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Tecnologia

Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas

Por Redação 19/05/2026
Escrito por Redação
Bioinsumos e controle biológico podem ser aliados da agricultura frente às mudanças climáticas

O pesquisador Wagner Bettiol ministra palestra no BioSummit 2026 // Foto: Alfredo Tsuzuki

O avanço das mudanças climáticas já impõe novos desafios à agricultura, com o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos extremos favorecendo doenças e desequilíbrios nos sistemas produtivos. Diante desse cenário, o pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente, defende a ampliação do controle biológico e a preservação da biodiversidade microbiana como estratégias essenciais para tornar a produção agrícola mais resiliente. Segundo ele, o uso de microrganismos benéficos pode aumentar a eficiência das plantas no aproveitamento da água, reduzir impactos ambientais e diminuir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos.

De acordo com Bettiol, a discussão sobre sustentabilidade frequentemente se limita ao aspecto econômico, deixando em segundo plano a proteção da biosfera e da biodiversidade, elementos fundamentais para o controle biológico. O pesquisador chama atenção para a ausência de debates sobre a preservação dos microrganismos, essenciais para o equilíbrio dos sistemas agrícolas e, consequentemente para manter a biodiversidade e com isso o controle biológico natural.

Durante o BioSummit 2026, realizado em 6 e 7 de maio, no Expo D. Pedro, em Campinas (SP), Bettiol alertou que os limites planetários relacionados à mudança climática já foram ultrapassados, resultando em eventos extremos, como secas prolongadas e alagamentos. Entre as soluções desenvolvidas para enfrentar o problema, citou o Auras, produto criado pela Embrapa Meio Ambiente para reduzir os impactos do estresse hídrico nas plantas.

O pesquisador também destacou que o aumento da temperatura global pode intensificar doenças agrícolas causadas por vírus e molicutes transmitidas por vetores. Segundo ele, o aquecimento reduz o ciclo de vida desses organismos, aumenta sua atividade e, portanto, a capacidade de disseminação dos patógenos, como já observado nos casos de enfezamento do milho.

Outro ponto importante é o impacto ambiental dos insumos químicos. De acordo com o pesquisador, a produção de um quilo de defensivo químico pode emitir entre 20 e 25 quilos de CO₂ equivalente, enquanto um quilo de bioinsumo gera entre 3 e 5 quilos de CO₂ equivalente.

Para Bettiol, a agricultura depende diretamente do controle biológico natural, mas muitas práticas agrícolas acabam comprometendo esse equilíbrio. Ele destacou ainda que o Brasil registrou 277 produtos biológicos utilizando apenas duas cepas de microrganismos, indicando a necessidade do grande potencial da nossa biodiversidade microbiana.

Microrganismos ampliam eficiência das plantas

O professor Carlos Alexandre Cruciol, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), apresentou pesquisas desenvolvidas sobre agentes de biocontrole e afirmou que os microrganismos atuam muito além do combate a doenças.

Segundo ele, esses organismos modificam a fisiologia das plantas, melhorando sua nutrição e aumentando a eficiência no uso da água e reduzindo os efeitos dos estresses abióticos. Cruciol destaca que o número de pesquisas sobre produtos biológicos cresceu fortemente nos últimos anos, especialmente em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar e citrus.

De acordo com o professor, microrganismos como Bacillus ajudam a planta a enfrentar diferentes tipos de estresse abiótico, enquanto fungos do gênero Trichoderma apresentam maior eficiência em situações de déficit hídrico.

Apesar dos avanços, Cruciol afirma que ainda há muito a ser descoberto sobre os metabólitos produzidos pelos microrganismos e sua interação com as plantas. Para ele, compreender esses mecanismos poderá representar uma nova revolução na agricultura.

Entre as perspectivas, o professor destaca a fixação biológica de nitrogênio em gramíneas como uma das áreas mais promissoras. Segundo ele, reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados pode trazer impactos ambientais e econômicos significativos para a agricultura mundial.

