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manutenção de filtros de máquinas agrícolas
Manutenção

Manutenção do trator agrícola: 10 cuidados essenciais para aumentar a vida útil do equipamento

Por Redação 17/06/2026
Escrito por Redação

manutenção do trator agrícola

A manutenção do trator agrícola é um dos fatores mais importantes para garantir produtividade, reduzir custos operacionais e prolongar a vida útil do equipamento. Em propriedades onde o trator participa de praticamente todas as etapas da produção, negligenciar revisões e inspeções pode resultar em falhas mecânicas, aumento do consumo de combustível e paradas inesperadas durante operações críticas.

De acordo com a cartilha Manutenção de Tratores Agrícolas, produzida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, a realização correta do plano de manutenção recomendado pelo fabricante contribui para manter o equipamento em perfeitas condições de trabalho, reduzindo custos e aumentando a segurança do operador.

A seguir, confira 10 cuidados essenciais para fazer a manutenção do trator agrícola da forma correta.
1. Siga rigorosamente o plano de manutenção do fabricante

O primeiro passo para uma boa manutenção do trator agrícola é respeitar os intervalos definidos pelo fabricante.

Os planos normalmente incluem inspeções diárias, semanais e revisões programadas conforme as horas trabalhadas da máquina. Trocas de óleo, filtros, verificações de sistemas hidráulicos e inspeções de componentes devem ser realizadas dentro dos períodos recomendados.

Ignorar esses prazos pode acelerar o desgaste dos componentes e aumentar o risco de quebras.

2. Monitore os níveis de óleo regularmente

O óleo é responsável pela lubrificação das peças internas do motor, reduzindo atrito e desgaste.

Além de verificar o nível regularmente, é fundamental realizar a troca dentro do período indicado no manual. A manutenção preventiva baseada na troca periódica de óleo é uma das práticas mais importantes para preservar o motor.

3. Dê atenção especial ao filtro de ar

O sistema de admissão de ar influencia diretamente o desempenho do motor.

Segundo a cartilha do SENAR, sinais como fumaça preta no escapamento, perda de potência e aumento da temperatura do motor podem indicar problemas relacionados ao filtro de ar.

A limpeza ou substituição deve seguir as recomendações do fabricante, evitando que impurezas entrem no motor e comprometam sua eficiência.

4. Verifique a qualidade do combustível e os filtros

Combustível contaminado pode provocar perda de potência, aumento do consumo e danos ao sistema de injeção.

A manutenção do sistema de alimentação inclui inspeções periódicas dos filtros, drenagem de água acumulada e atenção à qualidade do diesel utilizado.

Em caso de falhas frequentes, uma análise da qualidade do combustível pode evitar prejuízos maiores.

5. Cuide do sistema de arrefecimento

O superaquecimento é uma das principais causas de problemas graves em motores agrícolas.

Por isso, é importante verificar regularmente o nível do líquido de arrefecimento, o estado das mangueiras, da tampa do radiador e da correia do ventilador.

Também é recomendada a limpeza periódica da colmeia do radiador para evitar obstruções causadas por palha, folhas e poeira.

6. Lubrifique todos os pontos indicados

Muitos componentes do trator dependem da aplicação periódica de graxa para funcionar corretamente.

Os pontos de lubrificação devem ser identificados no manual do operador e engraxados conforme a periodicidade recomendada. O excesso de graxa também deve ser evitado para não causar contaminações e danos aos retentores.

Uma lubrificação adequada reduz desgastes prematuros e aumenta a vida útil dos componentes móveis.

7. Inspecione pneus e sistema de transmissão

Pneus em condições inadequadas comprometem tração, estabilidade e eficiência operacional.

Além da pressão correta, é importante observar desgastes irregulares e possíveis danos estruturais.

Já o sistema de transmissão – composto por embreagem, câmbio, diferencial e redutores – exige inspeções periódicas, pois é responsável por transmitir toda a potência gerada pelo motor.

8. Faça verificações no sistema elétrico

Falhas elétricas podem impedir o funcionamento do trator ou comprometer sistemas eletrônicos embarcados.

A manutenção inclui verificar conexões da bateria, estado dos cabos, carga elétrica, luzes de sinalização e indicadores do painel.

Muitos problemas podem ser identificados precocemente por meio dos alertas luminosos presentes no painel da máquina.

9. Não negligencie os freios

O sistema de freios está diretamente ligado à segurança da operação.

É importante verificar regularmente o funcionamento dos pedais, o nível do fluido e possíveis desgastes dos componentes. Em modelos com sistema hidráulico, o fluido também deve ser substituído dentro do período recomendado.

Pequenos ajustes preventivos podem evitar falhas que coloquem o operador e o equipamento em risco.

10. Invista em manutenção preditiva

Cada vez mais presente na agricultura, a manutenção preditiva representa uma evolução da manutenção preventiva tradicional.

