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Tecnologia

Fendt lança trator de esteira ideal para solos arenosos e áreas degradadas

Por redação 16/06/2023
Escrito por redação

O trator de esteira Fendt 1167 Vario MT causa menor impacto no solo e patina menos por manter uma área de contato constante com a superfície

Fendt lança trator de esteira ideal para solos arenosos e áreas degradadasA Fendt lança para o mercado brasileiro o trator de esteira Fendt 1167 Vario MT, com 673 cavalos de potência e esteiras no lugar dos rodados. O novo modelo, além de causar menor impacto no solo, patina menos por manter uma área de contato constante com a superfície. Por isso, a novidade é ideal para solos arenosos, recuperação de áreas degradadas ou em culturas em que o terreno é exposto, como é o caso da cana-de-açúcar.

Mapa define direcionamento de recursos do Funcafé para safra 2023/2024

Nessas situações, torna o trabalho na lavoura mais eficiente e sustentável, proporcionando economia de combustível, com menor desgaste de peças. Além disso, as esteiras também contribuem para a produtividade final do cultivo. Como o campo fica menos compactado, as plantas conseguem expandir suas raízes com mais facilidade, resultando em um estande sadio e produtivo.

“No Brasil, vemos um grande potencial para que esse produto trabalhe em áreas do Centro-Oeste e do Nordeste. Seu uso é indicado para situações específicas, como manejo de solo, plantio ou em propriedades que precisam ter menor impacto no terreno. O Fendt 1167 Vario MT veio para complementar nosso portfólio e para garantir a sustentabilidade nessas ocasiões diferenciadas”, diz Fabio Dotto, diretor de Marketing de Produto Fendt e Valtra.

Assim como nos demais tratores da marca, o modelo conta com a transmissão Fendt Vário, que garante velocidade e rotação ideais. Além disso, o lançamento possui o exclusivo sistema de suspensão Smart Ride Plus para ajustes de ângulo em sua parte dianteira, o que, por sua vez, modifica o centro de gravidade da máquina conforme cada necessidade.

Fendt lança trator de esteira ideal para solos arenosos e áreas degradadas

Trator de esteira Fendt 1167 Vario MT chega ao mercado brasileiro

Por exemplo, se o produtor rural estiver em um deslocamento simples pela propriedade, ele pode levantar o ângulo para facilitar o transporte. Já quando estiver puxando um implemento pesado, basta abaixar o ângulo para que haja maior potência e tração com o solo.

“Essa mudança no ângulo faz com que o equipamento mantenha contato com o solo por toda a esteira, melhorando seu desempenho nas operações. E é exatamente por sua capacidade manobra que ele se destaca, a começar pelo fato de que patina com menos que uma máquina com pneus. Também não sofre com o galope [Power Hop], mantendo, assim, o avanço constante ao longo da área. Para as manobras de cabeceira, o trator inverte o avanço de cada esteira e pode realizar seu giro de retorno até mesmo parado. Por fim, temos a solução Fendt ID nos nossos motores, que entregam elevado torque até mesmo em baixas rotações. Sendo assim, é um produto que entrega alta eficiência, durabilidade e economia”, explica o diretor.

O equipamento também tem quatro pontos de lastro, que podem ser ajustados de acordo com a resistência gerada pelo implemento. Essa customização dá maior capacidade de adaptação ao produto, que consegue trabalhar tanto nos manejos mais pesados quanto nas situações mais sutis.

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviais

“Além de ser um trator muito bem balanceado, o trator de esteira possui um sistema de pistões estabilizadores. Assim, quando o implemento gera uma força adicional em um dos lados, a máquina compensa isso e mantém o percurso. Com isso, há um melhor rendimento operacional até mesmo para os manejos mais complexos”, finaliza Dotto.

 

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Notícias

Preço do milho cai 37,13% comparado ao mesmo período em 2022

Por redação 16/06/2023
Escrito por redação

O mercado segue pressionado e a tendência para julho é que o preço do milho fique abaixo dos R$ 53,23 a saca

Preço do milho cai 37,13% comparado ao mesmo período em 2022

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do milho no mercado interno apresentou mais um mês em queda e atingiu, no dia 14 de junho, o valor de R$ 54,33/ saca, o menor valor do ano. De acordo com análise mensal do Cepea, os principais motivos dessa diminuição de preço foram: clima favorável para grandes safras e redução de demandas por parte dos compradores que esperavam uma desvalorização do produto.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda estima uma safra recorde de milho no Brasil este ano, e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê que as exportações brasileiras de milho superem as estadunidenses em 1,1 milhões de toneladas na safra 2022/2023. A produção estimada pela Conab é de que essa safra atinja 126,6 milhões de toneladas.

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviais

Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza – empresa especializada em negócios internacionais – a população encontrará produtos mais baratos devido aos valores baixos da saca deste mês.

“Em junho do ano passado, os compradores pagavam cerca de R$ 86,00/saca de 60kg, e, neste ano, uma saca de milho sai por R$ 54,33”, disse. “Os principais responsáveis por essa variação, geralmente, são clima, oferta e demanda, nacional ou internacional”, acrescenta o empresário.

