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Notícias

Geração própria de energia solar no agro alcança R$ 15,5 bilhões

Por redação 10/07/2023
Escrito por redação

Brasil possui quase 170 mil conexões de sistemas solares no campo, num total de 3,1 gigawatts (GW) de potência instalada, que representam 14% de toda a capacidade de energia solar instalada

Geração própria de energia solar no agro alcança R$ 15,5 bilhõesOs investimentos em geração própria de energia solar nas propriedades rurais somam cerca de R$ 15,5 bilhões no País, com mais de 200 mil consumidores do agronegócio, incluindo grandes empreendimentos e pequenos produtores da agricultura familiar.

Os dados são fruto de um mapeamento da fintech Meu Financiamento Solar, especializada em financiamento para projetos de painéis fotovoltaicos no Brasil, feito com base em dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Biogás: projeção indica 65 novas plantas de biometano no país nos próximos 5 anos

De acordo com o levantamento, o País possui atualmente quase 170 mil conexões de sistemas solares no campo, num total de 3,1 gigawatts (GW) de potência instalada, que representam 14% de toda a capacidade energia solar instalada de forma própria pelos consumidores no Brasil, incluindo casas, comércios, indústrias e fazendas. A tecnologia fotovoltaica está presente em 4,9 mil municípios brasileiros com pelo menos um sistema de energia solar instalado no meio rural.

Segundo Carolina Reis, diretora do Meu Financiamento Solar, um dos grandes pilares de sucesso do agronegócio brasileiro é alto poder de competitividade dos produtos nacionais frente aos demais players mundiais.

“Como um dos principais insumos da atividade produtiva rural é energia elétrica, o uso de energia solar nas fazendas é atualmente uma das grandes soluções para elevar ainda mais a competitividade, a qualidade e a sustentabilidade do manejo agrícola e pecuário no Brasil”, explica.

A energia solar no campo resulta também em economia, proteção do meio ambiente e mais segurança energética para os produtores, já que os sistemas solares fotovoltaicos possuem baixos custos de operação e manutenção e representam nova fonte de riqueza ao campo.

Comissão aprova incentivo ao uso de energia solar na agricultura familiar

Assim, por ser uma fonte de energia limpa, renovável, competitiva e praticamente inesgotável, o agronegócio passa a contar com uma solução segura e sustentável para seu suprimento elétrico, que traz redução de gastos com eletricidade de até 90%.

Outro ponto relevante na energia solar no campo é proporcionar eletricidade para áreas onde a rede elétrica ainda não chegou ou que funciona de forma precária e instável, que dependem muito de geradores à diesel, mais caros, poluentes e barulhentos.

Acordo vai promover fabricação de máquinas para agricultura familiar

É grande a sinergia entre o agro e a solar fotovoltaica, com diversas aplicações na produção rural. A tecnologia é versátil e pode ser utilizada, por exemplo, no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, na regulação de temperatura para a produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicação, no monitoramento da propriedade rural, entre muitas outras funcionalidades.

Carolina Reis afirma que “a energia solar deixa a produção no campo mais limpa e sustentável e agrega valor à marca do produtor rural. E tudo isso se reflete na oferta de um alimento mais barato na mesa dos brasileiros”, conclui Carolina.

 

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10/07/2023 0 Comentários
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Revista

Aplicações da ressonância magnética no agro

Por redação 07/07/2023
Escrito por redação

Aplicações da ressonância magnética no agro

por Luiz Alberto Colnago1, Tiago Bueno de Moraes2  – aplicação da Ressonância Magnética (RM) mais conhecida do público em geral é no diagnóstico médico. Com ela é possível fazer imagens de alta resolução do nosso corpo e até ver como está funcionando. Mas, o melhor de tudo é que essas imagens podem ser feitas sem tocar num cabelo do paciente (método de diagnóstico não-invasivo) e não usa radiação ionizante (perigosa) como a radiação usada na obtenção de imagens por raios X. No entanto, as imagens por RM foi a última grande aplicação a ser desenvolvida (início da década de 1970) com o fenômeno de ressonância magnética nuclear (RMN). A palavra nuclear foi suprimida do nome da técnica de RMN, quando usada em medicina, pois pode levar os pacientes a pensarem que usa de radiação ionizante dos raios X ou da radioterapia.

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O termo nuclear da RMN se refere ao uso de uma propriedade magnética do núcleo dos átomos dos elementos químicos, conhecida como spin nuclear e não tem nada a ver com radiação perigosa. Na realidade, as análises por RMN usam ondas de rádio, que é uma radiação de baixíssima energia e que não causa dano aos seres vivos. Se ondas de rádio causassem problema aos seres vivos elas não poderiam ser usadas nos sistemas de telecomunicação como nas estações de rádios, nos celulares, etc. Então, a RMN é uma técnica segura e é usada nas análises de todos os tipos de materiais, incluindo os seres humanos.

Nas imagens por ressonância magnética, usa-se as propriedades magnéticas do núcleo dos átomos de hidrogênio, que é um elemento que compõe a água, gorduras, proteínas, açúcares, ou seja, das substâncias do nosso corpo. As imagens por RM são também usadas no agro, mas o seu uso não se faz diretamente nas atividades agropecuárias do campo, mas somente em laboratórios e na pesquisa científica devido ao alto custo dos equipamentos.

As primeiras aplicações da RMN não foram na área médica como mostrado anteriormente. A RMN começou a ter uso prático na década de 1950, quando se demostrou que se podia obter diferentes sinais de RMN (espectros) e que esses sinais poderiam ser usados para a determinação da estrutura química de moléculas orgânicas, que fazem parte dos seres vivos, dos medicamentos, dos defensivos agrícolas, do petróleo e seus derivados e dos plásticos, entre muitos outros produtos naturais e sintéticos. Esses aparelhos são conhecidos como espectrômetros de RMN de alta resolução (RMN-AR).

A aplicação da RMN-AR nessas áreas reduziu o tempo que se levava para determinar a estrutura de uma nova substância química, o que permitiu acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos e novos defensivos agrícolas, por exemplo, pois o processo de determinação das estruturas das moléculas orgânica era o passo mais lento desses desenvolvimentos.

Mais recentemente, a RMN-AR passou a ser usada no estudo do perfil de metabolitos (análise metabolômica) dos produtos agrícolas, como sangue e urina de animais, vinhos e outras bebidas alcoólicas, sucos de frutas e extratos de carnes, entre outros produtos agrícolas. A vantagem das análises metabolômicas por RMN-AR é que se obtém a concentração de todos os componentes da amostra em uma única análise rápida (minutos). Nessa análise pode-se, por exemplo, determinar simultaneamente, no caso do sangue: o teor de glicose, ureia, HDL, LDL, etc: no suco das frutas: o teor de cada açúcar (glicose, frutose, sacarose etc), dos ácidos orgânicos, dos aminoácidos entre muitas outras substâncias.

Assim como nas imagens por ressonância magnética, essas análises por RMN-AR ainda são utilizadas mais na parte de pesquisas científicas no agro, por serem aparelhos muito caros (podem chegar a vários milhares de dólares), que necessitam de um laboratório de grandes dimensões, com instalações sofisticadas, são refrigerados com hélio e nitrogênio líquidos (também muito caro), e operadores muito especializados. Os primeiros equipamentos dedicados a determinação do perfil metabólico de alimentos e bebidas como mel, sucos de frutas, vinhos etc., já estão sendo comercializados para certificação de pureza e designação de origem de produtos agrícolas e alimentos.

Algumas aplicações da RMN-AR diretamente no agro começaram no início da década de 1960, quando foi utilizada para determinar o teor de óleo em sementes de milho intactas. Essa aplicação permitiu agilizar o melhoramento genético de oleaginosas, pois as próprias sementes analisadas (método não-invasivo) poderiam ser usadas para o melhoramento. Além disso, as análises eram rápidas (alguns minutos por amostra) enquanto que os métodos químico utilizados até então demoravam vários dias por amostra.

Ainda na década de 1960 começou o desenvolvimento de aparelhos de ressonância magnética de baixo custo focados em aplicações nas indústrias de alimentos e agropecuária. Esses aparelhos são conhecidos pelos nomes: RMN de baixo campo (RMN-BC), RMN de baixa resolução (RMN-BR) ou RMN no domínio do tempo (RMN-DT). A grande vantagem desses equipamentos, em comparação aos de RM e RMN-AR, é o baixo custo, incluindo a manutenção, pois não utiliza hélio e nitrogênio líquidos para refrigeração, e que podem ser instalados em laboratórios convencionais, de baixa complexidade.

As vantagens da RMN-BC, se comparada com os métodos de análise de propriedades físicas e químicas tradicionais usadas no agro são: rapidez da análise (de segundos a minutos), pode ser usada para análise de sementes, frutas e carnes frescas e até alimentos industrializados diretamente nas embalagens. Além disso, as análises por RMN-BC não usam produtos químicos e, consequentemente, não geram resíduos tóxicos. Atualmente, muito desses equipamentos já vêm com sistemas de automação e calibração bem avançados, o que permite que as análises sejam realizadas rapidamente por operador de nível técnico.

A Figura 1 ilustra o esquema geral dos aparelhos de ressonância magnética e seu funcionamento. Esses equipamentos apresentam alguns elementos básicos: o ímã (Fig. 1a), que tem a função de magnetizar a amostra a ser analisada; a sonda, que fica dentro do ímã, e é uma “antena” capaz de transmitir e receber sinais de onda de rádio da amostra; a parte eletrônica (Fig. 1b) é composta por um transmissor e receptor de ondas de rádio que é muito semelhante aos usados em sistema de rádio em telecomunicação, e o computador (Fig. 1c) que controla o aparelho e que analisa os sinais de RMN das amostras e retorna o resultado da medição para o operador.

