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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Produção de grãos está estimada em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

Por Redação 11/06/2026
Escrito por Redação

Produção de grão está estimada em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve atingir o recorde de 358,6 milhões de toneladas, segundo a mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 1,8% em relação ao ciclo anterior, equivalente a 6,4 milhões de toneladas adicionais.

Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.

Soja

Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.

Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas (somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25. Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão. A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão 

Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.

Arroz

Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal. Para o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas.

O volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.

Trigo 

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas

Mercado

A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas.

A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027. O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.

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11/06/2026 0 Comentários
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Bahia Farm Show

Case IH destaca colheitadeira de 775 cv e tecnologias autônomas na Bahia Farm Show

Por Redação 10/06/2026
Escrito por Redação

Case IH destaca colheitadeira de 775 cv e tecnologias autônomas na Bahia Farm Show

A Case IH participa da Bahia Farm Show 2026 ao lado da concessionária Brasif Agro, apresentando um portfólio voltado às demandas dos produtores do MATOPIBA. Entre os destaques estão a colheitadeira Axial-Flow AF10 Automation, tratores das linhas Magnum, Puma, Farmall e Steiger, além de soluções de pulverização e agricultura digital.

A principal novidade é a Axial-Flow AF10 Automation, considerada a maior colheitadeira axial do mundo. O modelo conta com motor de até 775 cv, capacidade para operar com plataformas de até 61 pés, tanque graneleiro de 20 mil litros e taxa de descarga de 212 litros por segundo.

Equipada com recursos de inteligência artificial e machine learning, a máquina utiliza sensores para ajustar automaticamente parâmetros de operação durante a colheita, realizando até 1.800 intervenções por dia e assumindo grande parte das decisões operacionais. O modelo também conta com manobra automática de cabeceira, compartilhamento de mapas entre máquinas conectadas e monitoramento remoto por meio da plataforma FieldOps.

A fabricante também apresenta as plataformas Draper FD2, da MacDon, disponíveis nas versões de 25, 50 e 61 pés. Recentemente, a Case IH iniciou a produção nacional dessas plataformas em Curitiba (PR), após investimentos superiores a R$ 100 milhões na unidade.

No segmento de tratores, um dos destaques é a linha Magnum, com modelos entre 265 cv e 405 cv. Os equipamentos contam com transmissão desenvolvida para as condições da agricultura brasileira, além de recursos de conectividade, telemetria vitalícia e suporte remoto.

A área de pulverização reúne o pulverizador Patriot Série 50, o Drone de Aplicação Case IH e a tecnologia SaveFarm, sistema de pulverização seletiva em tempo real que utiliza inteligência artificial para identificar e aplicar defensivos apenas onde necessário.

Além das máquinas agrícolas, os visitantes podem conhecer a pá-carregadeira 621E, da CASE Construction Equipment. O equipamento se destaca pela capacidade de movimentação de materiais, eficiência operacional e conectividade, com sistema de telemetria embarcado de fábrica e monitoramento remoto das operações.

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10/06/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Novo modelo calcula dinâmica de carbono na agricultura tropical

Por Redação 10/06/2026
Escrito por Redação
Novo modelo calcula dinâmica de carbono na agricultura tropical

Além de ser adaptado às condições da agricultura brasileira, o modelo melhora a compatibilidade entre as variáveis mensuradas e simuladas // Foto: Gabriel Faria

A Embrapa está em fase final de desenvolvimento do ProCarbon-Soil (Procs), primeiro modelo desenvolvido em região tropical para mensurar a dinâmica da chamada agricultura de carbono (carbon farming), que são atividades agrícolas que visam retirar o carbono da atmosfera e estocá-lo no solo. O novo modelo foi apresentado em um artigo publicado no Soil Science Society of America Journal. Além de ser adaptado às condições da agricultura brasileira, o modelo melhora a compatibilidade entre as variáveis mensuradas e simuladas, o que pode contribuir para tornar o mercado de carbono mais transparente para operadores e agricultores.

Enquanto os tradicionais modelos multicompartimentais de carbono no solo usam entre quatro e oito variáveis de estado e entre sete e 20 parâmetros — alguns deles complexos e de difícil mensuração —, o modelo proposto utiliza apenas duas variáveis mensuráveis: estoque total de carbono e sua decomponibilidade.