Segundo o Sistema FAEP/SENAR-PR, esse modelo utiliza sensores, softwares, coleta de dados e histórico de falhas para prever o estado dos componentes antes que ocorram quebras.

Na prática, isso permite identificar desgastes antecipadamente, programar intervenções no momento correto e aumentar a vida útil do trator agrícola.

Com a expansão da telemetria e da agricultura digital, a manutenção preditiva tende a se tornar uma ferramenta cada vez mais importante para reduzir custos e evitar paradas inesperadas durante a safra.

Manutenção do trator agrícola é investimento, não custo

Realizar a manutenção do trator agrícola de forma correta é uma estratégia que impacta diretamente a rentabilidade da propriedade. Além de evitar gastos elevados com reparos emergenciais, os cuidados preventivos e preditivos contribuem para aumentar a disponibilidade da máquina, reduzir o consumo de combustível e prolongar sua vida útil.

Conhecer os sistemas do trator e seguir um plano de manutenção adequado é fundamental para manter o equipamento em perfeitas condições de operação e garantir maior segurança e eficiência no campo.

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17/06/2026 0 Comentários
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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024
Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve recuar 4,6% este ano

Por Redação 17/06/2026
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve recuar 4,6% este ano

O Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária tem potencial para atingir R$ 1,419 trilhão em 2026, recuo de 4,6%, projeta a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O VBP da agricultura deve chegar a R$ 908,875 bilhões – 64% do total e queda de 5,9% -, e o da pecuária deve atingir R$ 510,227 bilhões – 36% do total e decréscimo de 2,2%.

No conjunto das principais culturas agrícolas, o faturamento bruto da soja deve alcançar R$ 338,505 bilhões [-0,9%], o do milho R$ 162,213 bilhões [-6%], café R$ 109,595 bilhões [-7,9%], cana-de-açúcar R$ 110,764 bilhões [-8,6%], laranja R$ 15,667 bilhões [-38%], algodão R$ 33,185 bilhões [-10,2%], arroz R$ 15,084 bilhões [-30%] e feijão 13,721 bilhões [+12,6%].

Fonte: Datagro

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17/06/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Biodigestor transforma resíduos da agricultura familiar em gás de cozinha

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação

Biodigestor transforma resíduos da agricultura familiar em gás de cozinha

Uma tecnologia desenvolvida a partir de cooperação entre Brasil e Alemanha pode transformar o dia a dia de pequenos produtores rurais por todo o País. O novo biodigestor EkoBioGás transforma dejetos da produção agropecuária, como esterco animal e restos de plantas, em gás de cozinha e biofertilizante para uso na lavoura. O equipamento foi concebido a partir de tecnologia alemã adaptada às condições brasileiras, com foco em baixo custo, simplicidade operacional e fácil manutenção. O projeto teve o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Especialistas discutiram os resultados e os caminhos para ampliar a adoção da tecnologia em uma reunião na sexta-feira (12). Estavam reunidos representantes das instituições parceiras do projeto, do MCTI e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), Sônia da Costa, classificou a tecnologia como inovadora, além de demonstrar os esforços do Governo do Brasil em torno da descentralização de investimentos e tecnologias no País.

“Eu entendo que essa iniciativa reúne todos os elementos de uma tecnologia social: é de fácil apropriação e demonstra que uma empresa do Nordeste pode liderar soluções inovadoras com potencial de impacto para a agricultura familiar”, avaliou. O equipamento passou por testes, foi validado cientificamente e já está sendo utilizado em cidades nordestinas. “Isso nos dá segurança para pensar em sua ampliação e adoção em maior escala”, completou.

Durante a reunião na sede do MCTI, o representante da In Plantar Meio Ambiente & Engenharia Ltda, Josenberg Rocha Junior, confirmou que o equipamento já passou pelas etapas de validação técnica e que pode ser utilizado especialmente em territórios em que a agricultura familiar tem disponibilidade de resíduos orgânicos para abastecimento dos sistemas. A empresa colaborou com o desenvolvimento do produto.

Segundo ele, a tecnologia reúne condições para ser aplicada em maior escala. “É um projeto social porque ele está ali ajudando pessoas da agricultura familiar a não precisar mais comprar gás, não precisar mais queimar lenha.”

O biodigestor também gera um biofertilizante líquido que pode ser utilizado na produção agrícola. A solução reduz a dependência de insumos externos e contribui para diminuir os custos das famílias rurais. A expectativa é que a tecnologia seja incorporada a programas de assistência técnica, de crédito rural e de desenvolvimento produtivo para pequenos agricultores.

Energia limpa

A iniciativa também dialoga diretamente com a agenda de transição energética e descarbonização da economia. O biogás é produzido a partir da captura do metano liberado pela decomposição de resíduos orgânicos. Em vez de ser emitido para a atmosfera, o gás é aproveitado como fonte de energia renovável. Entre os benefícios do sistema estão a redução das emissões de metano, a diminuição da queima de lenha e a substituição do gás de cozinha convencional.

