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Notícias

Avançam as tratativas para simplificar trânsito de máquinas em vias públicas

Por redação 27/09/2023
Escrito por redação

Deputados Alceu Moreira e Sérgio Souza encaminharam sugestões ao chefe da Secretaria Nacional de Trânsito

Avançam as tratativas para simplificar trânsito de máquinas em vias públicasConsiderada uma das pautas prioritárias para os produtores rurais de todo o país, a simplificação das normas para permitir o trânsito de máquinas agrícolas em rodovias públicas avançou nesta terça-feira (26), em Brasília. À frente das tratativas, os deputados federais Alceu Moreira (MDB-RS) e Sérgio Souza (MDB-PR), representando a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), encaminharam ao secretário nacional de Trânsito (Senatran), Adrualdo de Lima Catão, um documento com sugestões técnicas para que seja deliberado junto ao Ministério dos Transportes.

Na minuta apresentada pelos parlamentares, o que se propõe é a modificação da Resolução nº 882/21, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por um novo conjunto de regras (confira mais abaixo). No entendimento atual do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), veículos que excederem os limites de peso e dimensões estabelecidos devem obter uma Autorização Especial de Trânsito (AET), cuja validade é de até seis meses. Segundo o deputado Alceu, existe espaço para que o tema seja aperfeiçoado de forma responsável e, ao mesmo tempo, elimine burocracias para os trabalhadores do campo.

“A proposta que apresentamos contempla as colaborações de entidades como CNI e CNA, além das próprias cooperativas. Esperamos que a Secretaria Nacional de Trânsito leve esse documento ao conhecimento do ministro Renan Filho para que, baseado nessas contribuições, o governo emita um ad referendum (decisão provisória até que o assunto seja deliberado pelo Contran)”, explica o deputado.

No Congresso, Alceu Moreira é autor do Projeto de Lei nº 8841/2017, que também estabelece novas diretrizes para o tema. A indicação ao Senatran é de autoria do deputado Sérgio Souza, subscrita por Alceu e outros quatro parlamentares – Daniela Reinehr (PL-SC), Marussa Boldrin (MDB-GO), Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Valdir Cobalchini (MDB-SC).

Confira as sugestões apresentadas na reunião com o Senatran:

O trânsito em via pública de tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas pode ocorrer sem a necessidade de AET, respeitados os seguintes requisitos:

I – em vias pavimentadas:

a) a distância máxima entre o local de entrada e o de saída da via é de 10 km (dez quilômetros);

IPEA revisa de 13,2% para 15,5% estimativa de crescimento do agro em 2023

b) nas pistas simples, os limites do equipamento não podem invadir a faixa de rolamento de sentido contrário, podendo ser utilizado o acostamento da direita, se necessário;

c) o horário de trânsito é do amanhecer ao pôr do sol, inclusive sábados, domingos e feriados, desde que existam condições favoráveis de visibilidade; e

d) os equipamentos deverão trafegar seguidos por outro veículo, o qual deverá manter o pisca alerta ligado e estar dotado de sinalização especial de advertência traseira na forma da Figura 3 do Anexo II, com a inscrição “MÁQUINA AGRÍCOLA ADIANTE”; e

II – em vias não pavimentadas:

a) o horário de trânsito é do amanhecer ao pôr do sol, inclusive sábados, domingos e feriados, desde que existam condições favoráveis de visibilidade; e

b) caso o limite do equipamento invada a faixa de rolamento de sentido contrário, ele deverá trafegar precedido de outro veículo, o qual deverá manter o pisca alerta ligado.

§ 1º O trânsito em vias não pavimentadas poderá ocorrer no período noturno, desde que o equipamento seja precedido e seguido por outros veículos com o pisca alerta ligado.

§ 2º Não atendidas as condições estabelecidas neste artigo, o equipamento deverá ser transportado em prancha ou similar, conforme regras específicas.

 

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27/09/2023 0 Comentários
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Empresas

New Holland Construction tem novo gerente de Marketing de Produto LA

Por redação 26/09/2023
Escrito por redação

Rafael Barbosa retorna à marca com novo desafio

New Holland Construction tem novo gerente de Marketing de Produto LAA New Holland Construction, marca da CNH Industrial, tem um novo gerente de Marketing de Produto e Treinamento Comercial para a América Latina. Rafael Barbosa assume o cargo e retorna à marca, agora com novos desafios.

