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Tecnologia

CNA orienta produtores sobre novo prazo para inscrição no CNPJ

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

CNA orienta produtores sobre novo prazo para inscrição no CNPJ

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta os produtores rurais sobre a prorrogação, para janeiro de 2027, do prazo para a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Apesar de ser um CNPJ, produtores enquadrados como “pessoa física” serão inscritos automaticamente no cadastro para emitir documentos fiscais.

A exigência, que anteriormente passaria a valer em julho de 2026, foi prorrogada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS).

A medida, prevista na Lei Complementar nº 214/2025, amplia o período de adaptação dos contribuintes e permitirá que a Receita Federal conclua o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ.

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, até a entrada em vigor da nova exigência, os produtores rurais pessoas físicas poderão continuar utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal para a emissão de documentos fiscais.

“A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ tem como objetivo padronizar os cadastros, simplificar procedimentos e integrar as informações aos sistemas eletrônicos de arrecadação e fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)”, explicou.

Conforme a Receita Federal, o novo sistema de inscrição deverá oferecer um processo totalmente digital, simplificado e automatizado, com menos exigências cadastrais e integração às plataformas de emissão de documentos fiscais eletrônicos.

E esclarece que a inscrição no CNPJ para essa finalidade não altera a natureza jurídica do produtor rural pessoa física, que continuará sendo pessoa física, sem passar automaticamente à condição de pessoa jurídica.

A CNA recomenda que os produtores acompanhem as orientações da Receita Federal e providenciem a adequação dentro do novo cronograma. A emissão correta dos documentos fiscais será fundamental para garantir a regularidade das operações, evitando transtornos, como a retenção de mercadorias durante o transporte e dificuldades no aproveitamento de créditos tributários.

 

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Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo
Mercado

Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

O Paraná encerrou a safra de verão 2025/26 com novo recorde de produção de grãos. O Estado colheu 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no ciclo anterior, quando alcançou 24,7 milhões, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados no fim de junho.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, que alcançou 21,8 milhões de toneladas. Mas também pela recuperação da produção de milho, que passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas.

“Já havia uma expectativa favorável, mas só se concretizou porque os produtores paranaenses vêm investindo, ano após ano, em tecnologia, manejo e qualificação”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Esse resultado recorde é a combinação de três fatores principais: condições climáticas favoráveis, expansão da área cultivada, especialmente de milho, e o nível tecnológico cada vez maior das lavouras paranaenses. Nossa entidade participa desse processo levando capacitação e difundindo boas práticas agronômicas que contribuem para o aumento da produtividade”, complementa.

Além disso, o avanço tecnológico das lavouras paranaenses, aliado à adoção de práticas agronômicas cada vez mais precisas, tem sido decisivo para elevar os índices de produtividade.

“O produtor tem intensificado o acompanhamento técnico e aprimorado continuamente o manejo das lavouras. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios que mudam a cada safra, como as condições climáticas e a pressão de pragas e doenças. Por isso, é fundamental investir em ajustes de manejo, controle fitossanitário e boas práticas de produção para manter a competitividade e continuar avançando em produtividade”, destaca Meneguette.

Produtividade histórica

Na prática, o recorde estadual se reflete em resultados expressivos dentro das propriedades. Em Guarapuava, na região Centro-Sul, o produtor rural Eduardo Pletz alcançou uma produtividade histórica de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Segundo o agricultor, o desempenho é fruto de décadas de aperfeiçoamento do sistema produtivo.

“Desde a década de 1980 produzimos milho na propriedade. Ao longo desse período evoluímos em conhecimento, manejo do solo, rotação de culturas, integração e utilização de materiais genéticos mais produtivos”, conta.

Além do investimento técnico, o clima foi decisivo para alcançar o recorde. “Não faltou água para a cultura. Somando isso ao manejo do solo, à reposição de calcário, à adubação e aos cuidados durante todo o ciclo, conseguimos esse resultado, que coroa o trabalho de muitos anos e da dedicação da nossa família à atividade”, comemora.

Capacitação permanente

Associado ao Sindicato Rural de Guarapuava, Pletz sempre busca conhecimento por meio dos cursos promovidos pelo Sistema FAEP. Segundo o produtor, as capacitações contribuem diretamente para a qualificação da equipe e para a evolução da fazenda.

