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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024
Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro

Por Redação 26/10/2026
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro, segundo levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o faturamento bruto da produção agropecuária e considera o desempenho das principais atividades agrícolas e pecuárias do país.

As lavouras respondem por R$ 921,7 bilhões, o equivalente a 64% do total. A pecuária, por sua vez, representa R$ 517,9 bilhões, correspondente a 36% do valor estimado.

Entre os produtos agrícolas, a soja lidera o resultado, com valor estimado em R$ 352,7 bilhões, cerca de 24,5% do VBP total. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 162 bilhões (11,3%); a cana-de-açúcar, com R$ 112,3 bilhões (7,8%); e o café, com R$ 106,5 bilhões (7,4%).

Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 253,4 bilhões, equivalente a 17,6% do total. A carne de frango vem em seguida, com R$ 110 bilhões, o que corresponde a 7,6%.

Desempenho regional

O Centro-Oeste registra o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária entre as regiões brasileiras, com estimativa de R$ 431,2 bilhões. O resultado é impulsionado principalmente por Mato Grosso, que concentra R$ 225,2 bilhões, equivalente a 15,6% do VBP nacional.

O Sudeste ocupa a segunda posição, com R$ 367,3 bilhões, com destaque para Minas Gerais, cujo valor estimado é de R$ 172,4 bilhões, correspondente a 12% do total. Em seguida, aparece a região Sul, com R$ 315,7 bilhões.

 

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26/10/2026 0 Comentários
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Trigo tem queda de 2% no valor de produção, enquanto arroz recua 12%
Mercado

Trigo tem 19% da área colhida no RS, mas qualidade dos grãos preocupa

Por Redação 23/10/2026
Escrito por Redação

Trigo tem 19% da área colhida no RS, mas qualidade dos grãos preocupa

A colheita do trigo alcançou 19% da área cultivada no Rio Grande do Sul, enquanto 45% das lavouras estão em maturação e 35% em enchimento de grãos. Embora as produtividades observadas nas áreas colhidas sejam satisfatórias, a qualidade dos grãos ficou abaixo das expectativas iniciais em parte das regiões, com redução do Peso Hectolitro (PH), além de ocorrência de grãos avariados e chochos. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22/10) pela Emater/RS-Ascar.

A estimativa atualizada pela entidade, com base em dados da primeira quinzena de outubro, aponta área cultivada de 763.121 hectares, redução de 34,56% em relação aos 1,16 milhão de hectares registrados em 2025. A produtividade está estimada em 2.833 kg/ha, alta de 4,88% em relação à previsão inicial de 2.701 kg/ha, mas 5,55% abaixo dos 2.968 kg/ha obtidos na safra anterior.

Com a redução da área plantada e a produtividade projetada, a produção de trigo deve somar 2,16 milhões de toneladas, queda de 37,48% ante as 3,46 milhões de toneladas colhidas em 2025. Em algumas lavouras, a dessecação vem sendo utilizada para uniformizar a maturação e preservar a qualidade dos grãos.

Soja tem apenas 3% da área semeada

A semeadura da soja para a safra 2026/27 avança lentamente no Estado e alcançou 3% dos 6,65 milhões de hectares previstos. Segundo a Emater/RS-Ascar, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes reduziram as janelas de plantio. As baixas temperaturas e a menor disponibilidade de radiação solar também retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras.

O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em algumas regiões, mas o avanço da semeadura continua condicionado às condições de umidade do solo. Em áreas implantadas antecipadamente, as chuvas volumosas prejudicaram a emergência, embora os estandes permaneçam, em geral, satisfatórios.

O monitoramento de esporos da ferrugem-asiática já detectou a presença do fungo em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado.

Plantio do milho chega a 78% da área prevista

A semeadura do milho para a safra 2026/27 atingiu 78% dos 896.401 hectares previstos no Rio Grande do Sul. O avanço ocorre em ritmos diferentes entre as regiões, com áreas próximas da conclusão e outras ainda no início da implantação, especialmente as destinadas ao autoconsumo.

Nas lavouras estabelecidas, 98% estão em desenvolvimento vegetativo e 2% já chegaram à floração. A maior disponibilidade de radiação solar em parte do período favoreceu o crescimento das plantas, que apresentam bom desenvolvimento, colmos espessos e enraizamento adequado.

Na região de Passo Fundo, o plantio alcançou 90% da área projetada. Em Ijuí, o índice chegou a 92%, com lavouras bem desenvolvidas e áreas precoces próximas da formação do pendão. Já em Caxias do Sul, a elevada umidade do solo limitou o avanço das operações, enquanto as baixas temperaturas e a nebulosidade retardaram o desenvolvimento inicial.

Canola amplia área, apesar das perdas climáticas

A canola se destaca entre as culturas de inverno pelo crescimento da área cultivada. A estimativa atual da Emater/RS-Ascar aponta 379.887 hectares no Estado, aumento de 117,83% em relação aos 174.394 hectares plantados em 2025.

Apesar da expansão, as condições climáticas prejudicaram o potencial produtivo. O excesso de chuvas, o granizo e os ventos fortes provocaram abertura de síliquas, debulha natural e danos mecânicos, sobretudo em áreas do Noroeste. A produtividade está estimada em 1.340 kg/ha, redução de 17,23% em relação à projeção inicial de 1.619 kg/ha.

A produção deve alcançar 508.863 toneladas, volume 78,25% superior às 285.481 toneladas colhidas em 2025. A colheita segue em andamento, mas a permanência das lavouras no campo aumenta o risco de escurecimento das síliquas e ocorrência de grãos mofados.

Aveia-branca e cevada também enfrentam problemas de qualidade

A colheita da aveia-branca está avançada, mas ainda há lavouras em maturação e enchimento de grãos. A redução da umidade permitiu retomar as operações em algumas localidades. Entretanto, o baixo Peso Hectolitro continua restringindo a comercialização de parte da produção para a indústria. A área cultivada está estimada em 382.637 hectares, queda de 2,67% em relação a 2025, e a produção deve recuar 10,99%, para 832.848 toneladas.

Na cevada, parte das lavouras já está em maturação e a colheita começou em áreas do Planalto Médio destinadas à produção de ração animal. A indústria cervejeira também iniciou o recebimento de grãos para malteação, mas alguns lotes foram desclassificados por não atenderem aos padrões de qualidade. Entre os problemas relatados estão índices de germinação e tamanho dos grãos abaixo do desejado, além de teores de desoxinivalenol (DON), micotoxina produzida principalmente por fungos do gênero Fusarium, acima dos níveis considerados adequados.

