtos, sistemas de tecnologia da informação (TI), infraestrutura e expansão operacional.

A empresa projeta ampliar sua receita no Brasil em 50% entre 2026 e 2028, de acordo com diretor comercial Felippe Vieira. 

“Esse avanço será impulsionado pela expansão do portfólio, pelo fortalecimento da rede de concessionárias, pelo desenvolvimento de novas tecnologias e ainda crescimento da participação da marca no mercado nacional. Além de atender o mercado interno, o Brasil tornou-se uma plataforma de desenvolvimento e fornecimento de soluções para diversos países da América Latina e da África, reforçando sua relevância para os planos de expansão internacional da multinacional”, afirmou.

Entre as iniciativas previstas para os próximos anos está o lançamento de uma nova linha de tratores mais acessível. A novidade está sendo desenvolvida para democratizar o acesso à tecnologia premium para pequenos e médios produtores, preservando os atributos de qualidade, confiabilidade, desempenho e inovação que caracterizam a LS Tractor.

“Queremos ampliar o acesso às tecnologias sem abrir mão da proposta de valor que sempre nos diferenciou. Nosso compromisso é oferecer soluções cada vez mais eficientes para a realidade do campo brasileiro”, afirma Bono Kim, que acaba de assumir como presidente da LS Tractor Brasil.

A chegada de Bono Kim é outra novidade da LS Tractor Brasil. O executivo tem mais de duas décadas de experiência internacional nas áreas de vendas, marketing, estratégia de negócios e gestão nos setores de máquinas agrícolas e industriais. Antes de assumir a operação brasileira, atuou como diretor de Gestão de Produtos, Estratégia de Vendas e Planejamento de Negócios da LS Tractor USA, onde liderou iniciativas voltadas ao crescimento comercial e ao fortalecimento da marca no mercado norte-americano.

Na LS Mtron, matriz global da LS Tractor, Bono Kim foi responsável pelo desenvolvimento de mercados na Ásia, Europa, Turquia, Austrália e Estados Unidos, além de liderar projetos estratégicos de implantação de operações industriais e transferência de tecnologia para outros países.

“Estamos entrando em uma significativa fase de investimentos. O Brasil não é um mercado de curto prazo para a companhia. É uma base estratégica de longo prazo”, afirma Bono Kim.

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07/07/2026 0 Comentários
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John Deere amplia rede de Construção com dois novos distribuidores
Empresas

John Deere amplia rede de Construção com dois novos distribuidores

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

John Deere amplia rede de Construção com dois novos distribuidores

A John Deere anunciou a incorporação da Agrosul e M.A. Máquinas à sua rede de distribuidores de Construção e Pavimentação. As duas empresas, que já são concessionárias da linha agrícola da marca, passam a representar também a divisão de Construção. Com a novidade, a companhia solidifica seu posicionamento como a maior estrutura de atendimento do setor, com mais de 140 pontos de venda entre seus distribuidores.

“Este é um movimento planejado. Tanto a M.A. Máquinas quanto a Agrosul já estão profundamente familiarizadas com o nosso modelo de atendimento ao cliente. Essa expertise, somada à forte presença capilar que elas possuem vai nos permitir levar soluções integradas de construção para novas regiões importantes do país”, afirma Adilson Butzke, diretor de Vendas e Marketing da divisão de Construção da John Deere para a América Latina.

Atuação consolidada no Sul

Parceira da John Deere na linha agrícola desde 1996, a M.A. Máquinas agora expande seus horizontes para representar também a divisão de Construção e Pavimentação da marca nos estados do Paraná e Santa Catarina.

O novo distribuidor operará a partir de suas lojas de Cascavel, Palotina, Medianeira, Assis Chateaubriand, Umuarama, Ubiratã, Goioerê, Campo Mourão, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Cianorte, Vitorino, Realeza, Palmas, Dois Vizinhos e Mangueirinha; incorporando à operação 5 novas lojas em Maringá, Telêmaco Borba, Chapecó, Palhoça e Curitiba, que será o centro principal das operações para o negócio de construção.

Os locais estratégicos nos estados de Paraná e Santa Catarina foram escolhidos para garantir um seguro e completo atendimento aos clientes deste segmento.

