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Notícias

Liberação do crédito rural supera R$ 239 bilhões

Por redação 07/03/2023
Escrito por redação

No período de julho/2022 a fevereiro/2023 foram realizados 1.341.573 contratos

Liberação do crédito rural supera R$ 239 bilhões em oito mesesO desembolso do crédito rural chegou a R$ 239,4 bilhões no Plano Safra 2022/23, no período de julho/2022 até fevereiro/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 145,8 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram quase R$ 65 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 17,2 bilhões e as de industrialização, R$ 11,4 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 1.341.573 contratos no período de oito meses, sendo 974.424 no Pronaf e 159.125 no Pronamp.

Os valores contratados pelos pequenos e pelos médios produtores foram, respectivamente, de R$ 39,6 bilhões no Pronaf e de R$ 38,1 bilhões no Pronamp, em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização).

Os demais produtores formalizaram 208.024 contratos, correspondendo a R$ 161,7 bilhões de financiamentos contraídos nas instituições financeiras.

Dentro dos programas de financiamento agropecuário, um dos mais demandados foi o Programa ABC+, também conhecido como Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com aplicação de R$ 3,4 bilhões. Moderfrota, que financia aquisição de tratores, colheitadeiras, plataformas de corte, pulverizadores, plantadeiras, semeadoras e equipamentos para beneficiamento de café, entre outros – teve desembolso de R$ 5,1 bilhões e o Moderagro – Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais, somou R$ 1,3 bilhão.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, ficou perto de R$ 57,4 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada atingiu R$ 50,9 bilhões. As duas fontes somam 45% do total dos financiamentos (R$ 108,3 bilhões).

A demanda por recursos não controlados somou R$ 91,5 bilhões, com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 53 bilhões ou 22% do crédito rural.

A região Sul continua com o destaque nos financiamentos do plano safra com R$ 80,7 bilhões. Na região Sul, o estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking das contratações com 44% das contratações da região, seguido pelo Paraná, com 41%.

O Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com R$ 62 bilhões. Nas contratações desta região, Mato Grosso detém a maior parte das contratações (40%). Goiás soma 37% das aplicações da região.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos, no dia 3 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.

07/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Ministério da Agricultura confirma que caso de vaca louca é atípico

Por redação 03/03/2023
Escrito por redação

Ministério está adotando imediatamente as providências para que as exportações da carne bovina brasileira sejam restabelecidas o mais breve possível

Ministério da Agricultura confirma que caso de vaca louca é atípicoConforme as indicações do corpo técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a análise do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) confirmou, na noite desta quinta-feira (02), que o caso isolado de Encefalopatia Epongiforme Bovina (EEB) – vaca louca – detectado no município de Marabá (PA) é atípico. Ou seja, trata-se de um caso ocorrido por causas naturais no próprio organismo do bovino, de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comunicou imediatamente o resultado da amostra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, imediatamente, iniciou a inserção das referidas informações no sistema para a comunicação oficial à OMSA e às autoridades chinesas.

Assim que concluído o processo, será marcada uma reunião virtual com o governo chinês para tratar do desembargo da exportação da carne bovina ao país.

“Ressalto que rapidez, eficiência e a transparência solicitada pelo presidente Lula foi fundamental. Agradeço à nossa equipe e à do governador do Pará, Helder Barbalho, que nos permitiu uma atuação rápida desde a identificação do caso”, comentou Fávaro.

Por se tratar de caso atípico de vaca louca, ou seja, ocorrido por causas naturais em um único animal de 9 anos de idade e com todas as providências sanitárias adotadas prontamente, o Ministério da Agricultura e Pecuária está adotando imediatamente as providências, de acordo com os protocolos sanitários, para que as exportações da carne bovina brasileira sejam restabelecidas o mais breve possível.

03/03/2023 0 Comentários
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NotíciasRevista

PIB da agropecuária fecha o ano de 2022 com queda de 1,7%

Por redação 02/03/2023
Escrito por redação

Em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,9% frente a 2021, e fechou o ano em R$ 9,9 trilhões. Já o PIB da agropecuária teve queda

PIB da agropecuária fecha o ano de 2022 com queda de 1,7%, segundo o IBGEEnquanto os setores de Serviços (4,2%) e da Indústria (1,6%) registraram crescimento e contribuíram para o crescimento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a agropecuária registrou queda de 1,7%, conforme mostram os dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Desses 2,9% de crescimento em 2022, os Serviços foram responsáveis por 2,4 pontos percentuais. Além de ser o setor de maior peso, foi o que mais cresceu, o que demonstra como foi alta a sua contribuição na economia no ano”, analisa Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Segundo o Instituto, a queda de 1,7% no PIB da Agropecuária ocorreu especialmente pela diminuição na produção, como de soja e arroz, e pela perda de produtividade da atividade Agricultura, que suplantou as contribuições positivas das atividades de Pecuária e Pesca.

