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Safra de algodão de MT pode ter recorde histórico de produtividade
Mercado

Alta internacional impulsiona comercialização do algodão em Mato Grosso

Por Redação 15/05/2026
Escrito por Redação

Safra de algodão de MT pode ter recorde histórico de produtividade

A comercialização do algodão em Mato Grosso avançou em abril de 2026, impulsionada pelo cenário favorável no mercado internacional. É o que aponta o novo boletim de comercialização do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (5). A valorização das cotações da fibra no exterior, especialmente na bolsa de Nova York, tem estimulado os cotonicultores mato-grossenses a negociarem maiores volumes da produção.

De acordo com o relatório, a comercialização da safra 2025/26 avançou 3,40 pontos percentuais no mês, alcançando 68,89% da produção estimada. O percentual está 3,01 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.

Já para a safra 2026/27, as negociações atingiram 21,22% da produção projetada, com avanço mensal de 7,39 pontos percentuais, o maior desde o início das negociações, mantendo-se em linha com a média histórica.

Segundo o Imea, o movimento reflete a valorização dos preços do algodão no mercado internacional, especialmente na bolsa de Nova York, onde os contratos registraram as maiores cotações dos últimos dois anos.

Esse cenário tem estimulado os cotonicultores mato-grossenses a negociar maiores volumes da fibra, aproveitando o momento mais favorável de preços.

“Estamos observando um cenário mais favorável para o algodão no mercado internacional, com os contratos atingindo os melhores níveis dos últimos dois anos. Isso tem contribuído para o avanço das negociações, principalmente da safra futura”, destacou o coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Imea, Rodrigo Silva.

O boletim completo de comercialização do Imea pode ser acessado aqui.
MT tem redução de área, mas produtividade apresenta ajuste positivo

O Imea reduziu, neste mês de maio, a estimativa de área destinada ao algodão para a safra 2025/26 em Mato Grosso. A projeção ficou em 1,38 milhão de hectares, um recuo de 3,33% ante a estimativa anterior, e de 11,11% em relação à safra 2024/25.

Segundo o boletim, a redução está associada à perspectiva de rentabilidade mais apertada para a cultura, diante dos elevados custos de produção. Com isso, parte dos cotonicultores optou por reduzir as áreas destinadas à cotonicultura e priorizar talhões considerados mais produtivos.

Apesar do ajuste na área, o Imea elevou a projeção de produtividade das lavouras em 2,34% frente ao relatório anterior, estimando rendimento médio de 297,69 arrobas/hectare. Ainda assim, o volume permanece 5,53% abaixo do consolidado da safra 2024/25.

Conforme o instituto, a revisão positiva da produtividade está relacionada às condições favoráveis observadas nos primeiros meses após a semeadura, que contribuíram para melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras e maior potencial produtivo.

Para os próximos meses, o acompanhamento climático segue no radar do setor, já que as condições do tempo permanecem entre os principais fatores para a consolidação da produtividade da safra.

Diante dos ajustes, a produção de algodão em caroço para a safra 2025/26 foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, queda de 1,06% ante a estimativa anterior e recuo de 16,04% em relação à safra de 2024/25.

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Mercado

Superávit do agro paulista atinge US$ 6,45 bilhões no primeiro quadrimestre

Por Redação 15/05/2026
Escrito por Redação

Superávit do agro paulista atinge US$ 6,45 bilhões no primeiro quadrimestre

Nos quatro primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista apresentou desempenho expressivo no comércio exterior, registrando superávit de US$ 6,45 bilhões, indicam números da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 8,47 bilhões, frente a importações de US$ 2,02 bilhão. No período, o setor respondeu por 39% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 7,1% do total estadual.

“O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

O mês de abril de 2026 registrou exportações de US$ 2,40 bilhões. O diretor da APTA, Carlos Nabil, afirma que este resultado é 10,4% superior ao observado no mesmo mês do ano anterior: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”.

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,8% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,85 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,1% e o álcool etílico, etanol, 5,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,7% das vendas externas do setor, totalizando US$1,42 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,9%. Produtos florestais representaram 13,5% do volume exportado, com US$1,14 bilhão, com 66,3% de celulose e 27,9% de papel.

