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Notícias

Bancos fortalecem apoio a novas tecnologias na AgroBrasília 2023

Por redação 24/05/2023
Escrito por redação
AgroBrasília: bancos garantem crédito para produtor investir em tecnologia

Brasília, 23 de maio de 2023. AgroBrasilia. Foto: Gesival Nogueira Kebec/Trilux

Expectativa de instituições financeiras presentes no evento deste ano é superar o volume de prospecções alcançado na AgroBrasília anterior

O Banco de Brasília (BRB), patrocinador da AgroBrasília 2023, está apresentando uma nova e ampliada estrutura para atender os clientes durante o evento. “Somos a única instituição bancária dentro da Feira com dois estandes. Um deles dedicado exclusivamente à agricultura familiar”, ressalta o gerente geral da plataforma de Agronegócio do BRB, Felipe Trajano. A expectativa é superar o volume recorde de prospecção do ano anterior.

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A presença de outros bancos como Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Sicredi e Sicoob também é destacada na feira. Com a oferta de maquinário agrícola avançado e tecnológico, essas instituições financeiras buscam atender às necessidades dos produtores, que desejam se manter atualizados e competitivos no mercado.

“Há muita maquinaria nova, com tecnologia avançada. Isso chama a atenção, interessa ao produtor, que não quer ficar no atraso, porque atraso é prejuízo. E nós procuramos apoiar com crédito, financiando os nossos cooperados”, destaca Antônio Mazurek, presidente do Sicoob Credibrasília, parceiro desde a primeira edição da Feira.

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Apesar das preocupações relacionadas à queda nos preços dos produtos agrícolas da região, Mazurek ressalta que o setor mantém expectativas positivas, destacando a resiliência dos agricultores e a importância do agronegócio para o país. Ele celebra a agropecuária brasileira, uma força motriz da economia, que contribui com um PIB expressivo de mais de 500 bilhões de dólares, gerando empregos, tributos e movimentando tanto as cidades quanto o país. “Mesmo nas horas difíceis, o agricultor nunca parou. A agricultura nunca parou.”

 

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Locação de máquinas em alta: uma opção vantajosa aos produtores

Por redação 24/05/2023
Escrito por redação

Locação de máquinas em alta: uma opção vantajosa aos produtoresO mercado de locação de máquinas agrícolas ainda está em formação no Brasil, mas com grande tendência de rápido crescimento

Há pelo menos três anos, as empresas de locação de veículos começaram a trabalhar em um novo nicho de mercado, o de máquinas agrícolas. Primeiro, foi para frotistas dos segmentos de cana-de-açúcar e florestal. Mais recentemente, o foco é o mercado de grãos. Segundo o gerente comercial da Vamos Locação, empresa que participa da AgroBrasília 2023, Fernando Rubim, o mercado ainda está em formação, mas com grande tendência de rápido crescimento.

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Conforme Rubim, uma das principais vantagens para o produtor ao adotar esse sistema de locação de máquinas é não precisar imobilizar um capital muito grande para adquirir uma máquina e, ainda, evitar a perda financeira por conta da desvalorização dela. “Em cinco anos um trator pode sofrer com uma desvalorização do seu valor inicial e, para comprar um novo, o produtor terá que desembolsar uma nova boa quantia de dinheiro. Com a locação, além do preço final ficar menor, ele pode pegar um novo trator, ao final de cinco anos, o que demonstra ser uma grande vantagem, principalmente financeira”, salienta Rubim.

O gestor informa que a Vamos também dispõe de implementos agrícolas. “Os contratos têm em geral 60 a 84 meses e podem ser renovados por equipamentos mais novos. É uma nova opção para que o produtor possa melhorar o seu parque de máquinas”, assegura o gerente comercial.

As vantagens da locação de máquinas agrícolas:
  • Não imobilização de capital: O produtor não precisa investir um capital significativo na compra de máquinas agrícolas, evitando assim a imobilização de recursos financeiros.
  • Evita desvalorização: Ao optar pela locação, o produtor não precisa se preocupar com a desvalorização das máquinas ao longo do tempo, evitando perdas financeiras.
  • Acesso a equipamentos mais modernos: A locação permite que o produtor utilize máquinas atualizadas a cada renovação de contrato, garantindo acesso às tecnologias mais recentes do setor.
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  • Flexibilidade e variedade de implementos: Com a locação, o produtor tem a possibilidade de utilizar diferentes implementos agrícolas de acordo com as demandas específicas de cada etapa da produção, oferecendo maior flexibilidade e adaptabilidade.
  • Menor custo inicial: Comparado à compra de máquinas, o custo inicial da locação é geralmente menor, permitindo ao produtor investir em outros aspectos do seu negócio.
  • Melhoria contínua do parque de máquinas: Com a renovação de contratos, o produtor pode sempre optar por máquinas mais novas e modernas, mantendo seu parque de máquinas atualizado e otimizado.
  • Redução de preocupações com manutenção: Ao locar as máquinas, o produtor não precisa se preocupar com os custos e responsabilidades de manutenção, já que isso fica a cargo da empresa de locação.
  • Possibilidade de teste: A locação permite que o produtor teste diferentes modelos e marcas de máquinas, avaliando qual se adapta melhor às suas necessidades antes de fazer um investimento de compra.
  • Suporte técnico e assistência especializada: Muitas empresas de locação oferecem suporte técnico e assistência especializada, garantindo que as máquinas estejam sempre em boas condições de funcionamento durante todo o contrato.

Essas vantagens tornam a locação de máquinas agrícolas uma opção atrativa para os produtores, proporcionando benefícios financeiros, acesso a equipamentos atualizados e maior flexibilidade no manejo das atividades agrícolas.

