terça-feira, outubro 27, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
terça-feira, outubro 27, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Revista

Agricultura irrigada: tecnologias focam em maior eficiência na aplicação de água

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Novas tecnologias para o uso eficiente de recursos hídricos demonstram um avanço significativo para uma agricultura mais sustentável

Agricultura irrigada: tecnologias focam em maior eficiência na aplicação de águapor Leonardo Gottems – A escassez de água é um desafio que vem ganhando importância e exige da agricultura uma verdadeira “reinvenção”. De acordo com Lineu Neiva Rodrigues, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Cerrados e especialista na área de irrigação e recursos hídricos, a chuva se concentra mais, causando a sensação de escassez, porque não há retenção de mananciais. A maior parte escorre para os rios sem aproveitamento. Para enfrentar isso, a primeira medida é garantir a segurança hídrica com infraestruturas que retenham e utilizem a água para promover desenvolvimento e qualidade de vida.

“Uma das formas de reter essa água é por meio de barragens. Com relação às tecnologias atuais para uma agricultura irrigada sustentável, temos que lembrar que o Brasil é líder em tecnologias em agricultura tropical, temos aqui o que há de melhor no mundo. Todas as tecnologias que contribuem para a segurança hídrica também contribuem para uma agricultura irrigada mais sustentável. Quando falamos em segurança hídrica, temos que olhar o lado da oferta e o lado da demanda”, ele explica.

Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/Miac

Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, lembra que as tecnologias disponíveis são inúmeras, como diferentes sistemas de irrigação, que focam em maior eficiência na aplicação de água, e o gotejamento, que tem sua eficiência em torno de 95%. “Visando a economia de aplicação de insumos, o uso do sistema de irrigação, a fertirrigação, possibilita se aplicar os insumos diretamente nas raízes das plantas, estrutura pela qual as plantas se alimentam, o que possibilita ser mais eficiente na nutrição das plantas e no controle dos males que impactam a lavoura. Esses são alguns exemplos de tecnologias disponíveis para o uso eficiente de água e insumos em um ambiente irrigado”, completa o especialista.

Um dos aspectos mais cruciais ao considerar o aprimoramento da irrigação, visando torná-la mais sustentável, reside no manejo, uma atividade que conta com uma variedade de tecnologias e sistemas disponíveis. “No manejo definimos quando e o quanto de água aplicar. Para isso, existem satélites, drones, sensores que são colocados no caule da planta para identificar se está no momento de irrigar ou não, sensores de solos, técnicas com base em clima, nas quais são usadas modelagens do balanço de água no solo. Há uma infinidade de instrumentos e métodos para o manejo da irrigação e estão todos disponíveis”, ressalta Rodrigues.

Agricultura irrigada: tecnologias focam em maior eficiência na aplicação de águaSegundo Luiz Alberto Roque, Co-CEO da Bauer do Brasil e CEO da Irricontrol, o correto manejo pode trazer uma série de benefícios, desde menor consumo de energia até o uso inteligente da água e a possibilidade de reter mais o carbono no solo. “Assim, o manejo pode garantir que você tenha não só uma melhora na produtividade e nos custos, mas também um impacto ambiental cada vez menor. Pois irrigação é colocar no solo a quantidade correta na hora certa, com o menor custo e impacto ambiental”, explica.

As tendências dessas tecnologias

Para Silva, tendências que podemos mencionar são o uso consciente de todos os insumos disponíveis para a produção de alimentos, visando a sustentabilidade do processo de produção. “Visando esses pontos, podemos dizer que a automação dos sistemas de irrigação, gestão de dados para uma melhor tomada de decisão, assim como o uso de sistemas mais eficientes de irrigação, todos alinhados em prol da verticalização do uso da terra, produzindo mais com menos recursos, é o que molda o futuro da agricultura irrigada agora”, diz.

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentável

Se fosse apontar uma tendência, Rodrigues cita aquelas que contribuem para a aplicação da água de forma diferenciada na área, porque a área irrigada não é homogênea.

“Você pode ter água, mas se não tiver energia, não consegue irrigar. Acredito que no futuro estaremos aplicando a água de forma mais diferenciada dentro da área, considerando as diferenças, e indo em direção à irrigação de precisão, fazendo uso dos drones, satélites e toda a questão de big data, que teremos que utilizar para, no final, tomar uma decisão. E a decisão é simples: quando irrigar e, se for preciso irrigar, quanto temos de irrigar”, ressalta.

Silva cita ainda o sistema de irrigação por aspersão via pivô central e o gotejamento, sendo que este último pode ser usado de duas formas. “O gotejamento superficial, em que os tubos gotejadores são usados na superfície do solo, e o sistema por irrigação por gotejamento subterrâneo, em que os tubos gotejadores são instalados abaixo da superfície do solo, possibilitando ganhos operacionais nas áreas implantadas. O que aumenta ainda mais o nível tecnológico dessas áreas de irrigação é o pacote tecnológico de ferramentas usadas para o manejo das lavouras irrigadas, em que, através de diversos sensores, podem estar conectados a plataformas na nuvem, possibilitando um manejo refinado do sistema de produção”, complementa.

Agricultura irrigada: tecnologias focam em maior eficiência na aplicação de água

De acordo com Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer do Brasil, as principais dificuldades para fazer isso em larga escala são questões como o recurso necessário para o investimento. Isso porque, por mais que ele tenha retorno, muitas vezes depende-se de instituições financeiras para financiamento.“Além disso, existe a necessidade de outorgas e, por último, a disponibilidade da própria energia. Algumas fazendas, por exemplo, no Norte e Nordeste do País, estão muito distantes da disponibilidade de energia, e fazer a operação com diesel fica muito caro em alguns casos”, explica ele.

Nesse cenário, a Bauer, em parceria com a Micropower, tem levado a solução inovadora de operação off-grid para as fazendas, nas situações em que não existe energia elétrica disponível, a partir do uso híbrido de energia solar, diesel e bateria. Tal solução permite reduzir os custos operacionais com o diesel, viabilizando a irrigação em áreas cada vez mais distantes.

O que esperar do futuro

No mundo atual, fazer previsões é difícil e arriscado. No entanto, Rodrigues diz que é evidente que a agricultura de sequeiro tem limitações de crescimento, enquanto a população mundial e a classe média continuam a crescer, aumentando a demanda por alimentos, especialmente os mais intensivos em água.

Para enfrentar esse desafio e garantir maior estabilidade na produção de alimentos, a agricultura irrigada tem um papel estratégico cada vez mais importante, tornando-se essencial no combate à fome e à pobreza.

“Vejo que por diversas razões, por questões ambientais e um olhar mais crítico da sociedade, uma irrigação mais eficiente e sustentável traz benefícios relativos à sustentabilidade da produção de alimentos para o mundo, de maneira geral. Vejo o crescimento da irrigação nos próximos anos no Brasil. Temos uma área potencial maior que a de todo o continente africano, então existe uma tendência de crescimento da irrigação. E essa irrigação tem de ser mais eficiente e tem de ter um olhar para a demanda da sociedade. Ela vai crescer principalmente devido à limitação física da agricultura de sequeiro”, acredita.

