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Notícias

Mapa incentiva práticas sustentáveis com programas de manejo do solo

Por redação 06/12/2023
Escrito por redação

Neste ano, comemora-se o 9º ano da criação da data com o tema “Solo e Água”

Mapa incentiva práticas sustentáveis com programas de manejo do soloDesde os primórdios, o solo é a base para a humanidade e os seres humanos utilizam de seus recursos para o seu benefício. Como define a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o solo é uma coleção de corpos naturais, constituídos por partes sólidas, líquidas e gasosas, tridimensionais, dinâmicas, formadas por materiais minerais e orgânicos, e contêm matéria viva que pode ser vegetado na natureza.

E como forma de destacar a sua importância e também a conservação, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), criou em 2013, o Dia Mundial do Solo, comemorado nesta terça-feira (5). Neste ano, celebra-se o 9º ano da criação da data com o tema “Solo e Água”.

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestre

Como incentivo para o desenvolvimento de tecnologias e práticas sustentáveis para o manejo do solo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Levantamento de Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos).

O PronaSolos foi criado em 2018 e atualizado em 2020 por meio do Decretos nº 9.414/2018 e nº 10.269/2020, com o objetivo de definir áreas prioritárias bem como respectivos levantamentos de solos em escalas geográficas iguais a 1:100.000 ou mais detalhadas. Para atingir essa finalidade, foram criados dois comitês, sendo um comitê estratégico – composto pelo Mapa, ministérios do Meio Ambiente (MMA), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Economia (ME), de Minas e Energia (MME) e da Defesa (MD); e um comitê executivo – composto por instituições de pesquisa e estudo de solos no Brasil.

A Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) atua, por meio do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, em propor as ações a serem desenvolvidas, bem como executar essas ações por meio da articulação entre instituições e parcerias, dentro das competências do comitê estratégico.

O coordenador geral de Irrigação e Conservação do Solo e Água, Gustavo Boretti, apresentou que o mapeamento do solo brasileiro está em uma escala de 1:250.000, em que algumas áreas estão mapeadas com maior nível de detalhamento.

Além do PronaSolos, o Mapa criou o Programa Nacional de Manejo Sustentável do Solo e da Água em Microbacias Hidrográficas (Águas do Agro), com o objetivo de promover e disseminar práticas de conservação de solo e água, por meio de palestras, seminários, e instalação de unidades demonstrativas em microbacias prioritárias.

Boretti também afirma que os programas PronaSolos e Águas do Agro são complementares. “O PronaSolos tem por objetivo aumentar o nível de conhecimento dos solos brasileiros e o Águas do Agro promove a adoção de práticas de conservação de solo e água, utilizando as informações elaboradas e disponibilizadas pelo PronaSolos”, destacou.

A chefe-geral da Embrapa Solos, Maria de Lourdes Santos, destacou que o solo e a água são parte do ciclo da vida humana.

“A sobrevivência do nosso planeta depende dessa ligação solo e água. É dessa ligação que as plantas conseguem retirar os nutrientes e garantir as produções agrícolas” disse, na abertura do evento “Solo e Água: Fontes de Vida”, promovido pela Embrapa Solos na manhã desta terça-feira (5) em comemoração à data.

Além disso, ela explicou que a FAO estipulou neste ano três pilares para a celebração deste dia, sendo o primeiro – solo água são recursos essenciais para sustentar a vida no planeta Terra; o segundo – eles são recursos interligados que necessitam de gestão integrada; e o terceiro – práticas inadequadas de gestão e manejo de solo e água causam erosão dos solos, perda de sua fertilidade, perda de sua biodiversidade, bem como a perda da quantidade e qualidade do solo.

Como forma de trazer práticas sustentáveis, a SDI trabalha na criação de tecnologias que possam trazer preservação do solo, além de torná-lo mais fértil.

