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Notícias

No Japão, Fávaro busca investimentos em sustentabilidade

Por redação 28/07/2023
Escrito por redação

Parceria entre os países deve celebrar a cooperação para o desenvolvimento e uso das tecnologias de combustíveis sustentáveis

No Japão, ministro da Agricultura busca investimentos em sustentabilidadeCom o objetivo de captar investimentos estrangeiros de fundos internacionais para a ampliação de projetos de sustentabilidade da agropecuária brasileira, a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se reuniu com representantes de empresas de diversos segmentos para apresentar as possibilidades da agropecuária brasileira que contribuem para reduzir a emissão de carbono no planeta e a segurança alimentar no mundo.

Uma delas está relacionada à energia renovável. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o vice-presidente do Conselho de Administração da Toyota, Shigeru Hayakawa, e lembrou que foi no governo do presidente Lula que ocorreu o lançamento do carro flex no Brasil e, desde então, seus mandatos têm um política de estímulo ao uso do combustível.

“Temos história e tecnologia. Temos um enorme potencial para a produção de etanol, seja a partir da cana ou do milho, com a agropecuária brasileira trabalhando em prol de uma energia mais limpa e renovável, sem queima de carvão. O Brasil vai fortalecer e avançar na rota do etanol como combustível veicular”, destacou o ministro.

Da mesma forma, Hayakawa ressaltou a importância do etanol para a estratégia de carbono neutro da empresa que busca cooperar na redução das emissões de gás carbônico (CO2) e, para isso, conta com o apoio do Brasil.

Assim, a parceria entre os países deve celebrar a cooperação para o desenvolvimento e uso das tecnologias de combustíveis sustentáveis em ambos.

Na Coreia do Sul, Fávaro estreita parceria para produção sustentável

Diretor-presidente e CEO da Sumitomo – companhia presente em 66 países e regiões -, Masayuki Hyodo destacou a importância das relações com o Brasil para as ações estratégicas da empresa, que tem histórico de atuação com a Agroamazônia.

No encontro com o ministro Fávaro, foi tratada a abertura de novos mercados entre Brasil e Japão e também apresentada a possibilidade de a companhia investir na recuperação de pastagens de baixa produtividade no Brasil, permitindo a melhoria do solo e ganho de produtividade na produção de alimentos, com sequestro de carbono.

A rodada também incluiu a reunião entre o ministro e o presidente do Conselho de Administração da Mitsui & Co, Tatsuo Yasunaga, ocasião em que também foram discutidas as possibilidades de diversificação do comércio entre os países, com abertura de mercados, e a importância do investimento em ações de sustentabilidade no Brasil que visam a redução da emissão de carbono no planeta.

Os encontros ocorreram em Tóquio, capital do Japão, nesta quinta-feira (27).

Seminário Empresarial

Ainda neste primeiro dia da missão do Mapa no Japão, o ministro da Agricultura participou do seminário Oportunidades e Parcerias para a Indústria de Proteína Animal. O evento contou com a participação de cerca de 200 autoridades e empresários japoneses e brasileiros.

Durante o encontro, foram apresentadas as tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o avanço sustentável do agro, bem como a qualidade do sistema de defesa sanitário brasileiro, que vem se tornando internacionalmente reconhecido.

Fávaro ressaltou a importância da parceria entre Brasil e Japão na cooperação técnica e comercial, que permitam cada vez mais o uso de tecnologias e da ciência aplicada no campo para uma agropecuária mais precisa, produtiva e sustentável.

Agenda

Nesta sexta-feira (28), o ministro da Agricultura participa de reunião com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), considerada uma das principais parceiras da Embrapa no avanço da agricultura tropical que permitiu a expansão da produção de grãos para a região do Cerrado.

Em seguida, Fávaro se reúne com os ministros Agricultura, Florestas e Pesca, Tetsuro Nomura; e da Saúde, Trabalho e Bem Estar, Katsunobu Katō. A comitiva do Mapa deixa o Japão à noite e segue para a Arábia Saudita.

