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Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas
Notícias

Evento da Abag discute efeitos do Green Deal no agronegócio

Por redação 31/01/2023
Escrito por redação

ABAG realiza Fórum Agro: Brasil Protagonista para tratar da internacionalização do Green Deal para as cadeias produtivas dos países exportadores para a União Europeia

Os efeitos do Green Deal no agro brasileiro

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) realiza hoje, 31/01, o Fórum Agro: Brasil Protagonista para tratar de um tema vital para a competitividade do agro brasileiro: a internacionalização do Green Deal para as cadeias produtivas dos países exportadores para a União Europeia.

O Green Deal, também chamado de Pacto Verde Europeu, estabelece um plano de ação para tornar a Europa o primeiro continente neutro em termos climáticos até 2050, impulsionando a economia, melhorando a saúde e a qualidade de vida, e protegendo a natureza.

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados

Essa medida terá impactos diretos e indiretos nas principais cadeias produtivas do agro nacional. Por isso, a ABAG reunirá representantes da diplomacia brasileira, do congresso nacional, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), das principais associações e cooperativas de setores afetados pela decisão, como os grãos (soja, milho e café) e as proteínas, e do Diálogo Agropolítico Brasil – Alemanha (APD), com o intuito de discutir os desafios dessa iniciativa para a economia e o agronegócio brasileiro.

O Fórum Agro: Brasil Protagonista será composto por dois painéis: o primeiro apresentará conceitualmente o Green Deal, uma posição ampla sobre políticas energéticas, agroindustriais e de serviços implementada pela União Europeia aos seus países membros e elencará os aspectos desafiadores de sua internacionalização, enquanto o segundo apontará os efeitos dessa medida para a competitividade das cadeias produtivas do agro.

Para Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG, o evento será de extrema importância em um momento em que a geopolítica atravessa grandes desafios com o retorno de medidas e ideias precaucionistas, que dificultam o combate à insegurança alimentar no mundo e, por consequência, a erradicação da fome.

“É importante lembrar que o agronegócio brasileiro está baseado na mais moderna ciência para o clima tropical, com o uso de tecnologias inovadoras e a implantação de técnicas e práticas sustentáveis. Nosso país produz até três safras por ano, aliando a agenda ambiental com a de produtividade. A forma como produzimos alimentos, fibras e energia é diferente dos países com clima temperado, portanto, as regras não podem ser as mesmas nesses dois mundos”, explica Carvalho.

Realizado de forma presencial aos associados e parceiros convidados, o Fórum Agro: Brasil Protagonista terá início a partir das 9h30, com transmissão ao vivo pelo Canal da ABAG no YouTube.

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Tecnologia

Pinhalesense apresenta novo equipamento na Femagri

Por redação 31/01/2023
Escrito por redação

Na feira, que acontece de 08 a 10 de fevereiro, a empresa lança mais um equipamento compacto para pequenas e médias propriedades

Pinhalesense apresenta novo equipamento na FemagriA Pinhalense Máquinas Agrícolas, uma das maiores e mais tradicionais fabricantes de equipamentos agrícolas do país, participa da 22ª edição da Femagri, que retorna ao formato presencial após dois anos e será realizada de 08 a 10 de fevereiro, na cidade de Guaxupé, em Minas Gerais.

A Pinhalense ampliou sua linha de equipamentos compactos e durante a tradicional feira fará o lançamento do LAVADOR COMPACTO. Desenvolvido para o perfil de pequenas e médias produções de café, o novo modelo é ideal para quem busca eficiência na eliminação de impurezas do café, redução de mão de obra e economia no consumo de água.

Entre suas principais características e diferenciais, destacam-se:

Maior eficiência na saída de pedras com menos consumo de água
Baixa potência instalada
Bica de Jogo mais eficiente
Sistema exclusivo para café de varrição
Sistema sem acúmulo de folhas, economizando mão de obra e dispensando pessoal especializado

Além deste importante aliado para o produtor, outros modelos importantes de equipamentos que poderão ser conhecidos durante a Femagri: Secadores, Máquina de benefício, Despolpadores, Sistema de varrição, Colheitadeiras, Trituradores, Carreta de transbordo, Selecionadora eletrônica de café, entre outros.

31/01/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Startups de inovação serão apresentadas no Show Rural 2023

Por redação 31/01/2023
Escrito por redação

Para evento que acontece de 6 a 10 de fevereiro, em Cascavel-PR, além de mostrar as melhorias em suas linhas de equipamentos e tecnologias para o preparo de solo, Grupo Piccin apresentará novas empresas

Startups de inovação serão apresentadas no Show Rural 2023A 35ª edição do Show Rural Coopavel, que será realizada de 6 a 10 de fevereiro, em Cascavel-PR, se aproxima e, mais uma vez, será a oportunidade para toda a classe de produtores ter contato com o que há de mais novo e moderno no agronegócio. O Grupo Piccin, especialista em tecnologias e implementos para o preparo de solo, aproveita o evento para fazer o pré-lançamento de duas novas startups que compõem sua área de inovação.

Além disso, apresentará melhorias de suas linhas de equipamentos, como por exemplo a incorporação de novas tecnologias nos distribuidores, tanto nas máquinas hidráulicas, como nas mecânicas. O objetivo das mudanças é melhorar a produtividade do produtor rural.