Aplicações da ressonância magnética no agroA amostra a ser analisada deve ser inserida no campo magnético do ímã (Fig. 1d) e isso faz com que os spins nucleares da amostra se alinhem ao campo magnético, resultando em uma magnetização M. Através da aplicação de pulsos de rádio frequência, retiramos a magnetização da direção do campo magnético (Fig. 1e). Após isso, a magnetização retorna naturalmente a posição original, na direção do campo magnético, induzindo um sinal na sonda, que é o sinal de RMN conhecido como FID (sinal de decaimento livre induzido). Através de processamento dos sinais de RMN pode-se gerar imagens, espectros de alta resolução ou mesmo medir um parâmetro de qualidades de um produto agrícola em aparelho de RMN-BC (Fig. 1f).

Dentre as aplicações da RMN-BC para o agro estão a determinação do teor e da qualidade de óleos vegetais em sementes que estão sendo utilizadas nos programas de melhoramento de oleaginosas, como no desenvolvimento de novas cultivares de amendoim com alto oleico, que tem propriedades físicas e químicas melhores que o amendoim comum e similar nas qualidades do azeite de oliva (sem o sabor e odor do azeite). Na análise da qualidade de frutas, a RMN-BC pode ser usada na determinação do Brix, que indica o teor de sólidos solúveis totais (brix) e que indica se a fruta está doce e ácida. O ratio, que é a razão entre o Brix e acidez é um parâmetro muito importante para indústria de sucos pois permite estimar as qualidades sensoriais do suco como o sabor, por exemplo.

No caso de carne bovina, fresca ou maturada, a RMN-BC vem sendo usada para determinar parâmetros de qualidade como o teor de gordura, maciez, umidade. No caso de peito de frango, vem sendo usada para identificar anomalias fisiológicas que podem alterar a aceitabilidade da carne de frango, as anomalias conhecidas como peito estriado e peito amadeirado.

Para alimentos industrializados, a RMN-BC vem sendo usada na determinação de parâmetros físicos e químicos dos produtos diretamente nas embalagens comerciais, isto é, como estão nos supermercados.

No caso de azeite de oliva, as análises nas embalagens intactas podem informar se o produto pode ter sido adulterado com óleo de menor valor comercial; no caso de maioneses e molhos de saladas, qual o teor de gorduras e confirmar se o produto embalado tem realmente o teor de gordura informado no rótulo. No caso de requeijão cremosos, pode-se determinar a umidade, o teor de gordura e a massa seca confirmando que se trata de produto tradicional ou light; no caso de geleias, o teor de açúcar, assim como a confirmação de que se trata de produto tradicional ou light.

energia solar - Aplicações da ressonância magnética no agro

Figura 2. Equipamento de RMN de baixo campo, desenvolvido no Brasil, utilizado no agro para análise do teor e qualidade de óleo em sementes, frutas frescas, análise de alimentos diretamente nas embalagens, como azeite de oliva, vinhos, leite, molho de tomate e maioneses, entre outros

A Embrapa Instrumentação em parceria com a startup Fine Instrument Technology (FIT), ambas localizadas em São Carlos (SP), desenvolveram o SpecFit, aparelho que leva embarcado a técnica de RMN (figura 2) e que já é usado em mais de 20 países, além do Brasil.

A tecnologia vem sendo aplicada, principalmente, para avaliar o teor de óleo de palma, mais conhecido como óleo de dendê. Também tem sido desenvolvido aparelhos de ressonância magnética para todas as outros aplicações descritas anteriormente.

Referências

[1] Colnago, L.A.; Moraes, T.B.; Flores, D.W.M.; Bizzani, M.; Ferrerira, M.D.; Módulo 5. “Tecnologias Pós-colheita em frutas e hortaliças – Análise não-destrutiva Ressonância Magnética Nuclear”. Curso disponibilizado no ambiente Virtual de Aprendizagem AVA – EMBRAPA, 2021. (Curso de curta duração ministrado/Especialização on-line). https://www.embrapa.br/en/e-campo/tecnologia-pos-colheita-em-frutas-e-hortalicas

[2] Portal Embrapa. https://www.embrapa.br/en/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/6421/specfit-hr100—nuclear-magnetic-resonance-equipment-for-non-destructive-analysis-of-food-quality

[3] Moraes, T.B.; Colnago, L.A.; Noninvasive Analyses of Food Products Using Low-field Time-domain NMR: A Review of Relaxometry Methods, Brazilian Journal of Physics, v. 52, 43 (2022). https://link.springer.com/article/10.1007/s13538-022-01055-1

1 – Embrapa Instrumentação, Rua XV de Novembro, São Carlos 13560-970, SP, Brazil – luiz.colnago@embrapa.br

2 – Universidade de São Paulo/ESALQ – Depto. Engenharia de Biossistemas
– Av. Páduas Dias, 11 – 13418-900 – Piracicaba, SP – Brasil –
tiago.moraes@usp.br

 

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07/07/2023 0 Comentários
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Revista

Plaina Tracer da Agrimec ajuda fazenda a aumentar área produtiva

Por redação 07/07/2023
Escrito por redação

Fazenda adquire o equipamento Plaina Tracer da Agrimec e área recultivada já representa cerca de 28% dos 6,5% de área cultivada que passa por correção

Plaina Tracer da Agrimec ajuda fazenda a aumentar área produtivapor Adriana Gavaça – A produção de grãos no Brasil este ano deve chegar à casa dos 305 milhões de toneladas: um volume recorde para o setor. Não por acaso, a atual colheita está sendo batizada como supersafra 2023. Os dados fazem parte de estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre deste ano, segundo o Instituto, o agro já deu sinais de sua força. No período, o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu 1,9%, em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Dessa parcela, 1,7 ponto percentual vieram da escalada do setor Agropecuário.

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As expectativas do mercado para o PIB do Agro 2023 variam entre 8% e 10% de aumento, se comparado ao registrado em 2022. Mas, caso as estimativas do IBGE se confirmem para safra de grãos, o resultado será 14,8% superior ao do ano passado, quando foram produzidas 263,2 milhões de toneladas. 

Nos últimos anos, o segmento já tem sido o responsável por alavancar grande parte dos resultados da economia. Em 2020, por exemplo, o PIB do setor disparou 22,28%, seguido por 8,51% de aumento registrados em 2021. No ano passado, porém, pressionado por altas nos custos e juros, além de estiagem no Sul do País, o setor amargou um recuo de 4,22%. Resultado esse que espera, agora, reverter.

Plaina Tracer da Agrimec ajuda fazenda a aumentar área produtiva

Formosa Agropecuária: empresa familiar administrada por Sérgio Augusto Giuliani Filho, Alberto Giuliani Neto e Daniela Giuliani

A Formosa Agropecuária foi uma das propriedades agrícolas que sentiu o peso da estiagem sobre sua produção. Localizada em São Gabriel, na região da Campanha, no sul do Rio Grande do Sul (um dos maiores produtores agrícolas do País e que foi um dos estados que completou, no início de 2023, seu terceiro ano seguido de estiagem severa, com impacto direto sobre a safra de soja e milho), a empresa registrou queda por dois anos consecutivos em sua produção. 

Segundo o diretor de produção, Alberto Giuliani Neto, para se ter uma ideia do impacto da seca sobre os negócios nesta safra e na anterior, foram produzidos cerca de 12 mil quilos de arroz por hectare, em média, e cerca de 48 sacas por hectare de soja. “Na safra imediatamente anterior a essa, nós colhemos cerca de 67 sacas por hectare de soja.

Esperamos agora, com as previsões de que os resultados voltem, pelo menos, a esse patamar. Acreditamos que vai haver um crescimento a exemplo do que já mostrou o PIB do agro no início deste ano”, explica. A empresa cultiva hoje cerca de 1.200 hectares de arroz e 3 mil hectares de soja, além de destinar 860 hectares para a pecuária.

A Formosa Agropecuária é uma empresa familiar, fundada na década de 1960 por descendentes de imigrantes italianos e vem passando de geração para geração, sendo administrada, desde 2003, por Sérgio Augusto Giuliani Filho (diretor comercial), em sociedade com Alberto Giuliani Neto (diretor de produção) e Daniela Giuliani (diretora financeira). 

Hoje os negócios se dividem em duas frentes: a Formosa Agropecuária e a Formosa Sementes, esta última mais recente, com cerca de 10 anos de formação. O foco da empresa está na produção de grãos para indústria (arroz, milho e soja) e na produção de sementes de arroz e soja. 

Modernização

Com um novo modelo de gestão, a atual administração tem mirado na inovação, procurando ampliar a estrutura e modernizando os processos de produção. De olho no futuro, a empresa iniciou há alguns anos, um trabalho de macro  e micro drenagem na propriedade, para aumentar a capacidade de áreas menos produtivas. Em 2019, o processo foi praticamente concluído, faltando apenas alguns detalhes, como a eliminação de coroas e de lagoas, nas área de banho. 

“Isso fez com que, em 2020, nós adquiríssemos o equipamento Plaina Tracer da Agrimec, por se tratar de um maquinário muito versátil, com capacidade de movimentação de solo elevada e ótimo acabamento. Dentro do processo de suavização do solo, que seria eliminação da ação das coroas e das lagoas, ela consegue fazer um processo muito rápido e muito eficiente”, assinala Giuliani Neto.