 

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Notícias

Agricultores familiares já podem se inscrever no Programa Garantia-Safra

Por redação 28/07/2023
Escrito por redação

Benefício é concedido a agricultores familiares com perdas de safra por causa da seca ou de excesso de chuvas

Agricultores familiares já podem se inscrever no Programa Garantia-SafraAgricultoras e agricultores familiares dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe podem se inscrever no Programa Garantia-Safra.

O benefício, de R$ 1,2 mil, é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem como objetivo garantir condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios sistematicamente sujeitos a perda de safra por razão da estiagem ou excesso hídrico.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

O Garantia-Safra é destinado aos agricultores familiares com renda familiar mensal de, no máximo, 1,5 (um e meio) salário mínimo e que plantem entre 0,6 a 5,0 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca.

Nesta safra, o agricultor familiar que tiver a Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), ativo, deverá se inscrever nas Empresas Públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater)ou Sindicato dos Trabalhadores(as) Rurais (STRs).

As prefeituras municipais cadastradas para emissão de CAF ainda não realizarão inscrição no Garantia-Safra.

O programa

Criado pela Lei nº 10.420, de 10 de abril de 2002, o Fundo Garantia-Safra, de natureza financeira, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), instituiu o benefício Garantia-Safra, com vistas a atender aos agricultores familiares da região Nordeste do Brasil e Norte de Minas Gerais.

Em 2012, com aprimoramento da Lei nº 10.420/2002, foi autorizado outros municípios, fora da área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), a participarem do Programa, desde que atendidos previamente os requisitos dispostos na referida Lei.

 

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Notícias

Embrapa impulsiona produção de hortaliças no Canal do Sertão em Alagoas

Por redação 27/07/2023
Escrito por redação

Iniciativa visa aprimorar e discutir técnicas com extensionistas e produtores-chave locais para empreender a produção de hortaliças no sertão

Embrapa impulsiona produção de hortaliças no Canal do Sertão em AlagoasPráticas agrícolas mais eficientes estão sendo implementadas e avaliadas pela Embrapa e instituições parceiras na produção de hortaliças em municípios alagoanos às margens do Canal do Sertão. O objetivo é impulsionar a atividade produtiva deste segmento tornando-a viável tecnicamente e rentável para melhoria da qualidade de vida das comunidades dos agricultores familiares envolvidos.

A região é caracterizada por baixo volume pluviométrico e distribuição desigual de chuvas, além do alto índice de evapotranspiração. Neste contexto de adversidade climática regional, o ajuste e o aprimoramento de práticas agrícolas, assim como a adoção de novas tecnologias, muitas vezes de baixo custo e acessíveis ao agricultor familiar, são fundamentais para a efetividade da produção.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

Experimentos com híbridos e cultivares desenvolvidos pela Embrapa, de diversas espécies como alface, tomate, cenoura e melão, vêm se destacando por apresentarem-se mais adaptados ao clima hostil da região.

Além disso, há o estímulo à adoção de práticas de cultivo que favorecem condicionantes técnicos de construção e estruturação de solos, economia e retenção de água, uso racional de defensivos agrícolas e redução de luminosidade e temperatura, proporcionando melhor microclima para as plantas.

“Somente com a consorciação de técnicas e tecnologias sustentáveis será possível reduzir a vulnerabilidade econômica e social que se apresenta no cenário produtivo nordestino, promovendo então o desenvolvimento rural”, explica Flávia Teixeira, analista da Embrapa Hortaliças, que conduz o projeto “Capacitação continuada para produção de hortaliças no Canal do Sertão de Alagoas”.

Os principais objetivos são trazer novas tecnologias, aprimorar e discutir técnicas de produção com extensionistas e produtores-chave locais que venham somar esforços para empreender a produção de hortaliças no sertão.

“A participação direta e integrada dos extensionistas é mola propulsora ao aumento da produção agrícola, à expansão e especialização do mercado de hortaliças”, complementa a analista.

A capacitação ocorre de forma contínua com a implementação de campos de produção em diversos municípios na extensão do Canal, com temas de abrangência regional para a resolução de dificuldades enfrentadas pelos agricultores locais. Como resultados, espera-se expansão do conhecimento técnico local pela promoção das capacitações, criação de publicações técnicas, realização de dias de campo e palestras, e adoção de novas tecnologias de produção.

