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Revista

Pecuária de leite: estudo comprova baixa emissão de carbono

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Estudo da Embrapa mostra que a pegada de carbono (medida que calcula a emissão de carbono na atmosfera por atividade da pecuária de leite a pasto) é baixa

Pecuária de leite: estudo comprova baixa emissão de carbonoUm estudo conduzido pela Embrapa Pecuária Sudeste (SP) aponta que são necessárias 52 árvores por vaca nos sistemas intensivos de produção para chegar ao leite carbono zero. O plantio de árvores é uma estratégia de compensação da emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e pode ser usado por pecuaristas para o desenvolvimento de uma pecuária mais sustentável e voltada para a descarbonização. Em sistemas extensivos (baixo nível tecnológico), essa quantidade é de 33 eucaliptos.

O trabalho, divulgado na publicação internacional Frontiers in Veterinary Science, avaliou o efeito de vacas holandesas (HPB – Preto e Branco) e de jersolandas em diferentes níveis de intensificação – pastejo contínuo com baixa taxa de lotação e rotacionado irrigado com alta taxa de lotação – e a interação entre esses dois fatores na mitigação de GEEs.

RádioMIA: Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

No experimento, foi realizado o balanço de carbono entre as emissões de GEEs (inclusive de metano – CH4 entérico) e as remoções de GEE, por meio do sequestro de carbono do solo. Essas variáveis ​​foram usadas para calcular o número de árvores necessário para mitigar a emissão e o efeito poupa-terra.

Foram considerados dois diferentes modelos produtivos brasileiros a pasto – extensivo e intensivo. O trabalho também comparou duas raças, a HPB e a jersolanda, tradicionalmente utilizadas no País para a produção de leite.

Considerando apenas a raça, na comparação entre as holandesas e as jersolandas, estas são mais eficientes em relação às emissões. Com o plantio de 38 árvores por vaca, o produtor faz a compensação; os que utilizam a raça holandesa precisam de oito árvores a mais por vaca.

De acordo com a pesquisadora Patrícia P. A. Oliveira, a pecuária brasileira é realizada principalmente em pastagens. Dessa forma, a demanda de redução das emissões e da pegada ambiental, dá uma vantagem a mais ao País. Sendo os bovinos criados a pasto, a necessidade de árvores para a compensação das emissões de GEEs é menor, porque na contabilização do balanço de carbono, o sequestro de carbono do solo, positivo nos dois sistemas testados, contribui na compensação das emissões.

Efeito poupa-terra

Outro benefício identificado na pesquisa foi o efeito poupa-terra (tecnologias adotadas pelo setor produtivo que permitem incrementos sustentáveis na produção total em uma mesma área, evitando a abertura de novas áreas para produção agropecuária).

“A adoção de raças adequadas e a intensificação de sistemas de produção pecuária a pasto são alternativas para otimizar o uso da terra pelo setor”, destaca. Prova disso é o resultado obtido pela Embrapa. A cientista revela que os dados demonstraram que a intensificação das pastagens contribui para elevar a produção de leite e para a economia de 2,64 hectares de terra.

A taxa de lotação nesse modelo foi de cerca de sete vacas por hectare, enquanto no extensivo, apenas duas vacas por hectare. “Isso significa que é possível produzir a mesma quantidade de leite em um hectare do sistema intensivo como em 3,64 ha do extensivo. A intensificação adotada permite diminuir a pressão por desmatamento dos 2,64 ha restantes. Dentro dessa área, é possível preservar aproximadamente 145 diferentes espécies arbóreas nativas, além da manutenção de diversas espécies da fauna da Mata Atlântica”, explica Patrícia.

As árvores necessárias para mitigar a emissão foram calculadas considerando o balanço de carbono dentro da porteira da fazenda. A taxa de crescimento anual e o acúmulo do gás nos troncos dos eucaliptos foram obtidos em sistemas silvipastoris próximos ao local do experimento.

Os resultados também foram promissores no que se refere à pegada de carbono por litro de leite (corrigido para teores de gordura e proteína), com valores inferiores a 0.5 kg de CO2 por litro de leite para todos os tratamentos avaliados.

