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Exportação de café do Brasil cai 8,4% em maio no comparativo anual
Mercado

Exportação de café do Brasil cai 8,4% em maio no comparativo anual

Por Redação 08/06/2026
Escrito por Redação
Exportação de café do Brasil cai 8,4% em maio no comparativo anual

Rota do Café – Fazenda Palmeira – Distrito de Santa Mariana – Londrina/PR. Foto: José Fernando Ogura/ANPr

As exportações brasileiras de café somaram 2,760 milhões de sacas em maio, volume 8,4% menor na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A receita gerada pelos embarques alcançou US$ 1,022 bilhão, registrando queda de 24% no período.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, os embarques totalizaram 13,433 milhões de sacas, recuo de 21% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A receita com as exportações atingiu US$ 5,527 bilhões, representando retração de 19% na mesma base de comparação.

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Mercado

União Europeia mantém Brasil fora da lista de exportadores de carnes

Por Redação 08/06/2026
Escrito por Redação

União Europeia mantém Brasil fora da lista de exportadores de carnes

A União Europeia divulgou nesta sexta-feira (5), em seu Diário Oficial, uma atualização do regulamento que aplica restrições de exportação relacionadas ao uso de determinados antimicrobianos na produção pecuária. O Brasil, que estava fora da primeira lista de países autorizados, continua proibido de embarcar proteínas ao bloco a partir de 3 de setembro.

O novo regulamento unifica todas as regras já publicadas anteriormente e altera a lista de países que não deram garantias o suficiente que justifiquem a ausência de determinados antibióticos nos produtos da pecuária exportados ao mercado europeu.

O regulamento consolidado proíbe a importação de carnes e derivados da pecuária que receberam tratamentos para incentivar o crescimento ou ampliar o rendimento, além de produtos que listem medicamentos que são de uso exclusivo para humanos.

Na prática, os produtores brasileiros de bovinos, equinos, aquicultura, mel, tripas e aves estarão proibidos de exportar seus produtos e derivados ao mercado europeu a partir de 3 de setembro. A UE afirma que o Brasil não garantiu que as medidas necessárias foram implementadas até o momento.

Na semana passada, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou um protocolo privado para exportação de bovinos livres do tratamento de antimicrobianos, que foi homologado. Contudo, de acordo com uma fonte próxima ao Globo Rural, a UE não mostra disposição para aceitar os argumentos do Brasil e, mesmo que o documento seja aceito, não há como certificar nenhum animal antes de setembro.

O Mapa solicitou ao bloco um período de transição com objetivo de comprovar imediatamente que não foram usados os produtos nos novos meses finais da vida dos bovinos produzidos no país, mas o pedido foi rejeitado.

Fonte: Datagro 

08/06/2026 0 Comentários
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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Vendas de tratores recuam 15,20% no primeiro quadrimestre, diz Fenabrave

Por Redação 08/06/2026
Escrito por Redação

Vendas de tratores recuam 15,20% no primeiro quadrimestre, diz Fenabrave

As vendas de tratores registraram queda de 15,20% no primeiro quadrimestre ante igual intervalo de 2025, enquanto que a comercialização de colheitadeiras recuou 44,70% na mesma base comparativa, indica balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado na quarta-feira (3).

“O produtor rural ainda enfrenta dificuldades para investir. Entre os principais fatores limitantes estão a desvalorização do dólar, os juros altos, e o conflito no Oriente Médio, que pressiona os custos de diesel e fertilizantes, reduzindo a rentabilidade do agricultor. Margens apertadas e aumento de custos, atrelados às altas taxas de juros são equação negativa para a renovação de maquinários agrícolas, como tratores e colheitadeiras”, avalia o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, para quem o Programa Move Agrícola, anunciado pelo governo em abril, mas ainda não implementado, poderá dar algum fôlego para o setor.

Também o plano de renegociação de dívidas, que está sendo avaliado pelo governo federal, deve estimular esse setor, que segue em compasso de
espera”.

