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NotíciasRevista

Agro atinge recorde histórico de empregos com carteira assinada

Por redação 15/05/2023
Escrito por redação

Mercado de trabalho no universo do agro: recorde de formalizaçãopor André Diz, Felippe Serigati e Roberta Possamai – Em meados do primeiro trimestre de 2020, a pandemia de Covid-19 começou a atingir de forma intensa a saúde da população brasileira, bem como a economia da nação, impactando os setores em medidas diferentes e afetando, consequentemente, o mercado de trabalho do País. O agro (aqui entendido como agropecuária e agroindústria) não saiu ileso dessas turbulências em um primeiro momento, porém, conseguiu se recuperar de forma relativamente rápida. 

Dessa forma, entre 2019 e 2022 (sempre média de quatro trimestres) o agro gerou, em termos líquidos, 344,15 mil postos de trabalho. Na realidade, foram geradas 359,62 mil ocupações formais, o que mais do que compensou a contração das informais (-15,47 mil). Com isso, as vagas formais, no ano passado, chegaram ao maior número desde o início da série histórica (2016), totalizando 5,59 milhões de ocupações. Consequentemente, a taxa de formalidade do setor atingiu o seu recorde, alcançando 40,1% das vagas do setor.

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Destruição de postos de trabalho no início da pandemia; depois, franca recuperação

mercado de trabalho - Agro atinge recorde histórico de empregos com carteira assinadaDe acordo com o levantamento do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGVAgro) com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), o mercado de trabalho do universo agro brasileiro superou o nível de pessoal ocupado observado antes da pandemia chegar ao País.

Ou seja, em 2019, o agro tinha 13,62 milhões de pessoas ocupadas. Três anos depois, em 2022, o setor alcançou 13,96 milhões de postos de trabalho. Assim, não só voltamos ao número de vagas do período pré-pandemia, como foram criadas 344,15 mil novas ocupações no setor, uma expansão de 2,5%. Apesar do resultado líquido positivo do mercado de trabalho do universo agro, é importante ressaltar que ele não passou ileso pelas turbulências causadas pela Covid-19, uma vez que logo que a pandemia alcançou o Brasil, o mercado de trabalho do setor sentiu seus efeitos negativos e só depois entrou em trajetória de recuperação e voltou a criar vagas de trabalho.

Isto é, entre 2019 e o primeiro trimestre de 2021 (pior momento da crise para o mercado de trabalho do setor) foram perdidas 603,3 mil vagas. A partir do segundo trimestre de 2021, o mercado de trabalho do agro voltou a se aquecer e gerar empregos, de forma que, desse período até o quarto trimestre de 2022 foram criados 947,45 mil postos de trabalho, mais do que compensando a perda de ocupações observada anteriormente.

Expansão dos formais e queda dos informais levou ao aumento da taxa de formalidade do mercado de trabalho do setor

É importante salientar, entretanto, que os trabalhadores formais e informais, naturalmente, sentiram os impactos da crise sanitária de formas diferentes. Vale destacar que, de modo geral, no mercado de trabalho de todos os setores econômicos, é esperado que o pessoal ocupado informal sinta de forma mais rápida os efeitos de uma crise, uma vez que as empresas tendem a demitir primeiro os trabalhadores sem vínculo e que tenham, portanto, um menor custo de demissão. Somente depois que os trabalhadores formais tendem a sentir os efeitos do desaquecimento do mercado de trabalho, uma vez que as empresas só passam a dispensar esses funcionários quando percebem que a crise persistirá, incorrendo, dessa forma, nas despesas de demissão.

Foi isso que ocorreu no início da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho do agro. Isto é, entre 2019 e o primeiro trimestre de 2021, as ocupações informais contraíram 6,3%, sendo responsáveis por 87,8% da queda nas ocupações do agro (529,83 mil das 603,30 mil vagas). No mesmo período, as ocupações formais caíram 1,4%, representando apenas 12,2% do total das ocupações perdidas (73,47 mil das 603,30 mil vagas). 

Porém, assim como no início de uma crise os informais são os que mais são prejudicados, quando as empresas começam a se reerguer, voltam a contratar primeiramente os informais para depois formalizar as contratações. E foi isso que ocorreu no agro após o pior momento da pandemia para o setor. Entre o primeiro trimestre de 2021 e o quarto trimestre de 2022, houve um aumento de 514,36 mil ocupações informais (54,3% do total de 947,45 mil vagas criadas) e de 433,09 mil das formais (45,7% dos postos criados). 

Mercado de trabalho no universo do agro: recorde de formalizaçãoNo período inteiro (isto é, entre 2019 e 2022), nota-se um aumento de 2,5% das vagas totais do universo agro, sendo que, enquanto os postos formais se expandiram 3,6%, os informais contraíram em 0,2%. Ou seja, mesmo com a forte recuperação após o primeiro trimestre de 2021, o número de postos de trabalho informais ainda está ligeiramente abaixo do verificado no período pré-pandemia.

Com essa dinâmica entre trabalhadores formais e informais, a taxa de formalidade do mercado de trabalho do universo agro aumentou entre o início da pandemia e o ano passado, saindo de 38,4% para 40,1% – alcançando, assim, o maior patamar de toda a série histórica, iniciada em 2016. Vale ressaltar que na indústria geral e no mercado de trabalho médio de todos os setores, a formalidade também cresceu, mas em nenhum dos dois casos atingiu patamar histórico, como ocorreu no agro.

Por fim, é válido destacar que a larga maioria dos produtores agropecuários é classificada como informais pela PNAD Contínua, mais precisamente como conta própria ou como empregadores sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) – essa característica do setor, deve ficar claro, tende a superestimar a real informalidade do mercado de trabalho a ele associado.

Em suma, durante o início da pandemia de Covid-19, o universo agro perdeu postos de trabalho, sobretudo, os informais. No entanto, o mercado de trabalho do setor se recuperou rapidamente, de forma que o número de postos de trabalho atualmente é superior ao período pré-pandemia (2019). Além disso, o número de formais atingiu o seu maior patamar (5,59 milhões de pessoas) e a taxa de formalidade também alcançou seu maior valor (40,1%), estando 1,6 ponto percentual (p.p.) acima do período pré-pandemia (38,4%).

Mercado de trabalho no universo do agro: recorde de formalização¹ Mestre em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP) e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV (FGV Agro).