A saca de milho da primeira quinzena do mês deste ano está 37,13% mais barata do que a saca do mesmo período do ano passado e 9,64% mais barata do que no mês de maio, em que o valor era de R$ 60,13/saca.

Previsão do preço do milho para julho

A previsão do preço do milho para o mês de julho é uma saca ainda mais baixa, no valor de R$ 53,23, com uma variação de 0,21% em comparação com os valores juninos. Os valores das sacas foram levantados pelo Cepea.

De acordo com Pizzamiglio, com a alta produção de milho no mercado interno, o país precisa exportar muito mais se quiser atingir um patamar jamais visto.

“O Brasil é o único país capaz de produzir três safras em um mesmo ano e precisa utilizar isso a seu favor”, afirma. “A colheita do milho na safrinha pode ajudar o Brasil a ultrapassar o maior exportador de milho do mundo esse ano, os Estados Unidos”, finaliza.

O milho safrinha é o grão da segunda safra e detém 70% da produção nacional de milho. Ele é semeado após a safra principal e é feito por agricultura de sequeiro (cultivado em solo seco). A safrinha é plantada entre fevereiro e junho no Nordeste e de janeiro a abril nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A colheita da safrinha já se iniciou em Mato Grosso e no Paraná.

Mapa define direcionamento de recursos do Funcafé para safra 2023/2024

Fábio explica que a agricultura do Brasil passa por grandes momentos e que o investimento em tecnologia é fundamental. “O milho, a soja, o trigo e o sorgo têm previsões de safra recorde neste ano. O país vai bater mais de 300 milhões de toneladas em 2023”, comenta. “A agricultura faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil e o investimento em maquinários, tecnologia de irrigação e sistema de monitoramentos são cada vez mais necessários para uma boa safra”, finaliza o diretor.

 

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Notícias

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviais

Por redação 16/06/2023
Escrito por redação

Usinas investem em tecnologia para monitoramento capacitação de brigadistas para a prevenção e o combate a focos de incêndios em canaviais

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviaisO período mais seco do ano, entre os meses de junho e setembro, traz o risco de aumento de incêndios em canaviais, especialmente criminosos ou acidentais, no estado de São Paulo. Esses focos ocorrem, principalmente, em áreas limítrofes com rodovias ou que tenham acesso fácil da população. Por isso, a conscientização das comunidades locais é muito importante.

Com quase 100% da cana-de-açúcar colhida mecanicamente, o uso do fogo como método pré-colheita é restrito a pequenas áreas. Assim, incêndios em canaviais representam grandes prejuízos financeiros para usinas e produtores rurais, já que a cana-de-açúcar é o principal ativo.

O custo do plantio de um hectare de cana gira entorno de R$ 15 mil, valor investido em mudas de qualidade e preparação do solo para um bom rendimento ao longo do ciclo, que tem média de 5 anos. Os cuidados com a cana representam, aproximadamente, 60% dos custos de produção de açúcar e etanol.

“Com a eliminação da queima como método pré-colheita, as usinas adequaram toda a sua infraestrutura para processar a cana colhida de forma mecanizada, ou seja, os processos de lavagem prévia e limpeza da cana queimada deixaram de existir”, explica a coordenadora de Sustentabilidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Renata Camargo.

De acordo com ela, existem dois desafios logísticos: “o primeiro é que as unidades precisam criar um fluxo dedicado de operação para moer essa matéria-prima que foi atingida pelos incêndios, uma vez que a cana queimada traz impurezas”, diz.

Liberação do crédito rural alcança R$ 318,7 bilhões em 11 meses

O segundo desafio, ela completa, “é a própria operação de colheita em si, uma vez que na maioria das vezes essa cana atingida por incêndios não está programada para ser colhida, resultando em deslocamento de frentes de corte e queda de produtividade”.

Outro fator de preocupação, de acordo com a coordenadora, é o risco desses incêndios em canaviais se alastrarem para as áreas de vegetação nativa das usinas. “Esse é o pior cenário possível, pois além do prejuízo financeiro, temos o dano ambiental da perda da vegetação recuperada pela usina”, ressalta Renata Camargo.

Produção de grãos pode atingir novo recorde, com 315,8 milhões de toneladas

Ao longo dos últimos anos, o setor sucroenergético vem investindo em alta tecnologia para mitigar e combater os focos de incêndios em canaviais. Hoje, os canaviais são monitorados com imagens de satélites e por câmeras em tempo real, que auxiliam a rápida detecção do princípio de focos de fogo.

“Além do investimento em tecnologias de monitoramento e prevenção, o setor investe na qualificação das suas brigadas. O setor se transforou na referência de combate aos incêndios em campo, sendo frequente a sua atuação para auxiliar em combates de incêndios fora dos canaviais, como unidades de conservação e estações ecológicas”, explica Renata.