“O sindicato é uma segunda casa para o produtor. Sempre que precisamos de alguma informação ou capacitação, encontramos apoio. Já fizemos cursos de NR-31, aplicação de defensivos, trabalho em altura, manejo de bovinos de leite, entre outros”, comenta.

Para ele, investir na capacitação é tão importante quanto investir na lavoura. “A terra é o maior patrimônio do produtor rural. Conservação do solo, rotação de culturas e manejo adequado fazem toda a diferença. Nós vamos continuar nesse caminho, buscando evoluir de forma sustentável nos próximos anos”, finaliza Pletz.

 

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Mercado

Safra 2026/27 será mais desafiadora por causa do El Niño, aponta Itaú BBA

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

Safra 2026/27 será mais desafiadora por causa do do El Niño, aponta Itaú BBA

O Itaú BBA divulgou nesta quinta-feira (2) a 7ª edição do Visão Agro, relatório anual elaborado pela Consultoria Agro do banco que reúne as perspectivas para o agronegócio brasileiro no ciclo 2026/27. O estudo indica que a nova safra será marcada por um ambiente mais desafiador para os produtores, diante da combinação de riscos climáticos, custos elevados de produção, preços pressionados das commodities e incertezas no cenário internacional.

De acordo com o relatório, após quatro anos de margens comprimidas e oferta abundante de produtos agrícolas, o setor inicia um novo ciclo sob a influência de um forte fenômeno El Niño, que pode afetar a produtividade de forma diferente entre as regiões do país.

O estudo também destaca que o ambiente geopolítico continua sendo um fator de preocupação, especialmente pela dependência brasileira de fertilizantes importados. A volatilidade dos nitrogenados e os preços elevados dos fosfatados, aliados à fragilidade financeira de parte dos produtores, devem reduzir os investimentos em tecnologia na próxima safra, tornando o uso eficiente dos insumos e a qualidade da assistência agronômica fatores decisivos para a rentabilidade.

Segundo o Visão Agro, as commodities agrícolas iniciam o ciclo 2026/27 com preços pressionados. Uma recuperação mais consistente dependerá de ajustes na oferta global. Caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das safras, a expectativa é de manutenção desse cenário de preços mais baixos.

No mercado de grãos, o relatório aponta cenários distintos para soja e milho. Na soja, o mercado mundial inicia o ciclo 2026/27 com estoques mais ajustados, após a produção praticamente igualar o consumo na safra 2025/26, tornando os preços mais sensíveis a eventuais perdas de produtividade provocadas pelo clima. Já no milho, a boa safrinha de 2025/26 garante um balanço doméstico confortável para o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Apesar disso, a demanda segue aquecida, impulsionada principalmente pelos setores de proteínas animais e de etanol, enquanto os riscos climáticos associados ao El Niño permanecem no radar.

No algodão, a redução da produção entre importantes exportadores, como Estados Unidos e China, combinada ao crescimento moderado da demanda, reduz os estoques globais e favorece um viés positivo para os preços. O Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da pluma.

O cenário permanece desafiador para arroz e trigo. No arroz, o excesso de oferta ainda pressiona as cotações, tornando necessária uma nova redução da área plantada para permitir a recuperação dos preços. No trigo, margens pouco atrativas devem limitar investimentos e reduzir a área cultivada, cenário que pode ser agravado pelos efeitos do El Niño.

No setor sucroenergético, a queda dos preços do açúcar e do etanol, associada aos elevados custos de fertilizantes e diesel, leva os produtores a adotarem maior cautela nos investimentos nos canaviais. Apesar disso, a expectativa é de uma safra volumosa, com maior direcionamento da produção para o etanol. O principal risco está na execução da colheita, caso ocorram limitações operacionais ou eventos climáticos adversos.

Para o café, a projeção é de uma safra recorde em 2026/27, impulsionada pela recuperação da produção de arábica. O aumento da oferta deve aliviar o balanço global e favorecer uma acomodação dos preços, embora eles permaneçam em níveis historicamente elevados, garantindo boas margens aos produtores mais eficientes.

Na citricultura, mesmo com uma safra considerada baixa em termos históricos, a pressão sobre os preços da fruta continua elevada. Segundo o relatório, os melhores resultados tendem a ser obtidos pelos produtores com maior produtividade e contratos mais vantajosos com a indústria.