Para os participantes da reunião, o diferencial do projeto está na combinação entre inovação tecnológica e impacto social. A tecnologia desenvolvida é uma ferramenta capaz de melhorar a qualidade de vida das famílias rurais ao oferecer uma fonte local de energia e um insumo agrícola produzido na própria propriedade. Os especialistas falaram sobre oportunidades para geração de renda adicional a partir do uso do gás e do aproveitamento do biofertilizante nas atividades produtivas.

Globalização do acesso

O novo biodigestor tem potencial de replicação da solução em diferentes regiões do País e do mundo. O equipamento já desperta interesse fora do Brasil e integra uma rede de cooperação internacional para o desenvolvimento de soluções sustentáveis de aproveitamento energético de resíduos orgânicos.

Os participantes defenderam a construção de estratégias conjuntas entre instituições de ciência e tecnologia, órgãos de assistência técnica, instituições financeiras e parceiros do setor produtivo para estruturar projetos-piloto e ampliar a adoção da tecnologia. Entre as possibilidades discutidas estão a utilização de linhas de crédito da agricultura familiar, ações de capacitação e a criação de redes locais de manutenção e acompanhamento técnico.

O Consul Honorário da Alemanha no Rio Grande do Norte, Alex Geppert, destacou que o produto já está sendo usado em outros países e está transformando a realidade da população que passou a usar o EkoBioGás. “Agricultores de países da África, por exemplo, aprenderam a fazer a manutenção e instalação. Também temos interessados em outros lugares, como a Colômbia. Ou seja, o produto é uma colaboração do Brasil com a Alemanha, mas tem um impacto global”, explica.

A expectativa é que a iniciativa se torne um exemplo de como a cooperação internacional, aliada ao conhecimento científico nacional, pode gerar soluções acessíveis para desafios relacionados à segurança energética, à sustentabilidade ambiental e ao desenvolvimento rural. Ao transformar resíduos em energia limpa e fertilizantes naturais, o biodigestor reúne elementos estratégicos para a agricultura de baixo carbono, a economia circular e a transição energética no campo.

“A ideia é que os créditos de carbono gerados pelo projeto contribuam para custear o acompanhamento e a manutenção dos equipamentos, garantindo que a tecnologia permaneça acessível para os agricultores”, afirmou o representante da In Plantar, Josenberg Rocha Junior.

Segundo representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o próximo passo é estruturar mecanismos que permitam ampliar o alcance da tecnologia. Durante a reunião, o coordenador-geral de Pesquisa, Inovação e Patrimônio Genético do MDA, Zaré Augusto Brum Soares, destacou a necessidade de integrar o biodigestor às políticas públicas já existentes de crédito, assistência técnica e desenvolvimento produtivo. “Acho que a gente tem que pensar numa estratégia para utilizar as políticas públicas e pensar em escala. É uma tecnologia que já está neste ponto”, afirmou.

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Mercado

Seca reforça importância da prevenção aos incêndios no campo

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação

Seca reforça importância da prevenção aos incêndios no campo

Com a proximidade do inverno, o risco de incêndio em áreas rurais aumenta, colocando agricultores e pecuaristas em alerta. A tendência é que a estação seja de temperaturas acima da média no Paraná, principalmente pela influência do El Niño, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Além de danificar lavouras e florestas e gerar prejuízos econômicos, os incêndios colocam em risco a segurança e a saúde dos produtores rurais e famílias.

“Por isso a importância de estar preparado não apenas para prevenir, mas também para combater o fogo. O perigo maior vai até outubro. É preciso que todos estejam em alerta. Não dá para relaxar”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

O monitoramento das queimadas revela que, mesmo antes da chegada do inverno, a situação de incêndios em 2026 está crítica. Segundo dados da rede colaborativa MapBiomas, entre janeiro e março deste ano, a área queimada no Estado atingiu 9.025 hectares, espaço quase 8,5 vezes maior que a área no mesmo período de 2025 (1.073 hectares).

Como explica o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, climatologicamente o inverno é o período mais seco, em todo o Paraná. Esse cenário de seca, somado à baixa umidade do ar e às geadas que comumente castigam a vegetação no período, faz crescer a chance de fogo no meio rural.

“Os valores médios são mais baixos, chove entre 100 e 200 milímetros. Períodos secos são muito comuns, com vários dias consecutivos sem chuvas. A faixa norte tem registros com mês inteiro sem chuvas”, afirma o meteorologista.

Capacitação e prevenção

Muitas podem ser as causas que dão início aos incêndios no campo, sendo o “fator humano” a principal. Isso reforça a importância de atitudes como manter em dia a manutenção dos equipamentos; limpar e remover materiais secos que acabam entulhados nas propriedades; não usar a queimada na produção (prática já proibida); ter cuidado e atenção nas festividades juninas que se aproximam; e, sempre que necessário, buscar capacitação.

