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Notícias

Plataforma do Desenrola renegociará dívidas de agricultores familiares

Por redação 25/10/2023
Escrito por redação

Plataforma usada para leiloar descontos no Desenrola poderá ser usada para renegociar dívidas de pequenos produtores rurais

Plataforma do Desenrola renegociará dívidas de agricultores familiaresDesenvolvida pelo Ministério da Fazenda e pela B3, a bolsa de valores brasileira, a plataforma usada para leiloar descontos no Desenrola poderá ser usada para renegociar dívidas de pequenos produtores rurais. A informação foi dada nesta segunda-feira (23) à noite pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após se reunir com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

“A plataforma é um ativo que pode ser mobilizado para outras renegociações. Então coloquei à disposição do MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], para o futuro, a mesma plataforma construída para o atual Desenrola”, disse Haddad ao deixar o ministério.

“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez uma revolução no agro”, diz Fávaro

Segundo Haddad, Teixeira tinha pedido um programa de renegociação de dívidas de agricultores familiares. O ministro da Fazenda informou que a plataforma não poderá ser usada neste momento por causa da terceira fase do Desenrola, que prevê descontos para dívidas de até R$ 5 mil de quem ganha até dois salários mínimos, mas fez a promessa de estender a ferramenta tecnológica para os produtores rurais de menor porte.

A terceira fase do Desenrola está em vigor desde o início do mês e oferece desconto médio de 83% para dívidas de nove setores: serviços financeiros; securitizadoras; varejo; energia; telecomunicações; água e saneamento; educação; micro e pequena empresa, educação. No entanto, em alguns casos, o abatimento superou esse valor, dependendo da atividade econômica.

A plataforma está disponível no site www.desenrola.gov.br. Para acessá-la, o consumidor precisa ter cadastro no Portal gov.br, com conta nível prata ou ouro e estar com os dados cadastrais atualizados. Em seguida, o devedor tem de escolher uma instituição financeira ou empresa inscrita no programa para fazer a renegociação. A página lista as dívidas por ordem de desconto, do maior para o menor. Basta selecionar o número de parcelas e efetuar o pagamento.

Fonte: Agência Brasil 

25/10/2023 0 Comentários
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Banco do Brasil liberou mais de R$ 154 bilhões para o agronegócio

Por redação 25/10/2023
Escrito por redação

Valor é 12% maior que o mesmo período do ano passado

Banco do Brasil liberou mais de R$ 154 bilhões para o agronegócio

Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília.

O Banco do Brasil liberou R$ 154 bilhões em crédito para o agronegócio e a agricultura familiar no Brasil de janeiro até o dia 19 de outubro. O valor é 12% maior que o mesmo período do ano passado.

Somente na atual safra 2023/2024, já foram desembolsados cerca de R$ 80 bilhões, o que representa 9% de crescimento sobre o mesmo período do início da safra.

“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez uma revolução no agro”, diz Fávaro

Um dos destaques da atuação do Banco nos financiamentos contratados com agricultores familiares e médios produtores, que representam 65% do total das operações.

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage, disse que as operações sustentáveis são o foco da instituição.

 

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“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez uma revolução no agro”, diz Fávaro

Por redação 25/10/2023
Escrito por redação

Ministro destacou a evolução da produção e da produtividade agropecuária brasileira nos últimos 50 anos

“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez uma revolução no agro", diz Fávaro O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, na manhã desta terça-feira (24), da Conferência de Investimento Agrícola do Credit Suisse 2023: Semeando um Futuro Sustentável, evento que reúne empreendedores, investidores institucionais nacionais e internacionais, representantes de startups do agronegócio, além de fundos e investidores que buscam ter acesso a novas ideias para a tomada de decisões para os próximos anos.

Na abertura do evento, Fávaro destacou que, em cinco décadas, a produção agropecuária no Brasil alcançou uma evolução sem precedentes e que o país deixou de ser importador de alimentos para tornar-se o país responsável por garantir a segurança alimentar em países do mundo todo.

“Nos últimos 50 anos, o Brasil fez uma revolução, graças à inovação, à criação da Embrapa e a todos os brasileiros que se dedicaram à pesquisa pública e privada e à inovação tecnológica”, declarou.

A parceria e cooperação de outros órgãos do Governo Federal foi apontada pelo ministro como um grande catalisador das políticas e resultados de ações promovidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desde o início de 2023.

Para Alckmin, Brasil será o grande líder mundial da descarbonização

“Graças à grande parceria, ao apoio e à sensibilidade do ministro [da Fazenda], Fernando Haddad, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, poderemos incorporar R$ 500 milhões – ou seja, 50% a mais de subvenção – ao Prêmio do Seguro Rural, para trazer segurança no campo e para que nossos produtores possam minimizar os impactos das mudanças climáticas nas suas atividades”, explicou.

Durante a abertura, Fávaro também destacou o trabalho do Mapa para estimular os produtores na produção orgânica no uso de sistemas irrigados e na energia renovável, como as diretrizes sustentáveis do Plano Safra 2023/24 e o trabalho para o uso de bioinsumos.

A Conferência de Investimento Agrícola tem como objetivo trazer o diálogo entre produtores, investidores e empresas do agronegócio brasileiro e do mundo. Ainda são discutidos os desafios e oportunidades no setor agrícola, a segurança alimentar global, o uso de novas tecnologias (software, hardware e biotech) para aumento de produtividade, eficiência e sustentabilidade.

Um agro sustentável

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de produtos agrícolas e o Mapa contribui para melhorar o manejo sustentável no setor.

Além disso, o Ministério tem trabalhado na atualização do portal AgroHub, para se transformar em um ambiente virtual que hospedará os atores de inovação agropecuária brasileira e ser um ponto de contato com os portais de inovação de outros países, ampliando assim as possibilidades de parcerias, investimentos e desenvolvimento da inovação agropecuária brasileira.

