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Associações e cooperativas de pequenos produtores de São Paulo com projetos aprovados pela Conab receberão recurso de R$ 3,8 milhões para a execução das propostas, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Notícias

MDA diz que renegociação possibilita crédito ao pequeno produtor

Por redação 30/10/2023
Escrito por redação

Previsão é que público seja previsto na próxima etapa do Desenrola

MDA diz que renegociação com o Desenrola possibilita crédito ao pequeno produtor

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse na quinta-feira (26) que a renegociação de dívidas dos pequenos agricultores, por meio do Desenrola, vai permitir que essas famílias voltem a acessar o crédito rural, diz nota da “Agência Brasil”.

“A gente oferece numa mão crédito muito vantajoso e na outra mão tem gente que não pode acessá-lo exatamente porque está negativada. Essa pessoa tem que ser abrangida”, disse, ao participar da cerimônia de entrega do Prêmio Pacto Contra a Fome, na capital paulista.

Na segunda-feira (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que a plataforma Desenrola poderá ser usada para renegociar dívidas de pequenos produtores rurais. O programa de renegociação de dívidas já permitiu R$ 16 bilhões em acordos na primeira fase e leiloou R$ 126 bilhões em descontos na segunda fase. A iniciativa está agora na terceira etapa, em que promove o refinanciamento de dívidas bancárias e de consumo de até R$ 5 mil para devedores que ganham até dois salários mínimos.

Após essa fase, a ideia é que a plataforma, desenvolvida pela B3 (bolsa de valores brasileira), permita a renegociação de dívidas dos pequenos produtores rurais. “Enquanto isso as nossas equipes estão trabalhando para preparar essa plataforma para o agricultor familiar”, enfatizou o Teixeira.

MDA diz que renegociação possibilita crédito ao pequeno produtor

Ainda não existe uma estimativa de quantos produtores poderiam ser beneficiados ou qual seria o montante de renegociação que o programa deve alcançar.

Desenrola

A plataforma do Desenrola está disponível no site www.desenrola.gov.br. Para acessá-la, o consumidor precisa ter cadastro no Portal Gov.br, com conta nível prata ou ouro e estar com os dados cadastrais atualizados. Em seguida, o devedor terá de escolher uma instituição financeira ou empresa inscrita no programa para fazer a renegociação. Em seguida, bastará selecionar o número de parcelas e efetuar o pagamento.

A página irá listar as dívidas por ordem de desconto, do maior para o menor. Na etapa de leilões, 654 empresas apresentaram as propostas, com o desconto médio ficando em 83% do valor original da dívida. No entanto, em alguns casos, o abatimento superou esse valor, dependendo da atividade econômica.

Os consumidores precisam ficar atentos. A portaria do Ministério da Fazenda que regulamentou o Desenrola dá 20 dias, a partir da abertura do programa, para que as pessoas peçam a renegociação de suas dívidas. Caso o devedor não renegocie nesse intervalo, a fila anda e a oportunidade passa a outras pessoas.

30/10/2023 0 Comentários
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Tecnologia

CNH e Habitat Senai inauguram espaço dedicado à inovação

Por redação 30/10/2023
Escrito por redação

Parceria visa potencializar a competitividade da indústria, criando oportunidades para a troca de conhecimentos com outras empresas, com startups e universidades

CNH e Habitat Senai Corporações inauguram espaço dedicado à inovaçãoA CNH inaugurou, na quinta-feira, 26, seu espaço no Habitat Senai Corporações do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). A nova parceria visa potencializar a competitividade da indústria, criando oportunidades para a troca de conhecimentos com outras empresas, com startups e com universidades, ampliando o potencial de desenvolver soluções e serviços tecnológicos e inovadores que atendam às demandas de mercado.

“Somos uma empresa focada em inovação. E essa parceria com o Habitat Senai Corporações amplia nossas conexões, troca de expertises e conexões que possibilitem a geração de soluções e serviços inovadores para as reais necessidades que surgem e se transformam constantemente”, afirma Rafael Miotto, presidente da CNH para a América Latina.

Estar dentro desse hub de inovação da Fiep faz toda a diferença, pois as empresas podem ampliar as oportunidades, fortalecendo o ecossistema de inovação do Estado e contar com todo o apoio e incentivo do sistema.

Eleita uma das 10 empresas mais inovadoras do país e a mais inovadora do setor pelo Anuário Valor Inovação 2023, a CNH é referência em inovação aberta e colaborativa e tem investido há anos no fortalecimento do ecossistema de inovação e nas redes de fomento do conhecimento, por meio de parcerias e incentivo à pesquisa e desenvolvimento, estabelecendo parcerias com setores diversos.

Brasil deve mostrar protagonismo na descarbonização na COP28

Criado no segundo semestre de 2021, o Habitat Senai Corporações é o espaço colaborativo e de troca de experiências entre empresas inovadoras e o Sistema Fiep.

O hub visa estabelecer uma relação de parceria entre o Senai no Paraná e corporações brasileiras e estrangeiras que desejam realizar projetos em educação, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), utilizando a infraestrutura do Habitat, serviços de consultoria e pesquisa aplicada.

O Banco CNH é patrocinador dessa iniciativa e o único banco do segmento envolvido no Habitat Senai Corporações.

