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Notícias

IBGE prevê safra recorde de 305,4 milhões de toneladas de grãos

Por redação 13/06/2023
Escrito por redação

IBGE prevê safra recorde de 305,4 milhões de toneladas de grãosCom alta de 24% safra de soja recupera perdas de 2022 e deve bater recorde de produção em 2023, chegando a 148,2 milhões de toneladas

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar novo recorde em 2023, totalizando 305,4 milhões de toneladas. É o que mostra o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado hoje (13) pelo IBGE. Trata-se de um montante 16,1%, ou 42,2 milhões de toneladas, maior do que a safra de 2022. Na comparação com abril, a estimativa assinalou alta de 1,1%, com acréscimo de 3,3 milhões de toneladas. A expectativa é de recorde nas produções de soja, milho e trigo.

A área a ser colhida este ano deve ser de 76,6 milhões de hectares, 4,6% maior que a área colhida em 2022, com aumento de 3,4 milhões de hectares. Em relação a abril, a área a ser colhida apresentou um aumento de 237.739 hectares (0,3%).

Destaque da safra 2023

Os principais destaques da safra 2023 são as estimativas da produção de soja, milho e trigo, os três estabelecendo novos recordes. No caso da soja, a produção deve chegar a 148,2 milhões de toneladas, um aumento de 24,0% em comparação à quantidade obtida em 2022.

Já o milho tem uma produção estimada em 122,8 milhões de toneladas, valor 11,5% maior que em 2022. Segundo o gerente do LSPA, Carlos Barradas, a boa performance da cultura se deve ao aumento das áreas de plantio e, principalmente, a um regime de chuvas mais favorável em 2023, quando comparado com 2022. Assim a produção de milho apresenta novo recorde da série do IBGE.

Produção de grãos pode atingir novo recorde, com 315,8 milhões de toneladas, diz Conab

A produção de trigo, que deve alcançar 10,6 milhões de toneladas, teve aumentos de 7,3% em relação a abril e de 5,5% em relação a 2022, quando o Brasil já havia colhido a maior safra da história.

“Os preços elevados das commodities fizeram com que os produtores aumentassem a área de plantio desses produtos. Além disso, houve aumento dos investimentos nas lavouras, e como o clima foi muito benéfico em 2023 quando comparado com 2022, o rendimento das lavouras aumentou bastante. Na safra 2023, somente o Rio Grande do Sul teve problemas climáticos, todas as demais unidades da federação tiveram clima favorável, o que explica o recorde de produção da safra brasileira de grãos”, analisa Barradas.

Ele explica que a soja, principal produto da agricultura brasileira, acaba tornando-se a prioridade dos produtores na safra de verão, que é plantada a partir de setembro, na época das chuvas, e colhida em janeiro e fevereiro. A segunda safra é plantada após a colheita da safra de verão e a sua colheita dá-se a partir de junho.

“Os produtores estão reduzindo a área de outros cereais, como do arroz, para plantar soja. Como os preços estavam em alta, houve aumento também dos investimentos. Vale lembrar que, em 2022, o clima foi muito desfavorável para a soja. A produção de arroz e de feijão deve ser suficiente para abastecer o mercado interno”, completa Barradas.

Impactos do clima na safra

Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura observa que a soja fechou no ano passado com uma queda de 11,4% em relação a 2021, devido às condições climáticas desfavoráveis na Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

“Em 2023, os percentuais de crescimento na soja nesses locais são bem elevados, apontado para a recuperação da safra. No Rio Grande do Sul, mesmo com os problemas climáticos que ainda persistiram em 2023, a safra é maior que em 2022, ano em que a seca foi muito severa”, analisa Guedes.

Ele destaca que o aumento da produção tem provocado a queda dos preços em nível global. No caso de milho e da soja, isso impacta na redução de custos para a ração animal afetando positivamente a pecuária.

Redução de preços

“A queda dos preços está relacionada também ao câmbio, com a queda do dólar, e ao aumento da safra norte-americana de soja. O aumento da oferta global com o crescimento da produção das safras brasileira e americana estão provocando a redução dos preços”, completa o gerente de agricultura.

Já o trigo é beneficiado pela guerra da Rússia e da Ucrânia, grandes produtores e exportadores. Faltou trigo no mercado, o que elevou os preços e animou os produtores nacionais a aumentarem a área de plantio do trigo no Brasil.

O clima favorável beneficiou também a produção de café, que somou 3,3 milhões de toneladas, crescimento de 5,9% frente a 2022. “Este ano seria de bienalidade negativa, com uma colheita menor, mas, em função das grandes quantidades de chuvas em Minas Gerais e Espírito Santo, a produção do café da espécie arábica está crescendo ocasionando uma inversão da bienalidade”, complementa Barradas.

 

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Notícias

Produção de grãos pode atingir novo recorde, com 315,8 milhões/ton

Por redação 13/06/2023
Escrito por redação

Se confirmada a estimativa da Conab, produção de grãos terá crescimento de 15,8% em relação ao ciclo anterior

Produção de grãos pode atingir novo recorde, com 315,8 milhões de toneladas

A produção de grãos 2022/2023 no Brasil está prevista para atingir um novo recorde, com os produtores esperando colher 315,8 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O 9º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira (13), revela um aumento de 15,8% em relação ao ciclo anterior, representando um acréscimo de 43,2 milhões de toneladas.

