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Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão
Tecnologia

Solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão

Por redação 07/11/2023
Escrito por redação

O Agrihub é um novo conjunto de rolamento da companhia que promete aumentar a eficiência das máquinas de plantio no campo e reduzir custos para fabricantes

Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão
Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão
Nova solução da SKF promete aumentar a vida útil de semeadoras de precisão

A fabricante sueca de rolamentos SKF acaba de lançar no Brasil o Agrihub, um conjunto montado de rolamento, equipado com a vedação integrada SKF Mudblock de alta performance, cubo flangeado para montagem simples e com geometria interna, que aumenta a performance das máquinas de plantio no campo.

De acordo com Silas Santana, diretor Comercial Industrial da SKF no Brasil, o Agrihub, que está disponível tanto para montadoras de máquinas agrícolas (OEM) quanto para usuários das máquinas de plantio, possui menos componentes no conjunto e gera menor torque de atrito da vedação. Para a introdução da tecnologia no mercado brasileiro foi firmada uma parceria com um fabricante de máquinas agrícolas, no intuito de promover testes para verificar a viabilidade da solução.

“Comprovamos que o Agrihub aumentou em cinco vezes a vida útil do conjunto em comparação com a aplicação anterior, o que agregou mais dois anos na utilização da semeadora. Nosso parceiro, portanto, deixou de gastar com manutenção e diminuiu seu custo total de propriedade”, ressalta Santana.

O executivo explica que o Agrihub foi desenvolvido a partir de um conjunto de conhecimentos científicos e empíricos sobre rolamentos e máquinas de plantio. Os estudos foram empregados para inovar e padronizar os sistemas rotativos das semeadoras de precisão, solucionando também problemas da aplicação durante o processo de semeadura no campo.

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

Segundo Santana, a solução traz benefícios técnicos e comerciais ao mercado agrícola, levando em consideração todo o processo de ponta-a-ponta e a entrega de valor agregado à cadeia de produção.

“Isto significa que para as montadoras de máquinas agrícolas o Agrihub facilita, entre outras coisas, a administração de componentes, compras, tempo de contagem do produto na máquina e até mesmo o tempo de garantia, gerando maximização das receitas. Num nível mais abrangente, o fabricante consegue também diminuir a quantidade de linha de produção e promover a readequação de pessoas no processo de montagem, por exemplo”, afirma.

De acordo com o executivo, a SKF garante aos fabricantes que durante o tempo de garantia de fábrica da máquina de plantio, que geralmente tem prazo de um ano, não será necessária a troca do Agrihub, já que a tecnologia atinge dois anos de vida útil.

“Para o usuário final, aumenta-se a disponibilidade do equipamento durante a safra, há redução nos custos de manutenção e alta produtividade, já que o Agrihub permite maior precisão de plantio no campo. Estes fatores geram maior lucratividade para o produtor”, destaca.

 

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07/11/2023 0 Comentários
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Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano
Notícias

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo Cepea

Por redação 07/11/2023
Escrito por redação

Embarques de soja batem recorde no mês de outubro, segundo CepeaAs exportações brasileiras da oleaginosa somaram 5,5 milhões de toneladas, segundo dados da Secex

A demanda externa por soja brasileira está bastante aquecida. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é favorecido sobretudo pela restrição da oferta de outros países da América do Sul e pela menor produtividade nos Estados Unidos. Além disso, os preços do Brasil estão atrativos, diante dos menores prêmios de exportação.

Consultoria aponta recorde nas exportações do complexo soja em 2024

Em outubro, as exportações brasileiras da oleaginosa somaram 5,5 milhões de toneladas, segundo dados da Secex, um recorde para o mês, e ampliando para 92,8 milhões de toneladas a somatória do volume escoado em 2023 (até outubro).

Somente neste segundo semestre, os embarques de soja somaram mais de 30 milhões de toneladas de soja, superando em 16,7% o volume exportado em todo o segundo semestre de 2022.

 

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Notícias

Na Índia, Fávaro destaca papel-chave do Brasil em biocombustíveis

Por redação 06/11/2023
Escrito por redação

Ministro da Agricultura ressaltou produção nacional de etanol e biodiesel

Na Índia, Fávaro destaca papel-chave do Brasil em biocombustíveisO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, palestrou no encerramento do evento “O Diálogo sobre Transição Energética” (em inglês, The Energy Transition Dialogue), organizado pela Observer Research Foundation (ORF), na sexta-feira (3), em Nova Délhi, Índia.