Campanhas para evitar os incêndios em canaviais

Cana-de-açúcar: setor se une para prevenir incêndios em canaviaisEm parceria com o governo estadual o setor atua junto no trabalho de prevenção, fiscalização e conscientização na Operação Corta Fogo, além de realizar campanhas específicas, como a “Fogo é Fogo”. Desenvolvida em parceria pela Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (Abagrp), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), produtores ruais e usinas, a campanha está em sua nona edição.

Dados da Abagrp, com base em levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dentro do Programa Queimadas, mostram que em 2020 e 2021, foram registrados 6.123 e 5.469 focos, respectivamente. No ano passado, o número reduziu para 1.599, o menor índice desde o começo do monitoramento em 1998.

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A melhor distribuição de chuvas explica parte desse resultado positivo. “O trabalho de conscientização e prevenção desenvolvidos pelas usinas também refletiram nessa redução. Temos que ser proativos, pois o setor produtivo não tem interesse no fogo”, destaca a coordenadora da campanha, Valéria Ribeiro.

A campanha, iniciada em 2015, conta com peças divulgadas em emissoras de rádios e tvs nas regiões mais críticas, além de placas distribuídas ao longo das rodovias com os números dos Corpo de Bombeiros e da Brigada de Incêndio mais próxima, o que dá rapidez ao combate do fogo.

“É importante uma união de esforços para atingirmos os melhores resultados. Todos somos responsáveis. Por isso, além das parcerias com os órgãos oficiais, estamos fazendo uma ação forte de educação, com professores e alunos, buscando sempre a conscientização”, reforça a presidente do conselho da Abag, Mônika Bergamaschi.

Trabalho conjunto

A redução dos focos de incêndios em canaviais também é reflexo do trabalho conjunto entre o governo do Estado de São Paulo e o setor, que atuam na prevenção, fiscalização e conscientização sobre a Operação Corta Fogo.

Entre as ações estão:

  • a manutenção de equipes brigadistas e caminhões tanque;
  • a limpeza dos aceiros para evitar que os focos se alastrem para as áreas de vegetação nativa;
  • a instalação de torres de observação;
  • a formalização de Planos de Auxílio Mútuo (PAMs);
  • o monitoramento por imagens de satélite, e
  • a vigilância por câmeras. 

Usinas também trabalham em parceria com o Corpo de Bombeiros no combate à incêndios florestais. “Esse tipo de trabalho é muito produtivo, pois a troca de informações entre o setor e o poder público é essencial para avançarmos no combate aos focos de incêndio. Nos últimos anos, o setor tem evoluído muito no trabalho de prevenção”, destaca o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar Ambiental, tenente-coronel Alessandro Daleck.

Na última quarta-feira (14), foi realizado em Sertãozinho, interior de São Paulo, um encontro regional da Polícia Ambiental e o setor. “Nesses eventos, as usinas e fornecedores podem esclarecer dúvidas práticas com os agentes de fiscalização ambiental. É uma oportunidade importante de aproximação e diálogo entre todos”, conclui Renata Camargo.

 

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16/06/2023 0 Comentários
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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Notícias

Brasil exporta 13,6 milhões de sacas de café no acumulado do ano até maio

Por redação 16/06/2023
Escrito por redação

Volume de sacas de café representa queda de 19% ante mesmo intervalo de 2022 e reflete um início de colheita mais lento e o pouco café remanescente após duas safras menores

Brasil exporta 13,6 milhões de sacas de café no acumulado do ano até maio

As exportações brasileiras de café totalizaram 2,448 milhões de sacas de 60 kg em maio, gerando receita cambial de US$ 544,8 milhões. Na comparação com o quinto mês de 2022, registram-se recuos de 17,4% em volume e de 22,6% em valor. Os dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Com esse desempenho, as remessas nacionais de café, no acumulado de 11 meses do ano safra 2022/23, chegaram a 32,977 milhões de sacas de café, o que implica queda de 9,7% em relação aos 36,501 milhões aferidos entre julho de 2021 e maio de 2022.

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Já a receita, refletindo o maior preço médio do produto no intervalo atual – US$ 228,83/saca contra US$ 202,47/saca –, avança 2,1% no mesmo comparativo, somando US$ 7,546 bilhões.

Ano civil

De janeiro ao fim de maio de 2023, o Brasil exportou 13,577 milhões de sacas de café, volume 19,3% inferior ao apurado nos cinco primeiros meses do ano passado (16,823 milhões). A receita cambial foi de US$ 2,958 bilhões, recuando 24,4% ante os US$ 3,910 bilhões observados em idêntico período anterior.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a colheita do produto no país se aproximava de 20% do previsto ao final de maio, ficando cerca de 10 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

“Esse fato, aliado ao pouco café remanescente após safras menores em 2021 e 2022, afetadas significativamente por adversidades climáticas, lembrando que maio é o penúltimo mês da safra 2021/22, interfere nessa menor performance atual dos embarques”, explica.

Ele anota que, com o avanço da entrada dos cafés da temporada 2023/24, provavelmente veremos uma evolução nos volumes remetidos ao exterior pelo Brasil nos próximos meses.