CONFIRA A NOVA EDIÇÃO DE MÁQUINAS & INOVAÇÕES AGRÍCOLAS

Ministro da Agricultura - Embrapa impulsiona produção de hortaliças no Canal do Sertão em AlagoasPara Cícero Roberio dos Santos, fruticultor de Olho d’Água do Casado que está cultivando o tomate BR Sena e vai começar a plantar o melão BRS Araguaia, a experiência com o tomate e com o trabalho de acompanhamento feito na área dele pela equipe da Embrapa está sendo muito gratificante.

“Antigamente eu produzia tomate, só que dava desgosto porque a gente estava produzindo errado e hoje eu vejo a diferença”, afirma o produtor. “Hoje dá gosto a gente andar lá e poder ver um tomate tão incrível”, ressalta. “Dá orgulho; estou aprendendo muito, muito mesmo e cada dia vou aprendendo mais porque eu quero produzir mais e melhor ainda”, enfatiza.

O pesquisador Jony Eishi Yuri, da Embrapa Semiárido e fitotecnista na área de olericultura, acompanha as Unidades de Demonstração de hortaliças implantadas em municípios alagoanos por onde passa o Canal do Sertão. Ele conta que algumas áreas já estão em processo de colheita, permitindo aos produtores parceiros realizar a comercialização.

Apesar da distância física desse centro de pesquisa da Embrapa, Yuri afirma que há um esforço no sentido de, ao menos mensalmente, estar presente nessas áreas, sempre repassando todas as informações necessárias para que o produtor tenha sucesso no seu cultivo e consiga obter lucros com a comercialização do produto colhido.

“O que podemos enfatizar é que, pela qualidade das sementes desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças, o manejo das culturas tem sido facilitado, pois são materiais adaptados, muito tolerantes às doenças, muito produtivos e de ótimo aspecto comercial.”

O Canal

No início da década de 1990, o governo de Alagoas iniciou as obras do Canal do Sertão, por meio da transposição e canalização de uma parte das águas do Rio São Francisco, que se estende por 250 quilômetros, englobando 18 municípios, iniciando-se em Delmiro Gouveia e terminando em Arapiraca. Trata-se de mais uma alternativa de minimização dos impactos negativos sociais e econômicos causados pela seca.

Experimentos no Agreste e Zona da Mata

Além do Sertão, experimentos também são conduzidos, desde 2020, na Zona da Mata e no Agreste de Alagoas, regiões que apresentam condições climáticas muito diferenciadas. Para efeito comparativo, em paralelo, foi observado o desempenho de cultivares no estado do Rio de Janeiro. Em Teresópolis e em Duas Barras, por exemplo, houve cultivo do tomate BRS Sena, que tem maior resistência ao calor, mas apresenta suscetibilidade a baixas temperaturas.

O BRS Sena, cultivado em Alagoas, apresentou excelentes resultados, com produtividade de 70 toneladas por hectare e baixo custo de produção. Em Coruripe, os plantios começaram em 2021 para avaliação de comportamento com três espaçamentos, em um cultivo sem agrotóxico. Novos testes serão feitos na região ainda em 2023, em parceria com a Cooperativa Pindorama.

“Eu estou muito feliz com essa parceria com a Embrapa, com esse experimento dessa hortaliça; no caso, o tomate Sena, é um tomate sensacional. Eu nunca imaginei plantar tomate, mas como apareceu essa oportunidade com a Embrapa, eu não pensei duas vezes, aceitei logo e estou gostando muito. Percebi que, além de adaptado à região, também é um tomate muito rústico, muito vigoroso. Até o momento não precisei introduzir nenhum produto químico”, conta Vaney Soares, produtor rural de Delmiro Gouveia que, pela primeira vez, está plantando hortaliças às margens do Canal do Sertão.

Houve experimentos também na região de Arapiraca com plantios das variedades de cenoura Brasília, Planalto e Paranoá, e dos tomates BRS Sena, Nagal e Montese, para avaliação de comportamento entre as cultivares e análise da tolerância, especialmente em relação à salinidade. As pimentas BRS Juriti, Nandaia, Sarakura e Red também foram testadas em Arapiraca.

