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Notícias

Câmara e Senado: FPA reafirma defesa de pautas do agro

Por redação 02/02/2023
Escrito por redação

Colegiado de parlamentares ligados ao setor divulgou comunicado cumprimentado Arthur Lira e Rodrigo Pacheco pelas respectivas reeleições como presidentes da Câmara e do Senado

Novo Congresso: FPA reafirma defesa de pautas favoráveis ao agroEm nota assinada pelo seu novo presidente, deputado Pedro Lupion, a Frente Parlamentar da Agropecuária parabenizou os dois presidentes eleitos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, respectivamente.

No comunicado, o colegiado reafirma o dever de debater e analisar propostas que garantam o desenvolvimento de políticas públicas para o setor agropecuário brasileiro e, sobretudo, a geração de emprego, renda, o direito de propriedade e a segurança jurídica.

“Desejamos equilíbrio, união e sucesso, com harmonia, para ambas as presidências das Casas. A FPA estará firme em suas atribuições.”

Fonte: Datagro
02/02/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Relatório de Sustentabilidade da John Deere mostra avanços

Por redação 02/02/2023
Escrito por redação

Relatório de Sustentabilidade destaca o empenho da John Deere na entrega de soluções mais sustentáveis 

Relatório de Sustentabilidade da John Deere mostra avanços A Deere & Company (NYSE: DE) divulgou o Relatório de Sustentabilidade do ano fiscal de 2022, destacando o empenho da John Deere na entrega de soluções mais sustentáveis para clientes, funcionários, concessionários, distribuidores, fornecedores, acionistas e comunidades apoiadas.

No documento, é possível acompanhar os progressos da companhia em suas metas de sustentabilidade (Leap Ambitions apresentadas em 2021), que são focadas e projetadas para tornar a John Deere e seus clientes mais eficientes, rentáveis e sustentáveis.

As soluções vão desde a inovadora tecnologia See & Spray™ Ultimate — que tem como objetivo a pulverização de precisão e reduz a aplicação de herbicidas em mais de dois terços, vários veículos elétricos em diversos estágios de desenvolvimento, incluindo um cortador de grama residencial giro-zero, uma escavadeira, uma mini pavimentadora e rolos compactadores.

O pilar das Leap Ambitions é fornecer soluções sustentáveis com o objetivo de ajudar os clientes a fazerem mais com menos. O ExactShot™ — novo sistema para plantadeiras anunciado na CES® 2023 — otimiza o uso de fertilizantes ao identificar quando sementes individuais são plantadas, e pulverizar a quantidade precisa de fertilizante diretamente sobre ela, enquanto vai para o solo. O ExactShot pode reduzir a quantidade de fertilizante em até 60% e diminuir o risco de escoamento dos insumos em cursos d’água próximos.

No relatório, foi possível observar que, de 2017 até 2022, a John Deere alcançou uma redução de 29% das emissões operacionais de gases de efeito estufa, superando amplamente a meta original que era de 15%.

A John Deere também aumentou sua reciclagem de resíduos para 84% e ultrapassou o objetivo inicial de utilizar energia renovável em 50% das suas unidades.

Com foco na redução do impacto ambiental de toda a cadeia de valor da empresa, houve um compromisso com as metas de redução de gases de efeito estufa baseadas em emissões do escopo 1, 2 e 3, que foram validadas durante o ano pela Iniciativa Science Based Targets (SBTi).

A Deere segue investindo em soluções alternativas de energia em seu amplo portfólio de produtos, tais como eletrificação, tecnologia híbrida e biocombustíveis, focando em atingir as metas de redução de emissões de gases do tubo de escape de seus produtos.

“Estamos focados em fornecer aos clientes soluções que sejam economicamente e ambientalmente sustentáveis. Soluções como See & Spray Ultimate e ExactShot usam tecnologia avançada para fazer exatamente isso, reduzindo os custos de insumos e, ao mesmo tempo, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa”, reforça o CEO e chairman da Deere & Company, John C. May.

“Além disso, a estratégia da companhia prioriza o investimento em nossas pessoas, garantindo que tenhamos os talentos necessários para continuar inovando para nossos clientes”, diz May.

O Relatório de Sustentabilidade completo da John Deere, de 2022, também destaca o trabalho da empresa em:
  • Parcerias com os agricultores para ajudá-los a fazer mais com menos ao desbloquear todo seu potencial produtivo em cada planta;
  • Maximizar a proteção das culturas sem comprometer o meio ambiente;
  • Prolongar o ciclo de vida completo dos produtos por meio de projetos e remanufatura com soluções sustentáveis;
  • Reduzir as emissões operacionais de gases de efeito estufa com tecnologias energéticas eficientes e renováveis;
  • Enfrentar a crise da fome que afeta milhões de pessoas, trabalhando com organizações sem fins lucrativos para
  • aumentar a distribuição justa e equitativa de alimentos e capacitar os pequenos agricultores;
  • Recrutar e reter diversos talentos para criar um local de trabalho mais equitativo e nomear o primeiro Chief People Officer da empresa.
02/02/2023 0 Comentários
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Tecnologia

Tecnologia que evita desperdício de água no agronegócio

Por redação 02/02/2023
Escrito por redação

Motores elétricos para motobomba oferecem economia de água e energia mantendo a produtividade

Tecnologia que evita desperdício de água no agronegócioMuitas mudanças climáticas ocorrem com o início do verão ao redor do país, que podem afetar a agricultura e pecuária brasileira. Uma delas acontece pelo fenômeno climático La Niña. Segundo o relatório da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), por causa deste fenômeno, em 2023 o sul do Brasil pode sofrer risco de estiagem. Com essa possível estiagem, o país pode enfrentar, novamente, uma crise hídrica.

Conforme as estimativas da Ampere Consultoria, as condições de chuvas previstas para 2023 devem fazer com que o risco hidrológico para as geradoras hidrelétricas se situe na faixa de 85% na média de 2023.

Diante desse alerta, a preocupação em reduzir o uso de recursos naturais passa por diversos setores que precisam de água para manter a produtividade. O agronegócio depende de água para as tarefas como irrigação, cultivo da terra, solo e pulverização.

A falta ou escassez do recurso pode comprometer até uma safra inteira. “Esse cenário de crise hídrica, que não é algo novo no Brasil, exige o uso de tecnologia que evite o desperdício de água, no agronegócio, na indústria e em diversos outros segmentos.

