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Notícias

Setor produtivo questiona bloqueio de crédito rural do BNDES

Por redação 24/03/2023
Escrito por redação

Audiência foi convocada após o banco utilizar uma ferramenta de mapeamento via satélite de uma rede colaborativa formada, entre outros, por ONGs, para negar 58 pedidos de empréstimos por suspeita de desmatamento

CNA questiona bloqueio de crédito rural do BNDESEm uma audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, na quinta (23), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) questionou o bloqueio do crédito rural para produtores realizado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A audiência foi convocada após o banco utilizar uma ferramenta de mapeamento via satélite de uma rede colaborativa formada, entre outros, por ONGs, para negar 58 pedidos de empréstimos por suspeita de desmatamento.

“Primeiro, não concordamos com a forma como isso foi divulgado. Ficou parecendo que 100% do que foi pedido ao banco foi negado. É necessário dar o direito de resposta a esses produtores. Criticamos também a forma pela qual um setor está sendo tratado,” disse o consultor de Meio Ambiente da entidade, Rodrigo Justus, durante a audiência.

Justus afirmou também que não está clara a metodologia utilizada pelo banco e pela rede colaborativa para definir se uma área precisa de licença para supressão de vegetação já que o país tem legislação própria, o Código Florestal.

CNA questiona bloqueio de crédito rural do BNDES

“Temos o Manual de Crédito Rural com regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional que o BNDES precisa seguir. Outro tipo de regra tem que ser submetida e transformada em uma norma antes de ser aplicada aos casos concretos”, afirmou.

Rodrigo Justus abordou ainda a importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como ferramenta que autoriza a abertura de áreas dentro da propriedade rural e reforçou a necessidade de se acelerar a análise dos cadastros feita pelos estados.

“É o CAR que diz se tem área sobrando passível de abertura ou não dentro da propriedade rural, mas hoje apenas 1% dos cadastros foi analisado. Por isso é importante um mutirão nos estados para análise desses cadastros.”

Senadores presentes na audiência também cobraram transparência no banco na liberação de crédito e afirmaram que a forma como a medida foi divulgada prejudica a imagem do setor.

Assista a audiência pública na íntegra clicando aqui.

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Notícias

Aviação agrícola cresce e se torna aliada dos agricultores

Por redação 24/03/2023
Escrito por redação

De acordo com especialista, enquanto um trator pulveriza cerca de 100 a 200 hectares por dia, com a aviação agrícola é possível atingir cerca de 1,2 mil hectares

Aviação agrícola cresce no Brasil e se torna aliada dos agricultoresO ano agrícola 2022/2023 começa trazendo a expectativa de uma boa safra para o agronegócio brasileiro e, consequentemente, para a aviação agrícola, que tem se tornado cada vez mais valorizada no agronegócio. Iniciado no país em 1947, o setor da aviação agrícola é um dos principais fomentadores para o desenvolvimento tecnológico, principalmente no combate e defesa de pragas, no manejo das lavouras, e na otimização de tempo.

Embora não seja uma novidade tão recente nos campos do País, a aviação agrícola é, cada vez mais, uma prática recorrente e rentável para o agronegócio nacional. O Brasil por exemplo tem a segunda maior frota área agrícola do mundo, com 2.409 aeronaves, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que possui 3,6 mil aviões agrícolas. A pesquisa ainda aponta que Goiás tem a quarta maior frota de aeronaves agrícolas do País, com 295 equipamentos, ficando atrás apenas do Mato Grosso que lidera com mais de 600 aviões agrícolas, o equivalente a 24,67% da frota do país.

De acordo com o empresário Rodrigo Neiva, da Antares Polo Aeronáutico, a aviação agrícola tem uma importância fundamental na otimização de tempo do produtor.

“A aviação se destaca por vários fatores, entre eles: o trabalho de semeadura, a aplicação de fertilizantes, pulverizações para combater pragas nas grandes lavouras; o combate a incêndios florestais e claro devido a otimização de tempo e logística que pode ser feito com a aviação”, disse.

Rodrigo Neiva, também destaca que enquanto um trator pulveriza cerca de 100 a 200 hectares por dia, pelo ar é possível atingir cerca de 1,2 mil hectares. “A rapidez no tratamento de grandes áreas em curtos espaços de tempo, possibilita uma redução significativa de tempo. Por isso, eu digo que essa é uma ferramenta indispensável na agricultura”, disse.

Atento a esse enorme potencial, um grupo de empreendedores formado por seis empresas goianas está construindo na região metropolitana de Goiânia, a maior infraestrutura para aviação geral do Centro-Oeste e uma das maiores do Brasil. Com investimentos da ordem de R$ 100 milhões, o Antares Polo Aeronáutico será voltado para a chamada aviação geral, que engloba aviação executiva, serviços aeromédicos, transporte aéreo de cargas, a aviação agrícola, voos regionais ou a aviação regional e a manutenção de aeronaves.

“O projeto é dividido em cinco fases e a primeira tem previsão de entrega para 2024, já com pista de pouso e área de embarque e desembarque funcionando, além de toda a infraestrutura necessária para os hangares. O nosso objetivo é atender empresas de todos os segmentos da aviação geral, entre eles a agrícola, que é muito forte em Goiás e em todo o Centro-Oeste”, informa Rodrigo Neiva.

24/03/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Massey Ferguson inaugura nova concessionária em Petrolina (PE)

Por redação 24/03/2023
Escrito por redação

Loja da Massey Ferguson chega ao Estado operada pela Mason Agro e com a nova identidade visual da marca

Massey Ferguson inaugura nova concessionária em Petrolina (PE)

A Massey Ferguson inicia a expansão da sua rede de concessionárias no Nordeste com a abertura de uma nova loja em Petrolina. A região se destaca pela plantação irrigada e fruticultura para exportação, sendo responsável por mais de 90% da produção de manga e uva de mesa exportada pelo Brasil.

“Queremos estar mais perto do produtor rural com ofertas de soluções para todos os perfis e tecnologias para as mais variadas culturas”, ressalta Alexandre Stucchi, diretor de vendas Massey Ferguson.

Operada pela Mason Agro, do Grupo Mason Holdings, a concessionária traz a nova identidade “Born to Farm” e logo, que fortalece as diretrizes da marca: simples, confiável, acessível e sustentável. O novo posicionamento sinaliza a revolução da marca e seus novos valores para fornecer experiências simples e confiáveis, que entregam o melhor valor para os agricultores e tornam seus negócios mais lucrativos e sustentáveis.

LEIA A NOVA EDIÇÃO DE MÁQUINAS & INOVAÇÕES AGRÍCOLAS

A nova loja atenderá ao Vale do São Francisco e Sertão Pernambucano. No Nordeste, o grupo também está presente na Bahia, em Feira de Santana, Irecê e Teixeira de Freitas. “O agronegócio está presente no dia a dia das pessoas e seu impacto atinge diversos segmentos de mercado. A região se destaca por alto potencial de desenvolvimento ligado à agricultura, especialmente no que diz respeito aos carros-chefes do agronegócio local, a manga e a uva. Nos orgulhamos em entregar serviços e produtos de qualidade para um setor tão importante da economia”, diz José Nascimento, gerente geral de Negócios Norte.