O ministro destacou que o Brasil sabe da sua responsabilidade com a preservação ambiental e que a transição energética é fundamental, lembrando ainda que o país tem liderado todas as ações que visam a produção de combustíveis renováveis e energias limpas.

Consultoria aponta recorde nas exportações do complexo soja em 2024

Em seu discurso, Fávaro lembrou da história do Brasil com os biocombustíveis. “O Brasil tem um programa de etanol como combustível para os nossos veículos há aproximadamente 40 anos. Temos, há 20 anos, o carro flex dando oportunidade de abastecimento aos nossos cidadãos com o combustível renovável, mas também incorporado junto ao combustível fóssil”, disse.

O ministro também citou o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Instituído em 2004, no primeiro mandato do Presidente Lula, o programa interministerial do Governo Federal objetiva a implementação de forma sustentável, tanto técnica como econômica, da produção e uso do biodiesel, com enfoque na inclusão produtiva e no desenvolvimento rural sustentável, via geração de emprego e renda.

Biocombustíveis X alimentos

Além das questões de sustentabilidade relacionadas aos biocombustíveis, a produção de biodiesel, feita com matéria-prima nacional, gera empregos, oportunidades na agricultura familiar e na agroindustrialização, e ainda garante mais estabilidade ao mercado de soja e, consequentemente, das proteínas animais.

O ministro da Agricultura e Pecuária brasileira ressaltou que o biocombustível não é concorrente da produção de alimentos. Para ele, o Brasil cresceu, se tornou um grande exportador de alimentos e um grande produtor do combustível, mostrando que é muito compatível gerar energia sustentável, biocombustíveis e produzir alimentos. E que não são divergentes esses assuntos.

“Percebam que o Brasil há 50 anos era importador de alimentos e nesse período começou a desenvolver tecnologias para produzir mais, com qualidade e em quantidade, para o nosso suprimento e também para exportação. E praticamente no mesmo período começamos os programas de combustíveis renováveis e ao invés de causar qualquer insegurança alimentar pelo contrário, o Brasil cresceu”, ressaltou.

Fávaro terminou seu discurso agradecendo por participar de um evento com um tema relevante para o Brasil e o mundo. “Espero que essa aliança global de biocombustíveis possa levar exemplos como esse para que cada vez mais o mundo produza energia limpa, renovável e de qualidade. Desejo que ao final desse evento possamos trazer soluções e compromisso com o biocombustível”, finalizou.

 

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Consultoria aponta recorde nas exportações do complexo soja em 2024

Por redação 06/11/2023
Escrito por redação

Em relação a 2023, volume deve avançar 23,3% ante o exportado em 2022

Consultoria aponta recorde nas exportações do complexo soja em 2024

Análise realizada pela consultoria Datagro Grãos indica forte volume geral do complexo soja a ser embarcado em 2023, com significativo avanço de 23,3% ante o exportado no ano passado, passando de 101,681 milhões de toneladas para 125,400 mi de t.

Leva-se em conta a estimativa de embarques de 101,000 mi de t de soja, aumento de 28,3% na comparação com o ano anterior; 22,000 mi de t de farelo de soja (+8,1%); e 2,400 mi de t de óleo de soja (-7,6%).

Destacam-se a forte evolução na safra colhida neste ano, avaliada em 157,227 mi de t (+20%); novas perdas expressivas na safra dos Estados Unidos em 2022; avanço nas compras globais de soja e milho pela China, depois que a crise da peste suína africana (PSA) foi contornada; aumento das tensões nas relações geopolíticas entre os EUA e a China, além da queda no padrão de preços do complexo soja em relação aos picos do ano passado. Porém, no lado negativo, o levantamento aponta retração no consumo mundial no ano comercial 2022/23.

Como será o clima no Brasil em novembro, segundo previsões do Inmet

No que diz respeito à receita, estima-se recorde, apesar do forte recuo nos preços médios. A previsão total foi revisada para US$ 66,4 bilhões, ultrapassando em 9,4% o recorde de US$ 60,7 bi de 2022.