“O incêndio acontece onde a prevenção falha”, pontua Neder Maciel Corso, técnico do Sistema FAEP.

Desde 2010, quando foram criados os treinamentos para brigadistas florestais, o Sistema FAEP já capacitou mais de 10 mil pessoas para atuar na prevenção e no combate aos incêndios no campo. Somente neste ano, de janeiro a maio, foram realizados 65 cursos. Desses, 40 foram específicos para brigadistas florestais de usinas do setor sucroenergético, outros 16 atenderam produtores rurais de setores diversos, e nove foram destinados a empresas de base florestal.

Atualmente, o Sistema FAEP oferece quatro diferentes treinamentos com foco em incêndios florestais, todos práticos. “Nossa orientação é que os produtores passem pelo treinamento para entender os conceitos básicos sobre incêndios florestais e saber como prevenir e agir. Quanto mais preparados estiverem, mais rápidas serão a detecção e a mobilização para minimizar os prejuízos”, reforça Corso.

Combate ao fogo

Algumas práticas e estruturas são fundamentais para controle em caso de incêndio, como a aquisição de ferramentas manuais (como enxadas e rastelos), abafadores, bombas costais, caminhões-pipa (no caso de usinas e indústria florestais) e a construção de aceiros nas áreas, que funcionam como uma barreira contra o avanço do fogo.

“Os aceiros são faixas limpas, livres de vegetação, construídas em volta das áreas de lavoura e florestas, que facilitam o acesso de equipamentos para conter o incêndio. Além disso, também é fundamental que os produtores tenham mapeado as áreas de onde podem fazer a captação de água para esse controle”, afirma Corso.

Outro fator que faz com que esse preparo mínimo seja imprescindível para os produtores é a indisponibilidade de unidades do Corpo de Bombeiros em muitos munícipios do Estado. “Isso pode retardar as ações de combate, quando o incêndio ainda não atingiu grandes proporções”, aponta o técnico do Sistema FAEP.

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Tecnologia

Geo Agri lança pulverizadores autônomos para culturas perenes

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação

Geo Agri lança pulverizadores autônomos para culturas perenes

A Geo Agri lançou no mercado brasileiro os pulverizadores autônomos S1000 e S500 Pro, desenvolvidos pela LJ Tech. Apresentados durante a Agrishow, os equipamentos foram projetados para aplicações em culturas perenes e integram tecnologias de navegação autônoma e inteligência artificial.

Os modelos utilizam um sistema que combina GNSS, RTK e IMU, além de radar milimétrico, LiDAR e visão computacional. Segundo a empresa, a tecnologia garante precisão de posicionamento de até cinco centímetros, mesmo em ambientes com restrição parcial de sinal, como pomares.

Na pulverização, os equipamentos realizam controle dinâmico de dosagem e calibração automática em tempo real. De acordo com a Geo Agri, a tecnologia pode reduzir em até 40% o uso de defensivos agrícolas ao minimizar sobreposições e desperdícios durante a aplicação.

Os pulverizadores também contam com integração ao aplicativo Orchard Mate, que permite monitoramento remoto, rastreamento de rotas e geração automática de relatórios operacionais. A plataforma possibilita que um único operador acompanhe simultaneamente mais de uma máquina.

Outro destaque é a autonomia de até seis horas de trabalho contínuo. Equipados com motorização híbrida e chassi de esteiras, os modelos podem operar em terrenos com inclinação de até 15%, oferecendo maior estabilidade e tração em diferentes condições de campo.

Os equipamentos ainda possuem sensores inteligentes, radar e sistemas automáticos de parada para situações como perda de sinal, desvios de rota ou baixo nível de produto no tanque.

 

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Empresas

Engenharia feminina transforma indústria de máquinas e inspira novas gerações

Por Redação 16/06/2026
Escrito por Redação
 Engenharia feminina transforma indústria de máquinas e inspira novas gerações

Marina Maletzke é engenheira e atua em área estratégica da manufatura na fábrica da AGCO, em Ibirubá (RS)

Celebrado em 23 de junho, o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia reforça a importância da presença feminina em áreas técnicas e estratégicas da indústria. Em um ambiente historicamente masculino, mulheres vêm conquistando espaço, liderando equipes, coordenando projetos estratégicos e contribuindo diretamente para a evolução dos processos industriais.

Na AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão, essa transformação pode ser vista nas trajetórias de Marina Maletzke e Mariana Peteffi, engenheiras que atuam em fábricas da companhia no Rio Grande do Sul e ajudam a impulsionar inovação, eficiência e desenvolvimento na indústria.

Na unidade de Ibirubá (RS), Marina Maletzke integra a área de engenharia de manufatura e participa de iniciativas ligadas à automação e modernização industrial. Ao longo da carreira, assumiu responsabilidades estratégicas dentro da operação e teve atuação importante em projetos de ampliação da capacidade produtiva da fábrica.