No segmento de proteínas animais, o custo da ração segue relativamente favorável. No entanto, aves e suínos enfrentam pressão sobre os preços das carnes devido ao aumento da oferta, com destaque para a piora das margens na suinocultura. Para o boi gordo, o segundo semestre inspira cautela diante da expectativa de redução das exportações para a China, embora o banco projete uma recuperação gradual do mercado no início de 2027, acompanhando a transição do ciclo pecuário.

“Diante desse pano de fundo, a preservação da liquidez e a disciplina na tomada de decisão passam a exercer um papel central. Assim, mais do que buscar ganhos de produtividade, torna-se fundamental proteger margens, equilibrar o fluxo de caixa e garantir flexibilidade financeira para atravessar períodos de maior estresse”, finaliza Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA.

 

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Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave
Mercado

Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave

As vendas de tratores registraram queda de 15,1% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano ante igual intervalo de 2025, enquanto que a comercialização de colheitadeiras recuou 51,5% na mesma base comparativa, indica balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta quinta-feira (2).

“O segmento de tratores continua sofrendo os reflexos de um forte endividamento por parte dos produtores rurais que, mesmo com a redução das taxas de juros, não conseguiram ir para o consumo desses bens”, avalia o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, que acrescenta: “a redução das taxas de juros ofertadas pelo Moderfrota foi insuficiente para impulsionar a renovação da frota de tratores, situação que deve permanecer assim até a operacionalização do Move Agrícola e de algum programa de renegociação de dívidas”, diz.

De acordo com o dirigente, sem mudanças no cenário, a Fenabrave projeta uma queda de 15% no mercado de tratores este ano, considerando algum incremento provocado pelo Plano Safra 2026/2027.

Em maio, as vendas de tratores subiram levemente, 1,7%, ante abril, mas recuaram 16,6% no comparativo anual. No caso das colheitadeiras, a comercialização caiu 25,99% em maio ante abril e 82,1% no comparativo com o mesmo mês de 2025.

“As vendas de colheitadeiras não demonstram grandes expectativas de recuperação, enquanto o Move Agrícola não tiver início de sua operacionalização. Com os anunciados R$ 14 bilhões, que devem fazer parte do Move Agrícola, é possível reduzir a queda acumulada até o momento, e podemos chegar a uma redução de 27% em 2026”, conclui Arcelio.

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

 

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03/07/2026 0 Comentários
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Abimaq lança guia prático de armazenagem com orientações e boas práticas
Tecnologia

Abimaq lança guia prático de armazenagem com orientações e boas práticas

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

Abimaq lança guia prático de armazenagem com orientações e boas práticas

O Brasil caminha para mais uma safra histórica de grãos, mas um gargalo estrutural continua limitando o potencial do agronegócio nacional. Com produção estimada em 353 milhões de toneladas por ciclo, o país dispõe de capacidade para armazenar apenas 62% desse volume, deixando cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura adequada para estocagem.

Diante desse cenário, a ABIMAQ lança o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, e-book gratuito que reúne informações, orientações e boas práticas para auxiliar produtores, gestores e profissionais do setor a enfrentar um dos principais desafios da agricultura brasileira.

A iniciativa integra uma campanha da associação voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a rentabilidade das operações agrícolas.

A entidade destaca ainda que o país conta com tecnologia e capacidade industrial para ampliar sua infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial deEquipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG) reúne empresas nacionais especializadas no desenvolvimento de sistemas e equipamentos para atender desde pequenos produtores até grandes operações agrícolas.

Déficit que impacta toda a cadeia

A insuficiência da capacidade estática de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola brasileira e compromete a competitividade do setor. Semestrutura adequada, produtores ficam mais expostos a perdas, custos logísticos elevados e à necessidade de vender a safra em períodos de maior oferta, quandoos preços tendem a ser menos atrativos.

Como acessar

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante preenchimento de formulário em conteudo.abimaq.org.br/armazenagem.

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Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas
Mercado

Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas

A produção industrial variou –0,2% em maio, na comparação com abril, o primeiro resultado negativo após quatro meses seguidos de alta. Com esse resultado, a indústria está 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,0% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (3), pelo IBGE.

Entre as atividades, na comparação com abril, as influências negativas mais intensas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%).

“Ambas as atividades interromperam cinco meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele afirma ainda que álcool etílico e gasolina exerceram as maiores pressões negativas em derivados do petróleo, enquanto minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural puxaram o recuo da indústria extrativa.

