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Revista

Expodireto Cotrijal fecha com mais de R$ 7 bilhões em negócios

Por redação 13/03/2023
Escrito por redação

O valor é 42% superior ao ano passado, quando foram registrados R$ 4,9 bilhões; Todos os indicadores da feira registraram crescimento. 

Expodireto bate recorde com mais de R$ 7 bilhões em negóciosA 23ª Expodireto Cotrijal confirmou as projeções iniciais e alcançou índices históricos de comercialização e de público. No total, a feira em Não-Me-Toque movimentou, de 6 a 10 de março, R$ 7,043 bilhões. O valor é 42% superior ao ano passado, quando foram registrados R$ 4,961 bilhões.

Todos os indicadores da feira registraram crescimento. As vendas por meio dos bancos, por exemplo, alcançaram R$ 6,3 bilhões. O volume é 45% superior aos R$ 4,3 bilhões de 2022. Em recursos próprios dos produtores foram aplicados R$ 570 mil este ano, 12% a mais que no ano passado.

O Pavilhão Internacional gerou R$ 114,9 milhões. O valor representa um crescimento de 84% em relação aos R$ 62,6 milhões de 2022.

Um dos locais mais requisitados da Expodireto, o Pavilhão da Agricultura Familiar, que este ano contou com a participação de 220 empreendimentos, movimentou R$ 2,5 milhões – crescimento de 52% quando comparado a 2022 (R$ 1,7 milhão).

Os números finais foram apresentados em uma coletiva de imprensa, na tarde da sexta-feira (10), na Arena Agrodigital. O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, enalteceu o sucesso da feira em meio a mais um ano difícil devido à estiagem no Rio Grande do Sul. Ele também indicou que o volume de comercialização poderia ser ainda maior se houvesse mais oferta de crédito.

“Todos sabem que os juros praticados hoje estão altos. Estamos reivindicando uma taxa especial para o agronegócio. Não é fácil, mas essa taxa tem que começar a ceder para manter o homem no campo”, disse Manica.

A coletiva também foi acompanhada pelo vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder; senador Luis Carlos Heinze; prefeito de Não-Me-Toque, Gilson dos Santos; e demais integrantes da organização da feira.

Público

Em cinco dias de feira, 320,5 mil pessoas prestigiaram o Parque de Exposições. O número é 22% superior aos 263 mil visitantes do ano passado. É o maior público da história da feira.

Apenas na quarta-feira (8), havia mais de 90 mil pessoas na Expodireto. Manica comentou que às 11h daquele dia não tinha mais espaço no estacionamento da feira, que precisou ser fechado – algo que jamais havia ocorrido na história do evento.

“Naquele mesmo dia, aqui perto do parque, tinha 10 helicópteros. Em Carazinho, o aeroclube bateu o recorde de jatos privados: 25 jatos que vieram de várias partes do Brasil. Em Passo Fundo, numa grande locadora de carros, os 180 veículos disponíveis não foram suficientes para atender a demanda”, explicou o presidente.

Área maior

Este ano, o parque foi ampliado de 98 para 131 hectares, sendo que parte da área adicional foi ocupada, com projeto de ampliação futura. No total, o Parque de Exposições recebeu 591 expositores, 5% a mais do que os 563 de 2022.

O crescimento da área proporcionou atender mais algumas empresas de máquinas e equipamentos, que estavam aguardando espaço para expor, e readequar a localização de outras. É o caso da Baldan, que pôde ampliar a área. “A Expodireto Cotrijal é a principal feira do Rio Grande do Sul e uma grande oportunidade de negócios”, afirmou Oswaldo Marques, diretor comercial.

A Rubemaq, que participa da Expodireto Cotrijal desde 2017, mas estava em outro local do parque, também comemorou a melhoria.

“A mudança proporcionou maior visibilidade, o que gerou expressivo crescimento em relação a 2022”, elogiou Welinton Dullius, gerente da empresa.

A 24ª edição da Expodireto Cotrijal já tem data marcada. O evento será realizado entre os dias 4 e 8 de março de 2024.

13/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Brasil e Austrália discutem acordos comerciais e técnicos

Por redação 13/03/2023
Escrito por redação

No Mapa, embaixadora australiana tratou sobre as propostas de comércios de produtos entre os países

Brasil e Austrália discutem acordos comerciais e cooperação técnicaMinistério da Agricultura e Pecuária foi um dos primeiros visitados pela embaixadora da Austrália, Sophie Davies, devido ao grande interesse de seu país pelas técnicas de agricultura sustentável e suas características similares às do Brasil.

Em reunião com o ministro Carlos Fávaro, nessa quarta-feira (8), foram realizadas as primeiras conversas para dar início aos acordos comerciais que possam permitir a exportação da carne suína brasileira, bem como a importação de cevada e trigo australianos. Para isso, Brasil e Austrália devem articular, junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), pela redução das tarifas que possibilitem as exportações entre ambos.

“A agricultura é muito importante para o nosso país, por isso o senhor é um dos primeiros ministros que estamos visitando. Somos orgulhosos da nossa agricultura sustentável e temos muito a compartilhar. É uma grande oportunidade para a cooperação na área de pesquisa”, afirmou a embaixadora.

Neste sentido, a proposta de Fávaro é uma parceria em pesquisas de métrica de mercado de carbono a fim de que se possa certificar quanto as florestas podem capturar de carbono a fim de que se aplique um padrão semelhante ao maior número de países.

13/03/2023 0 Comentários
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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Notícias

Exportação de café cai 33% em fevereiro, para 2,4 mi/sacas

Por redação 10/03/2023
Escrito por redação

Com mercado spot externo mais atrativo e menor disponibilidade na entressafra brasileira, cenário impacta desempenho no bimestre e pode durar até a chegada da colheita 2023

Exportação de café cai 33% em fevereiro, para 2,4 milhões de sacasSegundo dados do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques nacionais do produto, em fevereiro de 2023, totalizaram 2,396 milhões de sacas de 60 kg, gerando uma receita cambial de US$ 505,9 milhões. O desempenho da exportação de café implica quedas de 33,3% em volume e de 38,5% em faturamento na comparação com o segundo mês do ano passado, à medida que o preço médio da saca, de US$ 211,13, recua 7,9% em mesmo intervalo.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano safra 2022/23, o Brasil acumula a exportação de café de 24,621 milhões de sacas, volume 7,7% inferior ao remetido ao exterior de julho de 2021 a fevereiro de 2022. Já em receita, a performance ainda é positiva, em 13% na mesma comparação, com o rendimento chegando a US$ 5,704 bilhões, com o cenário refletindo os elevados preços do produto nesses oito meses do ciclo 2021/22.

