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Mercado

Senado aprova novas regras para regularização ambiental de propriedades rurais

Por Redação 03/09/2026
Escrito por Redação

Senado aprova novas regras para regularização ambiental de propriedades rurais

O plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 6.531/2025, que estabelece procedimentos e prazos para a regularização ambiental de propriedades rurais. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

De autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a proposta foi aprovada em votação simbólica. O projeto altera a Lei de Crimes Ambientais e estabelece procedimentos para responsáveis por áreas embargadas em razão do descumprimento das regras de proteção da vegetação previstas no Código Florestal.

Um dos principais pontos é a definição de prazo de 60 dias para que o órgão ambiental responsável se manifeste sobre o pedido apresentado para adequação da propriedade. Após a aprovação, Petecão afirmou que a demora na análise desses processos pode manter imóveis sob restrições durante anos, mesmo depois de o responsável adotar medidas para corrigir a situação.

“Hoje, o órgão aplica o embargo e, muitas vezes, esse processo fica na gaveta por três, quatro, cinco anos. Essa pessoa fica totalmente impossibilitada de fazer qualquer coisa. O que o projeto faz é dar ao órgão 60 dias para dar uma resposta ao produtor”, afirmou Petecão.

Segundo o autor, a medida deve beneficiar principalmente pequenos produtores que enfrentam longos períodos de espera. “O grande objetivo do nosso projeto é dar ao produtor, principalmente ao pequeno produtor, uma expectativa de ter uma resposta. Hoje, uma pessoa que tem uma área embargada fica totalmente imobilizada”, disse.

Antes de chegar ao plenário, o projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O relator, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), também integrante da FPA, apresentou parecer favorável e cinco emendas, aprovadas pelo colegiado.

As alterações feitas na CRA delimitaram a aplicação das novas regras e adequaram o procedimento aos instrumentos previstos no Código Florestal. O texto preserva as obrigações ambientais e prevê a reparação de eventuais danos.

“O produtor que quer corrigir sua situação precisa ter um procedimento para buscar a regularização. O parecer estabelece regras para que isso ocorra, com o cumprimento das obrigações ambientais e a possibilidade de a propriedade retornar à regularidade”, afirmou Zequinha Marinho.

Pelo texto aprovado, o responsável poderá celebrar termo de compromisso com o órgão ambiental para interromper a irregularidade, reparar eventuais danos e cumprir as medidas necessárias para adequar a propriedade à legislação.

A proposta também trata dos efeitos econômicos decorrentes do embargo, entre eles as restrições de acesso ao crédito rural. O projeto estabelece condições para a suspensão desses efeitos enquanto o processo estiver em andamento.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO), 2º vice-presidente da FPA no Senado, também defendeu a proposta após a votação e destacou a situação de pequenos produtores e agricultores familiares na região amazônica. “Nós precisamos fazer justiça ao pequeno produtor da Amazônia, à agricultura familiar, que sofre muito em toda a região”, afirmou.

Bagattoli citou casos em que uma infração localizada em apenas uma parcela da propriedade acaba gerando restrições sobre uma área maior. “Às vezes, o produtor tem 20 ou 25 hectares e cometeu uma infração em um hectare ou meio hectare. Em vez de ficar embargado só o polígono onde ocorreu a infração, fica toda a área embargada. Ele passa dois ou três anos sem poder vender aquilo que produz com muito sacrifício”, disse.

Com a aprovação no Senado, a proposta segue para a Câmara dos Deputados. Se o texto for aprovado sem alterações, poderá ser encaminhado à sanção presidencial. Caso os deputados façam mudanças, a matéria retornará ao Senado.

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03/09/2026 0 Comentários
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Mercado

Orçamento do Seguro Rural tem 73,5% dos recursos condicionados

Por Redação 02/09/2026
Escrito por Redação

FPA aponta que 73,5% dos recursos previstos para Seguro Rural em 2027 são condicionados

O governo federal encaminhou na última segunda-feira (31) o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027, com previsão de R$ 1,2 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Segundo análise divulgada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no entanto, 73,5% desse valor estão vinculados a fontes condicionadas, cuja execução depende de medidas adicionais.