A produção de leite brasileira e as questões de sustentabilidade

O Brasil produz 35 bilhões de litros de leite por ano, ocupando o terceiro lugar no ranking mundial. As propriedades, a maioria de pequeno e médio porte, estão distribuídas em 98% dos municípios brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, mais de quatro milhões de pessoas estão envolvidas na produção de leite no País. No entanto, a produtividade é muito baixa na maior parte dessas fazendas.

A média de litros de leite por vaca em lactação é em torno de quatro litros ao dia no Brasil, enquanto a média mundial é próxima a 10 litros diários. “Esse cenário discrepante de baixa eficiência sistemática pode ser explicado pelo modelo de produção adotado. As gramíneas são a principal fonte de alimento para o gado leiteiro em sistemas baseados em pastagens de qualidade comprometida, que muitas vezes são manejados abaixo de sua taxa de lotação potencial, com uma média nacional de uma vaca por hectare”, complementa a pesquisadora.

O setor, além de ter a demanda de elevar a produtividade, viu aumentar nos últimos anos as expectativas dos consumidores em relação à qualidade do produto e às questões de sustentabilidade e bem-estar animal.

É crescente a preocupação com as mudanças climáticas. No Brasil, a agropecuária é responsável por 33,6% das emissões brasileiras de GEE, sendo 19% vindas da fermentação entérica. O rebanho bovino contribui com 97% das emissões de metano, sendo 86% do rebanho de corte e 11% do gado leiteiro.

“Estratégias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, como mudanças no manejo de sistemas de produção de leite a pasto, por meio da intensificação da utilização de forragem e uso de raças e cruzamentos de animais mais especializados, podem contribuir para compensar as emissões de GEE. Comparados aos sistemas leiteiros tradicionais são sumidouros de carbono. Essas ações – melhorar a fertilidade do solo e manejo das pastagens, a nutrição e a genética animal são pontos básicos e de fácil adoção – podem contribuir para o balanço de carbono das fazendas leiteiras e diminuir a necessidade de outros procedimentos externos, como a compra de créditos de carbono para compensar as emissões”, enfatiza a pesquisadora.

A intensificação sustentável dos sistemas de produção de pecuária leiteira pode se tornar uma tecnologia chave para a mitigação das mudanças climáticas. “Resultados de experimentos de longo prazo nesta área são importantes para regiões tropicais e subtropicais e precisam ser realizados, mesmo sendo bastante onerosos e laboriosos”, acrescenta.

O experimento

A pesquisa foi conduzida na fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), por dois anos. O experimento utilizou dois sistemas de manejo de pastejo: extensivo – sistema de pastejo contínuo com baixa taxa de lotação e o intensivo – sistema de pastejo rotacionado irrigado, com alta taxa de lotação. A mata nativa (Mata Atlântica) foi utilizada como área de referência para o cálculo dos estoques de carbono. Cada tratamento teve duas repetições de área.

Foram utilizadas 24 vacas em cada período de avaliação, totalizando 48 vacas em todo o experimento. Todas, dentro de cada grupo de genótipos (holandês e jersolanda), uniformes em idade, peso vivo, estágio de lactação e produção de leite, com aproximadamente 90 dias de lactação no início de cada período experimental.

O projeto de pesquisa teve o apoio financeiro da Embrapa, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Fonte: Embrapa
28/02/2023 0 Comentários
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Notícias

Servidores serão capacitados para fiscalização com drones

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Tecnologia vai ajudar no trabalho de fiscalização em lavouras e áreas de pecuária; curso começa em março com aulas remotas e, em seguida, etapa presencial

Servidores serão capacitados para fiscalização com dronesComeça em março e vai até setembro uma capacitação para fiscalização com drones que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vai oferecer a 100 auditores fiscais de todo o país. A proposta foi elaborada pela Superintendência de Agricultura e Pecuária de São Paulo (SFA-SP), que recebeu sete drones e câmeras de alta resolução apreendidos pela Receita Federal. Os equipamentos serão utilizados na fiscalização da defesa agropecuária no Estado de São Paulo.

Os instrumentos são novos e estão totalmente desmontados. É necessário conhecimento técnico específico para sua montagem e utilização. “Os drones são versáteis e cada dia mais surgem novas aptidões. No campo da fiscalização, por exemplo, podem otimizar as atividades, auxiliando os fiscais na apuração de ilícitos e evitando a exposição dos servidores a situações de risco”, explicou Uéllen Lisoski Duarte Colatto, chefe de Divisão de Aviação Agrícola do Mapa.