Ano civil da exportação de café

Em janeiro e fevereiro deste ano, as remessas brasileiras de café ao exterior apresentam declínio de 25,4%, saindo de 7,008 milhões, no primeiro bimestre de 2022, para os atuais 5,226 milhões de sacas. A receita percorre caminho similar ao somar US$ 1,117 bilhão, ou queda de 28,8% ante mesmo intervalo antecedente.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a baixa nos embarques se justifica pelo período de entressafra, após duas colheitas menores, impactadas por adversidades climáticas em importantes regiões produtoras no cinturão cafeeiro do Brasil, e pelo contexto do mercado internacional.

“Quanto mais longe de uma safra alta, como a de 2020, que foi recorde, menos café remanescente temos, impactando na oferta. Apesar de a Bolsa de Nova York ter se recuperado em janeiro e fevereiro, ainda está bem aquém dos níveis registrados em setembro, antes do início do movimento de queda, quando o produtor aproveitou a combinação de mercado e câmbio favoráveis, fez o dever de casa e vendeu o que era possível”, analisa.

Ele completa que, no cenário atual, apesar da recuperação dos preços internacionais no primeiro bimestre, as cotações ainda não são atrativas para o produtor negociar seu estoque, “que não é tão grande em função das colheitas menores em 2021 e 2022, daí a retração que observamos”.

Segundo o presidente do Cecafé, no tocante ao café arábica, os níveis praticados no mercado interno estão acima da cotação da Bolsa de Nova York e, por consequência, o volume negociado no Brasil é menor do que o fluxo normal, limitando-se, em sua maioria, à cobertura de vendas contratadas previamente e a poucos novos negócios, impactando o desempenho das exportações.

“Esse cenário faz com que os clientes internacionais busquem café no spot – à vista no exterior –, que corresponde ao preço da bolsa, ou até mesmo com desconto, dependendo da qualidade do produto em relação aos padrões da plataforma nova-iorquina”, explica.

Ferreira observa, ainda, que, a esse contexto, alia-se a contínua e crescente demanda do mercado nacional pelo café canéfora. “Com o spot lá fora mais atrativo do que nosso arábica (Free on Board) FOB e os conilon e robusta majoritariamente direcionados às indústrias internas, o Brasil perde competitividade nas exportações das duas variedades. Esse é um comportamento que, possivelmente, seguiremos vendo até a entrada da safra 2023, mais especificamente do arábica, entre junho e julho, quando deveremos ter uma retomada dos embarques”, conclui.

Principais destinos da exportação de café

No primeiro bimestre de 2023, os Estados Unidos mantêm o posto de principal comprador dos cafés do Brasil, adquirindo 978.334 sacas, volume 29,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2022. Esse montante equivale a 18,7% dos embarques totais brasileiros no intervalo.

A Alemanha, com representatividade de 15,1%, importou 787.264 sacas (-33,7%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Itália, com a compra de 398.067 sacas (-35,1%); Bélgica, com 313.292 sacas (-59,7%); e Japão, com a aquisição de 247.672 sacas (-28,8%).

Entre os destaques positivos, aparecem as exportações dos cafés do Brasil para Colômbia, Holanda (Países Baixos) e França. Sextos entre os principais destinos do produto no primeiro bimestre, os colombianos adquiriram 226.179 sacas, o que representa incremento de 7,8% frente ao volume adquirido em janeiro e fevereiro de 2022. Os holandeses vêm na sequência, elevando suas importações em 50,8%, para 165.278 sacas, e os franceses aparecem em nono lugar, com a importação de 138.697 sacas, alta de 25,6% no mesmo intervalo comparativo.

Portos

O complexo marítimo de Santos (SP) segue como principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro bimestre de 2023, com a remessa de 4,228 milhões de sacas ao exterior, o que equivale a 80,9% do total. Na sequência, aparecem os portos do Rio de Janeiro, que respondem por 14,8% dos embarques ao terem remetido 771.084 sacas, e Paranaguá (PR), com a exportação de 72.579 sacas e representatividade de 1,4%.

Tipos de café

O café arábica foi o mais exportado em janeiro e fevereiro deste ano, com o despacho de 4,461 milhões de sacas ao exterior, o que corresponde a 85,4% do total. O segmento do solúvel teve 600.184 sacas embarcadas, com representatividade de 11,5%, seguido pela variedade canéfora (robusta + conilon), com 159.080 sacas (3%) e pelo produto torrado e torrado e moído, com 5.251 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis responderam por 20,8% das exportações totais brasileiras do produto no primeiro bimestre de 2023, com o envio de 1,086 milhão de sacas ao exterior. Esse volume representa declínio de 3% na comparação com o mesmo período do ano antecedente.

O preço médio desse produto foi de US$ 253,88 por saca, proporcionando uma receita de US$ 275,6 milhões nos dois meses, o que corresponde a 24,7% do obtido com os embarques totais. No comparativo anual, o valor é 18% menor do que o aferido no primeiro bimestre de 2022.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados nos dois primeiros meses deste ano, os Estados Unidos estão na ponta, com a aquisição de 297.184 sacas, o equivalente a 27,4% do total desse tipo de produto exportado. Na sequência, vêm Alemanha, com 183.612 sacas e representatividade de 16,9%; Bélgica, com 120.410 sacas (11,1%); Holanda, com 62.721 sacas (5,8%); e Itália, com 58.530 sacas (5,4%).

O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, até o fim de fevereiro de 2023, está disponível no site do Cecafé.

10/03/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Atvos leiloa mais de 700 lotes entre peças e máquinas agrícolas

Por redação 09/03/2023
Escrito por redação

Atvos leiloa peças, equipamentos e máquinas pela plataforma Superbid Exchange

Atvos leiloa mais de 700 lotes entre peças e máquinas agrícolas

A Atvos, empresa de bioenergia e uma das principais produtoras de etanol do País, anuncia o leilão de peças, equipamentos e máquinas pela plataforma Superbid Exchange, a ser realizado entre os dias 13 e 16 de março. Ao todo, serão mais de 700 lotes, entre máquinas, equipamentos e peças, anteriormente utilizados para manutenções, reparos e operações da companhia em suas unidades agroindustriais localizadas em quatro estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Na plataforma da Superbid Exchange, os lotes estão classificados de acordo com a categoria e a faixa de valor dos itens. Dessa forma, o pregão será dividido em quatro datas, conforme a seguinte organização: peças (13 de março), rodantes (14), máquinas pesadas (15) e implementos agrícolas (16).