Com base em uma abordagem matemática e no arcabouço teórico sobre a dinâmica do carbono orgânico no solo, o Procs simula com precisão os impactos de práticas agrícolas como rotação de culturas, plantio direto e preparo do solo em diferentes condições climáticas.

Para que o desenvolvimento fosse possível, foi usada uma base de dados primários composta por informações de pesquisas da Embrapa e da Bayer, empresa parceira do projeto. A calibragem do modelo exigiu outra extensa base de dados secundários, composta por 4.290 amostras de solo de todas as regiões brasileiras, oriundas de 370 estudos publicados.

“O que a gente precisa para o mercado de carbono é a dinâmica, a variação do carbono total. Uma segunda métrica é associada à qualidade desse carbono, o quão estável ele está. Outros modelos particionam o carbono em diferentes compartimentos. O nosso avalia a qualidade geral do carbono”, afirma Luis Gustavo Barioni, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e líder do projeto.

Barioni explica que, além de ser mensurável, verificável e reportável de um modo mais simples, o modelo proposto traz vantagens para a agricultura brasileira. Até então todos os outros modelos reconhecidos no mercado de carbono haviam sido desenvolvidos em regiões temperadas, onde os sistemas produtivos são diferentes e o comportamento da matéria orgânica no solo também é distinta.

“Entre essas vantagens destacam-se a autonomia e o desenvolvimento contínuo para que não fique obsoleto. É um modelo nosso, temos a propriedade intelectual, o que é outra vantagem importante”, afirma Barioni.

Para que o Procs possa ser adotado, ele precisa de acreditação por certificadoras que atuam no mercado voluntário de carbono. No momento, os pesquisadores estão elaborando um Relatório de Validação de Modelo para ser enviado à Verra, a maior certificadora de créditos de carbono do mundo.

O Procs foi desenvolvido no âmbito do projeto PRO Carbono, uma parceria entre Embrapa e Bayer. Ele será embarcado em uma grande plataforma da multinacional; além disso, subsidiará o Inventário Nacional de Emissões e Mitigação de Gases de Efeito Estufa e ações de política pública.

“Esse modelo precisa ser reconhecido pela academia e por outros atores. Quanto mais gente usá-lo, maior será a sua credibilidade”, explica Barioni.

Precisão e confiabilidade

Há duas formas de se medir a dinâmica do carbon farming. Uma delas é com base em amostras de solo feitas em um momento zero e repetidas após um intervalo de tempo. Essa forma é cara, trabalhosa e demorada. A segunda forma é por meio de modelos que são reconhecidos pelas certificadoras do mercado de carbono.

Nos estudos, o Procs demonstrou ser capaz de produzir trajetórias muito semelhantes às geradas pelo modelo Century, um modelo multicompartimental clássico. Para um período de simulação de 50 anos, o erro quadrático médio entre as estimativas dos modelos foi de 1,03 toneladas de carbono por hectare.

De acordo com os pesquisadores responsáveis, a incerteza do Procs é menor até mesmo em comparação àquela encontrada em medições de campo com os protocolos tradicionais. Em medições diretas da variação do estoque de carbono em talhões típicos de fazendas brasileiras com aproximadamente 40 hectares, o erro chega a 3,8 toneladas por hectare.

Além de ter um grau de precisão aceitável para ser reconhecido pelas certificadoras, o Procs busca superar desafios da comercialização de carbono (Carbon Farming Trading Schemes – CFTS) e tornar projetos de crédito de carbono mais viáveis, confiáveis e auditáveis.

Fusão de modelos e dados

Outra vantagem do ProCarbon-Soil é sua compatibilidade com novas tecnologias de fusão de modelos e dados (também chamada de assimilação de dados). Por meio delas será possível alimentar, de forma automática, os modelos com dados de satélite, por exemplo. E com o uso de técnicas de fusão modelo-dados e de inteligência artificial, será possível identificar e corrigir desvios conforme a medição.

“É o que tem se chamado de data learning (aprendizagem de dados) — assimilação de dados e machine learning (aprendizagem de máquina) —, combinada com a fusão de modelo de dados. Nosso modelo é mais adequado para isso e acreditamos que essas novas tecnologias estarão cada vez mais associadas à estimação da variação dos estoques de carbono”, explica Luis Gustavo Barioni.

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Mercado

FPA pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no próximo Plano Safra

Por Redação 10/06/2026
Escrito por Redação

FPA pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no próximo Plano Safra

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) participou, nesta terça-feira (9), de uma reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula. Na pauta, um dos pedidos feitos pela bancada foi que o aporte destinado à equalização dos juros no Plano Safra chegue a R$ 27 bilhões.

