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Notícias

Desenvolve SP anuncia R$ 500 milhões em crédito para descarbonização

Por redação 23/06/2023
Escrito por redação

Créditos liberados serão disponibilizados para apoio a “startups” de inovação tecnológica alinhadas à descarbonização

Desenvolve SP anuncia R$ 500 milhões em crédito para descarbonizaçãoA Desenvolve SP, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do estado de São Paulo, anunciou nesta quinta-feira (22) a liberação de R$ 500 milhões em crédito para iniciativas que promovam a descarbonização – alternativa sustentável aos combustíveis fósseis como fonte de energia.

O anúncio foi feito pelo presidente da instituição, Ricardo Brito, durante o evento “Hidrogênio de baixo carbono – SP no caminho do NET Zero”, realizado no auditório da USP, em São Paulo.

Bradesco Seguros projeta R$ 270 mi em prêmios para o setor de máquinas

Segundo Ricardo Brito, os R$ 500 milhões serão disponibilizados para apoio a “startups” de inovação tecnológica alinhadas à descarbonização, incentivo a programas do estado e de municípios ligados à descarbonização, além do financiamento de projetos no campo e da produção de biogás a partir de resíduos agrícolas, especialmente no setor sucroenergético, também chamado de “Pré-Sal Caipira”.

“Desde 2009, quando passou financiar o progresso de São Paulo, a Desenvolve SP apoia projetos sustentáveis, oferecendo crédito em condições competitivas, com prazo longo e juros mais baixos, a micro, pequenos e médios empreendedores do setor privado. Com o passar dos anos, ampliou sua carteira para financiar iniciativas dos gestores públicos comprometidos com energia renovável, saneamento básico, mobilidade urbana limpa, descarte correto dos resíduos sólidos e preservação da biodiversidade”, destacou.

Em tempos de taxa básica de juros (Selic) alta, conforme observa Brito, a Desenvolve SP oferece crédito para investimentos nas áreas de tecnologia e inovação com juros anuais que podem ser menores que 7%.

A Inovacred, por exemplo, tem três opções diferentes com taxas a partir de TR + 4,23% ao ano. Já a Linha de Incentivo à Tecnologia (LIT), para projetos com foco no desenvolvimento e/ou transferência de tecnologia, criação de novos produtos, processos ou serviços, investimentos em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento tem taxa a partir de 0,04% ao mês mais Selic.

Desembolsos

Em 2022, a Desenvolve SP desembolsou R$ 20,5 milhões para projetos voltados à tecnologia e inovação. Neste ano, apenas no primeiro trimestre, foram liberados mais de R$ 11,5 milhões para financiar iniciativas inovadoras no estado, para empresas que tenham faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

Além disso, desde 2010, a instituição disponibiliza as linhas Economia Verde e Municípios Sustentáveis, respectivamente voltadas para os setores privado e público, e que já desembolsaram quase R$ 629 milhões. Apenas entre janeiro e maio deste ano, foram R$ 9,1 milhões em liberações de crédito com foco em sustentabilidade, 34% a mais do que no mesmo período de 2022.

Para Ricardo Brito, esse conjunto de ações evidencia o compromisso da Desenvolve SP e do Governo de São Paulo com o Net Zero e também com a Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, e seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Também consolidamos aqui o nosso papel como instrumento financeiro de políticas públicas do estado”, afirma o executivo.

 

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Notícias

Bradesco Seguros projeta R$ 270 mi em prêmios para o setor de máquinas

Por redação 23/06/2023
Escrito por redação

Bradesco Seguros aposta no mercado de equipamentos agrícolas, prevê crescimento de 24% em 2023 e anuncia o lançamento de um novo produto

Bradesco Seguros projeta R$ 270 milhões em prêmios para o setor de máquinaspor Clarisse Sousa – Com projeções otimistas para os próximos anos, a Bradesco Seguros está direcionando seus investimentos para o mercado de equipamentos agrícolas. A seguradora espera fechar o ano de 2023 com cerca de R$ 270 milhões em prêmios para este segmento, representando um crescimento de 24% em relação ao ano anterior.

De acordo com o porta-voz Leonardo Duque, gerente departamental de Ramos Elementares, o grupo está investindo no setor. “Temos um Programa Agro que prevê melhorias nos próximos anos, como, por exemplo, o lançamento de um novo produto direcionado para equipamentos agrícolas financiados.”