Em abril, as vendas de tratores recuaram 8,01% ante março e 15,11% ante igual mês de 2025. No caso das colheitadeiras, a comercialização caiu 56,09% em abril ante março e 41,30% no comparativo com o mesmo mês de 2025.

Jogando uma lupa no segmento de tratores, diz o dirigente, o mercado segue pressionado, refletindo um ambiente de maior cautela no setor produtivo. “A decisão de compra está ligada ao planejamento do produtor rural, que segue com margens reduzidas e endividado. Em que pese tenhamos boa expectativa de safra, o custo do crédito segue pressionando o segmento, que sofre quedas sucessivas.”

Ademais, as colheitadeiras também registraram retração. “Por envolverem maior valor agregado, as decisões de compra tendem a ser mais espaçadas e fortemente influenciadas pelas condições de crédito, renda no campo e planejamento das safras”, conclui Arcelio Junior.

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

08/06/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Senar promove debate sobre saúde rural e acesso a atendimento no campo

Por Redação 25/05/2026
Escrito por Redação

Senar promove debate sobre saúde rural e acesso a atendimento no campo

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove, no próximo dia 28 de maio, em Brasília, o evento “Saúde Rural em Evidência: Desafios, Avanços e Perspectivas”.

O encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais, representantes de instituições públicas e privadas, gestores, pesquisadores e profissionais que atuam no campo para discutir caminhos, desafios e oportunidades para o fortalecimento da saúde rural no Brasil.

A iniciativa acontece em um contexto em que produtores rurais brasileiros, em muitas regiões do país, têm dificuldade em acessar serviços especializados devido a uma série de motivos. São situações que impactam o diagnóstico precoce, a prevenção de doenças e a continuidade do acompanhamento clínico.

É nesse cenário que o Programa Saúde no Campo, desenvolvido pelo Sistema CNA/Senar, vem estruturando uma estratégia de cuidado voltada especificamente às populações rurais.

Há um ano, o programa leva ações de promoção da saúde, orientação, acompanhamento periódico e apoio no acesso aos serviços de saúde pública, explica a diretora-adjunta de Saúde e Promoção Social do Senar, Erika Bömer.

“A iniciativa fortalece a continuidade do cuidado, amplia o suporte às equipes que atuam nos territórios e contribui para um atendimento mais integrado, resolutivo e adaptado à realidade do meio rural”, afirmou.

Por meio de teleatendimentos e suporte remoto em saúde, produtores, trabalhadores rurais e suas famílias passam a ter acesso mais ágil à orientação profissional e ao acompanhamento multiprofissional.

“A saúde impacta a qualidade de vida, a permanência das famílias no campo, a produtividade, a sucessão rural e a capacidade de desenvolvimento econômico e social dos territórios,” acrescenta a diretora-adjunta do Senar.

Erika completa afirmando que mais do que ampliar o debate, o evento do dia 28 busca consolidar a saúde rural como uma agenda estratégica para o futuro do país, reconhecendo que cuidar de quem produz é também cuidar da segurança alimentar, do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida no campo.

Para participar do “Saúde Rural em Evidência: Desafios, Avanços e Perspectivas”, é necessário fazer a inscrição no link https://cnabrasil.org.br/eventos/saude-rural-em-evidencia

Serviço:

  • O que: “Saúde Rural em Evidência: desafios, avanços e perspectivas”
  • Quando: 28 de maio de 2026, das 8h30 às 17h
  • Onde: Auditório do Sistema CNA/Senar – SGAN 601, Módulo K, Ed. CNA/Senar, Asa Norte, Brasília/DF

 

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25/05/2026 0 Comentários
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Curiosidade

Guia orienta produtores de caprinos na prevenção e controle de doenças

Por Redação 20/05/2026
Escrito por Redação
Guia orienta produtores de caprinos na prevenção e controle de doenças

Guia reúne pesquisas da Embrapa sobre doenças infecciosas e demandas de caprinocultores leiteiros // Foto: Maíra Vergne

Criadores de caprinos leiteiros já têm à disposição um documento com novas orientações para prevenir doenças infecciosas em seus rebanhos. O Guia para elaboração de plano de biosseguridade no controle e prevenção de doenças infecciosas de caprinos leiteiros no Nordeste explica como adotar um conjunto de procedimentos e práticas para facilitar o manejo e controlar enfermidades que podem colocar em risco a saúde dos animais e seres humanos, a produtividade de rebanhos e a qualidade dos produtos.