 

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Dia Nacional do Café: Brasil tem boas perspectivas para 2023

Por redação 24/05/2023
Escrito por redação

Dia Nacional do Café: Brasil tem boas perspectivas para a safra 2023No Dia Nacional do Café, os números da safra em 2023, que apresenta crescimento promissor, mesmo em ano de bienalidade negativa, diz a Conab

No Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, o setor cafeeiro brasileiro tem motivos para celebrar. Segundo o 2º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de café no país deverá ter um aumento significativo de 7,5% em relação à safra passada. Estima-se que serão colhidas 54,74 milhões de sacas beneficiadas neste ano, superando as 50,92 milhões de sacas em 2022.

É importante ressaltar que esse resultado positivo ocorre mesmo em um ano de bienalidade negativa, o que demonstra a força e a resiliência da indústria cafeeira nacional. Comparando com o último ano de bienalidade negativa, em 2021, o aumento na produção é ainda mais expressivo, alcançando 14,7%.

Ministério da Agricultura declara emergência zoossanitária devido à gripe aviária

A previsão para o café arábica, que representa 69,3% da produção de café no país, é de colher 37,93 milhões de sacas beneficiadas, um aumento de 15,9% em relação à safra anterior. Por outro lado, a produção de café conilon, embora tenha uma perspectiva de redução de 7,6%, com 16,81 milhões de sacas, reflete as perdas de produtividade estimadas no Espírito Santo, maior produtor dessa espécie. Apesar disso, as expectativas positivas estão ancoradas no aumento da colheita em estados como Rondônia, Bahia e Mato Grosso.

O levantamento também revela que a área total destinada à cafeicultura no país em 2023 é de 1,87 milhão de hectares, um aumento de 1,7% em comparação à safra anterior. No entanto, a área em formação, que engloba novas plantações e tratos culturais, registra uma queda de 6%, totalizando 375,5 mil hectares.

O café brasileiro é reconhecido mundialmente pela sua qualidade e representa um importante setor econômico do país. Neste Dia Nacional do Café, as perspectivas positivas para a safra de 2023 trazem otimismo e fortalecem a posição do Brasil como um dos principais produtores e exportadores dessa apreciada bebida.

 

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Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doença

Por redação 24/05/2023
Escrito por redação

Influenza aviária: o que precisamos saber sobre a doençaPesquisador da Embrapa Suínos e Aves esclarece as principais dúvidas sobre a influenza aviária, identificada em aves silvestres no Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, em resposta à detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária – H5N1 – em aves silvestres no Brasil. A medida, publicada na Portaria nº 587, em uma edição extra do Diário Oficial da União na segunda-feira (22), terá validade por 180 dias.

O objetivo principal dessa ação é prevenir a disseminação da doença para as aves de subsistência e aves comerciais, garantindo a preservação da fauna e a proteção da saúde humana.

Ministério da Agricultura declara emergência zoossanitária devido à gripe aviária

O Ministério da Agricultura tem buscado implementar medidas eficazes para evitar que o vírus atinja a produção avícola do país, considerando os riscos tanto para a economia quanto para a saúde pública. Essa declaração de estado de emergência visa fortalecer as estratégias de prevenção, controle e monitoramento da influenza aviária, assegurando a segurança do setor avícola e da população em geral.

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Confira a entrevista a seguir com o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Luizinho Caron, com resposta às principais dúvidas sobre a influenza aviária:

Quando surgiu essa doença no mundo?

É uma doença já conhecida cientificamente há muito tempo. Ela foi diagnosticada pela primeira vez na Itália, em 1878, como Praga Aviária. Em 1955 o vírus foi identificado como influenza A aviário.

Até então era uma doença que acometia aves. Quando ela começou a ser transmitida também para humanos?

A ocorrência da gripe aviária em humanos, causada pelos vírus H5N1, só foi relatada pela primeira vez em 1997, em Hong Kong. Este “pulo” do vírus aviário diretamente a humanos se repetiu na Ásia e na Europa nos anos seguintes. O que aconteceu é algo raro e acontece quando existe um contato muito próximo entre uma ave doente e uma pessoa – até hoje existem 862 casos no mundo com 455 óbitos.

Já a transmissão do humano infectado por ave para outra pessoa é extremamente raro, uma vez que os receptores para o vírus da influenza aviária se encontram apenas no fundo dos pulmões (brônquios e alvéolos). Desde 1997 o mundo vem convivendo com uma aparente rápida evolução dos vírus de influenza e casos de novos vírus aviários de origem na Ásia vem ocorrendo em humanos, que apesar de raros, com variados graus de gravidade da doença e mortalidade.

Um novo vírus H1N1 humano causou uma pandemia em 2008 e 2009 e teve origem em um vírus de influenza de suíno que continha genes de vírus aviários e que se manteve circulando em populações de suínos por um período indeterminado, até o momento que foi transmitido e se adaptou em humanos.

Qual vírus causa a gripe aviária?

A gripe aviária é causada por um vírus classificado como orthomixovirus do grupo A, do tipo aviário. Há três grupos de vírus de influenza: A, B e C. Estes três grupos ocorrem em humanos. Apenas o grupo A infecta diferentes espécies, animais e humanos.

Muitos dos vírus de influenza do grupo A são classificados como vírus do tipo humano, vírus de influenza de suínos, vírus de influenza equina e os vírus de influenza aviária. No entanto, alguns genótipos de vírus circulando em determinada espécie podem adquirir a capacidade de infectar outra espécie. Por exemplo, vírus de aves silvestres podem eventualmente ser transmitidos a aves domésticas ou mesmo, mais esporadicamente, a suínos.

Que aves são consideradas reservatórios naturais do vírus de influenza aviária?

Os diferentes subtipos de vírus de influenza são mais comumente encontrados em aves aquáticas, como gaivotas, maçaricos, trinta-réis, patos, cisnes, gansos, marrecos etc. Digamos que essas aves compõem o reservatório natural do vírus de influenza. Ou seja, podem ser portadoras do vírus e excretar o vírus pelas fezes, mas podem não desenvolver quaisquer sintomas da doença.

Galinhas e perus então não são reservatórios naturais deste vírus?