O atual programa conta com cerca de R$ 13,5 bilhões destinados à equalização de juros. Na prática, esse recurso permite que o crédito chegue aos produtores rurais com taxas mais acessíveis, ao cobrir a diferença entre os juros de mercado e aqueles efetivamente pagos no empréstimo. Esse instrumento também é utilizado em outras áreas estratégicas do país, como o incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à infraestrutura.

Um dos pontos criticados pela FPA no modelo atual é a inclusão, pelo governo, de recursos privados no montante anunciado. Desde o ano passado, o Executivo passou a contabilizar no volume total do Plano Safra valores emprestados por meio da Cédula de Produto Rural (CPR), o que, na avaliação da bancada, mascara o real desempenho das linhas oficiais de crédito.

Embora os balanços divulgados pelo MAPA indiquem aumento na contratação, os dados detalhados mostram queda em programas subvencionados. O Moderfrota e o Proirriga, por exemplo, recuaram 54,8% e 56,2%, respectivamente, na comparação com o ciclo anterior.

Além disso, a realidade enfrentada pelos produtores, marcada por margens comprimidas, aumento dos custos de produção, inadimplência e juros elevados, tem pressionado as operações de custeio. Por isso, outro pedido levado ao ministro André de Paula foi a criação de uma linha emergencial de custeio para o próximo ciclo.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), também fez um alerta sobre a necessidade de separar a discussão das dívidas rurais da elaboração do novo programa de crédito. “Nossa preocupação é que o endividamento não contamine o Plano Safra”, afirmou Lupion ao ministro.

De acordo com o MAPA, a previsão é que o anúncio ocorra no dia 1º de julho. Nos últimos dias, os bancos concluíram o envio das demandas necessárias para operacionalizar o crédito. Considerando os recursos equalizados, o montante solicitado chega a cerca de R$ 200 bilhões. Internamente, o ministério já sinaliza que esse valor dificilmente será alcançado por limitações orçamentárias, mas trabalha para ampliar o volume em relação ao ciclo atual, que ficou em torno de R$ 113 bilhões.

Renegociação de dívidas

Outros temas levados ao MAPA foram os pedidos de apoio aos projetos de lei 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais, e 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A solicitação é que a pasta dê tração política às propostas dentro do governo, inclusive por meio de articulação com outros ministérios envolvidos.

Quanto ao endividamento, Lupion reforçou a posição da bancada diante da possibilidade de o governo apresentar uma medida alternativa. “Nós, como FPA, teremos uma resistência extremamente contundente caso venha uma Medida Provisória depois de tanta negociação”, disse. Segundo ele, “o agro está desesperado” diante do agravamento das dívidas no campo.

Os parlamentares e o setor produtivo são contrários à edição de uma nova Medida Provisória para tratar do tema. A avaliação é de que reeditar esse caminho não resolve o problema e pode atrasar ainda mais uma solução efetiva para os produtores.

Antidumping do leite

Além dos temas relacionados ao crédito, ao seguro e às dívidas rurais, a reunião também serviu para alinhar outras preocupações da agropecuária brasileira. Uma delas foi a decisão de não aplicar medidas antidumping sobre a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

“É algo que nos pegou com muita surpresa, porque houve o reconhecimento por parte do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que há a prática de dumping do leite importado da Argentina e do Uruguai e a decisão foi simplesmente não fazer nada”, afirmou o presidente da FPA.

 

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Bahia Farm ShowTecnologia

Kuhn do Brasil e Unicampo levam distribuidores de fertilizantes, cultivadores e soluções para pecuária à Bahia Farm Show

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

Kuhn do Brasil e Unicampo levam distribuidores de fertilizantes, cultivadores e soluções para pecuária à Bahia Farm Show

A Kuhn do Brasil participa da Bahia Farm Show 2026 em parceria com a revenda Unicampo, apresentando tecnologias voltadas às demandas da agricultura e da pecuária no MATOPIBA. Entre os destaques estão o distribuidor de fertilizantes Accura 32000, os cultivadores de restolho Optimer XL e o vagão misturador RC 295 Helix.

