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Notícias

Colheita de café cresce 8,2% e chega a 55,1 milhões de sacas em 2023

Por redação 14/12/2023
Escrito por redação

O volume colhido é o terceiro maior da série histórica e acontece mesmo este sendo um ano de bienalidade negativa

Colheita de café cresce 8,2% e chega a 55,1 milhões de sacas em 2023 A produção brasileira de café atinge uma colheita de 55,1 milhões de sacas beneficiadas, um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo de 2022, como mostra o 4º Levantamento da de Café 2023. Divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o boletim mostra que o incremento é influenciado pela recuperação da produtividade, em torno de 6,3%, chegando a 29,4 sacas colhidas por hectare.

Aliado a isso, a estatal verificou uma elevação de 1,8% na área em produção, chegando a 1,87 milhão de hectares. Já a área em formação teve uma queda de 9,5%, sendo estimada em 361,6 mil hectares.

O volume colhido é o terceiro maior da série histórica e acontece mesmo este sendo um ano de bienalidade negativa, uma vez que a temporada de 2022 teve seu desempenho influenciado por condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da cultura. Se o atual resultado for comparado com o ano de 2021, último de bienalidade negativa, a alta chega a 15,4%.

Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,1 trilhão este ano

O bom resultado da colheita de café é reflexo da recuperação da produção das lavouras de arábica, que representa 70,7% do volume total de café produzido no país. Com produção de 38,9 milhões de sacas, crescimento de 18,9% sobre a safra anterior, esta espécie apresenta incremento de 2,3% na área em produção, aliado ao ganho estimado em 16,2% na produtividade, ocasionado pelas condições climáticas mais favoráveis em relação às últimas duas safras.

Apenas em Minas Gerais, principal estado produtor, a colheita de café é de aproximadamente 29 milhões de sacas, aumento de 32,1% em comparação ao volume total colhido na safra anterior. Mesmo com os efeitos da bienalidade negativa sobre muitas das regiões produtoras, o desempenho das lavouras apresenta um crescimento de 24,2% na produtividade.

Outro importante produtor de arábica, São Paulo produzirá 5,03 milhões de sacas, alta de 14,7% se comparado ao volume obtido em 2022. No Paraná, o incremento na produtividade chega a 51,5% com produção estimada em 718,5 mil sacas. Já na Bahia, foram verificados os efeitos da bienalidade negativa nos parques cafeeiros desta espécie, com uma queda de 12,8% na colheita, chegando a 1,1 milhão de sacas.

Conilon

Se o arábica registra alta na produção, para o conilon é esperada uma queda de 11,2% em relação à safra passada. A colheita estimada pela Conab chega a 16,17 milhões de sacas. Mesmo com a redução confirmada, esta é a terceira maior colheita registrada para a espécie.

Esse resultado é reflexo da menor produtividade verificada, influenciada pelas condições climáticas adversas registradas no principal estado produtor, Espírito Santo, que impactou parte das lavouras, principalmente em fases iniciais do ciclo.

No estado capixaba, a colheita está estimada em cerca de 13 milhões de sacas no total, sendo 10,16 milhões de sacas apenas de conilon. Segundo maior produtor de café conilon no País, em Rondônia a produção chega a 3,04 milhões de sacas, alta de 8,6% em comparação à safra passada.

Resultado favorecido pelo ganho de 16,4% na produtividade, estimulada pelas condições climáticas favoráveis, à entrada de novas áreas em produção, com clones com maior potencial produtivo, melhor manejo das culturas e à maioria das lavouras estarem equipadas com dispositivos para irrigação.

Mercado

No acumulado de janeiro a novembro deste ano as exportações brasileiras de café foram de 34,9 milhões de sacas de 60 quilos, segundo os dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume representa uma redução de 4,1% na comparação com igual período do ano passado, queda influenciada pela restrição dos estoques no início deste ano.

O aumento da produção na atual safra possibilitou tanto a recuperação na oferta interna quanto nas vendas ao mercado internacional. No entanto, os embarques do grão cresceram de modo mais significativo somente a partir de agosto deste ano, após a colheita da maior parte da safra.

A expectativa é que a exportação de café ao final deste ano se aproxime do volume total embarcado em 2022.

No que se refere à arrecadação, também foi verificada uma queda com as vendas ao mercado externo. De janeiro a novembro de 2023, o Brasil exportou US$ 7,2 bilhões, o que representa uma baixa de 14,5% na comparação com igual período do ano passado.

Ainda assim, os preços internacionais seguem em patamares atrativos, valorização sustentada pelo cenário de restrição dos estoques na safra 2023/24, em razão da limitação da produção global nos dois ciclos anteriores; combinado com o aumento do consumo global do produto, previsto em 170,2 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa novo recorde e um aumento de 1,2% na comparação com o ciclo anterior.

 

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14/12/2023 0 Comentários
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Vídeos

Assista na MIA TV: conheça a utilização da embreagem de tratores

Por redação 13/12/2023
Escrito por redação

A embreagem de tratores agrícolas é classificada como simples ou dupla, dependendo da marca e do modelo do trator

Conheça a utilização da embreagem de tratores agrícolasA embreagem de tratores agrícolas tem a função de promover ou interromper a transmissão do movimento do motor para as rodas, possibilitando a mudança de marcha e o início e o fim do movimento do trator de forma suave. Em alguns tratores, tem também a função de interromper o movimento do motor para a tomada de potência.

Conheça as regulagens no trator para implementos montados nos três pontos

Os tratores agrícolas possuem embreagem simples (uma embreagem) ou dupla, dependendo da marca e do modelo do trator.