 

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19/05/2026 0 Comentários
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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
Mercado

Cana se prepara para período de seca e geadas após início de safra chuvoso

Por Redação 18/05/2026
Escrito por Redação

Cana se prepara para período de seca e geadas após início de safra chuvoso

Este mês marca uma transição importante para a cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Depois de um início de safra com chuvas acima do esperado em diversas regiões produtoras, parte dos canavicultores ainda trabalha na conclusão do plantio, enquanto outra já volta o manejo para os desafios típicos do inverno, como períodos de seca e risco de geadas.

Segundo Camillo Ferrarezi Giachini, engenheiro agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da ADAMA, o excesso de precipitações nos primeiros meses do ano alterou o ritmo tradicional da cultura em algumas áreas. “Maio costuma ser marcado pelo encerramento de grande parte do plantio da cana, porém, neste ano, muitos produtores ainda estão finalizando áreas devido ao volume de chuvas registrado no início da safra”, afirma.

Ao mesmo tempo, a colheita avança para o fim do primeiro terço da safra com boas perspectivas de produtividade, embora os índices de ATR — indicador que mede a concentração de açúcares recuperáveis da cana — estejam abaixo do observado em anos anteriores.

Com esse início do período mais seco, a preocupação passa a ser o estabelecimento das áreas plantadas mais recentemente e a capacidade da cultura de manter o desenvolvimento sem perda de potencial produtivo. De acordo com Giachini, a disponibilidade de água ainda gera apreensão entre produtores que avançaram com o plantio até maio, embora o cenário climático deste ano traga mais confiança em relação à ocorrência de chuvas de meio de safra associadas ao fenômeno El Niño.

Além das condições climáticas, este também é um período estratégico para avaliar a eficiência do manejo inicial, principalmente no controle de plantas daninhas. A recomendação é reforçar o monitoramento das áreas para identificar possíveis escapes antes que a matocompetição comprometa o aproveitamento de água, luz e nutrientes pela cultura.

“Esse é um momento que exige presença no campo, porque começamos a ter condições de avaliar a eficiência dos herbicidas utilizados. Caso ocorram escapes de plantas daninhas, o produtor precisa agir rapidamente para evitar perdas no estabelecimento da cultura”, ressalta.

Manejo fisiológico ganha espaço

Com a aproximação dos meses mais críticos para a cultura, o manejo fisiológico também passa a ganhar importância dentro das áreas produtoras. A adoção de estratégias preventivas pode ajudar a planta a atravessar períodos de seca e baixas temperaturas sem comprometer o desenvolvimento do canavial.

“Além de seca, os produtores começam a enfrentar também risco de geada em algumas regiões. Por isso, deve atuar preventivamente, adotando tecnologias que ajudem a planta a atravessar este período e voltar a expressar seu potencial produtivo quando houver novamente disponibilidade de água e temperaturas favoráveis”, destaca Giachini.

Entre os efeitos buscados nesse tipo de manejo estão maior enraizamento, incremento no número de perfilhos, preservação de folhas ativas, além de mais vigor e sanidade das plantas. Segundo o especialista, biossoluções à base de extratos de algas e compostos orgânicos têm sido utilizadas justamente para auxiliar a planta em momentos de estresse hídrico e térmico. 

 

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18/05/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Cientistas desenvolvem revestimento para liberação controlada de fertilizantes

Por Redação 18/05/2026
Escrito por Redação
Cientistas brasileiros criam novo revestimento para liberação controlada de fertilizante

Revestimento à base de polímero derivado de óleo de mamona e argila mineral que é capaz de liberar de forma controlada a ureia // Foto: Pedro Octávio

Pesquisadores da Embrapa e das universidades de Ribeirão Preto (Unaerp), Estadual Paulista (Unesp) e de São Paulo (USP) desenvolveram um revestimento à base de polímero derivado de óleo de mamona e argila mineral que é capaz de liberar de forma controlada a ureia, fertilizante nitrogenado amplamente utilizado na agricultura. Testes em casa de vegetação com capim-piatã demonstraram que o fertilizante revestido promoveu melhor absorção de nitrogênio por parte da planta e maior produção de biomassa em comparação com a ureia sem revestimento.