Seriam US$ 52,5 bi decorrentes das vendas de soja em grão (+13,0%); US$ 11,3 bi das comercializações de farelo (+9,7%); e US$ 2,6 bi das vendas de óleo (-34,1%).

“O quadro de preços dominantemente mais fraco está associado ao avanço nos estoques mundiais na temporada 2022/23, com a confirmação de safra modesta nos EUA e Argentina, mas recorde no Brasil, combinado com consumo conservador por conta do quadro de desaceleração da economia global”, comenta Flávio Roberto de França Junior, economista e líder de conteúdo da Datagro Grãos.

Essa indicação de receita maior a ser obtida no complexo soja deve contribuir fortemente para minimizar o recuo previsto nas exportações do Brasil em 2023, considerando a diminuição no ritmo de crescimento da economia brasileira. A atual projeção aponta para US$ 334,000 bi, praticamente estável ante o recorde de US$ 334,136 bi registrado em 2022. Com isso, o setor contribuiria com 19,9%, proporção superior ao recorde de 18,2% de 2022, superando com folga os 15,6% da média de participação dos últimos dez anos.

Estimativas para 2024

A análise da Datagro Grãos para as exportações brasileiras do complexo soja em 2024 manteve a projeção anterior, com sinalização de avanço apenas no volume, com retração de valor na comparação com 2023.

O total de saídas externas está projetado inicialmente em 128,400 mi de t, montante 2,4% acima do estimado para este ano. Seriam 103,000 mi de t de soja em grão (+2,0%); 23,000 mi de t de farelo (+4,5%); e 2,400 mi de t de óleo de soja, estabilidade ante o ano atual.

A receita está prevista em US$ 62,310 bi, que, caso seja concretizado, representaria baixa de 6,2% sobre o ano atual, sendo distribuído dessa maneira: US$ 49,440 bi de soja em grão (-5,9%); US$ 10,350 bi decorrentes das vendas de farelo (-8,6%); e US$ 2,520 bi derivados das comercializações de óleo de soja (-2,8%).

 

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Como será o clima no Brasil em novembro, segundo previsões do Inmet

Por redação 01/11/2023
Escrito por redação

Segundo o Inmet, o mês será marcado por chuva abaixo da média em áreas da Região Norte e em grande parte do Nordeste e acima da média no Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Veja como será o clima no Brasil em novembro segundo previsões do InmetEm novembro, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de chuva abaixo da climatologia (média) para o mês na faixa que abrange os estados de Roraima, Amapá, centro norte do Amazonas e do Pará, Tocantins e grande parte da Região Nordeste, com volumes inferiores a 80 milímetros (mm). Entretanto, na parte leste da Região Nordeste, incluindo o Ceará, a chuva deve ficar próxima da média histórica, com acumulados abaixo de 40 mm. Já no sul da Região Norte, a chuva pode ultrapassar 180 mm.

Vendas da indústria de máquinas têm queda de 16,5% em setembro

Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão indica chuva acima da média e a volta da chuva em áreas do sudeste de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, com volumes que podem superar 200 mm.

Para a Região Sul, a previsão é de chuva acima da média em todo o território (tons em azul na figura 1a), principalmente no oeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes podem ficar acima de 160 mm.

Regiões produtoras

O prognóstico climático do Inmet para o mês de novembro de 2023 e seu possível impacto na safra 2023/24 para as diferentes regiões produtoras indica que em áreas do MATOPIBA (região que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), os baixos volumes de chuva previstos ainda vão manter os níveis de água no solo baixos, exceto em áreas do sul do Tocantins e extremo oeste da Bahia, onde haverá uma ligeira recuperação da umidade no solo. Essa condição poderá impactar a evolução do plantio e desenvolvimento inicial dos cultivos de primeira safra que já estão em andamento.

Em grande parte do Brasil Central, o retorno gradual das chuvas será importante para a recuperação do armazenamento de água no solo, especialmente em áreas do norte de Mato Grosso e de Goiás, bem como para o início da safra de grãos. Já em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais e de Goiás, a umidade no solo será suficiente para atender as fases iniciais da safra 2023/24.

Na Região Sul, os níveis de água no solo podem continuar elevados e beneficiar as fases iniciais dos cultivos de primeira safra. Contudo, em algumas áreas o excesso de chuva poderá resultar em excedente hídrico e encharcamento do solo, impactando a colheita dos cultivos de inverno e impedindo o avanço da semeadura dos cultivos de primeira safra.