Ao longo de sua trajetória, a M.A Máquinas recebeu oito vezes o título de Concessionário Classe Mundial e três vezes o prêmio Leaders Club, reconhecimentos que destacam sua excelência em gestão, atendimento, serviços e resultados. A estrutura da companhia conta com mais de 750 colaboradores e uma frota de 308 veículos, além de investimentos que somam mais de R$ 100 milhões em infraestrutura nos últimos anos.

Expansão no Nordeste

Concessionária John Deere há mais de 30 anos, a Agrosul agora consolida sua presença no Nordeste ao assumir a divisão de construção no Piauí e no Oeste da Bahia. A empresa foi fundada em 1991, em Barreiras (BA), como um escritório de referência de adubos e sementes.

Quatro anos depois, ingressou na rede de concessionários da John Deere e abriu sua primeira filial em Luís Eduardo Magalhães, cidade que hoje abriga sua matriz. Desde então, ampliou sua presença na região com unidades modernas em Bom Jesus, Formosa do Rio Preto, Uruçuí, Roda Velha, Rosário e Baixa Grande, e agora se prepara para abrir sua primeira loja focada na linha de construção em Teresina, no Piauí.

Rede e soluções integradas

Com conhecimento de mercado e dedicação a soluções sob medida, a rede de distribuidores John Deere garante atendimento em todas as regiões do Brasil, abrangendo os estados da Bahia, Paraná, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Pará, Tocantins, Maranhão, Amapá, Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima. Além da M.A. Máquinas e da Agrosul, completam o grupo os distribuidores SLC, Terraverde, Inova, Veneza Equipamentos, RZK, Nissey, Iguaçu e Agro Baggio, que juntos somam mais de 140 lojas no país.

A produção acompanha essa estrutura. Duas unidades fabris em Indaiatuba (SP) abastecem o Brasil e mais de 50 mercados internacionais, oferecendo seis linhas de produtos e mais de 30 modelos de máquinas. Em Campinas (SP), o Centro de Distribuição de Peças (SA-PDC) assegura disponibilidade imediata e eficiência logística para qualquer região do País. Já os Centros de Soluções Conectadas, presentes em todos os distribuidores, permitem o monitoramento remoto das máquinas, aumentando a produtividade e reduzindo custos para os clientes.

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07/07/2026 0 Comentários
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Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?
Artigo TécnicoTecnologia

Como máquinas inteligentes contribuem para a agricultura regenerativa

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

Como máquinas inteligentes contribuem para a agricultura regenerativa

por Breno Cavalcanti – A agricultura vive um momento de transformação. Se antes o principal desafio era produzir mais para atender à crescente demanda por alimentos, hoje a missão vai além: produzir de forma eficiente, preservando os recursos naturais e garantindo a sustentabilidade das próximas gerações. Em meio a essa transformação, a agricultura regenerativa ganha cada vez mais espaço como uma abordagem capaz de conciliar produtividade, rentabilidade e conservação ambiental.

Entre os pilares desse modelo estão a saúde do solo, a redução da movimentação da terra, a manutenção da cobertura vegetal, o uso racional de insumos e a adoção de práticas que favoreçam a biodiversidade. E, embora muitas vezes o debate esteja concentrado nas técnicas agronômicas, a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem desempenhado um papel fundamental para tornar esses objetivos cada vez mais viáveis no campo.

A evolução tecnológica transformou equipamentos que antes executavam apenas operações mecânicas em plataformas tecnológicas capazes de gerar dados, aumentar a precisão das atividades e reduzir desperdícios. Essa combinação contribui diretamente para práticas alinhadas aos princípios da agricultura regenerativa.

Uma das principais contribuições está na agricultura de precisão. O piloto automático, por exemplo, reduz sobreposições e falhas durante o plantio, a pulverização e a adubação. Na prática, isso significa menos tráfego desnecessário sobre o solo, menor consumo de combustível e utilização mais eficiente dos insumos.

A compactação do solo, por exemplo, é um dos desafios enfrentados pelos produtores. O excesso de passadas de máquinas pode comprometer a infiltração de água, o desenvolvimento das raízes e a atividade biológica. Com recursos tecnológicos que otimizam rotas e aumentam a eficiência operacional, é possível reduzir esse impacto e preservar características fundamentais para a saúde do solo.