O executivo explica que a área que está sendo corrigida, formada por lagoas e coroas, representa 6,5% da área total cultivada na propriedade. “São áreas que produzem muito pouco, daí o objetivo de elevar o nível de produtividade a partir do trabalho da Tracer. Atualmente, dentro dessa área nós temos mais ou menos 800 hectares corrigidos, mas ainda há um longo caminho pela frente. Pensamos em investir na compra, inclusive, de outro equipamento Tracer da Agrimec, para agilizar esse processo. E assim, possamos deixar essas áreas, que hoje não são improdutivas, mas que possuem baixo potencial, com potencial elevado”, explica Giuliani Neto.

Plaina Tracer da Agrimec ajuda fazenda a aumentar área produtivaDesde que iniciou o trabalho com o uso da Tracer da Agrimec, o sócio-proprietário diz que, embora já tenham sido corrigidos cerca de 800 hectares, a expectativa é de finalizar o trabalho em três ou quatro safras. Giuliani Neto diz que e a área recultivada já representa cerca de 28% dos 6,5% de área cultivada que passa por correção. 

“Se pegarmos a área que hoje plantamos arroz e soja e colocarmos esses 6,5% de hectares a mais em produção, isso deve representar um aumento de 15% a 20%. No arroz, as correções já impactaram em um aumento de cerca de mil kg por hectare, e, na soja, em cerca 30 sacos por hectare. A fazenda conta atualmente com 22 tratores, quatro plantadeiras de soja, uma plantadeira de arroz de 60 linhas, além dos equipamentos da Agrimec, como graneleiros, plaina a laser e a Plaina Tracer.

Versatilidade

A Plaina Tracer da Agrimec se destaca no mercado por ser uma raspotransportadora que faz numa mesma operação terraplanagem, transporte e nivelamento do solo, com a promessa de menor custo por metro cúbico movido. Indicada para nivelar o solo com maior movimentação de terra, permite o uso mais intensivo da área, seja no cultivo de arroz irrigado ou na rotação de culturas. 

O equipamento foi lançado em abril de 2020 com a proposta de atender produtores de áreas de várzea, mas o uso acabou se estendendo para outros tipos de lavouras. “Hoje se utiliza o equipamento para qualquer tipo de terraplanagem em lavouras”, divulgou a empresa em nota. 

Dentre as principais características da Plaina Tracer da Agrimec, se destacam:
• Nivelamento do solo com maior movimentação de terra, permitindo o uso mais intensivo da área, seja no cultivo de arroz irrigado ou na rotação de culturas;
• Nivelamento com precisão, economia e eficiência, alinhado com tecnologias como o laser e o RTK;
• Movimentação em até 11m³ de terra, o que garante alto desempenho.

 

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NotíciasRevista

Mercado de máquinas usadas cresce acima do ritmo dos equipamentos novos

Por redação 07/07/2023
Escrito por redação

Mercado de máquinas usadas cresce acima do ritmo dos equipamentos novos

por Ana Machado – Em uma sequência de resultados positivos, o crescimento das vendas de máquinas agrícolas novas tem sido surpreendente. Ao longo de 2022, a alta foi de quase 20%. Em março deste ano, subiu 34% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que faz esse levantamento junto às fabricantes e aponta o desempenho favorável das commodities como razão principal para a aquisição dos equipamentos.

Se esse mercado tem apresentado resultados tão expressivos, vale lembrar que o de máquinas usadas tem um alcance ainda maior. “Chega a ser três e até quatro vezes maior que o de equipamentos novos”, explica Marcelo Kozar, diretor executivo do Grupo Via Máquinas, responsável pelo primeiro site de leilão exclusivo para máquinas agrícolas usadas.

Segundo ele, o segmento sempre ocupou um papel de destaque, mas alcançou o seu ápice durante a pandemia. “Houve a falta de componentes para a fabricação de alguns equipamentos, principalmente tratores e colheitadeiras, e eles ficaram indisponíveis para a pronta entrega nas concessionárias, causando o aumento da procura por máquinas usadas como alternativa para a crise que se instalou”, contextualiza Kozar.

Como o calendário agrícola não para, os produtores tiveram de recorrer aos equipamentos usados mesmo diante de preços muito acima do que normalmente era praticado. Em paralelo, houve uma grande especulação, com todo mundo guardando suas máquinas usadas, na expectativa de vendê-las mais caras – fato que influenciou ainda mais o boom nos preços. Na época, o valor de uma máquina usada chegou a ficar 300% mais caro, conforme o executivo.

Com o fim da pandemia e a normalização dos insumos na indústria, a situação agora é outra. “O que acontece hoje é que as redes de concessionárias estão com um estoque alto de usados, só que eles foram recebidos com um valor muito elevado. Na outra ponta, o consumidor dessas máquinas não está comprando porque está esperando o preço cair. Isso vai acontecer? Vai, mas está dependendo muito do fôlego financeiro de cada revenda”, comenta Kozar. Segundo ele, em algum momento essas concessionárias vão ter de assumir o prejuízo para conseguir girar os estoques. Ou o mercado vai se organizar para financiar essas máquinas com prazos e condições de pagamento mais atrativas.

Essa última opção tem sido a estratégia adotada pela indústria de máquinas novas. “Tem montadora que está oferecendo só 10% ou 20% de entrada, com dois anos de carência e mais cinco anos para fazer a quitação, com os juros do financiamento abaixo de 10% ao ano”, relata Kozar. “E isso está ocorrendo justamente para não derrubar os preços de imediato, porque a indústria também comprou os componentes e insumos com valores altos”, completa.

Na visão do executivo, quando a situação se normalizar por completo, e for possível perceber uma queda no preço dos novos, o mercado de usados tende a encolher. A explicação para isso é que quem migrou para o usado, logo vai voltar para o novo.

“Não existe uma competição entre esses dois mercados. Quem compra novo, sempre vai preferir novo. O que houve foi uma situação atípica que levou esse produtor para o mercado de usados, mas ele nunca foi, de fato, consumidor desse segmento. Inclusive, os preços dos usados já caíram significativamente. Quem hoje está oferecendo uma máquina usada, vai perceber que o valor oferecido pela revenda é muito inferior àquele que estava sendo praticado há dois anos”, esclarece.

Parâmetros mais precisos

Quando o assunto é valor de mercado, Kozar é especialista. Foi ele quem ajudou a formular a primeira tabela com os preços de referência das máquinas e equipamentos agrícolas usados. “Venho desenvolvendo o algoritmo da Via Consult desde 2006. Naquela época, esse trabalho era feito ainda em uma planilha do Excel, na qual a fórmula chegou a ficar tão pesada que conseguia travar o computador. Isso porque a análise de preços de máquinas agrícolas envolve uma série de fatores. Não dá para comparar máquinas de regiões diferentes do País, visto que cada estado tem suas peculiaridades. É preciso levar em conta todos os fatores regionais para definir quanto vale uma máquina em um determinado local. Isso foi muito trabalhoso, mas foi o que possibilitou a geração de um aplicativo com acesso gratuito, no qual as pessoas conseguem descobrir o valor aproximado das máquinas já com todos esses fatores regionais embutidos”, descreve.

De acordo com Kozar, as pessoas costumam simplificar a depreciação dos ativos e isso é um grande problema. Uma coisa é a depreciação da máquina assim que ela sai da concessionária, que chega a ser de 20%, porque o equipamento deixa de ser considerado novo. A partir daí, o quanto ela vai desvalorizar, não é fácil de prever. 

O Rio Grande do Sul, por exemplo, é o estado com as máquinas usadas mais caras do Brasil. Isso acontece por diversas razões, e uma delas tem a ver com o tempo de uso, que normalmente é menor do que em outros locais do País. A título de comparação, Kozar explica que o tempo de uso de um trator no Rio Grande do Sul varia entre 500 e 700 horas por ano, no máximo. Enquanto no Mato Grosso chega a 1200 ou 1300 horas por ano. Por conta disso, estima-se que um trator de mesmo ano, modelo e fabricação usado no Sul chega a ser entre 30 e 35% mais caro que no Sudeste.

Mas, de maneira geral, o preço dos tratores usados é calculado por cavalo (cv). “Hoje, uma máquina com cinco anos de uso, alcança uma média de 1.500 a 2.000 reais por cv. A partir de 6 anos de uso, o cv baixa para mil reais. Dessa forma, um trator de 75 cv, com 10 anos de uso, está na faixa de 75 mil reais. Essa lógica, no entanto, acaba não sendo aplicada em outros tipos de máquinas agrícolas, pois são usadas outras metodologias de cálculo”, aponta Kozar.

Para não ter erro, o meio mais simples de consultar os valores é com o app da Via Consult, que tem a tabela atualizada constantemente, com os preços praticados inclusive no atacado e varejo. Recentemente, a própria Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) passou a publicar a Tabela Fipe de Preços de Máquinas Agrícolas. Disponível desde agosto do ano passado, ela ainda é incipiente, pois abrange apenas tratores e colheitadeiras, mas é possível filtrar por sete grandes marcas, além de modelo e ano de fabricação.

Como acertar na escolha 

energia solar - Mercado de máquinas usadas cresce acima do ritmo dos equipamentos novos

O mais importante, conforme o professor Kleber Pereira Lanças, titular de Mecânica Aplicada do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, é se certificar sobre o estado geral da máquina usada. “O produtor nunca deve fechar negócio sem saber se a manutenção está em dia e qual é o nível de desgaste dos componentes. Afinal, sem esses parâmetros não dá para dizer se vale a pena ou não o investimento”, diz.

