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Mercado

El Niño na agricultura: estratégias para enfrentar um velho conhecido

Por redação 20/10/2023
Escrito por redação

El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial; ele tem influências diretas no clima e pode trazer uma série de efeitos indesejados, inclusive na agricultura

El Niño na agricultura: estratégias para enfrentar um velho conhecidoCausado por uma interação complexa entre os ventos, as correntes oceânicas e a atmosfera, o fenômeno El Niño tem uma recorrência variável, demorando de 2 a 7 anos para voltar a ocorrer e intercalando-se com períodos de La Niña e de neutralidade. Os eventos costumam variar em intensidade. Houve eventos muito intensos em 1997-1998 e 2015-2016. Foram secas, inundações e doenças em todo o mundo, com danos e prejuízos da ordem de bilhões de dólares.

Os efeitos do El Niño podem variar bastante nas distintas regiões do globo e mesmo no Brasil, onde, pelas grandes dimensões territoriais, podemos encontrar uma grande diversidade de condições locais, tais como relevo e topografia, que levam a respostas diferenciadas do fenômeno. O Nordeste e o Norte do Brasil são mais propensos a secas durante El Niño, enquanto o Sul e o Sudeste são mais propensos a chuvas mais intensas.

Localizada na faixa de transição entre o clima tropical e o clima subtropical, a região Centro-Oeste se comporta de maneira mais próxima ao que ocorre no Sul do Brasil, entretanto, geralmente esses efeitos tendem a ser menos intensos. Esse também é o panorama de Mato Grosso do Sul, estado pertencente à essa região. Os efeitos na agricultura e pecuária são particularmente importantes em MS, dada a participação dessas atividades na economia local.

El Niño pode causar impactos na agricultura brasileira, aponta Inmet

O Índice Oceânico Niño 3.4 é um dos principais indicadores de El Niño. Ele é calculado com base nas temperaturas da superfície do Oceano Pacífico equatorial, na região entre a costa do Equador e a Polinésia Francesa. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), são necessários três trimestres consecutivos com anomalia acima de 0,5 °C para declarar oficialmente El Niño.

A publicação do valor da anomalia de temperatura do último trimestre (Junho-Julho-Agosto) confirmou que teremos uma safra de verão sob efeitos do El Niño. Desde 2001, essa será a oitava safra de verão cultivada sob efeitos de El Niño.

Os possíveis impactos negativos que preocupam os agricultores são decorrentes do excesso de chuvas, que podem impedir operações de manejo e tratos culturais, e as temperaturas excessivamente altas, que podem afetar diretamente a fisiologia e produção das culturas.

A combinação do aumento das chuvas e temperaturas pode favorecer pragas e doenças, exigindo maior atenção e controle. Mesmo com o aumento dos volumes totais precipitados, ainda existe a preocupação com veranicos em período de El Niño. Isso porque é notável a má distribuição das chuvas nesses períodos, com o agravamento de temperaturas mais elevadas.

O impacto econômico da ocorrência de El Niño deve-se tanto à redução potencial da produção (inclusive por perdas na colheita), como pelo encarecimento dos insumos necessários e práticas agrícolas adotadas (como controle de pragas e doenças). Em qualquer caso, espera-se um incremento no custo de produção por tonelada produzida.

A Tabela 1 reúne informações das safras de soja cultivadas em Dourados sob El Niño, desde 2001. Esta tabela relvela que certa estabilidade da produção, sendo pouco comum encontrarmos reduções drásticas. Apesar disto, o incremento produtivo não acompanha a maior oferta hídrica.

El Niño na agricultura: estratégias para enfrentar um velho conhecidoPrevenir os efeitos do El Niño é uma tarefa difícil, uma vez que esse fenômeno climático é natural e sua ocorrência está fora do controle humano. Mas podemos lançar mão de estratégias para reduzir ou mitigar os impactos negativos causados por ele. Muitas técnicas podem requerer um planejamento e ação à longo prazo, tal como a adoção de sistemas mais sustentáveis e resilientes, a exemplo do plantio direto. Um solo mais estruturado e protegido pela palhada torna-se menos susceptível aos efeitos indesejados ou inesperados do clima.

Manejo – Contudo, a ideia neste artigo consiste em nos determos as medidas de curto prazo. Nesse âmbito, uma primeira preocupação que surge refere-se à conservação do solo. Diante de um cenário de chuvas intensas, seria mais adequado evitar ou adiar práticas agrícolas que possam desestruturar o solo, tais como aração, subsolagem ou escarificação. A manutenção de palhada também seria desejável. Inspeção e manutenção de terraços também é uma prática desejada nesse contexto.

Uma outra estratégia é o plantio escalonado, utilizando mais de uma data de plantio e com intervalo de alguns dias entre elas. Com partes da lavoura em diferentes estádios de desenvolvimento existe maior chance de escapar de eventos indesejados, como uma seca no período crítico ou chuva na colheita.

Seguir as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é outra ação a ser tomada. O ZARC indica épocas com maior chance de sucesso, independentemente da ocorrência de El Niño ou La Niña.