Os resultados do primeiro trimestre de 2023 já sinalizam o crescimento. Com 8.000 apólices emitidas, houve um aumento de 5% nas contratações em relação ao mesmo período no ano passado. Em prêmios, o crescimento nos três primeiros meses do ano foi na ordem de R$ 10 milhões – o que representa cerca de 18% a mais do que o registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

O executivo destaca também os números referentes ao banco Bradesco, um dos principais financiadores privados do agronegócio brasileiro. Somente na Agrishow 2023, a principal feira do setor, o banco “atingiu o montante de R$ 3 bilhões em negócios. Um volume recorde, que representa crescimento de 100% em relação ao evento do ano anterior”, diz.

Acesso ao financiamento

Diante do alto custo de aquisição de máquinas agrícolas e da dificuldade enfrentada por muitos produtores, o Bradesco tem trabalhado para tornar o financiamento mais acessível e oferecer melhores condições de pagamento, segundo o porta-voz.

A instituição financeira possui um amplo portfólio de soluções de crédito, com destaque para linhas específicas voltadas ao agronegócio, como repasses do BNDES, crédito rural e a CPR-F (Cédula do Produto Rural – Financeira).

Segundo Duque, o banco “acredita que a digitalização tem o potencial de tornar o crédito mais acessível aos produtores. Lançamos o E-Agro, nosso marketplace voltado para o setor agrícola, com esse intuito [de simplificar o processo de empréstimos]. Queremos facilitar a jornada de empréstimos, reduzindo custos, e conectar nossos parceiros da cadeia de insumos e máquinas aos nossos parceiros e clientes no campo”.

Cobertura da Bradesco Seguros

O portfólio da Bradesco Seguros abrange todos os tipos de máquinas e implementos utilizados no ciclo de produção agrícola. São 350 tipos de equipamentos disponíveis. Entre os mais procurados e comercializados, destacam-se o trator, a colheitadeira (especialmente a de grãos, cultura predominante no país), a plataforma de corte, o pulverizador, o pivô central de irrigação, a plantadora e a semeadora. “Caso um equipamento não esteja listado, uma equipe técnica especializada avalia e realiza o devido enquadramento”, explica o porta-voz.

O custo do seguro pode variar dependendo do tipo, valor e ano de fabricação do equipamento. Segundo ele, “em geral, o custo do seguro para nossa carteira agrícola fica em média 1,2% do valor do equipamento.”

A cobertura básica abrange acidentes, avarias, perdas e danos materiais de origem súbita, imprevista e acidental sofridos pelos equipamentos segurados. Além disso, a cobertura inclui danos de causa externa, como incêndio, explosão, raio, alagamento, inundação, vendaval e desmoronamento.

Produtor rural já pode emitir o Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais

Outra opção é a cobertura direcionada ao “Roubo/Furto Qualificado”, que pode ser estendida com a inclusão da cláusula de “Furto Simples”. A Bradesco Seguros também oferece cobertura para “Perda Pagamento de Aluguel”, que ampara o prejuízo financeiro decorrente de um equipamento sinistrado ou o valor do aluguel de um equipamento substituto. Outras coberturas incluem “Danos Elétricos e Responsabilidade Civil para Equipamentos”.

Adicionalmente, a seguradora concede automaticamente a cobertura para “Despesa de Salvamento”, que reembolsa as custos comprovadamente realizados pelo segurado durante ou após o sinistro, além dos danos materiais causados na tentativa de evitar o sinistro, minorar o dano ou salvar o bem.

“Para o produtor rural, ter um equipamento ou maquinário parado em razão de algum acidente ou ausente, poderá causar enormes prejuízos. Nesse caso, o seguro oferece toda a segurança e tranquilidade para manutenção da atividade produtiva e econômica.”

 

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23/06/2023 0 Comentários
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Notícias

Agtech Tarvos recebe aporte financeiro de R$ 5 milhões de aceleradores

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Investimento na Tarvos servirá para aumentar o número de clientes e de estações de monitoramento da empresa, que planeja chegar a 520 mil hectares rastreados

Agtech Tarvos recebe aporte financeiro de R$ 5 milhões de aceleradores A Agtech Tarvos, especializada no manejo de pragas agrícolas, acaba de anunciar um investimento seed de R$ 5 milhões. Participaram da rodada da negociação: Fundepar, ACE Ventures, BossaNova Investimentos e a GVAngels, rede de investidores anjo formada por ex-alunos da FGV.