Nesse ponto, Lanças afirma que acaba sendo mais ou menos o mesmo processo de revisão antes da compra de um carro, no qual a pessoa interessada leva o veículo em uma oficina para ter um laudo completo emitido por um mecânico de confiança. A diferença é que, no mercado de máquinas agrícolas, o ideal é ter um parecer de um técnico especializado nesse tipo de equipamento.

Marcelo Kozar corrobora a visão do professor e diz que naturalmente as pessoas tendem a comparar o mercado de máquinas e equipamentos agrícolas com o de veículos, mas é necessário lembrar que são dois nichos completamente distintos. “Máquinas e equipamentos agrícolas não são veículos, ou seja, não são bens de consumo, mas, sim, bens de capital. São equipamentos desenvolvidos para gerar riqueza. Assim como acontece nas demais indústrias, as máquinas existem para fabricar outros produtos. E, para comprar um bem de capital, é necessário ter apoio de um especialista, alguém que realmente entenda o equipamento e sua aplicabilidade”, pontua.

Um bom técnico consegue dar um primeiro diagnóstico até mesmo a partir da vibração e do ruído do equipamento. Isso porque esses fatores são capazes de indicar se a máquina está com folgas nas peças, com componentes desgastados ou com problemas mais graves.

No caso de uma máquina grande, o principal elemento a ser analisado é o motor. Além de sua importância para o bom funcionamento do equipamento, trata-se de um componente mais caro e que precisa ser prioridade no momento da análise. É necessário observar o tempo de uso, se não está fumaceando, se há vazamentos, se a potência está sendo atingida, entre outros detalhes. 

Com o motor em dia, parte-se para uma análise criteriosa e individual dos outros componentes da máquina, desde as transmissões, rolamentos, sistema de arrefecimento, caixa de mudança de marcha e todo o resto. É certo que algumas peças são mais baratas e recomenda-se a troca, mas um check-list bem-feito abrange tudo, inclusive a funilaria.

Cuidado com os anúncios online

Hoje em dia, existem muitos marketplaces voltados ao agronegócio. Trata-se de plataformas online nas quais até mesmo um produtor pode anunciar uma máquina que deseja se desfazer. Eles funcionam como as antigas “páginas amarelas”, com os dados das máquinas e uma forma de entrar em contato com quem está vendendo, seja um produtor, seja uma revenda.

Inclusive, com pessoas mal-intencionadas, que anunciam máquinas baratas com a intenção de se aproximar do produtor para um possível sequestro, ou que anunciam máquinas alienadas, com financiamento em atraso no banco, e até mesmo máquinas com vícios e danos não mencionados. Nesses casos, é preciso tomar muito cuidado, porque não é a plataforma que está oferecendo aquele equipamento, e sim os anunciantes que se cadastram nela.

Além dos marketplaces, há ainda muitas lojas online. Para evitar golpes no ambiente digital, Kozar indica ainda que o produtor deve se certificar se o site está hospedado no Brasil e sujeito à legislação nacional. “Para descobrir isso, é muito simples: o site precisa ter o final ‘.com.br’. Isso significa que o site tem um CNPJ/CPF e, obviamente, uma pessoa que irá responder por qualquer tipo de dano”, alerta.

Outro fator a observar, conforme Kozar, é o canal usado na hora da compra. “Há muitos grupos de aplicativos como WhatsApp nos quais as pessoas publicam o anúncio de uma máquina e ela passa a ser comercializada dessa maneira, totalmente informal. O produtor deve se perguntar sobre quem é a pessoa que está vendendo. Afinal, como ele vai negociar um bem que pode ser a chave de sucesso da sua fazenda e até mesmo do futuro da própria família, via WhatsApp?”, questiona.

Alto potencial de expansão

Não dá para pensar no mercado de máquinas usadas sem falar do quanto ele é útil para o produtor que não tem condições de investir em um equipamento novo. Embora a indústria ofereça muitas opções de financiamento, quem opta por um usado normalmente tem de arcar com os custos à vista, mas acaba compensando porque é possível obter uma grande economia.

No caso dos pequenos produtores, inclusive, pode ser a única forma de conseguir se mecanizar. Agora, com a sobra dessas máquinas usadas no mercado, talvez seja o momento ideal para estar atento às oportunidades.

De acordo com o professor Lanças, da UNESP, trata-se de uma evolução natural, porque o campo está se mecanizando cada vez mais e para praticamente todo tipo de porte de produção. “Antigamente, a aquisição de uma máquina agrícola era algo restrito aos grandes produtores. Hoje em dia, o médio e o pequeno agricultor também estão comprando máquinas.

Isso explica por que o mercado não para de crescer. E como a economia rural é composta, em sua maioria, por pequenos agricultores, essa demanda só tende a crescer. Basta pensar que 60% dos alimentos produzidos no País vêm dessa parcela da agricultura familiar e que ela está mecanizando e automatizando processos sempre que possível”, pondera. 

Conforme o professor, que atua justamente na pesquisa de soluções de mecanização voltadas à agricultura familiar, há muito tempo o pequeno produtor sabe que a mecanização traz ganhos, mas não havia muitas oportunidades para investir.

“Agora, além de mais opções de financiamento, muitos agricultores conseguiram se capitalizar por conta de safras recordes e da alta no preço de algumas culturas, como a de grãos. Neste ano, como tivemos um longo período de chuvas, com certeza a produção também será mais alta. Dessa forma, 2023 tem tudo para ser muito especial para o agro, com produção e preços mais altos. Afinal, nem sempre há essa conciliação: às vezes o preço está alto, mas a produção está baixa, ou vice-versa. A expectativa é de novos recordes e isso deixa toda a cadeia otimista e mais inclinada a fazer novos investimentos”, estima Lanças.

Assim como o professor, Marcelo Kozar também enxerga um grande potencial a ser explorado. “Se pensarmos que atualmente o Brasil tem aproximadamente cinco milhões de propriedades rurais e que apenas um milhão é mecanizada, tudo o que se produziu de máquina agrícola desde os anos 1960 só atendeu um quinto da demanda do País”, esclarece o executivo.

 

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07/07/2023 0 Comentários
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Revista

Peças do trator agrícola devem ser constantemente avaliadas e substituídas

Por redação 07/07/2023
Escrito por redação

O trator agrícola trabalha em condições muito adversas e por isso demanda algum tipo de revisão, principalmente a manutenção preventiva

Peças do trator agrícola devem ser constantemente avaliadas e substituídaspor Gustavo Paes – Fundamental no processo produtivo, o trator agrícola trabalha em condições muito adversas, com muito pó, barro e restos de culturas na lavoura. No entanto, após o período de utilização em serviços operacionais, toda máquina deve receber algum tipo de revisão, principalmente a manutenção preventiva.

O instrutor Joel Sebastião Alves, especialista em operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas, lembra que, independentemente dessa manutenção periódica, o produtor rural também deve aproveitar para uma revisão mais acurada em pontos críticos que estão sujeitos a esforços mais constantes e de concentração de confronto torsionais.

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“O período de entressafra é o momento ideal para deixar os equipamentos de trabalho em dia, pois, caso contrário, problemas como panes, quebras e rupturas se farão presentes na hora que mais se necessita e com custos maiores, além do tempo desperdiçado para a produção”, afirma.

Alves salienta que, no eixo dianteiro, principalmente com tração, é necessário verificar as condições de todos os dispositivos móveis, quanto a folgas e desgastes. O produtor precisa observar as juntas esféricas de acoplamento da barra de direção, ou braços axiais e terminais do acionamento, as buchas e pinos do suporte de articulação da ponta de eixo.

Outra recomendação é avaliar as coifas protetoras das articulações, que, muitas vezes, pela ação das variações climáticas, acarretam trincas, possibilitando a entrada de sujeiras e material abrasivo. Sem esquecer dos itens de lubrificação previstos na manutenção preventiva.

O sistema hidráulico de acoplamento de três pontos do trator requer atenção do produtor, que precisa examinar folgas e desgastes junto aos braços de acionamento e tirantes de regulagem, pois os componentes do sistema possuem vários locais articulados com buchas esféricas e cilíndricas, onde poderá haver alguma irregularidade prematura pelo uso constante ou até inadequado.

O especialista ensina que nas colheitadeiras e demais maquinários, principalmente semeadoras, também é importante que o produtor faça uma verificação detalhada de todos os dispositivos mecânicos de acionamento de eixos, tanto por engrenagens como por correias ou correntes.

O instrutor alerta ainda que o produtor não deve esquecer todos os itens recomendados da manutenção preventiva, aquela que envolve todos os serviços de inspeções sistemáticas, ajustes, conservação e eliminação de defeitos, visando evitar falhas ou defeitos. “O produtor deve verificar principalmente os fluidos líquidos e gasosos e os filtros”, completa.

Vistoria completa 

Peças do trator agrícola devem ser constantemente avaliadas e substituídasO diretor de vendas da Agrale, Edson Martins, observa que as manutenções ou revisões preventivas devem ser realizadas ao menos uma vez ao ano. Os tratores devem passar por intervenções, que se caracterizam pela substituição de óleos lubrificantes e filtros. “Os equipamentos devem ser vistoriados de forma completa e feitos ajustes, caso necessário”, aponta. E lembra que os técnicos das concessionárias executam as manutenções seguindo um ‘check list’, além de avaliarem anomalias informadas pelos clientes.