O complexo soja, teve participação de 12,8% do total exportado, registrando US$1,08 bilhão, 85,3% referentes à soja em grão e 9,1% de farelo de soja. E Sucos responderam por 7,9% de participação, somando US$671,82 milhões, dos quais 96,5% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,9% das exportações do agronegócio paulista. E na sexta posição fica o café, com 6,6% de participação na pauta de exportações, somando US$556,52 milhões, 68,4% referentes ao café verde e 27,5% de café solúvel.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+18,7%), carnes (+16,8%), complexo soja (+9,2%) e quedas nos grupos de sucos (-39,7%), sucroalcooleiro (-14,8%) e café (-14,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia vem em seguida com 15,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 10,3% de participação.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 15,5% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

Fonte: Datagro

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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Safra de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

Safra de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas

A safra de grãos brasileira está estimada em 358 milhões de toneladas, conforme o 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (14). O volume é 1,6% superior ao obtido na safra passada, o que representa um incremento de 5,7 milhões de toneladas no montante a ser colhido.

Os números apontam a expectativa de recorde na safra, impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, conforme dados apresentados.

Projetada em 180,1 milhões de toneladas, a produção de soja deve atingir um marco inédito, superando a previsão anterior em 978 mil toneladas, o equivalente a um ajuste de 0,5%, com 98,3% da área já colhida. Em termos de volume a ser obtido, é esperado um crescimento de 8,6 milhões de toneladas para a oleaginosa em referência à safra 2024/25, o que representa um aumento de 5%, marcando o sétimo crescimento nas últimas dez safras.

Destaque também para o milho primeira safra, que voltou a apresentar aumento na área semeada em relação aos últimos anos, o que reflete em uma colheita de aproximadamente 28,5 milhões de toneladas, superando em 3,5 milhões de toneladas a produção anterior, e para o sorgo, que pode chegar a 7,6 milhões de toneladas produzidas.

Para o total das três safras do milho, a Companhia estima que seja colhida a segunda maior produção da série histórica, estipulada em 140,2 milhões de toneladas. Em relação ao último levantamento, os dados apontam um ganho de 0,4%, correspondente a 600 mil toneladas. Com 71,5% da área colhida até o início de maio, a primeira safra do cereal registrou um incremento de 1,8% em relação ao levantamento anterior, com alta de 493 mil toneladas. Concluída a semeadura, a 2ª safra deve atingir 108,5 milhões de toneladas, com leve queda de 0,6% em comparação ao ciclo anterior. Nos estados de Goiás e Minas Gerais, essa variação decorre da influência climática sobre a produção e, no panorama nacional, os dados ainda apontam aumento de 2,1% na área plantada.

A perspectiva de incremento de até 23,8% para o sorgo está associada ao avanço significativo na área cultivada, uma vez que o cereal, além de ter maior tolerância à deficiência hídrica, apresenta destinação bastante próxima à do milho. A área plantada cresceu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, com aumento de 50,7%.

Maior produtor nacional na safra 2024/25, o estado de Goiás deve ter um ganho de 40,3% na produção, superando o volume de 2,2 milhões de toneladas.

“Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de deficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Para o arroz, item fundamental na alimentação dos brasileiros, as projeções indicam queda de 0,3% na produção, calculada em 11,1 milhões de toneladas, o que mantém a estabilidade em comparação ao estimado no mês antecedente.

Em relação à safra 2024/2025, o recuo esperado é de 1,7 milhão de toneladas, consequência da diminuição da área plantada em cerca de 13,7%. Considerando que 94,6% da área já foi colhida, os dados ainda mostram ganho de produtividade nesta safra, alcançando 7.281 quilos por hectare.

Para o feijão, outro produto de destaque na mesa dos brasileiros, a produção total tende a decrescer 5,2% em volume colhido quando comparada à safra anterior, mantendo-se dentro da estabilidade prevista no último levantamento divulgado pela Companhia, sendo estimada em 2,9 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão.