O público da feira conhecerá, em primeira mão, algumas informações na Arena Digital sobre as duas startups incubadas pelo Grupo, a Easyland e a Prediza. A primeira é uma criação recente que nasceu dentro da Piccin Inovação, trata-se de um aplicativo que possibilita unir duas necessidades, a de aproximar quem tem disponível terras e não quer produzir nelas com quem não as possui e quer arrendar para produzir.

“É uma inovação que vem para atender uma necessidade de mercado na área de arrendamento de terras e, além de aproximar, o aplicativo traz facilidades desde a parte de documentação, análise legal, apoio jurídico até o acompanhamento após o arrendamento, como monitoramento da terra. E é para terras em qualquer lugar do Brasil”, destaca o engenheiro agrônomo e head de marketing, Marco Gobesso.

Já a Prediza é uma agtech de análise de dados e recomendações agronômicas. O trabalho consiste na instalação de sensores na propriedade rural, e de uma mini-estação meteorológica. Os equipamentos garantem a junção de informações do microclima e do comportamento do solo da região, e posteriormente é possível fazer recomendações agronômicas, a exemplo de quando irrigar ou o melhor momento de aplicar herbicidas e fungicidas.

Atualizações nas linhas

Outro foco do Grupo Piccin durante o Show Rural Coopavel é revelar as atualizações realizadas nos implementos da marca. No Descompactador Advanced MOD, lançado na feira em 2022, a empresa vai mostrar melhorias relacionadas a alterações de projeto. O upgrade é sempre feito a partir do que a própria agroindústria identifica internamente, e também junto aos clientes, explica o engenheiro agrônomo.

“Um exemplo do que vamos apresentar em Cascavel é um kit para uso em solos muito abrasivos. Identificamos junto com os clientes que em regiões específicas nós precisamos proteger melhor os equipamentos porque o solo é muito abrasivo, o desgaste é muito maior”, comenta.

60 anos no campo

Em novembro de 2023, o Grupo Piccin celebra seus 60 anos. Fundada em 1963 e até o ano passado como Piccin Tecnologia Agrícola, atua desde então com implementos para o preparo do solo e tem sede em São Carlos-SP. A história de seis décadas foi erguida com muito esforço e dedicação e começou através de um homem, Santo Piccin, também trabalhador da lavoura.

No Show Rural, assim como nos demais eventos, a empresa irá lembrar dessa importante data. “Teremos um ambiente para comunicar os nossos 60 anos de história”, conta Gobesso. Para o executivo do Grupo, o pontapé inicial de aniversário em uma das maiores vitrines do agronegócio nacional também é um recomeço.

“Vivenciamos uma esfriada no mercado, desde um pouco antes das eleições, então a expectativa é que em Cascavel a gente tenha o retorno de como o agro está, de perceber que nada mudou no agro, pois precisamos continuar produzindo alimentos, que a feira seja um recomeço”, finalizou.

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Tecnologia

LS Tractor destaca produto para avicultores no Show Rural Coopavel

Por redação 31/01/2023
Escrito por redação

Tratores da série R da LS Tractor estão sendo os mais escolhidos para esta atividade

LS Tractor destaca produto para avicultores no Show Rural CoopavelO universo de avicultores no Brasil, segundo o IBGE, está em torno de 2.86 milhões de produtores, entre pequenos médios e grandes empresas avícolas. Um novo mercado se apresenta ao setor de máquinas e implementos agrícolas, que precisa estar pronto a oferecer as melhores soluções em tecnologia e que atendam as necessidades desta atividade. Por vislumbrar uma afinidade entre seus produtos e a avicultura profissionalizada, a LS Tractor vai destacar, no Show Rural Coopavel 2023, que acontece entre os dias 06 a 10 de fevereiro, em Cascavel, PR, os modelos R50 e R65, tratores que possuem características para trabalhar dentro dos aviários.

“Por conta de sua origem, a Coreia do Sul, onde as propriedades são pequenas, os tratores LS têm características construtivas especiais, apresentam excelente performance em espaços reduzidos, por isto nossa proposta de levar esta solução aos setor avícola”, ressalta o gerente de marketing e vendas da LS Tractor, Astor Kilpp.

Uma das atividades importantes dentro do aviário é o trato com a cama de frango. Por conta do contínuo contato da ave com o composto, (geralmente maravalha) o manejo mecanizado é fundamental para obter a melhor qualidade para o ambiente em que um novo lote será colocado.

Evitar o acúmulo de umidade e oscilações de temperatura que pode afetar no ganho de peso e na conversão alimentar das aves, este é o grande detalhe que vai fazer a diferença, pontua Lianderson Backes, gerente da Globalmac, concessionária LS Tractor. Ele complementa dizendo que o manejo certo garante mais saúde e produtividade para as aves.

Conforme diz Astor Kilpp, os modelos LS Tractor R50 ou R65, são ideais para essa tarefa, pois o projeto destes compactos, além das dimensões reduzidas tem um eixo dianteiro com menor raio de giro, uma transmissão equipada com super redutor (Creeper), sistema Sincro Shutle de reversão (frente e ré com agilidade/facilidade) com 32 opções de velocidades a frente e 16 a ré. Ele destaca ainda a tomada de força com em três velocidades (540E, 540SE, ou 540SE), “excelente para quando o trator vai trabalhar com uma enxada rotativa, por exemplo”, salienta Kilpp, acrescentando que “tudo isso resulta em maior qualidade de trabalho”.

