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Tecnologia

Case Construction completa 180 anos com grandes lançamentos

Por redação 22/12/2022
Escrito por redação

2022 foi marcado pela ampliação do portfólio de produtos, com destaque para o rolo compactador

Case Construction completa 180 anos com grandes lançamentos CASE Construction Equipment, marca da CNH Industrial, completa 180 anos em 2022. Com uma história que começou com as máquinas a vapor desenvolvidas por Jerome Increase Case, nos EUA, segue até hoje tendo como marca seu pioneirismo em equipamentos e tecnologias, e reforçando sua grande influência no setor da construção. “É motivo de muita satisfação para todos os envolvidos com a marca – de colaboradores, fornecedores a distribuidores – celebrar 180 anos de história”, comenta Carlos França, diretor Comercial e de Marketing da CASE para a América Latina.

E, para comemorar esse marco em sua história, a CASE investiu, neste ano, na ampliação de seu portfólio de produtos apresentando ao mercado novos equipamentos, com destaque para o rolo compactador CASE 1107EX, que marcou a entrada da marca nesse mercado no país.

EIMA: eletrificação e agricultura verde marcam feira na Itália

Desenvolvido na Índia, o modelo recebeu uma série de melhorias que foram implementadas visando as necessidades específicas dos clientes brasileiros. Para isso, o modelo foi emprestado para alguns clientes estratégicos, que usaram o rolo por cerca de dois meses e trouxeram ideias de melhorias e evoluções para o produto.

“Inovação inspirada no cliente é o que guia todos os projetos da CASE”, explica Maurício Moraes, gerente de marketing da CASE Construction Equipment.

Outros importantes lançamentos da marca em 2022 foram a nova série de motoniveladoras CASE B Series 2 e a retroescavadeira 575SV. “Nossos projetos sempre trazem como norte quais os benefícios reais que nossas máquinas podem trazer para o cliente final. Com isso, temos um portfólio de qualidade e adequado às necessidades do mercado, aliado a uma rede de distribuição muito sólida”, ressalta França.

Carlos França ainda adianta que, para o próximo ano, a marca projeta novos lançamentos de máquinas e soluções, tendo como foco a conectividade. “Temos investido bastante em conectividade e telemetria e o nosso projeto é ter, em 2023, 100% dos nossos equipamentos com telemetria instalada de fábrica”.

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Notícias

Queda acumulada do PIB do agro chega a 4,3% de janeiro a setembro

Por redação 22/12/2022
Escrito por redação

Redução do PIB do agro reflete sobretudo a forte alta dos custos com insumos no setor, tanto na agropecuária quanto nas agroindústrias, que tem superado os ganhos em valor bruto da produção

Queda acumulada do PIB do agro chega a 4,3% de janeiro a setembroO Produto Interno Bruto  – PIB do agro brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), recuou novamente no terceiro trimestre de 2022, 2,08%.

Desse modo, a queda do PIB acumulada de janeiro a setembro do ano chegou a 4,28%). Como visto nos relatórios anteriores, essa redução do PIB reflete sobretudo a forte alta dos custos com insumos no setor, tanto na agropecuária quanto nas agroindústrias, que tem superado os ganhos em valor bruto da produção.

No terceiro trimestre do ano, diferentemente do trimestre anterior, os comportamentos foram opostos entre os ramos do agronegócio. No ramo agrícola, em que a pressão de custos tem se mostrado mais acentuada, o comportamento baixista observado ao longo do ano se manteve no trimestre de julho a setembro, com queda de 3,25% no PIB.

Essa queda refletiu também uma piora nos preços agrícolas ao longo do trimestre, na comparação com os patamares de 2021. Houve reduções do PIB dentro da porteira (7,48%), na agroindústria (1,01%) e nos agrosserviços (3,15%).

Já o PIB do ramo pecuário cresceu no terceiro trimestre, 1,23%. Nesse caso, apenas o PIB dos insumos recuou (3,10%), com altas para a pecuária dentro da porteira (3,51%), para a agroindústria (0,16%) e para os agrosserviços (0,39%). Para o segmento primário pecuário, o bom resultado no trimestre refletiu especialmente o aumento da produção no terceiro trimestre.