 

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30/10/2023 0 Comentários
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Notícias

Brasil deve mostrar protagonismo na descarbonização na COP28

Por redação 30/10/2023
Escrito por redação

Durante o evento Caminhos do Agro para COP28, também foi reforçado o acerto de o setor primário não estar no mercado regulado de carbono, a exemplo de outros países

Habitat Senai - Brasil deve mostrar protagonismo na descarbonização na COP28O Brasil precisa chegar a COP28 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023) com um discurso alinhado e coeso, a fim de mostrar que o país é a solução para o processo de transição para uma economia de baixo carbono. Essa foi uma das conclusões do evento Caminhos do Agro para a COP28, realizado no dia 27 de outubro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista.

Jacyr Costa, presidente do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da FIESP, ressaltou a necessidade de alinhar as expectativas com relação à importante COP28, que terá como um dos focos principais os sistemas alimentares, onde o Brasil pode mostrar sustentabilidade, sua capacidade para garantir segurança alimentar e para o acesso aos alimentos em condições competitivas.

“Nosso primeiro pedido é que o Brasil leve para a COP28 uma posição unificada e coesa, com a visão de todos os setores. Que a área produtiva tenha espaço antes e durante a conferência, participando das discussões junto às demais organizações”, disse Roberto Betancourt (diretor titular do Departamento de Agronegócio da FIESP – DEAGRO/FIESP). A seu ver, o agro brasileiro tem muito a mostrar, pois vem avançando fortemente na produção sustentável. “Temos um Plano ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono) robusto e somos o maior usuário global de bioinsumos”, pontuou.

Na avaliação de Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), o Brasil possui sistemas alimentares sustentáveis e legislações severas relacionadas à proteção ambiental. “Cumprimos o que o mundo está demandando, pois estamos à frente desses padrões”, afirmou. Ele ainda avaliou que a mudança climática atinge o produtor rural de todo o mundo, especialmente, no Brasil.

Automação da adubação impacta na produtividade do canavial

Para a Gislaine Balbinot, diretora-executiva da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), que é parceira da FIESP e da Sociedade Rural Brasileira (SRB) na realização do evento Caminhos do Agro para a COP28, o mundo está se preparando para mais uma COP, trazendo temas importantes como o financiamento climático, que está ligado às nações desenvolvidas; as revisões das NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada); e a implementação de um mercado de carbono global, cujo sucesso depende de decisões nacionais.

“Podemos nos colocar em uma posição importante, alinhando as pautas, demonstrando taxas de desmatamento menores, consequentemente menores emissões, e tendo grande ativo que é a matriz elétrica renovável. Cabe ao Brasil liderar, a fim de destravar a agenda da COP28 e pavimentar o caminho para uma bem-sucedida COP30”, explicou.

COP28 terá como destaque o balanço global

O primeiro painel Perspectivas para a COP-28 foi mediado por Jacyr Costa e teve o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), como um dos debatedores. Ele afirmou que a delegação brasileira até o momento conta com 1,4 mil representantes da sociedade civil, sendo a maior delegação da COP28. Uma das questões mais importantes, em sua avaliação, será o balanço global, no qual será possível analisar o que avançou desde o Acordo de Paris.

“Esse fato é relevante, porque o ano que vem, durante a COP29, será avaliada uma nova estrutura financeira para que o processo de combate às mudanças climáticas dê resultados ainda mais efetivos”. Para ele, a COP30, que será realizada no Brasil, será marcante, pois acontecerá dez anos após o Acordo de Paris.

Em sua apresentação, Lago ainda falou sobre como os países estão divididos, e que não é possível ofertar o mesmo tratamento para nações desenvolvidas e em desenvolvimento. Também comentou sobre a importância de divulgar os avanços da agricultura brasileira em termos de sustentabilidade, e a necessidade de desvincular o setor de ilegalidades cometidas por terceiros, além de pontuar que o maior percentual de emissões de gases de efeito estufa é provocado pela energia não renovável vinda de combustíveis fósseis.

Renata Bueno, secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), corroborou com a avaliação de Lago, ao destacar o papel da energia como o principal emissor de carbono em âmbito global, e que a agricultura é vulnerável ao clima, portanto não deveria ser o principal foco de discussão no combate às mudanças climáticas.

Por outro lado, ela vê uma oportunidade de utilizar esse tema para que o Brasil evidencie as tecnologias empregadas para um agro sustentável. “Nosso país é o celeiro de inovações, que são fundamentais para transição energética”, pontuou. Ainda ponderou sobre o papel da COP destacar que o clima depende de todos os países e todas as pessoas, apontando os principais emissores e quais são as principais fontes de emissão.

De acordo com o diplomata Roberto Azevedo, ex-diretor Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), as novas barreiras impostas por questões ambientais se somam a outras barreiras como, por exemplo, a fitossanitária. Ele alertou que essas medidas podem se tornar ainda mais abrangentes e intensas, caso a comunidade internacional não se pronuncie. “São balões de ensaio que, se não forem contestados, vão se disseminando de forma descontrolada pelo mundo inteiro. É um cenário desafiador, pela fase de unilateralismo vivenciado”, disse.

Desafios para o agro na COP28

Durante o Painel “Desafios e oportunidade do setor Agro na COP-28”, Bruno Carvalho, subchefe da Divisão de Ação Climática do MRE ressaltou que o Brasil irá defender três elementos principais quando se trata de sistemas alimentares, sendo que a prioridade é acabar com a fome no mundo e no país. O agro e os sistemas alimentares precisam participar de forma alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), reduzir a vulnerabilidade da agricultura, aumentar a resiliência dos sistemas alimentares, por meio da adaptação.