De acordo com Uéllen, além de aprender a manusear, fazer ajustes e realizar a manutenção básica, o curso vai incluir o conhecimento sobre as regras para utilização dos equipamentos e dos softwares de imageamento. “Esse conteúdo vai propiciar o uso mais eficiente da ferramenta em diversas áreas de atuação da defesa agropecuária”, afirmou.

A ideia do curso “Operação de drones para fiscalização no âmbito da Defesa Agropecuária” surgiu de um grupo de trabalho que foi criado pela Divisão de Defesa Agropecuária de São Paulo (DDA-SP) para discutir como os drones poderiam ser aplicados na modernização das ações de fiscalização.

Esse grupo entende que a tecnologia poderá auxiliar nas verificações do uso de fertilizantes (inspeção de plantas industriais, amostragem de fertilizantes a granel); agrotóxicos (auxílio nas buscas por agrotóxicos ilegais em grandes propriedades ou empresas); e de sementes e mudas (fiscalização em campos de sementes, localização de áreas de plantios e de viveiros).

Na área animal, os drones poderão ser um aliado do Mapa nos levantamentos de rebanhos, identificação de locais com rebanhos ou áreas com criatórios de animais, como, por exemplo, criadores de frangos; e na inspeção vegetal (inspeção do estabelecimento e arredores, áreas de produção, passíveis de fiscalização).

Até na fiscalização de produtos orgânicos a tecnologia poderá ser útil, apoiando a inspeção em propriedades, levantamento de insumos proibidos e auditoria em propriedades certificadas. Na aviação agrícola, os equipamentos auxiliam na inspeção em pátios de descontaminação e na verificação de ação da deriva em denúncias. Na sanidade vegetal, o uso será em levantamentos e monitoramentos de pragas dos vegetais, entre outros.

Por se tratar de uma aeronave, o uso está sob o arcabouço do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil Especial 94, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sendo necessário treinamento adequado para que sua utilização seja proveitosa e produtiva para o serviço da Defesa Agropecuária. “Não há, no âmbito da SFA-SP, nenhum servidor qualificado a operar um drone ou capacitado a utilizar softwares de edição de foto e vídeo necessários para a atividade.”

Os recursos para custear a entidade de ensino são do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Expectativas

Os cem servidores selecionados serão divididos em quatro turmas. As aulas remotas acontecem na plataforma da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro) e começam já em 6 de março para a turma 1. As aulas presenciais começam em abril e serão realizadas em Campinas (SP) até 1º de setembro.

O coordenador das operações do programa Vigifronteira, Marcos Eielson Pinheiro de Sá, disse que diversos servidores de sua equipe foram selecionados para participar do curso. “É uma ferramenta moderna e muito útil para nós, que trabalhamos na fiscalização de produtos agropecuários ilícitos”, afirmou. Segundo ele, o drone vai garantir mais segurança aos fiscais ao permitir observações e trabalho de inteligência à distância.

Marcos também espera melhor eficiência do trabalho, já que a uma altura de 100 metros um drone pode nem ser percebido pelos infratores. “Com o certificado do curso, poderemos nos cadastrar na Anac para tornar os voos oficiais. As ações registradas servem como provas legais”, explicou. O coordenador conta que nunca operou drones antes.

O auditor fiscal Lucas Zago, de São Paulo, também disse que não tem conhecimento sobre o exercício prático da tecnologia. “Nunca usei, mas já tive vontade de ter”, afirmou. Ele se inscreveu pela facilidade de as aulas presenciais ocorrerem em Campinas e pela possibilidade de usar o equipamento na fiscalização de Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA) de organismos geneticamente modificados. A visualização aérea vai permitir observar as parcelas onde ocorrem essa liberação.

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NotíciasRevista

Fávaro propõe a John Kerry investimento na produção sustentável

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Cooperação nas pesquisas climáticas para desenvolvimento da produção sustentável foi um dos principais assuntos tratados entre o ministro e o enviado especial dos Estados Unidos

Ministro Fávaro propõe a John Kerry investimento na produção sustentávelCom a proposta do governo norte-americano de investir no Fundo Amazônia para a preservação do bioma, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu, nesta segunda-feira (27), o assessor especial da Presidência dos Estados Unidos para o Clima, John Kerry, para tratar das propostas de cooperação entre os países acerca das mudanças climáticas.