Outro aspecto importante é a capacidade de realizar aplicações mais precisas. Tecnologias de pulverização inteligente, associadas a sensores e sistemas de controle, permitem que os insumos sejam distribuídos de maneira mais uniforme e eficiente. Isso contribui para minimizar perdas, aumentar a eficiência agronômica e reduzir impactos ambientais.

O plantio também tem se beneficiado significativamente dos avanços tecnológicos. Equipamentos equipados com monitoramento em tempo real conseguem manter padrões mais consistentes de deposição de sementes e fertilizantes, favorecendo o estabelecimento das culturas e promovendo um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no solo.

Além das operações no campo, a conectividade amplia a capacidade de gestão das propriedades. Dados gerados pelas máquinas permitem acompanhar indicadores operacionais, identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões baseadas em informações concretas. Essa inteligência operacional ajuda os produtores a adotar práticas cada vez mais eficientes, sustentáveis e alinhadas aos objetivos da agricultura regenerativa.

A tecnologia também exerce um papel importante na longevidade dos equipamentos. Soluções de monitoramento remoto e manutenção preditiva contribuem para aumentar a disponibilidade das máquinas e otimizar o uso dos recursos ao longo de todo o ciclo de vida dos equipamentos, reduzindo desperdícios e melhorando a eficiência operacional.

É importante destacar que a agricultura regenerativa não depende de uma única tecnologia ou prática isolada. Trata-se de uma construção contínua que envolve conhecimento técnico, planejamento e inovação. As máquinas agrícolas atuam como ferramentas estratégicas para que os produtores possam implementar práticas conservacionistas sem abrir mão da produtividade e da competitividade.

O futuro da agricultura depende da preservação dos recursos naturais, e o solo ocupa posição central nessa discussão. Investir em tecnologias que contribuam para sua conservação é investir na capacidade produtiva das próximas décadas. As máquinas agrícolas evoluíram para cumprir exatamente esse papel: transformar dados, precisão e eficiência em resultados que beneficiam tanto o produtor quanto o meio ambiente.

*Breno Cavalcanti é diretor de marketing Massey Ferguson

 

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Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo
Mercado

Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo

O Banco do Brasil disponibilizará R$ 33 bilhões para financiar a safra 2026/27 no estado de São Paulo. Desse valor, R$ 2,55 bilhões serão destinados aos pequenos e médios produtores, e R$ 30,45 bilhões atenderão a agricultura empresarial.

O volume reafirma o compromisso da instituição com o desenvolvimento do agronegócio paulista, apoiando operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização. Os recursos também fortalecem a agricultura familiar e atendem produtores rurais de diferentes portes e segmentos, contribuindo para o crescimento de uma das cadeias produtivas mais diversificadas do país.

“São Paulo reúne um dos agronegócios mais fortes e diversificados do país e conta com produtores que buscam constantemente investir em inovação, eficiência e sustentabilidade. Os recursos do Plano Safra são fundamentais para apoiar esse movimento, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas e ampliando oportunidades para a agricultura familiar”, destaca Delio Cirino, superintendente do BB no interior de São Paulo.

“O Banco do Brasil tem orgulho de ser parceiro histórico dos produtores paulistas, sempre contribuindo para o desenvolvimento de um setor que historicamente desempenha papel essencial na economia do estado e do Brasil”, complementa Fabricio Valladares, superintendente do BB na Grande São Paulo.

Em âmbito nacional, o Banco do Brasil disponibilizará R$ 210 bilhões para o financiamento da safra 2026/27, reafirmando sua posição como um dos principais parceiros do agronegócio brasileiro. Do montante total, R$ 40 bilhões serão destinados aos pequenos e médios produtores, enquanto R$ 170 bilhões atenderão a agricultura empresarial.

Para a safra 2026/27, o Banco do Brasil mantém o foco na concessão responsável de crédito, aliando apoio financeiro, gestão de riscos e proximidade com os produtores rurais. A atuação busca oferecer soluções adequadas às necessidades do campo, contribuindo para a competitividade, a sustentabilidade e o crescimento da atividade agropecuária.

Com presença em todos os municípios paulistas por meio de sua rede de atendimento e atuação em todo o território nacional, o Banco do Brasil segue apoiando o desenvolvimento do setor por meio de crédito rural, seguros, soluções financeiras e instrumentos de mitigação de riscos, fortalecendo a produção agropecuária e a geração de valor no campo.