A área cultivada de cevada está estimada em 21.591 hectares, redução de 32,55% em relação a 2025. A produção deve totalizar 67.242 toneladas, queda de 42% ante as 115.935 toneladas colhidas no ano anterior. Segundo a Emater/RS-Ascar, a diminuição da área plantada está relacionada ao prognóstico de El Niño e aos riscos produtivos associados às condições climáticas esperadas durante o ciclo.

Arroz tem avanço lento no plantio

A semeadura do arroz também avança de forma lenta e desigual, condicionada pela umidade do solo e pelas condições de tráfego das máquinas. Os volumes elevados de precipitação registrados nas três semanas anteriores exigiram esforços para manter os sistemas de drenagem das lavouras.

As baixas temperaturas atrasaram a germinação e a emergência em algumas áreas, provocando estandes desuniformes e dificultando o planejamento de operações como aplicação de herbicidas, adubação nitrogenada e início da irrigação.

Para a safra 2026/27, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) projeta área de 861.779 hectares. A produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.

Feijão e milho para silagem

A semeadura do feijão da primeira safra ocorre de forma desigual entre as regiões gaúchas. O plantio está mais avançado em áreas de menor altitude, enquanto nas regiões mais elevadas, como os Campos de Cima da Serra, ainda não começou. As lavouras implantadas estão em desenvolvimento vegetativo, com crescimento inicial mais lento nas áreas submetidas a temperaturas amenas e baixas.

A Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 24.587 hectares de feijão na primeira safra, com produtividade inicial de 1.759 kg/ha.

Já a implantação do milho destinado à silagem avançou pouco no período, devido ao escalonamento do plantio e à elevada umidade do solo. A cultura está predominantemente em desenvolvimento vegetativo, e as adubações nitrogenadas de cobertura seguem nas áreas com condições para a entrada de máquinas. A projeção estadual é de 369.389 hectares cultivados, com produtividade de 38.392 kg/ha.

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Mercado

Abiove projeta esmagamento recorde de soja em 2027, com 66 mi de toneladas

Por Redação 23/10/2026
Escrito por Redação
Abiove projeta esmagamento recorde de soja em 2027, com 66 mi de toneladas

Safra da soja – Foto: Gilson Abreu/AEN

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o esmagamento de soja no Brasil alcance 63,6 milhões de toneladas em 2026 e avance para 66 milhões de toneladas em 2027. As estimativas fazem parte da atualização do balanço de oferta e demanda do Complexo Soja, que também prevê crescimento da produção de farelo e óleo no próximo ano.

Para 2026, a projeção de esmagamento foi elevada em 0,2% em relação ao levantamento anterior. A produção de farelo de soja deve chegar a 48,95 milhões de toneladas, alta de 0,1%, enquanto a de óleo está estimada em 12,8 milhões de toneladas.

No comércio exterior, a Abiove prevê exportações de 113,9 milhões de toneladas de soja em grão em 2026, recuo de 1% em relação à estimativa anterior. Os embarques de farelo devem somar 25,3 milhões de toneladas, enquanto os de óleo de soja estão projetados em 1,95 milhão de toneladas, aumento de 8,3% ante a previsão prévia.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, o avanço do processamento está relacionado à demanda interna por farelo, utilizado na produção de alimentos para animais, e por óleo de soja, empregado na fabricação de biocombustíveis e destinado à exportação.

“O forte ritmo de esmagamento reflete a resposta ágil da nossa indústria à crescente demanda nacional por farelo, essencial para a produção de alimentos, e por óleo, fundamental para a fabricação de biocombustíveis e para as exportações”, afirma.

O executivo também destaca a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel para B16, prevista para março, como um fator relevante para o setor.

Projeções para 2027

Para 2027, a primeira estimativa da entidade aponta para um esmagamento de 66 milhões de toneladas de soja. As exportações do grão devem alcançar 113 milhões de toneladas, enquanto as importações estão projetadas em 900 mil toneladas.

A produção de farelo deve chegar a 50,8 milhões de toneladas, com exportações de 26,3 milhões de toneladas. Para o óleo de soja, a projeção é de 13,27 milhões de toneladas produzidas, 1,9 milhão de toneladas exportadas e importações de 100 mil toneladas.

As estimativas indicam aumento tanto do processamento quanto da produção dos derivados em relação às projeções para 2026, acompanhando a demanda por produtos do complexo soja.

Processamento cresce 8,4% no acumulado do ano

O processamento de soja no Brasil somou 5,03 milhões de toneladas em agosto de 2026, queda de 1,8% em relação a julho, mas alta de 9% na comparação com agosto de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

De janeiro a agosto, o volume processado alcançou 38,67 milhões de toneladas, crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2025, também com ajuste pelo percentual amostral.

Os dados reforçam o avanço da atividade industrial em 2026 e ajudam a contextualizar as projeções de crescimento do esmagamento para o próximo ano.

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EmpresasTecnologia

CNH investe R$ 100 milhões em fábrica de Curitiba e inicia produção de plataformas de colheita 

Por Redação 22/10/2026
Escrito por Redação

CNH investe R$ 100 milhões em fábrica de Curitiba e inicia produção de plataformas de colheita 

A CNH inicia ainda neste mês a produção nacional das plataformas de corte Draper FD2 by MacDon em sua fábrica de Curitiba (PR), após investir mais de R$ 100 milhões na unidade. Os equipamentos passam a integrar o portfólio das marcas Case IH e New Holland, em uma operação que envolveu a adequação da estrutura industrial e a preparação da linha de produção, ampliando a capacidade da fábrica para produzir soluções voltadas à colheita.

A unidade produzirá plataformas de 25, 50 e 61 pés, destinadas aos mercados do Brasil e de toda a América Latina.

“Esse investimento demonstra a importância estratégica do Brasil para a CNH e nossa visão de longo prazo para o mercado latino-americano. Ao ampliar nossa capacidade produtiva e iniciar a fabricação dessas plataformas em Curitiba, fortalecemos nossa operação industrial e, ao mesmo tempo, aumentamos nossa capacidade de estar próximos dos clientes e das necessidades do campo”, afirma Rafael Miotto, presidente da CNH para a América Latina.