Uma das alternativas mais utilizadas é a motobomba, que pode operar como um equipamento que atua em transferência de líquidos, sistemas de pulverização agrícola e aplicações de água”, explica Drauzio Menezes, diretor da Hercules Motores Elétricos (empresa especializada em motores para diversos segmentos).

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta que, a cada segundo, são retirados dos rios 184 metros cúbitos para uso industrial no Brasil. Setores de produção e fabricação de alimentos, bebidas, cosméticos e demais que lidam com armazenamento, resíduos e coletas de produtos, possuem o desafio de impor ações colaborativas para a preservação ambiental. Para isso, pode-se contar com a substituição de um maquinário que requer muito uso de água e energia, por equipamentos que reduzem perdas como vazamentos e gastos desnecessários.

Como uma alternativa tecnológica e econômica, o motor de motobomba pode ser usado em distribuição de água no geral. Além disso, as variedades para o setor agrícola podem incluir sistema de irrigação para o campo, cultivo de terra, solos e pastagens. “O motor de motobomba tem baixo índice de ruído, alto rendimento e eficiência que ajuda a evitar o desperdício e proporciona redução no consumo de energia.”, ressalta o diretor da Hercules Motores Elétricos.

02/02/2023 0 Comentários
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Estão em vigor novos padrões de classificação para o café torrado
Revista

Estão em vigor novos padrões de classificação para o café torrado

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação
Estão em vigor novos padrões de classificação para o café torrado

Redação

As mudanças com relação aos novos padrões de classificação do café torrado poderão ser feitas pelas empresas ao longo dos próximos 18 meses

Desde o dia 1º de janeiro estão em vigor os padrões de classificação para o café torrado comercializado no Brasil estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a partir da Portaria nº 570. A classificação atendeu uma demanda apresentada pelo setor e com o padrão oficial definido, o órgão fiscalizador poderá verificar e controlar a qualidade, as condições higiênico-sanitárias e a identidade dos produtos, o que pode ainda aumentar o consumo e a exportação do café.

Entre as mudanças, algumas poderão ser percebidas diretamente pelo consumidor, já que estarão expostas nas embalagens: a espécie de café, o ponto de torra e a denominação “fora de tipo”, caso o produto não consiga atingir os padrões mínimos de cafeína, extrato aquoso e a nota de qualidade global da análise sensorial estabelecidos pela Portaria.

“A nova regra vem ao encontro dos objetivos do Ministério, que é assegurar a oferta de produto de qualidade e seguro ao consumo e ao mesmo tempo estimular o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia produtiva e uma concorrência leal no mercado”, explica o coordenador-geral de Qualidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Hugo Caruso.

Indústria em preparação

Embora a indústria tenha um ano e meio para se adequar, algumas empresas já se anteciparam e estão prontas para atender às novas exigências. O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Pavel Cardoso, disse que desde outubro do ano passado as indústrias estão se movimentando para providenciar a nova rotulagem. “Acredito que em abril ou maio o mercado já terá produtos expostos com a nova identidade”, afirmou.

As embalagens impressas antes do início da vigência do padrão continuam válidas até meados de 2024. Mas a partir de agora, novos rótulos encomendados devem trazer as informações obrigatórias.

Cardoso contou que a Abic adotou o Selo de Pureza em 1989, seguindo resolução da Anvisa, que já previa no máximo 1% de impurezas naturais da lavoura presentes no produto. Em 2004, a associação lançou o Programa de Qualidade do Café, que classifica e diferencia quatro categorias de café a partir de análise sensorial: gourmet, superior, tradicional e extraforte. A Abic continuará atuando como certificadora do café torrado e, em parceria com o Mapa.

Corresponsabilidade

Com a nova portaria, a responsabilidade pela venda de produto adulterado será compartilhada entre os produtores de café e o varejo. “Até então não havia um dispositivo de corresponsabilidade pela compra de café fraudado. É uma vitória avassaladora da indústria”, afirmou. Na prática, essa medida deve coibir a venda de produtos irregulares e elevar o padrão de qualidade do café.

Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

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01/02/2023 0 Comentários
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Revista

Maior Produtividade

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação
Novo Congresso - Maior Produtividade

O uso da Meridia 200 ajudou produtor a contabilizar mais dias de plantio, graças às suas características que permitem o retorno ao campo em um período menor de tempo mesmo após chuvas

POR ADRIANA GAVAÇA

Em São Paulo, a largada para a abertura da janela de plantio de soja foi dada pela Secretaria da Agricultura do Estado no dia 16 de setembro, se estendendo até 31 de dezembro. Os produtores rurais, no entanto, sinalizam que o período ideal para concluir o plantio acontece, no máximo, até 5 de novembro, o que encolhe o calen-
dário para cerca de 50 dias. O período ideal para o plantio, de cada ano, no entanto, pode ser comprometido, dependendo das condições climáticas.

O excesso de chuvas registrado na região, logo no início da janela de semeadura em 2022, por exemplo, provocou atrasos na colheita dos cereais de inverno e, consequentemente, retardou a semeadura da oleaginosa, encurtando o período ideal para o plantio. Não por acaso, a fim de driblar problemas provocados pelo clima e aumentar ainda mais a produção, produtores rurais têm se rendido a novas tecnologias e maquinários.

Foi pensando nisso que o produtor Getúlio Yokotobi, proprietário da fazenda que leva seu nome, na região de Pilar do Sul, no interior de São Paulo, participou do projeto piloto de lançamento da Meridia 200, da Jacto, em 2020, em que três plantadeiras desse modelo foram alocadas em sua fazenda. De lá para cá, Yokotobi diz que já conseguiu contabilizar ganhos fi nanceiros com o equipamento, embora não consiga mensurar em números o impacto sobre o lucro. “Em situações de pós-chuva, percebemos que dá para ganhar algumas horas e até alguns dias em relação à entrada da máquina no campo.

Conseguimos antecipar essa entrada,em relação às máquinas que a gente tinha. Vamos supor: se chove hoje, amanhã as plantadeiras que tínhamos não conseguiam entrar no campo, o que agora eu consigo fazer com a Meridia 200”, explica.