22/12/2022 0 Comentários
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RS anuncia mais de R$ 200 milhões para projetos de irrigação
Notícias

Comissão da CNA debate perspectivas para irrigação em 2023

Por redação 22/12/2022
Escrito por redação

Comissão tratou sobre as ações e conquistas deste ano e as perspectivas e o planejamento para 2023

Comissão da CNA debate perspectivas para irrigação em 2023A Comissão Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na segunda (19), uma reunião para debater sobre temas referentes aos desafios e oportunidades do setor para o próximo ano.

A Comissão tratou sobre as ações e conquistas deste ano e as perspectivas e o planejamento para 2023. Os trabalhos foram coordenados pelo presidente da Comissão, David Schmidt.

“Sabemos o quanto foi importante a atuação da comissão na defesa técnica dos projetos de lei, e principalmente na atuação no Conselho Nacional de Recursos Hídricos’’, afirmou Schmidit.

A reunião também contou com a apresentação de um balanço da participação da CNA e do agro brasileiro na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-27). O coordenador de Sustentabilidade, Nelson Ananias Filho, destacou a importância da participação da Confederação e os desdobramentos das ações para o próximo ano.

Segundo Nelson, os resultados da Conferência foram pouco expressivos devido à situação geopolítica que resultou em insegurança alimentar e energética. Mas ele também afirmou que houve alguns avanços para o setor agropecuário, principalmente em relação à Carta Geral e ao trabalho de Koronívia.

Os membros da comissão conheceram, ainda, o projeto de consultoria para o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh). “Esse projeto vai dar apoio aos representantes do setor na base, trazendo alinhamento e conhecimento para defesa do setor nas representações do Singreh”, destacou a assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da confederação, Jordana Girardello.

22/12/2022 0 Comentários
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Notícias

Verão começa nesta semana e impacta início da safra 2022/23

Por redação 20/12/2022
Escrito por redação

Na estação, chuvas são mais frequentes em praticamente todo o país

Inmet alerta para os impactos do verão no início da safra 2022/23O verão no Hemisfério Sul começa às 18h48 (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (21) e termina no dia 20 de março de 2023 às 18h25, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Devido às suas características climáticas, com grandes volumes de chuva, o verão no Brasil tem muita importância para atividades econômicas como a agropecuária, a geração de energia (por meio das hidrelétricas) e para a reposição hídrica e manutenção dos reservatórios de abastecimento de água em níveis satisfatórios.

O período reflete o aumento da temperatura em todo país em função da posição relativa da Terra em relação ao Sol mais ao sul, tornando os dias mais longos que as noites e com mudanças rápidas nas condições de tempo com condições favoráveis à chuva forte, queda de granizo, vento com intensidade variando de moderada à forte e descargas elétricas.

No verão, as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, nordeste de Roraima e leste do Nordeste, onde geralmente os totais de chuvas são inferiores a 400 milímetros (mm).

Impactos das chuvas no início da safra 2022/2023

No Matopiba, região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a efetivação da previsão de chuvas acima da média na região nos próximos meses, com exceção de áreas do sul de Tocantins e oeste da Bahia, principalmente em janeiro de 2023, podem auxiliar na manutenção da umidade no solo e favorecer as culturas na região, como a soja, milho primeira safra e algodão.

No Brasil Central, o retorno gradual das chuvas, que foi observado nos últimos meses, contribuiu para um aumento dos níveis de água no solo e tem sido importante para o estabelecimento das culturas de verão no campo, como a soja, milho, feijão e algodão. No entanto, as chuvas irregulares previstas para os próximos meses, além de um possível veranico, ou seja, chuvas abaixo da média, principalmente no mês de janeiro de 2023 em áreas de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, podem impactar negativamente o armazenamento de água no solo e as culturas que se encontrarem em estágios fenológicos mais sensíveis.

Já na Região Sul, a redução das chuvas em grande parte da região influenciada principalmente pela persistência do fenômeno La Niña, em especial no Rio Grande do Sul, causou restrição hídrica nas fases iniciais dos cultivos de verão. Além disso, as chuvas previstas dentro ou abaixo da média podem reduzir os níveis de água no solo, principalmente em áreas do centrossul do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, e impactar negativamente as culturas agrícolas que se encontrarem em estádios fenológicos mais sensíveis como a soja, milho primeira safra e feijão.