“A soja, principal produto da lavoura brasileira, com estimativa de queda de produção de 11,4%, foi quem mais puxou o resultado da Agropecuária para baixo no ano, sendo impactada por efeitos climáticos adversos”, explica Palis.

Em uma comparação entre o 4º trimestre de 2022 ante o mesmo período de 2021, a Agropecuária recuou 2,9%, com destaque para produtos como mandioca (-1,6%), fumo (-7,1%) e batata inglesa (-2,4%), cujas safras são significativas no 4° trimestre e que apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade.

Por outro lado, as culturas de cana de açúcar, laranja e trigo apresentaram crescimento na produção anual, estimadas em 2,7%, 4,4% e 28,5%, respectivamente.

PIB da agropecuária fecha o ano de 2022 com queda de 1,7%, segundo o IBGE

02/03/2023 0 Comentários
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Notícias

Setor do agronegócio teme perda com a Reforma Tributária

Por redação 01/03/2023
Escrito por redação

Em reunião com o grupo de trabalho que discute o tema, a Frente Parlamentar da Agropecuária apresentou sugestões à proposta

Setor do agronegócio teme perda com a Reforma TributáriaO grupo de trabalho da reforma tributária reuniu-se nesta terça-feira (28) com a Frente Parlamentar da Agropecuária para ouvir sugestões sobre a proposta. O presidente da Frente, deputado Pedro Lupion (PP-PR), disse que o setor não pode ser prejudicado no momento da unificação dos tributos sobre o consumo, diz nota da “Agência Câmara”. Ele criticou a visão de que há subtributação no setor. “Nós pagamos e pagamos bastante imposto. A nossa preocupação não é a questão de não querer pagar imposto, é que a gente tenha a proporcionalidade que o setor merece”, ponderou.

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

A fixação de uma alíquota única para todos os setores produtivos pode fazer com que cadeias produtivas menores sejam mais oneradas. Lupion disse que os produtores brasileiros são bastante tributados e não têm os subsídios dados em outros países como os europeus. Ele colocou em dúvida o mecanismo da reforma que promete compensar tributos pagos em fases anteriores de maneira imediata.

O relator do grupo de trabalho, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), reafirmou que dificilmente haverá consenso em torno da reforma tributária, pois sempre haverá setores com alguma perda. Ele acredita, entretanto, que no médio prazo, todos vão ganhar com a redução dos custos de produção.

Plano de trabalho

O grupo se reúne novamente nesta quarta-feira (1) para votar o plano de trabalho do relator. De acordo com o coordenador do grupo, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a ideia é promover audiências públicas nos estados. Lopes citou, por exemplo, a necessidade de uma audiência na Zona Franca de Manaus.

O coordenador explicou ainda que a base da discussão da reforma serão as propostas de emenda à Constituição que já estão em tramitação no Congresso (PEC 45/19, da Câmara; e PEC 110/19, do Senado) e disse que o Executivo atuará como “colaborador”.

01/03/2023 0 Comentários
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RevistaTecnologia

Menor colheitadeira de grãos é destaque da Yanmar na Expodireto

Por redação 01/03/2023
Escrito por redação

Tratores e máquinas compactas como a menor colheitadeira de grãos do mercado brasileiro estão entre os destaques da Yanmar durante a Expodireto 2023

Menor colheitadeira de grãos será destaque da Yanmar na ExpodiretoA Yanmar, gigante japonesa fabricante de maquinário compacto para construção civil e agrícola, grupos geradores e de motores a diesel e marítimos, estará presente na 23ª edição da Expodireto Cotrijal, que acontece de 06 a 10 de março, em Não-Me-Toque (RS). A participação da marca na feira tem como objetivo apresentar o portfólio de equipamentos dedicados a pequenos e médios avicultores, fruticultores e produtores gaúchos de milho e soja.

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

“Sabemos que a Expodireto Cotrijal tem um peso muito grande para todo o cenário agrícola e nossa presença nesta edição tem como foco compartilharmos nossa gama de produtos aplicados às culturas típicas da região, visando sempre pequenos e médios agricultores – que representam nosso principal perfil de clientes. Além disso, nossa presença na feira reforça nossa busca pela consolidação da Yanmar no Sul do país. Para isso, atuamos neste contato próximo durante a feira, e também contamos com uma rede de atendimento na região, para atender produtores gaúchos tanto na linha agrícola como na linha de construção civil”, comenta Fernando Figueiredo, gerente Comercial Agrícola da Yanmar.

Entre os principais destaques da marca na feira, a Yanmar coloca em exposição a colheitadeira Yanmar YH 880. Compacta, a máquina se destaca pela versatilidade, uma vez que consegue alcançar áreas de difícil acesso, como recortes, que os produtores aproveitam para o plantio, e também locais úmidos, as quais as colheitadeiras de grande porte não conseguem trabalhar.