Ocorreram ainda outros plantios no estado de Alagoas, como em Barra de Santo Antônio, com as batatas-doces BRS Cotinga, Anembé, Canadense, Beauregard e Braziândia roxa. A Cotinga foi a variedade que mais se destacou e obteve o melhor comportamento, de acordo com Flávia Teixeira.

Em 2022, foram instalados plantios das variedades de alface BRS Leila, BRS Mediterrânea e do tomate Equatorial, em Igaci. Já em Arapiraca, Junqueiro e Mar Vermelho foram testados clones de alho; entretanto, em razão do excesso de chuvas, o retorno foi muito pequeno. Para este ano, estão previstas ações de validação de híbridos de tomate, alface, batata-doce, alho e pimenta no Nordeste, incluindo outros estados, especialmente Sergipe.

Alagoas importa cerca de mais de 80% das hortaliças que consome. Para incentivar o cultivo, a Embrapa também aprovou, no final do ano passado, o projeto “Produção de tomate pela agricultura familiar no agreste alagoano através de práticas conservacionistas para aumento de produtividade e qualidade do fruto”.

Cofinanciado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), está sendo desenvolvido pela Embrapa Hortaliças (DF), com apoio da Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Rio Largo, e da Embrapa Alimentos e Territórios, localizada em Maceió.

 

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Notícias

Produção de grãos no Matopiba deve crescer 37% nos próximos dez anos

Por redação 27/07/2023
Escrito por redação

Estudo aponta que a região do Matopiba tem uma dinâmica diferenciada de crescimento agrícola e deve atingir uma produção de grãos de 48 milhões de toneladas no período

Produção de grãos no Matopiba deve crescer 37% nos próximos dez anosConhecida como Matopiba, a região formada pelos estados de Maranhão (33%), Tocantins (38%), Piauí (11%) e Bahia (18%), tem uma dinâmica diferenciada de crescimento agrícola que deve atingir uma produção de grãos de 48 milhões de toneladas nos próximos dez anos, alta de 37%, em uma área plantada de 11 milhões de hectares, em 2032/33. O crescimento deve ocorrer baseado na produtividade.

Os números fazem parte do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2022/23 a 2032/33, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Nos últimos dez anos, a produção de grãos no Matopiba aumentou 92%, passando de 18 milhões de toneladas (safra 2013/14) para as atuais 35 milhões de toneladas.

Com 337 municípios, o Matopiba tem como principais produtores de grãos Barreiras, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e São Desidério, na Bahia; Balsas e Tasso Fragoso, no Maranhão; Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena e Uruçuí, no Piauí; e Campos Lindos, no Tocantins.

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É surpreendente a taxa de crescimento da produção, de acordo com o estudo das projeções. Dos 15 municípios selecionados, o aumento da produção deve ser próximo de 40% no próximo decênio. Entre estes, estão Uruçuí (PI), Ribeiro Goncalves (PI), Riachão das Neves (BA) e Jaborandi (BA).

Soja, milho e algodão se destacam na Bahia, enquanto, nos outros estados, há destaque também para o arroz, além da soja e do milho.

O principal bioma é o Cerrado (91%), seguido de 7% da Amazônia e 1,6% da Caatinga.

Existe na área cerca de 324 mil estabelecimentos agrícolas, 46 unidades de conservação, 35 terras indígenas, 36 quilombolas e 1.053 assentamentos de reforma agrária, de acordo com levantamento feito pelo Grupo de Inteligência Estratégica (Gite) da Embrapa.

Participação da agricultura familiar nas projeções

A partir das projeções de produção para a próxima década, estimou-se a participação da agricultura familiar em diversas atividades. Esses resultados são importantes pois permitem observar melhor a potencialidade de um setor tão importante na agricultura brasileira.

Nas carnes, a agricultura familiar tem grande destaque, especialmente suína (51%) e de frango (46%). Outras atividades como café, leite e frutas, também são marcantes. Lavouras como o fumo (94%) e mandioca (70%) são, essencialmente, atividades de predominância familiar.

Na horticultura, o Censo 2017 registra 1 milhão de estabelecimentos. Deste total, 908 mil são familiares. Nesta atividade, a agricultura familiar representa 82,8% dos estabelecimentos e gera 60% do valor.