O profissional tem 19 anos de experiência em branding, gerenciamento de produto, estratégias de marketing, análise de mercado, lançamento e introdução de novos produtos em mercados da América Latina. Rafael ficará responsável por liderar a marca New Holland Construction no caminho da inovação e expertise em produtos, e por desenvolver programas que capacitam a força de vendas a exercer o melhor no atendimento de a clientes e fechamento de negócios.

Formado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com Master em Marketing pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e em Negócios Internacionais pela Florida International University – College of Business Administration, tem vasta experiência no mercado. Esta é a sua segunda passagem pela CNH Industrial, onde atuou anteriormente por 11 anos, passando por cargos na New Holland e na área de Parts & Services.

 

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26/09/2023 0 Comentários
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Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023
Opinião

Os caminhos para o produtor negociar com o Fisco na reforma tributária

Por redação 26/09/2023
Escrito por redação

Os caminhos para o produtor negociar com o Fisco na reforma tributáriaPor Jorge Lucas de Oliveira – O agronegócio, setor da economia com participação em 24,8% do último PIB nacional, tem passado por várias tempestades nos últimos anos e enfrenta uma onda de incertezas quanto à estabilidade de suas atividades.

Em fevereiro de 2022, a deflagração da Guerra na Ucrânia colocou em risco o fornecimento de fertilizantes russos para o Brasil, e mais recentemente, a rescisão por parte da Rússia do acordo que permitia o fornecimento de grãos pela Ucrânia, também começa a imprimir instabilidade no preço dos alimentos, globalmente falando.

O agronegócio brasileiro, é bom lembrar, embora pujante a nível mundial, possui dependência quase completa de insumos e maquinários importados, sendo esta uma antiga fragilidade do setor, mas que nunca foi objetivamente questionada e solucionada por nossos governantes.

Junto ao cenário internacional complexo, fatores internos como a alta taxa de juros também contribuem para dificultar a produtividade do setor, prejudicando, por exemplo, o acesso a insumos, que em regra se dá via crédito.

Somando-se a tudo isso, há outro fator de grande relevância tendente a impactar o ambiente de negócios do agro, que é a reforma tributária.

O primeiro passo está sendo dado com a aprovação da PEC nº 45/2019 pelo Congresso Nacional, que irá simplificar as normas tributárias.

IPEA revisa de 13,2% para 15,5% estimativa de crescimento do agro em 2023

O texto da reforma tributária ainda não é objeto de consenso, sobretudo entre estados e municípios, que temem o significativo aumento da carga tributária em razão da unificação dos tributos. A saber: o ICMS e o ISS seriam unificados no novo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o que implicaria na elevação da alíquota média cobrada.

Sob a ótica do agronegócio há um discreto alívio pois até o momento, pois com base no texto aprovado na Câmara dos deputados (passível ainda de alterações no Senado), é possível concluir que as alterações não possuem impacto negativo direto sobre as atividades do campo.

Isso porque algumas demandas do setor foram incorporadas no texto da PEC, como por exemplo a inclusão dos produtos e insumos agropecuários no rol do regime diferenciado de tributação – com alíquotas reduzidas em 60% – e as isenções do imposto seletivo e do IPVA sobre maquinários e aeronaves agrícolas.

No entanto, há um aumento projetado na carga tributária sobre o setor de serviços que inevitavelmente reverberará de maneira indireta no agronegócio, e consequentemente no arrocho financeiro do produtor rural, que já se encontra pressionado pela redução do preço da soja, do milho, da arroba do boi e, principalmente, pelo alto custo do crédito.

Diante desse contexto de dificuldades e incertezas, é conveniente citar as ferramentas de reestruturação empresarial disponíveis ao produtor rural, no que diz respeito à sua dívida tributária.

A Lei nº 11.101/2005 é o instituto jurídico que visa preservar os benefícios sociais e econômicos advindos da atividade empresarial/rural (leia-se aqui, produtor tanto a pessoa física quanto jurídica), por meio de ferramentas específicas de reestruturação.

Uma delas é a Recuperação Judicial, que é um acordo coletivo entre os credores particulares de um devedor que comprove ao Poder Judiciário estar passando por uma crise econômico-financeira.

Em resumo, o instituto permite ao produtor rural obter descontos, parcelamentos, novos prazos e suspensão das cobranças de suas dívidas (por 1 ano ou mais, dependendo das particularidades do caso) e, por fim mas não menos importante, possibilita um tratamento tributário mais benéfico.

