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CNA destaca ciência, inovação e sustentabilidade do agro em simpósio da Embrapa
Tecnologia

CNA destaca ciência, inovação e sustentabilidade do agro em simpósio da Embrapa

Por Redação 25/06/2026
Escrito por Redação

CNA destaca ciência, inovação e sustentabilidade do agro em simpósio da Embrapa

O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, participou, nesta quinta (25), do 10º Simpósio Nacional Cerrado e do 3º Simpósio Internacional Savanas Tropicais, promovidos pela Embrapa Cerrados e pela Universidade de Brasília (UnB).

Os eventos reuniram especialistas, pesquisadores, representantes do setor produtivo e autoridades para debater o papel da ciência e da tecnologia na promoção da sustentabilidade do bioma Cerrado.

O encontro teve como foco fortalecer o diálogo sobre a construção de soluções para uma agropecuária cada vez mais sustentável e eficiente, conciliando produtividade, inovação e conservação dos recursos naturais.

Bruno Lucchi foi um dos palestrantes do painel “Políticas públicas para a agricultura baseadas em ciência e tecnologia”, moderado pela gerente de sustentabilidade do Sistema Faemg/Senar, Mariana Ramos. O diretor apresentou o tema “Desafios do produtor rural brasileiro”.

Durante a exposição, ele ressaltou que a competitividade do agro depende da ampliação do acesso à inovação, do fortalecimento das políticas públicas e da segurança jurídica para quem produz.

Lucchi também destacou iniciativas desenvolvidas pelo Sistema CNA/Senar voltadas à produção sustentável, entre elas o Programa RetifiCAR, criado para apoiar produtores rurais na regularização ambiental de suas propriedades por meio da retificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Ele explicou que o programa fortalece a atuação dos sindicatos rurais para prestar assistência técnica aos produtores que precisam corrigir pendências identificadas na análise do CAR pelos órgãos ambientais.

A iniciativa, completou, também contribui para a adequação ao Código Florestal, amplia a segurança jurídica das propriedades e facilita o acesso a políticas públicas, como o crédito rural, além de incentivar práticas produtivas alinhadas à conservação ambiental.

Segundo Lucchi, a ciência foi pilar fundamental para a evolução do Agro no Brasil. “Para seguirmos sendo competitivos, temos que ter a pesquisa pautando as políticas públicas voltadas ao setor”.

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25/06/2026 0 Comentários
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Plantio de amendoim direto na palha reduz custo de produção em até 20%
Mercado

SP caminha para safra recorde de grãos com destaque para amendoim, soja e milho

Por Redação 25/06/2026
Escrito por Redação

SP caminha para safra recorde de grãos com destaque para amendoim, soja e milho

O estado de São Paulo deve registrar um novo recorde na produção de grãos na safra 2025/26, segundo o “Relatório de acompanhamento mensal da safra de grãos” deste mês, elaborado pelo Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o relatório da Faesp aponta que a produção paulista está estimada em 12,14 milhões de toneladas, volume 4,1% superior ao obtido no ciclo anterior. O crescimento é impulsionado pela expectativa de ampliação da área cultivada e da produtividade.

O principal destaque é o amendoim, que deve alcançar a maior produção da história do estado na primeira safra, com estimativa de 1,02 milhão de toneladas, avanço de 11,7% em relação à temporada passada. O resultado reflete as condições climáticas favoráveis, que elevaram a produtividade média para 4.850 kg por hectare. Considerando os dois ciclos de cultivo, São Paulo deve colher 1,03 milhão de toneladas de amendoim, crescimento de 11,6% na comparação anual.

A soja também deve bater novo recorde estadual, com produção estimada em 5,37 milhões de toneladas. Mesmo com leve redução na produtividade média, a expansão de 3% da área plantada, que chegou a 1,4 milhão de hectares, sustenta o aumento de 1,7% em relação à safra anterior, que já havia registrado o maior volume da série histórica.

