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Notícias

Brasil e Itália ampliam acordo para agricultura sustentável

Por redação 16/03/2023
Escrito por redação

Acordo prevê, para os próximos cinco anos, projetos conjuntos de intercâmbio de pesquisas em diversas áreas em torno da agricultura sustentável

Brasil e Itália ampliam acordo para agricultura sustentávelA Embrapa e o Conselho Nacional de Pesquisa (CNR) da Itália assinaram na terça-feira (14) memorando de entendimento (MoU) com o objetivo de promover e apoiar a cooperação científica entre as duas instituições. O acordo prevê, para os próximos cinco anos, projetos conjuntos de intercâmbio de pesquisas para uma agricultura sustentável, em áreas como recursos naturais, biodiversidade e mudanças climáticas, biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão e tecnologias de informação, inteligência artificial aplicada à agricultura, sanidade animal e vegetal, sistemas de produção e blockchain, agroindústria, segurança alimentar e competitividade agrícola.

A iniciativa é mais um passo para reforçar parcerias bilaterais, como a atualmente desenvolvida entre a Embrapa Instrumentação, unidade de São Carlos-SP, e o Instituto de Materiais Nanoestruturados (ISMN), do CNR. A assinatura ocorreu na sede da Embrapa em Brasília, com a presença do presidente da Empresa, Celso Moretti, da presidente da CNR, Maria Chiara Carrozza, e do embaixador da Itália, Francesco Azzarello.

“É uma parceria de importância estratégica para o desenvolvimento de pesquisas e da inovação agropecuária”, explicou Moretti, referindo-se ao incremento do desenvolvimento sustentável e competitivo, a partir de projetos conjuntos e do intercâmbio de pesquisadores.

Para a presidente do CNR, é grande o potencial de possibilidades de cooperação, envolvendo transição ecológica e biodiversidade e áreas protegidas. “São aspectos essenciais para que se desenvolva uma nova agricultura, que tenha circularidade e conectividade com o conceito de sustentabilidade ambiental”, disse. “As tecnologias desenvolvidas na Itália e no Brasil podem ser compartilhadas, e ainda envolver outros países, como os do continente africano e do Oriente Médio”, afirmou.

O embaixador italiano, Francesco Azzarello, destacou a importância da assinatura e a presença no Brasil da presidente da mais importante instituição de pesquisa do país, que reforçam o potencial de cooperação bilateral. “O Brasil é reconhecidamente líder mundial no setor agropecuário e a Embrapa representa a concretização desse sucesso”, comentou. Ele lembrou o acordo de cooperação assinado em agosto do ano passado, ampliado agora e com maiores possibilidades de intercâmbio.

Estiveram presentes à assinatura do Memorando de Entendimento o ministro conselheiro da Embaixada no Brasil, Fernando Pallini e os adidos agrícola Gianluca Cicchiello, e científico, Fabio Naro. Participaram ainda o assessor internacional da Presidência da Embrapa, Alexandre Amaral, a gerente-geral de Cooperação de Pesquisa e Inovação, Sabrina Castilho Duarte, e o supervisor de Cooperação Internacional, Carlos Henrique Canesin.

Articulação para uma agricultura sustentável

A assinatura do acordo entre a Embrapa e o CNR é um dos resultados da visita do diretor executivo de Pesquisa e Inovação, Guy de Capdeville, do superintendente de Estratégia, Bruno Brasil, e do coordenador do Labex Europa, Vinícius Guimarães, a quatro países europeus entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2022, quando foram iniciadas e ampliadas as ações de cooperação com instituições de PD&I da França, Reino Unido, Itália e Turquia.

O CNR é o principal órgão de fomento à pesquisa na Itália, similar ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações brasileiro, cujo objetivo é gerar conhecimento de ponta nas áreas de fabricação química e ciência e tecnologia de materiais, voltado às áreas industrial e empresarial.

A cooperação entre a Embrapa Instrumentação e o Instituto de Materiais Nanoestruturados (ISMN), que pertence do CNR, envolve pesquisas para aplicação de nanotecnologia para o desenvolvimento de tecnologias que reduzam o impacto ambiental. A parceria começou em maio de 2021, com projetos voltados à recuperação de rejeitos de minério e nanomateriais cerâmicos sintéticos. Além disso, estão sendo desenvolvidos nanocompósitos para aplicações no agronegócio na forma de membranas biodegradáveis, bactericidas e com proteção no ultravioleta visível. O interesse da Embrapa em formalizar um acordo geral de cooperação é ampliar a abrangência, para novas áreas de pesquisa e unidades.