A área destinada ao plantio também registra um crescimento de 4,8%, estimada em 78,1 milhões de hectares. Essas estimativas indicam um cenário promissor para a produção agrícola do país.

“Esta estimativa marca um recorde na produção de grãos no nosso país, reafirmando o campo agrícola como um setor fundamental para o desenvolvimento brasileiro”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto. “Vamos manter e aprimorar o trabalho de inteligência da Conab, focado na agricultura brasileira”, completou.

A soja se destaca com o maior crescimento neste ciclo. Com a colheita praticamente finalizada, chegando a 99,9% da área semeada, a estimativa é de um volume de 155,7 milhões de toneladas. O resultado supera em 24% a produção da temporada passada, ou seja, cerca de 30,2 milhões de toneladas colhidas a mais.

Bahia Farm Show totaliza R$ 8,2 bilhões em negócios fechados

Mato Grosso, principal estado produtor, registra um novo recorde para a safra da oleaginosa, com produção estimada em 45,6 milhões de toneladas. Bahia também é um destaque com a maior produtividade do país com 4.020 kg/ha.

“Nos dois casos, o resultado é reflexo do bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis neste ciclo”, ressalta o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Para o milho, a projeção também é de um novo recorde com produção estimada em 125,7 milhões de toneladas, somando-se as 3 safras do cereal ao longo do ciclo, é 11,1% acima do volume produzido em 2021/22, o que representa 12,6 milhões de toneladas.

Na primeira safra do grão, a colheita está quase finalizada com uma produção de 27,1 milhões de toneladas. Já para a segunda safra, em fase inicial de colheita, estima-se uma produção de 96,3 milhões de toneladas. “As condições climáticas têm sido favoráveis para o desenvolvimento da cultura até o momento”, pondera Vasconcellos.

Algodão, arroz e culturas de inverno

Outra importante cultura de 2ª safra, o algodão tem uma colheita estimada de 2,98 milhões de toneladas apenas da pluma. As lavouras apresentam um bom desenvolvimento, e predominam os estádios de formação de maçãs e maturação, com a colheita já iniciada em áreas da Bahia e Mato Grosso do Sul.

Para o arroz, a expectativa é que sejam colhidas cerca de 10 milhões de toneladas na safra 2022/23. Já para o feijão, é esperada uma produção em torno de 3 milhões de toneladas, somando-se as três safras da leguminosa.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A área semeada do cereal já atinge 46,9% no país, o que representa um crescimento de 9,7% na área plantada, com a cultura podendo alcançar 3,4 milhões de hectares, o que resulta em uma produção de 9,8 milhões de toneladas.

Mercado para essa produção de grãos

Neste 9º levantamento, a Conab manteve estáveis as projeções do quadro de suprimentos da safra 2022/23 para os principais produtos analisados. Com isso, ainda se espera um volume recorde para as vendas internacionais de milho e soja no país.

Os bons volumes projetados de produção para milho e soja no Brasil permitem embarques em torno de 95,6 milhões de toneladas para a oleaginosa e 48 milhões de toneladas para o cereal.

“No entanto, ainda é preciso estar atento a alguns importantes fatores externos como a safra norte-americana, que ainda pode ser impactada por questões climáticas, bem como a demanda do mercado chinês, a possibilidade de uma recessão mundial, entre outros fatores que afetam os preços e a demanda dos produtos”, analisa o gerente de Estudos Econômicos, Estatísticos e Política Agrícola da Companhia, Allan Silveira.

 

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El Niño: risco de seca no Norte e Nordeste e grandes volumes de chuva no Sul

Por redação 12/06/2023
Escrito por redação

Meteorologistas confirmam chegada do El Niño com aumento gradual de intensidade entre o fim do outono e o inverno

El Niño aumenta risco de seca no Norte e Nordeste e grandes volumes de chuva no Sul O cenário climático atual indica a formação do El Niño e o fortalecimento gradual dele entre o fim do outono e o inverno. A informação foi confirmada pelo Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Em abril deste ano, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia alertado sobre a possível chegada do fenômeno em poucos meses.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico na região da Linha do Equador, podendo se estender desde a costa da América do Sul até o meio do Pacífico Equatorial. Entenda mais sobre o fenômeno aqui.

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emite

Normalmente, o El Niño começa a se formar no segundo semestre do ano. No período de atuação do fenômeno, as águas ficam, pelo menos, 0,5°C acima da média por um longo período de tempo, quase sempre variando entre seis meses a dois anos.

Impactos do El Niño

A cientista do Centro de Previsão Climática da NOAA, Michelle L’Heureux alerta para os efeitos negativos do fenômeno. “Dependendo da força, o El Niño pode provocar uma série de impactos, como o aumento das chuvas fortes e secas, em determinados locais do mundo. O fenômeno pode, por exemplo, trazer novos recordes de temperatura em áreas que já experimentam valores acima da média”, ressalta Michelle.

No Brasil, o El Niño aumenta o risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste e de grandes volumes de chuva no Sul do País. Vale lembrar que um único episódio do fenômeno não será capaz de provocar todos os impactos, mas aumenta consideravelmente as chances de ocorrência deles.