Além de apresentar os programas que já estão sendo desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para aumento da produção de alimentos livre de desmatamento e com redução na emissão de carbono, como o programa ABC do Plano Safra, Fávaro propôs que, mais que investimento de recursos, que dependem do Legislativo norte-americano, o país possa contribuir na cooperação técnica na área de pesquisa para que ambos possam aplicar as melhores práticas de produção.

“Os Estados Unidos têm a maior empresa de pesquisa de clima temperado e nós temos a maior empresa de pesquisa de clima tropical. Se nos unirmos, podemos, juntos, encontrar soluções cada vez mais inovadoras para aumentar a produção de alimentos com respeito ao Meio Ambiente”, detalhou o ministro.

Ao afirmar que concorda “brutalmente” com as propostas apresentadas pelo Brasil para o desenvolvimento sustentável da agropecuária, à medida que inclui os produtores no sistema por meio do incentivo às boas práticas com linhas de crédito especiais, o enviado especial dos Estados Unidos destacou a importância da participação do setor no avanço da sustentabilidade.

“Quanto mais fizerem em relação às boas práticas, mais trarão credibilidade para os agricultores e para o país”, ponderou John Kerry.

Redução na emissão de metano na pecuária, utilização de energia limpa e combustíveis renováveis, com desenvolvimento técnico da expertise do Brasil e Estados Unidos na produção de etanol sendo expandido para outros continentes e adoção de práticas que encorajem à adoção de boas práticas pautaram a reunião.

O debate acerca da cooperação científica para o desenvolvimento agro sustentável terá continuidade em uma nova rodada de conversas a ser realizada nos Estados Unidos, em maio deste ano.

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Notícias

Brasil e Estados Unidos reforçam pauta bilateral para o agro

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Em agenda internacional, representantes do Mapa participaram de reuniões em Washington D.C

Brasil e Estados Unidos reforçam pauta bilateral para o agroO Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa, cumpriu agenda internacional em Washington D.C. nesta semana para tratar de pauta bilateral do agro.

Na embaixada do Brasil em Washington, Perosa manteve encontro com os adidos agrícolas brasileiros lotados na América do Norte: Adriane Reis Cruvinel (México), Filipe Guerra Lopes Sathler (EUA) e Paulo Márcio Mendonça Araújo (Canadá).

Na pauta da reunião, ocorrida na quarta-feira (22), foram tratados temas em curso nas respectivas adidâncias e ações futuras que possam ser desenvolvidas em prol do agronegócio brasileiro junto a esses três países.

A delegação brasileira, chefiada pelo secretário Perosa, também participou do 99º USDA Outlook Forum, evento tradicional do Departamento de Agricultura dos EUA que trata, principalmente, de perspectivas de mercado.

No evento, mais de 100 líderes agrícolas e especialistas no assunto discutem as principais questões que afetam o setor, incluindo, a previsão inicial do USDA para a produção agropecuária, mercados de commodities e comércio internacional em 2023. Outros temas como a situação da renda agrícola dos Estados Unidos, Agricultura inteligente para o clima, desafios e soluções da cadeia de suprimentos e perspectiva dos preços dos alimentos também estão na pauta do evento.

Ainda no dia 23, foi realizado o encontro bilateral entre Brasil – Estados Unidos. O representante do Mapa manteve audiência com a subsecretária de Agricultura para Comércio e Assuntos Agrícolas Estrangeiros do Departamento de Agricultura dos EUA, Alexis Taylor.

Na ocasião, eles trataram de assuntos de interesse da pauta bilateral entre os países, que incluíram acesso a mercado e facilitação comercial.

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Notícias

São Paulo reduz carga tributária de setores do agro

Por redação 28/02/2023
Escrito por redação

Decretos concedem isenção, redução de base de cálculo, crédito outorgado ou diferimento do ICMS aos produtores de soja, fabricantes de suco de fruta e bebidas à base de leite

São Paulo reduz carga tributária de setores do agroNesta segunda-feira (27), o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, assinou uma série de decretos que reduzem a carga tributária de vários segmentos do setor produtivo paulista até pelo menos 31 de dezembro de 2024.

