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Produção de biodiesel no Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea
Mercado

Produção de biodiesel no Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

Por Redação 13/05/2026
Escrito por Redação

Produção de biodiesel no Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

A produção de biodiesel em Mato Grosso avançou no mês de março e fez o estado responder por 26% da produção nacional. Os dados fazem parte do novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ao todo, as usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos de combustível renovável, percentual próximo de um terço do volume nacional, que foi de 893,60 mil m³. De acordo com o levantamento, o resultado representa o maior nível da série histórica do estado, com crescimento de 16,90% no comparativo com fevereiro.

Para o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, o aumento da produção de biodiesel em Mato Grosso está associado, principalmente, ao avanço da demanda pelo biocombustível na composição do diesel.

Desde agosto do ano passado, o Brasil adotou a mistura de 15% de biodiesel no óleo diesel (B15). E esse cenário tem estimulado o maior processamento nas usinas instaladas no estado, acompanhando a necessidade de atendimento ao mercado. “A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirmou.

Ainda nessa análise, Rodrigo destacou que o movimento reflete um ajuste da indústria à dinâmica do consumo de combustíveis no país, o que tem sustentado o crescimento recente do setor.

Novas projeções do Imea

Além do biodiesel, o novo boletim indicou uma revisão quanto a estimativa do cultivo do algodão em Mato Grosso. A área plantada de cotonicultura para a safra 25/26 foi projetada em 1,38 milhão de hectares, tendo assim uma redução em relação às estimativas anterior. Por outro lado, a produtividade foi ajustada em 297,69 arrobas por hectare, resultando em produção estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço.

No milho, o levantamento do Imea manteve a área da safra 25/26 em 7,39 milhões de hectares e revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare, avanço em relação à estimativa anterior. Com isso, a produção foi projetada em 52,66 milhões de toneladas, refletindo as condições favoráveis das lavouras em parte do estado, impulsionadas pelo regime de chuvas recente.

No mercado do boi gordo, os preços registraram alta em abril em Mato Grosso, quando a arroba atingiu média de R$ 350,11, provocado pela oferta restrita de animais ao abate. Segundo o instituto, esse cenário contribuiu para o encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista, com média de R$ 367,57.

Já no segmento de suínos, o mercado foi de queda nos preços. Em abril, o valor pago ao produtor mato-grossense foi de R$ 5,96 por quilo, recuo frente ao mês anterior. A análise do boletim do Imea revela que resultado se deve a uma menor demanda no mercado interno, que elevou a oferta tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, pressionando assim as cotações.

Em relação à matéria-prima, o óleo de soja permaneceu como principal insumo utilizado em Mato Grosso, com participação de 84,00%, apesar de recuo de 0,34 ponto percentual, quando comparado a fevereiro.

 

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13/05/2026 0 Comentários
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Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?
Tecnologia

Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?

Por Redação 12/05/2026
Escrito por Redação

Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?

Lucas Zanetti* – A agricultura regenerativa deixou de ser um conceito ambiental para se consolidar como um fator estratégico de produtividade no agronegócio brasileiro. A tecnologia aplicada às máquinas agrícolas tem papel decisivo ao viabilizar práticas que contribuem para a recuperação do solo, favorecem sistemas produtivos mais equilibrados, ampliam a eficiência das operações e asseguram a viabilidade econômica da atividade agrícola.

O futuro da agricultura mostra que não é preciso escolher entre rentabilidade e preservação. O setor caminha para um modelo em que eficiência agronômica e sustentabilidade avançam juntas. O uso inteligente da tecnologia tem se consolidado como um dos principais caminhos para preservar os recursos naturais e, ao mesmo tempo, manter a produção de alimentos em larga escala.

Os ganhos tecnológicos também aparecem no enfrentamento de desafios recorrentes da produção agrícola, como a compactação do solo e a erosão, fatores que comprometem o potencial produtivo das lavouras. Para reduzir esses impactos, máquinas modernas operam com sistemas de tráfego controlado, concentrando a passagem dos equipamentos sempre nos mesmos pontos e preservando a estrutura do solo nas áreas cultivadas.

O plantio de precisão contribui para manter a pressão adequada sobre o solo e assegurar a profundidade uniforme das sementes. Pesquisas indicam que essa uniformidade na emergência das plantas pode gerar ganhos de produtividade de cerca de 3% na soja, o que representa um retorno econômico de até R$ 465,00 por hectare.