Entre os destaques da sua trajetória está a participação na produção da plantadeira Momentum, um dos projetos mais complexos da unidade. “Mais de 60% dos conjuntos soldados foram feitos de forma robotizada para garantir qualidade e desempenho. Foi um processo desafiador, porque estávamos expandindo a fábrica ao mesmo tempo”, relembra.

Para Marina, a presença feminina na engenharia contribui para ambientes mais colaborativos, inovadores e diversos. “Em vários momentos fui a única mulher do time. Hoje, procuro usar essas experiências para incentivar mudanças e abrir espaço para que mais mulheres se sintam pertencentes a essas áreas”, afirma.

á em Canoas (RS), Mariana Peteffi atua na liderança da área responsável pela eficiência e qualidade do processo de exportação de tratores. Aos 27 anos, coordena uma equipe de cerca de 25 colaboradores e destaca que sua trajetória foi construída com aprendizado contínuo e superação de desafios.

Após iniciar sua carreira na AGCO como estagiária na área de melhoria contínua, Mariana passou por diferentes setores da companhia até assumir a liderança industrial. “No começo, precisei lidar com questionamentos relacionados à idade e ao fato de ser mulher em uma posição de liderança. Com o tempo, transformei isso em motivação para entregar resultados e fortalecer minha confiança profissional”, conta.

Segundo Mariana, ocupar posições técnicas e de liderança também significa abrir caminhos para outras mulheres. “Percebi que meu papel podia ir além da liderança, mas também ser uma referência para que a presença feminina na manufatura se torne cada vez mais natural, mostrando que todos somos capazes, independentemente de gênero, raça ou orientação sexual”.

As trajetórias das engenheiras refletem um movimento mais amplo da AGCO voltado ao fortalecimento da diversidade e inclusão em áreas industriais e estratégicas. Atualmente, mulheres representam 44% dos colaboradores com até um ano de empresa na AGCO América do Sul, resultado de iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional, formação de lideranças e ampliação da representatividade nos times.

“A diversidade traz diferentes perspectivas para os desafios da indústria e contribui diretamente para a inovação. Buscamos construir um ambiente em que cada profissional tenha espaço para crescer, desenvolver seu potencial e contribuir para o futuro da indústria”, afirma Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO para a América do Sul e Business Partner Global para a Massey Ferguson.

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Mercado

El Niño eleva preocupação com impactos na pecuária brasileira

Por Redação 15/06/2026
Escrito por Redação


El Niño eleva preocupação com impactos na pecuária brasileira

Clarisse Sousa – A confirmação da atuação do El Niño em 2026 acende um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o fenômeno deve aumentar a volatilidade climática no país, com risco de seca em parte das regiões Norte e Nordeste, excesso de chuvas no Sul e maior irregularidade climática em áreas do Centro-Oeste e Sudeste.

Para a pecuária, os efeitos podem se refletir na disponibilidade de pastagens e água, na produção de forragens, no conforto térmico dos animais e nos custos de alimentação. Temperaturas acima da média e períodos prolongados de estiagem tendem a reduzir o crescimento das pastagens, enquanto chuvas excessivas podem provocar problemas sanitários, dificuldades de manejo e impactos logísticos.

De acordo com os pesquisadores, a alimentação animal deve ser um dos principais pontos de atenção. Alterações na produção e nos preços de milho, soja, silagem, sorgo e outros insumos podem pressionar os custos em diferentes cadeias pecuárias.

Na bovinocultura de corte, os riscos estão relacionados à qualidade das pastagens, disponibilidade de água, estresse térmico e aumento dos custos de suplementação. Na produção leiteira, o fenômeno pode afetar a produção de volumosos, elevar os custos de concentrados e comprometer o conforto dos animais.

Já para aves e suínos, o principal impacto tende a ocorrer por meio do aumento dos custos da ração e do estresse térmico, fatores que podem reduzir o desempenho produtivo e pressionar as margens dos produtores. No caso de ovinos e caprinos, os efeitos variam conforme a região: no Nordeste, a preocupação é com a escassez de água e forragem; no Sul, o excesso de chuvas pode aumentar problemas sanitários e comprometer a qualidade das pastagens.

Segundo o Cepea, o El Niño deve ser tratado como um fator de aumento da incerteza produtiva, exigindo atenção redobrada dos pecuaristas ao planejamento alimentar, manejo e gestão de riscos climáticos.

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15/06/2026 0 Comentários
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Artigo TécnicoTecnologia

Da enxada ao drone: por que o Brasil lidera a nova era da sustentabilidade global

Por Redação 15/06/2026
Escrito por Redação

Da enxada ao drone: por que o Brasil lidera a nova era da sustentabilidade global

Gustavo Spadotti* – O mundo mudou. E talvez a maior evidência disso seja o fato de que a sustentabilidade, como conhecíamos, já não explica mais sozinha as prioridades globais.