Fonte: Datagro
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Revista

5G e IoT são tecnologias essenciais para o agro nos próximos anos

Por redação 19/12/2022
Escrito por redação

Pesquisa realizada pelo Cubo Agro em parceria com o MIT Technology Review aponta as principais tecnologias habilitadoras emergentes no agronegócio

5G e IoT são tecnologias essenciais para o agro nos próximos anosConectividade 5G e internet das coisas (IoT) são as tecnologias habilitadoras com maior probabilidade de receberem investimento no setor de agronegócio nos próximos anos. Isso é o que revela a pesquisa “Tecnologias Emergentes no Agronegócio”, realizada pelo Cubo Agro, iniciativa do Cubo Itaú em parceria com Corteva Agriscience, São Martinho, Itaú BBA, CNH Industrial e Suzano, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento tecnológico de startups que oferecem soluções para a cadeia do agronegócio, produzida com o MIT Technology Review.

O foco do estudo é investigar o cenário de investimentos tecnológicos do agronegócio brasileiro e antecipar tendências que possuem viabilidade de aplicação nos próximos anos. “Percebemos que por meio dos hubs, ganhamos profundidade e conhecimento com expertises e visões complementares para entender os obstáculos da área e chegar a soluções mais precisas. Investir em pesquisas como essa é essencial, para ter mais clareza sobre o cenário do agronegócio no Brasil e as soluções de mais potencial para os próximos anos”, explica Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú.

De modo geral, analytics e big data; IA e aprendizado de máquina; cloud computing e cybersegurança; georreferenciamento e cartografia digital estão no topo da intenção de investimento de tecnologias habilitadoras. Para o setor primário (produtores rurais, agricultores e pecuaristas), as prioridades são: conectividade 5G, internet das coisas, georreferenciamento e cartografia digital. Já no setor secundário (agroindústria e fabricantes de insumos), analytics e big data, assim como conectividade 5G e internet das coisas ficam em primeiro plano.

Os dados também mostram que é possível fazer algumas correlações, como quanto mais investimento em inteligência artificial e aprendizado de máquina, mais se investe em analytics e big data. Isso porque, para as empresas, não há mais espaço para decisões baseadas apenas no feeling do gestor. “A tecnologia permite que se tenha mais previsibilidade sobre as ações, algo que passou a ser uma necessidade dentro das companhias”, conta Costa.

Quando se fala de analytics e big data, o movimento é proporcionalmente igual para cloud computing e cybersegurança. Cloud computing e big data estão no radar para trazer mais velocidade de captura e processamento de informação em tempo real. O mesmo fenômeno pode ser visto com 5G e internet das coisas, dado que também é possível fazer essa correlação. “Esses insights são relevantes para hubs como o nosso, pois apoiam as companhias na tomada de decisão sobre quais tecnologias investir e a conversar com startups que tenham as soluções que melhor atendem suas necessidades de inovação”, reforça o CEO do Cubo.

Já há experiências sendo feitas com a instalação de sensores nas armadilhas de pragas para identificar infestações de forma mais rápida. Assim, em caso de ocorrências localizadas, é possível enviar drones com defensivos somente no pedaço afetado, resultando em mais sustentabilidade, economia e eficiência.

A São Martinho, uma das companhias do Cubo Agro, apostou na implantação da rede privada de dados e a consequência é que suas possibilidades no dia a dia aumentaram substancialmente. A “iluminação do campo” permitiu a visibilidade em tempo real de informações que antes demandariam dias e grande esforço para serem coletadas. E a partir daí, passar a agir com mais rapidez. “Por exemplo, se um trator para porque furou o pneu, nós conseguimos de imediato acionar o caminhão borracheiro mais próximo. Conseguimos mais eficiência com menor custo operacional”, afirma Edi Claudio Fiori, gerente executivo de TI da São Martinho.

O próximo passo da empresa é buscar mais ferramentas e conhecimento para trabalhar com o intuito de transformar dados em insights que ajudem na tomada de decisões, na eficiência operacional e na criação de produtos digitais. Neste sentido, a empresa está desenvolvendo, por exemplo, uma plataforma de manejo integrado de pragas. O objetivo é encontrar combinações de fatores que criam condições para disseminação da praga, e, assim sendo, ações de combate são imediatas e assertivas.

