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Notícias

Senar oferece curso de tratorista a agricultores do Ceará

Por redação 03/04/2023
Escrito por redação

Curso de tratorista é realizado em parceria com o Sindicato Rural de Russas

Senar oferece curso de tratorista a agricultores do Ceará

Operar uma máquina agrícola não é uma tarefa fácil. São diversas funcionalidades e comandos que auxiliam no dia a dia da atividade rural, desde a preparação do solo, plantio, até a colheita. No município de Russas, no Ceará, o sindicato rural da região, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), oferece o curso de tratorista, para operação e manutenção de tratores agrícolas com o objetivo de levar novas tecnologias aos produtores e trabalhadores rurais.

O curso tem 48 horas de duração e é dividido em aulas teóricas e práticas. Os alunos aprendem de tudo um pouco, mas o melhor: saem prontos para realizar as operações de trabalho de forma segura.

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“As máquinas e os equipamentos agrícolas têm facilitado muito a vida do produtor rural. Os tratores estão preparados para o preparo de solo, tratos culturais em diversas áreas, favorecendo muito a mão de obra”, afirmou o instrutor do Senar/CE, Paulo Pinto.

A produtora de frutas no município de Russas, Kelly Moura, já opera máquinas agrícolas há um tempo. Mas com o crescimento da produção, a agricultora viu a necessidade de usar o trator de forma mais efetiva, então buscou a especialização, com o curso de tratorista oferecido pelo Senar.

“O trator nos ajuda muito nessa questão de cortar terra, carregar fruta, por exemplo. Eu quis aprender para ajudar meu esposo porque a gente trabalha com isso e é muito serviço para ele sozinho”, disse a fruticultora.

Senar oferece curso de tratorista a agricultores do Ceará

Produtora Kelly Moura e instrutor Paulo

Narícia é amiga de Kelly e também produz frutas. Apesar de não ter o próprio trator, a produtora decidiu encarar as horas de conhecimento, porque de vez em quando pega uma máquina emprestada com os vizinhos para usar na lavoura. Animada, ela já decidiu que, assim que tiver condições, vai comprar um trator.

“O trator facilita muito a gente trabalhar. Manter a roça com máquinas, não tem coisa melhor”, destacou Narícia Oliveira dos Santos.

O instrutor do Senar/CE Paulo explicou que a segurança do trabalho é um ponto abordado no treinamento, em razão do risco de operar uma máquina rural. “O curso vai além do conhecimento da máquina, a prática de direção e ao uso de um equipamento que está disponível na região”.

Senar oferece curso de tratorista a agricultores do Ceará

O produtor Jailson Pereira da Silva também foi aluno do curso e conseguiu identificar algumas falhas na operação e a necessidade de se manter sempre atualizado. “A gente adquire alguns conhecimentos no convívio, só que no curso a gente vê que é muito leigo, por mais que a gente tenha o costume, trabalhando com ela todo dia”.

O curso do Senar, em parceria com o Sindicato Rural de Russa ajuda os produtores no dia a dia da atividade rural, além de contribuir com a geração de emprego e renda no campo.

“A gente vai trazer mais capacitação e fazer com que o produtor e a produtora rural consigam êxitos nas suas vidas, tanto na área profissional, como na renda familiar”, disse a vice-presidente do Sindicato Rural de Russas, Adriana Holanda.

Para o instrutor Paulo, é gratificante ministrar um curso e o aluno que participou estar empregado em uma empresa, trabalhando como tratorista. “Isso acontece muito aqui e em outras regiões do Ceará”.

03/04/2023 0 Comentários
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Notícias

Fávaro: ida de Lula à China trará mais resultados ao agro

Por redação 03/04/2023
Escrito por redação

Uma das tratativas é para a certificação digital que deve tornar a tramitação das exportações mais rápida e confiável, segundo Fávaro

Fávaro: viagem de Lula à China trará mais resultados ao agroApós retornar da missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China, na ultima sexta-feira (31), o ministro Carlos Fávaro anunciou que a viagem do presidente Lula ao país asiático nos próximos dias trará ainda mais oportunidades ao agronegócio brasileiro com a assinatura de quatro acordos para o setor.

“Tratativas importantes que há muitos anos a gente sonhava devem se concretizar com a presença do presidente Lula na China”, destacou o ministro.

Uma delas é a certificação digital que deve tornar a tramitação mais rápida e confiável, diminuindo a burocracia para os exportadores brasileiros.

De acordo com Fávaro, o acordo trará um ganho importante para o setor, assim como o já assinado nesta semana que permite a operação direta entre real e a moeda chinesa, sem necessidade de dolarização.

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Abertura de mercado para novos produtos do Brasil também é uma das ações iniciadas pela comitiva do Mapa. Para a comercialização da uva fresca, por exemplo, o governo chinês realizará visitas virtuais às propriedades, demonstrando sinal de credibilidade e oferecendo opções mais céleres para as negociações.

Há ainda projeções positivas para ampliação da comercialização de milho, iniciada nos últimos meses, incentivo à exportação de carne suína e outros produtos, como gergelim e noz-pecan.

Retorno de Fávaro e comitiva do Mapa ao Brasil

A comitiva do Mapa encerrou na quarta-feira (29) sua missão oficial na China, com a participação no “Seminário Econômico Brasil-China” que contou com a presença de autoridades governamentais e empresários dos dois países. Na abertura do evento, o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, comemorou os resultados da visita.

A primeira conquista da viagem, que iniciou no dia 22 de março, foi o anúncio do governo chinês de levantar o embargo às importações de carne bovina brasileira, que estavam suspensas desde fevereiro. O embargo foi suspenso pela China após 29 dias de negociação, com o cumprimento de todos os protocolos por parte do Brasil.

“Essa rapidez, não precarizando em hipótese alguma a qualidade e a segurança necessária para a relação comercial, mostra a relação afetuosa e profícua entre os dois países. A última vez que aconteceu um caso desses, foram mais de 100 dias para o embargo ser levantado”, disse o ministro.

Fávaro também comemorou a habilitação de quatro novas plantas frigoríficas brasileiras para exportar para a China, o que não ocorria desde 2019, além da retomada de duas plantas frigoríficas que estavam suspensas. “Temos hoje mais de 50 plantas frigoríficas cadastradas para serem avaliadas pelo governo chines . As oportunidades estão postas na mesa e tenho certeza de que teremos mais produtos comercializados com a China”. Também houve avanços na negociação de outros produtos como algodão, milho, uva fresca, noz pecan, sorgo e gergelim.

Durante a visita na China, a delegação do Mapa recebeu uma carta da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) reconhecendo a qualidade, a segurança e a credibilidade do sistema de defesa brasileiro. “Para nós foi um motivo de grande orgulho e fortalecimento da nossa parceria”, disse Fávaro, ressaltando que a carta será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outra pauta da agenda do Mapa na China foi a sustentabilidade. O ministro lembrou que o Brasil tem grande potencial de crescimento da produção sustentável, mas ainda faltam investimentos nesta área. Segundo ele, o BNDES está formatando uma linha de crédito com taxas de juros equacionadas para aumentar a produção sustentável no Brasil.

