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Notícias

Projeto de Lei permite trânsito de máquinas agrícolas em vias públicas

Por redação 03/08/2023
Escrito por redação

FPA destaca que medida permitirá o deslocamento de máquinas agrícolas com mais agilidade e eficiência

Projeto de Lei permite trânsito de máquinas agrícolas em vias públicas

O ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR), apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL 3596/2023) para incluir no Código de Trânsito Brasileiro um dispositivo que autorize máquinas agrícolas a transitarem em rodovias públicas.

Atualmente o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), através do artigo 101 do CTB, trata de situações esporádicas em que veículos utilizados no transporte de cargas, que excedem os limites de peso e dimensões estabelecidos pelo CONTRAN, possam transitar em rodovias mediante “autorização especial de trânsito” pela autoridade na circunscrição da via.

Número de trabalhadores no agro alcança mais de 28 milhões no 1º trimestre

Sérgio defende que o setor agropecuário em decorrência do plantio, cultivo e colheita da safra brasileira que ocorrem o ano todo, razão pela qual não se trata de caso esporádico e excepcional, mas, sim, de situação corriqueira e previsível a utilização das rodovias públicas por tratores e máquinas agrícolas passou a ser uma necessidade.

O parlamentar explica que a proposta foi apresentada com o intuito de conferir tratamento adequado de máquinas agrícolas para a utilização das rodovias públicas.

“É uma medida para que se possa compartilhar, de maneira segura, tanto pelo cidadão transeunte, quanto pelo produtor rural”, diz Sérgio Souza.

A atual legislação de trânsito proíbe, em muitos casos, a circulação de máquinas agrícolas em rodovias, obrigando-os a percorrerem longos trajetos secundários ou a dependerem de transporte por carretas especiais para deslocamentos entre propriedades rurais e áreas de cultivo. Essa restrição acaba por impactar negativamente a produtividade e competitividade do setor agrícola.

Dessa forma, Sérgio Souza ressalta que os maquinários que excederem as dimensões estabelecidas pelo Contran poderão circular nas rodovias desde que estejam acompanhados de batedores, não excedam o trajeto de 10 quilômetros em rodovias federais ou 20 quilômetros em rodovias estaduais, podendo transitar qualquer distância em rodovias municipais e que transite no período diurno.

“A liberação do trânsito de máquinas agrícolas em rodovias permitirá que os produtores rurais realizem seus deslocamentos com maior agilidade e eficiência,” disse o parlamentar, destacando que “atualmente, as vias secundárias nem sempre são adequadas para o tráfego desses equipamentos, o que acaba por demandar mais tempo e recursos financeiros para chegar aos locais de plantio, colheita ou prestação de serviços.”

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) destaca que essa é uma demanda antiga do setor e também um avanço para a agricultura brasileira.

“Somos um dos maiores produtores de alimentos do mundo, que tem propiciado a geração de emprego e renda no campo e na cidade. Dificultar o trânsito de máquinas agrícolas em vias públicas pode acarretar o aumento do custo de produção e, consequentemente, o aumento do preço do alimento que chega nas mesas dos brasileiros.”

De acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, existem 1.229.907 tratores em 734.280 estabelecimentos agropecuários no Brasil. Destas propriedades, 14,5% possui pelo menos um trator.

 

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03/08/2023 0 Comentários
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Notícias

Vacas que “falam”? Startup cria coleira com IA para processar dados

Por redação 02/08/2023
Escrito por redação

Tecnologia criada por agtech gaúcha monitora rebanhos e melhora a produtividade e a saúde das vacas leiteiras com o uso de dados em tempo real

Vacas que "falam"? Startup cria coleira com inteligência artificial para processar dadosEm um momento em que o setor agropecuário tem sido o principal motor do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com um aumento de 21,6% no primeiro trimestre de 2023, gerando o maior número desde o quarto trimestre de 1996, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), empresas de tecnologia têm conquistado cada vez mais espaço no mercado através da oferta de soluções que aumentam a produtividade e a eficiência agrícola.

No meio desse cenário positivo, despontam as agtechs, startups focadas no agronegócio. Uma delas é a COWMED, agtech gaúcha especializada em soluções tecnológicas para o setor agropecuário, que está impulsionando a produtividade e a eficiência no campo com sua abordagem inovadora.

Número de trabalhadores no agro alcança mais de 28 milhões no 1º trimestre

Fundada em Santa Maria (RS), a empresa ganhou espaço no mercado ao desenvolver uma coleira equipada com Inteligência Artificial que faz as “vacas leiteiras falarem” através do que eles chamam de Internet das Vacas, nome criado fazendo alusão à Internet das Coisas (IoT).

Com essa tecnologia, todo o processamento de dados é feito em tempo real. Dessa forma, as informações são enviadas pelo sistema ao pecuarista, possibilitando a visualização das informações em seu dispositivo e, assim, ser notificado de situações como sintomas precoces de doenças, ciclo reprodutivo e ajuste da dieta do rebanho.