No caso do milho, a produção paulista deve alcançar 4,58 milhões de toneladas em 2025/26. A estimativa da segunda safra é de 2,77 milhões de toneladas, enquanto o milho verão está projetado em 1,8 milhão de toneladas, representando crescimento de 13,4% sobre o ciclo anterior.

No cenário nacional, a Conab também projeta um novo recorde para a safra de grãos, estimada em 358,6 milhões de toneladas, aumento de 1,8% em comparação com 2024/25. O rendimento médio das lavouras deve reduzir 0,3%, mas compensado pela expansão da área cultivada.

O desempenho do amendoim, especialmente das lavouras paulistas favorecidas pelas chuvas registradas entre fevereiro e março, eleva em 10,6% a estimativa de produção nacional em relação à safra passada. A produção de feijão deve ficar praticamente estável em relação a 2024/25, com ligeira redução de 0,5%. A produção nacional de milho deverá atingir 140,46 milhões de toneladas, mantendo-se em patamar muito próximo ao observado na temporada anterior.

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25/06/2026 0 Comentários
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Mercado

Mudanças climáticas elevam pressão por crédito e seguro rural, diz OCB

Por Redação 24/06/2026
Escrito por Redação

Mudanças climáticas elevam pressão por crédito e seguro rural, diz OCB

Secas prolongadas, geadas, enchentes e perdas de safra cada vez mais frequentes têm ampliado a pressão sobre o campo brasileiro, colocando o crédito e o seguro rural no centro das discussões sobre o futuro do agro. Em meio ao avanço das mudanças climáticas extremas, cooperativas e produtores defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas à gestão de riscos, ao financiamento da produção e à ampliação do seguro rural no país.

A preocupação ganhou ainda mais força nos últimos anos diante do aumento das perdas provocadas pelo clima e da baixa cobertura do seguro rural no Brasil. “Em muitas regiões, produtores seguem expostos a prejuízos severos sem acesso a instrumentos adequados de proteção financeira, o que compromete não apenas a continuidade da produção, mas também a renda das famílias e a economia de municípios fortemente dependentes do agro”, explica João Prieto, gerente Técnico e Econômico do Sistema OCB.

Nesse cenário, segundo ele, as cooperativas agropecuárias têm papel estratégico. “Presentes em diferentes etapas da cadeia produtiva, elas oferecem assistência técnica, apoio à comercialização, organização da produção e acesso ao crédito para milhares de produtores rurais, especialmente pequenos e médios cooperados. Além disso, as cooperativas também atuam como estruturas de proteção econômica e social em momentos de crise, ajudando produtores a enfrentar perdas e manter a atividade produtiva mesmo em cenários adversos”.

Para o deputado federal e coordenador de Infraestrutura da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Tião Medeiros (PR), o fortalecimento das políticas de seguro rural é fundamental para garantir mais segurança ao campo brasileiro. “A agricultura brasileira tem enfrentado momentos extremamente difíceis nos últimos anos, principalmente em razão dos eventos climáticos adversos e das frustrações de safra. A baixa cobertura do seguro rural no Brasil agrava ainda mais essa situação, deixando muitos produtores desamparados e à mercê da sorte, expostos a perdas causadas por secas, geadas, enchentes e outros fenômenos climáticos, que podem até levar produtores rurais à falência”, afirmou.

Para o parlamentar, ampliar o acesso às ferramentas de proteção é essencial para garantir estabilidade ao setor produtivo. “Projetos voltados ao fortalecimento do seguro rural são fundamentais para garantir mais segurança ao homem e à mulher do campo, ao ampliar o acesso à proteção securitária e permitir que o produtor possa trabalhar com mais tranquilidade, sem produzir com a corda no pescoço. Fortalecer o agro é garantir segurança para quem produz, gera empregos e sustenta a economia do nosso país”, complementa.