O produtor diz que existe uma janela ideal de plantio e quanto mais dias se consegue plantar, dentro desse intervalo, maior será a produção. “Da soja, por exemplo, se tivermos 40, 50 dias, sabemos que não se planta em todos os dias desse período. A plantação, propriamente dita, ocorre entre 25 e 30 dias, não mais do que isso. A gente sabe que jamais se chega a 100% do intervalo, por questões climáticas. Se em 50 dias a gente ganhar de cinco a seis horas a cada chuva, teremos ao final do período um ganho de quatro a cinco dias a mais dentro da janela para o plantio. Tem esse ganho. Amplifica sua janela de plantio, com menos dias perdidos”, aponta.


Novo Congresso - Maior Produtividade

Propriedade familiar

A propriedade de Yokotobi é reconhecida pelo cultivo de grãos, como soja, milho, feijão, trigo e aveia. Getúlio está à frente da administração desde 1993, quando o comando dos negócios passou das mãos de seu pai para as suas. “Hoje trabalhamos com a comercialização de cereais e venda de insumos e equipamentos”, conta.
Na produção agrícola são cerca de 30 funcionários, entre funções administrativas e no campo. 

Além das três plantadeiras Meridia 200 da Jacto, a empresa possui mais quatro plantadeiras, de outras marcas, voltadas para grãos graúdos, como milho, soja e feijão, e mais três máquinas para grãos miúdos, como o trigo e a aveia, de outras marcas. A fazenda ainda conta com dois pulverizadores da Jacto e com cerca de 20 tratores. Por ano, a produção na Yokotobi gira em torno de 100 mil sacas de soja, a mesma quantidade de milho e 10 mil sacas de feijão. A empresa ainda comercializa insumos e máquinas agrícolas, sendo distribuidores da Jacto desde 1998.

Sobre o projeto piloto, Yokotobidiz que a propriedade recebeu toda a assistência técnica da Jacto, que ficou responsável por enviar uma equipe de engenheiros a fim de treinar os funcionários da fazenda para o uso do equipamento, além de projetar o desenvolvimento da produção a partir do uso da nova plantadeira. O produtor conta que, até hoje, a empresa mantém contato próximo, sendo responsável por qualquer tipo de atualização ou recall que a máquina possa vir a ter. Por conta do projeto piloto, o produtor não comenta informações sobre preço e condições de pagamento do maquinário.

Atento às evoluções tecnológicas do mercado, Yokotobi não descarta a aquisição de novos equipamentos no futuro próximo. “Esse é um segmento em constante evolução. Acho que estamos precisando de máquinas com tecnologia que torne o transporte mais fácil, com fechamento hidráulico automático, o que nos faria ganhar tempo. A ideia é sempre essa: ganhar tempo e qualidade. 

Nas máquinas que temos hoje, o controle de sementes ainda é feito por engrenagens. Quem sabe no futuro não pensamos em um equipamento com controle de sementes e fertilizante automatizado, com desligamento linha a linha, que seja eficiente, em que as plataformas diferentes de tratores consigam fazer a leitura e que a questão de controle de profundidade seja melhorada? Tudo isso são melhorias constantes que a gente acha que vai surgir e que fará com que tenhamos que trocar as máquinas. Para depender cada vez de menos de erros pelo fator humano”, afirma.

Hoje a propriedade conta com máquinas com até 12 anos de uso. “São equipamentos que sabemos que não mudaram muito no mercado. O seu desempenho depende muito da manutenção, do capricho com que ela é feita. Agora, novas tecnologias vão surgir e esse tempo de troca vai se tornar cada vez menor. Acredito que teremos muitas melhorias e que, assim, dentro de um prazo de cinco anos, teremos que adquirir equipamentos com tecnologia melhor.”

 

Novo Congresso - Maior Produtividade
Produtor rural Getúlio Yokotobi participou do projeto piloto de lançamento da Meridia 200
Novo Congresso - Maior Produtividade
Novo Congresso - Maior Produtividade

Novas tecnologias

É certo que o mercado de máquinas agrícolas caminha para a digitalização das atividades de gestão. Essa evolução tem por objetivo trazer maior precisão às operações, evitando desperdícios e impactos ambientais, e vai ao encontro das boas práticas recomendadas por especialistas.

O projeto da plantadeira Meridia200 da Jacto surgiu justamente dessaproposta. A palavra “meridia” provém do latim meridium, que quer dizer “luz do meio-dia”. Já o 200 é uma referência à potência necessária do trator para tracioná-la. O nome escolhido, conforme a marca, procurou traduzir uma tecnologia que busca relacionar máquina, sol e planta com robustez.

A Meridia 200 suporta 225 kg de fertilizante por linha e 75 kg de sementes por linha, totalizando 300 kg de insumos/linha. Está disponível no merca-do em modelos com 11, 13 e 15 linhas, e tem como benefícios melhor plantabilidade e fluxo de palha mais eficiente. Para tratores com potência de 145 cv a 225 cv, a Meridia 200 utiliza sistema pneumático à vácuo e dosadores de sementes Precision Planting. A máquina é focada em atender culturas de verão como soja, milho e algodão, entre outras, que são alguns dos focos de produção na fazenda Yokotobi.

Na questão de plantabilidade, além de a Meridia 200 contar com sistema Precision Planting, que permite um plantio sem falhas e com grande precisão, o centro de P&D da Jacto projetou um inédito sistema de pressão constante na linha de sementes, independentemente de sua posição no solo, que em conjunto com o chassi de três corpos articulados – com liberdade de articulação de até 25 graus –, permite que a plantadeira se adapte às ondulações do relevo, mantendo a força da linha sobre o solo constante e contribuindo para uma germinação mais uniforme e melhores resultados de colheita. A seleção e configuração da pressão desejada são executadas de forma simples e ágil, manualmente,e sem o auxílio de ferramentas, permitindo redução de tempo no ajuste das linhas.

A Meridia 200 foi desenvolvida com reservatórios de sementes e adubo com 300 litros de insumos por linha: uma das maiores capacidade de adubo do mercado. O modelo apresenta ainda maior autonomia eagilidade nos abastecimentos e, consequentemente, maior rendimento de área plantada por dia.

E, a fim de aumentar a disponibilidade da máquina para o trabalho, foi desenvolvido um sistema de ajuste das rodas de profundidade de sementes, sem necessidade de peças adicionais.