Diante disso, vamos entender como como a Fazenda Pública entrará nessa negociação.

A Lei de Recuperação Judicial determina que, embora a dívida fiscal não possa ser inserida diretamente no Plano de Recuperação Judicial, a homologação deste depende da apresentação pelo devedor, das Certidões Negativas de Débito (CND’s).

Com isso, a Receita Federal e a PGFN têm promovido – pioneiramente – a criação de métodos alternativos de solução do passivo tributário com condições favorecidas para aqueles devedores em Recuperação Judicial.

No ano de 2018, com a edição da Portaria PGFN nº 742/18 foi criado o Negócio Jurídico Processual (NJP), que é uma espécie de negociação da dívida tributária para ser usada dentro dos processos fiscais, que poderá dispor sobre a aceitação, avaliação, substituição e liberação de garantias, modo de constrição de bens, calendarização da execução fiscal, criação de um plano de amortização, etc.

Adiante, no ano de 2020, foi criada com a Lei nº 13.988/20, a Transação Fiscal, uma modalidade de negociação que oferece descontos e alongamento de prazos a partir da mensuração da capacidade de pagamento do devedor e do grau de recuperabilidade do crédito, objetivamente auferidos.

A Transação para os produtores que fazem uso Recuperação Judicial é um diferencial a mais, porque a Fazenda Pública classifica as dívidas dessas pessoas como “irrecuperáveis”, o que implica num desconto superior a 50% do valor devido e no alongamento significativo das parcelas.

Por isso, é importante realizar, com o auxílio de um especialista, um detalhado estudo do passivo tributário da atividade rural, relacionando-o com os editais de transação lançados periodicamente pela Receita Federal, visando compor um acordo que alie as negociações com os credores particulares (submetidos ao plano da Recuperação Judicial) à resolução das pendências fiscais, porque, na verdade, o sucesso de uma estratégia depende da outra.

Jorge Lucas de Oliveira, é advogado e administrador judicial do escritório Lara Martins Advogados. Já foi integrante do Núcleo de Falência e Recuperação Judicial da Procuradoria da Fazenda Nacional em Goiás (PFN/GO).

 

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26/09/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Distribuidor autopropelido é opção para adubação parcelada no milho

Por redação 26/09/2023
Escrito por redação

Empresa paulista oferece equipamento que facilita a operação e ainda promove a sustentabilidade com o aproveitamento de maquinário antigo da fazenda

Distribuidor autopropelido da MP Agro para adubação parcelada do milhoO conceito de reúso no campo vem ao encontro da tendência de aproveitamento de potencial de maquinário e é na otimização desses recursos que os ganhos em economia e produtividade estão inseridos. Uma das soluções com esse foco e que está disponível hoje no mercado, é a transformação de pulverizadores antigos em distribuidores autopropelidos.

Essa alternativa é oferecida pela empresa paulista MP Agro. Aliado à sustentabilidade, a linha de soluções da marca também possibilita ao produtor realizar a adubação parcelada de nitrogênio (N) em diferentes estádios fenológicos do milho.

A adubação realizada dessa maneira, segundo o especialista e coordenador de vendas Abner Santos, melhora a eficiência de aplicação de N, “essa opção tem por objetivo principalmente minimizar as perdas por lixiviação”.

O profissional ressalta que no parcelamento em cobertura, ao realizar-se a adubação com sulfato de amônio é possível obter melhor produtividade, número de espigas e altura de plantas quando parcelada, no mínimo, duas vezes.

“E ao realizar-se a adubação com a ureia, para a obtenção de bons resultados, o parcelamento aumenta para, no mínimo, três vezes, devido a maior perda por volatilização em relação ao sulfato”, pontua.

Além disso, existe também, de acordo com o especialista, a possibilidade de realizar a adubação parcelada de N em diferentes estádios fenológicos do milho. “Essa prática, além de diminuir a perda do nutriente, possibilita ganhos de duas a quatro sacas por hectare”, diz o profissional.

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É importante lembrar que a adubação deve ser feita conforme as necessidades de cada produtor, região e fazenda, seguindo as orientações de um profissional.

“Por exemplo, em estudos realizados considerando as condições de solo e clima de Baixa Grande do Ribeiro/PI e São Raimundo das Mangabeiras/MA, observou-se que o parcelamento da adubação nitrogenada no milho deve ser feito no máximo em duas vezes, 1/2 na fundação + 1/2 por ocasião da sexta folha”, explica o coordenador.