As aves domésticas terrestres, tais como galinhas e perus, não são consideradas reservatórios dos vírus de influenza, mas são sensíveis à infecção por vírus transmitido por aves silvestres. Porém, galinhas ou perus que se recuperam da fase aguda da doença ficam eliminando por semanas ou mesmo meses após o final dos sinais clínicos. Os patos domésticos e codornas têm tido papel importante como hospedeiros intermediários e reservatórios para a transmissão dos vírus de aves silvestres para galinhas e perus.

Que outras espécies de animais podem também ser afetados pelo vírus da influenza aviária?

Além das aves silvestres ou domésticas, o vírus da influenza aviária pode ser esporadicamente encontrado em espécies de mamíferos marinhos, como os lobos e leões marinhos, focas, baleias e martas. Em agosto de 2022, houve a notificação do primeiro caso de infecção pelo vírus da gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade em um urso preto e, além disso, o vírus H5N1 asiático também foi isolado de felinos (como tigres, gato doméstico e leopardos), suínos e cães.

Como ocorre a transmissão do vírus entre essas espécies de animais?

No ciclo natural do vírus ocorre primeiramente a transmissão viral entre as aves silvestres e destas para as aves domésticas. Eventualmente, pode ocorrer a transmissão das aves para os suínos e dos suínos para humanos e de humanos para suínos. Também eventualmente, sob condições bastante peculiares, pode ocorrer a transmissão do vírus aviário de aves domésticas ou de produção diretamente para o ser humano envolvido no manejo das aves.

Nos suínos podem ocorrer combinações de genes dos vírus aviários com genes dos vírus que estejam circulando na população suína. Dependendo da adaptação dos novos vírus aos suínos pode haver transmissão do vírus do suíno para o homem e do homem para o suíno.

Como detectar se uma ave doméstica está contaminada com o vírus da influenza aviária?

O principal sintoma da doença causada por subtipos de vírus altamente patogênicos, H5 ou H7, é a morte súbita, muito acima da mortalidade normal de aves no lote, podendo ser superior a 60% ou de até 80 a 100% das aves dependendo da patogenicidade do vírus. Nesse caso, será preciso urgentemente contatar um veterinário para fazer a análise clínica e a necropsia das aves para colheita de amostras para o diagnóstico.

Em caso de mortes muito rápidas, as aves podem não apresentar sintoma da doença. Os principais sintomas da gripe aviária em galinhas são: tosse, espirros, muco nasal, queda de postura ou na produção de ovos, ou alterações nas cascas dos ovos, hemorragias nas pernas e as vezes nos músculos, inchaço nas juntas das pernas ou na crista, falta de coordenação motora, diarreia e desidratação. Patos infectados com vírus de influenza altamente patogênico e que excretam o vírus podem não apresentar lesões nem sintomas.

O que fazer se houver suspeita da doença em uma granja ou galinheiro?

Ao primeiro sinal da doença, procure o médico veterinário para fazer a análise clínica das aves. Comunique a suspeita ao Serviço Veterinário Oficial da região, que fará o trabalho de investigação e, se a suspeita for confirmada, desencadeará todas as medidas para conter o surto o mais breve possível. Não vacine as aves, pois no Brasil não há ocorrência da doença e não há vacinas licenciadas no país.

A doença já chegou perto do Brasil?

Sim, quase todos os países da América do Sul já registraram casos de influenza aviária, em aves silvestres e muitos também em aves industriais e de subsistência. No continente americano a doença também já chegou nos EUA, Canadá e México.

O que um criador deve fazer para proteger suas aves da doença?

Não misturar aves de espécies diferentes no mesmo aviário, principalmente galinhas e frangos com aves aquáticas, como patos, marrecos, gansos ou pior ainda, com aves silvestres. Na avicultura comercial, utilize apenas aves de linhagens comerciais, mesmo se forem aves caipiras ou de criações de subsistência.

É preciso também cercar os galpões com tela. Essa é uma medida fundamental para impedir a entrada e contato direto com aves de vida silvestre. Recomenda-se também evitar contato de galinhas com outras aves, especialmente outras espécies de aves domésticas, aves silvestres ou aves migratórias.

Se houver uma propriedade avícola com suspeita de influenza, não visite a propriedade. E na hora de comprar aves, procure somente plantéis certificados ou registrados junto ao MAPA e não compre jamais aves ilegalmente e nem transporte aves sem autorização oficial de trânsito animal.

O que fazer se uma pessoa tiver contato com aves suspeitas de infecção?

O Ministério da Agricultura e Pecuária estabeleceu um Plano de Contingência para Influenza que prevê as ações exercidas por veterinários do serviço oficial do estado, município ou federal. Em primeiro lugar, o produtor deve lavar bem as mãos e corpo após contato com as aves suspeitas.

Somente o Serviço Veterinário Oficial pode confirmar se a suspeita é fundamentada. O produtor também deve contatar os serviços de saúde oficiais de agricultura e de saúde do município para orientações. Nunca deixe pessoas estranhas entrarem na sua unidade produtora.

Se voltar a ter contato com as aves, use máscaras de proteção para evitar respirar o vírus excretado pelas aves nas secreções nasais, oculares, fezes, assim como a poeira do ambiente contaminado. Deve-se evitar o contato entre lotes doentes e os não infectados.

A eliminação e destino das aves afetadas, caso o diagnóstico seja confirmado pelo Mapa, estará a cargo da defesa sanitária animal. Além disso, a indenização será feita de acordo com as normas de cada estado. O produtor não deve tomar qualquer medida por conta própria em virtude do risco de disseminação e, mesmo que raro, o risco de se contaminar com a doença.

O transporte de aves com influenza não é permitido na legislação de controle de focos da doença e o controle de suspeitas da doença deve ser supervisionado pelos Serviços Oficiais de Defesa Sanitária Animal.

O risco de contaminação da doença para o homem é alto?