16/03/2023 0 Comentários
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Assista: curso da Embrapa sobre saneamento básico rural
Notícias

Assista: curso da Embrapa sobre saneamento básico rural

Por redação 16/03/2023
Escrito por redação

Para promover um curso inédito e gratuito, destinado às pessoas que levam informações sobre Saneamento Básico Rural para quem vive no campo e em áreas isoladas, a Embrapa Instrumentação promove uma discussão com especialistas nesse tema, que também afeta a vida de quem mora na cidade

Embrapa lança curso virtual gratuito de saneamento básico ruralA Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) promoveu um webinar nesta quarta-feira, 15, para lançar o curso “Saneamento Básico Rural”, que será gratuito e de forma virtual, pela primeira vez.

O webinar teve a participação de especialistas do setor e foi transmitido ao vivo (assista ao webinar abaixo), com discussões sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais da ausência ou da adoção de sistemas de saneamento básico rural, que ainda é um desafio no País.

Participaram o diretor de Negócio do Interior da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Helder dos Santos Cortez, a presidente- executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, e o pesquisador da Embrapa Instrumentação, responsável pelas tecnologias de saneamento básico rural e um dos instrutores do curso, Wilson Tadeu Lopes da Silva.

Dados importantes

Para se ter uma ideia, dos cerca de 39 milhões de habitantes morando no campo, apenas 20,5 % têm acesso a serviços adequados de coleta e tratamento de esgoto, de acordo com dados do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR, 2019).

Portanto, cerca de 31,5 milhões de brasileiros ainda sofrem com o problema crônico e grave da falta de coleta e tratamento de esgoto. Segundo o Instituto Trata Brasil (ITB, 2019), existem quase 5 milhões de brasileiros que não possuem banheiro, ou seja, defecam ao ar livre. Os dados mostram o tamanho do desafio e a necessidade de ações visando a universalização do saneamento.

Formação de multiplicadores

O curso “Saneamento Básico Rural” é destinado à capacitação e formação de agentes multiplicadores de instituições públicas, privadas e terceiro setor. O acesso ao conteúdo do curso já está liberado de forma gratuita, pela plataforma e-Campo, Ambiente Virtual de Aprendizado (AVA) da Embrapa. Basta fazer a inscrição.

Wilson Tadeu explica que a proposta do curso, que está sendo realizado com o apoio de emenda parlamentar do deputado federal Francisco Everardo Tiririca Oliveira Silva, é capacitar os multiplicadores para que sejam capazes de identificar as características do saneamento básico rural.

Outro objetivo é que eles possam reconhecer uma água de qualidade e sua relação com a saúde humana, bem como os diferentes processos existentes de tratamento de água e esgoto, incluindo os sistemas individualizados de tratamento.

“Esperamos que com a capacitação eles estejam aptos a identificar as características e benefícios das tecnologias sociais desenvolvidas para o saneamento rural. Além disso, espera-se que os multiplicadores consigam reconhecer as principais políticas públicas vigentes para o saneamento rural no Brasil, identificando estratégias para a gestão e monitoramento dos sistemas e cases de sucesso implementados pela Embrapa e parceiros”, afirma o pesquisador.

Pioneirismo em saneamento rural

A Embrapa Instrumentação atua desde 2001 com tecnologias sociais destinadas à promoção do saneamento básico em áreas rurais, periurbanas e comunidades isoladas. Ao longo de duas décadas tem realizado capacitações e instalado soluções tecnológicas de saneamento de Norte a Sul do país, além de cursos presenciais na sede do centro de pesquisa em São Carlos.

A Fossa Séptica Biodigestora, destinada ao tratamento do esgoto sanitário já gera benefícios para mais de 57 mil pessoas em cerca de 250 municípios das cinco regiões do país. Mas para universalizar os serviços de esgotamento sanitário no país, é preciso um esforço coletivo para que 99% da população tenha água potável e 90% tenha coleta e tratamento de esgoto até 2033, conforme preconiza o atual Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020).

O sistema de saneamento básico rural é composto, além da Fossa Séptica Biodigestora, pelo Jardim Filtrante, destinado ao tratamento da água cinza, oriunda de chuveiros, tanques e pias, e o Clorador Embrapa que auxilia na descontaminação da água.

16/03/2023 0 Comentários
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Notícias

FPA defende Reforma Tributária sem prejuízos ao setor agropecuário

Por redação 15/03/2023
Escrito por redação

Principal pleito do colegiado dentro da proposta é avançar na diferenciação de alíquotas

FPA defende Reforma Tributária sem prejuízos ao setor agropecuário

Deputado Pedro Lupion defendeu que a Reforma Tributária leve em conta a importância do setor sem prejudicar o produtor rural e o consumidor

A importância de preservar o equilíbrio para simplificar o sistema tributário brasileiro, sem prejudicar o setor agropecuário, movimentou o debate entre deputados e senadores, nesta terça-feira (14), durante reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária. O encontro foi marcado pela presença do secretário Extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e contou com a presença de mais de 60 parlamentares.