Temperatura

A previsão também indica que as temperaturas médias devem ficar acima da média em grande parte do País, principalmente em áreas de Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, onde as temperaturas médias podem superar 28ºC. Vale ressaltar que a ocorrência de dias consecutivos com chuva nas regiões Sul e Sudeste pode amenizar as temperaturas, chegando a valores inferiores a 24°C.

 

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Vendas da indústria de máquinas têm queda de 16,5% em setembro

Por redação 01/11/2023
Escrito por redação

Dados da Abimaq registram faturamento de R$ 219,5 bilhões em 9 meses

Vendas da indústria de máquinas têm queda de 16,5% em setembro As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos em setembro somaram R$ 25,08 bilhões, uma queda de 16,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação a agosto, a diminuição foi de 10,8%. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as vendas totalizaram R$ 219,5 bilhões, 9,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2022.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (31), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), diz nota da “Agência Brasil”. O setor vendeu ao exterior, no mês de setembro, US$ 1,16 bilhão em equipamentos, montante 11,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2022. Em relação a agosto, no entanto, as exportações foram 20,7% menores. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as vendas ao exterior somaram US$ 10,4 bilhões, 17,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Brasil como peça-chave no fornecimento de insumos para biocombustíveis

“Dados do mês de setembro de 2023 registraram queda na receita líquida de vendas em relação ao mês de agosto, anulando parte do crescimento observado em relação ao mês de julho. Em relação ao mesmo mês do ano anterior também houve queda em razão da fraqueza nas atividades do mercado doméstico. Já as exportações, mesmo com a desaceleração no mercado global e valorização do real, registraram expansão ante ao mesmo mês do ano anterior”, destacou a entidade, em nota.

As importações totalizaram US$ 2,1 bilhões em agosto, 17,3% abaixo do registrado em julho, e 6,8% a menos em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano (janeiro a setembro), as compras do exterior chegaram a US$ 20,3 bilhões, 11,2% acima do registrado no mesmo período de 2022.

 

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Brasil como peça-chave no fornecimento de insumos para biocombustíveis

Por redação 31/10/2023
Escrito por redação

Segundo levantamento da Bain & Company, Brasil, Estados Unidos e sudeste asiático serão responsáveis pela produção de quase 50% dos insumos para esse tipo de combustíveis até 2050

Brasil pode se tornar peça-chave no fornecimento de insumos para biocombustíveis

O mais recente estudo da Bain & Company sobre o setor de energias renováveis mostra que os biocombustíveis devem desempenhar um papel relevante na transição energética global. A produção de combustíveis a partir de cana-de-açúcar, soja, gordura animal, novas culturas energéticas e resíduos têm um grande potencial para se tornar, ao lado das baterias e do hidrogênio, uma das melhores alternativas para adoção de fontes renováveis de energia para o setor de transportes.

O levantamento indica que esse mercado deve crescer cinco vezes até 2050, impulsionado pelo consumo de Diesel Renovável e Combustível Sustentável de Aviação (SAF), com aumento progressivo da demanda, principalmente nos Estados Unidos e na União Europeia (UE), geografias que já possuem regulações que incentivam e viabilizam a produção de combustíveis renováveis.

São Martinho investirá R$ 250 milhões na construção de planta de biometano

Isso também tem contribuído para que outros países comecem a caminhar nesta direção. O Brasil é um desses exemplos. Segundo a Bain, há uma aceleração nos investimentos no país, o que vem provocando uma corrida por parcerias e joint ventures (JVs), fenômeno observado de forma mais acelerada em mercados mais desenvolvidos, como os Estados Unidos.

A análise da Bain prevê que, até 2030, a capacidade de produção pode alcançar um volume pelo menos seis vezes superior ao atual. A demanda global de biocombustíveis deve crescer entre 3% e 6% por ano até 2050, com potencial para alcançar até 5 vezes o volume atual

Isso porque, de acordo com a consultoria, mais de 120 projetos no setor já foram anunciados e estão em andamento ou em fase de planejamento hoje. O estudo ainda antecipa que, do total de insumos produzidos para biocombustível, cerca de 50% serão fornecidos por Brasil, EUA e países do sudeste asiático, que passarão a exercer um papel ainda mais crítico nesse mercado no longo prazo.