A produção local deve ampliar a disponibilidade dos equipamentos e contribuir para reduzir prazos de entrega, além de facilitar o acesso a peças de reposição e assistência técnica por meio das redes de concessionários Case IH e New Holland. A proximidade entre a fábrica e os mercados atendidos também favorece respostas mais ágeis às necessidades dos agricultores, especialmente durante os períodos críticos da safra.

Além das adequações de infraestrutura, a CNH capacitou as equipes responsáveis pela produção para atender aos processos e padrões globais de qualidade. A preparação envolveu o treinamento da mão de obra nos novos processos e o desenvolvimento de competências industriais na operação brasileira.

Tecnologia e eficiência para a colheita

As plataformas Draper FD2 by MacDon foram desenvolvidas para contribuir com a eficiência e a qualidade da colheita. Entre os diferenciais estão o chassi articulado com sistema de flexão em três seções, o ângulo de ataque ajustável e a velocidade regulável da esteira.

A linha oferece área de corte até 25% maior em relação à geração anterior, além de caixa de transmissão de alta velocidade e até 43 centímetros de flutuação nas extremidades. Essas características favorecem a adaptação ao terreno e o desempenho da operação.

Indicadas para culturas como soja, trigo, feijão e sorgo, as plataformas são compatíveis com colheitadeiras das classes 5 a 11. A fabricação dos modelos de 25, 50 e 61 pés no Brasil amplia a oferta desses equipamentos para diferentes perfis de operação e mercados da América Latina.

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EmpresasTecnologia

MIAC amplia portfólio com manipulador telescópico para movimentação de cargas

Por Redação 22/10/2026
Escrito por Redação

MIAC amplia portfólio com manipulador telescópico para movimentação de cargas

A MIAC, marca da Indústrias Colombo, amplia seu portfólio com o manipulador telescópico TC735. O equipamento movimenta cargas em atividades agrícolas, pecuárias, industriais e de armazenagem e aceita diferentes acessórios, adaptando-se a cada operação.

Com capacidade de carga de até 3,5 toneladas, altura máxima de elevação de 7 metros e raio de giro de 3,8 metros, o TC735 reúne em uma única máquina funções de movimentação, carregamento, empilhamento, transporte de materiais e limpeza de áreas.

O sistema de engate rápido permite a troca ágil de implementos tornando o equipamento extremamente versátil. Entre as opções estão garfos para pallets e fardos, guinchos para bags e operações de içamento, caçambas para grãos, garras para materiais volumosos, cestos para trabalhos em altura e varredor de piso com escovas laterais para limpeza de pátios, galpões e vias.

Na agricultura, o equipamento movimenta fertilizantes, sementes, grãos, caixas, pallets e fardos; na pecuária, atende atividades de silagem, ração, dejetos e manejo de materiais. Também pode ser empregado em operações de café, citros e hortifrúti, além de armazéns, silos, packing houses e ambientes industriais.

O porte compacto do equipamento facilita a operação em espaços com restrição de circulação. O TC735 conta com tração 4×4 hidrostática, diferencial de deslizamento (LSD) e três modos de direção — dianteira, combinado e caranguejo — que permitem adequar a movimentação às condições de cada operação. A cabine segue os padrões ROPS/FOPS, com ampla visibilidade, controles de operação, monitor LCD, sistemas de iluminação e alertas visuais e sonoros. O monitoramento eletrônico de carga e o controle de estabilidade reforçam a segurança operacional e o conforto do operador.

Segundo Joel Backes, Diretor Comercial e de Exportação da Indústrias Colombo, a incorporação do TC735 ao portfólio amplia diversifica a operação.

“O TC735 traz para o campo movimentação rápida de cargas, segurança, mobilidade e versatilidade em um só equipamento. A possibilidade de utilizar diferentes acessórios permite adaptar o equipamento ao trabalho realizado, em diferentes etapas da operação, de acordo com a necessidade de cada atividade”.

O TC735 conta com assistência técnica de fábrica da Indústrias Colombo, responsável pelo suporte ao equipamento e pelo atendimento relacionado às suas aplicações. Com o TC735, a MIAC passa a atender também operações de movimentação de cargas dentro e fora do campo, ampliando as aplicações do portfólio para agricultura, pecuária, armazenagem e indústria.

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Tecnologia

Robôs ampliam segurança na produção de máquinas agrícolas

Por Redação 22/10/2026
Escrito por Redação

Robôs ampliam segurança na produção de máquinas agrícolas

A fabricação de plantadeiras está incorporando a automação como uma aliada na segurança dos trabalhadores. Na fábrica da AGCO em Ibirubá (RS), robôs passaram a executar etapas de soldagem de componentes estruturais das máquinas em células fechadas, enquanto os colaboradores acompanham o processo de fora da área de soldagem. A solução evita a exposição direta de cerca de 20 trabalhadores à atividade e também reduz esforços físicos associados à soldagem manual.

A tecnologia é utilizada na fabricação de componentes do chassi, das estruturas de sustentação dos tanques de sementes e fertilizantes e das linhas de plantio. Durante a operação, o trabalhador posiciona os componentes na mesa, aciona o processo, monitora os painéis e o funcionamento da célula e, ao final, retira o conjunto pronto. Após o acionamento, a célula robotizada realiza automaticamente o fechamento dos cilindros e grampos que fixam os componentes, posiciona a peça para a soldagem e executa a operação.

A automação faz parte de uma estratégia mais ampla de prevenção adotada pela AGCO. Os processos existentes são mapeados para identificar situações que possam representar riscos aos trabalhadores, enquanto novos projetos são avaliados desde a etapa de desenvolvimento considerando as condições de segurança e ergonomia necessárias para sua operação.

“A decisão de automatizar um processo não está relacionada apenas à produtividade. Quando analisamos uma operação, também avaliamos exposição a riscos, repetitividade, esforço físico e ergonomia. Há atividades em que retirar o trabalhador da execução direta é a maneira mais eficaz de reduzir essa exposição”, explica Dieilon Martins da Silva, Engenheiro de Manufatura da AGCO.

A mesma estratégia é aplicada em outras etapas da produção de máquinas agrícolas na unidade de Ibirubá. Na prensagem de cubos e montagem de discos, braços robotizados fazem a alimentação das células de prensagem e movimentam os componentes entre os processos, enquanto o operador atua nas entradas das peças, sem contato direto com a etapa de prensagem.