Com 95,4% da área colhida, a primeira safra da leguminosa registrou ganho de produtividade de 4,3%, devendo atingir pouco mais de 969 mil toneladas em volume produzido. Apesar da previsão de redução nas áreas plantadas e no volume produzido de arroz e feijão, não há risco de desabastecimento desses grãos no mercado interno.

Com maior parte das lavouras já em fase prévia à colheita, a produção esperada de algodão deve chegar a aproximadamente 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6% em relação ao volume da safra 2024/25. As projeções refletem redução na área plantada e na produtividade.

A produção estimada de trigo também deve diminuir em 1,5 milhão de toneladas, resultado impactado principalmente pela redução da área semeada no Rio Grande do Sul e no Paraná. De acordo com os valores apurados pela Companhia, o país deve produzir 6,4 milhões de toneladas do cereal.

Mercado

A indústria de etanol deve impulsionar o consumo interno do milho, que tende a avançar em 4,6% em relação à temporada passada, estimada em 94,86 milhões de toneladas. A Conab também avalia que as exportações do produto seguirão elevadas, superando o ciclo 2024/25 e podendo alcançar 46,5 milhões de toneladas, o que se deve à boa produção.

Ainda assim, o estoque de passagem do cereal no final da atual safra deve ficar próximo a 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as exportações do grão acompanham os números positivos da safra, com estimativa de que os embarques cheguem a 116 milhões de toneladas, crescimento de 7,25% se comparado com a temporada de 2024/25.

 

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Cummins reforça pós-venda com programa para distribuidores
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Cummins reforça pós-venda com programa para distribuidores

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

O pós-venda tem ganhado outro peso no setor de máquinas e equipamentos agrícolas: menos discurso, mais estrutura, processo e resposta no tempo certo.

Em entrevista ao Portal Máquinas Agrícolas, Marcos Schiezari fala sobre o programa desenvolvido pela Cummins para fortalecer a rede de distribuidores, com foco em metas claras, acompanhamento de desempenho e incentivo às melhores práticas no atendimento ao cliente. A proposta é simples na forma, mas exigente na prática: elevar o padrão de serviço em toda a operação de pós-venda.

A iniciativa também cria um sistema de reconhecimento para os distribuidores com melhor performance, reforçando indicadores como disponibilidade de peças, capacitação técnica, tempo de resposta e satisfação do cliente. No centro de tudo, a ideia de aproximar a operação da experiência real de quem depende dos equipamentos no dia a dia.

Confira a entrevista: 

 

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Mercado

Abril indica retomada das exportações do agro gaúcho, aponta Farsul

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

Abril indica retomada das exportações do agro gaúcho, aponta Farsul

A Farsul divulgou, nesta terça-feira (12/05), os resultados das exportações gaúchas de abril de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 37,6% no valor exportado, um total de US$ 1,17 bilhão em comparação com US$ 848,8 milhões. O volume das exportações teve um crescimento ainda mais expressivo, saltando para 1,78 milhões de toneladas, um acréscimo de 59,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este resultado aponta para recuperação mais ampla nas exportações, e não apenas uma cesta mais cara, visto que houve aumento tanto de valor quanto de volume.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,74 bilhão, com o agronegócio sendo responsável por 67% deste montante). Em termos de volume, o agronegócio representou 86,4% do total estadual no período.

No acumulado do ano de 2026, as exportações do setor já estão 3,5% superiores ao mesmo período de 2025 em valor, e 3,8% em volume. A China continua sendo o principal destino, mas tem uma participação menor do que no ano passado, enquanto Filipinas, Egito, Turquia, Índia, Indonésia e Países Baixos ganharam força.

Soja, milho e proteína animal ajudaram a alavancar os resultados

O aumento das exportações no período teve influência principalmente das vendas de soja e derivados, milho, carnes suína e bovina, além de bovinos vivos. O avanço só foi limitado por resultados mais baixos no fumo não manufaturado, trigo, arroz e couro e derivados.

No conflito comercial com os Estados Unidos, abril foi o mês da transição para uma tarifa global de 10%. O País norte-americano foi o segundo principal destino das vendas do agro gaúcho, com mais de R$ 90 milhões. Apesar do bom resultado, a análise destes números ainda exige atenção, visto que os contratos e a logística ainda refletem períodos anteriores.