Ao final do encontro, que abriu o diálogo entre investidores e empresários, Fávaro expressou que o Brasil tem um ambiente crescente de ecossistemas de inovação em desenvolvimento.

“A nossa expectativa é firmar uma grande rede de inovação agropecuária brasileira, promovendo investimentos, trocas de experiências e oportunidades para regiões menos desenvolvidas acessarem oportunidades e também as regiões mais desenvolvidas acessarem outros mercados”, disse.

 

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Ferramenta digital reúne tecnologias e serviços para criadores de abelhas

Por redação 24/10/2023
Escrito por redação

O propósito da plataforma Infobee é auxiliar o processo de tomada de decisão dos criadores de abelhas

Ferramenta digital reúne tecnologias e serviços para criadores de abelhasA Embrapa apresenta a plataforma Infobee, um espaço virtual que disponibiliza serviços inéditos aos criadores de abelhas de todo o Brasil. A iniciativa, que é fruto da parceria público-privada entre a Embrapa Amazônia Oriental (PA) e a empresa Equilibrium Web, reúne informações técnico-científicas, econômicas e de mercado sobre a apicultura e a meliponicultura. O novo espaço digital pode ser acessado por computador e equipamentos móveis, como smartphones e tablets.

A Infobee traz os resultados da pesquisa agropecuária nas áreas de apicultura e meliponicultura (atividade de criação de abelhas nativas sem ferrão, do gênero Melipona), na forma de publicações, cursos, vídeos, animações e aplicações web.

“O propósito da solução é auxiliar o processo de tomada de decisão dos criadores de abelhas a partir do acesso a informações relevantes que possam promover a melhoria na gestão ou a superação de gargalos tecnológicos na atividade”, afirma o analista de sistemas Michell Costa, da Embrapa Amazônia Oriental.

Entre os destaques da nova plataforma estão: o Calendário Apícola Digital, que disponibiliza informações sobre o local de ocorrência e a época de floração das plantas mais visitadas pelas abelhas na região amazônica; o meliponário virtual, uma maquete em três dimensões da estrutura do ninho, das caixas de criação e da morfologia da abelha; e o serviço denominado “zapbee”, respostas com o uso de inteligência artificial para atender aos criadores a qualquer hora e lugar.

Dia Nacional do Plantio Direto: por um campo mais sustentável

A ferramenta também disponibiliza painéis interativos sobre produção e exportação de mel e derivados no Brasil. “Essa funcionalidade permite conhecer a produção de mel por mesorregião do Brasil nos últimos dez anos, bem como acessar dados sobre a exportação do produto por ano nos estados brasileiros”, conta Costa.

Desenrola - Ferramenta digital reúne tecnologias e serviços para criadores de abelhas

Foto: Ronaldo Rosa

Para Sebastião Júnior, proprietário e CEO da Equilibrium Web, responsável pelo codesenvolvimento do espaço digital, o desafio de criar uma plataforma para um segmento específico de mercado foi o propósito da empresa.

“Quando trabalhamos com desenvolvimento de softwares, nosso foco é sempre chegar a uma ferramenta útil para a comunidade e que cumpra o seu objetivo”, afirma.

O mercado de mel e derivados no Brasil é um setor em crescimento, tanto na produção quanto na exportação. Segundo a Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE, o País alcançou em 2022 um recorde de produção, com quase 70 mil toneladas, obtendo aumento de 9% em relação a 2021.

A plataforma é dinâmica e aberta a incorporar novas funcionalidades e informações, de acordo com o empresário. “A ferramenta foi desenvolvida a partir de um gerenciador de conteúdo intuitivo, maleável e de fácil utilização. Com isso, novos conteúdos podem ser criados e disponibilizados a partir da indicação e sugestão dos próprios usuários. Isso significa que a Infobee vai crescendo de acordo com as necessidades da comunidade”, ressalta.

Conheça a nova plataforma Infobee

 

O trabalho de escuta dos usuários é permanente, segundo os desenvolvedores. “O próprio desenvolvimento da plataforma é fruto de um trabalho de escuta realizado junto aos atores da cadeia produtiva do mel no estado do Pará, em 2019, que motivou o desenvolvimento de um projeto em parceria com a iniciativa privada”, lembra o agrônomo Daniel Santiago, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

Inteligência artificial na palma da mão

Uma das inovações da plataforma Infobee é o serviço chamado “zapbee”, que responde às dúvidas de criadores de abelhas e interessados no tema a qualquer hora e em qualquer lugar. O serviço está disponível na modalidade web e usa a tecnologia de inteligência artificial (IA) para interagir com os usuários.

“Não estamos criando uma tecnologia nova, estamos usando uma nova tecnologia para criar um serviço e a inteligência escolhida foi o ChatGPT”, explica Sebastião Júnior.

Para a apicultora Francidalva Monteiro, do município de Primavera, a possibilidade de ter um canal com informações confiáveis para o esclarecimento de dúvidas no celular é fantástica. “Na hora que eu tiver uma dúvida, eu acesso o aplicativo e resolvo. Vou dar um exemplo: eu perdi um enxame, se tivesse a informação naquela hora do manejo, eu não perderia”, destaca.

O processo de ensinar a IA sobre a criação de abelhas envolveu a conversão em dados de resultados da pesquisa agropecuária sobre o tema já publicados em texto, áudio e vídeo. A ferramenta transforma esses dados inseridos em conhecimento para que possa responder às perguntas dos usuários. “A primeira etapa do ‘zapbee’ já foi feita e está disponível na versão web. A segunda etapa será levar o serviço ao aplicativo de mensagem nos dispositivos móveis”, completa o CEO da Equilibrium Web.