Fundada no final de 2017 por Andrei Grespan, Fabricio Soares e Hugo Fernandes, a startup Tarvos nasceu com a proposta de atuar no mercado de fornecimento de soluções digitais para o monitoramento automatizado de pragas na agricultura brasileira.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

“O grande diferencial da nossa proposta hoje está na frequência de dados entregues ao produtor. Para o correto manejo integrado de pragas, o envio de dados diários é essencial pois a dinâmica de crescimento delas é muito rápida. Além disso, os dados gerados por nossas estações servem como fonte de informação estratégica para o posicionamento de produtos por parte da indústria de defensivos químicos e biológicos. Tecnicamente também podemos destacar que a nossa abordagem no envio de dados coletados em campo, usando para isso satélites, é única no mundo”, explica Andrei Grespan, CEO e cofundador da startup.

De acordo com o empresário, a nova rodada de investimentos da agtech já tem dois propósitos bem definidos.

“Com o dinheiro do investimento queremos aumentar o número de clientes e de estações de monitoramento em operação. O objetivo é chegar a uma área monitorada de 520 mil hectares na safra 2023/2024, atendendo 1 mil produtores rurais de pequeno e médio porte em todo o Brasil. Nossa projeção é que o faturamento em 2023 deve fechar em R$ 5 MM, frente aos R$ 2 MM do ano de 2022″, comenta Grespan.

Esse é o terceiro aporte que a startup recebe de aceleradores e fundos, fora os outros de subvenções públicas vindos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

“A Tarvos possui alto potencial por atuar no País de dimensões continentais que tem a maior projeção de crescimento Agro no mundo (~40%), por sua tecnologia diferenciada dos concorrentes nacionais e globais operando via satélite (não dependente de internet), por já ter o apoio de stakeholders chave deste setor, que juntos promovem a digitalização do campo, e pelo time altamente técnico e resiliente”, destaca Andrea Diniz, do GVAngels.

“Desde 2016, nós da ACE Ventures acreditamos muito na capacidade do produto como valor de uma empresa. E o time da Tarvos está utilizando inteligência artificial e visão computacional desde esse período em seu modelo de negócio, conseguindo evoluir o produto desde então. Isso fez com que eles encontrassem um excelente modelo comercial, permitindo que a empresa fosse altamente escalável. Esse foi o gatilho para o negócio abrir uma nova rodada de captação e conseguir atrair a atenção de tantos fundos”, reforça Pedro Carneiro, diretor de investimentos da ACE Ventures.

“A empresa demonstrou um significativo progresso na superação dos riscos identificados previamente em relação ao produto e ao mercado desde o nosso primeiro investimento. Vimos de perto o amadurecimento do produto, bem como a evolução comercial da companhia. Esses fatores motivaram nosso follow-on na empresa, pois acreditamos na capacidade já demonstrada pelo time de enfrentar os próximos desafios com sucesso”, completa Carlos Lopes, diretor executivo da Fundepar.

 

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Notícias

Embrapa oferece curso de produção de leite orgânico em fazendas certificadas

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Curso será imersivo no dia a dia de fazendas de produção de leite orgânico; ator Marcos Palmeira, que participou da primeira turma do curso, abriu as portas de sua fazenda para a realização do curso

Embrapa oferece curso de produção de leite orgânico em fazendas certificadasA Embrapa realiza mais uma vez o curso de Pecuária Leiteira com foco na produção de leite orgânico. Diferente de outros programas, o curso tem seis módulos, será presencial e imersivo no dia a dia de propriedades orgânicas de leite. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site da Embrapa Pecuária Sudeste.

Os participantes vão trocar conhecimentos com especialistas na área e produtores experientes, como Ricardo Schiavinato, da Nata da Serra (Serra Negra – SP), e Marcos Palmeira, da Vale das Palmeiras, em Teresópolis (RJ). Eles trabalham com leite orgânico há cerca de 20 anos.

A iniciativa, que está em sua terceira edição, vai capacitar profissionais e pecuaristas para adoção de práticas sustentáveis, de baixo impacto ambiental e com a possibilidade de reduzir a pegada de carbono.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

A abordagem teórica será colocada na prática em propriedades certificadas. Na ocasião, os participantes vão aprender técnicas inovadoras e aprofundar os conhecimentos sobre a produção de leite orgânico.