É muito baixo, pois a influenza aviária não foi diagnosticada em aves domésticas no Brasil, até o momento. Além disso, não há evidências que sugiram que os vírus da gripe aviária possam ser transmitidos a humanos através da carne ou ovos devidamente preparados.

A maioria dos casos de contaminação de humanos no mundo foram infecções esporádicas expostas ao vírus A(H5) através do contato com aves infectadas ou ambientes contaminados, incluindo mercados de aves vivas. Alguns casos humanos de influenza A(H5N1) foram associados ao consumo de pratos feitos com sangue de aves cru e contaminados. Um outro a uma tentativa de reanimação de uma ave, através de respiração boca-boca.

 

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Casos confirmados de influenza aviária acende alerta no Brasil

Por redação 24/05/2023
Escrito por redação

Casos confirmados de influenza aviária acende alerta no BrasilInfluenza aviária está notificada em aves silvestres em dois estados brasileiros e em países vizinhos; orientação é reforçar a biosseguridade das criações

A produção agropecuária do Brasil está mais uma vez em estado de alerta. Desta vez, o foco são aves, que estão em risco com a proximidade da gripe aviária, doença causada por subtipos de vírus altamente patogênicos. O Ministério da Agricultura declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) – H5N1 – em aves silvestres no Brasil. A medida foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), na Portaria nº 587.

Trata-se de uma doença grave, causada por um vírus, e letal para o plantel. Por isso, é de notificação obrigatória e imediata aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal. A doença já foi diagnosticada no Brasil no dia 15 de maio, em duas aves marinhas da espécie trinta-réis-de-bando e em uma ave migratória da espécie atobá-pardo, no litoral do Espírito Santo. No final de semana, outros casos foram registrados, incluindo um no Rio de Janeiro.

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Especialistas reforçam que, mesmo com a presença do vírus nas aves marinhas, o Brasil não afeta a condição de país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e o comércio internacional deve ser mantido. Porém, o estado de alerta deve ser mantido e as medidas devem ser reforçadas.

O alerta se deve especialmente ao impacto da doença na avicultura, tanto em termos econômicos para o País quanto, e especialmente, para pequenos avicultores.

“Se a doença chegar aos plantéis comerciais do Brasil, pode impactar significativamente a produção e a vida de produtores. A influenza aviária não é um tema específico da avicultura industrial. É um tema de toda a avicultura, porque é uma doença letal para as aves”, alerta o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe. “Quem produz frango, ovos ou aves de reprodução deve estar ciente da gravidade da situação. E os pequenos avicultores podem perder sua produção, o que muitas vezes significa perder sua subsistência.”

Atualmente, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador de carne de frango para o mundo, atendendo 145 países. Só em 2022, o país exportou 4,822 milhões de toneladas de carne de frango. Em produção de carne de frango, o Brasil é o segundo maior no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 14,524 milhões de toneladas em 2022. “A avicultura é uma atividade que emprega muita gente. Então, a avicultura precisa de muita atenção neste momento e as barreiras contra o vírus devem ser de responsabilidade de todos”, enfatizou Krabbe.

Então, como evitar a entrada da doença no país e proteger nossa produção e nossos avicultores? Essa é uma das perguntas mais respondidas pelos especialistas da Embrapa Suínos e Aves nas últimas semanas. E a palavra-chave de tudo é biosseguridade, que prevê uma série de estruturas e ações que visam a proteção dos plantéis, diminuindo os riscos sanitários na granja. Regras que valem para todos os sistemas de produção: do comercial, industrial ao colonial. “São medidas e estruturas destinadas a prevenir ou controlar a disseminação de doenças em uma propriedade ou criatório, fundamental para garantir a saúde animal e a segurança alimentar do produtor”, falou Luizinho.

Quais medidas adotar

A primeira ação do produtor é a de proteção da granja, definindo os limites de acesso, que são considerados a área “suja”, a de interface e a “limpa”. A área suja é todo o espaço fora da granja, onde o produtor tem dificuldade de controle no fluxo de pessoas, veículos, aves e outros agentes transmissores. Já a área de interface é aquela que compreende a portaria da granja e todo o perímetro em volta. É nessa área que estão também os vestiários, escritório, portão de acesso e arco de desinfecção.

A área limpa é a parte interna da granja, protegida e que o produtor consegue aplicar as normas e regras de biosseguridade. Entre os itens de proteção estão o isolamento da área de produção, a instalação de telas antipássaro, uso de um único acesso às granjas e áreas de desinfecção e controle de visitantes, uso de água potável de qualidade livre do acesso direto ou indireto de aves e cloração da água com no mínimo 3ppm de cloro livre, manter os reservatórios bem vedados.

Pequena escala ou subsistência

As orientações de biosseguridade não são apenas para as granjas comerciais. Elas valem também para produção de pequena escala ou de subsistência, pois protegem e evitam que doenças se proliferem. “O cuidado em pequena escala é tão ou mais importante. Pois, se uma doença afeta a produção, isso afeta o sustento e a qualidade de vida do produtor e sua família”, explica o pesquisador.

“Neste momento, a criação de aves de pequena escala deve levar em consideração todas as regras de biosseguridade e ainda observar outras, como a compra de aves somente com Guia de Trânsito Animal (GTA) e Nota Fiscal. Isso garante a procedência e saúde das aves”, enfatiza.

Outro ponto crítico e que deve ser foco dos pequenos produtores é que em criações coloniais, ou com acesso das aves à área externa, esses os piquetes precisam ser mantidos protegidos com cercado. Esta cerca deve estar afastada pelo menos cinco metros do perímetro limite dos piquetes. Também não deve ser permitido que as aves se desloquem livremente pela propriedade e sim mantidas em um perímetro de controle e cercado.