Entre as propostas em debate no Congresso Nacional, o projeto de autoria da senadora e vice presidente da Frencoop pelo Senado, Tereza Cristina (MS), busca modernizar a política nacional de seguro rural, ampliar as fontes de financiamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e viabilizar avanços na regulamentação do Fundo de Catástrofe. “O crédito é fundamental para garantir investimento, produção e desenvolvimento econômico no campo. Mas, diante do aumento dos riscos climáticos, o seguro rural também passa a ser uma ferramenta indispensável para dar previsibilidade e segurança aos produtores e às cooperativas”, ressalta João Prieto.

Ainda de acordo com ele, fortalecer esses mecanismos significa proteger toda a cadeia produtiva. “As cooperativas atuam diretamente no suporte aos produtores, especialmente em momentos de dificuldade. Por isso, ampliar o acesso ao crédito e modernizar os instrumentos de gestão de risco rural é uma medida essencial para garantir competitividade, continuidade produtiva e estabilidade econômica no agro brasileiro”, completa.

Fonte: Datagro

 

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24/06/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Radar AgTech mapeia startups do agro na América Latina e no Caribe

Por Redação 23/06/2026
Escrito por Redação
Radar AgTech mapeia startups do agro na América Latina e no Caribe

Soluções digitais para dentro da porteira são os principais produtos ofertados pelas agtechs // Foto: Lilian Alves

A experiência do Radar AgTech no Brasil foi ampliada e, pela primeira vez, mapeou as startups do setor agropecuário na América Latina e no Caribe. Foram identificadas 2.656 agtechs em 23 países, sendo que a maior concentração está no Cone Sul.

O levantamento foi liderado pela Embrapa, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Homo Ludens e SP Venture. Também contou com apoio do Programa Cooperativo para Desenvolvimento Tecnológico Agroalimentar e Agroindustrial do Cone Sul (Procisur) e do Instituto Tecnológico de Monterrey (México).

O mapeamento mostrou que o Brasil concentra 78% das startups mapeadas, com um total de 2.075. Argentina, com 158; México, com 110; Chile, com 91; Colômbia, com 79; e Uruguai, com 74, vêm logo atrás na lista dos países com mais agtechs.

“Os dados do Radar Agtech LAC 2026 demonstram que a América Latina e o Caribe estão passando por um processo consistente de amadurecimento do ecossistema de inovação agropecuária. Embora ainda exista uma forte concentração regional, observa-se uma crescente capacidade de geração de soluções tecnológicas adaptadas às realidades produtivas locais”, observa um dos autores do levantamento, o analista da Embrapa Aurélio Favarin.

Para o coordenador de Digitalização Agroalimentar do IICA, Federico Bert, a junção da experiência da Embrapa elaborando o Radar Agtech com o alcance territorial do IICA na região foi fundamental para caracterizar o estado atual do ecossistema regional e conceber ações para fortalecê-lo.

“Compreender como o ecossistema se integra e evolui é o ponto de partida para fomentar seu crescimento e desenvolvimento, tanto no setor público quanto no privado”, afirma Bert, que destacou como ponto positivo o grande número de agtechs em comparação ao de outras regiões do mundo.

De acordo com o levantamento, não foram encontradas agtechs em dez dos 33 países da América Latina e do Caribe. A pequena extensão territorial de alguns, a baixa população e a incipiência do setor agropecuário explicam essa ausência. Ainda assim, os autores consideram que os números podem estar subestimados, uma vez que a falta de uma instituição de referência local que participasse do levantamento dificultou o acesso à informação. Em alguns casos, o mapeamento foi feito por meio de bases secundárias.

“É um primeiro esforço e temos agora um marco inicial, um parâmetro para um levantamento mais amplo e fidedigno no ano que vem”, afirma Favarin.

A diferença entre os países é também um reflexo do nível de adoção de tecnologias no setor agropecuário em cada um deles.