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Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito para o Plano Safra 26/27
Mercado

Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito para o Plano Safra 26/27

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito para o Plano Safra 26/27

Com o anúncio do novo Plano Safra pelo governo federal, o Sicoob projeta a liberação de R$ 70 bilhões em crédito rural para a Safra 26/27. O anúncio acompanha o balanço final da Safra 25/26, encerrada com R$ 59,5 bilhões em crédito rural liberado, crescimento de 6,88% sobre o ciclo anterior, em mais de 194,7 mil operações realizadas em todo o Brasil.

Perspectivas para a Safra 26/27

Para a agricultura familiar, o Sicoob vai oferecer R$ 11,5 bilhões via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), volume 39% maior que o da safra anterior. Para os produtores de médio porte, serão R$ 15,8 bilhões via Pronamp (Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural), aumento de 48% em comparação ao anterior, reforçando o papel do Sicoob no fortalecimento da base da produção agrícola nacional.

Para os demais produtores, serão disponibilizados R$ 42,7 bilhões, que consolida a atuação da instituição também junto aos grandes produtores e às principais cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.

Em relação às atividades produtivas, a expectativa é de que a agricultura concentre a maior parte do crédito projetado, em torno de R$ 27,8 bilhões (40%), seguida pela pecuária, com cerca de R$ 19,5 bilhões (28%), além de uma parcela sem direcionamento específico, estimada em R$ 22,7 bilhões (32%).

“A demanda do produtor rural por crédito segue forte e o Sicoob está preparado para crescer junto com ele, ampliando o acesso ao crédito mesmo nos municípios onde o sistema bancário tradicional tem menor presença. Nosso compromisso é seguir como parceiro de longo prazo do agro brasileiro, safra após safra”, afirma Marcelo Carneiro, diretor de Desenvolvimento Comercial e de Negócios do Sicoob.

Balanço da Safra 25/26

O desempenho do ciclo encerrado confirma o perfil histórico da carteira da instituição: 63% das operações atenderam pequenos e médios produtores, com ticket médio de R$ 155,3 mil. Mesmo em um ciclo marcado por taxas de juros elevadas e maior seletividade no crédito, o modelo cooperativista do Sicoob manteve o ritmo de concessões e a capilaridade, reafirmando seu compromisso com a produção agrícola em todo o território nacional.

Na Safra 25/26, 28% das operações foram destinadas à pecuária, principalmente bovinocultura. Cerca de 40% foram direcionados à agricultura, com destaque para soja, café, cana-de-açúcar e milho, além de uma parcela sem direcionamento específico, com 32% das operações.

Nas últimas cinco safras, o volume de financiamentos agropecuários cresceu 162%, expansão sustentada pelo aumento da rede de cooperativas, pela chegada a novos municípios e pelo aprofundamento do relacionamento com produtores de diferentes portes e regiões. Atualmente, o Sicoob conta com mais de 3.390 pontos de atendimento com crédito rural ativo e mais de 600 mil cooperados no segmento agro.

O presidente do Sicoob Central SC/RS, Ivair Chiella, reforça que a instituição possui um compromisso com o desenvolvimento no Sul e em todo o País, e quer estar próxima dos seus cooperados. “Não importa se o cenário é favorável ou mais desafiante, o Sicoob está sempre firme e forte, presente no dia a dia do produtor para oferecer as melhores soluções financeiras e isto se repete, novamente, com mais um Plano Safra”, diz o presidente.

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07/07/2026 0 Comentários
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Tecnologia

CNA orienta produtores sobre novo prazo para inscrição no CNPJ

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

CNA orienta produtores sobre novo prazo para inscrição no CNPJ

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta os produtores rurais sobre a prorrogação, para janeiro de 2027, do prazo para a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Apesar de ser um CNPJ, produtores enquadrados como “pessoa física” serão inscritos automaticamente no cadastro para emitir documentos fiscais.

A exigência, que anteriormente passaria a valer em julho de 2026, foi prorrogada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS).

A medida, prevista na Lei Complementar nº 214/2025, amplia o período de adaptação dos contribuintes e permitirá que a Receita Federal conclua o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ.