Os pesquisadores orientam ainda que os produtores evitem a entrada de novos exemplares de galinhas e frangos no sistema de produção. Quando isso for necessário deixe estes animais em quarentena, isolados dos demais. “Outro item importante é que o acesso das galinhas e frangos de corte a locais de outras criações, como patos, marrecos ou aves exóticas e de vida livre deve ser evitado, uma vez que essas aves aquáticas são hospedeiras e transmissoras do vírus”, explicou Luizinho.

Orientação sobre os sintomas da influenza aviária

Os principais sintomas da influenza aviária, que identificam a doença no plantel, são:

  • Repentina mortalidade de muitas aves na criação e em curto espaço de tempo (menos de 48 horas);
  • As aves apresentam ainda falta de coordenação motora (sintomas nervosos), andar cambaleante, pendem a cabeça para o lado e tem inchaço na região dos olhos, da cabeça e pescoço e nas juntas das pernas.
  • Também apresentam inchaço da crista e barbela com coloração roxa-azulada ou vermelho-escuro e sinais de apatia.
O que fazer ao identificar os sintomas de influenza aviária:

Ao identificar alguns desses sinais, o produtor deve comunicar o Serviço de Defesa Agropecuária Oficial da sua região. Se as aves estiverem no piquete, imediatamente devem ser fechadas no aviário e nenhum equipamento ou utensílio deve ser retirado do local.

Se tiver contato com as aves, deve trocar de roupas e calçados e tomar banho. As roupas e calçados contaminados devem ser colocados em saco plástico fechado até a orientação do profissional da Defesa Sanitária. “O importante é não manipular as aves ou fazer qualquer ação sem a orientação da equipe da Defesa Sanitária”, explicou.

Para orientar produtores e a sociedade em geral, a Embrapa preparou uma página especial no seu Portal, com documentos, vídeos, publicações, links úteis, telefones de emergência e materiais didáticos.

 

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AgroBrasília: Maqcampo John Deere apresenta condições inéditas

Por redação 24/05/2023
Escrito por redação

AgroBrasília: Maqcampo John Deere leva lançamentos e condições inéditasA Maqcampo, concessionária John Deere com 20 lojas nos estados de Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e Tocantins, marca presença na AgroBrasília 2023 com as últimas novidades em equipamentos, soluções e condições. O grande destaque da feira será a linha completa de tratores utilitários e médios, principalmente as séries 5 e 6, os mais usados e versáteis para hortifrutis e pecuária, com condições imperdíveis de negociação. Um dos lançamentos é o trator estreito 3036N, ideal para culturas especiais e operações que necessitam de um equipamento ágil, econômico e potente.

“Mostrar o quanto a agricultura brasileira evoluiu e utiliza tecnologia para aumentar produtividade e ganhos, reduzindo custos e de maneira sustentável, é o que queremos que nosso agricultor veja no nosso estande na AgroBrasília. E o tema da feira neste ano ‘Tecnologia para Sustentabilidade’ está totalmente alinhado com o tipo de soluções que oferecemos aos nossos clientes”, disse José Augusto Araújo, CEO da Maqcampo.

Isto pode ser conferido de forma prática através do Centro de Suporte ao Cliente que monitora em tempo real todas as máquinas que estão conectadas no campo. “Nossas máquinas são tão inteligentes que elas mesmas emitem alertas quando encontram possíveis falhas, o que evita muitas perdas e transtornos no campo”, completa José Augusto.

Ministério da Agricultura declara emergência zoossanitária devido à gripe aviária

Além dos tratores, o visitante também poderá conferir um portfólio completo de equipamentos e implementos para todo tipo de propriedade, seja ela pequena, média ou grande.

O foco no cliente e a disponibilidade operacional das máquinas no campo é um dos lemas da empresa, e por isso, o Pós-Vendas também tem um espaço dedicado. Nele o visitante poderá conhecer uma gama completa de soluções, as vantagens do uso de peças originais e a garantia de um serviço de qualidade quando feito dentro de uma oficina autorizada John Deere.

Facilidade no pagamento

Em parceria com o Itaú BBA, a Maqcampo, concessionária John Deere, oferece a nova modalidade de financiamento de máquinas agrícolas para os agricultores. O produtor poderá adquirir seu equipamento agrícola e pagá-lo numa operação com a entrega em soja, em até 5 anos, e fixar o preço da commodity ao longo do período. O preço pode ser travado em até 30 dias antes do vencimento da parcela.

Para José Augusto Araújo, CEO da Maqcampo, era necessário inovar e destravar a inércia. “Para tanto, desafiamos o Itaú BBA a construir um produto que tivesse juros baratos e ainda falasse a língua do cliente, ou seja, na moeda dele. Assim construímos um produto que baixasse o custo de aquisição do maior ativo da fazenda, depois da própria fazenda, fazendo com que o custo de produção fosse mais baixo, e ainda pudesse participar da oscilação do preço da commodity”, disse o CEO.

 

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Drone para pulverização tem reabastecimento automatizado

Por redação 23/05/2023
Escrito por redação

Drone para pulverização tem reabastecimento automatizadoTecnologia desenvolvida com apoio do PIPE-FAPESP permite a pulverização poupando tempo e insumos, além de reduzir custos e impactos ambientais

Desenvolvido pela empresa paulista Model Works, um novo drone para a pulverização de insumos agrícolas apresenta diversas vantagens em comparação aos métodos tradicionais de aplicação de defensivos nas lavouras. O equipamento, que possui a bordo um gerador movido a combustível líquido, conta com um inovador sistema de reabastecimento automatizado, que aumenta sua autonomia e permite a pulverização tanto em áreas extensas como em focos pontuais, poupando tempo e insumos, além de reduzir custos e impactos ambientais.

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Para desenvolver o conceito e os protótipos do novo drone e da plataforma de abastecimento, a Model Works, sediada em São Carlos, no interior paulista, contou com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, de acordo com o engenheiro Henrique Moritz, um dos sócios-fundadores da empresa.