² Doutor em Economia pela Escola de Economia de São Paulo (EESP/FGV), professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV (FGV Agro). felippe.serigati@fgv.br

³ Mestre em Economia Agrícola pela Escola de Economia de São Paulo (EESP/FGV) e pesquisadora do Centro de Agronegócios da FGV (FGV Agro). roberta.possamai@fgv.br

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15/05/2023 0 Comentários
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AgrishowTecnologia

Veja os equipamentos mais caros expostos na Agrishow

Por redação 12/05/2023
Escrito por redação

Descubra as principais tendências em tecnologias agrícolas e os altos investimentos em máquinas e equipamentos na maior feira do setor, a Agrishow

Anualmente, as fabricantes se esforçam para mostrar o que há de mais moderno em máquinas e equipamentos na Agrishow, principal e maior feira de tecnologia agrícola do País. O evento é uma vitrine para o setor e considerado um termômetro das tendências em tecnologias e inovações agrícolas mais relevantes.

Para quem percorre as ruas da feira em Ribeirão Preto (SP) e se impressiona com o tamanho das máquinas e equipamentos, é possível se surpreender também com os valores praticados. Cada produto exposto representa um alto investimento em tecnologias de ponta, visando oferecer maior economia, desempenho e robustez ao produtor rural. No entanto, é importante destacar que essa qualidade tem um custo elevado.

Confira novidades e lançamentos apresentados na Agrishow

Equipamentos de última geração equipados com as mais novas tecnologias podem chegar a valores superiores a R$ 5 milhões. Abaixo, apresentamos uma lista de máquinas e equipamentos expostos na feira, acompanhada de seus respectivos valores, que podem variar de acordo com a tecnologia embarcada e a tributação de cada estado, e características.

Equipamentos mais caros na Agrishow

Case IH – Trator Steiger 620 –  R$ 5,4 milhões

Veja os equipamentos mais caros apresentados na AgrishowO modelo faz parte da linha de tratores Steiger AFS Connect da Case IH. Tem motor de seis cilindros biturbo com até 691 cv e tração 4×4. Possui design agronômico e configurações ideais para atuar na agricultura de larga escala e com grandes implementos, movendo toneladas de terras. Totalmente conectado, tem recursos que permite a visualização remota e suporte à distância.

A cabine ergonômica foi projetada para oferecer máximo conforto do operador, assento de tecido luxo com articulação de 40 graus, tapete emborrachado, assento de acompanhante, volante telescópico, display AFS Pro 1200 sensível ao toque e intuitivo e de piloto automático, entre outras funcionalidades.

Conectado com a rede de internet do celular, envia mapas de prescrição, linhas de orientação e dados organizados. No portal do sistema AFS Connect da marca há ferramentas que permitem acessar remotamente o monitor do trator e visualizar em tempo real a tela do operador.

Case IH – Colheitadeira Axial-Flow 9250 – R$ 5,3 milhões

Veja os equipamentos mais caros apresentados na AgrishowO modelo integra a linha Axial-Flow 250 da marca. Apresenta o AFS Harvest Command, um sistema inteligente que se autorregula, com quatro modos de colheita, prometendo até 15% a mais produtividade, além de simplificar e as operações no campo. Dotada da tecnologia Automation, que auxilia o produtor a otimizar as operações na colheita de grãos, em diferentes culturas, em qualquer condição. O sistema tem capacidade de proporcionar até 1.800 intervenções diárias na máquina durante a operação de colheita.

A máquina executa uma série de analises, como das condições de solo e agronômicas e, assim, através do seu sistema inteligente, realiza intervenções. A colheitadeira 9250 conta com o motor Cursor 13, chegando até a potência máxima de 634 CV e capacidade do tanque de combustível de 1.130 litros.

Case IH – Colhedora de cana Austoft 9990 – R$ 4,7 milhões

Veja os equipamentos mais caros apresentados na AgrishowO modelo faz parte da linha Austoft 9000. A Austoft 9990 trabalha com espaçamentos de linha de 1,4m e 1,5m e usa esteira ao invés de pneus. A máquina é equipada como Feed Rate Control, um sistema automatizado de processamento. Esse sistema altera automaticamente as rotações do industrial de acordo com as condições operacionais, otimizando a capacidade de colheita, consumindo menos combustível, colhendo com maior qualidade e gerando maior longevidade ao canavial. O modelo também vem com AFS Connect embarcado de fábrica, para enviar e receber dados em tempo real.

New Holland Agriculture – Forrageira FR 780 – R$ 4,3 milhões

Veja os equipamentos mais caros apresentados na Agrishow

A forrageira FR780 tem motor Cursor 16 Tier 4B de 775 hp da FPT Industrial e uma plataforma de 9 metros com sistema de 6 tambores. A máquina traz em seu motor Tier 4B, a tecnologia ECOBlue SCR, que promete otimizar o consumo de combustível, melhorando a performance e o rendimento.

A cabine oferece visão panorâmica desobstruída para qualquer lado que se olhe. Com o monitor IntelliView IV com posição ajustável e com console e repouso de braço, o operador tem todos os comandos ao alcance de sua mão. O sistema de detecção de metais MetaLoc impede a entrada de metais na máquina, evitando possíveis danos ao sistema. O sistema Variflow de processamento, garante a troca de configuração da forrageira, de grama para milho, e vice-versa, em menos de 2 minutos.

Fendt – Colheitadeira Ideal – R$ 4,5 milhões

mercado de trabalho - Veja os equipamentos mais caros expostos na AgrishowAs colheitadeiras Fendt IDEAL possui 2 versões de tanque graneleiro. O Streamer 210 com uma capacidade de 17.100 l e uma taxa de descarga de 210 l/s ou o Streamer 140 com 12.500 l e 140 l/s. A colheitadeira Fendt Ideal é equipada com sistema IDEALbalance. O coração desse sistema é uma bandeja de grãos dupla. A bandeja frontal de grãos recolhe o material extraído pelas barras de raspagem na parte frontal e o encaminha para a parte frontal do piso de preparo. A bandeja de grãos traseira recolhe o material liberado dos dentes do rotor e o envia para trás do piso de preparo.

A cabine foi projetada para oferecer a melhor vista sobre o acessório. Tem uma área envidraçada de 5,75 m² e uma vista panorâmica de 180°. O baixo nível de ruído de apenas 73 db cria um ambiente de trabalho agradável.

Massey Ferguson – Colheitadeira MF 9895 – R$ 3,2 milhões

mercado de trabalho - Veja os equipamentos mais caros expostos na AgrishowA máquina chegar à potência de 500 cv, apresenta taxa de descarga de grãos de 150 litros por segundo e tanque com capacidade de armazenagem de 12.334 litros. O sistema de acionamento do cilindro alimentador é responsável pela alta performance do equipamento, garantindo a qualidade dos grãos e ampliando o leque de culturas e de aplicação.