O diretor diz que é difícil mensurar quais peças costumam apresentar problemas, uma vez que estão relacionadas à potência do trator, severidade de aplicação e qualificação dos operadores. “No entanto, observamos componentes que apresentam desgastes naturais, tais como os pivôs de direção, freios e embreagem”, sublinha

Para o executivo, o produtor pode se antever aos problemas realizando as revisões e manutenções conforme dispostas no manual do fabricante. “O principal objetivo da manutenção é reduzir ou eliminar as possibilidades de falhas durante os períodos de atividade”, destaca. 

Quando ocorrer necessidade de manutenção corretiva, ele deve contatar um concessionário ou posto de serviço especializado. Também se faz necessário contar com rede de distribuidores especializada, a qual é fundamental para realizar um diagnóstico preciso da falha e posterior reparo.

O trator exige uma série de cuidados para garantir seu funcionamento por longo período de uso. Para evitar dor de cabeça, Martins recomenda que o produtor faça uma inspeção diária, o que inclui a limpeza de filtros, verificação do nível de água do sistema de arrefecimento, eliminação da água do sistema de combustível e verificação do nível de óleo de transmissão e motor. 

Cuidados com a eletrônica

Ivan Santos, gerente de pós-venda AGCO, salienta que é muito importante que operadores e proprietários tomem os devidos cuidados com seus tratores também no período da entressafra. Ele lembra que a eletrônica vem fazendo cada vez mais parte dos avanços nas máquinas agrícolas. E o maquinário conta com chicotes elétricos, fios, conectores e computadores, o que exige uma certa cautela. 

“Evite ao máximo direcionar jatos de águas muito fortes a esses componentes. Após a lavagem, cuide para não deixar acúmulo de água ou excesso de umidade nos conectores e lubrificar os pontos graxeiros”, recomenda. 

Outro sistema que merece cuidados extras é o de combustível. O uso de um bom combustível, com procedência conhecida e confiável, armazenamento controlado, filtros e óleos originais são essenciais para evitar surpresas desagradáveis, já que, muitas vezes, a troca desses itens só é lembrada no período que antecede a época de trabalho. 

“O que mais está suscetível a falhas em um trator agrícola é o sistema de combustível (bomba injetora, bicos, filtros etc)”, afirma o especialista da AGCO. A principal explicação para isso é o uso de combustível de qualidade desconhecida ou velho e o não uso de aditivos biocida homologados pelo fabricante e de peças não-genuínas.

O executivo observa que o produtor precisa fazer as máquinas funcionarem regularmente para evitar longas paradas, utilizar combustível de qualidade, juntamente com aditivos recomendados. “É importante sempre utilizar as concessionárias dos fabricantes, pois possuem informações atualizadas, ferramentas especiais e técnicos capacitados”, ressalta.

Peças do trator agrícola devem ser constantemente avaliadas e substituídasO gerente lembra que uma parada inesperada do maquinário acaba provocando redução na capacidade produtivas. A manutenção, segundo ele, precisa ser feita regularmente. Ele recomenda, por exemplo, que o ar-condicionado, o motor diesel e os sistemas hidráulicos sejam colocados em funcionamento no máximo a cada 15 dias, por no mínimo 10 minutos. “As lubrificações, tensionamento de correias, reaperto, regulagens e ajustes precisam ser feitos conforme prevê o manual do operador”, indica.

Santos observa que, além das manutenções periódicas, é importante limpar a máquina após a utilização. Essa prática ajuda a prolongar a pintura, que, além da estética, tem função protetora dos componentes. 

O diretor de serviços da New Holland, Giovanno Pretto, garante que, em geral, os componentes do trator agrícola que mais apresentam problemas são aqueles cuja manutenção regular não foi seguida dentro dos prazos indicados pelo fabricante.

“Há uma avaliação de todos os componentes para indicar o momento ideal para realizar inspeções ou manutenções. Quando esses procedimentos não são seguidos, é possível que tais componentes trabalhem em condições não satisfatórias, podendo ocasionar um desgaste prematuro e inesperado”, pontua.

O produtor deve ter atenção para realizar a manutenções e se antever aos problemas provocados pelo desgaste dos componentes seguindo os intervalos de inspeção e manutenção indicados pelo fabricante no manual de operação.

Aplicação correta

Peças do trator agrícola devem ser constantemente avaliadas e substituídasO gerente de marketing de produto da Case IH, Lauro Rezende, sublinha que todas as peças em uma máquina devem receber a máxima atenção e cuidado para que, assim, evitem problemas e paradas repentinas.

Atenção especial deve ser dada também aos fluidos, como óleo do motor, transmissão e radiadores. Rezende orienta que é importante certificar os níveis e verificar se eles estão dentro dos prazos de troca corretos. Também a questão de correias e periféricos do trator, ou seja, realizar uma revisão pré-plantio como garantia.

Além disso, o produtor precisa conferir itens como correias, cabos como embreagem, comandos (tratores com acionamento mecânico), fluidos e verificar todos os pontos como retentores de eixos e cubo para certificar que não há sinais de vazamento que possa se tornar uma parada no futuro para manutenção.

“Uma máquina parada por muito tempo pode apresentar alguns pontos de atenção, ou também após a utilização prolongada por uma safra ou plantio sem a revisão pós-atividade. Por isso, esses pontos são muito importantes para estarem no radar antes de uma nova etapa em operação”, ensina.

Ajustes em engrenagens

Os grandes componentes, como motor, transmissão, eixos e sistemas hidráulicos, que são responsáveis pela transmissão da força dos conjuntos para as rodas e sistemas de operação do trator, exigem manutenção preventiva. “A devida atenção e o cuidado nestes sistemas garantem a execução do trabalho com qualidade e aumentam a disponibilidade operacional”, afirma o gerente de tratores médios da John Deere, Paulo Verdi.

O especialista diz que tratores com embreagens secas podem demandar ajustes ou até a troca do disco para não gerar uma parada inesperada. A bateria e os filtros de combustível também são pontos a serem checados, caso o equipamento tenha passado por um período sem utilização.

A readequação do lastro e a adequação das pressões de pneus são quesitos importantes que não podem ser esquecidos. Se o trator estiver configurado para uma operação pesada e for para uma mais leve (ou vice-versa), é fundamental ajustar o peso do trator e as pressões de pneus. Trabalhar com lastro excessivo consome mais combustível e gera mais esforço nos sistemas de transmissão. Verdi lembra que pressões inadequadas dos pneus geram maior desgaste e compactação na lavoura. “Ainda observamos no campo muitos pneus radiais trabalhando com pressões indicadas para pneus diagonais, o que, além do desgaste, elimina o benefício do pneu radial no que diz respeito à redução da compactação”, avalia.

energia solar - Peças do trator agrícola devem ser constantemente avaliadas e substituídas

 

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07/07/2023 0 Comentários
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AgritechnicaRevista

A Agritechnica está de volta e destaca o tema “Produtividade Verde”

Por redação 07/07/2023
Escrito por redação

O tema principal da Agritechnica 2023, “Produtividade Sustentável”, indica como novos conceitos e inovações pioneiras garantem a produtividade agrícola ao mesmo tempo em que protegem a natureza e o meio ambiente

A Agritechnica está de volta e destaca o tema “Produtividade Verde”

por Clarisse Sousa – O maior evento mundial de máquinas agrícolas está de volta. A Agritechnica 2023 será realizada entre 12 e 18 de novembro, em Hanover, na Alemanha. Com o tema “Produtividade Verde”, a feira apresentará, entre outros destaques, as principais inovações tecnológicas para a agricultura de precisão, visando atender à crescente demanda por alimentos e rações de qualidade, preservando os recursos naturais. Após quatro anos desde a última edição, a expectativa é alta para o evento deste ano.

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A Agritechnica é organizada pela Sociedade Agrícola Alemã (DLG), uma organização agrícola independente e sem fins lucrativos que busca fornecer aos agricultores conhecimento técnico para tomadas de decisão mais acertadas. A exposição é vista como uma importante plataforma de conhecimento para a indústria. 

“Após a pausa provocada pela pandemia, a indústria confirmou que as exposições presenciais continuam a desempenhar um papel importante para os agricultores, especialmente em suas decisões de investimento”, afirma Timo Zipf, diretor da DLG e gerente de projetos da Agritechnica.

Para este ano, o gerente destaca que os visitantes podem esperar uma ampla gama de soluções técnicas na exposição em Hanover. “Em minhas conversas com os expositores, ouço dizer que muitos estão planejando apresentar estreias mundiais na Agritechnica. Isso significa inovações que não foram mostradas em nenhum outro lugar do mundo”, adianta o gerente.

Distribuídas em 14 pavilhões, as principais fabricantes de máquinas agrícolas já se inscreveram para ter um estande, faltando pouco mais de quatro meses para o evento. São mais de 2.200 expositores, de 53 países, incluindo o Brasil. A feira espera receber 400.000 visitantes, com participação da Europa, Ásia, Oriente Médio e Américas.

“Esses visitantes vêm à Agritechnica não apenas para ver equipamentos agrícolas, mas também pelas oportunidades de negócios e parcerias que podem encontrar. É um local para networking, por exemplo, para empresas estabelecidas que procuram trabalhar em conjunto com startups, as quais podem ser encontradas no AgrifutureLab. Essa área está repleta de empresas jovens apresentando suas inovações, onde soluções robóticas, tarefas autônomas e soluções com inteligência artificial são inovações típicas”, explica Zipf.

O tema principal da Agritechnica 2023, “Produtividade Sustentável”, indica como novos conceitos e inovações pioneiras garantem a produtividade agrícola ao mesmo tempo em que protegem a natureza e o meio ambiente. O executivo explica que “o tema embasa o programa técnico, que inclui centenas de conferências e eventos, oferecendo oportunidades de networking incomparáveis e a chance de identificar parceiros especializados”.