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O presidente do colegiado, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que a Frente, que conta com 348 parlamentares no Congresso Nacional, apoia a Reforma Tributária, mas defendeu que se leve em conta a importância do setor sem prejudicar o produtor rural e o consumidor.

“Hoje com as propostas que temos de oneração de cesta básica, por exemplo, estamos vendo um aumento de custo de produção e também para o consumidor final,” disse o parlamentar. Lupion defendeu o diálogo para alcançar um “denominador comum” em relação à Reforma Tributária.

O deputado afirmou que têm questões dentro da nova reforma, relacionadas a insumo agropecuário e competividade, que são muito graves e bastante preocupantes para o setor. “Isso pode gerar problemas sérios no mercado interno e externo.”

Pedro Lupion ressaltou também que o principal pleito da Bancada dentro da proposta – em debate no grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara – é avançar na diferenciação de alíquotas para o setor agropecuário.

“A gente não consegue, hoje, entender que uma alíquota única dentro da cadeia produtiva não seja prejudicial aos produtores rurais brasileiros. Precisamos deixar claro na Constituição a diferenciação das atividades agropecuárias”, ponderou o deputado Pedro Lupion.

O secretário extraordinário da reforma tributária, Bernard Appy, garantiu desoneração da exportação e possibilidade de crédito aos produtores rurais. “Na exportação a desoneração vai ser completa, vai ser maior do que é hoje. O setor agropecuário vai sair melhor da reforma do que está hoje, com certeza absoluta,” disse.

FPA no GT da Reforma Tributária

Presidente da FPA, Lupion reforçou que a frente elencou alguns parlamentares ligados a legislação tributária que participarão do GT da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados para o setor atingir seus objetivos.

Entre eles, Newton Cardoso Jr (MDB-MG) terá a responsabilidade de negociar os pleitos e as demandas da FPA dentro do grupo, que no prazo de 90 dias deve apresentar um relatório para análise no Congresso Nacional.

Newton Cardoso Jr disse que “o desafio dessa Reforma Tributária é a comunicação, é traduzir para ao pequeno produtor que ele será beneficiado. Nesse sentido que o dialogo precisa avançar e a FPA terá papel fundamental nisso.”

Também fazem parte do GT da Reforma Tributária os deputados membros da FPA: Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); Glaustin da Fokus (PSC-GO); Sidney Leite (PSD-AM); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Vitor Lippi (PSDB-SP).

CPI do MST

Em coletiva de imprensa, o deputado Pedro Lupion ressaltou a articulação da FPA sobre o conjunto de ações para combater as invasões de propriedades rurais no país.

O deputado explicou que foram propostas três Comissões Parlamentares de Inquérito. “Uma pelo deputado tenente coronel Zucco (Republicanos-RS), uma pelo deputado Ricardo Sales (PL-SP) e outra também pelo deputado Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)”.

O líder da bancada explicou que tem conversado com os parlamentares para unificar o pedido. “Essa iniciativa é de membros da bancada e nós devemos apoiar.”

Por fim, Lupion disse ser necessário entender o que está motivando essa onda de invasões “sem precedentes na nossa história recente”. O deputado alerta para a importância da situação: “Isso é algo que nos preocupa bastante e está fora de controle, alguém está financiando e tem motivação política”.

15/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Exportações do agronegócio alcançam US$ 9,9 bilhões

Por redação 15/03/2023
Escrito por redação

No acumulado do ano, as vendas externas do agro alcançaram recorde para o primeiro bimestre

Exportações do agronegócio alcançam US$ 9,9 bilhões em fevereiroO valor das exportações do agronegócio brasileiro alcançou US$ 9,9 bilhões em fevereiro deste ano. O índice de quantum teve redução de cerca de 12% e o índice de preço das exportações subiu quase 7%. Os produtos que tiveram destaques no mês foram milho, celulose, farelo e óleo de soja e carne de frango.

No mês analisado, houve recuo nas exportações do agronegócio em função da redução dos volumes exportados de soja em grãos, influenciado pelo atraso na colheita, apesar da produção recorde estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 151,4 milhões de toneladas para 2022/2023.

Açúcar e trigo também apresentaram queda nas vendas externas. Houve menor disponibilidade interna para exportação, por causa das preocupações com a safra argentina no caso do trigo, e menor moagem de cana-de-açúcar por questões climáticas.