Essa inovação oferece uma maneira eficaz de monitorar e prover um melhor bem-estar às vacas leiteiras, ao mesmo tempo em que aumenta a produção leiteira, sendo altamente benéfica aos produtores de leite.

Smartwatch das vacas?

Um dos fundadores da startup, Thiago Martins, explica que a coleira funciona como uma espécie de “smartwatch” para as vacas, permitindo que os produtores monitorem diferentes variáveis, como o tempo de ruminação, alimentação, descanso, caminhada e conforto térmico.

“Essas informações são processadas por meio de inteligência artificial, fornecendo insights valiosos e permitindo ajustes precisos para garantir o conforto e saúde das vacas”, comenta Martins.

Batizada de VIC, a inteligência artificial da COWMED fornece informações valiosas que permitem aos produtores ajustar o manejo nutricional do rebanho. “O sistema ainda oferece a opção para acompanhar os horários em que ocorrem níveis de estresse térmico, possibilitando que o produtor adote medidas como banho ou ventilação para garantir o bem-estar das vacas”, salienta.

Com uma abordagem inovadora e foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor agropecuário, plataformas de Inteligência Artificial estão impulsionando a eficiência e a produtividade no campo, contribuindo para o crescimento contínuo do mercado agrícola brasileiro.

 

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02/08/2023 0 Comentários
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Notícias

Simpósio SAE Brasil debaterá nacionalização de componentes

Por redação 02/08/2023
Escrito por redação

O 15º Simpósio SAE Brasil de Máquinas Agrícolas será realizado dia 30 de agosto e reunirá as principais lideranças do setor

Simpósio SAE Brasil de Máquinas debaterá nacionalização de componentesEstratégias para a nacionalização de insumos e aumento de competitividade da cadeia de suprimentos da indústria brasileira de máquinas agrícolas está entre os temas de destaque do 15º Simpósio SAE Brasil de Máquinas Agrícolas organizado pela Seção Regional Porto Alegre, que será realizado em 30 de agosto, no Centro de Convenções FIERGS.

Leandro Pires, diretor da Seção Regional Porto Alegre da SAE Brasil, destaca a importância do debate sobre a localização de tecnologia no País. “A recente experiência vivida durante a pandemia e a evolução da cadeia nos últimos 15 anos nos leva a refletir sobre as oportunidades a serem exploradas em função crescimento do agronegócio brasileiro. Este é o momento para desenharmos um futuro que explore o nosso potencial, como indústria, de crescermos e competirmos globalmente através da exportação de máquinas, componentes, tecnologias e serviços”, avalia.

A partir da experiência de especialistas-referência no segmento, o encontro inicia a pauta de palestras com Antonio Carrere, presidente John Deere Brasil e chairperson do simpósio.

A programação inclui apresentações e debates sobre cenários para o agronegócio brasileiro, tendências de produtos e soluções na visão das montadoras, reindustrialização e cadeia de suprimentos no Brasil e desafios de localização de tecnologia, além de Mostra Tecnológica com as novidades das empresas Braslux, Fimac Metalúrgica, Forbal Automotive, Hella, Perkins, Portata, Siemens, Timken, Tuzzi e Vector.

As inscrições podem ser feitas clicando aqui. Os leitores da Máquinas & Inovações Agrícolas, que é apoiadora oficial do evento, têm desconto especial de 20%. Para garantir essa condição especial use o código RMIA-PROMOCIONAL no ato da inscrição.

PROGRAMAÇÃO

7h45 – Credenciamento e café com networking na Mostra Tecnológica
8h45 – Solenidade de Abertura

Palestras

9h – Abertura por Antonio Carrere, presidente John Deere Brasil e chairperson do simpósio

9h35 – Cenários para o Agronegócio Brasileiro: Desafios e Oportunidades, por Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio

10h25 – Q&A. Mediadora: Roseane Campos, Global Harvesting Brand Governance Director and Multi-brand Governance South America Region da AGCO América do Sul

10h50 – Debate: Tendências de produtos e soluções – A visão das montadoras
Convidados: Mauricio Menezes – Gerente de Marketing – LatAm da John Deere; Flávio Rielli Mazetto, diretor de Marketing de Produto da New Holland; Rafael Antonio, diretor Comercial da Valtra/AGCO; Alexandre Stucchi, diretor de Vendas da Massey Ferguson / AGCO; Wanderson Tosta, diretor de Marketing da Jacto; Lauro Rezende, gerente de Marketing de Produto Tratores Latam na CASE IH – CNH Industrial Brasil. Mediador: Daniel Zacher, diretor geral na Tekter Consultoria

11h55 – Almoço networking na Mostra Tecnológica

13h20 – Debate: Cadeia de suprimentos – Localização e competitividade
Convidados: Regis Tiecher, diretor de Suprimentos América do Sul da Jonh Deere; Carlo Martorano, VP de Compras América do Sul e Massey Ferguson Global na AGCO; Cláudio Brizon, diretor de Compras & SQE da CNH Industrial para América Latina (CNH); Henry Carlo, gerente de Suprimentos da Kuhn. Mediador: Fernando Bulcão, diretor de Vendas OEM América Latina na Danfoss Power Solutions

14h25 – Café networking na Mostra Tecnológica

15h – Palestra: Reindustrialização e a cadeia de suprimentos no Brasil, por Pedro Estevão Bastos de Oliveira, membro do Conselho de Administração e presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da ABIMAQ

15h25 – Debate: Desafios de Localização de Tecnologia
Convidados: Tiago Pirolli, diretor de Operações da Danfoss Power Solutions; Lucas Alexandre Mello Werner, gerente de PD&I da Bruning Tecnometal; Bruno Salmeron, diretor de Operações da Schulz. Mediador: Francisco Scartazzini, gerente Comercial da Janus & Pergher .