Opção para realizar a operação

Esse tipo de operação, apesar de benéfica, exige mão de obra e tempo. Para auxiliar nesse trabalho, é que a solução oferecida pela MP Agro pode ajudar. Os distribuidores da empresa garantem o aproveitamento do sistema automotriz que o produtor já tem e assim proporciona ganhos em economia e produtividade.

“É importante destacar que o equipamento também permite o uso do mesmo rastro já existente na lavoura, o que elimina o amassamento de outras plantas”, ressalta Santos.

O distribuidor autopropelido consegue adentrar as lavouras nos estágios mais avançados das plantas, provendo a adubação tardia, e assim garantindo ainda mais força no desenvolvimento da cultura.

 

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Opinião

Como alcançar produtividade e garantir uma lavoura lucrativa

Por redação 26/09/2023
Escrito por redação

Como alcançar produtividade e garantir uma lavoura lucrativapor Bruno Sartori – O sucesso da lavoura é determinado por diversos fatores que vão desde a seleção de culturas alinhadas à aptidão agrícola da região, passando pela análise e correção do solo e o manejo eficaz de pragas e doenças. No entanto, a “prosperidade” não se resume apenas a essas condições. Então quais são os ingredientes necessários para alcançar a produtividade e garantir uma lavoura lucrativa?

Investimento contínuo em tecnologia e inovação é um dos pontos principais para uma lavoura lucrativa. Adotar maquinários modernos, sistemas de irrigação adequados, sensores e incorporar a agricultura de precisão na produção são pontos chave.

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Segundo dados da Embrapa, entre 1977 e 2017, enquanto a área cultivada no Brasil cresceu de 37,3 milhões de hectares para 60,9 milhões de hectares, a produção de grãos passou de 47 milhões de toneladas para 237 milhões de toneladas. O aumento da produção em proporção tão maior do que o aumento de área é resultado da incorporação de tecnologias nos sistemas de produção, trazendo maior produtividade por área.

Dentro desse cenário, a automação e a informatização desempenham um papel importante. Acompanhar e ter o controle de todas as etapas da produção agrícola, além de contribuir para o planejamento da atividade, também é fundamental para a tomada de decisões.

Manejo sustentável do solo e dos recursos naturais

Para garantir a lucratividade a longo prazo, é imprescindível adotar práticas de manejo sustentável – tanto do solo quanto dos recursos naturais. E aqui entram práticas conservacionistas como a rotação de culturas, o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, o plantio direto e o uso responsável de defensivos agrícolas. Estudos da Embrapa Soja apontaram que no cultivo de culturas anuais, o manejo do solo pode ser responsável por até 30% da produtividade da cultura.

A preservação e a manutenção dos recursos hídricos também têm papel crucial. Fazer o uso eficiente através de sistema de irrigação adequado e realizar a coleta de água da chuva, além de reduzir custos para o agricultor, também minimiza os impactos ambientais.

Diversificação de culturas e mercados

Uma lavoura rentável e produtiva não depende exclusivamente de uma única cultura. A diversificação de culturas atua como um escudo contra riscos associados a condições climáticas desfavoráveis e às flutuações de preços no mercado. Além disso, diferentes culturas podem ser cultivadas em rotação, o que, por sua vez, contribui para a saúde do solo.

A exploração de novos mercados e o estabelecimento de cadeias de valor sólidas também são estratégias. Identificar nichos de mercado e ter parcerias comerciais sólidas têm o poder de elevar significativamente a rentabilidade da lavoura, principalmente para pequenos e médios produtores.

Gestão eficiente de custos e finanças

Uma gestão financeira sólida garante a lucratividade de qualquer empreendimento, e assim é com a agricultura. Realizar o monitoramento dos custos de produção, fazer negociações inteligentes na hora de comprar os insumos e buscar sempre a eficiência operacional, são primordiais.

Mini ceifadeira é mais eficiente na produção de biomassa, mostra estudo

Além disso, a análise financeira constante auxilia na identificação de oportunidades de investimento, na venda antecipada de safras, na compra antecipada de insumos e ainda na aquisição de maquinários e implementos mais eficientes.