Durante décadas, o debate esteve sustentado no famoso “tripé”, focado no equilíbrio entre economia, meio ambiente e responsabilidade social. Depois, esse conceito evoluiu (na visão de alguns) ou regrediu (na visão de outros) para o ESG, que passou a dominar o discurso corporativo e político internacional. Mas acontecimentos recentes parecem ter inaugurado uma nova etapa.

O economista Marcos Troyjo chamou esse novo momento de “ESG 2.0”. E a definição faz sentido quando observamos o mundo atual: guerras, disputas comerciais, fragmentação das cadeias produtivas, inflação global, insegurança energética e uma crescente reorganização geopolítica.

O “E”, que antes simbolizava principalmente o ambiental, agora incorpora fortemente Economia e Energia. O meio ambiente continua relevante, mas divide espaço com outra preocupação imediata: garantir energia barata, estável e suficiente para sustentar crescimento econômico e competitividade industrial. Não por acaso, muitos países desenvolvidos voltaram a ampliar o uso de combustíveis fósseis para proteger suas economias. Não é o caso do Brasil, que segue produzindo etanol, biodiesel, biometano e apostando no SAF (Combustível Sustentável de Aviação).

O “S” passa a significar Segurança, seja alimentar, energética, física e estratégica. No agro, o mundo percebeu que não existe estabilidade social sem produção de alimentos, sem cadeias produtivas resilientes e sem capacidade de defesa fitossanitária e abastecimento em momentos de crise.

Já o “G” deixa de ser apenas governança corporativa tradicional para se tornar Geopolítica. Empresas e países agora precisam operar em um ambiente marcado por tensões comerciais, disputas tecnológicas, regionalização industrial, fim do multilateralismo comercial e rearranjos globais de poder.

E é justamente nesse novo cenário que o Brasil emerge como uma das nações mais estratégicas do século XXI. Poucos países possuem, ao mesmo tempo, capacidade de produção de alimentos, disponibilidade hídrica, matriz energética renovável, biodiversidade, terras competitivas, mão de obra e ciência tropical avançada. Menos ainda conseguem reunir tudo isso com possibilidade real de expansão sustentável da produção.

Novas lentes sobre o agro

Talvez o maior erro cometido por muitos analistas internacionais seja olhar para o agro brasileiro com lentes antigas.

O Brasil construiu, nas últimas décadas, uma das agriculturas tropicais mais sofisticadas do planeta. E isso não aconteceu por acaso. Foi resultado direto de ciência, tecnologia, empreendedorismo rural e investimento contínuo em inovação tropical.

Quando observamos algumas das principais tecnologias agropecuárias sustentáveis do mundo, muitas delas nasceram ou ganharam escala aqui. O Sistema Plantio Direto revolucionou a conservação do solo e da água, permitindo maior estabilidade produtiva e redução de erosão em larga escala. A Fixação Biológica de Nitrogênio transformou o Brasil em referência mundial ao reduzir fortemente a dependência de fertilizantes nitrogenados importados.

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta mostrou que é possível recuperar áreas degradadas, aumentar produtividade e capturar carbono combinando diferentes sistemas produtivos na mesma área. Os bioinsumos abriram uma nova fronteira tecnológica, aproximando produtividade e sustentabilidade por meio de soluções biológicas adaptadas às condições tropicais, seja no combate a pragas, seja no fornecimento de nutrientes.

Espaço para crescer

Enquanto muitos países praticamente esgotaram suas possibilidades de expansão produtiva, o Brasil ainda possui enorme potencial de crescimento apoiado em ciência e planejamento territorial.

E talvez aí esteja um dos pontos centrais do futuro da agricultura: inteligência territorial estratégica, conceito consolidado ao longo dos 37 anos de existência da Embrapa Territorial, celebrados neste mês de maio.
A agricultura moderna deixou de ser apenas operacional. Ela passou a ser orientada por dados, conectividade e análise espacial. Satélites, sensoriamento remoto, inteligência artificial, geoprocessamento e modelagem territorial passaram a integrar o cotidiano da tomada de decisão no campo.

Na Embrapa Territorial, trabalhamos exatamente nessa fronteira entre território, ciência e estratégia. O objetivo é reduzir subjetividades e aumentar a assertividade. Em outras palavras, gerar informações capazes de apoiar decisões mais inteligentes, seguras e sustentáveis.

O Brasil pode ampliar sua produção basicamente por três caminhos. O primeiro é a expansão sustentável de áreas aptas, sempre baseada em zoneamento, aptidão agrícola e inteligência territorial. Ferramentas como ZARC e ZEE ajudam a orientar esse crescimento de forma técnica e racional. Mas a plena sustentabilidade exige esforços nos dois caminhos subsequentes.