16h30 – Encerramento

 

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02/08/2023 0 Comentários
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Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023
Notícias

Número de trabalhadores no agro alcança mais de 28 milhões no 1º trim

Por redação 02/08/2023
Escrito por redação

É o melhor resultado já registrado para o período desde 2012 e o segundo melhor desempenho levando em conta todos os trimestres desde o início da análise realizada pelo Cepea

A população ocupada (PO) no agronegócio no 1º trimestre alcançou 28,1 milhões de pessoasA população ocupada (PO) no agronegócio no 1º trimestre alcançou 28,1 milhões de pessoas, o melhor resultado já registrado para o período desde 2012 e o segundo melhor desempenho levando em conta todos os trimestres desde o início da análise realizada pelo Cepea. No primeiro trimestre deste ano, a população ocupada no agronegócio representou 27% do total do estoque de empregos no país.

Este resultado representa um aumento de 1% em relação ao 4º trimestre de 2022 (288,2 mil pessoas) e de 0,9% na comparação com o 1º tri/2022 (+237 mil pessoas). O setor que mais contribuiu para este desempenho foi o setor de agrosserviços, com expansão de 6,7% (616 mil pessoas), tanto no comparativo com os últimos três meses de 2022 quanto com o 1º trimestre do ano passado.

Tragédia em Palotina: entenda os riscos em silos de armazenamento

Os dados fazem parte do boletim “Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro”, uma publicação inédita do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que analisa e compara a população ocupada no setor a cada trimestre.

O boletim vai abordar aspectos da conjuntura e da estrutura do mercado de trabalho do agronegócio brasileiro. Neste contexto, serão analisados os quatro segmentos da cadeia produtiva do setor: insumos para a agropecuária, produção agropecuária primária (dentro da porteira), agroindústria (processamento) e agrosserviços.

Neste contexto, o estudo vai abordar, trimestralmente, aspectos como o “estoque de empregos”, o perfil da mão de obra, grau de instrução, a participação feminina e a evolução destes quesitos, além de comparativos entre a mão de obra ocupada no agro e a população ocupada no país de forma geral.

“Esse crescimento esperado nos empregos nos agrosserviços reflete sobretudo o excelente desempenho da produção agrícola dentro da porteira – com expectativa de uma safra 2022/2023 recorde de grãos, somada às maiores produções esperadas de café e cana –, o que deve se traduzir em expansão dos serviços de transporte, armazenagem, comércio e outros serviços (como financeiros, contábeis, jurídicos, de comunicação, entre outros) prestados ao agronegócio”, explica o boletim.

A publicação também vai trazer o número e a evolução do cenário de trabalhadores com produção destinada apenas para o consumo próprio dentro de suas propriedades, com o intuito de acompanhar e monitorar o comportamento desta parcela de pessoas. Segundo dados incluídos no estudo, atualmente há 5,3 milhões de pessoas nesta condição.

Perfil

Em relação ao perfil de mão de obra, o estudo destaca um crescimento da PO entre empregados com carteira assinada de 6,1% no primeiro trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano passado, o que significa um incremento de mais de 532,1 mil pessoas formalizadas.

Na comparação com o quatro trimestre de 2022, houve alta de 2,1% no número de ocupações no período de janeiro a março deste ano (acréscimo de 192,4 mil pessoas).

Mulheres

A publicação também traz dados voltados para as mulheres empregadas no agronegócio. O boletim aponta que, no primeiro trimestre de 2023, a PO feminina cresceu 1,3% frente ao período de janeiro a março do ano anterior (quase 140 mil mulheres a mais), e 0,8% em relação ao último trimestre de 2022 (+88,7 mil).

Salários

De acordo com a publicação, nos três primeiros meses deste ano, houve um avanço médio de 5,9% nos salários dos empregados no setor, desempenho que ficou 0,5 ponto percentual acima do que observado na média do País, de 5,4%.

“Ainda quanto aos rendimentos, ao se comparar os valores reais do primeiro trimestre de 2023 e do último trimestre de 2019, antes da chegada da pandemia, nota-se que o cenário para os trabalhadores do agronegócio foi favorável frente à média do País”, explica o boletim.