Boletim detalha para o Brasil

A previsão climática para a região Norte, segundo boletim do Inmet, indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica em grande parte da região. Resultado de possíveis impactos previstos do El Niño na região nos próximos meses. Nos Estados de Roraima, Amapá e Tocantins, a previsão é de chuvas próximas e ligeiramente acima da média durante os meses de junho, julho e agosto.

Para a região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média em quase toda a região, mas principalmente no centro-norte do Maranhão e no leste dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Também associado aos impactos do El Niño. Já no centro-sul da região, as chuvas devem ser próximas à média.

Divulgada lista de produtos com bônus do Programa de Garantia de Preços

A região Sul deverá ter chuvas abaixo da média climatológica nos próximos meses, porém com a chance de transição da fase neutra para condições de El Niño, não descarta a possibilidade de chuvas acima de 400 mm no trimestre, principalmente na
parte central da região.

O boletim destaca uma previsão do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coreia do Sul, indica uma probabilidade superior a 90% de que as condições de El Niño irão permanecer neste inverno, com chances de se prolongar
até a primavera de 2023, com intensidade variando de moderada a forte.

 

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Divulgada lista de produtos com bônus do Programa de Garantia de Preços

Por redação 12/06/2023
Escrito por redação

Pacote do mês de junho inclui 16 produtos que receberão o bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF)

Divulgada lista de produtos com bônus do Programa de Garantia de PreçosNesta segunda-feira (12), foi publicada no Diário Oficial da União, mais uma lista dos produtos que receberão o bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A Companhia Nacional Abastecimento (Conab) é o órgão responsável pela realização do cálculo do bônus.

A lista do mês de junho inclui um total de 16 produtos, distribuídos em 19 estados da federação. Três novos produtos passaram a compor a lista de bonificação, em relação ao mês anterior: milho (MA, MG, PR, GO e MS), manga (BA) e cará/inhame (RO).

Revendedoras de máquinas celebram negociações na Bahia Farm Show

O maior bônus de garantia de preço na lista é de 43,95%, referente à borracha cultural cultivada (em Mato Grosso), seguido do açaí no Acre (40,22 %) e da borracha natural cultivada no Paraná (39,46 %).

O bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) é calculado com base no valor médio dos produtos e na lista são contemplados os cultivos cujos preços recebidos pelo produtor ficaram abaixo da garantia.

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emite

A publicação da portaria com os valores de bonificação é realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e os descontos aos produtores são feitos em seus financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Confira aqui a lista do mês de junho. 

 

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Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emite

Por redação 12/06/2023
Escrito por redação

Pesquisa conduzida pela Embrapa e a Universidade Federal de Santa Maria comprovou que a cultura do trigo tem potencial “descarbonizante”, ou seja, retém mais quantidade de carbono no solo do que a que emite para a atmosfera

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emitePesquisa conduzida pela Embrapa Trigo (RS) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) comprovou que a cultura do trigo é capaz de sequestrar mais carbono do que emite para a atmosfera.

Os cientistas observaram que durante o ciclo produtivo, o trigo absorveu um total de 7.540 kg de dióxido de carbono (CO2) por hectare da atmosfera, neutralizando as emissões dos períodos de pousio (sem plantas de cobertura do solo ou cultura geradora de renda sob a forma de forragem ou produção de grãos), e garantindo a oferta líquida de 1.850 kg de CO2 por hectare. Os resultados deram origem ao artigo “CO2 flux in a wheat/soybean succession in subtropical Brazil: a carbon sink“.

A pesquisa contou com a instalação de uma torre de fluxo, em uma lavoura de grãos, em Carazinho, município na região norte do Rio Grande do Sul. Esse equipamento é utilizado pela UFSM para avaliar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) desde a década de 1990. O objetivo foi avaliar as diferenças entre emissão e retenção de carbono (balanço) no sistema de produção trigo-soja, quantificando os fluxos de CO2 em lavoura comercial de grãos.

Utilizando o método de Covariância de Fluxos Turbulentos ou Eddy Covariance (EC), a torre de fluxo capturou informações capazes de identificar o balanço de carbono em cada etapa do sistema de produção ao longo do ano. A pesquisa envolveu dez profissionais de diferentes segmentos, como engenheiros-agrônomos, físicos, matemáticos e profissionais da ciência da computação.

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emite

De acordo com a professora Débora Roberti, do departamento de Física da UFSM, apesar do equipamento apresentar alto custo para aquisição (que pode chegar a 180 mil dólares), ele permite uma resposta rápida sobre os fluxos de gases no sistema, gerando uma sólida base de dados em apenas um ano, enquanto outras técnicas de campo demandam longos períodos de tempo para uma resposta segura em relação ao balanço de carbono no ambiente.

“O método que utilizamos ajudou a estabelecer parâmetros para orientar o manejo mais eficiente das áreas agrícolas na retenção de carbono em prol de um sistema de produção de grãos mais sustentável”, explica a pesquisadora, lembrando que as informações geradas podem chegar ao produtor de forma prática, ajudando na tomada de decisão: “Traduzimos uma série de algoritmos numa linguagem simples, acessível ao produtor e à assistência técnica, para que os conhecimentos possam ser adotados na lavoura”, acrescenta.