“O cinturão cafeeiro nacional não sofreu impactos do clima até o momento e as perspectivas são boas para a nova safra, com importadores demonstrando bastante interesse comprador por nossos arábicas”, conta.

Liberação do crédito rural alcança R$ 318,7 bilhões em 11 meses

O presidente do Cecafé recorda que, nos primeiros meses do ano, a variedade brasileira, em razão da escassez, chegou a ser negociada com prêmio sobre a Bolsa de Nova York, havendo redução substancial nos negócios.

“Com a chegada da nova safra, contudo, os diferenciais vêm se ajustando aos níveis históricos, com mais negociações, os quais refletirão maiores volumes de embarques quando comparados aos que vimos nesses primeiros cinco meses do ano”, projeta.

Ainda conforme Ferreira, os cafés robusta e conilon brasileiros vêm alcançando diferenciais de preços próximos aos do Vietnã, o que pode aquecer o mercado internacional da variedade.

“Os seguidos anos de bons volumes colhidos e as significativas altas alcançadas na bolsa internacional, em especial pela expectativa de quebra na safra da Indonésia, fazem com que o cenário também seja favorável aos canéforas, pois, com diferencial mais atrativo, tem ocorrido demanda mais constante dessa variedade, o que deve acelerar os volumes de embarques a partir de junho”, completa.

Principais destinos das sacas de café brasileiro

Nos cinco primeiros meses de 2023, os Estados Unidos permanecem como principal importador dos cafés do Brasil, com a aquisição de 2,512 milhões de sacas, volume 23,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2022. Esse montante equivale a 18,5% dos embarques totais brasileiros no intervalo.

A Alemanha, com representatividade de 12,5%, comprou 1,691 milhão de sacas (-46%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a importação de 1,110 milhão de sacas (-21,7%); Japão, com 837.437 sacas (+14,2%); Bélgica, com 630.260 sacas (-62,3%); e Colômbia, com 538.071 sacas (-2,9%).

Do sétimo ao décimo lugares, o desempenho é positivo, com essas nações elevando suas aquisições dos cafés do Brasil. A Turquia importou 460.446 sacas, ampliando em 34,9% suas compras ante os cinco primeiros meses de 2022, e é seguida por Holanda, com 422.277 sacas (+43,6%); Argentina, com 379.418 sacas (+23,4%); e França, com 377.376 sacas (+7,7%).

Por blocos econômicos, também merece destaque a evolução de 15,1% registrada para a Ásia, puxada pelos desempenhos positivos de Japão e Turquia, além do forte crescimento para a China. “Os chineses importaram 281.329 sacas dos cafés do Brasil de janeiro a maio deste ano, o que representa uma alta de 99,2% sobre o mesmo intervalo antecedente e classifica a nação como o 14º principal destino do produto”, aponta o presidente do Cecafé.

Outros grupos que se destacaram positivamente foram Oriente Médio e Países Árabes, que elevaram suas aquisições em 35,4% e 50,2%, respectivamente. “Nos países dessas regiões, há uma característica muito intensa de se consumir o café rio. E o Brasil é praticamente o único país que produz café arábica com essa característica de bebida, sendo um fornecedor leal e em quantidade a esses destinos”, conclui Ferreira.

Portos

O complexo marítimo de Santos (SP) segue como principal exportador dos cafés do Brasil de janeiro a maio de 2023, com a remessa de 10,379 milhões de sacas ao exterior, o que equivale a 76,4% do total. Na sequência, aparecem os portos do Rio de Janeiro, que respondem por 18,5% dos embarques ao enviarem 2,506 milhões de sacas, e Paranaguá (PR), com a exportação de 198.640 sacas e representatividade de 1,5%.

Tipos de café

O café arábica foi o mais exportado entre janeiro e o fim de maio deste ano, com volume equivalente a 11,466 milhões de sacas, o que corresponde a 84,5% do total. O segmento do solúvel teve o correspondente a 1,567 milhão de sacas embarcadas, com representatividade de 11,5%, seguido pela variedade canéfora (robusta + conilon), com 526.065 sacas (3,9%) e pelo produto torrado e torrado e moído, com 18.047 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 17,7% das exportações totais brasileiras do produto nos primeiros cinco meses de 2023, com o envio de 2,398 milhões de sacas ao exterior. Esse volume representa queda de 4,6% na comparação com o mesmo período do ano antecedente.

O preço médio desse produto foi de US$ 247,66 por saca, proporcionando uma receita de US$ 594 milhões de janeiro ao fim de maio, o que corresponde a 20,1% do obtido com os embarques totais. No comparativo anual, o valor é 22,6% menor do que o aferido no mesmo intervalo anterior.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados durante os cinco primeiros meses deste ano, os Estados Unidos estão na ponta, com a aquisição de 665.389 sacas, o equivalente a 27,7% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, vêm Alemanha, com 329.266 sacas e representatividade de 13,7%; Bélgica, com 250.734 sacas (10,5%); Holanda (Países Baixos), com 116.615 sacas (4,9%); e Itália, com 115.571 sacas (4,8%).