Por fim, numa situação de El Niño, deve-se acompanhar atentamente as previsões de tempo para programar os tratos culturais. Deve-se estar atento para não atrasar as pulverizações de fitossanitários, especialmente porque nesse cenário doenças e pragas tendem a se intensificar. Outra preocupação é com a prática de dessecação para colheita, que não deve ser realizada antes de períodos de chuva.

No geral, El Niño é um fenômeno climático complexo que pode ter impactos significativos na agricultura. É importante estar ciente que os riscos da agricultura são maiores durante esse fenômeno, para adotar estratégias que reduzam seus efeitos negativos.

Éder Comunello, Rodrigo Arroyo Garcia, Danilton Luiz Flumignan, Carlos Ricardo Fietz (Pesquisadores)
Embrapa Agropecuária Oeste

 

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Notícias

Cultivo consorciado com mandioca e feijão traz boa produtividade

Por redação 20/10/2023
Escrito por redação

As produtividades obtidas no experimento superaram as médias nacionais de produção de mandioca e feijão

Publicação mostra potencialidades do cultivo consorciado de mandioca com feijão

Cultivo consorciado de mandioca e feijão trouxe boa produtividade, mesmo durante período de estiagem – Foto: Liege Costa

O cultivo consorciado de feijão com mandioca, para potencializar a produtividade em propriedades rurais, foi tema de estudo conduzido pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sementes (CESEM), em Júlio de Castilhos. Os resultados do trabalho foram publicados na circular técnica “Consórcio entre mandioca e feijão como incremento na agricultura familiar”, disponível gratuitamente para download.

Os sistemas de cultivo adotados no estudo utilizaram duas cultivares de mandioca, Fepagro RS 13 e Vassourinha, e duas cultivares de feijão, Fepagro Triunfo (tipo preto) e Fepagro Garapiá (tipo carioca). Com exceção da variedade Vassourinha, todas as demais foram desenvolvidas pelos programas de melhoramento genético do DDPA.

Haddad assegura destinação de R$ 500 milhões para o seguro rural

As produtividades obtidas no experimento superaram as médias nacionais de produção de mandioca e feijão, mesmo com a estiagem observada em todo o Rio Grande do Sul na safra 2021/2022, período em que o estudo foi a campo.

“As vantagens do sistema consorciado incluem aumento na produtividade por unidade de área, proteção vegetativa do solo contra a erosão, controle das plantas daninhas, redução da incidência de pragas e doenças nas culturas consorciadas, além de diversificar as fontes de renda e oferecer diversidade de produtos para o agricultor”, enumera a pesquisadora Liege Camargo da Costa, uma das autoras da publicação.

De acordo com a pesquisadora, o consórcio com culturas leguminosas enriquece o solo. “Além disso, o cultivo de culturas de raízes curtas com outras de raízes profundas mantém a fertilidade do solo e a produtividade, interrompendo a transmissão de pragas e doenças específicas”, complementa.

Portaria autoriza aplicação de R$ 400 milhões na comercialização do trigo

Os resultados demonstraram eficiência e estabilidade da produção na propriedade rural, além da otimização e aumento da produtividade por área. “É uma tecnologia ecologicamente correta, sustentável e com grande potencial para a agricultura familiar com impacto social”, finaliza Liege.

 

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Produção nacional de biodiesel deve superar 7 bilhões de litros

Por redação 19/10/2023
Escrito por redação

A produção de biodiesel entre 2008 (quando teve início a mistura obrigatória) e 2022 foi de 60,1 bilhões de litros

Produção nacional de biodiesel deve superar 7 bilhões de litros

Com a retomada do aumento da mistura de biodiesel adicionado ao diesel comercial, o teor passou de 10% (B10) para 12% (B12). De acordo com o cronograma oficial do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve chegar a 15% em 2026. Porém, para atender a urgente política de descarbonização da matriz energética, a antecipação não está descartada.

Cada ponto percentual a mais de mistura, cerca de 650 milhões de litros de biodiesel são produzidos no Brasil. Sendo assim, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) estima que a produção deste ano ultrapasse a casa dos 7 bilhões de litros.

El Niño pode causar impactos na agricultura brasileira, aponta Inmet

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da entidade, Daniel Amaral, destaca esse crescimento. “Em 2022, o Brasil produziu 6,3 bilhões de litros de biodiesel. Esse ano, o novo cronograma de mistura trouxe mais previsibilidade para a indústria investir, por isso teremos um recorde histórico de produção que confirma o Brasil como o terceiro maior produtor mundial de biodiesel”.

De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o biodiesel brasileiro é capaz de reduzir em pelo menos 80% a emissão de gases de efeito estufa (GEE) quando comparado ao diesel de origem fóssil.

A produção de biodiesel entre 2008 (quando teve início a mistura obrigatória) e 2022 foi de 60,1 bilhões de litros. Esse volume substituiu a importação de diesel derivado do petróleo e evitou a emissão de 130 milhões de toneladas de CO₂, o que equivale ao total emitido pela população do estado do Paraná no ano passado.

Qualidade comprovada

Com a entrada em vigor da Resolução ANP Nº 920/23 (RANP 920), a especificação que já era rigorosa, ficou ainda mais severa. O Brasil conta agora com o biodiesel mais controlado do mundo e também o com maior estabilidade à oxidação (parâmetro que dá a dimensão da durabilidade do combustível antes que se degrade).

Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) passou a exigir que o produto fosse completamente filtrado antes do transporte às distribuidoras. Ainda tornou obrigatória a adoção de boas práticas no produtor e no distribuidor de combustíveis.

As empresas associadas à ABIOVE, responsáveis por aproximadamente 30% de todo o biodiesel produzido no Brasil, além de incorporarem as novas exigências da ANP, atendem 100% dos requisitos do Bio+, selo que atesta a qualidade do biodiesel.

Criado pela ABIOVE em 2020, recentemente o Bio+ ganhou uma versão atualizada e mais robusta que conta com a certificação do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva.

Certificação IQA

O Bio+ representa uma certificação voluntária que avalia a conformidade dos óleos de biodiesel com os requisitos legais estabelecidos pelo mercado e pela RANP 920. Este certificado foi desenvolvido por meio da colaboração entre IQA e ABIOVE.

Ambas as entidades desempenharam papéis ativos na criação do protocolo conjunto de verificação, unindo suas vastas experiências e conhecimentos específicos em quase dois anos de preparação e adequação para o processo de certificação. Para conquistar o reconhecimento, as empresas passam por uma avaliação rigorosa, abrangendo diversos aspectos.

Entre eles estão as instalações da usina, processo de recebimento da matéria-prima, sistemas de gestão da qualidade, processo de produção, laboratório de análise, armazenamento e processo de carregamento dos caminhões. Essa abordagem abrangente visa garantir a confiabilidade dos produtos fabricados pelas usinas avaliadas.

Segundo Sérgio Fabiano, gerente de serviços automotivos do IQA, os benefícios são significativos tanto para as empresas quanto para os consumidores. As empresas certificadas com o Bio+ obtêm uma vantagem competitiva no mercado, enquanto os clientes das usinas com essa certificação contam com a confiança de adquirir um produto que atende a um alto padrão de qualidade e respaldado por uma entidade especializada.

“O IQA, sendo um organismo certificador especializado no setor automotivo, tem se empenhado ao longo de vários anos em participar das novas matrizes de energia limpa, como o Biodiesel. O Selo Bio+ é uma certificação de alto nível que contribui substancialmente para a melhoria contínua dos produtos e aprimoramento da qualidade geral no mercado”, afirmou o gerente.

 

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Notícias

Haddad assegura destinação de R$ 500 milhões para o seguro rural

Por redação 19/10/2023
Escrito por redação

Mais R$ 500 milhões para cobertura de riscos climáticos em 2023 alivia produtores rurais em momento de crise, avalia o colegiado

Haddad assegura destinação de R$ 500 milhões para o seguro rural

Brasília (DF) 17/10/2023 – O ministro da Fazenda,Fernando Haddad deixando o ministério após reuniões internas.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em comum acordo com o da Agricultura, Carlos Fávaro, assegurou nesta quarta-feira (18) que a pasta defende à destinação mais R$ 500 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), ainda este ano. O suplemento foi demandado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em conjunto com as entidades do setor agropecuário.

O orçamento inicial do seguro agro é de R$ 1,06 bilhão. Com a suplementação, vai alcançar R$ 1,5 bilhão. A pasta da Agricultura já enviou uma nota técnica aos ministérios da Fazenda, Planejamento e Orçamento, bem como à Casa Civil. O crédito suplementar precisa ser aprovado por esses titulares, que compõem a Junta de Execução Orçamentária (JEO).

“Nós vamos sentar para discutir na JEO. Eu pedi para que a demanda fosse encaminhada para o Ministério do Planejamento, pois quem fez o remanejamento de recursos é a SOF (Secretaria de Orçamento Federal). Na JEO, eu me comprometi, se a demanda chegar, a votar favoravelmente,” disse Haddad.

Presidente da FPA, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR) destaca que a medida é extremamente positiva para o setor agropecuário no país.

“A destinação de mais 500 milhões para o seguro agrícola é extremamente positivo para o setor agropecuário no Brasil. Essa demanda é uma questão já tínhamos pedido a bastante tempo,” enfatizou.

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão

O programa de subsídio para os produtores (pessoa física ou jurídica) garante a cobertura de riscos climáticos, como o excesso de chuva ou seca. Na prática, a lavoura fica coberta pelo seguro.

O vice-presidente da FPA, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania – SP), comemorou a decisão do ministro Haddad e ressaltou que ainda é necessário mais recursos para o PSR e que a bancada irá trabalhar na Câmara dos Deputados na peça orçamentaria para em 2024 chegar em um valor maior.

“Quero saldar a decisão do ministro Haddad em comum acordo com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de poder remanejar o orçamento e destinar ainda em 2023 mais recursos para o seguro agrícola,” disse o deputado destacando que “desde o momento da construção do Plano Safra 2023/24 o setor havia enfatizado essa questão e o caminho agora é trabalhar na peça orçamentaria do ano que vem podermos chegar ainda em um número maior.”

Segundo o ministério da Agricultura, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) já capturou o valor extra para o seguro agrícola. A expectativa é de que haja uma reunião da JEO para definir o tema na próxima semana.