Os benefícios – alguns renovados e outros concedidos pela primeira vez – têm potencial para promover novos investimentos e gerar uma ampla oferta de empregos. Os decretos concedem isenção, redução de base de cálculo, crédito outorgado ou diferimento do ICMS aos produtores de soja, fabricantes de suco de fruta e bebidas à base de leite, à geração de energia elétrica, indústria de informática, empresas de data center, fabricantes de embalagens metálicas e medicamento para fibrose cística, entre outros.

A medida também reverte os efeitos do ajuste fiscal implementado em 2020, que havia reduzido os benefícios fiscais em razão da pandemia, retroagindo os efeitos para o início desse ano.

“Ao reduzir o ICMS, o Governador Tarcísio renova o compromisso com o setor. A agricultura é um dos setores que movimenta a economia paulista. Por isso estamos trabalhando para melhorar ainda mais as condições de trabalho e comércio”, destacou o Secretário Antonio Junqueira.

“Em São Paulo não se aumenta impostos. Queremos facilitar a vida tanto de quem produz quanto de quem compra. Essa é uma grande vitória para a agricultura e para o governo de São Paulo. A guerra fiscal está dada. É medida de proteção. A indústria está perdendo competitividade. Queremos interromper esse fluxo”, ressaltou o Governador Tarcísio de Freitas.

Benefícios concedidos:

Leite de aveia – redução da base de cálculo do ICMS nas vendas de bebida vegetal à base de aveia, não alcoólica, não fermentada, pronta para consumo, de forma que a carga tributária seja equivalente à aplicação do percentual de 7%.

Pá carregadeira de rodas, escavadeira hidráulica e retroescavadeira – Crédito do imposto de forma que a carga tributária resulte no percentual de 5%.

Bebidas à base de leite – Redução da base de cálculo do ICMS nas saídas internas de produtos alimentícios promovidas por estabelecimento fabricante ou atacadista.

Sucos de fruta – Diferimento do imposto na aquisição interna e suspensão do imposto na importação de máquinas e equipamentos destinados a integrar o ativo imobilizado de aos estabelecimentos fabricantes de sucos de fruta e sucos mistos.

Soja – Diferimento em operações internas de sementes de soja, farelos e tortas de soja.

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Notícias

Ministério da Agricultura investiga caso confirmado de vaca louca

Por redação 24/02/2023
Escrito por redação

China destaca agilidade para tratar o caso de vaca louca e a transparência do Mapa e reforça intenção de fortalecer parceria

Ministério da Agricultura investiga caso confirmado de vaca loucaDiante da confirmação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”) em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou que está adotando todas as providências governamentais para o mercado de carnes brasileiras.

Foi feito o comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e as amostras foram enviadas para o laboratório referência da instituição em Alberta, no Canadá, que poderá confirmar se o caso é atípico.

O animal, criado em pasto, sem ração, foi abatido e sua carcaça incinerada no local. O serviço veterinário oficial brasileiro está realizando a investigação epidemiológica que poderá ser continuada ou encerrada de acordo com o resultado.

“Todas as providências estão sendo adotadas imediatamente em cada etapa da investigação e o assunto está sendo tratado com total transparência para garantir aos consumidores brasileiros e mundiais a qualidade reconhecida da nossa carne”, ressaltou o ministro Carlos Fávaro.

Seguindo o protocolo sanitário oficial, as exportações para a China serão temporariamente suspensas a partir desta quinta-feira (23). No entanto, o diálogo com as autoridades está sendo intensificado para demonstrar todas as informações e o pronto restabelecimento do comércio da carne brasileira.

Ministro recebeu embaixador da China para tratar do caso de vaca louca no Brasil

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (23) para prestar todos os esclarecimentos sobre o trabalho que está sendo desenvolvido pelo governo brasileiro para monitoramento do caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) confirmado em um animal no município de Marabá (PA).

Conforme o protocolo sanitário estabelecido entre os países, que possuem entre si a maior relação comercial da carne bovina brasileira, as exportações para a China estão temporariamente suspensas e, diante da importância do mercado asiático, as informações acerca da apuração do caso estão sendo acompanhadas pelos países para a mais ágil adoção das medidas necessárias pelos governos.

“O governo do Brasil preza muito pelo respeito aos países parceiros. Queremos continuar garantindo o suprimento de produtos de alta qualidade e sabemos das nossas obrigações e deveres, fazendo isso com total transparência, determinação e agilidade”, explicou o ministro.