Dos R$ 1,2 bilhão previstos para o programa, R$ 318,5 milhões têm como fonte recursos livres, provenientes da arrecadação ordinária de impostos. Outros R$ 881,5 milhões dependem de recursos condicionados à Regra de Ouro. De acordo com a FPA, esses valores não podem ser executados automaticamente e dependem da abertura de crédito suplementar, com aprovação do Congresso Nacional, da substituição da fonte de recursos ou de uma arrecadação extraordinária acima do previsto.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a composição do orçamento aumenta a incerteza para o setor.

“Não dá para termos uma agropecuária pujante, competente e forte, como temos hoje, sem qualquer tipo de segurança e com um seguro pífio, como o que temos atualmente”, afirmou.

A vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), também criticou a falta de previsibilidade dos recursos. Segundo ela, o cenário é ainda mais preocupante diante do nível de endividamento dos produtores e do aumento dos riscos climáticos.

“A falta de previsibilidade pode trazer ainda mais danos para toda a agropecuária, porque o produtor já está endividado e o risco climático aumentou com o Super El Niño. Isso é preocupante, sobretudo porque risco e crédito caminham juntos: quanto maior o risco, maiores tendem a ser os juros finais”, destacou.

Recursos ainda abaixo do necessário

Segundo uma simulação do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro) citada pela FPA, os R$ 318,5 milhões em recursos livres correspondem a apenas 13,4% do valor estimado como necessário para recuperar o nível de cobertura do Seguro Rural registrado em 2021.

A estimativa aponta que seriam necessários R$ 2,37 bilhões para assegurar 13,45 milhões de hectares e atender 209 mil apólices, patamar semelhante ao alcançado em 2021, quando o programa registrou sua maior abrangência.

Mesmo com a execução integral dos R$ 1,2 bilhão previstos no PLOA 2027, o montante corresponderia a 50,6% dos recursos estimados pela FGV-Agro para recuperar aquele nível de cobertura.

A análise também aponta uma diferença entre os recursos destinados a mecanismos de prevenção de perdas e aqueles voltados ao atendimento posterior aos prejuízos. O orçamento previsto para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), por exemplo, é cinco vezes maior que o valor destinado ao PSR.

“É muito mais racional apoiar seguro antes da perda do que renegociar dívida depois da quebra. Quando o PSR é subfinanciado, o risco não desaparece. Ele volta como inadimplência, renegociação, Proagro, socorro emergencial e pressão sobre o orçamento público”, afirmou o coordenador do Observatório do Crédito e Seguro Rural da FGV-Agro, Pedro Loyola.

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02/09/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Adoção de práticas sustentáveis proporciona a otimização dos custos de produção

Por Redação 02/09/2026
Escrito por Redação
Adoção de práticas sustentáveis proporciona a otimização dos custos de produção

Soja em sistema plantio direto // Foto: Antonio Neto

“Clima, carbono e sustentabilidade: da pressão à oportunidade” será o tema de um dos paineis da 7ª edição do Fórum do Agronegócio, promovida pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) amanhã, 3 de setembro, às 14h15, no Parque Ney Braga, em Londrina (PR). A temática será debatida por Roberta Carnevalli, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima e Roberto Strumpf, gerente do Carbon Bank, do Rabobank.

Diante do cenário de mudanças climáticas globais, Roberta Carnevalli diz que se vivencia um período atípico com a ocorrência de fenômenos intensos por conta do El Niño, cujos impactos resultam em eventos extremos, como precipitações excessivas, secas prolongadas e ondas de calor. “A mitigação desses impactos exige uma adaptação de conduta tanto do setor produtivo quanto da sociedade civil”, defende a chefe de Pesquisa da Embrapa Soja.

Neste sentido, Roberta entende que o produtor rural desempenha um papel fundamental nesse processo, atuando na redução de emissões de gases de efeito estufa e na implementação de práticas agrícolas que promovem a recuperação e a resiliência do clima.

