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Inverno começa com período menos chuvoso em grande parte do país
Notícias

Inverno começa com período menos chuvoso em grande parte do país

Por redação 21/06/2023
Escrito por redação

Inverno será marcado por um período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte do Norte e Nordeste do Brasil

Inverno começa com período menos chuvoso em grande parte do paísO inverno no Hemisfério Sul começou nesta quarta-feira (21 de junho) e termina no dia 23 de setembro. A estação é marcada por um período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte do Norte e Nordeste do Brasil. Por outro lado, os maiores volumes de precipitação (chuva) se concentram no noroeste da Região Norte, leste do Nordeste e em parte do Sul do país.

A redução da chuva em grande parte do Brasil nesta época do ano é devido à persistência de massas de ar seco, o que provoca a diminuição da umidade relativa do ar e, consequentemente, favorece a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, bem como o aumento de doenças respiratórias.

Brasil exporta 13,6 milhões de sacas de café no acumulado do ano até maio

Inverno com geadas no Sul

Além da menor incidência de radiação solar, a estação também se caracteriza pelas incursões de massas de ar frio vindas do sul do continente, provocando queda na temperatura do ar e valores médios inferiores a 22ºC na parte leste das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

A diminuição da temperatura pode ocasionar fenômenos como a formação de geada nas regiões Sul e Sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul, queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul e episódios de friagem em Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.

Além disso, no inverno, em função das inversões térmicas no período da manhã, é comum a formação de nevoeiros ou névoa úmida no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, especialmente, em estradas e aeroportos.

 

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21/06/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Lindsay inicia negociação de equipamentos de irrigação via Barter

Por redação 21/06/2023
Escrito por redação

Lindsay oferece de forma inédita a modalidade Barter aos clientes que buscam equipamentos novos para irrigação, mas não querem se descapitalizar

Lindsay inicia negociação de equipamentos de irrigação via BarterBastante difundida no campo, a modalidade de negociação via Barter, que consiste na troca de insumos pela produção, é uma prática muito comum entre os agricultores, distribuidores e revendas agrícolas. A grande novidade para a atual safra é que os produtores que também desejam e necessitam adquirir equipamentos novos de irrigação e não querem despender grande parte do capital, agora também terão a oportunidade de utilizar esse tipo de operação.

A opção é oferecida de forma inédita pela Lindsay América Latina, empresa representada pelas marcas Zimmatic™ e FieldNET™, que atua na fabricação e distribuição de pivôs centrais, laterais e soluções de tecnologia de irrigação.

Banco Central deve iniciar redução da taxa básica de juros, a Selic

Diante do atual cenário de falta de crédito no mercado, taxas de juros altas e das indefinições da liberação do dinheiro do novo Plano Safra pelo Governo Federal, a alternativa oferecida pela Lindsay é uma oportunidade.

Afinal, além de garantir o cultivo da produção atual, sem a necessidade do pagamento antecipado em dinheiro, é possível fazer o acerto do equipamento adquirido após colheita da safra futura.

De acordo com Gabriel Bittencourt Corrêa, gerente financeiro da Lindsay, existe um interesse muito grande nesse momento da classe rural pelo Barter.

“Além de não correr o risco de ficar descapitalizado, o cliente tem a vantagem de não precisar travar já os preços de suas commodities, ainda mais nesse exato momento de baixa do mercado”, diz.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

Além de soja e milho, a Lindsay oferece a modalidade de negociação com pagamento de safra futura também para cultivadores de café e algodão. Ou seja, todos eles passam a ter a possibilidade de adquirir de imediato um pivô Zimmatic™ por meio de um contrato de compra e venda com a companhia e liquidar o pagamento quando for entregar sua safra para uma trading, por exemplo.

“Isso dá para ele uma flexibilidade, tempo para recuperar o investimento que está fazendo, libera o fluxo de caixa para poder fazer outros negócios ou até mesmo outras aquisições”, destaca Corrêa.

Como funciona a negociação via Barter na Lindsay

A Lindsay cuida de toda a parte burocrática, com auxílio de um profissional especialista em Barter, que realiza os trâmites do processo de validação de documentação, solicitação e registros junto com uma consultoria parceira.