“Nosso objetivo é resolver um problema importante para nosso cliente final, que é o produtor rural. Hoje, quase toda a pulverização agrícola é feita por tratores e aviões. Os dois métodos possuem vantagens, mas também apresentam sérias desvantagens que poderão ser superadas com o uso do drone”, diz Moritz.

Segundo ele, o uso de aviões tem a vantagem de uma cobertura rápida de áreas muito extensas, mas não possibilita o controle preciso da operação e é preciso pulverizar a área toda com defensivos – o que muitas vezes pode representar desperdício dos insumos e alto impacto ambiental, além do custo elevado de cada voo.

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“Os tratores, por outro lado, têm a vantagem de permitir uma aplicação localizada dos defensivos agrícolas. Como passam lentamente sobre a plantação, é possível pulverizar apenas as áreas necessárias, economizando insumos. Porém, o trator produz o amassamento da plantação, o que causa uma perda de produtividade da ordem de 4%, dependendo da máquina. Além disso, chuvas podem impedir a operação, por risco de atolamento do trator”, explica.

O uso do drone para pulverização, segundo Moritz, elimina as principais desvantagens dos dois métodos. É possível ter um controle total da velocidade de aplicação, sem amassar a plantação, espalhando os insumos de forma localizada e precisa ou em grandes extensões. Além disso, a operação pode ser feita independentemente das condições meteorológicas, com solo úmido.

Solução para o agro

Os fundadores da empresa, Henrique Moritz e seu irmão Carlos Alfredo Moritz, ambos formados em engenharia mecânica na Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, pertencem a uma família que atua no agronegócio há várias gerações. De acordo com Henrique, o contato próximo com os produtores rurais facilitou a identificação de problemas recorrentes nas plantações.

“Os drones têm uma aplicação muito útil no campo, que é o imageamento da lavoura com imagens multiespectrais, a fim de detectar focos de doenças, por exemplo. Mas faltava uma inovação que permitisse utilizá-lo para aplicar o defensivo nesses pontos precisos. Não havia no mercado uma aplicação adequada que pudesse levar a potencialidade do drone ao seu máximo”, conta Moritz.

Os principais drones utilizados na lavoura são provenientes da China, de acordo com Moritz, e apesar de terem capacidade relativamente grande, podendo carregar cerca de 40 litros de defensivo, têm uma autonomia muito baixa. A bateria permite um voo de cerca de 10 minutos, o que complica e encarece a operação.

“Os drones convencionais não são competitivos como os modelos tradicionais de pulverização. Nossa proposta, então, foi inserir inovações para aproveitar toda a potencialidade do equipamento e, ao mesmo tempo, reduzir custos”, diz Moritz.

“Focamos em drones de grande capacidade, que utilizam um gerador à combustão a bordo, utilizando combustível líquido. Isso aumenta muito a autonomia e facilita o abastecimento.”

Demanda internacional impulsiona projeções do complexo soja

Segundo Moritz, a empresa optou por desenvolver o drone completo, utilizando tecnologia nacional, com poucos componentes importados sob medida. Tecnologia de ponta foi empregada na estrutura de fibra de carbono, a fim de obter um equipamento leve, mas com a robustez de uma máquina agrícola. O drone tem cerca de 3 metros de envergadura, sem contar os rotores, e possui capacidade para 70 litros de defensivo.

“Como o combustível líquido tem alta densidade energética, é preciso levar poucos litros para o voo. O combustível é usado para alimentar o gerado, que produz energia elétrica para o voo. No restante do funcionamento, é semelhante a um drone elétrico, mas a fonte de energia é o gerador, em vez de uma bateria”, explica o engenheiro.

Versatilidade e autonomia

Com essa solução, a autonomia do drone tem grande flexibilidade, segundo ele. Se for preciso ficar no ar uma hora, por exemplo, leva-se mais combustível e menos defensivo. Por outro lado, se for necessário dispersar 70 litros de defensivo em poucos minutos, leva-se menos combustível. Essa versatilidade é ainda potencializada pelo sistema de reabastecimento inovador, que é um dos principais desenvolvimentos tecnológicos do projeto.

“Buscamos desenvolver o sistema de reabastecimento de menor complexidade possível, para reduzir a chance de problemas”, explica Moritz.

Trata-se de uma plataforma, semelhante a um heliponto, onde o drone pousa de forma muito precisa, guiado pelo referenciamento por GPS. Ali, os bocais se acoplam automaticamente ao drone. O sistema identifica o acoplamento e começa a bombear o combustível e o defensivo para dentro da aeronave.

“É uma plataforma muito versátil, que é acompanhada por um trailer e pode ser transportada de um local para outro, a fim de buscar o ponto mais favorável para a aplicação. Com ela, a pulverização fica totalmente automatizada e os operadores não precisam entrar em contato com o combustível, nem com o defensivo”, afirma.

O sistema de controle do drone também foi desenvolvido pela Model Works e se baseia no mapeamento da área. O operador pode delimitar a área de pulverização por meio do software de controle do drone, identificando obstáculos, áreas que não podem ser pulverizadas – como áreas de mananciais e de preservação ambiental – com base em um mapeamento prévio. Assim, o operador faz uma espécie de plano de voo e, a partir daí, o drone faz a operação de forma autônoma.

“Além de todo o impacto econômico do projeto, nossa solução tem também um impacto ambiental potencialmente enorme. A dispersão de defensivos em áreas vizinhas, contaminando mananciais e áreas protegidas, é evitada com precisão, graças ao sistema GPS. Os operadores ficam longe do equipamento, sem se exporem a riscos. Além disso, o drone pode ser movido a etanol, o que reduz as emissões de poluentes, eliminando também o problema ambiental do descarte de baterias”, avalia Moritz.

Mercado e patentes do drone para pulverização

A Model Works foi fundada em 2016 e a partir do ano seguinte os irmãos Moritz passaram a se dedicar exclusivamente à empresa. Logo começaram a buscar potenciais produtos e se debruçaram sobre o desenvolvimento do drone.