Na linha de pintura, operações de jateamento e lavagem são realizadas em células fechadas, com as peças movimentadas por transportadores contínuos. Máquinas de corte a laser também contam com alimentação e descarga automatizadas, reduzindo a necessidade de movimentação manual de chapas de aço.

Já em processos de soldagem que permanecem manuais, dispositivos permitem girar e elevar as peças para facilitar seu posicionamento e reduzir a necessidade de posturas inadequadas durante a atividade. Sistemas de monitoramento também condicionam determinados movimentos à correta fixação dos componentes e à liberação da área.

Mesmo com a automação, a atuação humana permanece essencial nos ajustes e na manutenção dos sistemas automatizados. Quando um trabalhador precisa acessar o interior de uma célula robotizada, sistemas de segurança restringem os movimentos dos equipamentos e são adotados procedimentos específicos para o bloqueio das fontes de energia antes da intervenção.

Além da análise dos processos, a companhia mantém campanhas de prevenção e conversas diárias com as equipes sobre a importância da segurança nas operações. “A combinação entre engenharia, automação, procedimentos e participação dos trabalhadores permite avançar na prevenção de acidentes para que o ambiente industrial se torne cada vez mais seguro”, ressalta Marina Maletzke, Engenheira de Manufatura da AGCO.

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ManutençãoReportagem especial

Inspeção diária de máquinas agrícolas: checklist para evitar falhas e reduzir custos

Por Redação 21/10/2026
Escrito por Redação

Inspeção diária de máquinas agrícolas: checklist para evitar falhas e reduzir custos

A inspeção diária de máquinas agrícolas é uma etapa fundamental para identificar problemas antes do início do trabalho no campo. Vazamentos, níveis inadequados de fluidos, pneus danificados, falhas elétricas e componentes desgastados podem comprometer a operação, aumentar os custos de manutenção e provocar paradas não planejadas.

Com máquinas cada vez mais equipadas com sensores, sistemas eletrônicos, telemetria e recursos de agricultura de precisão, a verificação diária continua indispensável. Mesmo quando o equipamento conta com alertas automáticos e ferramentas de diagnóstico, a inspeção visual e funcional ajuda a identificar alterações que os sistemas eletrônicos nem sempre detectam.

O procedimento deve seguir as orientações do fabricante e considerar o modelo, o tempo de uso, as condições de operação e os implementos acoplados. A seguir, veja o que conferir antes de colocar tratores, colheitadeiras, pulverizadores e outras máquinas agrícolas em atividade.

Por que fazer a inspeção diária de máquinas agrícolas?

A inspeção diária permite identificar sinais de desgaste, danos e condições que podem prejudicar o desempenho ou colocar o operador em risco. Ao detectar uma anomalia antecipadamente, a equipe pode avaliar a necessidade de manutenção antes que o problema provoque uma falha mais grave.

Entre os principais benefícios da prática estão:
  • Redução do risco de falhas durante a operação;
  • Identificação antecipada de vazamentos e componentes danificados;
  • Maior disponibilidade das máquinas para o trabalho;
  • Redução de paradas não planejadas e de custos com reparos;
  • Contribuição para a segurança do operador e de outras pessoas na área;
  • Melhor acompanhamento do histórico de manutenção e das condições do equipamento.

A inspeção não substitui a manutenção preventiva prevista pelo fabricante. Ela funciona como uma verificação de rotina para identificar situações que exigem correção, avaliação técnica ou acompanhamento.

Como fazer a inspeção diária de máquinas agrícolas

Antes de iniciar o trabalho, reserve alguns minutos para verificar as condições gerais do equipamento. A sequência abaixo serve como referência e deve ser adaptada ao manual de operação de cada máquina.

1. Estacione a máquina em local seguro

Antes de começar, estacione o equipamento em uma superfície firme e nivelada, sempre que possível. Acione o freio de estacionamento, coloque os comandos na posição indicada pelo fabricante, desligue o motor e retire a chave quando o procedimento exigir.

Aguarde a parada completa de componentes móveis e alivie a pressão dos sistemas conforme as instruções do manual. Se for necessário trabalhar sob partes elevadas, utilize os dispositivos de apoio e travamento especificados pelo fabricante. Nunca confie apenas em sistemas hidráulicos para sustentar componentes suspensos.

2. Faça uma inspeção visual geral

Caminhe ao redor da máquina e procure sinais de danos, peças soltas, trincas, deformações, corrosão, acúmulo excessivo de resíduos e indícios de vazamento. Observe também a presença de palha, folhas e outros materiais próximos ao motor, ao escapamento ou a componentes quentes.

Em tratores, colheitadeiras e pulverizadores, confira as condições externas de carenagens, proteções, degraus, corrimãos e pontos de acesso à cabine. Verifique se há componentes deslocados ou danos que possam comprometer o funcionamento do equipamento.

3. Confira os níveis de óleo e outros fluidos

Verifique os níveis de óleo do motor, fluido hidráulico, óleo da transmissão e líquido de arrefecimento, conforme os itens e os procedimentos previstos no manual. Confira também o combustível e, quando aplicável, a solução de ureia utilizada nos sistemas de pós-tratamento de emissões, como o DEF/ARLA 32.

Respeite as condições indicadas pelo fabricante para a leitura dos níveis, incluindo temperatura do equipamento, posição de estacionamento e tempo de espera após desligar o motor. Utilize somente os fluidos especificados para o modelo.

Observe a aparência dos fluidos e procure indícios de contaminação, espuma ou alteração incomum. Se houver consumo excessivo, nível abaixo do mínimo ou sinais de mistura entre fluidos, investigue a causa antes de liberar a máquina.

Atenção: nunca abra a tampa do sistema de arrefecimento enquanto estiver quente ou pressurizado. O líquido e o vapor podem provocar queimaduras graves.

4. Inspecione filtros e sistema de arrefecimento

Confira os indicadores de restrição dos filtros, quando disponíveis, e verifique as condições dos elementos filtrantes conforme o plano de manutenção. Não remova filtros ou componentes desnecessariamente: a abertura inadequada pode permitir a entrada de contaminantes.

Observe radiadores, intercoolers e demais trocadores de calor para identificar acúmulo de poeira, palha, sementes e outros resíduos. Confira também as condições das mangueiras e a presença de danos ou vazamentos.

