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Notícias

Por 9 votos a 2, STF vota contra tese do marco temporal de terras indígenas

Por redação 22/09/2023
Escrito por redação

Na próxima semana, STF debaterá Entre a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”

Por 9 votos a 2, STF vota contra tese do marco temporal de terras indígenas

Brasília (DF), 21/09/2023, Sessão do STF sobre a tese do marco temporal. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O placar foi de 9 votos a 2,  segundo informa a “Agência Brasil”. A decisão foi obtida nesta quinta-feira (21), após a 11ª sessão para julgar o caso.

Pela decisão, fica invalidada a tese que é defendida por proprietários de terras. Antes do resultado conhecido hoje, as decisões da Justiça poderiam fixar que os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

O último voto da sessão foi proferido pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber.

Segundo a ministra, a Constituição garante que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas são habitadas em caráter permanente e fazem parte de seu patrimônio cultural, não cabendo a limitação de um marco temporal.

El Niño: saiba detalhes sobre previsões e os possíveis impactos do fenômeno

“Eu afasto a tese do marco temporal, acompanhando na íntegra do voto do ministro Fachin [relator], reafirmando que a jurisprudência da Corte Interamericana dos Direitos Humanos aponta para posse tradicional como fator para reconhecer aos indígenas o direito as suas terras”, declarou a ministra.

O resultado do julgamento foi obtido com os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor do marco temporal.

Na quarta-feira (27), próxima sessão de julgamento, os ministros vão definir outras questões acerca desse tema.

Entre os pontos que serão debatidos está a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”. Pelo entendimento, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.

 

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IBGE prevê crescimento de 7,0% na safra 2025 frente a 2024
Notícias

Pesquisador destaca os impactos do calor excessivo no plantio da soja

Por redação 21/09/2023
Escrito por redação

Segundo pesquisador, o calor excessivo no solo pode ter um efeito negativo no desenvolvimento em sementes de soja recém-semeada

Pesquisador destaca os impactos do calor excessivo no plantio da sojaO Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou, no começo desta semana, um aviso de onda de calor. O alerta destaca os riscos para a saúde, mas também é importante considerar os impactos negativos que o fenômeno pode causar na atividade agrícola, especialmente no plantio da soja.

O alerta destaca a elevação da temperatura iniciada nesta segunda-feira, 18 de setembro e com término previsto na segunda-feira, 25 de setembro. A previsão indica possibilidade de temperatura 5ºC acima da média, podendo variar por período de três a cinco dias.

Desde o fim do vazio sanitário em 15 de setembro, os agricultores estão aptos para o período de semeadura da soja que, no Mato Grosso do Sul, vai de 16 de setembro a 24 de dezembro.

Porém, o episódio excepcional de calor em grande parte do Brasil nos próximos dias, com destaque para Mato Grosso do Sul, demanda atenção e cuidados redobrados para a implantação das lavouras.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia enfatiza que vale a pena esperar um pouco mais para o plantio da soja, assim o produtor terá mais segurança para garantir um estande de plantas adequado e uniforme.

E complementa que “o calor excessivo no solo pode ter um efeito negativo no desenvolvimento em sementes de soja recém-semeadas, pois temperaturas extremas do solo podem causar danos às sementes, impedindo-as de germinar ou se desenvolver adequadamente”.

“A recomendação mais adequada para o momento é prudência. Dentro do possível, o ideal seria adiar a semeadura para o fim da onda de calor. Do contrário, opte por reduzir a área, escalonando o processo de semeadura”, informa Rodrigo.

Diante desta situação, Rodrigo chama atenção ainda para a relevância do plantio direto, com destaque à cobertura com palhada e explica “além dos inúmeros benefícios que os produtores já conhecem, o solo coberto com palhada representa um grande aliado do produtor, pois diante de um cenário climático desfavorável contribui com a redução dos impactos da amplitude térmica, mantendo as sementes e a plântula de soja mais protegidas”.