A elaboração do Guia é um resultado de uma trajetória de anos de pesquisa em doenças infecciosas na Embrapa e também uma demanda de criadores de caprinos leiteiros que foi enfatizada durante atividades de campo do Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC) entre 2019 e 2023 nos estados da Paraíba e Pernambuco. Segundo Selmo Alves, pesquisador da área de Sanidade Animal da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), a interação com os produtores mostrou alguns aspectos que podem ser melhorados com orientações específicas de manejo e implementadas por meio de planos, em conjunto entre criadores, extensionistas e agentes públicos.

“Nós verificamos a necessidade de uma orientação para biosseguridade, envolvendo questões como quarentena e outros cuidados na entrada e trocas de animais nos rebanhos, para que tudo seja feito com melhor critério sanitário”, explica Alves, um dos autores do Guia. “Vimos uma ânsia de informações muito grande, por parte de técnicos e de produtores, sobre como ter um rebanho mais saudável, aumentando produção e qualidade”, acrescenta Rizaldo Pinheiro, também pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos e outro autor da publicação.

No Guia estão recomendações de protocolos para quarentena e monitoramento de animais, vacinação, higienização de instalações, fornecimento de alimentação e o manejo adequado de animais enfermos e de resíduos da produção. A publicação traz também um anexo com um checklist que permite aos usuários verificar o cumprimento de orientações de manejo sanitário nas propriedades, assim como melhorias que podem prevenir as enfermidades agalaxia contagiosa, artrite encefalite caprina, clamidiose, paratuberculose e toxoplasmose, por exemplo.

A ideia da publicação com informações acessíveis ao público entusiasma produtores rurais como Geneci Lemos, de Coxixola, na região do Cariri Paraibano. “É excelente, algo essencial para fazermos um controle e acompanhar o rebanho”, ressalta. O criador, que há anos é parceiro da Embrapa em projetos de pesquisa e transferência de tecnologia, destaca que a troca de informações sobre biosseguridade para seu rebanho já trouxe autonomia e melhorias na rotina da atividade.

“Com o aprendizado dos cursos, dos dias de campo, hoje eu sei coletar fezes de uma cabra para fazer OPG [exame de contagem de ovos de larvas em fezes de animais, que mensura o grau de infecção por verminose], dou remédios se for preciso, entre outras atividades mais básicas. Com essas informações, já consigo evitar vários prejuízos”, frisa Geneci.

Para o médico-veterinário Flávio Mergulhão, que integrou as ações da Embrapa no Cariri Paraibano como bolsista do PDHC e hoje atua na região pelo projeto InovaCapri, o Guia traz a vantagem de ser referência para um roteiro de procedimentos sanitários que podem ser monitorados por técnicos, consultores e produtores rurais. “Um monitoramento analítico identificaria pontos estruturais da propriedade e falhas no manejo que auxiliam na disseminação das adversidades sanitárias. Dessa forma, é possível direcionar ações preventivas e de tratamento das enfermidades”, explica Mergulhão.

Além do potencial de promover bem-estar aos rebanhos, a elaboração do Guia também tem o objetivo de evitar que caprinocultores tenham prejuízos por impactos de doenças na qualidade do leite e consequentes perdas de mercados consumidores. Alves ressalta que a contaminação de doenças infecciosas pode tornar o leite inadequado para o processamento e para a comercialização em mercados do Brasil e do exterior.

“Quando um mercado se abre para o leite caprino brasileiro, a primeira providência que outro país adota é analisar, em consulta ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que tipos de doenças podem contaminar os rebanhos locais. Essa questão de mercado é muito delicada”, frisa o pesquisador.