Em operações com grande quantidade de poeira ou resíduos vegetais, a frequência de limpeza pode precisar ser maior. Faça o procedimento com o equipamento desligado e frio, utilizando os métodos e as pressões de limpeza recomendados pelo fabricante para não danificar aletas e componentes.

5. Verifique bateria e sistema elétrico

Observe a fixação da bateria, as condições dos terminais e dos cabos acessíveis. Procure sinais de corrosão, conexões frouxas, isolamento danificado e desgaste na fiação. Não toque em conexões elétricas sem seguir as instruções de segurança do fabricante.

Confira o funcionamento dos faróis, das luzes de trabalho, das lanternas, dos indicadores de direção, do alarme de ré e de outros dispositivos de sinalização instalados na máquina. Em equipamentos com módulos eletrônicos, monitore também alertas e mensagens exibidos no painel.

6. Avalie pneus, rodas ou esteiras

Em máquinas com pneus, verifique a pressão conforme a carga, a velocidade de trabalho, o tipo de operação e as recomendações do fabricante. Observe cortes, rachaduras, deformações, desgaste irregular, danos nas laterais e sinais de objetos presos na banda de rodagem.

Confira visualmente as rodas e os elementos de fixação. Não tente apertar componentes sem conhecer o procedimento e o torque especificados para o modelo.

Em máquinas de esteiras, examine o desgaste e a tensão do conjunto, os roletes, as rodas-guia e outros componentes acessíveis. Faça os ajustes somente conforme as instruções técnicas.

A pressão correta dos pneus contribui para a tração, a estabilidade, a durabilidade dos componentes e o controle da compactação do solo. A regulagem, porém, deve considerar as condições reais de trabalho, e não um valor genérico aplicado a todas as operações.

7. Confira freios, direção e eixos

Observe se há vazamentos, folgas aparentes, danos ou ruídos incomuns nos componentes acessíveis dos sistemas de direção e frenagem. Verifique também as condições do eixo dianteiro e de outros pontos de articulação previstos no roteiro de inspeção.

Quando o manual indicar um teste funcional, realize-o em área segura e de acordo com o procedimento recomendado. Não inicie a atividade se houver perda de eficiência dos freios, dificuldade anormal na direção ou outro defeito que comprometa o controle da máquina.

8. Examine mangueiras e conexões hidráulicas

Inspecione visualmente as mangueiras, conexões, cilindros e demais componentes hidráulicos acessíveis. Procure rachaduras, abrasão, deformações, umidade, vazamentos e sinais de contato com peças móveis ou superfícies quentes.

Vazamentos de óleo sob alta pressão representam um risco grave. Nunca procure um ponto de vazamento com as mãos. Um jato de fluido pode penetrar na pele e causar uma lesão que exige atendimento médico imediato. Desligue o equipamento, alivie a pressão conforme o manual e solicite avaliação técnica quando necessário.

9. Verifique o implemento e os acoplamentos

Quando houver um implemento acoplado, confira a integridade dos engates, pinos, travas, pontos de articulação, proteções e conexões. Verifique as mangueiras hidráulicas, as conexões elétricas e os componentes de transmissão de potência, quando existentes.

Em semeadoras, plantadeiras, pulverizadores, distribuidores e colhedoras, observe também os componentes específicos de cada operação. A inspeção pode incluir dosadores, linhas de plantio, bicos, filtros, esteiras, correntes, correias, discos e outros itens previstos pelo fabricante.

Certifique-se de que o implemento esteja corretamente conectado e que todas as proteções necessárias estejam instaladas. Antes de fazer ajustes ou desobstruções, desligue o equipamento e siga o procedimento de bloqueio e segurança indicado no manual.

10. Confira os dispositivos de segurança

Verifique a condição do cinto de segurança, das portas, dos degraus, dos corrimãos e das proteções dos componentes móveis. Confira também os espelhos, as câmeras e os sistemas de visibilidade instalados, mantendo as superfícies limpas.

Quando presentes, teste os dispositivos de segurança e os recursos de alerta conforme as instruções do fabricante. Não desative sensores, intertravamentos ou sistemas de proteção para permitir o funcionamento da máquina.

Em equipamentos com sistemas de condução assistida ou direção automatizada, confirme que os recursos estejam configurados para a operação prevista. Esses sistemas não dispensam a atenção do operador nem a verificação das condições do terreno e do entorno.

11. Ligue a máquina e observe os indicadores

Depois de concluir as verificações com o motor desligado, faça a partida conforme o procedimento do fabricante. Observe as luzes de advertência, os indicadores e as mensagens do painel ou do monitor de operação.

Verifique se há alertas relacionados à pressão do óleo, à temperatura do motor, ao sistema elétrico, à transmissão, ao sistema hidráulico ou ao pós-tratamento de emissões. Alguns avisos podem exigir parada imediata; outros podem indicar a necessidade de diagnóstico ou manutenção programada. Consulte o manual para interpretar cada mensagem.

Preste atenção a ruídos, vibrações, fumaça ou odores incomuns. Se houver qualquer sinal de falha, interrompa o procedimento com segurança e investigue a causa antes de começar a atividade.

12. Registre a inspeção e libere o equipamento

Ao terminar, registre a data, o horímetro, a identificação da máquina, o nome do responsável e as condições observadas. Anote as anomalias encontradas, as providências adotadas e os itens que precisam de acompanhamento.

O registro pode ser feito em uma ficha impressa, planilha, aplicativo de manutenção ou sistema de gestão de frota. O mais importante é que as informações sejam consistentes e possam ser consultadas pela equipe responsável.

Se houver uma falha que comprometa a segurança ou o funcionamento, não libere a máquina para operação. Sinalize a condição do equipamento e comunique o responsável pela manutenção.

Checklist de inspeção diária de máquinas agrícolas

Use a lista abaixo como referência para a verificação antes do trabalho. Os itens devem ser adaptados ao tipo de máquina, ao implemento e às recomendações do fabricante. 

Abiove - Inspeção diária de máquinas agrícolas: checklist para evitar falhas e reduzir custos

↓ Baixar checklist gratuito (PDF)

Material de apoio. Siga sempre o manual do fabricante e os procedimentos de segurança aplicáveis à máquina.

Como a tecnologia pode ajudar na inspeção e na manutenção

As máquinas agrícolas modernas podem oferecer recursos que complementam a inspeção manual. Monitores de bordo, sensores, telemetria e sistemas de diagnóstico ajudam a acompanhar parâmetros de funcionamento, identificar alertas e registrar informações sobre o uso do equipamento.