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Notícias

Faesp lança radiografia da agropecuária paulista 2022

Por redação 19/12/2022
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Documento mostra que o estado lidera com folga produção brasileira de cana-de-açúcar e laranja

Faesp lança radiografia da agropecuária paulista 2022

O Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) lançou o Radiografia da Agropecuária Paulista 2022, com dados extensos sobre a produção nas principais atividades do setor. “É um documento de grande abrangência, não somente para fins estatísticos, mas também para orientar as políticas públicas do setor, como as desenvolvidas pela Federação”, afirma o presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles.

Ouça: Ampliação do 5G pode alavancar PIB do agronegócio brasileiro

O Relatório confirma a primazia do estado de São Paulo na produção de laranja. Em 2021, a produção paulista dessa fruta chegou a 12,5 milhões de toneladas, quase 83% do total nacional. O segundo estado no ranking nacional, Minas Gerais, respondeu por 6,5% e o terceiro, Paraná, chegou a 4,2 %.

O estudo aponta ainda que o Estado continua a liderar com folga a produção de cana-de-açúcar no País. Em 2021, o Estado produziu 405 milhões de toneladas de cana, o equivalente a 64,1 % da produção nacional. O segundo e terceiro colocados, Goiás e Minas Gerais, responderam cada um por 11% do total nacional.

São Paulo ainda lidera a produção nacional de amendoim (94,9%), borracha (71,7%) e Limão (79,1%). Outro dado relevante é sobre a avicultura. O Estado ocupa a segunda posição no ranking nacional do setor, com um rebanho de 200,68 milhões de cabeças de galináceos (13,1% do total). A liderança é do Paraná, com uma fatia de 28% (428 milhões de cabeças).

Fonte: Datagro
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Notícias

Aprovado projeto de alocação da subvenção ao Prêmio do Seguro Rural

Por redação 19/12/2022
Escrito por redação

Blindagem dos recursos governamentais do subsídio ao prêmio é um dos principais desafios do tema

Aprovado projeto de alocação da subvenção ao Prêmio do Seguro RuralA Comissão de Finanças e Tributação aprovou projeto determinando que as despesas com a subvenção econômica ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) serão alocados no orçamento das Operações Oficiais de Crédito (OOC), vinculado à Secretaria do Tesouro Nacional. Atualmente, essas despesas estão consignadas no orçamento do Ministério da Agricultura, informa a “Agência Câmara”.

O Projeto de Lei 4720/16, do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), altera a Lei 10.823/03, que trata do seguro rural. A proposta foi relatada pelo deputado Sergio Souza (MDB-PR), que deu parecer favorável. “Essa mudança pode proporcionar maior eficácia na gestão dos recursos ao viabilizar a gestão integrada das diversas subvenções ao setor agropecuário”, disse Souza.

Ele lembrou que a unidade orçamentária OOC é responsável por outras políticas de fomento ao setor agropecuário, como a subvenção econômica para as operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e para garantia e sustentação de preços na comercialização de produtos agropecuários.

Souza recomendou a aprovação do substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que analisou o projeto anteriormente. O substitutivo foi elaborado pelo deputado Afonso Hamm (PP-RS) e exclui os dispositivos que mudavam outros pontos da Lei 10.823/03.

Prêmio do Seguro Rural

O Prêmio do Seguro Rural (PSR) é um auxílio financeiro fornecido pelo governo ao produtor para que ele possa contratar uma apólice de seguro para cobrir eventuais perdas de safra. As modalidades cobertas pelo PSR são seguro agrícola, pecuário, aquícola ou de florestas. O programa existe desde a safra 2005/2006.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Datagro
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Notícias

Software ajuda a aumentar eficiência na gestão agrícola

Por redação 16/12/2022
Escrito por redação

Utilizando aplicativo Aegro, que une as áreas operacional e financeira, agricultor sul-mato-grossense obteve maior controle das operações, principalmente sobre o estoque de insumos, possibilitando-o fazer investimentos na propriedade e ampliar os negócios

Software auxilia produtor a aumentar eficiência na gestão agrícolaApós estudar e trabalhar em importantes empresas agro no interior de São Paulo, acumulando experiência, o engenheiro mecânico João Tozzi retornou à fazenda da família, localizada no município de Itaporã/MS, com o objetivo de implementar inovação na gestão agrícola da propriedade.