Esse sistema permite variar a posição das rodas em relação aos discos para configurar adequadamente as linhas de plantio, quando houver mudança nas condições do solo. Em um dia que chover, por exemplo, este ajuste fácil agiliza a reentrada da máquina no campo. Foi essa característica, inclusive, que produtor rural Yokotobi destacou como a que mais trouxe resultados fi nanceiros para a empresa.

A Meridia 200 promete ainda um fluxo de palha mais efi ciente, com opções de ajustes precisos que permitem plantar sobre grandes quantidades de palhada com o mínimo de embuchamentos. Uma importante característica, que contribui com este benefício, conforme divulgou em nota a empresa, é o maior vão livre em relação ao solo que, associado a estruturas mais estreitas, possibilita um melhor fl uxo de palha entre os elementos da máquina. Além disso, com um maior vão livre, é possível o uso de discos de corte que podem chegar a até 22 polegadas de diâmetro, com um posicionamento adequado para um excelente corte de palha e, ainda, a possibilidade de que o disco supere obstáculos sem danifi car a máquina, aumentando a sua vida útil.

A Meridia 200 também dispõe em todos os modelos de um sistema de monitoramento completo na distribuição das sementes. Sensores instalados nas linhas de plantio monitoram todo o fluxo de sementes linha a linha, informando ao operador se houve alguma falha na operação e quais das linhas precisam ser ajustadas. Além do
acompanhamento das linhas, a máquina também monitora o nível dos reservatórios e fornece informações de qualidade e produtividade no monitor, com visual diferenciado.

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01/02/2023 0 Comentários
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Ação preditiva: um novo rumo para o agronegócio?
Revista

Ação preditiva: um novo rumo para o agronegócio?

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação
Ação preditiva: um novo rumo para o agronegócio?

Por Joel Sebastião Alves

A prática do dia a dia na manutenção de máquinas e as novas tecnologias, bem como as definições e planejamentos dos serviços, sempre envolvem diversas opções que devem ser muito bem analisadas pelos administradores.

Agora, a assistência diária deve estar presente, pois, caso contrário, os custos disparam, e não há administração que consiga sobreviver. Mas que manutenção? Lembro-me do engenheiro aeronáutico norte-americano Joe Sutter que sintetiza muito bem as escolhas para manutenção:

“Manutenção quando vai bem, ninguém lembra que existe. Quando algo vai mal, dizem que não existe. Quando é para gastar, acham que não é preciso que exista. Porém, quando realmente não existe, todos concordam que deveria existir.”

Três são os tipos possíveis de planejar a manutenção: corretiva, preventiva e preditiva; nos processos industriais, com controle de qualidade balizado por normas mais rigorosas, há ainda a Manutenção Produtiva Total.

Saiba quais são os cuidados essenciais para a manutenção do trator

Na realidade rural atual, a manutenção preventiva começa a se fazer presente em substituição à tradicional corretiva, que ainda marca presença com muita ênfase. Apenas para lembrar: a corretiva é manutenção feita somente quando o equipamento apresenta problema.

A preventiva é planejada através de controle periódico de uso – no caso do maquinário agrícola é por tempo (horas) de funcionamento –, evitando serviços sem planejamento e substituição de peças, portanto, mais econômica.

Saiba quais são os 10 implementos agrícolas mais utilizados

Na corretiva evidentemente os custos são bem maiores, além dos custos do equipamento parado no momento em que dele mais se necessita. 

E a preditiva? Essa é a manutenção ideal, pois é planejado conforme cada realidade do serviço que o equipamento executa. Ela, no entanto, requer equipe qualificada, ferramental e equipamentos de diagnósticos diversificados.

Diante disso, poderia afirmar que para o Técnico de Manutenção é o seu objetivo profissional: planejar e executar a manutenção preditiva. É a manutenção que ele, como profissional, elabora de acordo com suas experiências e conhecimentos e considerando a realidade do maquinário que deve ser mantido.

Nós, como agentes de manutenção, estudamos para isso – é o nosso “sonho de consumo”. O profissional de manutenção visa manter o pleno funcionamento, com mínimas intervenções possíveis, mas dentro do necessário, e estendendo a vida útil do maquinário. 

Prolongar o uso adequado do equipamento? Numa sociedade em busca permanente de consumo, será ainda um objetivo? Entendo que sim, mas sou obrigado a reconhecer que tal situação entra em confronto com outros segmentos da nossa sociedade atual. Não posso furtar-me de fazer essa ressalva, pois já convivi com tal situação! 

Eis alguns princípios básicos para implementar a manutenção preditiva: 

  • determinar, antecipadamente, as necessidades de manutenção; 
  • eliminar desmontagens desnecessárias;
  • aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos; 
  • reduzir o trabalho de emergência não planejado; 
  • impedir o aumento de danos; 
  • aproveitar a vida útil total dos componentes e do equipamento; 
  • aumentar o grau de confiança no desempenho do maquinário; 
  • determinar previamente as interrupções de operação para executar a manutenção. 
  • A manutenção preditiva, geralmente, adota vários métodos de investigação para intervir nas máquinas e equipamentos. Entre eles destacam-se: estudo das vibrações; análise dos óleos; análise do estado das superfícies e análises estruturais de peças. 

Por meio da medição e análise das vibrações detectam-se, precocemente, a presença de falhas que devem ser corrigidas, tais como: 

  • rolamentos deteriorados; 
  • engrenagens defeituosas; 
  • acoplamentos desalinhados; 
  • rotores desbalanceados; 
  • vínculos desajustados; 
  • eixos deformados; 
  • lubrificação deficiente; 
  • folga excessiva em buchas; 
  • falta de rigidez; 
  • problemas aerodinâmicos; 
  • problemas hidráulicos; 
  • cavitação. 
Análise dos óleos

Identificação dos primeiros sintomas

Ação preditiva: um novo rumo para o agronegócio?

Os objetivos da análise dos óleos são dois: economizar lubrificantes e sanar os defeitos. Os modernos equipamentos permitem análises exatas e rápidas dos óleos utilizados em máquinas. É por meio das análises que o serviço de manutenção pode determinar o momento adequado para sua troca ou renovação, tanto em componentes mecânicos quanto hidráulicos. 

A economia é obtida regulando-se o grau de degradação ou de contaminação dos óleos. Essa regulagem otimiza os intervalos das trocas. A análise dos óleos permite também identificar os primeiros sintomas de desgaste de um componente. A identificação é feita pelo estudo das partículas sólidas misturadas aos óleos. Tais partículas sólidas são geradas pelo atrito dinâmico entre peças. 