O segundo é aumentar produtividade reduzindo os chamados “yield gaps” ou folgas de produtividade. Em muitas regiões do país ainda existe enorme espaço para produzir mais na mesma área, utilizando melhor manejo, genética, tecnologia e eficiência operacional, reduzindo a diferença de produtividade entre os mais produtivos e a média local.

O terceiro é a intensificação sustentável, especialmente por meio da recuperação de pastagens degradadas, integração de sistemas produtivos (com safrinha, adubo verde e ILPF), irrigação e novas estratégias agronômicas que aumentem eficiência sem necessidade de abertura de novas áreas.

Mais do que simplesmente produzir mais, o desafio agora é produzir melhor. Não é quantidade, mas competividade. E isso significa rastreabilidade, previsibilidade, eficiência, transparência e viabilidade econômica.

Reconhecimento necessário

Sustentabilidade deixou de ser diferencial. Em muitos mercados, passou a ser obrigação mínima de acesso.

Ao mesmo tempo, tudo aquilo que vai além da legislação precisa ser reconhecido e remunerado. O produtor rural brasileiro não pode ser tratado apenas como fornecedor de commodities. Ele também presta serviços ambientais relevantes para o planeta. Sustentabilidade que não gera renda, competitividade e segurança econômica dificilmente se sustenta no longo prazo.

Claro que ainda temos desafios importantes. Infraestrutura e logística continuam reduzindo a competitividade em várias regiões do País. Segurança jurídica e regularização fundiária seguem fundamentais para ampliar investimentos e previsibilidade. A conectividade no campo ainda precisa avançar muito para que a agricultura digital alcance todo seu potencial.

Mas talvez exista um desafio ainda mais estratégico na comunicação. O Brasil comunica mal suas virtudes. Somos alvos de ataques, muitas vezes sem motivos, de ONGs e entes altamente financiados que usam seu bom-mocismo ambiental como barreiras comerciais. Muitas vezes permitimos que narrativas simplificadas ocupem o espaço dos dados científicos. E talvez uma das grandes missões da ciência brasileira seja justamente transformar informação técnica em confiança global.

Poucas nações conseguiram transformar uma agricultura tropical de baixa produtividade em uma potência agroambiental altamente tecnológica e em larga escala em tão pouco tempo. Isso revela algo fantástico sobre os produtores rurais, e porque não a população geral do Brasil. Nossa capacidade de adaptação, inovação e resiliência.

Se conseguirmos remover gargalos históricos e avançar em infraestrutura, logística, conectividade e segurança jurídica, o agro brasileiro poderá atingir um novo patamar de competitividade global. O futuro da agricultura será digital, automatizado, rastreável, conectado, descarbonizado e baseado em bioeconomia.

Apesar disso, eu sou profundamente otimista. O Brasil é o único país do mundo que saiu da enxada para o drone em apenas uma geração e liderou essa transformação. Não apenas como potência agrícola. Mas como potência ambiental, alimentar, energética, tecnológica e estratégica do século XXI.

*Gustavo Spadotti é chefe-geral da Embrapa Territorial

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Mercado

Agro paulista amplia exportações em 5%, mesmo diante dos desafios globais

Por Redação 15/06/2026
Escrito por Redação

Agro paulista amplia exportações em 5%, mesmo diante dos desafios globais

Nos cinco primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 8,37 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 10,85 bilhões, frente a importações de US$ 2,48 bilhões. No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações do Estado de São Paulo, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,9% do total estadual.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, o resultado demonstra a capacidade do setor de manter e ampliar sua participação nos mercados internacionais mesmo em um ambiente menos favorável para os preços agrícolas.

“Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado, que de fato não está acontecendo praticamente para nenhuma cadeia. Esse é um diferencial do agro paulista. Mesmo diante da redução das cotações internacionais de importantes commodities, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões. É um resultado que reflete produtividade, tecnologia e a capacidade dos produtores paulistas de seguir atendendo mercados cada vez mais exigentes.”

Apesar da redução de 3,2% no valor exportado, em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume embarcado cresceu 5,2%, aponta o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. “Isso mostra que o agronegócio paulista continua vendendo mais produtos ao exterior. O principal impacto veio da queda dos preços internacionais de commodities importantes, como açúcar e suco de laranja”, afirma.

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$2,3 bilhões. Deste total, o açúcar representou 95,1% e o álcool etílico, etanol, 4,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,0% das vendas externas do setor, totalizando US$1,8 bilhão, com a carne bovina respondendo por 83,5%.

O complexo soja teve participação de 14,3% do total exportado, registrando US$1,05 bilhão, 84,3% referentes à soja em grão e 10,7% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 13,0% do valor exportado, com US$1,4 bilhão, com 65,1% de celulose e 28,8% de papel.