Carbono: nobre vilão

O CO2 é indispensável para as plantas realizarem a fotossíntese, processo que promove o crescimento da biomassa e a formação de frutos ou grãos. Na fotossíntese, a planta absorve o carbono e libera o oxigênio para a atmosfera. Contudo, durante o desenvolvimento, as plantas também liberam carbono, principalmente no período noturno, quando as plantas respiram mais e não há luz para fazer a fotossíntese.

Além disso, há o processo de decomposição dos resíduos agrícolas, que embora dependente de diversos fatores (ambientais, de solo, de manejo e da composição), é responsável por quantidade significativa de CO2 emitido para a atmosfera. “A emissão e a retenção de CO2 pelas plantas são muito variáveis, dependendo das condições de ambiente e da atividade agrícola, mas o manejo do CO2 é fator primordial para a produção de alimentos”, lembra o pesquisador Jorge Alberto de Gouvêa, da Embrapa.

Na atmosfera, o dióxido de carbono faz parte, junto com o metano e o óxido nitroso, dos gases que causam o efeito estufa, uma barreira que impede o resfriamento do planeta. No Brasil, a agropecuária é uma das principais fontes de gases de efeito estufa, com cerca de 27% das emissões do país, segundo levantamentos recentes do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa – SEEG.

Segundo o SEEG, dentro das emissões da agropecuária, a agricultura responde por quase a totalidade das emissões de CO2, No entanto, as emissões de metano e óxido nitroso, pela pecuária têm maior impacto no efeito estufa. Por isso, são convertidas para CO2 equivalente e aí, segundo o SEEG, respondem por 69,3% das emissões de carbono da agropecuária. Além disso, as mudanças no uso da terra (desmatamentos e queimadas) afetam os reservatórios naturais de carbono, contribuindo para a elevação das emissões e para o aumento do efeito estufa.

A alternativa é investir em tecnologias capazes de aprimorar o sequestro de carbono por meio de florestas plantadas e, principalmente, na atividade agrícola, em que sistemas intensivos de rotação de culturas podem ser implementados com essa finalidade. “É dentro desse objetivo que a nossa pesquisa fez uma importante descoberta, pois, além de ter demonstrado que o trigo sequestra mais carbono da atmosfera do que emite, obtendo assim a nobre função de acumular carbono, também apresentou o vilão do sistema de produção, que é o pousio, prática agrícola que aumenta a emissão de carbono para a atmosfera”, conta o pesquisador da Embrapa Anderson Santi.

O produtor Paulo Vargas acompanhou de perto o experimento instalado na sua propriedade, a Fazenda Capão Grande, em Carazinho, RS. “O produtor sempre foi o mais interessado em preservar o meio ambiente, justamente porque depende dos recursos naturais para trabalhar. Ainda assim, o agro geralmente é apontado como vilão, por ser emissor de gases para a atmosfera. Acredito que agora, com a apresentação de informações geradas pela pesquisa, essa imagem comece a mudar, mostrando aquilo que, na prática, a gente já sabia: a rotação de culturas e a cobertura permanente do solo trazem mais benefícios do que impactos ao meio ambiente”, destaca.

Contexto do Sistema

Depois do Centro-Oeste, a Região Sul é o segundo grande polo de produção de grãos no Brasil. Os três estados do Sul (PR, SC e RS) respondem por mais de 90% da produção de trigo e por 30% da produção nacional de soja. Pela valorização da soja no mercado, os cultivos de inverno nem sempre compõem o cenário agrícola, restando muitas áreas em pousio nos meses de outono e inverno.

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emite

Na Região Sul, conforme dados da Conab, atualmente são contabilizados mais de 15,2 milhões de hectares com culturas de verão (soja, milho 1ª safra e silagem, arroz e feijão), e apenas 5,8 milhões de hectares com cultivos de inverno (trigo, milho 2ª safra, aveia, cevada, triticale, centeio e canola).

Outros 3 milhões de hectares constituem-se em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP), que contam com forragens cobrindo o solo no outono e inverno. Com base nesses números, é possível estimar uma área de pousio superior a 6 milhões de hectares nessa região, durante o inverno, quando não há plantas de cobertura ou cultura geradora de renda na propriedade.

Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emiteNo ambiente subtropical do Sul do Brasil, a falta de cobertura vegetal implica impactos diretos no solo, como a degradação através da erosão, compactação, redução da atividade microbiana e da fertilidade.

Nos impactos indiretos do pousio, está a grande incidência de plantas daninhas que aumenta os custos de produção. Agora, os resultados da pesquisa mostram também os impactos do pousio na emissão de CO2 para a atmosfera.

Trigo “descarbonizante”

A torre de fluxo foi instalada em uma lavoura de grãos, conduzida sob sistema de plantio direto, semeada com trigo no inverno e com soja no verão. O balanço de carbono foi registrado em cada etapa do sistema de produção, abrangendo o cultivo do trigo, o pousio de primavera (entre a colheita do trigo e a semeadura da soja), o cultivo da soja e o pousio de outono (após a colheita da soja até a entrada da cultura de inverno). Para avaliar o balanço de CO2, a pesquisa considerou a retenção no sistema de produção e a emissão para a atmosfera, descontado o carbono que foi exportado nos grãos colhidos.

“Na avaliação dos resultados, o trigo mostrou que é capaz de retirar mais carbono da atmosfera do que emite, ou seja, é uma cultura “descarbonizante”, que ajuda a reduzir gases de efeito estufa da atmosfera como o CO2”, constata Genei Dalmago, também pesquisador da Embrapa.