“A adoção de boas práticas agrícolas sustentáveis proporciona a otimização dos custos de produção, o incremento da produtividade, a maior conservação do solo e a longevidade da área cultivada”, aponta. “A ampliação do acesso à informação e a conscientização técnica continuam sendo fatores determinantes para acelerar a transição para sistemas produtivos de menor impacto climático”, afirma Roberta.

Em relação às ações que o produtor pode adotar, Roberta enfatiza, por exemplo, a necessidade de adoção do Sistema Plantio Direto bem consolidado, respeitando todos os seus pilares: o não revolvimento do solo, a diversificação e a rotação de culturas.

“O Brasil já adota o Sistema Plantio Direto, embora ainda haja espaço para expansão em sua plenitude. É necessário que o produtor aprofunde seu conhecimento sobre a prática, evitando o revolvimento do solo a cada três anos, visto que um manejo adequado elimina essa necessidade”, explica Roberta.

Além disso, o uso de inoculantes possibilita a eliminação da adubação nitrogenada mineral na cultura da soja, o que resulta em ganhos econômicos para o produtor e benefícios para o meio ambiente. “Existem diversas práticas já consolidadas que oferecem retorno financeiro ao agricultor e mitigação climática imediata”, conta.

“Nesse contexto, iniciativas como o Programa Soja Baixo Carbono permitirão ao produtor obter o reconhecimento formal dessas práticas sustentáveis, disponibilizando ao mercado grãos acompanhados de relatórios de emissões auditáveis”, ressalta.

  • Serviço
    7º Fórum do Agronegócio
    Data: 3 de setembro
    Local: Parque Ney Braga (Pavilhão Internacional) – Londrina (PR)
    Realização: Sociedade Rural do Paraná
02/09/2026 0 Comentários
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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
Mercado

Colheita de algodão em MT atinge 88,6% e deve ser concluída na 1ª quinzena de setembro

Por Redação 02/09/2026
Escrito por Redação

Colheita de algodão em MT atinge 88,6% e deve ser concluída na 1ª quinzena de setembro

A colheita de algodão em Mato Grosso alcançou 88,66% da área projetada para a safra 2025/26 até esta sexta-feira (28), conforme dados atualizados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O novo indicador revela um avanço de 19,14 pontos percentuais (p.p.) em relação à semana anterior. Com o ritmo dos trabalhos acima das médias observadas em temporadas anteriores, a expectativa é de que a colheita seja concluída na primeira quinzena de setembro.

De acordo com a analista de algodão do Imea, Cintia Teixeira, as condições observadas no campo têm favorecido o andamento das operações. “Se continuar nesse ritmo, a colheita tende a se encerrar na primeira quinzena de setembro”, afirma.

O percentual da colheita, registrado nesta semana última semana de agosto, está 12,00 p.p. acima do observado no mesmo período da safra passada e 3,03 p.p. superior à média dos últimos cinco anos.

O Imea destaca que esse avanço foi favorecido pelas condições climáticas, com predomínio de tempo seco e ausência de chuvas nas regiões produtoras, o que permitiu maior ritmo das operações de campo.

Para as próximas semanas, porém, há previsão de ocorrência de chuvas pontuais em algumas regiões de Mato Grosso e, caso se confirmem, o instituto alerta que as precipitações podem voltar a afetar a qualidade da fibra e interferir no andamento final da colheita.

Projeções da atual safra

Para esta safra 2025/26, a área de algodão em Mato Grosso está estimada em 1,38 milhão de hectares, o que daria uma redução de aproximadamente 11% em relação à temporada 2024/25.

De acordo com Cintia Teixeira, a retração se deve a fatores que influenciaram a decisão dos produtores sobre a área cultivada nesta temporada.

“Essa redução está atrelada, principalmente, aos elevados custos de produção e aos preços menos atrativos, o que fez com que os produtores tomassem uma decisão mais cautelosa quanto à área que iriam cultivar na temporada”, explica a analista.

A estimativa atual de produtividade da safra é de 6,51 milhões de toneladas, mas os números podem ser ajustados na próxima segunda-feira (31), quando o Imea vai divulgar o novo Relatório de Oferta e Demanda do algodão.