 

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Tecnologia

Eficiência no embolsamento de silagem gera vantagens

Por redação 02/08/2023
Escrito por redação

Marcher Brasil apresenta a Ingrain910, a primeira máquina para embolsamento de silagem nacional autopropelida, na Agroleite

Eficiência no embolsamento de silagem gera vantagens a pecuaristasPara tornar o processo de produção de silagem mais eficiente, uma solução é o sistema de embolsamento, que ganha força no campo por simplificar o processo. Um recente lançamento neste mercado está sendo apresentado pela Marcher Brasil, empresa que atua no desenvolvimento de soluções para armazenagem, com a Ingrain910, a primeira máquina para embolsamento de silagem nacional autopropelida. O equipamento inclusive será um dos destaques e poderá ser visto de perto pela classe produtora durante o Agroleite, que acontece de 8 a 11 de agosto, em Castro, no Paraná.

Segundo Nelson Luz, engenheiro mecânico e supervisor de produtos da empresa, este lançamento foi pensado para os médios e grandes produtores, por ser de alta produtividade, uma excelente opção para as indústrias, cooperativas, cerealistas e prestadores de serviço.

“A Ingrain910 foi desenvolvida para clientes que têm demanda de produção de silagem muito alta, por isso o Agroleite, que é a principal vitrine tecnológica da cadeia leiteira, é uma oportunidade única para mostrarmos o potencial deste equipamento”, diz.

Com capacidade de armazenamento de 150 toneladas por hora, o lançamento está preparado para atender demandas de silo-bolsa de 9 e 10 pés. A novidade conta com a motorização própria a diesel que alimenta todo o sistema de transmissão, realizando assim o trabalho praticamente sozinha, com a necessidade de apenas um operador realizando a tarefa de embolsamento de silagem, tornando a operação segura, versátil e eficiente.

O abastecimento da Ingrain910 é realizado diretamente através do caminhão basculante, facilitando a logística no campo. “O produtor vai utilizar o trator apenas para deslocamento do equipamento do barracão até o local do trabalho, o restante ela é autossuficiente, afinal, a proposta da nossa marca é facilitar”, afirma o engenheiro mecânico.

Acerte na produção de silagem

A silagem de grãos úmidos nos últimos anos tem sido adotada pelos pecuaristas que estão focados na qualidade da alimentação animal. Este insumo se destaca por possuir alto valor energético e excelente digestibilidade e palatabilidade, tanto para bovinos de corte quanto de leite.

De acordo com Welington Mattano Gearola, zootecnista e consultor técnico da Marcher, com a dieta à base de grãos úmidos ou hidratado é possível ter inúmeras vantagens. Uma delas é na eficiência da operação, uma vez que a produção de grão seco moído como componente da dieta exige uma logística pesada com rendimento muito baixo e um custo alto.

Para auxiliar os pecuaristas nessa técnica, a Marcher tem em seu portfólio a Ingrain90 que apresenta rendimento muito alto com a operação. “Produtores que fazem a ração na propriedade utilizam geralmente um moedor elétrico com capacidade para 12 mil quilos por hora, mas na prática acabam moendo no máximo 4 mil kg/h com alto consumo de energia. Já a nossa máquina tem capacidade para bater até 55 ton/h, utilizando apenas um trator de 75 cv, com consumo médio de oito litros de diesel. Com isso há uma eficiência muito maior”, pontua o zootecnista.

Ainda segundo ele, outra vantagem do grão úmido é que a fermentação que é feita dentro da bolsa ajuda a digestibilidade, diminuindo quadros de acidose e de fermentação intestinal, melhorando a absorção e por consequência os bovinos têm conversão alimentar mais eficiente, o que pode gerar ao produtor ganhos que variam de 12% até 20% comparado ao grão seco. “Este incremento já é uma excelente vantagem. A silagem de grão úmido é sem dúvida uma operação mais enxuta, com uma eficiência nutricional muito maior”, acrescenta Gearola.

A Marcher também disponibiliza a Ingrain60, uma embolsadora de grãos úmidos com capacidade de 20 ton/h. Ela possui um moinho quebrador que facilita o processo de fermentação e produz alimento de alta qualidade e valor energético. Como opcional apresenta o sistema de aplicação de inoculador que é prático e eficiente, a sua adição melhora o processo de fermentação, o que resulta numa silagem mais estável, de melhor qualidade.

Ainda durante o Agroleite, no estande da Marcher, o visitante poderá ver de perto a outra Embolsadora de Grãos Úmidos, a Ingrain65. A máquina utiliza a força direta do trator e é equipada com freios a disco de alta eficiência e fácil regulagem. Possui um sistema de processamento com rolos Cracker com capacidade de (40 ton/h) e opções de granulometria.

Complemento

Outra opção que o produtor pode utilizar para complementar a silagem de grãos úmidos é a silagem de planta inteira. A opção muito utilizada hoje para isso são os silos trincheira, uma espécie de vala escavada que pode ser de concreto ou diretamente na terra, o qual depois de cheio é coberto com lona plástica. Contudo, além de trabalhoso, esse método não é tão eficiente e requer uma grande estrutura de maquinários e pessoas para fazer a compactação do material.