“Como a ideia era desenvolver tecnologia totalmente brasileira, contamos com uma parceria muito próxima com a USP de São Carlos, por meio de convênios com a universidade e apoio de professores. E a empresa formou uma equipe multidisciplinar que conta também com engenheiros eletricistas e mecatrônicos”, diz Moritz.

Em 2018, fizeram o primeiro protótipo do drone, que foi apresentado naquele ano na Expo Londrina, no Paraná, a fim de sondar a receptividade do mercado. “Nos surpreendemos bastante durante a feira com a repercussão enorme na mídia e com o interesse dos produtores. Vimos que havia demanda e começamos a trabalhar no desenvolvimento do conceito, registrando as primeiras patentes do projeto”, conta.

Dois anos depois, a patente do inovador sistema de reabastecimento do drone foi concedida. “A partir dessa patente que embasou nossa solução, conseguimos dar entrada no projeto PIPE. Mas temos outras quatro patentes do desenvolvimento do drone que estão protocoladas, aguardando análise”, sublinha.

O engenheiro estima que levará cerca de um ano, após o início do projeto PIPE Fase 2, para que o desenvolvimento do drone para pulverização seja concluído e para que os primeiros contatos de comercialização sejam feitos. Além dos produtores rurais, um dos potenciais consumidores são as empresas especializadas em pulverização com drone.

“Todo o nosso plano de negócios se baseia em obter um custo final igual ou inferior ao dos métodos tradicionais de pulverização. Temos feito contatos com prestadores de serviço que utilizam drones e a receptividade tem sido muito grande. O pessoal se empolga com a inovação que a solução possibilita”, afirma Moritz.

Fonte: Fábio de Castro | Fapesp/Pesquisa para Inovação

 

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Notícias

ProAgro-SP: SP libera R$ 200 milhões em crédito acumulado

Por redação 23/05/2023
Escrito por redação

ProAgro-SP: SP libera R$ 200 milhões de crédito acumulado Adesões ao ProAgro-SP começaram nesta segunda-feira (22) para fabricantes de tratores e de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária

O governo de São Paulo iniciou uma rodada exclusiva de liberação de crédito acumulado voltada a fabricantes de tratores e de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, com orçamento autorizado de R$ 200 milhões pelo ProAgro-SP. O apoio ao setor havia sido anunciado durante a Agrishow 2023, no início do mês.

A adesão ao ProAgro-SP começou nesta segunda-feira (22) e vai até 16 de junho. Podem participar empresas que possuam ao menos um estabelecimento ativo no Estado com saldo atividade econômica declarada como principal no Cadastro de Contribuintes de ICMS do Estado de São Paulo – CADESP pertencente ao grupo 283 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Ministério da Agricultura declara emergência zoossanitária devido à gripe aviária

As regras foram estabelecidas por meio da Resolução SFP-30 e da Portaria SRE Nº 37, ambas publicadas no Diário Oficial do Estado do último sábado (20), seguindo o modelo do ProAtivo – Programa de Ampliação de Liquidez de Créditos a Contribuintes com Histórico de Aquisições de Bens Destinados ao Ativo Imobilizado, do qual constitui a 8ª rodada.

Os pedidos, no valor de até R$ 20 milhões por empresa, poderão ser apresentados por meio do SIPET (Sistema de Peticionamento Eletrônico). Basta preencher o “Pedido de Transferência de Crédito Acumulado – 8ª Rodada ProAtivo – ProAgro-SP”, incluindo os documentos e informações necessárias para a avaliação do pedido, no período 22 de maio a 16 de junho.

XCMG inicia vendas do novo trator agrícola no segundo semestre

A liberação das transferências referentes aos pedidos deferidos deverá ser realizada em parcela única, com cronograma de autorizações a iniciar-se em junho de 2023.

Com o ProAgro-SP, o valor acumulado total das liberações de crédito acumulado autorizadas desde o início do Programa ProAtivo poderá superar R$ 2,8 bilhões.

 

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Notícias

Ministério da Agricultura declara emergência zoossanitária devido à gripe aviária

Por redação 22/05/2023
Escrito por redação
Ministério da Agricultura confirma mais dois casos de gripe aviária

Trinta-réis-de-bando Thalasseus acuflavidus – gripe aviária foi confirmada // Foto: Cesar Augusto Chirosa Horie

O Ato vale por 180 dias e é mais uma medida do Mapa para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus da gripe aviária – H5N1 – em aves silvestres no Brasil. A medida foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (22), na Portaria nº 587.

O Ato vale por 180 dias e é mais uma medida do Ministério da Agricultura para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana.

“A declaração de estado de emergência zoossanitária possibilita a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais – nas três instâncias: federal, estadual e municipal – e não governamentais. Todos esse processo é para assegurar a força de trabalho, logística, recursos financeiros e materiais tecnológicos necessário para executar as ações de emergência visando a não propagação da doença”, explica o ministro Fávaro.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira (22), o ministro destacou que a declaração é uma medida preventiva e lembrou que o Brasil continua com status de país livre de gripe aviária.

“O que temos são casos em aves silvestre. Há uma grande crise sanitária de gripe aviária no mundo. O Brasil tem um excelente sistema de defesa e somos reconhecidos internacionalmente. Acabamos de ser reconhecidos, recentemente, pela China, da qualidade de nossos alimentos e, por isso, tomamos essa atitude proativa de decretar estado de emergência, para que possamos, de forma mais efetiva, fortalecer e criar um comitê de emergência para juntarmos os ministérios afins, como o Ministério da Saúde, para que tenhamos uma ação conjunta”, disse Fávaro.

Ainda na entrevista, ele voltou a dizer que esse estado de emergência permite que se “possa alocar recursos aos estados e municípios para fortalecer essa busca por animais e continuar garantindo esse status de país livre de gripe aviária”. Fávaro lembrou ainda que o Brasil é o maior fornecedor de carne de frango do mundo, sendo responsável por 35% do mercado consumidor.