O embaixador chinês destacou que aprecia o fato de o Brasil ter cumprido prontamente o protocolo sanitário e reforçou a intenção de promover a cooperação agrícola entre os países, tendo em vista que o comércio da carne bovina brasileira é muito importante para ambos. A China é o principal destino das exportações e, da mesma forma, a proteína do Brasil é o principal mercado para os consumidores chineses.

A amostra do exame que confirmou a EEB em um touro de 9 anos, criado em pasto, em uma pequena propriedade no Pará, foi encaminhada para análise do laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal, em Alberta, no Canadá, onde poderá ser confirmada a ocorrência atípica da doença.

24/02/2023 0 Comentários
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Revista

Estiagem: governo federal destina R$ 430 milhões para RS

Por redação 24/02/2023
Escrito por redação

Pequenos agricultores terão R$ 300 milhões, provenientes do MDA, para duas linhas de crédito 

Estiagem: governo federal destina R$ 430 milhões para RSO Governo Federal, por meio dos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa), e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), anunciou investimentos de R$ 430 milhões para ações de mitigação dos efeitos da estiagem no estado do Rio Grande do Sul.

“O Rio Grande do Sul é prioridade na política de desenvolvimento regional brasileira, especialmente na sua faixa de fronteira na metade sul. E, agora, em função dos recorrentes eventos de estiagem que se assevera nos últimos anos, o estado também virou prioridade para as ações de infraestrutura hídrica, não apenas para desenvolvimento produtivo, como também para o enfrentamento com ações estruturantes”, enfatizou a secretária nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Adriana Melo.

Do valor total anunciado, R$ 100 milhões serão investidos pelo MIDR. Os recursos serão utilizados na contratação de carros pipas para distribuição de água e também na compra e doação de cestas básicas e de combustível, entre outras ações. Cerca de 300 municípios serão beneficiados.

Outros R$ 300 milhões serão provenientes do MDA para duas linhas de crédito voltadas a pequenos agricultores. “O presidente Lula falou para a gente vir ao Rio Grande do Sul, conversar com o governador e a equipe dele, conversar com os prefeitos, para que seja feito um trabalho conjunto de enfrentamento do tema da estiagem”, declarou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Já o MDS repassará R$ 24 milhões a famílias de baixa renda da região, com um pagamento de até R$ 2,4 mil para famílias de pequenos agricultores cadastradas no programa Fomento Rural. O pagamento será realizado em duas parcelas.

Situação de emergência e repasses

Até o momento, a Defesa Civil Nacional já reconheceu a situação de emergência em 191 municípios do Rio Grande do Sul atingidos pela estiagem. Também foram repassados R$ 6,7 milhões para as cidades de Herval, Caiçara, Unistalda, Júlio de Castilhos, Piratini, Dois Irmãos das Missões, Pinheiro Machado, Fontoura Xavier, Vista Gaúcha, Passa Sete, São Francisco de Assis, Erechim Assistência, Candiota, São José das Missões, Roque Gonzales, Jóia, Brochier, Pedras Altas, Santo Augusto, Benjamin Constant do Sul, Palmeira das Missões, Arroio Grande, Novo Barreiro, São Pedro das Missões e Sinimbu.

“É importante ressaltar a necessidade de termos respostas rápidas para as questões emergenciais que se colocam e essas medidas que estão sendo anunciadas na defesa civil, com ações emergenciais, vão atingir mais de 300 municípios gaúchos. É um apoio importante para que eles possam enfrentar essa situação de forma mais tempestiva”, completou a secretária Adriana Melo.

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Rádio MIA

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura

Por redação 16/02/2023
Escrito por redação

No podcast RádioMIA desta semana, uma breve análise sobre as condições climáticas atuais provocadas pelos efeitos do La Niña e os impactos nas lavouras brasileiras 

Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura Os efeitos do La Niña provocam falta ou o excesso de chuva em muitas regiões do Brasil e impactam diretamente na produção agrícola. Um exemplo é o caso da soja na safra atual, que teve ter uma produção 0,8% menor do que o previsto anteriormente.

8 dicas para escolher o trator ideal para a sua propriedade

Um dos principais motivos dessa alteração é a seca no Rio Grande do Sul, que já dizimou lavouras inteiras no norte do estado. Mesmo com a previsão de melhora em alguns cenários, o clima deverá impactar nos resultados da Safra 2022/23.

