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Tecnologia

Branco Motores traz ao país o Tratorito, voltado a pequenos produtores

Por redação 08/11/2023
Escrito por redação

Ideal para pequenas e médias propriedades, o lançamento tem motor de 7,5 cavalos e 223 cilindradas, além de caixa de transmissão com 3 marchas para frente

Branco Motores traz ao país o Tratorito, para pequenos produtoresA Branco Motores acaba de trazer ao país mais uma novidade pensada para os produtores de pequenas e médias propriedades rurais: o Tratorito BTTG 7.5 – 800, considerado o modelo a gasolina mais potente de todo o mercado.

O novo Tratorito da Branco Motores é ideal para a manutenção, preparo do solo para o plantio, transporte de pequenas cargas e para utilização em diversos implementos agrícolas. Ele é equipado com recursos premium, como transmissão de 3 marchas, proteção robusta e farol de LED, oferecendo a máxima eficiência para os agricultores.

Além disso, o equipamento possui largura de trabalho ajustável, para ser adequada conforme os diferentes tipos de cultivo, e maior distância entre as rodas, o que facilita o uso com carretas agrícolas. E, para maior proteção do motor, o filtro do Tratorito® é banhado a óleo.

Agritechnica deve ser vitrine para empresas brasileiras
Informações técnicas do Tratorito BTTG 7,5 – 800:

● Motor: 7,5 cavalos e 223 cilindradas;
● Caixa de transmissão com 3 marchas para frente, que garante maior tração em menores velocidades;
● Largura máxima de corte: 800 mm
● Pneus de 8 polegadas
● Peso líquido: 74 kg

 

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AgritechnicaTecnologia

Tuzzi participa da Agritechnica com soluções e produtos para tratores

Por redação 08/11/2023
Escrito por redação

Empresa apresentará soluções e produtos para tratores agrícolas em estande, com o objetivo de ampliar sua atuação internacional

Tuzzi participa da Agritechnica com soluções e produtos para tratores agrícolasA Tuzzi, empresa brasileira especializada em serviços e soluções para equipamentos fora-de-estrada, participa da Agritechnica 2023, o maior evento mundial de máquinas agrícolas, que será realizado em Hannover, na Alemanha, de 12 a 18 de novembro.

Esta será a primeira vez que a Tuzzi participa da Agritechnica de forma independente, com estande próprio. Em edições anteriores, a empresa esteve presente em conjunto com a ABIMAQ ou com a Sindipeças. A Tuzzi levará para a Agritechnica um amplo portfólio, incluindo os sistemas de acoplamento para tratores, sistemas de tração e componentes forjados para máquinas agrícolas. O cardápio que será exposto é o que tornou a Tuzzi líder nas Américas nestas soluções para máquinas agrícolas, fornecendo produtos para países sul-americanos, México e EUA.

“A Agritechnica é uma oportunidade única para a Tuzzi apresentar seus produtos e tecnologias para um público global”, disse Alexandre Tuzzi, CEO da empresa. “Estamos ansiosos para mostrar ao mundo o que a Tuzzi tem a oferecer. Acreditamos que a nossa participação na Agritechnica seja uma plataforma importante para a conquista de novos mercados.”

Antes disso, nos dias 10 e 11 de novembro, também em Hannover, a Tuzzi patrocina o LAND.TECHNIK AgEng 2023, Conferência Internacional sobre Engenharia Agrícola, realizado pela VDI – The Association of German Engineers. A Tuzzi será a única empresa brasileira que apoiará o evento e terá representantes acompanhando as discussões técnico-acadêmicas sobre as últimas tendências em tecnologia e inovação no setor agrícola.

A Agritechnica está de volta e destaca o tema “Produtividade Verde”

A Tuzzi é uma empresa fundada em 1985, com sede em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, com uma trajetória de mais de 40 anos no desenvolvimento de soluções em aço para máquinas dos setores da agricultura, construção e mineração. A partir de 2019, a Tuzzi iniciou um processo de expansão e internacionalização, com a abertura da exportação para os EUA, o que trouxe um salto em investimento na capacidade de produção.