Novos casos confirmados

Na tarde desta segunda-feira (22), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), confirmou três novos casos positivos para influenza aviária (H5N1) no estado de Espírito Santo, que estavam em investigações desde a semana passada.

Gripe aviária: o que se sabe sobre os primeiros casos

As aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando) foram encontradas nos municípios de Linhares, Itapemirim e Vitória.

Até o momento, são oito casos confirmados em aves silvestres, sendo sete no estado do Espírito Santo, nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares e Itapemirim, e um no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra. As aves são das espécies Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Sula leucogaster (atobá-pardo) e Thalasseus maximus (trinta-réis real).

O Mapa segue alertando a população que não recolham as aves que encontrarem doentes ou mortas e acione o serviço veterinário mais próximo para evitar que a doença se espalhe.

Não há mudanças no status brasileiro de livre da IAAP perante a Organização Mundial de Saúde Animal, por não haver registro na produção comercial.

Feiras com aglomeração de aves

A Portaria nº 587 também prorroga, por tempo indeterminado, a vigência da suspensão de realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves e a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida se aplica a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades.

Centro de Operações de Emergência

Também nesta segunda-feira (22), a Secretaria de Defesa Agropecuária se articulou para instalar o Centro de Operações de Emergência (COE) para coordenação, planejamento, avaliação e controle das ações nacionais referente a influenza aviária.

O grupo será responsável pela coordenação das ações de prevenção, vigilância e cuidado com saúde pública, bem como a articulação das informações entre outros ministérios, órgãos, agências estaduais e setor privado.

Saúde humana

O Ministério da Saúde informou também neste sábado que as amostras dos 33 casos suspeitos de gripe aviária em humanos no Espírito Santo deram negativas para o vírus H5N1. Outros dois novos casos suspeitos estão sendo investigados. Desta forma, o Brasil segue sem nenhum caso em sua população. As amostras foram analisadas pelo laboratório da Fiocruz.

O homem de 61 anos, funcionário de um parque municipal de Vitória onde foi encontrada uma das aves com resultado positivo para IAAP, já foi liberado do isolamento.

Em casos de contatos com aves infectadas e apresente sintomas gripais, o cidadão deve informar imediatamente ao serviço de saúde para que sejam adotados os protocolos de monitoramento e análise laboratorial.

 

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Tecnologia

XCMG inicia vendas do novo trator agrícola no segundo semestre

Por redação 22/05/2023
Escrito por redação

XCMG inicia vendas do novo trator agrícola no segundo semestreNovo trator agrícola da XCMG deve ser comercializado a partir do segundo semestre deste ano; Marca chinesa espera aumentar participação setor de máquinas agrícolas brasileiro

A XCMG Brasil possui participação no mercado agrícola brasileiro, fornecendo equipamentos de sua linha amarela, todos fabricados e montados em Pouso Alegre, município situado em Minas Gerais. Com o intuito de fortalecer essa presença no setor agrícola, a marca chinesa apresentou o trator agrícola XT804-4D no início de maio, durante a Agrishow 2023.

“A introdução do trator agrícola no portfólio da nossa unidade segue no sentido de ratificar e fortalecer a posição que já temos no mercado agrícola, até então representada pela linha amarela”, diz Rubens Brito, gerente de vendas da XCMG Brasil.

Segundo ele, assim como ocorre com a linha amarela, a XCMG quer atender às demandas do setor com a oferta de equipamentos com “alto custo-benefício”. Para isso, afirma Brito, a marca aposta em “tecnologia e qualidade”, além de um serviço de pós-venda e disponibilidade de peças com preços mais acessíveis. “Também disponibilizando aos produtores rurais as linhas de crédito tradicionais de mercado através do Banco XCMG”, completa.

XCMG Brasil lança seu primeiro trator agrícola na Agrishow

O novo trator agrícola da XCMG ainda não está disponível para venda, mas chamou atenção dos produtores que visitaram a Agrishow. “Fizemos uma apresentação prévia na feira e a aceitação dos produtores, e do mercado de maneira geral, superou todas as expectativas”, conta o gerente. As vendas do novo trator agrícola da XCMG estão previstas para o início do segundo semestre deste ano.

Com a introdução do XT804-4D, e outros equipamentos agrícolas disponíveis na nossa matriz, que poderemos trazer para a nossa linha no Brasil, no decorrer do período, esperamos alcançar, no segmento  agrícola, uma participação de mercado similar à que já temos na linha amarela”, espera o gerente.

Trator agrícola XT804-4D

O novo trator promete maior agilidade nas manobras, com o câmbio 12F+12R Shuttle. A tecnologia permite realizar a mudança frente-ré com o trator em movimento e sem usar a embreagem, manobra essencial para mais economia de tempo e eficiência operacional no dia a dia.

O design do sistema de refrigeração do motor, com as portas do fluxo de entrada e saída maiores e mais suaves, asseguram mais eficiência de combustão e garantia de menor consumo, segundo Renato Torres, diretor comercial da XCMG.

“Com 80CV de potência, é um dos mais potentes e equilibrados equipamentos de seu segmento. Além de amplo espaço interno e sua eficaz ergonomia, traz mais conforto e segurança ao condutor, que conta, ainda, com visibilidade de 360°durante toda a operação”, explica o diretor.

Características do novo trator agrícola da XCMG, o modelo XT804-4D
  • Potência de 80hp;
  • Alto torque em baixas rotações, com reserva de torque acima de 30%;
  • Transmissão 12F + 12R Shuttle;
  • Vias hidráulicas e conexão de tomada de força independente para fácil substituição dos implementos;
  • Ergonomia e conforto com visão 360º;
  • Versões com cabine climatizada ou plataforma aberta;
  • Raio de giro reduzido em 30%;
  • Manutenção simplificada, com fácil acesso aos componentes mecânicos.

 

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