Trata-se da primeira avaliação com plantas desse tipo de revestimento à base de óleo de mamona e nanoargila realizada no Brasil. O revestimento reduz custos e o desperdício de fertilizantes no solo. Os experimentos, realizados no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA), sediado na Embrapa Instrumentação (SP), e no Laboratório de Processos e Materiais (ProMat) da Universidade de Ribeirão Preto, mostraram o impacto imediato da tecnologia.

A ureia sem revestimento liberou mais de 85% do nitrogênio em apenas quatro horas nos testes de liberação em água, de acordo com o professor da Unaerp Ricardo Bortoletto-Santos, supervisionado em seu pós-doutorado pelo pesquisador da Embrapa e coordenador do LNNA Caue Ribeiro.

“Quando a ureia foi revestida apenas com poliuretano, polímero derivado de óleo de mamona, essa liberação foi retardada, mas atingiu cerca de 70% em nove dias. Já a incorporação de apenas 5% da nanoargila mineral montmorilonita à matriz polimérica reduziu drasticamente essa taxa: apenas 22% do nitrogênio foi liberado no mesmo período, evidenciando o papel da nanoestrutura do revestimento no controle da liberação do nutriente”, constatou Bortoletto-Santos.

Para o pesquisador Caue Ribeiro, esse efeito ocorre porque a nanoargila cria uma espécie de barreira inteligente dentro do revestimento. “Além de dificultar fisicamente a passagem da água, ela interage quimicamente com o nitrogênio liberado. Assim, retém o nutriente por mais tempo e o libera de forma gradual, mais próxima do ritmo de absorção da planta”, explica o especialista em nanotecnologia.

Pesquisa supera desafios

O revestimento de fertilizantes para obter os chamados fertilizantes de liberação controlada ou lenta é uma tecnologia que encapsula grânulos (pequenas partículas) de nutrientes. A pesquisa propôs desenvolver um sistema de revestimento baseado em nanocompósitos para cobrir grânulos de ureia, testado em um meio solo-planta em casa de vegetação.

O sistema foi produzido a partir de poliuretano, um polímero de origem renovável e biodegradável, que confere boa adesão, resistência mecânica e perfil de degradação controlado ao fertilizante. À matriz polimérica foram incorporadas pequenas quantidades da montmorilonita, variando entre 2% e 10% em relação à massa da ureia.

Bortoletto-Santos (à esquerda na foto) explica que a montmorilonita tem uma estrutura em lamelas, plaquetas que se empilham como escamas em distância nanométrica. Essas camadas, quando dispersas em uma matriz polimérica, podem ser esfoliadas ou intercaladas, resultando em uma distribuição em nanoescala que altera significativamente as propriedades de transporte do revestimento.

A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo, principalmente por seu alto teor de nitrogênio (cerca de 45% em massa). Mas sua alta solubilidade no solo é um grande desafio agronômico, porque pode levar a transformações no solo e a diferentes processos de emissões gasosas.

“Em condições normais, o fertilizante se dissolve rapidamente, resultando em perdas ambientais significativas, como a volatilização de amônia e a emissão de óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa”, observa Caue Ribeiro.

Já a inovação desenvolvida pelos pesquisadores resultou na formação de uma camada fina, similar a um plástico, contínua e homogênea ao redor dos grânulos de ureia. O desempenho superior da ureia revestida foi diretamente associado à estrutura nanocompósita interna da cobertura e ao seu comportamento funcional.

Fertilizante tem eficiência agronômica

No experimento em casa de vegetação, a adubagem com fertilizante de liberação controlada teve um impacto significativo na eficiência agronômica. Houve efeito cumulativo evidente em todos os quatro cortes sequenciais da gramínea ao fim dos 135 dias de produção, o que comprovou a eficiência do novo revestimento. A fertilização foi realizada 15 dias após a germinação das sementes, no arranjo de bloco aleatorizado com duas plantas cultivadas em cada um dos 35 vasos com cinco réplicas.