O equipamento possui o sistema de arrefecimento V-Cool, exclusividade da marca, que reduz a necessidade de limpeza dos radiadores e oferece alta capacidade de resfriamento e, consequentemente, maior vida útil ao motor.

Jacto – Pulverizadores Uniport 4530 e 3030 – R$ 2,3 milhões

mercado de trabalho - Veja os equipamentos mais caros expostos na AgrishowO modelo 4530 possui sistema de transmissão hidrostática 4×4 com controle inteligente de tração, integrado ao motor diesel de 243 cv e distribuição de peso ideal entre os eixos, permite pulverizar nos mais diferentes tipos de terreno. O sistema identifica automaticamente a necessidade do controle de tração no veículo sem a necessidade de atuação do operador. É equipado com sistema de frenagem com controle ABS hidráulico integrado ao sistema de transmissão e promete mais segurança na operação do equipamento e redução no consumo de combustível.

Já o Uniport 3030 pode trabalhar com velocidades de até 35 km/h na operação de pulverização e até 55 km/h em deslocamento. Equipado com o sistema de direção Unitrack, permitindo trabalhar com raio de giro 35% menor. É 2,5 vezes mais rápido que o sistema convencional. Apresenta um conjunto de soluções que permitem o rendimento operacional diário chegar até a 1.000 hectares por dia e um sistema de sensores em conjunto com o sistema de amortecimento hidráulico que permite ao operador escolher o correto nível de amortecimento para o sistema de barras, adequando a estabilidade da barra ao perfil do terreno.

12/05/2023 0 Comentários
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Notícias

Exportações do agro atingem recorde de US$ 50,6 bilhões em 4 meses

Por redação 12/05/2023
Escrito por redação

Exportações do agro atingem recorde de US$ 50,6 bilhões em 4 mesesO setor do agronegócio representou quase metade das exportações totais do Brasil em 2023, com participação de 49%

As exportações do agro brasileiro alcançaram recorde de US$ 50,6 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, um crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2022, quando as vendas foram de US$ 48,53 bilhões.

A expansão se deu em função do aumento da quantidade exportada (+2,3%), bem como do índice de preço dos produtos (+1,9%), segundo a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa)

Produção de grãos deve crescer 15,2% na safra 2022/23

O que mais contribuiu para essa expansão foi o aumento na quantidade exportada de milho (+6,05 milhões de toneladas) e soja em grãos (+1,05 milhão de toneladas).

O agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil em 2023, com participação de 49%. No ano anterior, o share do agronegócio na pauta exportadora brasileira foi de 47,7%. A exportações totais registraram crescimento de 1,6%, como resultado do crescimento do agronegócio, uma vez que os demais setores tiveram queda de 0,8% no período.

As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carne de frango e suína, milho, celulose e etanol foram recordes no quadrimestre.

Resultados de abril

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 14,7 bilhões em abril deste ano. Os principais recordes no mês foram para soja em grãos, carne de frango e carne suína.

A participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras subiu para 53,9% em abril. Os demais produtos exportados pelo Brasil registraram exportações de US$ 12,61 bilhões (-10,7%).

Soja em grãos

A soja em grãos registrou exportações de 14,34 milhões de toneladas em abril (+25,0%). A safra 2022/2023 com previsão de produção de 154,81 milhões de toneladas (+23,3%), impacta favoravelmente este resultado.

De acordo com a análise da SCRI, trata-se de um dos maiores volumes já exportados pelo Brasil, somente ultrapassado por três vezes em toda a série histórica (abril de 2020, com 14,85 milhões de tonelada; abril de 2021, com 16,11 milhões de toneladas e maio de 2022, que teve 14,97 milhões).

Os preços médios de exportação, porém, caíram de US$ 589,03 por tonelada em abril/2022 para US$ 540,30 por tonelada em abril/2023 (-8,3%). A queda dos preços reflete as perspectivas de oferta da oleaginosa nesta safra, que apresenta o maior nível de produção mundial da história, com boas perspectivas para a produção nos Estados Unidos, China, Índia e recorde histórico no Brasil, mesmo com a forte quebra de safra na Argentina.

Com o expressivo volume exportado, o valor atingiu US$ 7,75 bilhões (+14,6%), novo recorde mensal das exportações de soja em grão. A China é a principal importadora do Brasil, adquirindo 70% do volume exportado da oleaginosa.

Carnes de frango e suína

Apesar da redução mensal das exportações de carne bovina em abril, com reflexos para todo o setor de proteína animal, as exportações brasileiras de carne bovina, suína e de frango devem ter ganhos importantes ao longo de 2023.

Segundo a SCRI, apesar da queda nas vendas externas de carne bovina, as exportações de carne de frango subiram de US$ 801,38 milhões em abril/2022 para US$ 826,63 milhões em abril/2023 (+3,2%), com incremento do quantum exportado em 4,7% e queda de 1,5% no preço médio de exportação. A China foi o país responsável pelo aumento das vendas externas de carne de frango, com alta de 62,7% no volume importado do Brasil.

Também houve incremento das vendas de carne suína, com embarques de US$ 249,40 milhões (+30,5%), com aumento da quantidade exportada (+16,4%) e do preço médio de exportação (+12,1%).

A China continua sendo a maior importadora da carne suína brasileira, com aquisições de US$ 86,15 milhões.

As carnes de frango e suína produzidas no Brasil se beneficiam de limitações de oferta na Ásia por problemas sanitários locais (principalmente Peste Suína Africana e Influenza Aviária).

12/05/2023 0 Comentários
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Curiosidade

Saiba quais são os implementos agrícolas para o preparo do solo

Por redação 11/05/2023
Escrito por redação

Saiba quais são os implementos agrícolas para o preparo do solo

Escolha dos implementos agrícolas para o preparo do solo varia de acordo com o tipo de solo e a cultura que será plantada

O preparo do solo é uma das etapas mais importantes no processo de produção agrícola. Consiste em uma série de operações realizadas por implementos agrícolas com o objetivo de criar as condições ideais para o desenvolvimento das plantas, permitindo a maximização da produtividade e qualidade dos cultivos.

As principais atividades realizadas no preparo do solo incluem a utilização de implementos agrícolas para a aração, a gradagem, a nivelagem, a aplicação de corretivos e fertilizantes, entre outras. A escolha e sequência das operações varia de acordo com a cultura, o tipo de solo e a finalidade do plantio. O objetivo final é deixar o solo pronto para receber as sementes ou mudas e oferecer as melhores condições de desenvolvimento às plantas.

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Existem vários implementos agrícolas que são indispensáveis para o preparo do solo, e a escolha desses equipamentos depende do tipo de solo, do objetivo do preparo e da cultura que será plantada.