Inovações e tecnologia

Os produtos da Tuzzi são reconhecidos por sua alta qualidade, tecnologia, resistência e desempenho no campo, e são utilizadas pelas melhores marcas mundiais de máquinas agrícolas. Eles são desenvolvidos em conjunto com as montadoras dentro do renomado Centro Tecnológico da empresa – único de uma iniciativa privada na América Latina –, capaz de realizar os testes de resistência e segurança específicos para o mercado fora-de-estrada.

O centro é uma referência no setor e foi construído após visitas a outras instalações do gênero no mundo. Com esse diferencial, a Tuzzi é capaz de validar os produtos no Brasil sem precisar enviar para o exterior, sendo reconhecida pela tecnologia e inovação no setor.

O desenvolvimento de um produto leva, em média, até dois anos para estar disponível no campo. Outros fatores de destaque para os produtos da Tuzzi estão na resistência e durabilidade devido às características do ritmo da agricultura brasileiras (até três safras ao ano) e a resistência dos solos.

A inovação é um dos pilares da empresa. Nos últimos 5 anos, foram registrados 6 pedidos de patentes. Também foram finalistas entre as médias empresas do último Congresso de Inovação da Confederação Nacional da Indústria. Em 2022/2023, a empresa investiu R$31 milhões no desenvolvimento de tecnologias e aquisição de novos equipamentos.

Sustentabilidade

A Tuzzi está comprometida com a sustentabilidade e investe em ações para reduzir o impacto ambiental de seus produtos e processos. Para o mercado europeu, a empresa quer reforçar o diferencial sustentável de seus produtos. Serão apresentadas as mais recentes ações de ecoinovação, como a utilização de energia elétrica de fontes 100% renováveis na fabricação das peças, com certificação internacional I-REC (The International REC Standard).

Além disso, a Tuzzi utiliza matéria prima com um dos menores impactos na emissão de gases de efeito estufa GEE/CO2. Ao fim, os produtos da Tuzzi emitem a metade dos gases gerados, na média global, pelas empresas que atuam em seu segmento. Outro ponto importante é o tempo de vida dos produtos da Tuzzi, que é maior devido à resistência e qualidade, estendendo sua via útil e reduzindo assim a necessidade de reposição, o que contribui para a sustentabilidade.

 

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Notícias

Especialista fala sobre os cuidados no cultivo da soja em anos de El Niño

Por redação 08/11/2023
Escrito por redação

Cenário indica um ambiente propício à incidência de doenças na soja, especialmente podridão radicular de fitóftora, mofo branco e ferrugem asiática

Especialista comenta sobre os cuidados no cultivo da soja em anos de El Niño

Cultivo da soja // Foto: Leila Costamilan

A incidência de chuvas está atrasando a semeadura da soja na região fria do Brasil, nos estados do RS, SC e sul do PR. A melhor época vai até o final de novembro, quando é possível alcançar as maiores produtividades com a cultura, mas a previsão é que o El Niño comece a perder força somente a partir de dezembro, ainda assim com bom volume de chuvas até o final do verão. A previsão do tempo exige planejamento do produtor para reduzir perdas por doenças na soja.

O próximo verão deverá ser marcado por volume de chuvas de normal a acima da média histórica na Região Sul. “O fenômeno El Niño deverá continuar atuando até o outono, trazendo um verão mais chuvoso, com curtos períodos de sol”, alerta o analista do laboratório de meteorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato.

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

Segundo ele, o destaque ficará por conta da oscilação das temperaturas, alternando entre dias de muito calor e períodos de temperaturas mais amenas.

O cenário indica um ambiente propício à incidência de doenças na soja, especialmente podridão radicular de fitóftora, mofo branco e ferrugem asiática.

A pesquisadora Trigo Leila Costamilan, da Embrapa, explica que o primeiro problema que poderá aparecer nas lavouras é a podridão radicular de fitóftora. Recorrente em áreas compactadas, com solos mal drenados e acúmulo de água, a fitóftora pode ocasionar apodrecimento de sementes, morte de plântulas em pré e pós-emergência e, em plantas adultas, apodrecimento de raízes, levando à murcha e morte.

A doença causa maiores perdas durante a emergência das plantas, levando à ressemeadura de soja em muitas lavouras. A orientação é utilizar cultivares resistentes à doença e fazer o tratamento de sementes com fungicida específico para fitóftora, evitando a implantação da lavoura em solo encharcado ou com previsão de grande volume de chuva após a emergência das plantas.