A análise dos óleos é feita por técnicas laboratoriais que envolvem vidrarias, reagentes, instrumentos e equipamentos. Entre os instrumentos e equipamentos utilizados temos viscosímetros, centrífugas, fotômetros de chama, peagâmetros, espectrômetros, microscópios etc. 

O laboratorista, usando técnicas adequadas, determina as propriedades dos óleos e o grau de contaminantes neles presentes. 

As principais propriedades dos óleos que interessam em uma análise são: 

  • índice de viscosidade; 
  • índice de acidez; 
  • índice de alcalinidade; 
  • ponto de fulgor; 
  • ponto de congelamento. 

Em termos de contaminação dos óleos, interessa saber quanto existe de: 

  • resíduos de carbono; 
  • partículas metálicas; 
  • água ou outros fluídos. 

Assim como no estudo das vibrações, a análise dos óleos é muito importante na manutenção preditiva. É a análise que vai dizer se o óleo de uma máquina ou equipamento precisa ou não ser substituído e quando isso deverá ser feito. 

Análise estrutural

Avaliação peça a peça

A análise estrutural de peças que compõem as máquinas e equipamentos também é importante para a manutenção preditiva. Por meio dela se detectam, por exemplo, fissuras, trincas e bolhas nas peças. Em uniões soldadas, a análise estrutural é de extrema importância. As técnicas utilizadas são: 

  • interferometria holográfica;
  • ultra-sonografia; 
  • termografia; 
  • radiografia (raio X); 
  • gamagrafia (raios gama); 
  • magnetoscopia; 
  • correntes de Foucault; 
  • infiltração com 
  • líquidos penetrantes. 
Periodicidade dos controles na ação preditiva

Aperfeiçoamento da ação preditiva

A coleta de dados é efetuada periodicamente por um técnico que utiliza sistemas portáteis de monitoramento. As informações são registradas numa ficha, possibilitando ao responsável pela manutenção tê-las em mãos para as providências cabíveis. A periodicidade dos controles é determinada de acordo com os seguintes fatores: 

  • número de máquinas; 
  • pontos de medição; 
  • tempo de utilização; 
  • caráter “estratégico”; 
  • meios materiais para a execução dos serviços. 

O aperfeiçoamento da manutenção preditiva consiste em um conjunto de procedimentos para determinar o melhor momento da manutenção em vez de intervenções periódicas. É feita através da análise estatística e sintomática. Vantagens da manutenção preditiva: 

  • ganho de vida útil; 
  • controle dos materiais (peças, componentes, partes etc.) e melhor gerenciamento; 
  • diminuição dos custos; 
  • maior produtividade; 
  • diminuição dos
  •  estoques de produção; 
  • menos peças de reposição; 
  • melhoria da segurança; 
  • credibilidade do 
  • serviço oferecido; 
  • motivação do pessoal e boa imagem da oficina.

A eficácia da manutenção preditiva depende da confiabilidade dos parâmetros de medida que a caracterizam. Há custos relativamente altos para a implantação, que tendem a se diluir, a longo prazo, o que exige estudo realista da sua viabilidade. 

Realizar manutenção preditiva parcial dificilmente terá os resultados esperados, e até o contrário, pois os custos de equipamentos de diagnósticos se transformam em verdadeiros franksteins dentro das oficinas. Cito exemplo que presenciei: o administrador adquiriu equipamentos para análise de vibração e temperatura, terceirizou a análise dos óleos e ficou nisso. E o restante? Faltou muito. Então, não funcionou. 

Na manutenção preditiva a “meia-boca” não serve, ou se implanta de forma correta ou mantém-se a preventiva. Como dever ético profissional de Técnico de Manutenção, e com algumas décadas de vivência, sinto-me confortável para dizer: o agro brasileiro ainda está se equilibrando na manutenção preventiva e deveria tirar mais proveito desse modelo. A ressalva é para fazendas com equipes de manutenção qualificadas, cujo passo seguinte é mesmo adotar a preditiva. 

Tudo tem o seu tempo, e mais do que qualquer outro, o homem do campo sabe muito bem disso; há tempo de plantar e o tempo de colher, mas também o tempo de espera. Não adianta se precipitar ou pular etapas, pois os estragos serão homéricos. A carreta na frente dos bois não anda.

*Joel Sebastião Alves é instrutor de operação e manutenção de máquinas e implementos agrícolas e rodoviários

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01/02/2023 0 Comentários
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Revista

Inova inaugura primeiro Centro de componentes de Reforma da John Deere

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação
Novo Congresso - Inova inaugura primeiro Centro de componentes de Reforma da John Deere

Lançamento do primeiro Centro de Reforma de Componentes (CRC) da marca na América Latina 

POR LEONARDO GOTTEMS

A Inova, rede de distribuição de máquinas da John Deere em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, lançou o primeiro Centro de Reforma de Componentes (CRC) da marca na América Latina. O novo espaço, localizado em Contagem (MG), conta com o investimento de mais de R$ 2 milhões e tem 515 m2. Inaugurado Inova inaugura primeiro Centro de Componentes de Reforma da John Deere no dia 12 de dezembro, o CRC atenderá inicialmente os componentes da linha amarela, voltados para as áreas de construção e mineração, mas, neste ano, o espaço estará apto para atender os setores de agronegócio e pavimentação.

“Muitas vezes era necessário realizar a troca completa de um componente, o que onerava bastante os custos totais de manutenção, além de aguarmos que vão possibilitar que o problema seja identificado de maneira mais rápida e precisa e teremos casos que chegaremos a 70% de redução no custo de reparação, mantendo a qualidade e garantia que a peça nova proporciona”, afirma o diretor de pós-venda da Inova, Eliel Bartels.

Quando o cliente percebe que o equipamento apresenta algum problema, ele entra em contato com a Inova, que envia um técnico ao local para fazer um diagnóstico. E como um dos aliados da John Deere está o JDLinkTM, um sistema de telemetria que disponibiliza informações que podem ser analisados a partir do Operations Center.

Entre seus benefícios está o gerenciamento de dados, que anteveem problemas e otimizam a manutenção, reduzindo o tempo de máquina parada. No local, serão oferecidos serviços de desmontagem, inspeção, elaboração de relatórios técnicos, montagem e teste de performance para reparar os motores, eixos e transmissões das máquinas. Além
disso, um diferencial será o incentivo a ações sustentáveis por meio da utilização de peças remanufaturas nos reparos.