O balanço de carbono em cada etapa da produção de grãos, após descontada a quantidade extraída pelos grãos na colheita, mostrou que o trigo incorporou no sistema 5,31 gramas (g) de CO2 por metro quadrado (m²) ao dia; a soja, 0,02 g (ou seja, praticamente zero); e os dois períodos de pousio emitiram 6,29 g.

safra - Pesquisa mostra que cultura do trigo absorve mais CO2 do que emiteO trigo apresentou o que os pesquisadores chamam de “balanço negativo” de carbono, já que a cultura sequestra mais carbono do que emite para a atmosfera. A cultura do trigo absorveu um total de 7.540 kg por hectare de CO2 da atmosfera durante o ciclo, neutralizando as emissões dos períodos de pousio e garantindo a oferta líquida de 1.850 kg/ha, comprovando a possibilidade de o trigo atuar como cultura “descarbonizante” na produção de grãos do Sul do Brasil.

Os resultados da pesquisa apontam ainda os impactos negativos do pousio no sistema de produção de grãos em relação à emissão de CO2. Em apenas 30 dias, foi capaz de emitir 27% de todo o carbono que o trigo e a soja acumularam em 11 meses de cultivo.

“É possível observar que o pousio no sistema de produção emitiu CO2, principalmente após a colheita do trigo, quando o calor acelera a decomposição dos restos culturais. No experimento, foram apenas 15 dias de pousio na primavera, com a emissão de 11,5 gramas de CO2 por metro quadrado por dia, um valor muito alto que precisa ser sanado no sistema”, avalia Dalmago.

Segundo ele, o cultivo de inverno ajuda a equilibrar o sistema, já que a soja absorve praticamente o mesmo valor de CO2 que emite, enquanto o trigo retira CO2 da atmosfera. O pesquisador alerta, porém, que já existem alternativas para reduzir ou eliminar o pousio entre as culturas no outono, como plantas de cobertura, plantas para produção de grãos ou, ainda, para a produção de forragens.

“Esse foi um estudo inicial que buscou verificar o desempenho do trigo na fixação do CO2 no sistema de produção de grãos do Sul do Brasil, mas acredito que outras culturas de outono e inverno e mesmo plantas de cobertura possam apresentar um balanço de carbono ainda mais negativo”, conta o pesquisador.

Gouvêa complementa destacando que o projeto está em busca de parcerias para ampliar a infraestrutura de avaliação e monitoramento, especialmente de novas torres de medição, que poderão ser instaladas em diferentes ambientes de produção de grãos da Região Sul:

“Nossa meta é ampliar o estudo, contemplando diferentes sistemas de produção e combinando novas variáveis como a fixação de carbono no solo, a influência do regime de chuvas e de outras variáveis meteorológicas, a topografia, maiores teores de lignina nas espécies e a sua relação com a decomposição das plantas, entre outras”, pontua.

Créditos de Carbono

O potencial de impacto das pesquisas com a fixação de carbono no sistema de produção de grãos tem reflexos tanto na esfera ambiental quanto na econômica. O mercado de compra e venda de créditos de carbono ainda está em regulamentação no mundo, mas a partir do Protocolo de Kyoto, firmado em 1997, a redução das emissões de gases do efeito estufa passou a ter valor econômico. Assim, quem reduz suas emissões pode vender esses créditos de carbono aos países que emitem mais gases.

Desde 2009, o Brasil conta com a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009) que representa o compromisso do País junto às Nações Unidas para a redução de emissões de GEE. Diferentes empresas e instituições brasileiras já estão negociando créditos de carbono, no mercado voluntário de carbono, mesmo sem base jurídica definida.

De acordo com Santi, o Projeto de Lei 528/2021, que regulamenta o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões, estabelece 1 crédito de carbono igual a 1 tonelada de CO2. O valor hipotético é estimado em 10 dólares por crédito de carbono, ressaltando que ainda não há mercado consolidado no País, somente inferências sobre valores.

Conforme a proposta, os créditos de carbono deverão estar atrelados a projetos de redução ou remoção de gases de efeito estufa da atmosfera, sendo que esta redução (em toneladas) será convertida em títulos. Os títulos gerados serão objeto de negociação com governos, empresas ou pessoas físicas que têm metas obrigatórias para redução da emissão de gases de efeito estufa. Tais negociações serão definidas por leis e/ou tratados internacionais.

“Para entrar no mercado internacional de créditos de carbono, primeiramente precisamos da lei que regulamente este mercado no País, para então partirmos para a quantificação do balanço de CO2 nos sistemas de produção agropecuários nas mais diversas regiões produtivas, visando à geração dos créditos. Nesse contexto, a pesquisa assume papel fundamental para inserir o Brasil, de forma competitiva, no mercado de carbono”, conclui o pesquisador.

 

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Piccin e Crucianelli oficializam acordo para produzir máquinas no Brasil

Por redação 12/06/2023
Escrito por redação

Como parte da parceria entre Piccin e Crucianelli, uma nova fábrica será construída em São Carlos, interior de São Paulo

Recentemente anunciado, o Grupo Piccin e a empresa argentina Crucianelli firmaram oficialmente uma joint venture para a produção de plantadeiras em solo brasileiro. A assinatura do acordo foi realizada em 7 de junho durante a Agroactiva, evento realizado na província de Santa Fé, na Argentina.

