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8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtiva
Notícias

8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtiva

Por redação 02/10/2023
Escrito por redação

Evento recebeu players de São Paulo e de todo o Brasil para discutir tendências e projeções para o futuro do setor

Após um ano de incertezas e muita volatilidade, a cadeia do trigo paulista se reuniu novamente para debater o cenário atual e as tendências para o mercado mundial, na manhã do dia 29 de setembro, durante a realização da 8ª edição do Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo – Sindustrigo, na FIESP.

Com o objetivo de integrar todos os elos produtivos e, principalmente, promover conhecimento de temas relevantes e estimular o debate sobre expectativas futura para a cadeia do trigo, a programação do evento contou com palestras, que também foram transmitidas pelo canal do Sindustrigo no YouTube.

Com vendas aquecidas, etanol tem a maior competitividade desde junho

Para o Presidente do Sindustrigo, Amedeo di San Marzano, encontros e reuniões como as de hoje auxiliam o setor a traçar metas e tomar decisões que serão importantes para o futuro dos negócios do trigo.

“O evento foi um espaço para a realização de debates de temas relevantes relacionados ao segmento como um todo, sendo uma oportunidade para reunir os principais players do mercado e promover trocas de experiências, informações e conhecimentos, de forma a traçar um panorama completo sobre o trigo e nortear as decisões das empresas”, destaca.

O trigo no Brasil

Para falar sobre o crescimento da produção de trigo no Brasil e das pesquisas referentes a evolução do grão em solo nacional, o Chefe-Geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski abriu as apresentações do evento, com a palestra “Avanços da Produção de Trigo no Brasil”, reforçando a importância da expansão e do aspecto sustentável da cultura.

8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtiva
8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtiva
8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtiva
8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtiva

“A oportunidade avaliada pela Embrapa no Brasil central é a disponibilidade de 4,5 milhões de hectares de área cultivável, sendo um terço dela para trigo irrigado e o restante de sequeiro, sem necessidade de abertura de nenhum novo espaço nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal”, afirma Lemainski.

“O trigo é descarbonizante. Isso quer dizer que os nossos sistemas produtivos tendem à sustentabilidade, por isso, trabalhamos para os vazios serem preenchidos por uma terceira safra, num processo chamado de intensificação sustentável”, reforça.

Mercado mundial do trigo

A conjuntura mercadológica internacional e nacional do trigo foi o tema principal da segunda apresentação do dia, realizada pelo Head de Grains da Aliança Agrícola do Cerrado, Grupo Sodrugestvo, Douglas Araújo, que apresentou brevemente o atual cenário do grão no mundo, destacando as estimativas de safra para os principais países produtores e perspectivas do mercado para os próximos meses e para 2024.

Em relação ao contexto mundial, Araújo trouxe aos participantes do evento dados que a produção atual é inferior ao ano anterior, e os estoques globais acompanham a mesma tendência. O profissional trouxe atualizações sobre o cenário em países como China, Índia, Ucrânia, Rússia, Estados Unidos, Austrália, Argentina e no continente europeu.

“Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a projeção de produção na safra 2023/24 em setembro é menor do que o valor a registrado na safra anterior. Por consequência, os estoques estão mais reduzidos. A China concentra a maior parte do trigo dos estoques globais, com o objetivo de garantir a segurança alimentar do país”, salienta Araújo.

No Brasil, de acordo com informações levantadas pela StoneX, a produção na região Sul deverá ser menor na safra 2023/24, enquanto as outras praças do País devem aumentar seus resultados. O Brasil, nesse biênio, permanece como importador e exportador de trigo.

“No caso das importações, o trigo russo passou a ocupar a segunda posição nas origens do cereal comprado de outros países, tendo chegado a São Paulo nesse ano. Além disso, a produção total brasileira é estimada em, aproximadamente, 11,2 milhões de toneladas, valor 0,5% maior do que o registrado na última safra”.

No estado paulista, Douglas Araújo apresentou dados de uma pesquisa encomendada pelo Sindustrigo, que indicam elevação no uso de trigo produzido em São Paulo pelos associados do Sindicato, na ordem de 11,4%, no último ano safra.

Tecnologia a favor dos alimentos

O evento também trouxe em suas apresentações o papel da tecnologia como aliada da saudabilidade, por meio de inovações e pesquisas, além de debater mitos e verdade sobre alimentos industrializados, com a participação do Instituto de Tecnológica de Alimentos – ITAL.

O Diretor de Assuntos Institucionais do ITAL, Luis Madi falou aos presentes sobre um tema que sempre levanta questões, os alimentos industrializados, apresentando tendências e desmentindo mitos com fatos sobre o assunto.

“Temos hoje cinco macrotendências envolvendo os alimentos: sensorialidade e prazer, saudabilidade e bem-estar, conveniência e praticidade, confiabilidade e qualidade, sustentabilidade e ética, sendo essa última a mais estratégica para as empresas em 2023”, indica.