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20/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

MANN-FILTER apresenta soluções de filtragem para operações agrícolas severas

Por redação 19/05/2026
Escrito por redação
União Europeia - MANN-FILTER apresenta soluções de filtragem para operações agrícolas severas

MANN-FILTER reforça compromisso com o agro por meio de soluções em filtragem de alta performance e portfólio em expansão

Em um cenário em que produtividade e confiabilidade são fatores decisivos para o sucesso no campo, a MANN-FILTER se destaca como uma aliada estratégica do produtor rural. Com mais de 70 anos de experiência em sistemas de filtragem, a marca oferece soluções desenvolvidas para atender às exigências severas da agricultura moderna.

Projetados para enfrentar condições extremas, como poeira intensa, longas jornadas de trabalho e altas cargas operacionais, os filtros agrícolas da MANN-FILTER garantem proteção superior tanto para máquinas quanto para operadores. A tecnologia aplicada assegura uma filtragem eficiente mesmo em ambientes altamente exigentes, contribuindo para o desempenho contínuo de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos essenciais.

Outro diferencial é a qualidade equivalente à do equipamento original, que proporciona encaixe perfeito e máxima confiabilidade. Essa precisão reduz o tempo de manutenção e evita paradas inesperadas, um fator crítico especialmente durante períodos de safra, quando cada hora de operação faz diferença no resultado final.

A empresa também vem ampliando continuamente seu portfólio para o setor agrícola, acompanhando a evolução das máquinas e as novas demandas do campo. Com uma linha cada vez mais completa, que inclui filtros de ar, óleo, combustível, hidráulicos e de cabine, a MANN-FILTER atende uma ampla variedade de aplicações, reforçando seu compromisso com inovação e cobertura de mercado.

Em um setor pressionado por custos, sustentabilidade e alta demanda por produtividade, investir em componentes de qualidade é essencial. Nesse contexto, a MANN-FILTER se posiciona como referência global, entregando soluções que combinam durabilidade, inovação e desempenho consistente, ajudando o produtor a manter sua operação competitiva e preparada para os desafios do agro moderno.

Saiba mais em: Soluções de filtragem MANN-FILTER para máquinas agrícolas

19/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas

Por Redação 19/05/2026
Escrito por Redação
Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas

O pesquisador Wagner Bettiol ministra palestra no BioSummit 2026 // Foto: Alfredo Tsuzuki

O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente, defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chama atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Durante o BioSummit 2026, realizado em 6 e 7 de maio, no Expo D. Pedro, em Campinas (SP), Bettiol alertou que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destacou que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor Carlos Alexandre Cruciol, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

 

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19/05/2026 0 Comentários
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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
Mercado

Cana se prepara para período de seca e geadas após início de safra chuvoso

Por Redação 18/05/2026
Escrito por Redação

Cana se prepara para período de seca e geadas após início de safra chuvoso

Este mês marca uma transição importante para a cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Depois de um início de safra com chuvas acima do esperado em diversas regiões produtoras, parte dos canavicultores ainda trabalha na conclusão do plantio, enquanto outra já volta o manejo para os desafios típicos do inverno, como períodos de seca e risco de geadas.

Segundo Camillo Ferrarezi Giachini, engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o excesso de precipitações nos primeiros meses do ano alterou o ritmo tradicional da cultura em algumas áreas. “Maio costuma ser marcado pelo encerramento de grande parte do plantio da cana, porém, neste ano, muitos produtores ainda estão finalizando áreas devido ao volume de chuvas registrado no início da safra”, afirma.

Ao mesmo tempo, a colheita avança para o fim do primeiro terço da safra com boas perspectivas de produtividade, embora os índices de ATR — indicador que mede a concentração de açúcares recuperáveis da cana — estejam abaixo do observado em anos anteriores.

Com esse início do período mais seco, a preocupação passa a ser o estabelecimento das áreas plantadas mais recentemente e a capacidade da cultura de manter o desenvolvimento sem perda de potencial produtivo. De acordo com Giachini, a disponibilidade de água ainda gera apreensão entre produtores que avançaram com o plantio até maio, embora o cenário climático deste ano traga mais confiança em relação à ocorrência de chuvas de meio de safra associadas ao fenômeno El Niño.