Taxa de juros

Ao comemorar o cenário favorável para a ampliação das relações comerciais, Fávaro chamou a atenção dos empresários brasileiros em relação às taxas de juros praticadas no Brasil.

“A taxa de juros no Brasil está proibitiva. Temos inflação e gastos públicos controlados, estamos trabalhando por um novo marco fiscal e uma reforma tributária, portanto os juros básicos da economia a 13,75% são proibitivos para aumentar as nossas oportunidades. É frustrante abrir tantas oportunidades aqui na China e os empresários brasileiros não conseguirem pegar investimentos com juros dessa forma”.

LEIA: Nova edição de Máquinas & Inovações Agrícolas
03/04/2023 0 Comentários
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Notícias

PIB da agropecuária deve crescer 11,6% este ano, diz IPEA

Por redação 31/03/2023
Escrito por redação

No cômputo geral, estimativa do IPEA de crescimento da economia brasileira é de 1,4%

PIB da agropecuária deve crescer 11,6% este ano, diz IPEAO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) manteve em 1,4% a projeção de crescimento do produto interno bruto (PIB) neste ano. Para 2024, a previsão é de alta de 2,0%. Na análise dos componentes do PIB para 2023, há expectativa de crescimento de 0,6% no setor de serviços e 0,4% na indústria. O avanço de 11,6% esperado para o PIB da agropecuária responde por boa parte do desempenho previsto. Os dados estão na Visão Geral da Conjuntura, uma análise detalhada da economia brasileira divulgada nesta sexta-feira (31) pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

A projeção de alta de 1,4% do PIB é a mesma que foi apresentada em dezembro de 2022 pelo Grupo de Conjuntura do Ipea e reflete um cenário em que a economia se recupera progressivamente ao longo do ano. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo (FBCF) devem terminar 2023 de forma moderadamente positiva, com avanços de 1,2% e 1,5%, respectivamente. As expectativas para exportações e importações no PIB de 2023 apontam para crescimento de 2,7% e de 1,3%, nessa ordem.

No primeiro trimestre deste ano, as perspectivas de crescimento de importantes economias no mundo melhoraram, em relação ao que se esperava no fim de 2022. No entanto, a quebra de bancos regionais nos Estados Unidos, seguida de dificuldades em bancos europeus, acendeu um alerta. O problema foi contornado e não impediu os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa de continuarem subindo suas taxas básicas de juros.

Há previsão de avanço de 1,2% no PIB neste primeiro trimestre de 2023, na comparação com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta deve ser de 2,7%. Num cenário ainda caracterizado pelo arrefecimento da atividade econômica, grande parte desse resultado é explicada pelo ótimo desempenho do PIB da agropecuária nos primeiros três meses do ano.

A composição do crescimento de 2,0% do PIB projetado para 2024 será bastante distinta da considerada para 2023, com foco no avanço mais robusto da indústria (+2,2%) e de serviços (+1,9%), e uma expansão mais modesta da agropecuária (+1,0%). Em relação à demanda, os investimentos serão o destaque no ano que vem (previsão de +2,5%) e haverá crescimento mais forte do consumo das famílias (+2,0%).

Para janeiro deste ano, o Ipea projeta continuidade na acomodação da atividade econômica. Desde o último trimestre de 2022, o comportamento dos indicadores setoriais no Brasil indica desaceleração bastante disseminada da atividade econômica, quadro que se manteve nos primeiros meses de 2023, caracterizado pelo aumento dos níveis de incerteza.

O setor de serviços deve sofrer recuo na margem (-0,6%), embora volte a contar em janeiro com a contribuição positiva do segmento “serviços prestados às famílias”, que deverá crescer 1%. Para o comércio, há expectativa de avanço tanto para as vendas no conceito ampliado, quanto no restrito, com altas de 0,5% e 2% na margem, respectivamente. Apesar da piora na condição financeira das famílias, os pesquisadores acreditam que a trajetória ainda positiva dos rendimentos e da massa salarial possa exercer algum efeito benéfico no consumo, particularmente nos bens menos dependentes de crédito.

O cenário considera que, neste ano, haja melhora na ancoragem das expectativas inflacionárias com a introdução do novo arcabouço fiscal e uma resolução do debate que se estabeleceu sobre as metas de inflação. A projeção do Ipea para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é que ele encerre 2023 em 5,6%. Outros fatores que indicam um cenário mais positivo ao longo do ano são a perspectiva de começo da flexibilização da política monetária, os investimentos previamente programados para 2023 e alguma resiliência no mercado de trabalho, em virtude de sua dinâmica com defasagens.

Fonte: Datagro
31/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Máquinas cada vez mais tecnológicas se destacam na Tecnoshow

Por redação 31/03/2023
Escrito por redação

Neste ano, mais de 3 mil implementos e maquinários de diferentes portes e funções estão disponíveis na Tecnoshow Comigo. Em 20 anos, setor passou por importantes mudanças e equipamentos chegam mais modernos ao produtor

Máquinas cada vez mais tecnológicas se destacam na TecnoshowÉ por meio de diferentes equipamentos e tecnologias que o produtor rural consegue plantar e colher grãos com maior produtividade, além de cuidar de animais nas propriedades com mais assertividade e ganhos em produção. Ao longo dos anos, o maquinário utilizado em lavouras e na pecuária passou por uma (r)evolução, incorporando mecanismos e funções que até pouco tempo atrás eram consideradas inacreditáveis para o setor agropecuário. É a inovação tecnológica cada vez mais presente na vida do produtor rural. E a Tecnoshow Comigo tem sido, há mais de duas décadas, uma das principais oportunidades para que esse agricultor ou pecuarista possa conhecer e ter acesso às últimas novidades em máquinas e implementos. Na feira, por exemplo, são mais de 3 mil maquinários de vários portes e funcionalidades espalhados por diferentes expositores e marcas nacionais e até internacionais.

Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan, a indústria de máquinas agrícolas teve e tem muito a contribuir com a difusão de tecnologia que é vista pelo público na Tecnoshow Comigo.

“Nós ficamos orgulhosos de participar e colaborar com esse desenvolvimento. É claro que sempre contamos com a participação dos nossos agricultores, porque no momento que estamos na feira, nós recebemos o agricultor. Ele vem e coloca as suas necessidades. Informa, inclusive, se há defeitos nos produtos e apresenta possibilidades de soluções para os equipamentos. Digo que o produtor é o melhor consultor. Ele apresenta solução e a gente consegue evoluir e apresentar um produto cada vez melhor, que atenda às necessidades do setor”.

Soluções para o segmento agrícola

Desde a primeira edição da Tecnoshow Comigo, a Jacto está presente na feira e busca exatamente atender às demandas do produtor rural em relação aos equipamentos e às tecnologias nas áreas de pulverização, adubação, plantio, colheita de café e cana-de-açúcar.