Veja quais são os implementos agrícolas mais comuns

Arado de aivecas ou de disco

São implementos agrícolas utilizados para arar o solo e descompactá-lo, permitindo a aeração e a penetração das raízes. O arado de aiveca é tem uma ou duas aivecas, que são lâminas de metal em formato de V. Ele é usado para cavar e virar a terra, criando uma linha de plantio. É eficaz para solos mais leves e soltos. Já o arado de disco é composto por uma série de discos que cortam e viram a terra. É mais adequado para solos mais compactos e duros, já que a ação dos discos é mais eficiente em quebrar e desfazer torrões de terra.

Confira novidades e lançamentos apresentados na Agrishow
Grade aradora

Serve para nivelar e desfazer torrões no solo, além de cortar e misturar a palhada e outros resíduos. É composta por um conjunto de discos que giram e cortam a terra, criando sulcos para a plantação. A profundidade de corte pode ser ajustada de acordo com a necessidade do terreno e do tipo de cultura a ser plantada.

Ao passar pela terra, os discos da grade aradora quebram torrões, descompactam e nivelam o solo, permitindo que as raízes das plantas penetrem com mais facilidade. Esse processo também ajuda a controlar as ervas daninhas e a incorporar fertilizantes ao solo.

Grade niveladora

Utilizada para nivelar e uniformizar a superfície do solo após o arado e a grade aradora. Ela é formada por um conjunto de discos que podem ser regulados para diferentes profundidades e inclinações, e também conta com hastes ou dentes que ajudam a remover torrões de terra e descompactar o solo.

O funcionamento da grade niveladora se dá pela união desses discos e hastes que, ao serem puxados por um trator, cortam e nivelam o solo. Os discos podem ser regulados para que trabalhem em diferentes profundidades, permitindo a realização de um trabalho mais superficial ou mais profundo, dependendo da necessidade.

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados
Subsolador

É usado para romper camadas compactas do solo, melhorando a drenagem e a penetração das raízes. O funcionamento do subsolador se dá por meio de hastes pontiagudas que perfuram o solo em profundidade, rompendo camadas compactadas e permitindo que as raízes das plantas possam crescer em busca de água e nutrientes.

O subsolador é tracionado por um trator e pode ser regulado de acordo com a profundidade de trabalho desejada. Em geral, é utilizado em solos compactados ou que passaram por tráfego intenso de máquinas, animais ou pessoas.

Escarificador

Utilizado para soltar camadas mais profundas do solo, que podem estar compactadas ou endurecidas, permitindo que a água, o ar e as raízes das plantas penetrem melhor no solo. Ajuda a incorporar resíduos orgânicos e fertilizantes no solo, melhorando a fertilidade e a estrutura do solo. É importante ressaltar que o uso do escarificador deve ser feito com cautela, de acordo com as condições do solo e as necessidades da cultura a ser plantada.

Enxada rotativa

Utilizada para revolver a terra e misturar a palhada, deixando o solo mais fofo e arejado. Consiste em um equipamento que possui uma série de lâminas dispostas em um rotor giratório acionado por uma tomada de força acoplada a um trator.

Quando acionada, as lâminas giram em alta velocidade, cortando e revolvendo a camada superficial do solo. Isso ajuda a descompactar o solo, removendo possíveis torrões e eliminando ervas daninhas. Além disso, a enxada rotativa deixa o solo mais macio e arejado, facilitando a penetração das raízes das plantas

Pulverizador

Utilizado para aplicar defensivos agrícolas e fertilizantes líquidos nas plantas. Ele é composto por um tanque para armazenar o líquido, uma bomba para a sua pressurização e um sistema de bicos que pulverizam a solução sobre a área desejada.

O líquido é aspirado pelo pulverizador e armazenado em seu tanque. Em seguida, a bomba é acionada e pressuriza o líquido, que é empurrado por um sistema de mangueiras e bicos que pulverizam o líquido na área desejada. A quantidade e a pressão do líquido podem ser reguladas por meio de ajustes no próprio pulverizador.

Isso permite uma aplicação mais precisa e eficiente dos defensivos agrícolas, reduzindo o desperdício e aumentando a eficácia. O pulverizador pode ser acoplado a tratores ou outros veículos agrícolas, permitindo uma aplicação mais rápida e eficiente dos defensivos agrícolas.

Adubadora

Utilizada para espalhar fertilizantes no solo antes ou durante o plantio, a fim de fornecer nutrientes essenciais para as plantas. Ela funciona a partir da conexão a um trator, que aciona o movimento do equipamento. O fertilizante é armazenado em um reservatório e, por meio de uma rosca sem-fim, é transportado para um distribuidor, que espalha o adubo pelo solo de maneira homogênea.

O controle da quantidade de adubo pode ser feito por meio de um sistema de regulagem da vazão, que permite ajustar a quantidade de fertilizante que será distribuído por área. Esse implemento é fundamental para garantir a produtividade da lavoura, fornecendo os nutrientes necessários para o crescimento saudável das plantas.

Implementos agrícolas – preparo do solo adequado à cultura

Esses são alguns dos implementos agrícolas mais utilizados no preparo do solo, mas existem outros que podem ser importantes dependendo das necessidades específicas de cada cultivo. É importante escolher o implemento adequado e utilizar de forma correta para obter um solo bem preparado e uma colheita satisfatória.

O preparo do solo para o plantio de milho, por exemplo, deve ser feito em etapas que visam garantir um ambiente favorável para a germinação e desenvolvimento das sementes.

Inicialmente, deve-se fazer uma análise do solo para verificar se há necessidade de correção de nutrientes. Em seguida, é realizada a aração, com o uso de um arado de discos ou de aivecas, que tem como objetivo virar e soltar a terra, descompactando o solo e deixando-o mais macio.

Após a aração, é realizada a gradagem, com a utilização de uma grade niveladora, que ajuda a nivelar o solo e a eliminar torrões de terra e restos vegetais. Essa etapa é importante para garantir uma distribuição uniforme das sementes e para facilitar a operação de plantio.

Depois da gradagem, é feita a adubação, com a aplicação de fertilizantes que vão suprir as necessidades nutricionais do milho. É importante lembrar que a adubação deve ser feita de acordo com as recomendações específicas para a cultura do milho e para as condições do solo.

Por fim, é feita a sulcação, que consiste em abrir sulcos no solo para o plantio das sementes. Essa operação pode ser realizada manualmente ou com o uso de uma semeadeira, que faz a distribuição das sementes de forma mais precisa e uniforme. Após o plantio, é importante fazer uma boa compactação do solo para garantir um bom contato entre as sementes e o solo e facilitar a absorção de água e nutrientes pelas plantas.

