Por Flavia Pacheco – O ano de 2022 foi repleto de marcos na história do Brasil e do mundo e também o ano em que a Lei de Proteção da Vegetação Nativa, também conhecida como novo “Código Florestal”, completou 10 anos da sua aprovação. A lei teve significativo efeito no cenário ambiental e agrário do Brasil. Há muito o que se discutir sobre o saldo da lei nessa primeira década da sua aprovação.
Em linhas gerais, a implantação do SICAR (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural) é um dos pontos altos para a questão fundiária e o monitoramento das propriedades rurais. A proposta do CAR é integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.
A espacialização das propriedades rurais via CAR rapidamente se tornou um mecanismo substancial para o monitoramento das cadeias agropecuárias. Esse dado, declarado pelos próprios produtores, complementa os dados fundiários do INCRA, que realiza um trabalho vigoroso para gerar e disponibilizar informações georreferenciadas de limites de imóveis rurais. Os dados do CAR gerados na última década tornaram-se fundamentais para que os diferentes setores consigam localizar as propriedades no espaço e possam fazer análises em massa sobre os territórios em relação à sua adequação ambiental.
Para trabalhar com os dados do CAR, é preciso estar ciente das suas limitações. A sobreposição de várias fazendas é um dos problemas mais comuns. Essas inconsistências têm sido tratadas em nível estadual e municipal por meio da avaliação pelas secretarias competentes. Atualmente, são mais de 631 milhões de hectares cadastrados, dos quais 38% passaram por algum tipo de análise e apenas 2% tiveram a análise de regularidade ambiental concluída. Ainda há muito a ser feito, porém não há dúvidas de que a implantação do CAR foi um importante passo em direção a um monitoramento agrário mais efetivo no Brasil.
Os cadastros realizados irregularmente também têm sua importância ao apontar tendências nos territórios: imóveis cadastrados em áreas de florestas não destinadas são parte da chamada grilagem 2.0. O mesmo ocorre com cadastros em terras indígenas, que somam mais de 12 milhões de hectares, e em unidades de conservação, que somam mais de 5 milhões de hectares. Esses cadastros podem direcionar ações dos órgãos ambientais quanto à prevenção de invasão de territórios protegidos e grilagem de terras públicas.
Por fim, o CAR é um dos instrumentos que integram o Programa de Regularização Ambiental (PRA). A consolidação de uma base de dados nacional torna factível a regularização ambiental em larga escala e para todos os biomas. Os produtores têm a oportunidade de aderir ao PRA e regularizar as multas e passivos ambientais das suas propriedades. Até o momento, 51% dos imóveis rurais cadastrados solicitaram adesão ao PRA.
Diante disso, é importante destacar que a criação do CAR e de um sistema com capacidade de integrar dados ambientais para um país com proporções continentais foi uma iniciativa arrojada e inovadora, justamente o que os setores ambiental e agrícola precisam.
Flavia Pacheco, Analista de Suporte ao Cliente da EarthDaily Agro


As tecnologias quânticas estão presentes em diversos desenvolvimentos tecnológicos tais como GPS, LED, câmeras digitais, computadores, laser, mas como elas podem contribuir com o setor agropecuário? Para responder a essa e outras questões, a Embrapa Instrumentação promove, no dia 24 de março, o 1º
Máquinas e implementos voltados para a cultura da cana estão em constante evolução tecnológica, com modelos cada vez mais eficientes
Economia de combustível
Dependendo do relevo, das condições do canavial e até mesmo da logística empregada na lavoura, a máquina pode colher até 2 mil toneladas de cana por dia. “Ela consegue colher praticamente o dobro de toneladas de material, principalmente se comparado com equipamento de uma linha”, salienta. Outro diferencial do equipamento é o sistema de limpeza mais eficiente, que conta com ventiladores radiais sopradores que ajudam a limpar a cana em duas etapas. Conta ainda com um sistema que prioriza o uso de energia de modo equilibrado, de forma a reduzir o uso de combustível.
Colhedora de duas linhas
Não são poucos os alertas de especialistas para o fato de que a escassez hídrica no mundo pode ser a causadora de conflitos globais, caso as nações e empresas não adotem o mais rápido possível práticas sustentáveis de gestão da água. Informações obtidas pelo projeto MapBiomas, com base em análises de imagens feitas por satélite em todo o território nacional, entre 1985 e 2020, mostram que o Brasil perdeu 15% de sua superfície de água doce nos últimos 30 anos.