Já entre as atividades com avanço na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%) exerceram as principais influências. “A indústria farmacêutica interrompeu quatro meses consecutivos de queda, enquanto o setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças. Já produtos químicos eliminou o recuo de 2,8% registrado em abril”, analisa o gerente da pesquisa.

Outros impactos positivos vieram dos setores de metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com abril, bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) tiveram o maior recuo e intensificaram o resultado negativo de abril (-0,3%). Bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram taxas negativas. Enquanto bens de consumo duráveis (3,6%) foram o único resultado positivo, eliminando o recuo de 3,1% de abril, quando interrompeu três meses consecutivos de expansão.

Produção industrial varia 0,2% frente a maio de 2025

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria variou 0,2% em maio de 2026, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 27 dos 80 grupos e 39,0% dos 789 produtos pesquisados.

As atividades que exerceram as principais influências positivas foram coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%), indústrias extrativas (3,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%) impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleo diesel, álcool etílico, querosenes de aviação e naftas, na primeira; óleos brutos de petróleo e gás natural, na segunda; automóveis, autopeças e veículos para o transporte de mercadorias, na terceira; e medicamentos, na quarta.

Entre as atividades que recuaram, produtos alimentícios (-3,7%) e máquinas e equipamentos (-9,5%) exerceram as maiores influências. Destaque também para os impactos negativos dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,7%), produtos de metal (-4,0%), celulose, papel e produtos de papel (-2,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), produtos têxteis (-5,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,3%) e bebidas (-2,6%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (1,5%) e bens intermediários (1,4%) assinalaram os resultados positivos entre as grandes categorias econômicas. Já bens de consumo semi e não duráveis (-1,1%) e de bens de capital (-6,7%) tiveram taxas negativas.

Acumulado no ano cresce 1,4%

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 1,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 28 dos 80 grupos e 42,1% dos 789 produtos pesquisados.

Por atividades, as principais influências positivas foram indústrias extrativas (7,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,1%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural, na primeira; e álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas e óleos combustíveis, na segunda. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,2%) e de produtos alimentícios (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2026 mostrou maior dinamismo para bens intermediários (2,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,5%). Bens de consumo duráveis (0,6%) também apontou resultado positivo. Já bens de capital (-6,2%) assinalou a única taxa negativa, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital de uso misto (-15,7%), agrícolas (-16,9%) e para fins industriais (-4,5%).

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EmpresasTecnologia

Fendt celebra a produção de 50 mil unidades do trator 900 Vario com edição especial

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

CNPJ - Fendt celebra a produção de 50 mil unidades do trator 900 Vario com edição especial

A história da transmissão Vario e da série Fendt 900 estão interligadas. Em 1996, a Fendt, fabricante alemã de maquinário agrícola de alta tecnologia, apresentou a transmissão continuamente variável Vario no Fendt Favorit 926 Vario, lançando as bases para o sucesso tanto da série quanto da transmissão Vario.

Desde então, a série tem servido repetidamente como plataforma para a introdução de novas tecnologias, como o terminal Vario, o sistema de controle de pressão dos pneus VarioGrip e o ABS projetado especificamente para tratores. No teste DLG PowerMix, o Fendt 900 Vario alcançou as melhores pontuações em diversas ocasiões, impulsionando o crescimento da marca Fendt em diversos países. Seu design compacto e alto desempenho impressionaram produtores em todo o mundo. O design da série foi premiado em 2005, entre outros, com o Red Dot Design Award.

Para comemorar o aniversário, a Fendt está lançando uma edição especial limitada que homenageia a história da série. O modelo apresenta a pintura no estilo da Fendt Design Line de 2005 e, assim como naquela época, inclui o pacote cromado. Além disso, está disponível nas cores Preto, Azul Aço, Verde Abeto, Preto Vermelho e Verde Natureza, e apresenta as seguintes especificações: soleira da porta gravada, tapete bordado com logotipo de aniversário, emblema no capô com o logotipo de aniversário, banco SuperComfort em couro Titanium com encosto de cabeça bordado com o logotipo de aniversário. Esta edição especial é limitada a 300 unidades.