O Brasil possui vantagens significativas para se consolidar como um líder global no setor. A abundância de terras agricultáveis, a alta produtividade do agronegócio e a extensa infraestrutura de distribuição constituem fatores-chave que impulsionam o potencial brasileiro. Além disso, o país possui um volume significativo de terras degradadas que poderiam ser alavancadas para o cultivo de culturas com alto potencial energético como macaúba, palma, mamona, entre outros.

Impacto na pegada de carbono

De acordo com o estudo da Bain, os fatores de intensidade de carbono variam significativamente, impulsionados principalmente pela mudança de uso da terra (nesse caso, terras de desmatamento possuem alta intensidade de carbono), impacto agrícola (função principalmente do cultivo, insumos, trato agrícola e produtividade) e o processo de produção do combustível renovável (impactado pelas matérias primas, insumos, fonte de energia e tecnologia utilizados).

Fatores de intensidade de carbono variam significativamente, impulsionados principalmente por mudanças no uso da terra, impacto na agricultura e processos de produção de combustíveis

O principal fator de sucesso para produção de biocombustíveis será o acesso a matéria prima abundante, de baixo custo e de baixa pegada de carbono. Porém, dado o crescimento esperado da demanda por biocombustíveis, existe um risco de limitações no fornecimento de matéria prima em um médio prazo, o que pode pressionar os preços.

A adoção do Sistema de Plantio Direto para um campo mais sustentável

Espera-se que EUA, UE e outras nações desenvolvidas aumentem suas importações de matéria-prima de biocombustíveis, enquanto Brasil, países do Sudeste Asiático e África devem ampliar sua relevância como exportadores. EUA e UE devem permanecer com escassez líquida até 2050, enquanto o resto do mundo desempenha um papel crítico na redução das restrições à oferta global

Em contrapartida, há alguns pontos que podem gerar obstáculos na escalada da transição energética por meio desse modelo. Um deles é a competição da produção de biocombustíveis com a produção de alimentos, que terá demanda crescente e na qual o Brasil também deverá exercer um papel global. Atualmente, matérias-primas de primeira geração, como soja e cana-de-açúcar, representam aproximadamente 80% do suprimento para produção de biocombustíveis.

A expectativa, porém, é que políticas governamentais e mudanças de regulação favoreçam a utilização de matérias primas de segunda geração, incluindo resíduos, culturas de rotação e cultivos energéticos plantados em áreas degradadas, que não competem diretamente com a produção de alimentos e possuem mais baixa pegada de carbono – embora o desenvolvimento dessas matérias primas exija investimentos e, em alguns casos, o custo de produção seja superior.

Políticas governamentais voltadas à promoção do uso de biocombustíveis, como incentivos fiscais, créditos, taxação ao carbono, reservas de mercado, entre outros, serão críticas para viabilizar os investimentos no setor, dado que o custo de produção de combustíveis renováveis é mais caro do que de combustíveis de origem fóssil. Por outro lado, regulamentações ambientais e processos de certificação mais rigorosos serão críticos para assegurar a presença do Brasil como exportador nesse mercado.

O país está diante de uma grande oportunidade, pois reúne condições favoráveis para se tornar peça-chave no fornecimento desses combustíveis renováveis, aproveitando seu vasto território, expertise e infraestrutura consolidada. No entanto, é necessário um arcabouço legal adequado para promover o crescimento sustentável desse setor e garantir a competitividade brasileira no mercado internacional.

 

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São Martinho investirá R$ 250 milhões na construção de planta de biometano

Por redação 31/10/2023
Escrito por redação

O gás natural de origem renovável, fabricado a partir da biodigestão da vinhaça, será produzido na unidade Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense (SP)

São Martinho anuncia investimento de R$ 250 milhões em nova planta de biometanoA São Martinho anunciou a construção de sua primeira planta de biometano, combustível renovável capaz de substituir o gás natural fóssil. Produzido a partir da biodigestão da vinhaça, um resíduo da fabricação de etanol, a planta processará 100% da vinhaça gerada na unidade Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense, no interior de São Paulo, para produzir cerca de 15 milhões de metros cúbicos de biometano por safra.