Para a Atvos, a desmobilização está sendo realizada em função da renovação do seu parque de máquinas e equipamentos utilizados em suas operações. “À medida que investimos em inovação e tecnologia para a compra de um novo maquinário ao longo dos últimos anos, esses equipamentos substituídos foram sendo desativados ou retirados das frentes agrícolas, proporcionando uma ampliação dos nossos resultados operacionais e índices de produtividade.

A maior parte dos ativos era utilizada em nossas operações agrícolas, tais como: tratos culturais, preparo de solo, plantio e colheita mecanizada. As peças e componentes disponibilizados para venda neste processo eram destinados à manutenção dos equipamentos e se encontram disponíveis em nosso estoque, sem utilização, em ótimo estado de conservação e com valores muito abaixo do custo atual de mercado, tornando-se uma excelente oportunidade de compra”, afirma Bruno Furquim, gerente de Suprimentos da Atvos.

Leilão de peças e máquinas agrícolas

Os leilões da Superbid Exchange para a categoria agrobusiness têm atraído a atenção de compradores que desejam encontrar peças e máquinas com baixo custo. Os eventos incluem equipamentos de diversas marcas e modelos, permitindo que os interessados possam encontrar o que precisam com facilidade. Os lotes variam entre R$ 5 mil e R$ 29,3 mil.

Para quem atua no setor agrícola, encontrar peças e equipamentos com preços acessíveis pode ser um desafio, especialmente para pequenos produtores. Com o leilão da Atvos, há uma oportunidade de adquirir itens usados em boas condições por um valor mais em conta, permitindo que os compradores economizem em seus investimentos.

09/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Safra de grãos está estimada em 309,9 milhões de toneladas

Por redação 09/03/2023
Escrito por redação

Quase metade desse volume total é resultado das lavouras de soja, o que representa uma colheita em torno de 151,4 milhões de toneladas, como mostra o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2022/23, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Conab

Safra de grãos está estimada em 309,9 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos na safra 2022/23 pode chegar a 309,9 milhões de toneladas. Quase metade desse volume total é resultado das lavouras de soja, o que representa uma colheita em torno de 151,4 milhões de toneladas, como mostra o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2022/23, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume de soja a ser colhido nesta temporada é 20,6% superior ao registrado no ciclo anterior, o que aponta uma recuperação na produtividade das lavouras que foram atingidas pelas condições climáticas adversas no período de 2021/22.

Fazer a manutenção preventiva é muito mais eficiente e econômico

“A atual estimativa de produção da oleaginosa cresce se comparada com o ciclo passado, mas representa uma variação negativa de 1% em relação ao último anúncio da Conab devido à intensificação, em fevereiro, dos danos causados pela estiagem no Rio Grande do Sul. No entanto, essas perdas foram compensadas, em parte, pelos ganhos observados em Tocantins, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul”, explica o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro.

A colheita avança em todas as regiões produtoras, com percentuais abaixo quando comparados com a safra 2021/22. Esse ritmo mais lento é explicado por motivos distintos, como o excesso de chuvas, que dificulta o tráfego de máquinas nas lavouras. Além das precipitações durante a colheita, é preciso lembrar que em algumas áreas o plantio da soja foi realizado de forma tardia, como em determinados locais produtores de Goiás e do Matopiba, enquanto que em outras regiões houve a ocorrência de temperatura mais baixa o que trouxe impacto no desenvolvimento do grão, alongando o ciclo da cultura.

Esse atraso traz impactos na semeadura do milho 2ª safra, que já tem semeada 63,6% da área prevista para a cultura em todo o país. No mesmo período do ano passado, este índice chegava próximo de 75%. Ainda assim, a Companhia projeta um crescimento na produção de 11,3% podendo chegar a 95,6 milhões de toneladas.

“É importante destacar que semear o milho fora da janela ideal pode aumentar os riscos durante o desenvolvimento das lavouras, e não há garantia de como a cultura irá se desenvolver em condições climáticas adversas.”, reforça a superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Candice Romero Santos. Já na primeira safra do cereal, a colheita esperada é de aproximadamente 26,76 milhões de toneladas, 6,9% acima da safra 2021/22.

Outra importante cultura de 2ª safra, o algodão já está completamente semeado. Houve aumento de 4% na área, atingindo 1,66 milhão de hectares. Com isso, a expectativa é que a colheita da pluma atinja 2,78 milhões de toneladas. Para o arroz, a produção é estimada em 9,9 milhões de toneladas, 8,4% inferior ao volume produzido na safra passada devido à redução de área, aliada às condições climáticas adversas, sobretudo no Rio Grande do Sul, maior estado produtor. No caso do feijão, a Conab estima uma colheita de 2,92 milhões de toneladas, somando as três safras.

Mercado

Em relação ao mercado externo, a Companhia alterou os estoques finais para o algodão para 1,53 milhão de toneladas. A atualização ocorre diante do ajuste na expectativa da produção e a manutenção tanto do consumo como das exportações. O início de ano se mostra lento para as vendas ao mercado externo da pluma, como apontam os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

Em fevereiro de 2023 foram exportadas 43,2 mil toneladas de algodão, um desempenho muito baixo ao se comparar com o mesmo período de 2022, quando foram exportadas 166,4 mil toneladas de algodão. Ainda assim, o setor continua confiante e vem trabalhando para ampliar as exportações, as quais devem chegar próximas de 2 milhões de toneladas.

Já para o milho as exportações seguem em ritmo acelerado, atingindo a marca de 2,28 milhões de toneladas exportadas, maior volume registrado para o mês desde 2016. A demanda chinesa, em conjunto com a quebra da safra argentina, influencia na maior procura pelo produto brasileiro.

Diante da demanda aquecida, a Conab estima que 48 milhões de toneladas do cereal sairão do país via portos. Com isso, o estoque de milho em fevereiro de 2024, ou seja, ao fim do ano safra 2022/23, deverá ser de 7,3 milhões de toneladas – mesmo com o aumento da produção no país.

09/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Trator novo ou usado? Veja as melhores dicas para não errar na escolha

Por redação 08/03/2023
Escrito por redação

Saiba quais são as principais vantagens e desvantagens na hora de comprar um trator novo ou usado

Trator novo ou usado? Veja as melhores dicas para não errar na escolhaNão há dúvidas de que a aquisição de maquinário é uma das principais formas de aumentar a eficiência e a produtividade na fazenda. Dessa forma, a principal questão é sobre qual tipo de investimento deve ser feito: é melhor comprar um trator novo ou usado?