O produtor então passa por uma análise de crédito, como é de praxe em negociações desse cunho, e fica sujeito à liberação. Com a aprovação, os vencimentos das parcelas do Barter serão casados com a colheita, para que ele tenha a tranquilidade de gerenciar seus negócios.

“Além disso, o produtor não precisará administrar esse financiamento, uma vez que ele tenha contrato com uma trading. Esta fica responsável pelo pagamento efetivamente para a Lindsay através da  Cédula do Produtor Rural (CPR), que foi devidamente registrada em cartório contendo todas as informações da transação”, finaliza o gerente financeiro.

 

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21/06/2023 0 Comentários
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Agroindústria cresceu 3,9% em janeiro no comparativo anual, diz FGVAgro
Notícias

Banco Central deve iniciar ciclo de baixa da taxa básica de juros, a Selic

Por redação 21/06/2023
Escrito por redação

Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) diz que Copom deve iniciar nesta quarta (21) a redução da taxa básica de juros

Banco Central deve iniciar redução da taxa básica de juros, a SelicEm comunicado divulgado nesta quarta-feira (21), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirma que, após um longo ciclo de política de aperto monetário, o Comitê de Política Monetária (Copom) registrará o início da redução da taxa básica de juros, a Selic. Confira a seguir:

O ciclo contracionista foi iniciado em março de 2021, quando a taxa básica de juros se encontrava no nível mais baixo da história (2% a.a). A elevação da Selic se deu de forma rápida e intensa, em pouco mais de um ano atingiu o atual patamar de 13,75% a.a (ago22) onde permaneceu por dez meses. No mesmo período o País saltou do pagamento de juros reais negativos ao redor de 3% para juros reais positivos de mais de 9% a.a., o que deslocou novamente os investimentos das atividades produtivas para as aplicações financeiras.

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

A inflação mundial se deu pelo desajuste nas cadeias globais de suprimentos provocados inicialmente pela pandemia da Covid-19 e posteriormente pela Guerra entre Rússia e Ucrânia. Interpretada como temporária colocou o mundo em alerta ao contrariar as expectativas.

No Brasil, com sua longa experiência com períodos inflacionários, a ação foi rápida, houve forte aumento da taxa básica de juros e ao mesmo tempo redução de alguns preços de bens administrados.

E essas ações combinadas com fatores recentes como a queda dos preços das commodities e valorização do real frente ao dólar, colocou de volta a inflação nacional na meta estabelecida pelo CMN, na última medição oficial do país (mai23), o IPCA registrou variação acumulada nos últimos em 12 meses de 3,94%, valor dentro do intervalo de tolerância.

Mas, por outro lado, a elevada taxa básica de juros colocou os juros de mercado nas alturas impactando negativamente a renda das famílias e das empresas.

Plano Safra 2023/24: cooperativas pedem R$ 410 bilhões para investimentos

Ao analisar os indicadores recentes de atividade econômica, se observa uma importante desaceleração. Os investimentos em máquinas e equipamentos, já em queda no último trimestre de 2022, registraram queda de 6,5% neste início de ano (jan-mai) podendo comprometer o futuro do crescimento do país.

Em razão disto entendemos que esta reunião do Copom sinalizará a redução da taxa básica de juros. A inflação em queda combinada com a desaceleração das atividades econômicas é sinal de que o aperto monetário foi mais que suficiente, não se discute a necessidade do “remédio”, mas sim a intensidade da dose; E os juros futuros, estão há cerca de três meses com variação abaixo da taxa básica, sinal de que o mercado já precificou a queda da Selic.

Entendemos ser urgente a adoção de política monetária que vise abrir espaço para os setores produtivos empregarem e gerarem renda ao país. Isto junto com as reformas estruturais em curso, como o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, deve colocar o país em novo patamar de desenvolvimento.

 

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21/06/2023 0 Comentários
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Notícias

Cultivar de morango permite antecipar plantio e prolongar produção

Por redação 20/06/2023
Escrito por redação

Cultivar de morango desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado permite intervalo menor entre plantio e colheita e será lançada em setembro

A Embrapa Clima Temperado (RS) desenvolveu uma nova cultivar de morango que se destaca pela precocidade do início da produção dos frutos, o que permite intervalo menor entre plantio e início da colheita, aumentando a janela de produção por até sete meses (de junho a dezembro) e estendendo a oferta de frutas de qualidade.