Ciência e conhecimento popular

O Calendário Apícola Digital é um dos serviços desenvolvidos a partir da demanda dos criadores de abelhas no estado do Pará. O serviço traz a identificação correta das plantas mais relevantes para as abelhas, sejam elas do gênero Apis ou Melipona, a região de ocorrência e a época de floração, inicialmente para a região nordeste paraense.

“O calendário é uma demanda antiga dos criadores. Com esse produto, eles conseguem visualizar claramente o período de floração de cada planta, a importância dessas plantas para a apicultura e a meliponicultura, e conseguem planejar o manejo das colônias para a produção de mel”, afirma Kamila Leão, agrônoma e gerente de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG Mel) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Desenrola - Ferramenta digital reúne tecnologias e serviços para criadores de abelhas

Foto: Ana Laura Lima

O calendário foi construído em oficinas realizadas pela Embrapa e pelo Senar em 11 municípios paraenses, nas regiões do Baixo Amazonas, nordeste e sudeste paraense, quando pesquisadores, técnicos e criadores de abelhas trocaram informações e conhecimentos sobre a flora local e a importância dela na alimentação das abelhas.

O primeiro passo na construção desse produto, como explica a agrônoma, foi o levantamento, na literatura, das plantas mais importantes para as abelhas no estado do Pará, que levou à identificação de cerca de 400 plantas. “O passo seguinte foi ir a campo e conhecer a experiência dos criadores. Os próprios produtores indicaram as plantas mais importantes em cada município para a sua produção de mel”, conta a especialista.

As plantas citadas pelas comunidades foram identificadas no herbário da Embrapa Amazônia Oriental, validadas junto ao levantamento científico e incluídas no calendário. “Isso gerou um produto no qual é possível acessar o nome popular, de acordo com a localidade, o nome científico e o período de floração de cada planta na região”, finaliza Leão.

Diversidade de plantas

A apicultora e meliponicultora Joelma Nunes, de Primavera, município localizado no nordeste do Pará, afirma que a região possui um vasto pasto apícola, muitas vezes desconhecido pelos produtores e que pode ser melhor aproveitado. O pasto ou flora apícola é o conjunto de plantas interessantes para as abelhas na coleta de recursos, principalmente pólen e néctar.

“Sabemos que temos um pasto apícola muito rico, mas não temos conhecimento de como explorar isso. Com o calendário e a época das floradas do mês, conseguimos nos organizar para capturar os enxames. Além de identificar o melhor local para colocar o nosso apiário”, destaca a criadora.

Congresso Nacional das Mulheres do Agro começa amanhã em São Paulo

“Nem nós mesmos sabíamos que conhecíamos tantas plantas apícolas e o potencial que têm na nossa região. É um vasto conhecimento popular”, afirma Andréa Sena, meliponicultora da zona rural do município de São João de Pirabas, no nordeste paraense.

Ela, que trabalha com o mel das abelhas-sem-ferrão e a produção de bebidas e licores, disse que só descobriu o tamanho do conhecimento que tinha a partir do trabalho realizado com técnicos e outros produtores. “Conseguimos enxergar a diversidade da nossa região e o nosso conhecimento em um material palpável para nos apoiar. O calendário contribui diretamente para o nosso dia a dia, permitindo conhecer os períodos de florada e quando precisamos alimentar as abelhas”, avalia.

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Para Alckmin, Brasil será o grande líder mundial da descarbonização

Por redação 24/10/2023
Escrito por redação

Vice-presidente participou da 23ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, nesta segunda-feira (23), e destacou avanços na ampliação do mercado de biocombustíveis que levarão ao protagonismo brasileiro

Para Alckmin, Brasil será o grande líder mundial da descarbonização As ações de estímulo à descarbonização da economia brasileira conduzidas como prioridade pelo governo federal, aliadas às condições naturais do Brasil, devem levar o país a ser o grande líder dessa transição ecológica no mundo. A afirmação foi feita pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 23ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, nesta segunda-feira (23), em São Paulo.

Alckmin citou os principais avanços recentes nesta direção, como a política de estímulo à produção de biodiesel — que deve fazer com que o percentual de biodiesel misturado ao combustível fóssil, hoje em 12%, suba anualmente até chegar a 15% em 2026. “E já há estudos para se chegar a 20%”, anunciou.

Quais os requisitos para o armazenamento da soja com qualidade

Lembrou que 83% da frota nacional já é formada por carros flex, e que o etanol misturado à gasolina também deve subir de 27,5% para 30%, conforme propõe projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional. Chamado de Combustível do Futuro, o projeto busca intensificar a inovação tecnológica e a descarbonização nas rotas de mobilidade.

O vice-presidente destacou, ainda, a possibilidade de produzir hidrogênio verde como alternativa de combustível para veículos híbridos. “O Brasil tem todas as oportunidades de rotas tecnológicas, o que é fundamental para o desenvolvimento sustentável”, disse. “O Brasil vai ser o grande líder mundial, grande protagonista da sustentabilidade e da descarbonização.

Para fortalecer ainda mais esse movimento no Brasil e no planeta, o governo brasileiro aderiu à Aliança Global para Biocombustíveis, lançada em setembro, na Índia, que conta com a participação dos três principais produtores do mundo – Brasil, Estados Unidos e Índia — para fomentar a produção sustentável e o uso de biocombustíveis no mundo. A Aliança reúne 19 países 12 organizações internacionais.

O uso de biocombustíveis na aviação e na navegação, também foco dessa Aliança, contribuirá para reduzir as emissões dos respectivos setores, aumentará ainda mais o consumo mundial e a necessidade de ampliação do número de fornecedores.