A seguir, listamos os prós e os contras na compra de um trator novo ou usado. Com isso, você poderá tomar a decisão mais acertada.

O que considerar na hora de escolher um trator novo ou usado?

Vantagens dos tratores novos
  • Garantia de fábrica: embora a probabilidade de um trator novo apresentar defeitos seja pequena, você pode contar com assistência técnica para arrumar o que for preciso. Atualmente, a garantia de fábrica pode ser de até 5 anos, dependendo da marca escolhida.
  • Peças novas: a durabilidade das peças de um trator novo é bem maior do que de um trator usado. Além disso, caso seja necessário trocar alguma peça, será muito mais fácil encontrar fornecedores.
  • Tecnologia de ponta: as máquinas estão em constante evolução e as fabricantes lançam novas tecnologias todo ano. Por causa disso, ao comprar um trator novo, você terá acesso ao que há de mais moderno nesse mercado.
Desvantagens dos tratores novos
  • Preço: um trator recém-saído da fábrica tem um custo mais alto. Isso exige uma boa análise sobre a demanda da fazenda antes de qualquer investimento. Afinal, um equipamento caro parado é sinônimo de prejuízo.
  • Depreciação: assim como qualquer veículo, o trator acaba perdendo valor de mercado assim que sai da concessionária. 
  • Prazo de entrega: como a maioria das marcas não possuem máquinas a pronta entrega, ao comprar um trator novo você começa a pagar pelo equipamento mesmo antes de utilizá-lo.
Vantagens dos tratores usados
  • Preços acessíveis: por conta da depreciação do valor ao sair da concessionária, o preço de um trator usado é bem menor quando comparado a um trator novo. Além disso, cabe mais margem para negociação. 
  • Bom custo-benefício: ao comprar tratores seminovos ou bem conservados é possível ter mais tecnologia por menos investimento.
  • Uso imediato: a compra de um trator usado evita problemas como falta de estoque ou tempo de montagem na fábrica. Isso significa que você fecha negócio e o equipamento já está disponível.
Desvantagens dos tratores usados
  • Documentação de transferência: ao optar por um trator usado é preciso ter em mente que será necessário desembolsar um valor para transferir a propriedade do veículo para o seu nome.
  • Manutenção: equipamentos usados carregam peças e componentes desgastados. Lembre-se que isso pode gerar um número maior de manutenções e reparos. Além do valor gasto com a assistência, ainda pode ocorrer o prejuízo na lavoura caso o trator fique muito tempo na oficina.
  • Anúncios enganosos: pessoas e imagens podem mentir sobre o real estado do trator. Se a negociação for feita via internet, o cuidado deve ser redobrado para não cair em nenhum golpe.
  • Vistoria especializada: para diminuir a chance de problemas, o ideal é investir na contratação de uma empresa ou profissional que entenda de mecânica e elétrica para avaliar as reais condições do trator.
  • Custo do deslocamento: caso o trator esteja em outra cidade ou em um local distante, é necessário considerar também o valor do transporte do equipamento até a sua fazenda.

Como deu para notar, há inúmeras vantagens e desvantagens na compra de um trator novo ou usado. Por isso, a dica de ouro é fazer uma análise criteriosa sobre quais são as necessidades da sua propriedade. Além, é claro, de entender quanto você tem para investir. Independentemente da escolha, contar com um trator é sinônimo de mais agilidade na sua produção.

Confira também:

8 dicas para escolher o trator ideal para a sua propriedade

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas

 

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08/03/2023 0 Comentários
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Manutenção

Fazer a manutenção preventiva é muito mais eficiente e econômico

Por redação 08/03/2023
Escrito por redação

Fazer a manutenção preventiva é muito mais eficiente e econômico

Por Joel Sebastião Alves – Máquinas, motores, eixos de transferências de forças, redutores, engrenagens, acoplamentos e dispositivos rodantes, entre outros variados itens. Eis um universo cada vez mais frequente no meio agrícola, desde uma grande organização do agronegócio até a pequena propriedade familiar.

Como sabemos, a mecanização ao longo do tempo tornou-se essencial para fazer frente ao aumento da população urbana em todo o mundo, aumentar a produtividade no campo e garantir a sustentabilidade num mundo que demanda cada vez mais alimentos de qualidade.

[private]

Para que desempenhem a atividade para a qual foram projetadas e produzidas, obviamente, as máquinas precisam de manutenções periódicas. Ah, esse porém… A norma NBR-5462, da Associação Brasileira de Normas Técnicas  (ABNT ), dá-nos o conceito para o desempenho correto: Mantenabilidade. O nome é um pouco complicado, mas corresponde à “capacidade de um item atender as funções requeridas (especificadas), após manutenção regida por procedimento escrito”.

Trator novo ou usado? Veja as melhores dicas para não errar na escolha

O primeiro passo é ter procedimentos escritos para desencadear os serviços de manutenção a serem executados em tempos também determinados. Colocado dessa maneira, parece simples, porém, lamento observar o quanto essa providência é negligenciada na prática. Revisões periódicas? Parar máquinas para executar serviços? Se está funcionando pra que parar? “Mete bronca, porque precisamos produzir”. É isso que acontece na real. E a manutenção? Oras, a manutenção…

Prevenir ou corrigir

A manutenção pode ser preventiva ou corretiva. A primeira refere-se a todos os serviços de inspeções sistemáticas, ajustes, conservação e eliminação de defeitos, visando evitar falhas ou defeitos. Já a manutenção corretiva, como o próprio nome indica, corresponde a todo e qualquer reparo feito no equipamento com falha.

Parece fácil de entender, mas difícil de praticar. Não deveria ser assim, afinal é evidente que a manutenção corretiva apresenta custos elevados, pois, além do maior tempo de parada do equipamento, implica gastos significativos com peças de reposição.

Já a manutenção preventiva, essa sim, representa menores custos com material e serviços, bastando apenas planejamento para determinar os períodos de parada para execução dos serviços. Simples? Sim, mas ainda estamos longe dessa realidade, principalmente entre pequenos e médios produtores. Os grandes já se deram conta desses simples e vantajosos procedimentos, por isso, já estão adotando-os.