Para o produtor, isso maximiza o retorno econômico pela obtenção de preços mais elevados em período anterior às principais cultivares disponíveis no mercado. O desenvolvimento da cultivar contou com a participação da Embrapa Hortaliças (DF), Embrapa Meio Ambiente (SP) e Embrapa Uva e Vinho (RS).

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

A Embrapa abrirá edital nos próximos dias e laboratórios e viveiristas interessados em multiplicar a nova variedade de morango poderão aderir à chamada. A nova cultivar de morango BRS DC25 (Fênix) tem previsão de lançamento para setembro.

O material se destaca pelo equilíbrio entre açúcar e acidez, o que resulta em frutas de sabor mais doce, atendendo à preferência nacional. Os frutos apresentam boa firmeza, o que garante maior resistência ao transporte e ótima durabilidade pós-colheita, com mais tempo de prateleira.

Nova cultivar de morango permite plantio antecipado e produção prolongada

Foto: Paulo Lanzetta

A cultivar de morango Fênix é recomendada para as regiões Sul e Sudeste do Brasil, sendo adequada aos sistemas de produção convencional e orgânico. A variedade tende a manter boa produtividade de frutas grandes, com estabilidade de tamanho ao longo da safra. O potencial produtivo pode chegar a 1,2 quilo por planta, dependendo das condições de cultivo.

As frutas são grandes, com peso médio de 23 gramas, e de cor vermelha intensa, com predominância do formato cônico, típico do morango. A nova variedade é destinada ao consumo in natura, mas também pode ser utilizada na indústria de frutas congeladas.

Mais autonomia ao setor produtivo

A disponibilização da nova cultivar de morango BRS DC25 (Fênix) atende a uma demanda do setor produtivo, o qual reivindicava autonomia processo de acesso a novas cultivares. Os materiais atualmente utilizados pelos produtores são, majoritariamente (95%), de genética norte-americana. Parte das mudas é produzida no Chile e Argentina (30%), principalmente, o que aumenta os custos de produção e o valor da comercialização de morangos no Brasil. A outra parte é produzida por viveiristas nacionais, também com cultivares majoritariamente norte-americanas (70%).

Exportações do agro brasileiro atingem novo recorde em maio

O desenvolvimento de variedades brasileiras, aliado a um sistema de produção de mudas adequado, diminui essa dependência de cultivares estrangeiras e dá mais independência de escolha para o produtor. A ampliação da nacionalização da produção de mudas pode impactar na redução dos custos com aquisição de mudas e garantir que as divisas geradas pelo setor, como os royalties das variedades e o lucro da produção de mudas, fiquem no País.

Avaliações nas principais regiões produtoras

Nova cultivar de morango permite plantio antecipado e produção prolongadaPara validação dos materiais mais promissores, seleções são anualmente testadas em diferentes sistemas produtivos utilizados no País. As avaliações da cultivar de morango BRS DC25 (Fênix) foram realizadas em 18 Unidades de Observação (UO), em produtores parceiros em municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Distrito Federal. O objetivo foi avaliar o comportamento e a adaptação da cultivar a diferentes regiões do Brasil.

O produtor de Pelotas (RS), Diego Bonemann (na foto ao lado, de Francisco Lima), que cultiva morangos há mais de 40 anos, é um dos parceiros da Embrapa e já deu suporte na avaliação de mais de dez seleções avançadas do programa de melhoramento nos últimos cinco anos. Inclusive, avaliou a cultivar de morango BRS DC25 (Fênix).

“Ela é bem firme, bem aceita no mercado. O sabor é muito bom também. A gente vende na feira e o pessoal tá gostando muito! Quem levou a primeira vez vem buscar sempre”, afirmou.

Brasil é o principal produtor de morangos da América do Sul

Segundo dados apurados pela Embrapa, com a colaboração de agências e pesquisas agropecuárias, o Brasil cultiva cerca de 6 mil hectares de morangueiro. Em 2020, os maiores estados produtores eram Minas Gerais (2,9 mil ha), Paraná (900 ha), Rio Grande do Sul (520 ha), São Paulo (427 ha), Espírito Santo (286 ha) e Santa Catarina (225 ha).