Madi explica, ainda, que esses indicadores nortearam a produção de trabalhos referentes à importância dos alimentos industrializados. “No site do ITAL, temos documentos que descrevem a origem desse tipo de produto, valor nutricional, disponibilidade de nutrientes, ou seja, dados e informações para comprovar que a aplicação de ciência e tecnologia nos alimentos é benéfica para as pessoas”.

No campo das inovações para o setor de alimentos, a Vice-Diretora do ITAL, Gisele Camargo, falou aos presentes sobre o avanço do Brasil nessa questão. “Nos últimos cinco anos, evoluímos por volta de 20 posições no ranking de inovação, ou seja, estamos avançando nesse quesito. O trabalho em prol da segurança alimentar e dos alimentos, além da criação de novos produtos cada vez mais sustentáveis, é fundamental para continuarmos fornecendo produtos de qualidade para a população”.

Consumidores e futuro do trigo

Fechando a programação do evento, o painel “Um novo olhar para consumidores e canais para a indústria do trigo” contou com duas apresentações ministradas pelo sócio-fundador e Head de Estratégia e Gestão da Gouvêa Consulting, Jean Paul Rebetez, e o Head da Gouvêa Consulting, Rodrigo Catani.

8º Encontro do Trigo discute oportunidades para a cadeia produtivaRebetez elaborou sobre as mudanças de padrão de consumo. “Os índices de confiança do consumidor nunca estiveram tão altos como hoje, o que sinaliza melhorias no varejo e no consumo. Hoje, essas pessoas estão mais conscientes, são protagonistas e mesclam os meios de compra, buscando conexões que vão além dos produtos”.

Complementando a apresentação, Catani falou sobre a importância da abordagem multicanal e no meio digital para que o setor possa atingir cada vez mais pessoas com suas estratégias de distribuição. “O consumidor brasileiro está mixando suas compras, chegando a buscar até 10 formatos diferentes de distrubuição para atender suas necessidades. Nesse cenário, os canais digitais chegaram na realidade dessas pessoas, o que exigiu mudanças na maneira de vender, para atender às novas formas de comprar”, pontua.

“Após um dia de muita troca de informação e atualização, tenho a certeza de que saímos do Encontro preparados para o futuro dos negócios do trigo e com dados importantes para traçarmos as metas dos próximos meses. Esse foi um evento enriquecedor e muito importante para toda a cadeia do grão no estado”, finaliza o Presidente do Sindustrigo.

 

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Notícias

Para aumentar faturamento, vinícolas nacionais apostam no enoturismo

Por redação 02/10/2023
Escrito por redação

Pesquisa do Sebrae aponta que os empreendimentos do setor estão abrindo suas propriedades para visitas, além de investir na diversificação de produtos e serviços

Para aumentar faturamento, vinícolas nacionais apostam no enoturismo Passeios de trator, cursos, artesanato, além do turismo de experiência em vinhedos. Uma pesquisa inédita do Sebrae revela que as vinícolas brasileiras estão apostando na combinação com outras atividades ligadas ao turismo para aumentar seu potencial competitivo e valor de mercado. A atuação com o enoturismo já é realidade para mais de 85% dos estabelecimentos desse setor que, para além de trabalhar somente com a produção de vinhos e derivados da uva, têm aberto suas propriedades para visitantes de todo o país.

A maioria das vinícolas (63,7%) adotam a estratégia de diversificação como um diferencial competitivo. Ao atuar em mais de uma categoria, a empresa pode se tornar mais atraente, agregar valor ao seu produto e aumentar os seus ganhos. A montagem de pacotes de visitação e degustação, por exemplo, geram um maior ticket médio, impulsionando os negócios do segmento.

Com vendas aquecidas, etanol tem a maior competitividade desde junho

O levantamento do Sebrae utilizou como base dados do Ministério da Agricultura e informações coletadas junto dos estabelecimentos vitivinícolas que atuam com o segmento de enoturismo, ou turismo de vinhos – que leva em consideração a existência de estruturas para o turismo (como chegar, onde comer e dormir) e das peculiaridades e tipicidades de cada território.

“Podemos dizer que o setor do turismo e o do vinho são parceiros simbióticos e incorporados em um ecossistema produtivo altamente sustentável. O enoturismo permite a integração dos setores primário (vitícola/agricultura), secundário (vitícola/indústria) e terciário (comércio e turismo/serviços), além de destacar os atributos e particularidades de cada terroir”, explicaGermana Magalhães, analista de Competitividade do Sebrae.