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, até a entrada em vigor da nova exigência, os produtores rurais pessoas físicas poderão continuar utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal para a emissão de documentos fiscais.

“A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ tem como objetivo padronizar os cadastros, simplificar procedimentos e integrar as informações aos sistemas eletrônicos de arrecadação e fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)”, explicou.

Conforme a Receita Federal, o novo sistema de inscrição deverá oferecer um processo totalmente digital, simplificado e automatizado, com menos exigências cadastrais e integração às plataformas de emissão de documentos fiscais eletrônicos.

E esclarece que a inscrição no CNPJ para essa finalidade não altera a natureza jurídica do produtor rural pessoa física, que continuará sendo pessoa física, sem passar automaticamente à condição de pessoa jurídica.

A CNA recomenda que os produtores acompanhem as orientações da Receita Federal e providenciem a adequação dentro do novo cronograma. A emissão correta dos documentos fiscais será fundamental para garantir a regularidade das operações, evitando transtornos, como a retenção de mercadorias durante o transporte e dificuldades no aproveitamento de créditos tributários.

 

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Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo
Mercado

Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

O Paraná encerrou a safra de verão 2025/26 com novo recorde de produção de grãos. O Estado colheu 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no ciclo anterior, quando alcançou 24,7 milhões, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados no fim de junho.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, que alcançou 21,8 milhões de toneladas. Mas também pela recuperação da produção de milho, que passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas.

“Já havia uma expectativa favorável, mas só se concretizou porque os produtores paranaenses vêm investindo, ano após ano, em tecnologia, manejo e qualificação”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Esse resultado recorde é a combinação de três fatores principais: condições climáticas favoráveis, expansão da área cultivada, especialmente de milho, e o nível tecnológico cada vez maior das lavouras paranaenses. Nossa entidade participa desse processo levando capacitação e difundindo boas práticas agronômicas que contribuem para o aumento da produtividade”, complementa.

Além disso, o avanço tecnológico das lavouras paranaenses, aliado à adoção de práticas agronômicas cada vez mais precisas, tem sido decisivo para elevar os índices de produtividade.

“O produtor tem intensificado o acompanhamento técnico e aprimorado continuamente o manejo das lavouras. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios que mudam a cada safra, como as condições climáticas e a pressão de pragas e doenças. Por isso, é fundamental investir em ajustes de manejo, controle fitossanitário e boas práticas de produção para manter a competitividade e continuar avançando em produtividade”, destaca Meneguette.

Produtividade histórica

Na prática, o recorde estadual se reflete em resultados expressivos dentro das propriedades. Em Guarapuava, na região Centro-Sul, o produtor rural Eduardo Pletz alcançou uma produtividade histórica de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Segundo o agricultor, o desempenho é fruto de décadas de aperfeiçoamento do sistema produtivo.

“Desde a década de 1980 produzimos milho na propriedade. Ao longo desse período evoluímos em conhecimento, manejo do solo, rotação de culturas, integração e utilização de materiais genéticos mais produtivos”, conta.

Além do investimento técnico, o clima foi decisivo para alcançar o recorde. “Não faltou água para a cultura. Somando isso ao manejo do solo, à reposição de calcário, à adubação e aos cuidados durante todo o ciclo, conseguimos esse resultado, que coroa o trabalho de muitos anos e da dedicação da nossa família à atividade”, comemora.

Capacitação permanente

Associado ao Sindicato Rural de Guarapuava, Pletz sempre busca conhecimento por meio dos cursos promovidos pelo Sistema FAEP. Segundo o produtor, as capacitações contribuem diretamente para a qualificação da equipe e para a evolução da fazenda.

“O sindicato é uma segunda casa para o produtor. Sempre que precisamos de alguma informação ou capacitação, encontramos apoio. Já fizemos cursos de NR-31, aplicação de defensivos, trabalho em altura, manejo de bovinos de leite, entre outros”, comenta.

Para ele, investir na capacitação é tão importante quanto investir na lavoura. “A terra é o maior patrimônio do produtor rural. Conservação do solo, rotação de culturas e manejo adequado fazem toda a diferença. Nós vamos continuar nesse caminho, buscando evoluir de forma sustentável nos próximos anos”, finaliza Pletz.

 

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