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Mercado

Exportações do agro atingem US$ 16 bilhões em maio e lideram comércio exterior do país

Por Redação 12/06/2026
Escrito por Redação

Exportações do agro atingem US$ 16 bilhões em maio e lideram comércio exterior do país

As exportações do agro somaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O desempenho garantiu ao setor participação de 50,2% nas exportações totais do Brasil no período.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas do agronegócio alcançaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6%, também recorde para os cinco primeiros meses do ano.

Em relação a maio do ano passado, o volume exportado pelo setor cresceu 3,6%, enquanto o preço médio dos produtos vendidos ao exterior registrou alta de 4,4%. As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, recuo de 3,6% na mesma comparação, resultando em um superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.

China lidera compras do agro brasileiro

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agronegócio brasileiro, com aquisições de US$ 6,3 bilhões em maio e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. O valor representa crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025.

A União Europeia ocupou a segunda posição, com importações de US$ 2,4 bilhões, equivalentes a 15% das exportações do agro brasileiro no mês, e alta de 5,4% na comparação anual. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com US$ 837 milhões exportados e participação de 5,2%, apesar da retração de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

Também se destacaram mercados como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia, que ampliaram significativamente suas compras de produtos agropecuários brasileiros no mês.

Soja e proteínas animais impulsionam resultado

A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas alcançaram US$ 6,3 bilhões, aumento de 14,6% em relação a maio de 2025. O volume exportado chegou a 14,8 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% na comparação anual.

As três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil – bovina, de frango e suína – registraram recordes de valor e volume para o mês de maio.

As exportações de carne bovina in natura somaram US$ 1,7 bilhão, avanço de 50,2%, e embarques de 262 mil toneladas, com crescimento de 20,2% na comparação anual. A China permaneceu como principal destino do produto, com compras de US$ 1 bilhão, equivalentes a 61,4% das exportações brasileiras da proteína no período.

A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões em exportações, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado atingiu 442 mil toneladas, aumento de 32,3%. O resultado, com embarques para mais de 135 destinos em maio, reflete a manutenção da confiança internacional na proteína brasileira.

Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo recorde para o período.

Segmentos entre os destaques

Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio em maio, o complexo soja somou US$ 7,5 bilhões, crescimento de 16,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As proteínas animais alcançaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto fibras e produtos têxteis totalizaram US$ 483 milhões, alta de 39,6%.

Também registraram desempenho recorde para o mês o óleo de milho, com US$ 28,5 milhões exportados e crescimento de 798%; o algodão, com US$ 450 milhões e alta de 45,3%; e as miudezas de frango, que alcançaram US$ 62,5 milhões, aumento de 20,5%.

Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação na pauta exportadora brasileira. Entre os destaques estão sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, óleo de milho, arroz, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

DDG amplia presença internacional

Entre os produtos com maior potencial de expansão no mercado internacional está o DDG (Dried Distillers Grains, ou grãos secos de destilaria), subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho utilizado principalmente na alimentação animal.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras do produto somaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%, enquanto o volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, alta de 30,5%. Os números representam recordes históricos para o período.

O desempenho acompanha a estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, foram abertos 21 novos mercados para o DDG brasileiro.

Nos cinco primeiros meses de 2026, os principais destinos do produto foram China (US$ 63,2 milhões), Turquia (US$ 31 milhões), Vietnã (US$ 11,5 milhões) e Nova Zelândia (US$ 7,5 milhões).

Confiança internacional 

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o desempenho demonstra a relevância do setor para a economia nacional.

“Quando o agronegócio responde por metade das exportações brasileiras em um mês, estamos falando de renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo. Esse resultado nasce do trabalho dos produtores, da agroindústria, dos exportadores e de uma atuação permanente do governo para abrir caminhos e ampliar mercados”, destacou.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o resultado reflete a capacidade do Brasil de atender à crescente demanda global por fornecedores confiáveis e competitivos.