 

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Manutenção

Peças de reposição sem procedência colocam máquinas em risco

Por redação 06/12/2023
Escrito por redação

Com a crescente oferta, principalmente online, de componentes paralelos para os equipamentos, produtores precisam ficar atentos para não caírem em armadilhas

Peças de reposição sem procedência colocam máquinas em riscoO desenvolvimento de equipamentos agrícolas é algo muito complexo e que requer anos de trabalho, investimento e profissionais capacitados para entregar aos produtores soluções duráveis, eficientes e que garantam resultados no campo. No mesmo compasso que as tecnologias avançam no setor, o mercado paralelo de peças de reposição de componentes de máquinas, equipamentos e implementos segue o ritmo, gerando preocupação e risco às lavouras.

Às vezes, os agricultores, considerando os preços mais atrativos, disponibilidade imediata e ofertas tentadoras, acabam se descuidando da qualidade dessas peças de reposição que não oferecem segurança ou garantias. De acordo com Marcelo Henrique Hagemann, diretor de operações da FertiSystem, empresa brasileira especialista em tecnologias para plantio e distribuição de adubos, é preciso ter muita atenção com este tema.

Manutenção adequada de filtros pode prolongar a vida útil do motor

Segundo ele, quando uma equipe de engenheiros de uma empresa desenvolve um conceito, eles aplicam materiais que vão garantir a eficiência e durabilidade do mesmo, afinal, eles dedicaram muito tempo no projeto. Somado a isso, há diversos investimentos das fabricantes com estudos e pesquisas.

“Quando o produtor escolhe uma peça de reposição de segunda ou terceira linha, sem procedência, ele está correndo riscos. Embora o custo dos produtos originais possa parecer alto em comparação a soluções paralelas, a qualidade dos materiais impacta diretamente na durabilidade e eficiência dos equipamentos”, pontua Hagemann.

Além disso, a utilização de peças de reposição sem procedência certificada comprometer não apenas a vida útil do equipamento, mas também afeta a produtividade no campo, impactando negativamente o resultado final da colheita.

“Uma máquina não vai ter o mesmo desempenho com componentes que não são originais. Nisso entram os critérios de excelência, qualidade, desempenho, durabilidade e o financeiro”, detalha o profissional.

Dicas de como não errar

Há diversos sinais que o produtor pode ficar atento para não cair em armadilhas ao fazer compras de peças de reposição pela internet ou lojas desconhecidas. O primeiro deles é o preço. Quando a peça estiver muito mais barata que o valor médio do mercado, pode desconfiar. Preços significativamente abaixo do mercado geralmente estão associados a produtos alternativos.

Outro ponto importante é o aspecto físico do componente, ou seja, uma observação visual detalhada é o suficiente para a distinção entre produtos originais e alternativos.

“Uma coisa muito evidente, falando principalmente dos nossos dosadores de adubo, é a sua pigmentação. Já os produtos paralelos às vezes nem têm atenção nesse detalhe. Portanto, a aparência visual é muito importante para que se consiga identificar em primeira instância se está comprando um produto original ou não”, reforça o profissional da FertiSystem.

O local de venda também diz muito sobre seus produtos. Caso a compra seja feita em alguma revenda especializada, o recomendado é buscar aquelas autorizadas pelas fabricantes. Já em caso de aquisições pela internet o ideal é fazer uma pesquisa sobre a reputação dessa loja virtual e buscar informações sobre reclamações.

Com esses cuidados, as chances de cair em golpes de falsificadores de peças de reposição são muito menores. “Temos diversas ações contra produtos indevidos e seguimos sempre acompanhando e denunciando. Sempre pedimos aos clientes que, em caso de suspeita sobre a procedência de qualquer componente, entrem em contato conosco por meio dos nossos canais digitais que prontamente responderemos”, finaliza Hagemann.

 

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Notícias

Somente 10% da área plantada no Brasil tem seguro, segundo CNSeg

Por redação 05/12/2023
Escrito por redação

Estimativas do setor de seguros apontam para um prejuízo total de R$ 80 bilhões na agropecuária relacionado a eventos climáticos no ano passado

Somente 10% da área plantada no Brasil tem seguro, segundo CNSegO presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, afirmou, nesta segunda-feira (4), que a transição climática vem ocorrendo muito antes do que se esperava, o que pode ser constatado pelos números do setor segurador. Por isso, a implementação do Seguro Social contra Catástrofe daria uma rápida resposta às pessoas impactadas pelos eventos climáticos.