Os efeitos do La Niña

Especialistas acreditam que as chuvas que estão previstas para o RS devem chegar tarde demais para recuperar as lavouras. E as que estão vindo em excesso no Centro-Norte, já causam perdas e doenças. Além disso, a chuva, vento e o forte calor prejudicam as atividades nas fazendas, incluindo aí a aplicação de defensivos agrícolas.

Para entender melhor este cenário, e como o clima impacta diretamente na produtividade e na qualidade das culturas, conversamos com o Paulo Vilela, da Perfect Flight, uma plataforma de gestão e rastreabilidade de pulverização.

Ouça:

Máquinas & Inovações Agri · #062 – Os efeitos do La Niña: como evitar prejuízos na lavoura
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Notícias

Uruguai confirma primeiro caso de gripe aviária no país

Por redação 15/02/2023
Escrito por redação

Vírus foi identificado em um cisne de pescoço negro nas proximidades da Lagoa Garzón

Uruguai confirma primeiro caso de gripe aviária no país

O Uruguai informou hoje (15), através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca (MGAP), o primeiro caso de gripe aviária no país. O vírus foi identificado em um cisne de pescoço negro nas proximidades da Lagoa Garzón, no litoral sul.

Alejandro Manovsky, diretor departamental do MGAP, disse que as equipes sanitárias dos departamentos de Maldonado e Rocha irão atuar conjuntamente contra a propagação da doença – Lagoa Garzón fica entre as duas regiões.

A gripe aviária avança na América do Sul. Desde o fim de 2022, Chile, Bolívia, Equador, Venezuela e Peru relataram surtos da doença. Até o momento, não foram registrados casos no Brasil.

Fonte: Datagro
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Vendas de máquinas agrícolas devem recuar 25% este ano, projeta Fenabrave
Tecnologia

New Holland oferece descontos de até 50% em peças para colheitadeiras

Por redação 15/02/2023
Escrito por redação

New Holland oferece descontos de até 50% em peças para colheitadeirasA New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, está lançando a Promosafra, com descontos exclusivos de até 50% para peças de reposição para colheitadeiras. A promoção, que se estenderá até 28 de fevereiro, vale tanto para as compras via e-commerce quanto nas lojas concessionárias New Holland espalhadas por todo o país.

“Com esses descontos exclusivos, de até 50%, é possível para o produtor adquirir peças de reposição para colheitadeiras, como correias, rolamentos, filtros, bombas d’água, bombas hidráulicas, polias, engrenagens, sensores e muitos outros itens, sempre com a garantia e qualidade que os clientes New Holland estão acostumados”, afirma Ludmila Giori, diretora de Marketing de Parts & Service da New Holland Agriculture.

8 dicas para escolher o trator ideal para a sua propriedade

De acordo com ela, a Promosafra abrange mais de 600 itens com preços bastante atrativos, que estão à disposição dos clientes da marca na rede de 224 lojas New Holland distribuídas nas cinco regiões do país, e ainda contando com a conveniência da loja de peças online.

Ainda conforme Ludmila, somente comprando de concessionários New Holland o cliente tem certeza de que estará comprando peças genuínas projetadas e desenvolvidas especialmente para a sua máquina, com qualidade testada e aprovada pela fábrica nos mais rigorosos laboratórios e bancadas de teste. Isso garante maior produtividade da máquina e maior vida útil dos componentes.

E-commerce

A marca oferece uma plataforma exclusiva para o comércio eletrônico (e-commerce) de peças para maquinário agrícola.Por meio do site, é possível comprar componentes com garantia de fábrica sem precisar sair de casa. Basta acessar via celular, tablet ou computador o para visualizar – além das ofertas da Promosafra – um catálogo de peças genuínas da marca a partir de qualquer ponto do país.

Por trás desta plataforma virtual está a rede de concessionários New Holland espalhada pelas cinco regiões do Brasil, com 224 pontos de venda. O site também tem a vantagem de ser leve, rápido, objetivo e de poder ser acessado a partir de qualquer dispositivo.

Serviço:
  • Promosafra – promoção de peças genuínas para colheitadeiras
  • Quando: até 28 de fevereiro
  • Onde: loja virtual, no balcão de peças e oficinas das concessionárias da marca.
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