A carne bovina também teve desempenho desfavorável devido à redução internacional do preço e diminuição do volume exportado. Uma das razões para essa queda no volume é o caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”) comunicado, em 22 de fevereiro, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Em função desse caso, as exportações para a China foram temporariamente suspensas a partir de 23 de fevereiro.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram recorde para o primeiro bimestre: US$ 20,1 bilhões. Destaque para as exportações recordes de farelo e óleo de soja, carnes de frango e suína, milho e celulose.

Milho

Os embarques brasileiros de milho totalizaram mais de 2 milhões de toneladas, com divisas de US$ 689 milhões. De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), o desempenho favorável do cereal deve-se à baixa oferta internacional e à alta produção nacional do grão para a atual safra.

No último levantamento da Conab, a estimativa de colheita é de cerca de 125 milhões de toneladas de milho. Desta forma, o Brasil deverá ser o maior exportador mundial de milho na temporada.

Os principais importadores do grão em fevereiro foram Japão, Coreia do Sul, Colômbia, Argélia e Vietnã.

Celulose

As vendas externas de celulose bateram recorde de valor e volume para os meses de fevereiro, atingindo US$ 766 e 1,6 milhão de toneladas, respectivamente. Os países mais industrializados do mundo são os maiores demandantes da celulose brasileira: China, União Europeia e Estados Unidos.

Farelo e óleo de soja

As vendas externas do farelo de soja, produto do complexo soja, atingiram US$ 710 milhões, devido à elevação do preço médio de exportação, que subiu 23%. Os principais importadores foram Tailândia, Países Baixos, Polônia, França e Indonésia.

Ainda no complexo soja, o óleo de soja teve desempenho recorde em faturamento e no volume para os meses de fevereiro, chegando a US$ 268 milhões, apesar da queda de cerca de 16,8% no preço médio de exportação. Índia e Bangladesh impulsionaram as vendas e importaram 33% (73 mil toneladas) e 25% (57 mil toneladas), respectivamente, de todo o volume exportado.

Carne de frango

Já a carne de frango teve recorde para os meses de fevereiro, com registro de 372 mil toneladas e US$ 726 milhões. Segundo os analistas da SCRI/Mapa, o Brasil por não ter registro de casos de gripe aviária, consegue obter recordes nos embarques desta proteína, diante do cenário mundial. Os principais compradores foram China, Arábia Saudita, Japão e Emirados Árabes Unidos.

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Notícias

Agropecuária gerou 23.147 novos empregos em janeiro

Por redação 14/03/2023
Escrito por redação

A economia brasileira criou 83.297 novos postos de trabalho em janeiro de 2023, segundo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged)

Agropecuária gerou 23.147 novos empregos em janeiro

A economia brasileira criou 83.297 novos empregos em janeiro de 2023, segundo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP). O saldo é o resultado de 1.874.226 admissões e 1.790.929 demissões no mês, registrando um saldo 50,2% menor do que o mesmo mês em 2022, quando foram geradas 167.269 vagas.

A Agropecuária gerou 23.147 novos empregos, resultado pouco abaixo ao observado no ano anterior, quando a criação de novas vagas havia sido de 25.462. Entre os demais setores, o principal destaque foi o de Serviços, com a geração de 40.686 vagas. A Indústria teve criação líquida de 34.023 vagas, abaixo do saldo de 52.889 registrado em janeiro do ano anterior.

agricultura sustentável - Agropecuária gerou 23.147 novos empregos em janeiroO setor do Comércio foi o único que registrou queda na criação líquida de empregos, com a redução de 53.524 vagas. A redução no setor é comum para o período devido à sazonalidade das contratações temporárias de final de ano. Em janeiro de 2022, o setor teve queda de 63.971 vagas.

O estoque de empregos, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, contabilizou em janeiro 42.527.722 vínculos, o que representa um crescimento de 0,2% em relação ao estoque do mês anterior. Nos últimos 12 meses (fevereiro/2022 a janeiro/2023), foi registrado saldo de 1.949.952 empregos, decorrente de 22.711.306 admissões e de 20.761.354 desligamentos.

Novos empregos na Agropecuária, por região

Na Agropecuária, o maior saldo foi da região Centro-Oeste, com 17.077 novos postos. Na Agropecuária, o maior saldo foi da região Centro-Oeste, com 17.077 novos postos. As regiões Sul e Norte também registraram saldo positivo, de 8.234 e 347, respectivamente. Já as regiões Nordeste e Sudeste apresentaram quedas de 1.240 e 1.271 respectivamente

Quanto ao desempenho dos estados, Mato Grosso registrou criação líquida de 7.782 postos de trabalho na Agropecuária em janeiro de 2023, liderando entre as 16 unidades federativas com o saldo positivo. O estado de Minas Geraisficou com a última posição, com perda líquida de 927 postos de trabalho no período.