Neste ano, a marca está realizando o pré-lançamento da Lumina 300, que é tratorizada, autrotransportável e pode ser configurada com 16, 18 ou 22 linhas. O equipamento oferece reservatório central com capacidade de 5.100 litros e sistema de pulverização do sulco com tecnologia Jacto e totalmente integrado.

De acordo com informações da empresa, a máquina possui, ainda, soluções diferenciadas para prover excelência em plantabilidade, fluxo de palha eficiente e economia de insumos com o uso de ferramentas de agricultura de precisão. A característica mais marcante é estar pronta para transporte com 3,2 metros de largura sem nenhum setup.

Máquinas cada vez mais tecnológicas se destacam na TecnoshowJá entre os destaques do estande da DMB na feira, o gerente de marketing da empresa, Auro Pardinho, ressalta a plantadora de cana picada PCP 6000 Automatizada, que recebeu várias atualizações ao longo dos últimos anos, como sulcadores com dispositivos destorroadores, caixas para óxidos, controladores de toletes e de insumos líquidos e sólidos por velocidade variável, câmeras nas esteiras e cobridores, sensoriamento com detecção de falhas e conectividade 4G ou por satélite.

“Essas inovações permitem melhorar ainda mais a qualidade do plantio realizado pela plantadora, que tem como principais vantagens o baixo índice de falhas, redução do consumo de mudas por área plantada e menor influência da ação humana.”

Ele reforça que a Tecnoshow Comigo entrou como um dos principais eventos do calendário da empresa no ano. “Os produtores e usinas de Goiás são conhecidos por acreditar que novas tecnologias são essenciais para aumentar a produção e, ao mesmo tempo, reduzir custos. Pensando nisso, levamos toda nossa linha canavieira para a feira, que inclui equipamentos com alta tecnologia e eficiência, fundamentais para o desenvolvimento de canaviais com alto desempenho.”

Já a Case IH trouxe para o evento deste ano a plantadeira dobrável (Fast Riser 6100), que possui modelos de 3 e 5 seções, com dois reservatórios de sementes com capacidade de até 4.080 quilos. A máquina garantiu à Case IH, por dois anos consecutivos, o prêmio internacional AE50, que elege os 50 produtos mais inovadores nas áreas agrícolas, alimentares e biológicas. É reconhecida por apresentar boa transportabilidade do mercado, adaptabilidade às mais diferentes condições de solo e por proporcionar emergência das plantas realmente uniforme e precisão de ponta a ponta.

A precisão é possível devido ao sistema patenteado de distribuição de peso nas asas. A região central das plantadeiras dobráveis concentra cerca de 70% do peso do equipamento e, com esse sistema hidráulico, é possível até três regulagens diretamente da cabine do trator para que todas as linhas da plantadeira tenham o mesmo peso de contato com o solo, tanto em plantios convencionais quanto em plantios diretos com solos mais duros.

“Com acionamento direto da cabine, em um minuto a plantadeira muda da posição de transporte para a de plantio e vice-versa, permitindo assim mais agilidade para o processo de mudanças de áreas dentro ou fora da fazenda, oferecendo maior disponibilidade de tempo de trabalho”, explica Gilberto Lima, gerente de Marketing de Produto da Case IH.

Pecuária contemplada

Pelo segundo ano consecutivo, a Mangmax marca presença na Tecnoshow Comigo. Em 2022, a empresa participou pela primeira vez da feira e o formato surpreendeu os representantes da marca. “Os resultados obtidos foram superiores ao esperado.

A Tecnoshow permitiu abertura de novos mercados por meio de negócios fechados durante o evento e também nos colocou em evidência no mercado pecuário. Por ser uma feira de abrangência nacional e até mesmo internacional, a marca fica cada mais vez gravada na memória do produtor rural”, explica Pedro Henrique, gerente comercial da Mangmax. Neste ano, a empresa trouxe o módulo de manejo trust com comando hidráulico.

“Esse equipamento não terá alavancas para acionamento das porteiras, pesoceiras e sanduicheira. Todo o processo será feito através de comandos hidráulicos, dando ainda mais segurança ao trabalho e mais agilidade”, garante Pedro Henrique. De acordo com ele, outro exemplo é o Modelo Central Trust, que é um brete de contenção compacto.

“É um brete de contenção para bovinos, porém sem as cabines traseira e dianteira. No módulo central tem a parede móvel central com janelas de vacinação e salva-vidas, pescoceira emborrachada, portão anti-coice de correr, assoalho emborrachado e travamento por pistão hidráulico. Na parede móvel central, possui um sistema para regulagem do tamanho da abertura da parte inferior da sanduicheira”, lista.

31/03/2023 0 Comentários
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Manutenção

Qualidade do combustível é essencial para eficiência das máquinas agrícolas

Por Redação 30/03/2023
Escrito por Redação

Qualidade do combustível é essencial para eficiência das máquinas agrícolas

Pleno desempenho do motor está diretamente relacionado ao correto funcionamento do sistema de alimentação. Para tal, exige-se manutenção adequada e combustível de boa qualidade

Por Joel Sebastião Alves –  Motores de combustão interna necessitam de um produto de qualidade para realizar com eficiência a transformação térmica da energia do combustível em energia mecânica. Essa exigência cresce ainda mais no atual estágio de desenvolvimento tecnológico de controle e monitoramento dos elementos da combustão, em que temos sistemas eletrônicos com alta precisão de dados. Por isso, cabe questionar: o combustível disponível no Brasil possui a qualidade requerida? Resposta categórica: não! O produto oferecido ao usuário brasileiro é de qualidade vergonhosa. Vejamos a situação encontrada na realidade rural e, mais especificamente, a do óleo diesel, de ampla e predominante aplicação no maquinário agrícola.

O que temos na realidade agrária em relação a abastecimento, armazenagem e distribuição de diesel? Como esse combustível afeta o desempenho dos motores diesel?

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O sistema de alimentação de combustível dos motores diesel é composto, basicamente, pelo tanque, bomba de baixa pressão, bomba injetora (alta pressão), bicos injetores, filtros e tubulações. É um conjunto de peças que faz com que o combustível saia do tanque e chegue ao bico injetor no momento correto, para desencadear a combustão, trabalhando com alta precisão mecânica e/ou eletrônica (nos motores atuais).

O pleno desempenho do motor está diretamente relacionado ao correto funcionamento desse sistema. Para tal, exige-se manutenção adequada e combustível de boa qualidade. Mas o que acontece se não for de boa qualidade? A manutenção padece e a preventiva não vai ser suficiente, pois podem ocorrer panes inesperadas e custos adicionais significativos.