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02/09/2026 0 Comentários
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Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Máquinas agrícolas acumulam queda de 22,4% em 2026, aponta Abimaq

Por Redação 01/09/2026
Escrito por Redação

Máquinas agrícolas acumulam queda de 22,4% em 2026, aponta Abimaq

Clarisse Sousa – A indústria de máquinas e implementos agrícolas registrou queda de 27,5% no faturamento em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando R$ 4,87 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta terça-feira (1º). Em relação ao mês de junho, houve queda de 2,1%.

De janeiro a julho, a receita líquida total do setor somou R$ 31,5 bilhões, uma retração de 22,4% em comparação aos sete primeiros meses de 2025. No mercado interno, a queda foi ainda maior: a receita líquida recuou 25,8% no acumulado do ano, para R$ 26,2 bilhões.

Exportações em alta, importações em queda

Em julho, as exportações de máquinas agrícolas somaram US$ 141,2 milhões, praticamente estáveis na comparação com o mesmo mês do ano passado, com alta de 0,4%. No acumulado do ano, entretanto, as vendas externas cresceram 14,8%, alcançando US$ 1,02 bilhão.

Já as importações registraram queda de 7,3% em julho frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 94,6 milhões. De janeiro a julho, a retração foi de 5%, com US$ 720,6 milhões em compras externas.

Expectativa de recuperação 

Segundo Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, a expectativa é de uma recuperação gradual a partir de agosto, período que, segundo ele, concentra maior volume de vendas, especialmente entre agosto e outubro.

“Esperamos que, a partir de agosto, haja uma leve melhora, especialmente com as vendas que devem sair com o novo Plano Safra. Os meses de agosto, setembro e outubro costumam ser um período de pico. Com isso, a gente espera terminar o ano com queda de 20%”, disse. 

Estevão destacou ainda os programas de financiamento disponíveis para a compra de máquinas. Para ele, linhas como Moderfrota, Pronaf, Pronamp e Move Brasil “estão funcionando”, embora o setor não consiga absorver integralmente esses recursos. “Se juntarmos todos os recursos, temos R$ 22 bilhões. É bastante. A gente não consegue pegar todo esse dinheiro”, destacou.

O Move Brasil, com juros de 9%, está previsto para terminar em 30 de outubro, conforme Estevão, mas a Abimaq discute com a Finep a possibilidade de estender o programa até o fim do ano.

Ele voltou a apontar a rentabilidade do produtor rural como um dos principais entraves para a retomada dos investimentos em máquinas. Na avaliação de Estevão, porém, o comportamento dos preços das principais commodities pode contribuir para uma melhora do cenário nos próximos meses. “Nos últimos 15 dias, os preços da soja e do milho deram um salto grande”, afirmou.

Além disso, uma possível quebra da safra nos Estados Unidos pode pressionar os preços das commodities para cima na próxima safra. “Com a quebra de safra nos EUA, podemos ter preços melhores na safra de verão. Com uma boa colheita, teremos um preço bom.”

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Mercado

Milho bate 58 mi de toneladas na safra 25/26 e MT atinge novo recorde de produção, revela Imea

Por Redação 01/09/2026
Escrito por Redação

Milho bate 58 milhões de toneladas na safra 25/26 e MT atinge novo recorde de produção, revela Imea

A safra de milho 2025/26 terminou com novo recorde de produção em Mato Grosso. De acordo com os dados consolidados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta segunda-feira (31), o estado produziu 58,04 milhões de toneladas do cereal, volume 4,69% superior às 55,43 milhões de toneladas registradas na temporada anterior.

Conforme aponta o novo relatório de Oferta e Demanda, esse resultado foi sustentado pelo aumento da área cultivada e também pelo bom desempenho das lavouras ao longo do ciclo. A área plantada foi consolidada em 7,43 milhões de hectares, crescimento de 2,41% em relação à safra 2024/25. Já a produtividade média alcançou 130,11 sacas por hectare, alta de 2,23% ante as 127,27 sacas por hectare da temporada passada.