Na agricultura regenerativa, a colheita marca o início do próximo ciclo produtivo. A distribuição adequada da palhada é essencial para proteger o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e contribuir para a captura de carbono. Tecnologias presentes nas colheitadeiras atuais permitem uma cobertura mais homogênea do solo, inclusive em áreas operadas com plataformas de maior largura, reduzindo faixas descobertas e a exposição direta ao sol.

O uso mais eficiente de insumos também é um dos pilares desse modelo produtivo. Ferramentas de agricultura de precisão possibilitam aplicações mais exatas de fertilizantes e defensivos, diminuindo sobreposições, reduzindo perdas e promovendo economia para o produtor, além de menor impacto ambiental.

Além do cuidado com o solo e da eficiência operacional, a descarbonização da frota desponta como o próximo passo dessa transformação. A indústria de máquinas agrícolas busca viabilizar motores preparados para o uso de combustíveis renováveis, abrindo espaço para que a própria fazenda possa gerar parte da energia que consome e, assim, fechar o ciclo da sustentabilidade dentro do sistema produtivo agrícola.

*Lucas Zanetti é gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson

 

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12/05/2026 0 Comentários
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Estudo identifica 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário
Mercado

Estudo identifica 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário

Por Redação 12/05/2026
Escrito por Redação

Setor cafeeiro intensifica ações pré-safra para promover trabalho decente no campo

O Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (Idam) de 2026, calculado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), identificou 130 municípios com elevado desenvolvimento agropecuário (índice igual ou superior a 0,8), uma queda de 13,3% em comparação a 2025. No período analisado, 7 municípios subiram para essa categoria, puxados por melhorias em emprego e produção, e outros 27 recuaram, devido principalmente ao recuo no crédito para o setor.

Os gestores poderão conhecer mais sobre o índice do seu município e sua aplicação no planejamento e avaliação das ações da gestão municipal na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre entre os dias 18 e 21 de maio.

O Idam considera não só o valor bruto da produção ou o PIB do IBGE, mas também a importância do agro na economia local, como indicadores de geração de emprego e renda, produção local, captação de crédito e arrecadação gerada pelas atividades.

“Os resultados evidenciam a dinamicidade do setor agrícola e a relevância do fortalecimento contínuo de políticas públicas de desenvolvimento rural municipal”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Ele também lembrou a relevância do estudo para apoiar a gestão local. “O estudo preenche uma lacuna metodológica ao conseguir ordenar as localidades segundo a relevância estrutural e apresentar uma análise da situação do Município em relação a seus pares em diferentes dimensões da atividade agropecuária”, completou.

No cenário nacional, o valor médio do Idam foi de 0,4064, considerado um desempenho médio, e representando uma queda de 0,3% em relação à edição anterior, resultado do recuo de 0,9% no Valor Bruto da Produção (VBP) por causa de oscilações da produtividade e dos preços das commodities no período.

Em 2026, o município de Mineiros (GO) alcançou a primeira posição do ranking, seguido de Itiquira (MT) e São Desidério (BA). Os Municípios com maior desenvolvimento rural, por região foram:

  • Centro Oeste: Itiquira/MT (2º) e Sidrolândia/MS (4º);
  • Nordeste: São Desidério/BA (3º) e Formosa do Rio Preto/BA (9º);
  • Norte: Santana do Araguaia/PA (87º) e Paragominas/PA (211º);
  • Sul: Dom Pedrito/RS (38º) e Tibagi/PR (51º);
  • Sudeste: Unaí/MG (8º) e Patrocínio/MG (43º).

 

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Mercado

Valor da Produção Agropecuária Paulista atinge R$ 174,6 bilhões em 2025

Por Redação 12/05/2026
Escrito por Redação

Valor da Produção Agropecuária Paulista atinge R$ 174,6 bilhões em 2025

O Valor da Produção Agropecuária (VPA) do Estado de São Paulo alcançou R$ 174,6 bilhões em 2025, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O indicador mede a riqueza gerada pela agropecuária paulista com base na produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais.

Entre os principais destaques do ano está a carne bovina, que liderou o crescimento do VPA paulista ao adicionar R$ 6,31 bilhões ao resultado total. O desempenho foi impulsionado pela combinação entre aumento de produção (+12,94%) e valorização dos preços médios (+17,97%). Segundo o levantamento do IEA a demanda doméstica aquecida e o avanço das exportações sustentaram o bom momento do setor ao longo do ano.

