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Notícias

Aplicativo da Embrapa vai facilitar o trabalho de produtores orgânicos

Por redação 19/09/2023
Escrito por redação

Tecnologias, publicações técnicas e listas de insumos permitidos serão algumas das funcionalidades

Aplicativo da Embrapa vai facilitar o trabalho de produtores orgânicosPesquisadores da Embrapa Territorial (Campinas-SP) apresentaram ao superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em São Paulo, Guilherme Campos, na última sexta-feira (15), os resultados do projeto Pró-Orgânico, desenvolvido desde 2020 por centros de pesquisa da Embrapa e parceiros. Um aplicativo desenvolvido durante o projeto está em teste e deve ser disponibilizado no próximo ano para uso público. A expectativa é que a ferramenta facilite o trabalho de produtores orgânicos brasileiros.

A Embrapa é uma empresa vinculada ao Mapa e a Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP) é uma das parceiras do projeto. Guilherme Campos tem visitado diversas instalações do Mapa no Estado, construindo redes de apoio a pedido do ministro Carlos Fávaro.

A pesquisadora Gisele Freitas Vilela contou a história do projeto que culminou com o aplicativo. A demanda surgiu de uma consulta feita a stakeholders e os diversos parceiros envolvidos contribuíram com a criação da tecnologia. O Mapa apoiou com recursos humanos na confecção do aplicativo e, na reta final, ajudou na validação da ferramenta com produtores de Ribeirão Preto e do sul de Minas Gerais.

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

De acordo com Gisele, a concepção do aplicativo levou em consideração uma linguagem acessível e funcionalidades amigáveis para que o uso seja facilitado. Nesta fase final, os produtores estão testando e preenchendo formulários que vão ajudar na gestão das propriedades.

Virginia Germani, chefe do Núcleo de Suporte à Produção Orgânica do Mapa em São Paulo (Nusorg-SP), disse que a ferramenta foi pensada para apoiar os produtores, o próprio Mapa, as certificadoras e outros sistemas participativos de controle que garantem a qualidade orgânica dos produtos.

Entre outras funcionalidades, o aplicativo terá uma Organoteca, espécie de biblioteca interativa com tecnologias e publicações técnicas lançadas pela Embrapa e por parceiros. O aplicativo também conta com uma lista com insumos permitidos no cultivo orgânico, uma demanda muito comum dos produtores. A ferramenta foi concebida para que o preenchimento solicite informações obrigatórias que o agricultor orgânico precisa repassar ao Mapa, facilitando o envio. O aplicativo deve facilitar o acesso a dados para geração de painéis que apresentem a distribuição dos produtores orgânicos e as culturas produzidas em cada região.

Como a equipe já está trabalhando em outra proposta para obter financiamento e dar continuidade ao trabalho, Guilherme sugeriu o contato com instituições que podem ajudar, como o Sebrae, o Ibama, a Associação Paulista de Municípios (APM) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), entre outras. Ele também colocou a SFA-SP à disposição da Embrapa. “Se o produtor conseguir perceber as vantagens que essa ferramenta traz para sua rotina, não tenho dúvidas que será um sucesso. Mais um grande benefício que a Embrapa oferece à sociedade”, afirmou.

Iniciativas

Ao chegar na Embrapa Territorial, o superintendente foi recebido pelo chefe geral Gustavo Spadotti Castro, pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, José Gilberto Jardine, e pelo chefe-adjunto de Administração, Luís Gonzaga Alves de Souza. Eles trataram de agendas comuns, como o levantamento que o centro de pesquisa está produzindo sobre áreas de pastagens e níveis de degradação. A intenção do Mapa é estimular a conversão desses campos em agricultura ou promover sua recuperação. “O ministro Fávaro está muito empenhado em relação a essa política pública”, lembrou Guilherme.

Gustavo anunciou também que a Embrapa Territorial vai acompanhar, por meio de monitoramento por imagens, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 3, a exemplo do que foi feito no PAC 1 e PAC 2.

Na visita, o superintendente também conversou com a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Lucíola Alves Magalhães; com os pesquisadores Juan de Souza e Cristina Criscuolo, e com o analista Rafael Mingoti.

 

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19/09/2023 0 Comentários
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TecnologiaManutenção

Sistema automatizado de ordenha requer manutenção periódica

Por redação 18/09/2023
Escrito por redação

Referência no sistema de ordenha automatizada, a Lely oferece programa global de treinamento aos técnicos e reforça a importância das constantes revisões dos robôs

Sistema automatizado de ordenha requer manutenção periódicaO sistema de ordenha pode ser considerado o ‘coração’ das fazendas leiteiras, e, por isso, requer, de tempos em tempos, revisões feitas por especialistas – sobretudo modelos automatizados. Sabendo disso, a Lely investe na qualificação do time técnico e reforça a importância dessa ação.