Com o uso dos fertilizantes revestidos com nanoargila, tanto as taxas de produção de massa seca foram maiores durante o experimento; como a absorção total de nitrogênio foi significativamente maior, atingindo o dobro da taxa de absorção em comparação ao controle fertilizado com ureia sem revestimento.

“Os resultados, portanto, destacam o papel crucial da nanoestrutura do revestimento em aumentar a eficiência do uso de nutrientes e, ao mesmo tempo, minimizar as perdas ambientais. A abordagem é promissora por permitir o uso de revestimentos mais finos, sem comprometer a performance, o que oferece uma alternativa sustentável para a próxima geração de fertilizantes de liberação controlada”, afirma Bortoletto-Santos.

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) Alberto Carlos de Campos Bernardi lembra que, atualmente, o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes que utiliza, e o nitrogênio é um dos nutrientes mais críticos e caros dessa conta.

“Esse estudo representa muito mais do que apenas uma questão acadêmica, mas também se insere na estratégia de Estado para reduzir a vulnerabilidade externa e aumentar a sustentabilidade da agricultura brasileira, consideradas no Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) 2022-2050”, afirma Bernardi.

Barreira química e física

O estudo destaca que o sucesso do novo material não se deve apenas à formação de uma barreira física mais espessa, mas também ao fato de a montmorilonita atuar principalmente como uma barreira química.

“Estes resultados indicam que a montmorilonita atua primariamente como uma barreira química, por meio de interações iônicas/adsorventes, em vez de aumentar a barreira física. Essa interação química permite que o nutriente seja liberado em sincronia com a necessidade de absorção da planta”, explica Caue Ribeiro.

Para Ribeiro, os resultados possibilitam sistemas de revestimento versáteis, nos quais a interação química desempenha um papel mais significativo do que a barreira física, como normalmente é visto em muitos produtos.

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Tecnologia

Polos de irrigação mudam a economia no campo

Por Redação 15/05/2026
Escrito por Redação

Polos de irrigação mudam a economia no campo

O Brasil possui atualmente cerca de 16 polos de agricultura irrigada reconhecidos pelo Governo Federal e busca ampliar esse modelo para outras regiões do país. A estruturação dos polos ajuda a organizar a gestão da água e impulsiona o crescimento da produção agrícola nas regiões onde são implantados.

Os polos de irrigação funcionam dentro da lógica de gestão das bacias hidrográficas e têm como objetivo auxiliar na governança das demandas regionais para a produção sustentável de alimentos, que inclui o uso da água. Reúnem produtores, técnicos, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e representantes da sociedade em torno do planejamento da irrigação, considerando as características produtivas e hídricas de cada região.

Mais do que áreas de produção, os polos surgem da própria dinâmica das regiões agrícolas e da necessidade de organizar o uso da água, a infraestrutura e o desenvolvimento regional. Ao contrário de programas criados “de cima para baixo”, eles nascem da realidade dos produtores, das bacias hidrográficas e das características de cada território.

“A irrigação não se desenvolve no improviso. Ela cresce onde existe organização do uso da água”, afirma Everardo Mantovani, Professor Titular Sênior da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e conselheiro da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID).

Segundo ele, os polos ajudam justamente a estruturar esse crescimento. “Onde a irrigação se organiza, a região cresce junto. A produção aumenta, mas também avançam logística, infraestrutura, armazenagem, tecnologia e geração de oportunidades”, destaca.

Pesquisa da Abimaq em parceria com a ESALQ/USP, realizada em quatro polos de agricultura irrigada, identificou impactos econômicos e sociais relevantes nas regiões analisadas. Em alguns casos, o PIB per capita chega a ser até 256% maior em comparação com outros municípios rurais.

O levantamento também aponta maior circulação econômica e menor dependência de programas de transferência de renda em áreas ligadas à agricultura irrigada.

“A água entra na lavoura e o dinheiro circula na cidade”, resume Mantovani.