Embreagem simples

A maioria dos tratores agrícolas modernos possui a tomada de potência com acionamento eletro-hidráulico, chamada de TDP independente ou TDPI. Neste caso, o trator pode possuir embreagem simples, pois para acionar a TDP não precisa do acionamento da embreagem. Porém, em tratores onde o acionamento da TDP é mecânico, este depende da embreagem.

Embreagem dupla

A embreagem dupla tem a função de interromper o movimento do rodado e da TDP separadamente. O trator que possui embreagem dupla pode ter o acionamento por duas alavancas ou com dois estágios no mesmo pedal.

Conheça a utilização da Tomada de Potência TDP
Atenção

1. Para a utilização adequada dos acionamentos da embreagem, consulte o manual do operador.

2. Em operação, coloque o pé no pedal da embreagem somente quando for necessário, pois, ao contrário, ocorre um desgaste prematuro dos componentes.

Assista ao vídeo a seguir, produzido pelo Senar, e saiba mais sobre o assunto:

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Notícias

Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,1 trilhão este ano

Por redação 13/12/2023
Escrito por redação

Recordes de produção de lavouras respondem por esse resultado

Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,1 trilhão este anoO Valor Bruto da Produção (VBP) de 2023, obtido com base nas informações de novembro, atingiu o valor recorde de R$ 1,159 trilhão, 2,5% superior em valores reais ao obtido no ano de 2022, que foi de R$ 1,131 trilhão.

O valor da produção das lavouras cresceu 3,8%, tendo atingido R$ 813,0 bilhões. O valor estimado para a pecuária é de R$ 346,9 bilhões, com redução de -0,6% em relação a 2022.

Vendas de máquinas agrícolas caem 11,8% no acumulado do ano

A divulgação de safras pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Instituto de Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE), mostra o resultado favorável da produção neste ano, 319,9 milhões de toneladas.

embreagem de tratores - Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,1 trilhão este ano

Vários produtos alcançaram recorde de produção como a soja, milho, cana-de-açúcar, café e batata inglesa. Pouca alteração deve ocorrer até o final de 2023, pois com exceção do trigo em algumas regiões, as demais lavouras estão colhidas.

Contribuições positivas ao VBP vieram de diversos produtos, entre os quais: amendoim (18,7%), banana (15,5%), cacau (26,3%), cana-de-açúcar (17,6%), laranja (19,4%), mandioca (43,6%), soja (2,5%) e uva (19,6%). Estas representam 65,6% do faturamento das lavouras. Já os melhores resultados neste ano foram atingidos por um grupo mais seletivo, entre eles algodão, café, cana-de-açúcar, laranja, milho e soja.

As exportações do agronegócio (janeiro-novembro de 2023), foram um dos fatores que na divulgação das contas nacionais divulgadas pelo IBGE em dezembro, afetaram positivamente o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária. As exportações geraram U$ 139,58 bilhões, sendo que 36,61% do valor foi embarcado para a China.

Finalmente, os dados do VBP regional continuam mostrando-se favoráveis a quase todos os estados brasileiros. A liderança continua com Mato Grosso, seguido por São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

 

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Notícias

Moagem de cana alcança 619,3 milhões na safra 2023/24, aponta Unica

Por redação 12/12/2023
Escrito por redação

Resultado é 16% maior do que o registrado no mesmo período da safra 2022/23

Moagem de cana alcança 619,3 milhões na safra 2023/24, aponta UnicaA moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de novembro registrou crescimento de 46,14%, na comparação com o mesmo período do ciclo passado. Foram processadas 23,90 milhões de toneladas contra 16,36 milhões. No acumulado da safra 23/24, a moagem de cana atingiu 619,26 milhões, ante 534,14 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 15,94%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12), pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Operaram na segunda quinzena de novembro 218 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 201 unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, operaram 141 unidades produtoras.

Economia com biodigestores pode chegar R$ 1,45 bi anuais

Nesta quinzena, 30 unidades encerram a moagem de cana, enquanto no acumulado já se contabilizam 78 unidades. No ciclo anterior, até 30 de novembro, 178 usinas haviam terminado com seu período de processamento. Para a próxima quinzena, está previsto que mais 98 unidades produtoras encerarão a safra.

No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de novembro foi de 132,07 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 139,60 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 5,40%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 140,25 kg de ATR por tonelada (-0,61%).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de novembro totalizou 1,40 milhão de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 1,04 milhão de toneladas, representa aumento de 35,03%. No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 40,82 milhões de toneladas, contra 33,05 milhões de toneladas do ciclo anterior (+23,50%).

A despeito do aumento, o mix produtivo na quinzena privilegiou a produção de etanol frente ao adoçante. Esse movimento é comum nesta etapa da safra, quando a qualidade da matéria-prima se deteriora e o ATR passa a ser composto por uma maior quantidade de açúcares redutores, que impedem a fabricação do açúcar.

Na segunda quinzena de novembro, 1,25 bilhão de litros (+39,91%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 778,19 milhões de litros (+98,55%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 469,52 milhões de litros (-6,07%).

No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 1º de dezembro, a fabricação do biocombustível totaliza 29,85 bilhões de litros (+11,87%), sendo 17,71 bilhões de etanol hidratado (+14,74%) e 12,14 bilhões de anidro (+7,94%).

Da produção total de etanol registrada na segunda quinzena de novembro, 21% foram provenientes do milho, cuja produção foi de 257,75 milhões de litros neste ano, contra 196,81 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 30,97%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 4,05 bilhões de litros – avanço de 41,98% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de novembro, as vendas de etanol totalizaram 2,82 bilhões de litros, o que representa aumento de 16,13% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,11 bilhão de litros – aumento de 0,94% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,72 bilhão de litros – crescimento de 28,61%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado em novembro totalizaram 1,59 bilhão de litros – variação de 27,21% em relação ao ano passado. Desde agosto, quando o biocombustível passou a ganhar competitividade mais intensamente nas bombas, o crescimento médio em relação ao ano anterior foi de expressivos 22,17%.