“É importante que mostremos uma posição ativa no debate. O desafio é transmitir ao mundo a mensagem clara que o agro conta com prática sustentáveis, não compactua com desmatamento ilegal”, reforçou.

Como desafio principal para o agro na COP28, o moderador João Francisco Adrien Fernandes, responsável pelo desenvolvimento da estratégia ESG para o setor agro do Itaú-BBA e vice-presidente da SRB, espera que a declaração dos sistemas alimentares tenha condição de agregar esse tripé de segurança alimentar, adaptação e os sistemas alimentares serem parte da solução e do problema.

Ferramenta digital reúne tecnologias e serviços para criadores de abelhas

Rodrigo Lima, diretor da Agroicone, comentou que a COP 28 deve reforçar o multilateralismo. “Se a lógica é os países criarem suas metas, e essas medidas serem a salvação do planeta, podemos esquecer a COP, que permitiu criar o Acordo de Paris, que uniu os países para colocarem suas metas e proporem suas metodologias, como uma contribuição para um acordo negociado. Se a COP não mostrar que o multilateralismo precisa ser fortalecido, o Acordo de Paris vai para o espaço”, explanou.

Segundo Renata Nishio, diretora de Assuntos Corporativos da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o agro tem sido impactado pelas mudanças climáticas, tanto é que, em 30 anos de ocorrências do clima, o setor foi afetado em US$ 3,8 trilhões. Quanto ao desafio, opinou sobre a agenda do financiamento versus a narrativa de colocar os sistemas alimentares como responsáveis pelas mudanças do clima, afetando os investimentos no setor.

Nelson Ananias, coordenador de Sustentabilidade na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), falou sobre a importância de tornar a agropecuária como solução para mudanças climáticas, e a atenção aos resultados do balanço global, para que não sejam apropriados por outros mecanismos que os coloque como obrigações, dando brechas para restrições no comércio global.

Visão global aponta que agro não deve fazer parte do mercado regulado

Mediado por Eduardo Bastos, coordenador do Comitê de Sustentabilidade da ABAG, o painel Perspectivas para a criação do Mercado Regulado de Carbono ratificou a posição brasileira de que o agro não deve ser incluído no mercado regulado.

Ao contextualizar o mercado de carbono no mundo, Daniel Vargas, coordenador do Observatório de Bioeconomia da FGV Coordenador de Pesquisas do FGV Agro, afirmou ser global a compreensão de que o agronegócio não deve estar em mercados regulados. Comentou ainda sobre a mudança do sistema de regulação da transmissão verde, de uma postura mais policial para a criação de mercados mais sustentáveis, cuja bandeira central está na busca de inovação, tecnologia e investimento de risco.

“Podemos capitalizar o verde nacional, ao identificar nosso estoque de carbono, as boas práticas sustentáveis, tratando como uma contribuição em troca de financiamento para continuar a transição verde. Isso, ajudará, inclusive, a superar essa visão distorcida da produção agropecuária. Se o Brasil convidar os produtores ao novo movimento nacional para o desenvolvimento de métricas, aplicação de boas práticas, uso de tecnologia, com ganhos contínuos produtividade e de sustentabilidade, seremos exemplos para o mundo”, avaliou.

Marco Antonio Caminha, consultor para as áreas de Agronegócio, Sustentabilidade e Relações Internacionais na FIESP, ponderou sobre a necessidade de o Brasil entrar em um processo mais acelerado de descarbonização e sobre a complexidade do mercado regulado de carbono, que gera pressão sobre preço e sobre a inflação, além da pressão negativa sobre PIB. “Traz a necessidade daqueles que fazem a gestão da economia ter um novo olhar, pois a economia não pode ser gestada da mesma forma. Existe um reflexo e um impacto em toda a economia, mesmo nos setores que não estão no mercado regulado. Por isso, no mundo, houve uma gestação longa até sua implementação”, explicou.

Para trazer uma visão geral sobre o caminho que estás sendo discutido o mercado de carbono regulado, Ana Lucci Grizzi (Sócia da EY Brasil para Climate Change and Sustainability Services) tratou dos temas mais relevantes a serem acompanhados pelo fatiamento do PL 412: a governança e supervisão do mercado regulado, a participação dos estados, as metodologias a serem aprovadas, a tributação e a natureza jurídica. Falou também sobre a oportunidade de o Brasil tirar instrumentos do papel com vistas a impulsionar a bioeconomia, ao assumir a presidência do G20, a partir de dezembro desse ano. “A bieconomia pode trazer um diferencial para os setores primários e secundários”, pontuou.

 

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Notícias

Automação da adubação impacta na produtividade do canavial

Por redação 30/10/2023
Escrito por redação

Tecnologias ajudam a melhorar a performance da operação e a diminuir custos

Automação da adubação impacta na produtividade do canavialO Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com uma moagem na safra 2022/23, de 548,28 milhões de toneladas, enquanto no ciclo 2021/22 foram 524,1 milhões segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), ou seja, um avanço de 4,61%. A Índia é a segunda colocada, mas com uma média de colheita de apenas 50% da produção brasileira. Tanto protagonismo, exigiu que nos últimos anos, fosse preciso adotar soluções e práticas como a automatização do plantio e do processo de adubação, a fim de ajudar a manter e melhorar esse patamar.