Hoje, os polos estão presentes em regiões estratégicas da agricultura irrigada brasileira, como Oeste da Bahia, Petrolina/Juazeiro, Alto Paranapanema, Alto Teles Pires, Ibiapaba (CE), Camaquã (RS) e Planalto Central de Goiás, entre outras áreas reconhecidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Criado em 2019, o Polo de Irrigação do Planalto Central de Goiás é um dos exemplos desse processo. Inicialmente formado por 14 municípios, ele foi reorganizado e atualmente concentra ações em sete cidades: Cristalina, Luziânia, Silvânia, Vianópolis, Ipameri, Campo Alegre de Goiás e Catalão — regiões com forte presença da agricultura irrigada e alta demanda por gestão do uso da água.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 10 milhões de hectares irrigados, mas estimativas técnicas apontam potencial para chegar a até 60 milhões de hectares. Para especialistas do setor, esse crescimento depende cada vez mais de planejamento, governança hídrica e uso eficiente da água.

“A expansão da agricultura irrigada no Brasil atual ocorre principalmente em regiões com gestão estruturada da água, onde o uso é organizado, monitorado e planejado”, explica Mantovani.

Dados do setor mostram que cerca de 45% dos pivôs centrais do país estão na Bacia do Rio Paraná e quase 30% na Bacia do São Francisco — regiões onde a gestão dos recursos hídricos é mais consolidada.

A Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) acompanha e participa ativamente desses processos, contribuindo tecnicamente com informações, experiências e apoio à construção de políticas públicas voltadas à agricultura irrigada e à gestão da água há 50 anos.

“Existe um entendimento cada vez maior de que irrigação não significa desperdício. Pelo contrário: a irrigação moderna depende de planejamento, monitoramento e uso eficiente da água”, conclui Mantovani.

 

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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Mercado

Alta internacional impulsiona comercialização do algodão em Mato Grosso

Por Redação 15/05/2026
Escrito por Redação

Safra de algodão de MT pode ter recorde histórico de produtividade

A comercialização do algodão em Mato Grosso avançou em abril de 2026, impulsionada pelo cenário favorável no mercado internacional. É o que aponta o novo boletim de comercialização do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (5). A valorização das cotações da fibra no exterior, especialmente na bolsa de Nova York, tem estimulado os cotonicultores mato-grossenses a negociarem maiores volumes da produção.

De acordo com o relatório, a comercialização da safra 2025/26 avançou 3,40 pontos percentuais no mês, alcançando 68,89% da produção estimada. O percentual está 3,01 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.

Já para a safra 2026/27, as negociações atingiram 21,22% da produção projetada, com avanço mensal de 7,39 pontos percentuais, o maior desde o início das negociações, mantendo-se em linha com a média histórica.

Segundo o Imea, o movimento reflete a valorização dos preços do algodão no mercado internacional, especialmente na bolsa de Nova York, onde os contratos registraram as maiores cotações dos últimos dois anos.

Esse cenário tem estimulado os cotonicultores mato-grossenses a negociar maiores volumes da fibra, aproveitando o momento mais favorável de preços.

“Estamos observando um cenário mais favorável para o algodão no mercado internacional, com os contratos atingindo os melhores níveis dos últimos dois anos. Isso tem contribuído para o avanço das negociações, principalmente da safra futura”, destacou o coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Imea, Rodrigo Silva.

O boletim completo de comercialização do Imea pode ser acessado aqui.
MT tem redução de área, mas produtividade apresenta ajuste positivo

O Imea reduziu, neste mês de maio, a estimativa de área destinada ao algodão para a safra 2025/26 em Mato Grosso. A projeção ficou em 1,38 milhão de hectares, um recuo de 3,33% ante a estimativa anterior, e de 11,11% em relação à safra 2024/25.

Segundo o boletim, a redução está associada à perspectiva de rentabilidade mais apertada para a cultura, diante dos elevados custos de produção. Com isso, parte dos cotonicultores optou por reduzir as áreas destinadas à cotonicultura e priorizar talhões considerados mais produtivos.

Apesar do ajuste na área, o Imea elevou a projeção de produtividade das lavouras em 2,34% frente ao relatório anterior, estimando rendimento médio de 297,69 arrobas/hectare. Ainda assim, o volume permanece 5,53% abaixo do consolidado da safra 2024/25.