Verão com temperaturas mais amenas, umidade e dias nublados, podem favorecer também o aparecimento de mofo-branco, a partir do florescimento da soja. O controle é realizado com manejo integrado durante todo o ano, incluindo o controle biológico, o controle químico, o plantio direto e menor densidade de plantas.

Em anos chuvosos, a principal doença a ser controlada no cultivo da soja é a ferrugem asiática. Nas semeaduras tardias, a doença tenderá a ser mais severa pelo aumento da presença do fungo no ar. Nas últimas safras, mutações do fungo causador da ferrugem asiática têm resultado na menor sensibilidade aos principais fungicidas utilizados no controle.

“Os fungicidas não apresentam a mesma eficiência de quando a doença foi introduzida no Brasil, mas ainda continuam sendo uma ferramenta importante no manejo da doença. Novas mutações podem ser selecionadas ao longo do tempo”, alerta a pesquisadora da Embrapa Soja, Cláudia Godoy. Confira abaixo no gráfico elaborado pela Rede de Ensaios Cooperativos – Consórcio Antiferrugem – o desempenho dos produtos para controle da ferrugem-asiática ao longo das safras:

Saiba mais sobre os cuidados com o cultivo da soja em anos de El Niño ouvindo o podcast Falando de Trigo, da Embrapa.

 

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Mapa prorroga estado de emergência devido à Influenza Aviária
Notícias

Mapa prorroga estado de emergência devido à Influenza Aviária

Por redação 08/11/2023
Escrito por redação

Prorrogação vale por mais 180 dias em todo território nacional

Mapa prorroga estado de emergência devido à Influenza AviáriaO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, por meio da Portaria nº 624, prorrogou, por mais 180 dias, a vigência do estado de emergência zoossanitária em todo território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves silvestres no Brasil.

Até este momento, não há registro de circulação do vírus na criação comercial, o que mantem o Brasil com status de país livre de influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), exportando seus produtos para consumo de forma segura.

“O combate à gripe aviária é uma questão que merece a atenção de todos, pois o avanço da doença pode impactar diversos setores do país. A prorrogação nos dará mais segurança para o enfrentamento a esta crise sem maiores riscos”, destaca Fávaro.

Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doença

A emergência zoossanitária já havia sido decretada, pela primeira vez, em 22 de maio deste ano como uma medida do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana.

O Ato permite ao Governo adotar medidas de erradicação do foco de forma rápida, a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais – nas três instâncias: federal, estadual e municipal – e não governamentais, bem como ações integradas para conter a disseminação da doença pelo Brasil.

Casos confirmados

Até o momento, o Brasil já soma 139 focos da doença confirmados, sendo em aves silvestres, aves de subsistência e mamíferos.

O Mapa segue alertando a população que não toquem ou recolham as aves que encontrarem doentes ou mortas e acione o serviço veterinário mais próximo para evitar que a doença se espalhe.

Não há risco no consumo de carnes e ovos de aves ou qualquer produto de origem animal inspecionado.

 

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Notícias

Cooperativa inaugura 3ª maior esmagadora de soja do Brasil

Por redação 08/11/2023
Escrito por redação

Instalação tem capacidade de processamento de 60 mil sacas/dia

Cooperativa do Paraná inaugura 3ª maior esmagadora de soja do BrasilA C.Vale inaugurou nesta terça-feira (7) uma esmagadora de soja com capacidade de processamento de 60 mil sacas/dia em Palotina, no oeste do Paraná.

A instalação, que recebeu mais de R$ 1 bilhão de investimentos entre 2021 e 2023, ocupa 12 hectares no complexo agroindustrial da cooperativa – é a terceira maior esmagadora do País em plantas industriais de apenas uma linha de produção e a primeira em nível tecnológico.

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

A esmagadora de soja entrará em operação em 2024 para produzir farelo e óleo de soja para fabricação de rações pela própria C.Vale. A capacidade de armazenagem é de 4 milhões de sacas de soja em grão e 68 mil toneladas de farelo.

Numa etapa posterior, a cooperativa planeja fazer novos investimentos para produzir gorduras industriais, margarina, maionese e biodiesel.