Embora o pai fosse pecuarista de vocação, Tozzi apostava no potencial da agricultura, sua grande paixão. Aos poucos ele foi implementando tecnologias na fazenda Esperança e paralelo à criação de gado incorporou lavouras em áreas que eram arrendadas até atingir os 1.850 hectares total da propriedade e ainda 650 hectares do vizinho.

Preparo do solo adequado preserva recursos e reduz compactação

De lá para cá muita coisa mudou: as áreas de pastagem deram espaço para um cultivo produtivo de soja e milho, graças ao manejo eficiente que conta com muita tecnologia e organização. “Gestão agrícola sempre foi minha preocupação. Há 15 anos já buscava softwares, que na época eram limitados, mas muito melhor do que as planilhas. Como eu tinha certa experiência com programação, fui ampliando o controle da fazenda como um todo”, diz Tozzi.

Melhora na gestão agrícola

Com o passar dos anos, a fazenda foi ganhando hábitos sadios de gestão, como anotação dos gastos e consumo do cotidiano. Mas, com o passar dos anos, a ferramenta utilizada até então não supriu mais as necessidades do agricultor por ser limitada do ponto de vista tecnológico. Então Tozzi buscou no mercado algo novo e conheceu a ferramenta Aegro.

O app Aegro une as áreas operacional e financeira para oferecer um controle eficiente do processo produtivo da fazenda. Por meio do software de gestão agrícola, é possível administrar a propriedade pelo celular ou tablet, de forma remota, sem a necessidade de estar conectado à internet para registrar atividades de campo.

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Além do planejamento da safra, a ferramenta possibilita ao produtor gerir a área financeira, ter controle de estoque, indicadores agrícolas, consumo e desempenho de máquinas, controle do manejo e muitas outras facilidades. Segundo Tozzi, embora sejam informações simples, elas promovem grandes mudanças na administração. “O software da Aegro tem muitas virtudes, a parte agrícola é gerenciada por ele, o operador tem acesso a tudo que acontece e vai acontecer”, destaca.

Tecnologia na prática

Antes de utilizar o app Aegro, a fazenda Esperança contava com uma lousa para listar os produtos da próxima aplicação. Lá eram anotadas todas as tarefas que deveriam ser feitas por talhão no dia. Atualmente a rotina é bem diferente, a ferramenta possibilitou não somente produzir com mais precisão como também antecipar o que precisa ser feito no dia seguinte.

“Hoje nossos colaboradores veem na plataforma o que é para fazer com detalhes, como por exemplo, a ordem de colocação de produtos para a pulverização, algo que é fundamental para evitar problemas de calda e maior eficiência na aplicação”, detalha o Tozzi.

Outra funcionalidade da plataforma muito explorada na fazenda é na parte financeira. Com o controle atual é possível saber como estão as contas do dia, da semana, do semestre e do ano. Segundo Tozzi, essa função simplificou demais sua rotina, pois hoje gasta-se pouco tempo nisso e em um simples clique é possível saber o histórico, o fluxo de caixa e até o saldo na conta.

“Se você quer levar o negócio realmente a sério, tem que ser com números reais. Hoje nós temos uma velocidade com os dados e rapidamente identificamos nossas metas do previsto e do realizado”, diz ele. “Como eu gasto pouco tempo agora com a parte financeira, eu posso me dedicar a outras tecnologias, como por exemplo, aos biológicos, com foco na agricultura regenerativa”, confidencia.

Expansão dos negócios

Com a eficiente gestão na fazenda Esperança, Tozzi está dando mais um importante passo na expansão dos negócios. Juntamente com seu genro, advogado especializado em tributação, iniciou um projeto de arrendamento de terras no Pará, para inicialmente cultivar milho. Por meio de um amigo, que está há mais de 12 anos na região, ele conheceu as terras e está otimista com o potencial do Estado.