Com investimento aproximado de R$ 250 milhões, o novo negócio terá suas operações iniciadas a partir do segundo semestre de 2025 e faz parte de um plano diretor desenhado pela companhia com o objetivo de explorar a totalidade de seu potencial de geração de biometano a partir da vinhaça, cujo primeiro passo, estreado na unidade Santa Cruz, operacionaliza 20% desta ambição. Os 80% restantes estão sendo avaliados conforme as vantagens competitivas e particularidades de suas três demais unidades, São Martinho e Iracema, também no interior de SP, e Boa Vista, no interior de GO.

“A planta de biometano da Santa Cruz marca a entrada da São Martinho no mercado de gás natural de origem renovável e reforça nosso posicionamento em contribuir de forma efetiva para a transição energética rumo a uma economia de baixo carbono. Esse novo negócio está alinhado ao nosso plano estratégico e nos permite aumentar a rentabilidade por hectare cultivado, gerando mais valor para nossos acionistas garantindo a produção de carbono renovável de menor custo. A produção do biometano tem início com 20% do nosso potencial, conectado ao sistema de distribuição via gasoduto e capaz de oferecer uma alternativa renovável a uma região com alto consumo de combustível fóssil”, destaca Fabio Venturelli, presidente da São Martinho.

“Ainda vale reforçar que a vinhaça biodigerida seguirá sendo utilizada como adubo orgânico nos canaviais da unidade, como era feito antes com a vinhaça in natura. É mais um grande exemplo de economia circular na São Martinho, transformando em receita o que, antes, era visto como resíduo, e contribuindo de forma sustentável para o avanço econômico no uso de fontes renováveis de energia”, conclui Venturelli.

Ao substituir o consumo de gás natural fóssil, o uso do biometano da São Martinho tem o potencial de evitar a emissão de até 32 mil toneladas equivalentes de gases de efeito estufa, quantia compatível com 91 mil viagens de caminhão entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro por ano, ou 250 viagens por dia.

A adoção do Sistema de Plantio Direto para um campo mais sustentável

Para essa iniciativa, a Companhia conta com o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – no âmbito do programa BNDES Fundo Clima e do subprograma Energias Renováveis – e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) – do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Outra inovação trazida pela São Martinho, ao entrar nesse mercado, diz respeito ao modelo de negócio construído para exploração da oportunidade. Diferentemente de outros projetos anunciados, a São Martinho irá operar em um modelo no qual é proprietária de 100% da molécula de biometano gerada, com autonomia de produção e comercialização.

Dentre outros aspectos, isso proporciona independência para utilizar a molécula da melhor forma possível, como dar continuidade ao desenvolvimento de testes e pesquisas na direção de substituir a utilização do diesel em sua frota própria, principalmente em caminhões que requerem alta potência e torque quando submetidos às condições de uso da operação canavieira. Tais testes estão em andamento desde 2016 na São Martinho.

 

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31/10/2023 0 Comentários
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Opinião

Os 5 grandes desafios do marketing no novo agro brasileiro

Por redação 30/10/2023
Escrito por redação

Os 5 grandes desafios do marketing no novo agro brasileiro

por Aline Araújo* – O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, com perspectivas de seguir em trajetória de forte crescimento nos próximos anos. Para empresas de insumos, maquinário, serviços e tantas outras atividades que tangenciam o setor, o panorama é de um mercado com muitas oportunidades; – mas também acirrada competitividade. Neste contexto, ser capaz de criar e manter estratégias eficazes de comunicação e de marketing pode ser fator decisivo para uma marca assegurar lugar de destaque (ou até mesmo sua sobrevivência) na escolha dos clientes do agro.

Um bom planejamento de comunicação se estrutura sempre sobre inúmeras análises, diagnósticos e questionamentos como “por quê”, “para quem”, “como” ou “quando” fazer. Mas no cerne da questão está a compreensão sobre um cenário que se encontra em plena transformação, alimentada pela convergência entre a conectividade rural, a inovação tecnológica em campo e uma nova bandeira mundial da sustentabilidade. Compreender e superar todos esses desafios é tarefa infinita. Mas vamos a alguns elementos chave:

1. O novo agro e os diferentes agricultores

O agro dos dias atuais é cada vez mais competitivo, mais eficiente e mais pautado pela sustentabilidade. Aposta em novas tecnologias para um futuro de crescimento e sucesso. O perfil do agricultor da nova geração segue também essa pegada digital e de precisão. Todavia, é preciso ter em mente que estamos ainda em plena transição, onde muitos produtores que se alinham ainda no perfil “analógico” são apresentados a essas tecnologias. Temos, portanto, entre nossos principais desafios, a reflexão sobre uma comunicação eficiente e atraente para esses dois mundos.