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Notícias

Livro da Embrapa traça os desafios do agro brasileiro até 2050

Por redação 11/05/2023
Escrito por redação

Livro da Embrapa traça os desafios do agro brasileiro até 2050

Obra “10 visões sobre o futuro da agricultura no Brasil” é lançada em comemoração aos 50 anos da Embrapa, com os desafios do agro

Como parte das comemorações pelos seus 50 anos, a Embrapa lança o livro “O Futuro da Agricultura Brasileira: 10 Visões”, que tem como editores técnicos Marcos Pena Jr e Marcos Françozo. A publicação será apresentada na solenidade comemorativa aos 50 anos da empresa e é composta por 10 capítulos que trazem reflexões sobre as direções e os desafios do agro brasileiro até 2050. Os textos tratam da perspectiva do agro no horizonte temporal 2050, ou seja, o que será, como estará, o que terá criado o agro brasileiro nesse horizonte. 

Marcos Pena explica que os textos não são apenas opiniões, mas reflexões sobre as práticas atuais do setor e o que esperar para o futuro. Ele destaca a importância de ouvir a sociedade para entender suas perspectivas sobre o agronegócio brasileiro. Por isso, foi criada uma obra com 10 capítulos escritos por especialistas do setor, que foram compilados em um livro de 112 páginas.

“O grande fio condutor entre os capítulos é o conjunto de desafios que, em olhar prospectivo, o agro brasileiro deverá superar para seguir produzindo de forma sustentada e sustentável”, enfatiza Marcos Françoso.

Ele explica que em cada um dos capítulos, os autores, ao direcionar seus radares de acordo com suas experiências, trataram de diferentes aspectos do agro nacional. Isso permitiu captar diversas forças que atuarão sobre o setor nas próximas três décadas, contribuindo para, em diferentes amplitudes, modelar a sua evolução.

Com tiragem inicial de 1.000 exemplares, a publicação também está disponível em formato digital

Sumário

  • Introdução – O que esperar da produção agropecuária no Brasil – Eliseu Alves e José Eustáquio R. Vieira Filho

  • O Brasil plantou um futuro verde – Aline Maldonado Locks

  • O Brasil como fornecedor mundial sustentável de alimentos, bioenergia e outros agroprodutos – Marcos Fava Neves

  • O Brasil que alimenta o futuro: comunhão em longo prazo – Carlos Melles

  • Alimentar é construir o futuro: desafios rumo à segurança alimentar em 2050 – Daniel Carrara

  • O agro em 2050 será mais cooperativo – Márcio Lopes de Freitas

  • Brasil, o futuro do agribusiness – José Luiz Tejon Megido

  • Brasil até 2050: exportador de soluções para sustentabilidade e inovação no agronegócio – Mariana Vasconcelos e Ana Mendes

  • Regulação de alimentos e inovação: caminhos conjuntos para a segurança alimentar e a produção de alimentos até 2050 – Amanda Poldi

  • Crescendo juntos: biocombustíveis e produção de alimentos – Francisco Turra

  • Agropecuária de baixo carbono e inovação: uma agenda essencial para o futuro da agropecuária brasileira – Rodrigo C. A. Lima e Leila Harfuch

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Bahia Farm ShowRevista

Cerrado baiano se prepara para a Bahia Farm Show 2023

Por redação 11/05/2023
Escrito por redação

Cerrado baiano se prepara para a Bahia Farm ShowBahia Farm Show 2023 deve movimentar o agro nacional, de 6 a 10 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). Presidente Lula confirmou participação no evento

A Bahia Farm Show está prestes a começar e promete ser um grande evento de negócios no Oeste da Bahia. A feira agrícola, considerada uma das mais fortes e consolidadas do Brasil, será realizada de 6 a 10 de junho em Luís Eduardo Magalhães, com uma grande infraestrutura montada na região. Mais de 410 empresas expositoras apresentarão as principais inovações tecnológicas em maquinários e equipamentos agrícolas, além de sementes, defensivos, fertilizantes, veículos, aviões, sistemas de irrigação, softwares e equipamentos de informação em tempo real.

A última edição da Bahia Farm Show registrou R$ 7,9 bilhões em volume de negócios fechados e um público visitante de 101 mil pessoas. Com base nesses resultados, a expectativa para a próxima edição é repetir o mesmo sucesso.

Produção de grãos deve crescer 15,2% na safra 2022/23

“Três meses antes do início da feira, já tínhamos 100% da nossa área comercializada. Aumentamos o número de empresas participantes, e estamos ampliando em 15% a área de todo o complexo, para garantir maior conforto e segurança para que expositores e visitantes tenham a melhor experiência para fechar bons negócios, conhecer as novidades do setor e o mundo tecnológico que envolve o nosso agronegócio baiano”, explica Odacil Ranzi, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade organizadora da feira.

Safra agrícola contribui para os negócios

Os primeiros levantamentos da atual safra agrícola vêm apontando para mais um ano promissor nas lavouras baianas, o que deverá refletir de forma direta nos negócios que serão fechados na feira. Segundo o último boletim da Aiba, o Oeste da Bahia deverá colher um total de 11,7 milhões de toneladas de grãos, um aumento de 6,7% em relação ao ciclo anterior.

Carro chefe da economia baiana, a soja, em fase final de colheita, deverá garantir uma safra com 7,477 milhões de toneladas, 7,7% a mais do que no ano passado. Milho e algodão também deverão ajudar a elevar os resultados promissores no campo, com previsão de colher 2,2 milhões e 1,4 milhão de toneladas, respectivamente, ambas superando a safra anterior.

Agrishow registra faturamento histórico de R$ 13 bilhões em negócios

Ranzi acredita que, com esses resultados no campo, os produtores estejam capitalizados e pensando em investir cada vez mais em maquinário, tecnologia e soluções para proporcionar ainda mais produtividade para as próximas safras.

“Esperamos que se confirmem os ótimos resultados em campo, não somente na Bahia, mas nos estados vizinhos do Maranhão, Tocantins e Piauí, da área do Matopiba, e que os agricultores venham para a Bahia Farm Show comemorar os resultados com mais investimentos para os seus negócios. Durante a feira teremos os agentes financeiros, com créditos a juros e prazos facilitados, e empresas expositores da área de tecnologia agrícola que vão trazer o que há de mais moderno para ser aplicado nas lavouras, com demonstrações das principais novidades do mercado mundial”, reforça Ranzi.