Segundo Álvaro Gottlieb, gerente de marketing de produto e inteligência de mercado da FertiSystem, o setor sucroenergético ainda está em fase de adequação a essas tecnologias, porém, “pode-se pontuar como as principais já em maior utilização pelos canavicultores, a telemetria e o controle dos processos mecânicos”. Ele destaca, por exemplo, que uma dessas operações hoje, a adubação do canavial, pode se beneficiar diretamente do uso de novas soluções e ferramentas.

Ferramenta digital reúne tecnologias e serviços para criadores de abelhas

Atualmente existem três maneiras de acionar o eixo dos dosadores de adubo para realizar as aplicações. A primeira é por meio da tração pelo rodado do próprio trator, onde uma corrente transfere o torque da roda. A segunda é pelos motores hidráulicos que utilizam o fluxo de óleo. E a terceira, pelo TXF MB, um motor elétrico da FertiSystem ligado diretamente na bateria do veículo.

Mais detalhes da tecnologia

O conjunto TXF MB é um sistema motor de baixíssima manutenção e que controla a rotação do eixo do dosador de adubo através de um motor elétrico comandado por um aplicativo de celular. “Este sistema é facilmente instalado nos implementos que realizam o processo de adubação. Muito simples, mas que entrega muito resultado”, reforça o especialista.

As principais vantagens desta tecnologia é a praticidade da calibração, que em menos de cinco minutos o operador está com a máquina ajustada e pronta para começar.

“Este processo pode ser feito com o implemento parado e sem necessidade de puxar a máquina para aferir. Outra vantagem é o controle total e preciso através de um aplicativo de celular que o operador pode alterar a taxa de aplicação com poucos toques e de forma instantânea”, detalha Gottlieb.

Por se tratar de um sistema elétrico, com a utilização da ferramenta é possível garantir uma alta durabilidade de componentes. A sigla TXF MB significa “Taxa Fixa Mobile” e isso quer dizer que indiferente da velocidade de operação o sistema irá sempre depositar a quantidade de fertilizante desejada.

“Em outras palavras, se o operador indicar 200kg/hectares o sistema irá depositar essa quantia a 2 km/h ou a 10km/h”, diz o gerente da FertiSystem. Ou seja, este sistema pode reduzir o custo de operação com a diminuição dos erros operacionais como calibração errada, quebra de corrente de tração, precisão na dosagem, entre outros.

 

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30/10/2023 0 Comentários
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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Notícias

Funcafé: 100% dos recursos estão disponíveis aos cafeicultores, diz CNC

Por redação 26/10/2023
Escrito por redação

O Funcafé (o banco do produtor) oferecerá um montante recorde de recursos aos cafeicultores

Funcafé: 100% dos recursos estão disponíveis aos cafeicultores, diz CNCO Conselho Nacional do Café (CNC) informa que todos os agentes financeiros que operam o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) estão com os recursos disponíveis aos produtores de café do Brasil. Com a publicação do extrato de contrato do Sicoob Credipatos nesta quarta-feira (25), no Diário Oficial da União (DOU), o Fundo atingiu os 100% dos 44 agentes habilitados.

Por mais um ano consecutivo, o Funcafé (o banco do produtor) oferecerá um montante recorde de recursos aos cafeicultores. Estão ofertados R$ 6.375.469.000,00 (seis bilhões, trezentos e setenta e cinco milhões, quatrocentos e sessenta e nove mil reais) no exercício de 2023/2024.

Ministérios discutem ações para o desenvolvimento da pecuária leiteira

Silas Brasileiro, presidente do CNC, destaca o trabalho da equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para que os recursos estivessem disponíveis da forma mais ágil possível.

“Temos que parabenizar o trabalho do Ministro Carlos Fávaro, do Diretor do Departamento de Comercialização, Sílvio Farnese e da Coordenadora Geral do Café, Janaína Macedo, além de toda a equipe. Ano após ano, a gestão do Funcafé tem sido mais transparente e célere.

Assim, os recursos proporcionam segurança aos produtores na hora de comercializar a safra ou custear a produção. Para as cooperativas e indústrias o fundo vem como aporte financeiro fundamental para os negócios”, analisou.

As linhas atendidas e os valores ficaram assim definidos:

• Crédito de comercialização – R$ 2.354.992.500,00

• Crédito de custeio – R$ 1.620.190.000,00

• Financiamento para Aquisição de Café (FAC) – R$ 1.486.536.500,00

• Crédito para capital de giro para indústrias de café solúvel e de torrefação de café e para cooperativa de produção – R$ 883.750.000,00

• Crédito para recuperação de cafezais danificados – R$ 30.000.000,00 (O limite para financiamento na linha de recuperação de cafezais foi reajustado de R$400 mil para R$750 mil por mutuário, a depender do manejo a ser conduzido na lavoura).

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Câmara aprova projeto que simplifica transporte de cargas na zona rural

Por redação 26/10/2023
Escrito por redação

Proposta reduz o custo para a produção agrícola sem comprometer a segurança viária

Câmara aprova projeto que simplifica transporte de cargas na zona ruralA Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CRA) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (25), o parecer do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), favorável ao projeto de lei (PL 3116/2023). A proposta veda a aplicação das disposições referentes às operações de transporte de cargas perigosas nos casos de transporte terrestres de produtos que se destinem ao uso em propriedades rurais, nas operações relacionadas à agricultura e à pecuária brasileira.