Telemetria e monitoramento remoto

Quando disponível, a telemetria permite acompanhar informações da máquina a distância, como horas trabalhadas, consumo de combustível, localização e códigos de falha. Dependendo do sistema, os dados podem apoiar a identificação de padrões de uso e o planejamento das intervenções de manutenção.

Diagnóstico eletrônico

Os sistemas eletrônicos de diagnóstico podem registrar falhas e indicar condições que precisam de atenção. O operador deve observar os alertas do painel e seguir as orientações do fabricante. Quando necessário, a equipe técnica pode utilizar ferramentas de diagnóstico específicas para identificar a origem do problema.

Registros digitais de manutenção

Aplicativos e plataformas de gestão de frota permitem registrar inspeções, programar serviços e acompanhar o histórico de cada máquina. Esses recursos facilitam a comunicação entre operadores, gestores e equipes de manutenção, além de ajudar a identificar problemas recorrentes.

Essas tecnologias complementam, mas não substituem, a inspeção visual, os testes previstos no manual e a avaliação de profissionais qualificados.

Inspeção diária, manutenção preventiva e manutenção preditiva: qual é a diferença?

Embora estejam relacionadas, essas práticas têm objetivos diferentes e devem funcionar de forma integrada.

  • Inspeção diária: verificação de rotina realizada antes do uso para identificar danos, vazamentos, alertas e outras anomalias.
  • Manutenção preventiva: conjunto de serviços programados conforme intervalos de tempo, horas de operação ou outras condições estabelecidas pelo fabricante.
  • Manutenção preditiva: acompanhamento de parâmetros e tendências para estimar a evolução do desgaste ou a possibilidade de falhas, utilizando técnicas de monitoramento e análise de dados quando disponíveis.

Uma inspeção bem executada pode revelar a necessidade de uma manutenção preventiva ou de uma avaliação técnica mais aprofundada. Já os dados de monitoramento podem ajudar a orientar decisões, desde que sejam interpretados corretamente e dentro dos limites de cada sistema.

Cuidados essenciais para uma operação segura

A inspeção deve ser realizada por pessoas orientadas e capacitadas para as tarefas previstas. Além de seguir o manual da máquina, é necessário observar os procedimentos de segurança aplicáveis à propriedade e à atividade.

  • Desligue o equipamento antes de inspecionar componentes móveis ou realizar intervenções que exijam a parada.
  • Não faça ajustes com o motor ligado quando houver risco de contato com partes móveis.
  • Não procure vazamentos hidráulicos com as mãos.
  • Não abra sistemas de arrefecimento quentes ou pressurizados.
  • Utilize os equipamentos de proteção individual indicados para a tarefa.
  • Não opere máquinas com falhas que comprometam a segurança ou o funcionamento.
  • Consulte o manual antes de executar ajustes, limpezas ou procedimentos de manutenção.

As atividades agrícolas também devem observar os requisitos de segurança e saúde no trabalho rural aplicáveis, incluindo as disposições pertinentes da Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31).

A inspeção diária de máquinas agrícolas é uma medida prática para identificar problemas antes do início do trabalho, contribuir para a segurança e reduzir o risco de interrupções inesperadas. A combinação de verificações visuais, conferência de fluidos, análise dos indicadores e registro das ocorrências ajuda a manter o equipamento em condições adequadas de operação.

Com o apoio de ferramentas digitais, telemetria e sistemas de diagnóstico, o acompanhamento pode se tornar mais organizado e preciso. Ainda assim, cada máquina exige procedimentos compatíveis com seu modelo, suas condições de uso e as recomendações do fabricante.

Adotar uma rotina de inspeção e registrar os resultados são passos importantes para melhorar a gestão da frota, planejar a manutenção e preservar a disponibilidade dos equipamentos ao longo da safra.

Checklist de inspeção diária de máquinas agrícolas

Antes de começar o trabalho no campo, confira os principais itens de segurança e funcionamento do seu equipamento. Baixe a ficha prática, imprima e use no dia a dia da operação.

  • Identificação da máquina, data e horímetro
  • Verificação de fluidos, filtros e sistema elétrico
  • Inspeção de pneus, freios e sistema hidráulico
  • Conferência do implemento e dos dispositivos de segurança
  • Espaço para registrar falhas e providências

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21/10/2026 0 Comentários
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Mapa destaca segurança do consumo e detalha medidas contra doença de Newcastle em SC
Mercado

Mapa destaca segurança do consumo e detalha medidas contra doença de Newcastle em SC

Por Redação 21/10/2026
Escrito por Redação

Mapa destaca segurança do consumo e detalha medidas contra doença de Newcastle em SC

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, realizou, nesta segunda-feira (19/10), coletiva de imprensa na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF), para apresentar esclarecimentos sobre a confirmação de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus, localizado no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.

Também participaram da coletiva o secretário-executivo, Cleber Soares; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Alan Alvarenga; e o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Rafael Requião.

Na ocasião, o ministro destacou que a identificação do foco ocorreu no âmbito das ações de vigilância sanitária ativa, ressaltando a eficiência do sistema brasileiro de defesa agropecuária e a integração entre o Mapa e as autoridades estaduais de Santa Catarina.

André de Paula enfatizou que não há risco à saúde humana associado ao consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial. “Eu queria destacar, porque acho que é importante a gente enfatizar, que o consumo dessa carne não traz nenhum risco às pessoas”, afirmou.

O ministro também ressaltou a transparência e a agilidade na condução do caso, desde a suspeita inicial até a confirmação laboratorial. “Queria destacar a forma transparente, eficiente e célere com que as ações decorrentes dessa suspeita inicial e, agora, da confirmação ocorreram por parte da nossa defesa agropecuária”, declarou.

Medidas sanitárias

A confirmação do foco ocorreu após a coleta de amostras entre 21 de setembro e 14 de outubro e a realização de análises laboratoriais. O estabelecimento possui aproximadamente 6 mil perus de corte. As aves permaneceram na propriedade e não foram destinadas à produção de carne para consumo.

A propriedade foi interditada, com suspensão da movimentação de aves. As medidas previstas incluem a eliminação do foco por meio da depopulação das aves, seguida de limpeza, desinfecção e execução dos demais protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

As ações são conduzidas pelo Mapa em conjunto com o Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina.