 

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Liberação do crédito rural alcança R$ 318,7 bilhões em 11 meses

Por redação 16/06/2023
Escrito por redação

De janeiro a maio de 2023, foram liberados R$ 107 bilhões de crédito rural, que representa 8,6% a mais do aplicado no mesmo período do ano passado

Liberação do crédito rural alcança R$ 318,7 bilhões em 11 mesesDurante o período de julho de 2022 a maio de 2023, o crédito rural do Plano Safra 2022/2023 foi aplicado de forma significativa, atingindo a marca de R$ 318,7 bilhões. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 189 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram mais de R$ 84,2 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 30,8 bilhões e as de industrialização, R$ 14,5 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados mais de 1.750.788 contratos no período de 11 meses, sendo 1.266.243 no Pronaf e 190.240 no Pronamp.

Capacidade de armazenagem agrícola atinge 192,2 milhões de toneladas

Os valores contratados pelos pequenos e médios produtores em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização) foram, respectivamente, de R$ 49 bilhões no Pronaf e de R$ 45,2 bilhões no Pronamp.

Os demais produtores formalizaram 294.305 contratos, correspondendo a R$ 224,4 bilhões de financiamentos contratados nas instituições financeiras.

Liberação do crédito rural alcança R$ 318,7 bilhões em 11 meses

Financiamento agropecuário

O Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, conhecido como Programa ABC+, teve desembolso de R$ 3,7 bilhões. O Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) teve contratações de R$ 1,6 bilhão. Já o O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) somou R$ 2,6 bilhões.

Contratação de crédito rural por fonte de recursos

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, foi de R$ 69,3 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada somou R$ 58,3 bilhões. As duas fontes somam 40% do total do crédito rural.

Produção de grãos pode atingir novo recorde, com 315,8 milhões de toneladas

A demanda por recursos não controlados somou R$ 138,4 bilhões, com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 781 bilhões, o equivalente a 25% de todos os financiamentos.

Contratação de crédito rural por região

A região Sul continua com o destaque nos financiamentos do Plano Safra, com R$ 104,5 bilhões. O estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking das contratações na região, com 44% das contratações, seguido pelo Paraná, com 41%.

O Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com R$ 88,3 bilhões, sendo que Mato Grosso e Goiás respondem por 76% das contratações da região.

Liberação de Recursos em 2023

De janeiro a maio de 2023, foram liberados R$ 107 bilhões de crédito rural, que representa 8,6% a mais do aplicado no mesmo período do ano passado, em todas as finalidades do crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização).

Nos cinco primeiros meses do ano, o custeio totalizou R$ 61,5 bilhões, os financiamentos em investimentos alcançaram R$ 24,5 bilhões, a comercialização somou R$ 17 bilhões e a industrialização, R$ 4 bilhões.

Para o Pronaf, no período, houve liberação de R$ 13,9 bilhões, para o Pronamp, R$ 11,2 bilhões e para os demais agricultores, R$ 81,9 bilhões.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos no dia 7 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.

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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
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Mapa define direcionamento de recursos do Funcafé para safra 2023/2024

Por redação 16/06/2023
Escrito por redação

As taxas dos juros dos financiamentos do Funcafé serão estabelecidas junto com as medidas do Plano Safra 2023/2024 a ser anunciado nos próximos dias

Mapa define direcionamento de recursos do Funcafé para safra 2023/2024O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) definiu nesta sexta-feira (16) o direcionamento dos recursos orçamentários para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O total de recursos para atender as linhas de financiamento destinadas ao setor cafeeiro na safra 2023/2024, de R$ 6,37 bilhões, foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional em maio deste ano pela Resolução 5.072/2019.

Segundo a Portaria nº 592 , serão destinados até R$ 1,62 bilhão para crédito de custeio, até R$ 2,35 bilhões para crédito de comercialização e até R$ 1,48 bilhão para a linha Financiamento para Aquisição de Café (FAC). O crédito para capital de giro para indústrias de café solúvel, de torrefação e para cooperativa de produção foi definido em R$ 883 milhões. Já o crédito para recuperação de cafezais danificados ficou em R$ 30 milhões.

As taxas dos juros dos financiamentos do Funcafé serão estabelecidas junto com as medidas do Plano Safra 2023/2024 a ser anunciado nos próximos dias.

Se houver saldo de recurso contratado e não aplicado em alguma linha de crédito, poderá ser realizado novo direcionamento em dezembro de 2023.

Futuro da cadeia de produção da soja será tema de evento da Embrapa

As instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural interessadas em operacionalizar os recursos do Funcafé no exercício de 2023 terão 10 dias para apresentar proposta de demanda por recurso e a documentação exigida para habilitação. As orientações constam da portaria publicada hoje.

“Após habilitação, serão firmados contratos com as instituições financeiras para repasse de recursos. Com isso, a partir da segunda quinzena de julho os recursos estarão à disposição dos produtores, cooperativas, indústrias e exportadores”, esclareceu o diretor de Comercialização da Secretaria de Política Agrícola, Silvio Farnese.