El Niño: saiba detalhes sobre previsões e os possíveis impactos do fenômeno

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Éder Comunello destaca que a temperatura do solo costuma ser bem mais intensa do que a do ar porque o solo absorve o calor do sol e o retém por mais tempo, especialmente, nos horários mais quentes do dia e informa que “temperaturas acima de 40ºC podem facilmente superar os 50°C no solo”.

El-Niño

Éder informa ainda que a publicação do valor da anomalia de temperatura do último trimestre (Junho-Julho-Agosto) confirmou que a próxima safra de verão será sob os efeitos do El Niño e acrescenta “desde 2001, esta será a oitava safra de verão cultivada sob efeitos de El Niño.

O conceito de El Niño foi definido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que estabelece que são necessários três trimestres consecutivos com anomalia acima de 0,5 °C para declarar oficialmente El Niño”.

Já em relação à onda de calor, Eder explica que esse fenômeno é comum na Região Centro-Oeste, mas que costuma ser intensificado sob condições de El Niño. “O que é incomum são as altas temperaturas previstas para os próximos dias’.

Guia Clima

Diante da importância de dados agroclimáticos em tempos reais, tanto para tomada de decisão quanto para busca de informações em tempo real sobre fenômenos extremos locais, a Embrapa Agropecuária Oeste conta com o serviço gratuito Guia Clima.

Grande parte dos acessos às informações do Guia Clima são feitas pelo público urbano, pois além dos danos potenciais das ondas de calor à agricultura, eles também podem causar danos potenciais para a saúde e o bem-estar tanto da população quanto dos animais”, acrescenta Eder.

 

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Notícias

El Niño: saiba detalhes sobre previsões e os possíveis impactos do fenômeno

Por redação 21/09/2023
Escrito por redação

Desde junho de 2023 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño

El Niño: saiba detalhes sobre previsões e os possíveis impactos do fenômeno

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastre (Cenad) divulgaram nesta terça-feira (20), um boletim com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2023.

De acordo com o boletim, desde junho de 2023 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 3°C.

Entre agosto e o início de setembro, essa região apresentou sinais de atividade convectiva anômala em associação ao desenvolvimento de nuvens profundas.

Chuvas no Sul

Neste ano, um efeito do El Niño foram as chuvas registradas no Rio Grande do Sul, entre 1º e 19 de setembro, cujos volumes ficaram em torno de 450 milímetros (mm). Nos demais estados do País, foi registrado um déficit de precipitação, com volumes superiores a 50 mm, abaixo da média histórica, na Região Norte.

Para o próximo trimestre (outubro, novembro e dezembro) a previsão indica maior probabilidade de chuva abaixo da faixa normal entre o leste, centro e faixa norte do Brasil.

Entre a Região Sul, parte de Mato Grosso do Sul e de São Paulo, a previsão indica maior chance de chuva acima da faixa normal. Esta previsão reflete as características típicas de El Niño sobre o Brasil. Já a previsão de temperatura indica maior probabilidade de valores acima da faixa normal na maior parte do País.

Inmet alerta para temperaturas acima de 42ºC e calor extremo no Brasil

Em relação a previsão do armazenamento de água no solo, parte sul de Mato Grosso do Sul e de São Paulo, além da Região Sul, indicam a manutenção da umidade no solo, com valores maiores que 70%.

É importante ressaltar que com a atuação do El Niño, há probabilidade de ocorrência de grandes volumes que podem contribuir para a elevação dos níveis de água no solo, com valores superiores a 90%, ocasionando, inclusive, excedente hídrico.

Já as vazões naturais no rio Madeira apresentam valores 35% abaixo da média para o mês, e no rio Xingu, valores próximos à média para o mês.

A situação de armazenamento nos reservatórios do SIN atingiu 75,7% e, nos da Região Nordeste, 48,1%, uma realidade melhor que a observada nos últimos quatro anos para esse mesmo período, porém, com situação crítica em pelo menos 12 sistemas hídricos locais regulados pela ANA.