“Uma das principais características que diferencia esse curso é a imersão dos alunos nas fazendas, no dia a dia e no contato com produtores maduros em produzir leite orgânico. Eles vão vivenciar as rotinas e os desafios enfrentados, além de poder trocar experiências valiosas com os profissionais envolvidos”, destaca André Novo, chefe de Transferência de Tecnologia, da Embrapa Pecuária Sudeste.

No decorrer de julho e dezembro, o curso ocorre em diferentes propriedades. Cada módulo do programa será em uma fazenda específica, escolhida estrategicamente para proporcionar uma visão abrangente sobre a produção orgânica de leite. Entre os conteúdos, estão temas como manejo orgânico do rebanho, nutrição animal, saúde e bem-estar dos animais, gestão da produção leiteira, certificação orgânica e baixo carbono para a pecuária leiteira sustentável.

“Quando começamos a trabalhar com a produção orgânica, percebemos que há uma convergência muito forte de práticas, processos e tecnologias no sentido de uma pecuária eficiente do ponto de vista também do balanço de carbono. Não é coincidência. Fazendas orgânicas que aplicam tecnologias sustentáveis como conservação de solos, diversificação de espécies, rotação de culturas, bem-estar animal, estrutura de rebanho equilibrada, genética adaptada ao sistema, nutrição adequada, sanidade, manejo de dejetos eficiente, por exemplo, naturalmente terão uma pegada de carbono bem baixa. A introdução de componentes arbóreos pode ainda ajudar muito no balanço do carbono. O tema será bastante abordado no decorrer do treinamento, sob diferentes aspectos”, explica André Novo.

Produtor rural já pode emitir o Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais

Marcos Palmeira, produtor e ator, que participou da primeira turma do curso, em 2018, abriu as portas de sua fazenda para a realização do curso. Além de uma produção anual de 110 mil litros de leite, há o cultivo de hortaliças, agroflorestas, PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e café. Tudo orgânico.

Ele conta que sua participação no primeiro curso foi importante para entender que existe diferença entre produzir leite e apenas tirar leite. “O olhar deve ser focado na qualidade de vida da vaca, para que ela tenha bem-estar animal”, explica. Além do que, a capacitação possibilitou, segundo Palmeiras, a formação de uma rede de pequenos e médios produtores, com uma consistência muito grande. Com isso é possível trocar experiências, dúvidas, iniciativas, etc.

Ricardo Schiavinato também é parceiro do curso. Ele fala que a introdução de tecnologias sustentáveis, como qualidade do pasto, melhoria da genética dos animais, ambiência animal e gestão pecuária, fez a produtividade da Nata da Serra crescer. Atualmente, a fazenda produz 500 mil litros de leite por ano, além de legumes, milho, café, reflorestamento com eucalipto e peixes. Para ele, é importante a inclusão de tecnologias de produção para que os produtos fiquem mais baratos e sejam mais acessíveis à população.

Além das duas fazendas, outras propriedades fazem parte da programação do curso.

Serviço
  • Curso de Pecuária Leiteira Orgânica
  • Inscrições abertas: https://www.embrapa.br/web/portal/busca-de-eventos/-/evento/476520
  • Período do curso: julho a dezembro de 2023
  • Programação: 6 módulos (um ao mês – sexta-feira e sábado)
  • Mais Informações no site da Embrapa Pecuária Sudeste – clique aqui

 

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Notícias

Sonhagro expande negócios e projeta 100 unidades até o final do ano

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Franquia em crédito rural, Sonhagro espera alcançar a marca de 100 unidades até dezembro

Sonhagro expande negócios e projeta 100 unidades até o final do anoA Sonhagro, franquia no segmento de crédito rural, espera alcançar a marca de 100 unidades até dezembro. A franquia obteve um crescimento de 35,9% em 20222, em relação ao ano anterior, alcançando uma receita de mais de R$1,2 milhão e abrindo 44 novas unidades.