“Em um contexto global marcado por incertezas geopolíticas, reorganização de fluxos comerciais e maior exigência dos mercados consumidores, o Brasil tem conseguido se posicionar como um fornecedor previsível, competitivo e capaz de atender diferentes demandas. O resultado de maio mostra não apenas a força de grandes complexos, como soja e proteínas animais, mas também o avanço de produtos que vêm ganhando espaço na pauta exportadora. Desde 2023, já foram registradas 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações, resultado de uma agenda estratégica que amplia destinos, reduz dependências, fortalece cadeias produtivas e transforma a capacidade do agro brasileiro em presença concreta no comércio internacional”, afirmou.

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12/06/2026 0 Comentários
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Cooxupé realiza 11ª Feira do Cerrado em Minas Gerais
Mercado

Colheita de café chega a 12% na área de atuação na Cooxupé

Por Redação 12/06/2026
Escrito por Redação

Colheita de café chega a 12% na área de atuação na Cooxupé

A colheita da safra 2026/27 de café alcançou uma média de 12% na área de atuação da Cooxupé, mostra levantamento realizado pela cooperativa até o dia 5 deste mês. O ritmo dos trabalhos de campo está mais lento do que as últimas duas temporadas, que na mesma época estavam em 13,7% (2025) e 13,6% (2024).

Atualmente, a Cooxupé possui 22 mil cafeicultores cooperados e atua em 370 municípios nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e na média mogiana do estado de São Paulo. Por se tratar da maior cooperativa de café da América Latina, o ritmo de colheita semanal é um termômetro para os agentes que atuam no mercado futuro da commodity.

Segundo a Cooxupé, nos últimos dias de maio, chuvas de granizo atingiram algumas áreas cafeeiras de Minas Gerais, antecipando alguns problemas climáticos deste ano e impactando os trabalhos de campo. Por isso, individualmente, a colheita se encontra mais adiantada nos cafezais paulistas, onde alcançaram 18,3%.

Nas regiões das Matas de Minas e do Sul de Minas, os trabalhos alcançaram 16% e 15%, respectivamente. Já no Cerrado Mineiro, a colheita está 5,3% concluída.

Fonte: Datagro

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CuriosidadeTecnologia

Máquinas agrícolas da Valtra entram para o universo gamer com o Farming Simulator

Por Redação 11/06/2026
Escrito por Redação

Máquinas agrícolas da Valtra entram para o universo gamer com o Farming Simulator

A Valtra anuncia uma grande novidade para os fãs do agro e do universo do Farming Simulator, série de videogames de simulação agrícola desenvolvida pela GIANTS Software. A marca passa a contar com a inserção oficial de sua linha de produtos no Farming Simulator, incluindo os tratores BM e T CVT, as plantadeiras Momentum e HiTech e o pulverizador da Série R.

A Valtra já é uma marca oficial presente no jogo e agora permite aos jogadores de todo o mundo experimentarem a tecnologia e a eficiência do maquinário brasileiro nas lavouras virtuais.

Para Claudio Esteves, diretor comercial da Valtra, a novidade aproxima a marca das novas gerações e dos entusiastas da tecnologia agrícola. “A Valtra já possui uma forte presença global no Farming Simulator, mas trazer os produtos específicos da Valtra Brasil para o jogo é um marco. Equipamentos como a Momentum e a Série T CVT são referências tecnológicas para o nosso agricultor, e agora os jogadores poderão vivenciar essa performance na prática, no ambiente virtual.”

Todo o processo de desenvolvimento e virtualização é realizado em parceria com a Connect Modding, empresa brasileira e embaixadora do Farming Simulator no país, que atua em conjunto com a Giants Software, desenvolvedora do jogo e responsável pelo ecossistema oficial global. A iniciativa garante a reprodução fiel e com o máximo nível de detalhes das máquinas reais que os produtores utilizam no campo brasileiro.

Para Luiz Eduardo, diretor executivo da Connect Modding, a presença da marca no jogo era um desejo antigo dos jogadores e agora se concretiza. “Sempre acompanhamos os pedidos do nosso público por equipamentos da Valtra Brasil e hoje vemos a importância de sermos essa ponte entre a nova geração e a marca, o que é extremamente gratificante. As máquinas reais que inspiram o jogo.”