“No IICA observamos uma heterogeneidade significativa no desenvolvimento dos ecossistemas de agrotecnologia entre os países; muito ainda precisa ser feito para consolidar o ecossistema regional. O Radar serve como ferramenta de referência e inspiração, especialmente para os países que promovem o desenvolvimento de seus ecossistemas. Mais importante ainda, atua como um meio para que as partes interessadas de diferentes países se conectem e criem redes, de modo a facilitar a construção de uma estrutura que impulsione a inovação na região”, analisa Federico Bert.

O Radar Agtech América Latina e Caribe trouxe uma inovação metodológica em relação às edições do Radar Agtech Brasil. Além de classificar as agtechs em relação à atuação antes, dentro ou fora da porteira e de identificar o tipo de solução tecnológica, nesta edição as startups foram mapeadas quanto às cadeias produtivas em que atuam. No questionário era possível indicar até três cadeias.

A maior parte das agtechs, 1.480, atuam em múltiplas cadeias produtivas. Os cultivos agrícolas são o alvo de 751 empresas, e a pecuária de corte, de 136. Horticultura e fruticultura são as cadeias de produção de 88 agtechs, enquanto a silvicultura corresponde a de 84.

“A diversidade das cadeias presentes reforça o caráter heterogêneo da agricultura e da pecuária regionais e evidencia a capacidade das startups de desenvolver soluções adaptadas às especificidades produtivas locais”, analisa Aurélio Favarin.

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23/06/2026 0 Comentários
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Mercado

Quebras de safra sustentam valorização do feijão em 2026, aponta Cepea/CNA

Por Redação 23/06/2026
Escrito por Redação

Quebras de safra sustentam valorização do feijão em 2026, aponta Cepea/CNA

As perdas de produtividade registradas nas principais regiões produtoras e a redução da área cultivada sustentaram a valorização do feijão ao longo do primeiro semestre de 2026. O movimento elevou os preços pagos ao produtor e foi repassado gradualmente ao varejo, resultando em maior cautela por parte dos compradores, é o que aponta o índice Cepea/CNA.

Até maio, o feijão carioca acumulou alta entre 85% e 90% nas cotações ao produtor, enquanto os preços ao consumidor avançaram 41,09%. Já o feijão preto registrou valorização de 51,7% na origem e de 13,69% no varejo.

Em junho, a entrada da segunda safra contribuiu para a acomodação dos preços do feijão carioca, com recuo de 9,01% nos lotes de padrão superior e de 11,24% nos intermediários. Em sentido contrário, a oferta restrita do feijão preto, após o encerramento da colheita no Paraná, manteve as cotações firmes. O produto tipo 1 apresentou alta de 3,94% no mês e acumula valorização de 57,6% no ano.

Feijão carioca peneira 12 ou nota 9,0 ou superior – O aumento da demanda em São Paulo e no Paraná impulsionou as cotações em Itapeva (SP) e Curitiba (PR), com altas semanais de 3,25% e 3,35%, respectivamente. Em Minas Gerais, contudo, a proximidade da nova safra pressionou os preços dos estoques remanescentes, resultando em queda de 3,73%.

As áreas irrigadas do Cerrado seguem no radar dos agentes de mercado devido às boas condições das lavouras e à proximidade da colheita, prevista para o início de julho, o que pode ampliar a oferta nas próximas semanas.

Feijão carioca (notas 8 e 8,5) – O comportamento dos preços apresentou diferenças entre as regiões produtoras. Na região de Belo Horizonte (MG), as cotações avançaram 5,93%, impulsionadas pela comercialização de grãos recém-colhidos. Na Metade Sul do Paraná, a maior atratividade dos preços dos lotes comerciais estimulou as negociações e resultou em valorização de 5,08%.

Por outro lado, foram observadas quedas em Curitiba (PR) e Sorriso (MT), de 2,63% e 0,86%, respectivamente. No Sul e Sudoeste de Minas Gerais, os preços recuaram 3,94% em função da liquidação de lotes que perderam qualidade em decorrência das chuvas. No Leste Goiano, a retração de 11,71% refletiu um ajuste das cotações para níveis mais competitivos em relação às demais regiões produtoras.