Para o gerente de marketing o LS Tractor tem ainda uma qualidade que o diferencia no mercado. A altura ideal para ambiente indoor. “Sem afetar a versatilidade ou a performance no trabalho, os modelos R50 ou R65 têm opções de configuração de rodagens, por exemplo, para deixar o trator mais baixo, permitindo o trabalho tranquilo dentro de aviário. Então, é um conjunto de características que permitem ao avicultor buscar uma solução para mecanização, e ter na LS Tractor a melhor opção”, conclui Kilpp.

E Lianderson acrescenta; “Não se pode levar em conta apenas o consumo/hora, mas, sim, o trabalho realizado por hora”. Como argumento, o gerente cita a experiência de um cliente LS Tractor: “O trabalho de um dia e meio em uma propriedade pode ser feito em apenas três horas, isso com o trator e equipamentos corretos, como enxada rotativa com triturador. Com a carência de mão de obra, isto é um ganho fenomenal”, afirma ele.

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Manutenção

Saiba como deve ser feita a lubrificação de máquinas agrícolas

Por redação 30/01/2023
Escrito por redação

Colheitadeiras, pulverizadores, tratores e colhedoras fazem parte do leque de máquinas agrícolas que precisam de lubrificação em suas peças

Saiba como deve ser feita a lubrificação de máquinas agrícolas

Assim como qualquer equipamento, as máquinas agrícolas também precisam de uma lubrificação correta e específica para desempenhar de forma segura e com máxima eficiência sua função.

“Toda máquina, seja ela da função que for, necessita de óleo lubrificante. Muitas vezes pensamos apenas no óleo lubrificante dos motores de automóveis, mas máquinas agrícolas também possuem sistemas com necessidade de lubrificação”, comenta Robson Lima, especialista em assistência técnica da YPF Brasil.

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados

Mesmo com a semelhança na lubrificação, o sistema presente em máquinas agrícolas, muitas vezes é diferente de um automóvel. Colheitadeiras de grãos, colhedores de cana, pulverizadores, entre outros, possuem uma curva de calibração voltada a priorizar a força e potência. Até mesmo o curso dos pistões e o virabrequim, presentes no sistema, podem ser maiores do que um carro.

Tradicionalmente, estruturas de máquinas agrícolas são construídas em chassi monobloco, unindo o motor às carcaças dos demais sistemas. Esses motores funcionam por muito tempo em rotação constante, necessitando de uma uma seleção de materiais que priorizam resistência à temperatura e maior troca de calor, nesse sentido, o óleo lubrificante é de extrema importância.

“Os lubrificantes devem atender a necessidade específica do motor ou do sistema a ser utilizado, garantindo a segurança e especificação do trabalho. Dentre a linha agrícola presente na YPF Brasil, é possível destacar produtos como graxas, óleos para transmissões de motor, entre outros, atendendo o segmento específico do equipamento ou máquina”, comenta.

Como um veículo de garagem, os veículos e máquinas agrícolas necessitam de substituição da troca de óleo, seguindo a normativa no manual do proprietário.

“É de extrema importância que seja respeitado as trocas frequentes de filtros para maximizar tanto o tempo, quanto a qualidade de qualquer óleo lubrificante; agindo assim, os óleos lubrificantes ficam mais protegidos de eventuais contaminantes e alterações de suas características como viscosidade, proteção oxidativa, térmica entre outros”, complementa o especialista.

Além da lubrificação do motor, os equipamentos agrícolas necessitam de lubrificação em em fibras longas, cabos, tensores e outras peças de composição. Um bom exemplo são graxas com base de Lítio, utilizadas na lubrificação de engrenagens, correntes, muito indicada para utilização na área agrícola.

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Notícias

Cresce interesse por energia solar no agronegócio

Por redação 30/01/2023
Escrito por redação

Geração de energia limpa, como a energia solar, redução de custos e eficiência energética estão entre os principais fatores que impulsionam um dos setores que mais cresce no país, o agro

Cresce interesse por energia solar no agronegócio Alavancado pela revolução digital e a oferta de softwares e ferramentas tecnológicas capazes de torná-lo mais produtivo e, ao mesmo tempo, sustentável, o agronegócio vive seu momento de auge na economia nacional.

Da gestão automatizada à IoT são muitas inovações que fizeram com que o setor batesse recorde em exportações em setembro de 2022, alcançando movimentação de US$13,97 bilhões, passando a ser foco de investimentos de grandes empresas fornecedoras de tecnologia, como a WDC Networks. Por meio da Unidade de Negócios WDC Solar, a companhia amplia a oferta de soluções para geração de energia limpa e eficiência energética na agroindústria.

“O Brasil se destaca pela grande área de incidência de sol na maior parte do ano, com imenso potencial de geração de energia solar no campo”, diz o diretor de Negócios da WDC Solar, Breno Machado. Ele acrescenta que a produção de eletricidade a partir de placas fotovoltaicas pode energizar sistemas de irrigação, galpões de criação de suínos e aves e áreas administrativas, entre outras aplicações que incluem o abastecimento de veículos e equipamentos elétricos, dispensando geradores movidos a combustível, que são mais caros e poluentes.

O executivo ressalta que a energia solar vem ajudando a transformar regiões hostis para a lavoura em áreas produtivas. “Por exemplo, no oeste da Bahia, centro de uma área que atravessa o sertão nordestino até Minas Gerais, conhecida como ‘Cinturão Solar’, fazendas estão transformando a paisagem e a produção econômica por meio de sistemas de irrigação abastecidos por energia solar, em projetos desenhados e implementados pela WDC Solar e seus parceiros comerciais”, destaca.