Os jogadores terão a oportunidade de gerenciar suas fazendas virtuais utilizando a alta tecnologia do pulverizador R530, a precisão do plantio com as plantadeiras HiTech BP 905 e Momentum, além dos consagrados tratores BM 135 e T CVT. No campo, esses equipamentos se destacam por inovações e eficiência operacional que os tornam referência no agronegócio brasileiro.

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11/06/2026 0 Comentários
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Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas
Mercado

Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas

Por Redação 11/06/2026
Escrito por Redação

Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,1% e chega a 233,8 milhões de toneladas

A capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 233,8 milhões de toneladas no 2º semestre de 2025, 1,1% superior ao semestre anterior. O número de estabelecimentos chegou a 9.668, um crescimento de 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11). 

Neste período, apenas a Região Sul apresentou redução no número de estabelecimentos, enquanto as demais apresentaram aumento, com destaque para a Região Norte, que subiu 4,7%; seguido do Nordeste (1,9%); Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%).

Em relação aos estoques dos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, em 31/12/2025, os estoques de milho representaram o maior volume (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,3 milhões), trigo (6,0 milhões), arroz (2,9 milhões) e café (0,8 milhão). Estes produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora.

Capacidade dos silos tem alta de 1,2%

O total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento, registrado no segundo semestre de 2025, em estabelecimentos ativos na pesquisa, foi de 233,8 milhões de toneladas, 1,1% superior ao semestre anterior. Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 124,7 milhões de toneladas, o que representa 53,3% da capacidade útil total. Em relação ao semestre anterior, os silos apresentaram um acréscimo de 1,2% na capacidade.

Na Região Sul, os silos são responsáveis por 65,6% da capacidade armazenadora regional. A Região concentra 42,7% da capacidade total de silos do País.

Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam na Região Sul (34,1%), seguida pela Região Sudeste (32,2%). Essas Regiões são, respectivamente, grandes produtoras de arroz e café, produtos que são armazenados em sacarias e que utilizam este tipo de armazém. O Sul e o Sudeste, juntos, correspondem a 66,3% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.

Na distribuição dos tipos de armazenagem, por Unidade da Federação, o Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.444), seguido do Mato Grosso, com 1.799 e Paraná, com 1.372 unidades.

Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 64,2 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% são do tipo graneleiros e 37,1% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 38,9 e 35,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses Estados. A capacidade instalada está diretamente relacionada com a distribuição da produção de grãos no País.

Entre os dez municípios com maior capacidade instalada no País, sete se encontram no Mato Grosso, sendo Sorriso o que possui maior capacidade do País com 5,9 milhões de toneladas . Os armazéns graneleiros são responsáveis por 76,4% da capacidade total municipal, que é o maior produtor nacional de soja e milho. Sorriso responde por 9,1% da capacidade de armazenagem do Estado e, juntamente a Nova Mutum, Primavera do Leste, Sinop, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Lucas do Rio Verde respondem por 37,8% da capacidade estadual.

Em Goiás, o destaque é a municipalidade de Rio Verde, que responde por 14,5% da capacidade de armazenagem do Estado. Ponta Grossa se destaca com a maior capacidade de armazenagem instalada do Paraná e o sétimo município do País, com 2,6 milhões de toneladas, sendo o graneleiro o principal tipo de estrutura (48,8%), seguido pelos silos, com 41,4%.

Em São Paulo, o destaque é Santos, onde se encontra o maior porto do país, que possui 15,0% da capacidade de armazenamento estadual, sendo predominantes os graneleiros com 60,5% da capacidade de armazenagem santista.

A série histórica da Pesquisa de Estoques mostra que desde 1997, a capacidade útil total instalada teve um acréscimo de 112,5%, passando de 110,0 para 233,8 milhões de toneladas.

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11/06/2026 0 Comentários
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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Produção de grãos está estimada em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

Por Redação 11/06/2026
Escrito por Redação

Produção de grão está estimada em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve atingir o recorde de 358,6 milhões de toneladas, segundo a mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 1,8% em relação ao ciclo anterior, equivalente a 6,4 milhões de toneladas adicionais.

Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.

Soja

Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.

Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas (somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25. Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão. A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão 

Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.

Arroz

Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal. Para o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas.

O volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.

Trigo 

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas

Mercado

A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas.

A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027. O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.

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Bahia Farm Show

Case IH destaca colheitadeira de 775 cv e tecnologias autônomas na Bahia Farm Show

Por Redação 10/06/2026
Escrito por Redação

Case IH destaca colheitadeira de 775 cv e tecnologias autônomas na Bahia Farm Show

A Case IH participa da Bahia Farm Show 2026 ao lado da concessionária Brasif Agro, apresentando um portfólio voltado às demandas dos produtores do MATOPIBA. Entre os destaques estão a colheitadeira Axial-Flow AF10 Automation, tratores das linhas Magnum, Puma, Farmall e Steiger, além de soluções de pulverização e agricultura digital.

A principal novidade é a Axial-Flow AF10 Automation, considerada a maior colheitadeira axial do mundo. O modelo conta com motor de até 775 cv, capacidade para operar com plataformas de até 61 pés, tanque graneleiro de 20 mil litros e taxa de descarga de 212 litros por segundo.

Equipada com recursos de inteligência artificial e machine learning, a máquina utiliza sensores para ajustar automaticamente parâmetros de operação durante a colheita, realizando até 1.800 intervenções por dia e assumindo grande parte das decisões operacionais. O modelo também conta com manobra automática de cabeceira, compartilhamento de mapas entre máquinas conectadas e monitoramento remoto por meio da plataforma FieldOps.

A fabricante também apresenta as plataformas Draper FD2, da MacDon, disponíveis nas versões de 25, 50 e 61 pés. Recentemente, a Case IH iniciou a produção nacional dessas plataformas em Curitiba (PR), após investimentos superiores a R$ 100 milhões na unidade.

No segmento de tratores, um dos destaques é a linha Magnum, com modelos entre 265 cv e 405 cv. Os equipamentos contam com transmissão desenvolvida para as condições da agricultura brasileira, além de recursos de conectividade, telemetria vitalícia e suporte remoto.

A área de pulverização reúne o pulverizador Patriot Série 50, o Drone de Aplicação Case IH e a tecnologia SaveFarm, sistema de pulverização seletiva em tempo real que utiliza inteligência artificial para identificar e aplicar defensivos apenas onde necessário.

Além das máquinas agrícolas, os visitantes podem conhecer a pá-carregadeira 621E, da CASE Construction Equipment. O equipamento se destaca pela capacidade de movimentação de materiais, eficiência operacional e conectividade, com sistema de telemetria embarcado de fábrica e monitoramento remoto das operações.

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Tecnologia

Novo modelo calcula dinâmica de carbono na agricultura tropical

Por Redação 10/06/2026
Escrito por Redação
Novo modelo calcula dinâmica de carbono na agricultura tropical

Além de ser adaptado às condições da agricultura brasileira, o modelo melhora a compatibilidade entre as variáveis mensuradas e simuladas // Foto: Gabriel Faria

A Embrapa está em fase final de desenvolvimento do ProCarbon-Soil (Procs), primeiro modelo desenvolvido em região tropical para mensurar a dinâmica da chamada agricultura de carbono (carbon farming), que são atividades agrícolas que visam retirar o carbono da atmosfera e estocá-lo no solo. O novo modelo foi apresentado em um artigo publicado no Soil Science Society of America Journal. Além de ser adaptado às condições da agricultura brasileira, o modelo melhora a compatibilidade entre as variáveis mensuradas e simuladas, o que pode contribuir para tornar o mercado de carbono mais transparente para operadores e agricultores.

Enquanto os tradicionais modelos multicompartimentais de carbono no solo usam entre quatro e oito variáveis de estado e entre sete e 20 parâmetros — alguns deles complexos e de difícil mensuração —, o modelo proposto utiliza apenas duas variáveis mensuráveis: estoque total de carbono e sua decomponibilidade.

Com base em uma abordagem matemática e no arcabouço teórico sobre a dinâmica do carbono orgânico no solo, o Procs simula com precisão os impactos de práticas agrícolas como rotação de culturas, plantio direto e preparo do solo em diferentes condições climáticas.