Piccin e Crucianelli oficializam acordo para produzir máquinas no Brasil

De acordo com Camilo Ramos, CEO do Grupo Piccin, é um “momento memorável, um grande passo a favor do agronegócio Latino Americano, não só para os produtores brasileiros e argentinos. Mais do que a assinatura para a construção de um negócio, este é o compromisso de inovar utilizando as melhores tecnologias existentes hoje no mercado”, disse.

Já para o diretor presidente do Grupo Crucianelli, Gustavo Crucianelli, trata-se da realização de um sonho. “Há 25 anos este passo está na cabeça dos gestores da empresa, e foi um processo muito longo, a pandemia passou, mas não desistimos e o desejo de realizá-lo nos possibilitou efetivá-lo e então começar a fabricar nossas máquinas no Brasil”, completou.

Bahia Farm Show totaliza R$ 8,2 bilhões em negócios fechados

Brasil é referência

O Brasil caminha para se tornar a principal potência agrícola mundial. De acordo com o Ministério da Agricultura, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 fechou em R$ 1,189 trilhão, o segundo maior em uma série de 34 anos de cálculo desse indicador. Já o faturamento das lavouras foi de R$ 814,77 bilhões e o da pecuária de R$ 374,27 bilhões. Tanto protagonismo chama a atenção de grandes companhias que atuam fora desse mercado, que foi o caso da Crucianelli.

A empresa, que atualmente, desenvolve semeadoras e plantadeiras, exportando para várias partes do mundo, incluindo a Romênia, acredita que com poucas adaptações, os modelos produzidos por eles podem competir com paridade por aqui.

“Algumas peças serão enviadas da Argentina, enquanto outras serão produzidas no Brasil. Da mesma forma, as máquinas poderão ser comercializadas com as condições de financiamento do Governo e instituições nacionais”, reforça o diretor presidente da Crucianelli.

Como se dará a parceria

A joint venture possui um plano de trabalho que busca aproveitar a política industrial promovida no Brasil, nacionalizando plantadoras que serão montadas em São Paulo. Isso inclui aproveitar a experiência do parceiro local na logística industrial e canais de vendas. A área de atuação foco será o Centro-Oeste brasileiro.

 

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Revendedoras de máquinas celebram negociações na Bahia Farm Show
Bahia Farm Show

Revendedoras de máquinas celebram negociações na Bahia Farm Show

Por redação 12/06/2023
Escrito por redação

Em meio a cenário positivo de negociações, revendedoras de máquinas agrícolas focam em prospecção e relacionamento com os clientes na Bahia Farm Show

Durante a Bahia Farm Show, que encerrou no último sábado (10), os expositores de máquinas agrícolas puderam fechar negócios, prospectar novos clientes e fortalecer relacionamentos. Com a crescente demanda dos produtores em investir na próxima safra, as revendedoras de máquinas apresentaram inovações tecnológicas em maquinário e sistemas avançados, proporcionando um atendimento personalizado aos clientes, tanto antes quanto após a compra.

Revendedoras de máquinas celebram negociações na Bahia Farm Show

De acordo com Rafael Rohde, gestor administrativo financeiro da Maxum/Case IH, a empresa conseguiu atender desde os grandes produtores até os pequenos.

“Percebo que o produtor, no geral, está aguardando a melhor hora para investir em novos equipamentos. A feira é um excelente momento para amarrarmos boas vendas. Muitos negócios serão fechados nos próximos dias. Nossa empresa fornece serviços financeiros por meio do banco CNH Industrial (banco da fábrica) e isso é um atrativo para o produtor rural”, disse.

O gerente geral da Massey Fergunson, Duilli Fernando, afirma que é importante participar da feira e destaca que o estande foi bem movimentado durante todos os dias de feira.

Bahia Farm Show totaliza R$ 8,2 bilhões em negócios fechados

“Este ano fechamos excelentes negócios com grandes máquinas para a pecuária, temos prazos e taxas facilitados para pagamento, o que ajuda nas negociações. Nossos clientes são fiéis, de diferentes partes do país e como temos uma linha variada de produtos, isso ajuda no fechamento de bons negócios. Avalio como positiva a feira deste ano”, reforça o gerente sinalizando que já tem reserva de expositor para a edição de 2024.

Para Fábio Martins, representante da Jaraguá Máquinas, revenda de máquinas da Horsch, Fábio Martins, o produtor rural do oeste da Bahia é privilegiado em ter uma feira da magnitude da Bahia Farm Show.

“Tudo que existe de mais moderno na agropecuária está aqui. Empresas do mundo todo especializadas nas diferentes áreas do agronegócio expõem suas novidades e tendências. É informação e tecnologia de fácil acesso em só lugar. Em conversas com nossos clientes, o clima é de otimismo sempre com o pensamento de andar pra frente. Nosso balanço deste ano é positivo”, avalia.

Revendedoras de máquinas celebram negociações na Bahia Farm Show

Para o presidente da Bahia Farm Show, Odacil Ranzi, a feira atingiu a sua maior meta, de levar as tecnologias para os produtores, intermediando as negociações por meio das instituições financeiras.