Distribuidora no Brasil das marcas Huawei, Jinko Solar, Solis e SSM, além da linha Titanium, da marca própria WDC Solar, totalmente nacional, fabricada em Extrema (MG), a WDC Solar tem conquistado espaço no cenário nacional como fornecedor de soluções inovadoras para o Agronegócio 4.0. A modalidade de negócios TaaS – Technology as a Service, contratada por assinatura, é um diferencial para viabilizar negócios.

Essa facilidade juntamente com o modelo Turn Key de entregas de projetos prontos para uso do cliente – desde a concepção na usina de energia até a instalação das placas fotovoltaicas e homologação do sistema dentro das concessionárias – tem alavancado os negócios da empresa. Em setembro/2022, o crescimento de vendas totais acumulado da área de Energia Solar foi de 36,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Usinas Fotovoltaicas

Apenas no estado da Bahia, a WDC Networks está implementando quatro projetos de usinas fotovoltaicas em fazendas para uso no Agronegócio, um dos quais completamente off-grid, ou seja, responsável por todo o abastecimento energético do empreendimento. Além da questão da sustentabilidade, a energia solar é indicada para o negócio sob o ponto de vista da previsibilidade, pois apresenta vantagens econômicas diante de uma tarifa de energia “congelada”, além do benefício de proporcionar uma transmissão energética estável, eliminando problemas de oscilações e quedas de energia.

Estas facilidades, segundo Vanderlei Rigatieri, CEO da WDC Networks, foram o grande diferencial para o sucesso do segmento Solar na empresa. “A energia solar tem se consolidado como uma solução importante para a redução de custos e na segurança de suprimento elétrico, porém a viabilidade de novos negócios ainda depende de um grande investimento para a aquisição dos painéis e elaboração de projetos de geração.

É aí que a combinação do nosso modelo inovador de contratação por assinatura, o TaaS, e das entregas no formato Turn Key, geram um grande valor ao cliente, desonerando-o desse investimento inicial, permitindo a obtenção de um sistema fotovoltaico sob medida às suas necessidades e pronto para operar”, destaca.

Projeções otimistas

Em termos de capacidade de geração de energia solar no país, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que o Brasil encerrou o ano de 2022 com 24 GW de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria, o que já representa quase a mesma potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do Brasil e segunda maior do planeta.

O dado mostra um crescimento consolidado, pois o Brasil saltou de 8,1 GW ao final de 2020 para 14,1 GW ao final de 2021, um crescimento de 76%, mesmo em meio ao panorama desafiador de pandemia global. Para 2023, a associação projeta que a capacidade instalada irá atingir 34 GW, ultrapassando R$ 50 bilhões em investimentos entre usinas de grande porte e os sistemas de micro e minigeração.

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Notícias

Governo estuda novos financiamentos a práticas sustentáveis

Por redação 30/01/2023
Escrito por redação

Novos modelos devem focar a adoção de práticas de produção sustentável. Brasil pode ser uma liderança global na descarbonização da produção de alimentos

Governo estuda novos financiamentos a práticas sustentáveisO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já começou a discutir novos modelos de financiamento para a adoção de práticas sustentáveis no agro. Segundo a secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Renata Miranda, a ideia é aproximar o produtor, o setor privado e os interessados no carbono brasileiro.

“Vamos modelar uma prática de crédito que vai disponibilizar taxas de juros menores quanto maior for o apetite do produtor em adotar tecnologias sustentáveis. Podemos ser protagonistas desse mercado no mundo através da descarbonização da agricultura. Temos muito a trabalhar mas com certeza temos muito a produzir nesse setor”, disse a secretária. O tema foi debatido nesta quinta-feira (26) em reunião com o diretor do Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, e Guilherme Quintella, da Taxo Agroambiental.

Práticas sustentáveis no agro

Para o ministro Carlos Fávaro, a descarbonização da agricultura brasileira deve ser implementada com prioridade no país. “É a contemporaneidade do Ministério da Agricultura, que eu quero deixar como legado”, comentou Fávaro.
O sequestro do carbono no solo depende de fatores como cobertura vegetal, práticas de manejo e classes de solo. A adoção de práticas sustentáveis no agro como o Sistema de Plantio Direto e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta pode aumentar o estoque de carbono do solo, reduzindo a liberação do gás carbônico na atmosfera.

O Brasil pode ser uma liderança global na descarbonização da produção de alimentos, na avaliação de Nepstad. “O Brasil está muito bem posicionado, todas as ferramentas e oportunidades estão aí e está na hora de implementar isso. Hoje existem oportunidades de conseguir o financiamento e os sinais do mercado necessários para fazer essa transição”.

Para Quintella, o Brasil deve avançar na busca de procedimentos de quantificação de e identificação do carbono no solo. “É muito importante que o Brasil avance nessas discussões, especialmente no carbono do solo do Cerrado, onde o Brasil domina essa tecnologia com maestria. O papel da Secretaria e do Mapa é enorme na identificação e na qualificação desses padrões de sequestro de carbono”, disse. O assessor especial do Mapa Carlos Augustin também participou da reunião.

Na última quarta-feira (25), representantes de indústrias de bioinsumos, de empresas que trabalham com crédito de carbono, da Embrapa, de universidades e do Mapa reuniram-se em São Paulo para esboçar uma política pública de incentivo a uma produção agropecuária mais sustentável.