Como alternativa, o produtor já tem disponível a embolsadora de silagem para bolsas de 9 pés, a Ingrain900, uma excelente opção para quem busca aliar rapidez e alta eficiência em armazenagem móvel. Com capacidade de 150 ton/h, ela foi desenhada para acompanhar o trabalho das picadoras autopropelidas de alto rendimento.

O abastecimento da máquina é realizado diretamente do caminhão basculante, facilitando muito a logística no campo. A compactação do material ensilado através de rotor promove uma melhor distribuição e uniformidade da silagem no interior da bolsa.

“Um detalhe importante é a eficiência de compactação da nossa máquina, que faz uma camada menor, com isso já gera uma qualidade superior observada em avaliações a campo, em torno de 12,3% em relação ao silo trincheira”, diz

Ainda segundo Gearola, outro ponto importante é que quando a silagem é compactada na bolsa não há presença de oxigênio lá dentro, e isso é fundamental, pois o que diminui a qualidade é a oxidação. “Nosso objetivo é que a fazenda tenha eficiência com produção de quilo de carne ou litro de leite, com um custo menor e reduzindo processos. Somado a isso, proporcionamos aos animais uma eficiência nutricional muito melhor, fazendo com eles emitam menos gases no ambiente. Para conhecer essas e outras vantagens, convidamos os visitantes do Agroleite a passarem em nosso estande”, finaliza.

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Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho
Notícias

Projeto de Fundo Agrícola da ONU investirá US$ 900 milhões no Brasil

Por redação 01/08/2023
Escrito por redação

Parceria , cofinanciada pelo Governo do Brasil e Fundo Verde, deve atender mais de 600 mil famílias rurais no nordeste do país

Projeto de Fundo Agrícola da ONU investirá US$ 900 milhões no BrasilUm investimento de US$ 900 milhões para o nordeste do Brasil foi anunciado pelo Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad. O objetivo é alcançar mais de 600 mil famílias em áreas rurais promovendo a segurança alimentar, aumentando a produção e a resiliência às mudanças climáticas.

A parceria foi firmada pelo Banco Brasileiro de Desenvolvimento, o Fundo do Clima Verde e pelo Ifad que são financiadores. O presidente da agência esteve no Brasil e afirmou que o país recolocou a luta contra a pobreza e a fome no topo da agenda política.

Biocombustíveis: BNDES amplia para R$ 3,5 bilhões recursos para o setor

Alvaro Lario lembra que 2,4 bilhões de pessoas no mundo sofrem de insegurança alimentar severa ou moderada. A agência afirmou que vai continuar sua parceria com o Brasil para levar soluções e recursos adequados às comunidades rurais, instituições e sistemas alimentares e do meio ambiente. Para o presidente do Ifad, as prioridades do país estão alinhadas com as da agência.

Na última década, o Brasil e o Ifad financiaram seis grandes iniciativas que representam um total de US$ 453 milhões em investimentos. Cada projeto tem uma avaliação de impacto independente que documentou melhorias reais na vida de 252 mil famílias.

Acesso aos mercados e produtos

Cerca de 60% dos participantes dos projetos conseguiram sair da pobreza extrema e um terço aumentou sua renda. Com a iniciativa, 67% das pessoas melhoraram o acesso à comida e 59% diversificaram suas dietas. Agricultores familiares subiram 61% da produção e 33% aumentaram o acesso aos mercados para seus produtos.

No Brasil, o presidente do Ifad visitou o estado da Paraíba e viu de perto como os programas da agência estão apoiando a agricultura familiar. Ele visitou projetos de criação de bode e ovelha, processamento de polpas da fruta, água e saneamento básico. As iniciativas do Ifad têm um forte componente de inclusão de gênero e educação rural.

Desde 1980, a agência tem investido no Sertão brasileiro, como é conhecida a região do semiárido do nordeste do país. Dentre os participantes estão indígenas, a população quilombola, mulheres, jovens e grupos à espera da reforma agrária.

 

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Notícias

Biocombustíveis: BNDES amplia para R$ 3,5 bilhões recursos para o setor

Por redação 01/08/2023
Escrito por redação

Valor decorre de aprovação, pela diretoria do BNDES, de dotação complementar de R$ 1,5 bilhão para o programa RenovaBio

Biocombustíveis: BNDES amplia para R$ 3,5 bilhões recursos para o setorO Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a dotação complementar de R$ 1,5 bilhão para o programa RenovaBio, totalizando um orçamento de R$ 3,5 bilhões, com vistas a atender à demanda do setor de biocombustíveis por crédito ASG até o final do ano de 2024.

“Com a redução da taxa inicial de juros e a definição de metas de acordo com o nível de eficiência energética do cliente, mudanças implementadas para o biênio 2023-24, estamos conseguindo atingir uma parcela ainda maior do setor de biocombustíveis e, com isso, amplificamos o impacto do Programa BNDES RenovaBio na descarbonização do setor”, explica Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Tragédia em Palotina: entenda os riscos em silos de armazenamento

O Programa BNDES RenovaBio tem tido uma demanda elevada. De 2021 até o início de 2023, foram aprovadas treze operações de financiamento, em um total de R$ 1,1 bilhão, dos quais mais de R$ 1 bilhão já foram desembolsados. Além disso, há outras operações que já estão sendo analisadas pelo Banco.