 

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Notícias

Rebanho bovino brasileiro cresce 4,3% e alcança 234,4 milhões

Por redação 21/09/2023
Escrito por redação

Pesquisa do IBGE mostra que produção de bovinos vem aumentando no País desde 2019, devido aos bons preços da arroba e do bezerro vivo

Marco temporal - Rebanho bovino brasileiro cresce 4,3% e alcança 234,4 milhões

Em 2022, o rebanho bovino cresceu pelo quarto ano consecutivo e alcançou novo recorde da série histórica, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada hoje (21) pelo IBGE. O crescimento de 4,3% fez o número de cabeças chegar a 234,4 milhões.

“A produção de bovinos vem aumentando, desde 2019, devido aos bons preços da arroba e do bezerro vivo. Houve um processo de retenção de fêmeas para reprodução, devido aos preços mais atrativos. Ainda temos em 2022, uma consequência desse comportamento iniciado no final de 2019. Mas a expectativa é de que a alta dos preços tenha se encerrado em 2022, quando observamos, também, aumento no abate de fêmeas”, aponta Mariana Oliveira, analista da PPM.

Brasil deve colher a 3ª maior safra de café da história, com 54,3 milhões de sacas

Todos os efetivos animais apresentaram crescimento, à exceção de codornas (-8,2%). Os plantéis de bovinos e suínos aumentaram 4,3% cada um; o de bubalinos 3,0%; equinos, 0,9%; caprinos, 3,9%; ovinos, 4,7%; galináceos, 3,8%; e galinhas, 2,4%. Houve ainda recorde nas produções de mel, que cresceu 9,5%, e de ovos de galinha com alta de 1,3%.

“Com a demanda interna enfraquecida e poder de compra da população reduzido, a exportação de produtos pecuários, sobretudo as carnes, foi a alternativa adotada para o escoamento da produção. As exportações atingiram um recorde e a China consolidou-se como importante mercado para as carnes, seja ela de frangos, suínos ou bovinos”, analisa Mariana Oliveira.

 

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Moagem de cana no Centro-Sul atinge 601 milhões de toneladas, queda de 2,22%
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Setor sucroalcooleiro é destaque nas exportações do agro paulista

Por redação 20/09/2023
Escrito por redação

O complexo sucroalcooleiro totalizou US$ 6,09 bilhões em exportações, sendo que o açúcar representou 87,5%, e o etanol, 12,5%

Setor sucroalcooleiro é destaque nas exportações do agro paulistaO setor sucroalcooleiro teve a maior participação dentro das exportações do agronegócio paulista, de 34,1%, uma alta de 25,9% em valores e de 6,6% em volumes de vendas externas. Os dados, referentes aos oito primeiros meses do ano, são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Esse avanço decorre da alta das exportações do açúcar (30,1% em valores e 6,3% em volume), além da valorização de 21,9% no preço médio da commodity no período. Já para o álcool (etanol), os embarques apresentaram elevações de 11,2% em volume e de 2,5% em valores.

O complexo sucroalcooleiro totalizou US$ 6,09 bilhões em exportações, sendo que o açúcar representou 87,5%, e o etanol, 12,5%.

Agro paulista registra superávit de US$ 14,4 bi no acumulado do ano

Além do complexo sucroalcooleiro, tiveram destaque no avanço dos valores exportados os sucos (alta de 16,4%) e florestais (1,0%). Já os destaques de queda ficaram com carnes (-25,8%), café (-10,0%) e soja (-3,6%).

Já em valores, o grupo da soja vem em seguida, com US$ 3 bilhões (a soja em grão respondendo por 84,5% de participação); seguido pelo setor de carnes (US$ 2,01 bilhões, em que a bovina respondeu por 80,9%); produtos florestais (US$ 1,78 bilhão, com 50,5% de celulose e 41,5% de papel) e o grupo de sucos (US$ 1,33 bilhão, dos quais 97,4% referentes ao de laranja).

Os cinco grupos representaram 79,6% das vendas externas no estado. Já o grupo de café, tradicional nas exportações, ficou na sexta posição, com vendas de US$ 631,47 milhões (68,1% referentes ao verde e 24,5% de solúvel).