A Mason Agro comercializa a linha completa da Massey Ferguson composta por tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores e produtos para feno e forragem, além de oferecer atendimento de pós-venda com peças e serviços de excelência. Destaque para os tratores fruteiros e cafeeiros, além das plantadeiras, com versões de 1 a 40 linhas, que oferecem a melhor solução de plantio para aumentar a produtividade e rentabilidade no campo.

Evento de inauguração Mason Agro Petrolina

Data: 28 de março de 2023
Horário: 19h
Local: Av. Sete de Setembro, 595, no Jardim Maravilha – Petrolina (PE)

24/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Governo chinês decidiu levantar o embargo à carne bovina brasileira

Por redação 23/03/2023
Escrito por redação

Anúncio do fim do embargo foi feito pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que está em missão no país asiático

Governo chinês decidiu levantar o embargo à carne bovina brasileira

Após reunião com a delegação brasileira, nesta quinta-feira (23), em Pequim, o governo chinês decidiu levantar o embargo à carne bovina brasileira. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o Ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa (GACC), Yu Jianhua, para tratar do assunto.

As importações do Brasil estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina atípico (mal da “vaca louca”) em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).

A liberação das exportações é para as carnes de animais abatidos a partir do dia 24 de março. “Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse Fávaro, ao final do encontro.

China volta a habilitar frigoríficos brasileiros após quatro anos

A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) anunciou hoje (23) a habilitação de frigoríficos do Brasil para exportação de carne bovina ao país asiático pela primeira vez desde 2019.

Foram quatro plantas habilitadas pelas autoridades chinesas: o Frigorífico Astra (SIF 1251), de Cruzeiro d’Oeste (PR); o da Frisa (SIF 506), em Colatina (ES); o da JBS (SIF 4333), em Vilhena (RO); e o Irmãos Gonçalves (SIF 2443), de Jaru (RO).

Também foi confirmada a liberação das exportações de dois frigoríficos que estavam suspensos. A unidade da BRF em Marau (RS), cujas vendas de carne de frango foram bloqueadas em dezembro de 2021, e a planta da Ramax em Guarantã do Norte (MT), suspensa em agosto do ano passado.

Ao todo, o Brasil tem agora 106 plantas habilitadas para vender carnes para a China. Dessas, 41 são de carne bovina e 47 de proteína de frango.

Fonte: Datagro
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Tecnologia

New Holland Construction apresenta miniescavadeira elétrica E15X

Por redação 23/03/2023
Escrito por redação

Modelo é o primeiro passo da marca no mercado de veículos elétricos. Novidade oferece melhorias de potência e status de emissão zero, além de ajustes variáveis de altura e largura para qualquer local de trabalho

crédito rural - New Holland Construction apresenta miniescavadeira elétrica E15XA New Holland Construction está entrando oficialmente no mercado de veículos elétricos com a miniescavadeira elétrica E15X. A novidade está prevista para ser lançada no mercado norte-americano em abril de 2023. Esta é o primeiro modelo totalmente elétrico e operado por bateria no portfólio de miniescavadeiras da marca.

“Este é o primeiro passo da New Holland Construction para o veículo elétrico, um segmento que continuará a evoluir e crescer na próxima década, não apenas para a indústria, mas também para a nossa marca”, afirma Paula Araujo, líder da New Holland Construction na América Latina. “A miniescavadeira elétrica E15X foi construída para trabalhar em uma variedade de espaços – internos, externos, apertados, com restrição de ruído. Pode ser usada na construção interna, paisagismo, escavação, demolição e muito mais”, completa Araujo.

A miniescavadeira elétrica E15X foi apresentada para o público recentemente no estande da New Holland Construction na ConExpo, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Ainda não existe previsão do modelo ser lançado no mercado latino-americano.

Sob o capô da miniescavadeira elétrica

A E15X funciona com uma bateria de íon-lítio sem cobalto de 29 cv de potência, que aciona um motor de 21,5 cv, tornando-a tão potente quanto a sua equivalente à diesel (E14D). Com uma bateria totalmente carregada, a novidade pode operar por até 8h.

Numa tomada padrão de 110 volts, a escavadeira pode ser recarregada em 10h. Na tomada rápida, o tempo de recarga cai para 1h. A flexibilidade de carregamento permite que os operadores carreguem rapidamente a escavadeira durante uma pausa para o almoço ou carreguem lentamente durante a noite.

Como um motor elétrico, a E15X produz zero emissões e usa óleo bio-hidráulico ecológico para estender os intervalos de manutenção. Equipada com um status de emissão zero, a máquina é mais silenciosa do que um equipamento semelhante funcionando com um motor a diesel, tornando-a ideal para qualquer trabalho interno ou com requisitos de baixo nível de ruído – como próximo a animais, por exemplo.

crédito rural - New Holland Construction apresenta miniescavadeira elétrica E15X
crédito rural - New Holland Construction apresenta miniescavadeira elétrica E15X
crédito rural - New Holland Construction apresenta miniescavadeira elétrica E15X
crédito rural - New Holland Construction apresenta miniescavadeira elétrica E15X

Modos personalizados

A máquina apresenta três modos de trabalho: eco, padrão e potência. Ela tem ainda modos de controle pré-definidos: normal, produtividade e individual. Todos eles podem ser ajustados de forma independente. O software de gerenciamento de energia é usado para monitorar o fluxo de óleo e a rotação do motor, detectando o movimento do joystick e ajustando a rotação do motor para reduzir a pressão no sistema hidráulico e na bateria.

Desempenho ágil em espaços confinados

Compacta e com capacidade de giro de 360 graus, a miniescavadeira elétrica E15X, em pouco segundos, pode se tornar estreita o suficiente para passar por espaços reduzidos, como portas. Sua largura pode chegar a 79 cm, enquanto a altura fica inferior a 1,50 m girando a barra de rolagem. Essa flexibilidade de dimensionamento contribui para a utilidade da E15X como uma ferramenta para canteiros de obras internos, como hospitais e prédios de escritórios.

“Os tempos de carga rápidos, o motor de emissão zero e os recursos ajustáveis tornam a miniescavadeira elétrica E15X um método inovador e ecológico para realizar o trabalho”, conclui Araujo.

ConExpo 2023

Depois de alguns anos, a New Holland Construction voltou a participar da ConExpo, a maior feira de construção da América do Norte. Durante o evento, a marca mostrou novos equipamentos e apresentou seu portfólio completo de produtos – de miniequipamentos a escavadeiras. Os visitantes também presenciaram um estante interativo, com dois andares, além de eventos diários e várias ativações, como a possibilidade de fazer uma tatuagem relacionada à marca. A New Holland também destacou seu público internacional, com o apoio da equipe e mensagens de mercado de cada uma de suas regiões globais.