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NotíciasCuriosidade

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados

Por redação 30/01/2023
Escrito por redação

Equipamentos acoplados às máquinas agrícolas ajudam o produtor rural a ter mais eficiência e agilidade em tarefas repetitivas

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizadosO avanço da tecnologia voltada ao campo permitiu o desenvolvimento de diversos tipos de implementos para tratores e demais máquinas de tração. Eles estão presentes em todas as etapas de produção, desde a preparação do solo e plantio até o transporte das colheitas. A seguir, você confere uma lista com os 10 implementos agrícolas mais utilizados e a importância de cada um para a realização de tarefas específicas.

Assista: Conheça os indicadores do painel para operar o trator

Antes, é preciso lembrar que esses equipamentos oferecem três grandes benefícios ao agricultor: mais rapidez e eficiência nas atividades da lavoura, padronização de processos e aumento significativo da produtividade.

Os 10 implementos agrícolas mais utilizados
1 – Arados

Os 10 implementos agrícolas mais utilizados

Os arados são implementos indicados para o preparo do solo. Suas lâminas de metal ajudam a escavar e revolver a terra, descompactando sua camada mais superficial. A principal função desse tipo de equipamento é oferecer melhores condições de aeração, infiltração, armazenamento de água e homogeneização da fertilidade do solo.

Existem dois tipos de arados: os de discos, que vão girando enquanto passam pela terra; e os de aivecas, com as lâminas em formato de “V”. Ambos podem ser fixos ou reversíveis. A vantagem dos arados reversíveis é que eles movimentam o solo para a direita ou esquerda e têm melhores desempenhos operacionais nas manobras de cabeceira. Já os de aveicas são mais leves e exigem menos força de tração.

Guia rápido: saiba quais são os 10 melhores tratores agrícolas
2 – Subsolador

Assim como o arado, o subsolador serve para desagregar as camadas de solo compactadas. A diferença é que ele atua tanto na superfície quanto na subsuperfície, com hastes de metal que podem atingir profundidades acima de um metro.

Esse tipo de implemento diminui a resistência do solo à penetração de raízes e ainda favorece a drenagem interna, encurtando o tempo de encharcamento. O uso do subsolador é bastante comum devido aos muitos problemas de compactação do solo encontrados nas lavouras brasileiras, porém é apenas de uma medida paliativa. Vale ressaltar que o implemento exige grande força de tração, necessitando ser acoplado a tratores mais potentes.

3 – Grades

As grades são implementos indicados para quebrar torrões e nivelar o solo, bem como incorporar restos de cultura ou de insumos aplicados a lanço. Elas são indicadas principalmente para melhorar as condições de semeadura, germinação e desenvolvimento das plantas.

A atuação da grade é superficial, variando entre 10 e 15 centímetros de profundidade. O que define esses números são o formato e peso, além do tipo de grade, que pode ser de dentes, molas ou discos. Independentemente do modelo, seu uso deve ser feito com cautela, pois elas podem causar problemas de erosão e compactação do solo.

4 – Escarificador

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados

O escarificador é ideal para preparar o solo quando o agricultor quer manter a maior parte da palhada e todos os benefícios da matéria orgânica de superfície.

Esse tipo de implemento atinge as zonas de fratura do solo e não inverte a leiva. Isso faz com que não haja uma desagregação excessiva. Essa função ajuda na retenção de água e na redução de processos erosivos no solo.

Além disso, há estudos que indicam que o escarificador pode ter 60% menos de necessidade energética trabalhando na mesma profundidade que um arado.

5 – Enxada rotativa

A enxada rotativa gera revolvimento intenso da camada mais superficial do solo. Por isso, ela é utilizada na horticultura para a confecção de canteiros. Também em outras culturas para a eliminação de plantas daninhas. Esse implemento também ajuda na trituração e incorporação de fertilizantes e outros corretivos.

Tudo isso é feito por meio de lâminas que giram em torno de um eixo horizontal. Elas variam de tamanho e formato conforme a cultura a que se destina. No geral, exigem pouca força de tração e podem ser acopladas a tratores menos potentes. Por outro lado, é necessário um cuidado maior com a sua regulagem para que ela não cause a pulverização do solo.

6 – Sulcadores

Como o nome sugere, os sulcadores têm como função a abertura de sulcos no solo para o depósito de sementes e/ou adubos. E é justamente por isso que esse implemento normalmente é utilizado em combinação com semeadoras ou semeadoras-adubadoras.

Há três tipos de sulcadores. Os de discos simples ou duplos são os mais presentes em semeadoras-adubadoras e os mais utilizados atualmente.

Já os sulcadores de haste (ou facão) são mais comuns em adubadoras porque rompem mais facilmente as camadas de solo e depositam o adubo em profundidades maiores. Para completar, há sulcadores de enxada, ideais para áreas mais limpas.

7 – Semeadoras-adubadoras
Femagri - Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados

Embora existam semeadoras-adubadoras automotrizes, é mais comum encontrá-las no campo como um implemento acoplado aos tratores. No caso das semeadoras, existem modelos para sementes miúdas ou graúdas. Assim como para plantio direto ou convencional. E mais, para semeadura de precisão ou fluxo contínuo.

Já as adubadoras podem atuar em conjunto com as semeadoras, mas também de forma individual, na adubação de cobertura. Um exemplo disso são as carretas esparramadoras ou distribuidoras. Estas recomendadas para adubação e correção do solo.