Monitoramento de propriedades

Como parte das medidas de contenção, será realizado monitoramento epidemiológico em uma área de restrição que abrange Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.

A operação prevê o acompanhamento de aproximadamente 133 propriedades. As equipes técnicas realizarão visitas, avaliações clínicas das aves e coletas de amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), com objetivo de identificar possíveis sinais clínicos e verificar a presença do vírus nas propriedades monitoradas.

No momento, não haverá recolhimento de produtos nem devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região.

Comércio internacional

Em relação ao comércio internacional, o Mapa está providenciando a comunicação oficial da ocorrência aos países parceiros, com informações sobre a confirmação do foco, as medidas adotadas e os procedimentos de controle sanitário.

Eventuais restrições comerciais seguirão os protocolos sanitários estabelecidos bilateralmente com cada mercado. O Ministério manterá o diálogo com as autoridades sanitárias internacionais para prestar esclarecimentos e atualizar os parceiros sobre a evolução das ações.

O Mapa continuará acompanhando a situação e divulgará novas informações conforme avanço das investigações e a execução das medidas sanitárias e comerciais.

 

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21/10/2026 0 Comentários
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Geotecnologia usada no redimensionamento de terraços favorece a conservação do solo
Tecnologia

Geotecnologia usada no redimensionamento de terraços favorece a conservação do solo

Por Redação 20/10/2026
Escrito por Redação
Geotecnologia usada no redimensionamento de terraços favorece a conservação do solo

Geotecnologia usada no redimensionamento de terraços favorece a conservação do solo

A Embrapa Soja (PR) e a Itaipu Binacional juntaram drones, softwares de modelagem e dados sobre disponibilidade de água no solo para indicar melhores práticas de conservação dos solos do Paraná. Com uma abordagem baseada em geotecnologias, as instituições procuraram diagnosticar a eficiência dos terraços — estruturas que controlam a erosão e auxiliam na infiltração de água — e propor intervenções práticas. Resultados da aplicação da metodologia na bacia hidrográfica do município de Toledo, a oeste do estado, mostraram que a erosão foi reduzida e a capacidade de armazenamento de água, triplicada.

“Nosso foco é aprimorar o dimensionamento do sistema de terraceamento, a partir da integração da taxa de infiltração, dos modelos digitais de elevação e de Sistemas de Informação Geográfica (SIGs), visando reduzir os impactos da erosão hídrica promovida por eventos extremos de chuva no Paraná”, afirma o pesquisador da Embrapa Júlio Franchini.

A eficiência de um terraço é tradicionalmente medida por sua altura e largura (geometria). De acordo com o pesquisador, o método tem se mostrado insuficiente para garantir a proteção do solo perante eventos climáticos extremos. “Nosso estudo, em contrapartida, foi baseado em ferramentas digitais e parâmetros hidrológicos para evidenciar a necessidade de modernização dos terraços por meio da identificação das estruturas que estavam falhando e operando com ineficiência.”

O estudo na bacia hidrográfica de Toledo, região que apresenta condições semelhantes às encontradas em cerca de 2 milhões de hectares no Paraná, incluiu variáveis para otimizar o armazenamento de água e a resiliência do solo, sob o sistema plantio direto (SPD).

Os terraços são estruturas conservacionistas milenares usadas para o ordenamento do fluxo de água. São, por isso, indispensáveis para combater a erosão, mesmo no âmbito do sistema plantio direto. “Identificamos que os sistemas de terraceamento atuais apresentavam um desempenho inferior ao esperado, com falhas hidráulicas e rompimentos, e as avaliações tradicionais baseadas apenas em critérios geométricos estáticos eram insuficientes para explicar o funcionamento real em campo”, avalia Franchini.

Intervenção necessária

Em outubro de 2017, na bacia hidrográfica de Toledo (PR), por exemplo, a Embrapa Soja e a Itaipu registraram índices de precipitação de 160 mm em cerca de 18 horas, o que causou o transbordamento de água nos terraços e a perda estimada de 7.500 m³ de solo, evidenciando a urgência de mudança nessas estruturas. A partir de então, o redimensionamento dos terraços foi conduzido em 115 hectares da bacia hidrográfica paranaense.

Foram utilizados modelos digitais de elevação, obtidos por drones e o software Terraço 4.1, desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), para propor soluções de mitigação da erosão hídrica. O redimensionamento na microbacia substituiu 43 terraços ineficientes por 29 reprojetados. A altura média dos terraços subiu de 0,26 m para 0,72 m, elevando a capacidade de retenção de água de 22 mm para 71 mm.

Outro ponto que apontava a necessidade de redimensionamento dos terraços era a mudança nos maquinários contemporâneos. Franchini observa que as máquinas atuais são maiores e mais pesadas, o que dificulta manobras no espaço entre os terraços tradicionais, aumentando o tráfego e, consequentemente, a compactação do solo. Por isso, houve indicação para aumentar a distância horizontal média entre os terraços de 28 m para 51 m, com espaçamento vertical de cerca de 3 m. “Nossa ideia era contar com terraços eficientes e que ainda facilitassem o tráfego e reduzissem as manobras das máquinas modernas, mais robustas do que os modelos antigos”, ressalta.

O pesquisador revela que a eficácia do novo sistema de terraço foi comprovada entre 2019 e 2024, quando a microbacia enfrentou eventos com chuvas superiores a 30 mm/dia sem apresentar sinais de erosão ou sulcos. “Verificamos que os novos terraços são mais eficazes em interceptar o fluxo de água e de sedimentos, portanto, mais eficientes para preservar os solos e armazenar água. Esperamos a replicação desta metodologia em novas áreas de referência, visto que a região de estudo representa condições semelhantes às de aproximadamente dois milhões de hectares no Paraná”, projeta Franchini.

Da teoria à prática

Para ampliar os dados científicos que justificassem o redimensionamento dos terraços, o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, explica que um novo estudo introduziu o conceito de Capacidade Estrutural Relativa (CER). A ideia desse conceito é trazer mais precisão ao diagnóstico funcional dos sistemas de terraceamento, por meio do cálculo do volume de água que o terraço consegue segurar e do escoamento superficial gerado (quantidade de enxurrada gerada pela chuva).