Capacitação e atualização constante

A capacitação, a atualização constante e busca por tecnologia foram alguns dos principais diferenciais do agricultor brasileiro e que levaram a agricultura ao patamar atual. Produtores de sucesso estão sempre à procura das melhores práticas, participam de dias de campo, feiras agrícolas, e compartilham seu conhecimento com outros membros do universo agro.

A agricultura é um setor em constante evolução, e adotar boas práticas agrícolas para preservação dos recursos, assim como estar atualizado com as últimas tendências e tecnologias é imprescindível para manter uma lavoura lucrativa, rentável e produtiva. E o produtor brasileiro é o maior exemplo disso.

*Bruno Sartori é coordenador de Treinamento na Trimble Agricultura no Brasil

 

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Notícias

As vantagens do etanol de 2ª geração e seu impacto nas demandas de aço

Por redação 26/09/2023
Escrito por redação

CEO da Krominox aponta cenário promissor à indústria de energia limpa para os próximos anos no país, que tem no aço inoxidável uma alternativa eficiente para as diversas etapas de seu processo produtivo

As vantagens do etanol de segunda geração e seu impacto nas demandas de aço

Destaque entre as mais promissoras tendências de energia limpa, o etanol de segunda geração (E2G), também conhecido como bioetanol ou etanol verde, lidera um mercado global que pode atingir os US$ 155,6 bilhões até 2030, de acordo com uma estimativa da consultoria Precedence Research.

No Brasil, maior produtor de etanol do mundo, o alto desempenho dessa indústria pode impactar diretamente na movimentação de outros setores, como os de soluções em aço inoxidável, conforme aponta Marcos Barbosa, CEO da Krominox, empresa nacional de tubos em aço inox.

trânsito de máquinas - As vantagens do etanol de 2ª geração e seu impacto nas demandas de aço

“O E2G é um biocombustível avançado, produzido por biomassa, a partir dos resíduos da fabricação do etanol comum e do açúcar, como bagaço, folhas e palha da cana-de-açúcar, por exemplo. Por apresentar uma das menores pegadas ambientais e não concorrer com a produção de alimentos, na corrida pela descarbonização ele segue à frente. No entanto, como seu processo produtivo pode propiciar a corrosão, contar com estruturas e tubos em aço inoxidável pode ser uma das estratégias mais seguras e eficientes para o alto desempenho dessa indústria”, explica Barbosa.

A aplicação do E2G é crescente em diversos segmentos, como os das indústrias de plásticos, bebidas, higiene, cosméticos, transportes e aviação – um setor que até 2030 deve consumir 20 bilhões de litros anuais de SAF, um combustível sustentável que utiliza como insumo o etanol da cana-de-açúcar.

IPEA revisa de 13,2% para 15,5% estimativa de crescimento do agro em 2023

Mas para que esse biocombustível seja produzido, existe uma série de etapas, onde as aplicações de aço inoxidável são extremamente relevantes.

Barbosa detalha que para se produzir o etanol de segunda geração, são necessários processos de manuseio e transporte da biomassa, assim como o tratamento e processamento dessa matéria-prima, que utiliza equipamentos como reatores e trocadores de calor.

“Após essa etapa, vem a fermentação e destilação, por meio de sistemas de tanques e tubulações, que devem evitar contaminações e ser de fácil limpeza. Por fim, para o armazenamento e distribuição do combustível já produzido, tubos e recipientes de conservação devem igualmente oferecer atributos de segurança e resistência à corrosão. Em todos esses estágios, as soluções em aço inox se destacam como as mais efetivas e com melhor custo-benefício”, complementa.

Segundo o executivo, a Krominox segue ampliando sua capacidade fabril, pensando em atender às demandas inerentes da indústria de etanol de segunda geração.

 

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IPEA revisa de 13,2% para 15,5% estimativa de crescimento do agro

Por redação 26/09/2023
Escrito por redação
Para 2024, a primeira previsão é de uma leve expansão de 0,4%

trânsito de máquinas - IPEA revisa de 13,2% para 15,5% estimativa de crescimento do agroO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta segunda-feira (25), uma nova projeção do valor adicionado (VA) do setor agropecuário para 2023 e a primeira para 2024. Os pesquisadores revisaram de 13,2% para 15,5% a estimativa de crescimento para o setor, justificada pela alta acima do esperado no segundo trimestre, por revisões positivas das previsões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as principais culturas da lavoura e pelo bom desempenho das produções de bovinos e aves. As projeções para o setor agropecuário já eram animadoras, mas seguem com cenário de melhora.