Com a análise feita pelo CRC, o cliente poderá optar por uma peça totalmente nova ou retrabalhar o elemento que está danificado, restaurando o seu uso e tendo a garantia da Inova que a peça irá funcionar como uma nova. Isso permite que o cliente tenha gastos menores e que a quantidade de lixo emitida seja reduzida.

Para alcançar tal nível de atendimento, foram contratados 25 colaboradores externos e oferecidas mais de 300 horas de treinamento para que cada colaborador esteja apto para receber as novas demandas. O esperado, também, é que até o final de 2023 haja mais R$ 2 milhões investidos para o desenvolvimento do espaço.

“Não importa qual seja a falha, o CRC está preparado para solucioná-la. Inicialmente esperamos uma recuperação média de 30 componentes por mês, possibilitando que os clientes tenham acesso a novos recursos e melhoria constante nos processos”, destaca diretor de pós-venda da Inova Máquinas, Eliel Bartels. Com o objetivo de elevar ainda mais o atendimento aos clientes e contribuir para que as máquinas tenham menos tempo de parada, o CRC aposta em modernização.

“No Centro de Reforma de Componentes da Inova haverá também toda a tecnologia conectada e suporte oferecido pela John Deere. A inovação está no DNA da companhia, por isso, há um investimento contínuo, a fim de garantir que os clientes possam alcançar melhores resultados, fornecendo meios para tornar os reparos mais inteligentes
e sustentáveis”, afirma Thomas Spana, gerente de Vendas da Divisão de Construção da John Deere Brasil.

Novo Congresso - Inova inaugura primeiro Centro de componentes de Reforma da John Deere
Novo Congresso - Inova inaugura primeiro Centro de componentes de Reforma da John Deere

Foco no pós-venda
Um dos principais desafios dos clientes é ter a máquina parada em campo, pois significa pausa na produção e nos ganhos. Para evitar essas situações,
o pós-venda da John Deere conta com a inovação e a tecnologia para prever possíveis problemas nos equipamentos.

Hudson Oliveira, engenheiro mecânico da Salum Construções, reforça que a confiança na companhia é o diferencial no momento da compra e no pós-venda. “A assistência que temos é rápida, atenciosa e efetiva. Para o dia a dia nos ajuda muito, principalmente porque reduz o tempo de parada das máquinas, que é primordial em nossa área. O pós-venda é um ponto importante quando falamos no setor de locação. Os clientes estão cada vez mais exigentes”, afirma.

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01/02/2023 0 Comentários
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Notícias

Pacto Verde Europeu: cooperação e diálogo são fundamentais

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação

Na opinião dos especialistas que participaram do Fórum Agro: Brasil Protagonista, da Abag, o plano precisa levar em consideração as especificidades e legislações dos países exportadores de produtos para a União Europeia

Pacto Verde Europeu: cooperação e diálogo são pontos fundamentaisA cooperação e o diálogo são instrumentos fundamentais para que os efeitos da internacionalização do Pacto Verde Europeu (Green Deal) não impactem na competitividade do agronegócio brasileiro, pois as regras foram baseadas apenas na realidade da União Europeia, ou seja, na agricultura do mundo temperado, que é bastante distinta da agricultura de um país de clima tropical.

“O mundo necessita de cooperação e não de sanções, ainda mais em tempos de insegurança alimentar, um conflito armado e mudanças significativas no comércio global”, disse Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), durante o Fórum Agro: Brasil Protagonista, realizado pela entidade, nesta terça-feira, dia 31 de janeiro, em formato híbrido.

“A União Europeia possui um sistema democrático avançado, mas ela percebeu que sozinha não será capaz de cumprir com as metas de descarbonização, por isso incluiu as cadeias produtivas. Contudo, há uma grande distorção de realidade entre o mundo temperado e o mundo tropical, que precisa ser discutido. Além disso, as regras unilaterais impostas se chocam com os princípios de multilateralidade”, acrescentou.

Carvalho, moderador do primeiro painel “O que é o Green Deal e o que pode nos trazer de desafios”, analisou que as regras não tratam da abertura do mercado europeu até 2050 e desconsideram o uso da biomassa para as soluções de bioeconomia. “Percebemos que o foco está na prevenção e na proteção, mesmo em um momento de instabilidade alimentar no mundo”, complementou.

Outro ponto é que a Lei Antidesmatamento não aborda a questão do desmatamento legal ou ilegal, trata empresas de capital aberto e fechado da mesma maneira, e não esclarece como será comprovada a questão dos produtos sensíveis. Ele falou ainda que os Estados Unidos, que também estão elaborando seu programa verde, buscaram discutir esses itens com outros países por meio de uma questionário.

No painel, Ingo Plöger, vice-presidente e coordenador do Comitê de Relações Internacionais da ABAG, trouxe um rápido histórico sobre a criação do Green Deal e suas metas. Ele avaliou que a União Europeia trouxe uma nova agenda internacional: uma proposta climática, mas ponderou que “o maior erro foi internacionalizar conceitos que são bons para os países da UE, mas que não são necessariamente bons para o resto do planeta. É um plano excelente do ponto de vista interno. Eles são transparentes, citando os riscos e as medidas para diminui-los”.

Nesse sentido, o Brasil tem atuado para que a União Europeia, as instituições e os produtores vejam que a estrutura agrícola brasileira é sustentável. Segundo Elias Antonio de Luna e Almeida Santos, ministro-conselheiro, chefe do setor Econômico e Comercial da Missão do Brasil junto à União Europeia, o país tem expressado sua preocupação pelo caráter unilateral das medidas.

Ele ponderou que para melhorar a narrativa da agricultura brasileira é preciso mostrar os resultados da redução de desmatamento. “Nosso discurso tem ressaltado a realidade brasileira, no qual compartilhamos com os objetivos de desenvolvimento sustentável e de preservação ambiental. Porém, os meios para alcançar essas metas não precisam ser iguais para todos, devido as particularidades de cada país e região”.

Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), lembrou no Fórum Agro: Brasil Protagonista que o princípio das responsabilidades compartilhadas porém diferenciadas é importante porque mostra as diferenças entre os países, que possuem legislações distintas.