Conforme o instituto, a revisão positiva da produtividade está relacionada às condições favoráveis observadas nos primeiros meses após a semeadura, que contribuíram para melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras e maior potencial produtivo.

Para os próximos meses, o acompanhamento climático segue no radar do setor, já que as condições do tempo permanecem entre os principais fatores para a consolidação da produtividade da safra.

Diante dos ajustes, a produção de algodão em caroço para a safra 2025/26 foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, queda de 1,06% ante a estimativa anterior e recuo de 16,04% em relação à safra de 2024/25.

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Mercado

Superávit do agro paulista atinge US$ 6,45 bilhões no primeiro quadrimestre

Por Redação 15/05/2026
Escrito por Redação

Superávit do agro paulista atinge US$ 6,45 bilhões no primeiro quadrimestre

Nos quatro primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista apresentou desempenho expressivo no comércio exterior, registrando superávit de US$ 6,45 bilhões, indicam números da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 8,47 bilhões, frente a importações de US$ 2,02 bilhão. No período, o setor respondeu por 39% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 7,1% do total estadual.

“O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

O mês de abril de 2026 registrou exportações de US$ 2,40 bilhões. O diretor da APTA, Carlos Nabil, afirma que este resultado é 10,4% superior ao observado no mesmo mês do ano anterior: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”.

Principais produtos exportados

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 21,8% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,85 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,1% e o álcool etílico, etanol, 5,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,7% das vendas externas do setor, totalizando US$1,42 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,9%. Produtos florestais representaram 13,5% do volume exportado, com US$1,14 bilhão, com 66,3% de celulose e 27,9% de papel.

O complexo soja, teve participação de 12,8% do total exportado, registrando US$1,08 bilhão, 85,3% referentes à soja em grão e 9,1% de farelo de soja. E Sucos responderam por 7,9% de participação, somando US$671,82 milhões, dos quais 96,5% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,9% das exportações do agronegócio paulista. E na sexta posição fica o café, com 6,6% de participação na pauta de exportações, somando US$556,52 milhões, 68,4% referentes ao café verde e 27,5% de café solúvel.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+18,7%), carnes (+16,8%), complexo soja (+9,2%) e quedas nos grupos de sucos (-39,7%), sucroalcooleiro (-14,8%) e café (-14,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis. A União Europeia vem em seguida com 15,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 10,3% de participação.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 15,5% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,7%).

Fonte: Datagro

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15/05/2026 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Safra de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

Safra de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas

A safra de grãos brasileira está estimada em 358 milhões de toneladas, conforme o 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (14). O volume é 1,6% superior ao obtido na safra passada, o que representa um incremento de 5,7 milhões de toneladas no montante a ser colhido.

Os números apontam a expectativa de recorde na safra, impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, conforme dados apresentados.

Projetada em 180,1 milhões de toneladas, a produção de soja deve atingir um marco inédito, superando a previsão anterior em 978 mil toneladas, o equivalente a um ajuste de 0,5%, com 98,3% da área já colhida. Em termos de volume a ser obtido, é esperado um crescimento de 8,6 milhões de toneladas para a oleaginosa em referência à safra 2024/25, o que representa um aumento de 5%, marcando o sétimo crescimento nas últimas dez safras.

Destaque também para o milho primeira safra, que voltou a apresentar aumento na área semeada em relação aos últimos anos, o que reflete em uma colheita de aproximadamente 28,5 milhões de toneladas, superando em 3,5 milhões de toneladas a produção anterior, e para o sorgo, que pode chegar a 7,6 milhões de toneladas produzidas.

Para o total das três safras do milho, a Companhia estima que seja colhida a segunda maior produção da série histórica, estipulada em 140,2 milhões de toneladas. Em relação ao último levantamento, os dados apontam um ganho de 0,4%, correspondente a 600 mil toneladas. Com 71,5% da área colhida até o início de maio, a primeira safra do cereal registrou um incremento de 1,8% em relação ao levantamento anterior, com alta de 493 mil toneladas. Concluída a semeadura, a 2ª safra deve atingir 108,5 milhões de toneladas, com leve queda de 0,6% em comparação ao ciclo anterior. Nos estados de Goiás e Minas Gerais, essa variação decorre da influência climática sobre a produção e, no panorama nacional, os dados ainda apontam aumento de 2,1% na área plantada.