agricultura sustentável - Agropecuária gerou 23.147 novos empregos em janeiro

As atividades agropecuárias que mais contribuíram com a criação de novos empregos em janeiro de 2023 foram:

  • Cultivo de Soja: 10.811;
  • Cultivo de Maçã: 8.665;
  • Serviço de Preparação de Terreno, Cultivo e Colheita: 2.747;
  • Cultivo de Cana-De-Açúcar: 1.122;
  • Atividades de Pós-Colheita: 773.
Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA
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Valor da Produção Agropecuária é previsto em R$ 1,2 trilhão

Por redação 14/03/2023
Escrito por redação

Resultado é o maior da série em 34 anos. Produtividade e preços agrícolas puxam o crescimento

Valor da Produção Agropecuária é previsto em R$ 1,2 trilhão Valor da Produção Agropecuária (VBP) de 2023 está estimado em R$ 1,249 trilhão, valor 5 % maior do que o obtido no ano passado. O resultado é o maior de uma série com início há 34 anos.

O VBP – Valor Bruto da Produção Agropecuária é calculado com base nas informações de safras de fevereiro, divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor das lavouras está previsto em R$ 887,7 bilhões (crescimento de 8,9%) e a pecuária, 361,9 bilhões (retração de 3,4%)

Preços acima da média de anos anteriores e expectativas de boa safra em 2023 trazem contribuição positiva para um grupo amplo de lavouras, com destaque para laranja, cana-de-açúcar, milho e soja. Milho e soja representam 62,0% do VBP das lavouras, e têm participação decisiva nesses resultados. Sua influência também têm sido importante na produtividade de grãos que está sendo prevista com acréscimo de 10%.

No caso do café, algodão e trigo, o comportamento dos preços e os níveis de produção obtidos reduziram o faturamento desse importante grupo de produtos.

A pecuária, que vem passando o terceiro ano com taxas de crescimento negativas, ainda passa por ajustes originados durante a Pandemia do Covid-19, e por redução dos preços internos. Isso tem trazido contrações no VBP de carne bovina e de frango, especialmente.

Os resultados favoráveis principalmente de soja e milho têm contribuído para os ganhos não apenas nos principais estados produtores como os do Centro Oeste e Sul, mas também em vários estados do Nordeste e Norte que também se beneficiam de bons períodos de chuvas.

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Notícias

É fake! Brasil não importou arroz contaminado

Por redação 14/03/2023
Escrito por redação

É fake! Brasil não importou arroz contaminado do PaquistãoO Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou nota sobre informações falsas que estão circulando nas redes sociais sobre um suposto carregamento de arroz contaminado que teria chegado ao Brasil com origem do Paquistão.

O Ministério da Agricultura e Pecuária esclarece que a informação da importação de arroz contaminado não procede. Todos os produtos de interesse agropecuário são fiscalizados na importação para assegurar a qualidade, identidade e segurança.

A depender da origem e do tipo de produto, análises são realizadas para verificar se os produtos atendem aos padrões de qualidade brasileiros.

No caso do arroz, o Mapa esclarece que nunca foram observadas contaminações que pudessem trazer qualquer risco ao consumidor. Anualmente são coletadas amostras de produtos para análises de contaminantes químicos ou biológicos que possam trazer risco à saúde.

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Tecnologia

Tratores super estreitos otimizam colheita nos cafezais

Por redação 14/03/2023
Escrito por redação

Agritech, especialista na fabricação de tratores para a cafeicultura, oferece equipamentos que reduzem o consumo de combustível em até 20% durante a operação

Tratores super estreitos otimizam colheita e reduzem custos nos cafezaisA colheita de café sempre foi considerada a operação de maior custo no processo agrícola, representado entre 30% e 40% dos gastos totais produtivos. Com o objetivo de reduzir estes custos e otimizar o tempo de produção, a partir da década de 1990, os fabricantes de máquinas agrícolas reforçaram a oferta de tratores com mais eficiência e destinados às demandas específicas dos cafezais.

A Agritech oferece modelos que atendem às necessidades do setor cafeeiro. A linha de tratores da marca para a cultura de café tem um raio de giro menor, que diminui o tempo de manobra e facilita o trabalho, além da redução de combustível em até 20% durante a operação. São modelos super estreitos e cabinados.

Um destes tratores oferecidos pela Agritech é o modelo 1185 Turbo cafeeiro, equipamento desenvolvido para atender a lavoura de café e suas diversas topografias, pois alia alto desempenho e facilidade nas operações do trabalho no campo. O trator possui motor eficiente, que agrega potência e baixo consumo de combustível, com um sistema de injeção que proporciona até 20% de economia.

“Com design moderno e robusto, o equipamento se faz presente na perfeita integração entre eficiência, agilidade e rentabilidade, garantindo melhores resultados, do plantio a colheita”, afirma o Coordenador de Vendas/Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.