A seu ver, o Pacto Verde Europeu pode trazer impactos para o Brasil, pois se o país for classificado como de alto risco, o importador irá trocar de fornecedor, pois é ele (importador) quem arca com todos os custos. Entretanto, após uma reunião com representantes da União Europeia na semana passada, ela comentou que há uma janela de oportunidades para um diálogo, a fim de que o agro nacional leve suas propostas para atender as regras estabelecidas.

Para Ingo Melchers, diretor do Diálogo Agropolítico Brasil – Alemanha (APD), a descarbonização da economia europeia e global é um caminho sem volta e a grande agenda atual. Por isso, o Pacto Verde Europeu (Green Deal) vem atender não apenas esse objetivo, mas uma exigência da sociedade europeia que não quer mais contribuir com o desmatamento.

“Essa foi a reação dos legisladores europeus diante da demanda da sociedade”. Um questão importante, em sua opinião, é a bioeconomia, como vetor de inovação e desenvolvimento e intercâmbio tecnológico.

Sobre o eleitor europeu, Plöger considerou o aumento dos custos com as mudanças que serão necessárias para atender o Pacto Verde Europeu, que encarecerão os preços dos produtos que serão pagos pelos cidadãos europeus.

“A questão é se com tudo isso haverá uma diminuição importante no desmatamento, porque 90% dos produtos exportados do Brasil para a União Europeia já são certificados. Caso, isso não ocorra, o cidadão vai perceber que pagou um preço alto por uma política ineficaz”.

No segundo painel “Os efeitos e riscos para a economia e para o agronegócio brasileiro” do Fórum Agro: Brasil Protagonista, Francisco Turra, ex-Ministro da Agricultura e presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirmou que haverá uma caminhada para o diálogo para a construção de novas alternativas, uma vez que a discussão internacional está focada na fome no mundo. “O Brasil precisa explicar para o mundo que nós sabemos produzir e com sustentabilidade. Assim, a transparência é a melhor estratégia”, explicou.

Nessa área, Túlio Dias, diretor de Sustentabilidade da Agropalma, comentou sobre as novas tecnologias de georreferenciamento e geolocalização que podem atuar no combate ao desmatamento ilegal, sendo um instrumento importante para as cadeias produtivas brasileiras. “Para que a narrativa brasileira seja positiva e consistente, ela precisa ser acompanhada de posicionamentos claros sociais e ambientais, o que significa que diminuir as taxas de desmatamento se torna um bom ativo de comunicação, contribuindo para melhorar nossa posição nas mesas de negociações”, esclareceu.

Uma preocupação do setor do óleo de palma e das demais cadeias produtivas é que se a política europeia for aplicada os pequenos e médios produtores serão os mais impactados. “Pela menor capacidade de gestão estratégica, engajamento com o cliente direto, dificuldade de linguagem e comunicação, menor capacidade de investimento para adequações, eles ficarão mais exposto a ficar de fora de cadeias produtivas importantes”, elenca Dias.

Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone e consultor da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) defendeu a produção eficiente na pecuária, que reduza os impactos ambientais. Ele citou, por exemplo, a meta do Plano ABC+ de restaurar 30 milhões de pastagem degradada, bem como sistemas de integração com o iLPF (Integração Lavoura-Pecuária-Florestas). “A agricultura que não recupera áreas degradadas torna-se improdutiva”, pontuou. Também enfatizou a importância da inovação e da tecnologia para o avanço do agronegócio.

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Empresas

New Holland anuncia novo vice-presidente para América Latina

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação

Eduardo Kerbauy é o novo vice-presidente da marca para a região, substituindo Rafael Miotto, que assumiu a presidência da CNH Industrial LATAM

New Holland anuncia novo vice-presidente para América LatinaA New Holland Agriculture passa a ter Eduardo Kerbauy como seu novo vice-presidente para a América Latina. O executivo assume o posto a partir deste mês substituindo Rafael Miotto, que passa a ser o novo presidente da CNH Industrial para a região. A marca anunciou outras alterações no seu quadro de diretores.

Formado em Engenharia Mecânica, com MBA em Administração e mais de 20 anos de experiência dentro da CNH Industrial, sendo 18 anos na New Holland Agriculture, Eduardo Kerbauy de Freitas Luís trabalhou em países como Itália, Inglaterra e França. De 2016 a 2019 ocupou o cargo de diretor de Marketing de Produto da marca para a América Latina. De 2019 até janeiro deste ano, foi diretor de Mercado Brasil da New Holland.

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“Nossa missão é fortalecer a nossa posição na América Latina, dando continuidade à trajetória de crescimento que marca alcançou nos últimos anos na região, acompanhando a força do agronegócio sul-americano, investindo em produtos e soluções para que os agricultores da região possam produzir cada vez mais e melhor, e de maneira sustentável”, afirma Kerbauy.

Nova diretoria

A diretoria de Mercado Brasil agora é comandada por Cláudio Calaça Júnior. Já Flávio Mazetto é o novo diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina. Jefferson Kohler, por sua vez, assume a diretoria de Desenvolvimento de Rede, Gerenciamento de Projetos e Inovações de Negócios para a região.

Cláudio Calaça Júnior é engenheiro agrícola formado pela Unicamp, com MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Gestão Estratégica de Projetos pelo Insper. Está há 20 anos na CNH Industrial, com passagens por diferentes áreas de atuação no Brasil e na Argentina. Atuou no Planejamento Estratégico de Portfólio de Produtos Agrícolas da CNH Industrial antes de assumir, em 2019, o cargo de diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América do Sul. Agora será o novo diretor de Mercado Brasil da marca.

Flávio Rielli Mazetto, novo diretor de Marketing de Produto para a América Latina, é engenheiro agrônomo graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP – Botucatu/SP), com mestrado e doutorado em Máquinas e Mecanização Agrícola pela mesma instituição. Tem especialização em Biological and Agriculture Engineering pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Começou sua carreira na CNH Industrial há 19 anos, exclusivamente dedicado à marca New Holland, onde atuou nas áreas de Marketing de Produto, Comercial e Diretoria de Desenvolvimento de Rede.

Jefferson Kohler, por sua vez, novo diretor de Desenvolvimento de Rede para América Latina, é executivo graduado pela PUC-PR em Desenho Industrial e Marketing, com MBA em Gestão Empresarial pela FAE Business School. Kohler acumula 12 anos de experiência no segmento agrícola dedicados à New Holland, atuando nas áreas de marketing para as posições Business Intelligence, Pricing e Branding LATAM, e também como gerente comercial para a Região Sul.