 

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Colheita de trigo alcança 97% da área projetada no RS, afirma Emater/RS
Notícias

Portaria autoriza aplicação de R$ 400 milhões na comercialização do trigo

Por redação 19/10/2023
Escrito por redação

Medida é muito importante para promover o escoamento da safra e dar condições aos produtores para que continuem produzindo com tranquilidade, avalia Ocepar

Portaria autoriza aplicação de R$ 400 milhões na comercialização do trigoFoi publicada, na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial da União (DOU), a Portaria Interministerial nº 12, de autoria dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Planejamento e Orçamento (MPO) e da Fazenda (MF), que autoriza a destinação de R$ 400 milhões para apoiar a comercialização de trigo por meio de leilões de Pepro (Prêmio Equalizador pago ao Produtor Rural) e Pep (Prêmio para o Escoamento de Produto).

Fávaro confirma incremento de R$ 500 milhões para o seguro rural

A medida atende à demanda das cooperativas agropecuárias. “Essa decisão era bastante aguardada por nós e muito importante para promover o escoamento da safra de trigo e dar condições aos produtores para que continuem produzindo alimentos em condições mais adequadas e com mais tranquilidade”, diz o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

 

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El Niño pode causar impactos na agricultura brasileira, aponta Inmet

Por redação 18/10/2023
Escrito por redação

Fenômeno pode afetar as condições climáticas no País, impactando o início da safra agrícola 2023/2024

El Niño pode causar impactos na agricultura brasileira, aponta InmetO início da safra agrícola 2023/2024 será influenciado pela fase quente do El Niño Oscilação Sul (ENOS), fenômeno climático natural de grande importância no mundo. Dada a sensibilidade da agricultura às variações climáticas, é essencial compreender como o El Niño pode alterar as condições climáticas e, consequentemente, impactar a produção agrícola brasileira.

Normalmente, em anos de El Niño, é comum observar o aumento da disponibilidade hídrica no centro-sul do Brasil, o que tende a beneficiar as culturas de grãos, como a soja e o milho primeira safra. No entanto, o excesso de chuva na Região Sul pode aumentar a umidade e a severidade de doenças em plantas, exigindo maior vigilância e cuidados no monitoramento e manejo das culturas.

Fávaro confirma incremento de R$ 500 milhões para o seguro rural

Já em áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a redução dos níveis de água no solo pode resultar em perdas significativas de produtividade. No Brasil Central, a irregularidade da chuva também pode dificultar o manejo agrícola e afetar a produtividade.

Vale ressaltar que nem todo evento do El Niño leva a impactos típicoáguas, e variações significativas podem ser observadas. Essas variações dependem da configuração e intensidade específicas de cada fenômeno El Niño, bem como de uma série de fatores locais e regionais. Estes incluem outros sistemas meteorológicos e padrões de teleconexão que podem interagir com o ENOS, modulando seus efeitos.

Fase atual do El Niño Oscilação Sul (ENOS)

O El Niño Oscilação Sul (ENOS) é caracterizado pela interação entre a atmosfera e o oceano, no Pacífico Equatorial, e possui duas fases distintas: o El Niño (fase quente), associada ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, e a La Niña (fase fria), vinculada ao resfriamento dessas águas. Ambas as fases têm o potencial de influenciar significativamente nos padrões climáticos ao redor do mundo, incluindo o Brasil.

Depois de quase três anos sob as condições do fenômeno La Niña, que perduraram até março deste ano, o panorama climático mudou drasticamente. As águas do Pacífico Equatorial aqueceram rapidamente nos meses subsequentes, e, em junho, foi oficialmente confirmado o início das condições do El Niño.

Desde então, a intensidade tem variado de fraca a moderada, com anomalias da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) oscilando entre 0,9°C e 1,3°C até o mês de agosto. No entanto, em setembro/outubro, as anomalias de TSM apresentaram valores em torno de 1,5°C, indicando uma possível evolução para uma classificação mais intensa do fenômeno. Contudo, para consolidar essa classificação, é essencial que as temperaturas se sustentem nesse patamar elevado nos próximos meses.

Entenda melhor o que é e quais os impactos do fenômeno assistindo ao vídeo abaixo.

 

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Fávaro confirma incremento de R$ 500 milhões para o seguro rural

Por redação 18/10/2023
Escrito por redação

Fávaro confirmou em evento que o aumento de 50% deve ocorrer ainda neste ano

Fávaro confirma incremento de R$ 500 milhões para o Seguro RuralDurante um evento para apresentação do balanço das principais ações e projeções do agro brasileiro para o mercado interno e internacional nesta terça-feira (17), um dos assuntos destacados pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi o seguro rural.

Fávaro anunciou que as medidas emergenciais já foram tomadas para a prorrogação das linhas de financiamentos da pecuária. Segundo ele, o Banco do Brasil já está chamando os seus clientes e prorrogando as dívidas, também o Banco Central já vem recomendando as prorrogações das linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Temos que deixar claro que há alguns anos os recursos para a subvenção do Seguro Rural estavam fixados na ordem de R$ 1 bilhão. Conseguimos, agora, uma sinalização muito positiva de incremento de R$ 500 milhões ainda neste ano. Lançamos o maior Plano Safra da história com um acréscimo de quase 30% e agora o Seguro Rural caminha para ter 50% de acréscimo”, ressaltou o ministro.