A máquina supre um ‘’gap’’ do mercado agrícola brasileiro. “Notamos que havia uma necessidade de grande potência e menor dimensionamento das máquinas, já que muitos clientes buscavam – e ainda buscam – justamente um equipamento capaz de acessar áreas das lavouras onde os equipamentos maiores têm dificuldade de acessar ou não apresentam uma eficiência satisfatória. Nesse sentido, nossa colheitadeira atende essa demanda, permitindo trabalhar com mais precisão nas áreas periféricas da lavoura, como as bordas. Outra vantagem também está relacionada ao transporte da máquina entre uma lavoura e outra, pelo seu dimensionamento”, pontua Fernando Figueiredo, gerente Comercial Agrícola da Yanmar.

Também a única do mercado a ser projetada sob esteira de borracha, a YH 880 tem todo o seu peso distribuído, diminuindo consideravelmente a compactação de solo. “A compactação do solo pode afetar o crescimento radicular das plantas, a aeração do solo, gerar uma resistência maior na penetração de raízes, entre outros fatores que afetam diretamente a produtividade da lavoura”, conta Figueiredo, que enfatiza, ainda, o consumo de combustível. “O consumo médio da YH 880 é de 6 a 9 litros por hora. Isso permite um trabalho contínuo durante um dia inteiro de trabalho, sem a necessidade de abastecimento”.

Para garantir esse alto nível de rendimento ao produtor, a máquina é equipada com motor 4TNV98T que conta com quatro válvulas por cilindro e injeção direta de combustível, entregando uma operação mais econômica e segura. Outro destaque da máquina é o rotor duplo, que garante a qualidade da limpeza dos grãos, atingindo até 1% de impureza e sem significativas perdas, mesmo durante uma colheita de alta velocidade. O tanque graneleiro com 1.670 litros de capacidade também permite que o agricultor colha sem se preocupar em atingir a capacidade do reservatório, pois ainda conta com sistema de aviso ao atingir o limite, otimizando o trabalho do operador.

Embora compacta, a colheitadeira YH 880, conta com tecnologia embarcada, como o SMART-ASSIST, um dispositivo inteligente que realiza o monitoramento remoto do equipamento. Por meio dele, o produtor é capaz de acompanhar o trabalho da máquina pelo celular ou computador, e obter informações em tempo real sobre o desempenho e funcionamento da máquina. Dados como horas trabalhadas – início e término de cada atividade, mapeamento do equipamento no campo – área trabalhada, diagnóstico de falhas, alerta anti-furto – caso o equipamento saia da área delimitada pelo produtor, são algumas das funções que a tecnologia embarcada no equipamento oferece.

A funcionalidade resulta em otimização do tempo e redução de horas “paradas” do equipamento. Outro benefício da tecnologia embarcada também está ligado à gestão do equipamento, no que se refere às manutenções periódicas, que permitem que o agricultor acompanhe e até se antecipe no momento da revisão, facilitando, inclusive, o trabalho da concessionária, que também tem acesso às informações.

Tratores

Outras soluções apresentadas pela marca para o produtor gaúcho são os tratores Yanmar YM 347, e tratores Solis 26 e 80. Fabricado 100% pela Yanmar, o trator YM 347 é a solução ideal para atender pequenos e médios produtores em culturas mais baixas. Econômico e eficiente, além de confortável para o operador, conta com 47.6 cv de potência e motor 4TNV88, um dos mais eficientes do mercado, e uma transmissão também exclusiva com tecnologia Yanmar. O modelo YM 347 também se evidencia pela baixa compactação no solo.

Eleito o trator do ano de 2019/2020, o Trator Solis 26 possui 24 cv de potência e sua versatilidade permite atuar nas mais distintas aplicações, onde se faz necessário um trator estreito e baixo. Na agricultura, pode ser utilizado, por exemplo, em operações de manutenção, como pulverização de culturas adensadas anuais, como as de tomate e vagem, e também perenes, como café, uva, pêssego e caqui; bem como operação em estufas, onde o espaço é reduzido; instalações agropecuárias, como aviários e currais, também podem se beneficiar do equipamento.

Já o Trator Solis 80 disponível na versão Standard é projetado para atender as mais distintas necessidades no campo. Completo, o equipamento se destaca pelo alto desempenho na preparação de solo, diretamente relacionado à disposição dos eixos, que aumenta a aderência dos pneus e diminui a possibilidade de empinamento, também favorecendo operações como aração e subsolagem. Outro diferencial competitivo do modelo está no motor quatro cilindros turbo com intercooler, que possibilita maior desempenho e menor emissão de fumaça; direção hidrostática, que assegura uma operação mais rápida e confortável, e o sistema autolift, que funciona como uma memória de posicionamento da altura do implemento.