Na safra 2022/2023, o Funcafé teve um desempenho recorde aplicando 96% dos R$ 6,058 bilhões que foram ofertados, com 68% do recurso tomado no estado de Minas Gerais, 15% no Espírito Santo e 9,9% em São Paulo.

 

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Pesquisa identifica plantas daninhas resistentes a herbicidas

Por redação 15/06/2023
Escrito por redação

Plataforma gratuita ajuda a monitorar plantas daninhas resistentes a herbicidas e produtor pode planejar melhor estratégias de controle da cultura

Pesquisa identifica plantas daninhas resistentes a herbicidasPesquisadores da Embrapa estão monitorando a ocorrência de plantas daninhas resistentes a herbicidas em Mato Grosso. O trabalho, realizado em conjunto com a Bayer, é parte de um esforço nacional reunindo uma grande equipe de especialistas em todo o País e pode ser conferido em uma plataforma on-line de acesso aberto.

No site, é possível verificar os pontos onde foram coletadas sementes de biótipos com suspeita de resistência, as espécies e a quais herbicida e mecanismo de ação as plantas são resistentes.

“A ideia é que o site sirva de alerta para os produtores. Ao verem que há resistência em sua região, eles podem planejar as estratégias de controle, seja com a rotação de moléculas e de mecanismos de ação, com uso de herbicidas pré-emergentes, por exemplo, ou ainda com o manejo cultural usando plantas de cobertura”, explica a pesquisadora da Embrapa Agrossilvipastoril Fernanda Ikeda.

Identificação de plantas daninhas

A identificação de plantas daninhas resistentes tem início com coletas em campo, em expedições realizadas às principais áreas agrícolas do estado, onde são coletadas sementes de plantas-escape com suspeita de resistência. Também pode haver o envio de sementes pelos produtores e consultores que encontrarem populações suspeitas de resistência.

Futuro da cadeia de produção da soja será tema de evento da Embrapa

Coletadas ou recebidas, as sementes são semeadas em vasos em casa de vegetação. As plantas passam por um processo inicial de avaliação, no qual são expostas às doses recomendadas dos herbicidas selecionados para os testes de cada espécie na fase e condições ideais de aplicação. Aqueles indivíduos que sobrevivem ao controle são classificados previamente como resistentes. São esses dados que são lançados na plataforma.

“Nem todas as plantas daninhas que sobrevivem em áreas de lavoura são resistentes. Muitas vezes a sobrevivência decorre de fatores diversos como aplicação em dose menor do que a recomendada, aplicação com a planta estressada ou em estádio avançado, mistura de produtos, falta de ajuste no pulverizador, vento durante a aplicação, entre outros. Por isso, muitas das amostras coletadas acabam se mostrando suscetíveis nesse primeiro teste”, explica o pesquisador da Embrapa Algodão, Sidnei Cavalieri.

Trabalho da Embrapa identifica plantas daninhas resistentes a herbicidasDiagnóstico definitivo

Para se chegar ao diagnóstico definitivo de resistência é preciso avaliar se a característica de resistência é hereditária, ou seja, se ela passa para as gerações seguintes. Além disso, pode haver diferentes níveis de resistência, que são identificados em estudos de curva dose-resposta com uso de doses crescentes do herbicida e com repetições.

Os ensaios de curva dose-resposta também estão sendo feitos na Embrapa Agrossilvipastoril, mas como são mais demorados, optou-se em um primeiro momento por lançar a plataforma com os dados da primeira avaliação em casa de vegetação.

“Este já é um importante indicativo para o produtor. Ele consegue ver como está o cenário na região dele, se há pressão de seleção de resistência para algum produto ou mecanismo de ação e pode usar essas informações na tomada de decisão”, explica Cavalieri.

A expectativa é que a plataforma seja atualizada aos poucos com novas amostras coletadas e testadas. Futuramente também devem ser contempladas informações com a comprovação de resistência.

Resultados das plantas daninhas no Mato Grosso

As coletas de sementes em Mato Grosso se concentraram em 2018, 2019 e 2021. Três espécies de maior impacto econômico no estado foram priorizadas: capim pé-de-galinha (Eleusine indica), capim-amargoso (Digitaria insularis) e buva (Conyza spp.).

Até o momento, foram avaliados 196 biótipos de capim pé-de-galinha, sendo 24% classificados como suscetíveis a todos os herbicidas, 54% como resistentes a um ou mais inibidores da ACCase (clethodim, fenoxaprop-p-ethyl e haloxyfop-p-methyl), 5% resistentes ao glyphosate (inibidor da EPSPs) e cerca de 17% com resistência a um ou mais inibidores da ACCase e ao glyphosate.

“Vimos que 70% das amostras tiveram algum indicativo de resistência com herbicidas do grupo químico dos ariloxifenoxipropionatos (FOPs), enquanto apenas 13% tiveram resistência ao clethodim apenas ou combinado com outro(s) FOP(s) e/ou glyphosate”, destaca Ikeda.

Como colaborar 

Produtores, consultores e gerentes de fazenda que encontrarem plantas daninhas com suspeita de resistência podem contribuir com a pesquisa enviando sementes para serem testadas na Embrapa.