De acordo com ele, essa iniciativa é muito importante para dar fôlego aos produtores e o mercado já começou a reagir ao trabalho feito aqui.

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão

Para o ministro, esse trabalho que está surtindo efeitos internacionais é devido às políticas públicas desenvolvidas pelo presidente Lula, que buscam as boas relações diplomáticas. “O Brasil vem tomando para si o protagonismo na relação diplomática mundial, se inserindo cada vez mais nas pautas internacionais, o que gera resultado econômico, o grande exemplo disso, são os 53 novos mercados abertos”, exemplificou.

Na feira Anuga 2023, em Colônia, na Alemanha, o Brasil vendeu 50% mais do que o recorde do ano anterior, atingindo 6,1 bilhões de dólares em negociações, segundo a ApexBrasil.

As novas habilitações e as aberturas de mercados para os produtos da agropecuária brasileira geram maior reconhecimento internacional e, consequentemente, o aumento da economia nacional.

“Se tem um Plano Safra recorde, se tem apoio à comercialização, se tem medidas de incentivos à agropecuária brasileira, na prática se vê o resultado quando vai a uma feira dessa. Os produtos brasileiros estão ganhando espaço no mercado mundial e consequentemente aqui dentro também”, completou.

 

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CNA destaca importância das informações estratégicas no agro

Por redação 18/10/2023
Escrito por redação

Evento “Inteligência de Mercado e Competitividade do Agro” ocorreu terça (17)

CNA destaca importância das informações estratégicas no agroNa abertura do evento “Inteligência de Mercado e Competitividade do Agro”, o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Mário Borba, falou sobre a importância dos dados e das informações de fontes confiáveis e acessíveis para a tomada de decisões estratégias que beneficiem todo o setor.

Borba representou o presidente da CNA, João Martins, na abertura do evento realizado na terça (17), na sede da Confederação. O encontro é uma parceria do Sistema CNA/Senar com o Sebrae, por meio do acordo “Juntos pelo Agro”, e tem o apoio da FAO, do Cepea e da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober).

Participam do evento parlamentares, lideranças do setor, representantes do governo, especialistas e presidentes de federações de agricultura e pecuária. O objetivo é debater a competitividade do setor frente ao cenário mundial, a influência das tendências de consumo e da geopolítica na produção de alimentos e as inovações e gestão de dados que auxiliam nas tomadas de decisão.

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão

Em seu discurso, Mário Borba afirmou que, para responder os desafios diários e tomar decisões estratégicas acertadas, são necessárias informações adequadas, confiáveis e corretas. “Precisamos de dados cada vez mais com qualidade e com periodicidade menor”.

Borba destacou o crescente interesse, nos últimos anos, de organizações para investir na criação e no aperfeiçoamento de equipes de inteligência, seja de mercado comercial e competitivo, ou em profissões especialistas em inteligência de mercado, “que se tornaram altamente demandadas, a ponto de faltar profissionais qualificados”.

Borba citou áreas do Sistema CNA/Senar que dão suporte para a tomada de decisões estratégicas de políticas públicas para o agronegócio, como o Instituto CNA, o Núcleo de Inteligência de Mercado e a Coordenação de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses.

Também na abertura do evento, o gerente de Competitividade do Sebrae, Ivan Hussni, destacou a importância de unir esforços entre as instituições. “Como que nós podemos e devemos usar esse conhecimento de forma integrada? Levarmos esse conhecimento é mais do que só buscar os dados. É como esse dado chega até esse produtor e é traduzido na melhor forma para que ele possa entender isso e fazer um bom uso disso”.

Painéis

O encontro teve três painéis, que discutiram os temas “Oportunidades e o potencial da agricultura e da pecuária brasileiras”; “Consumo, geopolítica e sustentabilidade no Agro”; e “Inovações tecnológicas e gestão de dados nas tomadas de decisão”.

No primeiro bloco, que teve a moderação do diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, o pesquisador do Cepea/Esalq, Mauro Osaki, apresentou dados comparativos entre a produção agrícola no Brasil, Estados Unidos, Argentina e Ucrânia.

Osaki falou ainda de oportunidades e potencial do setor e mostrou como o custo de produção por tonelada de soja e milho é mais alto do que em outros países.

“No Brasil, não temos subsídios do governo, precisamos investir em insumos para o solo, sofremos com variações climáticas e, ainda assim, somos competitivos no mercado global, graças à produtividade e sustentabilidade. Mas precisamos investir em melhorias do escoamento e no armazenamento”, disse Osaki.

O também pesquisador do Cepea/Esalq Thiago Bernardino abordou questões relacionadas à pecuária brasileira e afirmou que o investimento dos produtores em tecnologias traz competitividade “muito interessante” no mercado internacional.

Thiago afirmou que o país possui muitas vantagens em termos de área e solo, mas precisa ser mais competitivo fora da porteira. “O Brasil tem que continuar produzindo, ganhando economia de escala. Precisamos estar preparados para as exigências do mercado externo”.