A perspectiva de incremento de até 23,8% para o sorgo está associada ao avanço significativo na área cultivada, uma vez que o cereal, além de ter maior tolerância à deficiência hídrica, apresenta destinação bastante próxima à do milho. A área plantada cresceu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, com aumento de 50,7%.

Maior produtor nacional na safra 2024/25, o estado de Goiás deve ter um ganho de 40,3% na produção, superando o volume de 2,2 milhões de toneladas.

“Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de deficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Para o arroz, item fundamental na alimentação dos brasileiros, as projeções indicam queda de 0,3% na produção, calculada em 11,1 milhões de toneladas, o que mantém a estabilidade em comparação ao estimado no mês antecedente.

Em relação à safra 2024/2025, o recuo esperado é de 1,7 milhão de toneladas, consequência da diminuição da área plantada em cerca de 13,7%. Considerando que 94,6% da área já foi colhida, os dados ainda mostram ganho de produtividade nesta safra, alcançando 7.281 quilos por hectare.

Para o feijão, outro produto de destaque na mesa dos brasileiros, a produção total tende a decrescer 5,2% em volume colhido quando comparada à safra anterior, mantendo-se dentro da estabilidade prevista no último levantamento divulgado pela Companhia, sendo estimada em 2,9 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão.

Com 95,4% da área colhida, a primeira safra da leguminosa registrou ganho de produtividade de 4,3%, devendo atingir pouco mais de 969 mil toneladas em volume produzido. Apesar da previsão de redução nas áreas plantadas e no volume produzido de arroz e feijão, não há risco de desabastecimento desses grãos no mercado interno.

Com maior parte das lavouras já em fase prévia à colheita, a produção esperada de algodão deve chegar a aproximadamente 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6% em relação ao volume da safra 2024/25. As projeções refletem redução na área plantada e na produtividade.

A produção estimada de trigo também deve diminuir em 1,5 milhão de toneladas, resultado impactado principalmente pela redução da área semeada no Rio Grande do Sul e no Paraná. De acordo com os valores apurados pela Companhia, o país deve produzir 6,4 milhões de toneladas do cereal.

Mercado

A indústria de etanol deve impulsionar o consumo interno do milho, que tende a avançar em 4,6% em relação à temporada passada, estimada em 94,86 milhões de toneladas. A Conab também avalia que as exportações do produto seguirão elevadas, superando o ciclo 2024/25 e podendo alcançar 46,5 milhões de toneladas, o que se deve à boa produção.

Ainda assim, o estoque de passagem do cereal no final da atual safra deve ficar próximo a 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as exportações do grão acompanham os números positivos da safra, com estimativa de que os embarques cheguem a 116 milhões de toneladas, crescimento de 7,25% se comparado com a temporada de 2024/25.

 

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Cummins reforça pós-venda com programa para distribuidores
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Cummins reforça pós-venda com programa para distribuidores

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

O pós-venda tem ganhado outro peso no setor de máquinas e equipamentos agrícolas: menos discurso, mais estrutura, processo e resposta no tempo certo.

Em entrevista ao Portal Máquinas Agrícolas, Marcos Schiezari fala sobre o programa desenvolvido pela Cummins para fortalecer a rede de distribuidores, com foco em metas claras, acompanhamento de desempenho e incentivo às melhores práticas no atendimento ao cliente. A proposta é simples na forma, mas exigente na prática: elevar o padrão de serviço em toda a operação de pós-venda.

A iniciativa também cria um sistema de reconhecimento para os distribuidores com melhor performance, reforçando indicadores como disponibilidade de peças, capacitação técnica, tempo de resposta e satisfação do cliente. No centro de tudo, a ideia de aproximar a operação da experiência real de quem depende dos equipamentos no dia a dia.