MISTURA OBRIGATÓRIA
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resolução que estabelece em 12% o teor de mistura obrigatória do biodiesel no óleo diesel fóssil, a partir do mês de abril de 2023, e o aumento para 15% de forma progressiva até 2026. Hoje, esse percentual é de 10%. A decisão foi tomada em reunião do CNPE com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida vai ao encontro das diretrizes da Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio). Em vigor desde 2017, a política trata da expansão, de forma sustentável, da produção e uso do biodiesel, visando ao desenvolvimento regional, à inclusão social de pequenos produtores e à redução de emissão de gases causadores do efeito estufa. (Agência Brasil)


Os componentes internos de bombas e bicos injetores são peças que trabalham com ajustes em milésimos de milímetros, de alta precisão, e necessitam serem lubrificadas pelo próprio óleo diesel, que, além de combustível, deve ter características de lubrificante. Quando essa exigência não é atendida corretamente os desgastes prematuros são evidentes. O que vem acontecendo na prática no uso de máquinas agrícolas propulsionadas por motor diesel é a necessidade de manutenção corretivas nos elementos de bomba e bicos injetores mais frequentes do que deveria.

Combustível: advento do biodiesel 

Em muitos locais de armazenagem de combustível no meio rural verificamos que, com advento da adição de biodiesel no diesel mineral, ocorre uma sedimentação nos reservatórios. Na parte inferior se encontra uma borra gelatinosa e na superior do reservatório um líquido de coloração mais clara e mais fluida.

Algo diferente do que no momento do recebimento, ou seja, ao longo da armazenagem houve alteração das características do produto. Essa situação é agravada em períodos frios e úmidos, o que tem levado produtores a adicionar certos aditivos, visando amenizar em parte a degradação observada.

O problema é que não se sabe se tais produtos afetam os componentes. Os fabricantes de sistemas de injeção, certamente, não recomendam a adoção de tais aditivos, dado que orientam, apenas, o uso de diesel de boa qualidade. As informações possíveis que se tem sobre esses aditivos é que na formulação possuem algum biocida combinado com dispersante de umidade.

Estamos diante de uma situação bastante embaraçosa, pois não há alternativas, visto que o fabricante é único e as distribuidoras não têm muito que fazer para melhorar o produto. Em alguns casos, contribuem para piorar a situação a falta de estrutura e de um sistema de logística confiável e seguro. E o entregador final (TRR – transportador revendedor retalhista) também interage em toda essa sequência de atropelos e devaneios desde a origem até o consumidor final.

Haja paciência e serenidade do produtor rural diante de tanto desmandos e falta qualificação no fornecimento de óleo diesel. Talvez fosse até mais vantajoso produzir álcool ou gás metano na propriedade e utilizar motorização ciclo Otto, para reduzir problemas e custos. No oeste do Paraná há um projeto-piloto em teste com tratores agrícolas de propulsão a metano. Esperamos que apresente resultados positivos e que eles sejam disponibilizados aos demais produtores. 

Combustível e questões ambientais

Outro aspecto importante a destacar nesse emaranhado todo é a questão da combustão e dos resíduos que dela surgem. Evidentemente, quando o combustível não possui as qualidades indicadas, a combustão não será correta e todo controle para melhorar o processo fica prejudicado, aumentando os resíduos e afetando o meio ambiente.

Além da perda de potência do motor, temos aumento da carbonização nos pistões e anéis, e também nas válvulas do motor e suas sedes. Isso, além de diminuir a vida útil, pode levar à ruptura e até a danos irreparáveis, com substituição de peças e serviços de retífica prematuramente, o que significa gastos bastante elevados. O fato é que combustível inadequado carboniza rapidamente, ainda mais em motores com monitoramento eletrônico.

O controle de poluição ambiental apresenta normas cada vez mais rígidas, mas o diesel oferecido não consegue atingir o desempenho esperado, o que tem levado fabricantes de motores a recorrerem a dispositivos auxiliares de controle. Dois recursos são os mais adotados atualmente: a adição de um produto junto aos gases de escapamento (identificado com “arla 32”) ou, dependendo do fabricante, a combinação deste com uma válvula entre os gases de escapamento e o ar de admissão (identificada como EGR – Exhaust Gas Recirculation). Quaisquer dos dois dispositivos são compostos por peças sujeitas a desgastes e, portanto, dependentes de manutenção, compondo mais itens e mais opções de falhas e panes.

A válvula EGR é muito suscetível a panes, pois trabalha em contato direto com os gases carregados de resíduos decorrentes do combustível, o que acarreta travamentos, fazendo com que os gases recirculem de forma permanente para o coletor de admissão, aumentando o consumo e levando à perda de potência e carbonização de peças. Na verdade, essa válvula é o “ressuscitar” de uma distante aplicação em motores aeronáuticos. O “arla 32” requer um sistema auxiliar de peças e sensores eletrônicos e monitoramento por diagnósticos, acarretando mais custos à rotina de manutenção. E pensar que tudo isso poderia ser evitado se o combustível fosse de boa qualidade!

Fim de uma Era

Estamos diante dos últimos suspiros de uma Era que deveria fazer parte do passado da humanidade: os motores de combustão. Novas tecnologias, há muito, deveriam estar presentes em nossa realidade, o que não acontece pela cobiça descabida do segmento petrolífero em buscar manter, até as últimas gotas, o “ouro preto”, mesmo a um custo econômico e ambiental elevado. Motores elétricos, hidráulicos, pneumáticos e tantas outras formas de energia já deveriam estar incorporadas à nossa realidade há algumas décadas.

Claro que os motores de combustão interna, e, principalmente, os motores diesel, também participam desse universo energético, mas não com exclusividade, e dentro da sua especificação energética, qual seja, onde não é possível outra alternativa.  Em resumo: cada forma de energia na sua e todas convivendo em harmonia.

Talvez um dia chegaremos a esse nível, quando então poderemos apontar uma solução para os problemas que atualmente afligem toda a ciranda do refino e distribuição do óleo diesel. No atual cenário, não é possível visualizar melhoria, agravada ainda mais por toda a triste realidade conjuntural brasileira. Como diria o historiador Capistrano de Abreu: “austera e vil tristeza.”

Realidade do campo

O que encontramos no dia a dia das pessoas que trabalham com máquinas e motores agrícolas? Respondo com fatos observados no momento em que elaborei o presente texto, na propriedade onde ministrei treinamento (2019) para as equipes de operação e manutenção. O proprietário construiu instalações novas para armazenagem e abastecimento de óleo diesel e, mesmo assim, continuou tendo problemas com resíduos e sedimentações no produto. Ele acrescentava aditivos químicos de alto custo e, ainda, continuava tendo problemas. Em períodos de frio e umidade há uma constante insatisfação dos usuários em relação ao produto. Destaco: tenho observado um contínuo descontentamento no setor agrário. É um reclame geral quanto à qualidade do diesel. Faz-se urgente solução!

Enquanto isso… vai-se encurtando as horas da manutenção preventiva e aprendendo a conviver com a corretiva dos elementos de bomba e bico, antes que os danos atinjam outros componentes básicos dos motores – estes, sim, com custos mais elevados.

A indignação expressa de um funcionário sintetiza muito bem: “isto é uma barbaridade, estamos num mato fechado e sem cachorro”. Paga-se um preço elevado pelo produto, não se tem qualidade e ainda se faz necessário recorrer a aditivos e, mesmo assim, os problemas continuam. Outro dia, em tom de brincadeira um aluno do curso de manutenção preventiva sentenciou: “mas as oficinas e as autopeças também precisam sobreviver.”  