No painel seguinte, conduzido pela diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, o embaixador e ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, debateu as tendências de consumo e modelos de negócios dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Em sua fala, ele destacou a agenda ambiental e novas legislações sobre o tema, como a Lei Antidesmatamento da União Europeia. “A Europa é um dos players que mais tem falado sobre mudanças climáticas, o que impacta no equilíbrio da competitividade dos principais países fornecedores de alimentos”.

De acordo com Azevedo, a agenda ambiental não tem mais volta. “Cada um vai determinar as medidas que achar melhor para combater as mudanças climáticas, depois vamos todos sentar e organizar”. Segundo ele, “o Brasil não pode ficar de fora, tem que ficar antenado para estar em condições de opinar e minimizar os impactos ao produtor”.

A sócia líder de Mercados para o Agronegócio da KPMG Brasil, Giovana Araújo, falou sobre ESG e as exigências que geram custos e responsabilidades para o Brasil. Ela lembrou a importância do agro para a segurança alimentar global e mais recentemente para a segurança energética e socioambiental. “Temos o maior ativo agroambiental do mundo e maior participação em commodities globalizadas”.

Giovana falou das megatendências setoriais e de temas como a natureza e o clima pautando negócios, mão de obra qualificada escassa, digitalização e nova governança na cadeia de valor.

Ela também abordou a legislação da União Europeia. “Novas regulamentações aumentam a complexidade das cadeias globais de suprimento e envolvem questões de rastreabilidade granular, conformidade no nível de lote, avaliação de risco de dados, revisão anual de due diligence”.

A diretora executiva do Instituto CNA, Mônika Bergamaschi, foi a moderadora do terceiro painel. Nele, o estatístico do Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, Michael Rajhid, falou sobre as tecnologias para a geração de indicadores do agro e confiabilidade dos dados agrícolas, importantes para promover a sustentabilidade e a adaptação às alterações climáticas e redução da pobreza e desenvolvimento rural.

“Os dados agrícolas são cruciais para ajudar o governo a compreender como incentivar práticas de conservação, conceber programas de seguros agrícolas, identificar áreas que possam ser vulneráveis ​​às alterações climáticas e aos desastres naturais. Em muitas famílias rurais, a agricultura é uma importante fonte de rendimento, e são necessários dados detalhados sobre pequenas explorações agrícolas para conceber projetos de geração de rendimento e aumentar a segurança alimentar”, disse Rajhid.

Já o diretor executivo do C4IR Brasil, Marcos Vinícius Souza, debateu a governança e monetização de dados e destacou o processo de rastreabilidade dentro das cadeias produtivas. “A rastreabilidade digital é definida pela coleta e consolidação de dados, seja por softwares, aplicativos, ou meios automatizados como sensores e RFIDs (identificação por radiofrequência)”.

Para Souza, a rastreabilidade traz maior confiabilidade e precisão dos dados, redução de erros e omissões no registro, mais agilidade na coleta, compartilhamento e análise dos dados e rastreamento de produtos em tempo real ao longo da cadeia. “Os produtores precisam saber para que serve a rastreabilidade e os benefícios que ela traz em termos de transparência e visibilidade, segurança alimentar e recall de alimentos”.

 

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18/10/2023 0 Comentários
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Notícias

ABDI: agro terá papel-chave na produção de energia limpa e renovável

Por redação 17/10/2023
Escrito por redação

Veículos híbridos movidos a etanol podem ser mais sustentáveis do que os totalmente elétricos, por exemplo

ABDI: agro terá papel-chave na produção de energias renováveisA participação do setor agropecuário será fundamental na consolidação de matrizes de energias renováveis, de energia cada vez mais limpa e sustentável. Foi o que apontaram as tendências traçadas por especialistas em energia que participaram da elaboração da Rota Estratégica Nova Economia 2030, organizada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A rota estratégica ou roadmapping é um processo de planejamento que facilita a identificação de novos produtos, processos e serviços necessários para enfrentar adversidades e para aproveitar novas oportunidades. Para oito dimensões temáticas, especialistas traçaram ações de curto, médio e longo prazos, a fim de orientar o desenvolvimento de cada uma delas.

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão

No tema “Energias Renováveis”, o agro terá forte participação em dezenas de ações recomendadas. Entre as de curto prazo está a consolidação da produção de biocombustíveis, área na qual o Brasil tem grande experiência com etanol e biodiesel. No documento, os técnicos recomendam a expansão da produção e do uso desses combustíveis para cumprir as metas de descarbonização.

O desenvolvimento do setor ainda deve passar pelo estímulo à implantação de biorrefinarias que geram, conjuntamente, biocombustíveis e outros bioprodutos como fertilizantes. Outra recomendação dos especialistas é o estímulo à renovação da frota por veículos híbridos ou de emissão zero.

“Achamos muitas vezes que o veículo 100% elétrico é mais sustentável; no entanto, é preciso contabilizar as emissões envolvidas na produção de suas baterias e na fonte da energia que vai abastecê-lo. Nesse ponto, o veículo híbrido, que possui motores elétrico e a combustão, é bem menos impactante. E os híbridos movidos a biocombustíveis melhores ainda”, esclarece o pesquisador da Embrapa Alexandre Alonso, que participou do grupo de especialistas em Energias Renováveis da Rota Estratégica.