Já na floricultura, entretanto, a agricultura familiar é menos relevante: em 16.408 estabelecimentos totais, 10.898 são familiares representando 66,4%; no valor das vendas, a participação familiar no total é de 19,5%.

Soja, feijão e milho são as atividades onde a agricultura familiar tem menor participação. Na soja, a participação na produção total é de 9%, feijão e milho, 12% cada uma.

De acordo com a análise das projeções, essa baixa participação pode ser em razão da economia de escala e tecnologia, atributos relevantes na produção moderna. Isso tende a isolar os estabelecimentos com menor escala de produção.

 

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Fórum Nacional de Trigo: Paraná defende uso de ciência e inovação no agro

Por redação 27/07/2023
Escrito por redação

Encontro debateu temas como a qualidade do trigo brasileiro comparada à de países vizinhos e a contribuição da triticultura no cenário da agropecuária brasileira

Fórum Nacional de Trigo: Paraná defende uso de ciência e inovação no agro

No Fórum Nacional de Trigo, governo estadual defende ciência e inovação para avanço do agro

A ciência e a inovação podem elevar a presença do agro brasileiro no mercado mundial. A afirmação foi feita pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, na abertura do Fórum Nacional de Trigo e 16ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (16ª RCBPTT), na última terça-feira (25), em Entre Rios, em Guarapuava.

O encontro no Centro de Eventos da Cooperativa Agrária debateu temas como a qualidade do trigo brasileiro comparada à de países vizinhos e a contribuição da triticultura no cenário da agropecuária brasileira.

Ortigara defendeu que o Brasil evoluiu significativamente na capacidade de produzir alimentos e fibras, e que grande parte desse resultado se explica pelo conhecimento aplicado.

“Somos um país com presença forte em cerca de 40 cadeias no mundo. Temos a possibilidade concreta de continuar nos desenvolvendo, de tornar o principal negócio do Brasil gigante no comércio mundial, com políticas agrícolas e pegada firme na ciência e na inovação”, disse.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o ciclo 2022/2023 deve somar 317,6 milhões de toneladas de grãos no Brasil, maior volume já produzido. Ortigara destacou que, daqui a 10 safras, a produção pode atingir 390 milhões de toneladas. “Estamos ganhando em produtividade e existe espaço para o crescimento do trigo”, afirmou.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

A produção recorde de trigo no País, de 10,6 milhões de toneladas, colaborou para a redução das importações do cereal. No primeiro semestre de 2023, o Brasil importou 2,1 milhões de toneladas, 35% menos do que as 3,2 milhões de toneladas importadas no primeiro semestre de 2022, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária analisados no Boletim Agropecuário do Departamento de Economia Rural (Deral).

O Brasil exportou 2,1 milhões de toneladas de trigo no primeiro semestre, terceiro maior volume já comercializado nesse período. “O que foi feito nos últimos anos sinaliza que nós, além de conquistarmos a tão sonhada autossuficiência, também podemos ser jogadores no mercado mundial”, completou o secretário.

Juntos, o Paraná e o Rio Grande do Sul produzem 90% do trigo brasileiro. No ciclo 2022/2023, o Paraná pode ter produção recorde. Segundo o Deral, a safra de trigo no Estado está estimada em 4,6 milhões de toneladas, 30% mais que na safra passada.

Lançamento

No mesmo evento, foi lançada a Biotrigo Weiss, primeira variedade de trigo desenvolvida no Brasil para fabricação de malte, parceria entre a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária e a Biotrigo Genética. A cultivar atende requisitos da indústria cervejeira, como alta produtividade, baixa suscetibilidade a acamamento e doenças, baixa proteína e bom potencial germinativo.

A produção do cereal em escala suficiente para atender à demanda da indústria deve se concretizar em 2025. Atualmente, para produzir malte de trigo no Brasil é preciso importar matéria-prima, especialmente da Argentina.

A programação da 16ª RCBPTT apresenta trabalhos recentes de pesquisa desenvolvidos por instituições públicas e privadas para aprimoramento dos sistemas de produção de trigo e triticale no País.

“Louvamos o esforço da pesquisa, da Embrapa, do IDR-Paraná, e também a ciência feita pelas empresas privadas no desenvolvimento de produtos e condições de todo tipo para o principal negócio do Brasil”, disse Ortigara.