O modelo especial de edição limitada estará em exposição em diversas feiras e eventos nos próximos meses. Entre outros locais, a Fendt o apresentará na feira de máquinas agrícolas EIMA, em Bolonha, Itália, de 11 a 14 de novembro.

 

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EIMA amplia estrutura e se prepara para uma edição recorde
Mercado

EIMA amplia estrutura e se prepara para uma edição recorde

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

EIMA amplia estrutura e se prepara para uma edição recorde

Novos detalhes da EIMA International 2026, uma das principais feiras mundiais de máquinas agrícolas, foram apresentados durante a assembleia geral da FederUnacoma, entidade italiana que representa os fabricantes do setor. O evento será realizado em Bolonha (Itália), de 10 a 14 de novembro de 2026, e já registra níveis recordes de procura por espaços de exposição e um elevado padrão dos projetos apresentados pelos expositores.

Pela primeira vez, a feira utilizará a chamada Área Maserati, ampliando permanentemente o perímetro do centro de exposições. A expectativa é reunir mais de 60 mil modelos de máquinas, implementos e tecnologias agrícolas.

Segundo a diretora-geral da FederUnacoma, Simona Rapastella, a EIMA reúne boa parte do trabalho técnico, econômico e institucional desenvolvido pela federação para fortalecer a cooperação internacional.

“A EIMA reúne grande parte do trabalho técnico, econômico e de relacionamento realizado pela Federação, sempre com o objetivo de promover a cooperação entre os países”, afirmou.

Feira reforça papel estratégico para o setor

Para a FederUnacoma, as feiras de negócios continuam sendo ferramentas essenciais para o desenvolvimento da indústria de máquinas agrícolas. Durante a apresentação do relatório anual da entidade, Rapastella destacou que a edição de 2026 foi planejada para atender melhor às necessidades do mercado, começando excepcionalmente em uma terça-feira e encerrando no sábado.

“A feira otimiza as ações de marketing, organiza a apresentação das tecnologias, evidencia as novas tendências e fortalece relações de confiança entre profissionais do mundo inteiro”, destacou. Segundo ela, esse papel se torna ainda mais relevante em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo e das tensões geopolíticas.

A executiva acrescentou que a EIMA também funciona como uma plataforma para ampliar a cooperação internacional, estimulando parcerias comerciais, industriais, científicas e tecnológicas.

Estrutura ampliada

Até o momento, 1.800 empresas expositoras já confirmaram participação, enquanto outras mais de 100 permanecem em lista de espera. A organização estima que toda a área disponível será ocupada.

Além do novo Pavilhão 35, serão montados três pavilhões temporários. A principal novidade será justamente a utilização da Área Maserati, que passa a integrar definitivamente o complexo da feira, contando com os novos Pavilhões 11 e 12 e infraestrutura logística ampliada.

Também foram reforçados os serviços internos do parque de exposições e as conexões de transporte entre o evento, o aeroporto, a estação ferroviária e diferentes regiões da cidade de Bolonha.

Na edição anterior, realizada em novembro de 2024, a EIMA registrou um público recorde de 350 mil visitas.

Público internacional e novidades

A organização espera receber visitantes de 150 países, além de delegações oficiais de 90 países, organizadas pela agência italiana de comércio exterior (ICE). Também estão previstas participações de parlamentares italianos e europeus e de representantes de governos e do setor agroalimentar na área institucional denominada Extend.

Rapastella destacou ainda que a edição de 2026 deverá ter um impacto visual ainda maior, impulsionado pela qualidade dos projetos de estandes enviados pelas empresas expositoras.

Pela primeira vez, será promovido um concurso em parceria com a Associação de Designers Industriais (ADI) para premiar os melhores projetos de estandes, iniciativa que se soma aos tradicionais prêmios da feira destinados às melhores inovações tecnológicas e aos expositores que mais valorizam a comunicação de suas marcas.

Internacionalização e inovação

A diretora-geral ressaltou que a EIMA representa a consolidação das ações desenvolvidas pela FederUnacoma ao longo do ano, especialmente nas áreas de internacionalização, regulamentação e desenvolvimento tecnológico.

Segundo ela, a federação organiza dezenas de missões empresariais e participações coletivas em feiras ao redor do mundo, além de atuar em temas ligados à digitalização, automação e robótica, que terão destaque especial na edição de 2026.