No Brasil, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, existem quase 1,3 milhão de tratores em mais de 730 mil propriedades. E, no cultivo do café, as versões compactas desses equipamentos são essenciais para o desempenho de múltiplas tarefas como preparo de solo, plantio, colheita e tratos culturais.

Pequeno, mas com a força dos grandes

Também indicado para as lavouras de café, o trator 1160 da Agritech atende aos produtores rurais que necessitam de um trator estreito, compacto, ágil e econômico em sua propriedade para trabalhar em lavouras de diferentes espaçamentos. A versatilidade é uma das características mais marcantes do equipamento, que pode ser usado desde o preparo do solo até o transporte da colheita.

“O grande diferencial do 1160 é a bagagem de vantagens que acompanham o produto, que pode ser equiparada somente aos tratores de grande porte”, afirma Oliveira.

Super estreitos e cabinados

“Possuímos os mais estreitos tratores do mercado. O modelo cafeeiro 1175 Super Estreito Cabinado, por exemplo”, afirma o coordenador. Nesta linha, a Agritech também oferece o 1155 Super Estreito Cabinado. Os dois Ambos foram desenvolvidos especialmente para a cultura do café adensado.

Ainda de acordo com o coordenador, os modelos desenvolvidos pela Agritech possuem cabine de fábrica. São cabines equipadas com estruturas de proteção contra capotamento, além de controles do ar-condicionado com comandos de fácil acesso. “São diferenciais que buscamos integrar em nossos tratores, atendendo uma demanda do mercado cafeeiro”, finaliza Oliveira.

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Notícias

Automação no plantio é um desafio para o produtor rural

Por redação 13/03/2023
Escrito por redação

Entre os principais benefícios dessa adesão tecnológica está a eliminação de erros humanos, otimização da segurança dos trabalhadores, agilidade no trabalho e melhor custo-benefício

Automação no plantio é importante e desafiador para o produtor ruralO mercado atual está cada vez mais competitivo e um dos principais fatores para se diferenciar é justamente a utilização de recursos tecnológicos mais avançados, como a automação. No plantio isso não é diferente, é um processo que facilita o desenvolvimento das operações e melhora o desempenho e resultados de uma propriedade rural. No passado, a indústria era a principal beneficiária da tecnologia mas, atualmente, quase todas as empresas precisam de ferramentas que garantam a produtividade e a agilidade das tarefas e do atendimento ao cliente. Produzir mais a menores custos é um dos grandes desafios de todo empreendedor.

No agronegócio, é fundamental contar com meios que melhorem a produção sem comprometer a qualidade dos produtos. Ou seja, é necessário ter resultados rápidos, mas satisfatórios. Há muito tempo, as máquinas vêm contribuindo para que o produtor rural consiga se manter ativo e com potencial para se sustentar no mercado moderno.

Quando o assunto é plantio, existem diversas vantagens para automatizar o processo. De acordo com Evandro Martins, presidente da FertiSystem e presidente diretor executivo do Parque Tecnológico do agro – Tecnoagro, entre os principais benefícios dessa adesão tecnológica está a eliminação de erros humanos, otimização da segurança dos trabalhadores, agilidade no trabalho e melhor custo-benefício. Além disso, pode-se destacar o máximo aproveitamento da matéria-prima, que impacta positivamente a sustentabilidade do negócio.

Ainda segundo ele, há outras vantagens para o agricultor. “Ele não precisa gastar tanto com mão de obra. Muitas máquinas são fáceis de operar, o que é considerado um grande benefício para muitos trabalhadores. O empreendedor também usufrui de um consumo inteligente dos insumos. Enfim, com a automação, há o aumento da produtividade de acordo com a tecnologia adquirida”, completa.

Ferramentas para a automação no plantio

Atualmente, o mercado disponibiliza diferentes tecnologias para a automação no plantio. O GPS é uma delas. Para muitas pessoas, ele é somente um recurso básico para que outras ferramentas possam funcionar. Entre eles, o piloto automático no sistema de gestão de plantio e até a correção da terra, que pode ser feita em conjunto com as informações fornecidas pelo mapeamento químico do solo. Entretanto, a automação não consiste em uma única ferramenta, mas em um sistema composto por partes mecânicas, sensores, programas de lógica computacional e controladores (telas). Esse conjunto permite que o comando desejado se comunique com a as ações mecânico-físicas das máquinas.

Segundo Martins, existem diferentes controladores no mercado, sendo que alguns são bem simples e outros são mais sofisticados e complexos. Há por exemplo, ferramentas de tecnologia como as da FertiSystem, que oferecem muitas opções aos produtores, como os dosadores de microgranulados e de adubo, sistema de taxa fixa para dosagem elétrica de sementes e adubo por meio do controle via tablet ou smartphone e taxa variável para adubo.