Tal movimento deve permanecer inerte uma vez que os dados de preços de revenda publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a semana que se encerrou em 09/12 indicam que nas cidades correspondentes a 61% do consumo nacional de combustíveis, o etanol hidratado tem apresentado paridades atrativas. No estado de São Paulo esse percentual atinge 100% do consumo.

A respeito das vendas de etanol anidro, o volume comercializado foi de 938,96 milhões de litros, o que representa uma variação negativa de 1,86%. Vale mencionar que um volume de exportações robusto contribuiu para o resultado do mês, o qual totalizou 291,07 milhões de litros, que representa um aumento de 31,29%.

Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais “verdes”

No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 21,04 bilhões de litros, representando um aumento de 5,79%. O hidratado compreende uma venda no volume de 12,40 bilhões de litros (+7,32%), enquanto o anidro de 8,64 bilhões (+3,67%).

Mercado de CBios

Dados da B3 registrados até o dia 8 de dezembro indicam a emissão de 32,43 milhões de CBios em 2023. Em posse da parte obrigada do programa RenovaBio há cerca de 26,75 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, subtraída a meta referente ao ano de 2022.

 

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Notícias

Mapa repassa mais de R$ 80 milhões ao ES para aquisição de máquinas agrícolas

Por redação 12/12/2023
Escrito por redação

Os recursos são oriundos de emendas parlamentares de bancada e visam o fomento ao setor agropecuário capixaba

Mapa repassa mais de R$ 80 milhões ao ES para aquisição de máquinas agrícolasNo acumulado do ano, de janeiro até agora, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Superintendência Federal de Agricultura no Espírito Santo (SFA-ES), repassou R$82,5 milhões em emendas impositivas da bancada federal ao governo do estado para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas.

Somente em dezembro, 26 municípios capixabas foram contemplados com maquinários agrícolas referentes à liberação pelo Mapa de R$ 11 milhões em emendas da bancada capixaba.

Na ocasião, foram entregues 42 equipamentos, sendo dois caminhões, 19 retroescavadeiras, 20 tratores agrícolas e um rolo compactador. O maquinário auxiliará na infraestrutura rural, melhora da trafegabilidade e das condições de mobilidade e de escoamento da produção rural.

Vendas de máquinas agrícolas caem 11,8% no acumulado do ano

As cidades beneficiadas foram: Afonso Cláudio, Alegre, Alto Rio Novo, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibitirama, Itarana, Jaguaré, Mantenópolis, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Montanha, Muqui, Pancas, Ponto Belo, Santa Teresa, São José do Calçado, Sooretama e Vila Valério.

O superintendente Federal de Agricultura no ES, Guilherme Gomes de Souza, ressalta que outros R$37,5 milhões aguardam repasse, ocasionando certamente mais entregas de equipamentos em breve.

Toda a operação do recurso e do convênio com o Estado é feita pela SFA-ES/Mapa, que também acompanha a fase de licitação e a entrega dos bens adquiridos.

 

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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
Notícias

Exportação de café do Brasil cresce 15,4% em novembro, diz Cecafé

Por redação 12/12/2023
Escrito por redação
Desempenho eleva em 16,2% os embarques da safra 2023/24, mas volume ainda é 3,2% inferior no acumulado do ano civil

Exportação de café do Brasil cresce 15,4% em novembro, diz CecaféSegundo o boletim mensal estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 4,3 milhões de sacas de 60 kg do produto em novembro deste ano, apresentando um crescimento de 15,4% sobre os 3,7 milhões registrados no mesmo mês de 2022. A receita cambial, contudo, recuou 10,2% no mesmo intervalo comparativo, descendo para US$ 810,4 milhões.

“Em novembro, seguimos observando o significativo desempenho das remessas dos cafés canéforas (robusta e conilon) ao exterior, que, com 856 mil sacas, subiram 678% em relação a idêntico período do ano passado”, comenta Márcio Ferreira, presidente da entidade.

COP28 dá destaque inédito para a agricultura brasileira, diz Embrapa

Com a performance do mês passado, as exportações de café do Brasil, nos cinco primeiros meses da safra 2023/24, totalizam 18,774 milhões de sacas, gerando o ingresso de US$ 3,7 bilhões ao país. Frente ao apurado entre julho e novembro da temporada 2022/23, o desempenho implica alta de 16,2% em volume, porém recuo de 5,1% em faturamento.

Ano civil

No acumulado dos 11 primeiros meses de 2023, o Brasil exportou 35,004 milhões de sacas de café, volume que fica 3,2% aquém dos 36,170 milhões registrados no acumulado entre janeiro e o fim de novembro do ano passado. Em receita cambial, o país tem queda de 15,3% no intervalo de referência, com os ingressos saindo de US$ 8,5 bilhões para os atuais US$ 7,2 bilhões.

O presidente do Cecafé comenta que o desempenho dos embarques nos cenários mensal, anual e da safra, ainda que inferiores em alguns comparativos, é positivo no contexto geral, evidenciando a resiliência do setor.

“Os exportadores brasileiros vêm, ao longo dos últimos anos, desdobrando-se para honrar seus compromissos, rearranjando seus fluxos de caixa e os gargalos logísticos que perduram desde antes da pandemia, como, mais recentemente, os atrasos para embarcar o produto”, diz.