Segundo o presidente da Datagro, Plínio Nastari, para o setor da aviação, com o uso integrado do etanol e óleos vegetais sustentáveis como combustíveis, abre-se um mercado potencial 450 bilhões de litros por ano. No transporte marítimo, de acordo com ele, são mais 300 milhões de litros por ano.

Nastari afirma que o segmento sucroenergético atingiu um grau elevado de sustentabilidade. “E segue avançando com sua diversificação crescente em diversas frentes na direção da emissão zero, em breve negativa, de carbono. O que permitirá às montadoras de automóveis o atingimento da meta de Net Zero Emission”, disse.

Fonte: Datagro

 

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Congresso Nacional das Mulheres do Agro começa amanhã em São Paulo

Por redação 24/10/2023
Escrito por redação

Com ingressos esgotados, CNMA reunirá mais de 3 mil congressistas de todo o Brasil

Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio começa amanhã em São PauloÉ possível alavancar ainda mais o agronegócio brasileiro com sustentabilidade? A resposta é sim e, não só é possível, como já se tornou uma realidade em muitas regiões. Este será o tema central da 8ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio – CNMA, o maior evento da América Latina voltado para mulheres do setor, que ocorre nos dias 25 e 26, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

Com um novo recorde de público, alcançando mais de 3 mil mulheres de todo o país, o CNMA traz uma programação diversificada, dividida entre a Arena #oagroédelas, Arena #oagronãopara e Arena Master – onde ocorrem as mesas-redondas.

“Tendo como tema principal ‘Dobrar o Agro de tamanho com sustentabilidade: A Marca Brasileira’, o evento busca promover discussões importantes e atuais, com grandes nomes, empresas e instituições ligadas direta e indiretamente ao setor. Além, claro, de fomentar e reconhecer a presença e liderança feminina no agro”, diz a gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios no Transamerica Expo Center, Renata Camargo.

Além das arenas, uma novidade deste ano é o Hub Técnico, que, durante os dois dias, contará com diversas palestras que vão desde condução da genética animal e vegetal, até administração de irrigação e mecanização.

“Esta foi uma demanda trazida pelas próprias congressistas em edições anteriores, que gostariam de um espaço com foco exclusivamente técnico. Serão palestras de profundidade científica, para quem quiser mergulhar e entrar no estado mais avançando do conhecimento da adubação, da nutrição, da genética, da mecanização, da irrigação e dos defensivos, sejam eles agrícolas, vegetais ou veterinários”, explica o professor, sócio-diretor da Biomarketing e curador de conteúdo do CNMA, José Luiz Tejon.

Mais novidades para 2023

Este ano, as mulheres do agronegócio terão um aroma pensado exclusivamente para elas. Desenvolvido por Márcia Rissato, CEO da Pomander Florais & Aromas, empresa especializada em perfumes terapêuticos, o “Aroma Mulher do Agro” representa a essência resiliente e delicada das mulheres do campo. A essência estará à venda durante o evento, com poucas unidades e limite de compra de um frasco por CPF.

Outra novidade deste ano será a apresentação dos resultados inéditos da pesquisa “Percepção do Agronegócio Brasileiro na Europa”, que foi conduzida pela consultora europeia de ‘Brand Value Management’, OnStrategy, com coordenação da Biomarketing, patrocínio da Serasa Experian e apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Entre a programação, as participantes do Congresso também poderão conferir em primeira mão o pré-lançamento do filme “Um outro olhar – Uma jornada pelo bem-estar animal e sustentabilidade” – lançado em 2021 como o documentário “Quando Ouvi a Voz da Terra”, o projeto agora chega em uma nova fase, direcionada aos cinemas.

O filme tem a pecuarista Carmen Perez como principal interlocutora das vivências de pessoas do campo, direção do cineasta Nando Dias Gomes e produção-executiva da jornalista Flávia Tonin. O lançamento será no primeiro semestre de 2024.

Além de uma extensa programação de mesas-redondas com expoentes do agronegócio brasileiro, o CNMA traz entre as atrações deste ano, a 6ª edição do Prêmio Mulheres do Agro da Bayer, que reconhece produtoras rurais que adotam práticas agrícolas ancoradas nos pilares ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês). A mesma regra se aplica à nova categoria Ciência e Pesquisa, em que quatro pesquisadoras concorrem ao título, com a diferença de que serão valorizados projetos de impacto ou de grande alcance científico.

“Estamos ansiosos por estes dois dias intensos, de muita troca e conhecimento com as mais de 3 mil congressistas que estarão presentes, vindas de todo o Brasil. Esperamos que todas retornem renovadas, motivadas, repletas de ideias e de alegria, com a certeza de que o agro está caminhando para as mudanças necessárias”, finaliza Renata Camargo.

A programação completa do evento pode ser conferida aqui.

 

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A adoção do Sistema de Plantio Direto para um campo mais sustentável

Por redação 23/10/2023
Escrito por redação

Sistema de plantio direto está presente em mais de 36 milhões de hectares no País e traz inúmeras vantagens, como evitar a erosão hídrica e eólica dos solos

Dia Nacional do Plantio Direto: por um campo mais sustentávelpor Gustavo Paes – Prática que começou no final da década de 1960, no Rio Grande do Sul, o Plantio Direto (PD) completou 50 anos no Brasil em 2022. Hoje, 23 de Outubro, é celebrado o Dia Nacional do Plantio Direto, instituído pelo Projeto de Lei 3908/2015. A data celebra o dia em que foi realizado o primeiro plantio em escala comercial, da lavoura de soja sob plantio direto, em 1972 por Herbert Bartz, em Rolândia no Paraná, que segundo ele, protegeria seu solo da erosão.