Feijão preto tipo 1 – As negociações permaneceram pontuais ao longo da semana. Em Itapeva (SP), o abastecimento mais confortável das indústrias resultou em recuo de 2,92% nas cotações. Em Curitiba (PR), a menor presença de compradores também pressionou os preços, que registraram queda de 6,49%.

Na metade Sul do Paraná, entretanto, a demanda mais aquecida favoreceu os negócios e sustentou alta de 1,17% nas cotações semanais. A oferta limitada do produto de melhor qualidade segue como fator de sustentação dos preços nas principais regiões produtoras.

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Chuvas favorecem desenvolvimento das lavouras de primeira safra, diz Conab
Notícias

Frente fria provoca chuvas e queda nas temperaturas em áreas produtoras

Por Redação 23/06/2026
Escrito por Redação

Frente fria provoca chuvas e queda nas temperaturas em áreas produtoras

Uma frente fria deve mudar as condições do tempo em grande parte do Brasil até o dia 29 de junho, com previsão de chuvas e queda nas temperaturas em importantes regiões produtoras do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O sistema começou a atuar no Sul nesta segunda-feira (22) e avança ao longo da semana pelo Sudeste e Centro-Oeste. A partir desta terça(23), as chuvas atingem São Paulo e, posteriormente, áreas do Triângulo e sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, sul de Goiás, oeste e sul de Mato Grosso, além de Rondônia, Acre e sudoeste do Amazonas.

No Centro-Oeste, os maiores acumulados, próximos de 60 mm, podem ocorrer entre o sul de Goiás, sudeste de Mato Grosso e nordeste de Mato Grosso do Sul. Já no Sudeste, volumes de até 70 mm são esperados em áreas do norte e leste de São Paulo, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais.

Na Região Sul, as chuvas mais intensas devem se concentrar no norte do Rio Grande do Sul, centro-oeste de Santa Catarina e Paraná, com acumulados entre 40 mm e 50 mm. A tendência é de redução da instabilidade a partir de terça-feira.

No Norte do país, permanecem as condições de pancadas isoladas, principalmente no norte do Amazonas, Roraima e Amapá, onde os volumes podem superar 70 mm ao longo da semana. Já no Tocantins e sul do Pará, o tempo deve seguir firme.

No Nordeste, a previsão indica continuidade das chuvas fracas e isoladas ao longo da faixa litorânea, com acumulados de até 40 mm em áreas do Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

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23/06/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Tecnologia embarcada nas máquinas ajuda produtores a enfrentar impactos do clima no campo

Por Redação 22/06/2026
Escrito por Redação

Tecnologia embarcada nas máquinas ajuda produtores a enfrentar impactos do clima no campo

As mudanças climáticas têm alterado a dinâmica da produção agrícola, impondo desafios cada vez maiores aos produtores rurais. Secas prolongadas, chuvas concentradas em curtos períodos e oscilações de temperatura afetam diretamente o planejamento das operações e exigem maior eficiência na gestão das lavouras. Diante desse cenário, a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem se tornado uma importante aliada para aumentar a resiliência do campo.

Ferramentas de agricultura de precisão, conectividade e automação permitem que produtores monitorem as operações em tempo real, utilizem insumos de forma mais eficiente e tomem decisões mais assertivas diante das condições climáticas. Com isso, é possível reduzir desperdícios, otimizar recursos e aumentar a produtividade, mesmo em cenários de maior instabilidade.

Entre as soluções disponíveis estão sistemas de piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Essas tecnologias permitem adequar as operações às características específicas de cada área da propriedade, reduzindo sobreposições, minimizando falhas e garantindo maior eficiência operacional.