“Com esta diretoria que reúne bastante experiênca, a New Holland Agriculture está preparada para seguir investindo em inovação, com sustentabilidade e tecnologia, e com um olhar focando em soluções voltadas à agricultura digital. Também vamos continuar expandindo o nosso portifólio de produtos e soluções voltados a todos os perfis de produtores, independentemente do tamanho da operação. Somos uma marca que tem o cliente como prioridade e, para isso, vamos continuar investindo para fortalecer a nossa rede de concessionários, aprimorando o atendimento com qualidade e agilidade, buscando entender quais as reais necessidades dos nossos agricultores”, conclui Kerbauy.

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Notícias

Exportação de máquinas agrícolas cresceu 32% em 2022

Por redação 01/02/2023
Escrito por redação

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apresentou os dados conjunturais do setor de máquinas e equipamentos referentes a 2022, com destaque para as máquinas para agricultura, que registraram crescimento de 32% nas exportações no período

Exportação de máquinas agrícolas cresceu 32% em 2022Em dezembro de 2022 a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou nova queda na sua receita líquida de venda em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Com isso, segundo a entidade, no ano de 2022, o setor registrou queda de 5,9% nas vendas. Destaque para a exportação de máquinas agrícolas, que registrou alta de 32% no período.

A indústria de máquinas iniciou o ano com queda da ordem de 4% nas vendas. Na ocasião havia a expectativa de arrefecimento do quadro na segunda metade do ano (2022), o que não se confirmou, de acordo com a Abimaq.

O último semestre, e mais intensamente o último trimestre do ano, veio acompanhado de onda de incertezas que reduziu ainda mais as vendas máquinas e equipamentos.

No último mês do ano, até mesmo a exportação de máquinas e equipamentos, com boa performance em quantidade de vendas ao longo do ano, contribuíram negativamente nos resultados medidos em reais pelo setor (-1,2%).

Já as vendas no mercado interno, embora tenham reduzido a queda em relação ao inicio do ano, ficaram 7% abaixo no nível de 2021. Com este resultado, o setor fabricante de máquinas e equipamentos registrou queda de 5,9% nas receitas de vendas em 2022, interrompendo o ciclo de 4 anos consecutivos de crescimento que gerou a recuperação de 38,1% nas vendas em relação a 2017, mas antes de atingir o seu melhor nível de vendas que ocorreu no período 2010-2013.

Exportações de máquinas

Em dezembro de 2022 o setor exportou US$ 1,2 bilhão em máquinas e equipamentos, segundo maior resultado do ano. Durante todo o ano, houve oito meses em que as vendas externas apresentam resultado superior a US$ 1 bilhão, valores só observados em meados de 2012.

Com isso, no ano (2022), as exportações do setor atingiram US$ 12,2 bilhões, um crescimento de 21% sobre o ano de 2021, mais de 20% da receita total do setor. No ano houve crescimento também nas quantidade de bens exportadas, mas em patamar relativamente menor (6,5%).

O ano de 2022 ficou marcado pelo aumento das exportações de quase todos os tipos de máquinas. O destaque, no entanto, foi para a exportação de máquinas agrícolas, que registrou crescimento de 32% no período, passando de uma participação de 14% para 16% no total das exportações de máquinas.

Outro destaque foi o de exportação de máquinas para a indústria de transformação que cresceu 27,6%, embora com participação no setor relativamente menor (6,8%). No mês houve melhora nas exportações de todas os grupos de máquinas monitorados.

Em 2022, ocorreu aumento das exportações para a maioria dos países. O aumento para países da América do Sul continua como destaque. No período o crescimento foi de 36,3% ante o ano anterior, puxado pelo mercado argentino que expandiu a compra de máquinas nacionais em mais de 60,9%.

Em 2022 a participação média histórica de países da América do Sul no total das exportações voltaram ao patamar de 37%, nível observado em período anterior a 2018. Na América do Norte também houve crescimento das vendas (+18,3%) assim como em países europeus (20,9%).

Importações de máquinas

As importações de máquinas e equipamentos cresceram em 2022. No ano houve um incremento de 13,8% nas importações de máquinas e equipamentos no Brasil, um total de US$ 24 bi ante US$ 21 bi no ano anterior (2021).

O mês de dezembro de 2022, embora tenha registrado queda nas importações em relação ao mês de novembro (-3,1%), superou em 11,8% as realizadas no mesmo período de 2021.

No mês, as importações foram de US$ 2,2 bilhões, patamar próximo ao observado no período anterior à crise financeira iniciada em 2015.

A queda observada na importação de máquinas e equipamentos durante o mês de dezembro frente ao mês de novembro (-3,1%) atingiu a maioria dos segmentos de mercado (6 dos 8 segmentos de mercado analisados). Entre os bens que registraram maior importação no período aparecem os componentes e as máquinas para infraestrutura e indústria de base.

No ano, o crescimento das importações atingiu todas as atividades. Os maiores crescimentos percentuais
ocorreram na importação de máquinas para agricultura (49,5%) e Máquinas para petróleo e energia renovável
(49,7%).

Entre as principais origens das importações, China, EUA, Alemanha e Itália lideram o ranking respectivamente. No ano de 2022, as importações oriundas da China cresceram 23% e passaram a representar 27,8% das máquinas importadas adquiridas pelo Brasil.

A China, desde 2007, vem apresentando firme tendência de ocupação do mercado mundial e nacional de máquinas e equipamentos.

No Brasil passou de uma participação de 6,9% para 27,8%, mais de 20 p.p. em 15 anos. Dentre as demais regiões fornecedoras de máquinas para o Brasil os EUA registraram crescimento de 11,2% em 2022, a Alemanha 3,4%, já a Itália queda -4,7%.

Emprego

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda no quadro de pessoal do mês de dezembro de 2022 em relação ao mês de novembro (-1,6%), mas encerrou o ano com saldo positivo na mão de obra, pouco mais de 390 mil pessoas empregadas.

Apesar da queda do mês, no ano o setor teve saldo positivo em relação ao ano de 2021, um incremento de 7.649 pessoas no ano. Na análise por setores fabricante da indústria de máquinas se observou incremento generalizado na mão de obra durante o ano de 2022.

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