No Brasil, há dois anos, o manejo conservacionista ocupava uma área de 36 milhões de hectares, o que faz o País ter a maior área com PD em todo o mundo, segundo dados divulgados pelo Projeto Soja Brasil, uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Adotado por produtores de culturas tão diversas como soja, milho, trigo, feijão, arroz, algodão, café, melancia e aipim, o Sistema Plantio Direto (SPD) visa a produção de alimentos, fibras e energia em harmonia com a natureza, baseando-se em três pilares: o não revolvimento do solo (restrito à linha de semeadura ou covas para mudas), a cobertura permanente do solo (plantas vivas ou palhadas) e a diversificação de plantas na rotação de cultivos.

Cultivo consorciado com mandioca e feijão traz boa produtividade

O conceito de PD começou a ser implementado em 1940 com o norte-americano Edward H. Faulkner, mas só passou a ser adotado no mundo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Comparado a sistemas que utilizam o preparo do solo, o chamado plantio na palha traz vantagens como a redução da erosão hídrica e eólica dos solos, da emissão de gases causadores do efeito estufa, bem como o uso de combustíveis fósseis e de agroquímicos. 

A técnica também possibilita o aumento da infiltração da água e a eficiência dos fertilizantes aplicados e a recuperação da matéria orgânica, da biodiversidade e da resiliência do solo. O manejo ainda reduz o efeito negativo das máquinas agrícolas e da própria agricultura, o que garante uma atividade mais sustentável. E o agricultor ainda tem menores custos de produção ao eliminar operações de plantio do solo.  

Dia Nacional do Plantio Direto: por um campo mais sustentável

Plantio direto do algodão sobre a palha do milho. // Foto: Fabiano Perina/Embrapa Algodão

Apesar da rápida expansão, o manejo conservacionista enfrenta desafios e metas a serem atingidas. Da área total com adoção do PD em pouco mais de 15% é praticado o Sistema Plantio Direto (SPD) fundamentado nos três pilares. Cerca de 85% a 90% da área, que hoje é contabilizada como PD, aplica um ou dois pilares. O que mostra que uma parcela expressiva dos produtores rurais não está aplicando os três princípios fundamentais adequadamente, o que vem provocando compactação e erosão dos solos.

A meta é chegar em 2030 com 12,54 milhões de hectares a mais em PD. E alcançar, neste mesmo período, 48,5 milhões de hectares em PD de grãos, sendo 35% a 50% em SPD (fundamentado nos três pilares) e não 15% como é hoje. 

O pesquisador José Eloir Denardin, da Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS), explica que o SPD, para ser assim reconhecido, requer pelo menos duas safras por ano agrícola estruturadas em modelos de produção que contemplem o cultivo de pelo menos uma gramínea de verão a cada três safras. “Com base em informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pode-se concluir que o SPD ocupa, no máximo, 15,4 milhões de hectares no Brasil”, assegura o pesquisador. 

Vantagens

Denardin, que atua desde 1976 no Centro Nacional de Pesquisa de Trigo (atual Embrapa Trigo) e representa a Embrapa na Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (Feprapdp), salienta que o SPD é uma ferramenta da agricultura conservacionista capaz de viabilizar o ato de produzir sem preparo prévio do solo, de modo contínuo, safra após safra. 

Em consequência, o SPD requer menos máquinas e equipamentos, menor força de trabalho e menos energia fóssil (petróleo) e favorece a atividade biológica do solo e o controle biológico de pragas, doenças e plantas daninhas. 

Além disso, lembra o especialista, o SPD praticamente elimina a erosão, melhora o uso de fertilizantes, aumenta a floculação e a agregação do solo e reduz a decomposição da matéria orgânica, estabelecendo sincronismo entre a disponibilidade de nutrientes e o crescimento das formas de vida presentes no solo.

Denardin afirma que o SPD, comparativamente a outras formas de manejo, potencializa a obtenção do equilíbrio dinâmico do agroecossistema, disciplinando a entrada e a saída de energia e de matéria, conserva o potencial biológico e lhe dá maior capacidade de autorreorganização. “A adoção do SPD expressa o potencial genético das espécies cultivadas pelo uso adequado do solo, da água e da biodiversidade, protegendo e melhorando os recursos naturais”, afirma o especialista. 

Evolução do maquinário

Em 1969, a Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) importou a primeira semeadora de PD no Brasil, da marca Buffalo, que era fabricada nos Estados Unidos. A semeadora foi usada uma única vez em uma área experimental de 1 hectare no Posto Agropecuário do Ministério da Agricultura, em Não-Me-Toque (RS). A máquina foi destruída acidentalmente em um incêndio.

A Embrapa começou as pesquisas com PD e, em 1978, importou uma semeadora dinamarquesa de cultivo mínimo, a Nordestern, e, em seguida, uma semeadora de fluxo contínuo da marca Bettinson 3-D, da Inglaterra. Os pesquisadores aproveitaram as características construtivas da máquina e os discos duplos desencontrados de origem canadense para construir as primeiras semeadoras, que, na época, eram especializadas em culturas de inverno e grãos finos. 

Dia Nacional do Plantio Direto: por um campo mais sustentávelEm 1989, a Semeato, de Passo Fundo, desenvolveu a TD, o primeiro projeto nacional de máquina para PD. Depois, as empresas Imasa, Fankhauser e Lavrale apresentaram seus produtos.

Produtores pioneiros e oficinas locais do Paraná e Rio Grande do Sul fizeram adaptações no maquinário, principalmente na tentativa de semear culturas de verão, predominantemente a soja. Isso em função de que a máquina disponível nos anos 1970 era a Rotacaster, que, além de mobilizar exageradamente o solo, tinha baixo rendimento. 