Miniescavadeiras

Líder no mercado brasileiro de miniescavadeiras há mais de cinco anos, a Yanmar também expõe durante a Expodireto Cotrijal 2023, equipamentos de construção civil que podem ser utilizados no campo.

Com potência de 7.7 kW do motor e apenas uma tonelada de peso operacional, a miniescavadeira SV08 possui características únicas, como ampla abertura do capô do motor e tampa lateral removível, que facilitam a manutenção do equipamento; lâminas retraídas de apenas 680 mm que garantem mais facilidade na operação, permitindo trabalhar em espaços estreitos; além de mais estabilidade do equipamento nas áreas de declive.

Com potência de 14.6 kW do motor, 2.125 kg de peso operacional, a miniescavadeira ViO20, se diferencia pela entrega do verdadeiro giro zero, que permite realizar escavação lateral de valas bem próximas às paredes sem sair do alinhamento. Possui ainda, exclusiva tecnologia de esteiras VIO, que garante uma estabilidade avançada para a máquina. Com o braço projetado totalmente do zero para acomodar o engate hidráulico, a ViO20 também se diferencia no mercado, pelo alto rendimento operacional.

Suporte e garantia ao cliente

Para a segurança e a tranquilidade dos clientes, a Yanmar oferece cobertura de dois anos de garantia para toda a sua linha de equipamentos, além de duas revisões gratuitas para os tratores da marca. Além disso, a marca também conta com uma rede de revendedores em todo território nacional.

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Tecnologia

Expodireto: tratores com mais recursos serão destaques da LS Tractor

Por redação 01/03/2023
Escrito por redação

 

Tratores com mais recursos serão destaques da LS Tractor na ExpodiretoIndependente do tamanho do negócio, o produtor sempre precisará de ferramentas adequadas para que suas atividades sejam desempenhadas com eficiência. Com o acesso à comunicação e o convívio com outros colegas de profissão, o produtor já entende que as boas soluções podem vir de novas tecnologias incorporadas às máquinas agrícolas que ele precisa ter na sua propriedade. No entendimento da LS Tractor, fabricante de tratores sulcoreanos, oportunizar ao produtor brasileiro a que ele tenha acesso a novas tecnologias já embarcadas no projeto do trator, é pensar nas demandas que este profissional do campo tem.

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

“É com esta visão que estamos destacando na Expodireto Cotrijal 2023, que acontece entre os dias 6 e 10 de março deste ano, em Não Me Toque, RS, nossos modelos de 40 a 65CV (G40, R50, R65 e U60), que desempenham excelente performance na avicultura, fruticultura, viticultura e agricultura familiar”, assinala o gerente de marketing e vendas da empresa, Astor Kilpp.

Kilpp ressalta que todos os produtos da LS Tractor estarão no estande, mas como um percentual bastante significativo do público que visita a feira é composto por pequenos produtores, que desenvolvem mais de uma atividade na propriedade, “queremos mostrar que temos as ferramentas ideais para cada uma delas e que este agricultor estará muito bem servido com as soluções tecnológicas que fabricamos”, ressalta o gerente.

G40

Para a micro e pequena propriedade a mecanização também é uma necessidade. A aquisição de um trator, por exemplo, facilita a realização de uma série de atividades, principalmente as mais pesadas.

“O ganho em redução de tempo para realizar cada tarefa, com certeza aumenta e melhora os resultados financeiros da propriedade, ao final do mês”, aponta Kilpp. Segundo ele, a LS Tractor tem a tecnologia certa para este mercado, no caso o modelo G40.

O gerente diz que o diferencial nele está na transmissão 12×12 com reversão synchro shuttle, no motor LS de 3 cilindros (40CV), seu baixo consumo de combustível, na tomada de potência independente com acionamento hidráulico, tração dianteira auxiliar 4×4, com sistema de esterçamento pivotado, que entrega um menor raio de giro e facilita nas manobras.

O projeto de ergonomia e servicibilidade oferecem conforto ao operador. “É um trator multifunção e que dentro de uma pequena propriedade representa ganhos financeiros e qualidade de vida.”, finaliza Kilpp.

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RevistaTecnologia

Conjunto de plantadeira e trator MF 8S é novidade da Massey Ferguson

Por redação 01/03/2023
Escrito por redação

Com novidades em trator, plantadeira e pulverizador, Massey Ferguson leva tecnologia e inovação na Expodireto Cotrijal

Conjunto de plantadeira e trator MF 8S é novidade da Massey FergusonA Massey Ferguson se prepara para apresentar na Expodireto Cotrijal 2023 (Não-Me-Toque, RS, 6 a 10 de março) uma solução inédita de plantio, com uma expansão do portfólio da linha Momentum para atender a todos agricultores, desde o pequeno ao grande produtor rural. O conjunto formado pela plantadeira Momentum e o trator MF 8S, disponível nas potências de 245cv e 265 cv, oferece a melhor solução de plantio para aumentar a produtividade e rentabilidade no campo.