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviais

A produção anual de morango é superior a 220 mil toneladas, conferindo ao País o título de maior produtor da América do Sul e o 7º maior produtor mundial em 2022. A produtividade média gira em torno de 38,5 toneladas por hectare. O volume fica abaixo da média registrada em países como Estados Unidos e Espanha, que apresentam produtividade acima de 50 t/ha.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a produção mundial de morangos em 2020 foi de 8,8 milhões de toneladas, em área em torno de 384 mil hectares, concentrada principalmente no hemisfério norte. Os maiores produtores mundiais são China, Estados Unidos, Egito, México, Turquia e Espanha.

 

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Tecnologia

Tratores pequenos de 40 a 65 cv são destaques da LS Tractor na Hortitec

Por redação 20/06/2023
Escrito por redação

Tratores pequenos da LS Tractor, os modelos G40, R50 e U60, em suas diversas versões, são destaques da marca na Hortitec

Tratores pequenos de 40 a 65 cv são destaques da LS Tractor na HortitecPara a 28ª Hortitec, que ocorre de 21 a 23 de junho, em Holambra (SP), a LS Tractor destaca os seus tratores pequenos, modelos G40, R50 e U60, em suas diversas versões.

Conforme explica o gerente de marketing e vendas da LS Tractor, Astor Kilpp, os tratores LS possuem diferencias tecnológicos. Entre eles, a transmissão de 32 velocidades a frente e 16 à ré do R50 e o super redutor Creeper, além de sistema de reversão synchro shuttle, que vai disponibilizar a velocidade exata para execução de cada tarefa no campo com muita agilidade operacional.

Esse sistema de reversão facilita nas manobras principalmente em espaços reduzidos, além de equalizar o consumo de combustível, pois a máquina trabalha na marcha correta sem exigir grandes esforços.

Hortitec 2023 espera alcançar R$ 400 milhões em negócios

“O DNA da LS Tractor tem a sua origem na horticultura. Com a visão sobre o tamanho deste mercado no Brasil, a LS Mtron produz aqui, sob a marca LS Tractor, modelos com diferentes versões que vão de 40, 50 e 65 cavalos e mais outros cinco modelos que chegam até 145cv”, explica o gerente.

“São tratores pequenos que atendem perfeitamente o segmento de HortiFruti, por suas características técnicas exclusivas – motores de baixo consumo, eixo dianteiro que reduz o raio de giro, transmissão com maior quantidade de marchas, cabine original de fábrica, porque foram projetados para estas atividades,  razão pela qual os chamamos de HortifrutiTratores”, diz.

Esses modelos de tratores pequenos possuem ainda um alto vão livre, que favorece a operação em canteiros, eixo dianteiro com sistema pivotado que garante um menor raio de giro. Assim, entregam mais agilidade nas manobras.  A transmissão com sistema de redução creeper confere versatilidade para o trator executar com mais economia as diferentes operações na hortifruticultura.

Além disso, os tratores possuem tomada de força independente com três opções, uma rotação ideal para cada tarefa com implementos acionados pela TDP e motor diesel quatro cilindros da marca LS com tecnologia Mar1/Tier3, para os modelos de 50 e 65 cavalos. “Temos ainda, como opção, a instalação do conjunto LS Tech, composto pelo sistema de proteção eletrônica do motor e Telemetria para facilitar a gestão da máquina no campo”, completa o gerente.

Telemetria

A tecnologia de telemetria auxilia no controle das diversas atividades que são executadas na lavoura. Através da obtenção de informações de campo, é possível gerar diferentes relatórios operacionais para avaliar as tarefas detalhamente.

“Com isso, é possível buscar mais eficiência operacional melhorando os resultados finais, tudo isto pode ser observado através de um tablet, smartphone ou computador do escritório”, ressalta Kilpp.

Ele acrescenta que a telemetria é uma ferramenta de gestão de frota de grande valia. Isso porque traz uma nova visão das atividades do campo com informações precisas ao produtor, finaliza o gerente.