Para esta edição, o espaço da feira passou de 191 mil para 215 mil m2 com a oferta de novos estandes cobertos e áreas externas destinadas à exposição, lançamento de produtos e demonstração de tecnologia. O evento abrigará, em três auditórios, uma extensa programação de palestras, cursos e oficinas para garantir o intercâmbio de informação e tecnologia entre institutos de pesquisas e empresas. 

Participação do governo

Após polêmica na semana passada sobre a participação do ministro da Agricultura Carlos Fávaro na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (11), durante evento na Bahia, que foi convidado por agricultores a participar da feira agrícola Bahia Farm Show 2023, e que deve comparecer.

O presidente Lula chegou a dizer que vai à feira na Bahia para “fazer inveja à Agrishow”. “Fascistas e negacionistas não quiseram que ele [o ministro Fávaro] fosse. Desconvidaram meu ministro”, disse Lula sobre a Agrishow. “Chego aqui na Bahia e os agricultores me convidam para vir à segunda feira mais importante do País”, sinalizou.

A organização da Agrishow afirmou ter alertado o ministro da Agricultura Carlos Fávaro sobre a presença confirmada do ex-presidente Bolsonaro ao evento, dia 1º de maio, mas negou tê-lo “desconvidado”. Fávaro, por sua vez, afirmou que “entendeu o recado” e acabou não comparecendo ao evento, que teve sua abertura oficial cancelada.

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Notícias

Produção de grãos deve crescer 15,2% na safra 2022/23

Por redação 11/05/2023
Escrito por redação

Produção de grãos deve crescer 15,2% na safra 2022/23Levantamento da Conab aponta expectativa de produção de grãos de 313,9 milhões de toneladas na safra 2022/23, cerca de 40 milhões de toneladas a mais em relação à safra de 2021/22

Mesmo enfrentando condições climáticas adversas, como o fenômeno La Niña, as lavouras brasileiras apresentaram boa produtividade no campo, o que deve refletir positivamente na produção de grãos. É o que aponta o 8º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a Companhia, a safra 2022/23 deve alcançar 313,9 milhões de toneladas. Esse montante representa 41,4 milhões de toneladas a mais, estabelecendo um novo recorde na série histórica.

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O desempenho médio estimado nas lavouras também tende a ser o melhor já registrado, sendo projetado a 4.048 quilos por hectare, e ultrapassa a média estimada do ano safra 2016/17. Aliado às boas produtividades do campo, a área também deve apresentar incremento de 4%, podendo chegar a 77,5 milhões de hectares.

“Esse rendimento é atingido mesmo em um ano-safra sob influência do fenômeno La Niña, sobretudo no início da safra, mas em uma menor escala. Se compararmos com safra passada, o clima adverso teve impacto no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e parte do Mato Grosso do Sul. Já neste ciclo os efeitos foram mais concentrados no estado gaúcho”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras, Fabiano Vasconcellos.

Milho

Importante cultura na 2ª safra, o milho terá uma produção total de 125,5 milhões de toneladas, um aumento de 12,4 milhões de toneladas em relação à safra 2021/22. Na primeira safra, o grão ocupou uma área de 4,4 milhões de hectares e já teve sua colheita finalizada. A produção atingiu cerca de 27 milhões de toneladas, um aumento de 8,1% em relação à safra anterior, apesar dos problemas climáticos enfrentados no Rio Grande do Sul.

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Para a segunda safra, espera-se uma colheita de 96,1 milhões de toneladas. A cultura já foi semeada e cerca de 74,4% das lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos. “Nesses estágios, o clima ainda é um fator preponderante e a Conab irá acompanhar o desenvolvimento da cultura”, pondera Vasconcellos.

Feijão

No caso do feijão, as boas condições climáticas registradas durante o desenvolvimento da 2ª safra da cultura impactam positivamente na produtividade refletindo numa maior produção esperada.

No Paraná, a melhora do desempenho das lavouras de feijão tipo cores chega a 16,2%, saindo de 1.687 quilos por hectare para 1.960 kg/ha, o que resulta num incremento de 6,3% na expectativa da produção no estado.

Já em Minas Gerais, outro importante estado produtor, além do aumento de produtividade houve uma maior área destinada para o grão. Assim, a nova estimativa para a produção total de feijão ultrapassa, ligeiramente, as 3 milhões de toneladas.

Arroz

Para o arroz, a produção estimada é de 9,94 milhões de toneladas, resultado da queda na área destinada ao produto, sobretudo no Rio Grande do Sul, maior produtor do grão.

Soja

Para a soja, a estimativa é de uma produção recorde em 154,8 milhões de toneladas, volume 23,3% superior à safra passada, resultado da melhora das produtividades e maior área plantada.

Algodão

Cenário semelhante encontrado para a cultura do algodão. O incremento de área aliado às condições climáticas que vêm favorecendo as lavouras, permite uma estimativa de produção de cerca 2,9 milhões de toneladas de pluma, elevação de 13,6% em relação à safra passada.

Culturas de inverno na produção de grãos

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo, principal grão cultivado. É esperado um aumento de 7% na área plantada, podendo chegar a 3,3 milhões de hectares, enquanto a produção projetada para o cereal é de 9,6 milhões de toneladas.

Mercado

Com a previsão de uma produção recorde, as exportações de soja também devem atingir os maiores patamares já registrados. A estimativa de embarque é de cerca de 95 milhões de toneladas do grão. O óleo e o farelo de soja também possuem perspectivas positivas, sendo projetadas um envio ao mercado internacional de 2,6 milhões de toneladas e 20,66 milhões de toneladas, respectivamente.

Para o milho, o aumento da produção brasileira deverão elevar o volume de exportações do grão em 2023. A Conab estima que 48 milhões de toneladas sairão do país via portos. Já sobre a demanda doméstica, a expectativa é que 79,3 milhões de toneladas do cereal da safra 2022/23 deverão ser consumidas no mercado doméstico ao longo do ano. Ou seja, um aumento de 6,5%, em relação à safra anterior. Ainda assim, é esperado um incremento nos estoques de passagem do grão de 1,1%, projetado em 8,2 milhões de toneladas.

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Análise da CNA de abril apresenta indicadores e projeções econômicas

Por redação 10/05/2023
Escrito por redação

Análise da CNA de abril apresenta indicadores e projeçõesBoletim do mês de abril traz uma análise da CNA sobre a safra cafeeira brasileira e o andamento da colheita, além de indicadores e projeções econômicas

O boletim Análise CNA, uma publicação mensal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, traz informações e dados do setor com o intuito de atualizar os produtores rurais com um panorama de suas atividades. A publicação é elaborada pelo Núcleo de Inteligência da de Mercado da entidade.