Valor adicionado da agropecuária é o total produzido no setor (o valor bruto da produção) descontado o seu consumo intermediário, isto é, o quanto utiliza de bens e serviços de outros setores durante o processo produtivo, como por exemplo, insumos, máquinas e equipamentos.

O setor agropecuário, que já havia registrado uma alta interanual de 18,8% no primeiro trimestre, apresentou novamente uma expansão significativa para o segundo trimestre – 17,0% em relação ao mesmo período de 2022.

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O crescimento estimado em 61,4% da produção de soja na região Sul foi uma das maiores contribuições para o resultado positivo no segundo trimestre. Outra importante colaboração veio do milho, que teve sua estimativa de crescimento atualizada de 11,5% para 16%, impulsionada, em especial, pelo avanço previsto de 17,5% na segunda safra.

O Ipea estimou que quatro das cinco culturas mais importantes da lavoura apresentaram revisão significativa em suas estimativas de crescimento da produção.

Além das já mencionadas soja e milho, as revisões positivas para as produções de cana-de-açúcar e algodão também foram destaque e devem impactar o resultado do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.

A cana-de-açúcar, terceiro produto mais relevante na lavoura, teve previsão de alta revista de 6,6% para 8,6%. Por sua vez, o algodão apresentou a maior revisão em pontos percentuais: um avanço de 2,9% para 10,0%.

Mini ceifadeira é mais eficiente na produção de biomassa, mostra estudo

Já em relação aos produtos pecuários, as produções de bovinos e frangos também tiveram crescimento acima do esperado no segundo trimestre – na comparação com o mesmo período de 2022, avançaram 10,8% e 7,2%, respectivamente. Com esse bom resultado, o Ipea revisou a projeção das duas culturas de altas de 3,3% e 2,7% para 7,0% e 6,3%, nesta ordem.

O Ipea vê um cenário próximo da estabilidade em 2024, com uma leve expansão de 0,4% do valor adicionado do setor agropecuário. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a produção de soja cresça 5,1%, mas as demais culturas importantes não devem contribuir positivamente.

A previsão é de que milho e algodão apresentem quedas de 9,1% e 5,5% em suas produções, respectivamente. A pecuária deve ter um bom ano, principalmente por conta dos segmentos de frangos e suínos, enquanto a perspectiva para o de bovinos – que representa a maior contribuição ao valor adicionado de todo o setor agropecuário – é um avanço de apenas 0,1%.

 

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Notícias

Mini ceifadeira é mais eficiente na produção de biomassa, mostra estudo

Por redação 22/09/2023
Escrito por redação

Pesquisa da Embrapa aponta que máquinas para pequenos agricultores devem equilibrar eficiência energética e características sociais, ambientais e culturais

Estudo revela que mini ceifadeira de grãos é mais eficiente na produção de biomassa

Caracterização do tipo de corte: (a) mini máquina ceifadeira de grãos, (b) as touceiras de grama cortadas por esta máquina, (c) a biomassa de capim empilhado, (d) o gramado após a remoção da biomassa. Caracterização do tipo de corte: (a) mini máquina ceifeira de grãos, (b) as touceiras de grama cortadas por esta máquina, (c) a biomassa de capim empilhado, (d) o gramado após a remoção da biomassa. Foto: Gelton Morais

Um estudo recentemente conduzido na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna – SP) analisou a diferença na produção de biomassa em sistemas agroflorestais (SAFs) cultivados pela agricultura familiar. A pesquisa focou especificamente no corte do capim mombaça, avaliando o desempenho de três máquinas distintas: uma roçadeira rotativa acoplada a um trator, uma roçadeira costal e uma mini ceifadeira de grãos importada, conhecida por seu corte mais limpo.

O experimento, que se estendeu ao longo de um ano, entre 2021 e 2022, revelou que a mini máquina ceifadeira de grãos destacou-se como a mais eficiente na produção de biomassa ao longo dos ciclos de cultivo, além de exigir menos trabalho manual no enleiramento da biomassa cortada. No entanto, seria necessário realizar adaptações para lidar com capim mais denso, comum nas entrelinhas dos SAFs, e garantir sua produção em série para atender à demanda nacional.