Um dos principais lançamentos regionais é o Accura 32000, distribuidor de grande porte desenvolvido para operações em extensas áreas agrícolas. O equipamento possui reservatório em aço inoxidável, resistente à corrosão provocada por fertilizantes e corretivos, além de permitir a aplicação de sementes, fertilizantes granulados e calcário por meio da troca de kits. O modelo utiliza sistema de distribuição triangular, que contribui para maior uniformidade na aplicação, e conta com cortes de seção para reduzir desperdícios de insumos.

Na linha de preparo de solo, a fabricante apresenta os cultivadores de restolho Optimer XL 7500 e 9000, com larguras de trabalho de 7,5 e 9 metros. Os equipamentos operam em altas velocidades e se destacam pelo sistema que mantém a profundidade de trabalho uniforme em toda a largura do implemento, além do elevado vão livre sob o chassi, que reduz riscos de embuchamento em áreas com grande volume de palhada.

Para a pecuária, a Kuhn leva o vagão misturador RC 295 Helix, desenvolvido para operações de confinamento. O equipamento foi projetado para otimizar a mistura e a distribuição da dieta animal, contribuindo para maior eficiência no manejo do rebanho.

Segundo a Kuhn, as tecnologias apresentadas na feira foram desenvolvidas para aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e atender às demandas de grandes operações agrícolas e pecuárias da região.

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Bahia Farm ShowTecnologia

New Holland leva pulverização com IA e maior colheitadeira do Brasil à Bahia Farm Show

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

New Holland leva pulverização com IA e maior colheitadeira do Brasil à Bahia Farm Show

A New Holland participa da Bahia Farm Show 2026 com foco em tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência operacional no campo. Entre os destaques apresentados em Luís Eduardo Magalhães (BA) estão os novos tratores da família T5, o T6.140 Eletro Command, o pulverizador Defensor 3500 e a colheitadeira CR10, considerada a maior fabricada no Brasil.

Na área de pulverização, a fabricante apresenta a nova geração da linha Defensor, representada pelo modelo Defensor 3500. O equipamento pode ser equipado com a tecnologia SaveFarm, sistema de aplicação seletiva baseado em inteligência artificial que identifica plantas daninhas em tempo real e realiza a pulverização apenas onde necessário. Segundo a empresa, a solução pode reduzir o consumo de herbicidas em até 90%.

Governo anuncia R$ 14 bi em crédito para máquinas durante abertura da Bahia Farm Show

Outro destaque é a linha de colheitadeiras CR, especialmente os modelos CR8 e CR10. Equipadas com sistemas de automação e inteligência artificial, as máquinas realizam ajustes automáticos durante a colheita para maximizar o desempenho, reduzir perdas e melhorar a qualidade dos grãos. A tecnologia monitora continuamente as condições da operação e adapta parâmetros da máquina em tempo real.

No segmento de tratores, a New Holland apresenta a nova família T5, composta pelos modelos T5.100 e T5.110, além do T6.140 Eletro Command. Produzido no Brasil, o modelo de 141 cv conta com motor eletrônico, transmissão automatizada e cabine desenvolvida para oferecer mais conforto e eficiência ao operador.

A marca também exibe soluções complementares para pulverização, como drones agrícolas, além de equipamentos da linha de construção, incluindo a pá carregadeira W130B e a retroescavadeira B95C.

Segundo Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da New Holland para a América Latina, a estratégia é oferecer tecnologias que contribuam para elevar a produtividade e a sustentabilidade das operações agrícolas, atendendo produtores de diferentes perfis e tamanhos.

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Bahia Farm ShowEmpresas

MWM destaca motor a etanol na Bahia Farm Show e aposta em biocombustíveis para o agro

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

MWM destaca motor a etanol na Bahia Farm Show e aposta em biocombustíveis para o agro

A MWM participa da 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), apresentando soluções voltadas à eficiência energética e à redução das emissões no agronegócio. O principal destaque da empresa é o motor movido a etanol para tratores de rodas.

A tecnologia chega em um momento de expansão da oferta do biocombustível no Brasil, impulsionada não apenas pela produção de etanol de cana-de-açúcar, mas também pelo crescimento das usinas de etanol de milho, especialmente em regiões como o Centro-Oeste e o Matopiba.

Segundo a empresa, o aumento da disponibilidade do combustível fortalece sua competitividade como alternativa energética para operações agrícolas, ampliando as possibilidades de uso de fontes renováveis diretamente no campo.