Danilo Silva espera um cenário bastante positivo. “As perspectivas são as melhores. Se levarmos em conta que, no ano 2000 a 2010, o Brasil agregava de 110 a 120 mil novos hectares por ano, de 2010 a 2020 esse valor dobrou. Já em 2021 e 2022 a quantidade de novas áreas vem sendo em torno de 400.000 ha por ano. O que mostra que a irrigação vem sendo adotada como uma importante ferramenta para os produtores rurais”, diz ele.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do algodão

“Com base no quadro de incerteza climática cada vez mais forte, assim como o valor das terras disponíveis também mais altas, a necessidade em se verticalizar a produção na mesma área é fato, corroborando nossa visão que a irrigação será uma das principais ferramentas disponíveis para que os produtores consigam produzir mais dentro da sua propriedade, assim como a busca por uma forma mais sustentável de se produzir, em que, através da irrigação localizada e a fertirrigação, se utiliza menos recurso natural e menos insumos para a produção de uma mesma unidade de produção de cada cultura”, complementa.

Parada afirma que cada vez mais faz-se necessário otimizar a produção, aproveitando da melhor maneira os recursos naturais disponíveis. “Então, nesse sentido, a irrigação vem apenas para somar com esses produtores. E aqui a gente brinca: quem tem irrigação, coloca mais irrigação. Aquele fazendeiro que já não tem mais fazenda para irrigar, compra novas fazendas para fazer irrigação, porque tem certeza de que o retorno é garantido, a curto prazo, e traz toda a questão de sustentabilidade para o mercado”, finaliza.

Agricultura irrigada: tecnologias focam em maior eficiência na aplicação de águaCases 

A utilização da irrigação com sustentabilidade já rendeu bons frutos para vários produtores. Um exemplo disso é a Fazenda São José, situada em São Sebastião da Grama, em São Paulo, que conseguiu alcançar resultados impressionantes graças à adoção do sistema de irrigação por gotejamento e à implementação das melhores práticas de fertirrigação, em parceria com a empresa Netafim.

Sob a gestão de Rafael Taramelli, especialista em café arábica e cafés especiais, a fazenda obteve uma transformação significativa em sua produção de café. Localizada na região vulcânica do Vale da Grama, a Fazenda São José agora assegura a alta qualidade dos grãos produzidos.

“O processo de irrigação trouxe muitos benefícios para nossa produção. Nós transformamos uma lavoura de 7 sacas por hectare para 80 sacas por hectare. Tanto a produção quanto a qualidade sofreram uma mudança evidente. A união de diversos fatores gera uma excelente bebida na xícara, e o processo de irrigação na fazenda foi altamente eficiente, trazendo rapidamente muito sabor para a bebiba, com enchimento de grãos e características cítricas na bebida. Foi um projeto excepcional que deu muito certo aqui na fazenda”, explica Taramelli.

José Ailton Ferreira, gerente das fazendas dos Taramelli, destaca a importância da tecnologia da Netafim em um momento crucial. “Quando iniciamos o plantio na Fazenda São José, enfrentamos um problema sério devido à falta de chuva. Houve um momento em que o Gabriel mencionou que talvez fosse melhor abandonar a propriedade e transformá-la em pasto. Eu até concordei com ele, mas acreditava que ainda não era hora de desistir, mas de procurar ajuda. Felizmente, foi nesse momento que entramos em contato com a Netafim, e hoje, graças a Deus, estamos muito satisfeitos com os resultados”, completa.

Novidade brasileira

Uma tecnologia de permeâmetro digital, desenvolvida em parceria entre a Embrapa Solos e o Centro Brasileiro de Pesquisa Fsicas (CBPF), está próxima de ser disponibilizada para o setor produtivo. Esse equipamento é amplamente utilizado globalmente para avaliar a condução da água no solo e permite a coleta de dados digitalmente por meio de um computador de baixo custo.

A empresa Falker demonstrou interesse na tecnologia e planeja incorporá-la em diversos produtos para diagnóstico de solos. A expectativa é de que um protótipo seja desenvolvido nos próximos oito meses, seguido pela disponibilização de versões comerciais.

O permeâmetro digital registra dados em um cartão de memória e possibilita o acompanhamento das avaliações através de conexão Bluetooth com um telefone celular, dispensando o uso de um lap-top no campo. Estudos de validação foram realizados e serão expandidos para outros solos e regiões do Brasil. Com alta precisão de leitura em milímetros e registro de tempo em décimos de segundo, a tecnologia digital melhora a precisão dos dados coletados, representando um avanço significativo no dispositivo.

Os desenvolvedores do novo equipamento esperam que esse seja o primeiro de uma série de produtos destinados a realizar a avaliação de propriedades do solo diretamente no campo. Isso é interessante ao produtor, uma vez que a condutividade hidráulica saturada e a infiltração são parâmetros essenciais para a agronomia, em especial na irrigação, e ajudam na análise de riscos climáticos.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Revista

A força dos compactos: cresce procura pelos tratores de pequeno porte

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Tratores de pequeno porte e compactos ganham espaço no mercado brasileiro e podem se beneficiar com a retomada de um programa federal voltado à agricultura familiar

A força dos compactos: cresce procura pelos tratores de pequeno porte  por Ana Claudia Machado – A indústria de máquinas agrícolas vem investindo no lançamento de tratores de pequeno porte e compactos no Brasil há pouco mais de uma década. De lá para cá, o estímulo tem sido crescente. Isso porque as grandes marcas perceberam que essa categoria tem boa aceitação nos mais diversos tipos e portes de produção agrícola, desde as pequenas até as grandes propriedades.

Com potência abaixo de 100 cavalos, os modelos são compactos nas dimensões, principalmente de largura, para poder trafegar em áreas restritas, como nas plantações de café e de fruticultura, e em áreas de hortifrutigranjeiros e viticultura, onde há não apenas restrição de largura como também de altura.

Especializada em tratores desse tipo, a LS Tractor chegou ao mercado brasileiro em 2013, quando lançou por aqui modelos de 40, 50, 65 e até 100 cv. “Na época, esse portfólio abaixo de 100 cv revolucionou o mercado de tratores, pois passamos a oferecer uma série de tecnologias até então não disponíveis para tratores nessa faixa de potência. Sem contar que, praticamente, todos os modelos mais compactos eram a partir de 75 cv. Essas novas tecnologias mudaram até mesmo o olhar de outras marcas, pois muitas delas não desenvolviam máquinas específicas para esse segmento de mercado, composto tanto por agricultores familiares quanto grandes produções agrícolas com restrição de espaço”, contextualiza Astor Kilpp, gerente de Marketing e Vendas da LS Tractor. 

Segundo ele, essa mudança de postura ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Programa Mais Alimentos, lançado pelo governo federal em 2008 para fomentar a produtividade da agricultura familiar por meio da mecanização e assistência técnica.

Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/Miac

“Esse programa abriu uma possibilidade para o pequeno agricultor se qualificar e adquirir uma máquina nova, não só um trator de pequeno porte, mas todos os implementos e a tecnologia necessária para conseguir produzir com mais eficiência”, explica Kilpp.

A força dos compactos: cresce procura pelos tratores de pequeno porte  A partir dessa abertura, esses produtores passaram a ser mais exigentes, demandando soluções equivalentes àquelas oferecidas às grandes propriedades. O modelo R50 da LS Tractor, por exemplo, tem um motor 50 cv, com quatro cilindros e três opções de tomada de força, que é aquele dispositivo para acionar um implemento que precisa de movimento, além de contar com uma transmissão de 32 velocidades.