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Notícias

Três em cada 10 produtores rurais estão inadimplentes, revela Serasa

Por redação 23/03/2023
Escrito por redação

Região Norte possui a maior concentração de negativados com destaque para Roraima, Amapá e Tocantins

Três em cada 10 produtores rurais estão inadimplentes, revela SerasaO Indicador de Inadimplência do Produtor Rural da Serasa Experian revelou que, em março deste ano, 27,4% desses trabalhadores estavam com o nome em vermelho no país. A fotografia analisada mostra que houve uma oscilação de 0,4 pontos percentuais em comparação com o último levantamento, feito em novembro de 2022.

Para o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, considerando o nível nacional do estudo, o percentual de inadimplência indicado não deve ser visto como algo alarmante para o setor.

“Mesmo com os reflexos da instabilidade econômica, o agronegócio continua se mostrando como um dos principais motores econômicos do país.”

Pimenta também reforça que “a inadimplência é um fator financeiro que acontece em todas as áreas e, quando olhamos para a fatia do agro, podemos perceber sua baixa representatividade. A maior parte dos produtores rurais brasileiros conseguem evitar a negativação e continuam gerando empregos, cultivando e expandindo seus ganhos e mitigando os riscos de suas negociações”.

“É importante ressaltar que esse índice considera todas as dívidas do produtor no mercado, ou seja, se um produtor está adimplente com uma revenda ou uma cooperativa, porém possui dívida no cartão de crédito ou numa financeira, será considerado inadimplente. Adicionalmente, este estudo avalia todos os segmentos de produtores, do familiar ao grande exportador”, explica o head de agronegócio da Serasa Experian.

Região Norte registrou a taxa de inadimplência mais expressiva do país

Ainda em março deste ano, os dados do índice também revelaram que a região Norte teve a maior taxa de inadimplência do país, marcando 38,7%. Em sequência estava o Nordeste, com 32,8% dos produtores rurais negativados e o Centro-Oeste, com 31,5%. No Sudeste e no Sul o cenário é ameno, com as regiões registrando 25,0% e 15,6%, respectivamente.

Em nível estadual, lugares como Roraima, Amapá, Amazonas e Tocantins têm os percentuais mais alarmantes. Confira no gráfico abaixo os dados completos por Unidade Federativa:

crédito rural - Três em cada 10 produtores rurais estão inadimplentes, revela Serasa

Serasa: faixa etária é um dos fatores determinantes

O levantamento demonstrou que fatores como a idade e a renda mensal dos produtores rurais influenciam diretamente no nível de inadimplência. De acordo com os dados, a negativação diminui com a idade, principalmente a partir dos 51 anos. Veja no gráfico abaixo:

crédito rural - Três em cada 10 produtores rurais estão inadimplentes, revela SerasaMetodologia

Para o Indicador de Inadimplência do Produtor Rural da Serasa Experian, atualizado em março de 2023, foram analisados cerca de 9 milhões de perfis de pessoas físicas que constam no Cadastro Positivo e que sejam donos de propriedades rurais e/ou que possuam empréstimos e financiamentos da modalidade rural e/ou agroindustrial distribuídos em todas as 27 Unidades Federativas do país

A inadimplência é um fator financeiro que acontece em todas as áreas e, quando olhamos para a fatia do agro, podemos perceber sua baixa representatividade. A maior parte dos produtores rurais brasileiros conseguem evitar a negativação e continuam gerando empregos, cultivando e expandindo seus ganhos e mitigando os riscos de suas negociações.

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ManutençãoNotícias

Novos produtos para maquinários agrícolas devem ser simples

Por redação 23/03/2023
Escrito por redação

A toda hora surgem produtos e procedimentos operacionais para executar as atividades com mais eficiência e eficácia. Mas tecnologia para maquinários agrícolas deve ser simples

Novos produtos para maquinários agrícolas devem ser simplesPor *Joel S. Alves – Vivemos um prodigioso desenvolvimento de novas tecnologias. A toda hora surgem produtos e procedimentos operacionais para executar as atividades com mais eficiência e eficácia, com maquinários bastante tecnológicos. Pode-se até afirmar que há algum exagero, tamanha a variedade de novos produtos que nos são apresentados. Via de regra, as novas tecnologias propiciam condições para ampliar a produção de alimentos, mais rapidamente e com menos custos, e, consequentemente, aprimorar resultados e aumentar o lucro.

Muitas tecnologias se estabelecem e são aperfeiçoadas, enquanto outras são passageiras: surgem, permanecem por algum tempo e depois desaparecem (às vezes, bem rapidamente), gerando estrago financeiro significativo para quem nelas apostou. Dessa constatação surge um dilema. O que fazer? Como saber se determinada tecnologia será realmente duradoura?

Parece que no mundo atual tudo é muito rápido, e muda constantemente. Será que é assim mesmo? E os custos do sucateamento de máquinas e implementos que não produziram o suficiente para arcar com os valores investidos? São indagações que muitos se fazem na hora de adquirir maquinário com mais tecnologia. Como questionar é a máxima da filosofia, vamos recorrer a um filósofo contemporâneo.

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No outono de 1948 o filósofo alemão Martin Heidegger, publica um escrito (O Caminho do Campo) que certamente nos aponta o rumo. É o seguinte:

“O Simples guarda o enigma do que permanece e do que é grande. Visita os homens inesperadamente, mas carece de longo tempo para crescer e amadurecer. O dom que dispensa está escondido na inaparência do que é sempre o Mesmo. As coisas que amadurecem e se demoram em torno do caminho, em sua amplitude e em sua plenitude dão o mundo. Todavia, o apelo do caminho do campo fala apenas enquanto homens nascidos no ar que os cerca forem capazes de ouvi-lo. Assim o homem se dispersa e se torna errante. Aos desatentos, o Simples parece uniforme. A uniformidade entedia. Os entediados só veem monotonia a seu redor. O Simples desvaneceu-se. Sua força silenciosa esgotou-se. O número dos que ainda conhecem o Simples como um bem que conquistaram, diminui, não há dúvida, rapidamente. Esses poucos, porém, serão, em toda a parte, os que permanecem. Graças ao tranquilo poder do caminho do campo, poderão sobreviver um dia às forças gigantescas da energia atômica, que o cálculo e a sutileza do homem engendraram para com ela entravar sua própria obra.”

Menos é mais nos maquinários agrícolas 

crédito rural - Novos produtos para maquinários agrícolas devem ser simplesEis o rumo a seguir: o Simples. A tecnologia tem que ser simples, a eficiência e a eficácia estão na simplicidade. É assim mesmo: há uma nova máquina no mercado. A indagação a ser feita é a seguinte: é simples ou é complicada? Se complicou, cuidado, pois pode se tratar de mais um “Frankenstein” se aproximando.