Os principais parceiros comerciais do estado em março foram a Ásia (excluindo Oriente Médio), que manteve-se como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 572,3 milhões e 1,03 milhão de toneladas. Em segundo lugar apareceu a Europa, com exportações de US$ 168,1 milhões e 187,1 mil toneladas. A América do Norte ocupou a terceira posição, com US$ 114,6 milhões e 109,2 mil toneladas.

Quanto aos países, a China voltou à liderança, com US$ 214,7 milhões, representando 18,4% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em abril. Na sequência destacaram-se Estados Unidos (8,0%), Vietnã (6,8%), Índia (5,4%) e Coreia do Sul (4,2%), o que mostra a continuidade da diversificação geográfica da pauta, mas com maior reaproximação da China em relação ao padrão observado no primeiro trimestre.

 

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Mercado

União Europeia enviará lista de exigências ao Brasil para exportação de carne

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

União Europeia enviará lista de exigências ao Brasil para exportação de carne

Nesta quarta-feira (13), a União Europeia (UE) anunciou que irá encaminhar para o governo brasileiro uma lista de exigências para que o país volte a exportar carne e outros produtos de origem animal para o bloco europeu.

A principal queixa da UE, sobre a pecuária brasileira, é sobre o cumprimento de certos regulamentos quanto ao uso de antibióticos na cadeia animal. Bruxelas quer que as respostas à lista sejam separadas por tipo de proteína e devem ser enviadas em até duas semanas para avaliação e validação do bloco.

O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia, o embaixador Pedro Miguel, deve se reunir com a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar (DG Sante) do bloco europeu para tratar das novas exigências e traçar um plano de trabalho. As conversas também contarão com a participação do adido agrícola Nilton Morais.

Até o momento, a UE não informou um prazo final para o fim dessa avaliação. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou ao Globo Rural que o tema é uma prioridade ao governo federal.

Rua também declarou que a pecuária e as autoridades brasileiras serão plenamente capazes de atender todas as demandas solicitadas pelo bloco europeu.

Fonte: Datagro

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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Embarques de soja em grão devem atingir 15,9 milhões de toneladas em maio

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação
Embarques de soja em grão devem atingir 15,9 milhões de toneladas em maio

Embarques de soja em grão devem atingir 15,9 milhões de toneladas em maio // Foto: Gilson Abreu/AEN

Os embarques de soja em grão devem atingir 15,990 milhões de toneladas em maio, contra 14,183 milhões de igual mês de 2025, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Já as exportações de farelo devem alcançar 2,876 milhões de toneladas em maio, contra 2,120 milhões do mesmo mês do ano passado. Os embarques de milho devem chegar a 308,570 mil toneladas em maio, contra 68,400 mil toneladas de igual mês de 2025.

Fonte: Datagro

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14/05/2026 0 Comentários
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Produção de café deve ser recorde em 2026, com 66,2 milhões de sacas, estima Conab
Mercado

Brasil exporta 3,1 milhões de sacas de café em abril, aponta Cecafé

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

Brasil exporta 3,1 milhões de sacas de café em abril, aponta Cecafé

As exportações de café somaram 3,122 milhões de sacas de 60 kg em abril de 2026, volume que implica leve crescimento de 0,6% em relação aos 3,105 milhões registrados no mesmo mês do ano passado. Em receita cambial, contudo, houve decréscimo de 17,7% no mesmo período comparativo, com os valores recuando de US$ 1,347 bilhão para os atuais US$ 1,109 bilhão. Os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

De acordo com o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação no volume embarcado reflete a chegada de alguns cafés da nova safra, principalmente os canéforas, ao passo que o menor ingresso de dólares resulta do cenário internacional de preços.

“Em abril, já foi possível observar a entrada de conilon e robusta colhidos neste ano, que se somam a alguns cafés remanescentes da colheita anterior. No tocante à queda da receita, ela se justifica pelo recuo observado nas cotações internacionais frente ao ano passado”, relata.