 

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Conectividade no campo será tema de seminário da John Deere e CNA

Por redação 27/07/2023
Escrito por redação

Evento que deve ser realizado no final de setembro na sede da CNA, em Brasília

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, recebeu, na quarta (26), o diretor de Assuntos Corporativos da John Deere, Alfredo Miguel Neto, e discutiram uma parceria para um seminário de conectividade no campo.O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, recebeu, na quarta (26), o diretor de Assuntos Corporativos da John Deere, Alfredo Miguel Neto, e discutiram uma parceria para um seminário de conectividade no campo.

A empresa solicitou à CNA apoio para a realização de um seminário com intuito de ouvir produtores e o governo em relação às dificuldades e soluções para a questão da conectividade no meio rural.

João Martins confirmou a parceria e destacou que a pauta vai ao encontro dos trabalhos desenvolvidos pela CNA.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

A partir de agora, representantes da empresa e da Confederação vão discutir os detalhes do evento sobre conectividade no campo que deve ser realizado no final de setembro na sede da CNA, em Brasília.

Também participaram da reunião o vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, o diretor técnico, Bruno Lucchi, e o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara.

 

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Ouça: as principais notícias da semana – Fávaro busca parcerias na Ásia

Por redação 26/07/2023
Escrito por redação

Ouça: as principais notícias da semana - Fávaro busca parcerias na ÁsiaO ministro Carlos Fávaro e a comitiva do Ministério da Agricultura e Pecuária seguem para Tóquio, no Japão, nesta quarta-feira após missão na Coreia do Sul. A série de encontros visa promover a produção sustentável do Brasil, com foco em investimentos estrangeiros na recuperação de pastagens de baixa produtividade, permitindo a intensificação da produção de alimentos de forma sustentável e contribuindo para a segurança alimentar.

Em reunião no Banco de Exportação e Importação da Coreia do Sul, nesta terça-feira, Carlos Fávaro apresentou a proposta brasileira de recuperação de pastagens. O programa prevê investimentos de aproximadamente 120 bilhões de dólares em 10 anos, e investidores internacionais podem aderir ao programa financiando a recuperação das áreas que servirão para a produção de alimentos de qualidade para os mercados interno e externo.

Japão suspende importação de aves de SC e Mapa tenta reverter restrição

O banco coreano manifestou interesse na iniciativa e na participação em operações de crédito junto ao Banco do Brasil para projetos de agricultura sustentável e infraestrutura.

No Japão, o ministro dará prioridade ao tema da suspensão temporária das importações de produtos de frango dos estados do Espírito Santo e Santa Catarina. A discussão sobre o protocolo de Influenza Aviária e a demonstração do sistema de defesa sanitária brasileiro serão tratados especialmente com as autoridades japonesas.

Ouça e confira todas as notícias do podcast RádioMIA:

Máquinas & Inovações Agri · Podcast RádioMIA – As Principais Notícias Da Semana

 

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A relação de troca para soja e milho nunca foi tão favorável, diz especialista

Por redação 26/07/2023
Escrito por redação

Para especialista, junho fecha índice em 0,87 e possibilita ao produtor rural uma maior rentabilidade

A relação de troca para soja e milho nunca foi tão favorável, diz especialistaA relação de troca para soja e milho é vista como um indicador essencial na hora de decidir a compra de insumos e a venda do que se produziu, principalmente para o agricultor brasileiro que, mesmo com a queda dos preços das principais commodities agrícolas, ainda permanece com o seu poder de compra favorável.

Segundo o relatório do Radar Agro, da consultoria Agro Itaú BBA, o agricultor no ano passado tinha que desembolsar 63,23 sacas de 60 quilos de milho para comprar de 1 tonelada de MAP (Fosfato Monoamônico).

Especialista responde 7 dúvidas sobre a aplicação de defensivos agrícolas

Atualmente, para compra do fertilizante, o total caiu para 41,51 sacas, estimativa está próxima ao valor histórico de 41,22 sacas. Seguindo a linha comparação, as quantidades necessárias para compra de uma tonelada de potássio e de ureia passaram, respectivamente, de 63,79 para 31,03 sacas e de 35,78 para 26,01 sacas, frente a médias históricas de 34,08 e de 27,54 sacas.