A empresa dispõe ainda de funcionalidades como desligamento de sementes (linha a linha) com compensação em curva e regulagens por meio de controladores. “Somos uma das únicas no mercado que conta com sistema elétrico para adubação e plantio de sementes”, diz Martins.

Cuidados com essa automação

Na implementação da automação no plantio, é preciso considerar o retorno do investimento. Caso o produtor rural perceba que não é viável a implementação integral do processo, ele poderá implantar gradualmente, até conseguir total automação das operações. Isso significa fazer investimentos menores, em vez de realizar um investimento muito alto de uma só vez.

O empreendedor precisa avaliar o que é mais importante fazer, considerando os recursos financeiros que têm disponíveis. Durante a implementação, é preciso entender que a forma de trabalhar mudará muito e que os trabalhadores precisam se acostumar com essa mudança.

“Ou seja, eles precisam ficar aptos a mexer com segurança nas máquinas, compreendendo seu funcionamento. Será necessário treinamento para operar o novo sistema, principalmente os funcionários que ficarão em contato direto com os processos automáticos, e devem conhecer o máximo possível sobre o assunto”, diz o executivo da FertiSystem.

Um dos desafios em relação ao plantio é trabalhar com agilidade e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade das plantações. Isso envolve a uniformidade no desenvolvimento da lavoura, a distribuição efetiva de adubo, a plantabilidade e a distância adequada entre as sementes. Quando o produtor rural automatiza o processo, ele obtém um plantio de qualidade, além de conservar seu patrimônio e aplicar a sustentabilidade. A qualidade da lavoura fica assegurada, bem como a agilidade e a produtividade.

No Brasil, a mão de obra qualificada está escassa e custa caro, o que gera altas despesas para o empreendimento, reduzindo os lucros. Com a automação, esse problema é minimizado, pois muitas atividades manuais são substituídas, cabendo ao funcionário gerenciar o controle das máquinas. Dessa forma, seu trabalho se torna mais especializado e até mais valorizado.

Como a aplicação dos insumos impacta diretamente a lucratividade do negócio, é importante saber utilizá-la com sabedoria. Esse é mais um desafio que a tecnologia automatizada permite superar. “É preciso que o empreendedor analise bem suas dificuldades no plantio antes de optar pelas melhores soluções. Apesar dos problemas gerais, cada empreendedor tem seus próprios desafios a superar. Conhecê-los e entender quais as soluções mais adequadas são passos cruciais para o empreendimento”, pontua Martins.

Porteiras abertas à tecnologia

Vale lembrar que o agricultor deve estar aberto às novas formas de plantio, pois quanto mais ele resistir às inovações, menor será seu crescimento. Se os processos não melhoram, a atividade agrícola se torna cada vez mais difícil, interferindo negativamente na sobrevivência do negócio. A tendência moderna é a automação no plantio por meio de sistemas elétricos integrados aos dosadores de adubos e de sementes.

O sistema promove uma precisão elevada, a remoção de partes mecânicas móveis, a regulagem por meio dos controladores (sem a necessidade de trabalhadores para efetuar regulagens manuais), a dosagem independente do traçado do equipamento e a manutenção reduzida.

Qualquer máquina é passível de automação, nova ou antiga. No caso das mais velhas, é preciso considerar se o investimento em sua automação compensa ou se é melhor adquirir um produto novo, já automatizado. Os equipamentos modernos já podem vir de fábrica com a automação que o empreendedor precisa. Mas também é possível automatizar por etapas, distribuindo a disponibilidade dos recursos financeiros ao longo do tempo.

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Notícias

Embrapa lança curso virtual gratuito de saneamento rural

Por redação 13/03/2023
Escrito por redação

A Fossa Séptica Biodigestora, destinada ao tratamento do esgoto doméstico, é uma das tecnologias que serão abordadas no curso “Saneamento Básico Rural”

Embrapa lança curso virtual gratuito de saneamento básico ruralA Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) vai promover na quarta-feira, dia 15, às 10 horas, um webinar de lançamento do curso “Saneamento Básico Rural”, que será gratuito e de forma virtual pela primeira vez. O webinar, com especialistas do setor e com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no Youtube, vai discutir os impactos sociais, econômicos e ambientais da ausência ou da adoção de sistemas de saneamento básico rural, que ainda é um desafio no País.

Para se ter uma ideia, dos cerca de 39 milhões de habitantes morando no campo, apenas 20,5 % têm acesso a serviços adequados de coleta e tratamento de esgoto, de acordo com dados do Programa Nacional de Saneamento Rural (PNSR, 2019).