“Uma observação importante é que, até hoje, existem tratores de 150 cv que não possuem essa gama de velocidade. Nós decidimos oferecer essa grande quantidade de opções justamente porque sabemos que o pequeno produtor geralmente tem um único trator para desempenhar diversas tarefas e, para cada uma, precisa de uma velocidade específica. Dessa forma, consegue a melhor performance mesmo com um equipamento de pequeno porte”, afirma o executivo da marca. 

Com os anos, a empresa também passou a agregar soluções como o piloto automático e até um sistema de proteção eletrônica do motor. Como o pequeno produtor pode não ter tanta habilidade na utilização de uma máquina agrícola, o motor fica sujeito a diversas avarias, seja com o superaquecimento ou o vazamento de água e óleo lubrificante.

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentável

“Nós criamos um sistema no qual o motor simplesmente desliga se algum desses problemas acontecer – tudo para resguardar a máquina de um dano mais significativo”, comenta Kilpp. Segundo ele, esse tipo de tecnologia ajuda a reduzir o custo de manutenção – fator determinante para qualquer produção agrícola, mas especialmente para o agricultor familiar, que tem recursos mais limitados e, ao mesmo tempo, precisa ter a máquina 100% disponível para trabalhar.

Na linha de tratores da Mahindra, os pequenos e compactos também têm destaque, como é o caso dos quatro modelos da linha 6000 (6060, com 57 cv; 6065, 65 cv; 6075, 80 cv; e 6075E, 80 cv), comercializados pela multinacional indiana em mercados como Brasil, Estados Unidos, Austrália e Sudeste Asiático. Eles são úteis em aplicações que necessitam de velocidades reduzidas e agilidade de manobras, como batedor de cama em aviários, encanteiradores, colhedoras de forragem, aplicações com carregador frontal e culturas semi-adensadas (café e citrus). 

Uma reflexão sobre os aspectos gerais da mecanização dos algodoais

O primeiro lançamento da Mahindra nessa categoria no Brasil foi em meados de 2017, com o modelo 6060. Mais recentemente, em maio de 2022, foi apresentado o 6075E em sua versão plataforma; e em março de 2023, chegou a versão cabinada. “Sem dúvida esse segmento é um dos principais do mercado brasileiro. A Mahindra é especialista no desenvolvimento de tratores para pequenos e médios produtores, além é claro da agricultura familiar. Atualmente, temos tratores que vão de 25 a 110 cv”, explica Gilberto Dutra Nascimento Junior, especialista em Marketing de Produto.

A força dos compactos: cresce procura pelos tratores de pequeno porte  Ele explica que toda a linha 6000 possui transmissão com 20 marchas à frente e 20 marchas atrás, com reversor mecânico sincronizado e redutor de velocidades, tomada de potência com duas velocidades e reversão (6065, 6075 e 6075E), além de um sistema hidráulico com boa capacidade de levante e vazão adequada a todos os implementos disponíveis para o segmento.

Os compactos da marca são aplicados na horticultura, fruticultura, pecuária leiteira e de corte e produção de grãos, entre outros. A faixa de potência mais vendida está entre 70cv e 80cv, representando mais de 40% das vendas da companhia. Agora, a empresa acaba de anunciar o lançamento uma nova família de tratores subcompactos e compactos, a série OJA, fruto do trabalho do seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Mahindra Research Valey), na Índia, com a Mahindra Mitsubishi Tractors, no Japão. Os novos equipamentos estarão disponíveis em breve no Brasil.

Questionado sobre as características dos produtos comercializados na Índia e no Brasil pela empresa, o executivo considera que os tratores têm em comum a robustez, a facilidade de operação e manutenção, o baixo consumo de combustível e o reduzido custo de manutenção. “Poucas adaptações são realizadas, apenas as necessárias para atender alguma legislação local, como a homologação dos motores para MAR-1, e algumas opções locais de pneus e rodas para atender a demandas regionais”, aponta Nascimento Junior. Os tratores compactos são produzidos fábrica da Mahindra no Rio Grande do Sul e podem ser financiados pelos programas de incentivo que exigem a nacionalização do produto.

A força dos compactos: cresce procura pelos tratores de pequeno porte  Um novo subsídio

Ao que tudo indica, a indústria deve continuar aprimorando os equipamentos agrícolas de pequeno porte. E o principal incentivo vem do Programa Mais Alimentos, recomposto pelo governo federal, com verba de R$ 71,6 bilhões destinada ao crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O valor é o maior da série histórica, e 34% superior ao anunciado na safra passada.

Como parte do Pronaf, o Programa Mais Alimentos prevê a concessão de linhas de crédito diferenciadas, com redução de juros de 6% para 5% ao ano, além de assistência técnica com foco em práticas de produção sustentável de alimentos e o uso adequado de máquinas e implementos. Nessa nova roupagem, a inciativa inclui ainda a articulação para parcerias com instituições públicas de desenvolvimento industrial e inovação; investimento em programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias; e atração de investimentos externos para fortalecer o parque industrial brasileiro de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e agroindustriais.

Outra novidade do programa é o acordo de cooperação técnica entre os ministérios de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e o de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A ideia é desenvolver ações conjuntas para aumentar o acesso e o desenvolvimento de maquinário agrícola para a agricultura familiar, além do compartilhamento de recursos e monitoramento de resultados. 

“Nós estamos tentando diminuir a desigualdade que ainda é muito grande entre o pequeno [produtor] e o grande, entre aqueles que trabalham e aqueles que são donos das empresas que produzem trabalho. Há uma diferença que não pode continuar existindo”, pontuou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso de retomada do programa, anunciado no final de junho. 

Potencial de expansão

Segundo dados do MDA, a agricultura familiar representa 77% das propriedades rurais no Brasil, mas somente 18% delas possuíam um trator até 2017, quando foi feito o levantamento. Para além do potencial de venda de equipamentos de pequeno porte para esse público, a indústria ainda tem uma oportunidade para entender melhor suas necessidades e propor grandes inovações.

No dia do anúncio da retomada do Programa Mais Alimentos, o ministro Paulo Teixeira ressaltou a importância de olhar as atividades rurais para as quais ainda é possível explorar a mecanização. “Como trabalha a pessoa que colhe açaí no Norte? Ela sobe na árvore, colhe e desce. Nós podemos desenvolver pequenos elevadores para levantá-la, e o ideal é que eles pudessem ser dirigidos”, exemplificou.

Até bem pouco tempo, uma atividade que também não tinha um equipamento para facilitar o trabalho era a criação de frango. “Nós ocupamos esse mercado com muita força por meio dos modelos pequenos da LS Tractor. Como é um trabalho indoor, eles são ajustados para ficar sem o toldo e são úteis para uma série de tarefas, como a retirada da cama aviária”, relembra Kilpp. Segundo ele, como os modelos são de baixa potência, o ruído também é baixo para não provocar muito estresse nos animais.