8 – Pulverizadores

Os pulverizadores são os implementos indicados para a aplicação de produtos fitossanitários. Tais como fungicidas, inseticidas, herbicidas, dessecadores ou mesmo fertilizantes. Dessa forma, eles atuam tanto na proteção quanto no controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Trata-se de um equipamento fundamental nas lavouras, tanto que registra uma grande evolução ao longo dos anos, inclusive com modelos totalmente autônomos, que oferecem mais segurança ao operador por diminuírem a chance de contaminação.

Entre os modelos tratorizados, há diversos tipos para áreas irregulares, solos pesados ou com alta declividade. Os mais comuns são o pulverizador atomizador, usado principalmente em fruticulturas; e o pulverizador de barra, utilizado nas mais variadas culturas agrícolas.

9 – Rolo-faca

O rolo-faca é um implemento bem comum em fazendas de grãos, pois ele é bastante utilizado em sistemas de plantio direto.

Ele é usado para derrubar, amassar e acamar as plantas de cobertura ou restos da cultura. Devido a essas funções, ele mantém parte da palhada na área de plantio, o que favorece sua incorporação ao solo e permite decompor a biomassa resultante de forma mais rápida.

10 – Colhedeira de forragem

Por fim, as colhedeiras de forragem normalmente são mais conhecidas por seus modelos autopropelidos. No entanto, as colhedeiras de acoplamento possibilitam menor compactação do solo, pois são muito mais leves. Além disso, são mais econômicas em termos de gasto de combustível.

Como você pôde perceber, o produtor rural tem à disposição uma série de opções quando se trata de mecanização agrícola. Lembrando que essa lista com os 10 implementos agrícolas mais utilizados é apenas um breve guia do que não pode faltar na fazenda. Claro, se o objetivo é ganhar tempo e aumentar produtividade.

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Notícias

BNDES anuncia mais R$ 2,9 bilhões para a safra 2022/23

Por redação 27/01/2023
Escrito por redação

Protocolos de novas operações no âmbito de diversas linhas do Plano Safra 22/23 haviam sido suspensos em razão do nível de comprometimento dos recursos

BNDES anuncia mais R$ 2,9 bilhões para a safra 2022/23

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (26) a reabertura de protocolos e contratações de novas operações de crédito no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF).

Após suspensão de protocolos no segundo semestre de 2022, em razão do nível de comprometimento de recursos, a reabertura em 1° de fevereiro prevê mais R$ 2,9 bilhões em apoio tanto à agricultura familiar (R$ 491 milhões), quanto à empresarial (R$ 2,4 bilhões), para custeio e investimento em suas mais diversas finalidades, tais como projetos de ampliação e modernização da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, sustentabilidade, armazenagem, inovação e modernização de cooperativas.

O BNDES é um grande apoiador do setor agropecuário e seus recursos chegam aos produtores rurais e suas cooperativas principalmente por meio de agentes financeiros parceiros. No Plano Safra 2022/23 já são R$ 16 bilhões aprovados por meio das instituições parceiras, dentre agências de fomento, bancos de montadoras, cooperativas de crédito, bancos cooperativos, bancos privados e bancos públicos. Esse modelo de operação permite uma distribuição descentralizada de recursos por todo o país, facilita o desenvolvimento da política pública de apoio à agropecuária e já alcançou 70 mil produtores rurais e suas cooperativas desde 1° de julho de 2022.

Mesmo durante a suspensão do protocolo de operações nos PAGF, ocorrida no presente Plano Safra, o BNDES permaneceu disponibilizando crédito aos produtores rurais e cooperativas por meio de outras soluções próprias, como o Produto BNDES Crédito Rural, que garante perenidade na oferta de recursos ao setor. Desde o início do atual Ano Safra, em junho de 2022, até meados de janeiro corrente foram aprovados cerca de R$ 2,8 bilhões no âmbito do produto que, desde seu lançamento em 2020, já alcançou mais de R$ 11,2 bilhões, distribuídos em cerca de 26,9 mil operações.

Lista dos programas que terão protocolos reabertos:

a) Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Custeio;

b) Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Investimento;

c) Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF Custeio, no tocante à linha de crédito com taxa de juros prefixada de até 6% a.a. (seis por cento ao ano) – PRONAF Custeio Faixa II;

d) Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF Investimento.

e) Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural – PRONAMP Custeio e Investimento;

g) Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária – Programa ABC

h) Programa para Construção e Ampliação de Armazéns – PCA;

i) Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária – INOVAGRO;

j) Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido – PROIRRIGA;

k) Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras – MODERFROTA;

l) Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária – PRODECOOP; e

m) Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias – PROCAP-AGRO Giro.

Fonte: Datagro
27/01/2023 0 Comentários
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Uma das maiores feiras do setor, EIMA registra resultados recordes
Revista

Uma das maiores feiras do setor, EIMA registra resultados recordes

Por redação 27/01/2023
Escrito por redação
Uma das maiores feiras do setor, EIMA registra resultados recordes

45ª Exposição Mundial de Máquinas Agrícolas, a EIMA 2022, supera expectativas e marca retomada pós-pandemia com resultados expressivos

Por Leonardo Gottems (enviado especial)

A cidade de Bolonha, na Itália, recebeu no mês de novembro a 45ª edição da Exposição Mundial de Máquinas Agrícolas (EIMA 2022). Foi um evento diferente em relação aos anteriores, no qual a revista Máquinas & Inovações Agrícolas esteve presente, junto com outros 327.100 visitantes, sendo 57.300 estrangeiros. As diferenças começam já nesse número, que representou um novo recorde, superando o sucesso da edição de 2018 – quando foram 317.000 pessoas.