Dyogo participou do painel “Adaptação e Perdas e Danos”, promovido pelo Ministério das Cidades, no Espaço Brasil da COP28, em Dubai.

O agronegócio evidencia parte dessa realidade, afirmou Dyogo, quando constatado que, apenas em 2022, o Seguro Rural pagou R$ 10 bilhões em indenizações aos produtores brasileiros, sendo que apenas 10% da área plantada é segurada. As estimativas do setor de seguros apontam para um prejuízo total de R$ 80 bilhões na agropecuária relacionado a eventos climáticos no ano passado.

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestre

Só neste ano, segundo Dyogo, 1.700 municípios já foram impactados por eventos climáticos, colocando em risco parte dos oito milhões de brasileiros que vivem em áreas de riscos, sendo necessário “empreender ações para nos adaptarmos a essa nova realidade. Um dos instrumentos mais habilitados a essa necessidade é o seguro, que é uma maneira de compartilhar os custos relacionados a determinados riscos.”

O presidente da CNseg também citou algumas iniciativas recentes do setor segurador para enfrentamento à transição climática, como a assinatura do convênio com o ICLEI, associação mundial de governos locais e subnacionais dedicada ao desenvolvimento sustentável, que irá criar seguros para garantir rápida recuperação dos danos às infraestruturas das cidades. Outros temas abordados foram a ampliação do Seguro Rural no Brasil e a iniciativa do Seguro Social de Catástrofes, proposto pela CNseg.

“O setor de seguros tem uma importante função de proteção para os mais diferentes riscos, sendo uma indústria com vultuosas reservas técnicas, que poderiam, com adequada alteração da regulação, ajudar a financiar projetos de sustentabilidade”.

Encerrando sua participação no painel, Dyogo afirmou que “há toda uma proposta do setor de seguros que merece ser considerada dentro da agenda de sustentabilidade e fico muito feliz em constatar, aqui na COP, que esse setor começa a aparecer como parte da solução para os problemas que ainda enfrentaremos em virtude das mudanças climáticas.”

 

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Notícias

Vendas de máquinas agrícolas devem cair 15% neste ano, diz Fenabrave

Por redação 05/12/2023
Escrito por redação

Comercialização no mercado doméstico recuou 11,80% no acumulado dos dez primeiros meses do ano

Vendas de máquinas agrícolas devem cair 15% neste ano, diz FenabraveAs vendas de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno recuaram 17,71% em outubro no comparativo mensal, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Segundo a entidade, houve queda de 25,81% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, as vendas caíram 11,80%.

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestre

De acordo com o presidente da entidade, José Maurício Andreta Jr., com muitas regiões do Brasil sofrendo efeitos do clima instável, com seca na região amazônica e excesso de chuvas no sul, os produtores têm postergado suas decisões de compra de equipamentos agrícolas.

“É um período complexo para o agronegócio, com muitas regiões com excesso de chuvas e outras com secas intensas. Houve necessidade de replantio em várias localidades e safras como feijão, arroz, trigo e milho estão sendo impactadas.”

Segundo o dirigente, o ano de 2023 poderá apresentar queda acumulada de cerca de 15%, nas vendas de máquinas e tratores agrícolas, e o setor espera possível melhora apenas em 2024, ainda que sobre a base baixa deste ano. “O futuro depende de produtividade e preços das commodities.”