Pesquisador destaca os impactos do calor excessivo no plantio da soja

O uso do capim mombaça para produção de biomassa em SAFs oferece a possibilidade de melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, além de contribuir para o controle de ervas invasoras e nutrição das culturas. No entanto, o corte periódico do capim e sua organização nas linhas de árvores podem ser tarefas trabalhosas para os agricultores.

A adaptação de máquinas convencionais e o desenvolvimento de novos equipamentos adequados para o manejo nas entrelinhas dos SAFs têm o potencial de reduzir significativamente a necessidade de mão de obra, aumentando a produtividade do sistema e tornando os produtos agroflorestais mais competitivos no mercado.

Gelton Morais, responsável pela pesquisa durante seu mestrado na Unicamp, enfatizou que a escolha da máquina a ser utilizada deve levar em consideração diversos fatores, como o tamanho da área de trabalho, a declividade do terreno, o capital disponível para aquisição e manutenção das máquinas, entre outros.

Luiz Octávio Ramos Filho, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, ressaltou que a incorporação de máquinas adequadas pode superar as limitações do trabalho manual, facilitando a adoção de práticas agroflorestais em maior escala, mesmo em áreas de agricultura familiar. Isso, por sua vez, contribui para o manejo sustentável do solo e a conservação da biodiversidade, estimulando o aumento da adoção de SAFs biodiversos pelos agricultores.

No entanto, Ramos Filho destacou que estratégias de gestão eficazes e políticas públicas orientadas para objetivos claros e pró-agricultor são fundamentais para a aplicação bem-sucedida de máquinas agrícolas.

À medida que a pesquisa e prática em agrofloresta continua a evoluir, novas técnicas, variedades de culturas e abordagens de manejo podem surgir. Os gestores públicos devem considerar a versatilidade e flexibilidade das opções de máquinas para fomentar avanços nos sistemas agroflorestais.

Quando se trata de decisões dos formuladores de políticas, destaca o pesquisador, “as políticas públicas só podem ser realistas e funcionais se considerarem a voz dos agricultores impactados por suas decisões. A seleção meticulosa e o investimento em fomentar o desenvolvimento e produção de maquinário, com base em resultados desta pesquisa como essa, capacita o produtor a tomar decisões bem-informadas, administrar recursos de forma eficaz, aumentar a eficiência operacional, promover a sustentabilidade e se adaptar às mudanças nas práticas agroflorestais”.

Para o professor da Unicamp e orientador do estudo, Daniel Albiero, é essencial desenvolver ou adaptar sistemas mecanizados que sejam apropriados aos requisitos agroecológicos dos SAFs e que sejam aceitos pelos agricultores familiares, levando em conta suas necessidades e restrições técnicas, econômicas e culturais.

Albiero também enfatizou o desafio de equilibrar a eficiência energética com as características sociais, ambientais e culturais dos SAFs, destacando a importância de desenvolver a mecanização agrícola como uma aliada dos complexos agroecossistemas, visando à sustentabilidade e ao equilíbrio agroecológico.

 

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Notícias

Primavera começa às 3h50 deste sábado, quando ocorre o equinócio

Por redação 22/09/2023
Escrito por redação

Segundo o Observatório Nacional, o que marca as estações do ano é exatamente a maneira como os raios solares incidem nos hemisférios

Primavera começa às 3h50 deste sábado, quando ocorre o equinócio do hemisfério sul

No dia 23 de setembro é oficialmente declarado o início da Primavera no Hemisfério Sul, pois no Hemisfério Norte, nesse mesmo dia, inicia-se o outono (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Começa na madrugada deste sábado (23), mais precisamente às 3h50 da madrugada, a primavera no hemisfério sul. É neste horário que ocorre o chamado equinócio de primavera, quando o dia e a noite têm a mesma duração. É também neste horário que acontece, no hemisfério norte, o equinócio de outono.

Segundo o Observatório Nacional, o que marca as estações do ano é exatamente a maneira como os raios solares incidem nos hemisférios.

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“Além da temperatura, um dos efeitos que evidenciam as estações é a variação dos comprimentos dos dias, ou seja, a quantidade de tempo que o Sol fica acima do horizonte”, informou o Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

As estações são mais percebidas na medida em que se afastam da linha do equador – linha imaginária que divide os dois hemisférios. Assim sendo, as características de cada estação praticamente não existem nas regiões próximas a essa linha.

“No início da primavera, os dias terão aproximadamente o mesmo comprimento das noites. No hemisfério sul, os dias vão ficando cada vez maiores e as noites cada vez menores, até o maior dia do ano, que ocorre no início do verão, que neste ano será no dia 22 de dezembro”, explicou Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional.