8 dicas para escolher o trator ideal para a sua propriedade

E que procedimentos devem ser seguidos? Enumeremos a seguir alguns deles, para termos um mínimo referencial ao elaborar um planejamento mais específico, que seria o plano (tabela ou ficha) de manutenção preventiva da máquina. Acompanhe:

  1 – Fluidos: todos os fluidos líquidos e gasosos de uma máquina requerem revisões sistemáticas, principalmente em climas úmidos e com variações elevadas de temperatura e pressão, pois se contaminam facilmente em tais condições. Então, devemos incluir na verificação: lubrificantes de todos os conjuntos mecânicos (desde o motor até a transmissão e redutores finais), líquidos de arrefecimento, fluidos hidráulicos, fluidos pneumáticos (o ar) e combustível;

2 – Filtros: Todos os fluidos requerem filtros para se manterem o mais limpo possível. Muita limpeza e substituição a fazer.

3 – Vedações: Elementos de vedação são destinados a proteger máquinas ou equipamentos contra a saída de líquidos e gases, e a entrada de sujeira ou pó. São genericamente conhecidas como juntas, retentores, selos, gaxetas e guarnições.  As partes a serem vedadas podem estar em repouso ou movimento. Em função da solicitação, as vedações são feitas em diversos formatos e diferentes materiais.

4 – Dispositivos de fixação: Parafusos, porcas e arruelas são peças metálicas de vital importância como elementos de fixação dos mais diversos dispositivos de uma máquina. São empregados para unir e manter juntas as peças da máquina. E haja chave e torquímetro para efetuar a verificação.

A partir destes quatro parâmetros é possível estruturar um plano de manutenção preventivo específico para cada máquina. Os serviços de manutenção preventiva devem ser planejados e programados: todas as etapas dos serviços a serem executados devem estar bem definidos, levando-se em consideração, material e mão de obra necessária.

É bom lembrar que os fabricantes de máquinas fornecem junto com os manuais de operação um plano básico de manutenção preventiva, que pode e deve ser aperfeiçoado pelo proprietário, de acordo com sua realidade. O referencial de controle para elaboração das planilhas é o número de horas trabalhadas pela máquina, e o horímetro é o instrumento a ser verificado e controlado diariamente.

Portanto, os serviços de manutenção preventiva variam conforme o tipo de máquina, local de trabalho e tipo de operação e equipamentos. Mas, tomando-se por base um trator agrícola, podemos sugerir um referencial mínimo.

É bom lembrar que a inspeção diária, que deve ser realizada pelo operador, faz parte da manutenção preventiva, embora não sejam contemplados neste artigo já que foi abordado em outra edição recente da revista. Partimos das 50 horas ou semanais, depois 250 ou 300 horas, 500 horas, e por fim 1000 horas. Então, vamos a um exemplo:

Dependendo das condições de trabalho, do fabricante e do tipo de máquina, alguns itens ainda devem ser realizados com 2000h, 3000h ou 5000h. Entre esses itens estão regulagem de válvulas do motor, limpeza e teste dos bicos injetores, revisão geral no sistema de acoplamento de 3 pontos, inspeção e lubrificação dos rolamentos das pontas de eixo.

São serviços que demandam maior tempo para execução e que comportam certa flexibilidade nos intervalos de horas trabalhadas, mas que não podem ser esquecidos – devem ser contemplados conforme a necessidade.

Vantagens e desvantagens

As principais vantagens da manutenção preventiva são reduzir o envelhecimento ou a degeneração dos equipamentos, a garantia de um melhor estado técnico operacional dos equipamentos, a atuação antes de os problemas aparecerem (evitando ações corretivas que geram altos custos), a realização dos serviços em melhores condições para a operação e a possibilidade de programar as intervenções.

Fazer a manutenção preventiva é muito mais eficiente e econômico

Fazer a manutenção preventiva é muito mais eficiente e econômico

Fazer a manutenção preventiva é muito mais eficiente e econômico

A dificuldade quase sempre é a falta de tempo para a parada da máquina, pois, por melhor que seja a programação, sempre haverá interrupção do trabalho do equipamento. Sabemos que máquina parada é perda de produção e lucratividade. Mas e se não pararmos para a manutenção preventiva? Certamente, em algum momento ele vai parar para a corretiva – mais dispendiosa, demorada, com consumo de peças e mais custos. De fato, a preventiva exige tempo para ser executada corretamente, não é chegar na oficina para uma preventiva rápida, como muitos pensam.

Em muitas situações nas quais tive a oportunidade de debater questões operacionais e de manutenção com empresários do setor me defrontei com a seguinte questão: o foco da empresa não é máquinas e equipamentos, os quais são apenas ferramentas para viabilizar o negócio.

Pois é! E agora? Mesmo não sendo economista, arrisco retrucar: será que o negócio está com lucros tão bons a tal ponto de se dar ao luxo de gastar mais com a manutenção corretiva, ou até com o sucateamento rápido do maquinário (fato que já presenciei!) em vez de poupar dinheiro fazendo prevenção?

Oficina e qualificação

Para correta execução do plano de manutenção preventiva é necessário local adequado, uma oficina com espaço suficiente para atender a demanda do número de máquinas que deverão entrar em serviço, ferramentas e equipamentos para a execução das tarefas, e pessoas treinadas e qualificadas.

Eis aí um grande problema no momento. Treinar equipes de trabalho na área técnica-operacional ainda não é uma prioridade em nossa realidade. Não possuímos um ambiente cultural favorável para que floresçam pessoas em quantidade suficiente para tais equipes.

Lamento constatar, mas essa é uma realidade por demais palpável. Em muitas empresas nas quais realizo treinamento, sou solicitado a indicar alguém que tenha condições para trabalhar em equipes de manutenção. Talvez aí esteja um dos motivos adicionais pelos quais muitos empresários abortam os necessários procedimentos.

No aspecto da capacitação temos dois universos: a formação profissionalizante e a técnica. E elas estão? Devagar, quase parando. Explicamos, de uma forma sucinta, pois o assunto é longo, mas o que ocorre é o seguinte: os egressos dos cursos técnicos, em grande maioria, seguem para cursos superiores.

Seria essa a finalidade da formação técnica? Penso que não, mas tal fato cada vez mais se repete. Tenho observado que os cursos técnicos estão se tornando muito teóricos e acadêmicos.

Nos cursos profissionalizantes o problema é ainda maior, justamente naquele que deveria suprir a grande demanda por manutenção. Temos aqui um agravante espinhoso, que é a legislação vigente – e espero que ela seja alterada o mais em breve possível –, que não permite o adolescente menor frequentar aulas práticas. Onde vamos chegar se um rapaz só pode executar serviços de oficina ao atingir a maioridade?