Outro ponto importante é que, ao lançar equipamentos compactos, a indústria não capta apenas a atenção dos pequenos agricultores, mas de todo o agro. “Costumo dizer que não existe um trator específico para o pequeno, médio ou grande produtor. Isso porque o modelo não pode ser atrelado exclusivamente ao tamanho da propriedade e, sim, à atividade desenvolvida”, enfatiza o executivo da LS Tractor. Para ilustrar, ele conta que um dos maiores produtores de soja do Brasil tem mais de 50 unidades do modelo U60 da marca, que tem apenas 65 cv, para realizar diversas tarefas de apoio.

agricultura irrigada - A força dos compactos: cresce procura pelos tratores de pequeno porteAtenta a essas movimentações, marcas já consolidadas com equipamentos grandes e de alta potência passaram a atuar na oferta de tratores compactos e com menos de 100 cv. A John Deere, por exemplo, trouxe seu primeiro trator estreito para o País em 2010, com o modelo 5425EN, que era importado do México. “Ele teve uma excelente aceitação e foi crítico para que a empresa tomasse a decisão de produzir o equipamento na fábrica de Montenegro (RS) para poder atender às demandas dos produtores de culturas de alto valor agregado”, afirma Marcos Cassol, gerente de Marketing Tático para Culturas Especiais da John Deere.

Atualmente, a empresa possui três modelos de tratores compactos oferecidos ao mercado brasileiro. O 5060EN e o 5080EN, com 60 e 80 cv, respectivamente, são fabricados aqui mesmo. E, neste ano, a marca lançou o modelo 3036EN, que é fabricado na Índia. Com menos de um metro de largura e 128 centímetros até o volante, ele serve para inúmeras operações agrícolas que exigem um equipamento mais estreito, além de outras atividades como corte de gramados, roçagem, perfurações e reboques.

“O modelo 3036EN entrou no mercado para ser o menor e mais versátil trator já comercializado pela John Deere no Brasil, com foco na agricultura familiar e de pequenas e médias propriedades, podendo também ser utilizado no cultivo de árvores frutíferas e granjas”, relata Cassol. 

Segundo o executivo, para o ano que vem, a marca pretende incluir cabines nos equipamentos estreitos fabricados aqui para oferecer um sistema de agricultura de precisão completo.

Um mercado de muitas facetas

O Brasil é o maior produtor de café do mundo. Esse cenário faz com que os modelos compactos sejam utilizados em todo o território nacional.

De acordo Flávio Scalioni, gerente da rede de concessionárias ASAP, que comercializa tratores compactos e de pequeno porte, o público é bastante heterogêneo. “Nós atuamos hoje em 280 municípios do Sul de Minas. Temos grandes frotas em grandes propriedades. Exemplo disso é que temos clientes com quase 30 tratores compactos de baixa e média potência na mesma propriedade, atuando no café”, explica.

Para conseguir atender as especificidades de cada público, a concessionária atua de forma distinta. “A região do Sul de Minas tem muitas pequenas comunidades agrícolas e procuramos estar mais próximos com a realização de Dia de Campo, quando reunimos esses agricultores familiares e apresentamoa os modelos compactos. Assim eles conseguem ver todas as funcionalidades na prática. Já para o médio e grande produtor, adquirimos tratores diretamente da fábrica e deixamos em uma propriedade com maior potencial de negócio por dois ou três dias, em uma espécie de teste-drive. Ou seja, são públicos diferentes que exigem uma atuação diferente”, afirma Scalioni.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Revista

Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/Miac

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Plataforma Winflex Draper CW foi projetada para auxiliar no aumento da eficiência do sistema mecanizado de colheita do feijão

Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/Miac por Gustavo Paes – A maior parte do desperdício de grãos de feijão ocorre no momento da colheita e pode afetar a produtividade em mais de 10%, conforme estimativa feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Agricultura (Mapa).

Para alcançar a produtividade desejada e uma boa margem de lucro, o produtor rural precisa ter um cuidado maior com a colheita de feijão, considerado um momento crítico do processo produtivo. Por isso, a adoção de diversos procedimentos nesta etapa é importante para conseguir uma boa produtividade, com baixo percentual de perdas de grãos.

Culturas e tecnologias: as máquinas utilizadas do plantio à colheita do algodão

Muitos produtores de feijão optam pela colheita mecanizada para agilizar essa etapa, reduzir as falhas e padronizar os processos. E, por isso, precisam contar com a máquina agrícola certa para a operação. Como ocorre em muitas culturas, com uma única máquina, o agricultor consegue colher e destinar o produto ao lugar certo e isso reduz muito os custos com a lavoura, que já são altos.

O produtor rural Diogo Augusto adquiriu a plataforma Plataforma Winflex Draper CW da Colombo/Miac para utilizar na Fazenda Nova Ebenézer, situada no município de Mossâmedes, em Goiás. A área total da propriedade, que fica próximo à cidade de Goiás e Itabiraí, é de aproximadamente 1,6 mil hectares, 675 deles com irrigação. No entanto, somando a área das outras fazendas, a agropecuária conta hoje com 2,2 mil hectares de área irrigada, que são destinados ao cultivo de feijão na terceira safra.

Augusto admite que o carro-chefe da propriedade é a soja, mas destaca que o feijão na terceira safra não fica menos importante no sistema. “Soma muito bem aos produtos produzidos pela fazenda, ajuda na receita e engloba vários benefícios ao processo”, afirma. Na safra 2021/2022, eles colheram cerca de 80 mil sacos de feijão.

O agricultor conta que decidiu pela máquina da Colombo/Miac devido à qualidade que esse tipo de plataforma possibilita na colheita do feijão. Ele explica que, dependendo da maneira como o feijão se encontra na lavoura após a maturação, se ele deitar muito, a colheita com colheitadeiras axiais tradicionais fica praticamente inviável, porque ela desperdiça muito feijão no chão. “A aquisição da plataforma Winflex foi pela necessidade de melhor aproveitamento dos nossos grãos”, salienta. A colheita na agropecuária goiana começou nos primeiros dias de agosto.

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentável

Os diferenciais da plataforma, na avaliação de Augusto, são a capacidade de colher bem rente ao chão, cortando todas as plantas de feijão sem haver desperdício. “Outra vantagem é o aproveitamento do tempo, pois a gente consegue fazer a colheita com as vagens em maturação. Com isso, a gente evita a quebra da vagem muito seca”, explica.

Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/Miac Para menor desperdício de grãos

A Colombo/Miac, de Pindorama (SP), apresentou, durante a Agrishow 2022, em Ribeirão Preto (SP), a plataforma Winflex Draper, para o corte e enleiramento do feijão. As opções de medidas são de 20 pés e de 33 pés, para atender ao perfil de cada produtor rural.

O modelo traz em sua nova estrutura um sistema de alimentação composto por molinete, com dedos retráteis, que permitem o recolhimento do feijão, seja nas condições mais adversas ou nas variedades onde a rama do feijão fica mais rente ao solo. Os novos dedos, aliados à geometria do molinete, garantem um maior fluxo para a esteira de borracha.

Uma reflexão sobre os aspectos gerais da mecanização dos algodoais

A esteira tipo draper é resistente, principalmente a rasgos, e suporta alta tração, o que garante uma maior vida útil ao sistema. O ganho chega a 30%. “Além disso, a esteira permite uma maior alimentação formando uma leira cada vez mais uniforme, o que favorece o recolhimento do feijão de uma forma indireta”, salienta o supervisor de Marketing da Colombo/Miac, Leonardo Lopes.