Nesta operação o gerente da fazenda está in loco nas novas terras, à frente do trabalho, tentando transformar o local em áreas promissoras. “A eficiência e tecnologia que temos hoje em nossa gestão permitiu esse avanço. Queremos aplicar lá nossa expertise para ter sucesso como tivemos aqui em nossa propriedade sede”, acrescenta o produtor.

Segundo Paulo Silvestrin, co-fundador e gerente de produtos da Aegro, cases como os da fazenda Esperança são importantes para comprovar a eficiência do aplicativo. “Nossa ferramenta é uma solução aos agricultores nos momentos de maior correria no meio da safra, pois, independentemente de onde ele esteja, é possível pelo celular ter acesso a diversos dados da propriedade como, por exemplo, controle de estoque”, afirma.

O aplicativo informa também se há a quantidade suficiente de insumo para fazer uma determinada aplicação ou ainda avisa quando o estoque chega em um ponto mínimo. Assim, há a otimização do tempo e maior controle dos insumos, não correndo o risco de faltar produtos na hora mais importante da operação. Outra vantagem dessa importante aferição é evitar desperdícios, uma vez que o operador recebe todas as informações de onde deverá ser a aplicação do insumo e qual a dosagem exata.

Constante evolução

Um dos diferenciais do app Aegro é que a empresa disponibiliza aos clientes um mural no qual o usuário pode descrever as sugestões de melhorias na plataforma, as quais são avaliadas. Além disso, há um time de engenheiros de software e profissionais que estão em constante conversa com o produtor para poder sempre melhorar a experiência do cliente. “Evoluímos a ferramenta de acordo com a demanda que o nosso cliente nos traz”, diz Silvestrin.

Atualmente o aplicativo está disponível para todos os produtores, que podem baixá-lo gratuitamente de qualquer smartphone. Somente para a parte de controle financeiro é necessário contratar um plano. “A área gratuita do nosso app já atende muito bem fazendas pequenas que precisam e querem se familiarizar com a solução que, embora muito simples, é bastante objetiva e eficiente”, finaliza.

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Notícias

Exportações do agro batem recorde em novembro

Por redação 16/12/2022
Escrito por redação

O crescimento dos volumes embarcados de milho e açúcar foi um dos principais fatores para o desempenho favorável no mês

Exportações do agro batem recorde em novembroAs exportações do agro, em novembro deste ano, atingiram US$ 12,65 bilhões, ultrapassando pela primeira vez, para os meses de novembro, a cifra de US$ 10 bilhões. Este valor foi 51,2% superior quando comparado aos US$ 8,36 bilhões exportados em novembro de 2021. O recorde das exportações foi resultado do aumento do volume das exportações (+29,3%), mas, também, influenciado pelos preços médios de exportação elevados (+16,9%).

Preparo do solo adequado preserva recursos e reduz compactação

O aumento no volume exportado de milho (+ 3,7 milhões de toneladas) e de açúcar (+ 1,3 milhão de toneladas) explicam, em grande parte, o desempenho favorável no volume das exportações brasileiras do agronegócio.

As importações de produtos agropecuários foram de US$ 1,48 bilhão em novembro de 2022, um crescimento de 2,2% em relação ao valor adquirido em novembro do ano passado. Desta forma, o saldo da balança registrou US$ 11,6 bilhões. Este saldo do agronegócio não considera os insumos utilizados na produção agropecuária, como fertilizantes, defensivos, peças e equipamentos. A participação do agronegócio nas exportações totais ficou em 44,9%.

Com esse incremento no quantum, o Brasil já vendeu 145,3 milhões de toneladas ao exterior neste ano. Em divisas, nos 11 meses do ano, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 148,26 bilhões, valor recorde para o período na série histórica desde 1997.

Novembro/2022

Os cinco principais setores exportadores do agronegócio, em novembro, foram o complexo soja (participação de 21,7%); carnes (15,2%); cereais, farinhas e preparações (14,7%); complexo sucroalcooleiro (14,5%); e produtos florestais (10,6%). Estes setores responderam por 76,7% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio em novembro.