No início dos anos 1980, o mercado já contava com semeadoras de fluxo contínuo para o SPD, principalmente da Semeato, Imasa, Fankhauser, Baldan e Marchesan.

A década de 1980 foi um período de estudos e laboratório, quando não havia uma definição clara de como uma semeadora de SPD deveria trabalhar. Conforme o especialista em mecanização agrícola Augusto Guilherme de Araújo, que trabalhou no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (Iapar), os produtores e oficinas locais adaptavam semeadoras de precisão convencionais e de fluxo contínuo, transformando-as para o SPD, introduzindo disco de corte e componentes para abertura de sulco e deposição de fertilizante e sementes. 

Entraves

Nesse processo, as indústrias foram aperfeiçoando seus produtos e criando também semeadoras de precisão para o Sistema de Plantio Direto. As principais dificuldades para a expansão do sistema na década de 1980 foram a falta de herbicidas eficientes ou o desconhecimento dos mesmos e as máquinas que não eram apropriadas, principalmente para trabalhar nas regiões de solos argilosos, os quais nos primeiros anos de adoção apresentavam adensamento superficial. 

Com os trabalhos de pesquisa e a experiência de produtores da época, consolidaram-se os conceitos de rotação de culturas e uso de plantas de cobertura, além da necessidade de adequar o terreno para implantação do SPD. Porém, a alta do preço do petróleo e a elevação dos custos de produção fizeram o produtor adotar o SPD, o que possibilitou menor desgaste das máquinas e resultou no aumento da produtividade das culturas.

Desenrola - A adoção do Sistema de Plantio Direto para um campo mais sustentável

Semeadura e lavoura de feijão em plantio direto. Lavoura conduzida na Fazenda Capivara em Santo Antônio de Goiás, GO. // Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa Arroz e Feijão

O ex-pesquisador do Iapar recorda que o desenvolvimento da semeadora de precisão PAR, da Semeato, no início dos anos 1990, foi um marco importante, pois a TD e outras semeadoras de fluxo contínuo não apresentavam o desempenho esperado na semeadura de soja. O que existia era semeadoras adaptadas de máquinas convencionais como era o caso das PS-6, da Semeato. 

A ideia era que a semeadora para o SPD deveria ser pesada, principalmente pelo fato de usarem discos duplos desencontrados como rompedores de solo, e que, nos solos argilosos com adensamento superficial, era praticamente impossível realizar a semeadura. 

“A adoção do SPD mecanizado foi fortalecida a partir de 1992, quando muitas indústrias apresentaram novas máquinas, especialmente as semeadoras de precisão, sempre perseguindo a expansão da cultura de soja, mas sendo usadas também nas demais culturas”, sublinha Araújo. 

Comercialmente, o SPD teve início no Brasil em 1992, no município de Rolândia (PR), com o produtor Herbert Bartz, que usou uma semeadora Allis Chalmers, importada dos Estados Unidos. Durante a década de 1990, várias indústrias, oficinas e produtores em regiões diferentes passaram a utilizar hastes sulcadoras afastadas do disco de corte e foi possível adequar as semeadoras de precisão aos solos argilosos. A partir daí o crescimento foi espantoso e a área sob PD no Brasil saltou de 1 milhão de hectares em 1992 para 25 milhões em 2007. 

Aperfeiçoamentos

As maiores alterações no maquinário próprio para SPD ocorreram na parte inferior das máquinas, conforme Denardin, da Embrapa Trigo. Na parte superior, as mudanças foram mínimas.

“Os discos côncavos, que equipavam as semeadoras destinadas à semeadura em solos sob preparo convencional, evoluíram para o conjunto de disco de corte, destinado ao corte da palha e à abertura do sulco de semeadura, e discos duplos, destinados à deposição da semente no sulco de semeadura”, explica.

Já Araújo avalia que houve um grande avanço tecnológico. Além de crescerem no tamanho, o incremento tecnológico foi ainda maior. Hoje existem equipamentos com mecanismos dosadores de alta precisão, como os pneumáticos, monitores eletrônicos de fluxo de semente e fertilizante, e até aplicação em taxa variável de fertilizante e sementes, considerando os princípios da Agricultura de Precisão. No entanto, diz que ocorreram poucas mudanças nos conjuntos sulcadores das semeadoras.

“Quase nada mudou na parte inferior das máquinas, como os discos de corte, discos duplos, hastes sulcadoras e facão. A indústria fez apenas pequenos aperfeiçoamentos, mas nada muito inovador”, afirma Araújo.

Discos maiores

Mauro César Menão, gerente de negócios de plantio da Jacto, destaca que as semeadeiras de SPD sofreram várias mudanças na busca de maior eficiência no corte da palha. “As máquinas ganharam discos de corte maiores e de diferentes formatos, com ranhuras e ondulações, sempre com o propósito de aperfeiçoamento do plantio sobre a palha”, diz o especialista. 

Nos últimos anos, o maquinário para Sistema de Plantio Direto também teve alterações significativas no design, com a redução de partes sobressalentes e estruturas mais estreitas para permitir um fluxo de palha mais eficiente. “O objetivo foi evitar o embuchamento da palha entre as linhas de plantio e ainda facilitar a transposição de terraços nas lavouras”, explica. 

Os chassis das novas plantadeiras – Meridia, Lumina 400 e Uniport Planter 500, que foram apresentadas pela empresa em agosto de 2020, também estão mais altos. “O elevado vão livre em relação ao solo permite o uso de discos de corte que podem chegar a até 22 polegadas de diâmetro, com um posicionamento adequado para um excelente corte de palha e, ainda, a possibilidade de que o disco supere obstáculos sem danificar a máquina, aumentando a sua vida útil”, sublinha Menão. 