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 foi concluída em Mato Grosso no dia 21 de agosto. Neste ano, o prolongamento das chuvas nas principais regiões produtoras favoreceu o desenvolvimento das plantas e o enchimento dos grãos. Mesmo com perdas pontuais em áreas semeadas fora da janela ideal, o desempenho das lavouras foi suficiente para elevar a produtividade média estadual e levar Mato Grosso a um novo patamar de produção.

Para o analista de milho do Imea, Gabriel Brandão, o resultado mostra a capacidade produtiva das lavouras mato-grossensses, e as boas condições climáticas para o desempenho do milho.

“Tivemos uma combinação bastante favorável nesta temporada, com aumento de área e uma produtividade acima da observada no ciclo anterior. Isso permitiu que Mato Grosso atingisse um novo recorde de produção”, explica.

Como deve ser a próxima temporada?

O relatório de Oferta e Demanda, publicado nesta segunda-feira, aponta um cenário cauteloso para os produtores na safra 2026/27. A área cultivada deve crescer 0,59% na próxima temporada, passando para 7,48 milhões de hectares.

Por outro lado, a produtividade inicialmente estimada é de 119,64 sacas por hectare, recuo de 8,05% em relação ao resultado consolidado da safra atual. Com isso, a produção inicial projetada é de 53,68 milhões de toneladas, o que representaria uma queda de 7,50% ante as 58,04 milhões de toneladas da atual safra.

De acordo com Gabriel, um dos principais pontos de atenção para o próximo ciclo está relacionado ao clima e à janela de plantio. A possibilidade de atuação do El Niño pode atrasar o plantio da soja, reduzindo o período disponível para a semeadura do milho dentro da janela considerada ideal.

“Para a próxima safra, o produtor precisa estar mais atento ao planejamento. Um eventual atraso na soja pode encurtar a janela do milho e, posteriormente, uma antecipação do fim das chuvas, acompanhada de temperaturas elevadas, pode aumentar o risco de estresse hídrico. Por isso, neste primeiro momento, trabalhamos com uma perspectiva de produtividade mais conservadora”, afirma o analista.

Além das condições de produção, o mercado do milho no estado passa por uma mudança com o avanço da industrialização. Na safra 2025/26, o consumo interno de Mato Grosso foi estimado em 23,27 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas indústrias de etanol de milho.

Para a safra 2026/27, o Imea projeta que esse consumo avance para 27,04 milhões de toneladas, crescimento de 16,23%. Com isso, o consumo interno deverá superar as exportações do estado, pela primeira vez.

A expectativa é de que os embarques externos caiam de 24,10 milhões de toneladas na safra 2025/26 para 17,50 milhões de toneladas em 2026/27, redução de 27,39%.

Na avaliação de Gabriel Brandão, o avanço da indústria de etanol representa uma mudança estrutural no mercado mato-grossense.

“O milho produzido no estado está encontrando cada vez mais espaço dentro de Mato Grosso. A expansão da indústria cria uma demanda interna mais firme e muda a relação entre o que é destinado ao mercado doméstico e o que segue para exportação”, destaca.

Com maior consumo interno e uma produção inicialmente projetada em patamar menor, os estoques finais também devem ficar mais enxutos. Para 2026/27, o Imea estima estoque de 285,08 mil toneladas, 55,77% abaixo do volume projetado para o encerramento desta safra.

“Estamos entrando em uma temporada em que a oferta tende a ser menor, enquanto a demanda interna continua crescendo. Esse cenário reforça a necessidade de acompanhamento do mercado, tanto por parte do produtor quanto dos demais agentes da cadeia”, conclui Gabriel.