A Winflex CW 20 produz uma leira central, e a CW 33, duas leiras laterais de feijão, que podem ser recolhidas/trilhadas em uma só operação com a recolhedora Twin Master, aumentando a capacidade de trabalho do conjunto.

agricultura irrigada - Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/MiacProjetada especificamente para o feijão, a barra de corte é independente da esteira da máquina, o que permite uma maior estabilidade da plataforma, que acompanha o microrelevo do solo. Outro ponto que garante a qualidade dos grãos colhidos é o sensoriamento e automação da plataforma, que é dotada de sensores que mantêm o corte sempre mais rente ao solo.

Produtor melhora o aproveitamento do feijão com plataforma da Colombo/Miac

A interface entre a plataforma e a colhedora é realizada por meio de multiacoplamento, o que proporciona para a Winflex agilidade para o início da colheita. O equipamento conta com o que há de melhor em cardã e caixa de transmissão para plataforma de colheita. Isso garante ao produto maior robustez e performance 40% maior.

A Colombo/Miac destaca que a plataforma Winflex Draper CW foi projetada para atender às necessidades dos clientes, visando aumentar a eficiência em seu sistema mecanizado de colheita do feijão, com a introdução de uma série de inovações e destaque do produto. Para garantir a colheita do feijão, onde não haja interrupções no cronograma do trabalho e ainda aumentar a rentabilidade na hora da comercialização, valorizando os aspectos comerciais do grão. 

Fundada há mais de 50 anos, a Colombo/Miac desenvolve máquinas para a colheita mecanizada de grãos e começou trabalhando com o amendoim e depois com o feijão. “Está no nosso DNA a busca pela qualidade e excelência do grão do feijão”, conclui Lopes.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Revista

Editorial MIA: produção recorde vs. déficit de armazenagem

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Editorial MIA: produção recorde vs. déficit de armazenagemOs números do setor agrícola brasileiro surpreendem a cada safra.  A estimativa para a produção de grãos na safra 2022/23 é de 320,1 milhões de toneladas, um crescimento de 17,4%, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entretanto, a logística destinada ao armazenamento desses contínuos recordes de produção não tem acompanhado esse ritmo de crescimento. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o déficit de armazenagem no País é de 124,9 milhões de toneladas.

Uma pesquisa inédita realizada com produtores de grãos de todas as regiões do Brasil mostrou que 61% não têm infraestrutura de armazenagem na propriedade. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Esalq-Log (USP), a pedido da CNA, que ouviu 1.065 produtores. Entre outros dados, o estudo apontou que 72,7% dos produtores sem estruturas têm interesse em construir silos e armazéns em suas propriedades, desde que tenham uma taxa atrativa de juros. Incentivar os produtores a investirem em infraestrutura de armazenagem é crucial, uma vez que o armazenamento não apenas desempenha um papel fundamental para os produtores de grãos, mas também é um fator essencial para impulsionar o aumento dos lucros e reforçar a competitividade.

Dentre os diversos temas abordados, esta edição da revista Máquinas & Inovações Agrícolas apresenta uma matéria exclusiva focada no mercado de tratores de pequeno porte e compactos. Em “Inovação”, exploramos a agricultura irrigada, uma prática vital para enfrentar os desafios climáticos crescentes. Além disso, uma reportagem especial traz o tema “Agricultura Sustentável”, que examina as estratégias ecologicamente conscientes que moldam o futuro do setor.

Esta edição destaca também as máquinas e tecnologias utilizadas na cultura do algodão que contribuem para o aumento da produtividade agrícola. E mais, a cobertura e atualização das feiras brasileiras Fenasucro & Agrocana e Expointer e da alemã Agritechnica, que ocorre em novembro. E muito mais. Boa leitura!

Equipe Editorial

redacao@bmcomm.com.br

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Colhedeira de algodão importada dos EUA traz planta invasora ao Brasil

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Embrapa e Mapa alertam que medidas eficazes são essenciais para evitar a disseminação da planta invasora caruru-palmeri no Brasil

Colhedeira de algodão importada dos EUA traz caruru-palmeri ao Brasil  Pesquisadores da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa) e dos Estados Unidos alertam que as colhedeiras usadas de algodão importadas dos EUA são as principais vias de dispersão de sementes do caruru-palmeri (Amaranthus palmeri) no Brasil. É uma planta capaz de causar grandes perdas de produtividade em culturas anuais. Inicialmente foi detectada no estado do Mato Grosso em 2015 e posteriormente encontrada no Mato Grosso do Sul, em 2022.

De acordo com Dionísio Gazziero, pesquisador da Embrapa Soja, o caruru é uma planta de difícil controle, crescimento agressivo, alta prolificidade e que tem resistência a herbicidas.

“Por isso, é importante que as colhedeiras sejam muito bem limpas e descontaminadas. Estas medidas diminuem o risco de alguma semente passar despercebida. A limpeza evita a introdução em novas áreas e deve ser realizada antes do equipamento se deslocar para outra propriedade, uma vez que as sementes são muito pequenas e de difícil visualização, principalmente quando misturadas aos resíduos das colheitadeiras”, esclarece Gazziero.

O caruru-palmeri se caracteriza pelo seu rápido crescimento. Em condições ideais estas plantas podem crescer de 2 a 4 cm por dia. Este fato pode prejudicar a eficácia dos herbicidas pós-emergentes, pois o atraso na aplicação pode reduzir a sua efetividade.

Os cuidados necessários com os sistemas elétricos das máquinas

Por este motivo, áreas que apresentam problemas com caruru-palmeri é muito importante o uso de herbicidas pré-emergentes para auxiliar no seu controle. O controle inadequado pode inviabilizar a colheita, aumentar a necessidade do uso de herbicidas, onerar o custo de produção e ocasionar enormes prejuízos para a agricultura brasileira.

Os órgãos de pesquisa, de defesa agropecuária estaduais e o Mapa trabalham no sentido de montar estratégias para que ela não se alastre. A tomada de decisões governamentais ágeis e fiscalização do cumprimento das medidas fitossanitárias estabelecidas, somadas ao empenho dos produtores, instituições públicas e privadas têm contribuído para a contenção dessa planta nas áreas infestadas.

“Entretanto, é necessário o estabelecimento de uma Instrução Normativa federal estabelecendo diretrizes básicas a serem seguidas no caso de detecção da praga. Esta Instrução auxiliaria na agilidade do processo das medidas de contenção da praga, destaca o pesquisador Alexandre da Silva, da Embrapa Milho e Sorgo.

A presença dessa nova espécie de caruru, que até então não era registrada em nosso país, cria sérios problemas para os produtores de soja. “A informação sobre a forma como essa planta conseguiu entrar no Brasil serve de alerta para todos os agricultores que importam maquinário usado e para os e órgãos de vigilância vegetal e aqueles utilizam maquinários de terceiros, que transitam com elas de uma área ou estado para outro”, enfatiza Silva.