Em novembro, de acordo com o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela ElloX Digital em parceria com o Cecafé, foram registradas alterações em 81% das escalas de navios no Porto de Santos (SP), atingindo o maior índice de atrasos em 2023 ao superar os 76% apurados em outubro. O boletim também aponta que, no mês passado, apenas 17% dos procedimentos de embarque tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por navios. Outros 52% possuíram entre três e quatro dias e 30% tiveram menos de dois dias.

No que se refere à aquecida demanda pelos cafés canéforas nacionais, Ferreira explica que o incremento significativo se dá pelo contínuo avanço na produção de conilon e robusta no Brasil, resultado, principalmente, de ganhos relevantes de produtividade, novos plantios e melhoria contínua da qualidade.

“Os preços remuneradores no mercado interno e, mais recentemente, também no mercado externo têm viabilizado esse esforço por parte dos produtores e podemos dizer que toda a cadeia está atenta ao aumento da demanda, seja por dificuldades climáticas em outros países produtores, como Indonésia e Vietnã, ou pelo incremento de robusta e conilon nos blends no cenário do consumo mundial”, revela.

Nesse sentido, conforme ele, os efeitos do El Niño impactaram, nos últimos 45 dias, as regiões produtoras de robusta no Brasil, principalmente norte do Espírito Santo e sul da Bahia. “Neste fim de semana, houve alívio com o retorno de alguma chuva, que precisamos que continue para que possamos manter, ou até mesmo aumentar, esses volumes. Em se estabilizando a questão climática, as perspectivas são positivas, pois o Brasil segue competitivo em relação aos seus principais concorrentes”, completa.

Principais destinos

Nos 11 primeiros meses de 2023, os Estados Unidos permanecem como o principal destino dos cafés do Brasil, apesar da queda de 25,7% na comparação com as aquisições realizadas de janeiro a novembro de 2022. Os norte-americanos importaram, até o mês passado, 5,471 milhões de sacas, montante que representa 15,6% dos embarques totais.

A Alemanha, com representatividade de 12,6%, adquiriu 4,420 milhões de sacas (-30,3%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a compra de 2,827 milhões de sacas (-9,2%); Japão, com 2,072 milhões de sacas (+21,9%); e Bélgica, com 1,956 milhão de sacas (-29,1%).

Já não mais surpreendente, a China segue com o melhor crescimento percentual entre os 10 principais parceiros comerciais dos cafés do Brasil até novembro de 2023. O gigante asiático importou 1,1 milhão de sacas no acumulado deste ano, elevando em 221% suas importações frente ao mesmo período de 2022, e saltou para o oitavo lugar no ranking.

Também foram registrados incrementos nas exportações para Reino Unido (71%), Turquia (36,2%) e Holanda (33,1%) nesse período, respectivamente sexto, sétimo e 10º principais parceiros comerciais do produto brasileiro até o momento.

Quando a análise se volta às importações dos cafés nacionais realizadas por outras nações cafeeiras, observam-se substanciais avanços nos embarques realizados para Vietnã (+503,4%), o segundo maior produtor do mundo, atrás do Brasil; México (+463%); e Indonésia (+135,6%).

“Nos casos de Vietnã e Indonésia, a justificativa se dá em função de quebras de safra e a necessidade do conilon e do robusta brasileiros para suprir. Já o México adquire nossos cafés verdes para processamento industrial e consequentes consumo interno e reexportação”, conclui Ferreira.

Tipos de café

De janeiro ao fim de novembro de 2023, o café arábica permanece como o mais exportado pelo Brasil, com 27,508 milhões de sacas, o que corresponde a 78,6% do total. A variedade canéfora (conilon + robusta) teve o correspondente a 4,1 milhões de sacas embarcadas no período, com representatividade de 11,8%, acompanhada pelo segmento do solúvel, com 3,312 milhões de sacas (9,5%), e pelo produto torrado e torrado e moído, com 45.987 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 17,4% das exportações totais brasileiras do produto no acumulado deste ano, com o envio de 6,075 milhões de sacas ao exterior. Esse volume representa queda de 3,9% frente ao registrado entre janeiro e novembro de 2022.

O preço médio desse produto foi de US$ 229,18 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 1,4 bilhão nos 11 primeiros meses de 2023, o que corresponde a 19,3% do obtido com os embarques totais de café. No comparativo anual, o valor é 22,2% inferior ao aferido em idêntico intervalo do ano passado.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados até novembro, os EUA ocupam o primeiro lugar, com a aquisição de 1,317 milhão de sacas, o equivalente a 21,7% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 995.978 sacas e representatividade de 16,4%; Bélgica, com 585.039 sacas (9,6%); Holanda (Países Baixos), com 387.856 sacas (6,4%); e Reino Unido, com 286.614 sacas (4,7%).

 

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Notícias

Economia com biodigestores pode chegar a R$ 1,45 bi anuais

Por redação 12/12/2023
Escrito por redação

Economia foi estimada em estudo que simulou o impacto da adoção de biodigestores em estabelecimentos rurais brasileiros com até 100 cabeças de gado

Economia com biodigestor pode chegar R$ 1,45 bilhão anuaisSe metade das pequenas e médias propriedades pecuárias brasileiras produzissem gás a partir de resíduos orgânicos, haveria uma economia total de 1,45 bilhão de reais anualmente. Esse é o valor que 504 mil fazendas, metade das que mantêm entre 10 e 100 cabeças de gado, economizariam ao deixar de comprar o botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Além disso, o impacto ambiental seria considerável: 595,2 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente deixariam de ser emitidas a cada ano. Essa redução provém da substituição de um combustível fóssil (GLP) por outro de fonte renovável, o biogás.