Na prática, temos de um lado tomadores de decisão cada vez mais conectados, mais abertos a novas tecnologias e práticas de produção, além de mais conscientes em relação ao meio ambiente. Apostam em alternativas mais saudáveis e que equilibrem a rentabilidade do negócio rural com impactos positivos na sociedade. Ao buscar no mercado soluções capazes de impulsionar sua produtividade, eficiência e sustentabilidade, procuram por empresas que ofereçam soluções inovadoras e que estejam verdadeiramente comprometidas (não apenas no discurso) com a responsabilidade social e ambiental.

Todavia, como abordamos há pouco, o esforço de comunicação da marca corre sérios riscos se cair no equívoco de ignorar aqueles perfis mais tradicionais de agricultores, que ainda não anteveem por completo as tendências de mercado desse agro do futuro. Para este público, o planejamento terá que incluir estratégias criativas, capazes de transpor as barreiras de conectividade desta comunicação e, na ponta final, instruir uma tomada de ação em sintonia com os pilares ESG que hoje o mercado requer. Neste cenário, o caminho mais assertivo para engajar os produtores mais tradicionais nesta jornada deve se basear na entrega de resultados concretos de aumento de produtividade e rentabilidade de forma consistente e a longo prazo e de processos de storytelling que certifiquem no retorno financeiro como uma argumentação válida para a virada de chave.

2. Conectividade, engajamento e marketing de influência

A conectividade rural, apesar de ainda ser um grande desafio, avança impulsionada pela expansão das redes de comunicação com a chegada da rede 5G ao campo, levando informações em tempo real para o campo. Abre também caminho crescente para o uso de tecnologias como IoT (Internet of Things) e análise de dados, otimizando a tomada de decisões e a gestão da produção. Novamente, para ser eficaz, a comunicação deve considerar a capacidade de acesso e o grau de familiaridade do agricultor com as tecnologias.

Compreender como o agricultor moderno busca informações para basear sua tomada de decisão implica considerar também a interação e a troca de experiências e impressões sobre a marca por meio de redes sociais, blogs agrícolas ou aplicativos especializados. Tão importantes quanto a fala de seus colegas agricultores ou de especialistas técnicos, podem ser os conteúdos produzidos por “agrinfluencers”, por exemplo. De forma geral, diversificar os canais levará a mensagem a um público mais amplo. É preciso levar portanto em consideração que, assim como meios de massa, há cada vez mais potencial nas redes sociais, blogs, webinars, podcasts e aplicativos móveis para atingir diferentes perfis de agricultores.

3. O approach

Para chegar a esse público de forma eficaz, as empresas de agronegócios precisam se debruçar melhor na compreensão de quem são, como pensam e como consomem. É essencial adaptar as estratégias de comunicação à cultura local, especialização produtiva e características peculiares de cada região agrícola, e usar sempre uma linguagem clara e concisa, evitando o uso de jargões técnicos desnecessários. Mas é preciso ter em mente que agricultores são profissionais experientes e bem-informados; muitos deles com elevado nível educacional. Portanto, a abordagem de comunicação deve sempre ser orientada com respeito e profissionalismo.

Ainda que o momento seja de transição, é preciso aposentar desde qualquer estereótipo que subestime neste público o nível de educação, de informação e de conectividade – e, sobretudo, sua consciência ambiental. A agricultura brasileira é hoje uma das mais sustentáveis do mundo e os produtores precisam ser reconhecidos como reais responsáveis por esse processo.

4. Conteúdo

Conforme mencionamos anteriormente, no contexto do novo agronegócio, certos conceitos têm uma relevância crescente: inovação, tecnologia, produtividade, rentabilidade, eficiência, sanidade, rastreabilidade, sustentabilidade e futuro.