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

“As novidades entregam ao agricultor uma solução completa de plantio, sempre pensando em descomplicar a operação e torná-la mais lucrativa, sustentável e produtiva”, afirma Alexandre Stucchi, diretor de vendas Massey Ferguson.

Em pulverizadores, o destaque é a nova série MF 500R, fácil de operar, econômica e sustentável. Disponível nos modelos MF 530R e MF 535R, os equipamentos ofertam tecnologias que podem gerar redução de custos superior a R$ 50 mil no fim da safra.

Com a nova transmissão AWD Smart Drive, o MF 500R pode operar em declives de até 36%, função importante para a região Sul. Mais moderna e eletrônica, a transmissão mantém o controle de velocidade constante, oferecendo uma economia de combustível em mais de 30%, além de permitir uma entrada antecipada na lavoura em até 25%, aumentando a eficiência na aplicação e garantindo uma maior produtividade da lavoura.

O sistema LiquidLogic tem entre suas funções a recuperação do produto do sistema de pulverização para dentro do tanque após cada aplicação ou troca de produto, proporcionando economia e sustentabilidade.

É o primeiro sistema do mercado que traz todo o produto não utilizado da tubulação do pulverizador de volta para o tanque, minimizando o desperdício e o impacto ambiental.

Outros produtos expostos são a colheitadeira MF 9595, com plataforma Draper de 25ft para uma alimentação homogênea do material colhido, com menos perdas e aumento da produtividade, e a enfardadora MF RB4160V Protec, cujo diferencial é o empacotamento integrado que embrulha o feno em movimento.

Para a aquisição das máquinas, o AGCO Finance, banco de fábrica da Massey Ferguson, e Consórcio Nacional Massey Ferguson, possuem diversas opções em linhas de crédito e diferenciais exclusivos para todas as linhas de produtos.

 

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NotíciasRevista

Setor começa o ano com queda nas vendas de máquinas

Por redação 01/03/2023
Escrito por redação

Janeiro teve queda de 30%, pior desempenho dos últimos três anos, segundo a entidade 

Setor começa o ano com queda nas vendas de máquinas, diz AbimaqEm janeiro, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda de 6,4% na receita líquida de venda em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pela Abimaq. Com isso, o ano de 2023 inicia com o pior desempenho dos últimos três anos, reforçando a percepção de desaceleração do setor. No comparativo com o melhor período do setor (2010-13), o mês de Janeiro começa 30,4% menor.

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

A queda está relacionada ao recuo na capacidade instalada do setor. No mês passado, as indústrias operaram com 75,5% da capacidade. Conforme os dados, houve uma queda de 2% na capacidade instalada em relação a janeiro do ano passado. “A piora observada nas atividades da indústria de forma geral e no setor agrícola levou a contração nos investimentos em máquinas e equipamentos nos últimos meses. Esse movimento continuou no início deste ano”, afirma a entidade.

Para a Abimaq, o desempenho do setor este ano irá depender da economia nacional, da quantidade de crédito disponível e do custo aos produtores.

A indústria de máquinas terminou o ano de 2022 com o terceiro trimestre apresentando um queda significativa nas vendas. Portanto, era esperada uma desaceleração, mas ela veio um pouco mais forte. “Começamos o ano bem mais fraco do que gostaríamos”, disse Cristina Zanella, diretora-executiva de economia e estatística da Abimaq.

O setor de máquinas agrícolas vem registrando quedas importantes desde o final do ano passado e a expectativa é de um recuo de até 10%, segundo Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, especialmente se os juros permanecerem elevados e não houver mudanças no Plano Safra.

“A janela de investimentos por parte dos agricultores ficou ruim e o próximo Plano Safra é só em julho. Por isso, teremos um primeiro semestre bastante ruim e dificilmente vamos recuperar isso no segundo semestre”, disse Estevão.

Exportações

Em janeiro de 2023 o setor exportou novamente uma quantia superior a US$ 1 bilhão em máquinas e equipamentos. Em 2022, houve oito meses em que as vendas externas apresentam resultados semelhantes, valores só observados em meados de 2012.  Este resultado reforça o bom momento atravessado pela parte exportadora do setor de máquinas e equipamentos.

No segmento de máquinas agrícolas, no entanto, houve queda de 12% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Com informações da Agência Brasil 
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Notícias

5 tratores de pequeno porte com melhor custo-benefício

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Os tratores de pequeno porte são indicados para uma variedade de atividades agrícolas em pequenas propriedades rurais

 

5 tratores de pequeno porte com melhor custo-benefício Existem diversas opções de tratores agrícolas de pequeno porte novos e usados disponíveis no mercado brasileiro, com potência de até 50 cv e preços variados. São modelos já bastante conhecidos e que ainda figuram entre os mais procurados, especialmente pelos pequenos produtores rurais.