Além dos ganhos econômicos, a adoção dessas ferramentas contribui para uma agricultura mais sustentável. A aplicação mais precisa de sementes, fertilizantes e defensivos reduz o uso excessivo de insumos e favorece a conservação dos recursos naturais, aspecto que ganha ainda mais relevância em um contexto de eventos climáticos extremos.

Outro benefício está na geração e análise de dados. As máquinas conectadas fornecem informações que ajudam o produtor a identificar oportunidades de melhoria, antecipar decisões e planejar as próximas safras com base no histórico das operações. Essa inteligência operacional tem se tornado um diferencial importante para aumentar a capacidade de adaptação das propriedades rurais.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia tem papel fundamental para ajudar os agricultores a lidar com os desafios impostos pelo clima. “As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo do ciclo produtivo.”

O especialista destaca que a agricultura de precisão é um recurso estratégico para a sustentabilidade da atividade. “Quando utilizamos recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor cada janela de operação. Isso contribui não apenas para a rentabilidade do produtor, mas também para uma agricultura mais resiliente diante das mudanças climáticas.”

A Massey Ferguson vem ampliando seu portfólio de soluções digitais e conectadas para apoiar os agricultores na gestão das operações. A integração entre máquinas, plataformas de monitoramento e ferramentas de agricultura de precisão permite que os produtores tenham uma visão mais completa da propriedade e possam agir de forma mais estratégica.

“A tecnologia é uma das principais aliadas da agricultura para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter altos níveis de produtividade”, conclui Zanetti.

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22/06/2026 0 Comentários
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Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27
Mercado

Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27

Por Redação 22/06/2026
Escrito por Redação

Moagem de cana-de-açúcar acumula 144,71 milhões de toneladas na safra 2026/27

As usinas da região Centro-Sul processaram 41,55 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de maio, ante 47,80 milhões da safra 2025/2026 – o que representa uma queda de 13,08%. No acumulado da safra 2026/2027 até 1º de junho, a moagem atingiu 144,71 milhões de toneladas, segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta segunda-feira, 22.

Operaram na segunda quinzena de maio 250 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 231 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 2025/2026, operaram 253 unidades produtoras. Nesta quinzena, quatro unidades deram início a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de maio atingiu 125,87 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 124,51 kg por tonelada na safra 2025/2026 – variação positiva de 1,09%. No acumulado da safra, o indicador marca 119,73 kg de ATR por tonelada, índice 2,35% superior ao do último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de maio totalizou 2,20 milhões de toneladas, registrando expressiva queda de 25,62% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2025/2026 (2,96 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, a fabricação do adoçante totalizou 6,84 milhões de toneladas.

Na segunda metade de maio, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,13 bilhões de litros, sendo 1,33 bilhão de litros de etanol hidratado (+8,32%) e 796 milhões de litros de etanol anidro (-1,19%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 7,54 bilhões de litros (+31,55%), sendo 4,96 bilhões de etanol hidratado (+29,00%) e 2,58 bilhões de anidro (+36,73%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de maio, 19,41% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 413,20 milhões de litros neste ano, contra 367,68 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2025/2026 – aumento de 12,38%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,57 bilhão de litros – avanço de 8,63% na comparação com igual período do ano passado.

Venda de etanol

Em maio, as vendas de etanol totalizaram 2,88 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro pelas unidades do Centro-Sul registrou 1,09 bilhão de litros enquanto o etanol hidratado registrou venda 1,79 bilhão de litros.

No mercado doméstico, especificamente, o volume de etanol anidro vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,09 bilhão de litros, o que representa um aumento de 1,66% em relação ao mesmo período da safra anterior. Já as vendas de etanol hidratado no mercado doméstico, no mês de maio, registraram um crescimento de 2,09% na média diária comercializada em dias úteis em relação ao resultado apurado no mesmo período da safra anterior, totalizando 1,77 bilhão de litros.