Alonso, que chefia a Embrapa Agroenergia (DF), acredita que o setor agropecuário terá importância cada vez maior na transição para matrizes energéticas mais limpas. Ele explica que a pesquisa mundial se volta para o hidrogênio como combustível, com horizonte de longo prazo, uma vez que é uma fonte com zero emissão de CO2.

Entre as várias rotas para a obtenção do elemento, a mais sustentável é a do hidrogênio verde, resultado de processos como a reforma do etanol, através do gás de biomassa ou pela eletrólise da água; nesse caso, com uso de energia solar ou eólica.

“Mais uma vez, a agroenergia terá muito a contribuir para o balanço de carbono, uma vez que a reforma do etanol, chamada de rota verde-musgo, pode apresentar emissões neutras ou mesmo negativas, ou seja, é capaz de capturar carbono da atmosfera”, ressalta o pesquisador.

Ele avalia que o agro pode ser um dos maiores participantes do mercado de carbono, nicho que deve favorecer diversas atividades agrícolas sustentáveis, incluindo as relacionadas à energia. O próprio roadmap recomenda, para o médio prazo, o desenvolvimento de modelos de negócio para o setor energético voltados à comercialização dos créditos de carbono.

“Esse mercado poderá gerar um acréscimo de renda importante ao produtor rural brasileiro e o País tem um grande potencial no processo de descarbonização da economia”, analisa Alonso.

Biogás e biometano

Oportunidade importante para as usinas sucroalcooleiras é a produção de biogás e biometano. Diferentemente do gás natural, que é de origem fóssil, o biogás vem de fonte renovável e é capaz de auxiliar na geração do hidrogênio por eletrólise da água e ainda obter no processo a amônia, fonte de fertilizantes nitrogenados.

O pesquisador prevê aumento crescente de biocombustíveis como o biodiesel e o bioquerosene de aviação. A expectativa é que as refinarias do futuro usem matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar, que promovem a descarbonização do planeta, chamadas de biorrefinarias, bem diferentes das atuais refinarias de petróleo que atuam com fontes não renováveis e emitem CO2 em seus processos.

O uso da biomassa para obtenção de energia será cada vez mais comum e, por isso, os participantes ouvidos recomendam, no médio prazo, a criação de um banco de dados sobre a produção de biomassa com potencial energético para reaproveitamento.

“É importante saber que o conceito de energias limpas vai muito além da geração eólica, solar e congêneres. O Brasil, potência agrícola mundial, tem condições de estar entre os protagonistas dessa transição energética, além de ter capacidade para desenvolver e exportar tecnologias limpas para o mundo”, conclui o pesquisador da Embrapa.

Ações recomendadas em energias renováveis no curto prazo
  • Fortalecer a micro e minigeração de energia limpa no âmbito de regiões com limitações ao acesso a infraestruturas, a exemplo das comunidades remotas e rurais.
  • Facilitar os processos de financiamentos para empreendimentos voltados à energia renovável e eficiência energética.
  • Estimular a modernização do ambiente de negócios e dos mecanismos de desenvolvimento da infraestrutura de energia no Brasil.
  • Promover iniciativas em conjunto com os múltiplos agentes do setor energético e demais partes interessadas, a fim de alavancar a transição energética nacional.
  • Aprimorar a indicação de oportunidades de investimento no setor de energia, de forma integrada e transparente, respeitando as particularidades regionais.
  • Consolidar o consumo de biocombustíveis no Brasil e incentivar o desenvolvimento da mobilidade elétrica adequado à realidade nacional.
  • Adequar a oferta de capital humano às demandas da transição energética.
  • Estimular o desenvolvimento, produção e uso de novos combustíveis avançados renováveis para atendimento dos modais logísticos.
  • Expandir a produção e uso dos biocombustíveis, com vistas ao atendimento das metas de descarbonização.
  • Estimular o uso de resíduos e a diversificação de matérias-primas para produção de biocombustíveis.
  • Estimular a produção de biogás e biometano a partir de todos os resíduos orgânicos.
  • Estimular o desenvolvimento de biorrefinarias visando à produção integrada de biocombustíveis e bioprodutos.
  • Desenvolver políticas públicas que fomentem a eficiência energética, principalmente em energias renováveis.
  • Difundir a cultura da eficiência energética junto a instituições financeiras.
  • Estimular a renovação da frota por veículos híbridos e de emissão zero.
  • Aperfeiçoar os mecanismos regulatórios, visando à descarbonização da economia.
  • Estimular a modernização do ambiente de negócios sustentáveis.
  • Investir, ampliar e modernizar a infraestrutura de energia no Brasil.
  • Incentivar o aproveitamento das potencialidades energéticas locais.
  • Disseminar informações do setor energético, tornando-as compreensíveis para todos os públicos.
  • Promover comunicação entre academia, institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), startups, empresas e indústria, visando à identificação das necessidades por desenvolvimento tecnológico.
  • Ampliar oferta de editais específicos para fomento de energias renováveis e eficiência energética.
A Embrapa no roadmap

A Rota Estratégica Nova Economia 2030 engloba oito dimensões temáticas: Agro 4.0, ASG (Ambiental, Social e Governança), Bioeconomia e Biotecnologia, Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Economia Circular, Ecossistema e Tecnologias Digitais, Energias Renováveis e Indústria 4.0.