Em 2023, a franquia focou em criar novos canais de suporte para os franqueados, aprimorar seus programas de treinamento e expandir sua gama de serviços para incluir o crédito consignado, seguros, consórcios, financiamento de veículos e outros serviços. Essas medidas ajudaram os franqueados a aumentar sua receita durante períodos sazonais.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

“Nosso plano inicial é atuar em todo o território nacional, com a meta de curto prazo de nos estabelecermos na região norte do Brasil e no norte do Espírito Santo. Atualmente, o maior mercado para nós é o sudeste do Brasil, onde temos visto os maiores casos de sucesso”, diz Romário Alves, fundador da Sonhagro.

De acordo com pesquisas realizadas pela Febraban, o mercado de crédito deve continuar em alto crescimento este ano em relação ao período pré-pandemia (2019), o que torna a Sonhagro uma oportunidade de negócio promissora. O franqueado pode aproveitar ao máximo esse setor, pois oferece uma ampla variedade de produtos e três modelos de negócios: Home Based, AgroRoom e Comercial, todos com lucratividade acima de 40%.

 

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Consórcio vem conquistando produtores na aquisição de máquinas agrícolas
Tecnologia

Trator Yanmar Solis ultrapassa marca de 10 mil unidades vendidas no Brasil

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Modelo Trator Yanmar Solis comercializado no Brasil é fruto de uma parceria entre a multinacional japonesa Yanmar e a indiana ITL; e teve recorde de vendas

Trator Yanmar Solis ultrapassa marca de 10 mil unidades vendidas no BrasilO trator Yanmar Solis, modelo vendido no Brasil pela multinacional japonesa Yanmar, ultrapassou a marca de 10 mil unidades vendidas no país apenas no primeiro semestre deste ano. Esses tratores, que estão disponíveis no mercado brasileiro desde 2018, são resultado de uma parceria sólida entre a Yanmar e a International Tractors Limited (ITL), uma fabricante de tratores da Índia.

De lá para cá, o portfólio cresceu e atualmente a Yanmar comercializa no país cinco versões dos tratores, em que as faixas de potência vão de 26, 60, 75, 80, até 90 cavalos, em versões estreito e standard, com e sem cabine. No ano passado, a marca alcançou um pico nas vendas, e atingiu a marca de cinco mil unidades vendidas em um único ano.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

“Em 2022, a Yanmar foi uma das marcas que mais cresceu no país. O crescimento, somente no mercado agrícola, foi de 70% nas vendas. Grande parte desse resultado é puxado pela comercialização dos tratores Yanmar Solis, que demonstram a consolidação do produto no país”, comenta Fernando Figueiredo, gerente Comercial Agrícola da Yanmar South America.

Entre as características mais reconhecidas pelos proprietários do Trator Yanmar Solis estão a economia de combustível, seguida pela facilidade de operação, que é proveniente do sistema de transmissão, como o reversor sincronizado disponível no equipamento.

Por meio dele, segundo a fabricante, o operador tem mais agilidade nas manobras, além de facilidade na utilização de implementos. A embreagem independente é outro item evidenciado pelos clientes, já que a TDP pode ser acionada e desativada com o trator em movimento. O painel de instrumentos é completo, e conta com alarme sonoro em adição aos avisos luminosos, e também com avisos periódicos que sinalizam a necessidade de manutenções preventivas.

A marca enfatiza ainda a atenção à entrega do equipamento ao mercado, que segue alinhada às responsabilidades ambientais. “O trator Yanmar Solis está adequado à norma RoHS, uma diretiva adotada em 2003 pela União Europeia, que proíbe o uso de substâncias perigosas em processos de fabricação de equipamentos elétricos e eletrônicos, como cádmio, mercúrio, chumbo e outros. Ela não é exigida no Brasil, mas mantemos nosso compromisso e responsabilidade ambiental, em todas as etapas e processos”, enfatiza Mario Giaxa, especialista em Pós-Vendas da linha agrícola da Yanmar South America.

Na visão de futuro, a marca também conta que está atenta às novas demandas do mercado, e que prevê a ampliação do portfólio do trator Yanmar Solis no Brasil para ainda este ano.

“O resultado demonstra que estamos no caminho certo, mas sabemos que o mercado precisa de novas soluções. Em breve, anunciaremos novidades nesta linha de produto, que com certeza, serão sucesso de vendas, assim como tivemos no ano passado e ao longo destes últimos cinco anos”, revela Figueiredo.

 

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Notícias

Produtor rural já pode emitir o Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Produtor rural de ficar atento ao prazo para o pagamento do Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR), que é de 30 dias após a data do lançamento

Produtor rural já pode emitir o Certificado de Cadastro de Imóveis RuraisO Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lançou, na terça (20), o Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR), referente ao exercício de 2023, para consulta ou emissão.