Atualmente, a legislação confere a competência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para estabelecer padrões e normas técnicas complementares relativas às operações de transporte de cargas especiais e perigosas. No regulamento e nas instruções complementares existe uma quantidade limitada de cada produto perigoso onde as regras de transporte são simplificadas.

Nesse sentido, segundo Zé Trovão, no caso específico do transporte de produtos perigosos para serem utilizados na agropecuária, com destaque para gasolina e diesel que alimentam as máquinas agrícolas, as regras estabelecidas pela ANTT tornam esse transporte inviável economicamente, mesmo nos casos “simplificados”.

Plataforma do Desenrola renegociará dívidas de agricultores familiares

“A localização remota de muitas propriedades e as regras estabelecidas pela Agência originalmente direcionadas a grandes transportadoras criam obstáculos consideráveis para os agricultores e pecuaristas que precisam transportar pequenas quantidades de combustíveis,” disse o deputado.

Desse modo, desde que respeitando o determinado limite de qualidade do produto transportado, Zé Trovão, destaca o afastamento de algumas regras em vigor para reduzir o custo dos transportes de insumos indispensáveis para a produção agrícola sem comprometer a segurança viária.

“Essa medida representará um grande avanço para fortalecer nosso agronegócio, permitindo assim o fornecimento dos combustíveis necessários para nossas máquinas seguirem produzindo o alimento no campo, com competitividade para reduzir os custos para a população, destinatária final desses produtos,” completou o autor do projeto, deputado Nicoletti (União-PR). O projeto segue agora para análise na Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados.

 

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Ministérios discutem ações para o desenvolvimento da pecuária leiteira

Por redação 26/10/2023
Escrito por redação

Reunião antecede Grupo de Trabalho dedicado às medidas estruturantes para o setor

Ministérios discutem iniciativas para o desenvolvimento da pecuária leiteiraO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e as equipes técnicas dos dois ministérios para dar seguimento às discussões acerca das medidas de fortalecimento dos pequenos e médios produtores de leite brasileiros.

Realizada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta quarta-feira (25), a reunião debateu a criação de um programa de melhoramento genético do rebanho, apontado como um gargalo da produção nacional de leite.

Agricultura regenerativa e descarbonização “é um caminho sem volta”

Por meio de projetos pilotos, os ministérios visam um aporte de material genético, melhorando a raça dos animais de maneira que aumente a produtividade, permitindo aos pequenos produtores, sobretudo da agricultura familiar, sair de crises que o setor vem enfrentando.

“É essencial que discutamos essa pauta, juntamente com o ministro Paulo, pois será uma iniciativa desenvolvida por quatro mãos, Mapa e MDA. O Governo Federal trabalhando unido para o crescimento deste setor tão importante para o Brasil”, ressaltou Fávaro.

Decreto

Na semana passada, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou decreto que fortalece a pecuária leiteira

O texto, publicado nesta quarta-feira, 25, em edição extra do Diário Oficial da União, alterou o Decreto nº 8.533/2015, modificando as condições para a utilização dos créditos presumidos de PIS/Pasep e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) concedidos no âmbito do Programa Mais Leite Saudável do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O ato tem por objetivo fomentar a produção de leite in natura e promover o desenvolvimento da pecuária leiteira do Brasil.

 

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CNA: agro é parte da solução para a segurança alimentar, energética e climática

Por redação 26/10/2023
Escrito por redação
Entidade entregou, nesta quarta-feira (25), ao governo brasileiro, posicionamento do setor para a COP 28

CNA: agro é parte da solução para a segurança alimentar, energética e climática

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende que a agropecuária seja reconhecida como uma das partes da solução global para garantir a segurança alimentar e energética no mundo, por meio de ações e tecnologias que contribuam para emitir menos gases de efeito estufa (GEE) e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A proposta faz parte do posicionamento do setor agropecuário brasileiro para a 28ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28) que acontecerá de 30 de novembro a 12 de dezembro, em Dubai (Emirados Árabes Unidos). O documento foi entregue, na quarta (25), aos negociadores do governo, pelo presidente da CNA, João Martins.

Construído de forma conjunta com produtores rurais de todo o Brasil, Federações estaduais de agricultura e pecuária e sindicatos rurais, o posicionamento representa uma contribuição da agropecuária brasileira para subsidiar o governo brasileiro nas negociações na COP, ressaltando o papel do país em ajudar no processo de assegurar a segurança alimentar, energética e climática no mundo.

Agricultura regenerativa e descarbonização “é um caminho sem volta”

No posicionamento, a CNA destaca os temas que serão discutidos na COP e que são essenciais para impulsionar as ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas dentro das discussões sobre a implementação do Acordo de Paris, firmado em 2015, com a definição de metas pelos países e do Brasil por meio das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

Segundo o documento, a entidade lembra que o Brasil, com uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, construiu um enorme ativo ambiental por meio da agropecuária nas últimas décadas, o que resultou na preservação de 33% (dentro de propriedades privadas) do território nacional pelo setor.

O setor também adotou tecnologias que permitem a redução de emissões de gases de efeito estufa e favorecem a adaptação dos sistemas produtivos, aliando produção e preservação ambiental, o que tornou o país referência na construção de uma ambiciosa política de ações climáticas de agricultura e segurança alimentar.

“Esse imenso capital ambiental e climático permitiu o desenvolvimento deste potencial em responder ao desafio de produzir mais, melhor e com menor impacto ambiental e climático. A possibilidade de reduzir impactos, agregar inovação para pequenos, médios e grandes produtores, e aprimorar continuamente a produção aliando adaptação e mitigação será importante para o alcance das contribuições do setor agropecuário às NDCs”, ressalta o documento.

Neste contexto, os pontos principais defendidos pela CNA dentro dos temas centrais da COP são:
Ações de mitigação e adaptação (Globalstocktake)

A CNA entende que a COP-28 marca um momento importante da implementação do Acordo de Paris. Será o momento de consolidar a primeira avaliação global dos esforços dos países para limitar o aumento da temperatura em, no máximo, 1.5°C, por meio das NDCs;

Grupo de Sharm El-Sheikh de ações climáticas

A CNA, diante dos impactos que o aquecimento global pode causar na agricultura e no alcance da segurança alimentar global, reforça a tônica de tratar a agricultura sempre com base no enfoque de mitigação, adaptação e cobenefícios, sem deixar de lado a redução de emissões;

Mercado de carbono

O objetivo é promover e estabelecer acordos bilaterais ou multilaterais entre países para o comércio de reduções ou remoções de emissões, conhecidos como Transferências Internacionais de Resultados de Mitigação (ITMOs); e definir como as atividades agropecuárias e de uso da terra contribuirão para a NDC, sendo elegíveis para o mercado de carbono;

Nova meta quantificada global de financiamento

Os países desenvolvidos devem aportar recursos para promover o desenvolvimento das demais partes. Os US$ 100 bilhões prometidos não foram disponibilizados, resultando no enfraquecimento dos esforços da implementação e no aumento do custo do alcance das metas definidas pelo Acordo de Paris. Uma nova meta qualificada deve ser definida, ampliando exponencialmente estes investimentos para atendimento da emergência climática.

Mecanismos de adaptação

Neste tema, vale destacar a agropecuária e os impactos que o aquecimento global pode gerar para a produção de alimentos, energias renováveis e biomassa. Será essencial citar expressamente a agricultura como setor que precisa ser contemplado pelos planos e políticas de adaptação nacionais. Adicionalmente, é preciso fortalecer o financiamento climático como meio para oportunizar a adaptação dos sistemas produtivos;

Transparência

Fortalecer a capacidade de elaborar inventários detalhados, que permitam capturar dados consistentes sobre redução de emissões e remoção de carbono na agropecuária tropical é um desafio inerente ao potencial de aprimorar os balanços de carbono no agro brasileiro;

Agricultura e segurança alimentar

Como um país líder na produção agropecuária, que possui uma estratégia de agropecuária de baixo carbono e resiliente, o Brasil naturalmente está envolvido em qualquer discussão sobre sistemas alimentares e sobre como promover uma transição dos sistemas alimentares.

Compromisso Global do Metano

Deixar claro como o Brasil vai propor seu roadmap no contexto do Compromisso, que precisa envolver emissões de metano da produção de fósseis e de dejetos, além da pecuária.

 

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Notícias

Agricultura regenerativa e descarbonização “é um caminho sem volta”

Por redação 26/10/2023
Escrito por redação

CNMA debate a importância de uma abordagem mais incisiva no agro no que diz respeito a uma cultura regenerativa

CNMA: agricultura regenerativa e descarbonização é um caminho sem voltaA troca de experiência sobre as práticas sustentáveis das corporações foi o tom da primeira mesa-redonda da 8ª edição do CNMA, intitulada: “Grandes corporações e sustentabilidade”. Além da partilha de informações, o debate também trouxe uma provocação: a necessidade da agricultura regenerativa e a descarbonização no agronegócio – não apenas para quem está antes da porteira, mas para toda a cadeia.

“Como companhia, temos o compromisso público de acelerar a transformação de um sistema não apenas sustentável, mas regenerativo”, afirmou a diretora de Business Transformation da Nestlé Brasil, Barbara Sapunar. A executiva contou que a empresa tem metas a serem cumpridas, até 2050, sobre práticas regenerativas.

“O Brasil é o terceiro mercado global da Nestlé e temos um compromisso público em promover transformações estruturantes dentro da companhia, a longo prazo, com modelo de desenvolvimento global que dê conta dos recursos que temos, sob o olhar da inovação e da sustentabilidade com regeneração”, ressaltou. “Não é uma questão apenas ambiental. Trata-se de uma agenda social e também de impactos econômicos”, completou Barbara.

A necessidade da agricultura regenerativa também foi reforçada pela diretora do Fundo Amazônia da JBS, Andrea Azevedo. “Sustentabilidade não é mais o tema central do debate atualmente. É urgente ir além, com a abordagem de uma cultura regenerativa no agronegócio”, afirmou. Andrea, que comentou sobre as transformações do tema ao longo destes anos.

“Na década de 90, por exemplo, não tínhamos a imensidão da conexão de toda a cadeia e das respectivas ações – diferente do que vivemos atualmente. Temos grandes debates, como o desafio climático, e as fortes questões sobre o desmatamento. Praticar a agricultura regenerativa é um caminho sem volta”, observou.

CNMA: Projetos de restauração

Neste sentido, a diretora de Sustentabilidade do Negócio Agrícola da Cargill na América Latina, Letícia Kawanami compartilhou o programa que a empresa mantém junto ao produtor rural. Entre inúmeros projetos que estão associados a esse programa, está o de restauração. A Cargill tem a meta de restaurar 100 mil hectares de mata nativa até 2027.