Conab prevê novo recorde na safra de grãos 2022/23 com 322,8 milhões de toneladas

O pesquisador Antonio Cerdeira, da Embrapa Meio Ambiente explica que a planta é facilmente confundida com outras espécies de caruru, comuns no Brasil. Em caso de suspeita da sua presença, é preciso comunicar ao órgão de defesa agropecuária local para identificação e confirmação da suspeita. Na dúvida, o produtor deve optar pela eliminação da planta em sua área para evitar a sua proliferação.

O alerta realizado pelo Mapa aos órgãos de defesa agropecuária estaduais e o monitoramento das lavouras realizados por estas instituições têm permitido a identificação precoce de algumas áreas infestadas e contribuindo para a redução da velocidade de disseminação dessa espécie, evitando ou retardando um novo problema para a agricultura brasileira.

Estratégias de contenção

Depois de ser classificada como planta daninha quarentenária presente, o caruru-palmeri passa a ser incluída em Programa Oficial de Controle Pragas do governo federal.

No Estado do Mato Grosso, foi instituído o Comitê de Contenção do caruru-palmeri com o objetivo de apoiar os órgãos de defesa agropecuária (INDEA-MT) nas ações de combate à esta planta daninha. Fiscais estaduais de agropecuária foram capacitados para identificar as espécies e fazer levantamentos nos Estados.

Posteriormente, agentes de defesa agropecuária de outros Estados foram capacitados e tem incluído em sua rotina a observação da ocorrência desta planta daninha nas lavouras inspecionadas. Foram realizadas ações voltadas para os agricultores, destacando-se a importância da conscientização do setor sobre o problema assim como na identificação e controle. O engajamento da comunidade agrícola é fundamental para contenção da praga.

“É importante reforçar e rever a política de fiscalização na importação de maquinários usados, bem como sobre o trânsito de máquinas, principalmente entre Estados depois de ter sido detectada no Brasil “, destaca Gazziero.

Colhedeira de algodão importada dos EUA traz planta invasora ao Brasil  Como identificar o caruru-palmeri
  • São plantas robustas e podem atingir 2 metros de altura;
  • Tem crescimento muito rápido (médias de 2 a 3 cm por dia), exigindo monitoramento constante para aplicar
  • herbicidas pós-emergentes no estádio ideal da erva;
  • Tem alta capacidade de produção de sementes;
  • Uma única planta pode produzir de 200 mil a 1 milhão de sementes;
  • Inflorescência não tem ramificações;
  • Espécie dióica – flores femininas e flores masculinas em plantas separadas;
  • Só as flores femininas têm pequenos espinhos;
  • Tufos de espinhos ocorrem em A.palmeri;
  • Pecíolo comprido, igual ou maior que o limbo da folha;
  • As sementes possuem tamanho extremamente reduzido, em formato de discos ou arredondadas, medindo de 1 a 2 mm, o que facilita muito sua dispersão.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

BB atinge R$ 7,7 bilhões em recursos para energias renováveis

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Meta é atingir um saldo de R$ 30 bilhões até 2030

BB atinge R$ 7,7 bilhões em recursos para energias renováveis

Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília.

Banco do Brasil (BB) atingiu R$ 7,7 bilhões em seu saldo de carteira de Project Finance voltado a energias renováveis, informou a instituição no último sábado (9).

O vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, Francisco Lassalvia, destacou que os valores se relacionam com projetos de mais de 250 parques de geração de energia, com a criação estimada de 130 mil empregos diretos e indiretos.

Em dois meses o desembolso do crédito rural chega a R$ 101 bilhões

O BB também anunciou novos compromissos de desenvolvimento sustentável, com destaque para investimentos em energias renováveis. A meta é atingir um saldo de R$ 30 bilhões até 2030.

“O BB quer ser reconhecido como protagonista mundial em práticas e negócios sustentáveis no sistema financeiro”, disse a presidente do banco, Tarciana Medeiros.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Projeto Rural + Conectado chega para ampliar a conectividade no campo

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

A fase inicial do Projeto terá como foco a região Nordeste e algumas localidades prioritárias do Norte, atendendo povoados e lugarejos sem acesso à internet

Projeto Rural + Conectado chega para ampliar a conectividade no campoBuscando expandir os serviços de telecomunicações e levar mais conectividade para o campo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ministérios das Comunicações (MCom) e Desenvolvimento Social (MDS), lançou na sexta-feira (8) o Projeto Rural + Conectado.

O anúncio foi feito pela secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), Renata Miranda, durante a apresentação do Plano Safra da Agricultura Familiar 23/24 no evento realizado pelo Banco Nordeste, em Aracajú (SE).

Conab prevê novo recorde na safra de grãos 2022/23 com 322,8 milhões de toneladas

O Rural + Conectado tem como objetivo a ampliação da infraestrutura para acesso à internet em povoados e vilarejos de baixa densidade demográfica que ainda não possuem esse serviço. Essa iniciativa é parte da estratégia de inovação do Mapa e visa fomentar o desenvolvimento, a inclusão tecnológica e o aprimoramento da atividade agropecuária nessas regiões.

A fase inicial terá uma linha de crédito reembolsável para as empresas de telecomunicações, com taxa de juros subsidiada e com prazo de 15 anos para pagamento. Os recursos, da ordem de R$ 1,2 bilhões, poderão ser utilizados para a ampliação do acesso, aumento da velocidade e da qualidade dos serviços e expansão das redes de telecomunicações, inclusive das redes de transporte de alta capacidade.

Esta primeira linha vai disponibilizar para as operadoras 2.315 pontos na região Nordeste e alguns prioritários na região Norte. Essas localidades apresentam maior potencial para gerar impacto econômico e social no curto prazo, atendendo a um dos objetivos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), instituído pela lei nº 9.998 e regulamentado pelo decreto nº 11.004.

Segundo Renata Miranda, o Projeto Rural + Conectado é um primeiro passo para atender à demanda dos produtores rurais, permitindo que a inovação chegue para quem mais precisa. “A conectividade é o elemento de infraestrutura essencial para a agricultura digital. A internet de qualidade vai possibilitar que os agricultores das regiões atendidas tenham acesso a mais informações, assistência técnica digital e novas tecnologias”, completou.

Diretor do Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária (Diagro /Mapa), Alessandro Cruvinel, explica que o acesso à internet é um fator determinante para a permanência do jovem no campo, na medida que reduz as desigualdades sociais e se torna um agente facilitador de práticas sustentáveis e inovadoras, e do empreendedorismo.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Em dois meses o desembolso do crédito rural chega a R$ 101 bilhões

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, foram realizados 385.487 contratos no período de dois meses do ano agrícola

Em dois meses o desembolso do crédito rural chega a R$ 101 bilhõesO desembolso do crédito rural nos dois primeiros meses do Plano Safra 2023/2024 chegou a R$ 101 bilhões, aumento de 10% em relação a igual período da safra passada. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 64,3 bilhões. Já as concessões das linhas de investimentos totalizaram R$ 12,1 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 11,8 bilhões e as de industrialização, R$ 12,7 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 385.487 contratos no período de dois meses do ano agrícola, sendo 269.587 no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e 62.058 no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

Conab prevê novo recorde na safra de grãos 2022/23 com 322,8 milhões de toneladas

Os valores concedidos aos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 13,8 bilhões no Pronaf e de R$ 17,5 bilhões no Pronamp.