Perfil do setor

Segundo o estudo do Sebrae, dentre as vinícolas que abrem suas portas para visitação turística, percebe-se uma clara preferência por visitações agendadas, chegando a 58% das empresas entrevistadas. Nesse sentido, as vinícolas de médio e grande porte optam, em sua maioria, pela modalidade de visitação espontânea, com horários de funcionamento bem definidos e roteiros pré-estabelecidos e divulgados em suas redes sociais, por exemplo.

As vinícolas que ampliaram seu leque de opções para os turistas estão investindo em produtos e serviços sob medida para os visitantes. A lista é grande e conta com atrativos como colheita de uvas, passeio para os visitantes, participação na vinificação, harmonização de refeições, hospedagem familiar em sistema de pousada, degustação e comercialização de queijos, produtos de charcutaria e demais produtos associados e cursos teóricos de vinificação e de formação de sommeliers.

Oportunidade para agregar valor

Adriana Carvalho enxergou no enoturismo uma oportunidade há quase dez anos, no fim de 2014, quando era uma das sócias da Vinícola Pirineus, em Goiás. A intenção, conta a empreendedora, era agregar valor ao negócio.

“Foi uma ideia que veio com pouco planejamento e o mínimo de recursos para infraestrutura. Mas como o cultivo de uva no Cerrado era uma grande novidade, o mercado nos empurrou a abrir as portas para os curiosos e deu certo. Inicialmente, abrimos para visitação nos parreirais e almoço harmonizado com os vinhos produzidos no local”, conta.

Depois de 16 anos, Adriana deixou a sociedade na vinícola e abriu a Calliandra Gastronomia Experiência Rural, que oferece caminhada nos parreirais e almoço harmonizado com vinhos da região.

“Desde 2020, ainda no período da pandemia, foquei no enoturismo, turismo de experiência e turismo rural”, conta a empresária, que também é formada em Gastronomia. Após iniciar seu próprio projeto, Adriana buscou acompanhamento e, desde 2015, faz parte de um grupo de empreendedores assistidos pelo Sebrae.

Atendimento digital

Quando o tema é comércio de produtos e serviços, a pesquisa do Sebrae sinaliza que o mercado do enoturismo segue a tendência geral, notadamente com o avanço do e-commerce e da mudança dos padrões de comportamento e consumo dos clientes.

O levantamento indica que a distribuição e promoção de produtos desses empreendimentos se dá, quase que exclusivamente, via lojas on-line, ou tele-entrega, muitas vezes diretamente pelo Whatsapp – que responde por quase a totalidade (mais de 93%) da comunicação, vendas e agendamento dos empreendedores.

Novo equipamento para pecuária alia eficiência e proteção ao solo

“O que percebemos é que, assim como em outras atividades e segmentos, o WhatsApp tem facilmente substituído a necessidade de um website para muitos pequenos negócios do enoturismo. É uma ferramenta com amplas funcionalidades, que pode receber cobranças, mostrar informações sobre horários de funcionamento e produtos, serviços e ofertas aos turistas”, exemplifica Germana.

No recorte por estado, o Rio Grande do Sul é líder absoluto em empreendimentos no nicho de enoturismo no país (222), respondendo por 55,5% das vinícolas que trabalham com enoturismo. Na sequência, vem a vizinha Santa Catarina, com 41 empresas. Juntos, os três estados da Região Sul têm 69% dos registros (Paraná aparece em sétimo lugar no ranking, com 13 negócios). O Sudeste também se destaca na classificação, com São Paulo (39) e Minas Gerais (32) em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

 

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Tecnologia

Novo equipamento para pecuária alia eficiência e proteção ao solo

Por redação 02/10/2023
Escrito por redação

A Siltomac, fabricante de máquinas para pecuária, apresenta o Misturador Acoplado 25.7R

Novo equipamento para pecuária alia eficiência e proteção ao soloPremiado por seu sistema de transmissão, Misturador Acoplado 25.7R da Siltomac, possui compartimento blindado do redutor planetário, essa tecnologia evita o risco de vazamentos de óleo durante o trato dos animais, contribuindo diretamente para a preservação do meio ambiente e gerando sustentabilidade a todo o processo produtivo

Eficiência e sustentabilidade são dois conceitos que precisam caminhar lado a lado em todas as atividades, e no agronegócio isso não é diferente. Muito mais importante do que produzir mais, é produzir com responsabilidade, aliando respeito aos animais e à preservação do solo. Foi pensando em todos esses fatores que a Siltomac, fabricante de máquinas para pecuária, desenvolveu o Misturador Acoplado 25.7R.

O lançamento destaca-se não apenas por otimizar os processos de manejo da alimentação dos bovinos, promovendo a mistura e a distribuição de ração nos cochos e oferecendo até 98% de homogeneidade, mas também por contribuir com o meio ambiente. Isso porque ele é dotado com sistema de transmissão inovador.

