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Notícias

Ana Euler toma posse como nova diretora de Negócios da Embrapa

Por redação 22/05/2023
Escrito por redação

Ana Euler toma posse como nova diretora de Negócios da EmbrapaNova gestão da Embrapa fica mais feminina com pesquisadoras à frente da entidade, agora presidida por Silvia Massruhá

A Embrapa nomeou a pesquisadora Ana Margarida Castro Euler para o cargo de diretora-executiva de Negócios, após aprovação do Comitê de Elegibilidade da Embrapa (Coele). Na mesma ocasião, a pecuarista Teresa Cristina Corpa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), tomou posse como conselheira independente, indicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“É uma honra poder trabalhar em uma equipe liderada pela presidente Silvia Massruhá, a primeira mulher à frente da Embrapa. As mulheres inspiram novas mulheres. Nós temos o desafio e a missão de inspirar futuras gerações e isso é muito importante”, afirmou a diretora ao assinar a sua posse.  “Assumo este desafio e entendo que é uma missão e uma mensagem que a Embrapa passa sobre a importância da sustentabilidade. E eu espero reforçar essa agenda, porque é boa parte da minha formação, além de trazer um olhar diferenciado para a Amazônia, pois entramos numa era e num momento geopolítico que nos dá grande visibilidade e oportunidade”, acrescentou.

Ana Euler é engenheira florestal, com mestrado e doutorado em Ciências Ambientais e Florestais pela Graduate School of Environment and Information Science – Yokohama National University, Japão. Ingressou na Embrapa em 2008, por concurso público, lotada na Unidade Embrapa Amapá. Neste centro de pesquisa, também exercia a função de articuladora internacional.

Embrapa será chefiada pela primeira vez por uma mulher

Nascida em Niterói (RJ), optou por trabalhar e viver na Amazônia há 20 anos, sendo 15 no estado do Amapá. Atuou como técnica especializada em Conservação da Amazônia no WWF-Brasil e foi diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas.

Na Embrapa, desenvolve estudos em manejo florestal comunitário, governança e desenvolvimento territorial, cadeias de valor da sociobiodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas. Atualmente, é membro do Comitê Gestor do Portfólio Amazônia da Embrapa.

Ainda na esfera internacional, durante um ano e meio, a pesquisadora desenvolveu um projeto de pós-doutorado na França, no escopo do Programa Cientista-Visitante da Embrapa, em cooperação com o IRD e o Cirad, duas instituições francesas de pesquisas.

“Durante o período que participei do programa cientista-visitante na França eu tive uma noção ainda maior do quanto a Embrapa é querida e do tamanho da sua reputação, que pode nos trazer mais parcerias e melhor posicionamento em grandes grandes agendas como a Agenda do Clima e a Agenda do Comércio”, acrescentou a nova diretora da Embrapa.

Há 12 anos, Ana Euler também liderou um projeto de cooperação desenvolvido pela Embrapa em Burkina Faso, país localizado na África e um dos dez mais pobres do mundo. O projeto durou dois anos e teve como título: “Estudo da ecologia e potencial nutritivo de espécies de árvores nativas usadas em comunidades locais em Burkina Faso e Amazônia brasileira, uma estratégia para segurança alimentar e conservação no contexto das mudanças climáticas”.

E participou do Columbia Women’s Leadership Network in Brazil, um programa da Rede de Liderança Feminina da Columbia no Brasil, que seleciona profissionais de nível médio-sênior com o objetivo de criar uma rede crescente de mulheres que contribuirão para transformar o serviço público no Brasil. Cada turma é formada por mulheres que trabalham em diferentes áreas da gestão pública de regiões do Brasil.

A nova diretora assume a função no lugar do economista do BNDES, Tiago Toledo Ferreira, que permaneceu no cargo de 2020 até o início de 2023, quando retornou para sua instituição de origem. Como substituta, estava a analista da Embrapa, Mara Rocha Ribeiro, que também acompanhou a posse da nova diretora.

“Me sinto muito honrada com o convite do ministro Carlos Fávaro e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, para assumir a Diretoria de Negócios. Nossa missão é buscar fortalecer a Embrapa, recompor o orçamento, motivar e melhorar as condições de trabalho de nossas equipes e responder às demandas e prioridades do setor produtivo, desde os povos indígenas guardiões de nosso patrimônio ambiental, agricultores familiares que alimentam a nossa população, até os grandes produtores de commodities que são a base de nossa pauta de exportação. Nossa ambição como Empresa deve ser grande, de produzir e exportar conhecimentos, tecnologias e ativos que sejam capazes de extinguir a fome no mundo com sistemas alimentares sustentáveis”, declarou a nova diretora-executiva de Negócios da Embrapa.