“O motor a etanol representa uma solução estratégica para essa realidade, ao permitir que o produtor utilize uma energia renovável, competitiva e disponível localmente, reduzindo emissões e aumentando a autonomia energética da operação”, afirma Durval Graça, gerente comercial de Energia & Descarbonização da MWM.

Além do motor a etanol, a companhia apresenta geradores a diesel, motobombas para irrigação, motores diesel para aplicações agrícolas e sua linha de peças de reposição.

A empresa também leva à feira soluções baseadas em biometano e biogás, incluindo motores para caminhões e ônibus, grupos geradores e motobombas para fertirrigação. As tecnologias utilizam resíduos agroindustriais como fonte de energia, contribuindo para a economia circular e para a redução das emissões no setor.

O portfólio inclui ainda torres de iluminação fotovoltaicas e modelos movidos a diesel, ampliando as opções de geração e suporte energético para operações rurais.

Com a participação na Bahia Farm Show, a MWM busca reforçar sua atuação em regiões de expansão agrícola, apostando na diversificação da matriz energética como um dos caminhos para aumentar a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

 

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Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo
Bahia Farm ShowMercado

Banco do Brasil estima R$ 850 milhões em negócios na Bahia Farm Show

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

Banco do Brasil estima R$ 850 milhões em negócios na Bahia Farm Show

O Banco do Brasil participa da 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada entre os dias 8 e 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA), com expectativa de receber R$ 850 milhões em propostas de financiamento durante o evento.

Presente na feira desde sua primeira edição, o banco leva ao evento linhas de crédito voltadas ao custeio e aos investimentos no agronegócio, com foco na aquisição de máquinas e implementos agrícolas, construção de estruturas de armazenagem e adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva.

Entre as principais linhas oferecidas estão o Moderfrota, Pronamp Investimento, Inovagro e Pronaf Mais Alimentos. A instituição também disponibiliza recursos do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e financiamentos para projetos relacionados à inovação, recuperação de pastagens degradadas, plantio direto e outras iniciativas sustentáveis.

Segundo o banco, as taxas de juros para a agricultura familiar partem de 3% ao ano, variando conforme a linha de crédito e o perfil do produtor. Para médios e grandes produtores, as taxas iniciam em 8% ao ano. Os prazos podem chegar a 12 anos, com até três anos de carência para operações de investimento.

Durante a feira, o Banco do Brasil conta com uma equipe de cerca de 60 profissionais distribuídos entre o estande e as concessionárias expositoras, oferecendo atendimento especializado e orientações sobre crédito rural.

“O papel do Banco do Brasil é oferecer as soluções adequadas para cada necessidade. Estamos disponibilizando na Bahia Farm Show volume de crédito para atender toda a demanda dos produtores rurais, inclusive com recursos do Plano Safra e taxas de juros controladas”, afirma Alberto Martinhago, diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil.

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Bahia Farm Show

Bahia Farm Show inicia 20ª edição com expectativa de receber 162 mil visitantes

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

Bahia Farm Show inicia 20ª edição com expectativa de receber 162 mil visitantes

Iniciada nesta segunda-feira (8), a Bahia Farm Show 2026 deve receber mais de 162 mil visitantes até o próximo sábado (13), reforçando sua posição entre as principais feiras de tecnologia agrícola do país. A expectativa é reunir mais de 500 expositores e movimentar negócios em um dos principais polos produtivos do agronegócio nacional.

A edição que marca os 20 anos da feira ocorre em um momento de forte desempenho da agropecuária do Oeste baiano. Na safra 2025/2026, a região alcançou produção estimada de 14,6 milhões de toneladas em uma área cultivada de 3,02 milhões de hectares. A soja segue como principal cultura, ocupando cerca de 67% da área agrícola, enquanto o sorgo registrou crescimento de 25% em relação à safra anterior.

Governo anuncia R$ 14 bi em crédito para máquinas durante abertura da Bahia Farm Show

Parte desse desempenho está ligada ao avanço da irrigação. Atualmente, mais de 409 mil hectares utilizam sistemas irrigados na região, considerada pela Embrapa a maior área irrigada do Brasil. A tecnologia tem papel estratégico para garantir estabilidade produtiva e maior eficiência no uso da água.

A feira também deve impulsionar a economia regional. A expectativa é de geração de cerca de 3 mil empregos diretos e 5 mil indiretos durante o evento. Segundo a Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem), a movimentação econômica local cresce aproximadamente 30% durante os dias da feira.