Lembrando que os preços dos tratores agrícolas podem variar bastante dependendo de vários fatores, como a marca, o modelo, a região onde é vendido, o tipo de equipamento ou implemento que acompanha o trator, entre outros.

Por isso, é importante consultar um revendedor ou concessionário para obter informações atualizadas sobre os preços dos modelos desejados. Aqui separamos cinco opções que podem ser consideradas como tendo um bom custo-benefício, com algumas estimativas de preços médios, com base em informações disponíveis no mercado:

1 – Trator Yanmar Agritech modelo 1050D:

Este trator de 33 cv é um dos mais populares do mercado, conhecido por sua robustez e durabilidade. Com um preço acessível, é ideal para trabalhos em pequenas propriedades.

O preço médio desse modelo pode variar entre R$ 30.000 e R$ 40.000.

2 – Trator Massey Ferguson modelo MF 4200:

Com potência de 45 cv, esse trator oferece um ótimo custo-benefício, combinando baixo consumo de combustível com alta produtividade. É uma opção bastante versátil para pequenos agricultores.

O preço médio desse modelo pode variar entre R$ 45.000 e R$ 55.000.

3 – Trator New Holland modelo TL55E:

Esse trator de 50 cv é ideal para pequenas propriedades rurais, graças ao seu tamanho compacto e boa capacidade de manobra. Também é conhecido por sua durabilidade e facilidade de manutenção.

O preço médio desse modelo pode variar entre R$ 50.000 e R$ 60.000.

4 – Trator Valtra modelo BT150:

Esse modelo de 49 cv é um dos mais econômicos em termos de consumo de combustível, o que o torna ideal para pequenos agricultores que desejam economizar em seus custos operacionais.

O preço médio desse modelo pode variar entre R$ 55.000 e R$ 65.000.

5 – Trator John Deere modelo 5055E:

Esse trator de 55 cv é uma das opções mais populares do mercado, conhecido por sua potência e desempenho confiável. Embora possa ser um pouco mais caro do que outras opções, é uma escolha sólida para aqueles que desejam um trator de alta qualidade.

O preço médio desse modelo pode variar entre R$ 70.000 e R$ 80.000.

Tratores agrícolas de pequeno: atividades na lavoura

Todos esses modelos de tratores agrícolas de pequeno porte podem ser utilizados para diversos tipos de trabalhos na lavoura, dependendo das necessidades e da área de cultivo. Aqui estão alguns exemplos de trabalhos que esses modelos podem ser indicados:

1 – Preparo do solo:

Esses tratores são adequados para aragem, gradagem e nivelamento do solo, bem como para a preparação de canteiros para o plantio.

2 – Plantio:

Eles podem ser utilizados para o plantio de sementes, mudas e outros materiais, com o auxílio de plantadeiras e semeadoras.

3 – Tratamento de culturas:

Esses tratores podem ser utilizados para aplicação de defensivos agrícolas, adubação e pulverização, com o auxílio de pulverizadores e adubadeiras.

4 – Colheita:

Esses tratores podem ser utilizados para a colheita de culturas como hortaliças, frutas, cereais e outros produtos agrícolas, com o auxílio de colheitadeiras e outros implementos.

5 – Transporte:

Eles podem ser usados para transportar insumos agrícolas, colheitas e outros materiais dentro da propriedade, com o auxílio de reboques e outros implementos de transporte.

Onde encontrar

Esses modelos de tratores de pequeno porte podem ser encontrados em concessionárias e revendedoras autorizadas dos fabricantes em todo o Brasil. Além disso, existem vários sites e plataformas online especializadas em equipamentos agrícolas, onde é possível encontrar esses modelos de tratores novos e usados.

Também é possível encontrar em sites de comércio eletrônico. Existem várias plataformas online especializadas em equipamentos agrícolas, como  o MF Rural, entre outras. Nesses sites, é possível encontrar modelos novos e usados de tratores agrícolas, além de outras máquinas e implementos.

Lembrando que é importante verificar a reputação e a credibilidade do vendedor antes de fazer uma compra, bem como verificar as condições e garantias do equipamento, especialmente se for um modelo usado.

Em resumo, esses tratores de pequeno porte são indicados para uma variedade de atividades agrícolas em pequenas propriedades rurais e podem ser aliados na redução de custo operacional. É importante escolher o modelo adequado para as necessidades específicas de cada propriedade e atividade.

 

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Revista

Tecnologia a laser abre caminhos para o grafeno verde

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Estudo de pesquisadores brasileiros e portugueses apresenta os desafios e potenciais do grafeno verde induzido por laser (gLIG)

Tecnologia a laser abre caminhos para o grafeno verdeLeve, flexível, excelente condutor de calor e eletricidade, quase transparente e cerca de 200 vezes mais forte que o aço, o grafeno é considerado um material capaz de provocar uma revolução tecnológica na indústria de eletrônicos. Entre os desafios para o seu desenvolvimento e aplicações está a sua produção a partir de fontes renováveis. Isso pode ser obtido por meio da tecnologia de grafeno verde induzido por laser (gLIG), a qual foi foco de estudo publicado na revista Applied Physics Reviews, assinado por cientistas brasileiros e portugueses.