O programa prevê o apoio direto por meio de crédito ASG (Ambiental, Social e Governança) para o setor de biocombustíveis, no âmbito da Política RenovaBio, com incentivo para a melhoria da eficiência energético-ambiental e da certificação da produção.

Com a melhoria projetada de desempenho energético-ambiental nas operações já contratadas, estima-se que o conjunto de usinas apoiado terá capacidade de produzir biocombustíveis capazes de evitar emissões de 3,4 milhões de toneladas de carbono por ano, volume 14% maior ao verificado na contratação das operações.

 

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Notícias

Tragédia em Palotina: entenda os riscos em silos de armazenamento

Por redação 28/07/2023
Escrito por redação

Explosão em silo da cooperativa C.Vale, em Palotina (PR), acende alerta para a segurança contra os riscos em silos de armazenamento de grãos

Tragédia em Palotina: os riscos de explosões em silos de armazenamento de grãos

Clarisse Sousa – Oito pessoas morreram, 11 ficaram feridas e uma ainda está desaparecida após a explosão em silo de armazenamento de milho no município paranaense de Palotina, localizado no oeste do estado, segundo informações da “Agência Brasil”. O Corpo de Bombeiros local informou que a explosão ocorreu na quarta-feira (26), por volta das 17 horas. A tragédia acende um alerta para os riscos em silos e para a necessidade de aumentar a atenção à segurança nesses equipamentos de armazenamento.

Cerca de 20 bombeiros das unidades de Palotina, Toledo e Cascavel participaram das ações de resgate. Em entrevista à imprensa, o capitão do Corpo de Bombeiros Guilherme Rodrigues afirmou que a “explosão, provavelmente, ocorreu por pó”.

“É um ambiente confinado, extremamente perigoso. Existem partículas de pó em suspensão no ar. Estas partículas são combustíveis. Então, qualquer fagulha pode gerar uma explosão”, disse o capitão. “Esta primeira explosão, próxima ao armazém de número 3, gerou a explosão nos outros armazéns próximos. Então temos quatro armazéns com estruturas colapsadas”, completou.

O major Zajac disse à Agência Brasil que a explosão ocorreu no interior do túnel de um dos silos da cooperativa agroindustrial C.Vale. Na sequência, se estendeu aos outros três túneis interligados. Ele lembra que o período atual é de colheita da safra de milho, e que esses armazéns recebem o produto e o estoca até a secagem, para então ser processado.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

As causas da explosão ainda estão sendo investigadas, mas o major apontou algumas das hipóteses sobre quais substâncias presentes no local poderiam ter servido de combustível para a explosão.

“A compactação da massa de milho pode produzir gás por conta da fermentação. É também possível que a explosão tenha sido causada pela poeira do milho, que também pode gerar uma atmosfera explosiva”, disse. “Esses riscos tornam imprescindível a limpeza rotineira desses túneis”, acrescentou.

A C.Vale, empresa responsável pelo silo, divulgou uma nota sobre o ocorrido: “No momento, a prioridade está centrada na mobilização de todos os esforços e recursos necessários à preservação da integridade dos colaboradores atingidos pelo incidente e apoio aos familiares das possíveis vítimas atingidas”, diz nota, ao informar que todas equipes de segurança da cooperativa estão ativas, colaborando com autoridades.

Segurança em silos

vacas - Tragédia em Palotina: entenda os riscos em silos de armazenamentoOs silos são grandes estruturas destinadas ao armazenamento de grãos e materiais secos a granel. Eles são feitos principalmente de chapas metálicas, mas também podem ser encontrados em alvenaria, madeira ou concreto.

Trata-se de um espaço confinado, pois é um ambiente não projetado para ocupação humana contínua e possui meios limitados de entrada e saída. Além disso, a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes. Essas características, no entanto, são ideais para manter a qualidade dos grãos.

Nos últimos anos, a necessidade de se utilizar essas estruturas aumentou e, segundo estimativas do setor agrícola, ainda não há armazéns suficientes para estocar a produção. Isso porque, ano a ano, o País vem registrando recordes na produção de grãos.

Segundo um levantamento recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa da produção para a safra de grãos é de 317,6 milhões de toneladas em 2022/2023. Um crescimento de 16,5% ou 44,9 milhões de toneladas em relação à safra anterior.

Principais riscos em silos

Embora uma das principais causas de morte em silos seja o soterramento por grãos, outros perigos cercam os trabalhadores que atuam nesses armazéns.