Em “O Caminho do Campo”, Martin Heidegger parece que acertou “inesperadamente”, pois o Campo é o Caminho, e quem vive e conhece o agro sabe muito bem que tudo tem o seu tempo; tempo para preparar o solo, tempo para semear, tempo para nascer e crescer, e tempo para colher. E se atropelar ou pular etapas, nada acontece. O homem do campo é simples, mas não é uniforme, não é desatento. A simplicidade é que permanece – e é grande. Assim também deve ser a tecnologia: simples. Em se tratando de máquinas, que simplicidade seria essa?

Vamos direto ao ponto: simplicidade de funcionamento, manutenção, operação… Tudo deve ser Simples. Mas isso é possível? Sim, e há vários exemplos. Citamos alguns: dispositivos e sistemas eletrônicos, tanto de controle como de monitoramento. Como eram os controles mecânicos? Alavancas, catracas, molas, uma parafernália de peças. Como é hoje: uma manete, alguns botões, cabos de conexões, monitor de vídeo, tudo simples e eficiente. Claro, pode ser ainda mais; os sistemas eletrônicos evoluem muito rapidamente, porém é necessário estar atento, pois há muito complemento sem utilidade que não passa de “perfumaria” sem aplicação e que apenas perturba o trabalho de quem executa o serviço. Isso acontece, principalmente, na tela do monitor de controle. Como há infinitas possibilidades de visualização, muitas vezes há poluição visual de informações. Podemos afirmar que o uso dos recursos da eletrônica é uma tecnologia da simplicidade.

O caminho do simples

E na mecânica? Aí, complica. Motores de combustão, transmissão mecânica de força, isso é problema… Parece que estamos vivendo ainda o pós-guerra da década de 1950 do século passado. O complicado está na ligação do eletrônico com o mecânico. Eixos, engrenagens, luvas de engate, mangas de acoplamento etc. são peças ainda presentes nos sistemas de transmissão de muitas máquinas e não se integram muito bem com sistemas eletrônicos. Mas, tem solução? Sim. Transmissão de força hidráulica – este é o caminho, o caminho do Simples. Porém, ainda pouco utilizado.

Parece haver um certo receio no uso de tração hidráulica nas máquinas. Chegamos ao ponto de algumas utilizarem o hidráulico e o mecânico em conjunto para o mesmo sistema de transmissão. A transmissão de força somente hidráulica é possível e já é utilizada em muitas máquinas, como os pulverizadores autopropelidos na agricultura e as escavadeiras na construção civil e em máquinas multifuncionais. Então, estamos chegando ao Simples nos sistemas de transmissão de força, ainda lentamente:  transmissão hidráulica, também conhecida como hisdrostática.

E os motores? Lamentamos profundamente afirmar que o atraso tecnológico é ainda maior que no caso das transmissões mecânicas. Motores de combustão interna, nos moldes que nos apresentam atualmente, são arcabouços anteriores às grandes guerras do século passado. Remontam a década de 1930. Basta olharmos os componentes básicos de um motor atual e compararmos com aqueles hoje expostos em museus e, tristemente, constatamos que pouco mudou. Vamos enumerar algumas peças: cilindro, pistão, biela e virabrequim.

Em 1930 eram assim os motores e, atualmente, também. Não podemos concordar que isso seja tecnologia. O Simples anda muito longe dos motores de combustão interna atual. E o problema se agrava pela falta de perspectivas, em um horizonte próximo, de surgimento de novas tecnologias para motores de combustão, parece que estamos empacados nesse velho arcabouço de cilindro, pistão e biela, e não saímos deste atoleiro, e faz tempo, até podemos apelar para um dito popular: “batendo biela”.

Fazem falta cabeças para desenvolverem novos motores de combustão ou de outra fonte de energia, que sejam mais simples e eficientes. Destacamos ainda a questão da poluição de motores que utilizam combustíveis altamente prejudiciais ao meio ambiente e à saúde. Parece haver um ato intencional e financeiro de aprisionamento aos derivados de petróleo ou mesmo de origem vegetal. De qualquer forma são processos de geração de energia com baixo rendimento e custos elevados de produção, além, é claro, da parafernália de peças. Então, onde anda o Simples para motores de máquinas e veículos? Ainda não sabemos, ou se alguém sabe, ainda não divulgou ou não está sendo aplicado – procuramos o Simples; que talvez um dia nos visite, inesperadamente.

No momento o que temos de tecnológico e simples em maquinários agrícolas são as transmissões hidráulicas ou hidrostáticas e os sistemas eletrônicos.

A eletrônica já está consolidada, fazendo-se necessário alguns ajustes no tocante a certos exageros de informações sem aplicação e maior acessibilidade aos dados de controle e diagnóstico, que permanecem enclausurados por alguns fornecedores de placas e processadores eletrônicos.

Já as transmissões hidráulicas ainda engatinham na real aplicação nos maquinários agrícolas, mas esperamos que em breve se firme e empurre para o passado os eixos, embreagens, engrenagens, luvas de engates e tantas outra peças que já deram o que tinham a oferecer.

O que mais?

Nas colheitadeiras há estudos bem avançados para um novo sistema de separação e limpeza dos grãos, fazendo uso de eletrificação entre grão e palha, algo que aponta para o Simples e eficiente, dispensando toda a parafernália de peneiras, rotores, batedores e dispositivos de ajustes e regulagens – estamos no aguardo.

E nas plantadeiras ou semeadeiras já está sendo posto em prática, ainda em caráter experimental, um sistema onde a semente é colocada em um rolo de fita biodegradável com um gel de nutrientes, e bobinada em dispositivo semelhante a um carretel, para ser adaptado junto ao trator, dispensando assim toda a complexidade das máquinas de semear que atualmente conhecemos, é bem surpreendente, e Simples.

Estar preparado e abastecido de informações, saber o que é necessário e estar atento para não ser enganado, é o que devemos observar antes de aceitar algumas tecnologias que nos são apresentadas. Novas tecnologias são produtos mais simples e eficientes. Cuidado, há muita velharia com roupagem de novo. Conhecimento e simplicidade fazem parte do universo atual para que se permaneça no agro. Aguardamos a inesperada visita do Simples.

*Joel S. Alves é instrutor nas áreas de Operação e Manutenção de Máquinas e Implementos Agrícolas e Rodoviários

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Revista

As fontes de energia para as atividades na produção agrícola

Por redação 22/03/2023
Escrito por redação

crédito rural - As fontes de energia para as atividades na produção agrícolaRodrigo Yudi Palhaci Marubayashi, José Leonardo Bruno e Ricardo Ralisch

Prezados leitores! No final do século passado se destacou uma vertente técnica, defendida por diversas instituições de países tidos como desenvolvidos, que a próxima moeda que definiria as riquezas coletivas e globais seria a energia. Ou seja, a rentabilidade dos indivíduos, das empresas e dos países seria definida pela eficiência com que usariam a energia e o Japão foi considerado como modelo para esta nova economia. Pois bem, as expectativas não se confirmaram e esse tema foi atropelado pelas mudanças climáticas e os parâmetros ambientais, que vem dominando o cenário neste primeiro quarto do Séc. XXI, desde o Protocolo de Kyoto de 1997, ironicamente no Japão.