Em relação à soja, para obter uma tonelada de fertilizante de potássio (KCI) em 2022, eram necessárias 30,52 sacas. Atualmente, é preciso apenas 11,30 sacas de soja, menos que a média histórica de 17,26. Já para fosfato monoamônico, no ano passado eram necessárias 30,26 sacas de 60 quilos para adquirir uma tonelada, enquanto atualmente são necessárias 15,12, menos da média histórica, de 21,09 sacas.

Principais causas de quebras em máquinas agrícolas: entenda os motivos comuns

Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, uma das maiores indústrias de fertilizantes do país, este é um ótimo momento para tomar uma decisão devido à excelente relação de troca soja e milho. “O produtor rural deve se planejar enquanto o seu poder de compra está promissor. É preciso aproveitar esta oportunidade para garantir melhores resultados no próximo plantio”, aponta o especialista.

 

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Ministro Carlos Fávaro embarca para o Japão nesta quarta-feira

Por redação 26/07/2023
Escrito por redação

Depois da Coreia do Sul, delegação do Mapa segue para reuniões com autoridades japonesas

Ministro Carlos Fávaro embarca para o Japão nesta quarta-feiraDando sequência à missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na Ásia, o ministro Carlos Fávaro e comitiva deixam a Coreia do Sul e seguem para Tóquio, no Japão, nesta quarta-feira (26).

Entre os principais objetivos da série de encontros que serão realizados até o fim desta semana, está a promoção da produção sustentável do Brasil, com a possibilidade de investimentos estrangeiros na recuperação de pastagens de áreas de baixa produtividade que permitem a intensificação da produção de alimentos de forma sustentável e contribuem para a segurança alimentar.

No país, que suspendeu temporariamente as importações de produtos de frango dos estados do Espírito Santo e Santa Catarina, o protocolo de regionalização da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a demonstração do sistema de defesa sanitária brasileiro serão tratados especialmente com as autoridades japonesas.

Também está na agenda, uma reunião com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) que foi uma das grandes parceiras da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na revolução tecnológica que permitiu a expansão do agronegócio para a região do Cerrado, que atualmente é protagonista na produção de grãos do Brasil.

A delegação do Mapa deixa o Japão no sábado (29), quando segue para a Arábia Saudita.

 

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Tecnologia

Kepler Weber anuncia novo CD no Mato Grosso

Por redação 26/07/2023
Escrito por redação

Estado é o que mais produz grãos no Brasil. Oitavo Centro de Distribuição da Kepler Weber é parte da estratégia de proximidade com o agricultor

Kepler Weber anuncia novo Centro de Distribuição no Mato Grosso A Kepler Weber, de soluções de pós-colheita para armazenagem de grãos e movimentação de granéis em portos, anunciou, em comunicado enviado ao Mercado nesta terça-feira (25) a criação do oitavo Centro de Distribuição (CD) em Sorriso, no Mato Grosso. A unidade reforça a presença regional da companhia no Estado, que é o maior produtor de grãos do Brasil.

“Nesta filial serão exercidas as atividades de depósito e comércio de peças de reposição, sendo mais um movimento da companhia na busca pelo atendimento de excelência no fornecimento de peças e de serviços”, diz um trecho do comunicado.

O Brasil tem mais de 17 mil unidades armazenadoras, que, segundo a Kepler Weber, necessitam de ampliações e modernizações, além de manutenção preventiva.

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No primeiro trimestre deste ano, a área de Reposição e Serviços registrou R$ 50 milhões em receita. Durante todo o ano de 2022, o segmento faturou R$ 211,9 milhões, alta de 24,7% em comparação com 2021.

“Este é um dos nossos diferenciais competitivos. O cliente que investe em projetos de pós-colheita conosco, sabe que terá acesso a peças e serviços a preços de fábrica, durante toda a safra, a partir dos nossos Centros de Distribuição”, afirma Piero Abbondi, CEO da Kepler Weber.

Os outros sete Centros de Distribuição da companhia funcionam em Panambi (RS), Campo Grande (MS), Cascavel (PR), Rio Verde (GO), Cuiabá (MT), Balsas (MS) e em Paragominas (PA).

 

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