Além das condições climáticas, este também é um período estratégico para avaliar a eficiência do manejo inicial, principalmente no controle de plantas daninhas. A recomendação é reforçar o monitoramento das áreas para identificar possíveis escapes antes que a matocompetição comprometa o aproveitamento de água, luz e nutrientes pela cultura.

“Esse é um momento que exige presença no campo, porque começamos a ter condições de avaliar a eficiência dos herbicidas utilizados. Caso ocorram escapes de plantas daninhas, o produtor precisa agir rapidamente para evitar perdas no estabelecimento da cultura”, ressalta.

Manejo fisiológico ganha espaço

Com a aproximação dos meses mais críticos para a cultura, o manejo fisiológico também passa a ganhar importância dentro das áreas produtoras. A adoção de estratégias preventivas pode ajudar a planta a atravessar períodos de seca e baixas temperaturas sem comprometer o desenvolvimento do canavial.

“Além de seca, os produtores começam a enfrentar também risco de geada em algumas regiões. Por isso, deve atuar preventivamente, adotando tecnologias que ajudem a planta a atravessar este período e voltar a expressar seu potencial produtivo quando houver novamente disponibilidade de água e temperaturas favoráveis”, destaca Giachini.

Entre os efeitos buscados nesse tipo de manejo estão maior enraizamento, incremento no número de perfilhos, preservação de folhas ativas, além de mais vigor e sanidade das plantas. Segundo o especialista, biossoluções à base de extratos de algas e compostos orgânicos têm sido utilizadas justamente para auxiliar a planta em momentos de estresse hídrico e térmico. 

 

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18/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Cientistas desenvolvem revestimento para liberação controlada de fertilizantes

Por Redação 18/05/2026
Escrito por Redação
Cientistas brasileiros criam novo revestimento para liberação controlada de fertilizante

Revestimento à base de polímero derivado de óleo de mamona e argila mineral que é capaz de liberar de forma controlada a ureia // Foto: Pedro Octávio

Pesquisadores da Embrapa e das universidades de Ribeirão Preto (Unaerp), Estadual Paulista (Unesp) e de São Paulo (USP) desenvolveram um revestimento à base de polímero derivado de óleo de mamona e argila mineral que é capaz de liberar de forma controlada a ureia, fertilizante nitrogenado amplamente utilizado na agricultura. Testes em casa de vegetação com capim-piatã demonstraram que o fertilizante revestido promoveu melhor absorção de nitrogênio por parte da planta e maior produção de biomassa em comparação com a ureia sem revestimento.

Trata-se da primeira avaliação com plantas desse tipo de revestimento à base de óleo de mamona e nanoargila realizada no Brasil. O revestimento reduz custos e o desperdício de fertilizantes no solo. Os experimentos, realizados no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), sediado na Embrapa Instrumentação (SP), e no Laboratório de Processos e Materiais (ProMat) da Universidade de Ribeirão Preto, mostraram o impacto imediato da tecnologia.

A ureia sem revestimento liberou mais de 85% do nitrogênio em apenas quatro horas nos testes de liberação em água, de acordo com o professor da Unaerp Ricardo Bortoletto-Santos, supervisionado em seu pós-doutorado pelo pesquisador da Embrapa e coordenador do LNNA Caue Ribeiro.

“Quando a ureia foi revestida apenas com poliuretano, polímero derivado de óleo de mamona, essa liberação foi retardada, mas atingiu cerca de 70% em nove dias. Já a incorporação de apenas 5% da nanoargila mineral montmorilonita à matriz polimérica reduziu drasticamente essa taxa: apenas 22% do nitrogênio foi liberado no mesmo período, evidenciando o papel da nanoestrutura do revestimento no controle da liberação do nutriente”, constatou Bortoletto-Santos.

Para o pesquisador Caue Ribeiro, esse efeito ocorre porque a nanoargila cria uma espécie de barreira inteligente dentro do revestimento. “Além de dificultar fisicamente a passagem da água, ela interage quimicamente com o nitrogênio liberado. Assim, retém o nutriente por mais tempo e o libera de forma gradual, mais próxima do ritmo de absorção da planta”, explica o especialista em nanotecnologia.