As estimativas são de um estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Agroenergia (DF), a partir de dados coletados de um biodigestor instalado em caráter experimental em uma propriedade em Luziânia (GO). Os dados estão publicados neste artigo.

embreagem de tratores - Economia com biodigestores pode chegar a R$ 1,45 bi anuaisPara esse trabalho, os cientistas utilizaram a RenovaCalc, ferramenta desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente que calcula a intensidade de carbono equivalente emitida por biocombustíveis.

“A metodologia se baseia nos inventários de Avaliação do Custo de Vida (ACV) de cada rota de biocombustível e emprega métodos reconhecidos internacionalmente”, relata a pesquisadora Rosana Guiducci, uma das autoras do artigo.

A RenovaCalc é utilizada pelo Renovabio, programa federal de incentivo ao uso de biocombustíveis coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e é disponibilizada gratuitamente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

embreagem de tratores - Economia com biodigestores pode chegar a R$ 1,45 bi anuaisA RenovaCalc apontou que o biogás libera 83,11 gramas de CO2 equivalente para cada megajoule (unidade de energia) produzido, enquanto o combustível fóssil substituto, GLP, libera 86,7 gramas na mesma função. A diferença entre esses números foi usada para calcular a quantidade de CO2 que deixaria de ser emitida se pouco mais de 500 mil propriedades substituíssem o GLP pelo biogás: 595,2 mil toneladas por ano.

A equipe tomou como base dados obtidos em uma instalação-piloto de biodigestor feita no início deste ano, na propriedade de Benedito Bento Gonçalves da Cruz, no município de Luziânia (GO), que mantém cerca de 60 cabeças de gado leiteiro (vídeo abaixo). Após três meses, a produção de biogás foi estabilizada e a família do produtor adotou o biogás na cozinha, deixando de utilizar o botijão de GLP. A partir daí, os pesquisadores puderam estimar a produção média para que um estabelecimento rural possa substituir uma quantidade equivalente a dois botijões por mês.

Veja como funciona o biodigestor nessa apresentação da primeira instalação-piloto

“Fertilizante orgânico”

O biodigestor ainda gera um subproduto valioso: o digestato, efluente resultante da digestão anaeróbica feita por bactérias no interior do equipamento. O digestato pode ser utilizado como matéria-prima para a formulação de fertilizantes e pode ser aproveitado na lavoura na própria fazenda.

O digestato ainda é apropriado para ser usado em cultivos orgânicos, pois é livre de aditivos químicos. Dessa forma, pode reduzir impactos ambientais pela diminuição do uso de fertilizantes convencionais. Os pesquisadores ressalvam, porém, que ele não é recomendado para o uso direto em hortaliças.

Para o produtor que participou dos experimentos, os ganhos com o biodigestor foram grandes. “Só vi vantagens, além de economizar no botijão de gás, ainda produzo o adubo [digestato] para jogar nas plantas”, relata Cruz. Ele frisa que o manejo dos animais não sofreu grandes alterações.

“Só mudou o modo de lavar o curral, um trabalho que eu já fazia todos os dias”, conta. Os dejetos dos animais devem ser coletados sem o uso de sabão ou outros químicos, a fim de se preservar as bactérias que vão executar a digestão do material e gerar o gás.

Em busca de parceiro

Cruz recebeu a primeira de três instalações experimentais que o projeto de pesquisa pretende instalar. O segundo biodigestor, também em Luziânia, começou a operar em novembro e um terceiro irá funcionar ainda no primeiro semestre de 2024.

“Até o fim de outubro de 2024, pretendemos ter o protótipo validado. Assim, estamos abertos a parcerias com a iniciativa privada interessada em codesenvolver o biodigestor”, revela a pesquisadora Itania Pinheiro Soares, que coordena o projeto de pesquisa.

Ela relata que os maiores desafios desse desenvolvimento são as adaptações feitas de peças convencionais. “Caixas d’água e algumas conexões, por exemplo, poderiam ser substituídas por estruturas já fabricadas para a finalidade do biodigestor, o que facilitaria o trabalho, reduzindo problemas operacionais. Daí a importância de termos um parceiro codesenvolvedor do ramo”, explica Soares.

A pesquisadora conta que a demanda veio da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar, do Meio Ambiente e da Cultura do Brasil (Coopindaiá), preocupada em dar um destino adequado aos dejetos animais, um passivo ambiental comum na pecuária leiteira, principal atividade dos membros da cooperativa.

A cientista informa, ainda, que já há uma iniciativa de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para capacitar produtores interessados na tecnologia.

Ainda sem um valor de custo final para o biodigestor, os pesquisadores estimam que o sistema deve ficar em torno de 10 mil reais e acreditam que o sucesso de Benedito Cruz poderá ser replicado por muitos outros bovinocultores de pequeno e médio porte. Para isso, eles recomendam políticas públicas para o incentivo da adoção da tecnologia por pequenos produtores.

“Além do subsídio à aquisição do equipamento, seria fundamental que essas políticas envolvessem a assistência técnica intensiva no início da produção do biogás”, recomenda Guiducci.

“É preciso ter em mente que se trata de uma tecnologia nova para o pequeno produtor, que precisará de algum tempo para se adaptar”, justifica. Por outro lado, a pesquisadora acredita que, após a sua adoção, o bovinocultor verá que a manutenção é fácil e logo se acostumará ao processo de gerar a própria energia.