Presente à reunião do Consad, a presidente Silvia Massruhá destacou a carreira da nova diretora e reforçou a importância de se ter uma Diretoria-Executiva com uma complementaridade de conhecimentos. “Temos uma agricultura muito diversificada e ter essa complementaridade é muito importante”, destacou enfatizando a experiência e o conhecimento da nova diretora na agenda de sustentabilidade, na Amazônia, em movimentos sociais.

Sobre a posse da nova conselheira, a presidente destacou a sua carreira profissional, considerada uma referência no agro, sendo inclusive homenageada na própria Embrapa no aniversário de 45 anos. “Com certeza temos muito que trocar, aprender para que possamos avançar na Embrapa e na agropecuária como um todo”, destacou.

Para Selma Beltrão, representante dos empregados no Consad, a presença de mais mulheres no Consad demonstra a importância que o governo vem dando à participação feminina nos diversos espaços. “E com certeza nos trará mais diversidade não só para a pesquisa, mas de olhares, que é fundamental para alcançarmos maior pluralidade de concepções e avanços”.

22/05/2023 0 Comentários
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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Notícias

Demanda internacional impulsiona projeções do complexo soja

Por redação 19/05/2023
Escrito por redação

Demanda internacional impulsiona projeções do complexo sojaO processamento da soja registra um aumento de 500 mil toneladas, passando de 52,5 milhões na última projeção para 53 milhões no cenário atual, segundo Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou atualizações sobre as projeções para a safra 2023 e estatísticas mensais do complexo soja, abrangendo até o último mês de março.

De acordo com os dados mais recentes da Abiove, a produção de soja nesta safra superou a projeção anterior, que era de 153,6 milhões de toneladas, chegando agora a 155 milhões de toneladas. Esse aumento de 1,4 milhão de toneladas é resultado da revisão otimista realizada pelas empresas associadas à entidade, levando em consideração informações sobre área plantada e produtividade.

Novo Plano Safra precisará de mais de R$ 400 bilhões

O processamento da soja também registra um aumento de 500 mil toneladas, passando de 52,5 milhões na última projeção para 53 milhões no cenário atual. Esse crescimento é atribuído, em grande parte, à crescente demanda por farelo e óleo de soja no mercado, impulsionada por fatores como o aumento da mistura de biodiesel adicionado ao diesel comercial, de 10% para 12%.

É importante ressaltar que nos três primeiros meses deste ano, o volume de esmagamento atingiu 12,1 milhões de toneladas, representando um aumento de 5,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior (11,5 milhões de toneladas).

Falando sobre os coprodutos da soja, a produção de farelo teve um aumento de 1%, passando de 40,2 milhões de toneladas para 40,6 milhões de toneladas. A estimativa de produção de óleo de soja, por sua vez, permaneceu em 10,7 milhões de toneladas.

Exportações da soja

Mais uma vez, a forte demanda internacional por produtos derivados do complexo soja brasileiro impulsionou as projeções de exportação para o ano corrente.

A estimativa de exportação de soja em grão foi revisada de 93,7 milhões de toneladas na projeção anterior para 95,7 milhões de toneladas no balanço atual. A comercialização de farelo de soja apresenta um leve crescimento, passando de 21 milhões de toneladas para 21,4 milhões de toneladas. A exportação de óleo de soja, por sua vez, permanece estável em 2,1 milhões de toneladas.

Com esses números, a expectativa é que as receitas geradas pelas exportações do complexo soja alcancem aproximadamente US$ 66 bilhões neste ano. Em detalhes, as exportações de soja em grão devem contribuir com US$ 52,6 bilhões, o farelo de soja com US$ 10,7 bilhões e o óleo de soja com US$ 2,6 bilhões.

 

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19/05/2023 0 Comentários
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Notícias

Sicredi libera R$ 5,2 milhões para nova linha de crédito em dólar

Por redação 19/05/2023
Escrito por redação

Sicredi libera R$ 5,2 milhões para nova linha de crédito rural em dólar Com 6,5 milhões de associados no País, o Sicredi projeta conceder R$ 500 milhões nesta linha até o final da safra atual, no próximo mês de junho

Neste semana, o Sicredi passou a disponibilizar a linha de crédito rural em dólar com taxa pré-fixada, lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e destinada à compra de máquinas e equipamentos. Os principais beneficiários são produtores rurais que já possuem receitas em dólar. Com 6,5 milhões de associados no País, a instituição projeta um desempenho de R$ 500 milhões nesta linha até o final da safra atual, em junho. Desde a sua abertura, na última segunda-feira (15), o Sicredi já concedeu R$ 5,2 milhões aos associados por meio da linha.

 

“O setor agrícola precisa cada vez mais de opções e de diversificação das linhas de crédito para aquisição de equipamentos e tecnologias. Vale ressaltar que o Sicredi também disponibiliza aos seus associados outras opções de financiamento em moeda estrangeira, as quais atualmente totalizam uma carteira de R$ 1,8 bilhão”, afirma Luis Henrique Veit, superintendente de Agronegócios do Sicredi.

Para a nova linha de crédito, o BNDES anunciou que, inicialmente, será disponibilizado o total de R$ 4 bilhões. O valor limite para cada operação é de até R$ 20 milhões, com prazo de pagamento entre 25 e 120 meses.

A taxa da operação é definida no dia da contratação e a carência máxima é de 24 meses. Após a liberação dos recursos em reais, o saldo devedor da operação será atualizado diariamente pelo índice de variação da taxa de câmbio (de venda) do dólar norte-americano no dia útil anterior, até o efetivo vencimento da parcela.

Taxa fixa

A Taxa Fixa BNDES em Dólar (TFBD) corresponde à parcela do custo financeiro na taxa de juros, composta por uma taxa fixa até a quitação do financiamento e um componente referente à variação do dólar. As operações em TFBD podem ter o componente fixo definido na data do protocolo ou na data da contratação da operação.

Na atual safra, até abril, o Sicredi concedeu R$ 27, 8 bilhões em financiamento aos produtores rurais. Somente em linhas do BNDES, foram R$ 4,2 bilhões, o que corresponde a 15% da concessão total.

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19/05/2023 0 Comentários
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Notícias

Projeto sobre manejo do fogo é aprovado por Comissão

Por redação 18/05/2023
Escrito por redação

Manejo do fogo: projeto é aprovado pela Comissão de Meio AmbienteProjeto de manejo do fogo impõe medidas para disciplinar o uso do fogo no meio rural, principalmente entre comunidades tradicionais e indígenas

Nesta quarta-feira (17), a Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou o Projeto de Lei (PL) 1.818/2022, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Agora, o projeto será analisado no Plenário do Senado. A proposta foi apresentada pelo Poder Executivo durante o governo Temer e obteve aprovação da Câmara em 2021. Além disso, conta com o apoio do governo Lula, como evidenciado pela concordância manifestada por representantes da pasta de Meio Ambiente em uma audiência pública realizada pela CMA no mês de abril.

Pelo projeto, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo impõe medidas para disciplinar o uso do fogo no meio rural, principalmente entre comunidades tradicionais e indígenas, e prevê sua substituição gradual por outras técnicas. O texto também cria instâncias intergovernamentais para gerenciar respostas a incêndios nas vegetações.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) apresentou relatório favorável à aprovação. Para Contarato, a política pode contribuir para o desenvolvimento do Brasil no combate aos incêndios florestais.

“O projeto é bastante completo, trazendo objetivos, diretrizes e definições. Cria uma instância nacional de coordenação, traz instrumentos de gestão, respeita o uso tradicional do fogo e disciplina seu uso correto,” disse o senador, lembrando dos incêndios que impactaram o Pantanal em 2020.

Os senadores Jayme Campos (União-MT), Margareth Buzetti (PSD-MT) e Zequinha Marinho (PL-PA) observaram que a substituição do uso do fogo pelos pequenos agricultores deve acontecer com o auxílio do Estado, e não apenas com medidas repressivas.

“Muita gente ainda tem no fogo o seu principal alinhado para limpar [o terreno]. Precisamos trazer esses produtores familiares para dentro da tecnologia. Mas um tratorzinho com alguns implementos agrícolas é mais caro que um carro de luxo. [O governo] precisa facilitar uma série de coisas”, disse Zequinha.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2021, na forma de um substitutivo (um texto alternativo) apresentado pela então relatora, a deputada Rosa Neide (PT-MT).

Segundo a proposta, o uso do fogo será permitido em locais onde as peculiaridades o justifiquem para práticas agropecuárias. Também será permitido utilizar o recurso nos seguintes casos:

  • pesquisa científica aprovada a cargo de instituição reconhecida;
  • prática de prevenção e combate a incêndios;
  • cultura de subsistência de povos indígenas, comunidades quilombolas ou tradicionais e agricultores familiares; e
  • capacitação de brigadistas florestais.

Queimadas

O projeto define os tipos de queimada como controlada e prescrita. A primeira é a usada para fins agropecuários em áreas determinadas e deverá constar em plano de manejo integrado do fogo, com autorização prévia dos órgãos competentes.

A autorização de queima controlada pode ser dispensada para fins de capacitação em manejo integrado do fogo, desde que a área queimada não ultrapasse dez hectares e esteja de acordo com as diretrizes do Comitê Nacional de Manejo, cuja criação é prevista no texto.

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Já a queimada prescrita ocorre com planejamento e controle do fogo para fins de conservação, pesquisa ou manejo dentro do plano integrado. É o que ocorre, por exemplo, no controle de espécies exóticas ou invasoras. Essa modalidade também exige autorização prévia.

O texto proíbe a prática do fogo como método de supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo, exceto quando da queimada controlada dos resíduos de vegetação.

O projeto também prevê a possibilidade de que o órgão competente estabeleça critérios para concessão de autorização por adesão e compromisso, que também deverá seguir todos os requisitos ambientais e de segurança estabelecidos na Política.

Os proprietários de áreas contíguas poderão fazer manejo do fogo de forma solidária, em que ambos respondem pela operação, contanto que seja local com até 500 hectares.

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A autorização dessas queimas poderá ser suspensa ou cancelada pelo órgão autorizador em algumas situações, como no caso de risco de morte, danos ambientais ou condições meteorológicas desfavoráveis ou descumprimento da lei.

Quilombolas e povos indígenas

Se a queimada for para agricultura de subsistência exercida por povos indígenas, povos quilombolas e comunidades tradicionais, conforme seus costumes e tradições, o projeto não exige autorização. Mas haverá algumas exigências, como acordo prévio com a comunidade residente e comunicação aos brigadistas florestais responsáveis pela área, além de ocorrer apenas em épocas apropriadas.

A implementação da política de manejo integrado nas terras dessas populações deverá ser feita pelo Ibama, em parceria com a Funai, com a Fundação Cultural Palmares, com o Incra e com a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União. Está prevista ainda cooperação técnica e operacional.

Quando o órgão ambiental autorizar a queima controlada em áreas limítrofes a terras indígenas ou territórios quilombolas e nas zonas de amortecimento de unidades de conservação, deverá informar aos órgãos gestores respectivos.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Fonte: Agência Senado

 

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Notícias

Plano Safra: “será o mais delicado dos últimos anos”, diz secretário

Por redação 18/05/2023
Escrito por redação

Plano Safra: “será o mais delicado dos últimos anos", diz secretário

Segundo Wilson Vaz, secretário de Política Agrícola do Mapa, ambiente é de turbulências diante da alta demanda por recursos do Plano Safra

Durante debate sobre o Plano Safra 2023/2024, realizado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) na Câmara dos Deputados, nesta quarta (17), Wilson Vaz, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), afirmou que o período de tranquilidade para elaborar um Plano Safra mais forte já ficou para trás. O ambiente, segundo ele, é de turbulências diante de uma alta demanda por recursos.

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“Esse será o mais delicado Plano dos últimos anos. Estamos ainda sem orçamento e as fontes de financiamento não alcançam as necessidades. Os 7 anos de céu de brigadeiro que vivemos se acabaram e precisaremos da sensibilidade do Ministério da Fazenda”, frisou.

O subsecretário do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, destacou que algumas pontes estão sendo traçadas com o MAPA e com o Ministério de Desenvolvimento Agrário para que todos os envolvidos possam ser ouvidos. Gilson reforçou que os princípios serão balizados na sustentabilidade, mas que ninguém será desamparado.

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“Esse processo de elaboração começou em fevereiro quando foi solicitado para instituições financeiras que produzissem propostas para o Plano Safra e somamos a eles a participação dos Ministérios. Obviamente temos um ponto de partida focado na preservação ambiental, mas nosso pensamento é no todo e em busca do fortalecimento do produtor rural”.

 

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Notícias

Plano Safra 2023/2024 precisará de mais de R$ 400 bilhões

Por redação 18/05/2023
Escrito por redação

Plano Safra 2023/24 vai precisar de mais de R$ 400 bilhõesEm debate na Câmara dos Deputados nesta quarta (17), a CNA apontou de necessidade de R$ 404 bilhões no próximo Plano Safra; a OCB, de R$ 410 bilhões

O Plano Safra 2023-2024 precisará de aproximadamente R$ 400 bilhões para custeio e investimento da produção agropecuária, avaliaram nesta quarta-feira (17) os participantes de debate na Câmara dos Deputados. O montante é 17% maior daquele previsto para a safra 2022-2023, que segue até 30 de junho, segundo informa a “Agência Câmara”.

O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo, disse que a previsão do governo para o Plano Safra se alinha às da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), mas poderá faltar dinheiro.

“A demanda para o Plano Safra, conforme entidades e estudos nossos, alcança algo em torno de R$ 400 bilhões”, afirmou Wilson Araújo. “Neste momento, porém, não temos orçamento próprio, e as fontes de financiamento disponíveis ainda não alcançam todas essas necessidades”, observou o secretário-adjunto.

No debate, a CNA apontou a necessidade de R$ 404 bilhões no próximo Plano Safra; a OCB, de R$ 410 bilhões. Desse total, 70% deveriam ser destinados ao custeio e à comercialização; os 30% restantes cobririam os investimentos.

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O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou as principais propostas do setor produtivo para o Plano Safra. Ele falou sobre o atual cenário de custos de produção no campo.

“A situação do pecuarista e do agricultor brasileiro para essa safra é de margem mais apertada, por isso a necessidade de ter um plano safra robusto”, disse. “O valor que for anunciado tem que ser cumprido, porque o produtor conta com esse recurso”, completou.

Ministério da Fazenda

O subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, informou que o Plano Safra 2023-2024 ainda está em fase de elaboração, após as sugestões de vários setores. O valor será fechado nos próximos dias, e a proposta do governo será anunciada em junho.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o crédito para a agricultura familiar precisará de R$ 75 bilhões em 2023-2024, ante R$ 47 bilhões na safra anterior. A Contag cobrou medidas para a inclusão produtiva de 1,7 milhão de famílias que hoje produzem só para subsistência.

A redução das taxas de juros também foi pleiteada pela Contag. A secretária de Agricultura Familiar e Agroecologia do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Patrícia Vasconcelos Lima, informou que a pasta também defende mudanças na regra de enquadramento das famílias, de forma a facilitar o acesso ao crédito.

Novo Plano Safra vai precisar de mais de R$ 400 bilhõesSeguro rural

Durante o debate, vários participantes cobraram reforço nos recursos federais para o seguro rural. O Orçamento deste ano prevê R$ 1 bilhão, e o Ministério da Agricultura já pediu uma suplementação de igual valor. Para a próxima safra, montante necessário deveria se aproximar de R$ 2,5 bilhões ou R$ 3 bilhões.

Fontes: Agência Câmara de Notícias e CNA

 

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Tecnologia

Colheitadeira compacta da Yanmar é opção para áreas de difícil acesso

Por redação 18/05/2023
Escrito por redação

Colheitadeira de grãos YH 880 da Yanmar alcança áreas de difícil acesso no campo devido ao seu tamanho (modelo compacto)Colheitadeira de grãos YH 880 da Yanmar alcança áreas de difícil acesso no campo devido ao seu tamanho (modelo compacto)

A colheitadeira compacta da Yanmar tem chamado a atenção devido à versatilidade. Sua principal característica é a capacidade de alcançar áreas de difícil acesso, como recortes e locais úmidos, onde as colheitadeiras de grande porte não conseguem trabalhar. Isso proporciona aos produtores a oportunidade de aproveitar essas áreas para o plantio.

Produção de café deve ter aumento de 7,5% em 2023

Confira algumas características da colheitadeira compacta da Yanmar:

1 – Tamanho compacto

Como mencionado, a colheitadeira compacta da Yanmar YH 880 é capaz de acessar áreas das lavouras onde os equipamentos maiores têm dificuldade de acessar ou não apresentam uma eficiência satisfatória. Outra vantagem, neste sentido, está relacionada ao transporte da máquina entre uma lavoura e outra, pelo seu dimensionamento

2 – Esteira de borracha

Ainda, a colheitadeira compacta da Yanmar YH 880 consegue distribuir melhor o seu peso e reduzir a compactação do solo. Isso porque possui um projeto com esteira de borracha. Uma característica que contribui para preservar a qualidade e a fertilidade do solo. Estes são aspectos essenciais para o desenvolvimento das culturas agrícolas.

3 – Desempenho e eficiência

A colheitadeira compacta da Yanmar YH 880 é equipada com motor 4TNV98T, que conta com quatro válvulas por cilindro e injeção direta de combustível. Por isso, consegue entregar uma operação mais econômica e segura.

4 – Consumo de combustível

O consumo médio da YH 880 é de 6 a 9 litros por hora. Isso permite um trabalho contínuo durante um dia inteiro de trabalho, sem a necessidade de abastecimento, diz a fabricante.

5 – Rotor duplo

Outro destaque é o rotor duplo presente nessa colheitadeira, que assegura uma limpeza de qualidade dos grãos, atingindo até 1% de impureza e sem significativas perdas, mesmo durante colheitas em alta velocidade.

6 – Capacidade colheitadeira compacta da Yanmar YH 880

O tanque graneleiro com 1.670 litros de capacidade, o que permite que o agricultor colha sem se preocupar em atingir a capacidade do reservatório, pois ainda conta com sistema de aviso ao atingir o limite, otimizando o trabalho do operador.

7 – Tecnologia embarcada

Embora seja compactada, a colheitadeira possui tecnologia embarcada, como o SMART-ASSIST. Trata-se de um dispositivo inteligente que realiza o monitoramento remoto do equipamento. Por meio dele, o produtor pode acompanhar o trabalho da máquina pelo celular ou computador. Com isso, obter informações em tempo real sobre o desempenho e funcionamento da máquina. Entre outras informações, dados como horas trabalhadas, mapeamento do equipamento no campo e diagnóstico de falhas, entre outros.

Reconhecimento

Recentemente, a colheitadeira compacta da Yanmar recebeu reconhecimento durante o 35º Prêmio Gerdau Melhores da Terra, na categoria “Novidade Agrishow para a Agricultura Familiar”. Esse prêmio, que avalia e reconhece produtos inovadores no setor de máquinas agrícolas, contou com uma comissão julgadora formada por professores e pesquisadores renomados.

Segundo Fernando Figueiredo, gerente comercial agrícola da Yanmar, a empresa está sempre alinhada com as demandas do setor, visando contribuir para a agricultura brasileira.

A colheitadeira poderá ser conferida durante a 10ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que começa na próxima segunda-feira, dia 22, em Ji-Paraná (RO), e segue até o dia 27 de maio.

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18/05/2023 0 Comentários
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Brasil exporta recorde de 4,2 milhões de sacas de café em abril
Notícias

Produção de café deve ter aumento de 7,5% em 2023

Por redação 18/05/2023
Escrito por redação

Produção de café deve ter aumento de 7,5% em 2023Neste ano, a colheita está estimada em 54,74 milhões de sacas beneficiadas contra 50,92 milhões de sacas em 2022, de acordo com o 2º levantamento da produção de café realizado pela Conab

A produção brasileira de café na safra 2023 deverá registrar crescimento de 7,5% em relação ao ciclo passado. Neste ano, a colheita está estimada em 54,74 milhões de sacas beneficiadas contra 50,92 milhões de sacas em 2022. O bom resultado é esperado mesmo em um ano de bienalidade negativa, como mostra o 2º levantamento da cultura, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se a estimativa para este ano for comparada com o volume colhido na safra 2021, último ano de bienalidade negativa, o aumento chega a ser de 14,7%.

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“Por ser uma cultura perene, a estiagem e as geadas ocorridas ainda em 2021 influenciaram no desempenho produtivo das lavouras de café no ano passado não permitindo que as plantas atingissem seu potencial produtivo. Como as condições climáticas em 2022 foram melhores, é possível verificar uma recuperação dessa produção, principalmente nas áreas produtoras de café arábica”, explica o presidente da Conab, Edegar Pretto.

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Neste ano, a expectativa para o café arábica é que sejam colhidas 37,93 milhões de sacas beneficiadas, o que representa 69,3% da produção de café no país. Se confirmado, o volume representa um incremento de 15,9% sobre a safra de 2022.

“Essa alta é explicada tanto pelo aumento de 1,9% na área em produção da espécie, aliado ao ganho de 13,7% no rendimento das lavouras, como verificado em Minas Gerais, maior produtor de arábica”, destaca o gerente de Acompanhamento de Safras da Companhia, Fabiano Vasconcellos.

Já para o café conilon, a perspectiva para a atual temporada é de uma produção de 16,81 milhões de sacas, redução de 7,6% da safra passada. O aumento esperado na colheita de Rondônia, Bahia e Mato Grosso não compensaram as perdas de produtividade estimadas no Espírito Santo, maior produtor de conilon.

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“Durante o desenvolvimento do grão no estado capixaba, foram registradas condições adversas, principalmente as fases iniciais do ciclo da cultura, impactando no desempenho dos cafezais”, esclarece Vasconcellos.

Área de produção de café

De acordo com o levantamento divulgado pela Companhia, a área em produção total destinada à cafeicultura no país em 2023, contabilizando as duas espécies mais cultivadas no país (arábica e conilon), totaliza 1,87 milhão de hectares, aumento de 1,7% sobre a área da safra anterior. Já a área em formação, aquela destinada pelos produtores para a introdução de novas plantas ou ainda para realizar tratos culturais, como podas drásticas, está estimada em 375,5 mil hectares em formação, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

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Mercado

Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil exportou 11,2 milhões de sacas de 60 kg. O volume representa uma queda de 20,3% na comparação com as 14,1 milhões de sacas exportadas em igual período de 2022. A redução repete o comportamento registrado em 2021 e 2022 em razão da restrição da oferta interna nos primeiros meses do ano, o que limita a disponibilidade de café para a venda ao mercado externo. Esse cenário de estoques restritos no início de 2023 foi influenciado pelas adversidades climáticas que limitaram a produção de café no Brasil nos últimos dois anos.

“Porém, a boa expectativa para a atual safra, após melhora das condições climáticas, favorece a recomposição dos estoques e pode contribuir para a recuperação da exportação do produto no segundo semestre”, analisa o analista de mercado da Conab, Fábio Silva Costa.

Para os preços do produto, a tendência é de queda das cotações a partir do avanço da colheita, embora não sejam esperadas reduções significativas, uma vez que os estoques baixos dão suporte aos preços do café e impedem quedas expressivas das cotações neste momento.

 

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Bahia Farm Show

Bahia Farm Show deve atrair negócios com crédito e juros facilitados

Por redação 17/05/2023
Escrito por redação

Bahia Farm Show deve atrair negócios com crédito e juros facilitadosInstituições financeiras facilitam aquisição de máquinas e implementos agrícolas na Bahia Farm Show com oferta de crédito e juros facilitados

O Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Original, Bradesco, Desenbahia, Santander, Sicoob e Sicredi prometem disponibilizar as melhores linhas de crédito do mercado na Bahia Farm Show, entre 6 e 10 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). A promessa é de juros e condições de pagamento facilitadas, para que os produtores rurais realizem negócios durante a feira agrícola.

Cerrado baiano se prepara para a Bahia Farm Show 2023

Neste sentido, Marko Svec, diretor de operações da Desenbahia, enfatiza a importância da presença da agência de fomento em mais uma edição da Bahia Farm Show.

“Temos as melhores condições financeiras para apoiar investimentos em construção e ampliação de armazéns, o que permite ao produtor melhores oportunidades de venda e qualidade dos produtos na manutenção de estoques. Além disso, temos crédito especial para sistemas de irrigação, reserva de água e diversos equipamentos que ampliem a segurança da colheita”, disse Svec.

O Banco do Nordeste (BNB), por sua vez, tem um orçamento superior a R$ 2 bilhões em créditos destinados à região oeste da Bahia. Os financiamentos abrangerão custeio, comercialização, armazenagem, irrigação, aquisição isolada de máquinas, veículos e equipamentos, correção de solo, inovação, conectividade, entre outros.

Diego Rocha Batista, superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, destaca que a Bahia Farm Show é a maior feira do agronegócio na área de atuação do banco. Além de servir como uma vitrine para estreitar relações com clientes e parceiros, a feira também é uma oportunidade para promover a imagem do banco e sua conexão com o agronegócio, além de prospectar novos negócios.

O Sicredi também marcará presença e montará uma grande estrutura, incluindo uma agência móvel, que possibilitará atuar com as plataformas digitais para abertura de conta na hora e atendimento de linhas de crédito pré-aprovadas com maior agilidade. Para o gerente regional de desenvolvimento do Sicredi, Rodrigo Machado Gonçalves Chokr, estar na segunda maior feira agrícola do país é fundamental para contribuir no fomento da região por meio das linhas de crédito, produtos e serviços.

“Estaremos agregando valor ao conhecimento dos nossos associados, levando informação, educação financeira, estabelecendo conexões e fortalecendo as parcerias, garantindo o desenvolvimento econômico de toda a região”, afirma.

A organização da Bahia Farm Show tem a expectativa de superar a marca de R$ 7,9 bilhões em volume de negócios fechados e atrair um público de 100 mil visitantes na edição do evento que se aproxima.

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Opinião

Fiagro encontra oportunidade na deficiência logística do país

Por redação 17/05/2023
Escrito por redação

Fiagro encontra oportunidade na deficiência logística do paíspor André Ito* – O agronegócio brasileiro é um setor espetacular, não só pelo que já produz, mas por todo o seu potencial de crescimento, talvez único no mundo. Em termos gerais está entre os quatro maiores produtores do planeta e é o terceiro maior exportador. Em alguns, segmentos, porém, nós lideramos como no caso da carne bovina, em que o Brasil é o maior exportador, com 23% de participação no mercado mundial. O país também é líder na produção de café, açúcar, laranja e suco de laranja. É também o quarto maior produtor de grãos (soja, milho, ervilha, feijão, grão de bico etc).

Não é por acaso que o agronegócio sozinho representa em torno de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. E o governo, junto com produtores, trabalha para que alcancemos a liderança absoluta em praticamente todos esses segmentos. A meta do Ministério da Agricultura é que até 2030, um terço dos produtos agrícolas consumidos no mundo tenham origem brasileira.

Meta possível de ser alcançada já que, sem necessidade de novos desmatamentos, possuímos cerca de 152,5 milhões de hectares disponíveis para a agricultura, equivalente a 17,9% do território nacional. Deste total, utilizamos apenas 65,9 milhões de hectares, de acordo com a Embrapa – números de 2016. Observe que, mesmo usando menos da metade das terras disponíveis, estamos entre os cinco maiores. Com estratégia e boa vontade, chegaremos ao topo em pouco tempo.

Mas para o agro crescer da forma projetada serão necessários bilhões em investimentos, principalmente em logística, talvez o maior gargalo da economia nacional. E é aí que entra o Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais). Criado em 2021 ele possibilita a captação de recursos para investimentos em diversas áreas do agronegócio.

Importância da logística

A logística é uma área essencial porque o setor rural trabalha com produtos perecíveis. Então, há o tempo certo para colher o que é vegetal e abater o que é animal. Um tempo máximo entre o armazenamento e a entrega para o cliente. Sem contar que alguns produtos exigem veículos de transporte refrigerados para a carga não se deteriorar.

Podemos falar da qualidade das estradas de rodagem e de outros modais como ferrovia e hidrovia. Mas esses são projetos que dependem muito da regulação governamental. Na outra ponta há a necessidade de construção de mais galpões de armazenamento, de investimento em máquinas e em tecnologia para aumentar a produtividade e em pesquisa e desenvolvimento.

Para os especialistas, a capacidade de armazenamento ideal gira em torno de 20% acima da produção agrícola. Mas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, no Brasil essa capacidade é cerca de 27% menor. Junta-se a esse problema outros como a importação de fertilizantes, que deixa os produtores reféns do câmbio e das políticas de outros países, as sementes são caras, assim como os defensivos. E com pouco espaço para armazenamento, muitos agricultores são obrigados a vender assim que fazem a colheita, justamente quando a oferta é maior e os preços menores.

Agro atinge recorde histórico de empregos com carteira assinada

Como se vê, quando falamos de agronegócio até naquilo que parece ruim há oportunidades de bonança. O Fiagro pode ser uma ferramenta de extrema importância para financiar a construção dessa infraestrutura logística paralela ao sistema de transporte. Parte dessas deficiências como a falta de silos e galpões e de maquinário mais moderno também decorre da incapacidade de obtenção de crédito através dos meios tradicionais como bancos e programas do governo.

Há muito a se fazer, porém os recursos são escassos. Os Fiagros são capazes de cobrir esse gap existente entre a necessidade dos produtores rurais e a capacidade de emprestar do sistema financeiro tradicional. O país vive um momento de crise, com altíssimo número de inadimplentes e juros altos, o que faz com que os bancos exijam mais dos tomadores de empréstimos. É compreensível, mas o agronegócio não pode parar. Nem é justo que os produtores dependam sempre dos mesmos canais para obterem recursos.

O Fiagro registrou crescimento de 544% em pouco mais de um ano em seu patrimônio líquido, saltando de R$ 1,6 bilhão no final de 2021 para R$ 10,3 bilhões no final de 2022. Em 2021 o agro tinha necessidade de crédito da ordem de R$ 1 trilhão, mas o Plano Safra só dispunha de R$ 300 bilhões. Novato no mercado, hoje o Fiagro representa uma parcela muito pequena da demanda por crédito. Mas se continuar a crescer exponencialmente não vai demorar muito para os fundos disporem de patrimônio grande o bastante para quase zerar essa diferença.

André Ito é sócio e gestor da MAV Capital
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