 

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Curiosidade

Saiba como diminuir a erosão do solo com o uso correto das forrageiras

Por redação 07/11/2023
Escrito por redação

Com boas práticas conservacionistas, produtores podem evitar a perda das camadas superficiais do solo e consequentemente reduzir prejuízos como baixa produtividade, danos econômicos ou ambientais

Saiba como diminuir a erosão do solo com o uso correto das forrageirasUm problema que preocupa muitos produtores e pode gerar diversos prejuízos é a erosão do solo, quando partículas do solo se desprendem e são transportadas para outros locais. Normalmente esse fenômeno ocorre devido a ação das chuvas e água corrente (erosão hídrica). Essa água que escoa pelo solo, além de não ficar disponível para as plantas, ainda carrega nutrientes e matéria orgânica do solo. Portanto, o uso correto das forrageiras pode ajudar, e muito, na diminuição desses processos erosivos.

O resultado da erosão do solo nas áreas de baixada pode ser voçoroca, (termo vem do tupi-guarani e significa buraco grande), já nos rios pode causar o assoreamento ou contaminação da água. “Rios assoreados, por exemplo, transportam menor volume de água, também correm o risco de transbordamentos ou ter as bordas erodidas”, diz Diogo Rodrigues da Silva, zootecnista, doutor em pastagens e coordenador técnico da Soesp – Sementes Oeste Paulista.

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

A falta de práticas conservacionistas levam às erosões, conforme as condições edafoclimáticas da região. Isso acarreta prejuízos econômicos, pois na área há perdas de nutrientes que precisarão ser repostos com adubação e calagem ou ainda, acabam ficando inutilizáveis, como nas voçorocas.

Segundo o doutor em pastagens, o controle da erosão do solo requer um conjunto de ações que vão desde o manejo correto até as práticas conservacionistas. Entre iniciativas que podem ser realizadas, destaque para as edáficas, também conhecidas como práticas culturais. Estas, por sua vez, estão relacionadas com os sistemas de cultivos estabelecidos na propriedade, como:

  • Plantio em curva de nível;
  • Plantio direto;
  • Implantação de sistemas integrados como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Há ainda as práticas mecânicas, ou seja, a erosão pode ser amenizada com:

  • Construção de estruturas artificiais como bacias de contenção;
  • Terraceamento;
  • Canais de escoamento, entre outros.

“Também são importantes as práticas vegetativas, que basicamente consistem em métodos que utilizam a cobertura do solo com plantas, evitando o impacto da chuva sobre o solo descoberto, ou o uso de barreiras contra a retenção ou diminuição da velocidade de escoamento da água das chuvas”, destaca o coordenador técnico da Soesp.

Escolha correta da forrageira

O uso de forrageiras é uma prática eficiente para o controle da erosão e na proteção da superfície do solo. Elas auxiliam na conservação da umidade para o desenvolvimento dos microrganismos e promovem a reconstituição da estrutura, incrementando a matéria orgânica do solo.

Para a escolha da forrageira ideal, considere as condições de solo e clima. Áreas erodidas apresentam baixa fertilidade do solo, e nestes casos é importante escolher uma forrageira adaptada a estas condições. Alguns exemplos de espécies forrageiras adaptadas a solos de baixa fertilidade são: Brachiaria decumbens cv. Basilisk e a Brachiaria humidicola cv. Llanero (Dictyoneura).

A estrutura da planta é outro ponto que requer atenção, pois as espécies de forrageiras selecionadas para controle de erosão devem apresentar uma boa cobertura do solo. Suas raízes devem ser densas e resistentes, que formam uma malha no local. Essa formação favorece a estrutura do solo, e, por conseguinte, permite maior infiltração da água. “Além disso, é importante que a variedade seja adaptada a uma ampla variação de temperatura, pH do solo, condições de umidade, baixa fertilidade, compactação, entre outras características importantes”, acrescenta o zootecnista.

A semeadura no terreno afetado pode ser feita através de plantio a lanço, e incorporadas sempre que possível – especialmente em áreas de morro, onde as sementes que não são incorporadas podem ser arrastadas pela chuva ao invés de ficarem e germinarem no ponto onde caíram. Em solos com inclinação, uma excelente opção é a Brachiaria humidicola cv. Llanero (Dictyoneura), que além de uma boa adaptação a solos de baixa fertilidade, possui também um crescimento lateral bem agressivo, devido ser uma planta estolonífera.