“Independente dos resultados de comercialização, que ainda serão contabilizados, já consideramos a feira um grande sucesso. Aumentamos a nossa infraestrutura em mais de 50% nos dois últimos anos, e já temos expositores na fila de espera, vamos crescer ainda mais. Fizemos uma Bahia Farm de sucesso e bastante elogiada pela organização, a feira está visualmente linda, e bastante interativa, chamando a atenção de quem visita”, afirma.

 

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Bahia Farm Show

Bahia Farm Show totaliza R$ 8,2 bilhões em negócios fechados

Por redação 12/06/2023
Escrito por redação

Bahia Farm Show totaliza R$ 8,2 bilhões em negócios fechadosOs setores de armazenagem, irrigação, energia solar e insumos impulsionaram as vendas na Bahia Farm Show 2023, segundo os organizadores

Encerrada no último sábado (10), a 17ª edição da Bahia Farm Show contabilizou um total de R$ 8,25 bilhões em negócios fechados e recebeu mais de 100 mil pessoas durante os cinco dias da feira agrícola. A feira superou o volume de negócios da edição passada, superando os R$ 7,9 bilhões.

Para a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que organiza a feira, as empresas dos setores de armazenamento e estoque de grãos, irrigação, energia solar e insumos impulsionaram as vendas.

Bahia Farm Show apresenta máquinas gigantes e soluções inovadoras para o setor

Os organizadores acreditam que a queda acentuada do preço global das commodities motivou um maior investimento em setores que buscam proteger o produto da oscilação do mercado e garantir maior sustentabilidade ao negócio.

Além disso, o aporte de R$ 2 bilhões de crédito em linha atrelada ao dólar, lançada pouco antes da Bahia Farm Show, e o número inédito de 412 expositores, ante os 360 da última edição, também possibilitaram que a feira atingisse um novo volume recorde de negócios.

O papel do produtor rural

Apesar da cautela em investir de forma mais robusta, em função da queda dos preços no mercado agrícola, o presidente da Bahia Farm Show, Odacil Ranzi, acredita que o produtor rural é acima de tudo um obstinado. Isso porque, segundo o presidente, ele continua acreditando na terra e no seu negócio, independente de quaisquer fatores externos, sejam econômicos ou políticos.

“Mais uma vez os agricultores prestigiaram a Bahia Farm Show. As empresas puderam apresentar o que há de melhor em tecnologia para as próximas safras, com o objetivo de tornar as lavouras ainda mais produtivas e sustentáveis. O agricultor agiu com estratégia, diante da conjuntura, investindo em equipamentos de armazenamento, irrigação e em tecnologia de insumos para plantar com foco em produtividade e maior ganho de rendimento. Ficamos extremamente felizes em conseguir proporcionar em um só lugar as condições para que o agricultor tome a melhor decisão fomentando o desenvolvimento do seu negócio e de todo o setor produtivo”, afirma.

De olho na próxima edição, a Bahia Farm Show vislumbra mais crescimento diante do interesse de 158 novas empresas já na fila para expor as suas tecnologias, serviços e produtos na feira agrícola. “Mal encerramos essa edição, e já estamos pensando na próxima. Deveremos aumentar a área do complexo para melhor atender expositores e receber os visitantes. Crescemos cerca de 50% nas duas últimas edições, e vamos continuar avançando”, afirma Odacil Ranzi.

O vice-presidente Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, também comemora os resultados. “Fizemos uma feira organizada, com uma estrutura cada vez mais bonita e com empresas expositoras que acreditaram e apostaram mais uma vez no evento com estandes que atraíram e surpreenderam o público visitante”, diz.

Para ele, “a Bahia Farm Show é um espaço destinado para todos, não somente para os produtores comprarem, mas para conhecerem as modernas tecnologias, participar das palestras e debates que influenciam em seu negócio, se relacionar com os expositores, trazer a família e amigos. É uma feira aberta para todos conhecerem, de verdade, o setor agrícola”, reforça.

 

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Bahia Farm Show

Bancos oferecem crédito com condições especiais na Bahia Farm Show

Por redação 09/06/2023
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oferecem crédito rural com condições especiais na Bahia Farm Show 2023

Instituições financeiras apresentam linhas com taxas mais atrativas e condições facilitadas de pagamento ao produtor na Bahia Farm Show

Produtores rurais que visitam a Bahia Farm Show 2023 têm acesso a condições especiais de crédito rural oferecidas por diversas instituições financeiras. Até sábado (10), é possível negociar e garantir melhores termos de financiamento, de acordo com as características específicas de cada empreendimento, com taxas de juros mais atrativas e condições facilitadas de pagamento. Entre os participantes do evento, estão o Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Original, Bradesco, Desenbahia, Santander, Caixa Econômica Federal, Cooperfarms, Sicoob e Sicredi.

Bahia Farm Show apresenta máquinas gigantes e soluções inovadoras para o setor

O Banco Santander trouxe para a Bahia Farm Show 2023 produtos e soluções voltadas para o produtor com ofertas agrícolas com condições especiais nas linhas de financiamento como o Multiagro e de custeio, como a Cédula de Produto Rural. As novidades deste ano são o consórcio estruturado de pesados e seguro agrícola, e a expectativa do banco é obter crescimento superior a 60% nos negócios em relação à edição da feira do ano passado.