Energia x Ambiente

A interface entre os temas energia e ambiente é ampla e devemos considerar que o alerta climático que foi dado em Kyoto ressalta as altas taxas de emissão de gases de efeito estufa (GEE) emitidos justamente pelas diferentes formas de conversão de energia que, desde a revolução industrial no Séc. XVIII, emprega preferencialmente e sistematicamente a combustão. 

Atualmente, o que se discute conceitualmente e mais amplamente é o que se chama “modelo de desenvolvimento”. É inegável que a sociedade humana teve um acentuado acréscimo de confortos e qualidade de vida nas últimas décadas, mas a um custo ambiental e social muito alto. Ambiental por estarmos exaurindo nossas fontes de energia do planeta, como o petróleo, sem buscarmos uma alternativa viável e causando um acúmulo de GEE na atmosfera sem precedentes na história. Do ponto de vista social, esses benefícios foram sendo consolidados como bens e serviços comercializáveis e, portanto, geradores de riquezas e limitando o acesso. Usemos o fogão a gás como exemplo.

Antes de sua popularização em 1837, todas as famílias e cozinhas usavam a lenha ou o carvão na cocção dos alimentos. O surgimento do fogão veio como uma praticidade, mas poderia ter sido considerado como estratégia para reduzir a extração de lenha e para redução da insalubridade nos ambientes domésticos, em função da redução da fumaça. Pois bem, o fogão a gás e o gás empregado poderiam ser alvos de programas sociais facilitando o acesso a esses itens. 

Há casos de países que tiveram suas florestas dizimadas para uso como lenha e boa parte disso para cozimento, sendo constatado em pleno movimento internacional de redução dos desmatamentos. Curiosamente, estamos assistindo neste momento as articulações do governo federal do Brasil para reduzir o preço do gás, para facilitar seu acesso às famílias menos favorecidas.

Uma política ou estratégia de preservação ambiental passa necessariamente por viabilizar fontes alternativas de energia e isto é uma prioridade mundial. Vejam a crise energética que se aproxima da Europa, devido a guerra na Ucrânia e a descontinuidade de fornecimento de gás natural pela Rússia, fonte de energia esgotável e altamente emissora de GEE para a atmosfera.

Na década de 1970 aconteceu a mesma coisa, mas em nível mundial, foi a crise do petróleo e lá se vão mais de 50 anos. Muita coisa poderia ter sido feita em termos de desenvolvimento de fontes renováveis de energia neste período.

Energia na agricultura

Como em todos os demais setores, a agricultura é dependente de fontes de energia para desenvolver suas atividades. Daremos ênfase aqui nas fontes de energia para as atividades no âmbito da produção agrícola, ou seja, “da porteira para dentro”. Está claro que considerando a maioria das atividades exercidas em uma propriedade agrícola, duas fontes de energia são as mais comuns: elétrica e de combustão.

A energia elétrica é usualmente empregada como fonte estacionária e em geral é fornecida pela rede de distribuição pública, feita por uma concessionária. Além de todos os aspectos de conforto das pessoas, como iluminação, conservação de alimentos, lazer e entretenimento e aquecimento de água, entre outros, a eletricidade aciona a maioria dos equipamentos auxiliares ou complementares, em função das diferentes atividades numa propriedade, como: oficina, armazéns, transportadores e elevadores, aquecedores, misturadores, bombas d’água e processadores, entre outros. Pelas suas características de versatilidade e eficiência, se tornou de grande utilidade em uma propriedade agrícola.

Para algumas atividades, em geral associada com a pecuária, essa fonte de energia se tornou absolutamente imprescindível e, pela demanda realizada, passou a ser um item importante nos custos de produção, requerendo estratégias para otimizá-la.

Uma alternativa é substituir os motores elétricos em serviços em que há alternativas, como no bombeamento de água. Onde há potencial, podem ser empregados cata-ventos, rodas d’água e carneiros hidráulicos, por exemplo. Trata-se de opções que já foram empregadas com maior frequência, mas que foram sendo paulatinamente substituídas pelos motores elétricos, mas que agora, diante deste contexto de tendências de alta nos custos da energia elétrica, voltaram a ser opção. No mercado há equipamentos de boa qualidade e muitas informações técnicas para desenvolver um bom projeto dessas alternativas.

crédito rural - As fontes de energia para as atividades na produção agrícola

Até recentemente ficou impedida por lei a geração própria de energia elétrica, que agora é regulamentada. Portanto, outra alternativa interessante é avaliar a possibilidade de geração de energia elétrica na propriedade agrícola. Das possibilidades que há, a geração fotovoltaica é a que está mais desenvolvida e com a maior expansão, em função dos avanços obtidos nas placas solares e na adequação legal para tal. Trata-se de uma boa opção de redução de custos de produção.

Fontes estacionárias e móveis de energia

Como já está implícito, fontes móveis de energia são aquelas que fornecem energia em deslocamento, permitindo associar a realização de algum trabalho em movimento, caso típico das operações agrícolas. São exemplos:

  • Motores de combustão interna, que equipam os tratores por exemplo;
  • Tração animal;
  • Tração humana. 

Fontes estacionárias são aquelas que fornecem energia de forma estática, sem deslocamento, como:

  • Motores elétricos;
  • Cata-ventos;
  • Rodas d’água;
  • Carneiro hidráulico para bombeamento d’água.

Combustão

Conhecida tecnicamente como energia térmica. Parte do princípio de realizar uma combustão controlada, para que o calor seja empregado para acionar algum componente. O exemplo clássico são os motores de combustão interna, que equipam veículos de passeio, caminhões, tratores, alguns trens, navios, aviões e outros. 

A grande vantagem desses motores é a sua versatilidade, equipando desde equipamentos bem pequenos, como alguns aeromodelos ou automodelos, por exemplo, até grandes navios. Ele também se adapta aos mais variados empregos e combustíveis, como gasolina, diesel, gás natural e GLP (gás liquefeito do petróleo), etanol, metano e gasogênio.

Atualmente a expressiva maioria das operações agrícolas mecanizadas são realizadas com equipamentos dotados de motores de combustão interna, ciclo diesel. Em função disso, podemos afirmar que a energia térmica é a mais empregada na agricultura e deverá continuar assim por um longo tempo.