Confira a entrevista: 

 

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Mercado

Abril indica retomada das exportações do agro gaúcho, aponta Farsul

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

Abril indica retomada das exportações do agro gaúcho, aponta Farsul

A Farsul divulgou, nesta terça-feira (12/05), os resultados das exportações gaúchas de abril de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 37,6% no valor exportado, um total de US$ 1,17 bilhão em comparação com US$ 848,8 milhões. O volume das exportações teve um crescimento ainda mais expressivo, saltando para 1,78 milhões de toneladas, um acréscimo de 59,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este resultado aponta para recuperação mais ampla nas exportações, e não apenas uma cesta mais cara, visto que houve aumento tanto de valor quanto de volume.

O valor total exportado pelo Estado no período foi de US$ 1,74 bilhão, com o agronegócio sendo responsável por 67% deste montante). Em termos de volume, o agronegócio representou 86,4% do total estadual no período.

No acumulado do ano de 2026, as exportações do setor já estão 3,5% superiores ao mesmo período de 2025 em valor, e 3,8% em volume. A China continua sendo o principal destino, mas tem uma participação menor do que no ano passado, enquanto Filipinas, Egito, Turquia, Índia, Indonésia e Países Baixos ganharam força.

Soja, milho e proteína animal ajudaram a alavancar os resultados

O aumento das exportações no período teve influência principalmente das vendas de soja e derivados, milho, carnes suína e bovina, além de bovinos vivos. O avanço só foi limitado por resultados mais baixos no fumo não manufaturado, trigo, arroz e couro e derivados.

No conflito comercial com os Estados Unidos, abril foi o mês da transição para uma tarifa global de 10%. O País norte-americano foi o segundo principal destino das vendas do agro gaúcho, com mais de R$ 90 milhões. Apesar do bom resultado, a análise destes números ainda exige atenção, visto que os contratos e a logística ainda refletem períodos anteriores.

Os principais parceiros comerciais do estado em março foram a Ásia (excluindo Oriente Médio), que manteve-se como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, totalizando US$ 572,3 milhões e 1,03 milhão de toneladas. Em segundo lugar apareceu a Europa, com exportações de US$ 168,1 milhões e 187,1 mil toneladas. A América do Norte ocupou a terceira posição, com US$ 114,6 milhões e 109,2 mil toneladas.

Quanto aos países, a China voltou à liderança, com US$ 214,7 milhões, representando 18,4% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em abril. Na sequência destacaram-se Estados Unidos (8,0%), Vietnã (6,8%), Índia (5,4%) e Coreia do Sul (4,2%), o que mostra a continuidade da diversificação geográfica da pauta, mas com maior reaproximação da China em relação ao padrão observado no primeiro trimestre.

 

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Mercado

União Europeia enviará lista de exigências ao Brasil para exportação de carne

Por Redação 14/05/2026
Escrito por Redação

União Europeia enviará lista de exigências ao Brasil para exportação de carne

Nesta quarta-feira (13), a União Europeia (UE) anunciou que irá encaminhar para o governo brasileiro uma lista de exigências para que o país volte a exportar carne e outros produtos de origem animal para o bloco europeu.

A principal queixa da UE, sobre a pecuária brasileira, é sobre o cumprimento de certos regulamentos quanto ao uso de antibióticos na cadeia animal. Bruxelas quer que as respostas à lista sejam separadas por tipo de proteína e devem ser enviadas em até duas semanas para avaliação e validação do bloco.

O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia, o embaixador Pedro Miguel, deve se reunir com a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar (DG Sante) do bloco europeu para tratar das novas exigências e traçar um plano de trabalho. As conversas também contarão com a participação do adido agrícola Nilton Morais.

Até o momento, a UE não informou um prazo final para o fim dessa avaliação. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou ao Globo Rural que o tema é uma prioridade ao governo federal.

Rua também declarou que a pecuária e as autoridades brasileiras serão plenamente capazes de atender todas as demandas solicitadas pelo bloco europeu.

Fonte: Datagro

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