 

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Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas
NotíciasRádio MIA

Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

Por redação 20/06/2023
Escrito por redação

Para o economista Felippe Serigati, Plano Safra 2023/24 poderá se beneficiar de tentativa de aproximação do governo com o setor agro

Barter - Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

por Clarisse Sousa – No aguardo do anúncio do Plano Safra 2023/24, que ocorrerá no dia 27 de junho, as expectativas giram em torno das possíveis mudanças nas taxas de juros e no volume de recursos destinados ao setor agrícola. Segundo o economista da FGV-Agro/SP, Felippe Serigati, o governo tem buscado estreitar laços com o agronegócio, o que pode resultar em um maior volume de recursos disponíveis, apesar de taxas de juros mais elevadas.

Serigati destaca que, mesmo com a expectativa de redução da taxa básica de juros (Selic – 13,75%) ao longo do segundo semestre, o custo de capital permanece alto, operando em níveis de dois dígitos. Além disso, a necessidade de resolver questões fiscais pode pressionar os recursos disponíveis para o Plano Safra, principalmente nas linhas de financiamento com juros subsidiados.

Entretanto, o economista ressalta que os custos de produção estão menores em comparação com a safra anterior, o que pode trazer algum alívio ao setor. O preço dos fertilizantes e defensivos, por exemplo, está em um patamar mais favorável, assim como o dólar. Apesar disso, Serigati prevê que o Plano Safra 2023/24 poderá apresentar taxas de juros mais altas, especialmente nas linhas de crédito que não recebem muitos subsídios.

Plano Safra 2023/24: cooperativas pedem R$ 410 bilhões para investimentos

“Talvez algumas linhas tenham uma elevação menor [na taxa de juros], como o Pronaf, que atende os pequenos produtores, assim como aquelas linhas que geram externalidades positivas. Principalmente as linhas associadas à sustentabilidade, como o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, o Plano ABC”, diz Serigati.

Governo quer se aproximar do setor

No contexto de aproximação do governo com o setor agro, o economista não descarta a possibilidade de o Plano Safra 2023/24 ser utilizado como “um bom instrumento” para fortalecer essa relação. 

“Eu não estou dizendo que o fato de o governo elaborar um plano safra menos desconfortável, que isso vá atrair o setor para a base do governo. Eu acho que não. Mas de qualquer forma, como o governo está fazendo esse esforço, eu não descarto a possibilidade de ele fazer essa tentativa justamente por meio do Plano Safra 2023/24.”

Em resumo, espera-se “uma uma taxa de juros certamente maior – e quem vai sofrer menos com isso, provavelmente, serão os pequenos produtores, e aquelas linhas associadas à sustentabilidade”. Quanto ao volume de recursos, ele avalia que, mesmo em meio à crise fiscal, a possibilidade de um aumento é considerada devido ao esforço do governo em se aproximar do setor.

“Maior Plano Safra da história”

Em entrevista a uma TV, nesta segunda-feira (19), o ministro da Agricultura Carlos Fávaro afirmou que o lançamento do Plano Safra 2023/24 será dia 27 de junho. Já o Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/24 será anunciado na quarta-feira, dia 28 de junho.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, confirmou através das redes sociais o lançamento do plano em duas datas e afirmou que este será “o maior Plano Safra da história do Brasil”.

OUÇA O COMENTÁRIO DO ECONOMISTA:

Máquinas & Inovações Agri · 064- Plano Safra 2023/24 pode ter recursos ampliados e juros mais altos

 

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Curiosidade

Sensoriamento remoto na agricultura: as principais aplicações

Por redação 19/06/2023
Escrito por redação

O sensoriamento remoto na agricultura tem se mostrado uma ferramenta indispensável para o aumento da produtividade, a tomada de decisões precisas e a preservação dos recursos naturais no setor agrícola

Sensoriamento remoto na agricultura: as principais aplicaçõesO sensoriamento remoto na agricultura é uma tecnologia revolucionária. O uso da tecnologia está transformando a forma como os agricultores planejam, monitoram e gerenciam suas atividades. Utilizando sensores e imagens capturadas por satélites, drones e estações terrestres, o sensoriamento remoto proporciona o acesso a informações valiosas. Dados sobre as condições das plantações, a saúde das culturas e a gestão dos recursos naturais são alguns exemplos.

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Benefícios do sensoriamento remoto na agricultura:

1. Monitoramento das plantações:

Com o sensoriamento remoto, os agricultores podem obter informações detalhadas sobre a sua produção. Entre elas, a saúde das plantas, identificando áreas com estresse hídrico, por exemplo. Assim como deficiências nutricionais, doenças ou pragas na plantação.