Por Lúcio André de Castro Jorge*

Existem muitas outras iniciativas dentro de universidades e startups. O grande avanço da robótica com sistemas embarcados, principalmente com módulos de inteligência artificial estão fazendo com que o mercado se modifique rapidamente. Uma pesquisa para identificar como está o uso dessa tecnologia no campo constatou que o número de robôs no campo em 2022 foi em média 55% maior que em 2021. Os robôs de múltiplos usos na agricultura são os mais populares e estão se tornando cada vez mais acessíveis em termos de custos. As revendas estão aquecidas e no Brasil já se tem representantes das empresas chinesas e iniciativas nacionais de maior destaque. 
A empresa brasileira Dryeration anunciou uma tecnologia que realiza o processo de secagem do café em menos de 24 de horas. A companhia, uma das pioneiras no desenvolvimento de soluções para secagem de grãos, cereais, oleaginosas e sementes, garante que o uso da tecnologia pode trazer maior produtividade ao cafeicultor, além de manter a qualidade do grão do café.
A 35ª edição do Show Rural Coopavel recebeu, em cinco dias (6 a 10/02), 384.022 visitantes e o volume de vendas dos expositores alcançou os R$ 5 bilhões. Esses foram os principais números anunciados pelo presidente Dilvo Grolli e pelo coordenador geral do evento, Rogério Rizzardi, durante coletiva realizada no último dia da edição comemorativa dos 35 anos do evento.
Uma das atrações do Show Rural Coopavel foi o hackathon, que premiou a equipe PrismaTech, que apresentou solução ao desafio de gestão para a produção de mel. Como vencedora, ela faturou o prêmio de R$ 10 mil. Em segundo lugar ficou a AgroFAG, que desenvolveu projeto para medição do volume de leite em caminhão. Em terceiro, ficou a equipe Folhas D’Água, que trabalhou o tema gestão da qualidade de aplicação de defensivos. A segunda colocada recebeu R$ 6 mil e a terceira, R$ 4 mil. Os problemas apresentados, todos relacionados ao cotidiano do agronegócio, foram resolvidos por 15 equipes – 75 inscritos. Foram mais de 40 horas de atividades com monitoria de uma equipe do Sebrae. “O hackathon é uma oportunidade única para empreendedores, startups e profissionais da área de tecnologia e inovação colaborarem para o desenvolvimento do setor rural”, comenta o gerente da Regional Oeste do Sebrae/PR, Augusto Stein.
A
Por Leonardo Gottems – N
De acordo com Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio, a importância do seguro se dá pelo fato de ele auxiliar o produtor a minimizar os riscos de sua atividade, principalmente quando a contratação está direcionada para as despesas básicas com o plantio (custeio agrícola). “O seguro ainda facilita a contratação de financiamentos bancários ou operações com tradings, uma vez que oferece mais garantias aos credores”, diz.
“Hoje também temos a figura do Seguro Rural Paramétrico, que é diferente do Seguro Rural ‘puro’. Naquele, as perdas do segurado não são avaliadas in loco, mas tão somente de forma paramétrica [o índice paramétrico se baseia em variáveis agrometeorológicas, de produtividade regional, de sensoriamento remoto e preço do produto]”, exemplifica a advogada do escritório SSA.
“O ideal é que a taxa seja o mais coerente com o risco real assumido, para que a seguradora consiga manter uma carteira saudável e sustentável. Taxas elevadas tendem a repelir os riscos mais baixos fundamentais para manutenção do equilíbrio, enquanto taxas baixas podem não fazer jus às indenizações devidas”, indica.
Procura dos agricultores
Qual o futuro do segmento
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“A primeira máquina chegou na empresa em meados da safra 21/22, em julho de 2021, por meio de um trabalho, em conjunto com a Concessionária Maqnelson e a fábrica da John Deere, que envolveu desde apresentação, conhecimento até o acompanhamento de performance do novo projeto. No ano seguinte, na safra 22/23, adquirimos outra colhedora e formamos uma frente de trabalho com dois equipamentos”, afirma Henrique Soares Naufel, gerente de Motomecanização há quatro anos e que hoje está à frente de todas operações mecanizadas e da oficina automotiva agrícola da empresa.
O mercado agrícola aguarda uma maior produção da cana-de-açúcar na temporada 2023/24. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, estimativas apontam que o Centro-Sul pode produzir de 560 a 595 milhões de toneladas de cana, contra 538,9 milhões de toneladas da temporada 2022/23 (dados até o dia 16 de dezembro), conforme números da Unica. O primeiro boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está previsto para o dia 26 de abril, quando serão confirmados os números da safra 2022/23 e perspectivas para a nova temporada.