Para que o desenvolvimento fosse possível, foi usada uma base de dados primários composta por informações de pesquisas da Embrapa e da Bayer, empresa parceira do projeto. A calibragem do modelo exigiu outra extensa base de dados secundários, composta por 4.290 amostras de solo de todas as regiões brasileiras, oriundas de 370 estudos publicados.

“O que a gente precisa para o mercado de carbono é a dinâmica, a variação do carbono total. Uma segunda métrica é associada à qualidade desse carbono, o quão estável ele está. Outros modelos particionam o carbono em diferentes compartimentos. O nosso avalia a qualidade geral do carbono”, afirma Luis Gustavo Barioni, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e líder do projeto.

Barioni explica que, além de ser mensurável, verificável e reportável de um modo mais simples, o modelo proposto traz vantagens para a agricultura brasileira. Até então todos os outros modelos reconhecidos no mercado de carbono haviam sido desenvolvidos em regiões temperadas, onde os sistemas produtivos são diferentes e o comportamento da matéria orgânica no solo também é distinta.

“Entre essas vantagens destacam-se a autonomia e o desenvolvimento contínuo para que não fique obsoleto. É um modelo nosso, temos a propriedade intelectual, o que é outra vantagem importante”, afirma Barioni.

Para que o Procs possa ser adotado, ele precisa de acreditação por certificadoras que atuam no mercado voluntário de carbono. No momento, os pesquisadores estão elaborando um Relatório de Validação de Modelo para ser enviado à Verra, a maior certificadora de créditos de carbono do mundo.

O Procs foi desenvolvido no âmbito do projeto PRO Carbono, uma parceria entre Embrapa e Bayer. Ele será embarcado em uma grande plataforma da multinacional; além disso, subsidiará o Inventário Nacional de Emissões e Mitigação de Gases de Efeito Estufa e ações de política pública.

“Esse modelo precisa ser reconhecido pela academia e por outros atores. Quanto mais gente usá-lo, maior será a sua credibilidade”, explica Barioni.

Precisão e confiabilidade

Há duas formas de se medir a dinâmica do carbon farming. Uma delas é com base em amostras de solo feitas em um momento zero e repetidas após um intervalo de tempo. Essa forma é cara, trabalhosa e demorada. A segunda forma é por meio de modelos que são reconhecidos pelas certificadoras do mercado de carbono.

Nos estudos, o Procs demonstrou ser capaz de produzir trajetórias muito semelhantes às geradas pelo modelo Century, um modelo multicompartimental clássico. Para um período de simulação de 50 anos, o erro quadrático médio entre as estimativas dos modelos foi de 1,03 toneladas de carbono por hectare.

De acordo com os pesquisadores responsáveis, a incerteza do Procs é menor até mesmo em comparação àquela encontrada em medições de campo com os protocolos tradicionais. Em medições diretas da variação do estoque de carbono em talhões típicos de fazendas brasileiras com aproximadamente 40 hectares, o erro chega a 3,8 toneladas por hectare.

Além de ter um grau de precisão aceitável para ser reconhecido pelas certificadoras, o Procs busca superar desafios da comercialização de carbono (Carbon Farming Trading Schemes – CFTS) e tornar projetos de crédito de carbono mais viáveis, confiáveis e auditáveis.

Fusão de modelos e dados

Outra vantagem do ProCarbon-Soil é sua compatibilidade com novas tecnologias de fusão de modelos e dados (também chamada de assimilação de dados). Por meio delas será possível alimentar, de forma automática, os modelos com dados de satélite, por exemplo. E com o uso de técnicas de fusão modelo-dados e de inteligência artificial, será possível identificar e corrigir desvios conforme a medição.

“É o que tem se chamado de data learning (aprendizagem de dados) — assimilação de dados e machine learning (aprendizagem de máquina) —, combinada com a fusão de modelo de dados. Nosso modelo é mais adequado para isso e acreditamos que essas novas tecnologias estarão cada vez mais associadas à estimação da variação dos estoques de carbono”, explica Luis Gustavo Barioni.