As amostras devem ser preferencialmente de apenas uma planta, com maior número de sementes. Deve-se enviar também o histórico de aplicação de herbicidas na área e as coordenadas geográficas do ponto de coleta.

O envio deve ser feito à Embrapa Agrossilvipastoril, aos cuidados de Fernanda Ikeda. O endereço é Rodovia MT 222, km 2,5, Zona Rural, Sinop (MT). Caixa postal 343. CEP 78.550-970.

 

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Hortitec 2023 espera alcançar R$ 400 milhões em negócios

Por redação 15/06/2023
Escrito por redação

Hortitec acontece de 21 a 23 de junho, em Holambra (SP); estimativa é atrair 32 mil visitantes

Hortitec 2023 espera alcançar R$ 400 milhões em negócios

A 28ª Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas acontece de 21 a 23 de junho, em Holambra (SP) com a participação de 490 empresas expositoras. A expectativa dos organizadores é que o evento movimente R$ 400 milhões em negócios, um volume 35% superior ao alcançado em 2022.

“O encontro ou o reencontro com um colega de mercado, uma troca de informação ou de experiência, oportunidades para sanar dúvidas junto aos expositores sobre inovações, produtos e tecnologias são vantagens que só acontecem nos encontros presenciais, pois dão maior segurança aos produtores e profissionais do agro para investirem no futuro dos seus negócios”, comenta Renato Opitz, diretor geral do evento.

Futuro da cadeia de produção da soja será tema de evento da Embrapa

Considerado o maior evento hortifrutícola da América Latina, a Hortitec reúne produtores, profissionais do setor e representantes institucionais de toda a cadeia produtiva.

O público visitante é formado especialmente por produtores dedicado à produção de flores, frutas, hortaliças e florestais e demais profissionais do setor.

Lula destaca Plano Safra e diz que problema do agro com o governo é ideológico
Soluções na Hortitec

Os grandes desafios do setor são discutidos nos estandes, nos painéis de debate e em reuniões setoriais. A questão da rastreabilidade dos produtos hortifruti, por exemplo, foi tema de reunião em 2022 e deverá estar na pauta em 2023, pois ainda representa um obstáculo para muitos produtores.

Conheça os componentes essenciais do sistema elétrico do trator

Daí a importância de conhecer tecnologias e métodos que podem contribuir neste e nos demais processos, além de outros desafios que vão do plantio à mesa do consumidor, como perdas no transporte e armazenamento.

 

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Lula destaca Plano Safra e diz que problema do agro com o governo é ideológico

Por redação 15/06/2023
Escrito por redação

Lula disse que não trabalha para agradar determinados setores, mas para criar condições de trabalho para todos os brasileiros, inclusive o agronegócio

Lula destaca Plano Safra e diz que problema do agro com o governo é ideológicoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (15), que é preciso racionalidade com as políticas agrícola e ambiental e que o problema do setor do agronegócio com o governo atual é ideológico e não de gestão. Lula deu entrevista nesta manhã a rádios do estado de Goiás.trator de esteira - Lula destaca Plano Safra e diz que problema do agro com o governo é ideológicotrator de esteira - Lula destaca Plano Safra e diz que problema do agro com o governo é ideológico

Segundo o presidente, ele não trabalha para agradar determinados setores, mas para criar condições de trabalho para todos os brasileiros, inclusive o agronegócio. Lula citou que o setor foi muito beneficiado em seus governos anteriores, com recursos e condições de crédito.

“Eu tenho noção do que nós fizemos, eu tenho noção que o problema deles conosco é ideológico, não é um problema de dinheiro a mais no Plano Safra. Nós vamos fazer um bom Plano Safra porque nós queremos que a agricultura brasileira continue produzindo, continue plantando cada vez mais para continuarmos exportando cada vez mais”, disse Lula.

“O que está em jogo é a gente recuperar a capacidade produtiva desse país e aumentar essa capacidade produtiva sem desmatamento e sem queimada na Amazônia”, acrescentou.

Capacidade de armazenagem agrícola atinge 192,2 milhões de toneladas

Segundo o presidente, é preciso recuperar os 30 milhões de hectares de terras degradas para “dobrar a nossa produção agrícola”.

Ele cobrou racionalidade do setor para que a política internacional do país não fique prejudicada. Lula lembrou que ontem (14) o parlamento da França vetou o acordo Mercosul-União Europeia (UE) porque quer mudança no comportamento brasileiro com relação a agricultura.

Aprovado em 2019, após 20 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos para entrar em vigor. Uma tramitação que envolve 31 países.

“É preciso que a gente tenha consciência da racionalidade que tem que prevalecer na nossa política internacional. Ontem, o parlamento francês disse que não vai votar o acordo a Mercosul-União Europeia por causa da quantidade de veneno utilizado nos produtos agrícolas brasileiros. É importante a gente levar em conta que ser racional, cuidar da agricultura de boa qualidade é uma necessidade competitiva do Brasil pra China e para França, para os Estados Unidos e para Alemanha e é assim que eu quero tratar o agronegócio”, afirmou Lula.