O documento é pré-requisito para comprovar a inscrição do imóvel rural no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e condição chave para legalizar em cartório a transferência, o arrendamento, a hipoteca, o desmembramento, o remembramento e a partilha de qualquer imóvel rural. O CCIR é fundamental também para a concessão de crédito agrícola, pois é exigido por bancos e agentes financeiros.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a obrigatoriedade de obtenção do CCIR por proprietários, titulares do domínio útil ou ocupantes a qualquer título de imóveis rurais. Sem o certificado, os proprietários não poderão, sob pena de nulidade, desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda imóveis rurais.

“É importante o produtor rural ficar atento ao prazo para o pagamento, que é de 30 dias após a data do lançamento. Se a quitação não ocorrer até a data limite, haverá cobrança de juros e multa”, disse o assessor técnico da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA, José Henrique Pereira.

O procedimento pode ser feito pelo site do Incra , por telefone celular no aplicativo SNCR-Mobile em sistemas Android ou IOS, pelo endereço da Declaração de Cadastro Rural (DCR) , nas Salas da Cidadania das Superintendências Regionais do Incra, Unidades Avançadas, e Unidades Municipais de Cadastramento (UMCs).

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Para validar o documento, o emissor do CCIR deve pagar a taxa de serviços cadastrais por meio de pix, cartão de crédito ou boleto bancário. Somente após a confirmação da operação de pagamento, será emitido o CCIR válido, com o status de “Quitado”.

O pagamento via boleto só pode ser realizado na rede de atendimento do Banco do Brasil. Após o pagamento da taxa, é possível obter a emissão do CCIR nas Salas da Cidadania das superintendências regionais e unidades avançadas do Incra ou em uma das Unidades Municipais de Cadastramento (UMC), nos estados e municípios.

O CCIR é válido por um ano, contado a partir da data do pagamento da guia de validação. O site do Incra também informa quando deve ser feita a nova emissão.

O Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) é o documento expedido pelo Incra que comprova a regularidade cadastral do imóvel rural.

 

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Tecnologia

Parceria entre empresas leva tecnologia para produtores de algodão

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Produtores de algodão terão o auxílio de uma ferramenta que tem mais de 32 milhões de hectares rastreados

Parceria entre empresas leva tecnologia para produtores de algodãoA Perfect Flight, agtech brasileira que oferece serviços de monitoramento de aplicações aéreas, e a Girassol Agrícola, produtora e comercializadora de sementes, soja, milho, algodão e reflorestamento de eucalipto, realizaram uma parceria para oferecer tecnologia de gestão e monitoramento a produtores de algodão.

Leonardo Luvezuti, diretor de negócios da Perfect Flight, explica que essa será uma oportunidade muito importante para agregar ainda mais valor ao serviço da Girassol Agrícola. “Nós sabemos o quanto aplicações mais precisas de defensivos agrícolas beneficiam não somente o bolso do produtor, mas o meio ambiente também. Então oferecer esta tecnologia para os agricultores é uma honra para nós porque sabemos que ela gera uma cadeia de benefícios”, argumenta.

“Há quatro ou cinco safras, a Perfect Flight vem entregando muito valor para nós. Hoje não nos vemos sem a tecnologia de monitoramento. Então, esse foi o fator decisivo para querermos agregar para a nossa rede de clientes em todo o Brasil esse valor que a Perfect Flight já oferece para nós”, acrescenta Rodrigo Campos, Gerente de Marketing da Girassol Agrícola.

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A parceria entre as companhias começou em uma versão piloto no mês de abril de 2023. Para integrar a nova proposta foram escolhidos clientes da Girassol Agrícola que já investem em tecnologias e agora terão a possibilidade de contar com o software de gestão e rastreabilidade de pulverizações aéreas da Perfect Flight.

Rodrigo afirma que neste primeiro momento as soluções são voltadas para produtores rurais que atuam no setor de algodão. “Além das tecnologias exclusivas que nós já oferecemos, tanto em termos de material quanto de parcerias que temos com marcas como Syngenta, FMC, Bayer, TMG e Corteva, estamos fazendo este pacote de serviços diferenciados e agregando valor ao produtor”, diz.