Segundo Paula Scardino, coordenadora nacional da NBR 14.787 e da 16.577 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Membro do GT Tripartite Patronal e da nova NR-33 – Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados, entre os principais riscos em silos estão ainda explosão por pós, poeiras ou fibras combustíveis, explosão de gás, como o metano, intoxicação por gases tóxicos, como pelo gás sulfídrico ou sulfeto de hidrogênio (H₂S) , deficiência de oxigênio – causada normalmente pelos gases da família asfixiante simples, como dióxido de carbono (CO2) e metano (CH₄) –, além de inundação, engolfamento, incêndio, choques elétricos, eletricidade estática, queimaduras, quedas, escorregamento, impacto, esmagamento, amputações e outros.

Poeiras combustíveis

A especialista ressalta que “o comportamento de atmosferas perigosas de gases é totalmente diferente do comportamento das poeiras combustíveis”. No caso de poeiras combustíveis, os perigos encontram-se com a junção dos seguintes elementos:

  1. poeira combustível em suspensão (normalmente presente nas esteiras, nos elevadores ou no processo em geral);
  2. a concentração da poeira combustível deve estar na faixa ideal, entre o limite inferior de explosividade e o limite superior de explosividade;
  3. ar – oxigênio presente na atmosfera;
  4. espaço confinado; e
  5. fonte de ignição de potência adequada.

Ela afirma que “o controle de fontes de ignição potenciais devem ser conhecidas por todos os profissionais que operam silos ou graneleiros”, diz. Paula também elenca as principais fontes de ignição:

  • Origem eletrônica: equipamentos eletrônicos em geral, como rádios, celulares e lanternas;
  • Origem elétrica: fios, tomadas, botoeiras, luminárias, arco elétrico, solda, centelhas nas escovas do rotor, descarga atmosférica, raios etc.;
  • Origem mecânica: esteiras, elevadores de caneca, moinhos e elevadores;
  • Origem eletrostática: fricção, atrito, transferência de gases, líquidos, querosenes de aviação, óleo diesel, óleo lubrificante, gasolina, solventes; e
  • Superfícies aquecidas: linhas de energia, resistência de aquecedores e lâmpadas.

Devido à velocidade do processo e ao volume de massa de grãos em movimento, os trabalhadores que atuam em silos, em relação aos demais da cadeia de produção agrícola, estão mais expostos à poeira dos grãos. “Existem estudos que comprovam que a exposição prolongada à poeira também aumenta a prevalência de sintomas respiratórios e de perda acentuada da função pulmonar.”

A especialista destaca ainda o item 3.18, da NBR 16.577 – Espaço Confinado, sobre o engolfamento. “Essa é uma condição em que um material particulado sólido envolve uma pessoa e, durante o processo respiratório, a inalação pode causar inconsciência ou morte por asfixia”, explica. Por isso, Paula completa, é preciso levar em consideração o item 7 da norma:

“Considerar que operações nas superfícies de grãos são extremamente perigosas e que a entrada e movimentação de trabalhadores sobre massa de grãos ou materiais que ofereçam riscos de engolfamento, soterramento, afogamento e sufocamento são proibidas, salvo quando garantidas, por meio de análise de riscos e adoção de medidas de caráter coletivo e/ou individual comprovadamente efetivas. Deve ser mantida a sinalização específica na entrada do local de armazenamento, constando os seus riscos e a proibição de acesso”, diz o trecho.

EPIs para uso em silos

Além do risco de ser sugado e soterrado pelos grãos, há ainda o risco de intoxicação provocada pelos gases provenientes do material armazenado. Por isso é essencial o uso de Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR), que devem ser selecionados e utilizados corretamente.

Entre os riscos, destaque também para as quedas de altura. Para evitá-las, é imprescindível que os trabalhadores utilizem cinto de segurança dotado de dispositivo trava-quedas, devidamente ligado a um cabo-guia. Contra o engolfamento, especialmente em espaços com materiais sólidos, como grãos, o trabalho deve ser realizado com talabarte, cinto de segurança e cabo-guia esticado. Dessa forma, caso seja coberto pelo material, o trabalhador poderá ser içado.

ESPAÇOS CONFINADOS, COMO OS SILOS, PODEM CONTER:
• Atmosfera perigosa ou potencialmente perigosa: falta de oxigênio – podendo provocar asfixia, danos cerebrais e até morte; substâncias tóxicas – intoxicação, sequelas e morte; e substâncias inflamáveis – incêndio ou explosão, queimaduras e morte.
• Material que possa engolfar um trabalhador: a parte superior dos silos contendo grãos é uma área que apresenta sério risco de engolfamento, asfixia e morte.
• Paredes que convergem para dentro ou pisos que se inclinam para baixo ou áreas menores que apresentam afunilamento e que podem aprisionar ou asfixiar um trabalhador. Por exemplo, a parte inferior dos silos, como moegas ou tremonhas.
• Outros perigos e riscos como o mecânico, elétrico, hidráulico, vapor e líquidos. Como energias perigosas, máquinas sem proteção na transmissão de movimentos ou fios elétricos expostos, podendo causar ferimentos, eletrocussão e morte.