Acrescento ainda um tópico de formação pedagógica relacionado às atividades que exigem capacidade de coordenação motora: essa habilidade deve ser desenvolvida justamente na pré-adolescência. Assim, o pessoal com formação profissionalizante para trabalhar em oficina está se tornando “espécie em extinção”.

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08/03/2023 0 Comentários
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Tecnologia

New Holland leva à Expodireto soluções de telemetria para tratores TL5

Por redação 08/03/2023
Escrito por redação

Marca vai apresentar durante a feira em Não-Me-Toque (RS) soluções e produtos com foco em agricultura digital e conectividade, além do primeiro trator movido a biometano do mundo

New Holland leva à Expodireto soluções de telemetria para tratores TL5A New Holland Agriculture vai apresentar durante a 23ª edição da Expodireto Cotrijal, que ocorre de 6 a 10 de março em Não-Me-Toque (RS), soluções de telemetria para a família de tratores TL5, pensando especialmente nos pequenos e médios produtores. A marca da CNH Industrial também terá em seu estande na feira a mais completa linha de produtos e serviços voltados para a agricultura digital, como a Central de Inteligência e máquinas 100% conectadas, entre elas os tratores T8 PLM Intelligence e o T6.180 Methane Power – o primeiro trator movido a biometano do mundo.

“A New Holland trará o que há de mais moderno em soluções voltadas à agricultura digital, pensando em todos os perfis de agricultores, do pequeno ao grande, independentemente do tamanho da operação. Vamos apresentar tecnologias disruptivas e inovadoras, como o trator movido a biometano e a nova colheitadeira CR Intellisense™, com tecnologia de inteligência artificial embarcada. Nossa expectativa é que a feira traga bons negócios para a marca e seus concessionários, apresentando ao produtor soluções que possibilitem reduzir custos operacionais, otimizar a produção e aumentar a produtividade”, diz Eduardo Kerbauy, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América Latina.

A principal novidade da marca para a Expodireto deste ano será a telemetria para tratores da família TL5, que estará disponível a partir do segundo semestre deste ano para tratores cabinados e plataformados. O cliente poderá adquirir o kit de telemetria via pós-vendas e conferir as informações da máquina no aplicativo de gestão de frota, o MYPLMCONNECT.

“Neste pacote tecnológico, com a telemetria, o agricultor terá acesso a funcionalidades como visualização do histórico de localização, ou seja, é possível ver o rastro de uma ou mais máquinas dentro de um período de 24 horas. Será possível também personalizar notificações e recebê-las via SMS, como por exemplo, quando se ultrapassa o limite do talhão ou os parâmetros não conformes, como exceder a velocidade previamente definida”, explica Flávio Mazetto, diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina.

Outras informações, conforme observa Mazetto, como o status da operação, ou seja, o tempo que a máquina realmente esteve operando, também podem ser conferidas pelo agricultor. “O agro está cada vez mais conectado e ágil na tomada de decisão baseada na análise de dados”, pontua.

Quem visitar o estande da marca na feira também vai encontrar o Espaço de Agricultura Digital, onde é possível observar o funcionamento da Central de Inteligência. Esta Central é destinada ao monitoramento a distância das máquinas agrícolas em campo, antecipando eventuais problemas que possam ocorrer nos equipamentos e fazer atualizações de softwares sem a necessidade de deslocamentos. A Central de Inteligência suportará o cliente no dia a dia, otimizando a operação e reduzindo o tempo de máquina parada.

Trator biometano

Lançado comercialmente no Brasil no ano passado, o primeiro trator movido a gás biometano do mundo estará novamente presente na Expodireto deste ano. O T6.180 Methane Power inaugura um novo segmento de máquinas agrícolas, por sua inovação no uso de combustíveis alternativos e que entregam a mesma eficiência energética e operacional de um trator convencional.

O T6.180 Methane Power pode utilizar o gás proveniente da biodigestão de resíduos orgânicos, como por exemplo dejetos de animais, aproveitando o passivo ambiental e transformando-o em ativo ao gerar o seu próprio combustível e deixando de utilizar o óleo diesel, o que produz uma sensível redução nos custos operacionais.

No caso do trator biometano, as reduções de emissões de material particulado são de mais de 90% e, de modo geral, alcançam redução de até 80% se comparadas a um trator a diesel, mas mantendo o mesmo desempenho de um trator convencional similar.

CR Intellisense™

A nova colheitadeira CR Intellisense™, dotada de uma tecnologia com inteligência artificial, trará aos clientes da New Holland um novo conceito de colheita, ainda mais precisa e perfeita, que ajuda a aumentar a eficiência das lavouras. Além disso, a nova CR traz de série uma cabine maior e mais confortável, iluminação com luzes de LED, telemetria embarcada, além do reconhecido sistema de duplo rotor.

A tecnologia Intellisense™ é aplicada nas colheitadeiras produzidas pela New Holland na Europa desde 2018 e tornou-se um grande sucesso naquele continente pela facilidade de operação e precisão que traz embarcada. Com o Intellisense™, o produtor consegue escolher entre diferentes “estratégias” de colheita, de acordo com a condição da lavoura e o objetivo que pretende atingir. A inteligência artificial do Intellisense™, junto com a tomada de decisão do operador, traz o sistema de colheita mais sofisticado disponível no mundo, mas que ao mesmo tempo é simples de operar.

T8 PLM Intelligence

Na linha de tratores de alta potência, o destaque da New Holland é o T8 PLM Intelligence, que conta com uma arquitetura eletrônica embarcada de fábrica totalmente remodelada e voltada para a agricultura digital, conectada e de alta performance. O T8 PLM Intelligence traz um novo conceito que busca melhorar a eficiência, entregando maior produtividade com menor custo operacional.

O PLM (Precison Land Management) Intelligence traz, entre outros benefícios, um conjunto de alta tecnologia e capacidade para atender a demanda por agricultura de precisão do campo. A conectividade total destes tratores possibilita, por exemplo, uma melhor gestão da frota, seu controle e suporte nas operações agrícolas, já que estarão totalmente conectadas com os novos portais da marca, o MYNEWHOLLAND, de suporte e treinamento, e o MYPLMCONNECT, de telemetria.

Com essa tecnologia 100% conectada, o produtor rural vai economizar em sementes, defensivos químicos, combustível e, ao mesmo tempo, aprimorar a gestão da frota de máquinas, otimizando assim o tempo das operações agrícolas e da mão de obra, tendo sempre em mãos informações importantes que vão ajudá-lo a fazer a tomada de decisão em tempo real e gerir da melhor forma possível a propriedade.