Um exemplo disso são as imagens térmicas capturadas por drones. Essas imagens podem revelar áreas com plantas estressadas devido à falta de água. Com essa informação, o produtor pode fazer uma irrigação direcionada e evitar desperdícios.

2. Gestão dos recursos hídricos:

Ainda através de imagens capturadas pelo sensoriamento, é possível identificar áreas com excesso ou falta de água. Isso permite a otimização da irrigação e a economia dos recursos hídricos. Os agricultores podem identificar áreas com baixa umidade do solo e ajustar os sistemas de irrigação. Com isso, consegue direcionar o fornecimento de água apenas para onde é necessário, evitando desperdícios e reduzindo o consumo de água.

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3. Mapeamento da fertilidade do solo:

O sensoriamento remoto permite a análise da composição e fertilidade do solo em diferentes áreas da propriedade. Por exemplo, a análise do espectro eletromagnético capturado por satélites pode indicar a presença de nutrientes no solo. Com essas informações, os agricultores podem aplicar fertilizantes de forma mais precisa, reduzindo custos e minimizando os impactos ambientais causados pela aplicação excessiva de fertilizantes.

4. Detecção de pragas e doenças:

O sensoriamento remoto possibilita a identificação precoce de pragas e doenças nas lavouras, permitindo um controle mais eficiente e direcionado. Por exemplo, o uso de imagens multiespectrais pode revelar áreas com plantas infectadas por doenças antes mesmo dos sintomas serem visíveis a olho nu. Dessa forma, os agricultores podem tomar medidas de controle específicas para impedir a disseminação e minimizar os danos à produção.

5. Monitoramento do crescimento das culturas:

A tecnologia pode fornecer informações precisas sobre o estágio de desenvolvimento das culturas ao longo do tempo. Ao analisar o índice de vegetação capturado por imagens de satélite, por exemplo, os agricultores podem acompanhar o crescimento das plantas, identificar possíveis problemas e tomar medidas corretivas para maximizar a produtividade.

O sensoriamento remoto na agricultura é uma ferramenta poderosa que está revolucionando o setor agrícola. Com informações precisas e em tempo real, os agricultores podem tomar decisões fundamentadas, otimizando a produção, reduzindo custos e minimizando os impactos ambientais. O uso dessa tecnologia é essencial para enfrentar os desafios da agricultura moderna, promovendo uma produção mais eficiente, sustentável e de qualidade.

Portanto, é evidente que o sensoriamento remoto na agricultura desempenha um papel fundamental na transformação do campo, impulsionando a produtividade, a sustentabilidade e o crescimento do setor agrícola. Ao utilizar essa tecnologia, os produtores rurais podem se beneficiar de uma gestão mais precisa, identificar problemas antes que se tornem graves, reduzir custos e aumentar a rentabilidade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e resiliente.

 

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Notícias

Exportações do agro brasileiro atingem novo recorde em maio

Por redação 19/06/2023
Escrito por redação

Em maio, as exportações do agro brasileiro alcançaram US$ 16,78 bilhões, 11,2% superiores ao mesmo mês em 2022

Exportações do agro brasileiro atingem novo reExportações do agro brasileiro atingem novo recorde em maio e no acumulado do anocorde em maio As exportações do agro brasileiro alcançaram US$ 16,78 bilhões em maio: 11,2% superiores ao mesmo mês em 2022. Nunca as exportações ultrapassaram US$ 16 bilhões em um único mês, considerando-se toda a série histórica iniciada em 1997. Com o recorde, a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou 50,8%.

Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), a excelente safra brasileira de grãos, superior a 315 milhões de toneladas, influenciou diretamente este resultado. O índice de quantum das exportações do agronegócio em maio cresceu 27,6%, e, mesmo diante da redução dos preços internacionais, possibilitou a geração de um novo recorde nas exportações do agronegócio.

O papel da soja nas exportações do agro brasileiro

As vendas de soja em grãos representaram outro recorde, com US$ 8,13 bilhões exportados. O volume, por sua vez, foi o segundo melhor de toda a série histórica, 15,60 milhões de toneladas embarcadas, somente superado pelo volume de abril de 2021 (16,11 milhões de toneladas). A China foi o principal destino (cerca de 60% do total).