Sustentabilidade

A sustentabilidade também ganhou espaço próprio nesta edição. O Espaço Aiba de Sustentabilidade reúne atendimentos e orientações sobre licenciamento ambiental, outorgas de uso da água, energia elétrica e outros temas ligados à gestão ambiental das propriedades rurais.

Além dos atendimentos técnicos, a feira promove ações de educação ambiental, coleta seletiva e reaproveitamento de resíduos. Parte dos materiais gerados durante o evento será destinada a iniciativas de economia circular envolvendo cooperativas de reciclagem e artesãos da região.

A procura pelos serviços demonstra o interesse crescente dos produtores pelo tema. Apenas no primeiro dia da feira, mais de 100 produtores se inscreveram para receber atendimento especializado.

 

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Bahia Farm ShowMercado

Governo anuncia R$ 14 bi em crédito para máquinas durante abertura da Bahia Farm Show

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação
Governo anuncia R$ 35,1 bilhões em crédito para máquinas agrícolas durante abertura da Bahia Farm Show

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta segunda-feira (8) da abertura da 20ª edição da Bahia Farm Show // Foto: Beatriz Batalha/Mapa

Clarisse Sousa – O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães (BA), da abertura da 20ª edição da Bahia Farm Show. A cerimônia contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.

Durante o evento, o Governo Federal anunciou medidas voltadas ao fortalecimento da produção agropecuária e da logística nacional. Entre elas está o programa Move Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões em crédito para a aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas. As operações terão taxa de juros de até 9,2% ao ano, prazo de pagamento de até 60 meses e carência de 12 meses.

Também foi anunciada a destinação de R$ 21,1 bilhões para a renovação da frota de transporte de cargas e passageiros. Do total, R$ 19,1 bilhões serão destinados à compra de caminhões e R$ 2 bilhões à aquisição de ônibus, além de recursos voltados a implementos rodoviários. A expectativa é que as linhas contem com juros em torno de 12% ao ano.

Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, as iniciativas buscam ampliar a competitividade e a eficiência logística do país, em um momento em que o agronegócio segue desempenhando papel central na economia brasileira. “Hoje estamos entre os três maiores produtores do mundo e somos o maior exportador de alimentos. No ano passado, o agro brasileiro exportou US$ 169 bilhões”, afirmou.

Ao participar da abertura da feira, o ministro André de Paula destacou a importância dos investimentos públicos para acompanhar a expansão da atividade agropecuária. Segundo ele, o governo trabalha para que o próximo Plano Safra esteja alinhado às necessidades do setor.

“Estamos trabalhando para que os números do próximo Plano Safra sejam compatíveis com o crescimento e a pujança da nossa atividade”, disse.

O ministro também ressaltou o avanço da agropecuária brasileira no mercado internacional e a credibilidade do sistema de defesa agropecuária. Como exemplo, citou o recente reconhecimento da China ao status do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação em todo o território nacional.

Outro ponto destacado por André de Paula foi a relevância estratégica do Oeste baiano para a produção agrícola brasileira. Segundo ele, o desenvolvimento da região é resultado da combinação entre empreendedorismo, migração produtiva e avanços tecnológicos aplicados ao campo.

Durante a cerimônia, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu a ampliação dos investimentos em infraestrutura logística para sustentar o crescimento da produção agropecuária. Entre as prioridades estão projetos ferroviários e rodoviários voltados à melhoria do escoamento da safra e ao fortalecimento da agroindustrialização.

“Precisamos avançar na agregação de valor à produção agropecuária, transformando matéria-prima em proteína e produtos industrializados, gerando mais renda, empregos e desenvolvimento para a Bahia e para o Brasil”, afirmou.

Bahia Farm Show

Realizada pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio de entidades do setor produtivo, a Bahia Farm Show é uma das principais feiras de tecnologia agrícola e negócios do país.

A edição de 2026 ocorre entre os dias 8 e 13 de junho e reúne produtores rurais, empresas, instituições financeiras, entidades de classe e representantes do poder público. Para este ano, a organização ampliou em 35% a área do complexo, que passou a contar com 38 hectares (380 mil metros quadrados).

A expectativa é receber mais de 500 expositores e movimentar cerca de R$ 180 milhões em investimentos, reforçando o papel da feira como vitrine de inovação, tecnologia e oportunidades para o agronegócio brasileiro.

 

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09/06/2026 0 Comentários
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