Condições especiais de financiamento

Os visitantes da Expodireto Cotrijal terão o suporte do time do Banco CNH Industrial na escolha das melhores soluções financeiras e de seguros para adquirir máquinas e implementos agrícolas. Com um portfólio amplo e diferenciado de linhas de financiamento, o Banco oferecerá condições atrativas como o CDC para financiamento de máquinas agrícolas nacionais ou importadas, novas ou usadas, equipamentos de precisão, implementos, além das opções de financiamento por meio das linhas do BNDES.

Clientes e concessionários também poderão contar com a consulta de crédito através da leitura de QR Code, avanço que permite que os clientes confirmem em segundos se possuem crédito pré-aprovado junto à instituição.

08/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Lideranças projetam cenário positivo para final da safra 2022/23

Por redação 08/03/2023
Escrito por redação

Soja, milho, trigo, carne bovina, frango, suínos, açúcar, etanol, algodão e ovos estão entre as culturas que deverão apresentar maior oferta para os mercados interno e externo

Lideranças do agro projetam cenário positivo para final da safra 2022/23 Após ótimo desempenho da produção e exportação de commodities e outros produtos com maior valor agregado na safra passada, entidades do agronegócio brasileiro projetam números ainda melhores para o final do ciclo atual (2022/2023) e subsequente (2023/2024). Soja, milho, trigo, carne bovina, frango, suínos, açúcar, etanol, algodão e ovos estão entre as culturas que deverão apresentar maior oferta para os mercados interno e externo.

Os desafios e perspectivas dessas cadeias produtivas nas safras 2022/2023 e 2023/2024 foram abordados em reunião promovida nesta segunda-feira (6) pelo COSAG – Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, presidido por Jacyr Costa Filho. O encontro teve a participação de presidentes de importantes entidades da agroindústria brasileira, além de apresentação feita pelo futuro coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro).

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

“Em 2022, mesmo sofrendo uma elevação de 35% no custo de aquisição de insumos agrícolas, em função da guerra na Ucrânia, o agro brasileiro deu uma contribuição superior a US$ 100 bilhões para o superávit na balança comercial”, ressaltou Jacyr Costa Filho, que também é sócio da Consultoria AgroAdvice.

Na safra corrente a produção de grãos deverá atingir 310 milhões de toneladas, com 153 milhões de toneladas de soja (+27 milhões de toneladas), 124 milhões de toneladas de milho (+11 milhões de toneladas), 10,5 milhões de toneladas de trigo (+1 milhão de toneladas) e 4,3 milhões de toneladas de algodão (+600 mil toneladas). A área plantada deverá ser de 78 milhões de hectares, incorporando mais 2,3 milhões de hectares em comparação a 2021/2022.

Ao final desta safra o Brasil manterá a performance na exportação de soja e ainda deverá assumir a liderança na comercialização global de milho, ganhando também espaço na exportação de farelo e óleo de soja. Abaixo, resumos do desempenho e perspectivas de 10 produtos do agro nacional:

Soja

No ciclo 2022/2023, a produção baterá recorde, mesmo com forte ocorrência de chuvas no Rio Grande do Sul. A exportação também atingirá marca histórica de 94 milhões de toneladas. No período 2023/2024 há potencial para produzir aproximadamente 160 milhões de toneladas do produto.

Milho

Na safra 2022/2023 haverá elevado excedente exportável de quase 60 milhões de toneladas em ração animal e 14 milhões de toneladas destinadas à fabricação de etanol, com ganhos de até 20% nas margens de lucros do produtor. Em 2023/2024, projetou-se retração na produção da 1ª safra e aumento de até 5% na 2ª safra, com volumes que podem chegar a 140 milhões de toneladas.

Trigo

Ao final do ciclo atual, a produção brasileira atingirá recorde de 10,5 milhões de toneladas. As exportações, estimadas em 3,1 milhões de toneladas, serão favorecidas pela quebra de safra na Argentina, onde se registrou a menor produção de trigo nos últimos cinco anos. Em 2023, atrasos no plantio do milho de 2ª safra podem prejudicar o cultivo do trigo, especialmente no Paraná. O potencial de produção é estimado em 13 milhões de toneladas, o que proporcionará ao Brasil autossuficiência no abastecimento interno.

Frango

De 2000 a 2022, os setores de frango, suínos e ovos geraram PIB de R$ 164 bilhões, com aproximadamente 3,8 milhões de contêineres exportados no período. Em 2022, a indústria nacional de frango registrou produção de 14,5 milhões de toneladas e exportação de 4,8 milhões de toneladas para mais de 150 países. Para 2023, estes volumes, na mesma ordem, poderão elevar-se a 15 milhões de toneladas e 5,2 milhões de toneladas.

Carne suína

Em relação à carne suína brasileira, cuja produção aumentou 403% nas últimas quatro décadas, 5 milhões de toneladas foram fabricadas em 2022, e 1,1 milhão de toneladas exportadas para 80 países. Projeta-se para 2023 a produção de 5,1 milhões de toneladas, com a comercialização de 1,2 milhão de toneladas no mercado externo.

Carne bovina

Calcula-se um cenário bastante positivo para o setor de carnes bovinas no País. Em 2022 foram produzidas 10,5 milhões de toneladas equivalentes em carcaças (TEC), das quais se exportou pouco mais de 3 milhões de toneladas. Desse total, 88% foram de carne in natura, 4,7% processadas e 7,3% em miúdos/outros. Internamente, os brasileiros consumiram mais de 7,5 milhões de toneladas (TEC).

Antonio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC, sublinhou: “Obtivemos, em 2022, um número recorde de exportações de carne bovina. Isso representou 28,5% da produção nacional. Esse número elimina cabalmente algumas expectativas negativas relacionadas à reserva de produtos para abastecimento do mercado interno, pois destinamos quase 72% dessa produção para o mercado doméstico”, ressalta Camardelli.

Entre 2021 e 2022, a evolução das exportações brasileiras de carne bovina trouxe um aumento de 40,8% no faturamento do setor, com elevação de 22,6% em toneladas produzidas, além do crescimento de 14,8% no preço médio da commodity. Os principais destinos do produto brasileiro foram China, Estados Unidos, União Europeia, Chile, Egito, Hong Kong, Filipinas e Emirados Árabes. Segundo o representante da ABIEC, em 2023 o Brasil deve concentrar esforços para abrir novas oportunidades de mercados principalmente no México, Coreia do Sul, Japão e Taiwan.