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Agropecuária avança 11,7% em 2025 e puxa PIB brasileiro para 2,3%
Mercado

PIB da Agropecuária cresce 6,8% no segundo trimestre de 2026

Por Redação 01/09/2026
Escrito por Redação

PIB da Agropecuária cresce 6,8% no segundo trimestre de 2026

Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,9% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º/9). A Agropecuária foi o setor que mais contribuiu para o resultado, com crescimento de 3,6%, seguida pela Indústria, com alta de 1,6%, e pelos Serviços, que avançaram 1,8%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o PIB nacional cresceu 0,5%. A Agropecuária novamente se destacou, com alta de 2,8%. Segundo Ricardo Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, o resultado foi puxado pela produção de soja e café e pela pecuária, com destaque para aves e bovinos.

O desempenho positivo da Agropecuária foi influenciado principalmente pela produção agrícola. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado em agosto, culturas como soja e café apresentam estimativas de produção superiores às do ano passado, com avanços de 5,3% e 15,1%, respectivamente. O resultado também foi favorecido pela pecuária, enquanto culturas como arroz (-11,3%) e algodão (-6,7%) registraram queda na produção. A estimativa para o milho permanece estável em relação à safra anterior.

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Expointer

São José leva à Expointer tecnologias para aumentar eficiência e reduzir custos

Por Redação 01/09/2026
Escrito por Redação

São José leva à Expointer tecnologias para aumentar eficiência e reduzir custos no campo

A São José participa da Expointer com um portfólio voltado a um dos principais desafios do produtor rural: produzir mais, com maior eficiência e controle dos custos. Durante a feira, a empresa apresentará suas soluções para diferentes operações agrícolas e estará próxima de produtores, distribuidores e profissionais do setor.

Para a São José, a participação ocorre em um momento em que a mecanização e a adoção de tecnologias capazes de melhorar o desempenho das operações ganham cada vez mais importância diante dos desafios enfrentados pelo produtor, como a compactação do solo.

Nesse cenário, o uso de equipamentos específicos para a descompactação do solo, por exemplo, busca recuperar as condições físicas do solo sem perder de vista a eficiência da operação. Entre as soluções apresentadas pela empresa está o descompactador de cinco hastes e a linha de escarificadores, equipamentos utilizados para atuar sobre áreas que apresentam restrições ao desenvolvimento das raízes. A descompactação pode favorecer o aprofundamento das raízes e melhorar o aproveitamento da água disponível no perfil do solo, fatores importantes para a estabilidade da lavoura diante de diferentes condições climáticas.

“O solo é o maior patrimônio do produtor. Quando está compactado, perde capacidade de armazenar água, limita o desenvolvimento das raízes e reduz o retorno dos investimentos feitos na lavoura. A tecnologia de descompactação permite atuar sobre esse problema e recuperar condições importantes para o desenvolvimento da cultura”, destaca a direção da São José.

Manejo antecipado de plantas daninhas

Além da tecnologia para descompactação, a São José apresenta na Expointer soluções voltadas ao manejo de plantas daninhas antes do plantio. Ferramentas mecânicas de baixa mobilização têm avançado como alternativa complementar para atuar superficialmente sobre as invasoras e organizar a palhada, preservando os princípios do plantio direto.

A linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nessa etapa promovendo a desestruturação inicial das plantas daninhas e estimulando a germinação do banco de sementes.

A estratégia da São José acompanha uma transformação pela qual passa a mecanização agrícola: equipamentos deixam de ser vistos apenas como ferramentas de trabalho e passam a exercer papel cada vez mais relevante na gestão da operação, permitindo maior controle sobre o uso de insumos, o preparo do solo e o desempenho das atividades.

Durante a feira, a empresa vai lançar o São José Consórcios, uma nova modalidade de financiamento para que o produtor possa fazer sua aquisição das máquinas no estande da empresa, com taxas a partir de 0,38% ao mês, com pagamento em até 45 meses.

“O consórcio passa a ser uma opção atrativa de aquisição como meio de pagamento, ou seja, o produtor escolhe o produto, define a urgência em tê-lo, além da condição apresentada, nós buscamos inúmeras outras oportunidades de consórcio disponíveis no mercado para atender a sua necessidade de forma personalizada”, destaca Daniel Ribeiro – Gerente de Marketing da São José.