“O agro paulista mostra mais uma vez sua capacidade de competir nos mercados mais exigentes do mundo, gerando renda dentro da porteira, fortalecendo nossas exportações e movimentando a economia de centenas de municípios. São Paulo reúne tecnologia, sanidade, produtividade e um produtor rural altamente profissionalizado”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Outro grande destaque foi o café beneficiado, que acrescentou R$ 3,63 bilhões ao VPA paulista. O resultado foi puxado principalmente pela forte alta dos preços médios, que cresceram 60,39% no período. De acordo com Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola e um dos autores do levantamento, o momento reforça o diferencial competitivo dos cafezais de São Paulo.

“Os cafeicultores paulistas, conduzindo lavouras com produtividades acima da média nacional, foram muito beneficiados, trazendo uma capitalização inédita para o segmento. Esse segmento foi um dos principais destaques do VPA 2025”, destaca.

O segmento de proteínas animais também apresentou desempenho positivo em outras cadeias produtivas. A carne de frango registrou crescimento de 9,36% no VPA, alcançando R$ 14,6 bilhões, resultado do aumento simultâneo da produção e dos preços médios. Já a carne suína avançou 9,47%, totalizando R$ 2,66 bilhões em valor de produção no período.

Na produção agrícola, soja e milho também tiveram papel relevante no desempenho do agro paulista em 2025. Com expansão superior a 15% na produção, os dois grãos adicionaram juntos R$ 2,06 bilhões ao VPA estadual. Outros produtos também apresentaram crescimento importante no período.

O tomate para mesa alcançou R$ 3,16 bilhões, com avanço de 19,42% no VPA, impulsionado pela alta dos preços e pelo aumento da produção. Já o eucalipto, recém incorporado ao cálculo do indicador, contabilizou R$ 2,94 bilhões, com crescimento sustentado principalmente pela expansão da produção florestal paulista.

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Mercado

Mapa anuncia R$ 25 milhões para defesa agropecuária e modernização do monitoramento climático no RS

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Mapa anuncia R$ 25 milhões para defesa agropecuária e modernização do monitoramento climático no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou um pacote de R$ 25 milhões em investimentos para fortalecer o agro no Rio Grande do Sul, com foco em infraestrutura meteorológica, defesa agropecuária e modernização laboratorial.

Do total, R$ 12,8 milhões foram destinados à ampliação da rede de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que agora passa a contar com 98 unidades automáticas no estado, ampliando o monitoramento climático em tempo real. Outros R$ 8,2 milhões foram aplicados na entrega de veículos, drones, tratores, retroescavadeira e equipamentos voltados à defesa sanitária animal e vegetal.

Além disso, o Mapa assinou um termo aditivo de R$ 4 milhões para a reforma do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, com foco na modernização da estrutura e ampliação da capacidade de diagnóstico sanitário no estado. Segundo o governo federal, os investimentos buscam reforçar a capacidade de resposta do agro gaúcho após os eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos.

 

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Mercado

Queda das temperaturas amplia a vulnerabilidade das lavouras de segunda safra no centro-sul 

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Queda das temperaturas amplia a vulnerabilidade das lavouras de segunda safra no centro-sul 

As condições climáticas adversas vêm impactando de forma significativa o andamento da segunda safra de grãos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, segundo previsões do Inmet. Em algumas regiões, o atraso na colheita comprometeu a janela ideal de semeadura das culturas subsequentes, ampliando os riscos associados à redução das chuvas e à maior probabilidade de incursões de massas de ar frio, que normalmente avançam sobre a região ao longo do mês de maio.

Durante a implantação das lavouras de milho e feijão, observou-se redução nos volumes de chuva, causando problemas iniciais no desenvolvimento das culturas, principalmente no oeste paranaense e sul do Mato Grosso do Sul.

Ambas as culturas entraram em fases críticas de desenvolvimento ao longo de abril e início de maio, dependendo da região de cultivo, sendo fortemente impactadas pela escassez hídrica justamente no período de maior demanda de água pelas plantas. Essa condição já resultou em perdas significativas, mesmo com a melhora das chuvas observada entre o final de abril e o início de maio.

No momento, as previsões meteorológicas indicam o avanço de uma intensa massa de ar polar sobre a Região Sul, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O cenário aponta para um declínio acentuado das temperaturas, favorecendo a ocorrência de geadas em grande parte da Região Sul do Brasil. Esse quadro representa elevado risco para culturas de verão, como o milho e o feijão, que se encontram em fases críticas de desenvolvimento nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Nesse contexto, destaca-se a importância econômica do núcleo regional de Ponta Grossa (PR), que possui cerca de 33 mil hectares cultivados com milho de segunda safra. De acordo com o Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL), aproximadamente 95% dessa área encontra-se em fases mais sensíveis ao estresse térmico, sendo 25% em floração e 70% em frutificação.