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacados, tratores e máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

 

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A maioria dos cafeicultores brasileiros realiza, rotineiramente, tratamentos com fungicidas para o manejo da ferrugem do cafeeiro em lavouras instaladas com cultivares suscetíveis
Notícias

Mapa publica o registro de mais 51 agrotóxicos para controle de pragas

Por redação 05/12/2023
Escrito por redação

Até o momento, no ano de 2023 já foram registrados 72 produtos de baixo impacto

Mapa publica o registro de mais 51 agrotóxicos para controle de pragasO Ato nº 52 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, divulgado hoje no Diário Oficial da União, lista 51 agrotóxicos, ou seja, defensivos agrícolas, prontos para serem usados pelos agricultores. Nove desses produtos têm baixo impacto.

A linha de produtos biológicos para controle de pragas conta com um produto que contêm em sua composição Bacillus thuringiensis e Brevibacillus laterosporus. O Bacillus thuringiensis, conhecido por muitos como BT, já é bastante utilizado no controle de pragas.

A inovação nesse caso está por conta da bactéria Gram-positiva Brevibacillus laterosporus. Já existem vários estudos que relatam essa bactéria controlando alguns tipos de insetos, mas esse produto aprovado foi registrado para o controle de Chrysodeixis includens (falsa medideira), Tuta absoluta (traça-do-tomateiro) e Spodoptera frugiperda (lagarta do milho).

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestre

Também foi registrado um produto a base de extrato de Argemone mexicana, que é uma planta utilizada popularmente alguns países como terapêutica. O produto a base de setrato de planta foi registrado para controle de Bemisia tabaci biótipo B em melão e tomate; Dalbulus maidis no milho; Euschistus heros na soja.

Até o momento, no ano de 2023 já foram registrados 72 produtos de baixo impacto. No total já são 489 novos produtos que podem estar disponíveis aos agricultores, o que evidencia a crescente preocupação com práticas agrícolas sustentáveis.

Já em relação aos produtos químicos registrados, a inovação se dá por parte de misturas de ativos já registrados. Muitos desses são produtos que se comparados a forma de registro dos medicamentos seriam os chamados produtos genéricos.

O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país.

Segundo o Ministério da Agricultura, todos os agrotóxicos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

 

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Notícias

Mapa apresenta Plano ABC como referência para redução de emissões

Por redação 05/12/2023
Escrito por redação

Painel do Banco Mundial na COP28 apresentou estratégias dos países participantes para alcançar as metas de redução das emissões de metano

Mapa apresenta Plano ABC como referência para redução de emissões Integrando a agenda da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP28), em Dubai, foi realizado no último sábado (2), o painel “O Caminho Crítico para 1,5º C: Dobrando a Curva do Metano para um Planeta Habitável”, organizado pelo Banco Mundial com a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo foi apresentar as estratégias dos países participantes para alcançar as metas de mitigação das emissões de metano, ao mesmo tempo que aumentam a resiliência e a produtividade.

O Banco Mundial intensificou o compromisso com as reduções globais de metano e está lançando, como principal iniciativa nesse sentido, ações para financiamento de projetos nos setores de óleo e gás, resíduos e agricultura.

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestre

Os investimentos serão focados em programas que gerem três benefícios simultâneos: socioeconômico (rentável para o produtor), redução da emissão de gases do efeito estufa e adaptação no sistema produtivo aos efeitos das mudanças climáticas. Para isso, autoridades mundiais foram convidadas a apresentar suas políticas e estratégias.

O diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Bruno Brasil, falou durante sua explanação sobre a experiência brasileira com o plano ABC.

“Duas tecnologias: o manejo de resíduos da produção animal e a terminação intensiva – atuam diretamente na redução das emissões de metano e, ao mesmo tempo, resultam em benefícios econômicos para o produtor rural, pois melhoram a eficiência da produção, gerando mais renda ao produtor. Esse é o único caminho viável para o desenvolvimento sustentável na agricultura. Precisamos aliar desenvolvimento socioeconômico, adaptação às mudanças climáticas e redução das emissões de gases de efeito estufa”, destacou.

A atuação brasileira é composta por tecnologias sustentáveis testadas e adaptadas aos diferentes biomas do país. Além disso, o Plano ABC promove simultaneamente a adaptação dos sistemas agrícolas às mudanças climáticas, o aumento da produtividade, bem como o controle das emissões de gases do efeito estufa. Por meio da abordagem integrada da paisagem rural é possível proteger florestas e ecossistemas e conquistar bons resultados socioeconômicos.