 

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12/12/2023 0 Comentários
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Notícias

COP28 dá destaque inédito para a agricultura brasileira, diz Embrapa

Por redação 12/12/2023
Escrito por redação

“Estamos mostrando ao mundo o que o Brasil vem desenvolvendo, através da Embrapa”, diz Silvia Massruhá, presidente da entidade

COP28 dá destaque inédito para a agricultura agricultura brasileiraA Conferência das Nações Unidades sobre as Mudanças do Clima (COP28), que acontece em Dubai, chega ao fim nesta terça-feira (12) com a inédita participação da agricultura no centro da agenda, com debates e fóruns de ampla participação sobre agricultura regenerativa, solos e água.

É o que revelam os participantes da Embrapa que integram a missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária: a presidente Silvia Massruhá, a diretora de Negócios, Ana Euler, o chefe da Assessoria de Relações Internacionais (Arin), Marcelo Morandi, e os pesquisadores da Arin Gustavo Mozzer e Jane Simone Almeida.

No Pavilhão Brasil, a Embrapa manteve vários contatos com organismos internacionais, ministérios, organizações não governamentais, além de participar de diversos painéis temáticos com foco na sustentabilidade ambiental.

Produtor de soja já vendeu 91,4% da safra 2022/2023, diz Datagro

A presidente Silvia destacou a importância de participar dos painéis da COP28, mas principalmente discutir projetos em parceria com os organismos internacionais, como o IICA e FAO, entre outras instituições, bem como participar de discussões com vários ministérios, como o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Ciéncia, Tecnologia e Inovação (MCTI) e secretarias estaduais de agricultura de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Silvia também participou de reunião com ministros da América do Sul mostrando o papel da Embrapa na produção de alimentos e da agropecuária sustentável.

“Estamos mostrando ao mundo o que o Brasil vem desenvolvendo, através da Embrapa, de tecnologias sustentáveis, para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas, a importância de gerar dados e informações para desenvolvermos os indicadores tropicalizados e métricas para medir a sustentabilidade da agricultura brasileira. Apresentamos várias experiências no bioma Amazônia como a fixação biológica do nitrogênio, o plantio direto e os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta”, explicou a presidente.

“Também mostramos os resultados do consórcio de gramíneas e leguminosas na região Amazônica, que apontaram como resultados a conversão de 55 mil hectares e trouxe a redução de gases de efeito estufa de aproximadamente 36%. O que mostra a importância das práticas sustentáveis na agropecuária brasileira e a necessidade de se fazer um cálculo do ciclo de vida. A agricultura emite, mas tem condição de sequestrar carbono, por exemplo, no ILPF e muitas vezes gerar até um balanço positivo”, complementou.

Recuperação de pastagens degradadas

Outro destaque foi a nova proposta do governo federal de recuperação de áreas degradadas, onde a Embrapa é participante ativa mapeando as áreas de pastagens e fazendo o cruzamento com o ZARC, para mostrar a aptidão de cada uma dessas áreas.

“Muitas vezes podemos mudar de áreas de pastagens para agricultura ou sistema agroflorestal, sempre baseado na execução de políticas públicas voltadas para a recuperação de áreas degradadas”. Ao todo, destacou Sílvia, são 160 milhões de hectares de pastagens, sendo 40 milhões com aptidão agrícola.

Silvia destacou a importância da presença da Embrapa na reunião que engloba todos os ministros da Agricultura da América do Sul, Paraguai, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai e o Brasil.

“Tivemos a oportunidade de mostrar o papel da pesquisa agropecuária para subsidiar as políticas públicas no Brasil e a Transferência de Tecnologia para outros países da América do Sul”, salientou.

A diretora de Negócios, Ana Euler, participou de painéis internacionais na COP28 bem como discutiu projetos no âmbito da biodiversidade e da bioeconomia, com várias áreas de interface, entre elas a atuação da Embrapa em territórios indígenas para promoção de segurança alimentar e conservação da agrobiodiversidade.

“Destaco aqui a importância da coalização entre pesquisa, inovação e transferência de tecnologia entre os estados membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), organização intergovernamental, formada por oito países amazônicos: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, que assinaram o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), tornando-se o único bloco socioambiental da América Latina”, explicou a gestora.

Entre os compromissos institucionais, a diretora reuniu-se com o coordenador da Unidade de Projetos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Daniel Hincapie, coordenador da Unidade de Projetos do BID Amazônia.

Nessa mesma direção, Ana Euler reuniu-se com a ministra brasileira dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara para tratar da construção de projetos em parceria com as comunidades indígenas brasileiras visando o fortalecimento do empreendedorismo feminino e a ampliação da atuação em parceria com o respectivo ministério em temas considerados prioritários para a atual agenda da Embrapa: segurança alimentar e nutricional, conservação da agrobiodiversidade, agregação de valor às cadeias da sociobiodiversidade (foto à direita).

Bioeconomia

Outro tema que ganhou destaque na agenda da COP28 foi a parceria da Embrapa e a organização não governamental internacional ITC (International Trade Centre). Junto com a representante do Ministério das Mulheres, Joci Aguiar, a diretora de Negócios discutiu o desenvolvimento de um projeto para ações de apoio à promoção de inovação em negócios e exportação voltado para pequenas empresas relacionadas às cadeias da bioeconomia na Amazônia.

Com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os representantes da Embrapa realizaram importante reunião na qual firmaram o compromisso de desenvolverem parceria estratégica para gerar e monitorar dados em apoio ao inventário nacional de emissões do setor agropecuário do setor agropecuário. O tema tratado foi “Dados, Metodologia e Estruturação de Equipes” (foto abaixo).

No dia 6, a equipe da Embrapa participou de evento promovido pelo Governo do Estado do Pará, onde reuniu-se com o governador Helder Barbalho, parlamentares, representantes de organismos internacionais para discutir a COP 30, em Belém, e a participação da Embrapa. “Tratamos do planejamento da COP 30 em parceria com o Governo Federal, que será a primeira COP realizada no coração da floresta tropical.