Ele destacou ainda que o cuidado do governo envolve também os pequenos produtores rurais que produzem os alimentos que vão direto à mesa, citando o estabelecimento de uma política de preço mínimo para a produção.

Pesquisadores reúnem tecnologias para enfrentar a seca na soja

“Esta gente também tem que ser tratada com muito respeito, porque se um do agronegócio tem um valor extraordinário para produzir commodities pra gente exportar, o outro tem uma extraordinária coragem de plantar aquilo que a gente vai comer”, disse.

Responsabilidade com o meio ambiente

Para o presidente, o produtor rural sério tem responsabilidade com o meio ambiente. “Aquela pessoa que vive da produção e da exportação sabe que será prejudicial para os seus negócios a gente extravasar em queimadas, entrar em terras que não podem entrar e poluir rio que a gente não pode poluir. Todo agricultor inteligente e todo agricultor de bom senso sabe que a preservação ambiental é um valor a mais para os produtos que a gente está produzindo para exportar”, afirmou.

Lula disse ainda que o governo será “muito duro” na fiscalização e na punição das pessoas que cometem crimes ambientais e, por outro lado, tratará decentemente aqueles que estão cumprindo a lei, “aqueles que sabem que a preservação é um valor a mais nos produtos que nós fazemos nesse país”.

Fonte: Agência Brasil // Foto: Fábio Rodrigues/Pozzebom

 

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Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano
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Futuro da cadeia de produção da soja será tema de evento da Embrapa

Por redação 15/06/2023
Escrito por redação

38ª Reunião de Pesquisa de Soja terá palestra do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues e debaterá o “Cenário atual e futuro da cadeia de produção de soja”

Futuro da cadeia de produção da soja será tema de evento da EmbrapaCom o tema Cenário atual e futuro da cadeia de produção de soja, o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, irá ministrar a palestra de abertura da 38ª Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), promovida pela Embrapa Soja, nos dias 23 e 24 de agosto, no buffet Planalto, em Londrina (PR).

“Outras temáticas também já foram definidas. Nossa programação está conectada com os desafios atuais dos produtores, mas também com as principais inovações científicas e de mercado que impactam o setor”, destaca Fernando Henning, pesquisador da Embrapa Soja e presidente do evento.

Pesquisadores reúnem tecnologias para enfrentar a seca na soja

Henning explica que a programação contará ainda com uma palestra sobre as perspectivas e os desafios para a produção de soja convencional. O tema será tratado pelo consultor Fernando Nauffal Filho, da Factum Consultoria.

O painel sobre genética avançada irá trazer informações detalhadas sobre as aplicações da edição gênica no melhoramento genético da cultura da soja, tema a ser abordado por Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.

Melhoramento e manejo da soja

A seleção genômica aplicada ao melhoramento da soja será abordada pelo pesquisador Willian Giordani, da Corteva. Para abordar as atualizações na legislação no Brasil e no mundo, a comissão organizadora convidou Paulo Barroso, presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Está previsto ainda um painel dedicado à discussão sobre os níveis de manejo para fins de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc NM). O pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, irá apresentar os fundamentos, os indicadores e os critérios para definição de níveis de manejo.

Para debater os impactos da aplicação dos níveis de manejo no Zarc Soja para o Paraná, a comissão organizadora convidou o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja. Também serão discutidas as oportunidades e os desafios para a implementação do Zarc NM em lavouras de soja no Paraná. O tema será apresentado pelo palestrante Marcelo Sumyia, gerente técnico da Coamo.

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No painel intitulado cenário atual da tolerância e resistência de plantas daninhas a herbicidas no Brasil e o futuro do manejo, estão previstas duas palestras sobre como está o problema nas regiões Sul e Sudeste e no Cerrado.

A situação das regiões Sul e Sudeste ficará sob responsabilidade de Eliana Fernandes Borsato, pesquisadora da Fundação ABC. Por outro lado, a situação da região do Cerrado será apresentada pelo palestrante Lucas Barcellos, pesquisador da Fundação Mato Grosso Para debater as oportunidades da agricultura de baixo carbono no contexto da cadeia da soja, a RPS convidou a palestrante Fabiana Villa Alves, do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Para o segundo dia do evento, foram programados painéis sobre o mercado de cultivares, bioinsumos, resultados dos ensaios cooperativos de controle de doenças da soja, potencial produtivo e eficiência de uso da água na soja irrigada, as perspectivas de mecanização, melhorias na secagem de sementes e grãos, fertilidade do solo e o uso de drones agrícolas de pulverização.

Para encerrar a programação está prevista a palestra o Estado da Arte da Produção Sustentável de Soja, a ser ministrada pelo produtor Ricardo Arioli e consultor da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

SERVIÇO
  • Reunião de Pesquisa de Soja
  • Data: 23 e 24 de agosto
  • Local: Buffet Planalto – Av. Tiradentes, 6429, em Londrina (PR)
  • Inscrições aqui: https://reuniaodesoja.com.br/

 

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