Pesquisa supera desafios

O revestimento de fertilizantes para obter os chamados fertilizantes de liberação controlada ou lenta é uma tecnologia que encapsula grânulos (pequenas partículas) de nutrientes. A pesquisa propôs desenvolver um sistema de revestimento baseado em nanocompósitos para cobrir grânulos de ureia, testado em um meio solo-planta em casa de vegetação.

O sistema foi produzido a partir de poliuretano, um polímero de origem renovável e biodegradável, que confere boa adesão, resistência mecânica e perfil de degradação controlado ao fertilizante. À matriz polimérica foram incorporadas pequenas quantidades da montmorilonita, variando entre 2% e 10% em relação à massa da ureia.

Bortoletto-Santos (à esquerda na foto) explica que a montmorilonita tem uma estrutura em lamelas, plaquetas que se empilham como escamas em distância nanométrica. Essas camadas, quando dispersas em uma matriz polimérica, podem ser esfoliadas ou intercaladas, resultando em uma distribuição em nanoescala que altera significativamente as propriedades de transporte do revestimento.

A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo, principalmente por seu alto teor de nitrogênio (cerca de 45% em massa). Mas sua alta solubilidade no solo é um grande desafio agronômico, porque pode levar a transformações no solo e a diferentes processos de emissões gasosas.

“Em condições normais, o fertilizante se dissolve rapidamente, resultando em perdas ambientais significativas, como a volatilização de amônia e a emissão de óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa”, observa Caue Ribeiro.

Já a inovação desenvolvida pelos pesquisadores resultou na formação de uma camada fina, similar a um plástico, contínua e homogênea ao redor dos grânulos de ureia. O desempenho superior da ureia revestida foi diretamente associado à estrutura nanocompósita interna da cobertura e ao seu comportamento funcional.

Fertilizante tem eficiência agronômica

No experimento em casa de vegetação, a adubagem com fertilizante de liberação controlada teve um impacto significativo na eficiência agronômica. Houve efeito cumulativo evidente em todos os quatro cortes sequenciais da gramínea ao fim dos 135 dias de produção, o que comprovou a eficiência do novo revestimento. A fertilização foi realizada 15 dias após a germinação das sementes, no arranjo de bloco aleatorizado com duas plantas cultivadas em cada um dos 35 vasos com cinco réplicas.

Com o uso dos fertilizantes revestidos com nanoargila, tanto as taxas de produção de massa seca foram maiores durante o experimento; como a absorção total de nitrogênio foi significativamente maior, atingindo o dobro da taxa de absorção em comparação ao controle fertilizado com ureia sem revestimento.

“Os resultados, portanto, destacam o papel crucial da nanoestrutura do revestimento em aumentar a eficiência do uso de nutrientes e, ao mesmo tempo, minimizar as perdas ambientais. A abordagem é promissora por permitir o uso de revestimentos mais finos, sem comprometer a performance, o que oferece uma alternativa sustentável para a próxima geração de fertilizantes de liberação controlada”, afirma Bortoletto-Santos.

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) Alberto Carlos de Campos Bernardi lembra que, atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que utiliza, e o nitrogênio é um dos nutrientes mais críticos e caros dessa conta.

“Esse estudo representa muito mais do que apenas uma questão acadêmica, mas também se insere na estratégia de Estado para reduzir a vulnerabilidade externa e aumentar a sustentabilidade da agricultura brasileira, consideradas no Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) 2022-2050”, afirma Bernardi.

Barreira química e física

O estudo destaca que o sucesso do novo material não se deve apenas à formação de uma barreira física mais espessa, mas também ao fato de a montmorilonita atuar principalmente como uma barreira química.

“Estes resultados indicam que a montmorilonita atua primariamente como uma barreira química, por meio de interações iônicas/adsorventes, em vez de aumentar a barreira física. Essa interação química permite que o nutriente seja liberado em sincronia com a necessidade de absorção da planta”, explica Caue Ribeiro.