Essa tecnologia abre caminhos para a fabricação de dispositivos simples, sustentáveis e de baixo custo, baseados em fontes de carbono abundantes e renováveis como madeira, folhas, cortiça, cascas e celulose. Com isso, ela deve contribuir para a redução do lixo eletrônico, também conhecido como resíduo computacional, e-lixo ou e-waste, na sigla em inglês. Esses termos são usados para designar dispositivos que funcionam através de energia elétrica, pilhas ou baterias.

“O grafeno verde induzido por laser (LIG) abre a possibilidade para a produção simples, econômica e escalável de componentes tecnológicos”, conta o engenheiro de materiais, Pedro Ivo Cunha Claro, um dos autores do artigo escrito durante a sua pós-graduação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). O pesquisador lembra que os últimos anos testemunharam pesquisas cada vez mais extensas em torno do gLIG para integração em várias aplicações eletrônicas, como supercapacitores, sensores, eletrocatalisadores e nanogeradores triboelétricos.

“As técnicas de processamento assistidas por laser surgiram como ferramentas poderosas para uma infinidade de aplicações, desde o processamento de materiais até a fabricação de dispositivos”, diz Claro, atualmente analista de Desenvolvimento Tecnológico no Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

Segundo ele, vários sistemas baseados em gLIG para armazenamento de energia, eletrocatálise, tratamento de água e sensores têm sido relatados na literatura. Além disso, o gLIG foi proposto para formulação de tinta ou incorporação em matrizes de polímeros, para expandir ainda mais seu uso para substratos não baseados em carbono ou aplicações para as quais o LIG original não pode ser usado diretamente.

“Suas propriedades mecânicas e físico-químicas, como alta capacidade de resistência mecânica e condutividade elétrica, o tornam um material com potencial de aplicabilidade tecnológica enorme em diversas áreas”, afirma o engenheiro.

Menos e-lixo

O gLIG pode provocar uma revolução na forma em que os circuitos integrados e componentes eletrônicos são produzidos. Com isso, essa tecnologia será capaz de reduzir o lixo eletrônico, que causa danos tanto ao meio ambiente como para a saúde por conter aditivos tóxicos ou substâncias perigosas como o mercúrio. O próprio processo de obtenção do gLIG é mais limpo, pois não utiliza reagentes tóxicos e nem métodos tradicionais.

Em 2019, o e-lixo chegou ao recorde de 53,6 milhões de toneladas métricas mundialmente, um aumento de 21% em cinco anos, de acordo com a terceira edição do Global E-waste Monitor 2020 das Organizações das Nações Unidas (ONU). O Brasil lidera a geração de lixo eletrônico com 2.141 toneladas entre as nações de língua portuguesa (leia aqui).

 

crédito rural - Tecnologia a laser abre caminhos para o grafeno verde

Além de Pedro Claro, assinam o artigo os pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini, e a professora da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Elvira Maria Fortunato, atual ministra de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal.

Mattoso, que orientou Claro no Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) da Embrapa em São Carlos (SP), afirma que as recentes descobertas abrem caminho para a preparação de eletrônica verde escalável e de baixo custo. “É possível aplicar gLIG em diversos substratos, visando ao surgimento de materiais eletrônicos vestíveis e comestíveis. O gLIG pode ser extraído de resíduos de madeira, folhas, cortiça e carvão, e de outras fontes naturais, permitindo o desenvolvimento de plataformas flexíveis e sustentáveis como alternativa às tecnologias convencionais”, declara o pesquisador, especialista em nanotecnologia.

“Pudemos usar a tecnologia LIG para desenhar circuitos à base de grafeno verde, por conversão das cadeias de carbono associadas a qualquer biopolímero ou material celulósico, o que se traduz em melhoria enorme dos recursos necessários para desenvolver uma bioeletrônica sustentável e que contribua para o bem-estar e conforto dos cidadãos”, relata o coordenador do Centro de Investigação de Materiais da UNL (Cenimat), Rodrigo Martins, que também assina o estudo.

 

Cortiça, madeira e até folhas podem ser matéria-prima

Responsável por introduzir a nanotecnologia e estudos com novos materiais no agro brasileiro, Mattoso explica que a cortiça, que são cascas de árvores, é um substrato que tem despertado muito interesse e é considerada uma fonte promissora de gLIG, pela possibilidade de ser um material híbrido que permite flexibilidade e leveza.