Perspectivas

Qualidade do combustível é essencial para eficiência das máquinas agrícolas

Biodiesel, biocidas, dispersantes, óleo diesel (com enxofre ou sem enxofre?), diesel metropolitano, diesel aditivado, diesel inverno, são muitas as opções, mas nenhuma solução. A questão do enxofre do diesel é outra polêmica histórica, na qual entram a preservação do meio ambiente e também as estruturas metálicas da construção civil, pois os resíduos em contato com a umidade do ar transformam-se em solução ácida, o que afeta a atmosfera e os metais. A quantidade de enxofre no diesel deve estar controlada no diesel S10 em 10 ppm (partículas por milhão), porém a adição do biodiesel agravou o surgimento de microrganismo sedimentados no fundo dos reservatórios.

De fato, é uma espiral de problemas que gera um efeito em cascata altamente prejudicial a todos, pois soluções definitivas ainda estão longe. Esperamos que novas alternativas logo se façam presentes e o mundo das tecnologias simples assumam posições definitivas em motores e máquinas.

*Joel Sebastião Alves é Instrutor de Operação e Manutenção de Máquinas e Implementos Agrícolas e Rodoviários

 

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30/03/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Case IH apresenta portfólio de soluções de plantio na Tecnoshow

Por redação 30/03/2023
Escrito por redação

Entre as máquinas expostas pela Case IH estão as plantadeiras Fast Riser 6100 e Easy Riser 3200, além da linha completa de tratores

Case IH apresenta portfólio de soluções de plantio na Tecnoshow ComigoÉ no momento do plantio que o produtor agrícola deve tomar as decisões mais estratégicas para garantir eficiência e produtividade na colheita. Sabendo dessa importância e trabalhando sempre para trazer soluções e tecnologias para os produtores, a Case IH, marca da CNH Industrial, expõe em seu estande na Tecnoshow Comigo, o portfólio de soluções para essa etapa do cultivo.

“É grave” situação orçamentária do Plano Safra 2023/24, diz economista

As plantadeiras da Case IH contam com o Agronomic Design, um conceito na construção da máquina que foi pensado para obter os melhores resultados agronômicos do mercado, levando em consideração rendimento operacional, maior facilidade de transporte e uniformidade no estabelecimento das plantas. A marca oferece dois modelos de plantadeiras a Fast Riser 6100 (com opções de 27 a 61 linhas) e a Easy Riser 3200 (de 11 a 36 linhas).

Fast Riser 6100

Essa plantadeira dobrável possui modelos de 3 e 5 seções, conta com dois reservatórios de sementes com capacidade de até 4.080kg, além de poucos pontos de engraxamento que trazem agilidade e maior servicibilidade ao agricultor, tendo como destaque a versão de 3 seções que não tem nenhum ponto. A máquina garantiu à Case IH, por dois anos consecutivos, o prêmio internacional AE50, que elege os 50 produtos mais inovadores nas áreas agrícolas, alimentares e biológicas. A Fast Riser apresenta a melhor transportabilidade do mercado, adaptabilidade às mais diversas condições de solo e proporciona emergência das plantas realmente uniforme e precisão de ponta a ponta.

Essa precisão é possível devido ao sistema patenteado de distribuição de peso nas asas. A região central das plantadeiras dobráveis concentra cerca de 70% do peso do equipamento e, com esse sistema hidráulico, é possível até três regulagens diretamente da cabine do trator para que todas as linhas da plantadeira tenham o mesmo peso de contato com o solo, tanto em plantios convencionais quanto em plantios diretos com solos mais duros.

A facilidade operacional também é outro ponto positivo, o deslocamento é ágil e simples. “Com acionamento direto da cabine, em um minuto a plantadeira muda da posição de transporte para a de plantio e vice-versa, permitindo assim mais agilidade para o processo de mudanças de áreas dentro ou fora da fazenda, oferecendo maior disponibilidade de tempo de trabalho”, explica Gilberto Lima, gerente de Marketing de Produto da Case IH.

Easy Riser 3200

Já a Easy Riser 3200 possui reservatório de semente de 1.090kg por caixa, além de ter como destaque o reservatório de fertilizante, que possui capacidade de 250kg/linha. Está disponível com 11, 13, 15, 17 e 19 linhas de 45 cm em chassi único, além de 22, 24, 26, 28, 30, 32, 34 e 36 linhas de 45 cm em chassis acoplados em tandem. Para espaçamentos de 50 cm, estão disponíveis de 11 a 17 linhas em chassi único e 22, 24, 26, 28, 30 e 32 linhas em chassis acoplados em tandem.

Possui apenas seis pontos de lubrificação por chassi, reduzindo o tempo parado para engraxamento e garantindo maior disponibilidade da máquina. Além disso, a Easy Riser 3200 possui dosadores Precision Planting, oferecendo uma distribuição mais precisa das sementes e a melhor singulação do mercado.

Tratores

Na Tecnoshow, a Case IH apresenta desde modelos menores que atendem às demandas do pequeno produtor como a linha Farmall (modelos de 80, 90 e 100 cv), evoluindo para a linha Puma, até os mais robustos como o Magnum AFS Connect (de 260 e 400 cv) e a linha de tratores articulados Steiger AFS Connect (de 420 a 620 cv), máquinas que combinam tecnologia, resistência e desempenho para alta performance no campo.

O destaque fica por conta do encontro entre a tradição e a inovação do Farmall. Em comemoração aos 100 anos de produção mundial da linha, a Case IH traz à feira um modelo antigo do trator. Ao seu lado, a marca apresenta o novo Farmall, que agora é conectado e pode enviar dados em tempo real para o AFS Connect. Essa linha foi projetada para os mais diversos trabalhos, tanto na produção agrícola, como na pecuária. E a novidade faz parte da estratégia da marca de ter toda a sua linha de máquinas conectadas de fábrica até o final de 2023, oferecendo tecnologia de ponta para todos os perfis de produtores rurais.

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Notícias

Energia solar: governo zera os impostos para painéis solares

Por redação 30/03/2023
Escrito por redação

Programa oferece R$ 600 milhões em incentivos para energia solar em 2023

Energia solar: governo anuncia isenção de impostos para painéis solaresApós bater recorde de geração em 2022, a energia solar ganhou um incentivo para atrair mais consumidores em 2023. Decreto publicado nesta quarta-feira (29) no Diário Oficial da União incluiu as placas fotovoltaicas no programa de isenção fiscal para semicondutores, segundo informa a “Agência Brasil”.

“É grave” situação orçamentária do Plano Safra 2023/24, diz economista

Criado em 2007, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) zera quatro tributos – Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Cofins) – sobre a produção de chips e de semicondutores. Neste ano, o governo abrirá mão de arrecadar R$ 600 milhões.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Padis tem se mostrado fundamental para a fabricação de diversos dispositivos eletrônicos, como smartphones, computadores, televisores e sistemas de automação industrial. A pasta ressalta que os semicondutores e os componentes microeletrônicos são necessários para garantir a viabilidade da Indústria 4.0 (indústria adaptada à revolução tecnológica).