As pesquisas estatísticas e econômicas produzidas pela entidade também servem de base para a organização da feira. Paralelamente, a FederUnacoma tem investido na capacitação das empresas por meio da AFI Academy.

 

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EmpresasTecnologia

Parceria entre fundação da AGCO e The Nature Conservancy impulsiona agricultura regenerativa no Cerrado

Por Redação 02/07/2026
Escrito por Redação
Parceria entre fundação da AGCO e The Nature Conservancy impulsiona agricultura regenerativa no Cerrado

A ação tem como foco apoiar produtores rurais na adoção de práticas regenerativas // Foto: Irra Studio

A The Nature Conservancy (TNC), organização de conservação ambiental, apoiada pela a AGCO Agriculture Foundation (AAF), desenvolve iniciativa estratégica voltada à transformação dos sistemas de produção no Cerrado brasileiro. A ação tem como foco apoiar produtores rurais na adoção de práticas regenerativas, conciliando produtividade, viabilidade econômica e conservação dos recursos naturais.

Considerado um dos biomas mais estratégicos do mundo para a produção de alimentos, o Cerrado desempenha papel fundamental na segurança alimentar, hídrica e climática. A parceria fortalece o protagonismo dos produtores na transição para modelos mais sustentáveis, oferecendo suporte técnico contínuo, acesso a conhecimento aplicado e apoio à redução de riscos na tomada de decisão.

A colaboração entre as instituições já viabilizou a implementação de unidades de demonstração em parceria com universidades, onde sistemas integrados de produção são testados em condições reais. Esses espaços funcionam como laboratórios a céu aberto, permitindo que produtores avaliem, na prática, os benefícios técnicos e econômicos das soluções regenerativas.

O projeto contribui para a consolidação de um modelo de assistência técnica territorial, voltado à formação de profissionais locais e à criação de um ecossistema permanente de suporte ao produtor rural. A iniciativa também contempla ações voltadas à gestão eficiente da água e à adaptação às mudanças climáticas, fatores cada vez mais relevantes para a sustentabilidade da produção no bioma.

Com novos investimentos previstos para os próximos anos, a iniciativa busca ampliar o alcance das ações, fortalecendo resultados já obtidos e promovendo escala em regiões estratégicas. Entre os resultados esperados estão o aumento da produtividade em áreas já abertas, a melhoria da resiliência climática das propriedades e o fortalecimento da renda. Esses resultados contribuem ainda para criar condições que favorecem a continuidade das atividades no campo.

“Essa parceria reforça o compromisso da AGCO, por meio da AAF, com o desenvolvimento de uma agricultura mais eficiente e sustentável. Ao apoiar iniciativas que conectam inovação, conhecimento técnico e realidade de campo, contribuímos para que os produtores tenham condições de evoluir seus sistemas produtivos com segurança e visão de longo prazo”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO.

“A experiência no Cerrado mostra que, quando assistência técnica de qualidade chega de forma consistente e conectada à realidade local, é possível avançar com produtividade, reduzir riscos e gerar benefícios ambientais ao mesmo tempo. Ao integrar ciência, capacitação local e parcerias multissetoriais e estratégicas, como a AGCO Agriculture Foundation e organizações locais, estamos gerando evidências que contribuem para orientar políticas públicas e investimentos, criando bases consistentes para ampliar o acesso a soluções efetivas no campo”, diz Julia Mangueira, Diretora da The Nature Conservancy (TNC) Brasil para o Cerrado.

 

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Mercado

Renegociação das dívidas é decisiva para o sucesso do Plano Safra, afirma SIMERS

Por Redação 02/07/2026
Escrito por Redação

Renegociação das dívidas é decisiva para o sucesso do Plano Safra, afirma SIMERS

O anúncio dos Planos Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial e para a agricultura familiar representa um avanço para o financiamento da produção agropecuária brasileira, especialmente pela redução das taxas de juros das principais linhas de investimento. No entanto, para que os recursos disponibilizados pelo Governo Federal cumpram seu papel de impulsionar a produção e a modernização do campo, será necessário resolver um desafio imediato: a situação dos produtores rurais endividados. Essa é a avaliação do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS), que defende a homologação da renegociação das dívidas rurais nos próximos 30 dias para garantir o acesso efetivo ao crédito.

O Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial prevê R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores, um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Do total, R$ 140,2 bilhões serão destinados às linhas de investimento voltadas à modernização das propriedades, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.