Principais inovações

De pulverizadores de proteção de culturas, passando por drones, tratores e sistemas autônomos de máquinas e equipamentos até sistemas de assistência digital, estarão expostos na Agritechnica. “A tecnologia avançou muito nos últimos anos e hoje temos máquinas autônomas, que utilizam sensores inteligentes e navegação por satélite (GPS), por exemplo, para a gestão direcionada das terras agrícolas. Mas, apesar dessa acelerada transformação digital no campo, ainda há muita pesquisa em desenvolvimento para aumentar a produtividade e a eficiência de forma sustentável e, certamente, muitos desses resultados estarão presentes na Agritechnica”, salienta Timo Zipf.

Uma das soluções é do consórcio de pesquisa “Driver’s Cabin 4.0”, que tem a adesão da fabricante de máquinas CLAAS e propõe um sistema de assistência automatizado para o motorista. O projeto desenvolvido por pesquisadores do Karlsruhe Institute of Technology (KIT) é uma interface homem-máquina adaptável, capaz de reconhecer o nível atual de estresse do motorista e fornecer, automaticamente, recomendações individuais de ação.

Os cientistas examinam o nível de estresse usando o rastreamento ocular ou a frequência cardíaca. Ao constatar que o motorista está estressado, o sistema gera recomendações de ação, que são projetadas no para-brisa, no campo de visão do operador, por meio de realidade aumentada. Além de monitorar o estresse e indicar as ações para minimizar os riscos, podem ser integradas ao sistema outras informações úteis, como a previsão do tempo ou dados sobre a poluição do solo, por exemplo.

O evento também terá um espaço dedicado às peças, aos componentes e sistemas dos equipamentos agrícolas. “Um trator pode ter mais de 10.000 componentes e incluir muitas inovações, por exemplo, para motores, sistemas de transmissão, sistemas hidráulicos e peças de reposição. Há muito interesse nisso, e, portanto, estamos dedicando vários pavilhões a essa área, que chamamos de ‘Sistemas e Componentes’”, conta Timo Zipf.

O uso de robôs no trabalho de campo, como aqueles que identificam e removem automaticamente as ervas daninhas, é outra tendência que deve chegar com destaque na Agritechnica 2023. “Robôs autônomos capazes de reconhecer e remover ervas daninhas ou realizar pulverização direcionada já estão chamando a atenção do setor. Também vemos os robôs em ‘enxame’, como uma tendência importante a ser observada.” Isto é, quando um grupo de robôs trabalha em conjunto em uma série de atividades individuais no campo, com comunicação entre eles.

Timo Zipf compara os agricultores a “CEOs” práticos, que precisam ver e tocar os equipamentos antes de tomar a decisão de compra. Na Agritechnica, “eles têm a oportunidade de fazer isso nos milhares de estandes de expositores e também no programa profissional que a acompanha, com apresentações e palestras interativas”, diz.

O futuro e as tendências

As mudanças climáticas têm um impacto significativo na agricultura, apresentando desafios como secas, erosão do solo, condições climáticas extremas e padrões de pragas em constante mudança. Os agricultores precisam se adaptar a essas condições em constante evolução e tomar decisões adequadas para garantir a produtividade e a sustentabilidade de suas operações agrícolas.

Timo Zipf fala sobre os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia nos preços da energia e como isso afeta os custos de produção agrícola. O que, consequentemente, torna as soluções de energia alternativa ainda mais relevantes, pois oferecem uma opção mais sustentável e potencialmente mais econômica para alimentar as máquinas agrícolas.

Na Agritechnica, ele aponta, as soluções de energia alternativa, como sistemas de energia renovável, agrivoltaicos e biogás serão destaque, visando oferecer opções viáveis e eficientes para os agricultores. “Com a população mundial em crescimento e a urbanização diminuindo a área arável, significa que os agricultores devem aumentar ainda mais a produtividade, ao mesmo tempo em que precisam proteger o meio ambiente. Isso é possível com equipamentos adequados e o emprego dos métodos corretos”, finaliza.

Presença brasileira

energia solar - A Agritechnica está de volta e destaca o tema “Produtividade Verde”

A indústria brasileira estará representada na Agritechnica 2023 com estandes individuais e coletivos em dois pavilhões, onde serão divulgados os produtos desenvolvidos no país. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) levará um coletivo de associados, enquanto a Associação Brasileira de Máquinas (ABIMAQ), em parceria com a ApexBrasil, apresentará as principais inovações da indústria nacional. Uma das empresas confirmadas é a Metisa, que participa da Agritechnica desde 2003.

“Devido à nossa participação constante na feira, temos crescido significativamente na Europa, um mercado bastante competitivo e exigente. A Agritechnica nos proporciona a oportunidade de encontrarmos nossos clientes, detectar novas oportunidades de negócios, observar nossos concorrentes e aprender sobre as tendências futuras ligadas à agricultura”, explica Solange Sdrigotti, responsável pela área de vendas para a Europa da empresa. Também estão confirmadas as empresas Braslux e Hexagon.

 

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Notícias

Câmara aprova PEC da reforma tributária com benefícios ao produtor rural

Por redação 07/07/2023
Escrito por redação

Entre os principais pontos da reforma tributária está a alíquota zero dos produtos da cesta básica e a redução de 50% para 60% o desconto na alíquota do Imposto (IVA) que incidirá sobre os produtores rurais

Câmara aprova PEC da reforma tributária com benefícios ao produtor ruralA Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta sexta-feira (07), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45/2019) da reforma tributária, que altera o Sistema Tributário Nacional. O texto final foi construído após articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e inúmeras reuniões com o grupo de trabalho (GT) que atendeu às sugestões do setor em favor de um modelo tributário que não onerasse produtores rurais e alimentos.

“É um resultado importante do nosso trabalho de articulação, nossa negociação enquanto maior bancada do Congresso Nacional. As negociações avançaram pois entendemos que não prejudicaria o setor e atenderia às necessidades dos brasileiros”, diz o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion.

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Lupion lembrou que desde o início das conversas, toda a bancada deixou claro ao relator que o agro brasileiro e a população não poderiam sair prejudicados. “O agro não é problema, ele é solução. Quem conhece as dificuldades do campo e trabalha pelo bem-estar do cidadão, sabe que a felicidade, assim como a competitividade do agro, são inegociáveis”.

“Podemos nos considerar vitoriosos diante de uma reforma tributária tão complexa. O agro foi atendido em todos os pontos principais e tenho orgulho em fazer parte de uma bancada que defende o produtor rural e a população. Agora precisamos cuidar para que as mudanças sejam preservadas no texto que tramitará no Senado Federal. O agro foi  e continuará sendo respeitado”, afirma o vice-presidente da FPA na Câmara, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), agradeceu em Plenário a oportunidade de discutir e votar a Reforma Tributária. Segundo ele, é uma espera de mais de 50 anos do povo brasileiro por uma proposta simplificada.

“É a mais importante votação desde a redemocratização, é um momento histórico. O país olha para o Plenário esperando uma resposta, com uma reforma igualitária para cada brasileiro. Não devemos nos furtar dessa responsabilidade. A urgência de votar a matéria é do Brasil, que precisa de emprego, renda e menos impostos. Todos querem um sistema tributário com justiça social”.

O relator da PEC, deputado federal Aguinaldo Ribeiro, evidenciou que a aprovação é um momento ímpar, que a proposta beneficia o setor agropecuário. “Não existia um texto perfeito, mas existe a luta para construir um país através dessa reforma. Queremos ser o Brasil do presente e é isso que estamos fazendo aqui. Mudando a história, desonerando produção e gerando emprego. Preciso agradecer as sugestões do Pedro Lupion, do Sérgio Souza e do Alceu Moreira, que me ajudaram bastante no processo”.

O que muda para o agronegócio

1. Alíquota zero dos produtos da cesta básica;
2. Alíquota do agro reduzida em 60% da alíquota de referência. Isto é, será 40% da alíquota de referência, sendo, ademais, excluída limitação feita à lei 10.925;
3. Produtor rural, seja pessoa física, ou pessoa jurídica, que fature até R$ 3,6 milhões por ano não será considerado contribuinte, podendo optar pelo término caso tenha interesse;
4. Haverá direito ao crédito presumido nas operações com produtores não contribuintes;
5. O crédito presumido será definido em lei complementar; a produção de biocombustíveis seguirá o que foi aprovado na Emenda Constitucional 123/2022 e, mais, haverá a exclusão do termo “consumo final”;
Comissão aprova incentivo ao uso de energia solar na agricultura familiar
6. O IPVA não incidirá sobre aeronaves e máquinas agrícolas;
7. Está expresso que todos os bens e serviços abrangidos pela alíquota reduzida da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) não poderão ter a incidência do imposto seletivo. Além desses, pontos sensíveis ao agro brasileiro como os produtos agropecuários, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura, alimentos destinados ao consumo humano, produtos de higiene pessoal e insumos agropecuários também estão incluídos. Estes, primordiais para o pleno desenvolvimento do setor.
8. No que tange o ato cooperativo, as cooperativas terão regime específico, mantendo a competitividade e assegurando o crédito das etapas anteriores.
9. Ademais, o produtor integrado, definido como tal pela lei ordinária, também não será considerado contribuinte; Por fim, também será garantido o direito aos créditos dos tributos incidentes nos insumos da produção de biocombustíveis.