Os demais produtores formalizaram 53.842 contratos, correspondendo a R$ 69,6 bilhões de financiamentos liberados pelas instituições financeiras.

Nos financiamentos agropecuários para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) teve contratações de R$ 287 milhões, significando um aumento de 33% em relação a igual período na safra anterior. E os financiamentos para o programa do Pronamp alcançaram R$ 1,1 bilhão, alta de 8%.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos livres equalizáveis nas contratações teve destaque nos meses de julho e agosto, com R$ 4,2 bilhões, significando um aumento de 94% em relação a igual período da safra anterior, sinalizando uma maior utilização de recursos das instituições financeiras colocadas a disposição para equalização dentro do Plano Safra.

O secretário adjunto substituto da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Wilson Vaz de Araújo, considera que a interrupção na contratação das operações de crédito rural, em algumas linhas do BNDES, deverá ser superada com o envio do Ofício Circular SEI nº 1492/2023/MF às instituições financeiras, que permite antecipar a programação de aplicação trimestral de recursos equalizados.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 5 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Agropecuária apresenta crescimento perto de 18% neste semestre

Por redação 11/09/2023
Escrito por redação

Segundo o IBGE, os ganhos de produtividade das lavouras são um dos principais fatores para o crescimento

Agropecuária apresenta crescimento perto de 18% neste semestreProduto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2023, ante o trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo trimestre de 2022, o PIB cresceu 3,4%. No semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2023 totalizou R$ 2,651 trilhões. A Agropecuária cresceu 17% em relação a igual período do ano anterior. Esse resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho favorável de alguns produtos da lavoura que possuem produção relevante no segundo trimestre, como a soja (24,5%), o milho (13,7%), o algodão (10,2%) e o café (5,3%). O IBGE destaca os ganhos de produtividade das lavouras PIB da Agropecuária como um dos principais fatores de crescimento.

Conab prevê novo recorde na safra de grãos 2022/23 com 322,8 milhões de toneladas

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços avançaram 12,1%, ao passo que a expansão das Importações de Bens e Serviços foi de 2,1% no segundo trimestre de 2023. Entre as exportações, a expansão é explicada, principalmente, pelos produtos agropecuários, extrativa mineral e produtos alimentícios.

A participação das atividades no Valor Agregado ficou assim definida: Agropecuária 7,9%; Indústria 23,9% e Serviços 68,2%.

O PIB no primeiro semestre de 2023 apresentou crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2022. Nessa base de comparação, houve desempenho positivo na Agropecuária (17,9%), na Indústria (1,7%) e nos Serviços (2,6%).

Tomando essas taxas e relacionando-as à participação de cada atividade no Valor Agregado, a Agropecuária tem este ano uma contribuição de 38,2% no PIB, a Indústria 10,98% e Serviços, 47,9%. A contribuição da Agropecuária corresponde a quase cinco vezes o seu tamanho.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

11/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Revista

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentável

Por redação 06/09/2023
Escrito por redação

Das máquinas autônomas à redução de emissões, as inovações que podem transformar o campo

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentávelpor Leonardo Gottems – A evolução das máquinas e implementos agrícolas acompanha as tendências e avanços da própria atividade primária. Com a intensificação da agricultura, surgiram avanços rápidos nos equipamentos, como o desenvolvimento de ferramentas especializadas para arar, semear, adubar e proteger as culturas. Saltos significativos de produtividade surgiram após a Segunda Guerra Mundial, quando a necessidade de produzir mais alimentos levou ao desenvolvimento de sistemas sofisticados para uso na agricultura. Diversos tratores, semeadoras, plantadoras e colhedoras foram criados para enfrentar a luta contra a fome.

Agora, outra tendência começa a se firmar, uma vez que a adoção da agricultura sustentável é essencial para garantir a segurança alimentar e a preservação do meio ambiente a longo prazo. Com o aumento da população e a crescente demanda por alimentos, práticas agrícolas não sustentáveis podem resultar em danos ao solo, à biodiversidade e à qualidade do ar e da água.

A agricultura sustentável visa equilibrar a produção de alimentos com a proteção dos recursos naturais, utilizando técnicas ambientalmente amigáveis. É de suma importância adotar práticas agrícolas responsáveis para assegurar um planeta saudável e garantir a disponibilidade de alimentos para as futuras gerações.

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentávelNesse contexto, pesquisadores brasileiros analisaram tecnologias sustentáveis para o setor agrícola, visando reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes de máquinas movidas a combustíveis fósseis. O estudo busca abordar a questão da sustentabilidade ambiental na produção agrícola em grande escala, considerando as diretrizes de diferentes países em relação às emissões de gases poluentes. O estudo foi realizado por pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Santa Maria (UFSM) e da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

Para atingir as concentrações desejadas de poluentes conforme as normas, é fundamental empregar sistemas de controle de emissões pós-tratamento. Essas estratégias tecnológicas são desenvolvidas pelos fabricantes de máquinas agrícolas para tratar os poluentes gerados pela queima de combustíveis fósseis nos motores a diesel. No Brasil, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado em 1986 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é responsável por estabelecer as regulamentações, prazos e padrões legais de emissões admissíveis para as diferentes categorias de veículos automotores, nacionais e importados.

De acordo com Franco da Silveira, Pesquisador do Núcleo de Ergonomia e Capacitação em Segurança e Saúde Ocupacional (NECSSO/UFRGSS), para atender aos padrões de emissões determinados pelas regulamentações existentes em diferentes países, estão sendo desenvolvidos novos motores ciclo Diesel equipados com sistemas inovadores de controle de emissões.

“Esta condição é relevante, pois estabelece novos paradigmas no processo de desenvolvimento de motores de máquinas agrícolas fabricados no Brasil para os próximos anos, visto que o mercado brasileiro engloba uma série de diferentes modelos de tratores agrícolas em suas operações agropecuárias, além dos distintos projetos de colhedoras e demais maquinários”, explica Silveira.

Tecnologias que auxiliam a sustentabilidade

De acordo com Kleber Jorge Gomes, gerente regional de Vendas e Marketing da TeeJet, existem várias tecnologias que atualmente são utilizadas para o futuro da agricultura e que impulsionam a sustentabilidade no setor. Ele cita, por exemplo, a Agricultura de Precisão (AP).

“A adoção crescente da AP é uma tendência fundamental. Com o uso de tecnologias avançadas, como  o GPS, sensores e sistemas de mapeamento, os agricultores podem realizar aplicações mais eficientes de defensivos agrícolas, reduzindo desperdícios e minimizando o impacto ambiental”, comenta o gerente.

A combinação de sensoriamento remoto e inteligência artificial possibilita o monitoramento preciso das condições das culturas, solo e clima por meio de drones, satélites e análise de dados. Essas informações em tempo real permitem tomadas de decisão mais informadas, otimizando a aplicação de insumos e recursos hídricos na agricultura. “Tecnologias para redução de deriva, como pontas de pulverização de alta performance, estão em alta. Essas soluções minimizam a dispersão dos defensivos para áreas não-alvo, preservando a saúde do meio ambiente e dos ecossistemas próximos”, indica.