Diante desse cenário, a previsão de queda das temperaturas mínimas nos próximos dias, com valor em torno de 3,6 °C na terça-feira (12), aumenta a preocupação com possíveis impactos sobre a floração e o enchimento de grãos. Essas condições podem provocar falhas na polinização, redução na formação dos grãos e, consequentemente, queda da produtividade. Além disso, o período prolongado de estiagem entre os dias 10 e 26 de abril, evidenciado na Figura 1, contribuiu para elevar a vulnerabilidade das plantas ao estresse térmico.

A combinação de déficit hídrico antecipado e queda brusca de temperatura intensifica o risco de danos severos às lavouras, especialmente em áreas mais suscetíveis à formação de geada. Para a cultura do feijão que apresenta sensibilidade ainda maior às baixas temperaturas, pode ocorrer abortamento floral e a redução na formação de vagens. Durante o enchimento de grãos, a geada pode causar enrugamento, além de redução do tamanho e peso dos grãos. Por outro lado, culturas de inverno em fase de implantação ou em desenvolvimento inicial, como trigo, aveia, canola e pastagens, não devem apresentar impactos negativos significativos neste momento.

Previsão do tempo

A previsão para os próximos dias indica a passagem de uma frente fria sobre a Região Sul, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas e condições de tempo severo em áreas do sudoeste e centro-sul do Paraná, além do norte de Santa Catarina, com acumulados que podem superar 80 mm.

As temperaturas deverão permanecer baixas em grande parte da Região Sul, especialmente no sul do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do extremo sul do Mato Grosso do Sul. A massa de ar frio continuará atuando ao longo do final da semana, com destaque para áreas do centro-sul do Paraná e da região serrana de Santa Catarina, onde as temperaturas mínimas podem ficar abaixo de 8 °C, com valores inferiores a 2 °C em áreas mais elevadas. Esse cenário de frio intenso, associado à possibilidade de geada em áreas de maior altitude do Paraná e de Santa Catarina, aumenta o risco de impactos sobre as lavouras que se encontram em fases mais sensíveis de desenvolvimento.

Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região, recomendando-se o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas a fim de subsidiar a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar o planejamento das operações de campo.

 

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Mercado

Receita das exportações da agropecuária cresce 6,6% no 1º quadrimestre

Por Redação 11/05/2026
Escrito por Redação

Receita das exportações da agropecuária cresce 6,6% no 1º quadrimestre

No mês de abril de 2026 as exportações somaram US$ 34,1 bilhões, batendo recorde histórico, e as importações, US$ 23,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 10,5 bilhões e corrente de comércio de US$ 57,8 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 116,6 bilhões e as importações, US$ 91,77 bilhões, com saldo positivo de US$ 24,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 208,3 bilhões. Esses, e outros dados, foram divulgados nesta quinta-feira (7), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Nas exportações, comparados o mês de abril / 2026 (US$ 34,15 bilhões) com abril / 2025 (US$ 29,89 bilhões), houve crescimento de 14,3%. Em relação às importações houve crescimento de 6,2% na comparação entre o mês de abril / 2026 (US$ 23,61 bilhões) com o mês de abril / 2025 (US$ 22,22 bilhões).

Assim, no mês de abril/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 57,76 bilhões e o saldo foi de US$ 10,54 bilhões. Comparando-se este período com o de abril/2025, houve crescimento de 10,8% na corrente de comércio.

Nas exportações, comparado o valor de janeiro/abril 2026 (US$ 116,55 bilhões) com o de janeiro / abril – 2025 (US$ 106,76 bilhões) houve crescimento de 9,2%. Em relação às importações, houve crescimento de 2,5% entre o valor do período de janeiro/abril – 2026 (US$ 91,77 bilhões) com janeiro/abril – 2025 (US$ 89,49 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 208,32 bilhões e apresentou crescimento de 6,1% na comparação entre estes períodos.