Com informações da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)

 

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07/07/2023 0 Comentários
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ColunaRevista

Brasil e China: relação mais sólida do que à primeira vista

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Brasil e China: relação mais sólida do que à primeira vistapor Roberta Possamai, Felippe Serigati e André Diz – Todos sabem que a China é, de longe, o principal parceiro comercial do universo agro brasileiro. No entanto, essa relação é mais sólida do que pode parecer à primeira vista. Por exemplo, apesar do embargo aos embarques de carne bovina brasileira no início do ano, as exportações do setor para a China aumentaram no 1° quadrimestre de 2023. Essa expansão se deve ao bom desempenho de outros produtos como outras proteínas de origem animal, soja e milho.

As turbulências e as incertezas no mercado de proteína animal

No fim de fevereiro foi confirmado, no estado do Pará, um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecido como “mal da vaca louca”. Com isso, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu, preventivamente, as exportações de carne bovina para a China, que se apresenta como o principal comprador de proteínas brasileiras – em 2022, 43,6% das carnes exportadas pelo Brasil tiveram como destino a economia chinesa.

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O embargo entrou em vigor no dia 23 de fevereiro e permaneceu exatamente por um mês, sendo revogado pelas autoridades da China no dia 23 de março. Embora a duração da medida tenha sido relativamente pequena, ela causou prejuízos nas exportações brasileiras de proteína bovina. Porém, é importante salientar que as perdas foram mais do que compensadas pelo aumento dos embarques de carnes de suínos e de aves para o país chinês, o que impediu uma contração no valor das exportações totais de carnes para a China. Além disso, mesmo com o embargo, as vendas externas (em dólares) do agronegócio brasileiro para a economia chinesa cresceram 3,7% nos primeiros quatro meses de 2023.

Após esse início de ano conturbado para o setor exportador de carne bovina, com o fim do embargo, a tendência é que os próximos meses sejam positivos para o setor, pelo menos em termos de volume. Isso deve ocorrer porque o número de abates de bovinos, no Brasil, vem subindo e, com a dificuldade de o mercado interno absorver toda essa quantidade de carne, faz com que os frigoríficos habilitados enviem para fora do país boa parte do volume desse produto. Em valores, no entanto, o câmbio é uma questão adicional, que poderá fazer com que o valor das exportações não cresça na mesma intensidade do que em volume.

Por fim, é importante salientar que há uma outra incerteza que ronda o setor de carnes (nesse caso, não é a bovina, mas sim a de aves), que é a chegada da Influenza Aviária no Brasil. Ou seja, no momento em que esse texto estava sendo escrito, o Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou estado de emergência em todo o território nacional, por conta da detecção do vírus H5N1 em aves silvestres e um caso suspeito em um paciente humano. Dessa forma, caso a doença alcance indústrias exportadoras de carnes de aves, novos embargos podem surgir, impactando novamente a cadeia de proteínas animais e, consequentemente, o agronegócio brasileiro.

Brasil e China: relação mais sólida do que à primeira vista

Embarque de aves e suínos substituindo as exportações de carne bovina

De acordo com o levantamento do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), com base nos dados do Comex Stat, as exportações brasileiras de carne bovina para o mundo totalizaram US$ 2,95 bilhões nos primeiros quatro meses de 2023, o que representou uma queda de 28,5% frente ao mesmo período de 2022 (quando somou US$ 4,13 bilhões) – uma contração de US$ 1,18 bilhão.

Em relação à China, observa-se que o valor exportado de proteína bovina foi 39,3% menor no primeiro quadrimestre de 2023 do que o verificado no mesmo período do ano anterior. A redução foi de US$ 944,1 milhões, respondendo, portanto, por 80,3% da queda do valor dos embarques brasileiros de proteína bovina para o mundo.

Por outro lado, os embarques das outras carnes (aves e suínos) para esse parceiro aumentaram 48,1%, passando de US$ 760,2 milhões para US$ 1,1 bilhão. Dois pontos explicam essa forte expansão:

• Com o embargo da carne bovina, os chineses buscaram outras fontes de proteína animal para compensar a queda da oferta para o grande mercado interno dessa economia, aumentando, portanto, a demanda de carnes de aves e suínas brasileiras.

• Com a gripe aviária atingindo grandes produtores de aves do planeta, a demanda pelo produto brasileiro aumentou, já que, até abril/2023, o Brasil não constava na lista de países contaminados pela doença.

Brasil e China: relação mais sólida do que à primeira vistaApesar do embargo, os embarques cresceram

Mesmo com o embargo das carnes bovinas brasileiras, as exportações do agronegócio nacional tanto para o mundo como para a China aumentaram (4,1% e 3,7%, respectivamente), no primeiro quadrimestre do ano.

Além do aumento já citado das exportações de carnes de suínos e aves, a alta das vendas externas para as China foi puxada, sobretudo, pela atividade agropecuária, que expandiu 9,2% em valor – essa alta foi derivada do aumento robusto das vendas de milho e, principalmente, de soja. 

O crescimento das vendas externas para a China só não foi maior porque outros setores registraram contração. A maior “âncora” foi realmente o setor de carnes bovinas, mas o setor de produção agroindustrial de alimentos de origem vegetal também contraiu significativamente (-43,8%) puxado, sobretudo, pelos produtos do refino de açúcar e óleos e gorduras (farelo de soja, principalmente).

¹ Pesquisadora do Centro de Agronegócios da FGV (FGV Agro). roberta.possamai@fgv.br
² Professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV (FGV Agro). felippe.serigati@fgv.br
³ Pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV (FGV Agro)

 

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Revista

Relação máquina e solo: capacidade de tração das máquinas agrícolas

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Em artigo, especialistas falam sobre a forma eficiente de racionalizar o custo da mecanização com a otimização do desempenho dos equipamentos agrícolas, principalmente, dos tratores

Relação máquina e solo: capacidade de tração das máquinas agrícolaspor MSc. Lara Marie Guanais Santos* e prof. dr. Ricardo Ralisch** – Olá, caros leitores! Um dos custos de produção mais importantes das atividades agrícolas é o da mecanização, sendo este um dos aspectos que os agricultores podem gerenciar para minimizá-lo. Uma forma eficiente de racionalizar esse custo é otimizar o desempenho dos equipamentos agrícolas e, principalmente, dos tratores. Este é o tema ao qual daremos ênfase neste artigo, com o objetivo de auxiliar os leitores e usuários das máquinas agrícolas a fazerem bom uso dessa tecnologia e a realizar uma boa gestão da atividade agropecuária e dos equipamentos agrícolas.

Quais operações interagem com o solo?

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Todas as operações agrícolas, com exceção das aplicações aéreas de insumos por meio de aviões, helicópteros, drones, VANTs ou similares, envolvem interação de algum equipamento ou componente com o solo. Um exemplo clássico dessa interação é o tráfego das máquinas e o comportamento dos pneus.

Tratores

Vejamos o caso dos tratores, que já na origem de seu nome reforça o fator tração. O termo “trator” deriva do equivalente em inglês “tractor”, originado na contração dos termos “Traction motor”, cuja tradução é motor de tração. Os tratores agrícolas são exatamente isso, motores equipados para realizar a tração, geralmente de implementos agrícolas.

Essa tração é obtida pela transmissão e conversão da potência gerada pelo motor em torque nos rodados de tração, que podem ser as esteiras ou os pneus. Esse torque nos rodados é aplicado ao solo, cuja resistência a essa força aplicada se converte em deslocamento do trator, em sentido oposto à resistência oferecida. A capacidade de tração dos tratores depende diretamente dessa interação dos rodados com o solo e, obviamente, das características e condições de ambos.

Quanto menos coesão a superfície do solo tiver, menos resistência aos rodados ela oferece, deformando-se mais e reduzindo a capacidade de tração do trator. Da mesma forma, quanto pior for a condição dos rodados de tração, pior será o contato com a superfície do solo, reduzindo a capacidade de tração do trator. Então, quais são as condições que os rodados devem ter para que o trator disponha de sua capacidade de tração?

A capacidade de tração do trator começa com a potência gerada pelo seu motor, passando pela transmissão e chegando nos rodados, promovendo o deslocamento, com uma potência disponível para realizar a tração, conhecida como Potência na Barra de Tração, ou PBT. Essa PBT é sempre menor que a potência do motor, com uma eficiência que depende das características da transmissão, como se é mecânica ou hidráulica, se possui multiplicadores de velocidade, quantidade de marchas, tipos e características da coroa e pinhão, e das reduções finais, além do tipo e das condições dos rodados, como pressão interna e vida útil dos pneus, no caso dos tratores de rodas. 

Em um trator de rodas hipotético, com transmissão mecânica, tração 4×2, em boas condições e operando adequadamente em solo firme, sem preparo, estima-se que apenas 45% a 55% da potência do motor esteja disponível para tração na barra de tração.

Algumas dessas características são intrínsecas ao trator, fazem parte do projeto que os torna mais ou menos eficientes e não podem ser alteradas, mas outras dependem de decisões gerenciais na forma de operar o trator e da realização de manutenções adequadas. Vamos analisar quais são essas características.

Velocidade operacional

A velocidade afeta a disponibilidade de potência do trator para realizar a tração, pois essa potência disponível é limitada. Quanto mais rápido uma operação é realizada, mais potência é necessária. No entanto, a velocidade operacional não deve ser determinada apenas por esse fator. Ela deve ser definida pelo tipo de operação a ser realizada e pela qualidade a ser obtida. As operações que envolvem a mobilização do solo são aquelas que requerem mais atenção em relação à velocidade, pois há interação entre os mecanismos do implemento e o solo.