 

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Notícias

Agro paulista registra superávit de US$ 14,4 bi no acumulado do ano

Por redação 20/09/2023
Escrito por redação

Resultado da Balança Comercial Paulista em 8 meses foi 6,9% superior a 2022

Agro paulista registra superávit de US$ 14,4 bilhões no acumulado do anoO agro paulista registrou superávit de US$ 14,4 bilhões no período de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Nas exportações do agro paulista, o avanço  foi de 5,6%, alcançando US$ 17,84 bilhões, e nas importações, de 0,6% (US$ 3,44 bilhões). As exportações de produtos agrícolas representam 39,1% entre todos os setores no estado, enquanto as importações equivalem a 7,1%.

Inmet alerta para temperaturas acima de 42ºC e calor extremo no Brasil

Em relação ao agronegócio nacional, a participação do estado de São Paulo ultrapassa 50% do total dentro dos seguintes grupos: sucos (84,6%), produtos alimentícios diversos (75,4%), plantas vivas e produtos de floricultura (67,6%), complexo sucroalcooleiro (63,4%) e demais produtos de origem vegetal (63,3%).

Os maiores aumentos nos valores exportados na comparação com o ano passado foram nos grupos sucroalcooleiro (25,9%), sucos (16,4%) e florestais (1,0%). Já as principais quedas foram em carnes (-25,8%), café (-10,0%) e soja (-3,6%).

Setor sucroalcooleiro é destaque nas exportações do agro paulista

No cenário nacional, o superávit do agronegócio chegou a US$ 101,51 bilhões, 4,8% superior ao mesmo período do ano passado. As exportações do agronegócio brasileiro tiveram aumento de 4,2%, alcançando US$ 112,68 bilhões (50,2% do total nacional). Já as importações tiveram queda de 1,0%, somando US$ 11,17 bilhões (6,9% do total nacional).

 

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Inmet alerta para temperaturas acima de 42ºC e calor extremo no Brasil

Por redação 20/09/2023
Escrito por redação

O panorama previsto pelos meteorologistas do Inmet aponta uma possível piora da situação a partir de sexta-feira (22)

Inmet alerta para temperaturas acima de 42ºC e calor extremo no BrasilO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a atuação de uma onda de calor ao longo desta semana no interior do Brasil. Na manhã de segunda-feira (18) foi emitido um aviso meteorológico especial de nível laranja (perigo) de onda de calor, válido até as 18h do dia 22/09.

Seguindo os protocolos internacionais, este aviso é emitido quando as temperaturas, neste caso, especialmente, as máximas, excedem em pelo menos 5°C a climatologia (média histórica) do período. Vale ressaltar que a intensidade do aviso está relacionada com a persistência do fenômeno (número de dias consecutivos) e não aos desvios de temperatura absolutos em si.

Brasil deve colher a 3ª maior safra de café da história, com 54,3 milhões de sacas

Vale destacar que este aviso será reavaliado diariamente para possíveis ajustes, especialmente, na área de atuação do fenômeno. O panorama previsto pelos meteorologistas do Inmet aponta uma possível piora da situação a partir de sexta-feira (22). As temperaturas máximas devem passar dos 40°C em áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, além do interior de São Paulo, especialmente. Na capital paulista, são esperadas temperaturas máximas acima dos 35°C a partir de sexta-feira.

Associados à onda de calor, há previsão de baixos índices de umidade relativa do ar para a maior parte da área de abrangência do aviso. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é importante destacar que, nesse período de temperaturas altas, aumenta a probabilidade de incêndios na vegetação, principalmente, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, tendo em vista que essas regiões se encontram ainda no período mais seco do ano.

Onda de calor

A onda de calor é promovida pelas condições de tempo predominantemente seco, com aumento da insolação, e favorecida pela subsidência atmosférica – quando a pressão atmosférica entre os níveis médios e a superfície aumenta, inibindo o desenvolvimento de nebulosidade, aumentando, também, a temperatura da massa de ar.

A configuração de um bloqueio atmosférico relacionado a este padrão de subsidência com o escoamento dos ventos em níveis superiores da atmosfera garante a persistência da onda de calor.

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Vendas externas de café robusta atingem novo recorde, diz Cecafé

Por redação 20/09/2023
Escrito por redação

Exportações brasileiras de variedade somaram 699 mil sacas em agosto, de acordo com dados do Cecafé

Vendas externas de café robusta atingem novo recorde, diz Cecafé

De acordo com o relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé ), divulgado na última quarta-feira (13), as exportações brasileiras de café robusta somaram 699 mil sacas em agosto, expressivo aumento de 443% ante o mesmo mês do ano passado e 41,3% a mais na comparação com julho de 2023.

Esse volume renovou o recorde de embarques na série do Cecafé, apesar da quebra de safra da variedade na temporada 23/24 – que, inclusive, tem limitado as negociações.

Brasil deve colher a 3ª maior safra de café da história, com 54,3 milhões de sacas

Assim como no Brasil, adversidades climáticas afetaram as produções de robusta na Indonésia e no Vietnã, limitando a oferta nesses países, informa o Cepea-Esalq/USP.

Para o arábica, as exportações também subiram: entre julho e agosto, os embarques da variedade cresceram 20,4%, somando 2,65 milhões de sacas, 11,2% acima do mesmo período de 2022.

 

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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Notícias

Brasil deve colher a 3ª maior safra de café da história, com 54,3 milhões de sacas

Por redação 20/09/2023
Escrito por redação

A área total destinada à cafeicultura no País em 2023, para o arábica e conilon, totaliza 2,24 milhões de hectares

Brasil deve colher a 3ª maior safra de café da história, com 54,3 milhões de sacas

Com mais de 95% do café já colhido no final de agosto, a safra de 2023 do grão está estimada em 54,36 milhões de sacas. O volume representa um crescimento de 6,8% em relação à colheita registrada em 2022. Além de ser um recorde para um ano de bienalidade negativa, essa é a terceira maior safra já colhida no país, atrás apenas dos anos de 2018 e 2020 ambos de bienalidade positiva.

Os dados estão no 3º levantamento da cultura, divulgado nesta quarta-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se a estimativa para este ano for comparada com o volume colhido na safra de 2021, último ano de bienalidade negativa, o aumento chega a ser de 13,9%.

Governo eleva estimativa de crescimento do PIB da agropecuária

Neste ano, a expectativa é de uma recuperação para o desempenho do da safra de café arábica. De acordo com os dados da Conab, a colheita desta espécie do grão deve chegar a 38,16 milhões de sacas. A alta é reflexo de um incremento de 2,4% na área em produção, aliado ao ganho estimado em 13,9% na produtividade, influenciado pelas condições climáticas mais favoráveis em relação às últimas duas safras.

“Destaque para o desempenho de Minas Gerais, principal estado cafeicultor do país, que mesmo com os efeitos da bienalidade negativa sobre muitas das regiões produtoras apresenta um crescimento de 29,5% na produção”, destaca o gerente de Acompanhamento de Safras da Companhia, Fabiano Vasconcellos.

Cenário oposto é encontrado nas lavouras de conilon, onde é esperada uma queda de 11% na colheita quando comparado com o excelente resultado obtido em 2022, com estimativa de serem colhidas 16,2 milhões de sacas neste ano.

“Este resultado se deve, sobretudo, à queda de 10,8% na produtividade, reflexo das condições climáticas um pouco adversas, registradas no principal estado produtor de conilon, o Espírito Santo, que impactou parte das lavouras, principalmente em fases iniciais do ciclo. Essa perda não foi compensada pelos ganhos esperados em Rondônia e Mato Grosso”, explica Vasconcellos.

Área

O documento também mostra que a área total destinada à cafeicultura no país em 2023, para o arábica e conilon, totaliza 2,24 milhões de hectares, sendo com 1,88 milhão de hectares em produção, com crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior, e 362,5 mil hectares em formação, com redução de 9,3%.

Mercado

No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Brasil exportou 22,9 milhões de sacas de 60 kg, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume embarcado representa uma queda de 10,8% na comparação com igual período do ano passado. O desempenho negativo no acumulado de 2023 foi influenciado pela restrição dos estoques nos primeiros meses da temporada, após safras com a produção limitada em 2021 e 2022.

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Já apenas em agosto, o cenário das vendas externas se apresenta mais favorável. No último mês, o Brasil exportou cerca de 3,69 milhões de sacas de 60 kg de café em agosto de 2023, o que representa alta de 37,6% em relação ao mês anterior e de 38,5% na comparação com igual período de 2022, de acordo com o MDIC.

“Após queda na quantidade de café exportada em 2021 e 2022, a ampliação da oferta interna em 2023 pode resultar em recuperação da exportação na safra atual. A exemplo do último mês de agosto, as exportações tendem a permanecer aquecidas nos próximos meses deste ano”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.

 

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Notícias

Governo eleva estimativa de crescimento do PIB da agropecuária

Por redação 19/09/2023
Escrito por redação
De acordo com o Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda, PIB da agropecuária deve registrar alta de 14% em 2023

Governo eleva estimativa de alta do PIB da agropecuária A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou de 2,5% para 3,2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos). A estimativa para a inflação diminuiu. As previsões estão no Boletim Macrofiscal divulgado nesta segunda-feira (18), informa a “Agência Brasil”.

Segundo o Ministério da Fazenda, a revisão no crescimento foi motivada pelo crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, pelo aumento da safra, pela expectativa de resultados positivos no terceiro trimestre e pela eventual recuperação da economia chinesa no quarto trimestre.

As projeções de crescimento do PIB para este ano melhoraram para todos os setores. Para o setor agropecuário, a projeção passou de 13,2% para 14%. Para a indústria, a estimativa avançou de 0,8% para 1,5%, enquanto a projeção para os serviços passou de 1,7% para 2,5%. A estimativa de crescimento para 2024 foi mantida em 2,3%.

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Segundo o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as previsões do mercado financeiro têm confirmado as estimativas do Ministério da Fazenda. “O conjunto de projeções do mercado tem tido um resultado bastante benigno na nossa leitura em relação à dinâmica da economia brasileira e tem tido também um comportamento que tem confirmado de alguma forma as projeções que nós fazemos aqui na SPE”, afirmou.

Inflação

A projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida A estimativa está acima da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024, a estimativa avançou de 3,3% para 3,4%.

Segundo a SPE, o impacto dos reajustes nos preços de combustíveis tem sido compensado pela queda nos preços de comida e de serviços associados à alimentação em casa. A projeção para 2024 foi elevada por causa de ajustes nas estimativas para o dólar e o preço das commodities (bens primários com cotação internacional).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,36%, segundo a previsão da SPE, contra 4,48% previstos no boletim anterior, divulgado em maio. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, caiu de deflação de 2,06% para deflação de 3%.

Médio prazo

Apesar da desaceleração econômica prevista para 2024, a SPE ressalta que as estimativas para o próximo ano estão melhorando. Mesmo com o desemprego em baixa, os núcleos de inflação (medidas que excluem variações extremas, como alimentos e preços administrados) continua a desacelerar. “Em linha com essa interpretação, a expectativa de mercado para o crescimento em 2024 tem se elevado, a despeito do aumento do crescimento projetado para 2023”, ressalta o documento.

Principal responsável pelo crescimento econômico em 2023, o setor agropecuário deverá desacelerar no próximo ano, por causa da repercussão da supersafra deste ano, que reduz os preços das commodities agrícolas, e da previsão de anomalias climáticas, que reduzirão o crescimento da área plantada.

Para outros setores, a perspectiva é mais otimista para 2024. Segundo a SPE, a indústria e os serviços devem se beneficiar com a queda dos juros, com as políticas de apoio à renegociação de dívidas, com os programas de transferência de renda e os incentivos ao investimento, como o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estímulos para inovação e digitalização, fornecimento de garantias do Tesouro Nacional para parcerias público-privadas.

 

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19/09/2023 0 Comentários
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