Exportações e importações por setor

No mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,28 bilhão (16,1%) em Agropecuária; de US$ 1,26 bilhões (17,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 1,71 bilhões (11,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,64 bilhão (6,6%) em Agropecuária; de US$ 5,32 bilhões (22,2%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,76 bilhões (4,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de abril/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,3 milhões (0,4%) em Indústria Extrativa, e de US$ 1,51 bilhão (7,4%) em produtos da Indústria de Transformação; houve queda de US$ 0,15 bilhão (25,8%) em Agropecuária.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,94 bilhões (3,6%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,49 bilhões (21,4%) em Agropecuária, e de US$ 0,22 bilhões (5,3%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Datagro

11/05/2026 0 Comentários
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Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro
Empresas

Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro

Por Redação 08/05/2026
Escrito por Redação

Fabricante gaúcha de máquinas agrícolas reforça gestão para acelerar decisões no agro

A fabricante de máquinas agrícolas São José inicia um novo ciclo de gestão com a criação do NEX (Núcleo Estratégico Executivo), estrutura que substitui o modelo tradicional de conselho consultivo e passa a atuar diretamente na definição e execução das estratégias da companhia.

A mudança vem acompanhada de metas mais ambiciosas de crescimento, com a empresa projetando elevar a participação das exportações, movimento que exige maior velocidade de decisão e capacidade de execução.

A nova estrutura marca uma virada no modelo de administração, com foco em agilidade decisória, proximidade com a operação e resposta mais rápida às transformações do agronegócio.

“O modelo tradicional já não acompanha a velocidade do agro. Precisamos conectar estratégia e execução de forma direta”, afirma o fundador e presidente, Geraldo Recktenwald.

O NEX reúne executivos com atuação direta no negócio e responsabilidade sobre decisões estratégicas, priorização de frentes e acompanhamento de resultados — um formato mais alinhado ao ambiente atual do setor, marcado por pressão, eficiência, inovação e competitividade.

Entre os nomes que passam a integrar a estrutura estão Paulo Herrmann, ex-presidente da John Deere no Brasil e ex-CEO da FIERGS, e Paulo Bruning, especialista em governança e sucessão empresarial.

A chegada de Herrmann reforça a visão de mercado da companhia em um momento de transição do agro e de expansão para novas regiões e mercados. “O agro entra em um novo ciclo, com demanda relevante por renovação tecnológica. Quem estiver preparado agora tende a capturar esse movimento”, avalia.

Já Paulo Bruning traz uma visão estruturante para sustentar o crescimento da empresa no longo prazo. “Crescer exige estrutura. Governança, clareza de decisão e capacidade de execução são fundamentais para sustentar esse movimento no longo prazo”, afirma.

Com sede em São José do Inhacorá (RS), a empresa está inserida em um dos principais polos da indústria de máquinas agrícolas do mundo e busca, com o novo modelo de gestão, alinhar sua estrutura à complexidade crescente do setor e ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.

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08/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Drones e inteligência artificial indicam melhor momento de abate do gado

Por Redação 08/05/2026
Escrito por Redação

Drones e inteligência artificial indicam melhor momento de abate do gado

Um sistema que combina drones e inteligência artificial para monitorar o crescimento de bovinos em confinamento pode ajudar pecuaristas a identificar o momento ideal de venda ou abate dos animais, reduzindo custos e aumentando a eficiência produtiva. A tecnologia foi apresentada em artigo recentemente publicado por pesquisadores do projeto Semear Digital na revista científica Computers and Electronics in Agriculture.

Sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas, o Semear Digital é um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Métodos tradicionais de pesagem exigem manejo intensivo e podem causar estresse aos animais, afetando negativamente seu bem-estar e ganho de peso”, explica Everton Tetila, pesquisador de pós-doutorado do Semear Digital, professor da Universidade Federal da Grande Dourados. “Além disso, a pesagem com balanças, pode incorrer em avarias frequentes”, complementa, Jayme Barbedo, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital.

A proposta do estudo foi reduzir o estresse associado às pesagens e identificar o momento ideal de abate, quando o animal atinge seu pico de ganho de peso e, a partir daí, passa a converter alimento em peso de forma cada vez menos eficiente.

Ponto de inflexão

O sistema foi testado em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde os pesquisadores acompanharam um lote de bovinos ao longo de 112 dias. Durante esse período, foram realizados voos regulares com drones a cerca de 15 metros de altitude para capturar imagens dos animais.

A partir dessas imagens, os pesquisadores da Embrapa Agricultura Digital, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desenvolveram modelos de inteligência artificial que identificam os bois, recortam e segmentam automaticamente seus corpos e extraem medidas corporais como comprimento e largura. Com base nesses dados, os pesquisadores acompanharam o crescimento do lote ao longo do tempo. “Fizemos voos periódicos desde a entrada do gado no confinamento até a fase final. A ideia foi modelar a relação entre medidas corporais e o ganho de peso, considerando variações não lineares ao longo do ciclo produtivo”, explicou Tetila.