Foi visível o sentimento de retomada, firmando a EIMA como um dos maiores eventos do setor no cenário internacional. Durante os cinco dias de feira, organizada pela Federação Nacional dos Fabricantes de Máquinas Agrícolas da Itália (FederUnacoma), foi possível perceber claramente como o mercado está evoluindo rapidamente, de forma sustentável, e com os olhos fixos em um futuro cada vez mais digital e verde.

 A exposição de Bolonha superou definitivamente o período mais sombrio para eventos de exposições comerciais: os dois anos (2020-2022) de pandemia da Covid-19, seguido pela consequente crise econômica mundial. A EIMA atravessou todos os percalços e reforçou sua liderança no cenário mundial.

Visitantes internacionais vieram de todos os continentes, representando 18% do total de presenças, com 80 delegações oficiais de operadores econômicos animando encontros de negócios no especialmente montado “Pavilhão das Delegações Estrangeiras”.

Uma das maiores feiras do setor, EIMA registra resultados recordes“O sucesso da EIMA confirma o crescente interesse em tecnologias agrícolas de nova geração para atender às necessidades alimentares de uma população global que crescerá em quase um bilhão de pessoas nos próximos dez anos”, declarou o presidente da FederUnacoma, Alessandro Malavolti.

Ele confirmou que, como em todas as regiões do mundo, também na Itália trabalha-se para inovar os métodos de cultivo, buscando o uso científico e sustentável dos recursos hídricos e da fertilidade do solo. “Nesta perspectiva”, acrescentou Malavolti, “uma exposição comercial como a EIMA tem uma missão importante também para os próximos anos”.

A gerente-geral da FederUnacoma, Simona Rapastella, acrescentou que o saldo dessa edição da feira “é resultado de um acompanhamento muito rigoroso que realizamos como Federação, procurando oferecer, aos fabricantes e ao público comercial, serviços de feiras cada vez mais eficientes”.

Segundo ela, “também é resultado de investimentos substanciais que fizemos para promover a exposição e envolver todos os alvos estratégicos. Investimentos adicionais foram feitos pelo BolognaFiere para melhorar as estruturas do centro de exposições que continuará nos próximos anos em sintonia com uma feira que tem um grande presente e um grande futuro”, completa.

Tecnologias

Ferramentas para enfrentar a crise

Durante o evento, alguns painéis discutiram o uso da tecnologia agrícola e como ela deve impactar no futuro próximo. Em um deles a presença de mais destaque foi a de Paolo De Castro, várias vezes Ministro da Agricultura da Itália e atual membro titular da Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu. De acordo com ele, a tecnologia agrícola é uma ferramenta fundamental para combater a crise de energia e também de custos elevados na produção de alimentos.

Femagri - Uma das maiores feiras do setor, EIMA registra resultados recordes“As inovações tecnológicas, com a aplicação da Agricultura Inteligente e de Precisão, confirmam seu lugar como ferramentas necessárias que não podem mais ser adiadas para agricultores que enfrentam uma grave crise de energia e custos crescentes de matérias-primas, que estão pressionando a renda agrícola. São técnicas já consagradas, como as da Evolução Assistida, que aguardam o sinal verde da Comissão Europeia, que em breve deverão permitir aos agricultores compensar a redução de 50% nos pesticidas de síntese química, conforme indicado no Green Deal”, indica ele.

Uma delegação de 10 parlamentares do Parlamento Europeu visitou a exposição para tratar de uma política mais focada em culturas especializadas, como das culturas “hortofrutícolas”, que são cada vez mais importantes para o mercado e para a rentabilidade do setor primário. 

A União Europeia considera a agricultura de precisão um objetivo incontornável para ultrapassar as dificuldades criadas pelas alterações climáticas e pelo crescimento da população mundial. Isso foi reafirmado pelo presidente da Comagri (Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu), o alemão Norbert Lins:

 “Fiquei impressionado com o nível tecnológico dessas máquinas. Vimos equipamentos muito especializados e até com inteligência artificial. A quantidade e a qualidade das novidades expostas impressionaram”, disse.

Ao final da visita à feira, Malavolti e Lins realizaram um breve debate aberto ao público. Antoine Hoxha, diretor técnico da Fertilizers Europe, associação de fabricantes de fertilizantes, participou do encontro por meio de um link-up e lembrou ao público como o preço do gás, ainda a principal fonte de energia mesmo para a indústria de seu setor, aumentou custos inesperadamente.

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EIMA recebeu 327.100 visitantes

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Uma das maiores feiras do setor, EIMA registra resultados recordes

Robôs e agricultura 4.0

Modernização da produção

Ainda dentro da questão da tecnologia e da modernização da produção, o uso de robôs na agricultura também foi um tema central da EIMA 2022. Esse debate começou com o fato de a França, os Estados Unidos e alguns países do Leste Europeu já trabalharem efetivamente com robôs nas fazendas. Mas também na Itália, onde ocorreu a feira, a demanda por robôs na agricultura está começando a ganhar terreno para aumentar e melhorar a produção, complementando o trabalho humano e reduzindo o impacto ambiental. O principal obstáculo à disseminação, no entanto, continua sendo a segurança.

“Estamos na infância, ainda não surgiu uma demanda real do mercado, mas vemos muitos projetos de robôs pequenos e grandes surgindo também em nosso país. E há muita curiosidade por parte dos agricultores. O obstáculo que temos que superar é o da segurança da máquina quando ela interage com o homem”, explica Alessio Bolognesi, especialista em tecnologia digital da FederUnacoma.