Além de Alonso, que atuou na frente Energias Renováveis, participaram outros seis especialistas da Embrapa na elaboração do documento: Bruno Pena Carvalho (Embrapa Acre), Carla Geovana Macário (Embrapa Agricultura Digital), Everton Rabelo Cordeiro e Katia Emídio da Silva (Embrapa Amazônia Ocidental), Ricardo Yassushi Inamasu (Embrapa Instrumentação) e Rita Borges Faustino (Embrapa Semiárido).

Projeto Masterplan 2030 dá continuidade ao debate

Como desdobramento do projeto Rota Estratégica Nova Economia 2030, está sendo desenvolvido o projeto Masterplan 2030, que tem o objetivo de desenvolver e coordenar a implementação das ações estratégicas propostas no Rota Estratégica. O Masterplan é gerido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e com o Observatório da Indústria do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

O Masterplan deverá definir uma agenda prioritária de ações estratégicas no contexto da nova economia (economia digital e economia verde). Para esse trabalho, foram convocados especialistas da academia, da iniciativa privada, do poder público e do terceiro setor, com o propósito de debater, em quatro painéis, as 64 ações prioritárias apontadas a partir do Rota Estratégica.

Exportações do agro atingem US$ 13,7 bilhões em setembro

Dois pesquisadores da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior e Eduardo Fernandes Formighieri, foram convidados para compor o painel 3, “Biotecnologia e Bioeconomia”, no qual foram discutidas as ações estratégicas nas duas áreas. Segundo Souza Júnior, o principal aspecto do debate foi o aproveitamento de resíduos.

“Discutimos bastante a questão do aproveitamento de resíduos. Em qualquer sistema de produção agrícola há resíduos em maior ou menor grau. Muitos são jogados de volta à natureza de uma forma não muito sustentável. Por isso, é importante investir no desenvolvimento científico-tecnológico, para viabilizar o aproveitamento e reduzir a quantidade que vai acabar sendo jogada na natureza, ao mesmo tempo em que são gerados diversos produtos de alto valor agregado”, defende.

Nova fase

A partir dos painéis com os especialistas, a ABDI passa a trabalhar em uma nova etapa do projeto Masterplan 2030.

“A ABDI angariou opiniões, visões e sugestões de especialistas e essas informações foram discutidas para refinar, melhorar e otimizar o trabalho da Rota Estratégica. Agora, a partir dos painéis, a ABDI está trabalhando no processo de sistematização e convergência das análises de todos os participantes, no intuito de construir um documento que apresenta as questões relevantes acerca da Nova Economia”, concluiu Souza.

 

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17/10/2023 0 Comentários
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Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano
Notícias

Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano

Por redação 17/10/2023
Escrito por redação

Produção de farelo e de óleo devem alcançar, respectivamente, 41 milhões e 10,8 milhões de toneladas, diz Abiove

El Niño - Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste anoA Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas do complexo soja no Brasil até agosto de 2023 e divulgou a primeira projeção para a safra 2024.

Os dados de janeiro a agosto deste ano, verificados a partir da amostra representativa de 89,3% do esmagamento no país, indicam que a produção de soja será de 157,7 milhões de toneladas, com um processamento do grão em 53,5 milhões de toneladas.

Valor da produção agropecuária é atualizado para R$ 1,15 trilhão

Volumes ligeiramente superiores à estimativa feita pela entidade no mês passado. A produção de farelo e de óleo permanecem inalteradas, 41 milhões e 10,8 milhões de toneladas, respectivamente.

Quanto às exportações deste ano, o destaque fica para a soja em grão que deve registrar 100 milhões de toneladas exportadas. A comercialização internacional do farelo está mantida em 22 milhões e a do óleo em 2,4 milhões. A geração de receita com exportações de todo o complexo soja em 2023 está estimada em US$ 67,2 bilhões.

Safra 2024

A primeira projeção da ABIOVE para o próximo ciclo aponta mais um recorde histórico na produção de soja, 164,7 milhões de toneladas. Isto se deve ao crescimento da área, de 44 milhões de hectares em 2023 para 45,1 milhões em 2024, e a produtividade média nacional de 3.585 kg/ha para 3.650 kg/ha.

O processamento do grão também deve ser o maior já anotado em toda a série, 54 milhões de toneladas por conta, especialmente, do aumento da demanda por óleo de soja para biodiesel. As estimativas de produção do farelo e do óleo apresentam números muito ajustados aos deste ano, 41,3 milhões de toneladas para o farelo e 10,9 milhões para o óleo.

Exportações do agro atingem US$ 13,7 bilhões em setembro

A exportação de soja em grão está projetada em 100 milhões de toneladas, mesmo montante de 2023. O volume de farelo destinado ao mercado internacional terá uma pequena retração, de 22 milhões de toneladas (2023) para 21,5 milhões. Já o óleo de soja apresenta uma queda mais acentuada, de 2,4 milhões (2023) para 1,6 milhões de toneladas exportadas.

Esta retração decorre da maior demanda pelo óleo para uso interno. Por fim, as divisas provenientes das exportações dos três produtos do complexo devem ficar em US$ 61,1 bilhões em 2024.

 

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