Esta edição, referente ao mês de abril, traz uma análise sobre a safra cafeeira brasileira e o andamento da colheita, além de indicadores e projeções econômicas, o comportamento de culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar. Para a pecuária, o boletim traz uma avaliação do mercado do leite e, ainda, o desempenho da balança comercial.

Soja e milho

De acordo com o boletim com a análise da CNA, a safra de soja 2022/23, que está terminando, superou as expectativas. Apesar da temporada chuvosa no Centro-Norte do País, intensificada pelo La Niña, a ocorrência de ferrugem asiática foi cerca de 50% menor que o registrado na safra 2021/22.

Ainda há áreas de soja para serem colhidas na região Sul e o clima tem colaborado com o ritmo das atividades. Em relação ao plantio do milho safrinha, o produtor recuperou o atraso e as lavouras apresentam bom desenvolvimento. A boa evolução da safra de grãos no Brasil e o bom início da safra 2023/24 nos EUA têm contribuídos para a queda de preços. Em abril os preços da soja recuaram 10,4% em relação à março. Para o milho a retração foi de 11,8%.

Trigo

Com relação ao trigo, o boletim destaca que, abrindo a safra de inverno, o plantio do cereal começou no Sul, região que concentra mais de 90% da produção brasileira. Até o momento, prevê-se manutenção da área plantada no Brasil em relação à safra de 2022. No entanto, existe indícios de aumento devido ao atraso da colheita de soja e diminuição da janela de plantio do milho.

Faltando ainda meses para entrada da oferta, os preços vêm apresentando desvalorizações. As baixas cotações atuais foram uma das pautas na última Câmara Setorial da Culturas de Inverno, uma vez que comprometem a margem dos produtores. Outro tema discutido foram as novas oportunidades de plantio. Para a CNA, a nova tecnologia de trigo transgênico (HB4) servirá de insumo para expandir a produção de trigo, caso sejam comprovadas a produtividade e a competitividade em relação às variedades existentes.

Café e cana

O panorama do café aponta que alguns cafeicultores já iniciaram a colheita da nova safra e as atividades devem ganhar mais força durante o mês de maio. Para o arábica, as condições climáticas este ano estão melhores na comparação com as temporadas 2021 e 2022, no entanto, o volume das chuvas começa a preocupar. O cafeicultor vive um cenário oposto aos anos anteriores.

As médias de precipitação estão acima do histórico nas principais regiões produtoras e podem comprometer o andamento da colheita e pós-colheita, além de prejudicar a qualidade dos grãos. Somado às preocupações, chuvas de granizo foram registradas em MG no final de abril, fenômeno que pode estar associado à intensificação do El Niño.

A CNA participou da última reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e Álcool. Entre os assuntos abordados estão os resultados do último ciclo e as expectativas para a nova safra 23/24, que se inicia no Centro-Sul do Brasil. A produção 23/24 deverá crescer frente à redução gradativa da atuação do La Niña e as melhores condições climáticas para os canaviais brasileiros. Outro fator é a incorporação de áreas novas que não eram utilizadas para o setor sucroenergético, o que influencia na maior produtividade, uma vez que os primeiros cortes possuem um maior rendimento.

Pecuária

O mercado mais abastecido, importações chinesas menos expressivas e incertezas na economia global derrubaram as cotações internacionais de lácteos. O leilão GDT realizado em 4 de abril trouxe queda nos derivados, com o índice geral de preços caindo 4,7% frente ao leilão de 21 de março.

Para a CNA, a menor oferta de leite no campo e cotações internacionais em queda intensificaram o déficit na balança comercial brasileira de lácteos no primeiro trimestre do ano, que atingiu 490 milhões de litros, sendo o leite em pó responsável por 68% das importações.

O clima e o retorno do El Niño

As chuvas nas principais regiões produtoras de milho de segunda safra favorecem áreas em desenvolvimento e auxiliam na manutenção das condições das lavouras, que estão boas nos principais estados produtores. As preocupações se voltam agora às temperaturas. Previsões de frio começam a aparecer nos radares dos produtores rurais, e embora tenha ocorrido geadas em safras passadas, para a temporada atual é pouco provável que o evento ocorra.

O último El Niño registrado foi considerado fraco, mas o anterior a ele, entre 2014 e 2016, teve alta intensidade. De modo geral, durante o El Niño, o Brasil apresenta temperaturas mais quentes em todo seu território. Além disso, o padrão climático se reflete nas chuvas, levando mais precipitação ao Sul e parte do Sudeste do país enquanto no Norte e Nordeste elas diminuem.

Segundo a análise da CNA, diversas projeções apontam que o fenômeno deve retornar, com previsão de início ainda em maio, se alongando até o final de 2023. Primeiramente, as culturas que podem ser mais afetadas são aquelas com colheita a partir de maio.

Cenário internacional

A Balança Comercial brasileira segue batendo recordes. Em março, o saldo de US$ 10,96 bilhões foi o maior para um mês de março desde o início da série histórica. Os destaques ficam com as exportações de commodities, principalmente soja e petróleo, com o maior destino sendo a China.

Em abril, a Balança Comercial também registrou um ótimo desempenho, fechando o mês com um saldo positivo de US$ 8,23 bilhões. Com isso, o saldo acumulado da Balança Comercial brasileira em 2023 é de US$ 24,1 bilhões, registrando mais um recorde, e 17,9% acima do acumulado dos primeiros quatro meses de 2022. A soja segue liderando como o principal produto exportado, e o agronegócio segue sendo responsável por cerca de metade das exportações brasileiras.

Análise da CNA de abril apresenta indicadores e projeções econômicas

10/05/2023 0 Comentários
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Ciência avança na produção de biomassa de origem não madeireira

Por redação 10/05/2023
Escrito por redação

Pellets são cubinhos de biomassa produzidos a partir de resíduos de grandes cadeias produtivas, especialmente madeiraEstudo da Unesp, com a Embrapa, incorporou glicerol a pellets, produzidos por resíduos não madeireiros, e resultou na formação de subprodutos de qualidade

Pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp/Dracena) com participação da Embrapa Meio Ambiente (SP) conseguiu incorporar glicerina aos pellets para potencializar a sua utilização na agroindústria brasileira. Os pellets são combustíveis sólidos à base de resíduos de biomassa vegetal, como serragem, cavacos de madeira e bagaço de cana-de-açúcar, entre outros, usados para gerar energia elétrica e térmica em usinas, empresas e aquecimento residencial. Os modelos de agropellets, contendo glicerol, são mais densos e podem oferecer soluções mais sustentáveis para recuperar energia a partir de subprodutos do bioetanol e biodiesel, reduzindo a dependência de processamento de madeira e biomassa lenhosa para biocombustíveis sólidos tradicionais.