O departamento Customer Care da empresa, que envolve o Suporte Técnico de Vendas (TSS – Techinical Sales Support) e o Suporte de Gerenciamento de Fazenda (FMS – Farm Management Support), tem a função de atuar na área técnica de atendimento ao cliente Lely Brasil e América Latina.

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

O gerente do departamento, Daan Stehouwer, explica que os técnicos participam de treinamentos e cursos ministrados na sede da empresa, localizada na Holanda, e são habilitados com certificações para atuarem no campo em diferentes níveis e para formarem outros profissionais que fazem parte dos Lely Centers da América Latina.

“Oferecemos o programa global de treinamento para os técnicos que fazem o atendimento aos Lely Centers do Brasil. Nos últimos dois anos foram emitidos 36 certificados e este número está crescendo exponencialmente. Isso garante uma experiência ainda melhor nos Lely Centers em todo o país, que podem, então, resolver prontamente os problemas e garantir o máximo de tempo de atividade dos robôs”.

E para reforçar este foco em treinamentos de qualidade, Daan comenta que a empresa está investindo em um centro de treinamento dedicado a todos os seus produtos, localizado em Carambeí (PR), com previsão de abertura em meados de 2024.

A importância das revisões

Para contextualizar o funcionamento dos robôs de ordenha e a importância das revisões e manutenções realizadas por profissionais qualificados, o gerente comercial da Lely Brasil, João Vicente Pedreira, explica que os robôs ficam ligados 24 horas por dia e as ordenhas ocorrem ao longo de, pelo menos, 21 horas.

“Se houver uma interrupção, isso significa que, a cada hora, deixam de ser ordenhadas de cinco a oito vacas. Dessa forma, o planejamento de manutenção feita pelos técnicos no momento da instalação é de extrema importância”.

Durante a instalação, os especialistas da Lely verificam as questões de estabilidade e qualidade do fornecimento de energia, além das devidas proteções elétricas contra descarga, qualidade da água e aterramento.

Após a instalação, as manutenções preventivas devem ser realizadas a cada quatro meses e garantem que os eventuais chamados de urgência não ocorram, ou sejam mínimos. Cada manutenção segue uma lista de medidas e troca de determinadas peças dos robôs.

“Por exemplo, é feita a medição do nível de vácuo, curva de pulsação e a troca de reparos, sempre seguindo uma lista de checagem pré-definida para cada tipo de manutenção. Os técnicos que atuam nessas atividades de instalação, manutenção preventiva e atendimento de urgência, são treinados e certificados pela Lely para realizarem essas atividades”, diz.

“Manter o equipamento em ordem para uso, garante aos produtores os ganhos que almejam no planejamento e gestão do seu negócio, por meio de uma ordenha consistente, produção garantida, vacas mais saudáveis e retorno financeiro assegurado”.

Principais pontos de atenção

Luan Nogueira Moreno, do Suporte de Serviço Técnico da Lely (TSS – Techinical Sales Support), compartilha os principais pontos de atenção que os técnicos analisam no momento das revisões periódicas.

“Uma tarefa recorrente é a verificação do sistema de fornecimento de energia, incluindo baterias e conectores. Garantir uma fonte de energia estável e confiável é essencial para uma operação sem interrupções”.

A limpeza regular de alguns componentes também é necessária, e inclui sensores, filtros e peças mecânicas. Com isso, é possível evitar o acúmulo de sujeira, detritos ou contaminantes.

“Outro ponto é a atualização do software que controla o robô e gerencia os dados, visto que assegura um ótimo desempenho e compatibilidade com novos recursos e melhorias. Assim como a calibração regular do equipamento, como os copos de teteira, medidores de leite e sensores, necessária para manter a precisão nas medições e processos de ordenha”.

O monitoramento e testes regulares de sensores, sistemas de controle e mecanismos de segurança também são fundamentais para detectar qualquer mal funcionamento ou desvio da operação habitual. “O TDS (Teat Detector Sensor) é um sistema essencial na ordenha automática, é o ‘olho’ do robô.

Ele atua como um sensor especializado que detecta e localiza o posicionamento correto dos tetos das vacas. Essa informação é fundamental para garantir que as teteiras sejam acopladas corretamente, de forma rápida e precisa. É necessário manter o TDS em bom estado para assegurar uma ordenha eficiente e confortável para os animais”, finaliza.

 

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Artigo Técnico

Armazenamento da safra de grão 2024/25 precisa ser planejado agora

Por redação 18/09/2023
Escrito por redação

Armazenamento da safra de grão 2024/25 precisa ser planejado agora

Por Lalo Malinarich* – O 12º Levantamento da Safra de Grãos da Conab, recém divulgado, que marca o encerramento da colheita, apontou que a produção de grãos no Brasil na safra 2022/23 está estimada em 322,8 milhões de toneladas, acréscimo de 50,1 milhões de toneladas quando comparada com o ciclo 2021/22. Com uma safra tão robusta, a atenção se volta agora para a estocagem desses grãos. Segundo a própria Conab, a capacidade estática de armazenagem no Brasil em 2023 está em 190,9 milhões de toneladas, ou seja, essa conta não vai fechar.