Com vendas aquecidas, etanol tem a maior competitividade desde junho

Enquanto muitos equipamentos tradicionais utilizam correntes e engrenagens em um sistema de transmissão que exige reservatórios de óleo expostos, o 25.7RR tem uma abordagem diferente, pois é fabricado com o Compartimento Blindado do Redutor Planetário.

Na prática, esse sistema funciona de forma simples, porém, sua função é de extrema importância. O óleo lubrificante é armazenado dentro de um compartimento blindado do redutor planetário, com isso, elimina todos os riscos associados a vazamentos.

“A não exposição de óleo lubrificante no ambiente de trabalho é uma medida fundamental para reduzir a contaminação do solo e, por consequência, a preservação do meio ambiente. Além disso, a ausência de vazamentos significa que os operadores que lidam com o Misturador estão menos expostos a riscos à saúde relacionados a produtos nocivos”, diz Mariana Rodrigues, diretora de operações da marca.

Outra vantagem do equipamento é com relação à economia, uma vez que o volume de óleo utilizado pelo sistema é significativamente menor quando comparado às transmissões convencionais. Isso não apenas reduz o impacto ambiental, mas também diminui os custos operacionais associados à reposição de óleo e à manutenção preventiva.

Eficiência na distribuição

O lançamento da Siltomac possui um controle independente de velocidade dos rotores de mistura ao longo do processo de distribuição. Além disso, seu design faz com que o centro de gravidade do misturador e do caminhão seja mantido, proporcionando maior segurança da operação com a possibilidade de carregamento pelos dois lados, sem risco de colisão com mecanismos internos.

O Misturador Acoplado 25.7RR é equipado ainda com um item de série exclusivo, a Solumac, uma balança inteligente e sem fio criada e patenteada pela Siltomac, que desempenha funções específicas como: nota de cocho, gestão de estoques, custo total da ração fornecida e relatórios gerenciais.

“Este equipamento é certificado pela NR 12, uma norma regulamentadora de segurança do trabalho, para definir parâmetros técnicos a serem seguidos para prevenir acidentes”, destaca Omar Casale, diretor do departamento de engenharia e desenvolvimento da empresa.

Ainda segundo o diretor, as dimensões do equipamento estão em conformidade com as leis de trânsito. Por ser acoplado a caminhões de chassi curto, além de facilidade nas manobras, permite que o conjunto trafegue em estradas e rodovias.

Oo Misturador Acoplado 25.7R recebeu o Prêmio Gerdau Melhores da Terra 2023, no qual o equipamento foi o vencedor da categoria: Novidade Expointer Agricultura de Escala.

 

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Notícias

El Niño: chuvas fortes e clima seco podem impactar plantio da soja

Por redação 02/10/2023
Escrito por redação

Fenômeno climático El Niño acarreta em fortes chuvas para a região Sul e clima seco para o Brasil Central

El Niño: chuvas fortes e clima seco podem impactar plantio da safra de soja O plantio da safra de soja para o ciclo 2023/24, que tradicionalmente ocorre entre setembro e outubro, pode ser impactado pelo fenômeno climático El Niño, alertam especialistas. O El Niño, que é marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico na altura da costa do Peru, tem projeção de intensidade de moderada a forte para este final de 2023 até início de 2024.

De acordo com a cientista Emily Becker da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), as chances deste evento se configurar em um super El Niño são de 56% e a estimativa é de que seja um fenômeno curto com maior intensidade até fevereiro do ano que vem.

Com vendas aquecidas, etanol tem a maior competitividade desde junho

Dados da USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontam que países como os EUA deverão ter ainda mais problemas do que o Brasil na safra de soja e milho de 2023/24, o que pode acarretar uma redução de produtividade entre 5 e 10%.

O diferencial entre o El Niño e a La Niña é a mudança da temperatura provocada por esses fenômenos atmosféricos no oceano Pacífico. O Serviço Nacional de Meteorologia norte-americano (NOAA) classifica um episódio de El Niño quando a temperatura média da superfície do mar do Oceano Pacífico aumenta 0,5ºC, na parte equatorial, por três meses consecutivos. Já o La Niña corresponde aos efeitos contrários, há uma diminuição da temperatura das águas oceânicas, ocasionando consequências diversas.

Segundo o professor da Esalq-USP, Fabio Marin, o El Niño comumente acarreta em fortes chuvas para a região Sul e clima seco para o Brasil Central. “Isso pode afetar, sobretudo a implantação das lavouras de soja precoce”, diz o analista de clima e geoprocessamento da DATAGRO, Felipe Soares.

Na avaliação de Lucas Manfrin, coordenador de nutrição e cana-de-açúcar na Brandt, empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal e tecnologia da aplicação, o Brasil, pela sua dimensão continental, traz grandes variações no clima, com oscilações no Centro-Oeste, chuvas abundantes no Sul do país, altas temperaturas com chuvas intensas no Sudeste e regime de precipitação pluviométrica abaixo da média na região Norte e Nordeste.