Açúcar e etanol

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG, referiu-se à desaceleração da oferta global de petróleo em 2023 e aos erros na política de preços dos combustíveis em 2022, o que prejudicou a competitividade do etanol no Brasil. Alinhou, ainda, dados de produção do segmento sucrenergético.

Na safra 2022/2023, entre abril de 2022 e a primeira quinzena de fevereiro de 2023, a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil totalizou 542,47 milhões de toneladas, registrando-se um avanço de 3,8% em relação ao mesmo período da temporada 2021/22.

No acumulado, desde o início da safra 2022/2023, a fabricação de açúcar pelas usinas totalizou 33,50 milhões de toneladas, alta de 4,5% em comparação com as 32,06 milhões de toneladas entregues no ciclo anterior. Já a produção de etanol cresceu 3,61% face à safra passada, somando 28,09 bilhões de litros.

Luiz Carlos também salientou que haverá forte crescimento na oferta de etanol de milho e de cana nos próximos dez anos. Dados compilados pela ABAG indicam que até 2032 a produção de etanol de cana se elevará em 2,46% ao ano, com 7 bilhões de litros adicionais. Na produção de etanol de milho projeta-se crescimento de 7,2% ao ano, com a adição de 4 bilhões de litros. Para o etanol de segunda geração (2G) espera-se aumento de 22%.

“É imprescindível o papel do segmento sucroenergético em nossa matriz energética de bases renováveis. O setor vem apresentando enorme capacidade de diversificação em produtos de baixa emissão de carbono, como no caso do biogás. Utilizando somente a vinhaça e a torta de filtro, subprodutos da produção de etanol e açúcar, esta indústria tem condições de suprir até 20% da demanda anual de diesel tipo A no Brasil”, complementou Jacyr Costa.

Além de comentar números referentes à pujança econômica do setor sucroenergético nacional, Carvalho ainda comentou o papel da agroindústria canavieira na transição energética, citando os benefícios gerados pelo Programa Renovabio. Hoje referência internacional entre ações voltadas às energias sustentáveis, a iniciativa melhora a eficiência energética das usinas e dos biocombustíveis com a emissão de títulos verdes, os chamados “green bonds”, comercializados na Bolsa B3.

“Usinas de última geração que produzem 600 litros de etanol para emitir 1 CBio agregam ao preço do produto 22 centavos por litro. As usinas que ainda precisam investir em tecnologia conseguem alcançar 12 centavos. Além deste ganho financeiro, estamos falando de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e de desenvolvimento sustentável”, observou o executivo da ABAG.

Ovos

Neste segmento o Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial de produção. A produção em 2022 foi de 52 bilhões de toneladas, com exportação de 9,5 mil toneladas para mais de 80 países. Para 2023, embora seja esperada redução de até 2% na produção, o volume a ser vendido crescerá em até 10% (11 mil toneladas).

Algodão

Na safra em curso, mesmo com atrasos no plantio, as exportações do produto voltaram ao patamar de 2 milhões de toneladas ao ano. No período 2023/2024, a China deve importar mais algodão do Brasil. O setor nacional projeta recuperação de rentabilidade graças à queda nos custos produtivos.

Questão sanitária

Segundo Ricardo João Santin, presidente da ABPA, a despeito do Brasil aumentar ainda mais o seu protagonismo no mercado global de produtos agropecuários em 2023, há um grande desafio a ser superado envolvendo a segurança sanitária no agro brasileiro. “Temos tecnologia de ponta, conhecimento técnico e infraestrutura para enfrentar este problema e prosseguir contribuindo para a segurança alimentar do Brasil e do mundo”, afirmou.

Fonte: Datagro
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Notícias

Expodireto Cotrijal: Fávaro defende redução de taxas de juros

Por redação 07/03/2023
Escrito por redação

Ministro da Agricultura participou de cerimônia de abertura da 23ª edição da Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque (RS)

Expodireto Cotrijal: Fávaro defende redução de taxas de jurosEm Não-Me-Toque (RS), durante a abertura da 23ª edição da Expodireto Cotrijal nesta segunda-feira (6), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, defendeu a redução de taxas de juros para o agro.

“Temos uma inflação controlada, temos índices de crescimento reduzidos e as contas públicas sob controle. Por isso é possível a redução das taxas de juros para que possamos criar um novo programa de investimento”. Segundo o ministro, o Mapa já está trabalhando com uma linha de crédito junto ao BNDES com taxas de juros reduzidas.

A Expodireto Cotrijal é considerada uma das maiores feiras do agronegócio internacional. O evento, focado em tecnologia e negócios, acontece até o dia 10 de março no Parque de Exposições da Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS).

“A Expodireto é um evento de negócios. Aqui vem se buscar informações, desenvolvimento e vem se reivindicar soluções políticas não-partidárias, mas políticas para o agronegócio. A feira tem também um papel importante no trabalho de construção em defesa do produtor”, disse o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Mânica.

Em 2022, a feira movimentou R$ 4,9 bilhões em operações de venda de máquinas, equipamentos, tecnologias e serviços. São mais de 580 expositores no Parque, que foi ampliado para 131 hectares.

Durante o evento, outro ponto destacado pelo ministro é acabar com o preconceito entre os próprios produtores rurais. “Nós precisamos acabar com o preconceito de que pequenos produtores não podem ter o sonho de um pequeno pedaço de terra. Conheci um assentamento de reforma agrária com 15 cooperativas de agroindústrias e eles estavam muito focados em produzir e verticalizar a sua produção e se agregar ao cooperativismo”, completou.

Fávaro também afirmou que o governo não vai apoiar a invasão de terras produtivas. “Nós repudiamos a invasão de terras privadas produtivas. Não é assim que se constrói uma nação soberana que cumpre as leis e respeita o direito individual”, ressaltou o ministro.

No Rio Grande do Sul, o ministro também visitou a fábrica da BSBIOS, em Passo Fundo. A empresa produz, por meio de oleaginosas e gorduras animais, um biocombustível renovável e menos poluente, o biodiesel. Na cadeia do agronegócio, ainda industrializa farelo de soja e subprodutos.

Homenagem

Na noite de domingo (05), Carlos Fávaro recebeu o Troféu Brasil Expodireto 2023 na categoria Personalidade do Agro Nacional

O objetivo da premiação é homenagear empresas, instituições e personalidades que mais se destacaram por suas atuações em prol do desenvolvimento do agro no cenário brasileiro.

Fonte: Datagro
07/03/2023 0 Comentários
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