“Apoiamos o produtor no desafio de crescer de forma sustentável e auxiliamos esta trajetória, o valorizando, com estímulos e premiações. Também somos a ponte entre o produtor e o consumidor final – que está cada vez mais exigente, preocupado com o meio ambiente – conectando as ações desde o campo até a prateleira”.

O olhar voltado ao produtor também foi uma experiência compartilhada pela coordenadora de Sustentabilidade da Aurora Coop, Luciana de Campos Breda, por meio do Programa Propriedade Rural Sustentável, desenvolvido com pequenas propriedades – em média, com 12 hectares de área. “Nosso treinamento é para gerar transformação por meio de uma verdadeira revolução entre os pequenos, para que eles funcionem como empresa rural, sob o viés sustentável de produção”, avaliou.

Com esta perspectiva transformadora, a líder de Sustentabilidade da John Deere para América Latina, Mônica Pedó, comentou que todas as ações da empresa têm o viés sustentável. “Há mais de 15 anos mantemos parceria com a Embrapa em um olhar holístico sobre o tema”, afirmou Mônica.

Esta visão macro foi abordada pelo CEO da UPL, Rogério Castro. Ele explicou, durante o CNMA, que a empresa, por ser de origem indiana, localizada em uma das regiões mais populosas do mundo, tem a segurança alimentar como um tema de atenção da marca. “Enxergamos no Brasil uma esperança para alimentar o mundo. Estamos focados em reimaginar a sustentabilidade com base na agricultura regenerativa”, comentou Castro.

Para a moderadora da mesa-redonda no CMNA, a diretora Jurídica, Compliance e Sustentabilidade ABIA, Vanessa Amaral, o Brasil tem potencial para alimentar o mundo. “Para sermos protagonistas e ‘supermercado do mundo’ precisamos olhar para a nossa produção e agir com estes bons exemplos”.

 

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26/10/2023 0 Comentários
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Notícias

CNMA começa debatendo sustentabilidade para o crescimento do setor

Por redação 26/10/2023
Escrito por redação

Entre os assuntos em pauta ao longo da edição está o tripé segurança alimentar, segurança energética e segurança ambiental

CNMA começa debatendo sustentabilidade para o crescimento do setor“Dobrar o Agro de tamanho com sustentabilidade: A Marca Brasileira” é o tema da 8ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio – CNMA, que começou na manhã desta quarta-feira, 25/10. Entre os assuntos em pauta ao longo da edição está o tripé segurança alimentar, segurança energética e segurança ambiental, além de reforçar o papel das mulheres do agro como líderes conscientes da necessidade de diálogo e aperfeiçoamento dessas bases.

Segundo o professor e sócio-diretor da Biomarketing José Luiz Tejon, curador de conteúdo do CNMA, presente na abertura do evento, o conceito do tema deste ano está suportado por uma mudança de expectativas mundiais após o período da pandemia de Covid-19 e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que teve início no ano passado.

“O Brasil é o único país do mundo que pode oferecer essa trilogia (segurança alimentar, energética e ambiental) de forma convergente, na qual cada uma das pernas do tripé tenha sinergia com as demais. No sistema agroalimentar, somos convocados a aumentar a produção de alimentos, já que podemos expandir sem cortar uma única árvore”, pontuou Tejon, cuja afirmação é confirmada pela Embrapa, que já identificou 30 milhões de hectares à disposição do agro brasileiro.

Dia Nacional do Plantio Direto: por um campo mais sustentável

Atualmente, segundo a instituição, a área que está inativa pode ser usada para dobrar a produção de grãos do País, levando em 10 anos a cerca de 600 milhões de toneladas de produção.

Segundo o curador, o agro brasileiro precisa se adequar a essa visão sistêmica do negócio para se manter como um fornecedor de alimento que atende as exigências e tendências mundiais. Para isso, precisa estar aberto aos processos de digitalização e aplicar em suas propriedades a gestão cientifica e tecnológica.

Dobrar o agro de tamanho com sustentabilidade

A abertura oficial contou também com a apresentação da CEO do Rabobank, Fabiana Alves; do professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues; da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Silvia Massruhá; e da diretora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Thais Vieira.

Abrindo as apresentações, a CEO do Rabobank, Fabiana Alves, destacou os principais ativos e passivos que fazem parte da cadeia do agro brasileiro. “Temos ativos relevantes dentro do setor, a potência do Agro enquanto motor de toda cadeia de alimentos, da produção ao consumo. Mas também temos passivos importantes a serem discutidos como a coordenação da atualização da estratégia para que tenhamos a devida representatividade nos fóruns globais, e revisitemos a equação de risco e retorno e sustentabilidade a ser refletida numa nova marca para o Agro Brasileiro”.

Ainda, segundo Fabiana, o tema do evento aborda uma questão de extrema relevância para o futuro do agronegócio, tanto no contexto global como também para o seu próprio avanço no Brasil, que se posiciona como um dos maiores exportadores mundiais de produtos agropecuários. A recorrente busca pelo desenvolvimento econômico no setor de forma ampla, deve estar harmonizada com as melhores práticas de sustentabilidade por meio de ações de responsabilidade ambiental, social e econômica.

Ela ainda pontua que o Brasil possui posição de relevância no cenário de produção de alimentos em âmbito mundial, com ampla disponibilidade de recursos naturais combinado com condições climáticas favoráveis para a produção de grãos e proteínas animais.