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Mercado

FPA pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no próximo Plano Safra

Por Redação 10/06/2026
Escrito por Redação

FPA pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no próximo Plano Safra

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) participou, nesta terça-feira (9), de uma reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula. Na pauta, um dos pedidos feitos pela bancada foi que o aporte destinado à equalização dos juros no Plano Safra chegue a R$ 27 bilhões.

O atual programa conta com cerca de R$ 13,5 bilhões destinados à equalização de juros. Na prática, esse recurso permite que o crédito chegue aos produtores rurais com taxas mais acessíveis, ao cobrir a diferença entre os juros de mercado e aqueles efetivamente pagos no empréstimo. Esse instrumento também é utilizado em outras áreas estratégicas do país, como o incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à infraestrutura.

Um dos pontos criticados pela FPA no modelo atual é a inclusão, pelo governo, de recursos privados no montante anunciado. Desde o ano passado, o Executivo passou a contabilizar no volume total do Plano Safra valores emprestados por meio da Cédula de Produto Rural (CPR), o que, na avaliação da bancada, mascara o real desempenho das linhas oficiais de crédito.

Embora os balanços divulgados pelo MAPA indiquem aumento na contratação, os dados detalhados mostram queda em programas subvencionados. O Moderfrota e o Proirriga, por exemplo, recuaram 54,8% e 56,2%, respectivamente, na comparação com o ciclo anterior.

Além disso, a realidade enfrentada pelos produtores, marcada por margens comprimidas, aumento dos custos de produção, inadimplência e juros elevados, tem pressionado as operações de custeio. Por isso, outro pedido levado ao ministro André de Paula foi a criação de uma linha emergencial de custeio para o próximo ciclo.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), também fez um alerta sobre a necessidade de separar a discussão das dívidas rurais da elaboração do novo programa de crédito. “Nossa preocupação é que o endividamento não contamine o Plano Safra”, afirmou Lupion ao ministro.

De acordo com o MAPA, a previsão é que o anúncio ocorra no dia 1º de julho. Nos últimos dias, os bancos concluíram o envio das demandas necessárias para operacionalizar o crédito. Considerando os recursos equalizados, o montante solicitado chega a cerca de R$ 200 bilhões. Internamente, o ministério já sinaliza que esse valor dificilmente será alcançado por limitações orçamentárias, mas trabalha para ampliar o volume em relação ao ciclo atual, que ficou em torno de R$ 113 bilhões.

Renegociação de dívidas

Outros temas levados ao MAPA foram os pedidos de apoio aos projetos de lei 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais, e 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A solicitação é que a pasta dê tração política às propostas dentro do governo, inclusive por meio de articulação com outros ministérios envolvidos.

Quanto ao endividamento, Lupion reforçou a posição da bancada diante da possibilidade de o governo apresentar uma medida alternativa. “Nós, como FPA, teremos uma resistência extremamente contundente caso venha uma Medida Provisória depois de tanta negociação”, disse. Segundo ele, “o agro está desesperado” diante do agravamento das dívidas no campo.

Os parlamentares e o setor produtivo são contrários à edição de uma nova Medida Provisória para tratar do tema. A avaliação é de que reeditar esse caminho não resolve o problema e pode atrasar ainda mais uma solução efetiva para os produtores.

Antidumping do leite

Além dos temas relacionados ao crédito, ao seguro e às dívidas rurais, a reunião também serviu para alinhar outras preocupações da agropecuária brasileira. Uma delas foi a decisão de não aplicar medidas antidumping sobre a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai.

“É algo que nos pegou com muita surpresa, porque houve o reconhecimento por parte do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que há a prática de dumping do leite importado da Argentina e do Uruguai e a decisão foi simplesmente não fazer nada”, afirmou o presidente da FPA.