“O produtor precisa estar preparado e fazer um planejamento estratégico para que as diversas fases de cultivo da sua lavoura tenham os resultados esperados e não sejam comprometidas”, diz o executivo.

Felipe Gustavo Pilau, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas, da Esalq/USP, lembra que para o produtor rural, em especial, as questões meteorológicas são de suma importância.

“A perspectiva climática irá ajudá-lo no planejamento da sua próxima safra. O agricultor da região sul, ao saber da tendência de chuvas, pode ficar mais seguro, já que teve frustrações nas últimas duas safras. Em contrapartida, é também um alerta aos produtores da região central do País, que devem enfrentar um pouco mais de estiagem e chuvas abaixo da média.”

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Com vendas aquecidas, etanol tem a maior competitividade desde junho

Por redação 29/09/2023
Escrito por redação

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado na primeira quinzena de setembro mantêm o ritmo aquecido observado desde o início de agosto, totalizando 785,56 milhões de litros

Com vendas aquecidas, etanol tem a maior competitividade desde junho

A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de setembro registrou crescimento de 5,35%, na comparação com o mesmo período do ciclo passado. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), foram processadas 41,76 milhões de toneladas contra 39,64 milhões. No acumulado da safra 23/24, a moagem atingiu 448,33 milhões, ante 406,33 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 22/23 – avanço de 10,34%.

Apesar do crescimento da moagem em relação à mesma quinzena do último ciclo, na primeira metade de setembro foi observado um menor aproveitamento de tempo das unidades produtoras em virtude da incidência de chuvas nas lavouras da região Centro-Sul. Por conta disso, a operacionalização da colheita foi afetada em maior magnitude nas regiões de Araçatuba e Assis, do estado de São Paulo, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

PIB do agro tem alta modesta de 0,27% no 2º trimestre, diz Cepea/CNA

Dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que, no mês de agosto, a produtividade dos canaviais no Centro-Sul foi de 90,5 toneladas de cana por hectare colhido. Esse valor representa um acréscimo de 23,2% diante daquele observado no mesmo período da safra 2022/2023.

No acumulado, o índice atinge 92,8 ton/ha nesta safra, em comparação com 75,7 ton/ha relatados na última safra – aumento de 23%. Em virtude do elevado rendimento por hectare observado neste ciclo, a colheita deverá se estender para os períodos mais chuvosos do ano e que podem ser amplificados pelo efeito do El Niño. Essa conjuntura poderá impactar a capacidade de processamento de cana-de-açúcar pelas indústrias no último trimestre de 2023.

Na primeira quinzena de setembro permanecem em operação 261 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 244 unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, havia 255 unidades produtoras em atividade.

No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de setembro foi de 153,27 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 158,51 kg por tonelada na safra 22/23 – variação negativa de 3,31%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 138,74 kg de ATR por tonelada (-0,92%).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na primeira metade de setembro totalizou 3,12 milhões de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 22/23 de 2,87 milhões de toneladas, representa aumento de 8,54%. No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 29,26 milhões de toneladas, contra 24,65 milhões de toneladas do ciclo anterior (+18,68%).

Nos primeiros quinze dias de setembro, 2,12 bilhões de litros (-0,44%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,25 bilhão de litros (+2,14%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 867,32 milhões de litros (-3,93%).

No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de setembro, a fabricação do biocombustível totaliza 21,21 bilhões de litros (+5,54%), sendo 12,42 bilhões de etanol hidratado (+1,64%) e 8,79 bilhões de anidro (+11,59%).

Da produção total de etanol registrada na primeira quinzena de setembro, 13% foram provenientes do milho, cuja produção foi de 282,26 milhões de litros neste ano, contra 212,33 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 32,93%.

No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,75 bilhões de litros – avanço de 44,79% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de setembro, as vendas de etanol totalizaram 1,30 bilhão de litros, o que representa um aumento de 12,20% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 467,91 milhões de litros – uma queda de 3,66% – enquanto o etanol hidratado, em movimento inverso, registrou venda de 833,24 milhões de litros – crescimento de 23,63%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado na primeira quinzena de setembro mantêm o ritmo aquecido observado desde o início de agosto, totalizando 785,56 milhões de litros – variação de 19,71% em relação ao ano passado.

Este resultado indica um aumento de 23% nas retiradas de hidratado por dia útil ante a 2ª quinzena de agosto. A maior procura pelo biocombustível decorre da maior competitividade frente ao seu concorrente fóssil desde o início de junho.

Dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a paridade média do Estado de São Paulo, na última semana de 17-23/09, atingiu 61,9%, o menor patamar do início safra.

Nos demais principais estados consumidores, o renovável também apresenta elevados índices de competitividade: 57,3% no Mato Grosso, 62,3% em Goiás, 63,5% em Minas Gerais e 66,1% no Paraná. No caso do etanol anidro, a venda arrematou uma variação positiva de 2,04% resultando em um volume de 458,88 milhões de litros.