Vem se pesquisando alternativas e há sempre a expectativa do emprego de motores elétricos na mecanização agrícola, como vem acontecendo nos veículos de passeio. Como já comentado no artigo da edição passada, essa mudança para motores elétricos esbarra na limitação das baterias. A potência demandada pelas operações agrícolas é muito maior do que de um veículo de passeio, o que exige baterias muito grande e pesadas. 

Outro problema é que essas baterias são muito nocivas ao meio ambiente, tanto na sua fabricação, pois empregam matérias primas escassas, como no seu descarte, por serem altamente poluentes. Em analogia aos veículos de passeio, esse tema do descarte das baterias já está assumindo proporções preocupantes e deve exigir um reposicionamento dos fabricantes de veículos. Portanto, a eletrificação dos tratores agrícolas está muito distante e há quem diga que não acontecerá.

O que é combustão 

Trata-se de uma reação química entre um combustível e o oxigênio, que para iniciar precisa de uma fonte de calor, chamado de ignição. O resultado desta reação são os resíduos gasosos que estão na fumaça, sólidos, nas cinzas, mas também emite luz e, o mais importante, gera CALOR. Este calor que é o empregado para acionar máquinas e equipamentos. Existe uma ampla gama de combustíveis, como: lenha, carvão vegetal e mineral, gases como metano, GLP (gás liquefeito do petróleo), gás natural, etanol e derivados de petróleo para citar alguns.

Combustíveis

Nos resta voltar as atenções aos combustíveis e retomar a discussão do desenvolvimento de combustíveis alternativos. Trata-se de uma estratégia que já adotávamos no Brasil há mais de 10 anos, mas que infelizmente foi sendo abandonada por falta de incentivo nas pesquisas. Alguns caminhos já foram desenhados, basta retomar esses estudos com uma política adequada de investimentos em inovações.

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A proposta partia do princípio de se desenvolver um combustível renovável, assim como foi com o biodiesel. Porém, é fundamental que esses estudos e avaliações sejam retomados e continuados. Uma linha que parecia prosperar foi a das misturas de componentes de origem vegetal, visando substituir o óleo diesel.

Estudos realizados desde 2010 pela Agronomia UEL, Embrapa Soja e UNAERP mostraram a viabilidade no emprego de misturas ternárias, com biodiesel, etanol e óleo vegetal, com desempenhos promissores em testes de bancada em motores ciclo diesel convencionais. As expectativas para se encontrar um combustível renovável para substituir o óleo diesel eram enormes. Paralelamente, discutíamos algumas adequações que poderiam ser realizadas nos motores ciclo diesel para que se tornassem ainda mais eficientes que os atuais, com um novo combustível. Infelizmente essas linhas de pesquisas foram interrompidas por falta de apoio financeiro, restando algumas inciativas isoladas, mas deixaram claro que há caminhos a serem seguidos.

Em nossa opinião, as melhores alternativas de longo prazo para que haja uma adequação da Mecanização Agrícola ao conceito de uma Agricultura Sustentável estão no desenvolvimento de um combustível renovável de origem vegetal, que acione um motor ciclo diesel de nova geração com muito mais eficiência, com redução na emissão de poluentes e com balanço de carbono positivo, ou seja, emita menos carbono para atmosfera do que as culturas agrícolas empregadas para produzir o combustível extraiam. Isso não se trata de retórica, mas sim de fatos que estão próximos de se concretizarem, fiquem atentos.

Boas colheitas e fiquem bem.

  1. Professor de Mecanização Agrícola no Depto de Agronomia – UEL marubayashi.yudi@gmail.com
  2. Diretor da Fazenda-Escola da Universidade Estadual de Londrina leonardobruno@uel.br
  3. Professor aposentado UEL e consultor, ricardoralisch@gmail.com

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22/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Show Safra: “agricultura tropical brasileira é imbatível”, diz Paolinelli

Por redação 22/03/2023
Escrito por redação

Ex-ministro da Agricultura e indicado ao Nobel da Paz recentemente, Alysson Paolinelli recebeu o prêmio “O Semeador”

Show Safra: "agricultura tropical brasileira é imbatível", diz Paolinelli“Eu fico até constrangido, porque quem deveria estar homenageando era eu a esses produtores rurais”, declarou emocionado o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli ao receber o mérito “O Semeador”, comenda que é entregue pela Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento do Rio Verde para personalidades que ajudaram a plantar boas ações para o desenvolvimento de Mato Grosso.

A cerimônia de premiação aconteceu durante o Show Safra 2023, na noite desta terça-feira (21). Entusiasta do potencial do Cerrado para a produção agropecuária, Paolinelli sempre pontuou que sem comida não há paz, e nem desenvolvimento social e econômico.

“O que eu pude fazer foi ser um sonhador. Foram os produtores que acreditaram em nós, que levamos eles a uma aventura que eles confiaram e deram certo. Eu sei que essa homenagem é muito mais que um carinho, é uma amizade que construímos. Eu caminhei nessa região de Mato Grosso quando não se tinha nada, não se via uma estrada. Hoje retornado, eu me arrepio, porque essa região tem aqui o que o mundo precisa, e o mundo precisa do Brasil, e o Brasil vai ser o grande sustentáculo para evitar a fome e a miséria que não podemos ter. Essa agricultura tropical que nós desenvolvemos é imbatível e nós vamos levar, especialmente ao mundo, a garantia de uma segurança alimentar que o mundo hoje nem tem”, destacou Paolinelli.

Lucas do Rio Verde se destaca como uma das cidades que mais produz soja e milho no país. E para o Presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, o sucesso da agricultura neste Cerrado do Centro-Oeste brasileiro deve muito às pesquisas, ao empenho e ao entusiasmo de Alysson Paolinelli.

“Alysson plantou uma semente que hoje todos nós estamos colhendo no Cerrado Brasileiro e mato-grossense, então esse prêmio é um reconhecimento não só dos produtores de Lucas do Rio Verde, mas dos produtores do Brasil que hoje têm em suas mãos a solução que é ir para a luta contra a fome”, agradeceu Piccini.

Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, o professor Paolinelli liberou a revolução agrícola sustentável. Estruturou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – nossa reconhecida e renomada Emprapa.

Incentivador da pesquisa, da ciência e da tecnologia, Alysson Paolinelli foi Ministro da Agricultura, entre tantos outros cargos e postos de destaque que ocupou. Teve ainda, importantes reconhecimentos e premiações nacionais e internacionais, inclusive a indicação ao prêmio Nobel da Paz em 2021, por sua contribuição à produção mundial de alimentos, que se traduz em segurança alimentar.

Fonte: Uagro
22/03/2023 0 Comentários
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Revista

Boas práticas para manter e prolongar a vida útil de peças e componentes

Por redação 22/03/2023
Escrito por redação

Manutenção no período certo permite melhor aproveitamento do equipamento e mais tempo em atividadeManutenção no período certo permite melhor aproveitamento do equipamento e mais tempo em atividade

Por Gustavo Paes – O maquinário agrícola é fundamental no processo produtivo. Mas para reduzir a intensidade do desgaste provocado pelo uso diário na lavoura, o produtor precisa adotar práticas de manutenções rotineiras que, quando realizadas no período certo e de forma correta, permitem um melhor aproveitamento do equipamento e maximizam sua vida útil. Esses cuidados evitam danos prematuros e possibilitam operações com qualidade e menor custo operacional. 