As vendas externas de farelo de soja também registraram recorde, dessa vez de valor e volume exportados, US$ 1,43 bilhão (+32,0%) e 2,71 milhões de toneladas (+38,4%), respectivamente.

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Carnes

As exportações de carne bovina recuaram para US$ 952 milhões (-11,8%), devido à redução do preço médio de exportação. Por outro lado, houve recorde em volume: 191 mil toneladas, influenciado pela demanda chinesa após os efeitos da suspensão temporária das vendas ao país. A China é a maior importadora da carne bovina do Brasil, com 61,3% do valor total exportado.

Apesar da redução em valor, US$ 854 milhões (-3,5%), as exportações de carne de frango foram recordes em quantidade: 423 mil toneladas. O aumento da quantidade exportada ocorreu mesmo após o registro dos primeiros casos de Influenza Aviária confirmados no Brasil. Nesse cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoo-sanitária no país, e tem adotado medidas preventivas de forma a impedir a chegada do vírus às granjas comerciais

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Açúcar

O setor sucroalcooleiro apresentou forte elevação de valor exportado, passando de US$ 665 milhões em maio de 2022 para US$ 1,21 bilhão em maio de 2023 (+81,2%). O açúcar é o principal produto exportado pelo setor, com valor recorde de US$ 1,14 bilhão exportados (+88,5%).

Exportações do agro brasileiro no acumulado do ano (janeiro a maio)

As exportações do agro brasileiro, nos cinco primeiros meses deste ano, somaram US$ 67,3 bilhões, o que representa um crescimento de 5,8% na comparação com o mesmo período em 2022, quando as vendas foram de US$ 64 bilhões. O agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil, com participação de 49,5%.

Entre os destaques que mais contribuíram para o desempenho favorável estão os recordes em soja em grão, farelo de soja, frango e carne suína em valor e quantidade; recorde de milho e açúcar em valor; celulose e óleo de soja, recordes em quantidade.

A soja em grão representou 81,2% do valor embarcado pelo setor complexo soja, alcançando o valor histórico de US$ 26,53 bilhões, com recorde também em volumes: 49 milhões de toneladas.

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviais

Em 2023, o Brasil deve se tornar o maior exportador de farelo de soja do mundo. O produto registrou recorde em valor (US$ 4,76 bilhões) e quantum (8,84 milhões de toneladas).

As vendas externas de milho ficaram em US$ 3,09 bilhões, valor recorde para a série histórica. Segundo a análise da SCRI, a atual safra de milho prevista pela Conab no montante recorde de 125,72 milhões de toneladas, ainda sob os efeitos somente da primeira safra do cereal, favorece o incremento nas vendas externas. Foram embarcadas 10,6 milhões de toneladas do grão.

Brasil exporta 13,6 milhões de sacas de café no acumulado do ano até maio

As vendas de açúcar também registraram recorde em valor, alcançando US$ 3,85 bilhões. Foram comercializadas 8,4 milhões de toneladas do produto.

Já a celulose foi responsável por 8,17 milhões de toneladas, quantidade recorde para o período. O óleo de soja também teve recorde no quantum, com 1,19 milhão de toneladas.

A carne de frango representou recordes de US$ 4,21 bilhões e de 2,13 milhões de toneladas, e as exportações de carne suína foram de US$ 1,14 bilhão e 473 mil toneladas.

 

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Notícias

Sob influência do El Niño, inverno deve ser mais chuvoso no Sul e Sudeste

Por redação 19/06/2023
Escrito por redação

O inverno deste ano terá impacto do El Niño, que afeta o Brasil aumentando a seca no Norte, Nordeste e parte norte do Centro-Oeste, e provocando o oposto no Sudeste e Sul, com volumes de chuva maiores que o normal

Sob influência do El Niño, inverno deve ser mais chuvoso no Sul e Sudeste O começo do inverno, na próxima quarta-feira (21), deve trazer mais chuva para a Região Sul do Brasil. Com a influência do fenômeno El Niño, o país deve experimentar uma estação mais chuvosa que o normal no Sul e Sudeste, e mais seca em toda a metade norte do país, diz nota da “Agência Brasil”.