Com o desempenho no mês passado, as exportações no acumulado dos 10 meses do ano safra 2025/26 somam 32,247 milhões de sacas, volume que implica queda de 19,4% na comparação com os embarques aferidos entre julho de 2024 e abril de 2025. A receita cambial, por sua vez, subiu 0,8% nesse intervalo, saltando para US$ 12,551 bilhões.

Acumulado do ano

De janeiro ao fim de abril deste ano, as exportações de café do Brasil totalizam 11,619 milhões de sacas, situando-se 16,1% abaixo dos 13,843 milhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. A entrada de recursos com essas remessas soma US$ 4,490 bilhões, montante 14,4% inferior aos US$ 5,247 bilhões obtidos nos primeiros quatro meses do ano passado.

“O declínio que observamos até agora em 2026, tanto em volume, quanto em receita, já era esperado a essa altura. Além da baixa entrada dos cafés da safra nova, o ano passado, que teve oferta menor, registrou um bom volume de exportações, assim restaram poucos cafés remanescentes, particularmente os arábicas”, comenta Ferreira.

Por outro lado, ele aponta que a exportação de robusta e conilon, em abril de 2026, representa uma alta de 374% quando comparada ao mesmo mês do ano passado. “Tendo em vista que a variedade canéfora representa valor absoluto por saca bem inferior ao arábica, o impacto na receita total nas exportações de café verde não vai na mesma direção do aumento substancial do volume dos canéforas”, explica.

O presidente do Cecafé conclui que, com menor volume de exportação de arábica no mês e no quadrimestre, “automaticamente tivemos menos ingresso de dólares, a ressaltar, ainda, a atual queda substancial nas cotações internacionais para as duas variedades”.

Principais destinos

A Alemanha segue como o maior importador dos cafés do Brasil no primeiro quadrimestre de 2026, com a aquisição de 1,563 milhão de sacas. Esse volume representa 13,4% dos embarques totais do país no período, apesar de implicar queda de 12,8% na comparação com o mesmo período de 2025.

Os EUA aparecem na sequência, com 1,390 milhão de sacas importadas, o que significa um recuo de 41,5% ante os quatro primeiros meses de 2025 e representa 12% do total. Fechando o top 5, vêm Itália, com 1,182 milhão de sacas e alta de 3,2%; Bélgica, com 713.790 sacas e avanço de 15,4%; e Japão, com 612.720 sacas e queda de 29,7%.

Tipos de café

O café arábica, com 8,984 milhões de sacas, permanece como o mais exportado pelo Brasil entre janeiro e abril de 2026. Esse montante equivale a 77,3% do total embarcado, mesmo representando queda de 23,4% frente ao primeiro quadrimestre do ano passado.

Na sequência, com o equivalente a 1,338 milhão de sacas remetidas ao exterior, aparece o segmento do café solúvel, que subiu 4,1% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Esse tipo de produto responde por 11,5% das exportações totais no período atual.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 1,284 milhão de sacas – alta de 58,8% e 11% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 14.259 sacas (-23,7% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 17,9% das exportações totais brasileiras de janeiro ao fim de abril deste ano, com a remessa de 2,076 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 36,3% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

A um preço médio de US$ 443,03 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 919,888 milhões, o que correspondeu a 20,5% do obtido com todos os embarques de café no primeiro quadrimestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 34,9% menor do que o registrado nos quatro primeiros meses do ano passado.

A Alemanha também lidera o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 268.243 sacas, o equivalente a 12,9% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem Itália, com 250.545 sacas e representatividade de 12,1%; EUA, com 240.825 sacas (11,6%); Bélgica, com 220.979 sacas (10,6%); e Holanda (Países Baixos), com 145.189 sacas (7%).

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Mercado

União Europeia exclui Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

União Europeia exclui Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco

A União Europeia publicou nesta terça-feira (12) a lista de países autorizados a continuar exportando carne ao bloco sob as novas regras europeias de controle do uso de antibióticos na pecuária. O Brasil ficou de fora da relação.

A lista validada pelos países-membros da UE inclui nações como Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia e México, que poderão continuar exportando carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro por atenderem às exigências sanitárias estabelecidas por Bruxelas.