A velocidade deve ser adequada à forma de ação desses mecanismos e ao tipo de solo. Abordaremos esse tema no próximo artigo.Outra preocupação em relação à velocidade é o efeito “galope” das máquinas, como os tratores e os autopropelidos. Sabemos que essas máquinas não possuem suspensão nos eixos, portanto, a oscilação vertical causada pelo deslocamento é completamente absorvida pelos rodados e transferida para o solo. Assim, quanto maior a velocidade operacional, maior é o “galope” da máquina e maiores são as pressões sobre o solo, resultando em sua compactação.

Seleção de marcha

A escolha da marcha a ser empregada nas diferentes operações é fundamental para a eficiência da operação e, por ser um assunto negligenciado pela maioria, é um dos erros operacionais mais frequentes. Lembrem-se de que o que define a velocidade operacional é a marcha selecionada, com o motor se comportando como estacionário. Definida a velocidade operacional pretendida, seleciona-se a marcha na qual a rotação do motor esteja o mais próxima possível do seu regime de maior potência. Isso fará com que a operação se torne mais econômica, permitindo ao motor atuar em seu regime de maior eficiência. Em um motor bem concebido, um eventual aumento de demanda de tração durante a operação faz com que o motor reduza naturalmente a rotação, empregando a reserva de torque, sem interferência do operador.

Um trator deve oferecer uma ampla gama de marchas para que as diferentes velocidades tenham algumas marchas que as atendam. O operador deve escolher a mais longa e econômica, com o motor operando dentro da faixa de “Reserva de rotação”, preferencialmente mais próximo da rotação de máxima potência. Dessa forma, ele terá marchas mais curtas disponíveis em caso de necessidade de aumento da capacidade de tração, quando a reserva de torque do motor não for suficiente. Assim, privilegia-se a velocidade pretendida de maneira mais eficiente e econômica, e é nesses casos que os multiplicadores de velocidades são muito úteis, pois permitem uma pequena redução de marcha sem interromper a operação.

Relação máquina e solo: capacidade de tração das máquinas agrícolasRodados

Em termos de rodados, os tratores agrícolas se diferenciam em esteiras e rodas. Daremos mais ênfase aos tratores de rodas e a devida atenção aos pneus. Embora haja alguns tratores da construção civil com esteiras metálicas associados às atividades agrícolas e já existam opções de tratores agrícolas com esteiras e esteiras de borracha adaptáveis no mercado, forneceremos algumas informações básicas.

Como proposta, as esteiras possuem uma área de contato maior com o solo, aumentando a eficiência de tração. Consequentemente, elas reduzem a compactação do solo e o efeito galope, distribuindo as pressões em uma área maior. Elas têm um custo inicial alto, mas as manutenções preventivas são menos frequentes em comparação com os pneus.

Essas manutenções em esteiras metálicas são mais específicas e devem ser seguidas para aumentar sua vida útil. Em geral, tratam-se de inspeções visuais nos pontos de desgaste, como roletes e segmentos da roda dentada, verificando seus parafusos de fixação, bordas da esteira e suas buchas. Também é importante verificar se não há vazamentos de óleo nos roletes lubrificados. Quanto às esteiras de borracha, que são originais em alguns tratores ou adaptadas, elas permitem o tráfego em vias pavimentadas, mas isso reduz sua vida útil devido ao aumento do desgaste e deve ser evitado. O tensionamento da esteira é hidráulico e permanente, sendo que a manutenção deve incluir lavagem periódica para reduzir os atritos, troca de óleos dos sistemas lubrificados e inspeção do desgaste da banda de rodagem das esteiras. Como sempre, recomenda-se adotar o procedimento de manutenção preventiva orientado pelo fabricante para atender às especificidades não mencionadas aqui.

Quanto aos pneus, destacaremos algumas ações importantes para otimizar a capacidade de tração das máquinas, aumentando sua eficiência e reduzindo os custos operacionais. Da mesma forma, essas ações terão um impacto menor sobre o solo, reduzindo as consequências negativas das operações agrícolas.

Mecanização: capacidade de tração das máquinas agrícolasDesgaste

Nos interessa aqui os pneus agrícolas de tração, aqueles que possuem as garras. Estas são concebidas e construídas nos pneus justamente para aumentar sua capacidade de tracionar sobre o solo, que sofrerá uma deformação sob esta pressão, aumentando a área de contato. Portanto, é fundamental que estas garras possuam uma altura mínima da banda de rodagem dos pneus, pois sua redução diminui a capacidade de tração do trator, aumenta a patinagem, reduzindo a eficiência da máquina e aumenta o custo operacional. Recomenda-se usar o pneu agrícola até que a altura da garra atinja 1/3 de sua altura inicial. Verifique também se este desgaste é regular em toda a banda de rodagem dos pneus, pois um acentuado desgaste no centro denota emprego de pressão de insuflação alta, enquanto se este desgaste for nas laterais, denota baixa pressão.

Mecanização: capacidade de tração das máquinas agrícolasPressão de insuflação

Trata-se da pressão interna do pneu, que deve estar na faixa recomendada pelo fabricante do pneu para evitar os desgastes citados anteriormente. Além disso, pressões incorretas reduzem a área de contato da banda de rodagem do pneu com o solo, diminuindo sua capacidade de tração, aumentando a patinagem e os custos operacionais, já que a vida útil do pneu também reduz.

A ressão interna dos pneus alta também aumenta a pressão externa exercida pelo pneu sobre o solo, acentuando o efeito de compactação e do “galope” da máquina, já citado anteriormente. Pressões internas inadequadas tendem a fazer com que haja mais patinagem das máquinas, com todas as consequências negativas disso. Para minimizar estes problemas com a pressão dos pneus, habituem-se a verificar esta pressão pelo menos semanalmente.

Lastros

Toda máquina agrícola permite alguns recursos de lastreamento, visando aumentar sua massa em função da exigência de tração da operação a ser realizada. As operações podem ser chamadas de “pesadas, médias ou leves” em função da exigência de tração, associada justamente a esta alternativa operacional do lastreamento. Lastros em excesso oneram as operações agrícolas, por aumentar o consumo de combustível e o desgaste dos pneus, além de aumentar a compactação do solo. Lastros em falta diminuem o contato dos pneus com o solo e aumentam a patinagem dos rodados de tração. É justamente este critério que deve ser usado para se avaliar o lastreamento, pois nas operações agrícolas com tratores de pneus a patinagem deve ficar entre 5% e 13%.

Há algumas formas de se adicionar lastros ao trator, como a inclusão de pesos metálicos nos rodados ou até mesmo água no interior dos pneus. Os melhores lastros são os que se aplicam nos rodados de tração, porém, em alguns casos e acoplamentos de implementos, os lastros dianteiros nos tratores favorecem a distribuição de pesos entre os eixos.

Boa safra e até a próxima edição!

   

Referências:

OKUNO, M. O que você precisa saber sobre reserva de torque. www.inteliagro.com.br 

PIROT, R.; VAITILANGOM, G. Étude, réalisation et mise au point d´une chaîne de mesure embarquée pour machines agricoles. Conception des protocoles d´acquisition, de transfert et d´exploitation des données. Machinisme Agricole Tropical, Antony, n.97, p.33-36, 1987. 

*MSc. Lara Marie Guanais Santos é Mestre e Doutoranda em Agronomia (UEL) 

**Prof. Dr. Ricardo Ralisch é professor aposentado do Depto Agronomia da UEL

 

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Revista

Editorial: Para um agro mais sustentável

Por redação 06/07/2023
Escrito por redação

Editorial: Para um agro mais sustentávelO Plano Safra 2023/2024 foi anunciado pelo governo federal com R$ 364,22 bilhões destinados aos médios e grandes produtores até junho de 2024. Um destaque notável é a premiação oferecida aos produtores rurais que optarem por práticas sustentáveis, sendo recompensados com taxas de juros menores, podendo alcançar uma redução de até 1 ponto percentual. Essa medida incentiva a adoção de sistemas de produção ambientalmente responsáveis, consolidando uma visão de futuro sustentável e comprometida com o equilíbrio entre produção agrícola e preservação do meio ambiente.

Nesta edição da Máquinas & Inovações Agrícolas, destacamos reportagens que abordam as mais recentes inovações tecnológicas no setor. Uma delas explora os avanços em sensores utilizados na agricultura, que estão revolucionando a forma como os produtores monitoram suas plantações, possibilitando a análise precisa de dados e a tomada de decisões mais assertiva. Conheceremos de perto como essas tecnologias estão otimizando os processos agrícolas e aumentando a produtividade de forma sustentável.

Outro tema abordado é o mercado de máquinas usadas, que desempenha um papel importante na economia agrícola, oferecendo oportunidades acessíveis aos produtores. Exploramos as vantagens e os cuidados necessários ao adquirir equipamentos usados, além de trazer dicas sobre manutenção para garantir o desempenho e a longevidade dessas máquinas. Discutimos também a importância da manutenção adequada de máquinas e equipamentos agrícolas, das boas práticas e dos benefícios de uma abordagem preventiva. Destacamos peças e componentes de tratores agrícolas, apresentando novidades e soluções para melhorar a eficiência e prolongar a vida útil desses equipamentos.

Não podemos deixar de prestar nossa homenagem ao ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, que faleceu em 29 de junho, aos 86 anos. Paolinelli foi uma figura fundamental no desenvolvimento da Embrapa e de outras instituições, sendo considerado o “pai” da agricultura tropical. Sua contribuição para o setor será lembrada e sua visão continuará a influenciar a agricultura moderna. 

Equipe Editorial
redacao@bmcomm.com.br

 

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