 

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Quais os requisitos para o armazenamento da soja com qualidade

Por redação 23/10/2023
Escrito por redação

Publicação traz os principais pontos a serem considerados no armazenamento do grão

Quais os requisitos para o armazenamento da soja com qualidadePara reduzir as perdas pós-colheita e oportunizar a comercialização de grãos a preços atraentes, os grãos armazenados precisam ter sua qualidade preservada durante a armazenagem da soja, a partir da adoção de um conjunto de tecnologias.

Este é o enfoque da publicação Armazenamento do grão de soja com qualidade: princípios importantes a serem observados (Circular Técnica 196). O texto foi elaborado pelos pesquisadores da Embrapa Soja Francisco Carlos Krzyzanowski, Marcelo Álvares de Oliveira, José de Barros França-Neto, Fernando Augusto Henning e pelo consultor Irineu Lorini.

A publicação será distribuída aos participantes da VIII Conferência Brasileira de Pós-Colheita (VIIICBP2023) e do V Simpósio Goiano de Pós-Colheita de Grãos, a serem realizados de 24 a 26 de outubro no Centro Tecnológico Comigo, em Rio Verde (GO).

Cultivo consorciado com mandioca e feijão traz boa produtividade

Para o adequado armazenamento da soja, existem vários tipos de armazéns: armazéns graneleiros de fundo plano, fundo côncavo com ou sem aeração, silos graneleiros e silo bolsa.

Os autores enfatizam que a gestão do armazenamento do grão de soja visa evitar as perdas quantitativas e qualitativas, por meio da adoção de tecnologias de secagem, aeração e manejo das pragas, que normalmente estão presentes nos grãos quando armazenados inadequadamente.

Segundo os autores, os principais pontos a serem considerados para a preservação da qualidade da soja armazenada, garantindo uma excelente matéria-prima para toda a cadeia são:

  • a escolha entre os diferentes tipos de armazéns e silos com suas distintas características construtivas e operacionais;
  • o monitoramento e controle das variáveis físicas, químicas e biológicas tanto dos grãos como do ambiente de armazenamento;
  • o conhecimento a respeito das distintas avarias que o grão armazenado tem e a sua porcentagem de ocorrência tanto no método de avaliação visual como por meio do teste de tetrazólio;
  • o comportamento dos grãos armazenados quanto ao ganho ou perda de umidade em decorrência de sua qualidade física e condições de umidade relativa do ambiente de armazenamento;
  • o conhecimento do processo de aeração, controle de temperatura e da concentração de CO2  da massa;
  • conhecimento das principais pragas dos grãos armazenados e seu manejo adequado.

Serviço
Publicação: Armazenamento do grão de soja com qualidade: princípios importantes a serem observados (Circular Técnica 196). Acesse gratuitamente aqui.

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Sistema CNA/Senar e Faemg lançam Centro de Excelência em Cafeicultura

Por redação 20/10/2023
Escrito por redação

Centro oferecerá cursos técnicos e de graduação para formar profissionais qualificados ao mercado de trabalho

Sistema CNA/Senar e Faemg lançam Centro de Excelência em CafeiculturaO Sistema CNA/Senar, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), inaugura em Varginha, no dia 26 de outubro, o Centro de Excelência em Cafeicultura.

Localizado no Sul do Estado que é o maior produtor de café do Brasil, o Centro oferecerá cursos técnicos e de graduação para formar profissionais qualificados ao mercado de trabalho, além de realizar parceria para projetos que desenvolvam a cafeicultura em todo país.

“Com o Centro de Excelência em Cafeicultura, que vem se somar aos de Fruticultura, em Juazeiro (BA), e de Bovinocultura de Corte, em Campo Grande (MS), o Senar mais uma vez cumpre sua missão ao levar qualificação profissional com inovação, tecnologia e conhecimento de ponta que atenda as demandas do campo não só nas regiões produtoras onde os centros estão inseridos, mas em todo o Brasil”, afirmou o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.

Cultivo consorciado com mandioca e feijão traz boa produtividade

De acordo com Carrara, o Centro é um exemplo de como o “Senar contribui de forma significativa para formar profissionais, gerar emprego, melhorar a qualidade de vida dos produtores de alimentos, de seus familiares, de trabalhadores, além de trazer competitividade e avanços sociais para o campo com uma produção cada vez mais sustentável”.

O Centro de Excelência em Cafeicultura tem uma área construída de 5.100 m² em um terreno que foi doado pela Prefeitura de Varginha. O prédio tem oito blocos e conta com seis salas de aula, quatro laboratórios (classificação, torra, moagem e degustação de cafés e cafeteria gourmet), três salas de informática, uma biblioteca, um auditório com capacidade para 260 pessoas e uma área de convivência.

“Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelos cafeicultores, continuamos avançando. A nossa missão é levar inovação e melhoria contínua para as propriedades rurais. Precisamos, mais do que nunca, de conhecimento técnico, prático e gerencial, que prepare os cafeicultores e forme profissionais capacitados para todas as atividades da cadeia produtiva”, destacou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

A propostas dos centros de excelência é produzir conhecimento e incentivar a pesquisa, proporcionando aos alunos acesso a boas práticas de gestão, produção, comercialização e inovações tecnológicas e ampliando competências e oportunidades que promovam a competividade da cafeicultura nacional.

Sistema CNA/Senar e Faemg lançam Centro de Excelência em Cafeicultura

O Centro de Excelência em Cafeicultura inicia sua operação com o Curso Técnico em Cafeicultura, reconhecido pelo MEC, com 80% da carga horária presencial e 20% a distância a partir de 2024. Além disso, será oferecido ensino a distância (EaD) da Rede e-Tec, como o Curso Técnico em Agronegócio, e cursos de graduação tecnológica a distância por meio da Faculdade CNA.