Atenção com a qualidade da semente

Escolher uma boa semente é fundamental no controle da erosão. As sementes blindadas Soesp Advanced, possuem um tratamento composto por dois fungicidas e um inseticida, evitando ataque de pragas e proliferação de fungos que prejudicam o processo de germinação.

Além disso, as sementes precisam ter um bom estabelecimento em áreas erodidas para ter uma cobertura bem homogênea no solo. “A qualidade dos insumos utilizados é essencial nas práticas conservacionistas, por isso, o tratamento Advanced utilizado pela Soesp apresenta boa germinação, inclusive nestas situações, já que as sementes apresentam alto valor cultural, ou seja, sementes com altíssima pureza e viabilidade”, finaliza o doutor em pastagens.

 

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Notícias

Estudo aponta viabilidade de painéis de fibra a partir dos resíduos moveleiros

Por redação 07/11/2023
Escrito por redação

Os painéis foram produzidos a partir de galhos de árvores com 11 anos de idade cultivados na área experimental da Embrapa em Acaraú, Ceará

Estudo aponta viabilidade de painéis de fibra a partir dos resíduos moveleirosO uso de coprodutos na agroindústria promove a sustentabilidade das cadeias produtivas e a preservação de recursos provenientes da biodiversidade. A Embrapa Agroindústria Tropical desenvolveu a tecnologia para a produção de painéis aglomerados a partir dos materiais sobressalentes do beneficiamento da madeira na indústria moveleira cearense.

Na publicação “Painéis aglomerados produzidos a partir de espécies florestais cultivadas no município de Acaraú, CE”, os pesquisadores da Unidade demonstram a aplicabilidade desse coproduto, além de identificar quais espécies florestais nativas apresentam as melhores características para a cadeia produtiva.

Com o avanço dos plantios florestais, o aumento de resíduos originários de podas, desramas, desbastes e do processamento da madeira são consequências. No entanto, gera-se uma biomassa rica de frações lignocelulósicas que, transformadas na indústria, podem servir de matéria-prima para a movelaria.

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

Com essa possibilidade, a Embrapa Agroindústria Tropical realizou experimentos para sinalizar as características químicas desses materiais, principalmente das frações lignocelulósicas, que indicam a possibilidade de desenvolver rotas tecnológicas para agregação de valor desses resíduos devido ao elevado teor de lignina.

O estudo desenvolveu painéis de fibra a partir desse residual, sendo o produto final semelhante ao MDF utilizado em larga escala pela indústria moveleira.

A produção dos painéis de fibra

Os painéis foram produzidos a partir de galhos de árvores com 11 anos de idade cultivados na área experimental da Embrapa em Acaraú, no Ceará. As amostras de galhos foram trituradas e moídas. Logo após, foram secas em estufa de ar circulante a 105 ºC por 18 horas.

Painéis de 110 mm x 110 mm x 5 mm produzidos com as amostras foram cortados para formação dos corpos de prova utilizados nos ensaios clínicos. A formulação dos painéis foi de 26 g de fibras de madeira, 30 g de resina (Redemite), 6 g de água, 6 g de farinha de trigo e 1 g de sulfato de amônia (conforme indicação do fabricante da resina). A mistura foi pré-prensada em molde fechado à temperatura ambiente.

O colchão de fibras formado foi em seguida prensado em prensa aquecida a 180 °C. Após a prensagem a quente, as placas foram resfriadas sob compressão durante 18 horas, sendo então armazenadas a 25 °C e 50% de umidade por 48 horas; após esse período, os corpos de prova foram cortados em serra de disco. Após a fabricação dos painéis, analisou-se a flexão, a determinação da densidade, o inchamento e a absorção de umidade pelas placas.

Como resultado, a pesquisa aferiu que o aproveitamento dos coprodutos da produção de madeira por reflorestamento no estado do Ceará ou em outras regiões com condições análogas é tecnicamente viável e deve ser avaliado do ponto de vista ambiental e econômico. Quanto à qualidade do material, as fibras obtidas de galhos das espécies nativas e exóticas e de clones de híbridos de eucaliptos selecionados no projeto apresentam-se como matéria-prima viável para a produção de painéis.