Segundo autoridades europeias, o Brasil ainda não apresentou garantias consideradas suficientes sobre a não utilização de determinados produtos antimicrobianos na criação animal.

Apesar da exclusão inicial, representantes da UE indicaram que a lista poderá ser revisada e atualizada caso o governo brasileiro apresente as respostas e comprovações pendentes solicitadas pelo bloco europeu.

Em nota, o governo brasileiro afirmou que recebeu a “notícia com surpresa”. Confira: 

“O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026.

A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.

O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.

O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para amanhã (13/5) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.

Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.”

Fontes: Datagro, Mapa

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Mercado

Programa do Pará deve injetar R$ 222 milhões na agricultura familiar

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

Governo do Pará lança “Acelera Ater” para injetar R$ 222 milhões na agricultura familiar

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-Pará) intensificou a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) nos 144 municípios do estado. O documento é utilizado para acesso a linhas de crédito e programas voltados ao setor, como Pronaf, PAA e Pnae.

Em Dom Eliseu, o pecuarista Adílio Pinheiro obteve seu primeiro financiamento, no valor de R$ 124 mil, destinado à aquisição de gado e capital de giro. Segundo ele, a assistência técnica da Emater incluiu a emissão de documentos, análise da propriedade e elaboração do projeto de crédito.

Também no município, o pecuarista Salatiel Fonseca aprovou um segundo financiamento, de R$ 200 mil, após quitar antecipadamente a operação anterior. Os recursos serão utilizados para reforçar o capital de giro da atividade.

Já em Terra Alta, o agricultor Juscelino Ramos Costa, atendido pela Emater há duas décadas, acessou R$ 51 mil via Pronaf para investimentos na produção de hortaliças e frutíferas. O acompanhamento técnico incluiu apoio na regularização documental e na elaboração do projeto de financiamento.

Acelera Ater

novo plano de ação contemplará as 12 regiões de integração do Estado. “O acesso ao crédito rural, viabilizado pelo CAF, aumenta a produtividade, o PIB municipal e a renda no meio rural”, explicou a coordenadora técnica da Emater, Cristiane Corrêa. Segundo ela, os mutirões funcionam como mecanismo de ativação econômica, permitindo que recursos públicos cheguem de forma ágil às comunidades.

As metas para este ano incluem dez mil novos CAFs e três mil projetos do Pronaf, contemplando pelo menos 30% de mulheres, jovens, quilombolas e indígenas. O plano prevê ainda a indicação de seis mil beneficiários para o Microcrédito Orientado (PNMPO) e o incremento de R$ 222 milhões na agricultura familiar. Para garantir o alcance, serão realizados 75 mutirões simultâneos em todo o Estado, com palestras e atendimentos individualizados.

Para o presidente da Emater-Pará, Joniel Abreu, o Acelera Ater reforça o compromisso institucional. “Buscamos converter a formalização e o crédito em desenvolvimento rural com justiça social. É uma assistência técnica mais resolutiva, ágil e próxima do agricultor”, afirmou.

Investimentos e resultados

Somente em 2025, a Emater viabilizou quase R$ 7 milhões para o plantio de dendê no Rio Capim e R$ 450 mil para o açaí no Marajó. Em Alenquer, foram projetados R$ 12 milhõees em crédito para o primeiro semestre. O apoio também chegou a indígenas Tembé, com R$ 1,8 milhão para manejo de açaizais, e a comunidades quilombolas de São Miguel do Guamá, que se tornaram fornecedoras de merenda escolar.

Em Altamira, o agricultor Laudio Leite aguarda a aprovação de um projeto via Pronaf B para modernizar a irrigação de seu cacau clonado. “Pretendo investir em tecnologia para ter mais qualidade de vida”, contou.

Assistência técnica em números

Em 2025, a Emater-Pará já realizou 77.171 atendimentos, beneficiando 43.094 produtores. As regiões do Tocantins e Guamá lideram a execução física. Além disso, foram inscritos 2.287 novos CARs, alcançando 90% da meta prevista, e emitidos 27.327 CAFs.

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