Estatísticas

A indústria de semicondutores no Brasil tem faturado mais de R$ 3 bilhões por ano, correspondendo a apenas 0,2% da oferta mundial desses componentes. Em 2019, último ano com dados fechados disponíveis, o investimento em pesquisa e desenvolvimento no setor atingiu R$ 90,2 milhões, e os produtos fabricados pelo Padis geraram o recolhimento de R$ 59,2 milhões em tributos federais.

Segundo o MDIC, a ampliação do programa para a indústria de painéis solares impulsionará a produção de semicondutores e a geração de empregos de qualidade em diferentes estados. Para a pasta, o aumento da indústria de semicondutores poderá estimular a inovação em outras áreas, como inteligência artificial e computação em nuvem. Em relação à energia solar, o ministério destaca que o Padis elevará os investimentos em infraestrutura verde e em novas usinas de energia limpa em várias regiões do país.

Fonte: Agência Brasil
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Notícias

Membros da Coalizão Brasil avaliam 100 dias de governo Lula

Por redação 29/03/2023
Escrito por redação

Membros da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura avaliam que gestão acertou ao investir na agenda climática e em reestruturação de órgãos e projetos, mas reivindicam maior articulação entre ministérios e agilidade na nomeação de cargos

Representantes do agro e ambientalistas avaliam 100 dias de Governo LulaO novo governo federal, que tomou posse em 1º de janeiro, completa os 100 primeiros dias de mandato no dia 10 de abril. Representantes do agronegócio e da sociedade civil organizada reunidos na Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura avaliam esses 100 dias de governo Lula, que a nova administração enviou sinalizações positivas no setor agroambiental, como a retomada da agenda climática, a reestruturação ou criação de órgãos essenciais para o combate ao desmatamento e a abertura de diálogo com a sociedade civil.

Há, no entanto, ajustes a serem feitos na governança, devido à multiplicidade de órgãos e ministérios envolvidos em alguns temas, como desmatamento, clima e bioeconomia. Para os especialistas da Coalizão, a melhoria na articulação entre esses atores, assim como uma maior velocidade para ocupar postos ainda vagos na administração, é fundamental para que o governo possa implementar medidas urgentes que fomentarão o desenvolvimento sustentável do país.

Representantes do agro e ambientalistas avaliam 100 dias de governo LulaConfira, a seguir, a avaliação dos integrantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura sobre os 100 dias do governo Lula:

“Nesses 100 dias do governo Lula, observamos no governo muita vontade de promover mudanças sistemáticas nos modelos de governança pública nas áreas de interesse da Coalizão. Se a velocidade não foi a desejada, o rumo parece correto. Esperamos que, passado o período de nomeações e efetivação dos novos ocupantes dos diversos ministérios, possamos ver processos mais céleres e à luz de uma economia verde, calcada em modelos contemporâneos. Não podemos voltar ao passado.”

Marcello Brito, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e coordenador da Academia Global do Agronegócio da Fundação Dom Cabral

“Os temas clima e Amazônia estão em um patamar político nunca observado. São mais de dez ministérios ou instâncias administrativas com secretarias ou departamentos dedicados ao assunto. A interlocução com a sociedade está aberta e fluindo. Mas a avalanche de nomeações e declarações sobre esses temas gera uma certa apreensão sobre como serão orquestrados os diferentes interesses políticos de áreas naturalmente não convergentes, como meio ambiente, agro, mineração, indígena e relações internacionais.”

Roberto Waack, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e do Conselho da Marfrig

“O governo criou várias portas de ação para políticas públicas que exigem rápida articulação e implementação. A transversalidade é muito bem-vinda, mas exige foco e gestão. Combater a ilegalidade, promover a bioeconomia para gerar emprego, renda e alimentos saudáveis é uma prioridade para o país, e não apenas do novo governo federal. Apresentamos várias sugestões práticas de ações, desde as de comando e controle contra o desmatamento, a implementação do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e critérios socioambientais para o crédito rural. O Brasil não tem tempo a perder.”

Marcelo Furtado, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e diretor da Nature Finance

“A criação de uma secretaria especial de combate ao desmatamento, a retomada do PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal), as primeiras grandes ações de comando e controle e a repressão contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami evidenciam uma vontade do governo de não permitir atividades como desmatamento e garimpo ilegais. Porém, essas ações precisam de estrutura para que persistam no médio e longo prazo. Outro ponto muito importante são os instrumentos relacionados ao Código Florestal. O CAR (Cadastro Ambiental Rural) é fundamental, mas não vimos ações, que precisam ser imediatas, para que o cadastro avance no nível federal e nos estados.”

Cristina Leme, colíder da Força-Tarefa Fundiária da Coalizão e gerente de pesquisa em Direito e Governança do Clima do CPI/PUC-Rio

“A esperança reside no Plano de Controle do Desmatamento, que é a base para recuperarmos credibilidade e, consequentemente, segurança jurídica, que atrai investidores. Os fortes sinais da expulsão de criminosos das terras Yanomami foram um bom início.”

Rachel Biderman, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e vice-presidente sênior para as Américas da Conservação Internacional (CI)

“Nesses 100 dias do governo Lula, o governo mostrou sua intenção de avançar na agenda ambiental e social e está se esforçando para colocar no lugar as estruturas necessárias para fazer frente aos enormes desafios nesses temas. Isso mostra a relevância que tem sido dada a assuntos como a crise climática, o que é essencial, inclusive, para retomarmos nossa credibilidade no cenário internacional.”

Rodrigo Castro, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e gerente nacional da Fundação Solidaridad
Fonte: Datagro
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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
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Crédito rural: CNA pede suplementação de R$ 1,5 bilhões

Por redação 29/03/2023
Escrito por redação

Entidade enviou ofício ao Ministério da Fazenda solicitando os recursos para o crédito rural

CNA pede suplementação de R$ 1,5 bilhões para o crédito rural

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou um ofício ao Ministério da Fazenda solicitando a suplementação orçamentária de R$ 1,5 bilhão para equalização das taxas de juros dos programas oficiais de crédito rural.

No documento, assinado pelo presidente da CNA, João Martins, a entidade justificou que parte do orçamento de 2023, destinado a essa equalização, já está comprometida e diversas linhas de crédito, como os investimentos por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão suspensas.

“É grave” situação orçamentária do Plano Safra 2023/24, diz economista

De acordo com a Confederação, a elevação da taxa de juros e o orçamento insuficiente fez com que os recursos para a equalização das taxas no crédito rural acabassem antes do previsto. Além disso, a elevação dos custos de produção impactou no aumento do ticket médio das operações.

“Dessa forma, o produtor rural precisou de mais recursos para financiar sua produção e lançar mão de inovações tecnológicas necessárias ao desenvolvimento da agropecuária brasileira”, diz o ofício.