Para isso, é necessária uma abordagem abrangente em toda a cadeia, com iniciativas e soluções financeiras como, por exemplo, mercado de carbono, que estimulam a compensação de emissões por meio do financiamento de projetos ambientais, a adoção de práticas de agricultura regenerativa, que priorizam a saúde do solo com recuperação ou preservação da biodiversidade, e o uso em escala da agricultura de precisão, que utiliza tecnologias avançadas para otimizar o uso de insumos e contribui para a redução do impacto no meio-ambiente.

“Contrariando a ideia de que a sustentabilidade diminui a produtividade, a implementação dessas iniciativas comprova o aumento de produtividade, além de confirmar a atenção dos produtores quanto a qualidade e a longevidade dos seus próprios ativos e de um setor que sempre busca inovação e oportunidades de negócios”, frisou a CEO do Rabobank.

Presente desde a primeira edição do evento como gestora da Embrapa e agora como presidente da Instituição, Silvia Massruhá destacou a representatividade das mulheres do agro brasileiro e como o CNMA deu visibilidade para as mulheres do campo e das pesquisas.

“Em 50 anos nós aumentamos a nossa área plantada em 140%, dado que evidencia o quanto nossa pecuária é sustentável. Aumentamos 4,5 vezes mais a nossa produtividade em relação á expansão de área. Entretanto, não adianta comunicar estes dados para dentro da porteira, é preciso mostrar, com números, métricas e indicadores, que a nossa pecuária é sustentável e isso será possível apenas com transparência no sistema de produção e maior rastreabilidade”, pontuou Silvia.

Além da segurança alimentar é preciso pensar na segurança energética, um desafio que também está atrelado a sustentabilidade, acrescentou a presidente da Embrapa. Segundo ela, o Brasil tem potencial para contribuir com a segurança energética no mundo todo. “Assim como é necessário se atentar ao impacto das mudanças climáticas, por isso a importância de investir na produção e recuperação de áreas degradadas. Nesse sentido, a Embrapa já está realizando estudos para aumentar a produtividade sem derrubar nenhuma árvore”.

“Outro desafio é a missão socioprodutiva do pequeno e médio produtor. Nós da Embrapa podemos contribuir mostrando para eles como as novas tecnologias podem agregar valor, aumentando a produtividade e trazendo selos de sustentabilidade, realizando em paralelo a inclusão digital”, finalizou Silvia.

Na mesma linha, a diretora da Esalq, Thais Vieira, destacou o Brasil como o país com a matriz energética mais limpa do mundo. “E a Esalq tem papel importante nessa evolução, pois possui pesquisa que conversa com a sociedade e abastece o Brasil com dados reais orientando no melhor caminho para obter crescimento”.

Dados do CEPEA de outubro mostram que o agro representa 24% do PIB do Brasil em 2023 (com pequena redução), e irá alcançar até o fim do ano 2,6 trilhões de reais. O setor somou em outubro 28,3 milhões de pessoas em postos de trabalho, valor recorde acumulado desde 2012, com destaque para os setores de agro serviços e insumos.

“Estes dados comprovam que sim, vamos dobrar nosso agro e chegar a 500 milhões de toneladas em 2040. Mas realmente precisamos? Provavelmente não. Antes de começar a produzir é fundamental evitar o desperdício do que já está sendo produzido. Nós produzimos muito, somos os maiores exportadores de grãos, com safras recordes, porém atingimos o nosso limite. Esse é um sistema tão complexo e passou da hora de olharmos nossos gargalos para valorizar o alimento que é produzido com tanta responsabilidade e de forma sustentável, por meio de métricas auditáveis no mundo inteiro, mas também com a redução de desperdício”, detalhou Thais.

Ainda, segundo a diretora da Esalq, 30% do alimento produzido no mundo é desperdiçado, já, os alimentos prontos para consumo, esse valor atinge 40%. “No Brasil existe uma margem muito grande para agregar valor aos nossos produtos e o processamento de alimentos não é um vilão, mas sim a solução. O processamento pode garantir acesso a alimentação de forma segura nas mais remotas regiões do mundo. Então vamos dobrar o agro, mas é preciso fazer isso agregando valor, produzindo de forma consciente e evitando o desperdício”, frisou Thais.

O Professor Emérito da FGV, Roberto Rodrigues, destacou que o mundo caminha para uma nova dicotomia. “Neste cenário temos três problemas globais que afetam a todos: segurança alimentar, energética e mudanças climáticas”.

Segundo Rodrigues, a agricultura tropical irá resolver estes três gargalos, uma vez que estas regiões possuem terras suficientes para aumentar a produção. “Mas quem vai liderar essa revolução é o Brasil, pois desenvolvemos internamente uma tecnologia tropical sustentável que mostra a exaustão como somos eficientes, produtivos e sustentáveis”.

“Temos as condições perfeitas de tecnologia, empreendedorismo e políticas públicas que nos favorecem. Outro ponto é que a demanda continua crescendo no mundo todo, e por isso podemos perfeitamente trabalhar colocando o Brasil como protagonista da produção mundial de alimentos. Podemos dobrar a produção, concertar a matriz energética e promover a sustentabilidade, desde que exista uma estratégia bem formulada. Não somos mais o país do futebol, somos o país da segurança alimentar e da paz, pois não há paz enquanto existe fome”, finalizou Roberto Rodrigues.

 

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