Setores

O complexo soja exportou US$ 2,74 bilhões, o que significou um crescimento de 31,9% na comparação com novembro do ano passado. As vendas externas de soja chegaram a US$ 1,62 bilhão. O valor exportado de farelo de soja foi US$ 817,44 milhões (+56,9%) e o óleo de soja atingiu US$ 310 milhões (+30,7%).

As exportações de carnes bateram recorde para os meses de novembro, chegando a US$ 1,92 bilhão (+47,2%). A carne bovina foi a carne com maior valor exportado, US$ 870 milhões (+76%). As vendas externas de carne de frango atingiram US$ 762,13 milhões (+29%). Houve exportações recordes, também, de carne suína, com US$ 228,12 milhões.

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Os cereais, farinhas e preparações registraram vendas externas de US$ 1,86 bilhão (+243,8%). As exportações de milho responderam por quase todo o valor exportado pelo setor, superando, pela primeira vez, a cifra de US$ 1 bilhão para os meses de novembro, com registros de US$ 1,73 bilhão em novembro de 2022 (+255,8%). O volume exportado também foi recorde para os meses de novembro, atingindo 6,06 milhões de toneladas (+154%).

O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 1,83 bilhão, com crescimento de 83,5% na comparação com os US$ 999,29 milhões exportados em novembro/2021. O açúcar foi o principal produto exportado pelo setor, com US$ 1,66 bilhão (+78,7%), com expansão do volume em 53,1% e de 16,8% no preço médio de exportação. Ou seja, o incremento das exportações de açúcar é explicado, em sua maior parte, pelo incremento do volume exportado.

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Notícias

Projetos no Cerrado incentivam a pecuária sustentável

Por redação 15/12/2022
Escrito por redação

O Cerrado é o segundo maior bioma em extensão no Brasil, com uma das maiores biodiversidades do planeta, e abriga oito das doze bacias hidrográficas nacionais

Projetos no Cerrado incentivam a pecuária sustentávelSegundo dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Cerrado conta com 41% do rebanho nacional e, nas duas últimas décadas, as áreas convertidas em pastagens somaram 29 milhões de hectares, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No mesmo período, o Brasil triplicou a quantidade de carne exportada, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), e estar em evidência no mercado traz implicação para o sistema de produção. O Cerrado é o segundo maior bioma em extensão no Brasil, com uma das maiores biodiversidades do planeta, e abriga oito das doze bacias hidrográficas nacionais.

“Atualmente os consumidores internacionais, investidores, varejistas e instituições financeiras procuram informações sobre a produção de carne na região porque não querem comprar ou investir em produtos que possuam impacto socioambiental negativo”, avalia o engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto, líder da National Wildlife Federation (NWF) no Brasil.

Nesse cenário, diferentes atores da cadeia buscam formas de contribuir para uma produção cada vez mais sustentável de forma a se manterem competitivos e ampliarem o acesso aos diferentes mercados.

Um exemplo, segundo Beduschi, é a implementação pela Marfrig da marca-conceito Carne Carbono Neutro (CCN), desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Neste sistema os animais são criados com técnicas que, além do bom manejo e da suplementação alimentar, contam com a plantação obrigatória de árvores.

Em termos de iniciativas dos governos estaduais, o Mato Grosso do Sul conta com o programa Novilho Precoce, que concede benefícios fiscais para os produtores que adotam boas práticas para aumentar a produtividade com sustentabilidade.

De acordo com Beduschi, a NWF contribui nesses esforços desenvolvendo, em parceria com o Proforest e o Imaflora, o Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado. O Protocolo Cerrado, como é conhecido, traz critérios socioambientais de compra para que as empresas que aderirem a ele possam monitorar suas cadeias de fornecimento e reportar resultados aos seus clientes.

O líder da NWF no Brasil lembra ainda que a preocupação de não causar impacto socioambiental negativo não é apenas internacional, pois o consumidor brasileiro também está atento às questões de bem-estar animal e de mudanças climáticas. A seu ver, todos os projetos são apenas o começo de um novo caminho, que levará o setor a implantar soluções em larga escala, com monitoramento dos indicadores de sucesso e transparência para os resultados.

“Com isso, o Brasil seguirá sua trajetória de grande fornecedor de carne bovina para o mundo. E, o Cerrado é fundamental para o mercado da pecuária”, finaliza.

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