A manutenção periódica também é importante para evitar quebras inesperadas e desgastes prematuros, além de garantir eficiência, produtividade e assegurar o valor do equipamento na hora da colheita. “Sem os cuidados diários com o maquinário, os danos e as panes dos equipamentos se tornam frequentes e acarretam perdas econômicas significativas para o produtor”, destaca o instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários Joel Sebastião Alves, de Cachoeira do Sul (RS). Os tipos mais comuns de manutenção, ensina o consultor, são a preventiva, corretiva e preditiva. 

Manutenção no período certo permite melhor aproveitamento do equipamento e mais tempo em atividadeManutenção preventiva 

A preventiva procura prevenir a ocorrência da falha. A intervenção programada é realizada para reduzir ou evitar a queda de desempenho do maquinário. Tarefas programáveis como inspeções, reformas, lubrificação e trocas de alguns componentes e fluídos são classificadas como atividades preventivas. Os serviços a serem executados são preestabelecidos por horas de funcionamento, semanas e quilômetros rodados etc. Com base nos manuais do fabricante, histórico de manutenção do equipamento ou ensaios de desgastes.

“A preventiva é muito importante e deve ser feita conforme a orientação do fabricante, o que é determinado por horas de funcionamento da máquina”, frisa Alves.

Manutenção corretiva

A corretiva é a manutenção executada quando o equipamento deixa de funcionar ou entra em pane parcial ou acusa defeito. Ela apresenta um alto custo, pois normalmente envolve troca de peça e componentes que, se a manutenção preventiva tivesse sido executada, não haveria necessidade de substituição.

“Além de acrescentar o custo do equipamento parado no momento em que necessita de sua utilização, o que aumenta significativamente os custos, pois a máquina fica indisponível justamente no momento que mais se precisa”, ressalta.

Manutenção preditiva 

Já a manutenção preditiva fundamenta-se no acompanhamento de parâmetros do sistema e a intervenção é programada quando esses parâmetros indicam a aproximação da falha. Seu objetivo é predizer as condições dos equipamentos com eles produzindo, o que privilegia a disponibilidade do maquinário para a operação. E, assim, aproveitar a vida útil total dos componentes e da máquina.

O especialista destaca a importância da qualificação do operador para uma maior vida útil do maquinário agrícola. “Não adianta nada fazer a manutenção preventiva, com a necessária troca dos filtros e fluidos e líquido de arrefecimento no período recomendado, se o operador ‘esmerilha’, se ele dá um ‘pau’ na máquina”, alerta. “Com as janelas de plantio e colheita cada vez menores, é até comum alguns gerentes orientar os empregados a correr para recuperar um serviço atrasado, mas isso ‘detona’ os equipamentos”, orienta. Alves também alerta que o maquinário não pode ficar muito tempo parados. E o ideal, após uma revisão minuciosa, é colocá-los para funcionar. “Uma colheitadeira, por exemplo, tem de ser ligada a cada 30 dias”, aconselha.

Configuração do equipamento

crédito rural - Boas práticas para manter e prolongar a vida útil de peças e componentesThiago Cibim, gerente de Suporte ao Cliente da John Deere para América Latina, diz que o primeiro ponto que precisa ser levado em consideração para aumentar a vida útil das peças e dos componentes de máquinas agrícolas é a configuração do equipamento, ou seja, ele deve estar dimensionado adequadamente para a operação desejada. “Com isso, os limites de potência e capacidade não serão extrapolados, assegurando a manutenção da vida útil esperada”, declara. 

Outro ponto importante também apontado por ele é seguir à risca as orientações do manual do operador onde as manutenções preventivas estão descritas. “A combinação desses dois pontos trará a tranquilidade que o proprietário/usuário espera do seu equipamento”, observa. 

Cibim avalia que as peças que demandam mais atenção do produtor são os grandes componentes, como motor, transmissão, eixos e sistemas hidráulicos. Segundo ele, esses componentes são responsáveis pela transmissão da força dos conjuntos para as rodas e sistemas de operação. “A devida atenção e cuidado nesses sistemas garante a execução do trabalho com qualidade e aumenta a disponibilidade operacional, ou seja, o equipamento estará pronto para ser utilizado no momento certo”, assinala. 

O gerente lembra que, geralmente, desgastes acentuados ou prematuros estão ligados ao uso incorreto do equipamento, o que pode exceder a sua capacidade, ou ainda pelo uso de matérias não aprovadas pelo fabricante como lubrificantes, graxas e outros componentes que não passaram pelos testes de validação. “Por isso, o uso do manual do usuário, a devida configuração do equipamento e as manutenções periódicas conforme as recomendações do fabricante são muito bem-vindas”, afirma.

Tipos de manutenção

◗ Reativa: intervenção necessária para evitar graves consequências;

◗ Corretiva: manutenção para corrigir falhas funcionais, conhecidas por panes ou quebras repentinas;

◗ Preventiva: ação realizada antes que as máquinas estejam com falha, diminuindo o risco de parada;

◗ Preditiva: período exato em que deverá ser realizada uma intervenção, com base nos dados de vida útil do componente (disponíveis nos manuais dos fabricantes);

◗ Detectiva: busca evitar falhas que estão ocultas, aquelas que a operação e manutenção não conseguem detectar, sendo possível com a instrumentação, o controle e a automação dos sistemas embarcados;

◗ Proativa: tem uma nova filosofia, deixando a manutenção corretiva não planejada de lado, ao contrário da manutenção corretiva planejada, preventiva e preditiva, buscando inferir diretamente nas caudas da falha-raiz.

Atenção ao motor

Thiago Cibim aponta que a manutenção preventiva e periódica é fundamental para a vida do motor, um componente de extrema importância da máquina, pois é nele que se inicia todo o processo de funcionamento. O motor passa a ser a peça-chave na disponibilidade do equipamento para trabalho. Cibim recomenda práticas saudáveis como respeitar o limite de carga do motor (não operar acima da sua capacidade). Outra dica é respeitar os intervalos de troca de lubrificantes e fluídos, usar os fluídos com a especificação correta (isso garante o bom funcionamento das partes móveis). 

crédito rural - Boas práticas para manter e prolongar a vida útil de peças e componentesO coordenador de Serviços da Fendt, Yasser Alabi Oiole, avalia que, para ter uma maior durabilidade do maquinário são necessários cuidados especiais porque as máquinas começam a deteriorar e com uso recorrente o desgaste é inevitável. “As práticas de manutenções rotineiras são indispensáveis”, sublinha.