Rotação da Terra

As diferentes estações do ano decorrem da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de órbita; e da posição do planeta em seu movimento de translação ao redor do Sol.

“À medida que a Terra orbita o Sol, seu eixo inclinado sempre aponta na mesma direção e isso faz com que diferentes partes da Terra recebam os raios diretos do Sol”, esclarece o Observatório.

Os solstícios e os equinócios não ocorrem sempre nos mesmos dias do ano. Em alguns anos, por exemplo, ele pode ser no dia 22. Em outros, a exemplo deste ano, podem acontecer no dia 23. Entre os motivos dessas diferenças está o de que o tempo decorrido entre dois equinócios é menor que o ano sideral, definido como o tempo de translação da Terra em torno do Sol.

“O nosso Calendário Gregoriano baseia-se no ano trópico e institui um ano bissexto em todos os anos divisíveis por quatro, exceto para séculos inteiros, que só são bissextos se forem múltiplos de 400. Isso faz com que o instante do início de uma estação seja próximo ao instante do início da mesma estação quatro anos antes ou quatro anos depois”, finalizou o Observatório.

Fonte: Agência Brasil 

 

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Tecnologia

New Holland e PME inauguram loja em Luís Eduardo Magalhães (BA)

Por redação 22/09/2023
Escrito por redação

Localizada no oeste baiano, unidade oferece mais conforto, facilidade de atendimento, tecnologia e sustentabilidade

New Holland e PME inauguram loja em Luís Eduardo Magalhães, na BahiaA New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, e a PME Máquinas estão inaugurando em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, uma nova loja que aprimora ainda mais a experiência dos clientes, tendo como foco conforto, facilidade de atendimento, tecnologia e sustentabilidade. Localizada em uma das principais regiões produtoras de soja, milho, algodão e feijão do país, além da pecuária, a nova unidade possui 3,5 mil m2 de área construída em um terreno de 30 mil m2, e contando com cerca de 100 funcionários.

“A proximidade com os nossos clientes e o atendimento personalizado, de fácil acesso e sem complicações, sempre foram características presentes na New Holland. Por isso, junto com a PME, decidimos unir essas qualidades neste novo conceito de loja, mais integrada, inteligente e multifuncional. Com isso, queremos que a experiência do cliente ao entrar na loja e usufruir dos serviços nos diversos setores da unidade seja cada vez mais inovadora, elevando o padrão de atendimento da marca a um outro nível”, afirma Jefferson Kohler, diretor de Desenvolvimento de Rede, Gerenciamento de Projetos e Inovações de Negócios da New Holland Agriculture para a América Latina.

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Entre as principais novidades da nova loja está a Central de Inteligência de Serviços, na qual técnicos farão o monitoramento remoto da frota agrícola em campo. Outras comodidades para os clientes são: o café New Holland, onde é possível tomar um cafezinho e relaxar enquanto aguarda um serviço ou fecha um negócio; a NH Store, que possui todos os itens de calçados, assessórios e vestuário da grife New Holland; e o espaço co-working, que pode ser usado pelos clientes e parceiros para trabalho.

Localizada em uma região que está entre as maiores produtividades do país, a unidade de Luís Eduardo Magalhães é a 9ª loja New Holland da PME no Brasil e está preparada para atender todos os perfis de produtores, do pequeno ao grande. O oeste baiano é reconhecido também por demandar as maiores máquinas do mercado, incluindo a colheitadeira CR 10.90 Intellisense, a maior colheitadeira produzida em solo brasileiro, que conta com tecnologia de inteligência artificial embarcada. A região, que é bastante tecnificada, demanda tecnologia e agricultura de precisão de ponta, disponíveis na linha de produtos e soluções PLM e AgXtend da New Holland.

“O Oeste da Bahia hoje é um dos principais polos de produção agrícola do Brasil, e entendemos que para dar conta da exigente demanda da região teríamos que entregar uma das melhores e mais modernas unidades do Brasil. Temos uma loja com o que há de mais moderno e inovador em termos de instalações da New Holland no mundo, não só em termos de estrutura física, mas compõe o projeto um amplo programa de qualidade, que tem como foco a melhor experiência do cliente com a marca”, explica Leonardo Pianna, diretor executivo da PME Máquinas.

 

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