Para Ribeiro, os resultados possibilitam sistemas de revestimento versáteis, nos quais a interação química desempenha um papel mais significativo do que a barreira física, como normalmente é visto em muitos produtos.

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18/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Polos de irrigação mudam a economia no campo

Por Redação 15/05/2026
Escrito por Redação

Polos de irrigação mudam a economia no campo

O Brasil possui atualmente cerca de 16 polos de agricultura irrigada reconhecidos pelo Governo Federal e busca ampliar esse modelo para outras regiões do país. A estruturação dos polos ajuda a organizar a gestão da água e impulsiona o crescimento da produção agrícola nas regiões onde são implantados.

Os polos de irrigação funcionam dentro da lógica de gestão das bacias hidrográficas e têm como objetivo auxiliar na governança das demandas regionais para a produção sustentável de alimentos, que inclui o uso da água. Reúnem produtores, técnicos, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e representantes da sociedade em torno do planejamento da irrigação, considerando as características produtivas e hídricas de cada região.

Mais do que áreas de produção, os polos surgem da própria dinâmica das regiões agrícolas e da necessidade de organizar o uso da água, a infraestrutura e o desenvolvimento regional. Ao contrário de programas criados “de cima para baixo”, eles nascem da realidade dos produtores, das bacias hidrográficas e das características de cada território.

“A irrigação não se desenvolve no improviso. Ela cresce onde existe organização do uso da água”, afirma Everardo Mantovani, Professor Titular Sênior da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e conselheiro da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID).

Segundo ele, os polos ajudam justamente a estruturar esse crescimento. “Onde a irrigação se organiza, a região cresce junto. A produção aumenta, mas também avançam logística, infraestrutura, armazenagem, tecnologia e geração de oportunidades”, destaca.

Pesquisa da Abimaq em parceria com a ESALQ/USP, realizada em quatro polos de agricultura irrigada, identificou impactos econômicos e sociais relevantes nas regiões analisadas. Em alguns casos, o PIB per capita chega a ser até 256% maior em comparação com outros municípios rurais.

O levantamento também aponta maior circulação econômica e menor dependência de programas de transferência de renda em áreas ligadas à agricultura irrigada.

“A água entra na lavoura e o dinheiro circula na cidade”, resume Mantovani.

Hoje, os polos estão presentes em regiões estratégicas da agricultura irrigada brasileira, como Oeste da Bahia, Petrolina/Juazeiro, Alto Paranapanema, Alto Teles Pires, Ibiapaba (CE), Camaquã (RS) e Planalto Central de Goiás, entre outras áreas reconhecidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Criado em 2019, o Polo de Irrigação do Planalto Central de Goiás é um dos exemplos desse processo. Inicialmente formado por 14 municípios, ele foi reorganizado e atualmente concentra ações em sete cidades: Cristalina, Luziânia, Silvânia, Vianópolis, Ipameri, Campo Alegre de Goiás e Catalão — regiões com forte presença da agricultura irrigada e alta demanda por gestão do uso da água.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 10 milhões de hectares irrigados, mas estimativas técnicas apontam potencial para chegar a até 60 milhões de hectares. Para especialistas do setor, esse crescimento depende cada vez mais de planejamento, governança hídrica e uso eficiente da água.

“A expansão da agricultura irrigada no Brasil atual ocorre principalmente em regiões com gestão estruturada da água, onde o uso é organizado, monitorado e planejado”, explica Mantovani.

Dados do setor mostram que cerca de 45% dos pivôs centrais do país estão na Bacia do Rio Paraná e quase 30% na Bacia do São Francisco — regiões onde a gestão dos recursos hídricos é mais consolidada.

A Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) acompanha e participa ativamente desses processos, contribuindo tecnicamente com informações, experiências e apoio à construção de políticas públicas voltadas à agricultura irrigada e à gestão da água há 50 anos.

“Existe um entendimento cada vez maior de que irrigação não significa desperdício. Pelo contrário: a irrigação moderna depende de planejamento, monitoramento e uso eficiente da água”, conclui Mantovani.

 

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15/05/2026 0 Comentários
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