Um dos principais resultados foi a identificação de um padrão típico de crescimento. “O animal ganha pouco peso no início em sua fase de adaptação, depois entra em uma fase de ganho de peso acelerado e, no final, ocorre uma desaceleração”, disse Tetila. O ponto de inflexão corresponde ao momento de máxima taxa de ganho de peso, a partir do qual o crescimento passa a desacelerar. Este seria um indicativo do momento economicamente mais vantajoso para venda ou abate.

Identificar esse ponto de inflexão com precisão pode gerar ganhos expressivos para o produtor, especialmente em rebanhos de grande escala. “Em um lote numeroso, a diferença de apenas um dia pode ter impacto significativo nos custos de manejo, principalmente com alimentação, além de influenciar diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do sistema”, afirmou o pós-doutorando.

Aplicações potenciais

O trabalho também abre caminho para outras aplicações. A mesma base de dados já vem sendo utilizada para desenvolver modelos capazes de identificar o comportamento alimentar dos animais e detectar anomalias, como sodomia bovina ou monta entre animais, frequentemente associadas ao estresse ou a práticas inadequadas de manejo em sistemas de confinamento.

Para Tetila, o próximo passo é expandir o sistema para outras raças e validar sua aplicação em escala comercial. “Nós pretendemos adaptar o modelo para outras raças além de Nelore, como Angus e Brahman, e avançar na validação para uso direto no confinamento”, afirmou o pesquisador.

A expectativa é que soluções desse tipo contribuam para a chamada pecuária de precisão, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo custos. “Se você consegue identificar o momento ideal de abate, é possível diminuir os custos de produção e até contribuir para a redução do preço da carne”, disse Tetila.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento avançado. “Estamos próximos de um protótipo funcional, mas ainda é necessário um parceiro para transformar isso em um produto comercial”, finaliza Barbedo.

 

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Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27
Mercado

Safra de cana 2025/26 encerra com 673,2 milhões de toneladas e queda na produtividade

Por Redação 07/05/2026
Escrito por Redação

Safra de cana 2025/26 encerra com 673,2 milhões de toneladas e queda na produtividade

Relatório elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp, com base em dados da Conab, aponta que a safra 2025/26 de cana-de-açúcar, que encerrou em abril, teve produção total de 673,2 milhões de toneladas, volume 0,5% inferior ao registrado no ciclo anterior. O resultado superou em 1,5% a estimativa inicial.

A área colhida cresceu 2,1%, alcançando 8,95 milhões de hectares, mas as condições climáticas adversas — como restrições hídricas, especialmente na Região Centro-Sul, altas temperaturas e incêndios — impactaram a produtividade, que caiu para 75.184 kg por hectare. O rendimento industrial também apresentou recuo, com queda de 2,3% no ATR, que totalizou 90,9 milhões de toneladas. O ATR médio atingiu 135 kg por tonelada de cana.

Em São Paulo, principal estado produtor, a colheita somou 347,9 milhões de toneladas, redução de 1,6% na comparação entre safras. A produtividade média estadual caiu 2,1%, atingindo 78.425 kg/ha, influenciada por fatores climáticos e episódios de geada, enquanto o ATR teve retração de 2,8%, totalizando 47,8 milhões de toneladas. “Mesmo diante de desafios climáticos, a produção paulista se reafirma, consolidando sua liderança nacional com quase 60% da produção de açúcar de todo o país”, diz Tirso Meirelles, presidente da Faesp.

O mix de produção ao longo da safra priorizou o açúcar, que teve produção estimada em 44,2 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao ciclo anterior. Os preços apresentaram queda significativa, refletindo um cenário global mais equilibrado entre oferta e demanda.

Já a produção total de etanol chegou a 37,5 bilhões de litros, crescimento de 0,8%, impulsionado pelo avanço do etanol de milho, que registrou volume recorde. Em contrapartida, o etanol de cana apresentou queda de 6,9%, impactado pela menor disponibilidade de matéria-prima, redução do ATR e enfraquecimento de preços.

Mesmo com preços médios mais elevados ao longo da safra, o mercado de etanol apresentou oscilações e redução no volume comercializado do hidratado, indicando ajustes na demanda.

 

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07/05/2026 0 Comentários
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