Portanto, cerca de 31,5 milhões de brasileiros ainda sofrem com o problema crônico e grave da falta de coleta e tratamento de esgoto. Segundo o Instituto Trata Brasil (ITB, 2019), existem quase 5 milhões de brasileiros que não possuem banheiro, ou seja, defecam ao ar livre. Os dados mostram o tamanho do desafio e a necessidade de ações visando a universalização do saneamento.

Clique aqui para acompanhar a discussão do tema no webinar com o diretor de Negócio do Interior da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Helder dos Santos Cortez, a presidente- executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, e o pesquisador da Embrapa Instrumentação, responsável pelas tecnologias de saneamento básico rural e um dos instrutores do curso, Wilson Tadeu Lopes da Silva.

Formação de multiplicadores

O curso “Saneamento Básico Rural” é destinado à capacitação e formação de agentes multiplicadores de instituições públicas, privadas e terceiro setor. O acesso ao conteúdo do curso poderá ser realizado a partir do dia 15, de forma gratuita, pela plataforma e-Campo, Ambiente Virtual de Aprendizado (AVA) da Embrapa.

Neste ambiente, o interessado encontrará informações gerais do curso, que é autoinstrucional e autoexplicativo, ou seja, não existe tutoria, e instruções de como proceder, caso ainda não seja cadastrado na plataforma de cursos a distância da Embrapa. Para acessar a plataforma, entre aqui.

Wilson Tadeu explica que a proposta do curso, que está sendo realizado com o apoio de emenda parlamentar do deputado federal Francisco Everardo Tiririca Oliveira Silva, é capacitar os multiplicadores para que sejam capazes de identificar as características do saneamento básico rural.

Outro objetivo é que eles possam reconhecer uma água de qualidade e sua relação com a saúde humana, bem como os diferentes processos existentes de tratamento de água e esgoto, incluindo os sistemas individualizados de tratamento.

“Esperamos que com a capacitação eles estejam aptos a identificar as características e benefícios das tecnologias sociais desenvolvidas para o saneamento rural. Além disso, espera-se que os multiplicadores consigam reconhecer as principais políticas públicas vigentes para o saneamento rural no Brasil, identificando estratégias para a gestão e monitoramento dos sistemas e cases de sucesso implementados pela Embrapa e parceiros”, afirma o pesquisador.

Estrutura do curso

De acordo com Wilson Tadeu, o curso foi pensado de modo a fornecer material didático de fácil compreensão, com viodeoaulas de curta duração, entre 15 e 20 minutos, e com diversos recursos gráficos para facilitar a visualização e o aprendizado.

Ao final de cada módulo, o inscrito terá acesso a um arquivo com material compactado da aula, bem como exercícios de fixação do conteúdo. Ao concluir o curso, os participantes receberão automaticamente um certificado de participação.

O conteúdo da capacitação virtual está estruturado em três módulos com carga total de 20 horas. As videoaulas serão apresentadas pelo pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, pelo analista e engenheiro civil Carlos Renato Marmo e palestrantes convidados de instituições como a Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), ONGs e de prefeituras municipais.

O módulo 1 vai tratar dos recursos hídricos e conceitos do saneamento básico, enquanto o módulo 2 vai focar especificamente nas tecnologias sociais – Fossa Séptica Biodigestora, Jardim Filtrante e Clorador Embrapa – desenvolvidas pela Embrapa para saneamento básico rural, entre outras, bem como o reuso seguro do efluente do esgoto tratado. O último módulo vai abordar os aspectos sociais, transferência de tecnologias, gestão e políticas públicas em saneamento rural, entre outros assuntos.

Pioneirismo em saneamento rural

A Embrapa Instrumentação atua desde 2001 com tecnologias sociais destinadas à promoção do saneamento básico em áreas rurais, periurbanas e comunidades isoladas. Ao longo de duas décadas tem realizado capacitações e instalado soluções tecnológicas de saneamento de Norte a Sul do país, além de cursos presenciais na sede do centro de pesquisa em São Carlos.

A Fossa Séptica Biodigestora, destinada ao tratamento do esgoto sanitário já gera benefícios para mais de 57 mil pessoas em cerca de 250 municípios das cinco regiões do país. Mas para universalizar os serviços de esgotamento sanitário no país, é preciso um esforço coletivo para que 99% da população tenha água potável e 90% tenha coleta e tratamento de esgoto até 2033, conforme preconiza o atual Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020).

O sistema de saneamento básico rural é composto, além da Fossa Séptica Biodigestora, pelo Jardim Filtrante, destinado ao tratamento da água cinza, oriunda de chuveiros, tanques e pias, e o Clorador Embrapa que auxilia na descontaminação da água.

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