Há três fatores que devem ser observados constantemente com o intuito de reduzir as interrupções: desgaste, calor e impurezas. Para tal, tem o uso de lubrificantes, substituição dos elementos de filtragem, limpezas de rotina, entre outras ações que são chave para prolongar a vida útil das máquinas agrícolas. Os componentes que necessitam de uma atenção especial dentro das manutenções são os sistemas de filtros (primário e secundário), alimentação de combustível, lubrificação do motor, sistemas de arrefecimento, embreagem, diferencial, redutores, sistema hidráulico, entre outros.

Alguns componentes se desgastam mais e outros um pouco menos. Nesta situação é necessário observar com mais cuidado os itens móveis, sendo eles com ou sem lubrificação, pois se movimentam por mais vezes e ocasionam o desgaste, como exemplo, é possível considerar as bombas hidráulicas, alimentadoras, injetoras, rodados, entre outros, que são especificados no manual do fabricante com o intuito de orientar os períodos ideais para substituição com base em um histórico recorrente.

O motor, responsável por transformar a energia dos combustíveis em energia mecânica, sendo direcionada aos rodados e fazendo com que a máquina se movimente, exige cuidados especiais. É necessário verificar constantemente seu estado de funcionamento com o intuito de aumentar sua vida útil, e para facilitar podemos dividir em quatro sistemas: alimentação de ar (filtragem), combustível (bombas, bicos injetores e tubulações), lubrificação (cárter, bomba de óleo, filtro e respiro), por último o arrefecimento (radiador, mangueiras, correias, ventilador, válvula termostáticas).

E não se deve usar ar comprimido para retirar as partículas e diminuir a saturação do filtro de ar. Isso, segundo Oiole, tem uma influência bastante negativa na vida útil do motor. O recomendado é fazer a substituição do componente. Ao retirá-lo, o filtro perde seu acondicionamento, a borracha de vedação afrouxa, elemento filtrante sofre uma expansão devido à pressão e, quando monta novamente, perde a vedação e fica uma pequena abertura, praticamente imperceptível, que permite a passagem de pó aumentando a quantidade de sílica no motor e consequentemente perdendo força até fundir.

A recomendação é utilizar peças novas e genuínas sempre, pois possuem maior qualidade, durabilidade e originalidade. São desenvolvidas no tamanho exato, com materiais próprios para a máquina agrícola e auxiliam no tempo de vida do produto, além de oferecerem garantia e segurança, por serem rigorosamente testados. “Já as peças não originais poderão encurtar o tempo da máquina e dar maiores prejuízos para o produtor rural, ou seja, onerando a operação e duplicando os custos”, alerta.

Combustíveis de qualidade

O produtor precisa ainda monitorar e utilizar combustíveis de qualidade e procedência (os sistemas de injeção modernos requerem combustíveis limpos e em condições adequadas para um bom funcionamento) e realizar análises de fluídos em laboratório idôneo (para acompanhar os desgastes naturais e possíveis contaminações), além de utilizar da tecnologia disponível (sensores e códigos de falha) para um monitoramento adequado.

O gerente da John Deere entende que o ambiente em que as máquinas trabalham, com muito pó, barro, palha e folhagens soltas não contribui para a redução da vida útil do maquinário. Justamente porque “os equipamentos foram desenvolvidos para operar nestes ambientes”, diz. Porém, a manutenção adequada e a limpeza dos sistemas de forma periódica e bem orientada fazem a diferença. “O que quero dizer aqui é que não é onde o equipamento trabalha, mas como ele trabalha. Consulte sempre o manual do operador e seu concessionário para a correta orientação”, explica.

Manutenção no período certo permite melhor aproveitamento do equipamento e mais tempo em atividadeComo os equipamentos por muitas vezes funcionam de forma sazonal, ou seja, somente em períodos de plantios e/ou períodos de colheita, Cibim alerta que máquinas expostas a longos períodos sem utilização podem trazer alguns inconvenientes que podem ser eliminados com algumas boas práticas de armazenagem. “O produtor precisa fazer um armazenamento correto, permitir o funcionamento periódico do equipamento por curto tempo, limpar e lavar antes de armazenar, lubrificar as partes móveis antes de armazenar, entre outras medidas”, recomenda. 

Revisões diárias 

Para aumentar a vida útil das máquinas agrícolas, o produtor deve manter as revisões em dia, capacitar o operador e também diariamente checar se o pré-filtro de diesel possui água e eliminá-la, conforme Astor Kilpp, gerente de Marketing de Vendas da LS Tractor. Ele precisa verificar se os filtros de ar não estão saturados (excesso de poeira) e os níveis de todos os fluídos lubrificantes (motor, transmissão, eixo dianteiro).

Os principais conjuntos que o produtor deve ter atenção são a transmissão, sistema hidráulico, motor e eixo dianteiro, pois são conjuntos essenciais para o funcionamento da máquina agrícola. A quebra de um desses conjuntos acarretará na parada do equipamento. “Nesses conjuntos a atenção deve ser diária verificando os níveis dos lubrificantes, obtendo uma maior disponibilidade de trabalho”, recomenda.

O mal dimensionamento dos implementos utilizados é um forte vilão quanto a um maior desgaste nos componentes internos da máquina, por isso é muito importante que o produtor entenda a correta relação de CVs necessárias de sua máquina em relação ao implemento que ele de fato necessita. Uma vez que essa relação de Implemento x CVs da máquina não estejam alinhadas (um implemento exige mais CVs do que o trator) poderá ocorrer o desgaste prematuro da máquina agrícola.

Outro ponto importante a se destacar é a falta de lubrificação, provocada por excesso de horas trabalhadas, em que o produtor acaba não respeitando o tempo de intervalo de horas. Com isso, o lubrificante perde suas propriedades, aditivos e acaba não conseguindo manter a correta lubrificação, ocasionando a quebra de componentes internos.

Desgaste dos itens móveis

Para determinar o melhor período de manutenção é necessário consultar as recomendações e intervalos informados no manual do operador oferecidos pela fábrica, pois precisam ser seguidas rigorosamente pelo produtor rural e/ou operador, porque é possível aumentar a vida útil da máquina, além de evitar quebras prematuras de componentes ou parada indevida durante a operação, sabendo que o trabalho é realizado em ambientes adversos com excesso de pó, barro, palha, galhos, soqueiras, entre outros que interferem diretamente na vida útil.

O produtor deve se preocupar com o armazenamento do maquinário, já que a agricultura possui seus períodos sazonais, ou seja, tem preparo de solo, plantio e colheita, sendo atividades realizadas por alguns dias ou meses e o restante ficam paradas.  A recomendação é, após o término lavar minuciosamente, lubrificar e acondicionar em locais cobertos, que não sofra influência de intempéries, assim é possível evitar oxidações de componentes, ressecamento das borrachas, ataque de roedores nos circuitos elétricos entre outras avarias.

 

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