O afastamento do ciclone extratropical que causou vítimas e destruição no Rio Grande do Sul na última semana vai continuar favorecendo o tempo frio e seco que começou no sábado (17) na região. Porto Alegre deve ter mínima de 6 graus Celsius (C°) na segunda-feira (19), e Curitiba, de 7C°.

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Pancadas de chuva devem voltar a ser registradas na capital gaúcha na quarta-feira (21) e na quinta-feira (22), quando a temperatura sobe um pouco, mas não passa de 20C°, segundo o Inmet.

No Sudeste, onde o frio levou mínimas de 8,5Cº à capital paulista, a previsão do Inmet é que as baixas temperaturas devem continuar, com mínima, em São Paulo, de 12C° na segunda-feira, 11C° na quarta-feira e 10C° na quinta-feira. Belo Horizonte também pode começar o inverno com mínima de 10Cº e, para o Rio de Janeiro e Vitória, estão previstas mínimas de 15C° e 16C°, respectivamente.

El Niño

O inverno deste ano terá impacto do fenômeno El Niño, que afeta o Brasil aumentando a seca no Norte, Nordeste e parte norte do Centro-Oeste, e provocando o oposto no Sudeste e Sul, com volumes de chuva maiores que o normal.

Brasil exporta 13,6 milhões de sacas de café no acumulado do ano até maio

O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico na faixa da Linha do Equador aquecem mais do que o normal, o que altera o sistema de ventos em toda a América do Sul, impedindo que as frentes frias que vêm do Sul avancem além do Sudeste do Brasil.

O Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) confirmou que o El Niño já se formou e tende a se fortalecer ao longo do inverno. O fenômeno não tem um tempo previsível de duração, e pode se estender entre seis meses a dois anos.

 

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Tecnologia

Novo piloto automático da Massey Ferguson pode ser usado em todas as máquinas

Por redação 19/06/2023
Escrito por redação

Disponível para máquinas novas ou usadas, piloto automático da Massey Ferguson pode ser retirado de um equipamento e instalado em outro de maneira rápida e fácil

Novo piloto automático da Massey Ferguson pode ser usado em todas as máquinasMassey Ferguson apresenta o Fuse Guide, um novo sistema de piloto automático elétrico que pode ser instalado em tratores, colheitadeiras e pulverizadores novos ou usados. Desenvolvido pela Fuse, marca de tecnologia da AGCO, essa solução atende às necessidades de pequenos e médios agricultores, oferecendo facilidade de instalação e operação.

“Por se tratar de um sistema de fácil instalação e utilização, o agricultor poderá fazer o uso do Fuse Guide em diversos equipamentos, usufruindo da máxima precisão durante as operações de preparo de solo, plantio, pulverização e colheita”, explica Vanderson Schneider, especialista de Marketing de Produto Fuse.

O monitor para a visualização das informações pode ter 5, 7 ou 10 polegadas, de acordo com o tamanho da máquina e da necessidade do produtor. “Por exemplo, se o produtor pretende usar apenas o piloto automático, uma tela menor atenderá o objetivo, mas se ele também tiver a intenção de utilizar funções adicionais, como fazer o controle de sementes no plantio, adubação ou taxa variável de pulverização, a indicação é pelo terminal de 7 ou 10 polegadas, já que ambos possuem compatibilidade com implementos ISOBUS”, detalha o especialista.

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O Fuse Guide tem o receptor Smart7 (GPS) instalado em cima do equipamento, responsável por captar sinais de satélites para seu posicionamento, garantindo precisão no trajeto. O uso do sistema permite por exemplo, aumento de até 5% da área plantada, em comparação ao trabalho sem tecnologia de precisão.

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Receptor Smart7: precisão no trajeto

Ao reduzir a fadiga do trabalho, o piloto automático da Massey Ferguson também permite que operador mantenha o foco na operação a ser realizada, o que resulta em aumento da eficiência operacional, além de menos falhas e sobreposições, otimizando recursos e insumos.

A instalação é realizada por meio da rede de concessionárias Massey Ferguson. “É um sistema que possui compatibilidade com diversas soluções de agricultura de precisão do mercado, permitindo agregar mais tecnologia para a máquina que está no campo”, ressalta Schneider.

 

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