A entidade explicou que, com as interrupções das linhas de investimento, logo no início da safra 2022/2023, muitas operações ficaram paradas nas esteiras de crédito das instituições financeiras, atrasando os investimentos em itens que são gargalos do setor, como armazenagem, irrigação e práticas de agricultura de baixo carbono.

Os preços de alguns fertilizantes como a ureia e o cloreto de potássio aumentaram 30%, em média, de março de 2022 a fevereiro de 2023, ao passo que os preços da soja, milho e boi gordo caíram em torno de 20% no mesmo período.

Ainda no ofício, a CNA reconhece e entende as dificuldades enfrentadas com o orçamento. Entretanto, avalia que a aprovação e a liberação do volume de recursos solicitado é imprescindível e urgente para garantir a continuidade dos investimentos do setor.

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AgrishowEntrevistaNotíciasRevista

Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023

Por redação 28/03/2023
Escrito por redação

Principais lideranças do agronegócio brasileiro falam sobre o que esperar da Agrishow 2023

Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023por Adriana Gavaça – Uma das maiores feiras agrícolas no mundo, a Agrishow  2023 – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação chega à sua 28ª edição. O evento, que ocorre em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, entre os dias 1 e 5 de maio, deve reunir grande parte da cadeia produtiva do agro nacional. Durante os cinco dias de duração, os mais de 200 mil visitantes esperados poderão conhecer os principais lançamentos de mais de 800 marcas brasileiras e internacionais. 

Este ano, a feira contará mais uma vez com espaços reservados para a promoção de eventos, como o Agrishow Pra Elas, dedicado às mulheres do agro com atividades de conteúdo e relacionamento, e o Agrishow Labs, com a participação de startups que incrementam produtividade e qualidade às lavouras brasileiras, e a Arena de Drones. O tema sustentabilidade também estará em foco durante a feira, por meio de iniciativas sustentáveis nas áreas de resíduos e de energia. Um exemplo é a coleta o e descarte adequados de diferentes tipos de resíduos, a reciclagem de materiais, o uso de fontes renováveis e a economia de energia.

Para entender como o evento deste ano é aguardado e o que ele representará para o setor,  Máquinas & Inovações Agrícolas ouviu as principais lideranças do agronegócio brasileiro, que estão à frente da promoção da Agrishow 2023, a respeito das expectativas para o evento, além de discutir os desafios para mercado agrícola e sobre os avanços em tecnologia que devem estar na pauta para o campo neste ano. Confira:

Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023Francisco Matturro, presidente da Agrishow

A Agrishow 2023 deverá ser um sucesso novamente. Todas as áreas já estão comercializadas, com tudo ocorrendo conforme o previsto. Temos um problema, que é o de não dispormos mais de recursos nas linhas oficiais. As linhas dos bancos privados continuam ativas, mas, neste momento, os juros estão um pouco elevados. Esperamos que, em pouco tempo, isso se corrija. Há também o que chamamos de pequeno ajuste, que o governo está fazendo. Temos convicção de que o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o secretário da Política Agrícola, Neri Geller, olharão para o setor da forma que ele precisa ser olhado. Respondemos hoje [o setor agrícola] por 27% do PIB do Brasil. No ano passado, exportamos US$ 159 bilhões, um número altamente representativo. São divisas que entram para o governo e, em contrapartida, nós só importamos US$ 17 bilhões. Logo, temos um superávit de US$ 142 bilhões, o que não é pouca coisa. Ao contrário: é muita coisa! 

Há uma expectativa positiva e certamente até lá [na Agrishow 2023] teremos alguns ajustes na economia e nas linhas destinadas ao agro. Nosso grande pleito, porém, é que o governo antecipe o anúncio do Plano Safra, para antes da Agrishow. Porque o Plano Safra, como se sabe, começa dia 1º de julho e vai até 30 de junho do ano subsequente. Essa antecipação dará ao produtor, dará ao fabricante, a previsibilidade. E previsibilidade é tudo o que o setor precisa, não só ele, mas todos os setores da economia precisam de previsibilidade e é isso que estamos buscando. Por isso, pedimos para o governo antecipar o anúncio do Plano Safra para antes da Agrishow, para que a gente chegue com horizonte definido até lá.

As expectativas para o setor, de forma geral, são positivas, mas são necessários alguns ajustes, como apontei. O cenário que o setor trabalha hoje é de uma certa apreensão, uma vez que os recursos disponibilizados para as linhas de crédito do Plano Safra já foram utilizados no ano passado. Não é que ele não durou um ano. Ele não durou nem três meses. Há um descompasso entre o aumento da produção no Brasil e o recursos disponibilizados para o financiamento. A agricultura continua crescendo, a produtividade também, a tecnologia demanda mais investimentos e não há uma correlação entre o volume que se cresce de produção e de produtividade em relação aos financiamentos. É muito baixo, perto do que precisamos.

A Agrishow é uma feira de tecnologia. Lá não se comercializa produtos usados, é uma feira para mostrar tecnologia, para ouvir os produtores e seus apontamentos, que são riquíssimos. É um lugar de troca de informação entre produtores, engenheiros, desenvolvedores de soluções e de produtos. Um exemplo desse avanço de tecnologia no campo é a pulverização, que hoje é localizada. Há pouco tempo, quando se detectava uma incidência de pragas em uma lavoura, o que se fazia? Uma pulverização em área total, o que gerava um custo elevadíssimo, além de um prejuízo ao meio ambiente. Hoje é utilizada a pulverização localizada, por geo-direcionamento, vamos pelas coordenadas que o satélite nos indica e pulverizamos aquela região. Isso é alta tecnologia. Temos essa evolução em sementes, fertilizantes, defensivos e, mais ainda, em máquinas agrícolas. 

Principais lideranças do agronegócio brasileiro falam sobre o que esperar da Agrishow 2023Pedro Estevão, presidente da Câmara de Máquinas Agrícolas da Abimaq

A expectativa para a Agrishow 2023 é muito boa. O Brasil está se tornando, ou melhor, se tornou um grande fornecedor mundial de alimentos. Tanto a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), que é o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para alimentação, quanto o USDA, da Secretaria de Agricultura dos EUA, falam que o Brasil teria que aumentar as exportações em 10 anos em 40%, incluindo a exportação de grãos, frutas, carnes, lácteos, celulose, açúcar e café etc. Ou seja: nós temos um grande mercado para suprir. Isso faz com que todo ano nós tenhamos aumento de área produtiva. E, em 2023, não será diferente. Os agricultores estão bastante capitalizados, estão vindo de três anos de uma capitalização muito boa. Eles estão tendo uma rentabilidade, uma lucratividade muito boa. Então eles vão estar muito capitalizados e, assim, temos uma expectativa de que a Agrishow será excelente.