Nos dias 9 e 10, Ana Euler participou de vários painéis na COP28 promovidos pelo Ministério do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário, FAO, ITC e Instituto Sociedade, População e Natureza. A presidente Silvia e a diretora Ana também se reuniram com a vice-diretora da FAO mundial, Maria Helena Semedo.

Apoio a grupo de negociadores brasileiros na COP28

Marcelo Morandi, como membro convidado pelo Mapa para missão oficial, participou de diversas reuniões de alto nível. “As discussões ocorreram em diversas sessões desde o dia 29 de novembro, incluindo com a coordenação dos grupos negociadores (no caso do Brasil, o ABU e o G77+China), reuniões bilaterais entre as Partes e grupos e nas convocações para as reuniões de instrução e de negociação (Informal Consultations, Contact Group, Inf Inf Meetings).

Foram obtidos avanços na construção dos diferentes elementos dos seis pontos de negociação, com a elaboração de um texto base, por parte do Brasil (Informal Note, sem status) para negociações.

São esses os seis pontos:

  1. Criação de um ‘roadmap’ até a COP31 (2026), com foco em ações que promovam a implementação de projetos e políticas públicas para adaptação da agricultura às mudanças climáticas e garantia da segurança alimentar;
  2. Estabelecimento das bases para elaboração de um relatório síntese anual (Synthesis Report) pelo Secretariado da UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Clima), relatando os avanços alcançados e os ‘gaps’ que devem ser solucionados para implementação das ações, incluindo financiamento;
  3. Estabelecimento de um calendário de workshops anuais com temas relativos aos objetivos do SSH-JW (Sharm el-Sheikh), com foco na busca de mecanismos para superar os gaps relatados, assim como a discussão de novos temas e compartilhamento de experiências em implementação de ações climáticas para adaptação e resiliência da agricultura frente às mudanças climáticas;
  4. Operacionalização de um Portal online para acompanhamento das ações, compartilhamento de experiências e negociação de financiamento para iniciativas nacionais das Partes (países membros) em implementação de ações climáticas para adaptação e resiliência da agricultura;
  5. Elaboração das recomendações dos órgãos subsidiários para tomada de decisões na COP;
  6. Definições relativas ao modelo de governança do SSH-JW.
Programa de conversão de pastagens degradadas

No sábado (9), na COP28, em Dubai, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, liderou importantes reuniões representando o Mapa. Em um encontro com Martien van Nieuwkoop, diretor global de Agricultura e Alimentos do Banco Mundial, foram discutidos detalhes do programa de conversão de pastagens degradadas.

O secretário enfatizou a importância do recente decreto presidencial que estrutura o programa e estabelece um comitê gestor interministerial.

Durante a conversa, Nieuwkoop manifestou interesse em estabelecer uma linha de crédito em parceria com o Banco do Brasil para projetos de descarbonização, incluindo a conversão de pastagens e se prontificou a colaborar na criação de um mecanismo financeiro para atrair investidores privados.

A Embrapa integra o Comitê Gestor Interministerial e realizou recentemente seminário para tratar sobre o tema em parceria com o Banco Mundial.

 

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Notícias

Sustentabilidade e inovação foram palavras de ordem na Agritechnica

Por redação 12/12/2023
Escrito por redação
Sustentabilidade e inovação foram palavras de ordem na Agritechnica 2023

Tuzzi apresentou suas soluções para equipamentos fora-de-estrada na Agritechnica 2023

por Alexandre Tuzzi, CEO da Tuzzi* – Nas últimas décadas, o agronegócio brasileiro despontou como uma das principais forças impulsionadoras de nossa economia. Com uma cadeia produtiva que vai muito além das porteiras das fazendas, envolvendo players que atuam na indústria química, processamento de alimentos, engenharia, máquinas e equipamentos agrícolas, dentre outros. Não é por acaso que, hoje,  25% do PIB brasileiro vem do agronegócio.

O investimento das empresas brasileiras em tecnologia é um dos fatores que fizeram do agronegócio nacional referência global de qualidade e inovação.

Tuzzi apresenta soluções para equipamentos fora-de-estrada

A Agritechnica 2023, maior evento mundial de máquinas e equipamentos agrícolas, que ocorreu de 12 a 18 de novembro, em Hanover, na Alemanha, foi a vitrine onde as empresas brasileiras puderam mostrar todo seu potencial para atender aos mais exigentes clientes, em todos os cantos do mundo.

Mirando a entrada no mercado europeu, estivemos presente na feira com estande próprio e acompanhamos de perto as discussões sobre dois temas que devem imperar cada vez mais não somente no mercado de máquinas e equipamentos agrícolas, mas em todo o setor daqui para frente: sustentabilidade e tecnologia.

O mundo de olho na sustentabilidade

Em maio deste ano, o Parlamento Europeu aprovou uma lei que proíbe a importação de produtos agrícolas vindos de áreas de desmatamento legal e ilegal após 31 de dezembro de 2020. A medida, apesar das discussões correntes referentes ao comércio internacional entre o Mercosul e a União Europeia, está em linha com o Green Deal.

Tal medida  pretende fazer do bloco de países da UE  o primeiro a alcançar a neutralidade climática até 2050. Inicialmente, a iniciativa deve impactar, pelo menos, o cultivo de quatro culturas no Brasil, dentre elas a soja, além da pecuária e da extração da borracha. Só para se ter uma ideia do impacto dessa medida, somadas, as exportações dessas commodities para Europa em 2022, alcançaram os R$86 bilhões.