Claro diz que esses substratos podem ser convertidos diretamente em gLIG, principalmente devido ao alto teor de lignina presente em sua composição. O cientista esclarece que teor maior de lignina é mais favorável para produzir gLIG de melhor qualidade, com a possibilidade de selecionar o precursor bruto mais adequado para cada aplicação alvo e adequar as funções químicas e condutivas dos padrões gLIG resultantes.

“Do ponto de vista ambiental e econômico, esses suportes podem ser um dos materiais mais versáteis da natureza, com extraordinárias características intrínsecas, como a biodegradabilidade, impermeabilidade, leveza e resistência a diferentes condições térmicas, dando novas funcionalidades além do seu emprego já consolidado na confecção de rolhas de vinho”, detalha Claro.

Já a madeira tem potencial para produzir gLIG devido à sua superfície uniforme e lisa, o que permite uma fácil padronização de várias arquiteturas de eletrodos desejados. No entanto, a sua aplicabilidade é limitada devido à rigidez e decomposição da estrutura lignocelulósica após a passagem do laser. Mesmo assim, é uma grande promessa para dispositivos eletrônicos que não requerem grandes solicitações mecânicas.

Outra fonte natural de matérias-primas apontada pelo pesquisador é o carvão mineral [FRdC01] [PC2] , uma rocha sedimentar orgânica rica em carbono, produzida a partir da compactação e endurecimento de restos vegetais alterados.

As folhas de plantas, por sua vez, poderiam ser aplicadas a dispositivos vestíveis, mas a processabilidade é limitada por seu tamanho e resistência mecânica, bem como pela degradação ao longo do tempo.

Subprodutos processados

Marconcini lembra que foram feitos esforços recentes para produzir LIG a partir de outros substratos à base de carbono, de uma variedade de materiais, desde polímeros termoplásticos a materiais têxteis e alimentos, como casca de batata, pão e casca de coco. A versatilidade e o potencial desses materiais já foram demonstrados em diversas aplicações.

 

crédito rural - Tecnologia a laser abre caminhos para o grafeno verde

O que é grafeno verde e gLIG

Material mais fino do mundo, o grafeno é produzido a partir do grafite, e é um cristal bidimensional formado por ligações entre átomos de carbono, organizados em estruturas hexagonais similares a um favo de mel.

Já o gLIG é um material emergente e altamente sustentável, obtido pela técnica chamada de escrita direta a laser (LDW, na sigla em inglês) — de fabricação tridimensional (3D) a partir de substratos naturais que oferecem versatilidade geométrica significativa que chega a escalas de comprimento micrométricos.

Essa nova tecnologia é desenvolvida à temperatura ambiente, sem nenhum tipo de reagente, enquanto que o grafeno convencional é produzido a altas temperaturas, em torno dos mil graus centígrados, utilizando equipamentos muito caros e bastante complexos. A eliminação de tratamentos químicos garante uma alta eficiência de conversão, minimizando o tempo e o consumo de energia no processo de gravação.

A escrita direta a laser (LDW), como é conhecida, é um método de abordagem sem máscara, sem catalisador, não tóxico, controlável e sem contato, permitindo o processamento rápido, direto e eficiente de estruturas complexas. Essa técnica se assemelha a um tipo de gravura baseada em reações fototérmicas, transformando a superfície gravada em um material de interesse tecnológico.

Perspectivas

Desde a sua descoberta em 2004, o grafeno e nanomateriais bidimensionais (2D) similares têm sido intensamente estudados e atraído muito interesse devido às suas promissoras propriedades físico-químicas, com alguns produtos já disponíveis comercialmente, apresentando desempenhos promissores em comparação a outras fontes verdes.

A União Europeia criou um consórcio, o Graphene Flagship, composto por 150 parceiros e com um orçamento total de 1 bilhão de euros. O projeto abrange vários campos, desde a pesquisa fundamental até a comercialização de grafeno a longo prazo.

Esforços semelhantes, com o objetivo de desvendar e explorar totalmente as propriedades do grafeno verde, estão sendo realizados em todo o mundo, incluindo o Brasil, grande produtor de grafite e detentor de uma das maiores reservas mundiais do mineral. Até o momento, o grafeno foi implementado com sucesso no armazenamento de energia, área ambiental, aplicações biomédicas, entre outros.

Para Mattoso, embora ainda seja necessário vencer muitos desafios, há oportunidades para diferentes métodos de processamento, materiais e produtos entrarem no mercado, porque é um material versátil e pode ser combinado com outros elementos para produção de diferentes materiais com propriedades superiores. Além de todas as vantagens, o gLIG ainda pode contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Autores do artigo

Assinam o artigo científico: Pedro Claro (UFSCar); Tomás Pinheiro, Sara L. Silvestre, Ana C. Marques, João Coelho, Rodrigo Martins Elvira Fortunato (Universidade Nova de Lisboa); Luiz H. C. Mattoso e José M. Marconcini (Embrapa).

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