No acumulado desde o início da safra até 1º de junho, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 5,66 bilhões de litros. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 3,55 bilhões de litros, enquanto o de anidro alcançou 2,11 bilhões de litros (+2,06%).

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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Esmagamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026

Por Redação 22/06/2026
Escrito por Redação
Esmagamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026

Esmagamento de soja deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026 // Foto: Gilson Abreu AEN/PR

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as projeções para o complexo soja em 2026 e manteve a expectativa de crescimento do processamento doméstico, impulsionado pela safra recorde e pela demanda por derivados.

Segundo a entidade, o esmagamento de soja no país deve atingir 63 milhões de toneladas em 2026, volume 0,8% superior ao projetado anteriormente. A produção de farelo de soja está estimada em 48,6 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve alcançar 12,65 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja está estimada em 180,25 milhões de toneladas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As importações devem somar 900 mil toneladas de soja em grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

Para a ABIOVE, o avanço do processamento reforça a capacidade da indústria nacional de agregar valor à produção agrícola e atender à demanda do mercado interno e externo.

No comércio exterior, as exportações de soja em grão estão projetadas em 114,1 milhões de toneladas. Já os embarques de farelo devem atingir 24,95 milhões de toneladas, alta de 0,6% em relação à estimativa anterior. As exportações de óleo de soja, por sua vez, devem alcançar 1,65 milhão de toneladas, crescimento de 3,1%.

Em receita, o complexo soja deverá gerar aproximadamente US$ 60 bilhões em exportações ao longo de 2026.

Os dados de abril confirmam o ritmo de processamento da indústria. No mês, foram processadas 5,09 milhões de toneladas de soja, alta de 0,2% frente a março e de 6,7% em comparação com abril de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

No acumulado do ano até abril, o processamento totalizou 18,124 milhões de toneladas, avanço de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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22/06/2026 0 Comentários
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Mercado

Agroindústria apresenta expansão de 1,8% em abril, diz FGVAgro

Por Redação 19/06/2026
Escrito por Redação

Agroindústria apresenta expansão de 1,8% em abril, diz FGVAgro

O volume da produção agroindustrial registrou crescimento de 1,8% em abril deste ano ao comparar com o mesmo mês de 2025. É o que revela o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGVAgro. De acordo com a pesquisa, a expansão se deve pelo segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, com 2,4%, e o de Produtos Não Alimentícios, com 1%.

Mesmo com esses dados positivos, ao observar os números isoladamente, somente dois setores tiveram alta: os Produtos Alimentícios com 3,2%, e os Biocombustíveis, que cresceram 51,3%. Neste último caso, a expressiva expansão é por conta do aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar, aliado ao crescimento da demanda por etanol, impulsionado pela maior competitividade do biocombustível em relação à gasolina.

As Bebidas, por exemplo, contraíram em -1,8%, com queda generalizada: sendo -3,1% na produção de Bebidas Alcoólicas e de -0,5%, na de Bebidas Não Alcoólicas. No segmento de Produtos Não Alimentícios, o principal destaque negativo é o setor de Insumos Agropecuários, com contração interanual de -13,3%.

Conflitos impactam na Agroindústria

No final do mês de abril a Agroindústria apresentou um crescimento de 0,7% ao ano. Apesar de ser um percentual pequeno, mostra que o setor teve uma resiliência importante, dado os problemas aos quais o setor já foi exposto em 2026. O principal, com certeza, é o conflito no Irã, que dificultou a exportação de alguns produtos para a região, bem como elevou diversos custos de produção, com grande destaque para combustíveis e fretes.

Por fim, por mais que a Agroindústria tenha apresentado resiliência até o momento, há pelo menos três importantes conflitos adicionais ainda a serem digeridos: esgotamento da cota chinesa de importação da carne bovina brasileira; retirada do Brasil, a partir de setembro, da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia; e a nova rodada do tarifaço dos Estados Unidos que atingirá, entre outros produtos, calçados e pescados.

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19/06/2026 0 Comentários
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