 

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10/06/2026 0 Comentários
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Bahia Farm ShowTecnologia

Kuhn do Brasil e Unicampo levam distribuidores de fertilizantes, cultivadores e soluções para pecuária à Bahia Farm Show

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

Kuhn do Brasil e Unicampo levam distribuidores de fertilizantes, cultivadores e soluções para pecuária à Bahia Farm Show

A Kuhn do Brasil participa da Bahia Farm Show 2026 em parceria com a revenda Unicampo, apresentando tecnologias voltadas às demandas da agricultura e da pecuária no MATOPIBA. Entre os destaques estão o distribuidor de fertilizantes Accura 32000, os cultivadores de restolho Optimer XL e o vagão misturador RC 295 Helix.

Um dos principais lançamentos regionais é o Accura 32000, distribuidor de grande porte desenvolvido para operações em extensas áreas agrícolas. O equipamento possui reservatório em aço inoxidável, resistente à corrosão provocada por fertilizantes e corretivos, além de permitir a aplicação de sementes, fertilizantes granulados e calcário por meio da troca de kits. O modelo utiliza sistema de distribuição triangular, que contribui para maior uniformidade na aplicação, e conta com cortes de seção para reduzir desperdícios de insumos.

Na linha de preparo de solo, a fabricante apresenta os cultivadores de restolho Optimer XL 7500 e 9000, com larguras de trabalho de 7,5 e 9 metros. Os equipamentos operam em altas velocidades e se destacam pelo sistema que mantém a profundidade de trabalho uniforme em toda a largura do implemento, além do elevado vão livre sob o chassi, que reduz riscos de embuchamento em áreas com grande volume de palhada.

Para a pecuária, a Kuhn leva o vagão misturador RC 295 Helix, desenvolvido para operações de confinamento. O equipamento foi projetado para otimizar a mistura e a distribuição da dieta animal, contribuindo para maior eficiência no manejo do rebanho.

Segundo a Kuhn, as tecnologias apresentadas na feira foram desenvolvidas para aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e atender às demandas de grandes operações agrícolas e pecuárias da região.

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09/06/2026 0 Comentários
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Bahia Farm ShowTecnologia

New Holland leva pulverização com IA e maior colheitadeira do Brasil à Bahia Farm Show

Por Redação 09/06/2026
Escrito por Redação

New Holland leva pulverização com IA e maior colheitadeira do Brasil à Bahia Farm Show

A New Holland participa da Bahia Farm Show 2026 com foco em tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência operacional no campo. Entre os destaques apresentados em Luís Eduardo Magalhães (BA) estão os novos tratores da família T5, o T6.140 Eletro Command, o pulverizador Defensor 3500 e a colheitadeira CR10, considerada a maior fabricada no Brasil.

Na área de pulverização, a fabricante apresenta a nova geração da linha Defensor, representada pelo modelo Defensor 3500. O equipamento pode ser equipado com a tecnologia SaveFarm, sistema de aplicação seletiva baseado em inteligência artificial que identifica plantas daninhas em tempo real e realiza a pulverização apenas onde necessário. Segundo a empresa, a solução pode reduzir o consumo de herbicidas em até 90%.

Governo anuncia R$ 14 bi em crédito para máquinas durante abertura da Bahia Farm Show

Outro destaque é a linha de colheitadeiras CR, especialmente os modelos CR8 e CR10. Equipadas com sistemas de automação e inteligência artificial, as máquinas realizam ajustes automáticos durante a colheita para maximizar o desempenho, reduzir perdas e melhorar a qualidade dos grãos. A tecnologia monitora continuamente as condições da operação e adapta parâmetros da máquina em tempo real.

No segmento de tratores, a New Holland apresenta a nova família T5, composta pelos modelos T5.100 e T5.110, além do T6.140 Eletro Command. Produzido no Brasil, o modelo de 141 cv conta com motor eletrônico, transmissão automatizada e cabine desenvolvida para oferecer mais conforto e eficiência ao operador.

A marca também exibe soluções complementares para pulverização, como drones agrícolas, além de equipamentos da linha de construção, incluindo a pá carregadeira W130B e a retroescavadeira B95C.

Segundo Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da New Holland para a América Latina, a estratégia é oferecer tecnologias que contribuam para elevar a produtividade e a sustentabilidade das operações agrícolas, atendendo produtores de diferentes perfis e tamanhos.

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