“Assim, foi possível classificar o estado das estruturas do solo em três condições: as que apresentavam segurança, as marginais e as que apresentarão falhas”, afirma Debiasi. Segundo o pesquisador, essa tipologia ajuda na identificação de áreas com falha estrutural e fornece subsídios para as intervenções.

“Isso é relevante porque diferencia situações em que o manejo do solo é suficiente daquelas que demandam ações estruturais de redimensionamento ou reconfiguração do sistema de terraceamento”, explica Debiasi. “A introdução da condição intermediária (marginal) representa um avanço conceitual e prático, porque permite a identificação de situações em que o sistema opera próximo ao limiar de colapso estrutural, sendo altamente sensível tanto às condições hidrológicas quanto às práticas de manejo do solo”, enfatiza.

Para ele, a nova proposta de redimensionamento dos terraços é uma resposta científica, baseada em ferramentas modernas, para resolver problemas antigos da conservação do solo e de preservação da água.
Franchini e Debiasi reforçam que o estudo estabelece um arcabouço metodológico replicável e operacional para as bacias hidrográficas do Paraná.

“Esperamos que esses resultados subsidiem as decisões técnicas sobre a real necessidade de reforma ou redimensionamento de terraços, auxiliem na gestão preventiva e apoiem políticas públicas de planejamento territorial e de conservação de solo e da água em larga escala”, concluem.

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20/10/2026 0 Comentários
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Espécie nativa de árvore melhora saúde do solo ao ser integrada a pastagens
Curiosidade

Espécie nativa de árvore melhora saúde do solo ao ser integrada a pastagens

Por Redação 20/10/2026
Escrito por Redação
Espécie nativa de árvore melhora saúde do solo ao ser integrada a pastagens

Bovinos sob árvores de bordão-de-velho na área experimental da Embrapa Rondônia // Foto: Nina Machado Suzigan

Pesquisa da Embrapa e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena/USP) demonstrou que a árvore bordão-de-velho (Samanea tubulosa) apresenta várias vantagens ao ser usada em sistemas silvipastoris (SSP), que integram a produção pecuária com a florestal. Um dos ganhos é o aumento da qualidade biológica do solo, o qual estoca mais carbono, mantém comunidades de microrganismos mais estáveis e com maior número de espécies.

O estudo faz parte da tese de doutorado de Henrique Nery Cipriani, pesquisador da Embrapa Florestas (PR), sob a orientação da professora Tsai Siu Mui, do Cena/USP, campus de Piracicaba.

Leguminosa nativa da América Tropical, a árvore ocorre em quase todas as regiões do Brasil; por isso, tem ampla adaptabilidade no País (veja quadro abaixo). “Ela já era considerada uma das melhores espécies de árvore para a integração com pastagens, pois além da sombra proporcionada ao gado, ela é capaz de fixar nitrogênio no solo e ainda produz frutos apreciados pelos animais”, conta Cipriani. O pesquisador ressalta que, apesar de o aproveitamento madeireiro do bordão-de-velho não ser tão vantajoso — diferentemente do eucalipto (foto abaixo) —, por exemplo —, os vários benefícios promovidos pela leguminosa a tornam interessante para pecuaristas.

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Estudo realizado na Amazônia

Realizado no campo experimental da Embrapa Rondônia (RO), o trabalho começou em 2018 e analisou amostras de solo coletadas em 2022 e 2024. No início, uma área de 14 hectares com capim-marandu foi dividida em duas parcelas iguais, uma delas recebeu 156 mudas de bordão-de-velho e a outra, 172 mudas de eucalipto. Em dois momentos, quatro anos e seis anos após o início do experimento, foram realizadas coletas de amostras de solos em diferentes profundidades.

“Um dos resultados que mais chamou a atenção foi a elevada fertilidade do solo na área com bordão-de-velho”, relata Cipriani. Nessa parcela foi encontrada quantidade mais expressiva de matéria orgânica e menor acidez. A análise da microbiota, que avaliou bactérias e arqueias, também revelou maior diversidade do que a observada no solo com eucalipto.

Além disso, a pesquisa mostrou que o bordão-de-velho tem um alcance mais abrangente de modulação da microbiota, como é chamada a influência da árvore ao favorecer a presença desses microrganismos. “Encontramos essa influência a até cinco metros de distância da árvore e em profundidades maiores, o que mostra uma ampla área de modulação. Esse alcance não ocorreu com os eucaliptos”, conta o pesquisador.

O perfil das bactérias identificadas na área com bordão-de-velho também foi distinto, com mais alta proporção de microrganismos associados a processos envolvendo nitrogênio e à decomposição de compostos aromáticos. Essa característica indica potencial para degradar moléculas tóxicas, segundo explica o cientista da Embrapa.

“Cada espécie de planta recruta microrganismos de forma diferente, atraindo aqueles mais favoráveis ao seu desenvolvimento. No caso do bordão-de-velho, foi comum encontrar bactérias e arqueias associadas ao nitrogênio, o que está relacionado à capacidade da árvore de fixar esse nutriente”, detalha Cipriani.

Grande estoque de carbono

Entre os arranjos de produção analisados, o sistema silvipastoril com bordão-de-velho foi o que obteve o maior Índice de Manejo de Carbono (CMI), 91,13, o que significa que o solo preservou 91,13% de carbono em relação ao solo da floresta nativa (que recebe o valor de referência de 100). O CMI, da sigla em inglês Carbon Management Index, é um indicador que avalia como o manejo do solo afeta o carbono orgânico, ou seja, a matéria orgânica responsável por fertilidade, estrutura e atividade biológica. É um indicador relativo, geralmente comparado a um solo de referência não cultivado.

Os sistemas com eucalipto e bordão-de-velho também apresentaram estoques de carbono no solo estatisticamente semelhantes e próximos dos da floresta nativa. Após a correção dos valores para considerar diferenças na compactação do solo, foram registrados 107 t/ha no sistema com eucalipto, 95 t/ha com bordão-de-velho e 78 t/ha na floresta nativa. Segundo o pesquisador, os sistemas preservaram os estoques de carbono no solo ou, mais provavelmente, recuperaram parte do carbono perdido após a conversão do uso da área, ocorrida décadas atrás.

“Esses resultados demonstram um ótimo potencial dos sistemas silvipastoris para sequestrar carbono”, observa Cipriani, ao ressaltar que os estudos foram realizados na região Amazônica e que possivelmente obterão bons índices se repetidos em outros biomas; porém, serão necessários experimentos locais para a comprovação.

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