Participaram do painel a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Inger Andersen; o diretor geral do Conselho Nacional sobre Mudanças Climáticas da Nigéria, Salisu Mohammed Dahiru; e o conselheiro do enviado especial para o Clima dos Estados Unidos, Rick Duke.

 

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Notícias

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestre

Por redação 05/12/2023
Escrito por redação

Desaceleração do setor agropecuário ocorre após cinco trimestres com taxas positivas

PIB da agropecuária tem queda de 3,3% no terceiro trimestrepor Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária caiu 3,3% no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (5). De acordo com as informações que integram o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, essa foi a primeira queda da atividade após cinco trimestres com taxas positivas.

Na avaliação da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto, Rebeca Palis, “a agropecuária atingiu o seu maior patamar no trimestre passado e, neste, há a saída da safra da soja, a maior lavoura brasileira, que é concentrada no primeiro semestre”, diz a especialista.

“Então há a comparação de um trimestre em que há um grande peso da soja com outro em que ela não pesa quase nada. Portanto, essa queda era esperada, mas está sendo um bom ano para a atividade, que está acumulando alta de 18,1% até o terceiro trimestre”, explica Rebeca.

Com relação ao mesmo período do ano passado,  no entanto, a agropecuária avançou 8,8%, com o aumento na estimativa de algumas culturas que têm safra relevante no terceiro trimestre, como o milho, a cana-de-açúcar, o algodão herbáceo e o café, e também da pecuária.

PIB acima do esperado

O PIB brasileiro, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, ficou estável, com crescimento de 0,1% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo, segundo o IBGE. Trata-se da terceira taxa positiva seguida, após a variação de -0,1% nos últimos três meses do ano passado.

Boletim Focus: mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54%

De janeiro a setembro, o PIB acumulou alta de 3,2%, na comparação com o mesmo período de 2022.

Com esse do resultado do terceiro trimestre, que ficou acima do esperado pelo mercado, o PIB está no maior patamar da série histórica e opera 7,2% acima do nível pré-pandemia, registrado no quarto trimestre de 2019.

 

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Produção de cana-de-açúcar deve alcançar 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/26
Notícias

RenovaBio: CBIO passa a contar com módulo de contratos a longo prazo

Por redação 04/12/2023
Escrito por redação

Contratos firmados antes da entrada em funcionamento do novo módulo deverão ser registrados até o dia 29/12/2023

solo - RenovaBio: CBIO passa a contar com módulo de contratos a longo prazoEstá disponível na Plataforma CBIO, o Módulo de Contratos de Longo Prazo, informa a ANP. Trata-se de nova funcionalidade da plataforma, para cadastramento de contratos de aquisição de biocombustíveis firmados entre distribuidores e produtores de biocombustíveis (ou cooperativa de produtores), bem como acompanhamento dos contratos para fins de abatimento das metas individuais dos distribuidores de combustíveis.

O assunto é tratado nos artigos 6º-A, 6º-B e 13-A da Resolução ANP nº 791/2019, com redação acrescida pela Resolução ANP nº 921/2023, para redução das metas compulsórias anuais dos distribuidores de combustíveis por meio de contratação de longo prazo com produtores de biocombustíveis certificados no âmbito do RenovaBio, nos termos do art. 2º da Resolução CNPE n° 8, de 2020.

Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais “verdes”

Os contratos firmados antes da entrada em funcionamento do Módulo de Contratos de Longo Prazo deverão ser registrados até o dia 29/12/2023, conforme previsto no art. 6º-B.

Como funciona o RenovaBio

O RenovaBio é a Política Nacional de Biocombustíveis. Um de seus principais instrumentos é o estabelecimento de metas nacionais anuais de descarbonização para o setor de combustíveis, de forma a incentivar o aumento da produção e da participação de biocombustíveis na matriz energética de transportes do país.

Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais “verdes”

As metas nacionais são estabelecidas pelo CNPE e são anualmente desdobradas, pela ANP, em metas individuais compulsórias para os distribuidores de combustíveis, conforme suas participações no mercado de combustíveis fósseis.

As distribuidoras de combustíveis deverão comprovar o cumprimento de metas individuais compulsórias por meio da compra de Créditos de Descarbonização (CBIO), ativo financeiro negociável em bolsa, derivado da certificação do processo produtivo de biocombustíveis com base nos respectivos níveis de eficiência alcançados em relação a suas emissões.

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Unica e ApexBrasil assinam acordo para promover etanol

Por redação 04/12/2023
Escrito por redação

Assinado na COP28, convênio prevê investimentos de R$ 19,5 milhões

Unica e ApexBrasil assinam acordo para promover etanol

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Agência Brasileira de Promoção das Exportações (ApexBrasil) assinaram em Dubai, durante a COP28, um acordo para promover o etanol no mercado internacional. Com duração de dois anos, o programa prevê investimentos de R$ 19,5 milhões, sendo R$ 10 milhões aportados pela ApexBrasil e R$ 9,5 milhões pela Unica.

A ideia é que os recursos sejam utilizados para disseminar internacionalmente o conceito de que o etanol é o combustível mais viável para promover a transição energética na matriz de transporte. Além disso, vai posicionar o Brasil como a grande referência nesse processo, dada a experiência no país no tema.

“Essa é uma agenda que mostra que o Brasil está procurando dar a sua contribuição, não só para os brasileiros, mas para o mundo inteiro”, disse Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

Na avaliação de Evandro Gussi, presidente da Unica, o Brasil conseguiu desenvolver um modelo único de produção de bioenergia. Na rota brasileira, é possível produzir um biocombustível que não promova o desmatamento e que não concorra com a produção de alimentos.

Como os canaviais brasileiros estão se tornando mais “verdes”

“O elemento principal desse projeto com a Apex é que o modelo feito no Brasil pode ser replicado para outros países da América Latina, África e na Ásia, sobretudo no Sudeste Asiático”, disse Gussi.

Apesar de ter uma vigência de dois anos, o presidente da ApexBrasil não descartou a possibilidade de haver novos aportes no projeto. Em sua avaliação, o governo brasileiro não deixará de apoiar iniciativas que promovam o protagonismo do Brasil na solução da crise climática.

 

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Notícias

Boletim Focus: mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54%

Por redação 04/12/2023
Escrito por redação
Para 2024, taxa inflacionária deve ser menor: 3,92%

Mercado prevê que inflação fechará o ano em 4,54%O mercado financeiro prevê uma inflação de 4,54% ao fim deste ano. O número é ligeiramente superior ao previsto há uma semana pelo Boletim Focus (4,53%); e abaixo dos 4,63% estimados há quatro semanas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. As informações são do Boletim Focus, publicação divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central.

Para 2024, a previsão é de uma inflação de 3,92%. Há uma semana ela estava em 3,91% A expectativa para os anos subsequentes (2025 e 2026) mantém-se estável há várias semanas em 3,50%.

John Deere vai investir R$ 180 milhões em novo centro tecnológico

A estimativa está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Câmbio, Selic e PIB

O mercado reduziu para R$ 4,99 a previsão da cotação do dólar para o fim deste ano. A previsão anterior era de que a moeda norte-americana fecharia o ano a R$ 5. Para 2024, a previsão é de que o dólar esteja cotado a R$ 5,03 em 2024; e a R$ 5,10 em 2025.

Já a previsão para a taxa básica de juros (Selic) se mantem estável – há 17 semanas – em 11,75%. Para 2024, o mercado financeiro aposta em uma Selic de 9,25%.

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira está estável pela segunda semana seguida, com o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma todas os bens produzidos no país – em 2,84% em 2023; 1,50% em 2024; 1,90% em 2025; e 2% em 2026.

Fonte: Agência Brasil

 

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