No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 13,87 bilhões de litros, o que representa um aumento de 3,49%. O álcool hidratado compreende uma venda no volume de 7,92 bilhões de litros (-0,2%), enquanto o anidro de 5,95 bilhões (+8,86%).

Mercado de CBios

Dados da B3 registrados até o dia 22 de setembro indicam a emissão de 23,55 milhões de CBios em 2023. Até a data supracitada, a parte obrigada do programa RenovaBio havia adquirido cerca de 55,96 milhões de créditos de descarbonização.

Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, estejam eles ativos ou aposentados. O horizonte temporal selecionado cobre as aquisições que compreenderão os créditos utilizados para atendimento das metas de 2022, cujo prazo havia sido postergado, e 2023.

O prazo para cumprimento da meta referente ao ano de 2022 se encerra em 30 de setembro. As aposentadorias realizadas até o momento já superaram a meta estabelecida para o ano em questão. No entanto, a confirmação do atendimento da meta deve aguardar a verificação do cumprimento ao nível de cada agente individualmente.

A aposentadoria de créditos indica que, ao menos de forma agregada, não haverá nenhum problema para o pleno cumprimento da obrigação com o Programa, cujo período de atendimento mais brando somou 21 meses.

 

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Notícias

Mapa discute com Ibama e ICMBio acesso a ilhas para controle da gripe aviária

Por redação 29/09/2023
Escrito por redação

Articulações para fortalecer o monitoramento dependem de instâncias federal e estadual ligadas ao agro e ao meio ambiente

Mapa discute com órgãos ambientais acesso a ilhas para controle da gripe aviária

Controle da gripe aviária // Trinta-réis-de-bando Thalasseus acuflavidus // Foto: Cesar Augusto Chirosa Horie

Equipes de monitoramento da gripe aviária precisam acessar todos os locais por onde aves migratórias passam, inclusive algumas ilhas do litoral de São Paulo, para acompanhar a situação nessas áreas. Para discutir como será esse acesso, a Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP), que representa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), vai se reunir nos próximos dias com representantes do Ibama e do ICMBio.

O Brasil não tem casos da gripe aviária em granjas comerciais, apenas em aves silvestres e de subsistência.

Dois encontros já trataram do assunto desde o dia 20 de setembro, quando o superintendente do Mapa em São Paulo, Guilherme Campos, e o secretário de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo, Antonio Junqueira, se reuniram na capital.

Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doença

Nesta quinta (28), Guilherme conversou com a superintendente do Ibama em São Paulo, Perla Müller. O próximo passo será uma reunião entre os representantes da SFA-SP, do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que deverá analisar o possível acesso às ilhas.

Guilherme Campos disse que o ministro Carlos Fávaro tem priorizado o sistema de controle em relação à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, mais conhecida como gripe aviária.

Como resultado do trabalho de excelência da Defesa Agropecuária brasileira – que envolve atuação conjunta com Estados e municípios –, o Brasil é um dos quatro países do mundo que não têm registros de casos em produção comercial, ao lado do Paraguai, Nova Zelândia e Austrália.

 

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Tecnologias para mandioca serão apresentadas em Dia de Campo no DF
Notícias

Cultivar de mandioca registrada para Rondônia cozinha em dez minutos

Por redação 29/09/2023
Escrito por redação

A mandiocultura é uma das culturas de maior importância para a agricultura familiar em Rondônia e a BRS 1668 é a primeira cultivar registrada no Mapa para o estado

misturador - Cultivar de mandioca registrada para Rondônia cozinha em dez minutosCom rápido cozimento, a primeira cultivar de mandioca de mesa registrada para Rondônia, a BRS 1668, fica pronta em apenas dez minutos. Essa nova cultivar se destaca também por sua boa produtividade, colheita precoce, sabor diferenciado e a polpa amarela. Além disso, apresenta ausência de fibras e de amargor, aspectos fundamentais para atender ao gosto do consumidor.

A mandiocultura é uma das culturas de maior importância para a agricultura familiar em Rondônia e a BRS 1668 é a primeira cultivar registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o estado.

Do campo à mesa

As atividades de pesquisa para o lançamento da cultivar BRS 1668 foram desenvolvidas durante três anos, com avaliações em Porto Velho, Ouro Preto do Oeste e Vilhena. Durante o estudo, foram consideradas as condições físicas e químicas do solo e o clima de cada região.

PIB do agro tem alta modesta de 0,27% no 2º trimestre, diz Cepea/CNA

A pesquisa avaliou 14 genótipos de mandioca fornecidos pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), e as comparou com duas variedades locais. Durante o processo de seleção, diversas características foram consideradas.