As tecnologias de inteligência artificial, robótica e automação podem ajudar a tornar a produção mais rentável

Além disso, o desenvolvimento de máquinas e robôs autônomos para a aplicação de defensivos agrícolas está avançando, o que traz eficiência e precisão ainda maiores nas operações, permitindo economia de recursos e maior sustentabilidade. “A busca por práticas agrícolas mais sustentáveis também impulsiona a adoção de tecnologias que permitem o uso mais responsável de defensivos agrícolas, garantindo a aplicação correta na quantidade certa, conforme a necessidade real das culturas”, diz ele.

Franco afirma que os programas de regulamentação resultam em limites rigorosos de emissões de poluentes em suas amplificações de fases. “Suas diretrizes instigam o aprimoramento das concepções dos motores de máquinas agrícolas e de suas tecnologias de pós-tratamento, resultando em melhorias para o controle das emissões atmosféricas provenientes dos gases de escape. Como as distintas classes de potência de motores são responsáveis por diferentes níveis permissíveis de emissões de poluentes, os projetos de sistemas de pós-tratamento para os motores podem ser alterados significativamente entre cada uma das classes de potência. Porém, as tecnologias de pós-tratamento comumente adotadas para alcançar os limites permissíveis de poluentes são: Redução Catalítica Seletiva, Recirculação de Gases de Exaustão, Filtro Particulado Diesel e Sistema de Injeção Eletrônico de Combustível”, cita.

Benefícios econômicos

Além dos benefícios ambientais que essas práticas da agricultura sustentável podem trazer para o nosso planeta, produzir alimento de forma sustentável pode trazer também alguns benefícios econômicos. Nesse caso, Gomes afirma que o uso de boas práticas e principalmente da pulverização de alta performance traz notáveis benefícios econômicos e ambientais. Evita-se, por exemplo, o desperdício de água e produtos químicos através de volumes de aplicação adequados e respeitando as recomendações dos defensivos agrícolas, além de reduzir a necessidade de reentradas na cultura, economizando tempo e recursos como água, produtos químicos e combustível.

“Os benefícios econômicos e ambientais obtidos com o uso das boas práticas combinadas com as pontas de pulverização de alta performance são notáveis, uma vez que é possível utilizar volumes de aplicação mais adequados, que respeitam a bula dos defensivos agrícolas, evitando desperdício de água e produtos químicos por escorrimento, evaporação ou ainda deriva por arraste das gotas para fora do alvo. Além disso, é importante mencionar que uma aplicação de baixa qualidade pode exigir novas reentradas na cultura, ocasionando perda de tempo do operador e do equipamento, desperdício de água, mais produtos químicos e combustível”, diz ele.

Além de Gomes, Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, engenheiro agrônomo e mestre em Máquinas Agrícolas, afirma que a questão ambiental não traz novos benefícios, mas potencializa ainda mais aqueles que já existem. Isso inclui algo bastante interessante, como o reaproveitamento dos recursos utilizados pelos agricultores e pela agricultura em geral.

O especialista ressalta que muitas dessas práticas trazem benefícios similares aos já existentes, porém com uma menor pegada de carbono em sua manufatura. Entre elas, destaca-se o reaproveitamento de resíduos de processos para novos fins, como o processo de pintura de máquinas agrícolas conhecido como e-colt, que já é utilizado há muitos anos pelas fabricantes. Além disso, a reutilização da água também é uma prática importante adotada para minimizar o impacto ambiental.

Quais os desafios atuais?

Setor avança rumo a uma agricultura mais sustentávelExistem alguns desafios e entraves que ainda dificultam esse tipo de desenvolvimento na agricultura brasileira, como a questão da energia elétrica, por exemplo. Ripoli diz que o setor agrícola enfrenta desafios significativos, como o alto consumo de energia e a necessidade de fornecer alimentos suficientes para uma população mundial em crescimento. Além disso, a escassez de água é uma preocupação importante devido à alta demanda por parte de diversos setores, superando a oferta disponível.

Segundo ele, as mudanças climáticas representam uma ameaça, com extremos climáticos podendo aumentar devido às alterações climáticas globais. Os recursos hídricos são intensamente explorados, resultando em prejuízos aos ecossistemas e à biodiversidade, devido ao desmatamento e à pesca excessiva. Diante desses desafios, a importância da agricultura como fonte de energia renovável está em ascensão, tornando a busca por práticas agrícolas sustentáveis ainda mais essencial.

De acordo com Gomes, agricultores que desejam adotar práticas mais sustentáveis e tecnologias avançadas de pulverização enfrentam alguns entraves. “Esses desafios estão quase sempre ligados ao entendimento de como adotar as melhores técnicas de aplicação, realizando suas aplicações nas melhores horas do dia, em condições climáticas favoráveis, com o uso da ponta de pulverização correta, para sua cultura específica, de acordo com o estádio fenológico da sua cultura”, explica.

“Assim, entendendo os fatores que impactam a qualidade da sua aplicação e tomando as melhores decisões, o produtor será capaz de realizar uma aplicação com o mínimo de desperdício, atingindo seu alvo de forma eficiente e eficaz e otimizando assim seus recursos para aumentar sua lucratividade”, completa o gerente regional de Vendas e Marketing da TeeJet.

Perspectivas para o futuro

Segundo Gomes, o futuro reserva um cenário em que a sustentabilidade e a eficiência serão cada vez mais valorizadas e incorporadas às práticas agrícolas. Acredita-se que a tecnologia de aplicação terá um papel central na busca por uma aplicação de defensivos agrícolas ainda mais eficiente. “Com a crescente demanda por alimentos e a necessidade de preservar os recursos naturais, esperamos que mais agricultores adotem práticas sustentáveis e invistam em tecnologias que permitam o uso eficiente da água e dos insumos agrícolas. O avanço contínuo da pesquisa e da inovação também trará novas soluções e abordagens para enfrentar os desafios da agricultura”, indica.

Além disso, ele acredita que parcerias colaborativas entre empresas, produtores, governos e instituições serão fundamentais para promover a adoção em larga escala das boas práticas agrícolas de forma sustentável e impulsionar assim a transformação positiva no setor agrícola.

“Estamos confiantes de que, com a dedicação contínua em desenvolver novas tecnologias, a adoção das boas práticas agrícolas e o uso de produtos de alta qualidade, como nossas pontas de pulverização, acessórios e equipamentos, unidos com o compromisso de todos os envolvidos na cadeia produtiva, o futuro da agricultura será mais produtivo, eficiente e, acima de tudo, sustentável”, completa.

Para finalizar, Ripoli diz que, no futuro, a sustentabilidade estará integrada em todos os aspectos de nossas vidas. “Não será uma reflexão tardia ou algo que façamos do lado. Teremos empresas, produtos e até cidades mais sustentáveis. A razão pela qual a sustentabilidade está em ascensão é devido aos seus benefícios econômicos. É uma tendência global que está ocorrendo com cada vez mais frequência”, explica.

“Com o tempo, ficará evidente que as pessoas estão procurando maneiras de viver um estilo de vida sustentável, bem como as empresas estão pressionando para produzir produtos que sejam sustentáveis para que possam se diferenciar de sua concorrência. A tendência para a sustentabilidade só vai continuar a crescer e devemos começar a integrá-la em nossas vidas cotidianas agora para nos prepararmos para o que está por vir no futuro”, conclui.

06/09/2023 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui