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Notícias

Crédito rural para agricultura familiar terá 25% de desconto

Por redação 17/05/2023
Escrito por redação
Governo oferece desconto de 25% em crédito rural para agricultura familiar

Governo oferece desconto de 25% em crédito rural para agricultura familiar // Foto: Ricardo Stuckert PR

Desconto em crédito rural para agricultura familiar vai alcançar 36 mil contratos; agricultores gaúchos que tiveram prejuízo na produção por causa da seca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto garantindo desconto de 25% em crédito rural para agricultura familiar, nesta terça-feira, 16. A medida vai beneficiar os empreendimentos afetados pela pior seca em 75 anos no Rio Grande do Sul. O desconto abrange parcelas vencidas e a vencer entre janeiro e dezembro de 2023, sendo destinado a empréstimos de custeio contratados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Nesta terça, o Governo Federal abriu crédito suplementar de R$ 230 milhões para amenizar os prejuízos de mais de 24 mil agricultoras e agricultores gaúchos, em um total de 36 mil contratos de financiamento do Pronaf. O desconto sobre o valor das parcelas é de até R$ 12 mil por operação. Segundo o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), o decreto atende demanda da agricultura familiar gaúcha que, pela terceira safra consecutiva, tem prejuízo em decorrência da estiagem que atinge o estado.

“Os agricultores familiares que trabalham principalmente na pecuária leiteira, não têm seguro agrícola ou cobertura do Proagro. Assim, o presidente Lula está dando um desconto nas prestações vencidas, nas que estão vencendo e nas que irão vencer, de 25%, totalizando o valor de 230 milhões de reais para os agricultores do Rio Grande do Sul que estão sofrendo os efeitos da seca naquele estado”, detalha.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, destacou a relevância e o alcance significativo da medida, que beneficiará famílias residentes em municípios reconhecidos pelo Governo Federal como em situação de emergência. Produtores relatam que muitos açudes estão secos, e aqueles que ainda possuem água estão sofrendo com a diminuição da qualidade devido à entrada de animais para hidratação ou para reduzir a temperatura corporal, resultando na contaminação da água, que fica turva.

Eavision anuncia investimentos de R$ 20 milhões no Brasil

Segundo o Informativo Conjuntural nº 1.749, publicado pela Emater/RS em 9 de fevereiro de 2023, a estiagem tem impactado negativamente o manejo reprodutivo dos rebanhos, resultando em baixas taxas de cio e prenhez. A oferta de fenos, silagens e rações torna-se uma alternativa importante para manter os animais, mas os custos acabam se tornando muito elevados para muitos pecuaristas. Estimam-se perdas de até 30% na produção de leite em Caçapava do Sul, 50% em São Borja e até 80% em Uruguaiana.

O desconto será aplicado na quitação das operações de crédito de custeio ou nas parcelas de crédito de custeio prorrogadas, contratadas no âmbito do Pronaf, com vencimentos entre 1º de janeiro e 29 de dezembro de 2023. Isso inclui também as operações prorrogadas desde 1º de janeiro de 2023 até a data de publicação do decreto, desde que sejam liquidadas até 29 de dezembro de 2023.

Agro atinge recorde histórico de empregos com carteira assinada

Essa medida atende especificamente aos beneficiários do Pronaf que possuem operações de custeio não cobertas pelo Proagro ou seguro, com vencimentos em 2023, nos municípios do Estado do Rio Grande do Sul afetados pela estiagem.

Entre os critérios previstos no decreto:

  • Operações que tenham sido contratadas entre 01 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2022.
  • Situação de adimplência ou sejam regularizadas até 29 de dezembro de 2023.
  • Registro de Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ativa ou inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
  • Perda de receita seja igual ou superior a 30% da receita bruta esperada.
  • Municípios em situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal.

Como ter acesso ao benefício

A agricultora ou agricultor familiar que se encaixa nos critérios estabelecidos pelo decreto, deverá ir até à agência bancária com informações técnicas que demonstrem à instituição financeira a necessidade do benefício, por meio de laudo individual ou grupal.

Seca no RS

Com o novo decreto, já são mais de R$ 660 milhões em ações do Governo Federal para a mitigação dos efeitos da estiagem no estado do Rio Grande do Sul. Em fevereiro deste ano, foram anunciados investimentos de R$ 430 milhões, sendo R$ 100 milhões via Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), para a contratação de carros-pipa para distribuição de água e também para a compra e doação de cestas básicas.

Outros R$ 300 milhões, do MDA, foram destinados a duas linhas de crédito voltadas para a agricultura familiar, sendo R$ 50 milhões para o Crédito Instalação (2° parcela), para 10 mil famílias assentadas, sendo 5 mil por família (com rebate de 90%). Outros R$ 250 milhões para o Microcrédito Produtivo Rural para até 40 mil agricultoras e agricultores familiares mais vulneráveis, com renda anual de até R$ 23 mil. Com crédito de até R$ 6 mil com taxa de juros 0,5% ao ano, com 25% de bônus adimplência e prazo de reembolso de 2 anos.

10 dicas de manutenção para garantir o funcionamento do trator agrícola

Já o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), alocou R$ 24 milhões a famílias de baixa renda da região, com um pagamento de até R$ 2,4 mil para famílias de pequenos agricultores cadastradas no programa Fomento Rural.

 

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Notícias

Gripe aviária: o que se sabe sobre os primeiros casos

Por redação 16/05/2023
Escrito por redação

O que se sabe sobre os primeiros casos de gripe aviária no BrasilAs confirmações de três casos de gripe aviária em aves silvestres não mudam condição de país livre da doença

Nesta segunda-feira (15), o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou a identificação dos três primeiros casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária. As aves afetadas são marinhas, sendo duas da espécie trinta-réis-de-bando, e uma da espécie sula leucogaster (atobá-pardo), que foram encontradas no litoral do Espírito Santo. Esses são os primeiros registros da doença no País.

crédito rural para agricultura familiar - Gripe aviária: o que se sabe sobre os primeiros casos

Trinta-réis-de-bando // Foto: Cesar Augusto Chirosa Horie

Autoridades do ministério e entidades do setor ressaltam que as aves afetadas não fazem parte do sistema de produção, portanto não há risco de contaminação em fábricas de frangos e ovos, nem ameaça ao abastecimento interno. Os alimentos podem ser consumidos com segurança.

Apesar dos casos, o ministério ressalta que a situação não muda o reconhecimento do Brasil como país livre da gripe aviária.

“Cabe destacar que a notificação da infecção pelo vírus da IAAP em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre de IAAP e os demais países membros da OMSA não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros”, diz nota divulgada pela pasta.

Depois de recolhidas, as aves foram analisadas pela equipe do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, que é referência da Organização Mundial da Saúde Animal. A unidade confirmou o diagnóstico. Em seguida, o governo brasileiro fez a notificação à entidade internacional.

Drones alcançam precisão de 66% em monitoramento

O ministro Carlos Fávaro declarou estado de alerta com o objetivo de “aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de IAAP”, com intensificação de ações de comunicação e prevenção, em especial entre criadores de aves.

Gripe aviária

É uma doença viral altamente contagiosa e que afeta aves silvestres e domésticas. Atualmente, o mundo vive uma pandemia da influenza, sendo a maioria por meio do contato de aves migratórias com aves de subsistência, produção ou silvestres de uma região.

O vírus pode ser transmitido ao homem pode meio do contato com aves infectadas, vivas ou mortas. Se encontrar uma ave com os sintomas da doença (andar cambaleante, pescoço deitado e alta mortalidade em uma área), a orientação é acionar o serviço veterinário de sua cidade ou fazer uma notificação no e-Sisbravet.

Não toque ou recolhe aves doentes, pois o vírus fica presente em fezes e secreções respiratórias dos animais.

A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos.

“ABPA [Associação Brasileira de Proteína Animal] ressalta que é totalmente seguro o consumo da carne de aves e ovos, segundo informações cientificamente respaldadas pela OMSA, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e outros órgãos reconhecidos internacionalmente”, aponta nota da associação, que representa avicultores.

Saiba mais sobre a gripe aviária clicando aqui.

Fonte: Agência Brasil
16/05/2023 0 Comentários
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Notícias

Drones alcançam precisão de 66% em monitoramento

Por redação 16/05/2023
Escrito por redação

Uso de drones garante precisão de 66% no monitoramento de pastagensPesquisas da Embrapa correlacionaram dados digitais, obtidos por imagens de drones, com os de campo, durante dois anos de monitoramento no oeste baiano

Segundo pesquisas conduzidas pela Embrapa, o emprego de drones no acompanhamento da cobertura e altura das pastagens obteve uma taxa de precisão de 66% no Cerrado baiano. Os experimentos, realizados de 2019 a 2021, destacam a eficácia dessa tecnologia de sensoriamento remoto no aprimoramento da eficiência da agropecuária. Isso resulta em uma otimização do tempo, aumento da produtividade no campo e maior capacidade de observação e controle da produção rural.

A pesquisa foi desenvolvida na Fazenda Trijunção, no município de Cocos, interior da Bahia, em sistema de pecuária de corte com pastejo rotacionado e uso da braquiária BRS Piatã. Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul (RS) Márcia Silveira, o trabalho comparou os dados digitais da altura do pasto e cobertura do solo, captados a partir das imagens feitas por drones, com os valores observados a campo, a partir de métodos tradicionais de medição, como a avaliação por equipe treinada e mensuração com régua de manejo, bem como avaliação de cobertura do solo e amostragem de forragem.

“O nosso objetivo foi verificar se um drone comum, passível de ser adquirido por um produtor, aliado a um treinamento de máquina, pode auxiliar na estimativa da cobertura vegetal e altura da planta. Queríamos avaliar se o uso correto dessa ferramenta pode ajudá-los na tomada de decisões relacionadas ao manejo do gado, mediante esse comparativo entre as imagens geradas pelo drone e as informações obtidas no campo, considerando medição de altura, corte de forragem e cobertura do solo pela planta forrageira”, explica Silveira.

As bandas de imagens realizadas por drones em diferentes épocas, durante dois anos, foram comparadas com três classes de cobertura do solo, que representam o manejo de uma propriedade pecuária: pré-pastejo, em pastejo e pós-pastejo, além de uma categoria denominada de solo exposto.

Agro atinge recorde histórico de empregos com carteira assinada

O software R-Studio, de recuperação de dados, foi usado para validação do algoritmo e análise das imagens captadas pelo drone. A fórmula aplicada combinou as diferentes bandas da imagem para predizer a classe de cobertura e altura do pasto. A avaliação da precisão do padrão desenvolvido foi realizada a partir da análise da matriz de confusão (erro) e da matriz de acerto do programa.

Ajuda de inteligência artificial 

A metodologia empregada utilizou a técnica de aprendizado de máquina (machine learning) em ambiente digital. De acordo com o engenheiro agrônomo e doutorando em Agronomia da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Pedro Almeida, o script desenvolvido durante o estudo é um compilado de diversas ferramentas utilizadas para classificação digital de imagens.

“Utilizamos a resposta espectral das imagens de drone para correlacionar com as classes de manejo de pastagens. A partir dos dados de campo, comparamos as variáveis com as leituras realizadas em campo. Ao final, foi possível estabelecer relações entre a cobertura do solo e a altura da planta, possibilitando a automatização da área completa, em vez de apenas uma amostragem estatística”, diz.

Considerando todo o conjunto de dados, o modelo ajustado alcançou 66% de exatidão e índice Kappa 0,53 na predição das quatro classes (pré-pastejo, em pastejo, pós-pastejo e solo descoberto). O coeficiente Kappa mede a concordância entre duas formas de avaliação – no caso, a análise do software a partir das imagens de drone e a medição convencional feita a campo.

“Em relação ao conjunto de dados de treinamento do modelo, a exatidão e o índice Kappa foram de 70% e 0,58 para o período chuvoso, e de 68% e 0,56 para o período seco, respectivamente. Considerando todo o conjunto de treinamento, a exatidão e o índice Kappa foram de 66% e 0,53, dentro de um recorte de monitoramento de dois anos, que contemplou dois períodos secos e dois chuvosos”, observa Silveira.

Tecnologia reforça potencial de drones 

Flávia Santos, pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) e líder do Projeto Trijunção do qual esse estudo faz parte, destaca que o desenvolvimento dos procedimentos para processamento e a análise de imagens de drones realizados pela Embrapa durante a pesquisa reforçam os benefícios do uso do sensoriamento remoto como ferramenta auxiliar no manejo de pastagens. “Futuramente, os estudos podem servir como base para a criação de novos produtos, como aplicativos para smartphones, otimizando ainda mais o trabalho no campo”, acrescenta.

“Com o banco de dados referente a apenas dois anos já foi possível visualizar o potencial desse tipo de informação. Vamos continuar fazendo o monitoramento para obter mais dados e aumentar a robustez do script para o treinamento de máquina. Esperamos, com mais dados, extrapolar esse tipo de informação para diferentes tipos de pastagens”, pontua a pesquisadora.

O uso de vants (veículos aéreos não tripulados) é mais uma estratégia para aumentar a eficiência da atividade pecuária, auxiliando no planejamento e manejo das pastagens, a partir do equilíbrio entre oferta e demanda de alimento para os animais. O ponto-chave está na disponibilidade de forragem em quantidade e qualidade, além da manutenção das condições de persistência e rebrote das plantas de forma rápida e vigorosa.

“A altura pode ser utilizada como critério prático para definir o momento ideal de pastejo, bem como permite identificar a necessidade ou não de realização de ajustes de carga animal, visando estabelecer condições ótimas de utilização do pasto mediante os principais processos envolvidos no crescimento e utilização das plantas forrageiras sob pastejo. Para que essas recomendações de altura possam ser respeitadas, faz-se necessário o monitoramento das áreas de pastagem com maior frequência, no sentido de tomar decisões de ajuste de carga e rotação dos animais entre as áreas de forma mais efetiva. Logo, a utilização de técnicas de monitoramento, como o sensoriamento remoto, apresenta-se como promissora no auxílio às tomadas de decisão referentes ao manejo de pastagens”, conclui Silveira.

Integração de tecnologias no campo

Para Manoel Filho, também pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, a integração de tecnologias que aumentem a eficiência dos monitoramentos da propriedade rural tem sido uma busca constante na produção agropecuária moderna, visando auxiliar a gestão e execução dos processos produtivos em um cenário de escassez de mão de obra.

O oeste da Bahia, onde o estudo vem sendo realizado, é caracterizado pela produção em grandes extensões e um estreito período de produção nos sistemas de sequeiro. Nessa realidade, o emprego de métodos práticos, de grande alcance e confiáveis de monitoramento, como o uso de drones, torna-se fundamental.

“O nosso trabalho tornou muito perceptível a agilidade do drone para o levantamento das informações, uma vez que leva apenas três horas para cobrir completamente uma área experimental de mais de 100 hectares”, destaca o geólogo e doutorando da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Cláudio Andrade.

Além disso, as imagens produzidas tornam-se, automaticamente, um banco de dados visuais de fácil acesso e disponibilização. O aumento da acurácia, fruto desses resultados, aponta que esse modelo tem potencial para se configurar como um auxílio significativo para o manejo de pastagens em grande escala. Monitoramentos adicionais estão sendo realizados pela pesquisadora da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação Rio Grande do Sul (SEAPDR-RS) Carolina Bremm, que trabalha na melhoria de acurácia e validação do modelo.

 

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Notícias

Eavision anuncia investimentos de R$ 20 milhões no Brasil

Por redação 16/05/2023
Escrito por redação

Eavision anuncia investimentos de R$ 20 milhões no Brasil Valor será destinado à construção da primeira fábrica da Eavision no Brasil; empresa tem novidade na linha de drones pulverizadores

Após completar um ano de atuação no Brasil, a fabricante de drones para pulverização Eavision anunciou investimentos na ordem de R$ 20 milhões na construção da sua primeira fábrica no País. A unidade fabril será inaugurada ainda em 2023, em Cravinhos (SP).

“Com esse investimento, vamos gerar mais de 160 postos de trabalho. A fábrica focará principalmente na montagem e manutenção dos equipamentos para garantir que os clientes tenham as melhores experiências pós-venda”, conta a diretora de marketing da Eavision Brasil, Hui Wang.

A construção da primeira unidade fabril da empresa no Brasil está alinhada com a estratégia de expansão e crescimento da companhia. Além da atuação no mercado brasileiro de pulverização agrícola com o uso de drones, a empresa já iniciou o processo de expansão para a Bolívia e conta com outros interessados na América Latina.

“Em 2022, focamos principalmente no estabelecimento da marca. Assim como após a semeadura, focamos no crescimento das raízes a fim de nos prepararmos para um melhor crescimento no futuro. 2023 é a época da floração. No primeiro trimestre deste ano, fechamos vários acordos importantes com grandes parceiros”, destaca Hui.

Novidade no portfólio

A Eavision comemora o crescimento acelerado e segue expandindo sua linha de soluções que podem atuar em diversas culturas, com destaque para as produções de milho, soja, café e cana-de-açúcar. Operando com os modelos Falcon, Tucano e EA-30X, a companhia lançou recentemente, na Agrishow, um novo modelo de drone pulverizador: o EA-30X PRO.

Apresentando mais segurança e agilidade, além de ser mais responsivo no desvio de obstáculos com acompanhamento do relevo, o equipamento é resultado de um investimento de cerca de US$ 3 milhões.

“Nosso lançamento foi feito com com base no feedback dos nossos clientes. Todas as principais tecnologias estão sendo aprimoradas como o sistema de visão, o First Person View (FPV), o bocal, o software, entre outros. Tudo isso para melhorar as experiências de aplicação”, reitera Hui.

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Notícias

Branco Motores anuncia o lançamento de nova linha de pulverizadores

Por redação 16/05/2023
Escrito por redação

Branco Motores anuncia o lançamento de nova linha de pulverizadoresNova linha de pulverizadores é ideal para a aplicação em áreas de pomares, hortaliças, mudas e floricultura

A Branco Motores, uma empresa de soluções para o agronegócio, lançou uma nova linha de pulverizadores. Os novos equipamentos são adequados para a aplicação em áreas de pomares, hortaliças, mudas e floricultura, bem como para a manutenção de gramados e jardins. A linha de pulverizadores está disponível em três modelos: BP 1.5M, BP 5M e BP 10M.

A nova linha de pulverizadores tem produtos leves e portáteis. Os modelos BP 1.5M, BP 5M e BP 10M realizam a pulverização de líquidos diversos, como defensivos, medicamentos, água, produtos de higienização e misturas para limpeza. Todos os três possuem ainda compressão prévia, polietileno como material de reservatório, válvula de alívio e acionamento manual.

“A Branco Motores segue lançando produtos que aliam qualidade, eficiência e tecnologia. A nova linha de pulverizadores pode ser usada em diversos tipos de plantações e jardins, o que mostra também a versatilidade que a empresa sempre proporciona aos nossos clientes”, afirma Juliano Silva, Diretor Geral da Branco Motores.

Especificações

O modelo BP 1.5M tem volume recomendado de reservatório de até 1,5 L; sistema de acionamento de gatilho; peso líquido/bruto de 0,3 kg/0,4 kg; bico e o-ring reservas; e porta-acessórios.

O pulverizador BP 5M tem volume recomendado do reservatório de até 5,0 L; gatilho com trava; comprimento da lança de 39,0 cm; comprimento da mangueira de 1275 mm; peso líquido/bruto de 0,9 kg/1,2 kg; alça de transporte lateral; inserto de alça acolchoado; e lança de aço inoxidável.

Já o equipamento BP 10M possui volume recomendado do reservatório de 10,0 L; gatilho com trava; comprimento da lança de 39,0 cm; comprimento da mangueira de 1275 mm; peso Líquido/Bruto de 1,3 kg/ 1,5 kg; alça de transporte lateral; inserto de alça acolchoado; e lança de aço inoxidável.

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CuriosidadeManutenção

10 dicas de manutenção para garantir o funcionamento do trator agrícola

Por redação 16/05/2023
Escrito por redação

10 dicas de manutenção para garantir o funcionamento do trator agrícolaMantenha seu trator agrícola em excelente estado e aumente sua vida útil com essas dicas de manutenção essenciais

Os tratores agrícolas são peças fundamentais no campo, auxiliando nas mais diversas atividades agrícolas. Para garantir o perfeito funcionamento e aumentar a vida útil, é essencial realizar uma manutenção adequada do trator agrícola. Neste artigo, apresentamos 10 dicas valiosas que irão ajudar os agricultores a manterem seus tratores em excelente estado de conservação. Siga essas recomendações e aproveite ao máximo o potencial do seu trator agrícola.

1. Verifique os fluidos regularmente:

Mantenha um olhar atento nos níveis de óleo, líquido de arrefecimento e fluido de transmissão do trator. Verifique-os regularmente e reponha quando necessário, seguindo as especificações do manual do fabricante.

8 dicas para escolher o trator ideal para a sua propriedade

2. Troque o óleo e os filtros regularmente:

Faça a troca de óleo e filtros de acordo com as recomendações do fabricante. Isso ajudará a evitar o acúmulo de impurezas e garantir um bom desempenho do motor.

3. Limpe o filtro de ar:

Um filtro de ar sujo pode comprometer o desempenho do motor e aumentar o consumo de combustível. Mantenha o filtro limpo e substitua-o regularmente para garantir uma boa entrada de ar no motor.

4. Verifique os pneus:

Os pneus do trator agrícola estão sujeitos a desgaste e danos. Verifique a pressão e o estado dos pneus regularmente, garantindo que estejam adequados para o trabalho no campo.

5. Lubrifique os pontos de articulação:

Os tratores possuem diversos pontos de articulação que exigem lubrificação regular. Verifique o manual do fabricante para identificar esses pontos e aplique a graxa adequada para evitar desgastes prematuros.

Especial trator: conheça o sistema de alimentação de ar para o motor

6. Faça a manutenção do sistema de arrefecimento:

Um sistema de arrefecimento eficiente é crucial para evitar superaquecimentos. Limpe os radiadores regularmente e verifique se não há vazamentos ou obstruções no sistema de arrefecimento.

7. Realize inspeções elétricas:

Verifique os cabos, fios e conexões elétricas regularmente. Certifique-se de que estão em boas condições, evitando problemas de partida ou falhas elétricas.

8. Limpeza externa:

Mantenha o trator limpo, removendo sujeiras e detritos acumulados na carroceria. Isso evita a corrosão e melhora a aparência do equipamento.

Saiba como funciona um trator agrícola e seus componentes

9. Faça a manutenção do sistema de freios:

Verifique o funcionamento dos freios e substitua as pastilhas ou lonas gastas. Garanta que o sistema de freios esteja em perfeito estado, proporcionando segurança durante as operações.

10. Armazenamento adequado:

Quando o trator não estiver em uso, armazene-o em local protegido das intempéries. Cubra-o adequadamente para evitar danos causados pela exposição ao sol, chuva ou poeira.

Ao seguir essas 10 dicas de manutenção para o trator agrícola, os agricultores poderão desfrutar de um equipamento confiável, com desempenho otimizado e vida útil prolongada. Essas práticas simples, porém essenciais, ajudam a prevenir problemas mecânicos, reduzir custos de reparos e maximizar a eficiência operacional.

Ao verificar regularmente os fluidos, trocar o óleo e os filtros, limpar o filtro de ar, verificar os pneus, lubrificar os pontos de articulação, fazer a manutenção do sistema de arrefecimento, realizar inspeções elétricas, manter a limpeza externa, cuidar do sistema de freios e garantir um armazenamento adequado, os agricultores estão investindo no bom funcionamento do seu trator agrícola e garantindo sua longevidade.

Lembre-se sempre de seguir as recomendações do fabricante e de contar com profissionais qualificados para auxiliá-lo em eventuais reparos e manutenções mais complexas. A prevenção é a chave para evitar contratempos e garantir que o trator esteja sempre pronto para enfrentar os desafios do campo.

Como escolher o pneu certo para melhorar o desempenho da máquina

Ao implementar essas dicas de manutenção, os agricultores estão valorizando seu investimento. Com um trator agrícola em perfeito funcionamento, eles podem aumentar a produtividade, reduzir o tempo de inatividade e aproveitar ao máximo todo o potencial desse importante equipamento.

 

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AgrishowTecnologia

Manitou projeta expansão no agro com manipulador telescópico

Por redação 15/05/2023
Escrito por redação

Manitou projeta expansão no agro com manipulador telescópicoManitou faturou mais de R$ 80 milhões em vendas na Agrishow. Empresa aposta nos manipuladores telescópicos para expandir participação no agro brasileiro

O Grupo Manitou, fabricante francesa de máquinas para movimentação e plataformas de trabalho aéreo, comemora as vendas realizadas na Agrishow 2023, que ultrapassaram os R$ 80 milhões, número três vezes maior do que o da edição passada. A marca vendeu mais de 300 itens na feira deste ano e planeja ampliar a participação no segmento com a ampliação das vendas do manipulador telescópico.

De olho nesses resultados, a empresa estabeleceu o setor agro como foco em seu plano de desenvolvimento de negócios para os próximos cinco anos no Brasil e espera superar as expectativas, assim como aconteceu na Agrishow. Uma das estratégias para alcançar esse objetivo é aumentar a penetração dos manipuladores telescópicos neste mercado, “que ainda são pouco conhecidos pelos agricultores”, segundo Marcelo Bracco, diretor geral da Manitou para Brasil e América Latina.

“Já realizamos muitos investimentos em máquinas, na formação de equipes, etc., e continuaremos investindo nos próximos anos fortemente no segmento do agro. Entendemos que não existe segredo para introduzir nossos manipuladores telescópicos no agro brasileiro. Basta que consigamos fazer uma demonstração. Uma vez que o agricultor testa a máquina e conhece seus benefícios, que são inúmeros, ela não volta mais para o nosso estoque”, diz Bracco.

Segundo ele, “os manipuladores possuem baixo custo operacional, alta produtividade e ainda proporcionam grande segurança no manuseio das cargas. Nesses pontos, eles ganham de qualquer outro equipamento na agricultura”, reforça. “Esse mercado ainda tem muito a ser explorado no Brasil, basta que os agricultores conheçam o produto”, conclui.

O setor agro representa de 20% a 30% dos negócios do Grupo Manitou no mundo. No Brasil, até o momento, o agro representa cerca de 10% do total dos negócios da empresa. Isso ocorre especialmente devido ao aumento nas vendas do segmento de plataformas e retroescavadeiras em 2023, conforme explicou o executivo.

“Acreditamos que o mercado de manipuladores no Brasil, que foi pequeno nos últimos anos, deverá crescer. Isso deve ocorrer não apenas no segmento agro, mas também no segmento de construção. Falando especificamente sobre o agro, com certeza, queremos manter nossa liderança porque entendemos ter um produto premium e de reconhecimento mundial.”

Para estar próxima aos clientes, a empresa construiu uma rede de distribuidores pelo país e algumas regiões da América Latina focada no agronegócio: Uniparts (Uberlândia/Unaí), Agrisys (Formosa/GO), Multitratores (Porangatu – GO), Rimave (Rio Verde – GO), Agritex (Querência – MT) e Sermaq (Santa Catarina).

Manipulador telescópico

O manipulador telescópico é uma máquina que pode ser utilizada em diversas atividades na agricultura, tais como transporte e movimentação de cargas pesadas, remoção de detritos, empilhamento de sacos de grãos, entre outras. Ele é capaz de alcançar locais elevados e estreitos com facilidade, além de possuir alta capacidade de carga e alcance. Também pode ser equipado com acessórios específicos, como garfos e conchas, para atender a diferentes necessidades no campo.

crédito rural para agricultura familiar - Manitou projeta expansão no agro com manipulador telescópicoO modelo MLT-X 625 75 H é um empilhador compacto da Manitou concebido para trabalhos agrícolas. Tem capacidade de até 2.500 kg e altura 5.90 m. Está equipado com um motor de 75 cv. Possui dimensões otimizadas para entrar em edifícios estreitos e manobrar facilmente. As rodas motrizes e os 3 modos de direção facilitam os deslocamentos.

“O manipulador telescópico pode ser considerado um ‘canivete suíço’ dentro de uma propriedade rural. Pode-se fazer atividades com ele que o agricultor jamais imaginou”, completa Bracco.

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Notícias

Epamig dá orientações para fazer uma boa colheita do café

Por redação 15/05/2023
Escrito por redação
Epamig dá orientações para fazer uma boa colheita do café

Processamento natural na colheita do café. Foto: Denis Nadaleti/Epamig

Pesquisadora da Epamig orienta sobre as ações necessárias antes da colheita do café para garantir a qualidade final da bebida

Em Minas Gerais, a colheita do café começa em maio e se estende até meados de julho e agosto. Como a cultura sofreu com intempéries climáticas nos últimos dois anos, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) alertam os produtores sobre cuidados específicos que devem ser levados em consideração durante essa etapa, para que preservar a qualidade final da bebida.

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Antes da colheita do café, os produtores podem fazer um mapeamento da qualidade dos talhões, o que ajuda a produzir diferentes tipos de café da mesma lavoura. Confira a seguir algumas orientações:

Maturação dos frutos

A pesquisadora Vanessa Figueiredo, da Epamig Sul, destaca a importância da maturação, pois aproximadamente 80% da planta deve ter frutos maduros no momento da colheita.

“Neste ano, os produtores poderão enfrentar algumas dificuldades, pois tivemos muitas floradas antecipadas no segundo semestre de 2022. Isso acaba gerando frutos em diferentes estágios de maturação. Por isso, o ideal é o produtor andar nas suas lavouras e verificar por qual talhão ele deve iniciar, dando prioridade para as cultivares que tenham uma maturação mais precoce, como aquelas dos grupos Acaiá e Mundo Novo, fazendo um escalonamento de colheita”, detalha Vanessa.

Retirada do mato

Outra ação importante é a retirada de todo o mato nas ruas do café (capina mecânica ou química), para que a lavoura fique “no limpo”. Além disso, o produtor pode fazer a arruação, que é a retirada do “cisco” (folhas mortas, galhos e resíduos orgânicos) que fica sob a saia do cafeeiro.

“É muito importante que a lavoura esteja extremamente limpa antes da colheita, pois assim, os frutos que caírem na terra não vão prejudicar a qualidade final do grão”, comenta Vanessa.

“Porém, a arruação tem seus prós e contras. É essencial que o produtor esteja atento, pois o cisco também pode ser benigno, por acumular umidade e liberar nutrientes para o solo. Caso opte por realizá-la, deve ser uma operação mais leve, tomando cuidado para não danificar as raízes das plantas no processo”, completa a pesquisadora.

Desembolso do Plano Safra atual atinge R$ 290,4 bilhões

Maquinário utilizado na colheita do café

É de suma importância, também, segundo Vanessa, que todas as máquinas e equipamentos utilizados na colheita do café estejam devidamente revisados e com a manutenção em dia, para que o produtor não tenha que lidar com nenhum imprevisto que possa atrasar o seu cronograma.

Limpeza do terreiro

Por fim, a especialista atenta para a limpeza e o cuidado com o terreiro, onde serão colocados os grãos para a secagem, e com as tulhas, onde o café será armazenado.

“Ao longo do ano, muitos produtores utilizam o terreiro para atividades paralelas, como pulverização foliar e mistura de produtos químicos, o que pode contaminá-lo. Além disso, alguma parte do piso também pode ter sido quebrada ou danificada durante a transação de maquinários pesados. Então, o ideal é que o produtor faça uma boa revisão do terreiro, para que fique em bom estado de uso e não haja interferência no produto final, garantindo a qualidade da bebida”, conclui Vanessa.

Mapeamento da qualidade

Produtores que estiverem programando colher seu café entre os meses de maio e junho, ainda podem realizar o chamado mapeamento da qualidade de sua lavoura, que é a identificação das características de cada talhão da propriedade por meio de amostras enviadas para a classificação de avaliadores credenciados. Assim, eles poderão optar por processamentos específicos em alguns lotes, para a produção de cafés especiais e com perfis sensoriais diferenciados.

“É um conjunto de informações importantes a serem obtidas antes de se colher o café, para quando o produtor chegar no terreiro ele já ter conhecimentos extras sobre o que fazer para poder explorar ao máximo o potencial de qualidade de seu produto. Normalmente, a maioria do café passa por um processamento natural, mas caso o produtor queira participar de um concurso e fazer um lote especial, o mapeamento da qualidade vai ajudá-lo imensamente”, explica o pesquisador da Epamig Sul, Denis Nadaleti.

Segundo ele, o produtor deve realizar esse processo cerca de 30 dias antes da colheita do café, quando a lavoura estiver com aproximadamente 60% dos frutos maduros, para que haja tempo de secar o café e avaliar as características dos diferentes talhões.

“O ideal é que o produtor faça uma amostragem escolhendo plantas saudáveis e distribuídas por todo o talhão, que representem toda a área de cultivo, com plantas do topo, meio e laterais da lavoura, como se fosse uma caminhada em zigue-zague. É parecido com uma amostragem de folha e de solo, que os produtores já estão acostumados a fazer”, complementa Denis.

Segundo o pesquisador, é indicado que o produtor recolha frutos maduros de todas as partes da planta: inferior, mediana e superior. Ele pode, por exemplo, pegar cerca de meio litro por planta, de um total de 16 plantas, para uma amostragem de sete a oito litros. Ao final do processo, o cafeicultor deve enviar a amostra para um classificador ou juiz Q-Grader credenciado pela Associação de Cafés Especiais (SCA), que poderá fazer avaliações físicas e sensoriais do café.

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Evento da Embrapa aborda o manejo do milho orgânico

Por redação 15/05/2023
Escrito por redação

Evento da Embrapa aborda o manejo do milho verde orgânicoEspecialista da Embrapa Cocais vai ministrar palestra sobre preparação dos insumos no manejo do milho orgânico e os diferentes tratamentos dos resíduos que vêm sendo estudados

O “Dia de Campo – Manejo do milho orgânico” vai destacar uma pesquisa sobre o uso do resíduo da agroindústria de açaí como fonte de matéria orgânica para o solo no cultivo do milho. O evento é organizado pela Embrapa Cocais, em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), e ocorre nesta terça-feira, 16, das 9h30 à 12h, na Fazenda Escola da UEMA.

Ciência avança na produção de biomassa de origem não madeireira

O pesquisador Carlos Freitas, da Embrapa Cocais, vai realizar palestra sobre preparação dos insumos orgânicos e os diferentes tratamentos dos resíduos que vêm sendo estudados: resíduo do açaí com esterco bovino, resíduo do açaí com torta de mamona e o resíduo sem mistura e uso do Biomaphoss, primeiro inoculante nacional para solubilização de fósforo para melhorar a eficiência das plantas na absorção do fósforo. O inoculante é aplicado na semente do milho. O especialista também falará sobre a cinza vegetal, fonte de matéria orgânica e nutrientes feita com o caroço do açaí.

“O objetivo da pesquisa é melhorar os atributos físicos e químicos do solo em sistema de cultivo orgânico da cultura do milho verde, especialmente na agricultura familiar, garantindo agregação de valor ao produto. E, ainda, dar destinação sustentável para os resíduos da agroindústria do açaí na capital maranhense”, diz Freitas.

Segundo o pesquisador, na extração da polpa de açaí, os caroços correspondem a 73% da biomassa dos frutos. Em São Luís, capital do estado, atualmente são gerados cerca de 5 mil toneladas de resíduos de caroços na safra nas agroindústrias locais.

Da Agerp, Ronald Alvarez vai palestrar sobre o preparo do solo sem uso do fogo em que é feita a trituração da capoeira como opção sustentável de cobertura do solo. Na ocasião, também haverá intercâmbio de conhecimentos, sobre manejo de sistemas agroflorestais e plantas alimentares não convencionais, com Altamiro Ferraz (UEMA\SAF-MAPA) e Josilda Junqueira Ayres Gomes (UEMA), respectivamente.

Como tudo começou

Segundo Carlos Freitas, coordenador do projeto, a ideia surgiu da constatação do aumento da demanda por alimentos saudáveis, mais sofisticados com qualidade nutricional, livre de contaminação e agrotóxicos, orgânicos, e também da importância em contribuir com a destinação útil e ecológica dos resíduos da crescente agroindústria do açaí.

Além do aproveitamento dos resíduos da agroindústria de açaí, a pesquisa pretende ajustar o manejo cultural do sistema orgânico de produção de milho verde, incluindo as práticas de adubação orgânica, adubação verde e inoculação de sementes. O estudo iniciou no campo agrícola da Escola Casa Familiar Rural, o povoado Quebra Pote, localizada no município de São Luís-MA, e agora está sendo realizada na UEMA.

A pesquisa, que também tem a parceria da Embrapa Agrobiologia, é financiada pela FAPEMA e atende ao desafio de inovação – reduzir a carência de tecnologias para manejo e conservação de solos em áreas com sistemas de produção de base ecológica – estabelecido no Portfólio de projetos da Embrapa com a denominação “Sistemas de Produção de Base Ecológica da Embrapa”.

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Governo libera mais R$ 200 mi para o Plano Safra atual

Por redação 15/05/2023
Escrito por redação

Governo libera mais R$ 200 milhões para o Plano Safra atualPlano Safra 2022/23 terá mais R$ 89,1 milhões destinados às operações de custeio agropecuário e R$ 110,8 milhões para investimentos 

O governo federal liberou crédito extra de R$ 200 milhões para fortalecer o Plano Safra 2022/2023, atualmente em vigor. Conforme estipulado na portaria publicada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento na última sexta-feira (12), esses recursos serão divididos em R$ 89,1 milhões para operações de custeio agropecuário e R$ 110,8 milhões para investimentos.

Os recursos suplementares deverão permitir a equalização de cerca de R$ 8,4 bilhões para aplicação em programas de financiamento do Moderfrota, irrigação e demais investimentos e custeio.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a complementação foi necessária para atender a demanda dos produtores por crédito.

“Esses recursos serão suficientes até a chegada do novo Plano Safra, que estamos trabalhando para que não tenha essa deficiência”, explica.

Nos 10 primeiros meses do Plano Safra atual, no período de julho/2022 até abril/2023, o desembolso do crédito rural totalizou R$ 290,43 bilhões.

Financiamento em dólar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou recentemente a linha de financiamento rural em dólar com taxa fixa desenvolvida em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A linha BNDES Crédito Rural na modalidade com referencial de custo em dólar chegará a um total de R$ 4 bilhões.

“Trata-se de uma linha com condição muito favorável, que permite planejamento e segurança. É um dos instrumentos de que dispomos para fomentar uma agricultura cada vez mais inovadora, digital, de precisão, que reduza custos e riscos”, avalia o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.

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