Com ajustes na densidade, as propriedades mecânicas dos painéis podem ser melhoradas. O tratamento dispensado às fibras no processamento industrial (explosão a vapor e refino) e a mistura de espécies madeireiras, entre outras melhorias de processo, poderiam ser adotados para melhorar o desempenho técnico e econômico dos painéis produzidos.

A seleção das espécies cultivadas

Em 2010, as primeiras pesquisas voltadas para o setor buscaram selecionar espécies arbóreas para a indústria do polo moveleiro de Marco/CE, com foco em viabilizar soluções para aumentar a produtividade e disponibilizar mais informações técnicas acerca de qualidade de madeira para a região.

Com isso, o projeto analisou o desempenho de 39 espécies arbóreas, 29 nativas e 10 exóticas, não tradicionalmente utilizadas no setor moveleiro, e seis clones de híbridos de eucalipto. Após 11 anos de cultivo, as espécies nativas de Pau-d’arco-roxo (Handroanthus impetiginosus), Jatobá (Hymenaea courbaril) e Angico (Colubrina glandulosa), as espécies exóticas de Acácia-australiana (Acacia mangium) e Chichá (Sterculia foetida) e os clones de híbridos de eucaliptos VE38, VE41 e GG680 se destacaram pelo crescimento e desenvolvimento, sugerindo boa adaptabilidade à região. Também foram realizadas análises de qualidade, experimentos para estabelecer parâmetros de cultivo e testes de novos materiais genéticos.

 

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Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão
Tecnologia

Solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão

Por redação 07/11/2023
Escrito por redação

O Agrihub é um novo conjunto de rolamento da companhia que promete aumentar a eficiência das máquinas de plantio no campo e reduzir custos para fabricantes

Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão
Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão
Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão

A fabricante sueca de rolamentos SKF acaba de lançar no Brasil o Agrihub, um conjunto montado de rolamento, equipado com a vedação integrada SKF Mudblock de alta performance, cubo flangeado para montagem simples e com geometria interna, que aumenta a performance das máquinas de plantio no campo.

De acordo com Silas Santana, diretor Comercial Industrial da SKF no Brasil, o Agrihub, que está disponível tanto para montadoras de máquinas agrícolas (OEM) quanto para usuários das máquinas de plantio, possui menos componentes no conjunto e gera menor torque de atrito da vedação. Para a introdução da tecnologia no mercado brasileiro foi firmada uma parceria com um fabricante de máquinas agrícolas, no intuito de promover testes para verificar a viabilidade da solução.

“Comprovamos que o Agrihub aumentou em cinco vezes a vida útil do conjunto em comparação com a aplicação anterior, o que agregou mais dois anos na utilização da semeadora. Nosso parceiro, portanto, deixou de gastar com manutenção e diminuiu seu custo total de propriedade”, ressalta Santana.

O executivo explica que o Agrihub foi desenvolvido a partir de um conjunto de conhecimentos científicos e empíricos sobre rolamentos e máquinas de plantio. Os estudos foram empregados para inovar e padronizar os sistemas rotativos das semeadoras de precisão, solucionando também problemas da aplicação durante o processo de semeadura no campo.

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

Segundo Santana, a solução traz benefícios técnicos e comerciais ao mercado agrícola, levando em consideração todo o processo de ponta-a-ponta e a entrega de valor agregado à cadeia de produção.

“Isto significa que para as montadoras de máquinas agrícolas o Agrihub facilita, entre outras coisas, a administração de componentes, compras, tempo de contagem do produto na máquina e até mesmo o tempo de garantia, gerando maximização das receitas. Num nível mais abrangente, o fabricante consegue também diminuir a quantidade de linha de produção e promover a readequação de pessoas no processo de montagem, por exemplo”, afirma.

De acordo com o executivo, a SKF garante aos fabricantes que durante o tempo de garantia de fábrica da máquina de plantio, que geralmente tem prazo de um ano, não será necessária a troca do Agrihub, já que a tecnologia atinge dois anos de vida útil.