O pesquisador Andre May, da Embrapa Meio Ambiente, explica que os pellets são como “cubinhos” de biomassa, produzidos a partir de resíduos vegetais, sobretudo de madeira, de grandes cadeias produtivas. Atualmente, a principal aplicação dos pellets de madeira no Brasil é na geração de energia térmica para as indústrias e o comércio, sendo utilizados por pizzarias, padarias, hotéis, parques aquáticos, academias de natação, estufas de pintura, indústrias alimentícias, lavanderias etc.

A utilização desses subprodutos já agrega sustentabilidade à produção energética. Com o estudo, que foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), os cientistas conseguiram aumentar a densidade de biomassa dos pellets, a partir da incorporação de glicerol à mistura de bagaço de cana-de-açúcar (etanol de primeira geração – 1G) e resíduo lignocelulósico (advindo da produção de etanol de segunda geração – 2G).

O glicerol é um subproduto do biodiesel. Ele oferece um aditivo adequado à fabricação de sólidos combustíveis. No entanto, os estudos sobre estruturas de biomassa com glicerol para geração de energia ainda precisavam de mais experimentos e testes para desenvolver alternativas relacionadas a pellets não madeireiros, além de aumentar a compreensão sobre as relações entre matérias-primas, produtos e processos.

“A pesquisa mostrou que é possível condensar energia de maior densidade aos pellets do que a biomassa original. Isso amplia a possibilidade de usos e mercados para esses produtos, como no transporte e estocagem de energia de forma mais segura”, diz May.

Pesquisa mostrou formação de pellets não madeireiros de qualidade

mercado de trabalho - Ciência avança na produção de biomassa de origem não madeireira

Foto: André May

Ronaldo Viana, pesquisador e professor da Unesp, líder do estudo, complementa que o objetivo do projeto foi avaliar se a adição de glicerol a resíduos agroindustriais do bioetanol, bagaço de cana-de-açúcar (primeira geração) e resíduo lignocelulósico (segunda geração), poderia desenvolver agropellets adequados para aquecimento e produção de energia.

Os padrões dos produtos gerados foram analisados para matéria volátil, carbono fixo, densidade, aparência e poder calorífico. Além disso, foi realizada a termogravimetria (técnica de análise térmica) e microscopia eletrônica de varredura dos pellets formados para fornecer mais informações sobre sua estabilidade térmica, morfologia e propensão à formação de escória (impurezas) e incrustação.

“Obtivemos evidências da formação de pellets de qualidade utilizando essas matérias-primas. Seus produtos podem ser tão importantes quanto biocombustíveis advindos de madeira de primeira qualidade, fornecendo excelentes soluções industriais, com alto rendimento da linha de peletização, capazes de gerar calor e energia nos mais rigorosos sistemas de combustão residenciais e comerciais”, observa Viana.

Glicerol e sua importância na pelletização

O glicerol é o subproduto mais significativo oriundo do biodiesel. A produção global desse biocombustível ultrapassa 46 milhões de metros cúbicos, o que é uma quantidade significativa, com tendência de aumento até 2050. Sua conversão para biocombustíveis e bioquímicos oferece à indústria de biodiesel soluções para equilibrar vantagens econômicas e desafios socioambientais.

A utilização do glicerol tem aplicação direta como combustível e também como aditivo para combustível e alimentos. O glicerol combustível é altamente viscoso e produz uma quantidade significativa de cinzas, diminuindo o poder calorífico. Como resultado, limita a eficiência de conversão térmica dos fornos, caldeiras, motores e microturbinas.

O método mais comum de integração de glicerol à biomassa é como aditivo para pellets passíveis de queima. A peletização oferece um bom custo-benefício para converter materiais inorgânicos e biogênicos de baixa qualidade em matérias-primas para combustíveis sólidos granulares e densos em energia, melhorando seu transporte, armazenamento e utilização.

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BNDES libera mais R$ 2 bi para financiamento em dólar

Por redação 10/05/2023
Escrito por redação

Devido à alta procura por essa modalidade de crédito, o BNDES anunciou recurso suplementar para financiamento em dólar

BNDES libera mais R$ 2 bi para financiamento em dólarOs recursos disponíveis para a linha de financiamento em dólar, com taxa fixa, liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terão mais R$ 2 bilhões suplementares, segundo anunciou o banco nesta terça-feira (9). Com isso, o crédito rural na modalidade com referencial de custo em dólar chegará a um total de R$ 4 bilhões.

A linha é destinada aos agricultores que possuem receitas em dólar ou atreladas à moeda americana, de modo a minimizar riscos cambiais. Essa verificação será realizada pelo agente financeiro. O custo final partirá de aproximadamente 7,59% ao ano, mais variação cambial. Os prazos totais vão de 25 a 120 meses, com carência de até 24 meses. São condições extremamente competitivas se comparadas a soluções semelhantes disponíveis no mercado.

A linha de crédito foi lançada no dia 17 de abril pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o presidente do Banco, Aloizio Mercadante, e teve seus recursos iniciais dobrados nesta terça-feira.

“Estamos colocando recursos para a agropecuária brasileira continuar crescendo, se desenvolvendo e gerando emprego para toda a população brasileira”, comemorou o ministro Fávaro.

Alta demanda pela linha de financiamento em dólar

Segundo o BNDES, a linha, cujo protocolo de operações será aberto no dia 16 deste mês aos agentes financeiros credenciados a repassar os recursos do BNDES ao cliente final, apresentou perspectiva de demanda de crédito superior aos R$ 2 bi inicialmente previstos. Esse diagnóstico decorre de sondagens realizadas desde o primeiro dia da Agrishow com diferentes agentes financeiros participantes da feira, realizada na última semana. Em apresentações iniciais da linha aos clientes finais, os parceiros identificaram uma procura significativa pelos recursos.

Voltada à aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, a opção deve contribuir para aumentar a produtividade no campo, ao ampliar a atualização tecnológica da frota de tratores e colheitadeiras agrícolas.

“Esses R$ 4 bilhões têm custo zero para o Tesouro, oportunizando assim que o Tesouro possa gastar para linhas outras de financiamento para os pequenos produtores”, explicou o assessor especial do ministro, Carlos Augustin.

“Queremos afastar qualquer possibilidade de esgotamento de recursos na linha, que tem uma condição muito favorável, permite planejamento e segurança. Ela é um dos instrumentos de que dispomos para fomentar uma agricultura cada vez mais inovadora, digital, de precisão, que reduza custos e riscos”, comentou o presidente Mercadante.

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