O principal objetivo da iniciativa é levar este diferencial para o mercado de sementes, que já adquire o pacote da Girassol Agrícola. Atualmente, a marca tem em torno de 50% de market share de sementes, olhando para o setor de multiplicadores.

“O nosso objetivo hoje, neste primeiro ano, é atingirmos pelo menos 20% do nosso negócio de semente de algodão com o serviço embarcado da Perfect Flight”, afirma Rodrigo.

Luvezuti, pontua que os cotonicultores terão o auxílio de uma ferramenta que tem mais de 32 milhões de hectares rastreados e que já está operando em mais de 100 dos principais municípios agrícolas do Brasil e da América Latina.

“Em um cenário tão competitivo em que o agronegócio brasileiro alcançou, utilizar de plataformas como a da Perfect Flight acaba se traduzindo em uma importante vantagem competitiva”, defende Leonardo.

Solidificando essa parceria, a Agtech participará do II G.A. Tec Algodão, que será realizado pela Girassol Agrícola em Mato Grosso, no dia 24 de junho, na Fazenda Girassol, próximo a Rondonópolis. O evento será voltado para os produtores brasileiros e mostrará as maiores inovações para a cotonicultura.

Benefícios da tecnologia

Os produtores atendidos pela Girassol Agrícola poderão se beneficiar da tecnologia da Perfect Flight que oferece uma plataforma de gestão e rastreabilidade que mapeia as áreas agrícolas. O sistema foi construído em cloud e, por isso, permite o acesso através de dispositivos como computadores, smartphones e tablets.

A plataforma permite otimizar a pulverização, aumentando a assertividade na aplicação aérea e consequentemente ajudando na preservação ambiental, reduzindo o uso dos defensivos agrícolas e água.

“Ferramentas como a da Perfect Flight ainda promovem a diminuição do tempo de voo de aeronaves e dos drones que pulverizam as lavouras, e consequentemente do uso de combustível e da emissão de poluentes”, acrescenta Leonardo Luvezuti.

O Gerente de marketing da Girassol Agrícola comenta que a parceria gerará um fator decisivo para auxiliar o produtor que trabalha com a cultura do algodão. Ele lembra que a safra 2022/2023 está com pressões de preço e que todos estão atentos a questões como a seca no sudeste asiático, redução de área plantada de algodão nos Estados Unidos e o possível aumento de preço causada pelo consumo na China pós-covid. O especialista sustenta que é preciso ser confiante, já que o agronegócio brasileiro tem mostrado safra após safra que consegue se superar mesmo em contextos desafiadores.

 

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Tecnologia

Tecnologia para manejo integrado de pragas é destaque na 28ª Hortitec

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

PariPassu, em parceria com a Promip, desenvolveu uma metodologia para o controle eficiente do manejo integrado de pragas (MIP)

Tecnologia para manejo integrado de pragas é destaque na 28ª HortitecDe olho nos cuidados com a segurança do alimento e uso racional de defensivos químicos, a PariPassu, em parceria com a Promip, desenvolveu uma metodologia utilizando o CLICQ PariPassu para o controle eficiente do manejo integrado de pragas (MIP). A ferramenta alinha método e tecnologia para o monitoramento de pragas e planejamento do uso de defensivos, a fim de promover boas práticas no campo que não afetem a saúde do agricultor, são ambientalmente sustentáveis e promovem a segurança do alimento.

“Esse check-list, disponibilizado dentro da ferramenta CLICQ, foi desenvolvido especialmente para o manejo integrado de pragas. O software agrega mais precisão no campo, reduzindo e, até mesmo, evitando o uso de defensivos químicos. A coleta de dados inclui o monitoramento do desenvolvimento populacional de insetos-pragas; resposta à utilização de defensivos; quantidade de aplicações realizadas; bem como o volume de água utilizado. O controle desses dados bem como benefícios, além da segurança do alimento, a economia de recursos e a otimização de atividades”, relata o engenheiro agrônomo Pietro Schenardi.

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O especialista aponta que o controle por área garante maior precisão e assertividade no uso de insumos, reduzindo o consumo de água e geração de resíduos. “Por meio dos dados, o produtor e as equipes de campo realizam irrigação e uso de defensivos somente quando realmente é necessário. Na área teste, em três semanas apuramos uma economia de 100 mil litros de água, isso porque a irrigação somente era realizada quando a plantação necessitava”, comenta.