Quanto ao mercado agrícola, com esse pano de fundo, de que estamos vivendo nos últimos anos um círculo virtuoso, isso deve fazer com o que o ano seja novamente muito bom. Nós não enxergamos nenhum problema nos fundamentos econômicos do agricultor. Por essas razões que já apontei: eles estão capitalizados, estão sendo bem remunerados e a demanda mundial está em alta, o que significa que se tem troca de máquinas, reposição de máquinas, e a compra de novas tecnologias mais acelerada, em função da troca de tecnologia e aumento de área. Então, eu diria que especialmente o segundo semestre deve ser muito bom. 

O primeiro semestre, por outro lado, não deve ter o mesmo desempenho, porque os recursos do Plano Safra acabaram em outubro. Estamos sem recursos. Soma-se a isso o fato de os juros em linhas de financiamento privado estarem entorno de 16% ao ano, o que é muito caro. E, teoricamente, nós só teríamos um novo Plano Safra em julho. Isso faz com que tenhamos um vácuo de políticas públicas, nessa troca de governo, que pode atrapalhar o primeiro semestre de 2023. Mas veja bem: nenhum fundamento econômico está ruim. O que nós temos é: o agricultor está esperando por uma nova política pública. Imagina se ele comprar uma máquina pagando 16% ao ano, durante sete anos, depois vem uma política pública de juros em 12,5% ao ano? Ele vai ficar frustrado. Então essa é uma questão neste primeiro semestre. Estamos conversando com o governo para resolver isso.

Quanto à tecnologia, a gente diz que a tecnologia agora é o infinito. É uma palavra forte, mas é isso mesmo. Ou seja: a capacidade que nós temos de colocar inovação no campo, com a agricultura digital, é muito grande. Tanto nas máquinas, com a colocação de sensores, de Internet das Coisas ou fazer uma inteligência artificial na máquina é muito grande. E isso dá uma possibilidade enorme de ter novas soluções para o mercado agrícola. Então, acho que para a Agrishow 2023 devemos ter um novo show de tecnologias, porque realmente tem muita gente trabalhando nisso e eu diria que a feira é a grande vitrine neste sentido. Estamos esperando um ano com grandes novidades. E tem um detalhe: a novidade que a gente vê, quando a gente fala em tecnologia da agricultura 4.0, é que ela aparece muito de repente, você trabalha com software e software não demanda muito tempo para ser produzido. Você coloca uma inteligência artificial e se consegue ter um produto novo. Isso possibilita ter muita novidade todo ano. E, por isso, acreditamos que em 2023 teremos muitas novidades também!

curso de tratorista - Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023Luiz Carlos (Caio) Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG)

Nas últimas décadas, o agro brasileiro obteve um crescimento fantástico em produtividade, superando desafios impostos pelos cenários internos e externos. Essas conquistas vieram a partir do uso constante de novas tecnologias, do emprego da mais moderna ciência tropical e de técnicas sustentáveis e inovadoras, da integração e do diálogo entre as cadeias de produção e do público com o privado, e do empreendedorismo e criatividade. Nesse sentido, a Agrishow tem um papel preponderante para o nosso setor ao apresentar as novidades em equipamentos, máquinas e implementos agrícolas, e as mais modernas tecnologias, para a manutenção da competitividade do agro, aprimoramento constante nas etapas de preparação da terra, plantio e colheita e no aumento da produtividade, sempre aliado à agenda de preservação ambiental. Aliás, devo salientar, a Agrishow é a “cara” da ABAG.

Assim, a expectativa para esta edição da Agrishow segue a lógica das expectativas do agro brasileiro. Em 2023, bateremos o recorde de oferta de grãos, mesmo com os problemas climáticos no Sul do País; melhoraremos a produção de açúcar e etanol; continuaremos a avançar na integração de lavouras e, com isso, cada vez mais melhorando, ou seja, reduzindo a nossa pegada de carbono. É o Agro dos 3C’s (Comida, Combustível renovável e emissões de Carbono equilibradas), além de fibras e borracha, etc. 

A Agrishow 2023 baterá recorde e encantará aos privilegiados que lá estiverem por ver a evolução tecnológica, o mundo digital do agro, sua competitividade e, porquê, é a esperança do mundo que terá população e renda per capita crescentes. O mundo mecanizado do agro, com investimentos em plataformas digitais, oferecerá dados fundamentais para operações seguras, limpas e de boa performance. Caberá trabalharmos em conectividade, na abertura dos mercados e nas narrativas que mostrem a realidade do agro brasileiro, sob chuva ou sol.

curso de tratorista - Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023Tirso Meirelles, vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (FAESP/SENAR-SP) 

A Agrishow 2023 será realmente um espetáculo. São cada vez mais expositores. Acredito que bateremos o recorde nesse processo tão importante, em que se lança também o Plano Safra. Em 2022 foi um grande sucesso e reserva surpresas para essa edição. 

O presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles, foi presidente da Agrishow na edição de 2015. Foi durante a sua gestão que a feira passou a ser também para os pequenos produtores. Ele conseguiu reverter o processo que era só para grandes empresários que adquiriam maquinários. Foram mais de 16 mil trabalhadores e jovens que puderam conhecer uma feira 100% técnica e voltada para a produção agrícola e de máquinas. Isso ajuda a contribuir com a competitividade do nosso plantio, colheita e distribuição dos produtos. 

A Agrishow tem um público que se estende desde a agricultura familiar até o grande produtor e se mostra de suma importância para o desenvolvimento das cadeias produtivas e do desenvolvimento vocacional de cada região. A missão de levar a informação digital, a conectividade, as startups e novos desenvolvimentos para os pequenos e médios produtores, além de concentrar instituições bancárias que oferecem facilidades como juros pré-determinados, garante que seja possível adquirir plataformas para o fortalecimento da competitividade do agro e do emprego e renda. 

Este ano a FAESP contará com um estande em conjunto com a Confederação Nacional da Agricultura e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Vamos levar a Universidade CNA, o Instituto, aulas EAD, grandes novidades como o Centro da Cana que será construído em Ribeirão Preto, assim como uma escola de alta performance de Big Data e transformação digital. É uma ótima oportunidade de trocar conhecimento, encontrar lideranças e produtores e conversar sobre esse processo tão importante de construir e agregar valor em toda a cadeia produtiva.

curso de tratorista - Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB)

Esta edição vai superar os números de faturamento e público, pela importância e referência que a feira é, como difusora de novas tecnologias. 

Uma tecnologia que está no dia a dia do produtor rural. Foi por meio dela que alcançamos os índices recordes de produtividade, que nos possibilitam ser hoje um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do mundo e produzir até três safras. E será pela tecnologia  que vamos superar os desafios da sustentabilidade e da agricultura de baixo carbono. Porém, mais importante que a criação de novas tecnologias, é a inclusão tecnológica. 

São necessárias políticas públicas e linhas de crédito facilitadas para que essas inovações cheguem na ponta e sejam acessíveis para os pequenos e médios produtores, para que possam investir, implementar práticas sustentáveis sem perder a competitividade e a renda.

curso de tratorista - Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023curso de tratorista - Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023curso de tratorista - Lideranças comentam expectativas para a Agrishow 2023

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