“Além do sabor diferenciado, o tempo e a facilidade de preparação para o consumo foram fatores essenciais, com o rápido cozimento de 10 minutos, aspecto de preferência dos consumidores. O teor da matéria seca e amido foi outra característica considerada, pois influencia diretamente na qualidade e sabor das raízes, o teor de amido presente é de 26%”, afirmou o pesquisador Rogério Costa, da Embrapa Rondônia.

Além disso, a produtividade alcançou 20 toneladas por hectares, dentro da produtividade média do estado. “Dependendo do local e utilização de insumos e tratos culturais, pode-se obter 25 a 30 toneladas” , afirma o pesquisador Rogério Costa. Os números de raízes estragadas foram observados chegando a 2,7% em relação ao número de produção, essas medidas visam garantir a saúde das raízes e evitar possíveis problemas durante o processo de armazenamento.

Plantio adequado

Para obter bons resultados no cultivo da BRS 1668, algumas recomendações técnicas são necessárias. Uma delas é realizar o plantio no início do período chuvoso, quando as condições de umidade são favoráveis para o desenvolvimento das plantas.

Além disso, é essencial corrigir o solo utilizando calcário e fazer adubações de acordo com a análise de solo, garantindo assim um crescimento saudável da cultivar. Outro aspecto importante é o controle adequado das plantas daninhas nos primeiros 120 dias, pois elas podem competir com a cultura e prejudicar o desenvolvimento.

Importações de máquinas agrícolas crescem 41,4% em agosto, diz Abimaq

Também é fundamental evitar o plantio em solos mal drenados, pois o excesso de umidade pode levar ao encharcamento das raízes, comprometendo o crescimento das plantas. Caso o solo apresente problemas de drenagem, é recomendável realizar correções, com a utilização de sistemas de drenagem adequados. Assim, é possível garantir um ambiente propício para o cultivo da BRS 1668.

Dia de campo
Primeira cultivar de mandioca registrada para Rondônia cozinha em dez minutos

Foto: Janice Raquel

Para promover essa cultivar e informar os produtores e comunidades locais, foram realizados dois dias de campo em Ouro Preto do Oeste e Porto Velho, com os pesquisadores da Embrapa Rondônia Rogério Costa, Francisco Corrêa, José Nilton Costa, Francisco Leônidas e Davi de Oliveira. E uma reunião técnica em Vilhena, com a participação de mais de 500 pessoas.

Esses eventos foram organizados em parceria com a Emater/RO, Prefeituras, SEBRAE e Governo Estadual, além de diversos parceiros da iniciativa privada.

O secretário da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Semagric, Carlos Magno, comentou sobre a produção que cresce em Porto Velho, “É o município entendendo que pode produzir mais e respeitando o meio ambiente, mas sem perder a qualidade”.

“Eu achei muito deliciosa, gostosa, descasquei a mandioca BRS 1668 coloquei na água para ferver foi muito rápido o cozimento. Na culinária é melhor ainda, é uma mandioca doce, macia. A nossa produção não é igual a esta, que é muito saborosa”, disse a produtora Givanice da Cruz, do Assentamento Joana D’Arc.

Juarez Gonçalves, do Assentamento Joana D’Arc III, Agrovila, afirma que vai produzir mandioca de mais qualidade ainda: “Recebemos as manivas da mandioca, a BRS 1668, que possui uma produção ampla, ela tira até 40 toneladas por hectare. É uma mandioca que o produtor pode plantar e confiar que vai ter uma boa colheita e ter um bom rendimento financeiro”.

Além disso, a disponibilização das manivas da BRS 1668 também representa um importante avanço no fortalecimento da agricultura familiar e na promoção da diversificação de cultivos na região, dessa forma, a Embrapa Rondônia tem como objetivo disponibilizar as manivas da BRS 1668 para os agricultores da região. O edital de Oferta Permanentes para produção e comercialização de manivas da BRS 1668, se encontra aberto no site da Embrapa.

 

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Horsch estreia na Agrishow com lançamento de semeadora de grãos finos
Notícias

PIB do agro tem alta modesta de 0,27% no 2º trimestre, diz Cepea/CNA

Por redação 29/09/2023
Escrito por redação

Até o momento, o agronegócio pode responder por 24,4% do PIB do País em 2023

PIB do agro tem alta modesta de 0,27% no 2º trimestre, diz Cepea/CNAApós recuar em 2022, o PIB do agro brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), tem apresentado modesta recuperação em 2023. No segundo trimestre deste ano, o avanço foi de 0,27%, levando o acumulado anual para 0,50%.

Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que, com base nesse desempenho parcial, o PIB do agro pode alcançar R$ 2,63 trilhões em 2023. Considerando-se também o desempenho da economia brasileira como um todo, até o momento, o agronegócio pode responder por 24,4% do PIB do País em 2023.