O produtor precisa pensar no armazenamento da safra que vai colher antes do pré-plantio. Em Mato Grosso, por exemplo, vimos nos últimos meses montanhas de milho estocadas a céu aberto, no chão, por falta de um local adequado. Isso não pode se repetir todos os anos, não podemos nos acostumar com estas cenas ou tampouco pode ser considerado normal. Para o ano que vem, o mercado fala em crescimento de 5% da produção para o agro brasileiro e, para isso se concretizar, não precisa de nenhuma mágica tendo em vista os avanços as últimas safras. Portanto, já é hora de pensar na safra 2024/25, e planejar onde e como vai se armazenar a produção que ainda nem foi plantada.

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Sabemos que é alto o custo para montar uma estrutura de silo metálica convencional. Um investimento que demora anos para se pagar e muitas vezes o produtor não está preparado para despender esse capital. Além disso, é fundamental pensar em qual o tamanho que essa estrutura precisa ter. Será para atender uma super safra ou uma safra média? Qual o volume? Por isso, o agricultor precisa avaliar esse investimento que não é baixo e pode não resolver o problema a curto prazo.

Hoje, analisando fazendas que são eficientes, entendemos que essa logística de armazenamento pode e deve ser bem planejada e otimizada, ou seja, o agricultor pode ter uma estrutura funcional sem a necessidade de altos investimentos. Isso na prática funciona da seguinte forma: a fazenda produtora de grãos para ser rentável precisa ter uma estrutura básica, que é composta por: uma boa moega, um silo pulmão para receber os grãos que vem direto do campo, um secador, e um silo para colocar o grão beneficiado.

Após esse processo, a produção pode ser colocada em uma estrutura móvel, como os silos-bolsa, ampliando a capacidade de armazenagem. A alternativa que pode atuar em paralelo ao silo estático tem entre os benefícios o menor custo de instalação e manutenção, maior flexibilidade em capacidade e localização e melhor conservação da qualidade dos produtos armazenados. É adequado para armazenar diversos produtos agrícolas, como grãos (milho, soja, trigo), forragens (capim, feno) e silagem.

O silo-bolsa barateia o investimento e é ótima solução, pois os grãos podem ficar estocados por até um ano que o custo será igual e a qualidade também. Desta forma, o agricultor pode planejar a venda e esperar até o melhor momento do mercado para fazer a comercialização, atingindo maiores rentabilidades.

*Engenheiro Agrônomo e Head de Mercado Silo Bolsa Silox do Grupo Nortène

 

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Notícias

Cafeicultura no Amazonas tem perspectivas promissoras

Por redação 18/09/2023
Escrito por redação
Cafeicultura no Amazonas tem perspectivas promissoras e novos desafios

Grãos do café Robustas Amazônicos cultivados no AM/Tupinambá

A cafeicultura no Amazonas está se estruturando com a adoção de tecnologias baseadas no cultivo de café clonal, com a recuperação de áreas desmatadas para inseri-las no sistema produtivo, abrindo oportunidades para geração de renda na agricultura familiar.

O cenário é promissor com diversas potencialidades, mas também apresenta desafios para fortalecer essa cadeia produtiva no estado e isso foi discutido no Workshop “Cafeicultura no Amazonas: Avanços e perspectivas”, que durante o dia 14 de setembro reuniu mais de 130 pessoas, entre técnicos, produtores e pesquisadores envolvidos na cafeicultura da região.

O workshop foi uma realização da Embrapa, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), coordenado por equipes dessas instituições envolvidos com a cafeicultura.

Exportações do agro atingem recorde de US$ 15,6 bilhões em agosto

O evento aconteceu como marco dos dez anos da introdução do café clonal no estado do Amazonas, com início dos trabalhos de pesquisa, transferência de tecnologia, assistência técnica e fomento para o cultivo de clones da espécie Coffea canephora no estado, inicialmente com as variedades de café conilon BRS Ouro Preto e posteriormente com os híbridos conhecidos como Robustas Amazônicos, ambas cultivares clonais desenvolvidas pela Embrapa para a região Amazônica.

Inicialmente, em 2013, a Embrapa Rondônia, que coordena pesquisas com melhoramento de café na região norte foi procurada por produtores do município de Apuí (AM) , e depois em 2015 por produtores do município de Silves (AM), interessados em cultivar os cafés clonais. A partir de então, a Embrapa aproveitou a oportunidade para validar as cultivares de café desenvolvidas e recomendadas para Rondônia, nas condições de clima e solo do estado do Amazonas.