“Para o usuário final, aumenta-se a disponibilidade do equipamento durante a safra, há redução nos custos de manutenção e alta produtividade, já que o Agrihub permite maior precisão de plantio no campo. Estes fatores geram maior lucratividade para o produtor”, destaca.

 

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Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano
Notícias

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

Por redação 07/11/2023
Escrito por redação

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo CepeaAs exportações brasileiras da oleaginosa somaram 5,5 milhões de toneladas, segundo dados da Secex

A demanda externa por soja brasileira está bastante aquecida. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é favorecido sobretudo pela restrição da oferta de outros países da América do Sul e pela menor produtividade nos Estados Unidos. Além disso, os preços do Brasil estão atrativos, diante dos menores prêmios de exportação.

Consultoria aponta recorde nas exportações do complexo soja em 2024

Em outubro, as exportações brasileiras da oleaginosa somaram 5,5 milhões de toneladas, segundo dados da Secex, um recorde para o mês, e ampliando para 92,8 milhões de toneladas a somatória do volume escoado em 2023 (até outubro).

Somente neste segundo semestre, os embarques de soja somaram mais de 30 milhões de toneladas de soja, superando em 16,7% o volume exportado em todo o segundo semestre de 2022.

 

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Notícias

Na Índia, Fávaro destaca papel-chave do Brasil em biocombustíveis

Por redação 06/11/2023
Escrito por redação

Ministro da Agricultura ressaltou produção nacional de etanol e biodiesel

Na Índia, Fávaro destaca papel-chave do Brasil em biocombustíveisO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, palestrou no encerramento do evento “O Diálogo sobre Transição Energética” (em inglês, The Energy Transition Dialogue), organizado pela Observer Research Foundation (ORF), na sexta-feira (3), em Nova Délhi, Índia.

O ministro destacou que o Brasil sabe da sua responsabilidade com a preservação ambiental e que a transição energética é fundamental, lembrando ainda que o país tem liderado todas as ações que visam a produção de combustíveis renováveis e energias limpas.

Consultoria aponta recorde nas exportações do complexo soja em 2024

Em seu discurso, Fávaro lembrou da história do Brasil com os biocombustíveis. “O Brasil tem um programa de etanol como combustível para os nossos veículos há aproximadamente 40 anos. Temos, há 20 anos, o carro flex dando oportunidade de abastecimento aos nossos cidadãos com o combustível renovável, mas também incorporado junto ao combustível fóssil”, disse.

O ministro também citou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Instituído em 2004, no primeiro mandato do Presidente Lula, o programa interministerial do Governo Federal objetiva a implementação de forma sustentável, tanto técnica como econômica, da produção e uso do biodiesel, com enfoque na inclusão produtiva e no desenvolvimento rural sustentável, via geração de emprego e renda.

Biocombustíveis X alimentos

Além das questões de sustentabilidade relacionadas aos biocombustíveis, a produção de biodiesel, feita com matéria-prima nacional, gera empregos, oportunidades na agricultura familiar e na agroindustrialização, e ainda garante mais estabilidade ao mercado de soja e, consequentemente, das proteínas animais.

O ministro da Agricultura e Pecuária brasileira ressaltou que o biocombustível não é concorrente da produção de alimentos. Para ele, o Brasil cresceu, se tornou um grande exportador de alimentos e um grande produtor do combustível, mostrando que é muito compatível gerar energia sustentável, biocombustíveis e produzir alimentos. E que não são divergentes esses assuntos.

“Percebam que o Brasil há 50 anos era importador de alimentos e nesse período começou a desenvolver tecnologias para produzir mais, com qualidade e em quantidade, para o nosso suprimento e também para exportação. E praticamente no mesmo período começamos os programas de combustíveis renováveis e ao invés de causar qualquer insegurança alimentar pelo contrário, o Brasil cresceu”, ressaltou.

Fávaro terminou seu discurso agradecendo por participar de um evento com um tema relevante para o Brasil e o mundo. “Espero que essa aliança global de biocombustíveis possa levar exemplos como esse para que cada vez mais o mundo produza energia limpa, renovável e de qualidade. Desejo que ao final desse evento possamos trazer soluções e compromisso com o biocombustível”, finalizou.

 

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06/11/2023 0 Comentários
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