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Expointer

Agricultura Familiar registra vendas de R$ 2,3 milhões nos dois primeiros dias da Expointer

Por Redação 31/08/2026
Escrito por Redação

Agricultura Familiar registra vendas de R$ 2,3 milhões nos dois primeiros dias da Expointer

O movimento de vendas no 28º Pavilhão da Agricultura Familiar alcançou R$ 2.317.583,12 nos dois primeiros dias da 49ª Expointer. Os dados são do Boletim Diário elaborado pela Emater/RS-Ascar e incluem as vendas das agroindústrias familiares, do artesanato, de flores e plantas e das cozinhas.

No primeiro dia de feira, sábado (29/8), marcado pela chuva intensa, foram comercializados R$ 1.000.735,14 em produtos. Já no domingo (30/8), com o tempo mais firme e maior circulação de público, as vendas chegaram a R$ 1.316.847,98.

A movimentação do fim de semana foi registrada mesmo com as condições climáticas adversas, e o domingo apresentou crescimento nas vendas em relação ao primeiro dia de feira. A expectativa é de que o fluxo de visitantes se intensifique ao longo da semana, ampliando também as oportunidades de comercialização para os empreendimentos.

“O Pavilhão da Agricultura Familiar é o local em que cada visitante pode levar um pedacinho dessa feira”, destaca o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim.

Entre os recursos disponíveis nesta edição está um mapa interativo do Pavilhão da Agricultura Familiar, que facilita a localização dos empreendimentos pelos visitantes. A busca pode ser feita por meio de filtros como tipo de produto, município ou nome da agroindústria. O espaço também conta com estrutura de camping destinada aos expositores, com pontos de água potável e energia elétrica, além de chuveiros com água quente.

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31/08/2026 0 Comentários
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Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões
Mercado

Preço do arroz sobe 22% no RS e mercado acompanha efeitos do El Niño

Por Redação 31/08/2026
Escrito por Redação

Preço do arroz sobe 22% no RS e mercado acompanha efeitos do El Niño

Os preços do arroz avançaram 22% no Rio Grande do Sul entre 1º de julho e 13 de agosto, passando de R$ 60,33 para R$ 73,60 por saca de 50 quilos. A valorização ocorre em um cenário de redução gradual da oferta disponível, com estoques mais enxutos, maior retenção de volumes pelos produtores e necessidade de reposição por parte da indústria beneficiadora.

Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o mercado também começa a incorporar as perspectivas para a safra 2026/27, que apontam para uma nova redução da produção brasileira e menor disponibilidade regional no Mercosul. Diante desse cenário, compradores passaram a atuar de forma mais ativa, contribuindo para a recuperação das cotações.

As exportações também têm ajudado a reduzir os excedentes no mercado doméstico. Embora os embarques tenham recuado em julho, o volume acumulado desde janeiro chegou a 1,2 milhão de toneladas, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização do dólar, por sua vez, aumentou a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional e deu suporte adicional aos preços internos.

Outro fator que passou a influenciar as expectativas do mercado é o El Niño, que elevou a percepção de risco sobre a oferta futura e contribuiu para sustentar as cotações. Em resposta aos possíveis impactos do fenômeno sobre a produção nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a aquisição de 310 mil toneladas de arroz por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (AGF).

A medida busca reforçar os estoques públicos e criar um mecanismo de mitigação diante de eventuais impactos climáticos. A retirada desse volume do mercado tende a reduzir parte do excedente disponível e contribuir para o equilíbrio entre oferta e demanda. Por outro lado, a iniciativa também pode estimular uma maior retenção dos estoques pelos produtores em um momento de reequilíbrio do mercado.

“A continuidade da alta dependerá principalmente da velocidade de absorção desses excedentes ao longo da entressafra, do desempenho das exportações e da manutenção de uma postura mais restritiva dos produtores na comercialização. O mercado passa a direcionar cada vez mais sua atenção para a próxima safra, marcada pela expectativa de redução da produção e queda significativa dos estoques de passagem, fatores que podem tornar os fundamentos mais favoráveis ao longo de 2026/27”, afirma Marina Marangon, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

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31/08/2026 0 Comentários
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