As condições de financiamento também foram aprimoradas. No Pronamp, os juros caíram para 9% ao ano. Já o crédito de custeio empresarial será ofertado com taxa de 12,5% ao ano. Programas voltados à inovação, irrigação, cooperativismo, agricultura de baixo carbono e renovação de máquinas terão taxas entre 8% e 12,5%. No Moderfrota, principal linha de financiamento para aquisição de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas, a taxa foi reduzida de 13,5% para 12,5%. O Moderfrota Pronamp e o Inovagro também tiveram redução, passando de 12,5% para 11,5%.

O Plano Safra da Agricultura Familiar também trouxe medidas consideradas positivas pelo setor. O Governo Federal anunciou R$ 97,3 bilhões para crédito rural, seguro agrícola, compras públicas e assistência técnica, sendo R$ 85,2 bilhões destinados ao Pronaf, um crescimento de quase 9% em relação à safra anterior. Para a indústria de máquinas, destacam-se a redução dos juros de 2,5% para 1,5% ao ano na aquisição de máquinas e equipamentos pela agricultura familiar, além da ampliação do limite de financiamento de R$ 100 mil para R$ 120 mil. Para tratores e implementos agrícolas de até R$ 250 mil, foi mantida a taxa de 5% ao ano, preservando o incentivo à mecanização das pequenas propriedades.

Para o presidente do SIMERS, Claudio Bier, a redução dos juros representa um avanço importante para a modernização do campo, mas o Plano Safra somente alcançará seus objetivos se os produtores tiverem condições reais de acessar o crédito.

“A redução dos juros do Moderfrota atende a uma demanda histórica do setor e fortalece o principal programa de financiamento para a renovação de máquinas e equipamentos agrícolas. Mas, para que o Plano Safra cumpra seu papel, crédito e renegociação das dívidas precisam caminhar juntos. Hoje, milhares de produtores, especialmente no Rio Grande do Sul, seguem impedidos de investir porque ainda aguardam uma solução para seu endividamento. Esperamos que essa renegociação seja homologada nos próximos 30 dias para que os recursos anunciados cheguem efetivamente ao campo, afirma o presidente do SIMERS.

Embora o setor reconheça o esforço do Governo Federal em reduzir o custo do crédito, a avaliação inicial é de que os recursos destinados às linhas de investimento, especialmente ao Moderfrota, ainda podem ficar abaixo da demanda do mercado. O programa é considerado estratégico para acelerar a renovação da frota de máquinas agrícolas e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

“A redução dos juros nas linhas de financiamento é uma sinalização positiva tanto para a agricultura empresarial quanto para a agricultura familiar, porque amplia o acesso à tecnologia e incentiva a modernização do campo. No entanto, será fundamental que os recursos destinados ao Moderfrota sejam compatíveis com a demanda do setor. Renovar máquinas significa aumentar a produtividade, reduzir custos, melhorar a eficiência e fortalecer toda a cadeia do agronegócio. Da mesma forma, ampliar o acesso da agricultura familiar à mecanização representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento regional e tornar as pequenas propriedades cada vez mais competitivas”, diz Carolina Rossato, vice-presidente do SIMERS.

Os impactos dessas políticas vão além das propriedades rurais. A indústria de máquinas e implementos agrícolas é uma das principais parceiras do desenvolvimento do agronegócio brasileiro, responsável por levar tecnologia, inovação e ganhos de produtividade ao campo. O Rio Grande do Sul concentra cerca de 65% da capacidade produtiva nacional de máquinas e implementos agrícolas, consolidando-se como o principal polo fabricante do país. O segmento gera aproximadamente 35 mil empregos diretos e 150 mil indiretos, movimentando uma ampla cadeia industrial de fornecedores, serviços e inovação.

Na avaliação do SIMERS, fortalecer programas como o Moderfrota e ampliar os incentivos à mecanização da agricultura familiar significa investir diretamente na competitividade do agronegócio e da indústria nacional. No entanto, esse esforço precisa ser acompanhado por uma solução definitiva para o endividamento dos produtores rurais.

Afinal, um setor responsável por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro depende de políticas públicas que garantam não apenas crédito disponível, mas também condições reais para que produtores de todos os portes possam acessar os financiamentos e transformá-los em novos investimentos, geração de empregos, inovação e desenvolvimento econômico.

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