Mudança de paradigmas no campo

Conforme definição da Croplife, os defensivos biológicos são diferentes dos defensivos químicos, pois ao invés de apresentarem moléculas sintéticas em seus produtos, os biológicos são desenvolvidos a partir de organismos ou substâncias naturais, considerados ativos biológicos. A grande vantagem desses produtos é que os ativos biológicos, em sua maioria, são de baixa toxicidade, beneficiando o meio ambiente, produtores e consumidores.

“É uma tecnologia relativamente nova e que traz mudanças de paradigma no campo. Para alcançar os níveis de segurança do alimento respeitando carência na colheita, o produtor vai precisar combinar a aplicação dos insumos biológicos com os insumos químicos”, explica Heidy Milan, engenheira de alimentos e especialista de Campo e Certificações da PariPassu

Utilizando esta integração de ferramentas, no médio espaço de tempo, segundo ela, “o produtor vê o retorno do MIP, com uma economia que é obtida pela eficiência da coleta de dados e tomada de decisão de intervenção. Com os processos bem consolidados e monitorados, a decisão de aplicação é realizada no momento correto com os insumos corretos, sendo o grande ganho da operação proposta nesse projeto. Temos exemplos de plantações onde houve a redução da necessidade de aplicação de defensivos, resultando em economia financeira para o produtor”, completa Heidy Milan.

A, em parceria com a Promip, se prepara para o lançamento do Selo MIP Experience na 28ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas, que acontece de 21 a 23 de junho, em Holambra (SP). A certificação visa reconhecer o produtor rural na adoção de boas práticas agrícolas, na etapa primária da cadeia produtiva, com o propósito de promover a produção de alimentos seguros e de qualidade, práticas sustentáveis para o meio ambiente e a qualidade de vida da população rural.

 

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Notícias

Copom mantém taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano

Por redação 22/06/2023
Escrito por redação

Essa é a sétima vez em que BC não altera taxa básica de juros

Copom mantém taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao anoApesar da queda da inflação e das pressões de parte do governo, o Banco Central (BC) não mexeu na taxa básica de juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros, que apostam em queda apenas a partir de agosto.

Em comunicado, o Copom indicou que ainda existem riscos sobre a inflação, como eventuais pressões globais sobre os preços e incertezas “residuais” sobre a votação do arcabouço fiscal. Diferentemente das últimas reuniões, foi retirada a frase que afirmava que o Banco Central poderia voltar a elevar os juros caso a inflação subisse, mas a autoridade monetária não informou se nem quando pretende cortar a Selic.

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“O comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressaltou a nota.

A taxa básica de juros continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a sétima vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto do mesmo ano, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro de 2021 até fevereiro de 2022. No ano passado, o Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 3,94% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez em dois anos e meio. Nos últimos dois meses, a inflação vem caindo por causa dos alimentos e dos combustíveis.

O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5,8% no cenário base. A projeção, no entanto, deve ser revista para baixo na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de junho.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,12%. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,8%.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1,2% para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento maior, principalmente após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 1,9% no primeiro trimestre. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,14% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Lula critica manutenção da atual taxa de juros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como irracional a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%. Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (22) em Roma, na Itália, Lula voltou a fazer críticas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.descarbonização - Copom mantém taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao anodescarbonização - Copom mantém taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano

“Não se trata do governo ficar brigando com o Banco Central. Quem está brigando com o Banco Central hoje é a sociedade brasileira”, disse, ao citar a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), varejistas e pequenos e médios produtores.

“É irracional o que está acontecendo no Brasil, você ter uma taxa de 13,75% com uma inflação de 5%.”

“Tenho cobrado dos senadores. Foram os senadores que colocaram esse cidadão lá. Então os senadores têm que analisar se ele está cumprindo aquilo que foi aprovado para ele cumprir. Na lei que está aprovada, ele tem que cuidar da inflação, do crescimento econômico e da geração de empregos. Então ele tem que ser cobrado. É só isso.”

Na Itália, antes de embarcar para a França, Lula disse ainda que Campos Neto joga contra a economia brasileira.

“Não existe explicação aceitável do porquê a taxa de juros está 13,75%. Nós não temos inflação de demanda”, avaliou. “Acho sinceramente que esse cidadão está jogando contra os interesses da economia brasileira”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

 

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