PIB do agro mantém alta modesta no 2º trimestre, diz Cepea/CNA

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio, ainda que modesto, foi sustentado sobretudo pelo desempenho de safra recorde no campo e pelo crescimento da produção pecuária, o que, por sua vez, implica em aumento da demanda para os segmentos a montante (insumos) e a jusante (agrosserviços).

Importações de máquinas agrícolas crescem 41,4% em agosto, diz Abimaq

Por outro lado, o desempenho não foi melhor devido ao recuo importante dos preços, observado em todos os segmentos. No campo, as cotações de importantes culturas caíram, como algodão, café, milho, soja, trigo, tomate e cana-de-açúcar; além do boi gordo e do frango vivo. Já nas agroindústrias, os preços caíram para os biocombustíveis, para os produtos de madeira, para os óleos vegetais e para a indústria do café, no ramo agrícola, e para a indústria do abate no ramo pecuário.

 

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Ouça: Senado aprova marco temporal para demarcação de terras indígenas

Por redação 28/09/2023
Escrito por redação

Projeto segue agora para sanção do presidente da República, que deve vetar

Senado aprova marco temporal para demarcação de terras indígenas

Senado aprova marco temporal para demarcação de terras indígenas. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta o projeto de lei que estabelece que os povos indígenas só têm direito às terras que ocupavam ou reivindicavam até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição Federal, tese conhecida como marco temporal. Segundo informações da Agência Brasil e Agência Senado.

O projeto agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve vetar o projeto do marco temporal e devolver o texto ao Congresso, conforme fontes ouvidas pela colunista Roseann Kennedy, do jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com as informações da colunista, com a decisão, Lula deixaria a base aliada do governo livre para derrubar o seu veto.

A proposta autoriza a exploração econômica das terras indígenas, inclusive com a contratação de não indígenas, desde que aprovada pela comunidade e com a garantia de promover benefícios à população local.Para o relator, senador Marcos Rogério, do PL, o projeto traz segurança jurídica ao campo.

Na última quinta-feira, dia 21, o STF decidiu que é inconstitucional limitar o direito de comunidades indígenas às terras ocupadas por seus povos em função da data em que a Constituição Federal passou a vigorar. Nesta quarta, os ministros da Suprema Corte voltaram a discutir pontos que ficaram pendentes de julgamento e validaram a indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”.

Os senadores contrários à tese do marco temporal criticaram a legalidade da proposta. A senadora Eliziane Gama, do PSD, afirmou que ele fere frontalmente os povos indígenas do Brasil, sobretudo aqueles que estão em situação de isolamento, ao permitir o acesso [a comunidades indígenas isoladas] sem critério de saúde pública, sem respeitar aquilo que está estabelecido hoje, diz a senadora.

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E ainda:

  • Importações de máquinas agrícolas crescem 41,4% em agosto, diz Abimaq
Ouça:

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Importações de máquinas agrícolas crescem 41,4% em agosto, diz Abimaq

Por redação 28/09/2023
Escrito por redação

Exportações de máquinas agrícolas tiveram aumento de 24,2%; vendas da indústria de máquinas caem 4,4% em agosto

Importações de máquinas agrícolas crescem 41,4% em agosto, diz AbimaqAs vendas da indústria de máquinas e equipamentos somaram R$ 28,02 bilhões em agosto, com queda de 4,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em comparação a julho, no entanto, houve elevação de 18,2%. No acumulado do ano, de janeiro a agosto, as vendas totalizaram R$ 194,09 bilhões, 8,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2022. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), informa a “Agência Brasil”.

O setor exportou, no mês de agosto, US$ 1,46 bilhão em equipamentos, montante 16,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2022. Em relação a julho, as exportações foram 25,2% maiores. No acumulado do ano, de janeiro a agosto, as vendas ao exterior somaram US$ 9,3 bilhões, 18,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

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“Os dados registraram crescimento na receita líquida de vendas em relação ao mês de julho, anulando parte da queda acumulado no ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior a queda ainda prevalece em razão da fraqueza nas atividades do mercado doméstico. As exportações, mesmo com a desaceleração no mercado global e valorização do real frente ao dólar, registraram expansão”, destacou a entidade, em nota.

As importações de máquinas agrícolas registraram aumento de 41,4% em agosto, em relação ao mês de julho, segundo a Abimaq. De janeiro a agosto, o incremento chegou a 55,5%. Já as exportações de máquinas agrícolas cresceram 24,2% em agosto, na comparação com o mês anterior. No acumulado do ano, o aumento é de 4,8%. 

As importações da indústria de máquinas e equipamentos totalizaram US$ 2,57 bilhões em agosto, 12,4% superior ao registrado em julho, e 10,9% superior em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano (janeiro a agosto), as compras do exterior chegaram a US$ 18,17 bilhões, 13,8% acima do registrado no mesmo período de 2022.

 

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