Também há espaços para a realização de cursos de formação profissional e promoção social e ações do Programa de Assistência Técnica e Gerencial desenvolvidos pelo Sistema Faemg Senar.

“Nosso objetivo será formar técnicos qualificados e competentes, uma das maiores necessidades do mercado. Por isso a importância de fazer parcerias com todos os elos da cadeia do agronegócio café e envolver as principais regiões produtoras do país. Ao final do curso, o aluno estará preparado para atuar em atividades antes, dentro e depois da porteira. Queremos ser referência na formação de técnicos em cafeicultura e em inovação e tecnologia nesta cadeia produtiva. Com isso, contribuiremos para o fortalecimento e competitividade da cafeicultura nacional, que tantas divisas traz para Minas e para o Brasil”, afirmou o diretor do Centro de Excelência, Roberto Barata.

“Os Sindicatos dos Produtores Rurais de Varginha e de toda a região também são importantes parceiros para capacitar os cafeicultores para que eles sigam firmes com seu trabalho de gerar riquezas para o estado e levar alimento para milhares de famílias”, complementou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

 

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Especialista comenta os impactos da guerra entre Israel e Hamas na economia

Por redação 20/10/2023
Escrito por redação

O economista, especialista em macroeconomia e mercado financeiro, Wagner Moraes, destaca que as consequências da guerra podem afetar, por tabela, o Brasil

Especialista comenta os impactos da guerra entre Israel e Hamas na economiaHá mais de 10 dias do conflito entre Israel e Hamas, o mundo foca as atenções em ajuda humanitária, retirada de civis e estrangeiros da região de guerra e envio de profissionais de saúde para a faixa de Gaza. Além disso, os impactos econômicos com a eclosão de possíveis novos conflitos, atrelada a escalada militar entre Rússia e Ucrânia, preocupam autoridades mundiais.

Para o economista, especialista em macroeconomia, mercado financeiro e CEO da A&S Partners, Wagner Moraes, as tensões geopolíticas trouxeram consequências diretas e indiretas para a economia mundial e, consequentemente, para o Brasil.

O especialista cita o aumento de risco de interrupções no Canal de Suez, um dos corredores do comércio mais importantes do mundo.

“O Oriente Médio é geograficamente estratégico para o comércio global. Uma obstrução ou fechamento temporário do Canal de Suez pode levar a atrasos no transporte global de mercadorias”

Moraes também explica quais impactos o Brasil pode sofrer com a interrupção do canal. “Para o Brasil, isso pode significar atrasos nas exportações e importações, com consequente impacto nos preços e na balança comercial. A flutuação cambial também poderá ser intensificada nesse período com o agravamento da situação e impactos na inflação serão inevitáveis”

Especialista comenta os impactos da guerra entre Israel e Hamas na economia

Wagner Moraes, especialista em macroeconomia e CEO da A&S Partners

Embora o Brasil não esteja diretamente envolvido no conflito entre Israel e Hamas, para Wagner Moraes, o país pode assumir um papel ímpar no conflito.

“É vital para os formuladores de políticas e investidores brasileiros entenderem essas conexões e estarem preparados para navegar em águas geopolíticas turbulentas. Por outro lado, o Brasil pode tentar mediar e buscar soluções de menores impactos e danos”

Preço do Petróleo e Alimentos

Embora Israel e a Faixa de Gaza não sejam grandes produtores de petróleo, Wagner Moraes disse que a percepção de risco na região do Oriente Médio pode aumentar os preços do petróleo devido à especulação. Além disso, pode haver interrupções na cadeia de suprimentos.

“Isso pode resultar em preços mais altos de combustíveis no Brasil e no mundo, influenciando a inflação e os custos de transporte. Empresas globais que dependem de componentes ou produtos de Israel podem enfrentar interrupções na cadeia de suprimentos. Isso pode causar atrasos, falta de produtos ou aumento de preços em setores específicos”

Wagner Moraes lembra que Israel é um hub tecnológico global, especialmente em setores como cibersegurança, tecnologia da informação e saúde. A guerra também afetar o setor de turismo do país.

El Niño na agricultura: estratégias para enfrentar um velho conhecido

“A instabilidade prolongada pode resultar em queda de investimentos estrangeiros no país. Além disso, o turismo, vital para a economia israelense, pode ser gravemente afetado. Essa queda no fluxo de turistas e investimentos pode ter repercussões na economia global, afetando parceiros comerciais e investidores”

Rússia x Ucrânia

Para o especialista, além do conflito entre Israel e Hamas, a manutenção da guerra e a escalada da violência entre Rússia e Ucrânia pode trazer impactos sérios ainda na economia mundial e, por consequência, na economia brasileira.

“A Ucrânia é um corredor principal para o trânsito de gás natural russo para a Europa. As hostilidades comprometem essa rota, levando a volatilidade nos preços de energia, com possíveis aumentos no gás e petróleo, afetando muitos os países emergentes e, principalmente, o Brasil. Países europeus próximos ao conflito enfrentam pressões econômicas diretas, desde interrupções comerciais até fluxos de refugiados”

Moraes lembra que a região do Mar Negro, importante para o comércio global, ainda está sob tensão. Isso pode causar maiores atrasos e perturbações em rotas comerciais marítimas.

“Com isso, os mercados financeiros reagem a incertezas geopolíticas com aversão ao risco, levando a saídas de capitais de mercados emergentes e desvalorização de moedas. Eventuais aumentos de bloqueios ou ameaças podem desacelerar mais ainda o comércio global. O Brasil, com sua economia fortemente dependente das exportações, poderia ver uma diminuição na demanda por commodities como soja, carne e minério de ferro. Isso poderá trazer impactos sérios na manutenção das atividades econômicas do país e retrair o PIB”.

 

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