Os sucos responderam por 7,5% de participação, somando US$813,2 milhões, dos quais 96,3% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73,1% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 6,4% de participação na pauta de exportações, somando US$689,2 milhões, 67,9% referentes ao café verde e 27,4% de café solúvel.

As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%), além de quedas nos grupos de sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%).

Para José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, impulsionados por uma demanda internacional aquecida por celulose.

Principais destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,8% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece em seguida, com 14,7% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,2%.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,4% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

O diretor da entidade acredita que o comércio exterior segue cercado de incertezas, influenciado por fatores como preços internacionais, custos logísticos e cenário geopolítico, mas que ainda assim, há expectativa de fortalecimento das exportações de açúcar ao longo do segundo semestre: “A restrição das exportações indianas pode abrir oportunidades adicionais para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia”, completa.

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Contratações de crédito rural somam R$ 433 bilhões até maio
Mercado

Contratações de crédito rural somam R$ 433 bilhões até maio

Por Redação 12/06/2026
Escrito por Redação

Contratações de crédito rural somam R$ 433 bilhões até maio

O crédito rural destinado à agricultura empresarial (excluído o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf) somou R$ 433 bilhões entre julho de 2025 e maio de 2026, no âmbito do Plano Safra 2025/2026. O montante é 5% inferior aos R$ 458,1 bilhões contratados no mesmo período da safra anterior.

Os dados, ainda provisórios, constam do Boletim de Desempenho do Crédito Rural elaborado pelo Departamento de Financiamento (Defin), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

O principal destaque do período foi o crescimento dos financiamentos destinados à industrialização, que passaram de R$ 19,7 bilhões para R$ 31,5 bilhões, alta de 59,5%. O resultado reflete a ampliação do processamento e da agregação de valor aos produtos agropecuários, com participação relevante das cooperativas. A industrialização também foi a única finalidade a registrar aumento no número de contratos, com avanço de 17,7%.

CPR

As Cédulas de Produto Rural (CPR) mantiveram trajetória de crescimento e alcançaram R$ 185,2 bilhões em contratações, aumento de 8% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Com esse desempenho, a CPR passou a representar 42,8% do volume total concedido na safra 2025/2026, ante 37,4% no ciclo anterior, consolidando-se como o principal instrumento de financiamento do custeio agrícola.

Considerando conjuntamente as operações de custeio e as CPRs, o volume destinado ao financiamento da produção atingiu R$ 322,7 bilhões, recuo de apenas 2,1% em comparação com a safra passada.

Outro segmento em expansão foi o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que registrou R$ 56,4 bilhões em concessões, crescimento de 4,3%. O desempenho do custeio para os médios produtores superou o da safra passada e reflete as medidas adotadas no Plano Safra para ampliar a oferta de recursos destinados a esse público, incluindo o aumento das subexigibilidades dos depósitos à vista.

Taxas de juros

Os programas de investimento registraram retração de 28,1% no conjunto das operações, movimento que ainda reflete a cautela dos produtores diante das taxas de juros elevadas.

Os maiores recuos ocorreram no Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga), com queda de 56%; no Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), com redução de 54%; e no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), também com retração de 54%.

Segundo o boletim, a execução abaixo da programação em todos os programas de investimento indica que a principal restrição está na demanda por crédito, influenciada pelo custo financeiro das operações, e não na oferta de recursos, embora as instituições financeiras tenham adotado critérios mais seletivos na concessão.

O cenário também é impactado pela instabilidade econômica internacional, pelo aumento da inadimplência, pela elevação dos custos de produção e pelos riscos climáticos enfrentados pelo setor nos últimos anos.

Fontes de recursos

Entre as fontes de financiamento, destacou-se o crescimento da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) Controlada, que passou de R$ 927 milhões para R$ 28,8 bilhões, tornando-se a segunda principal fonte de recursos controlados do crédito rural.

A LCA Livre registrou retração de 38%. Parte dessa redução foi compensada pela expansão da Poupança Rural Livre, que cresceu 49,5%, equivalente a R$ 19,1 bilhões, alcançando R$ 57,6 bilhões em contratações.

Já os recursos equalizáveis, aqueles com taxas de juros subvencionadas pelo Tesouro Nacional, totalizaram R$ 48,9 bilhões na safra 2025/2026, com saldo remanescente de 47%.

De acordo com o boletim, a redução observada nessa fonte está associada ao aumento das taxas de juros, à maior seletividade das instituições financeiras e ao início da obrigatoriedade de cumprimento das exigibilidades dos depósitos à vista por cooperativas de crédito e bancos cooperativos, que migraram suas contratações para essa fonte.

Na distribuição regional das concessões de crédito rural, excluídas as CPRs, a Região Sul liderou tanto em volume financeiro, com R$ 74,2 bilhões, quanto em número de contratos com 131.109 operações realizadas. O Nordeste registrou a maior retração em valor entre as regiões, com redução de 26% em relação ao mesmo período da safra anterior.

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