Haja vista este cenário, o investimento em modos de produção mais sustentáveis é mandatório para aqueles que querem atuar no mercado europeu. Um dos pontos altos de nossa participação na Agritechnica foi a apresentação das ações da Tuzzi para reduzir os impactos ambientais em nossos produtos e processos. Foram apresentadas nossas mais recentes ações de ecoinovação, como a utilização de energia elétrica de fontes 100% renováveis na fabricação das peças, com certificação internacional I-REC (The International REC Standard).

Também ressaltamos a importância da escolha da matéria prima ideal para a redução dos impactos no meio ambiente durante a produção. Na Tuzzi, utilizamos matéria prima com um dos menores impactos na emissão de gases de efeito estufa GEE/CO2, o que faz com que nossos produtos emitam a metade dos gases gerados, na média global, pelas empresas que atuam em nosso segmento.

Inovação como diferencial competitivo

Outro ponto evidenciado pela Agritechnica deste ano é que não existe espaço no mercado para quem não investe em tecnologia. Quem passou por lá pode ver.

Nesse quesito, as brasileiras mostraram que têm soluções atrativas para mercados mais exigentes, como o europeu. A Tuzzi, por exemplo, investiu R$ 31 milhões, entre 2022 e 2023, no desenvolvimento de novas tecnologias e na compra de novos equipamentos. Além disso, registramos seis pedidos de patente em 5 anos. 

Nosso Centro Tecnológico é o único do setor privado na América Latina, capaz de realizar testes de resistência e segurança específicos para o mercado fora-de-estrada. O centro é uma referência no setor e foi construído após visitas a outras instalações do gênero no mundo. Com esse diferencial, a Tuzzi é capaz de validar os produtos no Brasil sem precisar enviar para o exterior, sendo reconhecida pela tecnologia e inovação no setor.

Mais do que trazer as principais tendências para o mercado de máquinas e equipamentos para os próximos anos, a Agritechnica é uma vitrine para as empresas que mais se destacam no mercado, sendo o Brasil um dos países com mais notoriedade mundial no segmento do agronegócio. Sustentabilidade e inovação estarão cada vez mais no centro de todas as discussões que se desenham no horizonte, e quem não se adaptar a esse movimento terá dificuldade de expandir para além de suas fronteiras.

 

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Mapa publica Zoneamento Agrícola da Soja para safra 2024/2025
Notícias

Produtor de soja já vendeu 91,4% da safra 2022/2023, diz Datagro

Por redação 11/12/2023
Escrito por redação
Vendas do milho de inverno 2023 do Centro-Sul alcançam 70,3%

Produtor de soja já vendeu 91,4% da safra 2022/2023, diz DatagroLevantamento realizado pela Datagro Grãos mostra que, até o dia 1º de dezembro, a comercialização brasileira da safra 2022/23 de soja alcançou 91,4% da produção esperada, aquém dos 93,3% observados em igual período do ano passado, dos 99,3% do recorde da safra 2019/20 e da média dos últimos cinco anos, de 95,9%.

O avanço mensal foi de 3,3 pontos percentuais, superior aos 2,8 p.p. registrados no mês anterior, dos 1,9 p.p. no mesmo período do ano passado e da média normal, de 1,5 p.p., diminuindo um pouco a defasagem histórica.

“O ritmo um pouco melhor dos negócios ficou dentro de nossa expectativa, pois refletiu a valorização dos preços em novembro, e também por alguma necessidade de alavancagem de recursos para a compra dos insumos da safra de inverno”, comenta Flávio Roberto de França Junior, economista e líder de conteúdo da Datagro Grãos.

Considerando a atual estimativa de produção em 157,23 milhões de toneladas, os produtores brasileiros negociaram, até a data analisada, 143,78 mi de t de soja. Em igual período do ano passado, esse volume de produção negociado estava relativamente maior, mas menor em termos absolutos, chegando a 121,83 mi de t.

Safra 2023/24

As negociações da safra 2023/24 também andaram um pouco melhor no período analisado. O levantamento da Datagro Grãos aponta para 26,7% da expectativa de produção compromissada, salto mensal de 2,9 p.p., acima dos 2,1 p.p. em semelhante época do ano passado, mas aquém dos 3,1 p.p. da média plurianual.

Vendas de máquinas agrícolas caem 11,8% no acumulado do ano

O fluxo está acima dos 21,2% compromissados em 2022, mas distante dos 56,3% do recorde da safra 2020/21 e dos 35,3% da média plurianual.

A atual projeção da consultoria para o referido ciclo foi revisada de 163,72 para 156,6 mi de t em virtude da irregularidade climática – 0,4% inferior à safra 2022/23. A área está estimada em 45,4 milhões de hectares, ante 44,7 mi de ha na temporada anterior.

Milho

O levantamento da Datagro Grãos mostra que a comercialização do milho da safra de verão 2022/23 no Centro-Sul do Brasil avançou 3,4 p.p., acima da média normal para o período, de 2,8 p.p. Com isso, as vendas alcançaram 88,5% da produção esperada, contra 88,6% em igual momento de 2022 e 93,5% na média dos últimos 5 anos. Com previsão de safra em 20,2 mi de t, os produtores comercializaram 17,9 mi de t.

“A alta dos preços internos, a firme demanda, a finalização da colheita de inverno e as deficiências da estrutura de armazenagem na região central do País, levaram os produtores a também avançarem nas vendas do milho”, ressalta França Junior.

A comercialização da safra de inverno 2023 da região, estimada em 98,4 mi de t, chegou a 70,3%, contra 65,8% no levantamento anterior, 74,5% na mesma data do ano passado e média plurianual de 84,8%.

 

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