Vídeos demonstrando técnicas, artigos sobre tendências e posts nas redes sociais enaltecendo a contribuição do setor à sociedade são maneiras eficazes de alcançar e engajar o público-alvo. Mas para construir relacionamentos duradouros e fortalecer a imagem da marca, talvez seja necessário um esforço adicional.

Os produtores buscam soluções tangíveis para os desafios que enfrentam no campo. Agregar, ao marketing de produto ou serviços, uma base de conteúdo educativo ou informativo que apoie a gestão de seu negócio ou direcione sua tomada de decisão, é fundamental. Uma marca certamente terá mais sucesso de campanha se souber posicionar sua solução como resposta à uma dor real.

Outra estratégia de sucesso neste desafio do conteúdo é trabalhar a demonstração de resultados. Nada convence mais um potencial cliente do que evidências concretas, e quando seu cliente é um agricultor, esse pilar tem importância reforçada. Compartilhar casos de sucesso, depoimentos e dados que comprovem os benefícios dos produtos ou a rentabilidade da inovação para o seu negócio, por exemplo, certamente reforça a confiança.

Todavia, tão importante quanto produzir o conteúdo é a escolha do canal para fazê-lo chegar ao produtor rural. Estudos demonstram, por exemplo, que o WhatsApp ainda figura como uma das redes sociais mais influentes e uma fonte primordial de informações para os agricultores. Como, então, uma marca poderia conceber uma mensagem verdadeiramente impactante e envolvente, capaz de estimular o compartilhamento orgânico entre essa audiência através do aplicativo? A adaptação ou a criação de conteúdo específico para distintas plataformas se revela a peça-chave para assegurar que sua mensagem atinja o público-alvo de forma eficaz.

5. Sustentabilidade como pilar da marca

O tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômica – é elemento central do novo agro. Uma empresa que tenha atuação em sintonia com os princípios ESG e à contribuição para um futuro mais promissor, pode e deve alinhar sua mensagem com os valores e aspirações do seu público. Não se trata apenas de promover produtos ou serviços, mas de construir uma narrativa coesa e autêntica em torno da marca, incorporando valores e ações que ressoem com este perfil moderno dos agricultores, que valorizam cada vez mais as práticas sustentáveis e responsáveis nos três domínios. Estabelecer uma conexão autêntica com o compromisso global em prol do futuro do nosso planeta é, possivelmente, um dos valores mais significativos que uma empresa e um consumidor podem compartilhar.

Os agricultores valorizam aquelas empresas que colocam a sustentabilidade em destaque e, em especial, aquelas que podem ajudá-los a aprimorar a sustentabilidade em seus próprios negócios. Nesse contexto, é essencial lembrar que a sustentabilidade ambiental e a social só se mantem quando o alicerce econômico é suficientemente sólido para fomentar o negócio. É ele quem primeiro abrirá a porteira para que os demais cheguem para ficar. Saber comunicar os diferenciais de rentabilidade certamente garantirá um olhar mais cuidadoso para a marca e o portfólio de soluções que ela traz.

Aline Araújo é Head de Marketing LATAM Indigo AG

30/10/2023 0 Comentários
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AgritechnicaTecnologia

Fabricante brasileira de iluminação lança produtos em Hannover

Por redação 30/10/2023
Escrito por redação

Agritechnica, um dos principais eventos globais dedicados a máquinas agrícolas, retorna em novembro após uma pausa de 3 anos

Braslux lança produtos em Hannover, na AgritechnicaA Braslux participará da feira Agritechnica, de 12 a 18 de novembro, um evento de destaque na indústria agrícola, realizado no Deutsche Messe Hannover, Alemanha. No estande situado no hall 17 | A54 serão apresentadas as mais recentes inovações, com destaque para nova linha de faróis e lanternas FullLED, projetado para aprimorar a eficiência e o desempenho de máquinas agrícolas.

O diretor de Mercado e Produto, Everton Peter, salienta a relevância da presença da marca na Europa. “A presença da Braslux na maior Feira Agrícola Internacional representa uma oportunidade singular para a empresa se conectar diretamente com o mercado europeu, reforçando o nosso compromisso com a oferta de produtos e serviços de excelência.”

O estande também contará com uma ampla variedade de produtos, e a equipe técnica da Braslux estará à disposição para esclarecer dúvidas e apresentar as tecnologias disponíveis.

 

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30/10/2023 0 Comentários
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