Os robôs podem ser usados para muitas atividades, desde a poda de vinhedos até o controle de pragas e plantas daninhas, além de também serem uma ferramenta eficaz para reduzir o impacto ambiental do ciclo de produção. De fato, a robótica revela-se também útil para atingir mais rapidamente os objetivos traçados pela Comissão Europeia, destacadamente a redução de 50% dos pesticidas até 2030.

Contudo, outra barreira é o ceticismo, como aponta Riccardo Basantini, gerente de vendas da 12 Steps Distribution. “Ainda hoje, a robótica é uma tecnologia ao alcance de todos e que pode ser utilizada de forma simples. Além disso, a robótica pode ser um aliado valioso para a humanidade, para realizar todas aquelas operações que podem ser perigosas, como limpar o fundo de um vale, por meio de controle remoto”, diz.

De qualquer forma, o caminho para o uso de robôs está traçado, como também mostrou o Consórcio criado pelo Politecnico di Milano e a Universidade de Milão, juntamente com vários centros de pesquisa estrangeiros, precisamente para medir e melhorar o desempenho dos robôs. “Um consórcio com o qual estamos tentando medir o quão bom é um robô em distinguir entre culturas e ervas daninhas”, explica Matteo Matteucci, professor do Politécnico. 

Indo um pouco mais a fundo na tecnologia, as estimativas do Smart Agrifood Observatory apresentadas na Eima International indicam que a agricultura 4.0 na Itália vale 1,6 bilhão de euros em faturamento e cobre 6% das terras agrícolas cultivadas. Sendo assim, a conclusão do evento foi de que a corrida pela Agricultura 4.0 continua inabalável.

O crescente interesse, a multiplicidade de inovações e o aumento da confiança na tecnologia digital estão levando fazendas e fornecedores de equipamentos técnicos a novas soluções. A Eima International refletiu a tendência com uma multiplicidade de inovações nos salões e, sobretudo, com uma visão atual do fenômeno. 

“O crescimento da agricultura 4.0 é evidente e contínua. Em cinco anos, o faturamento na Itália aumentou mais de dez vezes de cerca de 100 milhões de Euros em 2017 para 1,6 bilhão de Euros em 2021, com um aumento de 23% somente no último ano. Este é um número significativo que acompanha o aumento da área coberta pela Agricultura 4.0. Em 2016, o Ministério da Agricultura havia declarado a meta de alcançar o manejo de precisão em 10% das superfícies até 2021”, enfatiza Andrea Bacchetti, diretor do Smart Agrifood Observatory.

“Não chegamos lá. Mas se você considerar que em 2019 ainda estávamos abaixo de 1%, em 2020 estávamos entre 3% e 4%, e em 2021 estimamos estar em torno de 6%, você pode entender qual é a tendência e aceleração do crescimento. A maior parte dos 1,6 mil milhões de euros é contabilizada pela maquinaria relacionada com a agricultura 4.0 (47% do total) e o controle de veículos e equipamentos (35%), embora haja um bom crescimento também em sistemas de apoio à decisão”, complementa Bacchetti.

Um dado final, significativo para uma atitude diferente das agroindústrias, é o dos benefícios esperados da Agricultura 4.0. “Esperávamos que no topo das expectativas das fazendas houvesse uma redução de custos, mas os agricultores que ativaram essas soluções colocaram em primeiro lugar a redução de insumos técnicos e economia de água, a melhoria da qualidade do solo e o produto final, e me

Agricultura na geopolítica

Cenário internacional

No cenário geopolítico contemporâneo, a competição entre os Estados não se dá apenas no terreno da indústria, das matérias-primas ou das finanças, mas também no da produção de alimentos. O setor primário é, portanto, como os demais, utilizado pelos Estados como estratégia para exercer sua influência no cenário internacional e, assim, condicionar as políticas de seus concorrentes. Foi o que falou o analista geopolítico Dario Fabbri no encontro intitulado “Agricultura, variável decisiva nos arranjos geopolíticos”.

“A guerra entre a Rússia e a Ucrânia é também uma guerra agrícola, e é significativo que o único ‘terreno comum’ de diálogo encontrado até agora entre os dois beligerantes tenha sido justamente a exportação de trigo pelo porto de Odessa [o chamado ‘Corredor do Mar Negro’]. O acordo permitiu desbloquear uma situação que poderia ter abalado a estabilidade política dos países africanos e do Oriente Médio mais dependentes do trigo ucraniano”, indicou o especialista.

Se hoje a agricultura é também um instrumento de influência política, a questão da autossuficiência alimentar e do aumento do rendimento produtivo tornou-se uma questão estratégica para muitos Estados. Um jogo muito importante, acrescentou ele, é que Índia e China estão jogando no campo da independência tecnológica, para criar máquinas cada vez mais avançadas que lhes permitam aumentar a produtividade e, assim, fortalecer sua posição no sistema de comércio global. 

“A agricultura emergiu nos últimos anos como um setor central e isso só pode mudar a percepção comum sobre a agricultura. Está ocorrendo uma transformação cultural que levará não só o mundo político, mas também as novas gerações a conceber a agricultura não mais como um setor marginal, mas como um elemento central da economia de cada país”, concluiu Dario Fabbri.

A próxima edição da EIMA Internacional já está marcada para 6 a 10 de novembro de 2024, mas também 2023 terá o regresso da Agrilevante by EIMA, que será realizada no centro de exposições de Bari, de 5 a 8 de outubro de 2023.

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