A NR-33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados também estabelece a presença de um vigia. Ele é o responsável pela entrada e saída de trabalhadores no espaço confinado. O vigia deve permanecer do lado de fora, sempre mantendo contato com os trabalhadores autorizados a entrar no espaço confinado. Ou seja, cabe a ele monitorá-los e protegê-los, assim como acionar uma equipe de salvamento, caso necessário.

Os silos, assim como todos os espaços confinados, são áreas fechadas e enclausuradas. Nesses ambientes, vale lembrar, a movimentação é dificultada, podendo ocorrer o aprisionamento do trabalhador devido a complexidade da geometria, como planos inclinados, paredes convergentes e pisos lisos.

Justamente por se caracterizarem como peças mecânicas fechadas, explosões catastróficas podem ocorrer em operações com solda elétrica ou pela mistura de gases, eletricidade estática, curto circuito em instalações elétricas e chapas aquecidas, entre outros, conforme descrito anteriormente.

As perdas e danos provocados por esses acidentes, como a explosão do silo da cooperativa C.Vale, em Palotina (PR), podem ser catastróficos: perdas de vida, da saúde e integridade física e psicológica dos trabalhadores, além de danos irreparáveis ao patrimônio.

 

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Número de pessoas trabalhando no agro registra recorde em 2023
Notícias

Dia do Agricultor: a importância do profissional para a economia do país

Por redação 28/07/2023
Escrito por redação

Dia do Agricultor: a importância do profissional para a economia do país Estabelecido em 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek, em 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor. A data é uma alusão ao centenário da criação do Ministério da Agricultura, realizada por Dom Pedro II, e celebra a importância dos agricultores para a sociedade e para o crescimento econômico do Brasil.

O agricultor é quem proporciona a produção de alimentos para consumo e matéria-prima na fabricação de importantes produtos à sociedade. Esta profissão é considerada uma das mais antigas e atua diretamente na movimentação do setor.

Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, a comemoração é extremamente importante para destacar o papel do agricultor no desenvolvimento do agronegócio nacional: “O Brasil é considerado um dos maiores produtores de alimentos do mundo e isso se deve ao grande trabalho desenvolvido por estes profissionais que, além de ajudarem a alimentar a população brasileira, impulsionam a riqueza do país”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou, em comparação ao trimestre anterior: 1,9% no primeiro trimestre de 2023, totalizando R$ 2,6 trilhões no período. Este resultado foi estimulado pelo setor agropecuário, que cresceu 21,6%, a maior alta desde o quarto trimestre de 1996.

Estima-se que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023, de acordo com as informações da safra do último mês, seja de R$1,148 trilhão, valor 2,6% superior ao do ano passado. O crescimento está relacionado principalmente ao recorde da safra de grãos e ganhos de produtividade, com um aumento de 4,9% motivado pelas lavouras. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ainda estima que, em 2027, a produção de grãos vai superar os 290 milhões de toneladas.

Sodré destaca que o trabalho do agricultor tem se modificado progressivamente, aumentando a produtividade e a otimização da produção agropecuária: “Há um maior protagonismo das especialidades e técnicas, gerando resultados que impactam na nossa visibilidade agronômica no mercado mundial. O agricultor é um dos maiores responsáveis por estes resultados e contribui diretamente nos recordes de cada ciclo”, finaliza.

 

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Copa do Mundo: Brasil e França em campo no futebol feminino e no agronegócio

Por redação 28/07/2023
Escrito por redação

Farelo de soja, café verde e celulose são alguns produtos embarcados do Brasil para a França

Brasil e França em campo no futebol feminino e no agronegócioBrasil e França entram em campo no próximo sábado (29) pela Copa do Mundo Feminina de Futebol. Os dois países são rivais no campo e o jogo promete ser um dos mais acirrados, mas no agro a parceria bate um bolão.

Por um lado, o Brasil é conhecido como um dos principais produtores e exportadores de commodities agrícolas, como soja, milho, café, carne bovina, açúcar, entre outros.

Já a França é uma potência agrícola na União Europeia, com destaque para a produção de cereais, vinho, laticínios e outros produtos agrícolas de alto valor agregado.

De acordo com o AgroStat (Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro), o Brasil exportou, no ano passado, mais de US$ 1,6 bilhão, abrangendo, principalmente, farelo de soja, café verde e celulose.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

Foram embarcados para o país europeu US$ 742,7 milhões de farelo de soja em 2022. O café verde registrou US$ 172 milhões e a celulose, US$ 260,5 milhões. Soja em grãos também é relevante no comércio exterior para França, com US$ 66,1 milhões.

A parceria entre Brasil e França na agricultura representa um exemplo inspirador de cooperação bilateral para enfrentar desafios comuns relacionados à agricultura e ao meio ambiente.

Os países compartilham o compromisso de promover uma agricultura mais sustentável, inovadora e resiliente, contribuindo para a segurança alimentar global e o desenvolvimento socioeconômico de suas respectivas nações.

Brasil em campo

O próximo jogo da Seleção Feminina será no dia 2 de agosto (quarta-feira), às 7h (horário de Brasília), contra a Jamaica, no Melbourne Rectangular Stadium, na Austrália.

 

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