 

Everton Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, destacou a importância das parcerias para o avanço da cafeicultura no Amazonas.

aplicativo - Cafeicultura no Amazonas tem perspectivas promissorasDurante 10 anos, foram vários projetos sendo executados no estado, tanto projetos de pesquisa, a maioria financiados pela Fapeam, envolvendo instituições como Embrapa, Ufam,  Ifam, Idam, Sepror, assim  também como projetos de transferência de tecnologia e de ações para levar os resultados das pesquisas a técnicos e produtores, como cursos de capacitação, Dias de Campo, além de  ações de assistência técnica. Essas ações também tem recebido participação e apoio de associações de produtores, prefeituras, organizações não governamentais e empresas privadas.

O pesquisador Marcelo Curitiba, da Embrapa Café, que participa  desde o início desse trabalho no estado, ainda por meio da Embrapa Rondônia, conta que ao longo do processo de validação, os clones se mostraram bem adaptados às condições do estado e bastante produtivos,  e o governo do estado e a iniciativa privada vem possibilitando a multiplicação de mudas desses clones e novos agricultores passaram a começaram a ter acesso a mudas e entrar na atividade.

“E esse processo que começou lá em 2013, 2014, vem ganhando força aqui no Amazonas, e está se mostrando uma alternativa de renda para os produtores”, destaca o pesquisador Curitiba, acrescentando que a proposta dessa cafeicultura, que  tem a perspectiva de sustentabilidade e valorização da agricultura familiar, visa fixar as famílias no campo e preservar a floresta. “Porque quando você tem uma cultura que traz renda, ela diminui a pressão sobre a floresta, diminui a pressão de problemas sociais”, complementa , citando que estão sendo implantadas novas áreas e que devem entrar em produção em breve.

“Nos próximos anos a gente acredita que essa produção vai aumentar e o grande detalhe é que nós estamos investindo, incentivando a produção de cafés de qualidade, cafés especiais para atender tanto o mercado interno quanto o mercado externo, pensando no diferencial do café produzido no bioma Amazônia”, afirma o pesquisador.

Os Robustas Amazônicos se caracterizam por sabor e aroma diferenciados e de alta qualidade.  No evento, o professor da Ufam, Fábio Medeiros Ferreira, apresentou os resultados da “Avaliação de Cultivares de Cafeeiros Robustas Amazônicos nas Condições de Clima e Solo do Amazonas”; mostrando que é possível produzir com altas produtividades e qualidade.

O Governo do Estado, por meio do sistema Sepror e Idam, fomenta o Projeto Prioritário do Café. A coordenadora do projeto, a engenheira agrônoma Ana Cecília Lobato, do Idam, cita que atualmente 12 municípios do estado fazem parte do Projeto Prioritário. Entretanto, a cultura do café está se expandindo além destes, para várias regiões do estado.

Por meio de parceira com a Sepror e a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), o Idam entregou, em 2022 e 2023, 45.000 mudas de café no kit agricultor familiar dos clones de Robustas Amazônicos, alcançando  aproximadamente 1.500 famílias.

Através de um levantamento feito em parceria com a Conab, foi possível constatar que existe um crescente aumento no plantio do café Robustas Amazônicos no Amazonas. Atualmente são mais de 130 hectares de café em formação no estado do Amazonas, totalizando aproximadamente 675 hectares de café plantados em todo o estado.

Embrapa lança curso sobre manejo e conservação de solo e água

O pesquisador Edson Barcelos, da Embrapa Amazônia Ocidental, explica que o café é uma espécie perene que fixa gás carbônico, e que o cultivo está sendo incentivado para utilizar e recuperar as áreas desmatadas, “para a agricultura familiar produzir café de qualidade e com sustentabilidade, gerando trabalho e renda para a nossa população do interior do estado”, reforça.

Sobre os produtores que já entraram em produção, ele destaca que “têm alcançado produtividades excelentes, acima de seis sacos por hectare de café já seco, isso significa uma renda de 80 mil reais por hectare, e uma das coisas mais relevante é que esses cafés são cultivados por agricultores familiares e em áreas já desmatadas há muito tempo, ou seja, não estamos provocando novos desmatamentos”, afirma.

Além dos avanços, também foram discutidas as principais dificuldades enfrentadas. O analista da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, trouxe dados da pesquisa “Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Café no Estado do Amazonas” feita neste ano e relaciona como principais problemas citados pelos produtores: questão fundiária, custo e acesso a insumos, licenciamento ambiental, tamanho das áreas, produtividade e custo de produção, idade avançada dos agricultores (problema de mão de obra e sucessão), também foram comentados no workshop, necessidade de ampliar assistência técnica e condições de comercialização do café.

Antônio Fernando Guerra, chefe-geral da Embrapa Café, que foi um dos palestrantes no workshop, comentou sobre oportunidades para o estado do Amazonas com o potencial de financiamento que o Consórcio Pesquisa Café pode trazer para o estado, e ressaltou a  importância para a forma de conduzir e apresentar essa cafeicultura em nível nacional e internacional.

“Então, nós temos que saber comunicar e trabalhar com a cafeicultura regenerativa. Temos que buscar essas áreas degradadas para recuperar elas utilizando o café como o indutor dessa recuperação, e temos que trabalhar com as tecnologias mais adequadas para incorporar carbono no solo e proteger o solo, proteger as nascentes. Proteger a vegetação no entorno da cultura de café e promover as pessoas e inclusão social. E o café é a cultura mais apropriada quando se pensa em pequeno produtor, principalmente no sentido de você ter inclusão social.”

Antonio Carlos Tafuri e Eduardo Tosta, representantes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), apresentaram experiências exitosas que estão sendo realizadas com cafeicultura na região amazônica, com apoio da ABDI, tanto no estado de Rondônia e no Acre (Vale do Juruá) e podem ser aproveitadas no Amazonas. Tafuri  contou sobre o processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) do café  das matas de Rondônia, destacando aprendizados nesse processo.

Um dos desafios comentados no workshop é a possibilidade de trabalhar para uma IG para o café no Amazonas, fortalecendo a articulação institucional , a organização dos produtores, além de realizar diagnósticos para delimitar áreas ou regiões de produção que tenham um diferencial no saber fazer.

“Degustei alguns cafés aqui e vi que tem potencialidade, resta saber se eles fazem parte de um grupo de uma delimitação geográfica de uma área que possa ser delimitada, (além disso) a questão da institucionalidade deve ser melhorada com certeza, mas é algo que não é difícil de resolver a partir de um projeto elaborado e proposto aqui no Amazonas”, comentou, colocando que a ABDI está disposição para auxiliar no processo.

 

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Notícias

Embrapa lança curso sobre manejo e conservação de solo e água

Por redação 18/09/2023
Escrito por redação

O curso sobre manejo utiliza recursos didáticos variados, como videoaulas, animações e materiais interativos

Embrapa lança curso sobre manejo e conservação de solo e águaA produção de alimentos depende diretamente do solo e da água. E, para que esses recursos sejam preservados, é fundamental a utilização de práticas adequadas nas propriedades rurais. A Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, oferece agora um curso totalmente on-line e gratuito sobre fundamentos e práticas de conservação de solo e água.

Na capacitação, o participante tem acesso a diversas informações sobre como evitar a degradação e garantir uma produção agrícola sustentável.

Pesquisadores da Embrapa apresentam explicações sobre estratégias de manejo e conservação do solo e da água em sistemas de produção.

O curso utiliza recursos didáticos variados, como videoaulas, animações e materiais interativos. Também disponibiliza textos complementares e publicações técnicas da Embrapa.

“Estratégias de manejo do solo envolvem práticas que devem ser adotadas desde a escolha e o preparo da área de produção. Há cuidados fundamentais a serem seguidos para a conservação do solo e a manutenção de características favoráveis ao cultivo”, explica o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Manoel Ricardo de Albuquerque Filho.

Para o pesquisador, é importante que o produtor rural conheça os fundamentos sobre o manejo adequado do solo e seus benefícios. “Esse conhecimento aumenta as chances de adoção das práticas conservacionistas, a fim de evitar degradação e favorecer uma boa estrutura do solo para cultivos”, explica.

A capacitação on-line está estruturada em cinco módulos:

1- Manejo e Conservação do solo.

2- Capacidade de uso e aptidão agrícola das terras.

3- Água no sistema solo-planta-atmosfera.

4- Erosão e degradação do solo.

5- Estratégias de manejo e conservação do solo e da água em sistemas de produção.

Para mais informações e inscrições sobre o curso Fundamentos e Práticas de Conservação de Solo e Água, acesse aqui.

 

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AgritechnicaRevista

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Por redação 18/09/2023
Escrito por redação

Empresas nacionais participam da Agritechnica 2023 com o objetivo de ampliar atuação nos mercados internacionais

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

por Clarisse Sousa – Após quatro anos desde a última edição, a Agritechnica retorna de 12 a 18 de novembro, em Hanover, na Alemanha, com altas expectativas por parte do setor de máquinas e equipamentos agrícolas. Reconhecida como o maior evento mundial em seu segmento, a feira costuma ser palco para os principais lançamentos da indústria. Mais uma vez, o Brasil marca presença contando não apenas com a participação de sindicatos, associações e entidades ligadas ao setor, mas especialmente com empresas que buscam expandir mercados e fazer negócios. 

A indústria brasileira terá estandes individuais e coletivos em dois pavilhões para mostrar produtos nacionais. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) levará dez associados, enquanto a Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq) será responsável pela participação de 9 empresas de médio e grande porte. Outras três empresas participarão individualmente. É o caso da Metisa, Braslux e Hexagon.

O Brasil também participa institucionalmente com a ApexBrasil e representantes dos ministérios da Agricultura (Mapa) e do Desenvolvimento e Indústria (Mdic), além da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) e do Sindicato das Indústrias de Fertilizantes (Sindifert). O objetivo da delegação é apresentar as atuais oportunidades de negócios no o agro brasileiro.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do algodão

Em 14 de novembro, o governo brasileiro participa de uma conferência que debaterá sobre as oportunidades de investimentos nos mercados de exportação da Argentina, do Brasil e Uruguai. “Trata-se de uma conferência que oferecerá uma visão sólida desses mercados agrícolas que são extremamente promissores. Os temas irão abordar principalmente o potencial e as tendências do mercado, as oportunidades de crescimento e desenvolvimentos de mercado no setor agrícola e as inovações tecnológicas e de sustentabilidade”, conta Brena Bäumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG para o Brasil desde 2019.

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Agritechnica costuma ser palco para os principais lançamentos da indústria de máquinas agrícolas e discussão de tendências

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Agritechnica costuma ser palco para os principais lançamentos da indústria de máquinas agrícolas e discussão de tendências

Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras

Agritechnica costuma ser palco para os principais lançamentos da indústria de máquinas agrícolas e discussão de tendências

“Os números da feira enchem os olhos das empresas exportadoras brasileiras que têm hoje seu foco de negócio muito voltado para parcerias, importação, exportação e joint ventures”, ressalta. A previsão, segundo ela, é superar 450 mil visitantes profissionais de 135 países distintos. “Nossos expositores estão preparando suas agendas de reuniões e contatos, com algumas levando até uma equipe de dez pessoas para o evento.”

Expectativa de negócios

A Metisa participa da Agritechnica desde 2003. A feira tem sido porta de entrada para a fabricante de peças agrícolas no mercado europeu. “A feira nos proporciona um cenário para interagir com clientes, identificar novas oportunidades de negócios, analisar concorrentes e compreender as tendências agrícolas atuais”, explica Solange Sdrigotti, responsável pela área de vendas para a Europa da empresa. 

Ela comenta que o mercado europeu é “bastante competitivo e exigente” e que a Metisa tem crescido no continente graças à “constante participação na Agritechnica”. A frequência tem permitido que a empresa incorpore as tendências e direcione seus investimentos no aprimoramento de seus produtos de acordo com as exigências internacionais. Assim, pode oferecer produtos mais adaptados à realidade europeia.

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentável

Outra empresa com histórico de participação na feira é a Colombo. Comemorando 50 anos e com nova identidade visual em seus equipamentos, a marca apresentará a recolhedora de feijão Double Master IV. “Entendemos que é uma oportunidade também para continuarmos com o rebranding, revelando a nova paleta de cores dos produtos”, explica Rodolfo Juliano de Souza, gerente Comercial de Exportação da Colombo. 

“A feira nos aproxima dos clientes europeus e do continente africano. Trata-se de um momento para apresentar novidades e programar o ano seguinte. As expectativas são de alavancagem de volume, abertura de novos mercados e manutenção de relacionamentos de longa data”, conclui o gerente.

 

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Notícias

Evento debaterá o desenvolvimento de carreiras no agronegócio

Por redação 15/09/2023
Escrito por redação

Evento da Confraria do Agro debaterá sobre carreiras no agronegócioA Confraria do Agro realizará o evento “CDA Summit”, em Piracicaba, interior de São Paulo, nos dias 29 e 30 de setembro, com o intuito de debater o desenvolvimento de carreira, promover conexão e networking através de discussões pertinentes ao agro.

O evento será em formato híbrido e terá transmissão ao vivo e tradução simultânea das palestras internacionais.  O “CDA Summit vem para abrir a mente dos profissionais sobre o futuro imediato que nos espera e ao que devemos direcionar nossa atenção, se quisermos ser parte dessa história e manter o nosso setor competitivo perante o mundo”, segundo Thais Albuquerque, sócia da Confraria do Agro

Ao todo, serão quatro painéis com discussões sobre o setor, incluindo pautas como ESG, Gestão de Pessoas e Comunicação e Marketing no Agronegócio. Segundo Gustavo Malimpence, idealizador do projeto, “as discussões trarão cases para evidenciar como tratar essas questões na prática, no dia a dia”, afirma.

Aretuza Negri, comunicadora e também sócia, complementa: “Nós queremos falar com a cadeia agro como um todo. Entendemos que o setor é composto por três elos fundamentais com agentes de suma importância em cada um deles, e as pessoas devem estar cada vez mais preparadas para esse agro do futuro, que não está tão distante assim”.

Dentre os nomes confirmados estão Ana Paula Packer, chefe geral da Embrapa Meio Ambiente, o jornalista Nicholas Vital e o deputado estadual Lucas Bove.

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Notícias

Publicada portaria que altera calendário de semeadura da soja em cinco estados

Por redação 15/09/2023
Escrito por redação

O calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, com objetivo de reduzir possível o inóculo da ferrugem asiática da soja, considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura

Publicada portaria que altera calendário de semeadura da soja em cinco estadosO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta sexta-feira (15) a Portaria nº 886 com a alteração no calendário de semeadura da soja para a safra 2023/2024 nos estados da Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina.

Para o estado da Bahia o novo período vai de 1º de outubro a 31 de dezembro de 2023. Neste caso, o calendário foi reduzido de 100 para 92 dias em atendimento à solicitação do Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal.

Em Rondônia também foi atendida a solicitação do Órgão Estadual de Defesa Sanitária Vegetal no sentido de estabelecer um período único de 100 dias para o estado como um todo, ao invés de períodos diferenciados para duas diferentes regiões como estabelecido anteriormente. O novo período vai de 11 de setembro a 20 de dezembro de 2023.

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Já para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram consideradas as solicitações dos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal e demais razões técnicas relativas à necessidade do aumento dos períodos anteriormente estabelecidos.

A medida se vale em função de características geoclimáticas e arranjos produtivos em algumas regiões específicas, principalmente para os casos em que a soja é cultivada como segunda safra (após as culturas do milho, feijão, entre outras).

Desta forma, ao invés de um período único para cada unidade Federativa, foram estabelecidos calendários diferenciados para regiões diferentes no âmbito de cada um destes estados.

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O Paraná ficou dividido em três regiões. A primeira vai de 20 de setembro a 18 de janeiro de 2024, a segunda de 11 de setembro a 20 de dezembro de 2023 e a terceira de 17 de setembro a 15 de janeiro de 2024.

No Rio Grande do Sul também são três regiões: a primeira de 1º de outubro a 18 de janeiro de 2024, a segunda de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2024 e a terceira de 1º de outubro a 08 de janeiro de 2024.

O estado de Santa Catarina foi dividido em quatro regiões. A primeira vai de 13 de outubro a 10 de fevereiro de 2024, a segunda e a terceira vão de 02 de outubro a 30 de janeiro de 2024, e a quarta de 02 de outubro a 10 de janeiro de 2024.

O calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, com objetivo de reduzir ao máximo possível o inóculo da ferrugem asiática da soja. A medida implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

 

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Notícias

Exportações do agro atingem recorde de US$ 15,6 bilhões em agosto

Por redação 15/09/2023
Escrito por redação

Para analistas, os produtos que se destacaram no mês foram o milho, a soja em grãos, o farelo de soja, o açúcar e a carne de frango in natura

Exportações do agro atingem recorde de US$ 15,6 bilhões em agostoSegundo informações divulgadas nesta sexta-feira, 15, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as exportações do agro atingiram um novo recorde. A comercialização de produtos do agronegócio subiram 6,6% em agosto deste ano, atingindo US$ 15,63 bilhões. O valor correspondeu a 50,4% do total exportado pelo Brasil.

Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI/Mapa), dois fatores contribuíram para o resultado das exportações do agro de agosto: aumento da quantidade exportada e redução de preços.

O primeiro fator está relacionado à safra recorde de grãos colhida em 2022/2023, que ampliou a capacidade de excedente exportável. O outro fator trata do recuo dos preços internacionais dos alimentos.

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Para os analistas da SCRI, os produtos que se destacaram no mês foram o milho, a soja em grãos, o farelo de soja, o açúcar e a carne de frango in natura.

O milho bateu recorde mensal da série histórica em valor e quantidade. Já para os meses de agosto, a soja em grãos e o farelo de soja bateram recorde de valor e quantidade. Ainda para os meses de agosto, o açúcar e a carne de frango in natura bateram recorde de volume.

As vendas externas de soja em grãos atingiram recorde de US$ 4,19 bilhões para os meses de agosto, com alta de 12,3%. O volume exportado também foi recorde, com 8,39 milhões de toneladas (+41,1%). A China, como o principal destino deste produto, ampliou a participação de US$ 2,72 bilhões para US$ 3,15 bilhões.

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Já o farelo de soja registrou vendas de US$ 1,19 bilhão, cifra obtida em função do volume recorde exportado para o mês de 2,41 milhões de toneladas. A União Europeia continua como principal importadora do farelo de soja brasileira com aquisições de US$ 504,29 milhões, o equivalente a 1 milhão de toneladas.

As vendas externas de milho alcançaram 9,33 milhões de toneladas, quantidade recorde para a série histórica iniciada em 1997. O valor atingiu US$ 2,21 bilhões no mês pesquisado. A China importou praticamente um quarto das exportações do cereal.

O Brasil exportou 425 milhões de toneladas de carne de frango in natura, com expansão de 3,3%, o que equivale à cifra de US$ 780 milhões.

O açúcar registrou vendas externas de US$ 1,78 bilhão, com alta de 48,7% e a quantidade exportada foi de 3,63 milhões de toneladas (+23,0%), recorde para os meses de agosto.

A China também é a maior compradora da carne de frango in natura e de açúcar brasileiro.

Acumulado do ano (janeiro a agosto)

Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações somaram US$ 112,68 bilhões, alta de 4,2%. O incremento se deve a expansão da quantidade exportada, mesmo com recuo de 5,2% no índice de preços. As vendas de soja em grãos, açúcar e milho foram os produtos que mais contribuíram para o desempenho favorável no acumulado do ano.

 

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Embarques de soja em grão devem atingir 3,2 milhões de toneladas em janeiro
Notícias

Valor de produção e safra de grãos batem recorde em 2022, diz IBGE

Por redação 14/09/2023
Escrito por redação

Em 2022, o valor da produção agrícola no Brasil chegou ao recorde de R$ 830,1 bilhões, com alta de 11,8% ante 2021; produção de grãos cresceu 3,8% e chegou ao recorde de 263,8 milhões de toneladas

Valor de produção e safra de grãos batem recorde em 2022, diz IBGE

Com crescimento de 1,3%, valor de produção da soja chegou a R$ 345,4 bilhões em 2022 – Foto: Secom/MT

O valor de produção das principais culturas agrícolas do Brasil atingiu o recorde de R$ 830,1 bilhões em 2022, com alta de 11,8% em relação ao ano anterior. Foi a maior safra de grãos já registrada na série histórica, com 263,8 milhões de toneladas, alta de 3,8% frente a 2021. A área plantada do país foi de 91,1 milhões de hectares, com alta de 5,2%, ou 4,5 milhões de hectares a mais do que em 2021. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (14) pelo IBGE.

“Com a restrição do comércio das principais commodities agrícolas, por conta dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, e o dólar mantendo sua valorização frente ao real, os preços dos principais produtos agrícolas se mantiveram elevados”, explica Winicius Wagner, supervisor da pesquisa.

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Com o bom desempenho, principalmente da segunda safra, e novo recorde na série histórica, a cultura do milho foi a que mais contribuiu para o crescimento do valor de produção agrícola no ano, alcançando 109,4 milhões de toneladas, gerando R$ 137,7 bilhões, com alta de 18,6% ante 2021.

No ranking de valor de produção, a soja liderou. Apesar da queda de 10,5% na produção em 2022, com um volume de 120,7 milhões de toneladas, o valor de produção da oleaginosa cresceu 1,3% frente a 2021, chegando R$ 345,4 bilhões. A seguir vieram milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

“Além do recorde de produção de grãos, a manutenção do elevado patamar de preços das principais commodities agrícolas no mercado internacional contribuíram para uma alta de 6,6% no valor da produção do grupo dos cereais, leguminosas e oleaginosas, com um recorde de R$ 568,2 bilhões”, acrescenta Winícius. Com participação de 30,2% na produção nacional de grãos, Mato Grosso novamente foi o maior produtor, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Mato Grosso mantém liderança, com destaque para Sorriso

Maior produtor de soja, milho e algodão, o Mato Grosso foi estado com maior valor de produção agrícola. Em 2022, a produção do estado gerou R$ 174,8 bilhões, um acréscimo de 15,2%. Mato Grosso aumentou sua participação nacional para 21,1%, e agora está à frente de São Paulo. Mais de 1/5 do valor de produção agrícola nacional se concentra no estado.

São Paulo apresentou alta de 24,6% no valor de produção da cana-de-açúcar e 16,4% no valor de produção da laranja, produtos dos quais é líder nacional na produção. No geral, o crescimento foi de 22,5%, resultando num valor de R$ 103,0 bilhões. A participação do estado, que em 2021 havia sido de 11,3%, ficou em 12,4% em 2022. Já Minas Gerais, maior produtor de café, ocupou a terceira posição ao totalizar R$ 87,3 bilhões, um aumento de 28,1%.

CNA e Senar apresentam resultados dos custos de produção de grãos

Entre os municípios, Sorriso (MT) liderou pela quarta vez consecutiva, alcançando R$ 11,5 bilhões em valor da produção e respondendo por 1,4% do total nacional. Sorriso também teve o maior valor de produção em soja (R$ 5,8 bilhões) e milho (R$ 4,2 bilhões). O município mato-grossense também foi o quinto maior produtor de algodão herbáceo (em caroço), obtendo R$ 1,3 bilhão, e o quarto maior produtor de feijão, com 46.350 toneladas que geraram R$ 152,5 milhões.

A segunda posição ficou com Campo Novo do Parecis (MT), totalizando R$ 8,2 bilhões, alta de 7,9% em relação a 2021. A produção de soja, algodão e milho somou R$ 7,8 bilhões. No ano, Campo Novo do Parecis gerou R$ 2,2 bilhões com a produção de algodão, ocupando a terceira posição no ranking de valor da produção com o produto no país.

Sapezal (MT), terceiro colocado, apresentou valor de produção de R$ 8,0 bilhões, retração de 11,5% na comparação com o ano anterior. O município destacou-se na produção de algodão herbáceo, tendo o maior valor gerado com o produto, aproximadamente R$ 3,6 bilhões. Além disso, ficou na sexta posição nacional em valor da produção de soja, com R$ 3,4 bilhões.

 

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