“Trouxemos para a feira uma linha com taxa de consórcio especial em todo o período da feira para o consórcio estruturado principalmente para equipamentos e veículos pesados. O nosso objetivo é estar com as linhas de crédito aprovadas para o produtor no momento certo que ele precisar do recurso”, explica o head de agronegócios do Santander, Emerson de Souza.

O Banco do Brasil oferece linhas e soluções para todos os produtores rurais. Entre elas, o recurso do BNDES com taxa de 12.5% ao ano em até 85% do valor com sete anos para pagar, além de produtos como Ouro Vida Produtor Rural e Seguro Agrícola. O destaque da entidade fica a linha desenvolvida exclusivamente para a Bahia Farm, o BB Agro Parceria, um convênio do banco com as revendas fabricantes que permite o financiamento com taxa de 14%, para o produtor.

Fávaro anuncia R$ 3,6 bi em recursos e mudança na linha de crédito em dólar

“Trouxemos o BB Agro Parceria especialmente para a Bahia Farm Show para proporcionar melhor condição de financiamento para o produtor. Já ultrapassamos a nossa expectativa inicial de R$ 350 milhões e já ultrapassamos esse valor com o fechamento de negócios em dois dias de feira. Com as linhas de crédito conseguimos financiar tudo que o cliente precisar”, pontuou o gerente de mercado de agronegócio da Superintendência de varejo do Estado da Bahia, Claudiney Ribeiro.

Financiamento é tema de palestra na Bahia Farm Show 2023

Na programação de palestras e debates, as instituições financeiras também integraram o painel de crédito rural. Na quarta-feira (7), o gerente nacional da Fábrica e Operações do Agronegócio da Caixa Econômica Federal, Ademar Eugênio, ministrou palestra sobre as linhas de financiamento da instituição financeira, e o superintendente de Agronegócio e Microfinança do Banco do Nordeste (BNB), Sérgio Machado, falou sobre soluções financeiras para o setor agrícola.

A organização da Bahia Farm Show tem a expectativa de superar a marca de R$ 7,9 bilhões em volume de negócios fechados. As instituições financeiras – Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Banco Original, Bradesco, Desenbahia, Santander, Sicoob e Sicredi – são patrocinadoras da Bahia Farm Show 2023.

 

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Bahia Farm Show

Bahia Farm Show apresenta máquinas gigantes e soluções inovadoras para o setor

Por redação 07/06/2023
Escrito por redação

Bahia Farm Show apresenta máquinas gigantes e soluções inovadoras para impulsionar o setorBahia Farm Show se estende até sábado (10) e promete apresentar soluções inovadoras para impulsionar o setor agrícola

A Bahia Farm Show atrai a atenção do setor agrícola brasileiro desde terça-feira (6), reunindo as mais avançadas tecnologias agrícolas. Com a participação de 420 expositores que representam 1200 marcas, a feira oferece uma variedade de equipamentos essenciais, como plantadeiras, colheitadeiras, pulverizadores, sistemas de irrigação, aviação agrícola e softwares, que são fundamentais para otimizar os resultados tanto em grandes quanto em pequenas propriedades. O evento se estende até sábado (10) e promete apresentar soluções inovadoras para impulsionar o setor agrícola.

A maior colheitadeira do mundo está de volta à Bahia Farm Show. A New Holland CR 1090 bateu o recorde mundial e entrou para o Guinness Book, quando colheu 797.656 toneladas de trigo em oito horas de trabalho.

“Esta é uma máquina que possui um excelente desempenho por ser automatizada e torna a colheita mais produtiva evitando desperdícios, otimiza o tempo de colheita e oferece uma qualidade de grão superior em relação às colheitadeiras convencionais”, explica o revendedor da New Holland, Edson Luiz que trouxe o equipamento em edição anterior da feira.

Bahia Farm Show apresenta máquinas gigantes e soluções inovadoras para impulsionar o setorOs pequenos produtores também encontram na feira novidades em tecnologias com máquinas de menor porte. Uma ordenhadeira mecânica com capacidade para 80 litros é um dos destaques da empresa Loroeste, com foco nos pequenos pecuaristas.

O equipamento ajuda no manejo do gado, valoriza o produto ao garantir maior higiene do leite, o que agrega valor no momento da venda. O representante comercial da empresa, Lorisvaldo José, explica que os produtos expostos são também para aqueles que possuem poucos animais, mas que não deixam de querer melhorar seu serviço no campo.

Fávaro anuncia R$ 3,6 bi em recursos e mudança na linha de crédito em dólar

Com foco na sustentabilidade, a empresa MWM apresenta soluções voltadas para a produção de energia elétrica, combustível renovável e até mesmo fertilizantes, por meio dos geradores de biogás.

“A apresentação do nosso portfólio de produtos visa oferecer soluções completas com tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável, aumento de produtividade e segurança energética”, reforça Cristian Malevic, diretor de engenharia da MWM.

De olho no mercado da Bahia Farm, a Bouwman levou máquinas de fenação, silagem e biomassa para suprir demandas de estocagem reduzindo custos com logística no preparo de um alimento balanceado para o rebanho, seja de gado de corte ou de leite.

Para os visitantes, o complexo disponibiliza infraestrutura com restaurantes, área de alimentação, exposição fotográfica, praça do museu com máquinas e veículos antigos e comercialização de produtos e artesanatos da agricultura familiar.

 

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